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Vozdaigreja junho2015

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PADRE ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora

E a educação, como fica? Durante os quatro primeiros meses de 2015, testemunhamos horrorizados os desencontros entre o governo do Estado do Paraná e o funcionalismo público – especialmente os professores – acerca das mudanças na Paraná Previdência e que culminaram em atos de grave violência no coração de nossa cidade de Curitiba. Graves foram as cenas por nós testemunhadas. Do alto São Francisco, onde está a sede da Mitra da Arquidiocese, a Cúria e o Centro de Pastoral, as bombas podiam ser ouvidas. Alguns colaboradores e religiosos desceram até o Centro Cívico e foram testemunhas oculares de uma verdadeira guerra. Como igreja defensora da vida e da paz, nossa Arquidiocese tomou posição. Não podemos coadunar com nenhum gesto violento, seja de quem for. Nesta edição de nossa revista Voz da Igreja, alguns artigos apresentam reflexões sobre o assunto e lançam a seguinte pergunta direcionada ao povo cristão e para toda a sociedade: afinal, depois de tanta guerra, como fica a educação de nossos filhos? Apesar de tantas dores testemunhadas no Centro Cívico, neste mesmo local, no próximo dia 04 de junho, nossa Arquidiocese se encontrará ao redor do Santo Corpo de Cristo, levando o Senhor até este local de conflito – local aonde Ele mesmo quer ir! Somos igreja em saída para as periferias existenciais na Solenidade de Corpus Christi! Por isso o Corpo de Cristo, que é a Igreja, estará expresso aqui nesta revista em matérias de diversos assuntos! Destacamos os dez anos de um novo caminhar da Comissão Bíblico-Catequética, a Pastoral da Pessoa Idosa – num artigo escrito por nosso Arcebispo Emérito Dom Pedro Fedalto, as atividades formativas da PASCOM, e outros comunicados de diversas pastorais e movimentos. Como igreja em estado permanente de missão, apresentaremos diversas matérias que nos fazem refletir sobre nossas práticas missionárias: o sentido missionário da Liturgia, a experiência da Paróquia N. Sra. da Visitação, o impacto do Ano Missionário em nossos presbíteros, experiências diversas da criação de Pequenas Comunidades de Fé, nossa missão em Guiné-Bissau, destaque da Paróquia Santo Antônio de Orleans. Que Deus nos abençoe neste mês do Sagrado Coração de Jesus. Peçamos a Ele que faça de nossos corações semelhantes ao seu. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Responsável: Stephany Bravos Fones / Fax: (41) 2105-6343 ou (41) 8700-4752 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br

Expediente A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispos da Arquidiocese de Curitiba: Dom Rafael Biernaski e Dom José Mário Angonese . Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: Infante - Tiragem: 10 mil exemplares.

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Ação Evangelizadora

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Agenda Mensal dos Bispos Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

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Hora Santa do Clero Na Igreja da Ordem Expediente na Cúria Expediente na Cúria Missa na Paróquia Santíssimo Sacramento Missa e Procissão de Corpus Christi, na Catedral Ordenação Diaconal do Frei Jean, na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Atualização Teológica para os Diáconos Permanentes - Reunião da Comissão Episcopal de Pastoral do Regional Sul II - Reunião da APAC - Visita no Seminário Rainha dos Apóstolos - Reunião do Conselho Diretor da Pastoral da Pessoa Idosa - Reunião do Fundo Diocesano de Solidariedade, na Cúria - Visita no Seminário Propedêutico - Expediente na Cúria - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, na Cúria - Visita no Seminário Bom Pastor - Expediente na Cúria - Missa no Seminário São José - Posse de Dom Agenor Girardi em União da Vitória (Retirar o expediente deste dia) - Missa no Santuário da Divina Misericórdia - Missa da Festa na Paróquia Santo Antonio - Missa será no Santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração e não no Santuário da Divina Misericórdia - Missa de Abertura da Semana do Migrante - Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, pelos 100 anos de Fundação das Irmãs Paulinas 17 - Reunião do Conselho Permanente, em Brasília- DF - Abertura da Novena no Santuário N. Sra. Do Perpétuo Socorro - Formação no Encontro do CPP, na Paróquia São José, Vilas Oficinas - Crismas na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Missa No Seminário São José - Recebimento do Pálio - Roma

Dom Rafael Biernaski Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Centro-Oeste 02 04 06 07 09 10 11 12 13 14 18 19 19 20 21 24 26 27 28

- Hora Santa do Clero, na Igreja da Ordem - Missa e Procissão de Corpus Christi, na Catedral - Crisma na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Jardim Botânico - Crisma na Paróquia Santa Maria Goretti - Reunião da APAC - Reunião do Fundo Diocesano de Solidariedade, na Cúria - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, na Cúria - Posse de Dom Agenor Girardi, em União da Vitória - Crisma no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Crisma na Paróquia Senhor Bom Jesus, na Ferraria - Crisma na Paróquia São Paulo Apóstolo - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação, na Colônia Dom Pedro II - Missa no Santuário de Schoenstatt - Reunião do Setor Centro, na Catedral - Crisma na Paróquia São Rafael - Crisma na Paróquia Imaculada Conceição - Crisma na Paróquia São Sebastião, em Bateias - Crisma no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, na Água Verde - Missa para o Apostolado da Oração, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, na Água Verde - Missa da Páscoa dos Militares, no Santuário São José - Missa do 1º ano de falecimento de Dom Moacyr - Bênção do Novo Altar da Capela Nossa Senhora da Paz, da Paróquia Santa Quitéria - Crisma na Paróquia Imaculado Coração de Maria - Crisma na Paróquia Menino Jesus, em Porto Amazonas - Missa de encerramento da Semana do Migrante, na Paróquia São JoséSta. Felicidade

Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 02 03 04 05 06 07 09 09 10 10 11 12 13 14 19 20 21 25 26 27 28 30

- Hora Santa do Clero, na Igreja da Ordem - Missa da Trezena na Paróquia Santo Antonio, no Boa Vista - Missa e Procissão de Corpus Christi, na Catedral - Crisma na paróquia Santíssima Trindade - Crisma na Paróquia São Miguel - Crisma na Paróquia São Pedro e São Paulo - Crisma na Paróquia São João Batista, em Almirante Tamandaré - Reunião da APAC - Missa no Hospital Nossa Senhora da Luz - Expediente na Cúria - Reunião do Fundo Diocesano de Solidariedade, na Cúria - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, na Cúria - Reunião do Setor Cajuru, na Paróquia Santíssima Trindade - Posse de Dom Agenor Girardi, em União da Vitória - Crisma na Paróquia Santa Cândida - Crisma na Paróquia Santa Cândida - Crisma na Paróquia São José Operário, em Pinhais - Crismas na Paróquia São José Operário, em Pinhais - Crisma na Paróquia Menino Jesus de Praga - Ordenação Diaconal na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Colombo - Crisma na Paróquia São João Batista, no Tingui - Crisma na Paróquia Santa Madalena Sofia, na Capela São Francisco - Reunião do Setor Pinhais, paróquia a definir - Missa no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Missa do 1º ano de falecimento de Dom Moacyr - Crisma na Paróquia São Rafael - Crisma na Paróquia Santana, em Campo de Santana - Ordenação Diaconal, no Santuário Nossa Senhora do Carmo - Crismas na Paróquia Santana, em Campo de Santana - Reunião da Pastoral Presbiteral, na Casa do Clero


Paz,

um dom do Senhor

Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO

Voz do Pastor

Hoje em dia quem volta suas atenções para algum noticiário, qualquer noticiário, surpreende-se com o elevado número de manchetes e notícias que informam sobre fatos e/ou situações de violência. As causas se multiplicam e as críticas se enumeram. Mais ainda as explicações. Claro, as análises nunca podem faltar. Sem elas jamais se pode combater as causas da violência. Entretanto, parece que se esqueceu que combater a violência não necessariamente equivale a buscar a paz. No primeiro caso as atenções se firmam em medidas de segurança, em debates e soluções práticas e pragmáticas, em projetos de programas sociais... Ademais, o temor de ser vítima pede por respostas cujos resultados não podem esperar. E sempre são os “outros” os culpados. Já no segundo caso, o da busca pela paz, supõe uma mudança que começa desde dentro das pessoas. Empenha a participação de todos. Mais do que análises, este caminho pede por experiências de valores testemunhados. Para um cristão o caminho da busca pela paz faz lembrar uma palavra muito cara no vocabulário da espiritualidade: a conversão para a paz. Para tanto é preciso fazer uma escolha; é necessário tomar a paz como um princípio unificador que inspira, modela e/ou freia as minhas reações. Em termos concretos isso significa que em qualquer situação delicada e complexa, os interlocutores optam por palavras, atitudes e decisões que favoreçam sempre a cultura do encontro, como diz o Papa Francisco. Infelizmente, é freqüente observar que se denomina “diálogo” a simples troca de palavras; ou de adjetiva de “pacífico” o direito de pronunciar palavras ofensivas. Quando Jesus falou de paz com seus discípulos (“Deixo-vos a minha paz”, Jo 14,27), o contexto era de profunda tensão. Com eles o ambiente era de uma refeição, era de paz; até lhes lavara os pés. Mas um o traía. Desde fora os adversários projetavam a violência. Mas Ele, por ser Senhor, nunca quis ser forte sobre ninguém. Não existe paz entre os que escolhem ser inimigos. É preciso rever as opções.

