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Revista Barê - 7º B (2025)

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R e v i s t a B a r ê

Carta ao Leitor

Caro leitor, somos estudantes da Escola Miró, localizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo Um dos nossos métodos de aprendizado é o estudo de campo — uma viagem que acontece anualmente e que reúne parte dos temas estudados durante o trimestre. Além disso, é uma forma de nós, alunos, aprendermos de maneira mais diversificada e interativa.

No 7º ano, o estudo de campo ocorre em São Sebastião, SP, na praia de Barequeçaba As disciplinas envolvidas são Ciências, com a professora Márcia Ribeiro; História, com a professora Larissa Roitberg; e Orientação Educacional, com o professor César Russo. Contamos também com a colaboração de monitores que nos acompanharam nos estudos.

Durante a viagem, visitamos o Centro Histórico de São Sebastião, onde nos aprofundamos no período colonial de nosso país; o CEBIMAR (Centro de Biologia Marinha da USP), onde estudamos os impactos do plástico e do microplástico no mar; e a comunidade indígena Rio Silveira, em Bertioga, onde aprendemos sobre a relação dos indígenas com suas terras e sua rica cultura. Na praia, investigamos o costão rochoso, a fauna intersticial e organismos marinhos como plânctons, gastrópodes e anêmonas, entre outros Também realizamos entrevistas com os caiçaras de São Sebastião, na qual discutimos os impactos do derramamento de petróleo ocorrido em 2013 e o possível apagamento cultural de suas tradições.

Para organizar o estudo, dividimos as turmas do 7ºA e do 7ºB em grupos, cada um responsável pelo desenvolvimento de uma parte do trabalho de campo. Depois, reunimos todas as informações coletadas e elaboramos esta revista.

Esperamos que gostem!

Texto coletivo dos alunos do 7º ano B..

Corpo Editorial

Equipe Responsável pelo Estudo de Campo

César Russo - Professor de Orientação Educacional

Larissa Roitberg - Professora de História

Márcia Ribeiro - Professora de Ciências

Coordenação

Cláudia Nakao - Coordenadora Pedagógica

Marina Senne - Coordenadora Pedagógica

Escola Miró

Estudo de Campo, Barequeçaba, SP, 2025

Foto da Capa: Márcia Ribeiro

SUMÁRIO

Centro histórico. Uma viagem ao período colonial.

Novembro 2025 r

Henrique Salomão, Maria Clara Vinco e Theodoro Rossato

A vida no costão rochoso. O costão parece ser um lugar que não possui vida, porém abriga muitos organismos marinhos

Rodrigues, Sofia Hanai, Augusto Costa

Caiçaras. Conheça as tradições e a vida litorânea.

A vida debaixo da areia e o mar. Saiba mais sobre a vida na praia e como a poluição afeta este ecossistema

João Henrique Souza, Luisa Bozeli, Lorenzo Padovani

A luta dos povos indígenas. Histórias de resistências na Aldeia Rio Silveira

Anita Prado, Lucas Sciencia e Matias Oliveira

O mar tá cheio! De plástico! Entenda sobre poluição marinha, nanoplástico e a importância das conchas

Ana Galoro, Alice Vanzella, Miguel Lima
Manoel
Nina Murad, Ana júlia Consolini, João Guilherme Morais.

Centro Histórico Centro Histórico

POR QUE SÃO SEBASTIÃO?

São Sebastião foi uma das primeiras cidades a ser fundada no período colonial, no litoral norte de São Paulo. Fomos entender a participação da Europa no início da colonização do nosso país.

CasaEsperança-AprimeiraconstruçãodeSãoSebastião fotoretiradadositePousadaPortoMare

Antes da colonizão do litoral de São Paulo, os Tupinambás e os Tupiniquins brigavam entre si por território. Quando chegaram, os Portugueses se uniram aos Tupiniquins e os Franceses aos Tupinambás, aproveitado-se dessa rivalidade. No final, os Portugueses expulsaram os Franceses e fizeram acordos com os nativos no ano de 1563 (Paz de Iperoig). Porém, sofreram ataques de piratas franceses que saqueavam entre Santos (SP) e o Rio de Janeiro (RJ).

