Edição No 178 - AGOSTO.2016 - Ano X
Distribuição Gratuita
BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS PORQUE ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA (Mt5,7)
XXXI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, CRACÓVIA - POLÔNIA VEJA TAMBÉM:
Pai e Padre Juarez de Mattos Telles - Página 4
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“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo 2,5)
Editorial Neste mês vocacional damos os parabéns aos pais, sacerdotes, religiosos e leigos empenhados em difundir o Reino de Deus. Neste número não faltam testemunhos das diferentes vocações.
PALAVRA DE DEUS
Apocalipse, 12 1.Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. 2.Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. 3.Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. 4.Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. 5.Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6.A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. Bíblia Ave-Maria
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São João Damasceno (675-749), homilia sobre a dormição da Mãe Santíssima de Deus na festa da Assunção: Quem ama ardentemente alguma coisa costuma trazer seu nome nos lábios e nela pensar noite e dia. Não se me censure, pois, se pronuncio este terceiro panegírico da Mãe de meu Deus, como oferenda em honra de sua partida. Isto não será favor para ela mas servirá a mim mesmo e a vós, aqui presentes… Não é Maria que precisa de elogios, nós é que precisamos de sua glória. Um ser glorificado, que glória pode receber ainda? A fonte da luz, como será iluminada ainda? Ela [Maria] cativou o meu espírito, ela reina sobre a minha palavra, dia e noite sua imagem me é presente. Mãe do Verbo dá-me de que falar!… Eis aquela cuja festa celebramos hoje em sua santa e divina Assunção. Aquele que desceu ao seio virgíneo para ser concebido e se encarnar, sem deixar o seio do Pai; Aquele que através da Paixão marchou voluntariamente para a morte, conquistando pela morte a imortalidade e voltando ao Pai; como não pôde ele atrair ao Pai sua Mãe segundo a carne? Como não elevaria da terra ao céu aquela que fora um verdadeiro céu sobre a terra? Hoje, da Jerusalém terrestre, a Cidade viva de Deus foi conduzida à Jerusalém do alto; aquela que concebera como seu primogênito e unigênito o Primogênito de toda a criatura e o Unigênito do Pai, vem habitar na Igreja das primícias; a arca do Senhor, viva e racional, é transportada ao repouso de seu Filho. As portas do paraíso se abrem para acolher a terra portadora de Deus, onde germinou a árvore da vida eterna, redentora da desobediência de Eva e da morte infligida a Adão. Aquela que foi o leito nupcial onde se deu a divina encarnação do Verbo,veio repousar em túmulo glorioso, como em tálamo nupcial, para de lá se elevar até a câmara das núpcias celestes, onde reina em plena luz com seu Fi-
Expediente Utilidade Pública em Curitiba, Lei 7035; de Almirante Tamandaré, Lei 969 e Estadual do Paraná, Lei 11.937 CNPJ 78.897.808/0001-00 Horário da Secretaria: 2ª,4ª e 6ªfeira das 8h30 às 12h30, 3ªfeira 11h30 às 15h30 e 5ªfeira 12h30 às 16h30 Fone da Secretaria: (41) 3657-4285 Coordenador Geral: Jacira Alves Marinho Borges Jornalista: Alexsandra Carla de Souza Godri - Mtb 5947 Diagramação: Aldemir Batista (41) 3657-2864 / 9983-3933 Tiragem: 1 mil exemplares Sede da Âmi: Avenida Vereador Wadislau Bugalski, 6956 Colônia Lamenha Grande - Almirante Tamandaré - PR E-mail: ami.sede@bol.com.br
lho, e seu Deus, deixando-nos também como lugar de núpcias seu túmulo sobre a terra…. Mas então? Morreu a fonte da vida, a Mãe de meu Senhor? Sim, era preciso que o ser formado da terra à terra voltasse, para dali subir ao céu, recebendo o dom da vida perfeita e pura a partir da terra, após ter-lhe entregue o seu corpo. Era preciso que, como o ouro no crisol, a carne rejeitasse o peso da imortalidade e se tornasse, pela morte, incorruptível, pura, e assim ressuscitasse do túmulo… Erguei vossos olhos, Povo de Deus, alçai vosso olhar! Eis em Sião a Arca do Senhor Deus dos exércitos, à qual vieram pessoalmente prestar assistência os Apóstolos, tributando seu derradeiro culto ao corpo que foi princípio de vida e receptáculo
de Deus. Eis a Virgem, filha de Adão e Mãe de Deus: por causa de Adão entrega o seu corpo à terra, mas por causa de seu Filho eleva a alma aos tabernáculos celestes! Que toda a criação celebre a subida da Mãe de Deus: os grupos de jovens em sua alegria, a boca dos oradores em seus panegíricos, o coração dos sábios em suas dissertações sobre essa maravilha, os velhos de veneráveis cãs em suas contemplações. Que todas as criaturas se associem nesta homenagem, que ainda assim, não seria suficiente. Todos, pois, deixemos em espírito este mundo com aquela que dele parte. Cantemos hinos sacros e nossas melodias se inspirem nas palavras: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo! https://mercaba.wordpress.com
Avisos
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Grupo de Oração Bodas de Caná Segundas feiras às 20h Paróquia São João Batista Precursor Rua Imbronisio, 100 Ecoville - Curitiba. F: 3373-1349 (Paróquia) - 3657-4285 (Âmi)
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Santa Maria das Mercês dos Escravos* ção dos inimigos: diziam-se cristãos, mas matavam sem piedade e só queriam uma oportunidade para roubar jóias e ouro. Que vergonha! Mas, também houveram homens de valor, bons cristãos que foram lutar com boa intenção de defender as próprias famílias e poder continuar sendo cristãos, pois onde os muçulmanos tomavam um povoado, obrigavam com violência todo o povo a abandonar a própria religião. É aqui que aparece o "mocinho" desta história…
QUE QUER DIZER"MERCÊS"? "Mercês" é uma palavra antiga que quer dizer "à disposição" … E porque será que ela tem esse título? A escravidão não agrada a Nossa Senhora, ninguém nasceu para ser escravo. Conheça essa linda história…
Estamos em 1218… Em meio a uma tempestade, surgem enormes navios. Nos mastros, as bandeiras dos mouros sarracenos. Mouros era como os europeus chamavam quem não tinha nascido no continete Europeu, principalmente os vindos da ásia. Piores que os piratas, os sarracenos desse navio viviam do tráfico escravo de cristãos e de saquear as cidades. Vindos pelo mar ou a cavalo, eram muito bons de briga e ameaçavam destruir toda a Europa Cristã. Surgiram, então, as Cruzadas ou guerras santas… Infelizmente, não foram tão santas assim, por causa dos que foram para os campos de batalha com a mesma inten-
PEDRO NOLASCO Pedro tinha 15 anos e pôs-se a seguir, como escudeiro, o cavaleiro Simão de Montfort na cruzada contra os Ablugenses. O rei de Aragão, onde hoje é a Espanha, chamado Pedro II morreu nessa batalha. E veja só quem é que ficou sendo o rei: O príncipe Tiago, que só tinha 6 anos. Lá no campo de batalha, o rei Pedro II, antes de morrer, conheceu bem o escudeiro Pedro Nolasco e gostou muito do jeito dele. Por isto, ou talvez por saber que ele vinha de uma nobre família muito cristã, deixou o nosso Pedro como mestre e tutor do filho, o principezinho. Como Pedro mesmo era muito jovem e era a época em que surgiu a devoção à Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos, nos campos de Batalha, Pedro pensou: "Vou colocar esta criança nas mãos de Nossa Senhora, para que ela me auxilie. Eu não vou saber educar um menino para ser rei. Maria sabe, pois educou Jesus, que é o Rei dos Reis".