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A Igreja Católica, depois do Concílio Vaticano II de 1962 a 1965, procurou executar as Diretrizes Pastorais dos 16 documentos estudados pelos participantes do Concílio, de modo especial os bispos e aprovados pelo Papa Beato Paulo VI. Para dar uma resposta adequada e eficiente a todas as classes eclesiais, educacionais e sociais, foram fundadas novas pastorais e movimentos católicos. Uma das mais recentes pastorais é da Pessoa Idosa, fundada em Curitiba por iniciativa da dra. Zilda Arns Neumann, a 05 de dezembro de 2004. Dra. Zilda foi a fundadora da Pastoral da Criança, tão aceita em todo o Brasil e até em outros países, entre os quais o Haiti, onde ela veio a falecer no terremoto. A CNBB aprovou as 12 Comissões Episcopais Pastorais, organizadas com uma comissão de três a seis bispos de acordo com a menor ou maior abrangência de cada uma. Além dessas doze, há muitas outras pastorais. Em cada uma, um bispo é responsável. O bispo responsável pela Pastoral da Pessoa Idosa é o Arcebispo de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo e a Coordenadora Nacional, Irmã Terezinha Tortelli, Filha da Caridade, de Curitiba. É preciso distinguir a Pastoral da Pessoa Idosa, aprovada pelos Bispos do Brasil da Terceira Idade. A Terceira Idade abrange as pessoas idosas geralmente com saúde, que se reúnem para confraternizações, bingos, danças e excursões. Merecem apoio e é bom que exista a Terceira Idade. A Pastoral da Pessoa Idosa tem o objetivo de visitar as pessoas idosas muitas vezes acamadas, doentes. Também capacita líderes, por meio de seis encontros, sempre com uma espiritualidade, durante cada capacitação com duração de três a quatro horas, chegando até dezoito horas, ou encontros prolongando-se a vinte e quatro horas. O líder da Pessoa Idosa visita a pessoa para confortá-la, animá-la a aceitar a velhice com mais ou menos saúde. Os líderes voluntários procuram, com as aulas da capacitação, orientar os familiares da pessoa idosa para que o traArquidiocese de Curitiba | Junho 2015

tem com carinho, respeito, dignidade, valorizando tudo o que cada um fez na vida familiar. Quando encontra a pessoa idosa com dificuldade financeira, o líder vai procurar o pároco para que este providencie uma ajuda por meio da ação social da paróquia e, até se for possível, doe uma cadeira de rodas, quando necessário. O líder deve recomendar que a pessoa idosa não venha a cair, fraturando o fêmur ou a bacia. Igualmente, alerta sobre a necessidade da vacinação contra a pneumonia, que deve ser gratuita. Na Arquidiocese de Curitiba, nos primeiros anos da coordenadora Dona Dulce Binder e hoje Dona Zélia Chimentão, tanto a primeira como a atual agiram muito bem. Em Curitiba, a Pastoral da Pessoa Idosa está em 40 paróquias com um número razoável de líderes voluntários muito dedicados. A Coordenadora Nacional da Pessoa Idosa age muito à frente desta Pastoral. Apresentou a seguinte estatística no Brasil. São 140.976 pessoas idosas acompanhadas pela PPI no Brasil, além de 112.132 famílias. Ao todo, são 18.176 líderes comunitários fazendo esse trabalho em 4.688 comunidades, tendo ainda o envolvimento de 1.338 paróquias, 189 dioceses e 842 municípios. Espero agora com o Arcebispo responsável no Brasil pela Pastoral da Pessoa Idosa que aumentem os líderes, apoiados pelos párocos.

Arcebispo Emérito de Curitiba

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO

Palavra de Dom Pedro

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Pessoa Idosa

Foto: jcnet.com.br

A P astoral da Pastoral


Liturgia

PE. MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS Reitor do Seminário Propedêutico São João Maria Vianney Coordenador da Comissão de Liturgia

O Sentido Missionário da Liturgia Mane Nobiscum Domine A inspiração para este artigo está em um dos últimos textos do Papa São João Paulo II, intitulado Mane Nobiscum Domine (Fica Conosco, Senhor). Trata-se de uma carta apostólica datada de 7 de outubro de 2004, sobre o ano da Eucaristia. Para muitos é um verdadeiro testamento deste grande Papa, revelando o sentido da Eucaristia como fonte e ápice da vida e da missão da Igreja. A escolha do título desse artigo baseiase tanto na carta apostólica citada anteriormente, como no próprio texto de Lc 24,13-35, que refere-se aos discípulos de Emaús. Essa passagem contém elementos essenciais para uma verdadeira celebração litúrgica. Trata-se de um texto bíblico fundamental para entendermos o esquema proto-litúrgico: palavra – banquete. Afirmou João Paulo II que os dois discípulos que se dirigiam a Emaús no dia da ressurreição estavam “carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam ‘arder’ o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava explicando as escrituras. A luz da palavra ia dissipando a dureza do seu coração e ‘abria-lhes os olhos’ (Mane Nobiscum Domine, 1). Observemos alguns elementos importantes a serem destacados neste texto: 1. São dois os discípulos que estão a caminho, o mínimo para se constituir uma verdadeira comunidade. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Portanto, há uma comunidade reunida a caminho. 2. Eles saem de Jerusalém sem crer que lá é o lugar da vitória de Cristo. Caminham sem rumo, sem sentido, abandonam o projeto de Deus. “Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e, às vezes, amargas desilusões, o divino viajante continua a fazer-se nosso companheiro para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos mistérios de Deus” (Mane Nobiscum Domine, 2). 3. Conversavam e, cegos, não percebem que Jesus passa a caminhar com eles. Jesus pergunta: o que ides conversando pelo caminho? O texto bíblico diz que eles pararam. Por que não respondem ao Senhor caminhando? Porque o encontro com Cristo exige tempo de escuta e de atenção ao Senhor. 4. O tema central da conversa é a morte de Jesus e a resposta dos discípulos é um verdadeiro Kerigma – palavra de origem grega que significa anúncio gracioso que produz alegria, tanto para quem anuncia quanto para quem escuta.

5. Elementos principais de um Kerigma: 1º Jesus é o enviado, o filho de Deus; 2º Jesus padeceu com sua morte, pagou nossos pecados; 3º Jesus ressuscitou dos mortos e nos convida a passar da morte para a vida. 6. No anúncio dos discípulos de Emaús, estão presentes todos os elementos anteriores, mas falta algo para que se constitua um verdadeiro kerigma: a alegria e a fé. Os discípulos até falaram da ressurreição, mas não acreditaram. Assim, aprende-se que, por mais belo que seja o discurso sobre Jesus, caso não se creia Nele, não produz uma verdadeira conversão. 7. Mais tarde irão perceber que a própria mudança física já era um sinal: “Não estava ardendo o nosso coração...” (Lc 24, 32). 8. Como se dá o reconhecimento do Senhor? Como ocorre? 1º Apresenta-se um instrumento para suscitar a fé na ressurreição: a Sagrada Escritura; 2º Apresenta-se outro instrumento: o pão. Aqui está o esquema proto-litúrgico: palavra – banquete, já referido anteriormente. “Por entre as sombras do dia, que findava e a obscuridade que pairava na alma, aquele viajante era um raio de luz que fazia despertar a esperança e abria os seus ânimos ao desejo de luz plena. ‘Fica conosco’ – suplicaram. E ele aceitou. Pouco depois, o rosto de Jesus teria desaparecido, mas o Mestre ‘permaneceria’ sob o véu do ‘pão partido’, à vista do qual seus olhos se abriram” (Mane Nobiscum Domine, 1). 9. Depois que parte o pão, Jesus desaparece para a comunidade, para os dois discípulos, pois agora ele está presente em dois sinais: na Palavra e na Eucaristia. Basta mergulhar neste mistério, no véu do sacramento para sentir o Cristo presente em nosso meio. “Quando o encontro se torna pleno, a luz da Palavra segue-se à luz que brota do ‘Pão da Vida’, pelo qual Cristo cumpre de modo supremo sua promessa de ‘estar conosco todos os dias até o fim do mundo’ (cf. Mt 28, 20)” (Mane Nobiscum Domine, 2). Quais são as consequências do encontro com Jesus?

Algumas consequências são evidentes, seguindo o próprio texto bíblico. 1. A Palavra e a Eucaristia mudaram completamente a direção e a vida dos discípulos. Diz o texto que eles imediatamente se levantaram e voltaram correndo para Jerusalém (Lc 24, 33). O encontro com Cristo, continuamente aprofundado na Palavra e na Eucaristia, suscita na Igreja e em cada cristão a urgência de testemunhar e evangelizar. 2. Para tal missão, a Eucaristia oferece não apenas a força interior, mas também o projeto salvífico de: a) dar graças; b) do caminho da solidariedade; c) e do serviço aos últimos. a) Dar graças A Eucaristia é ação de graças que lembra que a realidade humana não se justifica sem a referência ao Criador. Em Jesus, no seu “sim”, está o “sim”, o “obrigado” e o “amém” da humanidade inteira. A Igreja é chamada a recordar aos homens essa grande verdade. A Eucaristia é remédio contra a autossuficiência do ser humano. b) O caminho da solidariedade A Igreja renova continuamente na celebração eucarística a sua consciência de ser “sinal e instrumento” não só da íntima união com Deus mas também da unidade de todo o gênero humano (LG 1). A Eucaristia é uma grande escola de paz, onde se formam homens e mulheres que, em variados níveis de responsabilidade na vida social, cultural, política, se fazem tecedores de diálogo e de comunhão. c) O serviço aos últimos Na Eucaristia, o nosso Deus manifestou a forma extrema do amor, invertendo todos os critérios de domínio que muitas vezes regem as relações humanas e afirmando de modo radical o critério do serviço. Ao inclinar-se para lavar os pés dos seus discípulos, Jesus explica de forma inequívoca o sentido da Eucaristia, enquanto serviço aqueles que mais necessitam. Com base no critério do amor mútuo e, em particular, da solicitude por quem passa necessidade, será comprovada a autenticidade das nossas celebrações eucarísticas. 3. De uma crise de fé, vivida pelos discípulos, e mesmo diante do medo da escuridão e da noite, dos caminhos perigosos, agora com a força interior do encontro com o Cristo ressuscitado, eles voltam para Jerusalém. Ensinam-nos que é preciso vencer os medos, as crises, por meio dos sinais (Palavra e Eucaristia) para irmos para Jerusalém, nossa casa, nossa vida, nossa missão. 4. A missão conduz à Eucaristia e a Eucaristia alimenta e reenvia o cristão para a missão evangelizadora.

