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Vozdaigreja agosto2015

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PADRE ALEXSANDER CORDEIRO LOPES Coordenador da Ação Evangelizadora

Somos missão Precisamos “ser missão”, e não apenas fazer missões. A Igreja não é mera executadora de tarefas, planejamentos, documentos... Mas é mistério de salvação, que se dá pelo encontro com a pessoa de Jesus Cristo e seu Evangelho que liberta! É por este motivo que “somos missão”! E como missionários, provocamos o encontro com o Senhor por meio do nosso encontro com os que ainda não o conhecem. As missões não são optativas! Ninguém pode dizer que não vai “ser missão” porque isto feriria gravemente o mandato de Jesus Cristo, que incumbiu sua Igreja de ir a todos! Nesta edição de nossa Revista Voz da Igreja, a missionariedade transparece em cada página! Ressaltamos de modo todo especial a missão de Dom José Peruzzo, que recebe dia 07 de agosto o Pálio, um paramento que é sinal de um ministério missionário: o de Metropolita, ou Arcebispo! Os arcebispos carregam em seus ombros a tarefa de serem elo de comunhão para além de suas dioceses – no território de suas províncias eclesiásticas – um grupo de dioceses mais próximas. A Província Eclesiástica de Curitiba corresponde à Arquidiocese de Curitiba e dioceses de São José dos Pinhais, Guarapuava, Ponta Grossa, Paranaguá e União da Vitória. Para estas Igrejas Particulares, independentes em seu governo pastoral, Dom José Antônio Peruzzo será sinal missionário de comunhão e fidelidade a Deus, sua Palavra e sua Igreja espalhada pelo mundo. Nossa opção em “ser missão” também transparece em um belo artigo escrito por João Guilherme, do Setor Juventude, e que é testemunha de um fato ainda mais belo, inusitado e emocionante: dois adolescentes que decidiram livremente realizar encontros missionários com pessoas no centro de Curitiba – provas de que não se precisa muito para fazer missão, e ao mesmo tempo se precisa bastante. Merece destaque o testemunho especial do Seminarista Tiago, que está em missão em São Félix do Araguaia, no MT! A Comissão BíblicoCatequética também reflete sobre a iniciação à vida cristã e o espírito missionário! Neste mês também se inicia a peregrinação da réplica da Imagem de N. Sra. Aparecida, vinda direto do Santuário Nacional, em comemoração aos 300 anos da devoção. Ao redor desta peça, a Igreja Missionária de Curitiba se pergunta: “Onde a Mãe Aparecida quer aparecer?” Destacamos ainda o artigo da Pastoral da Educação, que enfatiza a dimensão do serviço; diversas reflexões sobre o mês vocacional; as oficinas da PASCOM e a continuidade sobre as reflexões da Campanha da Fraternidade 2015. Os jovens celebram em agosto a Semana do Estudante, pela Cultura da Paz, e apresentam reflexão sobre o tema. Diversos outros artigos nos fazem provocações reflexivas e encontros com Jesus Cristo! Merece destaque especial e nosso carinho o envio missionário do filho de nossa terra, Dom Rafael Biernaski, para Blumenau, no final deste mês! Seja ele sinal do Ressuscitado, que ao cumprir o plano divino de salvação do Pai, confia a nós, sua Igreja, a sua missão salvadora! Sejamos, pois, missão! ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

Dom José Mário Angonese Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba Região Episcopal Norte 02 04 05 06 07 08 09 10 14 15 16 18 19 20

Responsável: Stephany Bravos

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A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Bispos da Arquidiocese de Curitiba: Dom Rafael Biernaski e Dom José Mário Angonese . Chanceler: Élio José Dall'Agnol | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto. | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Marcos Honório da Silva | Assessora de Comunicação: Stephany Bravos | Jornalista responsável: Stephany Bravos | Revisão: Stephany Bravos - Ana Paula Mira |Colaboração voluntária: 12 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral Projeto gráfico e diagramação: Editora Exceuni - Aldemir Batista - exceuni@uol.com.br - (41) 3657-2864. Impressão: ATP Gráfica & Editora - Tiragem: 10 mil exemplares.

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

- Missa de Instituição de Ministérios, no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 02 - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Balsa Nova - Missa de abertura do mês vocacional, no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe 03 - Formação Bíblica para a RCC 04 - Reunião do Setor Pinhais, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Expediente na Cúria - Visita ao Seminário Propedêutico 05 - Reunião do Conselho Diretor da PPI - Visita no Seminário São José 06 - Reunião do Setor Cabral, na Paróquia Santo Agostinho - Visita ao Seminário Bom Pastor 07 - Reunião da Comissão Episcopal de Pastoral do Regional Sul II - Missa do recebimento do Pálio, na Catedral 08 - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, no Portão 09 - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Colombo - Missa na Paróquia São Pedro e São Paulo 10 - Missa na Paróquia Bom Jesus, no Portão- Dia de São Lourenço 24 a 26- Reunião do Conselho Permanente, em Brasília - DF 27 - Reunião do Setor Orleans, na Paróquia São Grato - Instituição dos Ministérios de Leitorato e Acolhitato, local a definir - Expediente na Cúria - Missa de Despedida de Dom Rafael, na Catedral 28 - Reunião do Setor Cajuru, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém - Reunião dos Formadores, no Seminário Rainha dos Apóstolos - Visita no Seminário Rainha dos Apóstolos 29 - Posse de Dom Rafael Biernaski, em Blumenau- SC - Missa na Paróquia Bom Pastor 30 - Missa na Paróquia Santa Cândida - Missa no Paróquia Divino Espírito Santo

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Expediente

Agenda Mensal dos Bispos

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Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR)

Fones / Fax: (41) 2105-6343 ou (41) 8700-4752 E-mail: vozdaigreja@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br Apoio e Colaboração: Fone: (41) 2105-6342 Responsável: Aline Tozo E-mail: aline@arquidiocesecwb.org.br

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Ação Evangelizadora

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- Crisma na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré - Reunião do Setor Pinhais, Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Missa de Aniversário da PM, na Paróquia Nossa Senhora da Cabeça - Expediente na Cúria - Reunião da Equipe Missionário da Arquidiocese - Reunião do Setor Cabral, na Paróquia Santo Agostinho, retirar as demais atividades deste dia - Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral - Missa na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Colombo - Missa do recebimento do Pálio de Dom Peruzzo, na Catedral - Missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida ( Aparecida- SP) - Missa na Paróquia Nossa Senhora do Amparo, em Rio Branco do Sul - Missa na Paróquia São José Operário, em Pinhais - Missa na Paróquia Bom Jesus, no Portão - Dia de São Lourenço - Investidura dos MESCES do setor Mercês, na Paróquia São Francisco de Paula - Missa no Carmelo - Crisma na Paróquia Santa Teresinha de Lisieux - Crisma na Paróquia São Judas Tadeu - Atividade Missionário na Paróquia São Pedro Apóstolo, no Xaxim - Reunião do Conselho dos Diáconos, no Seminário Bom Pastor - Conselho Setorial de Pastoral, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Almirante Tamandaré - Expediente na Cúria - Missa na Paróquia Santo Agostinho - Missa de Despedida da Imagem de Nossa Senhora Aparecida do Setor Colombo, no Ginásio de Esportes São Gabriel - Crisma na Paróquia Santa Teresinha de Lisieux - Missa na Comunidade São Sebastião, da Paróquia São João Batista em Almirante Tamandaré - Assembleia do Geral do Apostolado da Oração da Região Episcopal Norte, na Capela Imaculado Coração de Maria, em Colombo - Expediente na Cúria - Reunião do Setor Orleans, no Paróquia São Grato - Missa de Despedida de Dom Rafael, na Catedral - Missa de Aniversário do Hospital Cajuru - Investidura dos MESCES do setor Cajuru, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Uberaba - Reunião do Setor Cajuru, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém - Reunião do Formadores, no Seminário Rainha dos Apóstolos - Missa de Posse de Dom Rafael, em Blumenau - SC - Crisma na Paróquia Santa Teresinha de Lisieux - Missa na Comunidade Nossa Senhora da Penha, da Paróquia Santa Cândida - Missa de Posse no Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu - Evento do Dia do Catequista no Setor Pinheirinho, na Paróquia São Pedro


