

A Oficina De Francisco
Produto final do Estudo de Campo de Ouro Preto, 8°A
Arthur Araújo, Clarissa Loyola, Leonardo Borges, Maria
Eduarda Galvão e Tay Fernandes
Ciências, Geografia, História, História da Arte e Língua Portuguesa
Escola Miró, Ribeirão Preto/SP, 2025.

AnotíciaserepetianamentedeFrancisco, escultor e entalhador que trabalhou durante anos na oficina de Aleijadinho. Depois de muito sofrimento na época em que era escravizado, e após todas as dificuldades em encontrar um trabalho. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, tinha sido sua salvação, querendo ou não. Mas agora Francisco voltara à estaca zero. Não tinha emprego, nem dinheiro. Não tinha família, nem ninguém que o apoiasse. “Sinto lhe informar, mas Mestre Antônio, conhecido como Aleijadinho, faleceu durante esta noite, depois de mais complicações com sua doença.”

Não havia nem tempo de sentir o luto, precisava pensar rápido em outra fonte de renda. Pessoas como ele não podiam descansar, só trabalhar.
Talvez a ideia tenha sido da tristeza, mas uma oficina era tudo o que queria. Trabalharia com algo que já era bom, teria dinheiro para o básico e seria uma ótima homenagem ao seu professor falecido.
Ele precisaria do básico para a oficina: nome e clientes. Pensar em um nome não é nada difícil, poderia ser “Casa do Chico”, “Oficina Antônio Francisco”, ”Entalhaderia do Chico de Pedra Sabão”, “Pedra Sabão do Chico”. O difícil seria escolher dentre as inúmeras opções. Pensou em um nome mais simples, talvez “Oficina do Chico”. E finalmente decidido, precisaria de um lugar. O

centro de Vila Rica seria um bom lugar. Era bem movimentado.
Chico foi para o centro e olhou todos os lugares disponíveis, até que achou um que parecia ser de tamanho adequado. Ao ir atrás de materiais de construção, encontrou um comerciante e começou a conversar.
- Bom dia, senhor! Eu vou construir uma oficina e estava precisando de alguns materiais.
Porém, mal acabara de falar, o senhor já estava indo embora...
Tentou com mais alguns, mas o mesmo sempre acontecia. Ele era rejeitado por causa da sua cor. Então, cansado de não conseguir nada, usou outra tática.
- Bom dia, senhor! Eu estou precisando de uns materiais de construção para o meu senhor - disse ele para o comerciante que amigavelmente aceitou lhe dar atenção.
- Claro! Do que precisa? Vendo diversos tipos de materiais para construção, como pedras, madeira e até ferramentas.

Saiu de lá com tudo o que precisava para a construção, mesmo que desonestamente.
Cada pedra que comprara foi usada na estrutura da oficina. Tinha ficado pequena, mas cabia tudo o que precisaria nos dias de trabalho. Era ótima para um começo.
Então, precisava começar logo. Os exaustivos dias construindo não lhe deram direito a descanso. Ficava pelas ruas divulgando seu negócio. E, no seu tempo livre, procurava algo para comer. Seu novo

emprego ainda não lhe dava lucro, mas, para ele, a vida na miséria era comum.
minas. Mas depois que Francisco tornou-se um discípulo de Mestre Antônio, os amigos raramente se viam. Um dia, decidiu procurar seu amigo, explicou a situação, e depois de um longo processo, sucedeu a ação de comprar a alforria de Benedito, que foi trabalhar na oficina com Francisco. Benedito aprendeu a arte da pedra sabão. E assim viveu Francisco por mais seis anos.
