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Vozdaigreja dezembro2015

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PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES MARLON ROZA Coordenação da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba

NA TAL é vida que nasce... NAT Na revista Voz da Igreja deste mês, trataremos, diversos temas especiais sobre o Natal, tais como: “O Natal Solidário da Evangelizar / Comunidade Bethânia”; “Como celebrar o Natal?” Texto de Dom Pedro Fedalto; o “Natal (que) renova e reconstrói” escrito pelo Setor Juventude, “O boi e o burro no presépio” da Comissão Litúrgica e o texto da Pastoral do Dízimo “Dezembro: Tempo de Advento e Campanha para Evangelização”. Merece nossa leitura atenta a reflexão: “Entre ovelhas, pastores e lobos”; “Jesus e a Igreja: estou diante da porta batendo...”. Com o tema “Presbíteros em saída” a Assembleia Geral do Clero foi um encontro marcante do mês de novembro/2015. Deste encontro saíram pistas importantíssimas para a caminhada missionária da nossa Igreja para 2016 e além. Como balanço anual e planejamento do próximo ano, apresentamos o texto da Comissão Bíblico-Catequética: “Louvores ao Senhor e gratidão aos agentes da iniciação à vida cristão Encerrando as atividades em 2015 e o plano para 2016” e do COMIDI “O que vimos e ouvimos em 2015”. Além da “Setorização no anúncio do Evangelho” a PASCOM traz a maravilhosa notícia que “Curitiba será a sede do 2º Muticom Paranaense”. Em tempos de tantos descasos com a vida humana, a Dimensão Social apresenta belíssimos textos que nos fazem refletir enquanto sociedade: “Saúde Espiritual”, “Pastoral do Povo de Rua: Luta pela Vida e Dignidade da População de Rua” e a “Pastoral da Aids”. E no mesmo viés, apresentamos os artigos “Escola de Pais” e “Escola Pastoral Sagrada Família” respectivamente. Por fim, merece destaque o texto de Dom José Antônio Peruzzo sobre o “Jubileu da Misericórdia” e o “Jubileu na Arquidiocese de Curitiba”, texto este que marca o início do Ano Jubilar da Misericórdia em nossa Igreja. Que em 2016 Jesus Cristo possa renascer em cada coração, impulsionando-nos a ir aonde Ele mesmo deseja estar! Prossigamos “em saída”! Um Feliz e Santo Natal a todos!

Nov Nov.. 15

Ação Evangelizadora

Agenda Mensal dos Bispos

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- Visita com a Pastoral da Aids - Investidura dos MESCES do Setor Campo Largo, no Santuário Senhor Bom Jesus - Atividades com os Vereadores da Cidade de Curitiba, no Cenáculo Arquidiocesano - Visita à Associação Só Vida - Reunião da Equipe Missionária, na Casa do Clero - Missa na Paróquia Imaculada Conceição, no Guabirotuba - Formação para os Missionários da Arquidiocese, local a definir - Crisma na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Barigui - Missa na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Missa na Comunidade Colo de Deus - Missa na Casa de Cursilhos - Reunião da APAC - Missa na Santa Casa - Reunião da Província Eclesiástica de Curitiba, no Arcebispado - Reunião com os Párocos, na Casa de Retiros do Mossunguê - Reunião dos Formadores, no Arcebispado - Missa de Jubileu de Ordenação Presbiteral do Pe. Helmo, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Butiatuvinha - Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe - Missa de Abertura do Ano Santo, na Catedral - Missa de Abertura do Ano Santo, no Santuário da Divina Misericórdia - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, no Portão - Reunião do Setor Centro, na APAC - Expediente na Cúria - Missa de Encerramento da Escola Discípulo Amado, do Setor Pinherinho - Missa de Encerramento da Assembleia das Irmãs do Sagrado Coração do Verbo Encarnado - Missa no Natal Solidário, na Praça Nossa Senhora da Salete - Missa na Paróquia São João Batista, no Rebouças - Encontro com as Lideranças e Missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Palmeira - Missa de Abertura do Ano Santo, no Santuário Santa Rita - Missa da Vigília de Natal, na Catedral - Missa de Natal, na Catedral - Formação Bíblica no Carmelo - Formação Bíblica no Carmelo - Missa de Te Deum, na Catedral

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Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 01 02

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

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Responsável: Stephany Bravos - DRT 10607/PR

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Expediente A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispo da Arquidiocese de Curitiba: Dom José Mário Angonese . Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: Gráfica Infante - Tiragem: 10 mil exemplares.

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Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR)

Fones / Fax: (41) 2105-6343 ou (41) 8700-4752 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br

Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

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- Missa de Aniversário do Colégio Imaculada Conceição, na Paróquia São José, em Santa Felicidade - Investidura dos MESCES do Setor Almirante Tamandaré, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Atividades com os Vereadores da Cidade de Curitiba, no Cenáculo Arquidiocesano - Reunião do Setor Colombo - Missa na Capela São Francisco Xavier - Missa de Formatura do Curso de Filosofia da Faculdade Vicentina, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Reunião da Equipe Missionária, na Casa do Clero - Missa na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Campo Comprido - Investidura dos MESCES na Paróquia Imaculada Conceição, no Atuba - Assembleia Paroquial, na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos - Reunião do Setor Cajuru - Reunião da PASCOM - Missa da Padroeira na Paróquia Imaculada Conceição, em Palmeira - Reunião da Província Eclesiástica de Curitiba, no Arcebispado - Investidura dos MESCES na Paróquia Teresinha de Lisieux - Reunião com os Párocos da Arquidiocese, Casa de Retiros do Mossunguê - Reunião dos Formadores, no Arcebispado - Missa na Assembleia Intercapitular das Irmãs do Sagrado Coração do Verbo Encarnado - Crisma de Adultos na Paróquia Santa Bertila - Missa de Jubileu de Ordenação Presbiteral do Pe. Helmo, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Butiatuvinha - Missa de Jubileu do Movimento do TLC, no Santuário da Divina Misericórdia - Missa de Abertura da Assembleia Arquidiocesana da Juventude, no Cenáculo Arquidiocesano - Missa na Escola Diaconal São Felipe - Investidura dos MESCES do Setor Centro, no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe - Reunião do Setor Centro, na APAC - Atividade na Rádio Canção Nova - Missa no Convento Solitude - Missa de Votos Perpétuos das Irmãs Apóstolas - Missa na Capela Nossa Senhora do Monte Bérico - Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, Tanguá - Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, Tanguá - Missa na Paróquia Menino Deus


Como celebrar o

Natal

O canto diz que nós somos seu presépio. Que cada católico examine sua consciência e veja se é presépio. Nossa alma, nosso coração deve ser um presépio vivo muito mais artístico, belo, maravilhoso que os presépios que nos encantam. Que este canto signifique para cada bispo, sacerdote, diácono, religioso, religiosa, seminarista e leigo a presença diária de Cristo com Maria e José em seu coração. Celebre, assim, leitor, seu Natal, ao cantar ou ouvir este hino: Nós somos seu presépio. Nossa casa é Belém. Sabemos historicamente que Jesus nasceu numa manjedoura de animais, porque não havia lugar na hospedaria e nenhuma família queria receber uma mulher grávida, com o perigo de vida no parto, sem hospital e médico. Assim é nossa casa no Natal. Talvez fechada, porque a família foi à praia, casa de campo ou visitar um parente. Não condeno que uma família esteja na praia ou outro lugar. Pouco importa onde se encontra. Importa que a família comemore o Natal com fé, amor, harmonia e até perdão, onde quer que esteja. Certamente, Nossa Senhora e São José ficaram muito tristes com o nascimento de Jesus nesta situação. Mas logo devem ter sentido grande alegria com o canto dos Anjos, a visita dos Pastores e dos Reis Magos, reconhecendo naquela criança Deus encarnado, feito homem à imagem e semelhança de qualquer homem, menos no pecado. Que nossa casa seja como a gruta de Belém, com Cristo, Maria e José. Um Santo Natal a todos os leitores deste artigo.

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO

Palavra de Dom Pedro

Natal é vida que nasce. A maior vida que nasceu no mundo é Cristo. É a vida do mistério de amor que nossa inteligência não entende. Por que? Porque é Deus a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo divino, que se encarna, no seio da Virgem Maria, sem o concurso de um homem. Jesus não teve um pai humano. Seu pai é o Pai eterno, Deus. Sua mãe também é original. Concebida Imaculada, conserva sua virgindade como Mãe de Cristo. No dia de Natal, cada um de nós deve agradecer sua vida. Neste dia, tantas mães e pais, e também médicos, precisam recorrer à misericórdia de Cristo pelos abortos cometidos e reconciliar-se com Deus, Pai da vida, porque é Ele que gera o espírito do ser humano. Os pais são cocriadores com Deus, gerando o corpo. Natal é Cristo que vem. Historicamente, Cristo veio uma vez, mas Cristo ressuscitado vem sacramentalmente toda vez que é celebrada a Eucaristia. Cristo está realmente presente, vivo na Eucaristia, mesmo que milhões não acreditem e comemorem sua presença real. Ele nasce misteriosamente em cada Natal. Cristo vem toda vez que é celebrada a Eucaristia, por isso, para os católicos, todo o dia é Natal. A Igreja Católica recomenda que os católicos participem diariamente da Eucaristia. Todos os sacerdotes deveriam rezar a missa todos os dias, deixando as igrejas abertas. Nós somos seu presépio. Quem é que não se encanta com os presépios hoje, tão artísticos, belos, maravilhosos?

Arcebispo Emérito de Curitiba

Natal é vida é vida que nasce Natal é Cristo que vem Nós somos seu presépio Nossa casa é Belém.

Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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Assembleia do Clero

PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora

Presbíteros em saída Assembleia Geral do Clero Fotos: Stephany Bravos

Durante os dias 17 e 18 de novembro de 2015, os presbíteros da Arquidiocese de Curitiba estiveram reunidos em Assembleia para avaliar e dar continuidade às opções missionárias de nossas comunidades. O encontro ocorreu nas dependências do Seminário Filosófico Bom Pastor e contou com a presença de cerca de 170 padres. Quatro urgências foram escolhidas missionárias, a partir dos apontamentos feitos pelas reuniões de setor, realizadas durante o segundo semestre, e conduzidas pelo nosso Arcebispo, Dom José Peruzzo. Seguem algumas das principais indicações pastorais: 1) AS VISITAS MISSIONÁRIAS: As visitas missionárias têm-se revelado muito mais do que uma estratégia de marketing. Elas são um jeito de ser Igreja muito próximo ao modelo evangelizador apresentado por Jesus nos Evangelhos. Não são um simples passo do processo, mas concentram todo processo missionário em si e nos fazem verdadeiramente Igreja em saída. Será de fundamental importância: 1. Cultivar o espírito desinteressado e livre das visitas constantes, com os mesmos missionários visitando periodicamente as mesmas famílias. Insistir com as pessoas abre definitivamente o coração. A igreja mostra que não quer nada em troca, mas criar relações. A visita precisa mais que numero, mais que um esquema ou mapeamento, tem que ser relacionamento! 2. Que as visitas sejam momentos de experiências de fé e oração – encontro com o sagrado. Sejam expressão do Deus que vai ao encontro do seu povo. Utilização de imagens de Nossa Senhora, cruz, água benta – valorizar nossos símbolos. 2) O DESAFIO DOS CENTROS URBANOS Dentre os cenários e desafios da missão encontramos o centro da cidade. De acordo com as visitas e reuniões feitas nos 15 setores pastorais encontramos nesta região específica os mais diferentes desafios que

