SPOT
TLIGHT
ARTE
É
N Ã O VOCÊ O QUE
MAS V O C Ê
FAZ
O U
Q E
OUTROS
Edgar Degas, artista francês
THE SPOT Nesta edição da revista digital SPOTLIGHT jogamos luz à equipe de Artes Integradas, formada por profissionais especialistas em diversas linguagens artísticas, como música, artes plásticas e teatro, incluindo também a linguagem do corpo, seja pela, dança, por jogos esportivos ou pela arte performática. Compõem o grupo profissionais com experiências prévias variadas – tem pianista, baterista, guitarrista, técnico de futebol, pesquisador de danças folclóricas e tem até o Felippe Moraes, de São Paulo, que foi artista do Cirque du Soleil! O time de Artes Integrada trabalha em colaboração entre si e também com os educadores de referência com o objetivo de integrar aos projetos as expressões pelas artes e pelo corpo, a fim de criar conexões para integrar conhecimentos e ampliar perspectivas, agregando uma visão de mundo que entende cultura como uma produção em movimento. O impacto deste trabalho se observa pelo desenvolvimento de estudantes capazes de sentir, compreender e recriar as artes, conforme mostramos nas páginas a seguir. Boa leitura e que as artes sempre nos inspirem!
LIGHT
MENINO INVISÍVEL
"E AQUI VEMOS O MENINO INVISÍVEL, EM SUA AMÁVEL CASA INVISÍVEL, COM UM QUEIJO INVISÍVEL, ALIMENTA UM RATINHO INVISÍVEL. OH, QUE IMAGEM LINDA DE SE VER! DESENHE PARA MIM UMA IMAGEM INVISÍVEL?" SHEL SILVERSTEIN
m E
o c o F
Um piano para t o d o s Sabe o piano de cauda que é marca da Escola Concept, sempre aberto como um convite a todos compartilharem seu talento e alegria livremente? Levá-lo para o saguão central foi ideia de Lariça Teo, educadora de música na Concept Ribeirão Preto. “Acredito que a música pode ser uma ferramenta poderosa para a formação humana das crianças. Por meio da música, consigo abordar questões como colaboração, trabalho em equipe e parceria. A música tem o poder de trazer a sensibilidade para as crianças pequenas para chegarem diferentes e melhores ao final da vida escolar. A música tem o poder de mudar as pessoas”, diz Lariça. Com formação em piano e flauta eruditos, pela faculdade de Música da USP, Larissa começou seus estudos aos 4 anos. Fora da escola, participa de rodas de choro, gosta de viajar para apresentar repertório de música brasileira no exterior e sonha em idealizar um projeto social para crianças. "Um local onde possam ter todas as artes: dança, música e esportes”, imagina.
Um dos projetos mais marcantes na Concept que teve a participação e coordenação de Lariça foi o “Better World Festival”, espetáculo que integrou música, literatura, dança e performance, no encerramento da turma do 9º ano em 2019. Muito do que se viu na LIVE da Festa Junina 2020 também teve seu trabalho dedicado por trás. Além de tocar piano, Lariça tem o perfil de arregaçar as mangas e "carregar o piano" quando é preciso.
Curiosidade: foi de Lariça a ideia de deixar o piano no saguão central, como um convite para qualquer pessoa sentar no banquinho e tocar.
Filho de p e i x e Thiago Maranhão bem que tentou seguir o conselho de sua mãe e estudar matemática para ser professor. Mas a paixão pela música corre no sangue e ele deixou a faculdade para formar-se bacharel em bateria, trilhando os passos de seu pai, Ivan Conti, mais conhecido por Mamão, um baterista reconhecido tanto por participações em gravações de MPB quanto por compor o trio instrumental Azymuth, que toca jazz combinado a elementos do samba, eletrônico e até funk.
Em paz com sua vocação, Thiago seguiu trabalhando como produtor cultural e músico e mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo, onde se envolveu em projetos de educação pela música, entre os quais o Projeto Guri. Foi essa formação eclética e espírito de inquietação que fizeram de Thiago um educador em potencial para a Escola Concept. "Vim para cá atraído pela proposta de unir música, poesia e palavra como formas de expressão criativa da aprendizagem", conta Thiago. "O que move o meu trabalho é pensar como o time de Artes Integradas pode dar suporte e inspirar a educação, mentorando o processo de curiosidade no sentido de resolver problemas do mundo real". Curiosidade: no ano passado, Thiago e seu pai lançaram um disco e fizeram um show juntos. Saiba mais sobre eles no Instagram @poisonfruitlive
Teatro e palhaçada Formada em Teatro e pós-graduada em Ensino da Arte, Andressa Bianca Neves decidiu ser educadora quando ainda estava no ensino fundamental, inspirada por uma educadora que a motivava a utilizar as artes para expressar os sentimentos. "A importância da arte na vida das pessoas é algo nítido, afinal ela está em todo lugar, faz parte da nossa cultura e da nossa história. Auxilia-nos na nossa comunicação, no nosso convívio, no nosso crescimento humano e social", opina. Tendo ingressado na equipe da Escola Concept Salvador este ano, Andressa teve o que podemos considerar "a sorte" de enfrentar em tão pouco tempo a pandemia. "As aulas de artes integradas entram como um importante recurso pedagógico para o desenvolvimento da criança, dando suporte para interações sociais, mesmo que pela tela,".