Sentir pesar ou amar o sofredor? Arcebispo de Curitiba

DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO

Voz do Pastor

A temática da dor e do sofrimento é uma das mais recorrentes na história do pensamento, da arte e dos questionamentos humanos. Assim como o amor, também a dor encontra profundas e criativas expressões no frasário sapiencial popular, nos provérbios, nas canções, nos romances, nas páginas de filosofia... A causa, a fonte, o sentido, até o poder libertador do sofrimento apresentam-se vigorosos nos parágrafos escritos com sabedoria e profundidade. Mas, por outro lado, não passam desapercebidas as revoltas, as angústias e inquietações, os cansaços. Até chegamos a reconhecer que a dor é um dos mistérios da vida. Porém, os interrogativos permanecem. O sofrimento nos coloca ante a crueza da finitude. Mas também nos recorda a infinitude, quase como uma saudade do que nunca tivemos. É assim que se pode entender o evangelista Marcos no Evangelho (Mc 6, 30-34). Jesus se retirara com os discípulos para um lugar deserto. Buscavam descanso. Precisavam disso. Foram de barco. Mas, ao desembarcar, “Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”. O que significa sentir compaixão? Havia sofrimento, desorientação, indiferença (sem pastor). Não parece que se limitou a sentimentos pesarosos, como se apenas tivesse pena daquela gente muito carente e sem rumo. O mero sentimento, ainda que nobre, é sempre fugaz. Parece-se com algo que passa sem nada inspirar. Não move e nem comove. Seria uma comiseração refinada, mas sem efeitos, sem aproximação, sem solidariedade, sem vigor interpelativo. A experiência bíblica de compaixão é mais que uma elevada afeição humana. No Antigo Testamento, era uma das mais pronunciadas características de Deus. Suas compaixões desdobravam-se em respostas de aproximação reconciliadora ou libertadora. No caso de Jesus, suas atitudes compadecidas davam a conhecer as inclinações de Deus em favor daquela gente. Se as multidões eram como “ovelhas sem pastor”, a imagem está a referir indiferença e frieza ante sua situação. Os gestos do Senhor compassivo recordava-lhes que, embora em quadros difíceis, ainda assim eram preciosos ao olhos do Pai. Até vale um olhar para a origem etimológica. E aqui é muito pouco o apelo ao vocábulo latinocom/ passio (“padecer com”). É preciso um novo passo. Para “compaixão” é preciso ir até o grego antigo. Lá a compaixão está ligada às disposições maternas de conservar a vida. Naquela língua os termos “compaixão” e “útero” são equivalentes. Assim como o ventre materno acolhe a vida, envolve-a, protege-a e a faz nascer, algo semelhante fez o Senhor ao aproximarse daquelas “ovelhas sem pastor”: suscitou-lhes a esperança com expressões de amor fraterno. Foi uma aproximação generativa, isto é, gerou algo. Quem olha para as manchetes, as escolhas e comportamentos atuais talvez se deixe convencer de que a compaixão está a perder credenciais no elenco das qualidades humanas. Afinal, produtividade, eficiência, competitividade afiguram-se “pobres” de atitudes compassivas. Entretanto, tendo chegado a Curitiba há poucos meses, sem negar as durezas da grande metrópole, devo dizer, gratificado, que encontro muitos testemunhos de compaixão solidária. E percebi que a graça faz um bem imenso não apenas aos beneficiários. Parece que faz um bem maior aos compassivos.

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X CONAMI to agem em harmonia, de acordo com o Hino do Sínodo da Arquidiocese de Curitiba: “É tempo de ser Igreja, Caminhar juntos e Participar”. Sendo o Movimento paroquial, depende do pároco instalá-lo ou, quando existe, terminá-lo.

O que é o Movimento de Irmãos? É o Movimento fundado em Curitiba, em junho de 1970, pelo Monsenhor Bernardo José Krasinski, pároco de Nossa Senhora de Guadalupe. Monsenhor Bernardo José, depois de inaugurar a ampla e artística igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, depois de 14 anos de um trabalho incansável e de ver pronta a casa de Nossa Senhora do Mossunguê, após sete anos de construção também por ele, pôs-se em oração fervorosa ao Espírito Santo e Nossa Senhora de Guadalupe para saber como usar essas duas obras para a evangelização. Teve uma inspiração divina: a fundação do Movimento de Irmãos. Ao fundá-lo, disse ele: “Gostaria de ver uma comunidade simples, igual, sem títulos, que vivesse o primeiro mandamento: amar a Deus de todo o coração e próximo como a si mesmo, como a comunidade de Jerusalém, para que todos que os vissem pudessem dizer: vede, como eles se amam. Gostaria que todos imitassem as virtudes de Maria”. O Movimento de Irmãos logo se expandiu na Arquidiocese de Curitiba, graças ao carisma de seu Fundador, vendo-o instalado em 63 paróquias, ainda vivo, morto a 6 de março de 1975. Hoje, no Paraná, está em São José dos Pinhais e Paranaguá. Em Santa Catarina, expandiu-se pelo Pe. Zezinho (Pe. José Cipriano), que veio participar de um encontro. Trouxe depois casais. Atualmente, encontra-se muito forte em Florianópolis, Tubarão, Criciúma, Blumenau e Rio do Sul. Foi fundado para a maior comunhão do casal, o fortalecimento da família em nível paroquial, em sintonia com a pastoral da Diocese e da Igreja, despertando nos casais a retribuição devida a Deus por todos os dons recebidos, por meio da convivência familiar no lar e na paróquia. Os encontros em âmbito diocesano com sua dinâmica própria nas paroquiais visam à evangelização para transformar os casais em verdadeiros líderes na evangelização familiar e paroquial. Sem a realização de encontros frequentes de casais, o MI perde força e seus propósitos. O Movimento Familiar tem sua essência na paróquia. O Movimento de Irmãos é um instrumento válido de evangelização nas paróquias, onde o pároco e os membros do Movimen-

O CONAMI O Congresso Nacional do Movimento de Irmãos realiza-se a cada três anos com a participação de todas as representações das Dioceses do Paraná e Santa Catarina. Este é o primeiro CONAMI a ter a participação de todos os membros das 170 paróquias das oito dioceses. O Tema é “Comunidade Viva” com a conferência de Dom Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma, e o lema é “Um só é vosso mestre, todos vós sois irmãos” (Mt. 23, 8-10), com a conferência de Dom Rafael Biernaski, Bispo Auxiliar de Curitiba, no dia 22 de agosto. Todos os membros foram informados em suas paróquias e convidados a estudar o Carisma do Movimento para que o Congresso defina diretrizes para os três anos até 2018, quando será realizado o XI CONAMI. Para facilitar o estudo do Carisma, foi aprovado o Estatuto Nacional. As diretrizes serão para todos os membros, evidentemente respeitado o plano diocesano de pastoral, que atinge as paróquias. O importante nesse Congresso é a participação proporcional, de acordo com o número das paróquias de cada Diocese. Inscreveram-se de todas as dioceses 2000 membros, maior número até hoje. Estou muito confiante neste X CONAMI. Foram elevadas preces ao Espírito Santo, pelo êxito para maior evangelização dos casais em suas famílias e paróquias. A direção do Movimento é a seguinte: Coordenador Nacional José Luiz e Maria da Graça Gusso da Costa. Dirigente Espiritual Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba. Coordenador Arquidiocesano de Curitiba João Francisco Milan e Eliani Marcia Hintemann. Coordenador Geral do X CONAMI Celso e Tereza Almeida. Coordenador Executivo Geral do X CONAMI Carlos Montovani Witkowski e Cleonice Terezinha Witkoswski. S H A L O M!

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Arcebispo Emérito de Curitiba

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO

Palavra de Dom Pedro

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O que é o CONAMI? É o décimo Congresso Nacional do Movimento de Irmãos, em Curitiba, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC – PR), de 21 a 23 de agosto próximo.


Educação

RITA KLEINKE

Servimos para servir? Uma Educação engajada ao apelo do Serviço “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45) nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo servindo. (Papa Francisco) Nos dias atuais, proliferam-se palavras e atitudes vazias e mesquinhas. Termos como AMAR, EDUCAR e SERVIR certamente já não nos tocam na sua profundidade e essência. No entanto, tempos desafiadores devem sempre nos inspirar à transformação. O verbo (amar / educar / servir) é ação, é dinamismo. Permanece o questionamento apresentado “Servimos para servir?”. E ainda outros mais: será que temos a habilidade de servir?; será que sabemos e entendemos o que é colocar-se a serviço de algo ou alguém?; por que servir? Todos podemos ser bons servidores! Aprender a servir é resultado de exercícios diários e de pequenas atitudes. O único requisito é que sempre deverá ser motivado por uma atitude desinteressada e sem o intuito de obter nenhuma vantagem ou retorno pessoal. Servir é essencialmente doar-se numa atitude de despojamento de si mesmo, é esvaziar-se, para plenificar e satisfazer a necessidade de um próximo, de uma causa ou em prol de um bem maior e comum. Para ser servo, é preciso estar muito bem resolvido consigo mesmo. O servidor não pode estar à espera do notório reconhecimento, do brilho dos holofotes e dos sons de efusivos aplausos pelo seu gesto. Servir é atitude de doação. Servir é realizar o simples, é gesto singelo, é silencioso, é o não visto. É acima de tudo contato pessoal: afeto, aperto de mão, abraço, lágrima e sorriso. Servir é dispor-se a compartilhar integralmente da realidade e da vida do outro. Quando nos colocamos na posição de servo, potencializamos nossa dimensão humana de “ser solidário”. “Um ser solidário”. Assim também poderá ser definido o ser humano. A solidariedade é um componente existencial intrínseco à nossa espécie e, quando ignorada, nos desumanizamos, nos tornamos menos pessoa. É em relações solidárias que o ser humano se reconhece como tal, se humaniza e se