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Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

foram levantados por nossos irmãos presbíteros. De fato, é a região mais desafiadora de nossa Arquidiocese. Seguem algumas pistas de ação: 1. Visitas e bênção às lojas, privilegiando o encontro com os proprietários e gerentes; 2. Evangelização nas praças publicas e nos terminais de ônibus e Rodoviária, com ajuda das paróquias e padres dos bairros. 3. Evangelização nos Shoppings com salinha de oração, e atendimento. 4. Criação da cultura de paróquias irmãs, para se suprir a falta de lideranças do centro da cidade. 5. Valorizar o ritmo do centro, que é diferenciado dos bairros (visitas e celebrações antes do expediente) 6. O processo de visitas no centro é mais longo. Não bastará eventos pontuais, precisaremos pensar processos graduais e contínuos. 7. No centro a palavra que deve se sobressair é a ousadia, atividades diferenciadas em horários diferenciados 3) PERIFERIAS EXISTENCIAIS Ao se colocar em saída, os missionários encontram muitas pessoas que passam desapercebidas, excluídas e tornaram-se descartáveis. Algumas vivem o desespero da falta de condições básicas para a existência humana. Essas pessoas experimentam algum tipo de periferia: material, espiritual, emocional, afetiva ou intelectual. Lamentavelmente, nossa Arquidiocese está cheia destas periferias existenciais, dentre as quais destacamos as que merecem maior atenção de nossa parte: 1. Migrantes: esta é uma periferia que tem gritado forte, em especial os haitianos. 2. Áreas de ocupação e favelas: Precisamos estar presentes, não teme-las. 3. Catadores de material reciclável: encontramos dificuldade de entrar nestas famílias. Será necessário identificar lideranças para potencializar o trabalho. 4. Tráfico de drogas: Será preciso diálogo e muito cuidado para adentrar neste meio. 5. Escolas e Universidades: Falta de aber-

tura para a Igreja e iniciativas de nossa parte. 6. Jovens: Grande parte está alheia à fé cristã. Cresce o indiferentismo e os que se opõe à religião. 7. Pessoas idosas que ficam sozinhas o dia todo: trabalhar perdas, auto estima, solidão. 8. Pessoas acamadas: ir ao encontro e ser presença por meio das visitas. 9. Casais de Segunda intensificar a presença da Pastoral Familiar junto a estes, de acordo com as orientações do Sínodo das Famílias. 10. Os Presídios: ser presença e preparar-se para ouvir estas pessoas, sem julgamentos. 4) PEQUENAS COMUNIDADES DE FÉ É nas pequenas comunidades que encontramos os meios para chegar aos afastados, aos indiferentes e aos que alimentam descontentamento ou ressentimento em relação à Igreja, além de serem fonte segura de vocações ao sacerdócio, à vida religiosa e à vida leiga com especial dedicação ao apostolado. Sendo assim, é urgente a renovação das estruturas paroquiais para que sejam comunidades capazes de propiciar aos seus membros uma real experiência de comunhão com Cristo. Algumas pistas de ação: 1) Investir em formação: a) Dos líderes das Pequenas Comunidades a nível de Setor, com periodicidade e sistematizada. b) Encontros com os animadores das pequenas comunidades da paróquia para oração, partilha e reflexão. 2) Conscientização e formação para os coordenadores de CPP a cerca deste modelo de ser Igreja 3) Setorização da Paróquia, envolvendo as lideranças 4) Aproveitar a capilaridade e abrangência com das mensageiras de capelinhas para adentrar vários espaços. 5) A presença do padre no início do processo é muito importante: fortalece, dá segurança, anima.


Juventude

JOÃO GUILHERME MELLO SIMÃO Setor Juventude

Foto: Patryck A. Madeira

Natal renova e

reconstrói

Natal vem chegando. Parece clichê, mas dizemos que o ano está acabando e vamos freando a pastoral e todos nossos trabalhos de Igreja. Parece que a fé vai tirar umas férias, e na verdade não deve ser nada disso. Se Jesus vem aí, o que precisamos é esquentar o nosso coração e os motores da nossa vida, pois o motivador e autor da vida em nós vem aí. Ele vem justamente para renovar em nós a luz da fé e do amor que nos move na caminhada. Natal não é férias. É celebração da vida e da esperança de mudarmos o mundo pelo amor, e é para isso que Jesus vem! Ele é o pão repartido descido do céu e nele está a fonte de chegada e partida na missão! Precisamos renovar o nosso motor missionário! O jovem que pulsa alegria e vida acolhe Jesus e celebra a vinda de um novo ano. Porém, não é para esfriar e pensar em voltar só lá em março, não! Obviamente estamos cansados pela rotina que o mundo nos exige. Nós, jovens, estamos esgotados com a exigente rotina de estudar e trabalhar, tudo concorre com Jesus quando pensamos em atividades. Mas precisamos acolher essa ternura de Deus que vem, e nela descansarmos a alma e vida para poder começar de novo. Jesus vem nos dar a mão e dizer, vamos lá, irmão! A missão não para! Deus é tão preocupado conosco que ele mesmo quis descer para nos amparar. Após isso, só vivenciamos o amor na sua presença, e a cada ano celebramos essa memória de amor num caminho não repetitivo, mas histórico de vivência e fé! A memória é a certeza do fato inesgotável de amor que é Jesus! Precisamos ver mesmo na sagrada família. Depois que Deus nasce, vem, eles têm a Deus ali! O que se pode querer mais? O autor e protetor da vida está com eles, mas a missão exige deles seguir, migrar, peregrinar, colocar-se a caminho do Egito, pois Deus confia a eles uma missão. A vida não para. Nós, jovens, estamos a mil! Agora em dezembro temos um encontro especial e não podemos faltar! Vamos celebrar o ano e programar a caminhada e ninguém está dispensado ainda! Dia 13 de dezembro, das 08h às 17h30, no Cenáculo Arquidiocesano (Rua Mateus Leme 01, São Francisco), atrás de Igreja da Ordem. Todos os coordenadores paroquiais de juventude estão CONVOCADOS para, junto com os bispos, programarem e sonharem a caminhada dos jovens de nossa diocese. Aí vamos! A missão não para!

SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6364 / 2105-6368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior Arquidiocese de Curitiba | Novembro 2015

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Animação Bíblico-Catequética

PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Pastoral Catequética

LOUVORES AO SENHOR E GRA TIDÃO AOS GRATIDÃO AGENTES DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ “Encerrando as atividades em 2015”

Chegamos ao fim de mais um ano e estamos prestes a concluir as atividades planejadas pela Comissão Bíblico Catequética em 2015. Passo a passo, fomos despertando novas experiências de fé e de prática pastoral nos agentes da iniciação à vida cristã. O passado é história, o futuro é mistério e o presente é uma dádiva. Sendo assim, olhemos com alegria a quantidade de atividades planejadas e vivenciadas neste ano, os gestos, as palavras, as atitudes, os sorrisos e o testemunho desses agentes. O esforço missionário é dádiva! A ação santificante do Espírito está presente nas reuniões, celebrações de entrega, momentos celebrativos, encontros catequéticos, formações paroquiais, escolas e cursos arquidiocesanos, retiros em preparação ao recebimento dos sacramentos, escola de coordenadores e do batismo, encontro com as coordenações de catequese e na implantação dos projetos da iniciação à vida cristã. É virtuoso o compromisso missionário de cada agente da pastoral do batismo, o sorriso dos catequistas e o zelo pastoral de cada coordenação de catequese. Lembremos ainda as inúmeras lideranças desta arquidiocese que aprofundam sua fé cristã no Instituto Arquidiocesano de Formação na Fé (IAFFE). Nossa profunda gratidão a Deus e a todas as pessoas envolvidas nos encontros com catequistas e coordenações realizados nas Regiões Episcopais. Agradecemos aos catequistas e grupos de jovens pela motivação nas comunidades em realizar encontros com os crismados. Oramos ao Senhor pelas famílias que conduzem os seus filhos a Jesus Cristo, que neles Deus habite com um coração misericordioso. É com alegria na missão que esta Igreja particular tem sido profundamente impulsionada na consolidação do itinerário da iniciação à vida cristã em estilo catecumenal. Quanto mais a iniciação à vida cristã despertar e formar para a vida catecumenal, mais a comunidade paroquial tornar-se-á missionária. Que este Natal seja oportunidade para renovarmos nossa esperança na salvação e que o Pequenino de Belém nos traga frutos de paz, fraternidade e saúde. Desejamos a todos um feliz Natal!

COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br Fones: 2105-6318./ Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon.

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Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015


ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE TEOL OGIA TEOLOGIA TEMAS DA FÉ Antes os elementos centrais da fé cristã. Refletir sobre as coisas de Deus e sua revelação é uma oportunidade para mergulhar nos mistérios centrais de Deus. Duração do curso: março a novembro de 2016

ESCOLA BÍBLICA ARQUIDIOCESANA Toda atividade pastoral deverá ser animada, pensada e avaliada a partir da Sagrada Escritura, pois “seguramente fica sem fruto aquele que prega exteriormente a Palavra de Deus sem a escutar no seu íntimo” (Santo Agostinho). Duração do curso: março a novembro de 2016

ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE MÚSICA SACRA E LITÚRGICA A Escola Arquidiocesana de Música Sacra e Litúrgica tem por finalidade oferecer formação litúrgico-musical teórica e prática para os agentes de pastoral, para que possam em suas paróquias e comunidades desempenhar o seu ministério em conformidade com os princípios teológicos, litúrgicos, pastorais, musicais e estéticos que justificam a música litúrgica. Duração do curso: março a novembro de 2016

ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE TEOL OGIA TEOLOGIA VID A E P ASTORAL VIDA PASTORAL A ênfase desta escola está nos conteúdos ligados ao exercício dos diversos ministérios e carismas nas comunidades para a transmissão da mensagem cristã. Duração do curso: março a novembro de 2016

ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE LITURGIA O Concílio Vaticano II e a reforma litúrgica por ele desencadeada têm sido alguns dos principais motivos de uma nova consciência litúrgica visando que a liturgia seja conhecida, celebrada e vivenciada por todo o povo de Deus. Duração do curso: março a novembro de 2016

ENSINO SOCIAL DA IGREJA Atentos à atual conjuntura e em comunhão com os frequentes apelos do Papa Francisco, que nos chama atenção quanto aos problemas sociais que flagelam e excluem milhares de irmãos, a Arquidiocese de Curitiba propõe um espaço de formação como sinal de abertura e compromisso social. Duração do curso: março a junho de 2016.

ORIENT AÇÕES ORIENTAÇÕES Local: Faculdade Vicentina - Av. Jaime Reis, 531 - A - Alto S. Francisco Horário: 8h às 17h Investimento: Taxa de inscrição: R$ 20,00 Mensalidade: R$ 25,00 Obs: despesas com o almoço não estão inclusas. Um restaurante próximo ao local se dispõe a atender nos dias marcados, a um preço acessível. Os candidatos serão inscritos até o preenchimento das vagas disponíveis

ESCOLA CA TEQUÉTICA CATEQUÉTICA DISCÍPUL O DISCÍPULO AMADO A Escola Catequética Discípulo Amado quer ser um espaço de formação querigmática e mistagógica. Trata-se de uma formação inicial que contempla os conteúdos fundamentais para o exercício do ministério catequético. Duração do curso: março a novembro de 2016

A ESPIRITUALIDADE E A ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ Este curso pretende proporcionar aos cristãos de nossas comunidades um aprofundamento da vida de oração e dar a conhecer as diversas formas e modalidades de oração pessoal e comunitária. Duração do curso: agosto a novembro de 2016

O MINISTÉRIO DO CRISTÃO LEIGO NA IGREJA E NO MUNDO O Concílio Vaticano II é um dos maiores responsáveis pela revalorização dos cristãos leigos na totalidade da Igreja e na sociedade. Torna-se necessário fortalecer e consolidar o papel do leigos na vida de Igreja. Portanto, devem ser formados e envolvidos no processo de formação na fé cristã. Duração do curso: março a junho de 2016.

