PADRE ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora
Ideologia de gênero e a fé Enquanto em Roma se fazem os preparativos para a segunda fase do Sínodo dos Bispos que ocorrerá de 4 a 25 de outubro próximo e terá como tema “A vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, os parlamentos brasileiros se incendeiam com temas relativos ao modelo de família e a educação sexual de nossas crianças. Todos os Estados e Municípios do Brasil estão analisando e aprovando os planos estaduais e municipais de educação. Nestes, em sua grande maioria, aparece, após muito lobby de alguns grupos de nossa sociedade, a defesa da ideologia de gênero, que pretende apresentar como irrelevantes as diferenciações biológicas entre os sexos. A Igreja acolhe as pessoas homoafetivas e as ama, mas não pode coadunar com a falsa ideia de que o elemento biológico é irrelevante para a constituição da sexualidade humana. As nossas famílias precisam ser protegidas em seu direito de educar seus filhos de acordo com os seus valores. Este polêmico tema terá destaque em nossa revista deste mês de julho, juntamente com uma matéria sobre o Sínodo da Família, apresentado pela Comissão Família e Vida, e outro sobre a Família Cristã como célula da Igreja nos lares, em continuidade de reflexão sobre o tema da Campanha da Fraternidade. Em destaque, diversas páginas de nossa revista enfatizam nosso empenho neste Ano Missionário, a saber: um artigo do Pe. Joachim Andrade sobre as Missões, a apresentação de nossa infância e Adolescência Missionária, a preparação das missões realizadas pelo Setor Juventude e que ocorrerão na celebração do DNJ (Dia Nacional da Juventude) na Paróquia N. Sra. do Rosário de Belém em setembro próximo, e um artigo da Comissão de Liturgia sobre o Jubileu da Misericórdia! Apresentamos também outros artigos de interesse para nossas comunidades de fé, como a memória dos últimos 10 anos de nossa Comissão Bíblico-Catequética, a ética nas comunicações, da Comissão de Comunicação, a devoção a Nossa Senhora do Carmo, destacando o nosso Santuário do Carmo, no Boqueirão, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, promovida pelo MOVEC em maio e flashes de nossa grande festa de Corpus Christi. Que Jesus Maria e José – a Sagrada Família – sejam para nós exemplo e modelo para nossos lares. Deus abençoe nosso mês de Julho!
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- Expediente na Cúria - Missa da Festa na Paróquia Santa Isabel - Crisma na Paróquia Nossa Senhora das Mercês - Missa para o Encontro da União das Famílias, no Instituto Salete - Crismas na Paróquia São Lucas - Expediente na Cúria - Reunião dos 15 Setores - Reunião das 12 Comissões - Crisma na Paróquia São Marcos - Missa para a Comunidade Santa Cruz, no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio - Missa na Paróquia Santa Edwiges - Crisma na Paróquia Santa Cecília - Reunião APAC - Expediente na Cúria - Crismas na Paróquia Profeta Elias - Crismas na Paróquia Profeta Elias - Missa na Capela São Cristóvão, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém - Expediente na Cúria
Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 01 03
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A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispos da Arquidiocese de Curitiba: Dom Rafael Biernaski e Dom José Mário Angonese . Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: Monalisa - Tiragem: 10 mil exemplares.
Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
Dom Rafael Biernaski Bispo eleito de Blumenau (SC)
Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR)
Expediente
Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba
- Reunião do Setor Capão Raso, no Santuário São José - Expediente na Cúria 03 - Reunião na Cúria 04 - Crismas na Paróquia Sagrada Família, em Colombo 05 - Missa do Padroeiro, na Paróquia São Pedro Apóstolo - Crisma na Paróquia Sagrada Família, em Colombo 06 a 10 - Retiro para o Clero de Apucarana 11 - Ordenação Presbiteral em Palmas 13 - Formação Bíblica para a RCC 14 - Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe - Reunião do Setor Centro - Assinatura dos Contratos do FDS, na Cúria 15 - Missa no 3º Congresso Nacional de Educação Católica, na PUCPR 16 - Reunião do Setor Campo Largo 17 - Reunião do Setor Mercês, na Paróquia Santa Luzia - Missa na Comunidade das Irmãs Scalabrinianas 21 - Reunião do Setor Pinheirinho 23 - Assembleia Regional da Pastoral da Criança 28 - Expediente na Cúria 29 - Visita da Faculdade São Basílio 31 - Reunião do Setor Santa Felicidade
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Fones / Fax: (41) 2105-6343 ou (41) 8700-4752 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br
Agenda Mensal dos Bispos
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Responsável: Stephany Bravos
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Ação Evangelizadora
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- Expediente na Cúria - Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Luz, no CIC - Crisma na Paróquia Santa Efigênia - Crismas na Paróquia Nossa Senhora da Luz, no CIC - Missa da Padroeira, na Paróquia Santa Maria Goretti - Expediente na Cúria - Reunião dos 15 Setores - Reunião das 12 Comissões - Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Crisma na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos - Crisma na Paróquia São Pedro Apóstolo - Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Amparo - Reunião da APAC - Reunião do Fundo Diocesano de Solidariedade, na Cúria - Reunião do Setor Almirante Tamandaré, na Paróquia São João Batista - Crisma na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Itaperuçu - Crisma na Paróquia Santa Amélia - Investidura dos MESCES do Setor Cabral, na Paróquia Senhor Bom Jesus - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, na Ferraria - Crisma na Paróquia Anjo da Guarda - Missa para a Escola de Coordenadores de Catequese, no Mossunguê - Expediente na Cúria
Ser religioso(a) ou ser uma pessoa de fé: distinções
Arcebispo de Curitiba
DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO
Voz do Pastor
Impressiona o elevado grau de religiosidade disseminada por toda a parte. Desde os tempos do iluminismo se anunciava o fim da religião. Contudo, por mais que a genialidade humana seja pródiga em sua força inventiva, quando tudo estaria a sugerir que a família humana seria mais feliz e justa, ainda assim enumeram-se as contradições da história. Homens e mulheres, carentes e abastados, parecem sempre mais inquietos. Uns pela falta, outros pelo excesso. E Deus é sempre lembrado. Em muitos casos, infelizmente, até para legitimar a violência. É muito comum confundir experiência religiosa com experiência de fé. Também se fazem verdadeiros hibridismos entre religião e espiritualidade. Embora sejam questões conexas, se faltar discernimento, prevalecerá muito mais a disputa entre religião e fé do que o encontro entre estas duas dimensões. A religião refere-se ao sagrado, ao inacessível, dotado de onipotência. A pessoa religiosa se expressa com ritos e cultos. Faz suas ofertas e apresenta seus pedidos. Em muitas situações envolve um grande fascínio. Tem forte componente emotivo. Também faz parte da experiência religiosa a adesão a um corpo doutrinal. Mas ainda não chega a ser uma vivência de encontro com um Deus amoroso. Neste sentido, até as nossas novenas, vez por outra, podem carecer de maiores discernimentos. Elas correm o risco de serem apenas exercícios de religiosidade, o que é ambíguo. A experiência de fé tem fundas raízes na religião. Mas traz consigo alguns elementos diferenciadores. A fé pede atitudes de relação, de confiança, de obediência. Não se trata de relação submissiva, nem confiança cega. Tampouco se pensa em obediência fanatizada. Na experiência de fé conta muito, decisivamente, a liberdade pessoal. Compreendamos o sentido de “obediência”. Vem do latim ob-audire. A primeira parte (ob) é prefixo que indica “diante de”, “por causa de”. Audire quer dizer ouvir. Daí o termo obediência. Agora voltemos à fé. Homem ou mulher de fé não é aquele(a) que tem certezas intelectuais. Tampouco é fé aquela atitude psicológica parecida com pensamento positivo. Estas são virtudes humanas, mas que ainda não integram ou constroem relações de confiança. Tem fé quem se dispõe aderir e vincular sua liberdade em favor de alguém que confere sentido à vida presente e futura. Porque adere também ouve, também ora, também obedece (ob-audire). Claro, a fé tem uma dimensão religiosa porque comporta abrir-se à eternidade, ao infinito, ao onipotente. Mas mais do que aspectos de ritos, valem os vínculos de relação. Agora podemos retomar a frase do evangelho. O mais sério problema dos discí-pulos não era o vento tempestuoso. Não era a ameaça das ondas. Era a sua pouca confiança. O mar agitado era poderoso. O vento forte era ameaçador. Aos discípulos parecia mais lógica a certeza vinda de um milagre expectado do que a confiança na força, na autoridade e na palavra que de Jesus tinham ouvido. Eles eram homens religiosos. Mas ainda não tinham fé. O vento e o mar se curvaram ante a voz de Jesus. Os discípulos, porém, se apavoraram. Segue que para chegar a ser uma pessoa de fé o caminho a percorrer não é o das elaborações filosóficas. Não são os raciocínios complicados que me levam à obediência a Deus. Se se trata de relação e de confiança, então a disposição à oração é o passo primeiro. É por isso que encontramos no mesmo evangelho de Marcos uma sublime oração de súplica: “Senhor, vem em socorro à minha fé” (Mc 9,24).