Confrontos

Quando o assunto é defesa, acreditávamos que era feita de forma bem mais violenta, com ameaças ou a utilização de escravizados para atacar ou lutar com possíveis invasores. Nas punições, nós acreditávamos que as torturas que usavam nos escravizados era o chicote. Achávamos que para "unir" o povo colonial, seria através de trocas de materiais/recompensas, ou uma organização maior dos líderes da época.

IgrejaMatrizEra usada para proteção espiritualefísica-fototirada por:HenriqueSalomão

Como foi...

Canhões: Os portugueses do período colonial usavam os canhões para colocar medo nos piratas que iam invadir a vila, geralmente franceses e holandeses Em maior quantidade, haviam canhões falsos, feitos de madeira apenas para criar uma ilusão de ótica como se houvesse muitos canhões, fazendo a maioria dos piratas desistirem de atacar a vila. Mas também tinha canhões verdadeiros, dos quais eram feitos de ferro pela colônia portuguesa. Eles ficavam em toda a costa litorânea para proteger o território de São Sebastião.

As visitas

CasaCâmaraeCadeiaOsricosficavamemcima eosprisioneirosembaixo fototiradapor:Henrique Salomão

Igreja Matriz: Além de ser uma das primeiras Igrejas do Estado de São Paulo (tombada hoje em dia), ela servia tanto para proteção espiritual, quanto física, por causa de suas paredes grossas, e estrutura feita justamente para proteger as pessoas mais vulneráveis (idosos, mulheres e crianças) de invasões. Pessoas que eram enterradas lá, quanto mais perto do altar, mais rico era a pessoa (e mais próximas de Deus estavam), e quanto mais periférico mais pobre (as pessoas ricas eram enterradas com seus pertences).

Casa de Câmarara e Cadeia: Tendo dois andares, a parte de cima ficava o vereador da cidade (como se fosse o prefeito hoje em dia), e na parte de baixo, ficavam os infratores. Havia uma escada específica para os líderes, e outra para os criminosos. Hoje em dia, a casa de camâra e cadeia é desativada, mas funcionou como cadeia por muito tempo. Era o símbolo da ordem e poder no período colonial.

Conclusão

Nofinal,entendemosaimportânciaeinfluênciadacoroa portuguesanaHistóriadoBrasil,comoatéhojeacultura, estilo de vida e os costumes são influenciados pelo períodocolonial.

São Sebastião tem a magia de um período congelado, onde pessoas foram escravizadas, outras marginalizadas e algumas endeusadas. Não podemos negar,jamais,ainfluênciadaEuropanoBrasileverparte desseperíododepertofoiumaexperiênciaúnica.

RepresentaçãodaIgrejaMatriz -Desenhofeitopor:HenriqueSalomão

a vida no

costãorochoso

Ocostãopareceserumlugarque nãopossuivida,porémabriga muitosorganismosmarinhos.

Praia de Barequeçaba, SP. Foto: Pousada Vila Barequeçaba.

O objetivo deste estudo foi descobrir como os organismos do costão rochoso sobrevivem, analisar as adaptações que ajudam os seres vivos a sobreviverem no costão rochoso, elaborar hipóteses e produzir dados.

situaçãoproblema:

Os organismos do costão rochoso vivem em um lugar difícil, pois precisam lidar com fatores bióticos, como competir por comida e espaço, e fatores abióticos, como resistir às ondas que batem neles e ao sol forte.

No costão rochoso é dividido em três zonas:

Infralitoral, que está sempre coberta de água.

Mesolitoral, que fica submersa quando a maré sobe, e quando a maré baixa fica exposta.

Supralitoral, que só recebe sprays de água quando a maré sobe.

Para viver nessas zonas os organismos do costão rochoso possuem adaptações como a carapaça que protege o animal porque é dura.

Hoje em dia, alguns fatores abióticos como a pesca e o aquecimento global, faz com que fique mais difícil de sobreviver lá.

hipótesesdeantesdeestudo

Antes do estudo de campo pensávamos que, quando a maré baixa na zona mesolitoral, alguns organismos podiam ficar sem água, e muito expostos ao sol. Nós também achávamos que a carapaça ajuda a proteger, porque dificulta na hora dos predadores comerem. As ventosas não deixam os animais saírem do lugar quando uma onda forte bate, porque faz ele se fixar na superfície. E que as conchas grossas protegem alguns animais da exposição ao sol, porque a concha é uma casa para eles. Outra hipótese é que organismos podem comer uns aos outros e competir por espaço. A gente também pensava que o costão rochoso poderia ser uma casa para alguns animais.

materiaisemétodos

Para coletar os organismos do costão rochoso da praia de Barequeçaba nós usamos luvas, bacias, espátulas e baldes. Todos os organismos que nós coletamos foram colocados em baldes e bacias com água do mar e levados para o laboratório que foi montado por nós com microscópio, lupas, aquários e bombas de ar, para a água com os organismos ficarem com oxigênio.