plenifica. É preciso sair de si, dar-se ao outro, abrir-se ao semelhante para, a partir daí, conhecer um pouco mais quem somos e qual é o sentido da nossa vida no mundo. (FUNDAMENTOS PARA UMA PASTORAL DA EDUCAÇÃO. Moacir José Vitti; Mario Antonio Betiato. Revista Pistis Prax., Teol. Pastor., Curitiba, v. 1, n. 1, jan./jun. 2009, p. 17). Este ano, inspirados no Evangelho que diz “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil propõe como tema de sua habitual Campanha da Fraternidade “Igreja e Sociedade”. Certamente é uma convocação e apelo assumido por toda a Igreja e que ainda irá nos provocar com persistência. Não com pouca frequência nos deparamos com a inabilidade que temos de nos colocar a serviço, de ver o outro em sua necessidade e, sobretudo, de lidar com nossa tendência de julgar nossas necessidades superiores às de tantos outros. Quem sabe tenhamos chegado a essa prática por um vício de querer estar nos melhores lugares, buscar as melhores sensações e desfrutar o prazer de ser servido. Porém, a proposta cristã de serviço foge totalmente dessa realidade. Para os cristãos, servir é sinal de amor, de obediência a uma proposta que nos antecede e que marca a possibilidade de continuidade de uma comunidade, onde é necessário conviver solidariamente para prosperar. O serviço aqui é uma dádiva; é requisito básico para a prática do Evangelho.

Mas em que escola se aprende a servir? Alguns indicativos da Pastoral da Educação nos auxiliam na descoberta dos melhores caminhos para a construção de seres humanos plenos. Vamos entendendo que “educação” extrapola os muros da escola, que não podemos nos limitar ao ensino das diversas ciências, mas que temos de educar para a vida. Educar deve ser busca contínua de “construir um ser humano fraterno, livre, justo, consciente, comprometido e ético” (CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Pastoral da educação: identidade e diretrizes. Curitiba: Conselho Episcopal do Regional Sul II, 2007. p. 17). Os processos e experiências educativas têm de levar-nos a todos, educandos e educadores, ao aprimoramento e harmonização das potencialidades humanas. Seres humanos integrados, plenos e comprometidos com a vida. Uma Educação sensível ao outro, pronta e disponível à missão, nada mais é do que a tarefa diária de fazer do mundo um lugar de iguais oportunidades, uma casa habitável e feliz para TODOS.

PASTORAL DA EDUCAÇÃO: Coordenador: Marilena Arns de Oliveira./ email: marilenaaoliveira@gmail.com Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Animação Bíblico-Catequética

PE. LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Pastoral Catequética

A iniciação à vida cristã e o Espírito Missionário O estado permanente de missão no ministério de catequista “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me conferiu a unção: a anunciar a Boa Nova aos pobres me enviou” (Lc 4,18). Essas palavras do profeta Isaías são aplicadas ao ministério de Jesus de Nazaré. Jesus é origem e razão da ação evangelizadora da Igreja. “O próprio Jesus, Evangelho de Deus, foi o primeiro e o maior evangelizador” (EM 7). Da ação evangelizadora de Jesus brota a ação de saída dos doze e da Igreja. “É a Igreja toda que recebe a missão de evangelizar” (EM 15). Sendo assim, a evangelização é tarefa irrenunciável da Igreja. Da ação inspiradora de Jesus nasce nosso compromisso missionário. Nossa vocação batismal é assumir o mandato missionário do Senhor: “ide e fazei discípulos” (Mt 28,19). Ele nos “envia a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé n’Ele se estenda a todos os cantos da terra” (EG 19). De fato, o catequista é um vocacionado de Jesus Cristo em nome da Igreja, e é chamado a viver a sua vocação missionária; a significar, cultivar e alimentar a Boa Nova em sua vida. O catequista sem vida espiritual é propagandista de conteúdos e missionário vazio. O catequista missionário transmite a alegria do Evangelho, celebra as maravilhas de Deus e propaga a unidade de vida comunitária. O catequista missionário não é um executador de tarefas catequéticas, mas um mistagogo dos olhares ternos de Deus sobre a humanidade. O ministério de catequista é tão importante que implica uma proposta de esvaziamento de si, de saída e de desprendimento. A catequese será mais missionária, quanto mais missionário o catequista exercer seu ministério.

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Destacamos algumas atitudes missionárias que o catequista pode exercer:

mílias, da catequese em torno da Palavra de Deus, de celebrar temas específicos do temário catequético, de festejar as entregas de símbolos Aprofundar a vida espiritual ao redor da Palavra; missionários, de cuidar da prepaCultivar o ministério catequético com o esturação próxima com sabor espirido, a oração, a reflexão e a criatividade pastual, de adesão à vida comunitátoral; ria e da presença e envolvimenCuidar, conhecer, animar, acolher, de modo to dos pais ou responsáveis com personalizado, os catequizandos; a catequese das crianças e adoVisitar e conhecer as famílias dos catequizandos; lescentes. Aproximar-se e cuidar, de modo diferenciado, Não deixemos passar desperde catequizandos que ainda não têm fé sólicebidos os elementos querigmáda e não cultivaram encontro com o Cristo; ticos e centrais da iniciação à vida cristã. Em unidade, avanceConvidar e acompanhar os pais ou responsáveis na catequese familiar; mos de uma catequese centrada no conteúdo e no sacramento Envolver os pais ou responsáveis nas celebrapara um estado querigmático, ceções catequéticas e demais atividades; lebrativo, orante e missionário de Ser sinal de unidade e comunhão no grupo Igreja e de iniciação à vida crisde catequistas em sua comunidade e em sua tã. Uma atitude missionária nos arquidiocese. pede mudança de paradigmas... Que o Espírito Santo, que é o Na arquidiocese, ressaltamos a misalento do Pai e do Filho, que é sopro sionariedade catecumenal da iniciação de vida, sopro criador, sopro santificaà vida cristã. Cada elemento do itinedor, que renova todas as coisas, conrário catequético é perpassado pelo esduza-nos a um estado permanente de pírito missionário: no desejo de acolhimissão em todas as comunidades de da, diálogo, de ir ao encontro das fanossa Igreja Particular. CA TEQUIST AS: CONSTRUTORES DE UM MUNDO DE P AZ CATEQUIST TEQUISTAS: PAZ AZ,, TERNID ADE TERNO! FRATERNID TERNIDADE ADE,, RESPEITO AO OUTRO E AMOR FRA FRATERNO! FRA Querido(a) Catequista, Você revela, carinhosamente, o brilho dos olhos de Deus em nossa Arquidiocese. Por usas mãos muitos encontram afago e ternura; por sua voz, ressoa-se o Evangelho de Deus, pelos seus passos caminha-se pela estrada da fé e do amor e seu testemunho desperta o encantamento pela alegria da missão e o seguimento a Jesus Cristo. Linda é sua missão. Misericordiosa é sua ação. Verdadeiro é seu coração. Unidade é sua motivação. Empenhe-se em lutar, não desista de amar. Você é o mensageiro da paz que conduz crianças, jovens, adultos e famílias ao colo e à vida com Deus. Nossa Igreja Particular agradece, celebra, louva e reza por todos os catequistas de todas as nossas comunidades. Feliz és tu catequista porque encontraste, diante de Deus, graça e paz. Uma bênção especial e renovadora para cada catequista!


Encontro com Catequistas por Região Episcopal Uma excelente experiência de unidade eclesial! Na primeira reunião com as coordenações setoriais de catequese, a Coordenação Arquidiocesana, no início deste ano, lançou um desafio: que os setores pastorais pudessem se organizar por região episcopal, a fim de promover um Encontro com Catequistas

de crianças/adolescentes, com o objetivo de fortalecer os setores, criar unidade, promover partilhas, rezar, cantar, refletir e formar-se. O que vimos e ouvimos acontecer nas três regiões episcopais, com certeza, alegrou o coração de todos!

REGIÃO EPISCOP AL CENTRO OESTE EPISCOPAL (Setores Campo Largo, Centro, Mercês, Orleans e Santa Felicidade) Aproximadamente 600 catequistas!