COMISSÃO LITÚRGICA: mauricioanjos@hotmail.com / (41) 2105-6363./ Coordenação: Pe. Maurício Gomes dos Anjos. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Animação Bíblico-Catequética

PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Pastoral Catequética

A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ NA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA 10 ANOS DE ESTUDO ESTUDO,, REFLEXÃO E AÇÃO! Os documentos magisteriais, ao longo do caminhar pós-conciliar, pediram uma nova metodologia para a iniciação à vida cristã. Uma iniciação mais celebrativa e bíblica, menos sacramentalista e instrutiva. O essencial é proporcionar no interlocutor a experiência do mistério de Jesus Cristo para que ele acolha e encante-se na firme adesão ao Mestre. Ao longo dos anos, todos os elementos dos documentos eclesiais foram pensados e inseridos no itinerário catequético da arquidiocese de Curitiba. Hoje temos um itinerário definido: gradual, querigmático, vivencial, celebrativo e essencialmente bíblico.

O eixo norteador que conduz o itinerário arquidiocesano de iniciação à fé é a “inspiração catecumenal” (DNC 45). Trata-se de um caminho percorrido com etapas, metas, celebrações, ritos de passagem, momentos celebrativos, atividades evangélico-transformadoras e experiência com a Palavra de Deus. É um processo de “preparação e acolhimento dos mistérios da fé” (DNC 37).

ORIENTAÇÕES DOS DOCUMENTOS MAGISTERIAIS SOBRE A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ Concílio Vaticano II “Restaure-se o catecumenato dos adultos, com vários graus, a praticar segundo o critério do Ordinário do lugar, de modo que se possa dar a conveniente instrução a que se destina o catecumenato e santificar este tempo por meio de ritos sagrados que se hão de celebrar em ocasiões sucessivas” (SC 64). “Aqueles que receberam de Deus por meio da Igreja a fé em Cristo sejam admitidos ao catecumenato, mediante a celebração de cerimônias litúrgicas” (AG 14). “Esforcem-se também por estabelecer ou organizar melhor a formação dos catecúmenos adultos” (CD 14). Documento de Aparecida “Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 365). A Igreja deve colocar-se em “estado permanente de missão” (DAp 551). “Uma comunidade que assume a iniciação cristã renova a sua vida comunitária e desperta seu caráter missionário” (DAp 291). “A paróquia precisa ser lugar onde se assegure a iniciação cristã” (DAp 293).

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Diretório Nacional de Catequese “É a inspiração catecumenal que deve iluminar qualquer processo catequético” (DNC 45). “Diante da importância de se assumir uma catequese de feição catecumenal, é necessário rever, profundamente, não apenas os ‘cursos de Batismo e de noivos’ e outros semelhantes, mas todo o processo de catequese em nossa Igreja, para que se pautem pelo modelo do catecumenato” (DNC 50). “A coordenação diocesana da catequese, formada por uma equipe (bispos, padres, diáconos, religiosos e catequistas) assume a tarefa de efetivar os compromissos assumidos em nível nacional e aprovados pela CNBB, entre eles a elaboração ou renovação do Diretório Diocesano de Catequese” (DNC 327). Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia “Para que as comunidades sejam renovadas, devem ser casa de Iniciação à vida cristã, onde a catequese há de ser uma prioridade. (...) Um dos grandes desafios da pastoral paroquial é fazer com que os membros das comunidades cristãs per-

cebam o estreito vínculo que há entre Batismo, Confirmação e Eucaristia” (CNBB 100,268). “Pretende-se passar da catequese como mera instrução e adotar a metodologia ou processo catecumenal, conforme a orientação do Ritual da Iniciação Cristã de Adultos e do Diretório Nacional de Catequese. Nesse sentido, padres, catequistas e a própria comunidade precisam de uma conversão pastoral para rever a catequese de adultos, jovens, adolescentes e crianças. É indispensável seguir os tempos e as etapas do catecumenato e propor, mesmo para os membros da comunidade, uma formação catecumenal que percorra os processos da iniciação, desde o querigma e conversão, até o discipulado, a comunhão e a missão” (CNBB 100, 269)

Diretório Arquidiocesano da Iniciação à Vida Cristã Após 10 anos de um processo participativo de reflexão, foi promulgado o Diretório com um itinerário permanente de inspiração catecumenal e orientações pastorais preciosas, motivando e convocando a todos para a implantação das propostas ali contidas, a fim de consolidar um processo de conversão pastoral.


ESCOLA DE AGENTES D A P ASTORAL DO BA TISMO DA PASTORAL BATISMO Os recentes documentos da Igreja e a nova evangelização pedem uma nova postura eclesial na preparação de pais e padrinhos. Uma proposta que vai além de unicamente expor elementos doutrinais aos interlocutores, mas conduzi-los, de forma acolhedora e celebrativa, à intimidade com o Senhor, despertando o desejo de partilhar, orar e viver a fé batismal em comunidade. Nestas últimas décadas, como Igreja, percebemos que geramos muitos cristãos batizados e poucos cristãos evangelizados, com uma proposta de pastoral estritamente sacramentalista. O Papa Francisco nos interpela que como está não pode ficar: cresceu o número de pais que não mais batizam os seus filhos nem os ensinam a rezar (cf. EG 70). Por isso as reflexões da arquidiocese de Curitiba foram centradas na preocupação em estabelecer uma nova metodologia na preparação de pais e padrinhos: gradual, mística, com acolhida diferenciada, visitas às famílias, além de encontros celebrativos e personalizados. Essa nova metodologia vem sendo estudada e consolidada em nossas comunidades. Nestes anos de reflexão, algumas ações se destacam: a realização de um plenário formativo para esclarecer dúvidas da nova metodologia, cursos de formação no IAFFE para os agentes da Pastoral do Batismo, visitas nos setores pastorais e paróquias e, no último dia 09 de maio, a primeira etapa da Escola de agentes da Pastoral do Batismo. Essa Escola de agentes pretende: * Despertar nos agentes da Pastoral do Batismo a mística da catequese batismal e a consciência de que são discípulos missionários e anunciadores do Reino. * Fornecer os fundamentos teológicos e pastorais para os agentes na preparação de pais e padrinhos, em vista de maior vivencialidade, criatividade e dinamicidade na prática pastoral. * Consolidar a personalização na preparação de pais e padrinhos para o batismo de crianças, com agentes bem preparados para a missionariedade desse ministério. Podemos afirmar que nossos objetivos foram alcançados no dia 09 de maio, com 120 agentes participando de momentos orantes, momentos com a Palavra, momentos de trabalhos em equipe, momentos formativos. Esses mesmos agentes participarão da segunda etapa no dia 08 de agosto. A Escola de agentes será repetida anualmente, sempre em duas etapas, em datas divulgadas previamente.

Parafraseando Martin Luther King, se a Iniciação à Vida Cristã que a Comissão Bíblico-Catequética sonha for um ideal só dela, será apenas um sonho; mas se for também o sonho de muitos, será o começo da realidade. COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br Fones: 2105-6318./ Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Especial

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EDUCAÇÃO,

“Amo a escola, porque ela é sinônimo de abertura à realidade, porque é um ponto de encontro e porque educa de verdade. Na escola aprendemos não só conhecimento, mas também hábitos e valores. A educação não pode ser neutra porque enriquece ou empobrece” Papa Francisco Pensando nas palavras do nosso Papa, no fato de que estamos no ANO DA PAZ e que precisamos nos posicionar tanto como Igreja, quanto como cidadãos, é impossível não refletir sobre o ocorrido em 29 de abril na Capital do Paraná. O confronto entre professores, alunos, funcionários (e talvez pessoas “infiltradas”) com a Polícia Militar assustou muita gente, causou comoção e medo. Não é possível julgar o certo ou o errado, não somos, juízes, não somos DEUS, mas é possível dizer que violência não. Na escola e em casa costumo dizer para as crianças: quem bate perde a razão, então, controle-se! Claro que uma Secretaria de Estado de Educação não é nem um pouco fácil administrar. No Paraná são mais de 150 000 funções docentes e dessas, em torno de 80 000 estão na Rede Estadual, além de todos os funcionários necessários para manutenção da infraestrutura de cada unidade. Leve-se em conta ainda as peculiaridades dos níveis de ensino e das diversas regiões com características muito próprias.

Qualquer mudança toma proporções enormes. Conversar com tanta gente exige muita abertura e organização, mas o verdadeiro diálogo, que embora se desenvolva a partir de pontos de vista diferentes, supõe um clima de boa vontade e compreensão recíproca. A educação precisa ser um processo contínuo que possibilite aos indivíduos alcançarem suas potencialidades ao longo da vida, precisa formar integralmente e desenvolver o espírito reflexivo da criança e do jovem para que possam conviver na sociedade como sujeitos conscientes e participativos. A tensão criada entre o magistério estadual e o governo faz parecer que estão em lados opostos quando na verdade estamos todos no mesmo lugar, buscando o mesmo caminho e querendo cada vez mais condições de excelência e qualidade para nossos alunos. Está na hora da sociedade dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Somos todos filhos do mesmo PAI que nos quer em comunhão com os irmãos.

