Edição No 190 - AGOSTO.2017 - Ano X
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“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo 2,5)
PALAVRA DE DEUS LUCAS 1,39-56 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bemaventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. Bíblia Ave-Maria GRUPO DE ORAÇÃO BODAS DE CANÁ: Segundas feiras às 20h Paróquia São João Batista Precursor R. Imbronisio, 100 Ecoville - Curitiba. F: 3373-1349 (Paróquia) - 3657-4285 (Âmi) ATENDIMENTO DE ORAÇÃO: na Châmi - Toda terça-feira, das 8h às 17h Av. Vereador Wadislau Bugalski, 6956 Colônia Lamenha Grande - Almirante Tamandaré FAÇA PARTE DA NOSSA FAMÍLIA: Seja um evangelizador conosco. Entre em contato. F: (41)3657-4285 ou pelo e-mail ami.sede@bol.com.br - DEIXE SEU PEDIDO DE ORAÇÃO: (41) 3657-4285 / ami.sede@bol.com.br
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Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2017
A ASSUNÇÃO DE MARIA A TRIUNFAL ENTRADA DE MARIA NO CÉU Desde que Jesus Cristo, nosso Salvador, completou a obra da Redenção com a sua morte, anelavam os anjos tê-lo no céu. Em suas preces repetiam por isso incessantemente as palavras de Davi: Levantai-vos, Senhor, para o vosso descanso, vós e a arca de vossa santificação (SL 141, 8 ). Eia, Senhor, já que remistes os homens, vinde habitar conosco em vosso reino. Conduzi também convosco a arca viva de vossa santificação, isto é, vossa Mãe, a qual santificastes habitando em seu seio. Precisamente assim faz S. Bernardo dizer aos anjos. JESUS EM PESSOA GLORIFICA A ENTRADA DE SUA MÃE NO CÉU Quis finalmente o Senhor atender ao desejo destes celestes cidadãos, chamando Maria ao paraíso. Ordenara outrora que a arca do Testamento fosse com grande pompa introduzida na cidade de Davi. ”Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca com júbilo e ao som das trombetas” (2Rs 6,14). Porém com pompa muito mais nobre e gloriosa ordenou que sua Mãe entrasse no céu. O profeta Elias foi transportado ao céu num carro de fogo, que, como dizem os intérpretes, não foi senão um grupo de anjos. Mas para vos conduzir ao céu, ó Mãe de Deus, não bastou um grupo de anjos, observa Roberto abade. O mesmo Rei da glória veio acompanhar-vos com toda a sua corte celeste. Também S. Bernadino de Sena é de opinião que, para honrar o triunfo de Maria, veio do paraíso o próprio Jesus Cristo; desceu para encontrá-la e acompanhá-la.
E Eádmero diz: O Salvador quis subir ao céu antes de Maria, não só para preparar-lhe o trono, mas também para tornar-lhe mais gloriosa a entrada no céu, pela sua presença e pelo luminoso séquito dos espíritos bem-aventurados. Nicolau, monge, vê mais fulgores na Assunção de Maria, que na Ascensão de Jesus Cristo. Porque, ao Redentor, somente vieram encontrálo os anjos, enquanto que a Santíssima Virgem subiu à glória, saindo-lhe ao encontro, e acompanhando-a o mesmo Senhor da glória e toda a bem-aventurada companhia dos santos e anjos. A tal respeito faz Guerrico, abade, falar assim o Verbo Divino: Para glorificar meu Pai desci do céu à terra; mas depois, para honrar minha Mãe, subi de novo ao céu, a fim de lhe sair ao encontro e acompanhá-la ao paraíso. Consideremos como, descendo o Salvador do céu para encontrar a Mãe, lhe disse, consolando-a: Levanta-te, apressa-te, amiga minha, pomba minha, for-
mosa minha, e vem. Porque já passou o inverno, já se foram e cessaram de todo as chuvas (Ct 2,10). Vamos, minha cara Mãe, minha bela e pura pomba, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por meu amor. “Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano e serás coroada” (Ct 4,8). Vem com alma e corpo, gozar o prêmio de sua santa vida. Se tens padecido muito no mundo, maior é a glória que te darei de Rainha do universo. Eis que Maria já deixa a terra. Vêm-lhe à memória as muitas graças que aí recebera de seu Senhor. Olha-a por isso com afeto e juntamente com compaixão, recordando-se dos pobres que deixa expostos a tantas misérias e a perigos tantos. Jesus lhe estende a mão, e a santa Mãe já se eleva no ar, já passa as nuvens e as esferas. E chega enfim às portas do céu. Quando entra um monarca para tomar posse de um reino, não passa pelas portas da cidade, como as demais pessoas. Tiram-se então comple-
tamente as portas e ele entra triunfante. Por isso à entrada de Cristo no céu cantaram os anjos: Suspendei as vossas portas, ó príncipes; levantai-vos, portas eternas; o rei da glória entrará (SL 23,7). Repetem eles a exclamação, agora que Maria vai tomar posse do reino dos céus. Os anjos da comitiva gritam aos outros, que estão dentro: Príncipes do céu, depressa, levantai, tirai as portas, porque deve entrar a Rainha da glória! Já entra na celeste pátria. Mas, à sua entrada, vêem-na aqueles espíritos celestes tão bela e tão gloriosa, que perguntam aos anjos que chegaram de fora, como contempla Vulgato Orígenes: Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias e firmada sobre o seu amado? (Ct 8,5). E quem é esta criatura tão formosa que vem do deserto da terra, lugar de espinhos e abrolhos? Vem tão pura e rica de virtudes, com o seu amado Senhor, que se digna ele mesmo acompanhá-la com tanta honra? Quem é? Respondem os anjos que a acompanham: Esta é a Mãe do nosso Rei; é a bendita entre as mulheres, a cheia de graça, a Santa dos santos, a amada de Deus, a Imaculada, a mais formosa de todas as criaturas. E rompem imediatamente todos aqueles espíritos celestes em hinos de louvor e de júbilo, bendizendo-a com mais razão que os hebreus a Judite: Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de nosso povo (Jt 15,10). Ah! Senhora, vós sois a glória do paraíso, a alegria de nossa pátria, a honra de todos nós! Eis o vosso reino, eis-nos todos aqui, vossos vassalos, prontos a obedecer-vos!