REGIÃO EPISCOP AL NORTE EPISCOPAL (Setores Almirante Tamandaré, Cabral, Cajuru, Colombo e Pinhais) Aproximadamente 1300 catequistas!

REGIÃO EPISCOP AL SUL EPISCOPAL (Setores Boqueirão, Capão Raso, Pinheirinho, Portão e Rebouças) Aproximadamente 1200 catequistas!

COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: Coordenador: Pe. Luciano Tokarski./ E-mail: catequese@arquidiocesecwb.org.br/ Fone: (41) 2105-6318/ Assessoria: Regina Fátima Menon. Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Especial

“O Pálio simboliza o Bom P astor Pastor que leva a ovelha nos ombros.” (Papa Francisco)

No último dia 29 de junho, nosso arcebispo metropolitano Dom José Antônio Peruzzo, juntamente com outros 46 arcebispos, nomeados desde a celebração do ano anterior, receberam das mãos do Papa Francisco o pálio. Mas que simbolismo carrega essa insígnia? E o que significa essa entrega?

Foto: Pe. Fabiano Dias Pinto

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PE. MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS *

Significado da entrega e uso do Pálio O pálio é uma faixa de lã branca, de aproximadamente 5 cm de largura, com seis cruzes pretas de seda, uma em cada extremidade e quatro na curvatura, e é decorado na frente e atrás com três pinos feitos de ouro e joias. É imposto sobre a casula, nos ombros, deixando duas faixas pendentes, uma sobre o peito e a outra sobre as costas, de forma que, visto de frente ou de trás, o paramento lembra a letra “Y”. É utilizado pelos arcebispos, nas celebrações mais solenes, dentro dos limites da sua província eclesiástica. Originalmente, era usado exclusivamente pelo Papa, mas depois estendeuse também aos arcebispos, que assumem uma arquidiocese, significando o pastoreio dentro da sua província eclesiástica e comunhão pastoral tanto com os bispos da Província quanto com o Papa. No caso da Arquidiocese de Curitiba, a província eclesiástica compreende as seguintes dioceses: Ponta Grossa, Guarapuava, Paranaguá, União da Vitória e São José dos Pinhais. O pálio é confeccionado por monjas

beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma, com lã de dois carneiros que são abençoados pelo Papa no dia 21 de janeiro, memória de Santa Inês. Essa lã de carneiros representa a ovelha perdida, ou a ovelha doente, que o pastor põe nos ombros e conduz para um redil fecundo. Todos os pálios novos são abençoados pelo Papa e guardados numa arca de prata, junto ao túmulo de São Pedro até a sua entrega aos arcebispos na Solenidade de São Pedro e São Paulo. O Papa Francisco retomou neste ano o sentido ritual e pastoral da entrega do pálio, entregando-os aos arcebispos e delegando os Núncios apostólicos (representantes do Papa) dos respectivos países onde foram nomeados os arcebispos, para que façam a imposição do pálio. Assim, em nossa Arquidiocese de Curitiba, teremos a presença do Núncio Apostólico Dom Giovanni d’Aniello, no dia 07 de agosto, às 19 horas, na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz

dos Pinhais, que colocará nos ombros do nosso arcebispo o pálio, dizendo as seguintes palavras: “Para a glória do Deus todo-poderoso e o louvor da bem aventurada sempre Virgem Maria e dos santos apóstolos Pedro e Paulo, em nome do Romano Pontífice, o Papa Francisco e da Santa Igreja Romana, nós te entregamos o pálio, que esteve guardado junto ao túmulo de São Pedro. Ele te é entregue para ornamento da Sé episcopal de Curitiba a ti confiada, em sinal do poder de metropolita, para que o uses nos limites da tua província eclesiástica. Que este pálio sirva para ti como símbolo de unidade e convite à fortaleza, para que, no dia da vinda e da revelação do grande Deus e príncipe dos pastores, Jesus Cristo, possas receber, com as ovelhas a ti confiadas, a estola da imortalidade e da glória eterna. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”. Estejamos unidos ao nosso arcebispo, com preces e orações nesta importante missão que lhe foi confiada pela Igreja.

* Reitor do Seminário Propedêutico São João Maria Vianney, Coordenador da Comissão de Liturgia e Colaborador na Paróquia São Francisco de Assis

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Mensagem

Nossa gratidão a

Dom Rafael

Durante os cinco anos que esteve como bispo auxiliar e administrador de nossa Arquidiocese, Deus preparou o seu coração para que realizasse com dedicação, responsabilidade e empenho o seu serviço. Sempre acolhedor em todos os momentos das suas atividades pastorais. Como pastor, sempre zeloso em poder responder os desafios de uma metrópole. Atencioso para com a unidade do Clero, trazendo toda sua experiência do sacerdócio ao episcopado. Dom Rafael, continue sempre com este coração de portas abertas ao revelar a misericórdia infinita de um Deus que é Pai. Em todos os momentos em nossos trabalhos, sentimos esse coração grande. Que possa, em sua nova missão, levar e transmitir com serenidade de um homem de Deus a Alegria do Evangelho. Somos sempre gratos pelo seu pastoreio em nossa Arquidiocese. A Diocese de Blumenau recebe um grande presente!

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Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015


JOÃO GUILHERME DE MELLO SIMÃO Secretário do Setor Juventude - Arquidiocese de Curitiba

Juventude

SEMANA DO ESTUDANTE 2015 Você conhece a semana do estudante? A semana do estudante é um projeto que foi iniciado pelas Pastorais da Juventude do Brasil, e que hoje também faz parte dos eventos anuais do setor juventude. A Pastoral Juvenil no Brasil traz todos os anos a reflexão sobre a educação, o agente e ação transformadora que a educação pode trazer. É um momento de refletir e sobretudo AGIR para criarmos uma cultura de educação transformadora. Este ano a Semana do Estudante traz a reflexão “Juventude, escola e sociedade: uma ciranda de vida” e o lema “Democratização da informação em defesa da cultura de paz”. A atividade ocorre entre 9 e 15 de agosto. Iluminada pela passagem de Gênesis 4, 9: “Onde está o teu irmão?”, a Semana se propõe a debater, nos grupos de base das escolas e paróquias do país, a cultura de morte que é promovida por uma mídia imparcial, que criminaliza e marginaliza a juventude, tanto na sociedade em geral como dentro das escolas. Formada por uma pauta com vários assuntos polêmicos sobre a vida da juventude, e ainda mais do jovem estudante no Brasil, a Semana do Estudante vem falar sobre a necessidade de democratizar os espaços de decisão e as esferas para que cada vez mais a participação popular aconteça. Hoje em dia, justamente pela falta de espaço para a população nas decisões importantes de sua vida, essas mesmas decisões acontecem longe da realidade e da vida da sociedade. O sistema vigente apenas serve a um esquema político já montado e a um sistema econômico que já tem seus objetivos, e estes não contemplam a vida e a justiça. Além disso, a participação popular se reduz apenas ao voto, à democracia representativa. Isso, além de pouco, no atual cenário político do Brasil, se torna perigoso. Além de tudo, a semana vem discutir a democratização da INFORMAÇÃO. Hoje, por falta de conhecimento e com outros objetivos, a mídia trata por crucificar e criminalizar o jovem. Não há espaço para expressão e não há inte-

resse em informar a vida e um projeto de melhor sociedade. Toda informação é sensacionalista e já visa a um interesse. Diante disso, qual o nosso papel? O Deus da vida vem nos perguntar: “Onde está o teu irmão?” Ge 4,9. Qual nossa

responsabilidade sobre a vida de nossos irmãos que morrem sem espaço para atuar e decidir? E morrem mais ainda sem espaço para se expressar e reverter a imagem que se lhes impõe? A última bala é a da mídia.

SETOR JUVENTUDE: juventude@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6364 / 21056368 / Assessor Eclesiástico: Pe. Waldir Zanon Junior.

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ANTONIO KAYSER Coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Curitiba

Pascom

Inscrições abertas para as atividades formativas da P ascom para agosto e outubro Pascom Com o objetivo de qualificar os agentes da Pastoral da Comunicação que atuam nas comunidades, nas pastorais e nos meios de comunicação, a PASCOM da Arquidiocese de Curitiba, em parceria com a FAE Centro Universitário e o apoio da Paulinas, nos seus 100 anos de fundação, organizou atividades formativas. Nessa programação, você terá a oportunidade de conhecer e participar de cursos teórico-práticos. Todos esses eventos visam favorecer uma maior capacitação de cada agente, além de proporcionar maior integração da PASCOM com as demais pastorais, em vista do anúncio do Evangelho na cultura da comunicação hoje.