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São T omé, o Tomé,
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credulidade de Tomé, continua S. Gregório, é para nós de maior vantagem que a fé dos outros apóstolos, porque, sendo incrédulo, pelo contato com as chagas de Cristo, consolidou nossa fé, banindo qualquer dúvida sobre a Ressurreição de Cristo". A profissão de fé de Tomé, dizendo "meu Senhor e meu Deus", ensina-nos que devemos crer em Jesus Ressuscitado. Nós não vimos Cristo Ressuscitado, mas devemos crer, como disse Cristo a Tomé: "Acreditaste porque me viste e me tocaste. Bem aventurados todos os que não me viram e acreditam" (Jo. 20, 29). Somos felizes, crendo que Cristo Ressuscitado é o Cristo da divina Eucaristia. Participemos da santa missa, a Eucaristia, com a profissão de fé de São Tomé. "Meu Senhor e meu Deus". Meu Senhor e meu Deus é o Cristo da Eucaristia. "Quem come a minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo. 6,56). Toda vez que participamos da santa missa, a Eucaristia, devemos nos lembrar de São Tomé e fazer uma profunda profissão de fé. Cristo disse-nos que somos felizes, crendo n'Ele ressuscitado, presente na eucaristia. Como é nossa missa? É apenas um rito mágico, quando são colocadas tantas intenções pelos vivos e mortos? Como são as missas nas formaturas e especialmente no sétimo dia pelo estimado morto, pai, filho, esposo, esposa e outros. Mas vejamos também Cristo Ressuscitado em nossos irmãos e irmãs batizados, familiares, parentes, conhecidos, vivendo na mesma família, comunidade, trabalho. Assim devemos imitar São Tomé, Cristo Crucificado, Caminho, Verdade, Vida e Ressuscitado.
Arcebispo Emérito de Curitiba
DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO
Palavra de Dom Pedro
No dia 3 de julho, a Igreja Católica celebra a festa de São Tomé, apóstolo incrédulo. O Evangelho menciona três passagens muito significativas para imitá-lo. A primeira intervenção foi quando Jesus, perseguido pelos judeus, ameaçado de morte, decidiu subir a Jerusalém para enfrentála com todos os sofrimentos, até ser crucificado e morto. Diante da decisão dos apóstolos, que não entenderam como seria sua morte, Tomé exclamou impetuoso: "Subamos nós também e morramos com Ele" (Jo. 11, 16). Tomé, como os outros apóstolos, não acompanhou Jesus na Paixão e Morte. Como os outros, não se ofereceu para carregar a cruz de Cristo. Foi preciso requisitar Simão Cirineu que passava por ali, vindo do campo, para carregar a cruz (Mc. 15, 21). Ao contrário, Tomé estava com outros longe de Cristo, na dispersão como nos diz o Evangelho: "Todos os discípulos, abandonando-o, fugiram" (Mt. 26, 56). Sejamos coerentes com o que nos comprometemos em nossa vida. Outra passagem em que aparece Tomé é na Última Ceia, quando Jesus anunciou sua ida ao Pai, dizendo: "Para onde eu vou, vós sabeis o caminho. Tomé objetou: "Não sabemos, Senhor, para onde vais, como podemos saber o caminho?" Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo. 14, 5-6). Depois de três anos de vivência com Cristo, não sabia que Cristo é o Caminho, o mediador entre o Pai e todos os homens e mulheres para sua eterna salvação, a Verdade e a Vida. Como Tomé, muitas vezes, não sabemos seguir Cristo, que nos ensina o caminho que nos leva ao Pai, nos ensina a não enganar os outros com a mentira e a confessar sempre a verdade, ter uma vida sadia, honesta e pura. Mas o texto mais significativo é o da incredulidade da Ressurreição de Cristo. No domingo da Páscoa, Tomé não se encontrava com os apóstolos, quando Jesus apareceu-lhes. Os apóstolos, repletos de alegria e entusiasmo, contaram a Tomé: "Vimos o Senhor. Tomé lhes disse: se não vir em suas mãos o lugar dos cravos e minha mão tocar seu lado, não acreditarei". Oito dias depois, Tomé estava com os apóstolos, quando Jesus apareceu e disse a Tomé: põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos e a mão no meu lado e não sejas incrédulo, mas acredita. Tomé respondeu: meu Senhor e meu Deus" (Jo. 20, 24 - 28). São Gregório Magno comenta esse fato, dizendo: "A incredulidade de Tomé não é um acaso, mas uma providência divina. A in-
Incrédulo
Família e Vida
COMISSÃO FAMÍLIA E VIDA DA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA
O Sínodo dos Bispos vai mudar o que entendemos como família? próprio Jesus Cristo, mas, ao fim de todas as conversas previstas para ocorrer, se algo mudar, isso só ocorrerá pela palavra do papa e de nenhuma outra forma. E o que realmente pode mudar? Somente aquilo que a Igreja tem poder para mudar, ou seja, aquilo que ela mesma criou. Procedimentos canônicos, formas de dialogar com os fiéis, estratégias de evangelização. No entanto, aquilo que é verdade e aquilo que é mentira não se muda por votação. Por exemplo, não há como mudar a verdade de que o matrimônio é indissolúvel, nem o fato de que Deus criou o homem e a mulher – apenas esses dois sexos – e que é somente da união deles que surge uma família, da qual necessariamente fazem parte os filhos. O que realmente está na pauta dos bispos e do papa é o aperfeiçoamento no modo de falar de Cristo a todas as famílias, inclusive aquelas formadas por casais em segundo união, circunstância esta que não deixará de ser pecado – é impossível algo “deixar de ser pecado” – , mas que nem por isso deve ser impedimento para que essas pessoas tenham uma vivência dentro da igreja. Também é sabido que a igreja estuda uma forma de abreviar os processos de declaração de nulidade de matrimônio, um tipo de investigação feita pelos tribunais eclesiásticos para descobrir se um casamento foi mesmo válido ou não. Hoje, há lugares em que se passam até seis anos desde a abertura do processo até o seu encerramento. Se é possível fazer isso melhor e mais rápido, por que não? Somente por esses dois exemplos pode-se notar que não se trata de nenhuma re-
volução, mas sim de atualizações necessárias do “como fazer” determinadas coisas, mas nada tem a ver com uma possível mudança sobre “em que” crer. Portanto, quando se depararem com previsões radicais de transformação na igreja, seja na TV, no rádio ou na internet, desconfiem. Se cremos em Jesus Cristo como nosso Deus e Senhor, cremos também que Ele é fiel em suas promessas.
Foto: Canção Nova
Os católicos precisam se preparar. Conforme o mês de outubro se aproxima, os jornais começarão a mostrar especulações e mais especulações a respeito do que a Igreja Católica vai mudar no seu modo ver, entender e defender a família. Os divorciados em segunda união passarão a receber comunhão? A relação homossexual deixará de ser pecado? O uso de contraceptivos passará a ser estimulado? Essas são as perguntas que parte da mídia deve tentar popularizar quando tiver início o Sínodo dos Bispos sobre a Família, um grande encontro de bispos de todo o mundo que ocorrerá no Vaticano, de 4 a 25 de outubro. Nessa avalanche de palpites, a melhor saída para manter a tranquilidade e não se deixar enganar é buscar fontes confiáveis de informação. E quem seria mais confiável do que aquele que dispõe de assistência do Espírito Santo e que é sucessor do apóstolo escolhido pelo próprio Cristo para guiar a Igreja que Ele fundou? Independentemente das teorias, sugestões e argumentos que possam ser usados no sínodo, a palavra final será dada pelo papa Francisco, justamente o homem a quem cabe o papel de guardião máximo do chamado “depósito da fé”, ou seja, tudo aquilo em que cremos como revelado por Deus. Esse é um dos casos em que é importante partir do fim – ou seja, a palavra final do papa após todas as discussões – para compreender todo o resto. É verdade que assuntos considerados polêmicos estarão na pauta. É verdade, infelizmente, que algumas pessoas tentarão legitimar ideias rejeitadas pelo
Nesse contexto, é apropriado lembrar duas delas. A primeira é a de que o Espírito Santo está conosco, a Sua Igreja. A segunda é a de que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Acalmemos nosso coração e confiemos em Cristo. COMISSÃO DA FAMÍLIA E VIDA afonjanepf@yahoo.com.br Fone: (41) 3329-0544. Coordenação: Afonso e Janete Schiontek. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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Animação Bíblico-Catequética
PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Pastoral Catequética
A iniciação à vida cristã na Arquidiocese de Curitiba 10 ANOS DE ESTUDO ESTUDO,, REFLEXÃO E AÇÃO! UMA NOVA CAMINHADA: ESTUDOS E REFLEXÃO SOBRE O PÓS-CRISMA A história da iniciação à vida cristã na arquidiocese de Curitiba vem sendo escrita pelas diversas iniciativas pastorais nas comunidades paroquiais, pelo protagonismo de inúmeros agentes da iniciação cristã, pelos estudos e reflexões dos documentos do magistério da igreja, pela análise da realidade tão diversa e plural que vivemos e pelo desejo de uma igreja que supere os mo-
delos tradicionais de vida cristã. Ao longo dos anos, o itinerário catequético vem sendo pensado com afeto, esperança, oração, dedicação e alegria pastoral. Diante do alto índice de afastamento e desconfiança dos adolescentes em relação à Igreja, em seus recentes discursos, Dom José Mário, bispo auxiliar em nossa arquidiocese, expressava a ne-
cessidade de novas atitudes pastorais com os crismandos e crismados. “Não podemos descuidar de nossos adolescentes e jovens. O que fazemos com eles depois que recebem o sacramento da Confirmação?”, reflete. Assim, a Comissão Bíblico-Catequética, animada pelas reflexões magisteriais e eclesiais, constituiu uma equipe de reflexão sobre o pós-crisma.