INFORMAÇÕES Comissão da Animação Bíblico-Catequética Av. Jaime Reis, 369 Alto São Francisco fone: 2105-6318 catequese@arquidiocesecwb.org.br

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Imagem Peregrina

DOM JOSÉ MÁRIO SCALON ANGONESE Bispo da Arquidiocese de Curitiba

A Mãe Aparecida Apareceu 107 dias de testemunho do que é ser uma Igreja em saída missionária Em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul, o Santuário Nacional de Aparecida promove o Jubileu “300 anos de bênçãos” com uma peregrinação da imagem às dioceses do Brasil. A Arquidiocese de Curitiba já recebeu essa visita. Foram 107 dias desde a busca, da Imagem no Santuário Nacional, 07 de agosto, até sua devolução, 22 de novembro. Neste período, a imagem missionária de Nossa Senhora Aparecida percorreu todos os setores e paróquias de nossa Arquidiocese. O alvo preferencial foram as periferias geográficas e existenciais. Percebemos que Maria gostaria de visitar as realidades onde ela ainda não tivesse estado, para oferecer consolo aos corações aflitos, convite e oportunidade de conversão aos afastados. À visita da imagem de Nossa Senhora, somaram-se as atividades missionárias em andamento na Arquidiocese. Maria, como todos os missionários, deixa sua casa para ir ao encontro, sobretudo, dos distantes e afastados. Milhares foram os que acolheram sua visita e se deixaram inquietar e emocionar, não só pela singeleza da imagem, mas, sobretudo, pelo que ela significa e aponta: o Filho Jesus. Nas ruas, praças, casas, hospitais, escolas e repartições públicas, onde as portas dos prédios e dos corações se abriam, ternamente, ela entrava e singelamente transformava. Olhares surpresos, de encanto, sorrisos de esperança e até lágrimas de emoção foram as reações mais suscitadas por sua visita missionária. Maria continua a “aparecer” no

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Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

meio de nosso povo. Ela veio até nós, representada pela Imagem Peregrina, como missionária para anunciar a Boa-Nova e para ser presença de vida onde imperam a injustiça e dor. Como peregrina e missionária ela veio para dar força ao Projeto Missionário da Arquidiocese. A visita da Imagem Peregrina suscitou bonitos testemunhos. Vejamos apenas dois: ao visitar uma repartição pública, depois de terem rezado, já na saída da simpática imagem, um senhor pergunta: “A Santinha vai demorar para voltar?”. Assim acontece com as pessoas que amamos, ainda nem se foram e já despertam saudades. Numa de nossas paróquias, num momento de oração com a imagem peregrina, uma senhora se aproxima do padre e lhe diz: “Sou evangélica, mas gostaria de ver Nossa Senhora”. E, ajoelhada, permaneceu por um bom tempo, em piedosa oração, diante da imagem da Mãe Aparecida. Um belo exemplo de ecumenismo. Um louvor à Santíssima Trindade por permitir e abençoar a visita da Mãe Aparecida em nossa Arquidiocese e pelas graças por ela concedidas às pessoas, famílias e à nossa Igreja. Louvor também pela maior comunhão e integração entre as paróquias e as regiões episcopais. Sobretudo, gratidão pelo impulso dado às nossas Missões Populares. Pelo exemplo de Maria, que desde a visita a sua prima Izabel, sempre ensina e testemunha o que é ser uma Igreja em saída missionária. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, obrigado pela visita e intercedei a Deus por nós.


Liturgia

KHAE LHUCAS FERREIRA PEREIRA Seminarista da Arquidiocese de Curitiba

O boi e o burro no presépio É de causar encantamento a figura reverente do boi e do burro que ladeiam a manjedoura do Menino Jesus. Entretanto, os animaizinhos não estão lá por simples função decorativa para tornar mais graciosa a representação daquela situação precária em que nasceu Nosso Senhor. As portas estavam fechadas para Ele, e, depois de tantas recusas, é numa estribaria em que se abriga a Sagrada Família para oferecer aconchego ao Menino Deus que “veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João, 1, 11). Sob o teto dos animais, cumpria-se aquilo que Deus havia falado pelo Profeta: “O boi conhece o seu dono, e o jumento, a manjedoura de seu senhor, mas Israel é incapaz de conhecer” (Isaías 1, 3). A representação dos dois animais prefigura os judeus e gentios que formarão uma nova humanidade em torno de Cristo, mas quando o conhecerem. Israel o ignora, não porque não o aguardava, mas porque aquele Messias que era tão esperado chega camu-

flado de contrariedades. Porém, o boi e o burro assistiram a Nosso Senhor nascer, descobriram aquilo que estava ainda velado ao entendimento religioso e absurdo à expectativa da lógica humana: a Virgem dar à luz e Deus se fazer homem. O boi e o burro testemunharam o mistério do nascimento do Senhor como se compreendendo, embora desprovidos de razão – ironia bíblica, talvez –, aquilo que é incompreensível aos homens (e, com desfeito, ainda chamamos de “burro” aqueles de nós que julgamos menos inteligentes). Ali no presépio já se manifesta o “sinal de contradição” (Lucas 2, 34) de que o Menino será causa, porque desde seu nascimento redefine valores e apresenta-nos uma nova perspectiva para entender a grandeza do Mistério Divino: a humildade da fé. Toda a vida de Jesus constituirá uma inversão de compreensões teológicas que desconstrói conceitos. A fé pressupõe racionalidade, contudo, o Mistério da Encarnação escapa à nossa compreensão. Se nos é difícil

compreender aquilo que Deus é, tanto mais impossível compreender a imensidão de sua natureza divina contida na natureza humana. É um sublime absurdo Deus se fazer homem. Entretanto, na Encarnação, a inesgotável grandeza de Deus não diminui, mas eleva a condição humana, habilitando-nos à vida divina. Boi e burro reclinados na manjedoura nos inspiram a humildade da fé, que se encanta com a descoberta, ainda misteriosa, da onipotência e eternidade divina na fragilidade de uma criança, porque Aquele que não “se apegou a ser igual a Deus” (Filipenses 2, 6) se dignou também repousar nas palhas que serviam de comida aos animais, e, antes de morrer e retornar à sua glória, ofereceu-se como Pão para alimentar os homens. Se naquela noite, em Belém, a humanidade o desconheceu e não se ajoelhou perante seu berço, que não tenhamos hoje a insensatez de ignorá-lo na Eucaristia, no altar, onde Ele continua o admirável Mistério da Encarnação.

“... Por Ele, realiza-se hoje O maravilhoso encontro Que nos dá vida em plenitude. No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: Ao tornar-se ele um de nós, Nós nos tornamos eternos”. PREFÁCIO III – NATAL A comissão da Liturgia agradece a todos os envolvidos com os diversos trabalhos que envolvem o cuidado e apreço pelos sinais sensíveis da fé e deseja a todos um Feliz e Santo Natal. COMISSÃO LITÚRGICA: mauricioanjos@hotmail.com (41) 2105-6363./ Coordenação: Pe. Maurício Gomes dos Anjos. Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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Jubileu da Misericórdia

Aproxima-se o tempo em que a Igreja começa a viver o Ano da Misericórdia. Ela, a misericórdia, é um dos mais evocativos traços daquele Deus paterno revelado por Jesus Cristo. Já desde o Antigo Testamento havia maravilhosas referências à compaixão do Altíssimo. Uma das mais ilustrativas é a aquela citada por Jesus, tomada do profeta Oséias, quando os fariseus se inquietaram por ter ele agido com bondade com um pecador: “Misericórdia eu quero, não sacrifícios” (Mt 9,13). Um outro legado daqueles tempos era o “Ano da graça do Senhor” (cf Lc 4,19). Naquele ano, todos os escravos hebreus que poderiam ter sido escravizados por dívidas, seriam libertados. A terra que teria sido vendida para pagar contas, mas que era a fonte de sobrevivência para a família, revertia à família ancestral. Tudo para que não prevalecesse a injustiça Mesmo assim, por mais que os profetas tivessem anunciado tempos de graça, ninguém conseguira imaginar que o amor de Deus alcançasse até as mais profundas baixezas humanas. Lucas nos recorda: “Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” (Lc 23,33). Podem até assassinar o Filho de Deus, mas não podem impedir que perdoe até naquela hora. Realmente, “quem nos separará do

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DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Arcebispo de Curitiba

amor de Cristo?” (Rm 8,35). O Papa Francisco anseia que possamos, também hoje, redescobrir toda essa grandeza misericordiosa de Deus: “Desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.” Vale observar como ele escreve: “Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido.” Qual a melhor reação face a tempos de tanta graça? Não é que precisemos daqueles “heroísmos” que destaquem as nossas próprias virtudes. Seria apenas vaidade espiritual, aliás muito perigosa. A melhor das reações é aceitar a gratuidade de um Deus amoroso. Recordemos o que a própria etimologia da palavra misericórdia pode nos recomendar. Ela vem de dois termos latinos. O primeiro é miserae (miséria). O outro é cor (coração). A junção de miserae com cor dá deixa entender o seu significado genuíno: olhar com coração para a miséria do outro. Segue que o sentido do Jubileu da Misericórdia aponta, pois, para uma dúplice direção. De um lado somos chamados a acolher a benevolência misericordiosa do Pai. O apóstolo Paulo diria assim: “Em nome de Cristo, vos suplicamos: reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20). Mas há ainda outra direção, não menos importante. Não se trata apenas de uma misericórdia de tipo intimista, ou seja, aquela bondade de Deus que me alcança e aí permanece, sem qualquer outro desdobramento. Isso equivaleria a inutilizar a graça. Explica o Papa Francisco que “há momentos em que somos chamados de maneira ainda mais intensa... a tornarmos nós mesmos sinal do agir do Pai”. Eis, pois, o que nos incumbe como seguidores de Jesus Cristo: que sejamos, também nós, homens e mulheres que se façam capazes de “olhar com coração para a miséria dos outros. Que as parábolas da misericórdia soem em nosso coração e ressoem a partir do coração. Cabe aqui recordar o Bom Samaritano (Lc 10,25-37); o filho perdido e reencontrado (Lc 15,11-32); o homem rico e o indigente, Lázaro (Lc 16,19-31). Elas não são meras historietas contadas por Jesus. Elas são narrativas criadas para apresentar uma mensagem real e efetiva. E nestas parábolas, se faltar a misericórdia o próprio Deus teria pouco a fazer com as nossas virtudes. Estamos no tempo de ser sinal e transparência da bondade de Deus. E isso começa no coração e termina no irmão. Em tempos de tantos irmãos sofridos e míseros não é preciso ir longe para começar. O irmão pobre é bem vizinho.