“... Unidos de Coração...” (At 2,46) OS SANTOS SAÚDAM A SUA RAINHA Vieram depois dar-lhe a boa-vinda, e saudá-la como sua Rainha, todos os santos que então estavam no paraíso. V ieram primeiro as santas virgens. “As filhas a viram e elas apregoaram-na pela mais bem-aventurada” (Ct 6, 8). Nós, disseram elas, ó belíssima Senhora, somos também rainhas deste reino, mas vós sois a Rainha nossa. Fostes a primeira a dar-nos o grande exemplo de consagrar a nossa virgindade a Deus. Por isso vos louvamos e damos graças. Depois vieram os santos mártires saudá-la como sua Rainha, porque com sua grande constância, nas dores da Paixão de seu Filho, lhes ensinara e também alcançara com seus merecimentos a fortaleza para testemunhar a Fé com a vida. Veio também São Tiago, o único dos apóstolos que então se achava no paraíso, agradecer-lhe da parte de todos os outros apóstolos aquele conforto e auxílio que lhes dera estando na terra.Vieram depois os profetas saudá-la, e estes lhe diziam: Ah! Senhora, vós sois aquela, que pelas nossas profecias foi figurada. Vieram os santos patriacas e lhe diziam: Ó Maria, vós então fostes a nossa esperança, tanto e por tão longo tempo por nós suspirada. Mas entre eles, com afeto maior vieram dar-lhe agradecimentos os nossos primeiros pais Adão e Eva. Ah, Filha amada, lhe diziam, Vós reparastes o dano feito por nós ao gênero humano; vós alcançastes ao mundo aquela bênção que perdemos por nossa culpa; por vós somos salvos. Para sempre sejais por isso bendita!
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Vem depois beijar-lhe os pés São Simeão e recordou-lhe com júbilo aquele dia em que tinha recebido das suas mãos o Menino Jesus. Vieram São Zacarias e Santa Isabel e novamente lhe agradeceram aquela amorosa visita, que com tanta humildade e caridade lhes fizera em sua casa, e pela qual receberam tantos tesouros. Veio São João Batista, com maior amor, dar-lhes graças por tê-lo santificado por meio da sua voz. Mas que deveriam dizer-lhe, quando vieram saudá-la seus caros pais, Joaquim e Ana? Oh! Deus, com que ternura a deveriam abençoar dizendo: Filha dileta, que fortuna foi a nossa de ter tal filha! Eis que agora és a nossa Rainha, porque és Mãe do nosso Deus. Como tal nós te saudamos e veneramos. Mas quem nos dirá do afeto com que veio saudála seu caro esposo São José? Quem nos poderá descrever o júbilo que experimentou o santo patriarca vendo a sua esposa chegada ao céu com tanto triunfo e aclamada Rainha de todo o paraíso? Com que ternura devia lhe dizer então: Ah! Senhora e esposa minha! Quando poderei chegar a agradecer quanto devo ao nosso Deus, por ter-me dado por esposa a vós, que sois a sua verdadeira Mãe? Por vós eu mereci na terra assistir à infância do Verbo Encarnado, tê-lo tantas vezes nos braços e dele receber graças especiais. Sejam sempre benditos os momentos que gastei na vida a servir a Jesus e a vós, minha santa esposa! Eis o nosso Jesus, consolemo-nos que já não o vimos agora deitado numa manjedoura sobre palhas, como nós o vimos
nascido em Belém; já não vive pobre e desprezado, como outrora viveu conosco em Nazaré; já não está pregado num patíbulo infame, no qual morreu pela salvação do mundo em Jerusalém. Mas agora está sentado à direita do Pai, qual Rei e Senhor do céu e da terra. E eis que nós, Rainha minha, não nos separaremos mais dos seus santos pés, a louvá-lo e amá-lo eternamente. Finalmente vieram saudá-la todos os anjos. A todos a excelsa Rainha agradece a assistência que lhe haviam prestado na terra. Primeiramente lhe recebe os agradecimentos o arcanjo São Gabriel, o feliz mensageiro de sua ventura, ao anunciar-lhe sua escolha para Mãe de Deus. Depois, de joelhos, a humilde e santa Virgem adora a majestade divina e abisma-se no conhecimento do seu nada. Agradece a Deus todas as graças que por mera bondade lhe havia concedido, especialmente de a ter feito Mãe do Verbo Eterno. Imagine e compreenda agora, quem o puder, com que amor a Santíssima Trindade a abençoou! Quem nos descreverá o afável e afetuoso acolhimento que fez o Pai Eterno à sua Filha, o Filho à sua Mãe, o Espírito Santo à sua Esposa! O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor. As três Pessoas divinas, colocandolhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra. Aos anjos também ordenam, e a todas as criaturas, que a reconheçam por sua Rainha e como tal a sirvam e lhe obedeçam. Fonte: livro “Glórias de Maria” de Santo Afonso Maria de Ligório