QUAL A FINALIDADE DA EQUIPE DE REFLEXÃO DO PÓS-CRISMA? Essa equipe, constituída no início de 2014, por leigos, adolescentes, jovens, catequistas, teólogos, religiosas, padres e bispos, tem o objetivo de pensar uma maneira mais direta de acolher os adolescentes e jovens na vida em comunidade. Para tanto, há que se refletir a respeito de ações concretas já desde a 4ª etapa da catequese, a fim de que esses crismandos reconheçam a comunidade como sua casa para o exercício da vida cristã. Várias iniciativas favoráveis têm sido partilha-
das na equipe; são experiências frutuosas implantadas nas paróquias que brotaram de atitudes de adolescentes e jovens os quais quiseram “abrir seu espaço” na vida paroquial. O Diretório nos alerta: “a missão principal dos pais e da comunidade eclesial é criar ambiente e dar apoio para que eles caminhem para a maturidade de fé” (DNC 188). Em outras palavras, deseja-se que nossos adolescentes e jovens sintam-se Igreja e porção indispensável na vida da Igreja.
ASPECTOS PASTORAIS REFLETIDOS NA CAMINHADA DA EQUIPE DE PÓS-CRISMA Durante muito tempo, a catequese se limitou às crianças, aos planos de aula, ao sacramentalismo e ao doutrinário. Hoje, a catequese deve ser mais querigmática e mais mistagógica, mais orante e essencialmente bíblica; caso contrário, não terá atingido eficazmente seu objetivo primordial. Na caminhada reflexiva da equipe do pós-crisma, com a parceria constante do setor Juventude de nossa arquidiocese, fez-se uma leitura atualizada e minuciosa da realidade social e eclesial, estudos pontuais e dirigidos de documentos da igreja, levantamento das necessidades atuais e pastorais dos jovens e a configuração das pastorais paroquiais. Destacam-se algumas reflexões conclusivas: - Necessidade de cuidar da formação dos catequistas da 4ª e 5ª etapas; - Aproximar as expressões juvenis da catequese de 4ª e 5ª etapas, sem conflitos e imposições;
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As expressões juvenis devem ter ações específicas na pastoral catequética: retiros, formações, celebrações, ações missionárias, entre outros; sem, entretanto, ter o objetivo de substituição de atividades; Renovar o ambiente paroquial para criar espaços de acolhida aos crismados; Necessidade de formar assessores de jovens em cada paróquia; Possibilidade de criar na comunidade grupos de pós-crisma com itinerário específico; Valorizar o protagonismo dos crismandos e crismados; Que haja ações em conjunto entre pastoral catequética, expressões juvenis, pastoral familiar e demais pastorais paroquiais.
As linhas acima citadas, refletidas na equipe, nos ajudam a ampliar nossa mentalidade evangelizadora. São pistas
pastoras a serem gradualmente estudadas, planejadas e executadas. É um processo gradual, com desafios, que depende muito da conscientização de cada comunidade paroquial. Percebe-se, de fato, que não podemos ficar estagnados, ou seja, é preciso urgentemente ir ao encontro dos adolescentes e jovens de nossas comunidades. A acolhida comunitária aos crismandos é urgência missionária. Que as comunidades comecem a fazer acontecer essas atitudes e atividades de inserção dos adolescentes e jovens. Acolher, conhecer, escutar e refletir a vida eclesial dos adolescentes e jovens são passos iniciais de uma Igreja renovada e missionária. Que o Espírito Santo, protagonista dos dons e carismas, potencialize nosso itinerário de fé e enriqueça o vigor pastoral das nossas lideranças nas comunidades.
Formação para Catequistas da 4ª e 5ª etapas Foto: Pe. Waldir Zanon Jr.
No dia 13 de junho de 2015, no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio, a Comissão Bíblico-Catequética promoveu a primeira ação decorrente da reflexão sobre o pós-crisma: um encontro formativo para catequistas da 4ª e 5ª etapas. Uma constatação que frequentemente vinha à tona na equipe de reflexão do pós-crisma é de que “é necessário melhorar o perfil dos catequistas da 4ª e 5ª etapas”. Diante desse desafio, tornou-se imprescindível iniciarmos atividades específicas com esses catequistas, a fim de promover uma reflexão sobre sua realidade paroquial, especialmente a forma como vem conduzindo os adolescentes e jovens durante o período da catequese. Foi uma experiência excelente! Mais de 500 catequistas estiveram presentes, partilhando suas angústias e tendo abertura para novos horizontes. Rezando o texto bíblico 1Tm 4,1216, vivenciou-se a tarefa de cada catequista de despertar no coração dos jovens e adolescentes o seguimento a Jesus Cristo: primeiro ele se encontra com o Senhor, depois experiencia a vida na comunidade e, por fim, assume sua missão. Destacamos cinco movimentos missionários citados no documento Civilização do Amor, do Celam, que, em preces elevadas a Deus, foram rezados como ações fundamentais para nossos catequistas:
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Precisamos nos fascinar pela juventude, de forma que possamos reconhecer sua força e suas possibilidades; - Precisamos nos aproximar da juventude, entrar em seu mundo para conhecê-los e valorizá-los no que são e no que fazem; - Precisamos escutar a juventude, prestar atenção ao que falam, sobre o que falam, como falam; - Precisamos discernir com a juventude, olhando com novos olhos, com os olhos de Jesus, para interpretar seus apelos; - Precisamos nos converter e nos comover com a juventude, reconhecendo o sagrado que habita neles, a fim de descobrir novos caminhos para uma autêntica opção por eles. Numa excelente palestra sobre Quem é o adolescente/jovem hoje?, os catequistas puderam sentir a urgente ne-
cessidade de permitir o protagonismo deles e respeitá-los. Também como conteúdo formativo e para reflexão, o Diretório Nacional de Catequese iluminou a respeito do perfil do catequista e suas consequências: o que é necessário fazer hoje para que os adolescentes sejam crismados e permaneçam na vida paroquial? Por fim, quatro experiências favoráveis já concretizadas em paróquias foram partilhadas: Diego Damacena (Par. Santa Candida), Poliana e Tamyres (Par. N.Sra. Anunciação), Edna Sant´Anna (Par. Sagrada Família) e Diego Oliveira (Par. Sto Antonio), contaram sobre como foi o despertar de uma iniciativa paroquial para manter dezenas de crismados no exercício de vida cristã. A reflexão continua! Novas ações são necessárias! Confiemos no sopro do Santo Espírito que realiza maravilhas em sua Igreja! Foto: Pe. Waldir Zanon Jr.
COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br Fones: 2105-6318./ Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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Especial
A Ideologia de Gênero e suas consequências para a sociedade contemporânea Esboço histórico da ideologia de gênero Para compreendermos a situação atual por que passam as diversas sociedades em relação à ideologia de gênero, é preciso buscar essa compreensão a partir de sua origem, que está diretamente ligada às correntes feministas que apareceram ao longo da história entre o século XIX e o século XX. A proposta desse movimento está ligada à dissociação entre a sexualidade e a procriação, formando a base da revolução sexual com implicações sociais e contraceptivas e também uma mudança sociopolítica que inverteria os valores e os privilégios do homem e a subordinação da mulher. O feminismo tem uma origem ideológica ilustrada na defesa de uma igualdade de direitos e uma visão progressista da história, vinculada ao socialismo utópico, que prega a ideia de que para libertar a sociedade era preciso destruir a família e instaurar o amor livre. O feminismo liberal, inspirado em algumas obras de John Stuart Mill que pregava uma autonomia pessoal, profissional, político e social, está diretamente ligado a movimentos culturais que têm sua origem já no século XIX e se estende ao século XX, propondo uma revolução cultural para quebrar com os movimentos hierárquicos e patriarcais que dominavam as culturas. Pregava, ainda, uma revolução sexual, na qual a sexualidade estava ligada à própria liberdade, tornando-se dois conceitos sinônimos, como podemos ver já na primeira guerra mundial, quando muitas mulheres ocuparam lugares que eram reservados aos homens. Descendente do feminismo radical, a ideologia de gênero distingue as diferenças sexuais biológicas, relativas ao sexo, dos papéis que a sociedade atribui aos homens e às mulheres, relativos ao gênero, o que mudaria as funções femininas tradicionais, como a maternidade que se apresenta como uma construção cultural e não algo natural, para propor como objetivo uma desconstrução das convenções tradicionais, como família, maternidade, procriação, heterossexualidade. Isso não seria somente um problema de linguagem ou de semântica, mas perderia as referências naturais, inerentes ao ser humano, para reconstruir conceitos a partir de um produto cultural representado por uma reestruturação dos valores, propondo uma equiparação entre os matrimônios, aparecendo o casamento homossexual e as famílias alternativas como o matrimônio heterossexual aberto à procriação. Dentro dessa desconstrução, a ideologia de gênero nega
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*PE. GILBERTO AURÉLIO BORDINI
a natureza com a qual nascemos e separa o ser humano entre o corporal, aspecto biológico, e o psíquico, construído socialmente em torno da sexualidade, mostrando que o gênero seria o sexo construído socialmente, passando a ser mais importante que a natureza, sendo este gênero a nova construção social e cultural da própria sexualidade, cujas normas e expectativas sociais sobre o papel, atributos e condutas do homem e da mulher são determinados pelo gênero. Outro argumento utilizado pela ideologia de gênero é a mudança ou uma redefinição do conceito de pessoa, que não seria mais um daqueles propostos pela filosofia 1, mas um conceito que permitiria à mulher competir com o homem, levando não só a uma igualdade mas também a uma luta pelo poder que geraria uma homogeneidade absoluta. A ideologia de gênero, influenciada por algumas correntes marxistas, nega a existência da natureza humana, negando as consequências que esta apresenta, com um sentido normativo que a rege e a organiza, para fundamentála no gênero, de forma que o ser humano decide sua natureza, tornando-se autor das próprias normas e ações. Aqui se revela o ponto central de discussão que a ideologia de gênero procura impor e argumentar, que é sobre o problema do inato e do adquirido, o que provém da natureza e o que provém da cultura. Essa discussão nega qualquer possibilidade da existência do inato e natural, mas defende o adquirido como fruto de uma construção cultural. A ideologia de gênero atinge seu auge de extremo radicalismo com a teoria do ciborgue, que tenta apagar as diferenças entre o humano e o animal e entre o humano e a máquina. Essa teoria é defendida por Danna Harawai e por Guacira Lopez Louro. A consequência do feminismo radical e da ideologia de gênero é a eliminação da natureza humana como foi concebida; além de que o sexo é unicamente para o prazer e que as relações sexuais seriam poliformes e livres, nascendo uma sociedade com menos pessoas, com mais prazer sexual. Ainda prega a igualdade entre homens e mulheres e consequentemente a eliminação da figura da “mãe” em tempo integral2. Dessa maneira, vimos como a ideologia de gênero se tranforma em uma ideologia e se estrutura no feminismo radical. Passamos agora a uma tentativa de resposta aos que defendem essa ideologia, partindo de conceitos negados por ela e reafirmando conceitos que estão na própria natureza humana. Fonte: Artigo cedido pelo Studium Theologicum de Curitiba. No próximo artigo, na página 10, desta Revista iremos refletir sobre O Processo de desconstrução da Ideologia de gênero. * Pe. Gilberto Aurélio Bordini é Doutor em TEOLOGIA pela PONTIFICIA UNIVERSITÁ DELLA SANTA CROCE, Itália(2011), Representante do Corpo Docente do Studium Theologicum de Curitiba e Sacerdote da Arquidiocese de Curitiba.