Jubileu da Misericórdia

A abertura do próximo Jubileu coincidirá com o cinquentenário do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, que aconteceu em 1965 e reveste este ano santo de um significado especial, encorajando a Igreja a prosseguir a obra iniciada no Concílio. Desejamos participar deste Ano da Graça por meio de atividades organizadas em alguns de nossos mais importantes santuários: Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Santuário da Divina Misericórdia, Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santuário Nossa Senhora do Carmo, Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, Santuário Santa Rita de Cássia e Santuário Nossa Senhora de Schoenstatt. Em Curitiba, a Santa Missa de abertura do Ano Santo será no dia 13 de dezembro, em todos os santuários, com exceção do Santuário Santa Rita de Cássia que fará a abertura no dia 22 de dezembro. Na Catedral Basílica de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo presidirá a Santa Missa às 10 horas. Nossa Arquidiocese está em estado permanente de missão. Como sinal de nossa Igreja que está em saída, é interessante que este jubileu não permaneça preso em nossos muros e reservado apenas aos nossos fiéis, mas se estenda a todos, em todas as circunstâncias. Nossas comunidades paroquiais, pastorais e movimentos podem organizar MISSÕES DA MISERICÓRDIA, indo ao encontro dos mais afastados e necessitados desta misericórdia, em especial os encarcerados, doentes e os que não mais participam da Igreja. Nestas missões, pode-se levar a experiência do perdão de Deus, da acolhida do Pai, e a graça do Espírito de Jesus Cristo até os fiéis que estão nas periferias existenciais, onde o anúncio do Evangelho seja mais necessário e onde a vida seja mais fragilizada. A misericórdia de Deus se destina a todos, primeiramente a nós, mas

STEPHANY NAVES BRAVOS Assessoria de Comunicação

também a todo mundo! Não deixemos de comunicar o amor de Deus a todos os que estão próximos de nós. Mais informações acesse: http://arquidiocesedecuritiba.org.br/ paginasdiocesanas/jubileu-da-misericordia/

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Natal Solidário

ASSOCIAÇÃO EVANGELIZAR É PRECISO

Missa por um Natal Solidário acontece no dia 19 de dezembro A tradicional Missa por um Natal Solidário já tem data marcada: dia 19 de dezembro, a partir das 16h30, na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR). Com o tema “Natal com Jesus é Natal”, a celebração, promovida pela Associação Evangelizar é Preciso, tem como objetivo estimular a solidariedade e a caridade dos participantes convidando-os a doar 1kg de alimento não perecível para ajudar milhares de famílias carentes atendidas pela Obra Evangelizar. A Missa por um Natal Solidário acontece há 12 anos na capital e reúne fiéis de todas as paróquias de Curitiba, além de cristãos vindos de vários estados, para um grande momento de evangelização

e oração. Na programação, que conta com o apoio da Arquidiocese de Curitiba, é realizada a oração do Terço Mariano, um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento conduzido pelo Padre Reginaldo Manzotti, a celebração da Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, e um show de evangelização pela música apresentado pelo Padre Reginaldo Manzotti. Os participantes recebem de presente uma vela, que é abençoada pelo sacerdote durante a celebração e pode ser acesa na noite de Natal para um momento de oração em família. Confira a programação completa pelo site www.padrereginaldomanzotti.org.br.

Comunidade Bethânia: um novo A associação educacional e assistencial Bethânia, “Comunidade Bethânia”, fundada em 14 de março de 1995, é uma associação Civil de cunho religioso, âmbito Nacional e utilidade Pública Federal, sem fins lucrativos, de caráter educacional, assistencial, beneficente e cultural, com prazo de duração indeterminado, com sede na Estrada Municipal Bethânia, n° 400, bairro Timbézinho, no município São João Batista-SC. A comunidade Bethânia iniciou suas atividades em Curitiba no dia 13 de abril de 1998, observando os princípios da legalidade conforme estatuto social, capitulo I, art. II: a) Acolher dependentes químicos, portadores do vírus HIV e outros marginalizados; b) Dedicar-se a promoção humana da coletividade, através da prestação beneficente de assistência social aos necessitados, sem discriminação de origem, cor, sexo, raça idade, credo religioso etc. c) Desenvolver ações preventivas em escolas, clubes de serviço, clubes de lazer, empresas e etc, para ajudar na prevenção dos grandes males que

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sentido para vida

afligem os jovens e adultos de nossa sociedade. d) Proporcionar um ambiente sadio e harmonioso para que pessoas em estado de depressão, ou que pas-

sem pela experiência de perda do sentido pra vida, possam reencontrar o caminho da felicidade. e) Promover encontros, shows, cursos, palestras, e retiros.

Construção da capela Com muita alegria, estamos trabalhando muito pra a realização de mais um grande sonho no recanto de Curitiba, a construção da nossa capela, iniciamos esse projeto na certeza que Deus providenciará tudo o necessário para a conclusão desta obra que tem como Objetivo: · Acolher aproximadamente 210 pessoas de forma adequada e aconchegante. · Celebração de missas diárias para os filhos(a) acolhidos no recanto, assim como todos aqueles que desejam celebrar conosco. · Evangelizar através de encontros, grupos de oração e retiros. · Acolher a cada um que venha celebrar conosco, levando a conhecer o carisma da Comunidade Bethânia ganhando um novo sentido para vida. Para a realização deste sonho contamos muito com a colaboração de todos que possam nos ajudar fazendo sua doação na AG:2823-1 C/C:7470-5 do BANCO DO BRASIL.


Educação e Família

Escola

LIDOVINO E INEZ Casal Coordenação 2015/2017

Pastoral F amiliar Sagrada FFamília amília Familiar Arquidiocese de Curitiba

No dia 24 de novembro de 2015, após cumprir o cronograma das atividades relacionadas ao curso de formação oferecida por esta Escola de Pastoral, participamos de uma Missa de Ação de Graças pelo trabalho realizado e da entrega dos certificados aos alunos da XX Turma. O evento aconteceu em Missa Solene presidida por Dom José Mario Angonese, cocelebrada pelo Cônego Ivanir e o Diácono Altair da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, em Campo Largo. A Escola sente-se realizada com mais uma contribuição à Igreja particular da Área Episcopal Centro-Oeste, com este grupo de

35 alunos, que se dispuseram durante o ano de 2015, participando com afinco e esmero das aulas e atividades a eles proporcionadas. Confiamos que estão preparados para atuar com mais convicção e clareza em defesa da família dos tempos atuais, assim como serão agentes de Pastoral, que, com

os conhecimentos adquiridos, podem dar suporte aos seus párocos, equipes de serviços e às famílias de modo geral. No próximo ano, a Escola vai atuar na Área Episcopal Sul com a Paróquia Nossa Senhora da Anunciação. Desde já conclamamos a todas as paróquias desta área a encaminhar pessoas para buscar essa formação que lhe será de grande valia em sua Missão Pastoral. A Escola Pastoral Sagrada Família vai enviar Carta Convite a todas as paróquias de nossa Arquidiocese com as informações, bem como a ficha de inscrição para o ano de 2016.

COMISSÃO DA FAMÍLIA E VIDA afonjanepf@yahoo.com.br Fone: (41) 3329-0544.7 / Coordenação: Afonso e Janete Schiontek. LINDAMIR SKONIESKI DE OLIVEIRA / LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA Casal Diretor Social - Casal Coordenador de Círculos lindaassessora@hotmail.com

4ª TURMA DO SANTUÁRIO N.SRA. DO PERPÉTUO SOCORRO TURMA P ARCERIA CIEE PARCERIA A Escola de Pais do Brasil é um trabalho voluntário, gratuito, ecumênico e apartidário que existe há 52 anos no Brasil e 51 anos em Curitiba. Ministramos cursos em 07 semanas uma vez por semana de 01h45 para pais, mães, futuros pais e mães e agentes educadores em escolas, igrejas, empresas e afins. Temário: 1- Educar é um desafio; 2- Valores e limites na educação; 3- Pai, Mãe e Agentes Educadores; 4- A Educação: do nascimento à puberdade; 5- Adolescência: O segundo nascimento; 6- A Sexualidade no ciclo de vida da família; 7- Cidadania e Cultura da Paz. Em um 8º encontro a família participa de uma confraternização, onde os filhos entregam os certificados aos pais. Nesses 18 anos de nosso trabalho voluntário o salário é: “famílias reconstituídas, menos jovens drogados, menos pessoas presas, menos crianças nas ruas”. Mais informações: www.escoladepais.org.br Fone: (41) 9616-6589 Parabéns ao Santuário N. Sra. do Perpétuo Socorro na pessoa do Reitor Padre

Celso Vieira da Cruz que pelo 4º ano, oferece a grande oportunidade à comunidade de Curitiba e Região Metropolitana a participarem deste Ciclo de Debates, na transformação das relações familiares... E agradecemos ao CIEE na pessoa do Diretor Presidente Dr. Arwed Kirchgãssner pela grande parceria que mantêm com o Santuário e EPB nestes dois últimos anos cedendo seu auditório. Alguns testemunhos dos formandos desta turma de novembro/ 2015: · “Aprendi a ouvir mais os membros da família, o diálogo, a conversa”; · “Mais harmonia”; · “A nossa família é pautada nesses conceitos. Mas sempre aprendemos algo novo”; · “Eu mudei meu comportamento com meus filhos”; · “Sou noiva e vim aqui para quando for mãe, quero estar preparada para educar meus filhos”; · “Quero deixar registrado que foi de grande importância ter participado deste cur-

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so, pois agora estou mais atuante na vida de meus filhos, ouvindo-os mais e tendo o retorno através de seus gestos”, Ana Denise Próspero- São José dos Pinhais-Pr. “Mais comunicação”; “Diálogo na família”; “Compreensão do ponto de vista do outro”; “Dar tempo aos filhos”; “Comecei a dar limites com amor”; “Sou mais paciente”; “Aumentou minha paciência para esperar mudanças em meu filho”; “Aprendi a ser mais paciente com meu filho e minha esposa. Lembrar de que a adolescência é uma fase difícil, mas passa. Esta esperança nos dá ânimo e motivação para darmos o melhor de nós. Aprendi a reservar mais tempo para diversão em família. Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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Especial

“Eu vos anuncio uma grande alegria: nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11) Natal é tempo de luz e de nascimento... Jesus Cristo – a Palavra de Deus – se faz Carne e habita entre nós! É tempo de reavivar a fé e reascender a caridade, com os olhos no futuro que já começou. Sim! O Natal nos traz Jesus: Aquele que nos conforta com sua Palavra de esperança, amor e paz! Aquele que nos faz lembrar tudo o que se passou durante o ano e nos leva a acreditar que o próximo será diferente, melhor ainda, mais conforme o Reino anunciado pelo Menino que ora nasce. Agora é tempo de balanço! De olhar para trás e projetar o futuro! É tempo de agradecer pelo que houve, porque o passado nos projeta para adiante! O que fizemos? O que faremos? Em 2015 nossa Arquidiocese decidiu-se pela missão! Apontamos como grande objetivo colocarmos todas as nossas forças vivas em estado permanente de missão. E assim abrimos o Ano Missionário ainda no final de 2014! Este se estendeu por todo o ano de 2015 e o que vimos e ouvimos nos transforma! A princípio pensávamos em algumas visitas e como consequência a criação das pequenas comunidades de fé. Mal sabíamos que o próprio gesto de sair e visitar faria todos nós revermos nossas posturas – clérigos, leigos – aprendemos que a missão é um jeito de ser Igreja que nos aproxima da prática de Jesus. Aprendemos também que temos muito a aprender sobre nossa missionariedade. Ainda não sabemos direito como fazer a missão acontecer. Mas prática mesma se faz nossa mestra. E o que era, a princípio, pra ser um ano de missões populares, virou projeto para muito mais tempo. Transformamo-nos! Neste ano missionário, a própria revista Voz da Igreja se colocou em saída e abordou temas que proporcionaram a todos nós reflexões sobre como nossa fé carrega em si a potência transformadora do mundo: · A chegada de nosso novo Arcebispo Dom José Antônio Peruzzo, comprometido com o anúncio da Palavra (Edição março/2015). Ele mesmo pondo-se em saída conosco, impulsionou nossa obra missionária.