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Oração a Nossa Senhora Rainha de Santo Afonso de Ligório "Ó grande, excelsa e gloriosíssima Senhora, prostrados aos pés do vosso trono, nós vos rendemos nossas homenagens, daqui deste vale de lágrimas. Nós nos comprazemos na glória imensa, de que vos enriqueceu o Senhor. Agora que já reinais como Rainha do céu e da terra, ah! não nos esqueçais, pobres servos vossos. Não vos dedigneis, desse excelso sólio em que reinais, de volver vossos piedosos olhos a nós miseráveis. Vós, quanto mais vizinha estais da fonte das graças, tanto mais nos podeis delas prover. No céu, descobris melhor as nossas misérias, portanto é preciso que tenhais maior
compaixão de nós e mais nos socorrais. Fazei que sejamos na terra vossos fieis servos, para podermos mais tarde bendizer-vos no paraíso. Neste dia em que fostes feita Rainha do universo, nós nos queremos consagrar ao vosso serviço. No meio de vossa grande alegria, consolainos também, aceitandonos hoje por vossos vassalos. Sois vós a nossa Mãe. Ah! Mãe suavíssima, Mãe amabilíssima, vossos altares estão rodeados de muita gente que vos pede: uns vos pedem a cura de suas enfermidades; outros, uma boa colheita; outros, a vitória em qualquer demanda. Nós, porém, vos pedimos graças mais agradáveis ao vosso coração. Alcançai-nos o ser humil-
Avisos
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des, desapegados da terra, e resignados à divina vontade. Impetrai-nos o santo amor de Deus, a boa morte, o paraíso. Senhora, mudai-nos, mudai-nos de pecadores em santos. Fazei este milagre, que vos dará mais honra que se désseis a vista a mil cegos e ressuscitásseis mil mortos. Vós sois tão poderosa junto de Deus. Basta dizer que sois sua Mãe, a mais querida, cheia da sua graça: que vos poderá Ele recusar? Ó Rainha formosíssima, nós não pretendemos ver-vos na terra, mas queremos ir ver-vos no paraíso. A vós compete alcançarnos esta graça. Assim o esperamos decerto. Amém, amém". Do livro "Glórias de Maria"
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A prisão dos Pastorinhos de Fátima O Administrador Artur de Oliveira Santos, (†1955) maçônico, inimigo da religião, queria a todo custo abafar as aparições e no dia 13 de agosto que deveria ser dia da aparição, levou as crianças à prisão. Lúcia, assim descreveu o fato: Um dia, meu pai e meu tio (1) foram intimados para nos apresentarem, no dia seguinte, na Administração. Meu tio disse que não levava os seus filhos, porque, dizia ele, não tenho por que apresentar em um tribunal duas crianças que não são responsáveis pelos seus atos; e ademais disso, eles não agüentam o caminho a pé até Vila Nova de Ourém! Vou ver o que eles querem. Meu pai pensava doutra maneira: – A minha, levo-a; ela que se arranje lá com eles, que eu cá destas coisas não entendo nada. Aproveitaram então a ocasião para nos meterem todos os sustos possíveis. No dia seguinte, ao passar por casa de meu tio, meu pai esperou alguns instantes por meu tio.
Corri à cama de Jacinta a dizerlhe adeus. Na dúvida de nos tornarmos a ver, abracei-a. E a pobre criança, chorando, disse-me: – Se eles te matarem, diz-lhes que eu e mais o Francisco somos como tu e que também queremos morrer. E vou já com o Francisco para o poço rezar muito por ti. Quando, à noitinha, voltei, corri ao poço e lá estavam os dois, de joelhos, debruçados sobre a beira do poço, com a cabecinha entre as mãos, a chorar. Assim que me viram, ficaram surpreendidos: – Tu vens aí?! Veio aqui a tua irmã buscar água e disse-nos que já te tinham matado. Já rezamos e choramos tanto por ti!... Na cadeia de Ourém. Quando, passado algum tempo, estivemos presos, a Jacinta, o que mais lhe custava era o abandono dos pais; e dizia, com as lágrimas a correrem-lhe pelas faces: – Nem os teus pais nem os meus nos vieram ver. Não se importaram mais de nós! – Não chores – lhe disse o Francisco.