Painel Tema: Em diálogo com as famílias no contexto do Sínodo e a família como ambiente do encontro Assessoria: Pe. Gilberto Bordini, doutor em teologia moral pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz de Roma, atualmente é professor no Studium Teologicum de Curitiba Afonso Carlos Schiontek e Janete Maria Miotto Schiontek, casal referencial da Família da Arquidiocese de Curitiba. Data: 08 de agosto (sábado) Horário: das 9h às 12h Local: Auditório Paulinas Livraria Gratuito Outubro

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DOS PRÓXIMOS CURSOS

1º Mutirão Regional de Comunicação Data: 23 a 25 Local: Guarapuava/PR

Agosto Oficina Tema: Produção e Edição de vídeos Assessoria: Glauber Gorski, publicitário, cineasta. Supervisor da Talento FAE Produtora Audiovisual. Objetivo: O curso visa capacitar os participantes a entender e planejar a produção de vídeos e edição de peças audiovisuais para a comunicação das atividades paroquiais e de movimentos cristãos. Serão abordados formatos de roteiros, gêneros, técnicas de gravação e princípios de montagem e edição. Datas: 01/08 (parte teórica) 15/08 (parte prática) Horário: 8h às 12h Local: FAE – Centro Universitário - Rua 24 de maio, 135 - Centro (Laboratórios 03 e 05 – 7º Andar) Taxa: R$ 20,00 (e levar lanche para partilhar)

Oficina Tema: Gestão e Organização de Eventos Assessoria: Fabiana Kadota Pereira - Graduada em Educação Física, especialista em recreação e lazer e Ecoturismo. Atualmente, é docente dos cursos de pedagogia e publicidade e propaganda da FAE, nas disciplinas de Gestão de Eventos e Empreendedorismo. Objetivo: Apresentar a importância na organização de eventos e capacitar, preparar o agente de comunicação para planejar, desenvolver, executar e controlar a realização de eventos e seu impacto no meio católico. Data: 17/10 (sábado) Horário: 8h30 às 17h Local: FAE – Centro Universitário - Rua 24 de maio, 135 - Centro (sala a definir) Taxa: R$ 20,00 (levar lanche para partilhar)

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO: Coordenador: Antonio Kayser/ E-mail: pascom@arquidiocesecwb.org.br/ (41) 9999-0121

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SAV

PE. REGIS SOCZEK BANDIL

Agosto, mês das A Igreja do Brasil estabelece o mês de agosto como um mês de especial reflexão sobre a necessidade de rezarmos e trabalharmos pelas vocações, por isso, em cada um dos domingos, uma vocação recebe destaque nas Celebrações Eucarísticas, de nossas comunidades: - Primeiro domingo: Vocação Sacerdotal, Dia do Padre; - Segundo domingo: Vocação Familiar, Dia dos Pais; - Terceiro domingo: Vocação à Vida Consagrada, Dia do (a) Religioso (a); - Quarto domingo: Vocação Laical, Dia do Leigo; - Quinto domingo: Dia do Catequista. No entanto, trabalhar pelas vocações apenas em agosto e acreditar que tudo está bem nesse sentido empobrecem a caminhada da Igreja, que busca seguir a orientação do Mestre: “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). Todas as comunidades precisam sentir-se responsáveis e ser presença ativa, no despertar, acompanhar, discernir e cultivar as vocações, sobretudo, na vida das crianças, adolescentes e jovens. Isso se concretiza por meio de uma cultura vocacional que valorize os diferentes ministérios e carismas de nossa Igreja e ajude as pessoas a encontrarem um caminho vocacional que as faça feliz e as ajude a consolidar o anúncio do Reino de Deus. Animar as vocações deve ser um trabalho contínuo e per-

vocações

severante. Usemos a criatividade e a alegria para demonstrar a beleza dos diversos caminhos vocacionais aos que fazem parte de nossa vida e missão. Nesse contexto vocacional, é importante lembrar duas expressões que o Papa Francisco nos convida vivenciar: a missionariedade e a misericórdia. A vocação e a missão caminham juntas. Jesus chamava os apóstolos pelo nome, depois constituía comunidade com eles e os enviava em missão, dois a dois. Com isso, a semente do Reino de Deus ganhava novos protagonistas e seguidores. A missão exige compromisso, disponibilidade e confiança naquele que nos chamou, o próprio Cristo. Não somos apenas um grupo de amigos ou conhecidos, mas discípulos missionários que anunciam o Dom do Pai, revelado no Filho a todos, a partir do nosso testemunho. Precisamos ser uma Igreja com identidade missionária, longe de ser uma Igreja acomodada e fechada em seus medos e pequenez. “Com efeito, se a Igreja é, por sua natureza, missionária (Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo, Bom Pastor, deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida; significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa, de oferecer a

nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.” (Papa Francisco por ocasião da Mensagem do 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Abril de 2015) A vocação é o caminho para a expansão do mistério da misericórdia. Diante de um contexto mundial, distante de Deus e que sofre com a falta de ternura e esperança, o ser humano que se encontrou com Deus e responde a uma vocação de maneira profunda torna a sua vida um espelho de bondade, de amor e de serenidade. Com isso, o mistério da misericórdia supera o pecado e confirma um Deus que não impõe limites ao amor e ao perdão. “Confiaremos a vida da Igreja, a humanidade inteira e o universo imenso à Realeza de Cristo, para que derrame a sua misericórdia, como o orvalho da manhã, para a construção duma história fecunda, com o compromisso de todos, no futuro próximo. Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas, levando-lhes a bondade e a ternura de Deus! A todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós.” (Papa Francisco, Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Abril de 2015) Enfim, que o mês de agosto anime nossa Arquidiocese a ser missionária, vocacional e servidora. Cristo conta com o meu e com o seu SIM! “Segue-me”! (Mt 9,9)

SERVIÇO DO SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL, MINISTÉRIOS E VIDA CONSAGRADA: Coordenador: Pe. Regis Soczek Bandil. / E-mail: sav_curitiba@yahoo.com.br / (41) 3373-8927 Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Dimensão Missionária

TIAGO FELIPE POLONHA

Vocação

Missionária

“O importante é fazer a vontade de Deus: talvez eu tivesse outros planos para mim. Mas foi Deus quem pensou nisso. Eu sinto que Deus me pede algo mais, algo maior. Eu não sei. Estou interessada só em fazer a vontade de Deus, a fazê-la bem, no momento presente, a fazê-la como Ele quer” (Beata Chiara Luce Badano). Acredito que essa frase é um grande resumo do meu chamado missionário. Quando entrei no seminário em 2007, não tinha certeza do que queria e do que estava fazendo. De repente, certo dia, em 2006, falei para meu pároco, Pe. Lineu Prado, que gostaria de conhecer o seminário. Talvez esse era um projeto de um jovem que estava terminando o ensino médio e queria decidir o que fazer da vida e arriscou a vida no seminário. O meu primeiro contato com a missão foi em 2010, quando estava terminando a faculdade de Filosofia. Surgiu, naquela época, a oportunidade de participar do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas em Brasília. Eu fui, não com o objetivo de estudar a missão, mas como uma oportunidade de passeio. Só que lá, Deus me tocou de tal maneira que nunca mais minha vida foi a mesma. Lá encontrei o objetivo de estar no seminário e o objetivo de ser um cristão verdadeiro. No ano de 2014, estando no meu último ano de seminário, disse a D. Moacyr Vitti que gostaria, antes de assumir o sacerdócio, de fazer uma experiência de ao menos um ano na nossa igreja-irmã, a Prelazia de São Félix do Araguaia, MT. Fiquei muito feliz quando D. Moacyr aceitou de bom grado esse meu pedido. Infelizmente, dois dias depois, ele nos deixou, partindo para a eternidade. Como diz a Beata Chiara Luce, “mas foi Deus quem pensou em tudo”, e D. Rafael Biernaski, administrador diocesano, deu continuidade ao projeto que iniciamos com D. Moacyr. Assim, no dia 3 de março de 2015, parti de nossa arquidiocese rumo à Prelazia, sem saber

o que aqui me aguardava. Foi um salto no escuro, confiando na providência de Deus. Cheguei à Prelazia no dia 4 de madrugada, na cidade de Ribeirão Cascalheira, e, à tarde, fui conduzido para a minha paróquia, no município de Querência. Quando cheguei aqui, a única coisa que sabia era o nome dos freis franciscanos com os quais moraria. Mas vim com o coração aberto para todas as experiências que Deus me proporcionaria. As primeiras semanas foram difíceis. Estar num lugar totalmente diferente, sem a segurança dos familiares e amigos conhecidos. Mas foi um tempo gostoso, quando conheci a cidade, as comunidades, as pastorais e as aldeias. Ao todo, o regional de Querência possui quatro comunidades na cidade, quatro nos assentamentos, três em fazendas, além do atendimento da Pastoral da Criança em duas tribos indígenas. É uma realidade diferente e desafiadora. A comunidade mais distante da matriz fica a mais de 110 km, em estrada de chão. É uma realidade difícil até de imaginar. Mas tudo é muito recompensador. Temos desafios grandes aqui, como o que enfrentei na Semana Santa. Pela primeira vez, celebrei um Tríduo Pascal, acompanhado de uma irmã, nos assentamentos. Passamos a semana inteira lá fazendo visitas e organizando a liturgia. Estávamos na casa sem