1258. A última coisa que disseaqui na terra foi: "O senhor remiu seu povo." Remiu quer dizer perdoou, pagou pelos pecados deles. Jesus fez isto morrendo na Cruz para nos salvar. O pecado é a pior forma de escravidão que existe, pois leva à morte.
NOSSA SENHORA APARECE A PEDRO O tempo não parou, e Pedro foi vivendo sua vidinha lá no castelo. Ele já tinha29 anos, quando estava rezando o terço, bem sossegado e lhe apareceu, nada mais, nada menos, que a própria Nossa Senhora. Era madrugada do dia 2 deagosto de 1218. Ela lhe disse: "Pedro, as pessoas continuam sendo levadas como escravas para a África. São centenas de famílias cristãs que ou morrem nos navios, ou uma vez escravas, para conservarem suas vidas são obrigadas a negar a fé em Jesus Cristo… Eu sei que você tem feito o que pode aí do castelo, por isso eu quero que seja meu cavaleiro. Junte outros rapazes corajosos como você, com o objetivo de resgatar os prisioneiros. A única arma que levarão será a oração, pois vocês não serão soldados, nem cavaleiros como os dos reis da terra. Formarão uma ordem religiosa". Nasceu, assim, a ordem dos Mercedários, por serem devotos de Nossa Senhora e a honrarem com o título de Santa Maria da Misericórdia, ou das Mercês dos Escravos. Tinham um voto: Oferecer-se como escravos dos muçulmanos, se preciso fosse, para livrar um cristão da escravidão. Olhe só o que Nossa Senhora recebeu de presente do Irmão Pedro e de seus rapazes. Ele sozinho, conseguiu libertar da escravidão 890 pessoas, e em l00anos, seus irmãos libertaram mais de 26.000 prisioneiros. Pedro morreu numa linda noite de Natal de
Agora, lá no céu, São Pedro Nolasco deve andar rodeado de crianças querendo ouvir as lindas histórias, das aventuras todas que ele viveu aqui na terra: Viagens distantes, fome, prisões… Além de, com certeza, estar aos pés de Nossa Senhora pedindo perdão e paz para todos os que sofrem pelos pecado dos "sem noção" que continuam por aqui querendo guerra brigando por petróleo, poder… Sem noção que existe inferno. Deus é amor, o ódio não tem nada que ver com Ele! Nossa Senhora das Mercês e São Pedro Nolasco, rogai por nós! Fica com Deus. Fonte: blog.cancaonova.com/ amigosdoceu/2013/09/24/nossasenhora-das-merces *texto de linguagem infantojuvenil mas de grande proveito também para adultos.
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Pai e Padre Juarez de Mattos Telles
Juarez Telles foi o primeiro de cinco filhos do casal Antenor e Zulmira. Nasceu em Castro, onde viveu a maior parte de sua vida. Destacou-se pela sua fé inabalável, e por sua dedicação, respeito e gentileza para com todos.
SEMINARISTA Ainda muito jovem queria ser sacerdote, estudou no seminário redentorista em Aparecida, Pindamonhangaba, New York e fez noviciado com votos temporários de pobreza, castidade e obediência. Entretanto não conseguiu ser ordenado padre devido à fragilidade de sua saúde, fato que resultou em grande frustração para ele e sua família. ESPOSO E PAI Procura então atender ao chamado de Deus através da vocação familiar, casando-se anos depois com Laila Fadel, em 25-10-1952, com a qual teve a alegria de gerar cinco filhos. Foi um pai e marido amoroso e dedicado. Graduado em línguas anglo-saxônicas pela PUC-PR. Lecionou inglês durante décadas. Gostava também de cuidar de sua chácara de criação de frangos. COMO UM HOMEM PRUDENTE, QUE CONSTRUIU SUA CASA SOBRE A ROCHA. CAIU A CHUVA, VIERAM AS ENCHENTES, OS VENTOS DERAM CONTRA A CASA, MAS A CASA NÃO CAIU, PORQUE ESTAVA CONSTRUÍDA SOBRE A ROCHA. Apesar de grandes realizações, ao longo de sua vida passou também por intensos sofrimentos: - Seu pai, comerciante de pedras preciosas, fazia viagens para vendê-las. Numa delas, a família aflita por vários dias
Padre Juarez de Mattos TTelles elles
Padre Juarez presidiu missa com matrimônio de seus sobrinhos
pela demora de seu retorno, descobriu que fora assassinado durante assalto e seu corpo foi encontrado já em estado de decomposição. - Nelson, seu primogênito, foi acometido de câncer e teve sua perna amputada numa tentativa de cura que não surtiu efeito, vindo a falecer com apenas 15 anos. - Também seu genro Rosney, ao qual Juarez levava diariamente a comunhão eucarística faleceu de câncer depois de meses de sofrimento acamado. Era um homem que inicialmente não se importava com a vida espiritual mas teve uma extraordinária conversão, e assim como o Nelson, aceitou seus sofrimentos e morreu santamente. - Laila, sua esposa faleceu com a mesma doença em 1999 após 47 anos de vida matrimonial. Apesar dos sofrimentos Juarez sempre manteve firme sua confiança em Deus, sua esperança e alegria cristã. Disse certa vez que nós enxergamos como por um buraquinho de fechadura, mas Deus enxerga longe! Sabia do imenso valor do sofrimento aceito e oferecido a Deus. Cumpria fielmente a súplica de Nossa Senhora de Fátima: "Quereis oferecer vos a Deus para su-
portar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?" Tinha grande devoção à Virgem Maria, costumava participar diariamente da santa missa e rezar o rosário completo. Amava sua família: "O Senhor, em Sua bondade, deu a mim e à minha falecida esposa, Laila, cinco filhos e dez netos." No portão de sua casa diariamente vinham muitos necessitados aos quais ele sempre dava atenção e alimentos. No inverno distribuía cobertores. Dedicava-se aos enfermos, aos quais confortava e levava a sagrada comunhão. Dedicava-se também à evangelização. Durante anos evangelizou através da rádio. Por 12 anos lecionou inglês gratuitamente no seminário Santa Cruz. Cuidava de sua saúde e fazia caminhadas durante as quais cumprimentava todas as pessoas na rua, mesmo desconhecidas. Chamava a atenção a pequena quantidade de alimentos que ingeria. Gostava de praia, de mel e
Vovô Juarez brincando com a netinha
Padre Juarez foi ordenado por D. Sérgio
de livros de espiritualidade. Costumava presentear as pessoas com bons livros. Quando tinha a oportunidade de passar alguns dias de férias no balneário Camboriú, acordava bem cedo para aproveitar o silêncio que precisava sua meditação e caminhava à beiramar, atravessando a praia de uma extremidade à outra. Era paciente, humilde, simples e sábio. SACERDOTE Depois de cerca de 8 anos após a morte de Laila, Juarez, com o apoio e incentivo de Dom Sérgio Braschi, bispo da diocese de Ponta-Grossa, estuda filosofia e teologia e finalmente, exultando de alegria, é ordenado sacerdote diocesano em 3-5-2009. Durante a homilia da missa de ordenação, Dom Sérgio destacou que "não conhecemos os desígnios de Deus. Recentemente Deus levou dois jovens seminaristas ´de ouro´ de modo repentino, e o senhor Juarez a quem o reitor não quis ordenar quando jovem, - pensando que viveria pouco - aí está com quase oitenta anos para ser ordenado." No entanto, certamente também isto estava nos desígnios de Deus para que surgisse essa família abençoada.