– Oferecemos a Jesus, pelos pecadores. E levantando os olhos e mãozinhas ao Céu, fez ele o oferecimento: – Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores. A Jacinta acrescentou: – É também pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Quando, depois de nos terem separado, voltaram a juntar-nos em uma sala da cadeia, dizendo que dentro em pouco nos vinham buscar para nos fritar, a Jacinta afastou-se para junto duma janela que dava para a feira do gado. Julguei, a princípio, que se estaria a distrair com as vistas; mas não tardei a reconhecer que chorava. Fui buscá-la para junto de mim e pergunteilhe por que chorava: – Porque – respondeu – vamos morrer sem tornar a ver nem os nossos pais, nem as nossas mães! E com as lágrimas as correrlhe pelas faces: – Eu queria sequer, ver a minha mãe!
– Então tu não queres oferecer este sacrifício pela conversão dos pecadores? – Quero, quero. E com as lágrimas a banharlhe as faces, as mãos e os olhos levantados ao Céu, faz o oferecimento: – Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Os presos que presenciaram esta cena quiseram consolar-nos: – Mas vocês – diziam eles – digam ao Senhor Administrador lá esse segredo. Que lhes importa que essa Senhora não queira? – Isso não! – respondeu a Jacinta com vivacidade. – Antes quero morrer. TERÇO NA PRISÃO Determinamos, então, rezar o nosso Terço. A Jacinta tira uma medalha que tinha ao pescoço, pede a um preso que lhe pendure em um prego que havia na parede e, de joelhos diante dessa me-
dalha, começamos a rezar. Os presos rezaram conosco, se é que sabiam rezar; pelo menos estiveram de joelhos. Terminado o Terço, a Jacinta voltou para junto da janela a chorar. – Jacinta, então tu não queres oferecer este sacrifício a Nosso Senhor? – Lhe perguntei. – Quero; mas lembro-me de minha mãe e choro sem querer. Então, como a Santíssima Virgem nos tinha dito que oferecêssemos também as nossas orações e sacrifícios para reparar os pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, quisemos combinar a oferecer cada um pela sua intenção. Oferecia um pelos pecadores, outro pelo Santo Padre e outro em reparação pelos pecados contra o Imaculado Coração de Maria. Feita a combinação, disse à Jacinta que escolhesse qual a intenção por que queria oferecer. – Eu ofereço por todas, porque gosto muito de todas. Fonte: “Memórias da Irmã Lúcia”
(1) O pai chamava-se António dos Santos (†1919). O tio, Manuel Pedro Marto (†1957), pai de Francisco e Jacinta.
4ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima (19/8/1917) Irmã Lúcia relata: Andando com as ovelhas, na companhia de Francisco e seu irmão João, num lugar chamado Valinhos, e sentindo que alguma coisa de sobrenatural se aproximava e nos envolvia, suspeitando que Nossa Senhora nos viesse a aparecer e tendo pena que a Jacinta ficasse sem A ver, pedimos a seu irmão João que a fosse a chamar. Como ele não queria ir, ofereci-lhe, para isso, dois vinténs e lá foi a correr. Entretanto, vi, com o Francisco, o reflexo da luz a que chamávamos relâmpago; e chegada a Jacinta, um instante depois, vimos Nossa Senhora sobre uma carrasqueira: «– Que é que Vossemecê me quer? – Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que
continueis a rezar o Terço todos os dias. No último mês, farei o milagre para que todos acreditem. [Se não tivessem abalado contigo para a Aldeia seria o Milagre mais conhecido; havia de vir São José com o Menino Jesus para dar a paz ao mundo e havia de vir Nosso Senhor benzer o povo, vinha Nossa Senhora do Rosário com um Anjo de cada lado e Nossa Senhora com um arco de flores à roda.] (1) – Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria? – Façam dois andores: um leva-o tu com a Jacinta e outras duas meninas, vestidas de branco; o outro leva-o o Francisco com três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário e o
que sobrar é para a ajuda duma capela que hão de mandar fazer. – Queria pedir-lhe a cura dalguns doentes. – Sim, alguns curarei durante o ano. E tomando um aspecto mais triste: – Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.» E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente (1) As crianças foram presas no dia 13, que seria o dia da aparição. O texto entre colchetes encontra-se na “Documentação Crítica de Fátima, vol. I” Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010 (disponível em www.fatima.pt)
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As aparições de Nossa Senhora do Coração de Ouro em Beauraing – Bélgica De 29 de novembro de 1932 a 3 de janeiro de 1933, Maria apareceu 33 vezes na escola do convento das Irmãs da Doutrina Cristã no pequeno povoado de Beauraing para cinco crianças. Elas pertenciam a duas famílias: a Voisin (Fernande, 15 anos, Gilberte, 13 anos e Albert 11 anos) e Degeimbre (Andrée, 14 anos e Gilberte, 9 anos). AS 5 CRIANÇAS QUE VIRAM MARIA No dia 29/11 Albert e Fernande Voisin e Andree e Gilberte Degeimbre aproximaram-se da porta do convento para chamar Gilberte Voisin como faziam todas as noites. Albert correu à frente das garotas e tocou a porta do
convento. Enquanto esperava que uma irmã chegasse à porta, ele se virou e olhou para a estrada ferroviária. "Olhe! A Virgem, vestida de branco, está andando acima da estrada!", Ele gritou. As garotas se viraram e viram-na.