telefone, internet ou televisão. Mesmo assim, foi uma semana maravilhosa, em que a gente pôde conviver com pessoas sedentas por uma palavra e pela presença da Igreja. Lá tive a graça de descobrir famílias maravilhosas e acolhedoras. Daí surge a pergunta: e a saudade? Tenho muita saudade de casa, da minha família, dos amigos e da Arquidiocese em geral. Mas amo muito meu trabalho aqui e amo as pessoas que conheci e que Deus me confiou. Li em um artigo uns dias atrás que às vezes é preciso deixar mil pedras preciosas para receber mil tesouros. É assim que me sinto. Não deixo de amar e estar em comunhão com minha igreja de Curitiba, mas foi para cá que Deus me chamou. Não sei até quando Deus vai me querer aqui. Espero em breve poder visitar minha terra. Enquanto isso, continuo aqui lutando com meu povo, fazendo a vontade de Deus, enfrentando os desafios que a vida nos impõe e, acima de tudo, sendo feliz seguindo essa vocação missionária. Não me arrependo de estar aqui e convido a todos que sentem no coração essa vontade de ser missionário a não perder a oportunidade. Com toda a certeza, vale muito a pena se lançar nas mãos de Deus. A todos, peço suas orações par que eu possa continuar sendo fiel a esse chamado e deixo o meu abraço fraterno.

Com Frei Arcides (pároco), na aldeia

Trabalho da Pastoral da Criança na aldeia

O primeiro batizado

Com D. Adriano Ciocca Vasino, bispo da Prelazia e D. Pedro Casaldáliga, bispo emérito. Meus exemplos de santidade.

Na Aldeia indígena

Paróquia São João Batista, em Ribeirão Cascalheira

COMISSÃO DIMENSÃO MISSIONÁRIA: comidi@arquidiocesecwb.org.br / (41) 2105-6375 Ir. Patrícia / (41) 2105-6376 - Jeferson

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Arquidiocese em Missão

Marina e Hiago e a

JOÃO GUILHERME DE MELLO SIMÃO Secretário do Setor Juventude - Arquidiocese de Curitiba

coragem da missão

Marina Aparecido (16 anos) e Hiago Cavalli (14 anos) são provas de que não se precisa muito para fazer missão e ao mesmo tempo, se precisa. Menina de cabelos curtos, Marina nos contou o que eles desejavam. Os dois jovens não pensaram duas vezes no convite do Ide e lançaram-se além de seus grupos de oração jovem para uma experiência missionária. Num destes dias, os dois jovens chegaram na Cúria, em nossa Diocese, dizendo que queriam sair em missão pelo centro da cidade, e o que nos chegou ao coração e nos emocionou, foram as palavras de Marina: “Nós não sabemos fazer missão, mas nós queremos e viemos aqui. Alguém pode nos acompanhar?”. Quando chegaram ti- “Nós não nham um carrinho, des- sabemos tes de ir à feira, repleto de alimentos prepara- fazer missão, dos com carinho e a bí- mas nós blia na mão. O detalhe queremos e ao dizer que Marina é uma menina de cabelos viemos aqui. curtos é que, não tendo Alguém pode recursos para comprar os alimentos, e sem re- nos correr a ninguém, Mariacompanhar?”. na decidiu cortar os cabelos longos que tinha, vendê-los e dali tirar o dinheiro para desenvolver a ação com seu primo Hiago. Hiago, um garoto simples, mas muito piedoso, nos contou que a ideia era sair mesmo do grupo e ir ao encontro dos moradores de ruas, dar algo e falar de Deus. Mas eles não sabiam como faze-lo e na sua simplicidade ele nos disse: “Viemos falar com o bispo, como é que poderíamos fazer missão”. Os dois vieram, conversaram conosco, receberam a bênção e foram acompanhados por João Guilherme, secretário de Setor Juventude, ao centro da cidade para estar com os moradores de rua. E que experiência forte e emocionante. Deus estava ali e foi o Espírito mesmo quem conduziu. O medo? Passou! A falta de experiência? Pouco importou, pois houve o acompanhamento. Os recursos? Não foi preciso muito para acontecer o reino de Deus, mas existia amor, fé e muita vontade. Como dissemos: são provas de que não se precisa muito para fazer missão e ao mesmo tempo se precisa bastante. Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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O assunto é...

Igreja em Renovação: Novos de Jesus, a Igreja sabe que precisa também mudar todo dia para continuar a mesma, como dizia o profeta cearense Dom Hélder Câmara. A Igreja é seguidora de um Deus-Homem andarilho, “Ele não se cansa nem se afadiga, e sua inteligência é insondável3”. A Igreja em renovação, impulsionada pela força do Evangelho, sai para anunciar, para testemunhar, para dialogar e para servir. Para isso, sabe que precisará de novas linguagens, novos métodos e novas atitudes. Mas o que significa isso? Significa, antes de tudo, faz e r

uso de uma teologia libertadora e que nos faça solidários e misericordiosos com os que sofrem. É urgente a superação dessa prática que nos deixa próximos de Faraó e de Herodes, defendendo a pena de morte e a redução da maioridade penal, pois “essa perversão consiste em colocar na boca de Jesus a teologia das pessoas que condenaram e mataram Jesus4”. Assim sendo, vejamos algo sobre as três exigências que nos farão mais cristãos/ãs a serviço do reino de justiça e de liberdade: a) o mundo, as pessoas, as formas de relação e a comunicação entre elas mudaram muito, sobretudo, no último meio século. Os métodos de evan-

Foto: http://www.stockvault.net/

A grande marca do cristianismo é a capacidade de se renovar e talvez a sua maior característica seja a capacidade de resistir. Jesus mesmo carrega desde o útero de Nossa Senhora, sua mãe e nossa mãe, a resistência como forma de profecia. Aprendeu com José e com Maria a não se cansar. E isso cria a necessidade de se renovar, atualizando-se a cada momento e em cada cultura, reinventando-se todos os dias para não perder a identidade. Jesus como mestre, profeta e pedagogo, soube reinterpretar o Antigo Testamento, com novos métodos, novas linguagens e novas atitudes. “Tudo tem a sua hora, cada empreendimento tem o seu tempo debaixo do céu2”. Esse tempo é um tempo de renovação para toda a Igreja. Como seguidora

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JOÃO SANTIAGO. TEÓLOGO, POETA E MILITANTE Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Curitiba

Métodos, Novas Linguagens e Novas Atitudes1 gelizar precisam acompanhar essas mudanças para que a evangelização não se limite à reprodução e à repetição de ideias caducas, moralistas e preconceituosas. Esses métodos devem partir mais da escuta e da pergunta do que dos sermões clericalizados e das respostas prontas muitas vezes dadas às perguntas que não nos foram feitas. Para tanto, é urgente o estudo sistemático e disciplinado da Palavra de Deus, é preciso sair da zona de conforto de uma religião intimista, alienada politicamente e fundamentalista teologicamente. Afinal, “a tarefa dos exegetas e teólogos é ajudar a amadurecer o juízo da Igreja5”. É urgente, por exemplo, assumirmos a Leitura Orante de Bíblia. b) as novas linguagens, por sua vez, nascem da consciência e da prática de novos métodos; da nossa consciência de inacabamento e da necessidade de uma comunicação que não se limite a fazer comunicados. A igreja não é e não pode ser equivalente ao reino, como frequentemente parece ser apresentada. Os sacramentos não são nem de longe o fim da evangelização, pois “a Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos6”. A catequese continua preparando mais católicos para receber os sacramentos e menos cristãos-cidadãos conscientes das exigências do batismo; c) as novas atitudes completam a trilogia profética de uma igreja que se sabe portadora de uma missão ímpar: ser “sal e luz para um mundo7” tantas vezes sem sabor e que vive nas trevas da indiferença e do consumismo. Essa igreja que é o