A Revista Voz da Igreja foi ouvir o Governador Beto Richa e a presidente do APP-Sindicato, Marlei Fernandes para saber: E a educação, como fica? GOVERNADOR BETO RICHA Voz da Igreja - O fato de 20 deputados terem votado contra o governo, não seria um indicativo de revisão do projeto? Beto Richa - O projeto da Previdência enviado e aprovado pela Assembleia é fruto de ampla discussão com servidores, entidades da sociedade civil e com outros poderes. Houve máxima transparência sobre o tema nesses debates, com cálculos e todas as infor-

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mações sobre o sistema previdenciário do estado à disposição da comunidade. Diversas reuniões foram realizadas. Portanto, houve, sim, uma revisão do projeto original, no sentido de aperfeiçoá-lo, sem perder a responsabilidade. O que há é apenas uma alteração no plano de custeio de aposentados e pensionistas. E o estado continua sendo o responsável maior pelo pagamento desses benefícios. Mesmo com a mudan-

ça, o estado continuará gastando R$ 380 milhões por mês com o pagamento de 106 mil aposentados e pensionistas. E a contribuição dos servidores continuará sendo de R$ 75 milhões por mês. Voz da Igreja - Segundo depoimentos, a mudança aplicada pelo governo “não é a ideal”, porque gasta “recursos que deveriam ser absolutamente pre-


ELAINE ESMANHOTTO BARETA Psicopedagoga www.elaine.educa.inf.br

COMO FICA? gestão democrática. Esta nova previdência faz parte de um pacote de projetos que estamos propondo para equilibrar as finanças e recuperar a capacidade de investimento do estado. Não vejo problema em desconforto pessoal ou político. Eu sabia do risco que estava correndo de colocar minha imagem política nessa situação. Algumas medidas podem ser impopulares, mas são fundamentais, imprescindíveis e inadiáveis para o nosso estado. Por isto, peço compreensão dos paranaenses. O Paraná precisa do esforço e do compromisso de cada um de nós para seguir adiante.

protestando, o que é saudável para a democracia. Mas, havia uma minoria, pessoas estranhas ao movimento dos professores, disposta à provocação, ao confronte, ao conflito, ao quanto pior, melhor. Isto é lamentável. O que a Polícia fez foi proteger uma instituição democrática, para que não acontecesse como da outra vez, com deputados impedidos de cumprir suas funções, de votar projetos, o que é básico da democracia. O que assisti não faz parte de meu estilo de governo, e todos sabem disto. O governo, os sindicalistas e inclusive esses grupos de infiltrados devem um pedido de desculpa à socieVoz da Igreja - O Papa Francisco diz dade brasileira. Mas, não se pode que “Entre a indiferença egoísta e o protransgredir em relação a ameaças contesto violento, há sempre uma opção tra a democracia, contra o funcionapossível: o diálogo”. Diante destas pamento dos poderes instituídos. A verlavras, o diálogo não seria o melhor cadade é que o confronto nunca é deseminho para resolução do problema? O jável. Principalmente para quem, como que está sendo feito após a aprovação eu, cultiva valores éticos e cristãos. Semdo projeto Paranaprevidência? pre acreditei que o respeito às ideias Beto Richa - Sempre fui um homem divergentes é um dos pilares da democristão, do diálogo e do respeito às pescracia e não posso concordar jamais soas, e concordo absolutamente com o com atitudes que coloquem em risco a Papa Francisco. E gostaria de deixar vida de alguém. Venham de onde vier, muito claro que meu goa violência e a intolerânverno, em todas as instância são sempre condenáFalar bem de cias, nunca se negou ao veis. diálogo, à ponderação, que seriam, sim, o melhor educação, de Voz da Igreja - E a caminho para a resolução educação, como fica? do problema. Porém, o di- professor, todos Beto Richa - Não houálogo pressupõe disposi- falam. É bonito, ve e não há um motivo ção de seu interlocutor, o claro, objetivo, para a que nunca houve por par- dá votos. Mas nós greve dos professores a te das lideranças sindicais não ser o político/partie partidárias inseridas no efetivamente dário de suas lideranças. movimento dos professoSempre demonstrei o res. Depois da aprovação fizemos um meu respeito pela catedo projeto da Previdência goria e assim continuagrande esforço continuamos abertos ao rei. Nos primeiros quatro diálogo. Mas, friso, as li- financeiro para anos de governo, além deranças sindicais deda contratação de milhamonstram aversão ao di- valorizar nossos res de profissionais, dei álogo, mesmo sabendo da 63,6% de aumento para situação financeira difícil professores, a categoria (pagamos de todos os estados e do um salário de R$ R$ governo federal, provoca- funcionários e a 3.194,71, bem acima do da, aliás, pela má conduPiso Nacional do Magisção da política econômi- educação... tério, de R$1.917,78, ca pelas autoridades fedepara uma jornada de 40 rais. horas por semana de trabalho). Nosso salário médio é de R$ 4,6 mil. Além disVoz da Igreja - Ao todo 213 pessoas so, ampliamos a hora-atividade em 75% saíram feridas do confronto. A grande (professor do padrão de 20 horas ficamaioria estava protestando pacificava quatro horas fora da sala corrigindo mente. O que o governo tem a dizer provas e preparando aulas. Hoje, fica para essas pessoas? sete horas fora da sala). Em 2014, inBeto Richa - Repito o que falei de vestimos 37,6% das nossas receitas em outras vezes: o mais ferido sou eu, ferieducação básica e superior, quando a do na alma. Nada apagará da minha Constituição Estadual nos impõe um ínalma a tristeza que sinto com este episódio lamentável. Havia uma maioria

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servados”. Diante disso, o governo não previa uma situação de desconforto de gestão, pessoal e política? Beto Richa - Parece que há pessoas, equivocadas ou mal intencionadas, que não querem ouvir o que vou repetir pela enésima vez: o projeto aprovado não altera em nada o pagamento dos proventos para aposentados e pensionistas. Ele garante recursos e a sustentabilidade da previdência, além de uma

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dice mínimo de 30%. Esse investimento adicional representou mais R$ 1,8 bilhão aplicados na educação no ano passado. Falar bem de educação, de professor, todos falam. É bonito, dá votos. Mas nós efetivamente fizemos um grande esforço financeiro para valorizar nossos professores, funcionários e a educação como um todo. Eu confio em Deus que um dia este esforço será reconhecido não só pelos professores, mas por todas as pessoas de bem. PROFESSORA MARLEI FERNANDES - PRESIDENTA DA APP-SINDICATO Voz da Igreja - O APP alegou diversas vezes que a mudança no Paranaprevidência era inconstitucional. Porque então, o Sindicato não buscou medidas legais ao invés de correr o risco de um confronto? APP-Sindicato - Todas as medidas já estão sendo tomadas. Primeiro nós fizemos todo um acompanhamento, indicamos ao Governo que havia inconstitucionalidade, por isso nós fizemos todas as tentativas de que o Governo retirasse a proposta. Fomos impedidos nesse segundo momento, nos dias 27, 28 e 29 por todo o aparato policial, não conseguimos nem conversar com os deputados da Assembleia Legislativa, o que era um direito nosso. Agora há na nossa avaliação dois motivos de inconstitucionalidade: 1 – Nulidade da seção que aconteceu sob o forte aparato policial e sob pressão; 2 – Próprio projeto de lei, que embora o próprio Governo descaracterize, nós sabemos que ele tem tecnicamente, indícios de inconstitucionalidade. Essas providências estão sendo tomadas pelo Comitê 29 de Abril, que é o comitê criado por várias comissões de direitos humanos, advogados, movimentos sociais e também pelo Fórum das Entidades Sindicais. Nós vamos ingressar na justiça, tanto no Tribunal de Justiça quanto no Supremo Tribunal Federal. Voz da Igreja - Antes da aprovação do projeto do Paranaprevidência, o APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, foi chamado diversas vezes para o diálogo. O Papa Francisco diz que “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há sempre uma opção possível: o diálogo”. Diante destas palavras, o diálogo não seria o melhor caminho para evitar os confrontos ocorridos no dia 29 de abril? APP-Sindicato - Nós temos que concordar com o Papa Francisco que de fato, o diálogo é o melhor caminho. Nós encerramos a primeira greve no dia 9 de março e retornamos às escolas. O Governo se comprometeu em fazer um amplo debate conosco, antes de mandar qualquer proposta, o que ele já não fez. No dia 19 de março ele apresentou à imprensa e apresentou ao Fórum de

Servidores o que ele pensava em fazer. aos alunos, quais as medidas que seNão apresentou a proposta de lei. Tanrão tomadas ao final da greve e o que to que nós dissemos “o que vocês esvocês têm a dizer? tão apresentando, nós não concordaAPP- Sindicato - A troca pela promos”. Na semana seguinte, no final de fessora Ana Seres, ela mostrou inicialmarço, nós continuamos dizendo “não mente, uma abertura ao diálogo, mas concordamos com a proposta do Gono último dia 12, quando ela também verno”. Fomos em duas reuniões com o estava na reunião de negociação com a deputado Romanelli e reafirmamos secretária da Administração Dinorá, “não concordamos com a proposta do mostrou-se que nenhuma das duas tiGoverno”, apresentamos uma série de nha poder de decisão. Isso causa um propostas que nós semestranhamento total, porpre defendemos, desde que o Governo coloca na O ensinamento 1998. O Governo então mesa de negociação pessoinsistiu em caminhar as que não têm hoje, de para a Assembleia Legis- que tiramos trazer nenhuma proposta lativa. O que rompeu de- dessas duas efetiva para o movimento. finitivamente com todo Por isso retornamos num o processo de negocia- greves são os ato no dia 19, solicitando ção foi o chamado “pea reabertura das negociadido de urgência”. Na úl- depoimentos de ções, diante das medidas tima semana de abril o do Governo, para que posGoverno pediu que se alunos dizendo samos chegar a um entenvotasse em regime de urdimento. gência, não nos deu mais que estão Nós temos conversado condições de fazer o pro- aprendendo a muito com pais e mães. cesso de negociação, disNós fizemos várias reunise que havia chegado ao lutar. Acho que ões nessa última semana, seu limite. O desrespeito e diante das colocações do o diálogo foi quebrado por isso substitui Governo que nós não vaparte do Governo do Escumprir o calendário. qualquer conteúdo mos tado. Nós queremos voltas para as escolas, estamos bastanVoz da Igreja - Quais de sala de aula. te preocupados com o peas orientações passadas ríodo letivo. Temos certeaos professores pelo APP durante o za de que ainda há tempo para se reconfronto com a polícia, já que houve solver e ter um calendário que se posmais de 200 feridos? sa ter uma aula há mais por dia, que APP-Sindicato - Nós fizemos todos você possa equacionar até a véspera do os esforços, nós protocolamos um ofíNatal para que se consiga fechar o ano cio ao Governo do Estado no dia 27, letivo com todos os conteúdos sem netanto ao Governador quanto ao Presinhum prejuízo. O ensinamento que tidente da Assembleia Legislativa, para ramos dessas duas greves são os depoque reabrissem o diálogo e não votasimentos de alunos dizendo que estão sem naquela semana, para que nós puaprendendo a lutar. Acho que isso subsdéssemos voltar a conversar. Nada distitui qualquer conteúdo de sala de aula. so foi possível. No momento então que iniciou o Voz da Igreja - E a educação, como fica? confronto, a nossa orientação foi semAPP- Sindicato pre de recuo, o que era praticamente - Historicamente, nós sempre tiveimpossível. As pessoas já estavam almos dificuldades na educação pública. vejadas, com spray de pimenta nos É a condição de você ter um Brasil meolhos. O policiamento foi muito ostenlhor, de você dar um futuro para essas sivo, pois ninguém atirava da cintura gerações. A educação é uma condição, pra baixo como é indicado. Havia muié um direito. Uma condição de você ter tas pessoas feridas nos olhos, na cabeum ensino fundamental e médio com ça e tórax. Foi um massacre total. Houqualidade. Então essa luta, não é apeve mais 240 pessoas atendidas na Prenas uma luta de salários. Porque se nós feitura e pelas ambulâncias que cheganão vemos as pessoas querendo ser vam. Mas muitas pessoas foram emboprofessores, é porque eles não veem ra de ônibus completamente machucaperspectivas na carreira, porque eles das, queria voltar às suas casas. As pesveem uma sala de aula superlotada, um soas não estavam feridas somente no desajuste social. O trabalho da educacorpo, as pessoas ficaram feridas na sua ção nesse sentido é a longo prazo. Faalma e estão até hoje. Estamos comezer nossos meninos e meninas terem çando, inclusive um trabalho de atenmais solidariedade, mais amor, mais cadimento psicológico através do Sindirinho. Nós temos que pensar então nescato de Psicologia, da Cáritas e de várisas gerações. A educação no nosso país os outros movimentos que irão nos ajumelhorou no aspecto da oferta, do dar nesse período de recuperação. atendimento, mas ainda tem muita coisa pra ser feita. Nós queremos de fato, Voz da Igreja - Com a nomeação da estar na escola e desempenhar nosso nova Secretaria de Educação, já é pospapel que é a perspectiva de um munsível perceber mudanças? Em relação do melhor para todo mundo.