DESCRIÇÃO DA VIRGEM A Virgem Maria apareceu como uma bela dama de branco caminhando acima da estrada com nuvens cobrindo os pés. A Virgem, com as mãos juntas, virada para o céu, carregava um rosário pendurado no braço direito. Durante as cinco últimas aparições, ela mostrou um coração de ouro rodeado de raios em seu peito. AS 5 CRIANÇAS QUE VIRAM MARIA Fernande (1917-1979) Andrée (1918-1978) Gilberte Voisin (1919-2003) Albert (1921-2003) Gilberte Degeimbre (1923-2015)
MENSAGENS 2/12/1932 “Sejam sempre bons”. 17/12/32 Pediu que uma capela fosse construída. 21/12/1932
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“Eu sou a Virgem Imaculada” 23/ 12/ 32 [Que Você quer?] “Que as pessoas venham aqui em peregrinações.” “Orem sempre.” “Vocês amam meu Filho? Vocês me amam? Então sacrifiquem-se por mim.” 3/1/ 1933 “Eu converterei pecadores.” “Eu sou a Mãe de Deus, a Rainha dos Céus” Os segredos dados às crianças nunca foram revelados. Todos eles se casaram e tiveram filhos. Gilberte Voisin morreu em um acidente em 3 de janeiro de 2003, o 70º aniversário da última aparição na hora exata que a Santíssima Virgem disse: “Eu vou converter pecadores” Em 2 de julho de 1949, o bispo André Marie Charue proclamou: “Nós estamos aptos com toda serenidade e prudência em afirmar que a Rainha do Céu apareceu aos filhos de Beauraing durante o Inverno de 1932-33, especialmente para mostrar-nos os apelos de Seu ansioso Coração materno convidando-nos à oração e à promessa de Sua poderosa mediação pela conversão dos pecadores.” O dia da festa de Nossa Senhora do Coração de Ouro é 22 de agosto. Fonte: www.miraclehunter.com
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Milagre Eucarístico de DRONERO ITÁLIA, 1631
Em 1631, uma camponesa imprudente, num dia de ventania, acendeu palhas secas e provocou um grande incêndio num povoado da cidade de Dronero. Todas as tentativas para domar o fogo foram inúteis. O Padre Capuchinho Maurício da Ceva, inflamado pelo amor ao Santíssimo Sacramento, retirou o Ostensório com a Hóstia da Igreja de Santa Brígida e foi em procissão ao lugar do incêndio. O fogo foi domado e o povo, comovido, começou a louvar a Deus pelo Milagre. Num domingo, 3 de agosto de 1631, mais ou menos na hora das Vésperas, a cidadezinha de Dronero, no marquesado de Saluzzo, foi vítima de um grande incêndio. Uma jovem camponesa, imprudentemente, acendeu uma palha seca no momento em que começava a soprar um vento forte anunciando uma tempestade. Em poucos minutos o fogo alastrou-se violentamente e atingiu as casas da aldeia de Maira. A população tentou apagar o fogo de todas as maneiras possíveis, mas foi tudo em vão, pois ele aumentava cada vez mais. O Padre Maurício da Ceva, Capuchinho, teve uma inspiração e recorreu ao Poder do Senhor escondido sob as espécies eucarísticas. Imediatamente ele organizou uma procissão solene com o Santíssimo Sacramento e seguido pelos cidadãos dirigiu-se ao lugar do incêndio. Enquanto o Santíssimo Sacramento avançava na direção da cidade o fogo diminuía paulatinamente. Uma lápide que está na Igreja de Santa Brígida em Donero descreve detalhadamente o Milagre e todos os anos, por ocasião da festa de Corpus Christi, os cidadãos de Dronero comemoram o Prodígio com uma procissão solene do Santíssimo Sacramento. Fonte: http://robertoadriano.wixsite.com /milagres-eucaristico
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São Luís IX, Rei da França, Terciário Franciscano Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos que Luís IX tornouse um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja. Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade, a piedade e a humildade, e que o fizeram o modelo de rei católico cristão. No período de sua adolescência, enquanto sua mãe governava, foi educado e conduzido na fé cristã e na arte de governar por São Tomás de Aquino. O santo doutor da Igreja conduziu com perfeição o processo de educação daquele que viria a ser o rei
São Luís IX, santo rei da França, rogaipor nós! Rogai por toda a Europa, hoje em dia cada vez mais descristianizada e agnóstica. Rogai a Deus para que umaNova Evangelização cative muitas almas no continente que já foi o luzeiro do cristianismo! Amém!