Alunos coletando os organismos na praia de Barequeçaba. Foto: Márcia Ribeiro/ Equipe Miró 11

dadosColetados

No cotão rochoso nós coletamos: gastrópodes, caranguejos, anêmonas e lígias.

Os gastrópodes pertencem ao Filo Molusco. Eles possuem um pé musculoso, concha espiralada, cabeça com olhos, e boca com rádula, um tipo de língua raspadora. As adaptações para viver no costão são o pé musculoso para fixação e concha para proteção.

Gastrópode coletado no costão rochoso da praia de Barequeçaba. Foto feita por Sofia Hanai.

A anêmona faz parte do Filo Cnidário. Elas possuem tentáculos, boca, disco podal. As adaptações para viver no costão são o disco podal para fixação e tentáculos para matar organismos e levar eles até a boca.

Anêmona coletada no costão e colocada em um aquário do laboratório montado no hotel. Foto feita por Márcia Ribeiro/ Equipe Miró.

A Lígia, conhecida como baratinha-do-mar faz parte do Filo Crustáceo. Ela possui carapaça, corpo segmentado, 7 pares de pernas e antenas. As adaptações para viver no costão são a locomoção rápida, o corpo achatado para se esconder e carapaça para proteção.

Baratinha do mar ou Lígia sp coletada no costão rochoso e observada no laboratório Foto: Márcia Ribeiro/ Equipe Miró.

O caranguejo faz parte do Filo Crustáceo. Ele possui carapaça, 5 pares de pernas sendo que o primeiro é em forma de pinças, 1 par de pedúnculo ótico e antenas.As adaptações para viver no costão são a carapaça para proteção, o corpo achatado para se esconder e uma locomoção rápida.

Caranguejos coletados no costão e observados no laboratório. Desenho: Sofia Hanai..

conclusão

A partir do nosso estudo vimos que os organismos do costão rochoso possuem adaptações para sobreviver num lugar tão difícil, como o costão rochoso. Cada animal vive em uma zona do costão rochoso: Os caranguejos e as Lígias na zona supralitoral, as anêmonas na zona infralitoral. Os gastrópodes na zona mesolitoral. Concluímos também que os animais do costão rochoso estão cada vez mais difíceis de serem encontrados, devido a grande quantidade de lixo que encontramos no costão e devido ao aquecimento global, o que mostra que ainda precisamos ter muita atenção e cuidado com este ambiente e os organismos que vivem nele.

C A I Ç A R A S

EAVIDALITORÂNEA

Cultura Caiçara

Ser caiçara não é apenas viver no litoral, mas também preservar sua cultura e tradições (a pesca artesanal e a agricultura de subsistência,oartesanato em cerâmica e cipó, e festas religiosas e culturais).

Em São Sebastião, SP, a maioria das caiçaras se concentramnobairroSão Francisco e por isso fomos até lá para entrevistá-los.

1 Qual o seu nome?

R: Marco.

ENTREVISTA

2 Você acha que a cultura caiçara está sumindo?

R: Sim, por exemplo, minha avó era caiçara e dava para perceber isso só pelo sotaque, que é algo que a gente só vê depois da ilha, então eu sinto falta disso.

3 Você já sofreu preconceito por ser caiçara? E como isso te afetou?

R: Por eu ser de uma família mais simples, sim, eu já sofri muita desconsideração.

4 Qual a maior fonte de renda dos caiçaras?

R: Nesse bairro, o São Francisco, a pesca principalmente, porque a maioria são pescadores.

5 Como é a vida caiçara?

R: A vida caiçara é muito ligada a natureza, as pessoas são muito conectadas com a natureza, elas olham para o céu e sabem se vai chover, se o mar está virando...