Vovô Juarez com os netos
Tornou-se um sacerdote zeloso, dedicado a Deus e à comunidade. O padre Juarez era mui grato a Deus por tê-lo chamado ao sacerdócio e também a Dom Sérgio por ter aceitado ordená-lo. Sabia que o sacerdócio é uma graça infinita. Exerceu o sacerdócio na Paróquia Senhora Sant'Ana, igreja matriz de Castro. Ao longo de sua vida buscou a santidade e teve a graça de assumir a vocação matrimonial e sacerdotal e de receber todos os sete sacramentos. Após sete anos de sacerdócio, sofreu uma queda que abalou sua saúde. Foi internado na UTI, onde novamente suportava com grande paciência e serenidade seus padecimentos. Recebia diariamente as visitas dos filhos e como não conseguia mais falar, escreveu curtas declarações de amor para eles. Faleceu cerca de 20 dias depois. Durante a missa de corpo presente, no dia 11-7-2016, a igreja de Sant'Ana esteve lotada, repleta de filhos, genros, noras, netos, irmãos, cunhados, sobrinhos, primos, alunos e amigos do padre Juarez. Foi celebrada por Dom Sérgio e por mais 25 sacerdotes, e talvez (por que não?) pelo próprio Padre Juarez na eternidade. "TU ÉS SACERDOTE ETERNAMENTE" Creio que o professor, tio, pai e padre Juarez já está gozando das eternas alegrias juntamente com aqueles que neste mundo foram seus pais, esposa, filho, genro e sua irmã Maria (minha mãe). "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada." (Rm,8,18) Ivan Fadel - Comunidade Âmi
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Santa Rosa de Lima "De certa forma, essa santa é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, porém, tomada pelo íntimo ardor e zelo causados pela proximidade de Jesus Cristo"(*). Quem conhece a frase: "Cristo é a minha força, a Oração é meu baluarte, a Fé é meu escudo" tem a tendencia de julgar que ela seja o dito de um cavaleiSta Rosa de Lima.jpgro medieval, o lema de um cruzado cheio de religiosidade ou ainda o testemunho de um guerreiro destemido e temente a Deus. E não há nenhum descabimento nesse julgamento. Porque esta afirmação fogosa faz parte de uma das orações preferidas por uma pessoa que, na realidade, foi uma lutadora na presença do Altíssimo, uma conquistadora de almas para Deus, uma batalhadora mística "tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo". - Então, quem fez esta proclamação tão destemida? Uma donzela! Donzela frágil, persistente, sofredora, obediente, pura. Uma jovem que, desde pequena, teve grande pendor para a oração, a meditação e o serviço junto aos mais necessitados. Uma jovem que, ainda menina, viu seu nome mudado por causa de sua grande beleza, fragilidade e meiguice. E quem foi ela? Isabel, que se tornou Rosa de Santa Maria... Seu nome de batismo era Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva.... Ela era descendente de conquistadores espanhóis, foi a terceira dos onze filhos do próspero casal Gaspar de Flores, um espanhol que prestava serviço ao Vice-Rei do Peru como arcabuzeiro, e de Maria de Oliva, uma distinta senhora que vivia em Lima. Isabel nasceu na V ila de Quives, na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 30 de abril do ano de 1586. Na casa de seus pais vivia uma índia que se chamava Mariana. Como criada, ela ajudava Dona Maria de Oliva nos serviços domésticos e era muito prestativa. Num dia em que toda a família estava reunida, Mariana dirigiu-
se a Isabel exclamando: "Você é bonita como uma rosa! A família inteira ouviu a afirmação e todos concordaram com a fiel índia. Dai surgiu o apelido de "Rosa". A extraordinária beleza de Isabel motivou a mudança de seu nome. Sua mãe mesma, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamar a filha de "Rosa". De Isabel ela passou a ser chamada de Rosa. E um dia a menina mesma mostrou como gostaria de ser chamada: Rosa de Santa Maria. Bem mais tarde ainda, Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva tornou-se conhecida no mundo todo pelo título que a Santa Igreja lhe deu: Rosa de Lima, ou melhor, Santa Rosa de Lima! "DEDIQUE A MIM TODO SEU AMOR..." Desde pequena Rosa teve grande tendência para a oração e a meditação. Procurava ver na beleza das coisas criadas os reflexos da sabedoria, da bondade de Deus. E bem cedo ela deu mostras de ser uma alma predestinada: tornou-se grande devota de Nossa Senhora. A cada instante recorria à proteção certa da Santa Virgem Mãe de Deus. Rosa, cresceu tendo o piedoso costume de rezar diante de uma imagem da V irgem Maria com o Menino Jesus em seus braços. Certo dia, estando absorta em suas orações, a jovenzinha ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus: - "Rosa, dedique a mim todo o seu amor..." Ela não duvidou: aquele apelo vinha de Deus. Ouvindo-o, ela tomou a decisão de dedicar inteiramente a Nosso Senhor um amor excludente. Só a Ele ela dedicaria seu amor, seu amor seria somente de Jesus. E assim foi até fim de seus dias. Sua grande beleza, aliada à boa formação recebida e à fama de ser a moça mais virtuosa e prendada da cidade, levou jovens entre os mais ricos e distintos cavaleiros de Lima e arredores a se interessarem por ela e dela se aproximarem com o desejo legítimo e sincero de constituir uma família. Ela, porém, já havia se comprometido com o Esposo das Virgens. Levava isso muito a
Reconstituição facial do rosto de Santa Rosa a partira da digitalização de seu crânio
sério e encontrava sua felicidade nesse comprometimento. Por isso ela costumava dizer que "o prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação com o que sinto". A fim de evitar qualquer volta atrás em sua decisão de dedicar a Jesus todo seu amor, para que não fosse causa de tentação para rapazes que a vissem e também para que ela mesma não fosse alvo de tentações que a levassem a esquecer o pedido de Nosso Senhor, Rosa tomou uma decisão radical: cortou seus longos e bem tratados cabelos e passou a cobrir seu belo rosto com um véu. POBRE E SEM REVOLTA A família de Rosa tinha bons recursos econômicos. Apesar disso, o pai necessitava trabalhar, inclusive prestando serviços ao Vice-Rei, a fim de manter sua posição econômica e social. Devido ao insucesso ocorrido numa empresa de mineração em que Gaspar de Flores estava empenhado, sua situação financeira comprometeu-se a tal ponto que a família ficou pobre, chegando à beira da miséria. Por isso, Rosa cresceu na pobreza e, ainda na adolescência, teve que trabalhar duramente para ajudar a família. Ela trabalhou como doméstica e, além disso, durante o dia, trabalhava no campo como lavradora e até altas horas da noite costurava, bordava, fazia rendas e brocardos para assim poder ajudar no sustento da casa. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer.Sta_Rosa_Lima_.jpg Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os po-