Luís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy
de toda a França. Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma jovem princesa, que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época. Tinha coração e espírito sempre voltados para as coisas de Deus, lia com freqüência a Sagrada Escritura e as obras dos Santos Padres e aconselhava-as a todos os seus nobres da Corte. Com o auxílio da rainha, fundou igrejas, conventos, hospitais, abri-
gos para os pobres, órfãos, velhos e doentes. Mesmo sendo rei, entrou para a Ordem Terceira de São Francisco, vivendo a Regra da Ordem com suma perfeição. O casal real teve dez filhos, todos educados como eles e por eles. E o resultado dessa firme educação cristão foram reis e rainhas de muitas cortes, que governaram com sabedoria, prudência e caridade. Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que, segundo a tradição, era a mesma usada na cabe-
ça de Jesus, ele mandou erguer uma belíssima igreja para abrigála numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris. Acometido de uma grave doença, em 1245 Luís IX quase morreu. Então, fez uma promessa: caso sobrevivesse, empreenderia uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa. Mas, infelizmente, em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Túnis, foi acometido pela pes-
te e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270. Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII proclamou a santidade da vida de Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte. Juntamente com Santa Isabel de Hungria é o padroeiro da Ordem Franciscana Secular. Hoje, pedimos a intercessão de São Luís da França. Que o Espírito de Deus conceda-nos a mesma fé e a mesma caridade que habitavam o coração deste grande santo da Igreja. Movidos pela graça de Deus, tenhamos o coração aberto para acolher com amor a Vontade de Deus em nossa vida.
Giovani Carvalho Mendes - http://santosebeatoscatolicos.blogspot.com.br
Carta de São Luís a seu filho Felipe III Ao final de sua vida, padecendo mortalmente de tifo, que contraíra na última cruzada em Túnis na África, deixou um legado a seu filho, o futuro Rei Felipe III da França, de cujas palavras talvez somente o grande Patriarca São José seria capaz: "Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as tuas forças; pois sem isto não há salvação. Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus,
quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal. Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo
qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te dos seus dons. Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuides de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente, quer pelos lábios, quer pela meditação do coração. Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por
Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até o extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; põete sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas. Sê dedicado e obediente à nossa mãe, a Igreja Romana, e
ao Sumo Pontífice como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia. Ó filho muito amado, doute enfim toda a benção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém." Fonte: www.padrepauloricardo.org
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Vocações Todo o batizado é chamado à castidade. O cristão "revestiu-se de Cristo", modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta, segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Batismo, o cristão comprometeuse a orientar a sua afetividade na castidade. A castidade deve qualificar as pessoas segundo os seus diferentes estados de vida: uns, na virgindade ou celibato consagrado, forma eminente de se entregarem mais facilmente a Deus com um coração indiviso: outros, do modo que a lei moral para todos determina, e conforme são casados ou solteiros. As pessoas casadas são chamadas a viver a castidade conjugal; as outras praticam a castidade na continência: Existem três formas da virtude da castidade: uma, das esposas: outra, das viúvas; a terceira, da virgindade. Não louvamos uma com exclusão das outras. [...] É nisso que a disciplina da Igreja é rica. A VOCAÇÃO DOS LEIGOS A vocação própria dos leigos consiste precisamente em procurar o Reino de Deus ocupando-se das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus [...] como todos os fiéis, são por Deus encarregados do apostolado, em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm o dever e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra. Este dever é ainda mais urgente quando só por eles podem os homens receber o Evangelho e conhecer Cristo. Nas comunidades eclesiais, a sua ação é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, a maior parte das vezes, alcançar pleno efeito. VIDA CONSAGRADA Os conselhos evangélicos são, na sua multiplicidade, propostos a todos os discípulos de Cristo. A perfeição da caridade, a que todos os fiéis são chamados, comporta, para aqueles que livremente assumem o chamamento à vida consagrada, a obrigação
de praticar a castidade no celibato por amor do Reino, a pobreza e a obediência. É a profissão destes conselhos, num estado de vida estável reconhecido pela Igreja, que caracteriza a "vida consagrada" a Deus. A partir daí, o estado de vida consagrada aparece como uma das maneiras de viver uma consagração "mais íntima", radicada no Batismo e totalmente dedicada a Deus. Na vida consagrada, os fiéis propõem se, sob a moção do Espírito Santo, seguir Cristo mais de perto, entregar se a Deus amado acima de todas as coisas e, procurando a perfeição da caridade ao serviço do Reino, ser na Igreja sinal e anúncio da glória do mundo que há de vir. VOCAÇÕES SACERDOTAIS Perante a grandeza da graça e do múnus sacerdotais, os santos doutores sentiram o apelo urgente à conversão, a fim de corresponderem, por toda a sua vida, Àquele de Quem o sacramento os constituiu ministros. É assim que São Gregário de Nazianzo, ainda jovem presbítero. exclama: "Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros: temos de ser instruídos, para podermos instruir: temos de nos tornar luz para alumiar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d'Ele os outros, ser santificados para santificar, conduzir pela mão e aconselhar com inteligência". "Eu sei de Quem somos ministros, a que nível nos encontramos e para onde nos dirigimos. Conheço as alturas de Deus e a fraqueza do homem, mas também a sua força". [Quem é, pois, o sacerdote? Ele é] "o defensor da verdade, eleva-se com os anjos glorifica com os arcanjos, faz subir ao altar do Alto as vítimas dos sacrifícios, participa no sacerdócio de Cristo, remodela a criatura, restaura [nela] a imagem [de Deus], recria-a para o mundo do Alto e, para dizer o que há de mais sublime, é divinizado e diviniza". E diz o santo Cura d'Ars: "É o sacerdote quem continua a obra da redenção na terra"... "Se bem se compreendesse o que o sacerdote é na terra, morrer-se-ia, não de medo, mas de amor". "O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus".