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As entrevistas na íntegra estão disponíveis em: http://arquidiocesedecuritiba.soprodiocesano.com.br/?p=1713

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Juventude

Foto: mfcsap.xpg.uol.com.br

MATHEUS CEDRIC GODINHO Professor e coordenador da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Curitiba.

“T oma e Lê” – “Toma Frequentemente o tema “educação” reassume as manchetes dos noticiários. Infelizmente, em geral, o assunto é envolto por ares de frustração e desânimo. A crise das estruturas educacionais, bem como da função de educador, parece ter se tornado um problema crônico muito complexo, onde sobram opiniões, mas falta verdadeira vontade política e engajamento para mudanças concretas. Diante de tantas realidades deprimentes que envolvem a escola parecenos que educação é privilégio de poucos e vocação para alguns. No entanto, uma visão mais ampla do que seja o processo educativo pode nos ajudar a encontrar algumas possíveis saídas para esse problema. Neste aspecto, a fé cristã pode ser um farol importante para a iluminação das consciências. O título deste texto “Toma e Lê” se refere ao famoso relato da conversão de Santo Agostinho de Hipona. Em seu livro “Confissões”, Agostinho narra que estando um dia no jardim de sua casa ouviu como que um coro de crianças que repetia: “Toma e Lê!”. Ele não hesitou em interpretar esta fala como uma mensagem do próprio Deus e procurando o texto bíblico que lhe estava mais acessível, leu com atenção um versículo de uma das Cartas de Paulo. Este momento foi um marco no seu encontro com Cristo e determi-

Educação e Fé Cristã

nou todo o processo de sua conversão. Quando ouvimos esta história, em geral nos focamos no poder de Vida que possuem os textos da Sagrada Escritura. Mas se nos propomos a olhar sob outra ótica este mesmo relato, podemos ressaltar na vida de Agostinho o papel essencial que teve o simples ato de ler. A leitura foi o principal meio utilizado por Deus para que a graça da Palavra penetrasse na vida daquele homem e o tornasse um dos maiores pensadores (e santos!) que a humanidade já conheceu. O processo educacional, portanto, não se limita a ser uma antessala do mercado de trabalho. Educar, embora também envolva a capacitação profissional, transcende nossas necessidades materiais, pois é um longo processo de construção humana, de desenvolvimento das virtudes, de abrir-se às necessidades dos outros e de compreender qual nosso lugar e missão no mundo. Para nós, cristãos, o campo da educação é também espaço para o encontro com Deus, pois é nessa relação que nos compreendemos verdadeiramente enquanto humanos. Mas então, voltamos ao ponto inicial: conseguimos entender a importância da educação, mas como podemos, de fato, melhorá-la? Não seria isso atribuição exclusiva dos governos? Ora, dentro da perspectiva da fé, obviamente não! Cristo nos motiva a assumirmos à luz do Evangelho, todas as dimensões que dizem respeito à

nossa dignidade e a dos irmãos. Assim, comecemos por nós a resgatarmos no processo educativo o valor e a transcendência que lhe são inerentes. Aos que são responsáveis pelas crianças e pelos jovens cabe estimular neles a capacidade de ver a escola como este espaço de “encontro” com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Façam com que eles percebam o valor de cada disciplina estudada. Participem das reuniões escolares de seus filhos. Não abram mão de eventos e debates que falem sobre a educação. Valorizem, defendam e promovam os professores. Enfim, leiam! Permitam-se crescer intelectualmente e busquem se aprofundar na fé e em tudo o que é verdadeiro, bom e belo. Isso também é ser cristão! Cada um de nós é responsável pela herança intelectual deixada por Agostinho e por tantos outros homens e mulheres de fé, que souberam encontrar no dom da razão o verdadeiro espaço para a vivência de uma espiritualidade madura. Ecoa hoje, também em nossos ouvidos, aquela ordem dada ao santo de Hipona. Porém, ainda com mais desdobramentos que antes: Toma e lê! Lê e educa! Educa e transforma... Pedenos o Senhor!

SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Arquidiocese em Missão

EQUIPE DO ANO MISSIONÁRIO

Um presbitério em saída As atividades missionárias da Arquidiocese de Curitiba têm ajudado os padres a exercer seu ministério e viver sua vocação? Essa pergunta foi feita pessoalmente a um grupo de presbíteros reunidos na Cúria Metropolitana para a reunião dos 15 coordenadores dos Setores Pastorais. Ali se encontravam os representantes das diversas comunidades pa-

“As missões nos desinstalam e nos colocam mais próximos do povo”

roquiais de nossa Igreja Particular. As respostas foram as mais variadas, e todas giraram em torno de de três verbos: redescobrir, refazer, reencontrar. Com as missões, nos colocamos em saída, conforme desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por diversas vezes ordenou aos seus apóstolos que fossem anunciar o que dEle mesmo ha-

viam recebido. A missão é um movimento constituinte do ser presbítero. Ser padre implica colocar-se com os pés na estrada e ir ao encontro daqueles que mais precisam. Essa postura revigora o sacerdócio, dá novas forças, alimenta a fé e nos coloca de novo em sintonia com o Cristo Cabeça, do qual somos chamados a ser presença.

ALGUMAS FRASES DIT AS PEL OS P ADRES: DITAS PELOS PADRES:

“O povo está redescobrindo a P alavra Palavra e a está buscando”

“Neste Ano Missionário eu estou rezando mais”

(Dom José P eruzzo) Peruzzo)

“As atividades do Ano Missionário nos convertem para a cultura missionária – uma Igreja em Saída”

“As missões nos têm edificado como padres. Estar em postura de saída nos ajuda em nosso ministério”

Missões

“As missões têm me ajudado a ser mais padre, a estar mais próximo das pessoas”

em andamento Fotos: Paróquia Nossa Senhora da Visitação

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Durante o feriado de 01 de maio e o fim de semana que se seguiu a ele, a Paróquia Nossa Senhora da Visitação realizou atividades missionárias, visitando inúmeras famílias do bairro Boqueirão. Com essa atividade, os missionários deram continuidade às diversas ações que têm provocado toda a comunidade paroquial a se colocar em saída, convertendo suas estruturas. A intenção primeira é a de ir ao encontro de todos os moradores, procurando vivenciar com eles experiências de aprofundamento da Palavra de Deus, criando as pequenas comunidades de fé. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015


Dimensão Missionária

DOM PEDRO LUIZ STRINGHINI Fonte: site da CNBB

COMUNIDADE DE COMUNIDADES: VA P ARÓQUIA UMA NO NOV PARÓQUIA “Saiamos, saiamos, para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo” (Papa Francisco). É urgente uma conversão pastoral das realidades de nossas paróquias, não se pode ficar esperando que o rebanho vá ao pastor, é preciso sair de dentro da sacristia ao encontro das ovelhas mais perdidas. 1. O desafio da vida urbana. As paróquias hoje são, geralmente, demograficamente densas, territorialmente grandes. Vê-se, dessa forma, a necessidade de outras unidades eclesiais, além daquela que se reúne na igreja matriz. 2. O desafio da identidade. Uma comunidade eclesial será sempre constituída levando em conta as três dimensões fundamentais da vida da Igreja: palavra – liturgia – caridade. A Palavra de Deus chega pelo anúncio do evangelho e pela catequese em todos os níveis, na igreja. A caridade é o testemunho visível de amor ao próximo, especialmente aos pobres. A vida litúrgica e demais aspectos da vida da Igreja têm seu centro na Eucaristia.