Fora do ambiente de trabalho, Andressa integra e lidera o grupo Intrépidas Filhas Do Fogo, que une pirofagia e teatro. Também é praticante de yoga e a meditação e adora dançar, caminhar na praia e fazer trilhas. "Toda prática que envolve contato com a natureza me traz um grande bem-estar", diz. Uma curiosidade sobre a Andressa, que nossos pequenos alunos já sabem: ela dá vida à palhaça Xuvisko e se apresenta sempre que há o convite para a Educação Infantil. "Quando decidimos ser artistas, é um grande desafio, mas quando decidimos ser mulheres palhaças, parece que o desafio triplica.", diz. Curiosidade: Andressa lidera o grupo Intrépidas Filhas Do Fogo, que combina pirotecnia e teatro.
A liberdade de errar
Uma das maiores lições que Claudia El Bayeh Dehé levou da escola para a vida foi ensinada por uma antiga professora de artes. Ela tinha uma proposta de colagem para ser feita em casa, mas não entendeu bem o objetivo. Quando comparou o seu trabalho com o dos colegas, ficou arrasada. "Eu considerei um erro, uma falha, mas a educadora me acolheu e valorizou minha criatividade, desfazendo o mito de que há somente um jeito certo de fazer as coisas", conta.
De lá pra cá, Claudia manteve as artes como sua área preferida. Ainda na época de escola iniciou estudos em fotografia, depois fez licenciatura em artes e segue matriculando-se diversos cursos livres, em especial sobre o modelo da educação de Reggio Emilia, na Itália, para onde inclusive foi viajar com um grupo de estudos. Neste ano, Claudia assumiu dois novos desafios profissionais: ingressou na equipe de educadores da Concept São Paulo e passou a colaborar para a organização HundrED, com sede na Finlândia, que busca de modelos disruptivos em educação. "É muito bom estar numa escola onde, mais que fazer adereços decorativos, os educadores de Artes são chamados para contribuir com os projetos, desde a criação até a execução", diz.
Curiosidade: Claudia pesquisou sobre ilustração de livros infantis em seus estudos de pósgraduação em Artes.
Todo mundo ama o E m í l i o Emílio Calsani é o sucesso das Festas Juninas e das gincanas no evento em que os estudantes dormem na escola, chamado de Rise and Shine. Responsável por uma das aulas que os estudantes costumam mais gostar, Corpo e Movimento, ele sabe aproveitar o carisma para envolver os estudantes em propostas que vão além do futebol ou de outras atividades com bola. "Foram marcantes os projetos que exploraram os temas do circo, com o 1° ano em 2017, e do Corpo Humano, com os adolescentes do 7° ano no ano passado", conta.
Ex-jogador de futebol profissional, Emílio é formado em Educação Física pela Universidade de Ribeirão Preto e tem especialização treinamento desportivo pela USP. Nas horas vagas, ele gosta de se exercitar com treinos de ginástica funcional, assistir a programas esportivos e cozinhar. Em junho, sua rotina de educador e esportista passou a ser dividida com a de pai. Foi quando nasceu Alice, sua filha e maior orgulho. Curiosidade: Emílio costuma ser o MC da Festa Junina, quando as crianças o chamam de "tio milho", um trocadilho de seu nome e a comida típica da festa.
JANELAS
A professora e pesquisadora Anamelia Buoro, Mestre e Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC
PARA O
São Paulo, autora de diversos livros, dentre eles "Olhos que pintam" e "Olhar em construção", conversou conosco sobre a importância da arte
MUNDO
para compreensão do mundo. Avó de 8 netos, Anamelia indicou alternativas interessantes para a exploração da arte com crianças e adolescentes em tempos de isolamento social. O bate-papo fez parte da série Morning Bites em junho e está disponível na íntegra em nosso canal no YouTube.
CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR!
“As crianças são expressivas naturalmente, sabem muito mais do que nós. Quanto mais ouvimos e estamos com elas, compreendemos como elas entendem o mundo. Quando adultos, vamos perdendo essa capacidade”, comentou Anamelia, que define arte como a materialização das percepções de mundo e da vida dos diferentes seres humanos em alguma linguagem artística. “Gosto de pensar na ideia de que nossos sentidos nos ajudam a compreender o mundo. Eles remetem às crianças e como elas se comportam diante da arte. Elas levam para o corpo toda expressão que sentem, falam e exprimem. A criança é um corpo que constrói conexões de ressignificação para o mundo”, contextualiza.