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EVANDRO ARAÚJO Professor e deputado estadual
As implicações da aprovação e
introdução da ideologia de gênero nas leis dos Planos de Educação
Nas últimas semanas, a grande maioria das Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas dos estados discutiram e aprovaram seus Planos de Educação. Vereadores, deputados, membros da sociedade civil organizada e cidadãos comuns se reuniram para discutir as metas e estratégias para educação nos próximos dez anos. Para surpresa de muitos, ao invés de tratar dos grandes desafios e caminhos para uma educação de qualidade, a polêmica tomou conta e prevaleceu um debate monotemático nas audiências públicas e sessões plenárias, o da “ideologia de gênero”. Como definiram os bispos portugueses, essa ideologia fere a dignidade humana porque força uma oposição entre natureza e cultura, ou seja, para ela “somos homens ou mulheres, não na base da dimensão biológica em que nascemos, mas nos tornamos tais de acordo com o processo de socialização (da interiorização dos comportamentos, funções e papéis que a sociedade e cultura nos distribui)”. Papéis estes, aliás, que, para essa ideologia, “são injustos e artificiais”. Não por acaso, os textos “modelos” que chegaram à grande maioria das secretarias de educação e câmaras legislativas de todo país, faziam inúmeras referências à palavra gênero, como conceito balizador daquilo que seria a construção histórico cultural da identidade sexual. Após perderem a grande batalha no Congresso Nacional por ocasião da aprovação do PNE, grupos ideologicamente unidos e politicamente bem organizados conseguiram fazer
chegar essas ideias na base e inseri-las nos planos municipais e estaduais em construção, travando novas batalhas por todo o Brasil. Mas podemos nos perguntar: Quais seriam as implicações da aprovação e introdução da ideologia de gênero nas leis dos Planos de Educação para a educação básica? Infelizmente, no governo federal já existem sérios indícios de uma instrumentalização ideológica das políticas públicas em educação. Com a inclusão nesses planos, ainda que discreta, de palavras e termos que guardem relação com a “ideologia de gênero”, haveria maior legitimidade e reforço na implementação de novas políticas e estratégias pedagógicas consoantes com está linha de pensamento nos municí-
pios e nos estados. Isto significa dizer que seria comum, por exemplo, a produção e utilização de materiais e recursos didáticos que trouxessem as ideias dessa ideologia para dentro das salas de aulas por meio de livros, cartilhas, cartazes, seminários, vídeos e outros recursos. Além disso, a própria estrutura da escola poderia sofrer adaptações que correspondessem à essa lógica de pensamento. O que dizer, por exemplo, da ideia dos banheiros compartilhados? Ao nosso ver, a “ideologia de gênero” versa sobre elementos da formação humana que excedem em muito o papel que é próprio da escola. Temos aí uma séria afronta às liberdades individuais e ao direito da família de exercer seu papel de formadora de caráter e orientadora de valores.
(FOOTNOTES) 1 Como a definição de Boécio, onde pessoa é: substância individual de natureza racional (III.ª, q. 2, a. 2; I Sent., dist. XXV, a. 1; De Pot., q. 9, a. 2; De unione Verbi, a. 1). 2 Cf. FAZIO, Mariano, História de lasideas contemporâneas. Una lectura del processo de secularización, Edicione Rialp, Madrid 2012, pp. 354-367.
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CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo
Dízimo
Comissão 10: dimensão econômica e dízimo MENSAGEM DA EQUIPE ARQUIDIOCESANA DA PASTORAL DO DÍZIMO O mês de JULHO, igualmente ao mês anterior, caracteriza-se por estar todo inserido no que denominamos, liturgicamente, Tempo Comum, ou seja, um extenso período durante o ano em que nossa Igreja dedica-se, de modo especial, ao ensino sobre quem é Jesus Cristo e seus ensinamentos, contidos nos Santos Evangelhos e Cartas Apostólicas. De fato, a Igreja Católica, atendendo a determinação do próprio Jesus, cumpre seu principal objetivo, que é realizar a Evangelização no mundo inteiro. Essa sua missão se concretiza por meio da atividade de missionários ordenados, presbíteros ou leigos integrados nas diversas Pastorais e equipes de trabalho, seguindo as diretrizes estabelecidas pela cúpula dirigente da igreja, nas diferentes áreas geográficas e níveis hierárquicos em que acha-se estruturada. É nesse contexto que devem atuar os integrantes da Pastoral do Dízimo, tanto por palavras como por sua vivência pessoal, procurando, sempre, deixar evidente o significado do Dízimo e das Ofertas como expressão concreta de partilha, de participação na comunidade eclesial. Assim, em apoio à ação evangelizadora desta importante Pastoral,
apresentamos, a seguir, alguns textos elaborados pelo padre Anísio Tavares publicados pela Editora Santuário sob o título “Deus Conosco”, de julho a dezembro de 2015. Aqui, especialmente, constam os textos referentes ao corrente mês de julho. “Assistimos, ainda hoje, a cena de uma sociedade que não se deixa conduzir pelos valores do evangelho e, a exemplo do que já ocorria com o Apóstolo Paulo (2ª Cor 12, 710), sabemos quais são as nossas fraquezas e as dificuldades que vamos enfrentar, mas nem sempre reconhecemos que a força de Cristo age em nós.” Igualmente, em Ef 1, 3-14, “Paulo nos recorda que fomos escolhidos em Cristo já bem antes da fundação do mundo. Somos parte do sonho de Deus para uma sociedade justa, fraterna, onde a verdade e a paz se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão! Na força de Cristo e de seu Espírito é que seremos desapegados na missão, pois o mais importante é a Salvação a ser anunciada”. Por outro lado, na Palavra de Deus contida em Jo 6,1-15, fica evidente o valor inestimável da partilha. Com efeito, neste trecho do Evangelho “aprendemos que os pães que se multiplicam não que-
rem evidenciar o sobrenatural, mas sim a graça de Deus agindo no coração daqueles que, mesmo tendo pouco (apenas cinco pães e dois peixes), estavam dispostos a entregálos. O passo seguinte é dar graças pelo que se tem, mostrando que somente Deus é o legítimo proprietário de tudo. Portanto, vemos aqui como Jesus nos ensina a partilhar o que se tem. O milagre da multiplicação dos pães, em si, para Jesus não seria difícil. O milagre maior foi o da partilha, pois teve de contar com a liberdade de cada coração que aderiu livremente ao convite do Senhor”. Com efeito, em Ef 4, 1-6, o Apóstolo Paulo nos ensina, também, “como chegaremos à partilha real do que temos. Não há outro caminho a não ser a verdadeira caridade. Ele nos lembra ainda que ser fraterno é uma vocação, ou seja, um chamado de Cristo que se doou totalmente por nós, seus irmãos! Essa fraternidade, que gera a partilha de vida, certamente nos conduzirá à partilha solidária dos bens e dos dons pessoais e tendo a paz como vínculo supremo”. Pensemos nisso, inclusive, para sermos dizimistas autênticos, pois, partilhando nosso dízimo, expressamos concretamente nosso amor a Deus e aos irmãos.
COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho. Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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JOÃO GUILHERME DE MELLO SIMÃO Secretário do Setor Juventude - Arquidiocese de Curitiba
Juventude
DNJ 2015 Olá, pessoal! Nesta edição, a juventude vem apresentar o projeto do Dia Nacional da Juventude 2015. Depois de lançarmos nas edições passadas reflexões, agora, nesta caminhada de missão, o Setor Juventude apresenta seu projeto de evangelização mais expressivo, que não é somente um evento, mas está dentro de um processo. Este ano o DNJ vem trazer o tema Juventude construindo uma nova sociedade, e como lema “Estou no meio de vós como aquele que serve” Lc. 22, 27. Quem somos nós, os cristãos, no meio da sociedade? Como atuamos? Assumindo posturas de julgamento, preconceito e discriminação, ou somos cristãos inseridos, comprometidos com o meio, misericordiosos e como aqueles que servem a humanidade? Muita gente tem medo do mundo e por isso o condena. Para muitos, o mundo é feio, “podre” e cheio de ferida, e a nossa tentativa cristã parece ser a de quem quer fugir disso, vivendo uma perspectiva do “alto” que evita e se afasta da realidade. Se o mundo fosse tão ruim, Deus não teria se secularizado. Deus ama tanto sua criação e aposta tanto no ser humano que foi o primeiro a secularizar (Jo 1,14). A aposta de Deus no homem, parte do princípio da beleza que a vida contém, o po-
tencial do ser e da sua tendência a reconhecer a beleza no que é bom e amar. Afastar-se do mundo é negar o mundo, e nós não temos outro para evangelizar. É esse local que nos toca. A primeira atitude é aproximar-se, rebaixar-se à mesma altura, e isso me lembra quando Jesus se ajoelha para escrever no chão enquanto os fariseus julgam Maria Madalena. Ele se ajoelha por colocar-se na mesma altura. Somos todos pecadores, embora Deus fosse isento do pecado, e nossa postura de abraçar o mundo com amor para aproximá-lo da vida em abundância tem mais sentido. Para isso, nossos jovens
querem ir às periferias existenciais e físicas do mundo, servir a sociedade de perto e não de longe. Nosso DNJ vai ser mais uma vez missionário e samaritano, colocando-se a serviço do mundo, com posturas de defesa da vida, anúncio do evangelho de forma alegre e espontânea e atitudes de acolhida para com o diferente; propiciando aos jovens momentos fortes de espiritualidade comunitária e pessoal com Jesus Cristo; criando uma cultura de evangelização sensível, que possa, em atitude de misericórdia samaritana, perceber as problemáticas sociais, e assim desenvolver soluções de resgate, promoção à vida e a dignidade da pessoa humana; e sobretudo celebrando a história e a vida dos Dias Nacionais da Juventude, em comunhão com toda a igreja no Brasil. Para isso, seguem as informações importantes sobre o DNJ deste ano: O DNJ será na paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém. Rua Amador Bueno, 527, Cajuru (próximo ao terminal do Centenário). Começa no dia 04 de setembro e termina no dia 08 de setembro. A paróquia vai oferecer hospedagem e acolhida aos jovens. As vagas são limitadas, e a juventude deve procurar o link para inscrição no perfil “JMJ Curitiba” no facebook. As inscrições vão até o fim de julho. Também deve-se ficar atento às formações de preparação que serão nos dias 18 de julho e 15 de agosto. Mais informações na página do facebook “JMJ Curitiba”.
SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior.
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Comunicação
JORGE TELES Jornalista, radialista. Central Cultura de Comunicação
Ética na comunicação uma breve reflexão Escrever sobre a ética na comunicação até parece fácil, mas, quando nos propomos a refletir com profundidade o tema, a reflexão amplia-se, tanto que é preciso delimitar, para não divagar. Comecemos do princípio, com a definição de ética. Tem origem na palavra grega “ethos”, que significa os hábitos adquiridos na comunidade em que se vive. Também é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. Ou ainda, reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no individual – entre outras definições. Mas, entrando especificamente no campo da comunicação, uma reflexão importante sobre ética está no Documento 99 da CNBB, o Diretório da Comunicação da Igreja no Brasil: “Pode-se dizer que a ética na comunicação social é constituída por um complexo de valores e princípios de comportamento, fundados no reconhecimento da dignidade pessoal e do bem comum, ordenado a orientar as ações individuais e coletivas a serviço da justiça e da paz”. Analisando o que é citado nesse Diretório, é possível perceber que a ética na comunicação
só vai existir quando se primar pela verdade e por um respeitoso e humano diálogo entre todas as pessoas e setores da sociedade. Só que uma breve análise de conteúdo dos meios de comunicação, como a busca pela verdade e o respeito pelo ser humano, no meu ponto de vista, é muitas vezes deixado de lado. Os interesses podem ser diversos, entre eles a mercantilização de alguns meios que se submetem exclusivamente ao sistema econômico e comercial, os que vivem numa busca obsessiva por audiência, leitores, ouvintes, telespectadores, aqueles que têm interesses políticos partidários e assim por diante. E isso não está só no que diz respeito à informação, aos programas noticiosos, mas também ao entretenimento, como telenovelas, música etc. – é possível afirmar que, muitas vezes, está até em comerciais veiculados. Finalizando, volto ao Documento 99, que aponta que é possível fazer a diferença no campo da comunicação, desde que não se sacrifique o respeito à pessoa ou à comunidade humana por nenhum interesse. Utopia? Pode até ser, mas vamos acreditar.
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Dimensão Missionária
ANA GORETTI BALBI IAM Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus - Batel
Grupo Sementinhas de Jesus da Paróquia Santa T eresinha do Menino Jesus Teresinha BREVE HISTÓRICO Em 2013, padre Pedro Cesar Pereira me falou da Infância e Adolescência Missionária (IAM), e a Elaine Nane me apresentou o projeto. Autorizada de fato a implantação, pensamos como fazer para torná-la conhecida em nossa comunidade, formada, basicamente, por prédios. Com a ajuda fundamental da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, que não mediu esforços para vir até nós, criamos um teatro lindo e rico que explicava exatamente a história e o significado da IAM, o qual foi apresentado a poucos pais e crianças, que aceitaram o nosso convite e lá se fizeram presentes. Iniciamos a IAM na nossa paróquia, com apenas uma missionária, Mayana da Silva Rosário. Passados três meses, foram surgindo mais crianças, hoje nosso grupo é composto de oito meninas, sendo elas: Mayana Silva do Rosário, Taís Miho Wakisaka, Laura Pontoni, Lorena Pontoni, Amanda Ongaratto, Mariana, Manoela e Maitê Góis Ferraz. IMPORTÂNCIA DO IAM INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA NA COMUNIDADE Em que pese nossa paróquia se encontrar localizada num bairro, conside-
Fotos: IAM Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus - Batel
rado com um dos mais chiques de Curitiba, sua implantação é de importância fundamental ao processo de crescimento e amadurecimento de nossas crianças, como pessoas e missionárias de Jesus Cristo. Isso porque esse trabalho propicia o conhecimento de diferentes classes e realidades sociais, seja dentro de nossa cidade, de nosso país, seja no mundo, incentivando-as à partilha, à oração, divulgação e propagação da palavra de Jesus Cristo. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO NOSSO GRUPO SEMENTINHAS DE JESUS NO ANO DE 2014 Procuramos incentivar nossas crianças e pré-adolescentes a conhecer realidades de outras crianças no mundo e, assim, praticar a Oração e a Partilha, por meio de pesquisas, filmes e histórias. Também encorajamo-las a serem hóstias vivas, saindo e vi-
sitando famílias e lá levando a palavra de Deus com a benção da casa e da família, ou na visita às casas na Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Inclusive, esta foi nossa primeira missão e, diga-se, uma missão maravilhosa, com uma riqueza impressionante de testemunhos e trocas de experiências! Do mesmo modo, no mês de setembro, levamos a Palavra de Deus e Benção às casas de famílias na nossa comunidade e arredores, em um trabalho incansável de três semanas seguidas; começávamos por volta das 14h30 e seguíamos até as 20h. Aqueles lares foram abençoados pelas crianças, que levaram fraternidade, alegria, comprometimento, amor e disposição! Crianças de 5 anos benzendo os lares, foi lindo! Ainda realizamos coletas, como arrecadação de caixas de leite vazias a serem usadas na distribuição de sopas; e a de alimentos ao Lar Vovó Joana, onde as crianças foram levadas a partilhar, além dos alimentos, carinho e amor àquelas senhorinhas! Nossas crianças, ainda, se fizeram presentes no Show Missionário!!!
COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6375 Ir. Patrícia / (41) 2105-6376 - Jeferson
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Liturgia
PE. MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS Reitor do Seminário Propedêutico São João Maria Vianney, Coordenador da Comissão de Liturgia e Colaborador na Paróquia São Francisco de Assis
Jubileu Extraordinário da No último dia 11 de abril do corrente ano, o Papa Francisco proclamou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. O grande desejo do Sumo Pontífice é que haja um tempo intenso e favorável para que a Igreja fixe o olhar na misericórdia, e assim seja sinal do agir misericordioso do Pai (Misericordie Vultus, 3). Esse jubileu terá início no próximo dia 8 de dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Neste dia também se celebrará o cinquentenário da conclusão do Concílio Vaticano II. “A Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento. Afinal, começava, para ela, um percurso novo da sua história. Os Padres, reunidos no Concílio, tinham sentido forte, como um verdadeiro sopro do Espírito, a exigência de falar de Deus aos homens do seu tempo de modo mais compreensível” (Misericordie Vultus, 4). Por isso, também nesta data, o Papa Francisco abrirá a Porta Santa da Misericórdia, possibilitando que o mundo inteiro possa experimentar o grande amor de Deus que resgata a cada um de suas misérias e sofrimentos, devolvendo a vida e esperança para os corações marcados pelo pecado. Neste tempo de graça, há uma convocação do Santo Padre para que cada
Misericórdia
igreja particular viva intensamente momentos de consolação, perdão e esperança. O primeiro deles deverá ser realizado no terceiro Domingo do Advento, na Catedral ou em uma igreja diocesana de significado especial. Neste dia, abrir-se-á a Porta Santa na Basílica de São João do Latrão, a Catedral de Roma; e cada bispo em sua Igreja particular deverá abrir uma “porta da Misericórdia”, para que, permanecendo aberta, leve muitas pessoas a uma verdadeira comunhão com Deus. Outros momentos marcarão o tempo da Quaresma do ano de 2016, com um convite da Igreja para que cada cristão viva mais intensamente um processo de conversão e abra-se para a misericórdia de Deus. O Papa tem a intenção de neste tempo enviar os Missionários da Misericórdia, sacerdotes que sejam fonte da misericórdia na vida dos mais fragilizados. Pede aos bispos que convidem e acolham esses missionários, para que sejam pregadores convictos da misericórdia. Solicita ainda que as dioceses organizem missões populares, que façam dos missionários anunciadores da alegria e do perdão (Misericordie Vul-
tus, 18). Está aqui um modo de continuar no próximo ano as missões iniciadas em nossa Igreja Particular de Curitiba. Outro momento marcante para o tempo da Quaresma é a iniciativa “24 horas com o Senhor”, e esta deverá ser vivida em todas as Igrejas particulares na sexta e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma. “Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão se aproximando do Sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar para o Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da vida” (Misericordie Vultus, 17). O Papa faz também uma referência às indulgências, que, neste ano da Misericórdia, têm uma relevância particular, que “é experimentar a santidade da Igreja que participa em todos os benefícios da redenção de Cristo, para que o perdão se estenda até as últimas consequências aonde chega o amor de Deus”; e ainda pede que neste ano se vivencie a misericórdia favorecendo encontros com outras religiões, ajudando cada cristão a ser aberto ao diálogo, eliminando todo tipo de fechamento, desprezo, violência e discriminação. É preciso lembrar também que o ano de 2016 será marcado pela Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em Cracóvia, na Polônia. O lema desta jornada, “Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia” (Mt 5,7), está em profunda consonância com o jubileu convocado pelo Papa Francisco. O encerramento do Ano da Misericórdia será no dia 20 de novembro de 2016, Solenidade de Cristo Rei. * Nas próximas edições, serão aprofundados outros elementos pertinentes a este Jubileu.
COMISSÃO LITÚRGICA: mauricioanjos@hotmail.com / (41) 2105-6363. Coordenação: Pe. Maurício Gomes dos Anjos. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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O assunto é...
A Igreja e Neste artigo, queremos continuar a nossa conversa, agora, tratando da família, a Igreja Doméstica, tão lembrada nos últimos documentos da Igreja. Abramos a Bíblia e reflitamos sobre capítulo 3 do livro do Profeta Joel1. Vejamos que o tema central é familiar e nos convida a pensar as relações e os carismas familiares. Jesus, também, nas suas andanças, vivia em constante relação, entrando em diversas casas. Vejamos, por exemplo, o seu diálogo com Marta e Maria2. A Igreja em saída, desejada pelo Papa Francisco, é uma Igreja Paulina e encontra o vigor profético no carisma de nosso Arcebispo, Dom José Antônio Peruzzo. Tudo isso abunda nas relações familiares e precisa ser reconhecido. A energia que a Igreja precisa para transformar este mundo está na força da Palavra de Deus, lida, interpretada e vivida como palavra que nos pertence, e na ação, no testemunho e na dignidade da família, como nossa primeira Igreja e nossa primeira escola. Pois é a Igreja que nasce da família, e não o contrário. O livro do Profeta Joel, datado em torno do ano 400 a. C., fala de um período de dominação e opressão estrangeira e de revolta do povo. Tem apenas quatro pequenos capítulos, mas, além de retratar um momento de grandes dificuldades do povo no pós-exílio, nos traz uma mensagem muito atual. Fala-nos da família: “Derramarei o meu espírito sobre todos vocês e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas. Entre vocês, os velhos terão sonhos e os jovens terão visões”. Não é o que ocorre com a Igreja com o acontecimento do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965); com as Conferências Episcopais Latino-Americanas de Medellín (1968), com a sua proposta de uma Igreja libertadora; de Puebla (1979), com a sua opção preferencial pelos pobres; de Santo Domingo (1990), de onde veio o evento das Santas Missões Populares; e de Aparecida em 2007, trazendo-nos a exigência de Igreja Comunidade de Comunidades? Não é a mesma esperança que impulsiona nosso povo, a partir de nossas famílias, Igrejas Domésticas, sobretudo as mulheres, os jovens e os velhos, através das Pastorais Sociais? E é igualmente o que vemos nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), onde a fé encontra o seu sentido maior no engajamento político e na luta pela transformação da sociedade, combatendo este demônio da corrupção que criou e alimenta a cultura da morte; na força amorosa e criativa da Educação Popular Freireana; na ousadia, na autogestão e na cooperação da Economia Solidária; e nos inúmeros mutirões organizados por grupos familiares, que assumem corajosamente as consequências de seu batismo. Além disso, ainda arrecadando alimento, agasalho e remédio para os viajantes caídos à beija da estrada. É esse o rosto da Igreja. Tudo isso nos leva a acreditar na Conversão Pastoral 3, e esta nos permite parafrasear o profeta Joel, dizendo que os presbíteros saberão escutar e caminhar no meio do povo, os bispos saberão sorrir e orientar para o serviço, a partir de seus próprios testemunhos, os diáconos serão mais servidores e menos Clérigos, a
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JOÃO SANTIAGO Teólogo, Poeta e Militante. Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Curitiba
a Família Igreja será mais povo de Deus e Mãe e Educadora na Fé, e cada vez menos “Um Clube Social e que não tem como finalidade principal a evangelização 4”; “Vazia de Vida Comunitária Real5”. Todas essas formas de organização e de luta, de resistência e de profecia, têm mais motivação e rosto familiar que eclesial, por isso devemos abraçar com afinco a família como Igreja Doméstica. As oficinas, os encontros de formação, os seminários e as conferências que tratam da Economia Solidária como estratégia de Desenvolvimento Humano e Sustentável, os ciclos de estudos bíblicos das CEBs assim como os intereclesiais, os ciclos bíblicos do CEBI, as Romarias da Terra e das Águas, as ações mais comprometidas com a transformação social e com a libertação dos oprimidos estão mais relacionadas com as famílias do que mesmo com a Igreja. São pensados, planejados e avaliados, começam e terminam nas casas. A Igreja Doméstica precede a Igreja instituição na ousada e profética missão de sair e de ser escola de educação na fé, principalmente se concordamos que a fé sem uma ação pastoral concreta e engajada não passa de idolatria. Precisamos urgentemente abrir os portões e as janelas da Igreja para entrar um novo sopro, a luz do anúncio, o grito dos oprimidos. Assim, de portas e braços abertos para o ressuscitado, avançaremos de uma situação de medo, na qual por tantas vezes fazemos de Jesus um produto de marketing, quando não o nosso marqueteiro, e faremos um reencontro com a profecia e com a mística da Igreja Nascente. Aí já não teremos mais a Igreja e a família, mas a Igrejafamília. Ou a família-Igreja, tanto faz. Adoraria ouvir dizer que sou um sonhador. É tempo de reencantamento, de servir ao Espírito de Sabedoria6 e dar graças a Deus, pois temos tudo isso na presençaação do Papa Francisco, anunciando a esperança, testemunhando o amor de Deus, dialogando com o mundo todo e servindo ao Reino. E em nossa Arquidiocese de Curitiba, vivemos um Pentecostes, na alvissareira alegria de Dom José Antonio Peruzzo, com seu carisma fundado na simplicidade. É, sobretudo, tempo de reencontrar a árvore da vida e não abandonar o primeiro amor 7. É tempo de missão, porque a esperança é o nosso combustível. É ela quem alimenta a nossa fé e nos encoraja para ir às Galileias do mundo. É lá que se encontram as famílias desarticuladas, desagregadas, esperando um prato de comida, uma palavra amiga, e às vezes apenas um bom ouvinte. Que o Espírito Santo de Deus no encoraje e que Nossa Senhora da Luz dos Pinhais seja a nossa Mãe e Mestra na missão de servir. AMÉM! NOTAS 1 Joel capítulo 3, 1-5. 2 Lucas 10, 38-42 3 CNBB. Documento 100. Comunidade de Comunidades, p. 9. 4 IBIDEM, nº 35, p. 27. 5 IBIDEM, nº 135, p. 77/78. 6 Ver Efésios 1, 15-23. 7 Ver Apocalipse 2, 1-7. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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Arquidiocese em Missão