3. O protagonismo dos leigos. Cada cristão, isto é, cada batizado, é a presença viva da Igreja no ambiente da sociedade onde ele vive, trabalha, se relaciona. Através do leigo, a Igreja se faz presente nas realidades seculares (presença do mundo no coração da Igreja e presença da Igreja no coração do mundo). 4. Novas expressões. A Paróquia – com seu pároco, suas comunidades, pastorais e conselhos – deve ser o lugar de acolhida das novas realidades ou novas expressões da vida eclesial, como os movimentos, as novas comunidades, as comunidades de vida, as associações. 5. Novos métodos. Novo ardor e novas expressões, no dizer de São João Paulo II, requerem novos métodos. A conversão pastoral requer abertura a realidades novas e a coragem de inovar e não fazer sempre as mesmas coisas, utilizando-se das mesmas estruturas, muitas vezes ultrapassadas. Supõe também, e antes de tudo, conversão pessoal, mudança de coração e de vida, para, depois, sair de si e ir ao encontro dos irmãos, especialmente os afastados, dando-lhes acolhida, propondo um retorno.

6. Novo ardor (Família e missão). A igreja, família dos discípulos de Jesus Cristo, é formada pelas famílias. A igreja ajudará as famílias a educarem seus filhos na fé, na piedade, na frequência aos sacramentos, numa conduta exemplar. Do novo ardor cristão nas famílias decorre um novo ardor vocacional e missionário. 7. Anúncio e Catequese. Não se descuide da transmissão da fé (católica), a partir de um processo contínuo de iniciação cristã (catecumenato) e formação catequética e doutrinal em todos os âmbitos e para todas as idades. Suscitar na Igreja uma nova missionariedade, um novo esforço, um novo entusiasmo evangelizador: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Também prometer e anunciar a vinda do Espírito Santo: “vós sois testemunhas disso” (Lc 24,48).

“É urgente que a paróquia se torne, cada vez mais, comunidade de comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus Cristo” Doc.100 CNBB Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Dimensão Missionária

A

ODARIL JOSÉ DA ROSA Coordenador COMIRE Sul 2

ÁGU A QUE JORRA A VIDA ÁGUA JORRA:: FONTE DE VID

A graça de Deus sempre é abundante para aqueles que acreditam e nele esperam Tempo atrás, a igreja do Paraná se moveu por meio da Infância e Adolescência Missionária (IAM), num belo trabalho missionário de conscientização e arrecadação de fundos para a perfuração de um poço artesiano na Missão Católica Beato Paulo VI na Comunidade de Quebo, Diocese de Bafatá, no país Guiné Bissau, na África. Além da Infância e Adolescência Missionária, outros benfeitores do Paraná colaboraram para que essa ação fosse concretizada. Em Guiné Bissau, a cada ano é comum não chover durante oito meses seguidos. Também, agora, as últimas chuvas caíram em novembro de 2014 e a previsão é de que só voltará a chover em junho de 2015. Estamos no início de maio e, nesses meses de calor intenso (às vezes mais de 40 graus), todos os poços cavados já secaram. O povo todo e especialmente as crianças sofrem muito pela falta de água. Nós, da Missão Católica, graças ao dinheiro que foi arrecadado no Paraná, pudemos pagar uma empresa para perfurar o poço artesiano. Contratamos

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a empresa, que veio com um caminhão. Começamos a perfurar o poço e levamos um susto: o subsolo apresentou uma camada de minerais que contêm ferro e a água que saiu, além de pouca, é suja, e por isso não serve para os animais e nem sequer para a horta. Então nos unimos em oração pedindo a Deus a graça da água. Naqueles dias, o Bispo da Diocese, Dom Pedro Zilli e o Pe. Sebastiano Sanna, Secretário do Núncio Apostólico, vieram nos visitar. Falamos a eles do problema que tivemos com o poço. E junto deles saímos caminhando pelo terreno, entre os pés de caju, tentando entender onde Deus havia preparado para nós um veio de água para perfurar o segundo poço. Sim, tínhamos certeza de que Deus nos levaria ao lugar exato. E assim aconteceu. Com 36 metros de profundidade, o segundo poço deu água boa e em grande quantidade para a região (2.500 litros / hora). Essa água é suficiente para a Missão e também para partilhar com os vizinhos. Compraremos os painéis

para captar energia solar e, em seguida, instalaremos uma bomba elétrica. Além da água boa, Deus tocou o coração do engenheiro e da empresa e eles decidiram não cobrar a perfuração do primeiro poço. Eles se dedicaram com afinco, pois queriam que a Missão tivesse água. Somos gratos a eles por este gesto tão grande e bonito; mais do que receber por um serviço prestado, isso mostra envolvimento com a obra de Deus. Então, sentimos em nosso coração quanto Deus é generoso e providente. Agora temos dois poços com água para a Missão e também para as famílias vizinhas. Deus, obrigado! A todas as crianças e adolescentes do Paraná (IAM), nosso carinhoso e fraterno muito obrigado! Deus os abençoe. Enfim, queremos noticiar que a construção da casa dos missionários está bem adiantada. As paredes foram levantadas até a altura para receber a laje e, depois, a estrutura do telhado que chegará no container. Duas fossas sépticas também já estão prontas.


Na evangelização, acontecem três fatos importantes:

1º A visita dos missionários nas casas das famílias, com objetivo de conhecê-las, saber quem são e onde moram, e poder chamar as pessoas pelo nome. As visitas estão acontecendo sempre acompanhadas pelos animadores da comunidade.

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3º

A implantação do Conselho da Comunidade (CPC). Para eles, isso é uma novidade, que acolheram com grande alegria.

A implantação do Plano Diocesano para a Pastoral do Dízimo. É pura graça de Deus poder testemunhar esses momentos vividos pelo povo desta comunidade.

Escrevemos isso para podermos partilhar da nossa alegria em ver tudo o que Deus faz todos os dias nesta terra de missão. Também é surpreendente o que tem acontecido nas poucas semanas que estamos aqui: em cada celebração na comunidade, vemos aumentar o número dos participantes. Em cada rosto, vemos impressa a alegria de participar. As celebrações são cada vez mais vivas. Deus seja louvado!

Somos felizes e gratos a Deus por estarmos aqui; por recebermos o carinho e o amor das crianças, um amor gratuito e puro; pela manifestação plena de Deus. Com a graça de Deus e as orações de todos, estamos superando com serenidade todas as dificuldades que se apresentam, sabemos que a ressureição passa necessariamente pela Cruz. Deus, obrigado! Missionários Pedro, Salete e Benedito

COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6376 – Ir. Patrícia / (41) 2105-6375 - Jeferson Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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O assunto é...

Exigências para o O protagonismo dos leigos tem seu fundamento no próprio Jesus, que foi leigo e jamais exerceu cargos ou funções eclesiais. É uma característica marcante na igreja nascente, inclusive o protagonismo das mulheres1, mas o secularismo clericalizante o exilou por muito tempo nos porões da culpa e do pecado. Usando a sombra das impurezas, o benefício das indulgências e dos sacrifícios naturalizou na igreja a existência de duas categorias de seres: o clero, feito de seres plenos, e os leigos, uma segunda categoria de seres. O primeiro é dito superior e santo, os segundos são inferiores e pecadores. Essa relação entre desiguais foi legitimada na prática com o nome de hierarquia. O Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), no entanto, com a Igreja Povo de Deus, tem no batismo o laço que nos une a Cristo2. Diz que somos todos/ as membros do mesmo e único corpo e proclama o fim das desigualdades3. Assim, com as transformações ocorridas na igreja e no mundo, o protagonismo leigo foi se tonando uma necessidade na igreja e hoje é uma exigência de nosso tempo.

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protagonismo

Acontece que, mesmo conquistando o status conciliador de “testemunhas de Cristo4”, quem tem a honra tem também o fardo. Urge a consolidação de uma teologia leiga, que nasça da sua realidade social, irrigada com o seu suor e escrita com os seus pés. Não mais uma teologia para o leigo, como ainda vemos, mas uma teologia do leigo. Para que a igreja seja “fermento e alma da sociedade humana5”, os leigos precisarão assumir as exigências batismais, entrar na primeira classe e fazer da Igreja uma casa de

diálogo. Para que haja uma legítima evolução6 na liturgia e nas relações, que sejam cada vez mais humanas e humanizantes, é preciso criar uma cultura de estudo. Em duas dimensões: estudo sistemático da Palavra de Deus, que nos dê “uma sólida compreensão teológica e uma adequada sensibilidade para os ambientes de sua missão7”, e uma formação catequética séria, que saiba despertar para novos métodos, novas linguagens e ensine mais a pensar que a repetir ou transmitir pensamentos. O protagonismo leigo exige que entendamos que títulos eclesiásticos e indumentários litúrgicos não garantem ciência e nem consciência para ninguém. Antes, conforme nos mostra a realidade, leva à tentação do poder, da dominação e do medo. A ciência vem do estudo, da pesquisa e da dedicação. Mesmo que as testemunhas precedam os mestres8, aqueles, em nosso tempo, também precisam estudar. Ou atualizam a sua mensagem ou o seu testemunho entra em descrédito. O conceito de servir, por exemplo, precisa ser alargado e aprofundado. Parece que estamos confundindo serviço com tarefa. Será que nossos adolescentes


JOÃO SANTIAGO Teólogo, Poeta e Militante. Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Curitiba

do leigo

na igreja

não estão aprendendo que servir é simplesmente cumprir o plantão nas missas dominicais? Comparemos a frase “Eu vim para servir”9 com a prática de Jesus. Resta-nos continuar alimentando a fé com as boas obras. Mesmo sabendo por meio de Paulo que é por graça que servimos. “E se é por graça, já não é por obras; do contrário, a graça já não seria graça10”, por

isso com o diálogo e com a esperança que nos fazem ser mais! Vivemos um tempo de exigências e temos um clero que, por muitas vezes, “Deus deu a eles um espírito de torpor, olhos que não veem, ouvidos que não ouvem...11”. Essas buscas e essas descobertas devem nos levar à liberdade de Cristo, pois “É para a liberdade que Cristo nos libertou12”. Quando nos deparamos com uma igreja

REFERÊNCIAS: - BÍBLIA Sagrada. Nova Bíblia Pastoral. São Paulo: Paulus, 2014. - CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Documento 100. Comunidade de Comunidades: Uma Nova Paróquia. A Conversão Pastoral da Paróquia. - PAPA Paulo VI. Exortação Apostólica Pós-Sinodal VERBUM DOMINI do Santo Padre Bento XVI. Sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja. São Paulo: Paulinas, 3ª ed. 2010. - VATICANO II. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática do Concílio Ecumênico Vaticano II Sobre a Igreja. LUMEN GENTIUM. São Paulo Paulinas, 13ª ed. 1999. - VATICANO II. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Pastoral do Concílio Vaticano II Sobre a Igreja no Mundo de Hoje. GAUDIUM ET SPES. São Paulo: Paulinas, 10ª ed. 1998. - VATICANO II. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição SACROSSANCTUM CONCULUIUM Sobre a Sagrada Liturgia. São Paulo: Paulinas, 6ª ed. 2004. Curitiba, 08 de Maio de 2015.

demasiada sacramentalista, mais doutrinária que servidora, saibamos que “vocês, que buscam a justiça na lei, romperam com Cristo e caíram para fora da graça13”. Fiquemos com a mensagem do Reino dos céus que é como um proprietário, que nos diz: “Assim os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos14”. Talvez seja essa a hora do protagonismo leigo.