6 A poluição dos mares atrapalha a vida de vocês?

R: Atrapalha a vida de todo ser humano, mas principalmente daqueles que tiram seu sustento do mar.

7 Se você nasce em uma família caiçara você pode "desvirar'' caiçara?

R: Não, porque ser caiçara é nascer na beira do mar, estar em contato com a praia, viver as tradições, mas você pode se afastar da cultura com o tempo.

8 O que você acha que pode melhorar a poluição dos mares?

R: Já que nós estamos em um bairro de pescadores temos que tomar mais cuidado com os barcos e a prefeitura pode ter uma maior fiscalização daqueles que poluem a praia.

Em 2013, em São Sebastião, foram derramados 3,5 mil litros de óleo no oceano, altamente tóxico para a vida marinha, causando a morte de cerca de 150 toneladas de peixes e mariscos. Isso prejudicou muito oscaiçaras,poisavida deles é totalmente voltada para a pesca, e, com isso, alguns entrevistados afirmam que, aos poucos, a cultura caiçara está se perdendoaolongodas gerações.

Entrevista com o morador de São Francisco

Foto: César Russo

Crédito: César Russo Crédifto: César Russo

Fonte: Elaborado pelos autores (2025)

Dados coletados nas entrevistas com os caiçaras:

Religião: a maioria dos caiçaras são católicos e as principais festas religiosas que eles comemoram são a Congada, Folia de Reis e Festa de Santos Católicos. Ambas as festas misturam religião, comidas típicas e muita música.

Uma das comidas tradicionais é o Azul Marinho, preparado com peixe, farinha e banana, cozido na panela de ferro e servido na folha de bananeira.

Entrevistas com os caiçaras Foto: Equipe Miró

Crédito: César Russo Crédifto: César Russo

De acordo com os 17 entrevistados, sendo eles onze homens e seis mulheres, quinze afirmam que a cultura caiçara está acabando e dois dizem o contrário. Alguns dos motivos disso estar acontecendo são: a falta de apoio do poder público, a modernização da pesca, desinteresse das novas gerações, poluição marinha e redução dos peixes e frutos do mar.

Comoépossível preservaracultura caiçara? O poder público pode ajudar a preservá-la através da valorização dasfestastradicionais, da culinária local e do incentivo à pesca artesanal.

Igreja São Francisco, no bairro caiçara

Foto: Ana Galoro 7º B

AVIDADEBAIXODAAREIAE NOMAR

SAIBAMAISSOBREAVIDANAPRAIAECOMO

APOLUIÇÃOAFETAESTEECOSSISTEMA

JOÃO HENRIQUE SOUZA, LUISA BOZELI E LORENZO PADOVANI

COMO SÃO OS SERES DA PRAIA ARENOSA

E DO PLÂNCTON

O derramamento de óleo pode causar muitos prejuízos para os animais que moram na areia e na água do mar.

Os objetivos do nosso estudo foram: desenvolver o método científico, relacionar a distribuição dos organismos marinhos com os fatores bióticos e abióticos da praia arenosa, aprender a coletar a fauna intersticial e o plâncton, analisar esses organismos no laboratório, aprender sobre a importância deles no ecossistema marinho e como podem ser afetados pela poluição.

Praia de Barequeçaba, em São Paulo. Foto: Site Onde ir 360

O oceano e a praia arenosa são ecossistemas cheios de vida, e como no costão rochoso, os organismos não estão distribuídos de qualquer jeito, estes organismos dependem de várias características do ambiente, os fatores abióticos, como a salinidade, altura da maré, disponibilidade de luz, temperatura e a quantidade de oxigênio Os organismos que vivem na água do mar estão divididos em: plâncton, conjunto de seres que vivem na superfície da água e se movimentam com as ondas; nécton, conjunto de seres que nadam e são capazes de vencer as correntezas; e bentos, conjunto de seres que vivem no fundo do mar, alguns se movimentam outros não O plâncton é um grupo de organismos que flutua na superfície das águas Ele se divide em 2 grandes grupos: o fitoplâncton, que são algas microscópicas que produzem muito oxigênio, mais do que as florestas da Terra, e o zooplâncton que são animais microscópicos ou larvas de animais maiores Juntos eles formam a base da cadeia alimentar marinha alimentando a maioria dos animais marinhos. Em 2013, em São Sebastião, mais de 3,5 mil litros de óleo foram jogados no mar pela Petrobrás por uma falha técnica da empresa e muitas praias foram atingidas. A mancha causou a morte de 150 toneladas de peixes, mariscos cultivados e outros organismos marinhos pelos pescadores. O turismo também foi prejudicado porque tiveram que interditar várias praias que foram prejudicadas. Este derramamento virou um enorme desastre ambiental, que causou um impacto social nos caiçaras que vivem da pesca