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PE. ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora

· “A Igreja e a redução da maioridade penal” (Edição maio/2015) nos ajudou a entender que devemos ser presença misericordiosa junto àqueles que necessitam mais ainda da Salvação · “E a educação, como fica?” (Edição junho/2015) – refletimos, com dor, a situação de nossas escolas, após os eventos fatídicos de agosto, no Centro Cívico e compreendemos que a Igreja precisa estar mais presente junto aos educadores e educandos. · “A ideologia de gênero” (Edição julho/2015), reflexão estendida para outras edições, nos apresentou a voz profética da Igreja na defesa dos valores da família · A visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida (Edição outubro/2015) – presença amorosa da mãe, que foi ao encontro de seus filhos mais afastados e necessitados, ensinando-nos que precisamos fazer a fé nascer lá onde ela mais falta Após esta bela experiência missionária em 2015, o que desejaríamos para 2016? Terminamos a missão? Nossa tarefa está concluída? Parece que ainda nos falta muito. Urge aprofundarmos nossa opção missionária. Aliás, foi esta a escolha do Clero na Assembleia de Novembro deste ano: continuarmos a nos colocar em saída, porque o trabalho apenas começou! Continuemos, pois, a trilhar os passos do Papa Francisco, que nos provoca a não nos acomodarmos ele nos convida “à perseverança no entusiasmo da missão; uma missão que precisa de novos mensageiros, ainda mais numerosos, ainda mais generosos, ainda mais jubilosos, ainda mais santos. E somos chamados, todos e cada um de nós, a ser este mensageiro que o nosso irmão de qualquer etnia, religião, cultura espera, muitas vezes sem o saber. De fato, como poderá este irmão acreditar em Cristo – pergunta-se São Paulo –, se a Palavra não for ouvida nem proclamada?” (Homilia de 30/11/2015) Neste Natal, celebremos, pois, o Menino Deus que nasce em nosso meio porque nos dispomos a fazê-lo conhecido e amado por todos, em especial, os mais afastados. Que ele nos fortaleça, porque estamos apenas engatinhando em nossa opção missionária.

Feliz 2016!

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O assunto é...

Foto: missaopaodavida.org

Jesus e a Igreja: Estou Três perguntas nos acompanham e nos inquietam na caminhada de fé, como seguidores/as de Jesus de Nazaré e como Igreja. Quem é Jesus? O que é a Igreja? Jesus fundou a Igreja? Muitos de nós fazemos e nos fazemos estas preguntas e outros tantos têm enormes dificuldades de respondê-las honestamente e sem infantilizar o perguntador. Os Evangelhos nos dizem com abundância de dados quem é Jesus de Nazaré. O Evangelista Mateus diz para os fiéis provenientes do judaísmo que Jesus é o Emanuel, o Deus conosco1. O Evangelista Marcos apresenta Jesus para os não judeus fora da Palestina, como o Filho de Deus2. Em Marcos até os demônios dizem isso3. Lucas tem por centro de seu Evangelho, no capítulo quinze, as três parábolas do que está perdido: a ovelha perdida, a dracma perdida e o filho perdido4. Antes, porém, diz quem Jesus veio chamar5, e depois diz quem Jesus veio procurar e salvar6. Estes são, hoje, sinais para toda a Igreja missionária e seguidora de Jesus. Já o Evangelho de João é radical ao dizer que Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne7. O mundo que perseguiu e crucificou Jesus continua perseguindo seus seguidores e seguidoras.

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João fala para seguidores/as de Jesus e mostra-lhes as consequências desse seguimento. Vivemos um momento de extraordinária importância para a Igreja em que João nos apresenta muitas respostas para perguntas atuais8. Quanto à fundação da Igreja, sobretudo permanecendo no compromisso de maturidade e sinceridade, Jesus não fundou a Igreja, tampouco pediu que alguém o fizesse. A forma como os seus discípulos e discípulas, em circunstâncias absolutamente adversas, interpretaram e praticaram seus ensinamentos, foi viver em comunidades, o que nos fez ser Igreja. Lembremos que a Igreja primitiva, a Igreja nascente, as primeiras Comunidades, como aprendemos, nasce do Espírito Santo9. A partir desse acontecimento narrado e registrado, em que o Espírito se manifestou para todas as nações do mundo, é que costumamos dizer que Jesus fundou a Igreja. E o Espírito Santo surge como encorajador. Quando tudo parece sem rumo, sem sentido e até perdido, é Ele quem nos encoraja. Sempre a caminhar, a seguir os passos de Jesus, nas palavras da comunidade de Paulo, so-

mos chamados/as a viver o amor-serviço, “pois a Lei toda está completa num só mandamento: Amar o próximo como a si mesmo10”. O Espírito une e a Igreja que nasce dele também deve unir os que creem e seduzir com as maravilhas de Deus, os outros que ainda não entenderam a dimensão do amor de Deus revelado em Jesus. Desde a sua origem, portanto, a Igreja é o Povo de Deus na terra e com um único mandamento que se divide em dois: “Amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, que vocês se amem uns aos outros11”. Ao dizer estas mesmas palavras, Mateus acrescenta, ainda: “Esse é o primeiro mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ame seu próximo como a si mesmo12”. O pedido de Jesus, portanto, é que nos amemos. Ou,

como disse Santo Agostinho: “Amem-se e façam o que quiserem”. Atualizando esse nosso tema, trazemos presente a Comunidade de João no Livro do Apocalipse, em que Jesus diz: “Estou diante da porta e batendo. Se alguém ouvir minha voz abrir a porta, eu entrarei em sua casa para comer junto com ele, e ele comigo13”. A introdução ao Livro do ApocaArquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015


JOÃO SANTIAGO Teólogo, Poeta e Militante. Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Curitiba

Diante da Porta Batendo

lipse, da Bíblia Nova Pastoral, diz que: “A posição radical do Apocalipse é uma chave de leitura importante, para guiar as comunidades cristãs de todos os tempos desafiadas pelas seduções e armadilhas dos impérios que teimam em se reproduzir na história14”. Não são poucas as seduções de nosso tempo. O Apocalipse é a renovação da esperança, a revelação da presença constante de Deus junto a seu povo. Aprendemos com a Comunidade de João que seguir Jesus é testemunhá-lo no dia a dia, sem temer perseguições e hostilidades. É construir sempre novos caminhos, inventar novas trilhas, quando os já conhecidos são fechados. Hoje, diante das doutrinas e seus ritualismos tantas vezes escravizantes, diante da verticalização desmedida das relações hierárquicas e de poder, principalmente dentro das Igrejas-Religiões, somos desafiados a perguntar: será que Jesus não está batendo, de dentro para fora das Igrejas com seus muros altos,

com seus portões automáticos e quintais com seguranças armados de dia e cachorros ferozes de noite, e seus sacramentalismos alienantes? Será que, ao invés de querer entrar, hoje Ele não está querendo sair? Aprisionado nas sacristias e nos slogans, às vezes sequestrado pelos denominacionismos religiosos e grupais, cujo resgate pedido umas vezes é audiência, retribuição e prosperidade, outras vezes é dizimo mesmo? O Papa Francisco, e a partir dele a Igreja Católica, parece dizer isso quando propõe uma Igreja em saída para testemunhar, anunciar, dialogar e servir. Libertar Jesus de nossa mesquinhez é desimperializar o cristianismo, é desideologizar a bíblia, colocando a vida em primeiro lugar, e é também criar as condições para cuidarmos da casa comum, como nos pede a Campanha da Fraternidade Ecumênica – CFE-2016. Aliás, a exemplo de João, a partir do capítulo dois do Livro do Apocalipse, temos este ano sete Igrejas envolvidas

diretamente na CFE-2016. O que queremos e buscaremos com todas as nossas forças é o que diz o lema da quarta Campanha da Fraternidade Ecumênica, em sintonia com o profeta Amós: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5, 24). Um esperançoso advento e um Santo Natal para todos e todas. (FOOTNOTES) 1 2 3 4

5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

Ver Mateus 1,23. Ver Marcos 1.1. Ver Marcos 3,11; 5, 7. Ver Gerd Theíssen. O Novo Testamento. Vozes, 2007, p. 91. Ver Lucas 5,32. Ver Lucas 19,10. Ver João 1,1. Ver João 15, 18-27. Atos dos Apóstolos 2, 1- 13 Ver Carta de Paulo aos Gálatas, 5, 14 Ver João 13,34. Ver Mateus 22, 38-39. Ver Apocalipse 3,20. Ver Nova Bíblia Pastoral, Vozes: 2014, p. 1507. Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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Reflexão

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tido profano “sacro domínio”, mas no sentido religioso “sagrada origem”, que a subordina aos sacramentos. Mesmo que no contexto eclesial a palavra “poder” soe mal, o papa o detém para exercer “a diaconia da autoridade.” E ao que parece, para Francisco nem todo papel ou documento precisa ir parar tão próximo ao Túmulo do Príncipe dos Apóstolos. É isso? Já desde as bases, pois na Eclesiologia de muitos Movimentos e Associações Religiosas, o que existe são tão somente “os sacerdotes e o Papa”. O Padre da comunidade que ao vivo se vê e o Papa da tevê! Bispo, cadê você? Agora não mais “bispos de aeroporto”, Foto: www.jornaldegramado.com.br