bres e enfermos. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer. Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os pobres e enfermos. É por isso mesmo que dela se afirma ser alegre e ter sabido executar a harpa de forma graciosa e ainda cantar belas canções com uma voz doce e melodiosa. MILAGRES, SOFRIMENTOS E ESPÍRITO MISSIONÁRIO Aqueles que com ela conviveram ou escreveram sua biografia afirmam que, ainda em vida, era grande intercessora junto a Deus e por sua mediação foram atribuídos acontecimentos e fatos prodigiosos. Entre aqueles que atestam sua poderosa intercessão ainda em vida, encontramos Frei Juan de Lorenzana que, além de ter convivido com Rosa, foi confessor da Santa. Ela tinha dons e carismas especiais, afirma. A ela são atribuídos milagres de curas, de conversões, de propiciações de chuvas e amenizações do clima. Todos eles são unanimes em admitir que suas orações foram que impediram que Lima fosse invadida por piratas holandeses em 1615. Apesar de ter sido agraciada com experiencias místicas incomuns e com o dom dos milagres, nunca lhe faltou as dificuldades na vida. Em toda sua vida, a cruz foi sua companheira inseparável. Ela aproveitou-se de sua vida crucificada para, de certo modo, compartilhar com os sofrimentos do Divino Salvador. Eram sofrimentos provindos, muitas vezes de incompreensões gratuitas e perseguições descabidas, sem falar de sofrimentos físicos, das agudas dores causadas por uma prolongada doença que a acompanhou até o final de seus dias. Seus sofrimentos pareciam inexplicáveis. E ela tentava mostrar seus sentimentos e não sabia como: "Posso explicá-los só com o silêncio" e admitia: "eu não acreditava que uma criatura pudesse ser acometida de tão grandes sofrimentos". Finalmente, as atitudes que tomava demonstravam que, por amor a Deus, ela tinha uma aceitação plena de
tudo que lhe era oferecido pela Providencia Divina: --"Meu Deus, podes aumentar os sofrimentos, contanto que aumentes meu amor por ti", dizia ela, enquanto rezava. Rosa era particularmente devota de Nossa Senhora e pedia insistentemente à Santa Mãe de Deus pelo crescimento da Igreja, sobretudo entre os indígenas americanos. Era tão grande seu amor apostólico pelos índios que em certa ocasião afirmou que, se não fosse mulher, seria um missionário entre esses seres que também foram redimidos pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como missionário, ela acreditava poder dedicar-se inteiramente à salvação de todos eles, poderia fazer por eles ainda mais do que já fazia. UMA BORBOLETA NAS CORES BRANCA E PRETA Tendo idade para casar-se, ela preferiu fazer voto particular de castidade. Isso, depois de lutar contra o desejo contrário de seus pais. Quis então, para satisfazer um desejo de sua alma, ingressar no convento de uma ordem religiosa para viver uma vida consagrada a Deus. Escolheu, então, a ordem em que gostaria de entrar. No dia de sua admissão, estando rezando diante de uma imagem de Nossa Senhora, sentiu que não conseguia levantar-se de onde estava, nem mesmo com a ajuda de seus irmãos. Nesse instante Rosa percebeu que aquilo só poderia tratar-se de um aviso dos céus: que ela não se dirigisse para aquele convento que estava prestes a ingressar. Foi, então, que ela fez uma prece a Nossa Senhora na qual submetia-se inteiramente à vontade divina. Ela iria para onde fosse da vontade de Deus. Isto foi suficiente para que a paralisia desaparecesse por completo e, imediatamente, ela recuperasse os movimentos, levantando-se e caminhando sem precisar do auxilia dos irmãos. A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente que, por intercessão da Santa, Nosso Senhor lhe indicasse em que ordem religiosa deveria ingressar.
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“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo 2,5)
Todos os dias, enquanto rezava, ela percebeu que, assim que iniciava suas orações, aparecia uma pequena borboleta que tinha as cores branca e preta. Sem perturbar o recolhimento e a compenetração de Rosa, o pequeno animal voava de um lado para o outro, enquanto ela estivesse em oração. Para Rosa, isso era outro sinal de Deus. E foi suficiente para a jovem entender onde serviria melhor a Deus e aos irmãos: ela deveria ingressar na Ordem Terceira da Congregação de São Domingos, cujas vestimentas eram nas cores preto e o branco. As cores da pequena borboleta que a visitava diariamente eram as mesmas do hábito de Santa Catarina de Sena, a santa pela qual tinha tanta devoção e a quem deseja tanto imitar. Em 1606, aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira Dominicana. Pediu licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento. Sendo aceito seu pedido, ela fez os votos, passando, então, a pertencer oficialmente à Ordem de São Domingos. E ela escolheu também seu nome de religiosa que passou a ser oficialmente Rosa: Rosa de Santa Maria. No jardim e quintal da casa de seus pais, edificou um eremitério. Construiu para si uma pequena e estreita cela e passou a levar uma vida religiosa de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Praticava a penitencia e castigava seu corpo com jejuns constantes consumindo o mínimo necessário de alimentos para sua sobrevivência. Quase não bebia água. Sua cama era um tábua coberta com um saco de estopa. Na simplicidade de vida de leiga que levava, foi modelo de vida de penitencia, de pureza ilibada, de oração perseverante e do contínuo serviço espiritual e material aos irmãos. Portava cilícios dolorosos e conta-se que utilizava
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muitas vezes um aro de prata semelhante a uma coroa de espinhos. Numa época em que isso não era comum, Rosa comungava diariamente. Ela conseguiu eliminar de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, tendo sido cumpridas nela as palavras de Cristo: "Quem se humilha será exaltado". Meditava com frequência e ao olhar para o crucifixo dizia: - "Senhor, Vossa cruz é muito mais cruel que a minha". Dentro da vida austera, pobre e alegre que levava, seu coração voava. E em seus voos contemplativos ela admirava a beleza das coisas criadas à imagem e semelhança do Criador e a Ele prestava louvor, honra e glória. Um verso de sua autoria e que ela costumava repetir em forma de oração mostra como era sua alma e em que cogitações vivia: - Meu querido Senhor, quanto é bom ver nas flores, e no verde sombrio da copada oliveira, toda vossa beleza. Como é doce saber que abençoar-me quereis, e meu coração de alegrias encher! De fato, dentro e sua vida simples e de abandono à vontade de Deus, alcançou um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística. Compreendeu em profundidade o mistério da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores. Rosa de Santa Maria foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença. Frequentemente visitava os enfermos e os pobres. NÚPCIAS ETERNAS E CANONIZAÇÃO Todos os anos, na festa de São Bartolomeu, Rosa passava o dia inteiro em oração. Quando lhe perguntavam por que aquela data a deixava tão
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contemplativa, mais orante e mais posta nas mãos de Deus, ela dava uma resposta que seus ouvintes não chegavam a compreender bem: - "É porque este é o dia das minhas núpcias eternas", dizia. A cada 24 de agosto o fato se repetia. E os que a cercavam continuavam sem entender. Isso aconteceu até o ano de 1617. Rosa vinha suportando uma grave enfermidade que insistia em não abandoná-la. No dia de São Bartolomeu desse ano, ela morreu. Tinha apenas 31 anos. Como ela havia anunciado, aconteceu o que ela já previra: o dia 24 e agosto seria o dia de seu encontro eterno com Deus, seria o dia de suas "núpcias eternas" com Nosso Senhor Jesus Cristo! Suas últimas palavras foram: - Jesus está comigo! O Peru inteiro chorou sua morte. Seu sepultamento foi apoteótico. Seu túmulo, os locais onde viveu e trabalhou pela Igreja bem cedo tornaram-se locais de peregrinações. Muitos milagres começaram a acontecer. A beatificação de Rosa de Santa Maria deu-se no ano de 1667, logo no primeiro ano do pontificado do Papa Clemente IX. A concretização de sua canonização demorou um pouco mais para acontecer. O Papa Clemente X relutava em elevá-la à glória dos altares. Mas o Papa convenceu-se de que deveria canonizá-la depois que presenciou uma milagrosa chuva de pétalas de rosas que caiu sobre ele e que todos atribuíram à ação da Beata Rosa de Santa Maria. Clemente X a canonizou em 12 de abril de 1671. Rosa, a menina que um dia foi crismada por São Turíbio de Mongrovejo, passou a ser conhecida no mundo católico como Santa Rosa de Lima. Era a primeira mulher da América a receber essa honra tão excelsa. Santa Rosa de Lima é a padroeira da América Latina e das Filipinas. (JSG) Fonte: www.arautos.org
Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2016
Milagre Eucarístico de Sena Itália, 1730 223 Hóstias estão conservadas intactas na Basílica de São Francisco em Sena faz 276 anos. O Arcebispo Tibério Borghese mandou lacrar, por 10 anos, numa caixa de lata algumas Hóstias não consagradas. A comissão científica encarregada do caso, quando abriu a caixa encontrou somente vermes e fragmentos putrefatos. O fato contradiz todas as leis físicas e biológicas, o cientista Enrico Medi manifestou-se da seguinte forma: "Esta intervenção direta de Deus, é o Milagre...Milagre no sentido estrito da palavra, realizado e mantido milagrosamente pelos séculos, dando testemunho da presença permanente de Cristo no Sacramento Eucarístico". Entre os documentos mais importantes que descrevem o Milagre, está um diário escrito por um tal Macchi no ano de 1730. Nele se narra que no dia 14 de agosto de 1730, alguns ladrões conseguiram entrar na Igreja de São Francisco em Sena e roubar a píxide que continha 351 Partículas consagradas. Depois de três dias, no dia 17 de agosto, na caixinha da esmola do Santuário de Santa Maria em Provengano, no meio do pó, encontraram as 351 Hóstias intactas. Todo o povo correu para festejar a recuperação das santas Hóstias que foram imediatamente levadas, numa solene procissão, à Igreja de São Francisco. Com o passar dos anos as Partículas não apresentaram nenhum sinal de alteração. Mais de uma vez, homens ilustres as examinaram com todos os recursos científicos e as conclusões foram sempre as mesmas: "As Sagradas Partículas estão ainda frescas, intactas, fisicamente incorruptas, quimicamente puras e não apresentam sinais de início de corrupção". No ano de 1914, o Papa São Pio X autorizou uma análise da qual participaram professores de bromatologia, higiene, química e farmacologia, entre os quais, estava também o célebre professor Siro Grimaldi. A conclusão final do relatório dizia: "As santas partículas de Sena são um clássico exemplo de perfeita conservação de partícu-
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las de pão ázimo consagradas no ano de 1730, e constituem um fenômeno singular, que suscita atualmente um grande interesse, que inverte as leis naturais da conservação da matéria orgânica (...) É estranho, é surpreendente, é anormal: as leis da natureza se inverteram, o vidro virou sede de mofo e o pão ázimo ficou mais refratário que o cristal (...). É um fato único consagrado nos anais das ciências". Outras análises foram realizadas no ano de 1922, quando as Partículas foram transferidas a um cilindro feito de puro cristal extraído das rochas, no ano de 1950 e em 1951. O Papa João Paulo II, quando fez uma visita pastoral a Sena no dia 14 de setembro de 1980, diante das Hóstias Prodigiosas, se expressou desta maneira: "É a Presença!". O Milagre permanente das Santíssimas Partículas é custodiado na capela Piccolomini durante o verão e na capela Martinozzi durante o inverno. Muitas são as iniciativas dos cidadãos de Sena em honra das Santas Hóstias: a homenagem dos bairros, os presentes das crianças da Primeira Comunhão, a Solene Procissão na festa de Corpus Christi, o Setenário Eucarístico no final do mês de setembro, a jornada de Adoração Eucarística no dia 17 de cada mês em memória da recuperação das Hóstias no dia 17 de agosto de 1730. FÉ E VIDA "Sem a constante presença do nosso Divino Mestre, nunca seria capaz colocar em risco a minha vida pelos meus leprosos. Aos pés do altar encontramos a força necessária para a nossa solidão. Sem o Santo Sacramento uma situação como a minha não seria sustentável. Porém, com o meu Senhor perto, posso continuar para sempre, feliz e satisfeito; com esta paz alegre no coração e o sorriso nos lábios, trabalho com entusiasmo em benefício dos pobres e dos desafortunados leprosos. Assim, aos poucos, e sem muito barulho, continuo praticando o bem". Beato Padre Damiano Fonte: http:// eisenhowers.blogspot.com.br/2014/ 08/milagre-eucaristico.html
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Igreja celebra em agosto o Perdão de Assis
Papa Francisco reza dentro da Porciúncula - AFP
Nos dias 1º e 2 de agosto será celebrado em todas as paróquias do mundo e em todas as igrejas franciscanas o Perdão de Assis, ou, a Indulgência da Porciúncula. A origem desta graça está ligada à história da pequena Porciúncula, dentro da Basílica Santa Maria dos Anjos, em Assis, de São Francisco e de toda a Ordem Franciscana. A VISÃO "Na noite do ano do Senhor de 1216, Francisco estava mergulhado em oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula quando, improvisadamente, uma luz muito forte tomou conta do local e Francisco viu sobre o altar o Cristo revestido de luz e à sua direita a sua Mãe Santíssima, circundada por uma multidão de Anjos". Este é o início da história, atestada pelo Diploma de Teobaldo (FF 3391 - 3399), que deu início a este evento celebrado no início de agosto. Prostrado com a visão mística, Francisco pediu a Jesus uma graça: "Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas". Jesus respondeu a ele: "Grande é a graça que me pedes, ó Francisco; todavia, a concedo a ti, se minha Mãe me pedir". Francisco então pediu a mediação da Virgem Maria, a qual com sua súplica, seu Divino Filho concedeu a graça. Porém, quis que apresentasse ao seu Vigário, o Sumo Pontífice, para obter a sua confirmação. PAPA HONÓRIO III Dito isto, cessou a visão e Francisco imediatamente foi ao Papa Honório III e ele, depois de várias dificuldades, lhe confirmou a graça, limitando-a, porém, a um dia somente, por todos os anos e fixando para esta o dia 2 de agosto, a começar das Vésperas da Vigília. INDULGÊNCIA ESTENDIDA A TODAS IGREJAS FRANCISCANAS Mais tarde, com a Bula do dia 4 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta grande indulgência a todas as Igrejas da Ordem Franciscana e prescreveu que, além da confissão, era necessária a comunhão e a oração pelo Sumo Pontífice. Em 12 de janeiro
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“... Unidos de Coração...” (At 2,46)
JUBILEU DO PERDÃO Particularmente solenes e participadas, como em todos os anos, serão as celebrações na Basílica Santa Maria dos Anjos, onde os Freis preparam-se para festejar, no próximo ano, um Grande Jubileu do Perdão no oitavo centenário (1216-2016) do pedido do Pobre de Assis na Porciúncula, em "feliz e providencial" concomitância com o Jubileu extraordinário da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco, de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016.