NOTAS 1 CNBB, Documento 100, nº 93. 2 LUMEN GENTIUM nº 31. 3 IBIDEM nº 32. 4 GAUDIUM ET SPES nº 43. 5 IBIDEM, nº 40. 6 SACROSSANTO CONCÍLIO nº 23. 7 VERBUM DOMINI nº 75. 8 PAULO VI 9 Marcos 10,45. 10 ROMANOS 11, 6. 11 IBIDEM, verso 8. 12 GÁLATAS, 5,1. 13 IBIDEM, verso 4. 14 MATEUS 20, 12 Ver TORRES, 2005 p.48.

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Dízimo

CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

Mensagem da Equipe Arquidiocesana da P astoral do Dízimo Pastoral que lhe cabe de seus dons e bens pessoais, para a manutenção do culto a Deus e de tudo o que é necessário para que a vontade d’Ele se realize entre nós. Como consequência, podemos afirmar que, sem fé e amor, o dízimo como expressão de partilha e participação não existe, é apenas mais um pagamento. Por isso, Jesus deixa claro que, para Deus, nada deve ser feito simplesmente para cumprir uma legislação, mas por amor.

COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho; Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon.

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Foto: construtoresdoreino.wordpress.com

JUNHO: Mês consagrado ao Sagrado Coração de Jesus Embora liturgicamente todo mês de junho se insira no chamado “Tempo Comum”, a Igreja Católica consagra-o de modo especial ao Sagrado Coração de Jesus. Além disso, neste ano, já na quinta-feira, dia 4 de junho, ocorre, também, a festa de Corpus Christi, ou o Corpo de Cristo, que tem por objetivo celebrar o mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Saliente-se que, nos textos bíblicos, bem como mesmo para muitos povos não cristãos, o coração é o órgão do corpo humano em que tudo se origina, especialmente, o que é bom e positivo para uma vida amorosa e plena de virtudes. Com essa breve introdução, visamos levar nossos leitores a pensar que foi o amor incomensurável de Deus por nós, suas criaturas, que O levou a enviar seu filho unigênito, Jesus Cristo, a este mundo para, através de suas palavras e suas atitudes concretas, revelar-nos qual é a sua vontade relativamente a nós e ao meio em que vivemos. Assim, pela fé em Deus, contribuiremos para a edificação de Seu Reino que pode ter início já nesta Terra. Portanto, ter fé é acreditar em Deus Criador e tudo o que ele significa para nós, suas criaturas. E, sendo Deus a expressão concreta do verdadeiro amor, logicamente, ama suas criaturas e, realmente, quer o seu bem. Logo, fazer a Sua vontade é, para o ser humano, uma atitude realmente coerente e prova de autenticidade de sua crença. É essa coerência que se espera do cristão católico ao compreender que, dentre os ensinamentos de Jesus, ressalta-se sempre o desapego aos bens puramente materiais, que vence o egoísmo humano, levando-o a tudo partilhar comunitariamente, como filhos de um mesmo Pai. É pôr em prática no dia a dia a verdadeira caridade, isto é, o amor evangélico sintetizado na célebre frase de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Nesse contexto, para o cristão católico autêntico, o DÍZIMO, sendo uma expressão concreta de partilha, de participação, expressa também sua fé e confiança em Deus e decorre de um processo de verdadeira conversão pessoal que, num gesto de amor recíproco a Deus, assume sua responsabilidade para com o Seu Reino, devolvendo a parte


Comunicação

STEPHANY BRAVOS Assessoria de Imprensa

Solenidade de Corpus Christi aguarda mais de 20 mil pessoas Tradicional confecção dos tapetes tem início às 6 horas da manhã A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós. Por meio do tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, busca promover o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro. Além de manter a tradição da confecção dos tapetes, por gerações. Os resultados são verificados através da adesão de mais de 20 mil pessoas que participam anualmente. A arte dos tapetes atrai também milhares de pessoas todos os anos para a cidade, oferecendo promoção cultural. Neste ano, a celebração acontecerá no dia 04 de junho a partir das 14h00 com a animação do Pe. Reginaldo Manzotti num palco montado em frente à Catedral Basílica; às 15 horas a Santa Missa e às 16h30 a tradicional Procissão com o Santíssimo Sacramento pela Av. Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu, com a bênção eucarística pelo arcebispo Dom José Antônio Peruzzo, por volta das 18 horas. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Pascom

ALINE VONSOVICZ Jornalista e voluntária da Pascom

Comunicar -se em família: Comunicar-se

uma

virtude nos tempos atuais Fotos: Geovanni C. de Luca

Comemorando o 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, promulgado pelo Papa Francisco, cujo tema é “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”, a PASCOM - Pastoral da Comunicação, juntamente com as Irmãs Paulinas, promoveram entre os dias 12, 14 e 15 de maio, o Simpósio da Família e Comunicação, em Curitiba. Com o apoio da FAE Centro Universitário, da Comissão Familiar da Arquidiocese de Curitiba e da Pastoral da Educação, circularam durante o evento cerca de 150 pessoas dispostas a debater este tema tão importante para a Igreja. “É muito bom estar com pessoas que se preocupam com a nossa família, com a escala de valores. Afinal, tudo é questão de atitude; muitas vezes nos falta atitude para uma Igreja em saída, já que a família comunica por si própria. Por isso, o nosso desejo é de que organizemos uma pastoral integrada a fim de nos desafiarmos cada vez mais”, afirmou Dom José Mario Angonese, bispo referencial da Comunicação da Arquidiocese logo na abertura do encontro. No primeiro dia, o casal Mara e Marcelo Avelino, membros do Movimento dos Focolares - Setor Famílias Novas, que trabalham há mais de 25 na formação humana e espiritual de casais jovens e adultos e Pe. Gilberto Bordini, Doutor em Teologia Moral e professor no Studium Teologicum de Curitiba, foram os assessores convidados a falar sobre as relações das famílias em transformação. Ambos partiram do princípio de que Deus se revela por amor ao homem e que a família deve ser considerada um espaço para comunicar-se com as palavras certas, criando momentos para se cultivar o relacionamento. Já no dia 14, o assunto debatido foi o mundo das comunicações e crianças, com

as presenças de Priamo Marratzu, Doutor em Políticas midiáticas e gestor da Comunicação no Colégio Padre João Bagozzi e da Drª Adriana Potexki, terapeuta clínica e apresentadora do programa Psicologia e Arte, da TV Evangelizar é Preciso. Os profissionais enfatizaram a importância de desenvolver uma comunicação familiar, apresentando bons exemplos a fim de promovermos sempre a autêntica cultura do encontro tão comentada pelo Papa Francisco. AMBIENTE DIGITAL X REAL Nas palavras do Santo Padre, na mensagem destinada ao IV Encontro Nacional da PASCOM, realizado em 2014 em Aparecida - SP, a internet passa a ser um local de encontro para também evangelizar. “O continente digital, antes de ser uma mera realidade tecnológica, é um lugar de encontro entre homens e mulheres, cujas aspirações e desafios não são virtuais, mas reais, e tem a necessidade de uma resposta concreta”. No terceiro e último dia, Daniela Schreiber, comunicadora e membro da Pastoral da Juventude da Paróquia Santo Agostinho, em Curitiba, Bruno Manoel Socher, integrante do Setor Pastoral do Grupo Marista e o secretário do Setor Juventude da Arquidiocese de Curitiba, João Guilherme de Mello Simão, conversaram com os presentes sobre o tema “Comunicação e família: mundo digital e os jovens”. Segundo os assessores, para aproximar os jovens e suas famílias, usando a contribuição das redes digitais, é preciso perceber as atuais relações familiares, entendendo a certa dificuldade dos jovens em receber a mensagem. Ou seja, é dentro da família que aprendemos as primeiras experiências comunicativas, já que somos movidos pela vontade e inteligência que Deus nos presenteou, pois é com ela que aprendemos as nossas virtudes.