Entre ovelhas, pastores e lobos

A curiosidade de muitas pessoas atentas ao que ocorre no mundo contemporâneo leva-as a perguntar para quem está em Roma: “Viu o Papa? Como ele está?” E mais ultimamente: “Ele está sofrendo, não é mesmo?” Em torno ao que é visto, ouvido e falado por quem acompanha o cristão Jorge Mario Bergoglio, o pastor universal autointitulado “buscado pelos cardeais no fim do mundo”, algo que indubitavelmente ele deve estar sentindo na carne é a Palavra do Evangelho: “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos” (Mt 10,16). Tateando entre o joio e o trigo crescendo juntos a olhos vistos no Planeta Terra, como comprovam as situações propaladas nos Meios de Comunicação e compartilhadas à exaustão nas Redes Sociais, ele quebra protocolos e até certos paradigmas para cooperar em soluções benéficas à realidade concreta do tempo presente, enfatizando a Acolhida e a Misericórdia de Deus. Misericórdia sentida no Sínodo da Família, depois do qual é aguardada uma Exortação Apostólica Pós Sinodal já prometida, visando cooperar com as situações desafiadoras enfrentadas por tantas famílias. E pensar que tudo começou quando um Romano Pontífice enfatizou sua condição episcopal (bispo, guardião da fé) intitulando-se simplesmente “Bispo de Roma” já na sua Primeira apresentação no Balcão de São Pedro. Adiante recordaria a Colegialidade e a Sinodalidade: Os bispos existem minha gente! Pôs em prática a revalorização dos Bispos. Dois bons exemplos que ilustram isso são os documentos sobre a forma de “Motu Proprio” reorientando as Declarações de Nulidade dos matrimônios e a recepção do Pálio nas próprias arquidioceses, ressaltando o papel do Metropolita “que leva a ovelha nos ombros” como elo da unidade dos pastores locais. Uma transformação? Acima de tudo uma Recuperação. Quem estuda o Direito da Igreja aprende que o Bispo é Pastor para santificar, ensinar a Palavra e governar. Mas, ele também é juiz. Na Igreja o poder não é tripartido como pode ocorrer na esfera civil. No catolicismo “o poder” é serviço. A hierarquia existe para servir, e a Potestade Executiva, Legislativa e Judiciária encontra-se nas mãos de quem tem o “Poder de Regime”. Bento XVI explicava que a hierarquia eclesiástica não age no sen-

pede o vigário de Cristo. A figura e atuação do Episcopado tendem a mudar. E os pastores que se cuidem, pois agora, como se dizia nos países ibéricos: “Vai ao Bispo”. O Papa remete atenção ao que esteve perdido e o povo volta a olhar seu bispo. Existe até uma velha canção da Música Popular Brasileira que lembra a “influência episcopal”: “o prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos e o banqueiro com um milhão...” Quem vai jogar pedra? No seio da “Casta Meretrix” (Igreja, a Casta Meretriz, como dizia o grande Santo Ambrósio) os pastores recebem apoio entre todo os fiéis batizados que também “tem lá seus caprichos”? A Mãe Igreja Santa, com filhos pecadores, recebeu de presente a chamativa Homilia da Quinta feira Santa de 2013, convidando os sacerdotes “a sen-


PADRE FABIANO DIAS PINTO Presbítero do Clero da Arquidiocese de Curitiba e Mestrando em Direito Canônico pela Pontifícia Università della Santa Croce- Roma

tir o cheiro da ovelha”. Uma verdadeira “injeção na veia”, mas com o problema de que para algumas pessoas talvez seja difícil compreender o que o grande Pároco do Mundo diz. Palavras muitas vezes simples, mas que nem por isso deixam de ser profundas e quem sabe duras para viver por alguns católicos que permanecem em um contexto acostumado à acomodação: “O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo, mas se espalha e atinge ‘as periferias’. O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção não é para

perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.” Há pouco mais de uma década (recordo especialmente o tempo de seminarista) falar mal do Papa era beirar à heresia! Hoje, mancebos encantados quase que apenas com arreios e a “dignidade litúrgica” criticam o Romano Pontífice abertamente, enquanto nas Redes Sociais compartilham imagens e pensamentos de uma Igreja centralizada no Culto. Amar a Deus sobre todas as coisas sim! Mas, e o amor ao próximo? É necessário manter o zelo pela “Casa de Oração”, porém urge também esmerar-se com a realidade que se paramenta ao redor dela. Por outro lado, estes jovens interpretam o que vêem. Na sociedade hodierna, onde a imagem fala mais alto, será que basta criticá-

los? São exemplos de vocações muitas vezes brotadas no meio dos espinhos, frutos preciosos em uma árvore que pode não dar frutos se regada por uma Pastoral de mera manutenção, por vezes desatenta às novas realidades presentes nas Pastorais, Movimentos, Organismos, Associações, Grupos e Novas Comunidades que surgiram depois do Cinquentenário Concílio Vaticano II. Este sim, inspirado e atento às “alegrias e esperanças” da humanidade. “Ninguém fará milagres em meu nome para depois sair falando mal de mim” (Mc 9,39). Apenas criticar e proibir, vigiar e punir o que surge de novo no terreno eclesial é gastar inutilmente a afirmação de Francisco: “Igreja em Saída”. Esta última expressão tem sido usada à exaustão para qualquer atividade acoplada a uma moda que a muitos não desacomoda. Francisco insiste na Missão, mas também no “sair de si”. E vai além ao propor uma retificação das próprias ideias e “esqueminhas” ultrapassados para cuidar daqueles que por vezes sentemse marginalizados no miolo da própria Igreja. Palavra de ordem é a “Acolhida”, com a qual é possível deixar o rebanho em segurança e sair para reencontrar quem está nas periferias: “Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no campo e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?” (Lc 15,4) O Código de Direito Canônico, inspirado na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, do Papa Pio IX, que a promulgou à época do Concílio Vaticano I, fala no Cânon 331 que o Papa possui na Igreja uma “Potestade ordinária suprema, plena, imediata e universal, que exercita livremente”. Ademais, em questões de fé e moral o Papa é Infalível. A doutrina da Igreja não mudou! Assombra o fato de algumas pessoas terem esquecido isso, como aqueles que ficaram “assustados” quando o Papa Francisco falou em Florença: “a doutrina é Jesus Cristo”. Que bom a Igreja poder voltar ao seu Senhor e converter-se ao receber críticas contra os pedófilos, certos cardeais avarentos, a estrutura que pesa, a corrupção... Holofotes andam em cima de escândalos de homens e mulheres envolvidos com o auto-referencial alto clero. “É inevitável que existam escândalos, mas ai de quem escandalizar...”(Mt 18,7). Há problemas na Cúria e o Papa quer resolvê-los! Mas, e na base? Cada

católico pode refletir: Na verdade, sou cordeiro ou sou lobo? Sou fiel à Igreja? Clérigo, consagrado ou leigo, almejo servir ou só quero as benesses da Instituição? Falar em pobreza e criticar o poder é fácil. Não cair nos erros aos quais se aponta é mais desafiante, especialmente no contexto da conversão pastoral, tão latente no Documento de Aparecida, do qual o então Cardeal de Buenos Aires participou na elaboração. E agora ele aproveita muito do que viveu na América Latina para cooperar com a Igreja Universal, fazendo cada membro dela meditar: Faço a minha parte como cristão? E assim, torna-se dispensável repetir o que os jornais e a Internet apresentam. Será que os terroristas existentes neste mundo seriam apenas alguns ditos muçulmanos radicais, como aqueles que recentemente explodiram a si mesmos e a outros em Paris? Até mesmo dentro da Igreja não há gente “batendo no peito e tocando o horror”? O terror começa onde superabunda a falta de amor. Só pela Misericórdia! Por isso ela é necessária em um mundo tão desigual. Santa Catarina de Sena, famosa por conseguir fazer Gregorio XI sair do Exílio em Avignon e retornar a Roma, chamava o sucessor de São Pedro de “o doce Cristo na Terra”. E não é a “doçura de Cristo” que Francisco quer realçar neste Ano da Misericórdia? Desde seu início a 8 de dezembro de 2015 engloba diversas sugestões litúrgicas. Porém, isto não pode ser dissociado da vida. A meta é Jesus Cristo a ser encontrado também nas periferias existenciais: “Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15,7). Francisco encarna o Bom Pastor, “que consome a vida por suas ovelhas. O mercenário que não é Pastor, a quem não pertencem as ovelhas vê o lobo aproximar-se, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as arrebata e dispersa. Porque ele é mercenário e não se importa com as ovelhas”(Jo 10, 12-13). Carregar as ovelhas nos ombros não é fácil. Por isso, ele sempre repete: “Não esqueçam de rezar por mim”. Executemos o que ele pede, e façamos a nossa parte, a fim de que “o argentino feito Papa” ajude cada vez mais a humanidade a reconhecer, entre ovelhas, pastores e lobos que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Feliz Natal e abençoado 2016! Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

Dízimo

Mensagem da Equipe Arquidiocesana da P astoral do Dízimo Pastoral Para nós, cristãos católicos, todo este mês corresponde ao início de um novo Ano Litúrgico que, em 2015, tem início ainda em novembro, ou seja, no domingo, dia 29, primeiro Domingo do Advento. Liturgicamente, Advento é o tempo correspondente às quatro semanas que antecedem o dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Santo Natal. Portanto, em 2015, esse tempo se estende de 29 de novembro até 20 de dezembro, quarto domingo do mês. É um período destinado, de modo especial, a nos prepararmos para celebrar a primeira vinda de Cristo há mais de 2000 anos, ao mesmo tempo em que a Igreja nos exorta, também, a nos prepararmos devidamente para a sua volta gloriosa prometida pelo próprio Jesus para o fim dos tempos. Entretanto, um “encontro” com Jesus em toda a sua glória poderá se dar no momento em que cada um de nós terminar nossa vida neste mundo pela morte física, a qual, com certeza, ninguém sabe como e quando acontecerá. Porém, em ambos os casos, para estarmos preparados para o “encontro” com Cristo e merecermos a salvação que Ele nos assegurou, devemos estar sempre vigilantes, pondo em prática no dia a dia os seus ensinamentos, isto é, fazermos a “vontade de Deus”: amando a Deus e nos amando mutuamente, vivendo em harmonia e em comunhão, bem como tudo partilhando entre nós, seus

Ilustração: vale-de-saron.blogspot.com

DEZEMBRO: T empo do Advento Tempo

filhos. Este é, de fato, o primeiro e principal mandamento. Realmente, o Advento é o tempo da virtude da esperança dos bens futuros. Para isso, é essencial que nos desapeguemos das ambições pessoais exageradas e dos bens materiais, não considerando nada como de propriedade exclusiva nossa, pois tudo pertence, de fato, a Deus que tudo criou. Assim, a mensagem dos integrantes da Equipe Arquidiocesana da Pastoral do Dízimo é que o espírito deste Natal ajude cada ser humano a tirar conclusões e perceber o quanto pode melhorar no próximo ano, seja para si mesmo, seja nos relacionamentos interpessoais e atividades em que vier a envolver-se nos diversos ambientes de sua atuação. Que o Ano Novo seja pleno de mo-

Campanha Arquidiocesana para a Evangelização Dentro do calendário da Arquidiocese, especificamente no terceiro Domingo do Advento, dia 13 de dezembro, acontece a Coleta Especial para a Evangelização. Assim, atendendo inclusive ao pedido do Coordenador da Ação Evangelizadora de nossa Arquidiocese, Padre Alexsander Cordeiro Lopes, recomendamos que os membros das equipes da Pastoral do Dízimo em todas as paróquias da Arquidiocese, em comum acordo com seus

respectivos párocos, conclamem os fiéis em geral a dar uma contribuição financeira significativa nas missas do terceiro Domingo do Advento (12 e 13 de dezembro) com o que, seguramente, todos estarão dando um grande reforço ao processo de evangelização do povo. “Evangelização se faz com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem”.

mentos de verdadeira conversão para todos os que, mesmo já sendo batizados, ainda não conhecem verdadeiramente a Cristo e seus ensinamentos, que nos propõe a vivência em comunidade, partilhando um pouco de tudo o que temos e tudo o que somos, como irmãos que se amam de verdade. Isso significa vencer o orgulho e o egoísmo humanos, passando a vivenciar o bem-estar e a verdadeira prosperidade decorrente da consciência tranquila que é a vida na Paz de Cristo que tanto almejamos. Para tanto, é necessário que, no decorrer deste mês de dezembro, exercite a prática do perdão, assumindo o firme propósito de reformular a vida e evitar que ações, pensamentos e comportamentos ríspidos, mal ajustados, imorais e antiéticos se repitam em 2016. VOTOS DE FELIZ NATAL E ANO NOVO ArOs integrantes da Equipe Dído ral sto Pa quidiocesana da Co da or ad en ord Co zimo e o sa es m mi ssã o 10 ap ro ve ita se jar a de ra pa de ida un ort op es da tor lei e s todos os amigo um de tos vo ” eja Igr “Voz da ale as Feliz e Santo Natal e que tão ta da a grias inerentes a est ncio de querida sejam um prenú realizade no ple vo um Ano No e para ções e autêntica felicidad todos.

COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho / Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon.

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JEFERSON ADRIANO CALDAS COMIDI

Dimensão Missionária

O QUE VIMOS E OUVIMOS EM 2015 No dia 7 de março, a Infância e Adolescência Missionária reuniu aproximadamente 50 assessores, que juntos receberam as diretrizes para trabalharem com a IAM no ano de 2015.

Conselho Missionário Diocesano é responsável, dentre outros, pela articulação dos GAM’s (Grupos de Animação Missionária), nas Paróquias e Comunidades da Arquidiocese. Uma vez por mês os representantes dos GAM’s se encontram para pensarem e articularem a Missão em sua Paróquia.

|março|

|abril|

35 assessores da IAM participaram do Encontro de Formação da Infância e Adolescência Missionária (EFAIAM). O encontro formativo tem como objetivo tratar assuntos referentes ao carisma dos grupos, metodologia da IAM bem como sua história.

|maio| A primeira a fazer a consagração foi a Região Episcopal Sul, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, que reuniu cerca de 150 crianças e adolescentes!

O mês de maio é muito especial para a IAM, pois é feita a consagração das crianças e adolescentes a um dos cinco continentes. No ano de 2015, o escolhido foi a Ásia.

NORTE Com a presença do Arcebispo Dom José Antonio Peruzzo, a Paróquia São Martinho de Lima acolheu para a consagração100 integrantes da IAM da Região Episcopal Norte.

|junho|

Em junho, as reuniões do COMIDI estão já a todo vapor. Novos termos já são comuns entre nós, tais como periferias existenciais, Igreja em Saída e, claro, o Ano Missionário!

CENTRO-OESTE E para fechar o mês das consagrações, a Região Episcopal Centro-Oeste escolheu o Santuário Nossa Senhora de Lourdes (Campo Comprido) para realizar, com mais de 130 crianças e adolescentes, a sua consagração.

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|junho|

|agosto|

Junho também foi a vez de os assessores(as) da IAM irem para formação. Foi no Santuário Nossa Senhora de Lourdes (Campo Comprido) que 40 assessores tiveram formação sobre as quatro áreas integradas e os compromissos da IAM, e por fim a função do coordenador da IAM. Claro, tudo com muita descontração e alegria!

Agosto foi o mês de formarmos bem nossos coordenadores da IAM. Divididos em oficinas, os 60 adolescentes, que coordenam seus grupos IAM, participaram de oficinas que os ajudaram melhor a desempenhar sua função.

|setembro| O COMIDI, em 2015, fez um processo que aconteceu desde o mês de março. Trata-se da formação de pequenos grupos ao redor da Palavra de Deus. Para auxiliar nesta vasta formação, convidamos, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), consagrados e consagradas que pudessem dar formação sobre os chamados “Pequenos Grupos”, nos setores da nossa Arquidiocese. O processo continua em 2016!

|outubro| O maior evento da IAM é sem dúvida o SHOW MISSIONÁRIO. O show é o momento de partilharmos e celebrarmos a vida e a caminhada da IAM no ano corrente. Em mais uma edição, o evento reuniu, na Paróquia Nossa Senhora da Paz – Boqueirão, crianças e adolescentes em quase todos os grupos. O show contemplou de forma temática a Ásia – continente trabalhado este ano nos grupos da IAM – por isso tivemos a apresentação de danças típicas indianas e coreanas, além de muitos estandes com várias roupas e artigos típicos da cultura de alguns países do continente asiático.

90% das paróquias da Arquidiocese de Curitiba receberam no mês de outubro o material da Campanha Missionária 2015. Em nossa reunião mensal do Comidi, o mês de setembro foi de formação sobre todo o subsídio. A coleta foi realizada nos dias 17 e 18 de outubro em todas as paróquias. O valor arrecadado auxiliará nas missões em nossa arquidiocese, no Brasil e no mundo todo!

|novembro| No dia 11 de novembro, realizou-se a última reunião do ano de 2015 do Comidi, com a presença do Bispo auxiliar de Curitiba: Dom José Mário Angonese, que falou sobre a continuação das missões nas paróquias em 2016.

E para fechar nossa retrospectiva 2015, chegamos à última reunião dos assessores da IAM da Arquidiocese de Curitiba, que realizou-se no dia 14 de novembro com a presença de *** assessores. Todos puderam agradecer a Deus pelas graças obtidas no ano de 2015, e já receberam o calendário 2016. A obra não pode parar!

COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br (41) 2105-6375 – Ir. Patrícia / (41) 2105-6376 - Jeferson

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Dimensão Social

IREONILDA M. DE CONTO Coordenadora da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Curitiba

SAÚDE ESPIRITU AL ESPIRITUAL O ano 2015 está chegando ao fim. Independente da cultura que temos, dezembro sempre representa tempo de reflexão, certos de que iniciaremos o próximo ano com saúde, destemidos, com muita coragem e muitas vezes almejando sempre a prosperidade financeira. Dezembro é tempo de reflexão, sim, a oportunidade que temos de celebrarmos o Natal, nascimento de Jesus, nascermos de novo para vermos o reino de Deus. “Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus”. João 3-3. O que fazer se termina o ano e inicia outro? “Especialmente no momento da doença, quando nos sentimos fragilizados e incapazes de nos valer e quando as nossas certezas são colocadas à prova?” Assim como nós cuidamos da saúde do corpo, devemos cuidar da saúde da Alma, do nosso espírito. Preocupa-me muito a maneira que muitos interpretam a Saúde Espiritual; confundem com carmas, espiritismo etc. e isso é de fato muito triste um lamentável engano! Deus nos vê perfeitos; é seu projeto todos nós nascermos com saúde; crescermos com saúde, vivermos com saúde e finalmente morrermos com saúde. Deus não castiga ninguém; Deus não quer assim; aquele que crê em JESUS não acredita em carma; a mão de Deus não pesa sobre ninguém. As enfermidades são consequências deste mundo em que vivemos. Deus é Justo e Misericordioso sem-

pre, ama-nos incondicionalmente. O guia de orientações para os Agentes da Pastoral da Saúde, p. 21. nos diz: O significado de Saúde e de Salvação, ao longo da História, é convergente e sempre apresentou uma relação profunda. Em diversas línguas, os termos nasceram de uma raiz única e, por muito tempo, partilharam a mesma palavra. Em geral,

Pastoral da Saúde CNBB

saúde e salvação significavam plenitude, integridade física espiritual, paz, prosperidade. A grande luz sobre a realidade misteriosa do sofrimento humano provém do amor divino, fonte mais rica de sentido para essa experiência. Jesus Cristo, a encarnação desse amor, introduznos nesse mistério e nos conduz ao manancial mais profundo e definitivo sentido. Para tanto, é necessária a abertura incondicional do ser humano à luz da Revelação, mediante o encontro com o enviado de Deus, que, desde o seu nascimento até a morte na cruz, responde às perguntas decisivas para a existência humana, especialmente sobre o mal e o sofrimento.

Ir rancisca Ir.. Maria F Francisca Gralato (assessora de espiritualidade da Pastoral da Saúde) relata: “Muitos estudos comprovam a importância da espiritualidade para gozar de boa saúde. Se olharmos a saúde como processo de bem-estar físico, emocional, social e espiritual, podemos compreender melhor do que se trata. A verdadeira fé, a que nos serve como ponto de apoio, nos dá segurança e certezas, compromete toda a vida e dela dá uma visão do projeto amoroso de Deus sobre nós, capaz de fazer encarar os desafios que se apresentam com otimismo e coragem. A saúde espiritual independe das limitações físicas e enfermidades que nos acometem ao longo da vida, pois, em qualquer circunstância em que estejamos, podemos estar associados ao amor de Deus, fazendo-nos instrumentos do seu infinito amor”.

“Saúde não é ausência de doença e tristeza, não é ausência de felicidade. Em Jesus Cristo, podemos ter saúde e sermos imensamente felizes dentro da realidade e desafios em que muitas vezes nos encontramos”. (Ireonilda) Desejo a todos um Santo e Feliz Natal, que o próximo ano seja repleto de saúde, paz, muitas bênçãos e graças!

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Pastoral do P ovo de Rua: Luta pela Povo Vida e Dignidade da P opulação de Rua População

A Pastoral do Povo da Rua teve início em Curitiba em 2008 e desenvolveu um atendimento nas ruas levando cobertores e roupas, alimentos e promovendo momentos celebrativos. Em 2010, iniciou a parceria com Movimento Nacional da População de Rua (MNPR). Participou do Grupo de Trabalho e Inclusão Social. Essa parceria fortaleceu os trabalhos da Pastoral. Em 2012, participou da construção política do Centro Estadual de Defesa dos Direitos Humanos para a população de rua e catadores (CEDDH), na qual a Pastoral participou do Conselho Gestor. A Pastoral participa do Comitê Intersetorial de Monitoramento e Acompanhamento de Políticas Públicas para população de rua (CIAMP); outros Comitês e Conferências Públicas. Entendemos a caridade como instrumento de reinserção social, pois o outro deve ser respeitado integralmente, como protagonista de sua história. Nossa MISSÃO é ser presença para a população em situação de rua, desenvolvendo escuta ativa e amorosa (pe-

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dagogia de Jesus) e também para identificar suas necessidades. O que nos move é a esperança. Queremos um país no qual o direito à vida seja assegurado para todos e todas e, portanto, supere a miséria, a pobreza, a fome, o desemprego, a insegurança: que garanta universalmente os direitos sociais – à saúde, à educação, ao trabalho, ao lazer, à segurança, à previdência social, à habitação, à proteção à maternidade e à infância, à assistência. Atualmente, às quartas-feiras, a Pastoral atua em parceria com o Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), esclarecendo sobre as políticas públicas de atendimento à população de rua na forma de palestra. Às quintas-feiras, a Pastoral atua junto com a Catedral Anglicana de Curitiba, atendendo por volta de 100 moradores de rua, com oficinas de Direitos Humanos, banho, troca de roupas, almoço e encaminhamentos para internamentos, documentação, empregos e outros. Essa parceria já tem dois anos. Para isso, contamos com o apoio do

Santuário Perpétuo Socorro que nos fornece os alimentos, MOVEC, com doações de roupas e outras, e de diversas pessoas de diversas religiões. O que mais marcou a nossa história foi a ação junto aos órgãos públicos quando conseguimos uma casa para um casal de idosos que morava na Praça Ouvidor Pardinho. Com nossos recursos particulares, fizemos a reforma e conseguimos a mobília. Um tempo depois, conseguimos o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para a mulher que tinha distúrbios mentais. Assim, eles tiveram casa e um salário de R$ 711,00 por mês para viverem com dignidade e autonomia. Participamos e apoiamos os movimentos sociais. MST, MPM, MNPR e outros. Contatos: Dimensão Social – 21056326, Coordenação – Marlene 97105135, Vice-coordenação Leandro 88641129, Secretaria – Cleudete 9778-4674. https://www.facebook.com/Pastoral-do-Povo-da-Rua-Arquidiocese-deCuritiba-582729255095730/?fref=ts