O MATRIMÓNIO NA ORDEM DA CRIAÇÃO "A íntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis próprias [...]. O próprio Deus é o autor do matrimônio". A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador. O matrimônio não é uma instituição puramente humana, [...]Porque "a saúde da pessoa e da sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal e familiar". Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus que é amor (1 Jo 4, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador. E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: "Deus abençoou-os e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a"" (Gn 1, 28).* Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2, 18). A mulher, "carne da sua carne", isto é, sua igual, a criatura mais parecida com ele, é-lhe dada por Deus como uma ,auxiliar", representando assim aquele "Deus que é o nosso auxílio". "Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher: e os dois serão uma só carne" (Gn 2, 24). Que isto significa uma unidade indefectível das duas vidas, o próprio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, "no princípio", o desígnio do Criador: "Portanto, já não são dois, mas uma só carne" (Mt 19, 6). Fonte: Catecismo da Igreja Católica * Não se deve fechar o ato conjugal ao dom da vida. Ver método Billings no informativo Âmi n.176 (www.comunidadeami.com.br/ upload/arquivos/ 6842b23f20e0a456ce1077b1e7e6e770.pdf
Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2017
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Da vil estima de si próprio ante os olhos de Deus 1. A alma: Ao meu Senhor falarei, ainda que seja pó e cinza (Gn 18,27). Se eu me tiver em maior conta, eis que vos ergueis contra mim, e ao testemunho verdadeiro que dão meus pecados, não posso contradizer. Mas se me tiver por vil e me aniquilar, deixando toda a vã estima de mim mesmo, e me reduzir a pó, que sou na verdade, ser-me-á propícia a vossa graça, e a vossa luz há de vir em meu coração, e todo sentimento de amor-próprio, por mínimo que seja, perder-se-á no abismo do meu nada e perecerá para sempre. Ali me dais a conhecer o que sou, o que fui, a que ponto cheguei; porque sou nada - e não o sabia. Abandonado a mim mesmo, sou um puro nada e a mesma fraqueza; tanto, porém, que lançais um olhar sobre mim, logo me sinto forte e cheio de nova alegria. E é grande maravilha que tão sabiamente me levantais e tão benigno me abraçais, a mim, que pelo próprio peso pendo sempre para a terra. 2. Isto é obra do vosso amor, que me previne gratuitamente, socorrendo-me em mil necessidades, guardando-me de males, para bem dizer, infindos. Perdi-me, amando-me desordenadamente; mas, buscando a vós unicamente, e amando com puro amor, a mim me achei e a vós também, e este amor me fez ainda mais aprofundar-me em meu nada. Porque vós, ó dulcíssimo Senhor, me tratais além do meu merecimento, e mais do que ouso esperar ou pedir. 3. Bendito sejais, meu Deus, pois conquanto eu seja indigno de todo bem, ainda assim não cessa vossa liberalidade e bondade infinita de fazer bem até aos ingratos e aos que de vós andam apartados. Convertei-nos a vós, para que sejamos gratos, humildes e devotos, pois vós sois nossa salvação, nossa virtude e fortaleza. Fonte: "Imitação de Cristo", atribuído a Tomás de Kempis (1390 -1471)
O Milagre da Ceguinha
Foi por volta de 1874. Morava nos sertões de Jabuticabal uma viúva de nome Gertrudes Vaz, mãe de uma cega de nascença. Seu tio Malaquias vinha todos os anos visitar N. Sra. Aparecida e voltava contando as maravilhas que presenciara. Ouvindo isto, a ceguinha encheu-se de esperança e pediu à mãe para ir em romaria até lá. Eram pobres mas, pedindo esmola, encetaram a viagem que durou várias semanas Quando chegaram ao alto da Boa Vista, no bairro das Pedras,
a jovenzinha levantou a cabeça e apontou numa direção dizendo: - Mamãe, aquilo não é a capela de N. Sra. Aparecida? - É sim, minha filha. Então você está enxergando? - Sim, mamãe. De repente veio uma luz que clareou minha vista. Exultando de alegria, acabaram de chegar até a igreja no alto da colina. Acenderam as duas velas da promessa e voltaram bendizendo a Deus. Fonte:www.boletimpadrepelagio.org
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“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo 2,5)
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Informativo da Comunidade Âmi - AGOSTO.2017
Navarro-Valls, o inesquecível porta-voz de João Paulo II Morreu na noite de 5 de julho, aos 80 anos, o ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé Joaquin Navarro-Valls. O jornalista espanhol faleceu em sua residência romana em decorrência de um câncer no pâncreas. CARTAGENA, GRANADA, BARCELONA Joaquín Navarro-Valls nasceu em Cartagena, na Espanha, e se formou em Medicina nas Universidades de Granada e de Barcelona, período em que se aproximou do Opus Dei. DA MEDICINA À COMUNICAÇÃO Ao concluir os estudos em Medicina, especializou-se em Psiquiatria. Nesta fase, começou a estu-
dar Jornalismo, formando-se em 1968. Foi secretário da Delegação do Opus Dei em Barcelona e colaborou para a criação de inúmeras iniciativas apostólicas. No início da década de 1970, se transferiu a Roma e trabalhou com São Josemaría Escrivá no âmbito da comunicação da Obra, quando lhe coube anunciar a morte do fundador (26 de junho de 1975) e a eleição do sucessor, Álvaro del Portillo. Em Roma trabalhou também como correspondente do jornal ABC, cobrindo os eventos nos países do Mediterrâneo, viajando com frequência para o Oriente Médio. Em 1983 foi eleito presidente da Imprensa Exterior, a associação dos correspondentes estrangeiros em Roma.