povo de Deus na terra, “a Família de Deus no mundo8”, é formada pela imensa maioria de leigas e leigos e não pode continuar clericalizada, às vezes seguindo mais o seu padre ou o seu movimento do que a Jesus. “A Igreja, feita na sua maioria de leigos, ainda não vive essa realidade devido ao clericalismo que persiste e também devido à falta de consciência do próprio laicato 9”. Os leigos precisam acordar para a realidade, assumir o seu espaço na igreja e na sociedade e libertar-se da cômoda situação de ajudante do padre. A leitura e o estudo, por exemplo, são novas e importantes atitudes. A igreja em transformação é condição irrenunciável para se chegar a uma igreja transformadora, que seja sinal de mudança na sociedade, que busque nas culturas e nas outras ciências as razões para essa transformação. “O que não é, porém, possível é sequer pensar em transformar o mundo sem sonho, sem utopia ou sem projeto10”. As Pastorais Sociais precisam assumir essa missão e esse lugar de educadoras-educandas na igreja, que, por sua vez, “é convocada a superar uma pastoral de mera conservação ou manutenção 11”. É exatamente essa superação que fará da igreja uma escola de profecia e, assim, capaz de encantar e reencantar, de seduzir-se e de seduzir. Uma igreja menos julgadora e mais amorosa, que busca o conhecimento, mas persegue a sabedoria: “Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio12”. A superação do clericalismo, do improviso e até de certo desleixo com a catequese, com a liturgia e com a formação de lideranças críticas e amorosas, por exemplo, nos ajudará a chegar à maturidade espiritual e política e consequentemente ao engaja-

mento na luta social com aqueles/ as crucificados/as que gritam a toda hora “Meu Deus, meus Deus, por que me abandonaste13?”. É desse grito que nascem a resistência e a renovação. BIBLIOGRAFIA CIT AD A CITAD ADA -

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BÍBLIA Sagrada, Nova Bíblia Pastoral. São Paulo: Paulus, 2013. Carta Encíclica DEUS CARITA EST – Deus é Amor. Do Sumo Pontífice Bento XVI. São Paulo: Paulus, 2006; CNBB. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade. Estudos da CNBB, Documento 107. Brasília-DF: Edições CNBB, 1ª ed, 2014; CNBB. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – Documento 102 - 2015-2019. Brasília-DF: edições CNBB, 2015. Constituição Dogmática sobre a revelação divina DEI VERBUM - DV. São Paulo: Paulus, 4ª ed. 1998; DIETRICH, Luiz José. Violências em nome de Deus – Monoteísmo, Diversidade e Direitos Humanos. São Leopoldo-RS: CEBI, 2013; Exortação Apostólica do Sumo Pontífice Francisco, EVANGELII GAUDIUM EG – A Alegria do Evangelho – sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. Rio de Janeiro-RJ: Loyola, 2ª ed. 2014; FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação – Cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 7 ª reimpressão, 2000; SAINT-EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro-RJ: AGIR, 2006;

(FOOTNOTES) 1 Textos para reflexão: Isaías 40, 12-31; Eclesiastes 3, 1-15 2 Eclesiastes 3, 1-8. 3 Isaías, 40,28 4 DIETRICH, 2013, p.29. 5 DEI VERBUM, nº 12. 6 EVANGELII GAUDIUM nª 47. 7 Mateus 5, 13-14. 8 Deus Caritas Est, nº 25. 9 CNBB, Documento 107, nº 12. 10 FREIRE, 2000, p. 53. 11 CNBB, 2015-2019, Doc. 102, nº 30 12 SAINT-EXUPÉRI, 2006, p.41. 13 Marcos 15,34; Salmo 21,2. Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Comunicação

Onde a

Mãe Aparecida

A aparição da imagem de Nossa Senhora da Conceibem essa visita à nossa família. Criávamos uma expecção Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, completativa, preparávamos a casa, cada membro da família, tará 300 anos, em 2017. Em comemoraconforme a idade, desenvolvia alguma ... onde a Mãe ção à data, o Santuário Nacional de Apaatividade. Quando, até que enfim, era Aparecida quer recida promove o “Jubileu de bênçãos”. chagado o dia, havia uma festa na acolhiaparecer? Por certo, Para preparar o tricentenário haverá in- nos templos ela já da e logo íamos mostrando a casa, as notensa programação, com peregrinações está presente, vidades, falando dos sonhos, dos trabaao Santuário de Nossa Senhora Apareci- representada com lhos, dos estudos da meninada, das aleda e visitas da imagem (Fac-símile) de suas imagens nos grias e dificuldades. Nossa Senhora às (arqui) dioceses do diversos títulos. A Mãe Aparecida, há quase 300 anos, Brasil. A Arquidiocese de Curitiba, com Olhando na história, está visitando famílias e comunidades há 300 anos, no Vale satisfação, participará desse evento, repara fortalecer os filhos e filhas na fé e do Paraíba, ela cebendo a visita da imagem Peregrina e no discipulado a Jesus. Quando preparáapareceu para os que Missionária de 07 de agosto a 22 de novamos sua visita à Arquidiocese de Curiclamavam por ajuda vembro de 2015. tiba nos perguntávamos: onde a Mãe Lembro-me do tempo de criança como era aguardaAparecida quer aparecer? Por certo, nos templos ela já da a visita da mãe (para os netos da avó). Como fazia está presente, representada com suas imagens nos di-

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DOM JOSÉ MÁRIO SCALON ANGONESE Bispo Auxiliar de Curitiba

quer aparecer? versos títulos. Olhando na história, há 300 anos, no Vale do Paraíba, ela apareceu para os que clamavam por ajuda, os últimos, os desesperançados. Nossa Senhora apareceu donde subiam aos céus gritos de socorro? Concluímos que a Mãe Aparecida quer aparecer nesses lugares. Entendemos, como Arquidiocese de Curitiba, que a Mãe Aparecida veio do céu para trazer conforto, esperança e manifestar o amor de Deus pelo povo brasileiro. Por isso, com a imagem da Mãe Maria, a Senhora Aparecida, vamos visitar escolas, fábricas, casas de recuperação de dependentes químicos, hospitais, locais empobrecidos, paradas de ônibus, instituições públicas. Iremos aonde as portas se abrirem e gritos por socorro subirem aos céus. Nós teremos satisfação em mostrar a Mãe Aparecida, todo o trabalho missionário que já está em execução em nossa Arquidiocese. Queremos lhe mostrar o quanto e como muitas pessoas, comunidades e paróquias já aderiram ao projeto das Missões Populares e Permanentes. Queremos lhe falar das paróquias, do projeto “Comunidade de Comunidades, a nova Paróquia”. Falar da catequese, das famílias, das vocações, das pastorais e dos movimentos. Vamos, carinhosamente, lhe recomendar os novos missionários, os que estão se esforçando por serem “Igreja em saída”. E, com muita alegria, falar dos que já são missionários e que vivem em atitude missionária seu dia a dia na família, no trabalho, nas comunidades. Por esses e por todos, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que nos vem visitar, vamos pedir a sua ajuda e sua intercessão. Nossa Senhora da Conceição Aparecida! Visitainos e rogai por nós. Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Reflexão

*PADRE REGINALDO MANZOTTI

Família, lugar da presença de Deus Anualmente, no mês de agosto, mês vocacional, a igreja propõe a Semana Nacional de Oração pela Família, cujo tema neste ano é “O amor é nossa missão: a família plenamente viva”. Essa semana de oração traz um grande apelo para que a família se volte ao essencial. São João Paulo II expressou isso muito bem com a frase “Família, volta a ser o que tu és.” Mas o que é a família? É lugar de amor, é cheiro de saudade, é cheiro de comida caseira. Eu acredito que um pai e uma mãe que conseguirem marcar um filho, a casa com boas lembranças, já marcaram positivamente. Família, volta ser o que tu és, um lugar da presença de Deus. E aqui eu chamo a atenção sobre a forma que queremos que Deus se mostre como Deus. Na Bíblia, encontramos a forma que Deus se mostrou a São José por meio do Anjo enquanto estava dormindo, porque ele estava em profunda sintonia com Deus (cf. Mt 1,20s; 2,13.20). O que nos falta é procurar Deus onde Ele está. O profeta Elias nos mostra que Deus não está no trovão, no muito barulho. Não está no fogo com muita ardência. Deus não está no tumulto, Deus está na brisa suave (cf. IRs 19,11-12). Deus está, muitas vezes e sempre, no silêncio de uma consciência em paz de quem busca a Deus de um pai e uma mãe que pedem discernimento,

no silêncio de uma família que dá as mãos e reza, na cumplicidade de um marido e mulher, porque Deus raramente vai falar quando há muito barulho. Mas não estou falando de um barulho externo, estou falando de um barulho interior; esse barulho ensurdece quando não aquietamos a alma e serenamos os sentimentos para fazer a experiência do Deus que se revela, e revela o que buscamos e o que somos. Família, volta a ser o que tu és, lugar de comunhão. A família nasce do amor e só tem sentido no amor, pois vem de Deus. O criador quis que o homem tivesse a mulher como companheira e participasse da obra da criação. A família é a primeira escola a nos ensinar a ser comunhão de amor, na qual pessoas devem educar e se educar, pois formam uma comunidade de pessoas que vivem em comunhão. É na família que se aprende a viver a generosidade, a unidade, a solidariedade, a partilha, a fé, e crescer a consciência de serem administradores dos próprios bens e dos bens comuns e da natureza. O que sustenta essa missão de ser comunhão é o amor, que deveria ser incondicional, como nos ensina São Paulo. Um amor que é paciente, bondoso, que não tem inveja, não é orgulhoso. Não é arrogante nem escandaloso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (ICor 13,4-7). É no ambiente familiar que fazemos nossas primeiras experiências de vida, aprendemos a falar, a andar, a sorrir, a compartilhar as pequenas conquistas com aqueles que nos cercam. Não existem pessoas perfeitas, existem pessoas frágeis, limitadas. Valorizemos nossas famílias com seus defeitos e qualidades, suas alegrias e sofrimentos, erros e acertos, conquistas e conflitos. Acreditemos no amor que restaura e reconstrói, e deixemo-nos contagiar por esse amor de Deus, que tudo pode.