ATIVIDADES FORMATIVAS DE JUNHO Painel - Comunicação: Eixo da Ação Pastoral da Igreja Assessores: Joana T. Puntel, é jornalista, doutora em Ciências da Comunicação pela Simon Fraser University (Canadá). Tema: Comunicação: eixo da ação pastoral da Igreja Pe. Agenor Brighenti Doutor em Ciências Teológicas e Religiosas na Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e atualmente é professor PUC-PR. Tema: Itinerário da Pastoral nos últimos cem anos: de Alberione a Aparecida Data: 13 (sábado) Horário: das 9h às 12h Local: Auditório Paulinas Livraria. Gratuito PALESTRA Cultura midiática e Igreja – uma nova ambiência Assessora: Joana T. Puntel, pertence à Congregação das Irmãs Paulinas, jornalista, doutora em Ciências da Comunicação pela Simon Fraser University (Canadá). Objetivo: Explorar a interconexão entre mídia e cultura, reenfocando a atuação da Igreja a partir dessa nova ambiência, que convida a uma mudança de paradigmas, linguagens e métodos pastorais. Data: 13 (sábado) Horário: das 14h às 17h Local: Auditório Irmãs Paulinas - Rua Comendador Lustosa de Andrade, 120 – Bom Retiro Curitiba-PR Gratuito e levar lanche para partilhar OFICINA • Tema: Fotografia Assessores: Lennon Schneider França, Formado em Publicidade e Propaganda pela PUC/PR e mestrado em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal). É Designer Instrucional do Grupo Bom Jesus. Objetivo: Apresentar as técnicas para elaboração e publicação de texto jornalístico e formação básica de fotografia. Datas: 20 de junho (teórica/prática) Horário: 8h às 12h Local: FAE – Centro Universitário - Rua 24 de maio, 135 - Centro (Sala 507 - 5° andar) Taxa: R$ 20,00 (e levar lanche para partilhar) OFICINA • Tema: Jornalismo e redação online Assessores: Juliano Franco Zemuner, formado em jornalismo pela ESEEI, assessor de comunicação do Colégio Bom Jesus. Daniella Biselli S. Clivatti, jornalista, mestranda em educação, atua no departamento de Tecnologia da Informação do Grupo Bom Jesus. Datas: 27 de junho (teórica/prática) Horário: 8h às 12h Local: FAE – Centro Universitário - Rua 24 de maio, 135 - Centro (Sala 507 - 5° andar) Taxa: R$ 20,00 (e levar lanche para partilhar)

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO: pascom@arquidiocesecwb.org.br (41) 9999 - 0121 / Coordenador: Antonio Kayser.

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Dimensão Social

ROBERTA KISY GUIMARÃES LOURENÇO Assistente social, colaboradora da equipe de articulação missionária e do conselho gestor do FDS, assessora técnica das pastorais sociais.

FDS E DÍZIMO: UMA ATITUDE MIS SIONÁRIA MISSIONÁRIA Como é bom perceber a generosidade de cada cristão em cada oferta-doação e partilha do dízimo. Com a alegria do Evangelho e com o ardor missionário, cada um de nós é chamado a ser igreja por meio dos gestos concretos, como nos direciona a Palavra de Deus: “É maior felicidade dar que receber” (Atos 20, 35b). No último Domingo de Ramos, aconteceu a Coleta de Solidariedade, a fim de compor os recursos do Fundo Diocesano de Solidariedade. Dessa forma, todas as comunidades contribuíram para o financiamento dos projetos sociais, e somos gratos pela participação de cada um. Nós, do Conselho Gestor do Fundo Diocesano de Solidariedade, estamos muito felizes com o recebimento de cada projeto, encaminhados pelas paróquias, pastorais e organizações sociais, gerando um total de 45 projetos, neste ano de 2015. Nas diretrizes do Ano Missionário da Arquidiocese de Curitiba, temos como uma das linhas de ação o convite como missionários a testemunhar a comunhão. Sendo assim, nasce a oportunidade da partilha por meio do dízimo e de diferentes ofertas como o FDSFundo Diocesano de Solidariedade, passando a ser este natural ao processo de conversão, gerando em nós pertença à vida missionária da Igreja. É papel de cada um motivar e pro-

14º Seminário do Dízimo

mover a Ação Evangelizadora no outro com uma atitude de partilha, podendo esta ser manifestada de várias formas. Resgatar o sentido de comunhão e de acolhida nos faz viver cada vez mais unidos enquanto Igreja, promovendo um estado permanente de missão. Ser missionário é fazer parte e oportunizar que o outro faça parte também, para que, com a construção coletiva, nos aproximemos dos propósitos da missão evangelizadora, que é integral, humana e social. Como participante da equipe de articulação missionária de nossa Arquidiocese, fui convidada a estar no Seminário do Dízimo, e ao ver tantos agentes da pastoral em formação percebi quão

peculiar é a tarefa de cada um, que vai além da arrecadação financeira, mas que busca sobretudo atingir de forma acolhedora cada fiel, possibilitando-os serem mais missionários. Concluo este artigo com a certeza, cada vez mais viva, de que “a missão se concretiza com os joelhos dos que rezam, os pés dos que caminham e com as mãos dos que contribuem”. (Documento - Sancta Dei Civitas, de Papa Leão XIII de 1880.

COMISSÃO DIMENSÃO SOCIAL: dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6326. Coordenadores: Pe. Antônio Fabris, Diácono Gilberto Félix e Diácono Antônio Carlos Bez. Arquidiocese de Curitiba | Junho 2015

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Paróquia em destaque

LEONAN NOVAES

PARÓQUIA DE SANTO ANTONIO –

ORLEANS:

Cultura presente em 140 anos de história Na segunda metade do século XVIII, o presidente da então província do Paraná, Adolfo Lamenha Lins, criou diversas colônias, para assentar imigrantes europeus, próximo ao centro da capital Curitiba. A PARÓQUIA SANTO ANTONIO – ORLEANS surgiu a partir da colônia Orleans, criada em Dezembro de 1875, tendo os primeiros imigrantes registrado chegada no ano seguinte, totalizando 239 poloneses e 68 de outras nacionalidades. A primeira capela de Santo Antonio foi construída logo na chegada dos colonos, e junto a ela o pequeno cemitério paroquial, mas, já em 1878 iniciaram as obras para uma igreja maior. Construída próximo à divisa com a colônia Santo Inácio, para atender às duas populações, e concluída em 1880, ano em que o imperador Dom Pedro II dirigia-se à Ponta Grossa. Quando então, ele e sua esposa, foram recebidos pelos antigos colonos. Ao seguir viagem o casal imperial prometeu presentes à comunidade que chegaram meses depois. São eles dois sinos, que até hoje repicam antes das missas, e uma imagem do padroeiro Santo Antonio, curiosamente reencontrada após 90 anos perdida. Impossível contar a história da paróquia sem mencionar as Irmãs Franciscanas da Sagrada Família. A congregação chegou da Áustria em 07/ 03/1906, instalou-se em Orleans fundando uma escola e até hoje trabalha na comunidade com o Instituto São Zygmunt Felinski, bem como,

Foto de 1928. IGREJA, TORRE DE MADEIRA E CEMITÉRIO. Nela aparece a pequena capela do cemitério, o prédio mais antigo da paróquia conservado até hoje.

dirigindo a Escola Estadual Santo Antonio. Aos 04 de janeiro de 1907, a capelania fora elevada a curato, desligando-se da “paróquia de Curitiba”. E em 1908 o curato fora entregue aos cuidados dos padres Vicentinos da Congregação da Missão, que também servem à comunidade até os dias de hoje. Em 1930, a antiga igreja e torre de madeira tiveram de ser demolidas para dar espaço ao novo templo. Em 08/02/1933 foi dedicada a Santo Antonio a igreja matriz que hoje se encontra, e a data, todos os anos, é celebrada com a devida solenidade pela comunidade. Por fim, em 15/12/1936 o antigo curato fora elevado à Paróquia de Santo Antonio. Hoje conta com a igreja matriz e mais seis capelas, com seus devidos conselhos, de pastorais e econômicos, e que somam mais de 20 pastorais e movimentos que realizam o ser-

Foto de 1932, em frente à primeira escola dirigida pelas irmãs.

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HORÁRIO DAS MISSAS Domingo: 08:00, 10:00 e 19:00 Quarta-feira: 19:00 Quinta-feira: 19:00 Sexta-feira: 19:00 Sábado: 19:30 Todo dia 13: 19:00

viço de apostolado à Igreja. Sobretudo neste ano missionário em que realizamos o segundo retiro anual para formação e espiritualidade de todos os coordenadores de toda a paróquia. Momento que promove unidade, conversão e seguimento a Jesus Cristo. Neste mês de junho comemoramos nosso padroeiro com trezena, solenidade no dia 13, procissão de carros, quermesse, bolo, almoço festivo dia 14 e muito mais... ---É uma comunidade de muita história, muita cultura e quase 140 anos de graça de Deus e muito trabalho!

Foto igreja atual


Painel do Leitor

Fotos: Stephany Bravos

Dom P eruzzo preside, pela primeira vez Peruzzo em Curitiba, ordenação diaconal No dia 16, quatro seminaristas: Fagner, Francismar, Luiz Francisco e Michael foram ordenados diáconos pela imposição das mãos do arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo. A celebração foi presidida na Paróquia Imaculado Coração de Maria, que recebeu fiéis e familiares de todos os lugares do Brasil.

Coral Santa Cecília esteve no A simpática e acolhedora cidade de Treze Tílias, localizada no Oeste catarinense, todos os anos promove o concurso de corais, que em 2015 atingiu sua 6ª edição. O encontro, que foi realizado entre 26 a 29 de março, contou com a presença do Coral Santa Cecília, da paróquia de Nossa Senhora das Dores (Igreja dos Passarinhos), de Curitiba, que participou pela primeira vez do encontro. Dedicado a entoar cânticos em celebrações

Fotos: Coral Santa Cecília

Festival de Corais em T reze Tílias Treze

religiosas, o Coral Santa Cecília, debutando em apresentações dessa natureza, saiu-se muito bem, trazendo para Curitiba uma honrosa 3ª colocação. As músi-

cas entoadas pelo coral foram todas sacras: Pai Nosso de Glauco Velasque, Justus ut Palma de Guesbacher e Homenagem à Virgem (arranjo de Sueli Raulik).

Estreou no dia 17, o Programa “Sim à Vida” apresentado pelo padre Sílvio Roberto da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada de Curitiba. O programa que trata de temas ligados à valorização da vida, é exibido aos domingos às 22 horas, com reprises às quartas 13 horas e sábado às 15h na TV Evangelizar É Preciso.

Foto: Casa Pró-Vida

Casa PróVida Mãe Imaculada Pró-Vida de Curitiba ganha programa de TV Sintonize: NET, canal 13; Parabólicas: canal 33 no satélite C2 frequência 1380 MHz polaridade vertical 18 MHz

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Vozdaigreja junho2015 by aldemir demir batista - Issuu