Arquidiocese em estado O anúncio do ano missionário deu um impulso aos fiéis da arquidiocese de Curitiba. Estão sendo realizados diversos encontros nas paróquias conscientizando os fiéis sobre a responsabilidade missionária. Recordamos que, em preparação ao ano 2000, o ano jubilar do Senhor Jesus e ao início do terceiro milênio, foram realizadas santas missões populares em todas as paróquias da arquidiocese. O propósito era motivar os fiéis a crescer na fé e no compromisso para com a Igreja. Passados quinze anos, avistamos diversas mudanças globais e locais em todos os setores da sociedade. Nem sempre as mudanças são negativas, existem elementos preocupantes, mas ao mesmo tempo usufruímos dos benefícios das mudanças para o nosso bem-estar e da igreja. Nestes quinze anos, a igreja publicou diversos documentos, tivemos a contribuição dos bispos latino-americanos, o Documento de Aparecida, os subsídios da CNBB, além de diversas publicações em comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Todos esses documentos nos forneceram os conteúdos missionários, e o ano missionário nos pede agora tomar consciência do estado permanente da missão da Igreja. Portanto, as mudanças, principalmente as novas tecnologias no campo da comunicação, nos forneceram as pistas para desenvolver a missão de uma forma eficaz. O ano missionário deve motivar os fiéis para assumir os compromissos missionários e oferecer novas orientações sobre a responsabilidade aos apelos da igreja. Essa nova forma de ver a missão compreendida como a “natureza missionária” da igreja que não vive para si, segundo afirma Concílio Vaticano II, enfatiza a tarefa de “convocar e enviar servos como testemunhas do Reino”. A Igreja envia seus servos, “os discípulos missionários” para apresentar universalmente a dimensão da solidariedade a todos os povos, iniciando em primeiro momento em sua própria casa, depois na paróquia assim como na arquidiocese. A inspiração para tal compreensão vem da exortação apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, que “convida todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele...” (EG, 3). O novo documento da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, também nos
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JOACHIM ANDRADE SVD
permanente de missão inspira a tomar o novo rumo para realizar a missão nos contextos atuais. O ano missionário e as atividades missionárias na Arquidiocese, a princípio, tratam-se de uma ocasião única de refletir a partir da perspectiva do projeto da Missão da Igreja proposto pela DAP, iniciado com o Concílio Vaticano II. O projeto da missão DAP pensa a operacionalização da natureza missionária da igreja em cinco círculos concêntricos, como: – missão “aos corações” – missão paroquial – missão continental – missão ad gentes – missão universal Na arquidiocese, as atividades missionárias concentram-se em dois âmbitos: missão aos corações e missão paroquial, buscando resgatar a gênese do DAP, e todo processo de abertura que desencadeou para a missão na Igreja, propondo uma reflexão sobre o significado missão e da Nova Evangelização. Em relação à missão aos corações, o Documento de Aparecida é claro: “Não há novas estruturas se não há homens novos e mulheres novas que mobilizem e façam convergir nos povos ideais e poderosas energias morais e religiosas” (DA 538). Em relação à missão paroquial, o documento afirma que a paróquia é chamada a se tornar “comunidade de comunidades” (DA 309; 517e), “comunidade missionária” (DA 168) e lugar de formação permanente (cf. DA 306). Que ela seja menos instituição e mais comunidade, atenta à vida (cf. DA 225). A comunidade é feita de pessoas e de relações. As pessoas têm coração, as estruturas não têm, e a missão é uma questão de coração. Esses dois focos são os fundamentos das atividades missionárias da arquidiocese, lembrando o que disse o Papa Francisco: “A ação missionária é o paradigma de toda obra da Igreja”. O ano missionário vislumbra os desafios que atualmente as famílias, as paróquias e a sociedade em geral enfrentam e coloca a Igreja em estado permanente para a missão contextual. O Papa Francisco nos recordou, por ocasião da JMJ realizada no Rio de Janeiro, que a missão visa à criação de um novo paradigma da ação evangelizadora: a de uma Igreja em permanente estado de missão. Na pessoa do Papa Francisco, pela primeira vez, sentimos como filhos, não nos sentimos abandonados, pois ele, como Pai, nos orienta o caminho a pegar. A Arquidiocese assume esse papel neste momento. Para que haja continuidade a esse apelo, é necessário que o missionário tenha dois subsídios na sua vida: a oração e o silêncio. Se a compreensão da missão é sair de si para o outro, eu preciso de ter algo a ser partilhado – a experiência de Deus, o encontro com Jesus. A sociedade atual, apesar de nos fornecer muitos elementos valiosos, nos leva também ao stress e outros males. A oração e o silêncio podem curar qualquer doença atual. O estado permanente da missão nos avisa que nós estamos em viagem levando a boa nova aos outros que nós mesmos saboreamos em nossa vida. Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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*PADRE REGINALDO MANZOTTI
Reflexão
A Mãe do Escapulário Neste mês de julho, mais precisamente no dia 16, celebramos a Festa de Nossa Senhora do Carmo. Seu histórico narra que, na Idade Média, monges atuavam como cavaleiros cruzados. Por volta de 1155, muitos deles, fatigados pelas batalhas empreendidas para conquistar a Terra Santa, fixaram-se no chamado Monte Carmelo, montanha na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo e cujo nome significa “jardim” ou “campo fértil”. Desejosos de uma vida autenticamente cristã, ali se estabeleceram e fundaram uma capela dedicada à Virgem Maria, razão pela qual ficaram conhecidos como Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Posteriormente, em 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à Ordem fundada pelos monges carmelitas. Em 1235, os mouros voltaram à Terra Santa e promoveram brutal perseguição contra os cristãos. Para sobreviver, os monges separaram-se em dois grupos, cabendo a um deles a missão de defender o mosteiro, mas acabaram mortos, e sua morada foi incendiada. O outro grupo dispersou-se em três regiões distintas: Sicília, na Itália; Creta, na Grécia; e Aylesford, na Inglaterra. Nesta última localidade, em 1238, chegaram a fundar um mosteiro, porém não foram aceitos pelas autoridades eclesiásticas locais e enfrentaram a ameaça de extinção. Em 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, durante oração feita a Nossa Senhora pelo superior da Ordem, São Simão Stock, pedindo um sinal de sua proteção que fosse visível aos inimigos, o Escapulário da Virgem do Carmo foi entregue por Nossa Senhora com a seguinte promessa: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”. Após essa aparição, a perseguição deixou de ocorrer e a Ordem tornou-se conhecida em toda a Europa, atraindo muitos adeptos. O Escapulário, por sua vez, foi incorporado aos objetos de uso corrente dos cristãos, como sinal da manifestação do Amor da Virgem Maria e símbolo de vida cristã dedicada a Deus. Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. Nos ‘agarrarmos’ a ela que nos mantém fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo que traz o santo escapulário. A forma mais clássica de ver o Escapulário é como um avental que se usa quando está a serviço. Portanto, usar o santo Escapulário, eu uso desde os dez anos, é senti-lo toda vez que você passar a mão no peito e lembrar que está a serviço de Nosso Senhor e Maria nos protegendo. O Escapulário tem o propósito em duas vias. A primeira delas se refere ao nosso comprometimento com Jesus por Maria; assim como ela foi a serva fiel, também nós trabalharemos pelo Reino de seu Filho Jesus Cristo. Por outra via, é um carinho de Maria para conosco. Na mesma disposição que temos em servir, Ela tem para conosco e nos dá um pedaço do seu manto para nos proteger. Nas horas em que nos sentimos desencorajados, Ela nos sustenta. Na hora em que nos sentirmos abatidos, ela nos afaga. Na hora em que nos sentirmos cansados, Ela será nosso descanso. É a Mãe a nos dizer: “Não desanimem porque a vitória vem depois da cruz”. O uso do Escapulário nos mantém discípulos fiéis de Jesus nesta
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vida, para que um dia possamos trocar o santo Escapulário pela veste celestial e viver com Jesus, Maria e os santos de Deus. Comentar sobre a devoção a Nossa Senhora do Carmo, Mãe do Santo Escapulário e Mãe da Boa Morte, é como descrever a relação com minha mãe biológica. Sempre terei a sensação de ter deixado para trás algum aspecto importante devido a tantos momentos de conforto, consolação e graças que d’Ela tenho recebido. Nesta devoção, lanço-me sem medo e a Ela recorro diariamente nas três Ave-Marias diárias e no uso ininterrupto do Santo Escapulário. Por fim, ressalto que conheço e guardo muitas estampas com a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Uma das que mais me impressiona é aquela em que a Virgem, por especial privilégio de seu Filho Jesus, socorre as almas do purgatório. Assim como a vida, a morte é uma realidade que em Cristo Ressuscitado ganha nova perspectiva. Rezar invocando Nossa Senhora do Carmo como auxílio de uma “boa morte” é querer morrer em paz com Deus. A oração da Salve Rainha, que nos é tão preciosa, invoca: “A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Ela, pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, Bendito Fruto do Vosso ventre. Ó Clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém”. *Padre Reginaldo Manzotti é coordenador da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook: www.facebook.com/padrereginaldomanzotti. Twitter: @padremanzotti | Instagram: @padremanzotti
Paróquia em destaque
Santuário
ANDREA ADELIO Santuário Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Carmo
Um centro de referência religiosa no Paraná O Santuário Nossa Senhora do Carmo é um dos maiores locais de concentração de devotos da Virgem Maria, em Curitiba (PR). Fundado como paróquia no ano de 1954 e elevado ao grau de Santuário em 2001, desenvolve diversas atividades religiosas, sendo um grande espaço de evangelização e fortalecimento da fé cristã. Bastante conhecido pelas tradiciHORÁRIOS DE MISSA: Sexta-feira - 12h e 19h30 Sábado - 15h30 e 19h Domingo - 7h30, 9h, 10h30, 12h, 18h e 19h30. Toda primeira sexta-feira de cada mês, missa em honra ao Sagrado Coração de Jesus. ATENDIMENTO DA SECRETARIA: Segunda, Terça e Quinta-feira 8h às 18h Quarta-feira - 6h30 às 21h45 Sexta-feira - 8h às 20h30 Sábado - 8h às 12h e 13h30 às 20h Domingo - 7h às 13h e 17h às 20h30.
onais novenas celebradas em honra à padroeira, todas as quartas-feiras, o local, dedicado à Virgem do Escapulário é referência religiosa na cidade e recebe cerca de 20 mil devotos semanalmente. Também as celebrações do Cerco de Jericó às sextas-feiras e as missas de fim de semana lotam o templo belo e imponente, bem no "coração" do bairro Boqueirão.