*Padre Reginaldo Manzotti é coordenador da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook: www.facebook.com/padrereginaldomanzotti. Twitter: @padremanzotti | Instagram: @padremanzotti

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Paróquia em destaque

A comunidade Senhor Bom Jesus localiza-se no bairro São Gabriel, que em seu início era conhecido como Ressaca, e teve início com a construção de uma igreja em 1900. Dona Leopoldina de Camargo doou o terreno e, posteriormente a esta doação de terra, houve outras, tornando-se o que é hoje. A comissão de frente à construção foi Dr. Francisco de Camargo e seu irmão Severo de Camargo. E em 1901 foi conclu-

Paróquia Senhor Bom Jesus – Colombo

ída a obra. Dr. Francisco, católico, praticante, mandou virem da Europa as imagens do Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora das Neves, os quais ficaram sendo os padroeiros dessa comunidade. Em 31 de dezembro de 1901, foi celebrada a primeira missa em louvor aos seus padroeiros. Depois, buscando no calendário a data festiva de nossos padroeiros, passou essas festividades para o dia 06 de agosto, que é dia do Senhor Bom Jesus de Iguape. Dr. Francisco ofereceu também, a essa igreja, galhetas, patena, abório e a campainha, trazidos da Europa. O nome bairro São Gabriel conta o seguinte: Ressaca foi o seu primeiro nome; e o padre Alberto, do Cabral, teria ido até Colombo para fazer uma visita ao Vigário, e perguntou ao sacristão ‘onde está o vigário? Está na Ressaca! Como? Ele bebe? Não, é que aqui temos um lugarejo, cujo nome é Ressaca!’ Novamente, em novo encontro, os dois padres conversaram sobre o assunto e tomaram a decisão de montar uma comissão de habitantes, em que foi solicitada a mudança de nome. Em 04 de junho de 1931, durante a administração do prefeito João Benjamim Costacurta, deu-se a mudança oficial do nome Ressaca para São Gabriel. E em 03 de abril de 1935 foi preparada uma grande festa para a chegada da imagem de São Gabriel. Nessa época, a comunidade pertencia à Paróquia de Santa Cândida, dirigida pela Congregação Vicentina. Passado algum tempo, a Congregação dos Padres Passionistas passou a atender a Capela Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora das Neves. Hoje, é a Paróquia Senhor Bom Jesus. Arquidiocese de Curitiba | Agosto 2015

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Dízimo

CLOVIS VENÂNCIO Membro da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

Mensagem da Equipe Arquidiocesana do Dízimo AGOSTO: MÊS VOCACIONAL I – Subsídios Doutrinários: Sugerimos aos nossos prezados leitores o exame de alguns textos bíblicos, especialmente, os breves versículos do Evangelho segundo São João e da Carta de São Paulo aos Efésios a seguir discriminados, os quais, juntamente com as reflexões e sugestões litúrgicas contidas no opúsculo “Deus Conosco” (edição de julho a dezembro de 2015), serviram de fundamentação para essa nossa mensagem: Jo 6, 24-35; 60-69 e Ef 4, 1-7; 11-16 II – Considerações Práticas para a Vivência Diária: Pelo batismo, todos nós somos chamados a anunciar e testemunhar a “Palavra de Deus” que é a realização de Sua vontade entre nós, suas criaturas. Nos trechos referenciados do Evangelho segundo São João, vemos como Jesus insiste sobre a necessidade de enxergarmos o sentido mais profundo da PARTILHA, que transforma o coração e rompe com todo o egoísmo humano. Com efeito, o maior projeto de Jesus é a vivência do amor na realidade da vida e a plena e fraterna doação aos demais, por isso sua palavra nos convoca (vocação) a vencermos o egoísmo individualista que exclui e destrói o espírito comunitário. Assim, a fé que professamos exige postura firme e decidida, tendo em mente, inclusive, que praticar a fé não é apenas participar de ritos e celebrações litúrgicas, mas comprometer-se nas atividades da Igreja e na vida comunitária. Portanto, conforme ensina São Paulo, cabe também aos cristãos leigos, presentes nas diversas dimensões da sociedade, testemunhar a paz e a justiça, fazendo um mundo novo surgir pela prática da caridade. Dessa forma, olhando nossos procedimentos, sobretudo no que diz respeito ao DÍZIMO E ÀS OFERTAS como expressões concretas de partilha, avaliemos se não estamos sendo incoerentes na vivência da fé. Será que não estamos sendo mesquinhos ao definirmos nossas decisões de participar da comunidade eclesial e, inclusive, ao estabelecermos o valor de nossa contribuição financeira mensal?

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Comissão da Dimensão Econômica e Dízimo. Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho. Coordenador da Pastoral do Dízimo: William Michon.


Painel do Leitor

Fundo Diocesano de Solidariedade financia 32 projetos Fotos: Stephany Bravos

A Arquidiocese de Curitiba, através do FDS – Fundo Diocesano de Solidariedade, realizou no dia 14 de julho, a assinatura dos contratos dos 32 projetos contemplados, em correspondência aos objetivos da Campanha da Fraternidade 2015 – FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE, totalizando R$ 168.680,00.

9º Muticom - Mutirão Brasileiro de Comunicação recebe mais de 500 participantes programa de relacionamento pastoral. De acordo com a organização, a intenção é montar um cadastro nacional dos agentes da Pascom de todas as dioceses do Brasil. O Conexão Pascom será uma newsletter que levará informações que nos estão reservados na caminhada da Igreja. Foi lançado também, na mesma ocasião, o curso de EAD sobre o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que conta com 9 módulos, produzido pela Ir. Élide e Pe. Clóvis, ambos da Comissão da Comunicação da CNBB. Fotos: Stephany Bravos

Com o tema Ética nas Comunicações, o 9º Muticom – Mutirão Brasileiro de Comunicação, foi realizado em Vitória (ES), no dia 15 passado e reuniu mais de 500 participantes. Entre os palestrantes estavam: Pe. Gildásio Mendes, Dom Gebhard Fürst, Elizabeth Barros, Dom Leomar Brustolin, Elson Faxina, Caco Barcellos, Dom Darci Nicioli, entre outros. Dom Darci que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou oficialmente o Conexão Pascom, um

Anuário 62 da Arquidiocese de Curitiba Senhores Párocos e Atendentes, Informamos que foi editado o Anuário 62 da Arquidiocese de Curitiba, correspondendo aos anos 2013-2014. Normalmente editamos o Anuário de quatro em quatro anos, o n. 62 tem uma peculiaridade, com a morte, repentina, de Dom Moacyr José Vitti e a Administração Arquidiocesana de Dom Rafael Biernaski, preferimos encerrar um período de governo e iniciar o governo de Dom José Antônio Peruzzo (2015). Como fizemos em anos anteriores deixamos de imprimir o Anuário, graficamente, por motivo de altos custos, mas encontra-se disponível no Portal da Arquidiocese. Os interessados poderão acessar no site: http:/ /arquidiocesedecuritiba.org.br/downloads/anuario-62-da-arquidiocese-de-curitiba-anos-2013-2014/ O Anuário nos ajuda a manter viva a história de nossa Arquidiocese. Bom proveito. Abraços. Côn. Élio José Dall´Agnol Vigário Geral

A comunidade da Colônia Antônio Rebouças, em Campo Largo, celebrou a festa de sua padroeira, Nossa Senhora do Carmo, no último dia 19. Na homilia, o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, lembrou do papel missionário de Maria, relacionando com o pedido da Igreja do estado permanente de missão.

Texto e foto: Pedro Henrique Colatusso

Cardeal Dom Odilo celebra Festa de Nossa Senhora do Carmo em Campo Largo

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