MARCHA FRANCISCANA Da intensa programação, consta a chegada da XXXV Marcha Franciscana, com o tema este ano "Busco a tua face", e que verá chegar na Porciúncula cerca de 1,6 mil jovens caminhantes provenientes de toda a Itália e também de países vizinhos, como Albânia, Croácia, Eslovênia e Áustria. Os jovens expressarão com uma festa na Praça diante da Basílica a alegria pelo Perdão recebido na Porciúncula. Fonte: http:// br.radiovaticana.va Nota: o oitavo centenário do perdão de Assis coincidiu com o Jubileu da Misericórdia.
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NOTÍCIAS CURTAS - O papa visitará Assis no dia 4 de agosto. - Dia 6 de agosto é dia mundial de oração pelos cristãos perseguidos no oriente médio. - Intenção do papa para agosto: rezar pelo esporte como veículo de fraternidade.
- O padre Jacques Hamel uniu seu sangue ao sacrifício de Cristo. Com 84 anos foi degolado pelo estado islâmico durante a celebração do santo sacrifício da missa no dia 26-7-2016 na igreja de são Tiago em Saint-Etienne-duRouvray, França.
Padre Jacques Hamel | D.R.
ANIVERSARIANTES AGOSTO.2016
de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que a dita indulgência estava aplicada também às almas do Purgatório.
TOTIES QUOTIES Esta indulgência tornou-se célebre pela sua origem extraordinária e pela circunstância singularíssima que esta pode ser lucrada toties quoties, isto é, tantas vezes quanto se visita a igreja que goza de tal favor e nas quais se cumprem as prescrições requeridas, fato confirmado pela Santa Sé. O Papa Pio X permitiu, para maior comodidade dos fiéis, que o Perdão de Assis poderia ser obtido também nas igrejas ou oratórios que, na aplicação do privilégio com o consenso do Bispo e que o Perdão de Assis pudesse ser transferido do dia 2 de agosto para o domingo seguinte. O Papa Bento XV, em 16 de abril de 1921, estendeu esta indulgência do Perdão de Assis a todos os dias do ano, in perpetuo, mas somente na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. Ainda hoje, em todas as Igrejas do mundo, a indulgência é aplicada neste dia.
Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2016
A TODOS OS ANIVERSARIANTES DESEJAMOS MUITA, PAZ E ALEGRIA! PARABÉNS!!!! Inês Borges Ferreira ............................... 07 Vanessa Ap. Caetano ............................... 07 Aricéa Almeida Tavares ........................... 11 Marília de Fátima Ribeiro ........................ 08 Laurita Soares da Cruz ............................. 08 Lucia de Freitas Teixeira .......................... 10 Ilsa Nogueira Nitsch ................................ 14 Geraldo C. Assumpção Marques ............. 15 Leila Aparecida Buckeridge ..................... 19 Amarinalva Laudivar Ribeiro ................... 22
Célia Mª de Souza .................................... 24 Sidnéia Ferreira Ribeiro .......................... 25 Edina A . Souza Amorim .......................... 27 Avelino de Oliveira Almeida ................... 28 Sérgio Augusto ........................................ 28 Marcell Piska ........................................... 28 Dnilce da Costa ........................................ 30 Lyrian C. Paladino .................................... 30 Solange Mª D do Carmo ........................... 31
Jornada Mundial da Juventude 2016 CRACÓVIA, POLÔNIA (27 a 31de julho) Infelizmente a "cobertura da JMJ" de muitos jornais limitou-se à famosa queda do santo padre na Polônia e deixou de lado os inúmeros eventos belíssimos, a multidão de milhões de jovens jubilosos reunidos em oração com grande fraternidade e principalmente as preciosas mensagens de paz e de misericórdia do papa Francisco. Entre muitos outros eventos, o pontífice celebrou missa para centenas de milhares de fiéis no Santuário de Nossa Senhora de Cz?stochowa por ocasião dos 1050 anos do batismo da Polônia; visitou o santuário da Divina Misericórdia, o campo de concentração de Birkenau e de Auschwitz, onde morreram santa Edith Sitein e são Maximiliano Kolbe, que doou sua vida em troca da de um pai de família; celebrou missa no santuário de são João Paulo II em Cracóvia; visitou crianças enfermas, encontrou-se com o presidente da Polônia e diversas autoridades, com os bispos e claro, principalmente com os jovens! Na cidade de Cracóvia viveram o bispo Santo Estanislau, padroeiro da Polônia, Santa Faustina Kowalska e São João Paulo II. Durante a celebração no Campus misericordiae no último dia, diante de mais de dois milhões de fiéis, cerca de oito mil sacerdotes e mil bispos o papa pronunciou a seguinte homilia: Queridos jovens, viestes a Cracóvia para encontrar Jesus. E o Evangelho de hoje fala-nos precisamente do encontro entre Jesus e um homem, Zaqueu, em Jericó
(cf. Lc 19, 1-10). Aqui, Jesus não Se limita a pregar ou a saudar alguém, mas quer - diz o Evangelista - atravessar a cidade (cf. v. 1). Por outras palavras, Jesus deseja aproximar-Se da vida de cada um, percorrer o nosso caminho até ao fim, para que a sua vida e a nossa se encontrem verdadeiramente. E assim acontece o encontro mais surpreendente, o encontro com Zaqueu, o chefe dos "publicanos", isto é, dos cobradores de impostos. Zaqueu era, pois, um rico colaborador dos odiados ocupantes romanos; era um explorador do seu povo, alguém que, pela sua má reputação, não podia sequer aproximar-se do Mestre. Mas o encontro com Jesus muda a sua vida, como sucedeu ou pode suceder cada dia com cada um de nós. Entretanto Zaqueu teve de enfrentar alguns obstáculos para encontrar Jesus. Não lhe foi fácil; teve de enfrentar alguns obstáculos, pelo menos três, que podem dizer algo também a nós. O primeiro é a baixa estatura: Zaqueu não conseguia ver o Mestre, porque era pequeno. Também hoje podemos correr o risco de ficar à distância de Jesus, porque não nos sentimos à altura, porque temos uma baixa opinião de nós mesmos. Esta é uma grande tentação, que não tem a ver apenas com a auto-estima, mas toca também a fé. Porque a fé diz-nos que somos "filhos de Deus; e, realmente, o somos" (1 Jo 3, 1): fomos criados à sua imagem; Jesus assumiu a nossa humanidade, e o seu coração não se afastará jamais de nós; o Espírito Santo de-
seja habitar em nós; somos chamados à alegria eterna com Deus. Esta é a nossa "estatura", esta é a nossa identidade espiritual: somos os filhos amados de Deus, sempre. Compreendeis então que não aceitar-se, viver descontentes e pensar de modo negativo significa não reconhecer a nossa identidade mais verdadeira? É como voltar-se para o outro lado enquanto Deus quer pousar o seu olhar sobre mim, é querer apagar o sonho que Ele tem para mim. Deus ama-nos assim como somos, e nenhum pecado, defeito ou erro Lhe fará mudar de ideia. Para Jesus - assim no-lo mostra o Evangelho -, ninguém é inferior e distante, ninguém é insignificante, mas todos somos prediletos e importantes: tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu, assim como és. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável. Quando acontece na vida diminuirmo-nos em vez de nos enobrecermos, pode ajudar-nos esta grande verdade: Deus é fiel em amar-nos, até mesmo obstinado. Ajudar-nos-á pensar que Ele nos ama mais do que nos amamos nós mesmos, que crê em nós mais de quanto acreditamos nós mesmos, que sempre nos apoia como o mais irredutível dos nossos fãs. Sempre nos aguarda com esperança, mesmo quando nos fechamos nas nossas tristezas e dores, re-