Coluna de água com plânctons nêctons e bentos imagem: Site Resumo Biologia

Nossas hipóteses antes do estudo eram que se o fitoplâncton diminuísse faltaria oxigênio e muitos animais marinhos morreriam e os que sobrevivessem sentiriam falta de ar, e se o plâncton diminuísse, animais que se alimentariam dele morreriam de fome. Se o óleo atingisse o plâncton eles seriam afetados porque seriam intoxicados pelo óleo A gente imaginava que o plâncton é importante porque estão em grande número, alimentam de algas marinhas e produzem muito oxigênio. Acreditávamos que para sobreviver na areia precisa de: instinto de caça, ser resistente a fome, tem que saber se defender (no caso do caranguejo ele usa a carapaça), tem que armazenar água, ser resistente ao calor, e algo para cavar Pensávamos que os organismos que vivem na praia (areia) são importantes porque eles equilibram a cadeia alimentar, a contaminação da areia os afeta porque eles podem comer ou de alguma maneira se intoxicar. Também acreditamos que o plâncton não tem relação com a praia arenosa, acreditamos que o caranguejo come insetos ou peixes menores, brigam com outros caranguejos e fogem de aves marinhas (que tentam devorá-los).

Para coletar a fauna intersticial usamos: pá para cavar, peneira, bacia e saca areia para fixar guarda sol. Esperamos a onda do mar voltar e procuramos por pequenos buracos que saiam ar, então escavamos o local ou usamos o saca areia e víamos se tínhamos encontrado algum organismo Para coletar o plâncton usamos: redes de coletar plâncton e uma bacia Passamos a rede de plâncton pela superfície do mar de um lado para o outro e colocamos o material coletado em um frasco para observarmos no laboratório.

Coleta de plâncton na praia de Barequeçaba, SP Foto: Márcia Ribeiro

NOSSAS OBSERVAÇÕES

Na praia arenosa encontramos corruptos, gastrópodes e uma tatuíra.

Os gastrópodes são do Filo Molusca, e suas principais características são: corpo mole, pé musculoso, concha espiralada e fina, olhos e sifão. Ele come plânctons e poliquetas (que são pequenos vermes) seus predadores são aves marinhas, caranguejos e lagostas. Para sobreviver na praia arenosa eles usam o seu pé musculoso para cavar, e tem uma concha fina para se enterrar com facilidade.

GastrópodecoletadonapraiadeBarequeçaba. Foto:LorenzoPadovani

Gastrópodeecorruptonapraiaarenosa Desenho:LuisaBozeli

Crustácea, e possuem carapaça, 5 pares de pernas, sendo o primeiro em forma de pinças ou quelas, e os pendulo ótico. Para viver na praia arenosa eles tem um corpo fino, pinças para ajudar a cavar e carapaça tudo adaptado para se enterrar melhor na areia.

Osatracoda,umcrustáceodozooplãncton.

Foto:MárciaRibeiro

CorruptocoletadonapraiadeBarequeçabae estudadonolaboratório.Foto:LorenzoPadovani.

Os seres do plâncton vivem na superfície e existem dois tipos de plâncton o fitoplâncton e o zooplâncton, o grupo do zooplâncton é formado por pequenos animais, larvas de organismos bentônicos ou nectônicos (tipo estrelas do mar ou peixes) O grupo dos fitoplâncton são formados de pequenas algas microscópicas. As microalgas do fitoplâncton são Importantes porque são fontes de oxigênio para o planeta e são a base da cadeia alimentar marinha e o zooplâncton é importante porque fazem parte da cadeia alimentar marinha. Não encontramos algas do fitoplâncton, apenas seres do zooplâncton, como o ostracoda, um tipo de custáceo