Pastoral da Aids: A Pastoral da Aids como serviço da Igreja assume sem preconceito, acolhe, acompanha e defende os direitos daqueles que foram infectados pela Aids. Em 2015 a pastoral atenta às necessidades das pessoas que vivem com HIV, se fez presente em diversos momentos importantes como: Encontro de instrumentalização de lideranças da pastoral da AIDS/CNBB da Arquidiocese de Curitiba, 21º Grito dos Excluídos com o tema “Vida em Primeiro Lugar” e com o lema “Que pais é este que

+ Amor - Discriminação

mata gente, que a mídia mente e nos consome” e na Romaria da Terra levantando mais uma vez sua bandeira de “SIM À VIDA”. Deste modo, a Pastoral tenta trabalhar na prevenção e contribuir com a sociedade na contenção da epidemia, envolvendo todos os cristãos na luta contra a Aids PORTADORES EM CURITIBA Hoje se acredita que em Curitiba temos 13.000 pessoas vivendo com HIV/ Fotos: Pastoral da Aids

AIDS, deste total, apenas 1.000 tem conhecimento de que está com o vírus. Portanto, cerca de 12.000 pessoas da população de Curitiba não têm conhecimento de sua enfermidade. Dessas 1.000 pessoas que tomaram conhecimento de que vivem com o vírus, apenas 60% delas se apresentam nas unidades de saúde, as demais pessoas estão sem se mobilizar para iniciar o tratamento. Em Curitiba são realizados 15.000 testes por mês. Ano passado foram realizados 450.000 testes. No COA o teste rápido já é realizado há um bom tempo, o primeiro teste rápido para HIV foi feito aqui em Curitiba. Todo o paciente que faz o teste no COA em Curitiba, já sai com a contagem da carga viral e o CD4 na mão e o encaminhamento para uma unidade de saúde. SERVIÇO: Pastoral da Aids CNBB – Regional Sul II Jaime Reis, 369, Alto São Francisco - Curitiba – PR Fone: (41) 2105-6300 www.facebook.com/ pastoralaidsregionalsul2 pastaidsregsul2@outlook.com

COMISSÃO DA DIMENSÃO SOCIAL: dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6326. / Coordenadores: Pe. Antônio Fabris, Diácono Gilberto Felis e Diácono Antônio Carlos Bez. Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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Pascom

Setorização no anúncio do Evangelho

na qual fomos incumbidos de fazer uma pequena visitação e sair em missão. A terceira ação concreta foi criar pequenas comunidades, que já está sendo realizada no setor 1. A quarta ação concreta foi realizar procissões nos setores 6,7,8. A quinta ação concreta foi criar o GAM (Grupo de Ação Missionária), nos quais são realizadas mobilizações para o trabalho em missões. A sexta ação foi fazer visitação aos setores 1 e 6, a Igreja que sai para anunciar. Sentimos que estamos em um ritmo

Setorização

Nossa Paróquia São Martinho de Lima, localizada na Rua Natal, 1650, Vila Camargo, Cajuru, desde o ano de 2012 dando continuidade aos trabalhos aqui já realizados, vem trazendo uma nova forma de evangelizar e unir cada vez mais católicos e sua comunidade, por ocasião da abertura do Tempo Missionário. No fim do ano de 2012, nosso Pároco José Airton realizou, junto com o CPP e CAEP, a setorização de nossa Paróquia. Cada pastoral e/ ou movimento ficou responsável por um setor, compreendidos de 1 a 10, e cada um deles recebeu o nome de um Santo. Por meio das visitas dos coordenadores do CPP, foi possível mapear e assim demarcar possíveis ações nos setores (ver box nesta página). A primeira ação concreta foi cadastrar as famílias de cada setor. Nessas visitas, foi realizada uma pequena entrevista, na qual foi possível diagnosticar quais ações deveríamos realizar para com a comunidade. A segunda ação concreta foi participar de formações realizadas pela Arquidiocese no ano de 2014, e mobilizar ainda mais a nossa Paróquia, por meio de ações coerentes, unindo CPP e CAEP, na ação formativa para a concretização do ano Missionário. No início do ano de 2015, realizamos a primeira formação na Paróquia, realizada no setor 10, na Capela Santa Catarina de Sena, na qual fizemos um dia de retiro para o CPP, com representantes de cada Pastoral e Movimento. Neste dia, fizemos uma ação concreta

Fotos: Pascom

A

PE. JOSÉ AIRTON DE OLIVEIRA Paróquia São Martinho de Lima

Setor 1: ECC – São Mateus - Condomínios, pouco comércio. Setor 2: Apostolado da Oração - São Marcos - Farmácia, pouco comércio, condomínios, casas, nenhuma igreja, aos domingos feira ao ar livre. Setor 3: TLC e JUF – São João - Mercado, comercio; Secretaria da Educação do Paraná (almoxarifado), Escola Bandeirantes; Igreja Ucraniana Setor 4: TLC E JUF- São Lucas - Comércios, bares, vários templos religiosos, classe mais carente, campo de areia; Cabral (supermercados), Asilo. Setor 5: Comunidade São João e COMIPA - Catadores de recicláveis; carência da população é extrema; igrejas, parque Linear, Capela São João Batista, comércios, escolas e

acelerado, e muito envolvidos com o Ano Missionário. Percebemos a importância desta ação para que a Igreja Católica saia para anunciar o Evangelho, que creia ainda mais no amor de Jesus Cristo, e que Deus nos permita amarvos uns aos outros. PARÓQUIA SÃO MARTINHO DE LIMA Email: peairton@hotmail.com www.saomartinhodelima.com.br email: saomartinhodelima@hotmail.com 41 32262310 | 41 99119070 Coordenador do CPP Leo Amaral Secretaria e catequista: Kelly Alves GAM : Clovis e Adriana creches municipais; Armazém da Família. Setor 6: Pastoral dos Coroinhas e Acólitos – Beato Adílio e Padre Manoel - Pouco comércio; empresas; bares; condomínio. Setor 7: Pastoral Litúrgica – São José - Campo de futebol, creche e escola pública; Farol do Saber, Posto de Saúde; Colégio Estadual; Banco. Setor 8: Pastoral Catequética – Beato João Paulo II - Banco, panificadora e comércio em geral; EI Aquarela; Rua do Meio; Igreja. Setor 9: Pastoral dos Ministros- Beata Irmã Dulce - Bares, igreja, comércio em geral; Cabral; Escola CEI Rita Ana; Creche Irmãs Vicentinas e das Irmãs Dominicanas; Asilo; Lar Moisés; Comunidade São João Del Rey. Setor 10: Santa Catarina e Filhos do Céu- São Frei Galvão - Setor mais carente, bares, igreja.

ALINE VONSOVICZ Jornalista voluntária da PASCOM da Arquidiocese de Curitiba

A cidade de Curitiba foi escolhida para sediar em 2017 o 2º Muticom Paranaense de Comunicação do Regional Sul II. O anúncio foi feito durante a celebração de encerramento do 1º Muticom, realizado em Guarapuava/PR, entre os dias 23 e 25 de outubro de 2015. O coordenador da PASCOM da Arquidiocese de Curitiba, Antonio Kayser, sabe dos desafios, mas está feliz com o reconhecimento do Re-

Fotos: Pascom

Curitiba será sede do

2º Muticom PParanaense aranaense gional Sul II. “Nos últimos anos trabalhamos incansavelmente pela formação e desenvolvimento da Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de Curitiba. Proporcionamos formações técnicas e práticas para os agentes da Pascom e sabemos que isso também influenciou na escolha por nossa cidade. Que Deus nos abençoe nesta missão e organização”, afirmou entusiasmado.

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO: pascom@arquidiocesecwb.org.br (41) 9999 - 0121 / Coordenador: Antonio Kayser.

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Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015


Paróquia em Destaque

Paróquia de Santo Agostinho e Santa Mônica, no Ahú De casamenteira à padroeira das mães e pais

Conhecida como uma das preferidas para a realização de casamentos na Arquidiocese de Curitiba, a Igreja de Santo Agostinho, no Ahú, está se tornando também um local propício e acolhedor para os pais e mães que querem orar pelos seus filhos. Isso porque, desde o mês de agosto, a tradicional paróquia “casamenteira” recebeu autorização do nosso Arcebispo Metropolitano, Dom José Antonio Peruzzo, para incorporar Santa Mônica como sua copadroeira. Considerada a padroeira das mães pelo Papa Alexandre III, em 1.153, Santa Mônica orou e chorou durante mais de 30 anos pela conversão de seu filho Agostinho, um jovem desobediente e rebelde, que acabou por se converter e transformar-se num dos mais importantes pensadores e teólogos da Igreja Católica. Com essas credenciais, Padre Ricardo Hoepers, atual pároco da Igreja, tratou de implementar na comunidade o Movimento CUORI - “Corações Unidos em Oração e Intercessão” - formado por diversos grupos de mães e pais que se propõem a manter uma perseverante corrente de oração pelos filhos. Cada grupo é composto por sete pais ou mães que rezam – a cada dia da semana – nas intenções de todos os filhos e pela unidade de suas famílias. Os gru-

pos são batizados com o nome de um dos sete dons do Espírito Santo. Assim, temos os grupos denominados “Coração da Sabedoria”, “Coração do Entendimento”, “Coração do Conselho”, “Coração da Fortaleza”, “Coração da Ciência”, “Coração da Piedade” e “Coração Temor de Deus”. Para fortalecer a fé dos participantes, mensalmente, nos dias 27 e 28, os grupos são convidados a renovar as suas intenções, numa cerimônia singela junto ao Altar Especial dos Corações, participando em seguida de uma missa solene em honra a Santo Agostinho e Santa Mônica, que são homenageados nos dias 27 e 28 de agosto. Atualmente, já são 30 grupos atuantes, envolvendo o significativo número de 210 pais e mães. Segundo Padre Ricardo, aos poucos vão surgindo testemunhos de graças e bênçãos recebidas através das orações e perseverança dos pais que oram pelos filhos. Apesar de funcionar na Paróquia de Santo Agostinho e Santa Mônica, o Movimento CUORI não abriga apenas pais e mães que frequentam aquela comunidade, mas está aberto a todos que desejam se engajar nessa corrente de oração pelos filhos. Quem quiser participar deve procurar a secretaria da Paróquia, que funciona diariamente de segunda a sexta, das 9h às 17h30. Mais informações pelo telefone: 41 32522224.

Santo Agostinho e Santa Mônica PADROEIROS D A PARÓQUIA DA A Paróquia de Santo Agostinho foi fundada em 1968, na Rua Alberto Folloni, esquina com Benjamin Zilli, numa igrejinha de madeira. Posteriormente, com a doação de um belo e arborizado terreno pelas Irmãs da Divina Providência, transferiu-se para a Rua Eurípedes Garcez do Nascimento, 1035, no bairro Ahú. A Igreja destaca-se pela sua arquitetura em linhas retas, num estilo sóbrio e elegante, utilizando apenas alvenaria e vidro. Internamente, mantém o estilo “clean”, com paredes brancas e sem imagens. Através das cortinas de vidro, permite que a própria natureza do bosque ao fundo penetre no ambiente, em perfeita comunhão com o Pai Criador. Durante 44 anos, teve à sua frente o Cônego Raimundo Stavitzki, que ali desenvolveu um carismático trabalho com aquela comunidade, onde celebrou, aproximadamente, sete mil casamentos, além de 23 mil batizados.

Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2015

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