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“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo 2,5)
moendo continuamente as injustiças recebidas e o passado. Mas, afeiçoar-nos à tristeza, não é digno da nossa estatura espiritual. Antes pelo contrário; é um vírus que infecta e bloqueia tudo, que fecha todas as portas, que impede de reiniciar a vida, de recomeçar. Deus, por seu lado, é obstinadamente esperançoso: sempre acredita que podemos levantarnos e não Se resigna a ver-nos apagados e sem alegria. É triste ver um jovem sem alegria. Porque somos sempre os seus filhos amados. Lembremo-nos disto, no início de cada dia. Far-nos-á bem dizê-lo na oração, todas as manhãs: "Senhor, agradeço-Vos porque me amais; tenho a certeza de que Vós me amais; fazei-me enamorar da minha vida". Não dos meus defeitos, que hão de ser corrigidos, mas da vida, que é um grande dom: é o tempo para amar e ser amado. Zaqueu tinha um segundo obstáculo no caminho do encontro com Jesus: a vergonha paralisadora. Sobre isto, falamos um pouco ontem à noite. Podemos imaginar o que se passou no coração de Zaqueu antes de subir àquele sicómoro: terá havido uma grande luta; por um lado, uma curiosidade boa, a de conhecer Jesus; por outro, o risco de fazer triste figura. Zaqueu era uma figura pública; sabia que, tentando subir à árvore, se faria ridículo aos olhos de todos: ele, um líder, um homem de poder, mas muito odiado. Porém superou a vergonha, porque a atração de Jesus era mais forte.
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Tereis já experimentado o que acontece quando uma pessoa se nos torna tão fascinante que nos enamoramos: então pode suceder fazermos voluntariamente coisas que de outro modo nunca teríamos feito. Algo semelhante aconteceu no coração de Zaqueu, quando sentiu que Jesus era tão importante que, por Ele, estava pronto a tudo, porque Ele era o único que poderia retirá-lo das areias movediças do pecado e da infelicidade. E assim a vergonha que paralisa não levou a melhor: Zaqueu - diz o Evangelho - "correndo à frente, subiu" e depois, quando Jesus o chamou, "desceu imediatamente" (vv 4.6). Arriscou, colocou-se em jogo. Aqui está também para nós o segredo da alegria: não apagar a boa curiosidade, mas colocar-se em jogo, porque a vida não se deve fechar numa gaveta. Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples "mensagem". Queridos jovens, não vos envergonheis de Lhe levar tudo, especialmente as fraquezas, as fadigas e os pecados na Confissão: Ele saberá surpreender-vos com o seu perdão e a sua paz. Não tenhais medo de Lhe dizer "sim" com todo o entusiasmo do coração, de Lhe responder generosamente, de O seguir. Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor formoso, que requer também a renúncia, e um "não" forte ao doping do sucesso a todo o custo e à droga de pensar só em si mesmo e
nas próprias comodidades. Depois da baixa estatura, depois da vergonha paralisadora, houve um terceiro obstáculo que Zaqueu teve de enfrentar, não dentro de si mesmo, mas ao seu redor. É a multidão murmuradora, que primeiro o bloqueou e depois criticou-o: Jesus não devia entrar na casa dele, na casa dum pecador. Como é difícil acolher verdadeiramente Jesus! Como é árduo aceitar um "Deus, rico em misericórdia" (Ef 2, 4)! Poderão obstaculizar-vos, procurando fazer-vos crer que Deus é distante, rígido e pouco sensível, bom com os bons e mau com os maus. Ao contrário, o nosso Pai "faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus" (Mt 5, 45) e convida-nos a uma verdadeira coragem: ser mais fortes do que o mal amando a todos, incluindo os inimigos. Poderão rir-se de vós, porque acreditais na força mansa e humilde da misericórdia. Não tenhais medo, mas pensai nas palavras destes dias: "Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7). Poderão considerar-vos sonhadores, porque acreditais numa humanidade nova, que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras e guarda as suas próprias tradições, sem egoísmos nem ressentimentos. Não desanimeis! Com o vosso sorriso e os vossos braços abertos, pregais esperança e sois uma bênção para a única família humana, que aqui tão bem representais. Naquele dia, a multidão julgou Zaqueu, mediu-o de cima a baixo;
Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2016
mas Jesus fez o contrário: levantou o olhar para ele (v. 5). O olhar de Jesus ultrapassa os defeitos e vê a pessoa; não se detém no mal do passado, mas entrevê o bem no futuro; não se resigna perante os fechamentos, mas procura o caminho da unidade e da comunhão; único no meio de todos, não se detém nas aparências, mas vê o coração. Jesus vê o nosso coração, o teu coração, o meu coração. Com este olhar de Jesus, vós podeis fazer crescer outra humanidade, sem esperar louvores, mas buscando o bem por si mesmo, felizes por conservar o coração limpo e lutar pacificamente pela honestidade e a justiça. Não vos detenhais à superfície das coisas e desconfiai das liturgias mundanas do aparecer, da maquilhagem da alma para parecer melhor. Em vez disso, instalai bem a conexão mais estável: a de um coração que vê e transmite o bem sem se cansar. E aquela alegria que gratuitamente recebestes de Deus, por favor gratuitamente dai-a (cf.Mt 10, 8), porque muitos esperam por ela. E esperam recebê-la de vós. Ouçamos, por fim, as palavras de Jesus a Zaqueu, que parecem ditas de propósito para nós hoje, para cada um de nós: "Desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa" (v. 5). "Desce depressa, porque hoje tenho de ficar contigo; abre-me a porta do teu coração". Jesus dirige-te o mesmo convite: "Hoje tenho de ficar em tua casa". A JMJ - poderíamos dizer começa hoje e continua amanhã, em casa, porque é lá que Jesus te
quer encontrar a partir de agora. O Senhor não quer ficar apenas nesta bela cidade ou em belas recordações, mas deseja ir a tua casa, habitar a tua vida de cada dia: o estudo e os primeiros anos de trabalho, as amizades e os afetos, os projetos e os sonhos. Como Lhe agrada que tudo isto seja levado a Ele na oração! Como espera que, entre todos os contactos e os chat de cada dia, esteja em primeiro lugar o fio de ouro da oração! Como deseja que a sua Palavra fale a cada uma das tuas jornadas, que o seu Evangelho se torne teu e seja o teu "navegador" nas estradas da vida! Ao pedir para vir a tua casa, Jesus - como fez com Zaqueu - chama-te por nome. A todos nós… Jesus chama por nome. O teu nome é precioso para Ele. O nome de Zaqueu evocava, na linguagem da época, a recordação de Deus. Fiaivos na recordação de Deus: a sua memória não é um "disco rígido" que grava e armazena todos os nossos dados, a sua memória é um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal. Tentemos, também nós agora, imitar a memória fiel de Deus e guardar o bem que recebemos nestes dias. Em silêncio, façamos memória deste encontro, guardemos a recordação da presença de Deus e da sua Palavra, reavivemos em nós a voz de Jesus que nos chama por nome. Assim rezemos em silêncio, fazendo memória, agradecendo ao Senhor que aqui nos quis e encontrou.