Após o estudo concluímos que o plâncton é essencial para a cadeia alimentar marinha. Ele é formado pelo fitoplâncton e zooplâncton. O fitoplâncton produz grande parte do oxigênio que a gente respira mais que as florestas da Terra e produz glicose, e por isso ele é a base da cadeia alimentar O zooplâncton se alimenta do fitoplâncton e vários animais marinhos se alimentam dele. Também aprendemos que há um mundo imenso e fascinante de vida embaixo da areia que pisamos, como corruptos, gastrópodes, tatuíras e caranguejos que se adaptaram para viver na areia, e eles também fazem parte da cadeia alimentar Os organismos da praia arenosa e do plâncton são adaptados ao meio em que vivem e são muito delicados e um derrama de óleo no mar afeta toda esta cadeia alimentar, por isso é muito importante que os navios que transportam o óleo tenham reponsabilidade e cuidado E da nossa parte não devemos jogar lixo nas praias.

Conclusão

da comunid emBertioga,litoralsul deSãoPaulo. Nossosobjetivosaovisitá-losincluíam conheceracultura,reconheceropapel dos indígenas em nossa sociedade e entender as resistências dessas populaçõesnopassadoenopresente.

Artesanatos indígenas da comunidade Rio Silveira. Foto: Equipe Miró

Inicialmente pensávamos que elessedividiamporgêneroseque se sustentavam com suas venda de artesanatos. Acreditávamos que eles não usavam roupas, comiam aquilo que plantavam e sempre muito próximos de sua religião, moravam em ocas e faziamesportes.

Mesmo hoje em dia os indígenas precisam lutar por territórios e direitos, como a invasão daqueles que devastam suas terras e uma política governamental de remanejo dos moradores da aldeiaparaoutrolocal. Segundoosgovernantes,essa mudançaseriamelhorparaos indígenas, pois eles ficariam maispróximosdavidaurbana. Entretanto, os indígenas não querem deixar suas terras, afinal, como podemos tirá-los de onde vivem há tantos séculos?

Cacique Adolfo ensinando palavras em tupi. Foto: Equipe Miró

Retrato do cacique Adolfo. Desenho: Anita 7º B

Fizemos algumas perguntas para o Cacique Adolfo, líder da comunidade, para conhecer melhor sua cultura. Entre elas, perguntamos sobre a economia, o preconceito, o modo de vida, como se tornava um cacique e como funciona o casamentoindígena.

Segundo o líder indígena, para se tornar um cacique é votado coletivamente em um novo líder quando ele está velho. Para ele, no modo de vida indígena, se a criançacai,deve-se deixar que ela aprenda a se levantarsozinha.

A vida deles é muito coletiva: se um parceiro precisa de comida, eles não vendem, pois se consideram todos irmãos; a educação de uma criança indígena, por exemplo, é responsabilidade detodos.

De acordo com o cacique, os indígenas da aldeia sofrem preconceito nas ruas,poisquando estão arrumados perguntam se são coreanos e falam que eles não são indígena de verdade; se usam roupas tradicionais da sua cultura, dizem que é "preguiçoso" e que o indigena não pode usar tecnologias.

Sobre economia, eles plantam e o que sobra eles usam para vender; com isso conseguem dinheiro pra comprar objetos que nãoproduzemnaaldeia.

Apartirdaexperiênciaecontatocomapopulaçãoda aldeia Rio Silveira, chegamos a conclusão de que o preconceito é algo que eles sofrem desde sempre, masmesmoassimsemantémforteseresistemmuito alémdanossacompreensão.Elestêmorgulhodesua origemeancestralidade.

Ser indígena hoje no Brasil significa honrar seus antepassados, manter viva sua espiritualidade e língua (guarani) e sempre estar em luta por suas terrasedireitos.

Cacique mostrando seus hábitos. foto: Matias 7º B

DE PLÁSTICO

Animais marinhos sofrendo por causa de plástico poluindo o mar Foto: Site Central de Notícias Uninter.

Entenda sobre poluição marinha, nanoplástico e a importância das conchas

Praia do Segredo. Foto: Site: Todas as praias de SP.

A p r e s e n t a ç ã o

Faz tempo que o plástico é um problema na vida marinha, porém hoje em dia o problema se estendeu e o plástico está se fragmentando em pedaços menores, invisíveis a olho nu, chamado de nanoplástico, que está indo parar no ar, na água e até no corpo humano.