As modernas instalações, inauguradas em julho de 2007, destacamse entre todas as construções da Igreja Católica na capital paranaense. O prédio de 1900m2, tem capacidade para acolher 1.000 pessoas sentadas. Compõem ainda a edificação a torre, o portal e os sinos, com mais de 1.200 quilos. O piso e os belíssimos vitrais também são diferenciais da obra.
16 de julho: Dia de N. Sra. do Carmo As festividades em honra à padroeira são realizadas sempre no mês de julho, uma tradição que atrai milhares de devotos tanto da capital paranaense, como também de outras cidades e estados. Neste ano de 2015, a Festa vai ser realizada de 15 a 19 de julho. O evento irá contar com uma intensa programação e inclui celebrações, almoço festivo, shows musicais, passeio ciclístico e outros. Porém, a preparação começou já no dia 16 de junho, com a visita da imagem peregrina nas residências dos paroquianos. Serão 30 dias de oração do Terço Missionário nas casas.
SANTUÁRIO NA MÍDIA Conquistando cada vez mais fiéis, o Santuário também evangeliza pelo rádio e pela TV com a transmissão de missas e novenas, além dos veículos próprios (jornal impresso, site, boletim eletrônico e redes sociais).
Avenida Marechal Floriano Peixoto, 8520, Boqueirão Curitiba / Paraná www.padrekleina.org.br / 41 3276-1936 Arquidiocese de Curitiba | Julho 2015
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Ecumenismo
PE. VOLNEI CARLOS DE CAMPOS Coordenador do Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso volneiccampos@hotmail.com
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos mostrou que a unidade é possível
Refletindo sobre a frase bíblica de São João (Texto da Samaritana) – “Dá-nos um pouco da tua água” – a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos foi um momento de graça. Em todas as diferentes igrejas que aconteceram as celebrações, houve grande participação de fiéis. A noite da Igreja Católica aconteceu na Paróquia Universitária Jesus Mestre na PUCPR. Houve a apresentação de sete corais, de diferentes igrejas. Em todas as celebrações, houve um momento de reflexão e oração, seguindo o roteiro apresentado pelo CONIC (Conselho Nacional de igrejas Cristãs); ao fim, a comunidade anfitriã ofereceu um lanche em um momento de confraternização. Em todas as noites rezamos pela unidade e nos comprometemos a continuarmos em oração permanente para que essa unidade se traduza em ações cada vez mais concretas.
Deus, fonte de água viva, ajuda-nos a entender que, quanto mais unirmos as partes de nossas cordas, mais profundamente nossos baldes chegarão até tuas divinas águas! Desperta-nos para a verdade de que os dons do outro são uma expressão do teu indefinível mistério. E faze-nos sentar juntos à beira do poço, Para beber da tua água,que nos reúne em unidade e paz. Isso te pedimos em nome de teu Filho Jesus Cristo, que pediu à mulher samaritana que lhe desse água para a sua sede. Amém.
Paróquia Santa T eresinha de Lisieux e a Escola de T eologia para Leigos realizaram Teresinha Teologia a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), em 19 de maio de 2015
Da Esquerda pra direita: Prof. Nilson Pegorini, - pastor Gerson Urk (Igreja reformada), - padre Wilson Ramos (Paróquia Santa Teresinha...), - Pastor Amós (Igreja Batista de Colombo) e padre Ari José Soga (Paróquia Santa Teresinha de Lisieux).
Pela primeira vez, na história da Paróquia Santa Teresinha de Lisieux, no bairro Guaraituba, município de Colombo – PR, realizou-se um evento com objetivo de unir os cristãos de diversas denominações religiosas, por ocasião da Semana de Oração pela Unidade Cristã. O Curso de Teologia para Leigos da Paróquia Santa Teresinha de Lisieux realizou durante a SOUC um Ato Celebrativo Ecumênico. Foi a primeira iniciativa ecumênica realizada nesta paróquia.
Reuniram-se as três turmas da escola, no Salão Paroquial. A mesa foi formada por um pastor da Igreja Reformada de Curitiba e outro da Igreja Batista de Colombo, além do Prof. Nilson Pegorini e dos missionários passionistas Wilson Ramos e Ari José Soga, que exercem a função de Vigários Paroquiais. A coordenação da escola organizou o ato e esmerou-se na preparação do cenário, como mostra o relatório fotográfico. Após um canto inicial e a proclamação do Evangelho (Jo 4,1-39), os inte-
grantes da mesa fizeram seus pronunciamentos seguindo a ordem da esquerda para a direita. Foram rezados o Credo e o Pai Nosso. Como as aulas daquela terça-feira foram substituídas por este Ato, praticamente todos os alunos e alunas estavam presentes, além da coordenação e mais algumas pessoas, chegando a mais de 100 o número de participantes. Ao fim, os presentes se confraternizaram, partilhando refrigerantes e cachorro quente.
COMISSÃO DO ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO: Pe. Volnei Carlos de Campos Animação Ecumênica e MOVEC – (41) 3045-0432.
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Painel do Leitor
Corpus Christi reúne cerca de 30 mil fiéis e percurso é feito a pé por Dom P eruzzo Peruzzo No dia 04 de junho, cerca de 2 mil voluntários coloriram a Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, com os tradicionais tapetes de Corpus Christi. Dom José Antônio Peruzzo presidiu a Santa Missa às 15 horas e às 16h30 a tradicional Procissão com o Santíssimo Sacramento prosseguiu pela Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu. A novidade este ano, em que a Festa de Corpus Christi comemora 10 anos na Capital, foi o percurso feito a pé por Dom Peruzzo. O arcebispo conduziu a
procissão, carregando o ostensório com a hóstia consagrada, revezando com o clero, por 1711 metros. Às 17h45 houve a bênção eucarística, marcada por muita emoção e fé. Pe. Reginaldo Manzotti encerrou as festividades com muita música.
1 ano sem Dom Moacyr No dia 26 de junho completamos 1 ano sem nosso querido Dom Moacyr José Vitti. Todas as paróquias, em especial a Catedral Basílica de Curitiba, realizaram missas em sua homenagem. Dom José Mário Angonese disse que Dom Moacyr era seu segundo pai, por isso, a saudade é ainda maior. Suas irmãs Elisabete e Hilda e outros familiares estiveram presentes na celebração.
Foto: Stephany Bravos
Rafael Biernaski é
Dom
nomeado bispo de Blumenau (SC)
Dom P eruzzo abençoa imagem Peruzzo peregrina de Nossa Senhora da Piedade No dia 11 de junho, Dom José Antônio Peruzzo, abençoou a imagem Peregrina de Nossa Senhora da Piedade, trazida pelo Diretor Espiritual Arquidiocesano do ECC, Pe. João Ademir Vilela, juntamente com o casal Arquidiocesano, Samir e Marisa. A imagem da Santa, irá percorrer as 16 paróquias da Arquidiocese de Curitiba, que acolhem o ECC - Encontro de Casais com Cristo. A peregrinação encerrará em julho de 2016, em alusão ao XXI Congresso Nacional, em Belo Horizonte. O ECC atualmente está presente em 205 (Arqui) Dioceses de todo o Brasil.
CORPUS CHRISTI EM NÚMEROS: Além dos quase 2 mil voluntários que confeccionaram os tapetes, a celebração de Corpus Christi reuniu durante todo o dia, cerca de 30 mil fiéis. Foram usadas em torno de 3 toneladas de serragem, 119 quilos de pó de café e 1,7 mil quilos de pedras e areia para a confe c ç ã o d o s 8 6 tapetes. Representantes de 90 paróquias ajudaram na produção dos desenhos, além de dois colégios, quatro famílias e 14 comissões, movimentos e seminários.
Foto: Stephany Bravos
Foto: Geovanni C. de Luca O Papa Francisco nomeou dom Rafael Biernaski bispo da Diocese de Blumenau (SC), até então auxiliar de Curitiba e titular da Dom Rafael sede de Ruspe. Dom Rafael teve uma importantíssima atuação na Igreja do Paraná, antes de tudo por ser um pastor segundo o coração de Deus; um homem muito preparado no âmbito teológico e pastoral, humano e acolhedor, próximo das pessoas e que sabe se fazer amigo de todos. No Regional Sul 2, dom Rafael foi Secretário no período 2011 a 2015 e Bispo referencial do Serviço de Animação Vocacional (SAV). Ficou como Administrador Arquidiocesano de Curitiba por 8 meses até a posse do novo arcebispo, em março deste ano.
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