Papa comoveu os peregrinos com a história de Maciek, o voluntário falecido antes da JMJ A partir da varanda da qual por diversas ocasiões São João Paulo II saiu para saudar os fiéis no Palácio do Arcebispado de Cracóvia, o Papa Francisco dirigiu algumas palavras em seu primeiro encontro com os jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em suas palavras improvisadas em italiano, o Santo Padre recordou Maciej Szymon, o jovem voluntário que faleceu de câncer no último dia 2 de julho e que projetou uma grande quantidade de materiais para a JMJ de Cracóvia, como as imagens dos santos padroeiros e o kit peregrino. A partir do testemunho de "Maciek", o Papa exortou os jovens a não ter medo, porque Deus é grande, a escolher o "caminho justo" para chegar ao céu como fez o falecido voluntário. A seguir, as palavras do Papa: Saúdo-os cordialmente, vejoos com grande entusiasmo e alegria. Mas, agora, quero lhes dizer algo que entristece o coração. Façamos silêncio. Um de vocês, Maciej Szymon Ciesla, tinha pouco mais de 21 anos, tinha estudado design gráfico e deixado seu trabalho para ser voluntários da JMJ. Todos os desenhos das bandeiras são seus, as imagens dos santos padroeiros, o kit peregrino e muitas outras coisas que adornam a cidade. Neste trabalho, redescobriu sua fé. Em novembro, foi diagnosticado com câncer. Os médicos não puderam fazer nada, nem sequer com a amputação da perna. Ele queria chegar vivo à visita do Papa, tinha um assento no trem, no qual agora o Papa viajará. Mas, morreu em 2 de julho.
Esquerda: Maciek / Direito: Flickr JMJ Cracovia 2016 - Stanislaw Wasiutynski
As pessoas estão muito tocadas, porque ele fez um grande bem. Agora, todos em silencia, pensemos neste companheiro de caminho, que trabalhou tanto por esta Jornada. E todos nós, em silêncio, de coração, rezemos. Cada um reze em seu coração, ele está presente entre nós. (Todos rezam em silêncio) Alguns de vocês podem pensar, este Papa nos entristece a noite... mas é verdade; e nós devemos nos habituarmos às coisas boas e às coisas ruins. A vida é assim, queridos jovens. Mas, há uma coisa que não podemos duvidar: a fé desse menino, de nosso amigo que trabalhou tanto por esta JMJ, o levou ao céu e ele está com Jesus neste momento, olhando a todos nós. E isso é uma graça, um aplauso a nosso companheiro (aplausos). Também nós o encontraremos um dia. Ah, era você! Prazer em conhecê-lo. A vida é assim, hoje estamos aqui, amanhã estaremos lá. O problema é
escolher o caminho justo como ele fez. Agradecemos ao Senhor porque nos dá esses exemplos de coragem, de jovens valentes que nos ajudam a seguir adiante na vida. Não tenham medo, não tenham medo, porque Deus é grande, Deus é bom e todos nós temos algo de bom dentro. Agora, me despeço, amanhã nos veremos. Vocês façam seu dever que é fazer bagunça a noite toda e façam ver a alegria cristã, a alegria que o Senhor lhes dá de ser uma comunidade que segue Jesus. E agora, dou-lhes a bênção. E como aprendemos quando criança, antes de sairmos, saudamos a Mãe, todos saudamos a Virgem, cada um em seu próprio idioma. (Ave Maria) Abençoe-os o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Boa noite e rezem por mim. A HISTÓRIA DE MACIEK O site oficial da JMJ cita o Pe.
Grzegorz Suchodolski, secretáriogeral do comitê organizador da Jornada, que afirma que "Maciek é uma das pessoas que durante as preparações para a Jornada Mundial da Juventude Deus chamou para Ele através do sofrimento. Ele não foi o único que passou por um período difícil de doença, mas somente o seu sacrifício foi completo e total". Maciej Szymon Ciesla era um designer gráfico da Academia de Belas Artes de Cracóvia. Ganhador de prêmios, com experiência. Chegou ao comitê organizador da JMJ em setembro de 2014, graças a um anuncia sobre voluntariado divulgado na universidade. "Ele começou com a preparação gráfica para o primeiro retiro: em uma tentativa ele fez algo incrível. Após este retiro nós já sabíamos que Maciek é um profissional. Nós estávamos terminando o website em quatro pessoas. Foi muito difícil para nós: nós pedimos ajuda ao Maciek. Ele veio à tarde, após trabalhar por algumas horas", comenta Monika Rybczy?ska, que trabalha na área de design gráfico do comitê organizador. Maciek pediu demissão do emprego em dezembro de 2014 e entrou para a equipe de design gráfico da JMJ. Não estava muito comprometido com aIgreja; de fato, quando chegou, estava muito desanimado nesse sentido. Ainda assim, queria trabalhar lá. "Uma vez ele me disse: sabe, Monika, eu estou aqui porque eu quero ainda acreditar que existe algo bom na Igreja", recorda ela. Junto com Monika, começou a trabalhar nas imagens para decorar a cidade. Em seguida, vi-
eram os projetos do kit peregrino e das casulas. Após a confirmação de sua doença e a pedido de seu pai, continuou trabalhando de casa. O câncer se espalhou para os pulmões e seus companheiros no voluntariado rezavam muito por ele: jejuavam e rezavam diariamente o terço da Divina Misericórdia por sua saúde. "O que o Maciek deu ao Comitê Organizador além de seu belíssimo trabalho de design é a confiança de que Deus é maior do que as fraquezas e enfermidades humanas, que Ele pode transformá-las. Durante o seu trabalho no Comitê ele tornou-se uma pessoa que acredita e confia em Deus. Ele foi capaz de receber o seu sofrimento, aceitar a Cruz e tornou-se um professor para nós", afirma Pe. Suchodolski. Em maio deste ano, ele postou no Facebook: "Como a vida e as prioridades mudam rapidamente... e como nós temos os mais variados sonhos. Alguns sonham com carreira e fama, promoção, novo trabalho, nova propriedade, ou mesmo que o maior evento deste ano em Cracóvia (JMJ) seja um sucesso. Eu por 150 dias sonho com uma coisa... eu só queria viver". Em junho, Maciek teve a perna amputada e, depois de muito batalhar, faleceu no dia 2 de julho de 2016. O funeral foi realizado em 5 de julho na Igreja do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, em Katowice. Ele foi enterrado no cemitério da rua Józefowska, nesta cidade. Sua família pediu doações para o Hospital São Lázaro, em vez de coroas e flores. Fonte: http:// www.acidigital.com/