Animal marinho comendo plástico.

Foto: Site da UOL

Plástico no fundo do mar

Foto: Site da National Geografic

O b j e t i v o s
s i t u a ç ã o p r o b l e m a

Os animais marinhos, na maioria das vezes, não reconhecem o plástico, ainda mais que o plástico não faz parte do habitat deles. E por causa disso, muitos acabam sendo afetados Por exemplo, a tartaruga come águas-vivas, e elas acabam se confundindo e comendo os sacos plásticos achando que são águas-vivas Muitas acabam morrendo com o plástico no estômago ou sendo sufocadas quando se enrolam no plástico. Esses plásticos não apenas flutuam pelos oceanos, mas também se fragmentam em pedaços menores por conta do tempo e do movimento dos mares, pois o plástico fica fraco e acaba se quebrando ou desmanchando, e se torna muito pequeno, que nem consegue ser visto a olho nu, chamado de nanoplástico Essa preocupação não se restringe apenas no oceano Em 2022 saiu uma divulgação contando que foi encontrado nanoplástico no sangue do corpo humano, e em 2025 os chineses detectaram plástico no coração humano.

L e v a n t a m e n t o d e H i p ó t e s e s

Antes do estudo as nossas hipóteses eram que as pessoas hoje em dia andam jogando muito lixo na rua, e quando acontece uma grande chuva, os lixos caem nos bueiros, indo até os rios. Os rios que por sua vez são interligados ao mar, e quando os plásticos acabam indo ao mar, a maré forte acaba fragmentando o plástico em pedaços. Quando isso acontece, a quantidade de nanoplástico acaba se ampliando e aparecendo no corpo humano, na água, na comida e até no ar. Também achávamos que o plástico como garrafas e sacolas acabam prejudicando muito a vida marinha, como as tartarugas, que confundem sacolas por águas-vivas, acabando morrendo sufocadas.

Tartaruga sufocada por plástico Foto site: PROJETO TAMAR

Nós fomos até o Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo, conhecido como CEBIMar/ USP, em São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo. Lá nós fomos acompanhados pelo Luciano Abel, biólogo especializado em biologia marinha, que hoje em dia trabalha lá O CEBIMar é localizado na Praia Do Segredo Fomos divididos em pequenos grupos e usamos 2 sacos plásticos para coletar lixo e um saco plástico para coletar conchas. A coleta durou aproximadamente uns 10 minutos. m a t e r i

D a d o s d o e s t u d o

Em 5 minutos de observação, coletamos vários itens. Nós coletamos um pau de madeira, garrafas plásticas, copos plásticos, pedaço de isopor, sola de sapato, cordas, disco de CD, tampinha de plástico, cano e pedaço de tijolo.

Lixo retirado da Praia do Segredo. Foto: João Guilherme

Além da coleta de material encontrado na praia, também fizemos uma entrevista com o Luciano:

Qual foi o momento mais estressante que você já teve no CEBIMar?

Desenvolver o centro de visitantes. Vai ser um centro com organismos marinhos, tablets e óculos 3D. Foi estressante!

Quem mora no litoral tem mais plástico no corpo?

É uma pergunta perspicaz! Eu diria que não, mas não é baseado em nada, é uma opinião minha tirada de nenhum dado Mas é uma boa pesquisa Mas digo que não, pois o nanoplástico está em todo o lugar.

Como o nanoplástico fica tão pequeno e vai parar no mar?

Primeiro que o plástico é versátil, ele não é uma coisa só, existe vários plásticos e dá para ver que eles são de diferentes tipos: tem plásticos moles, duros e com cores diferentes. E quando entra em choque com uma rocha ou com o aquecimento do sol, ele vai se fragmentando até virar o nanoplástico. Mas com alguns acontece mais rápido e com outros demoram muito. Para ele entrar no corpo humano, ele vai ou por alimentos, respiração ou tomando água. E para ele ir para outros lugares ele acaba sendo muito leve e é levado pelo vento ou pela água.

Tem como os animais se adaptarem a o plástico?

Talvez daqui a MUITOS anos, só com o tempo saberemos Mas é minha opinião pessoal, eu nunca pesquisei sobre.

Turmas dos 7º anos/ 2025 s

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