lhe confiou missões delicadas com Gorbachov e Fidel Castro, e com ele, transcorria os períodos de repouso nas montanhas.
DA COMUNICAÇÃO AO VATICANO Em 1984 foi convocado para um almoço com João Paulo II, que o nomeou diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, inovando ao chamar para o cargo um leigo. Desde então, a sua figura foi associada à do Papa polonês até a sua morte em 2005. Desempenhou o mesmo cargo com Bento XVI, nos primeiros 15 meses do seu pontificado. A relação com São João Paulo II foi muito próxima, seja no plano profissional, seja no pessoal: o Papa
JORNALISTA, MAS NÃO SÓ Navarro-Valls, de fato, teve também um papel diplomático importante para a Santa Sé, participando como delegado vaticano em várias conferências das Nações Unidas e desempenhando um papel fundamental na preparação das viagens apostólicas. Tinha por João Paulo II uma sincera veneração e dizia que prestaria contas a Deus pela sorte que teve de trabalhar com um santo. A sua comoção nas horas precedentes à morte do Papa, (ocorrida no dia 2 de abril de 2005), ficou imortalizada pelas imagens televisivas.
A GRAÇA SOB PRESSÃO Joaquín Navarro-Valls foi sucedido pelo jesuíta Federico Lombardi. Ao comentar a morte do seu predecessor, Pe. Lombardi o lembra como uma das figuras importantes do "extraordinário pontificado" de João Paulo II, não somente por sua evidente visibilidade pública, mas também por sua ação concreta e seu papel de conselheiro. "Certamente João Paulo II tinha grande confiança nele." Já o atual diretor da Sala de Imprensa, o estadunidense Greg Burk, também ele Opus Dei, comentou a morte de Navarro-Valls com um tuíte: "Grace underpressure". "A graça sob pressão". Fonte: Rádio Vaticana
VIAGEM DA COMUNIDADE ÂMI "Oh como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos ", assim podemos descrever nossa peregrinação à Aparecida, ocorrida entre os dias 7 e 9 de julho . Havíamos planejado esta viagem para o ano passado, como parte das comemorações do Jubileu de Prata de nossa comunidade, mas Deus nos concedeu visitar nossa Mãe Padroeira neste ano jubilar dos seus 300 anos! Foram maravilhosas também as visitas a Guaratinguetá, cidade do Santo Frei Galvão, e à Canção Nova. A Graça Divina se manifestou a cada um de nós de formas variadas. Na viagem de retorno, através de lindos e comoventes testemunhos, foi partilhado um pouco do muito que Deus realizou. Com certeza nem podemos calcular a extensão das bênçãos que recebemos. A experiência de viajar em Comunidade foi tão gratificante que já estamos sonhando com a próxima... quem sabe para Madre Paulina ??? Somos muito gratos aos membros que organizaram a viagem: o Antônio, a Ilsa e a Jôse. Maria Helena - Âmi
IMAGENS DE AP ARECIDA APARECIDA
CACHOEIRA P PA ULISTA A ULIST A SANTUÁRIO DO P AI DAS MISERICÓRDIAS (CANÇÃO NOV A) PAI NOVA)
Imagem da Pietà no Santuário do Pai das Misericórdias GUARATINGUETÁ - IGREJA DE SANTO ANTÔNIO
ANIVERSARIANTES AGOSTO.2017 A TODOS OS ANIVERSARIANTES DESEJAMOS MUITA, PAZ E ALEGRIA! PARABÉNS!!!! Inês Borges Ferreira ............................. 07 Vanessa Ap. Caetano ............................ 07 Laurita Soares da Cruz ......................... 08 Lucia de Freitas Teixeira ...................... 10 Ilsa Nogueira Nitsch ............................. 14 Geraldo C. Assumpção Marques ......... 15 Leila Aparecida Buckeridge ................. 19 AmarinalvaLaudivar Ribeiro ................ 22 Verônica VanildeWojcik ....................... 22
Célia Mª de Souza ................................ 24 Sidnéia Ferreira Ribeiro ...................... 25 Edina A . Souza Amorim ....................... 27 Avelino de Oliveira Almeida .............. 28 Sérgio Augusto ...................................... 28 MarcellPiska .......................................... 28 Dnilce da Costa ...................................... 30 Lyrian C. Paladino .................................. 30 Solange Mª D do Carmo ....................... 31