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Rosa Maria e o diário perdido (2026)

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Rosa Maria e o diário perdido

Produto final do estudo de campo de Ouro Preto

Narrativa criada por João Henrique Santos, Maria Kobaiashi, Matias Grade e Sofia Hanai - 8°B

Ciências, História, História da Arte Língua Portuguesa e Redação Escola Miró. Ribeirão Preto, 2026

Rosa Maria era filha de Rosângela, uma ex-pousadeira, mas suamãejátinhasidomortapelaCoroa Portuguesa, pois ajudava na fuga de escravizados. Nesta época, Rosa ainda era pequena e ficou muito abalada.

Sem a mãe, sem a pousada que fora queimada pela Coroa, passou muitas dificuldades. Quando teve idade suficiente, resolveu tornar-se uma pousadeira para se sustentar e como forma de protesto, continuou com o trabalho de suamãe.

Seupaieraumescravizado,antes demorrer,tinhadeixadoumpoucode ouro para Rosa poder comprar um terreninho e fazer dele um comércio ou qualquer coisa do tipo que gerasse renda. Com esse recurso, ela finalmente conseguiu seguir a profissão da mãe e, aos 18 anos, comprou uma pousada, onde recebia pessoas estrangeiras. Sua pousada era um lugar muito humilde, mas ainda assimpermitiaqueela sobrevivesse.

RosaMariaeraatéquebemvelha para o tempo que uma pessoa sobrevivia aquela época. Nascida em 1770, já tinha vivido e visto de tudo: a Inconfidência Mineira, a morte de Tiradentes, a Guerra dos Emboabas, o esquartejamento de pessoas que eram exibidasempraçapúblicaporqueiam contraa Coroaportuguesa.

Por ter vivido tudo isso, tinha ideia de que ir contra “os mandamentos” da Coroa Portuguesa não seria uma boa ideia. No entanto, ela achava um absurdo aquele tipo de governo e era muito corajosa então sempre fez o bem mesmo que para Coroaaquilofosse errado.

Como uma maneira de ela ajudar quem ajudou seu pai e homenagear sua mãe, Rosa Maria secretamente também ajudava a libertar os escravizados desde seus 20 anos. Ela

os ajudava aumentando os preços da noite da pousada e dava esse dinheiro aos escravizados para que eles pudessemcomprarsuaalforria.

Naquela região, tinha também outra pousadeira com quem ela tinha uma rivalidade, chamava-se Cleuza, conhecida por fofocar muito. Só que tinha um problema, ela sabia do grande segredo de Rosa, sabia que Rosa ajudava a libertar os escravizados.

Um dia Carolina Maria, uma amiga pousadeira, foi correndo até a pousada de Rosa para avisar que Cleuza tinha dedurado seu segredo à Coroa Portuguesa, e que era melhor ela fugir,poissenãoseriapega.

Desde aquele dia, Rosa teve de abandonar seu comércio que foi incendiado pela Coroa. Pegou suas trouxas e foi passar um tempo no fundo da casa de Carolina Maria.

Meses depois, pegou suas coisas e foi

viver em um quilombo, pois era o único lugar seguro, passando o resto de sua vida migrando para quilombos emaisquilombos.

Ela viveu muito, viajou muito, conheceu muita gente, e teve muitos amigos. Para sobreviver, fazia alguns bicos;mascomotinhaamigosemtodo lugarqueia,elesaajudavammuito.

Ela aprendeu muito durante esse

tempo e escreveu um diário, mesmo semtermuitastécnicasdeescrita,mas ninguém nunca soube onde ele foi parar,atéhojeissoéummistério...

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