Em analogia ao singular momento que estamos atravessando, Anamélia decidiu conduzir sua reflexão a partir de algumas obras do artista francês Henri Matisse (1869 – 1954), conhecido pela vivacidade e também por ter retratado o mundo por meio das janelas. “Matisse foi um intenso produtor entre as vanguardas artísticas e pintou mais de 70 telas onde aparecem janelas. As janelas dos lugares onde ele vivia eram o motivo de sua vida", explicou. Neste exercício de olhar para fora, ou enquadrar o pouco ambiente de dentro, conseguimos captar o que era valorizado por ele dentro dos espaços, em diferentes situações de tempo e espaço.
"Matisse foi um intenso produtor entre as vanguardas artĂsticas e pintou mais de 70 telas onde aparecem janelas. As janelas dos lugares onde ele vivia eram o motivo de sua vida"
Matisse AS JANELAS DE
Montagem com reproduçþes de telas de Matisse
JÁ OLHOU PELA JANELA HOJE? A seguir, listamos algumas dicas que podem ajudar as famílias, em tempos de reclusão social, a fomentar o olhar para a arte e ampliar o repertório das crianças.
1
Explorar a habilidade da descrição, fazendo conexões com o fora e com o dentro, a partir de qualquer janela de casa.
2
Criar situações, dançar, ler um texto bem alto para outras pessoas ouvirem e perceber as reações.
3
Exercitar a descrição, análise, pesquisa e interpretação, habilidades que podem ser trabalhadas por todos. O espaço da casa, nesse momento, precisa ser um espaço ateliê, onde podemos dançar, desenhar, cantar, pintar, sem nada pronto, livremente com o que temos à disposição.
4
Respeitar as faixas etárias, ouvir, mais do que confrontar, encontrar possibilidades de exploração de espaço.
5
Deixar a imaginação fluir e explorar as vivências dentro do espaço em que estão.
6
Dialogar sem julgar para construir possibilidades juntos.
FESTIVAL DE TALENTOS
Um dos TED talks mais assistidos no mundo é o "Do schools kill creativity?" (As Escolas acabam com a criatividade?, em tradução livre), do inglês Ken Robinson. Nesta palestra, ele provoca a pensarmos um sistema educacional que nutre (e não prejudica) a criatividade. Com isso em mente, a Escola Concept faz todo o possível para promover as paixões e expressões criativas de seus estudantes e estamos felizes em visualizar o resultado mesmo em algumas crianças muito pequenas.
Ana Beatriz Terra 8º ANO Concept Ribeirão Preto
Qual significado da Arte em sua vida? Arte para mim é música, que sempre esteve comigo, desde bebê. É como uma energia vital, embora soe clichê, mas é super real. Sou super emotiva com música, gosto de incluir a música em tudo que faço. Quem são suas influências? Desde pequena meus pais me influenciaram a gostar de artes em geral. Frequento casas de shows, vou ao teatro, escuto grandes cantores como Chico Buarque, Elis Regina e Caetano Veloso. Hoje, vários artistas jovens que fazem covers têm me influenciado, como Sofia Oliveira, Elana Dara, Bia Marques, entre outras. Como está sendo sua relação com a música na quarenta? Tem sido um período de transformação para mim. Sou muito tímida e estou trabalhando para lidar melhor com isso, pois quero seguir carreira como cantora. Comecei a pensar sobre como queria mostrar o que faço, trabalhando minhas inseguranças e vergonhas. Foram nestes últimos meses que eu me abri e resolvi postar meus covers.
Quais são os instrumentos que você toca? Toco violão, ukulele e teclado. Violão comecei há 3 anos e tenho ajuda de professores. Ukulele eu aprendi vendo vídeos e pesquisando como fazer as notas. Tive aulas de canto em 2019 e quero voltar a estudar. Por enquanto, faço alguns exercícios em casa. Como está sendo a repercussão dos vídeos? Eu estou amando, porque as pessoas estão se identificando com o que faço. Meu grupo de amigos está crescendo e estou convivendo com pessoas que fazem o mesmo que eu. Sinto que evoluí muito e estou feliz com isso! Estou aprendendo a entender meu público, porque quero criar um estilo próprio, então todos os feedbacks estão sendo muito importantes para mim.
Alice Braga Nunes 9º ano Concept Salvador
Qual significado da Arte em sua vida?
Na escola, qual projeto você teve
Eu gosto observar obras de artes plásticas, pensar na perspectiva e imaginar o que se passava na cabeça do artista quando ela foi feita. É sempre muito interessante tentar enxergar a situação pelos olhos de outra pessoa.
mais orgulho em participar?
Quais projetos você está fazendo no momento? Tenho feito uma série de pinturas voltadas à temas de relevância social, tais como o feminicídio e racismo. Porém, momentos de inspiração são muito repentinos, as ideias surgem do nada, depois disso trabalho o mais rápido possível para finalizar logo a obra. Quais as atividades mais lhe interessam? Definitivamente releituras. Dar um outro significado a uma obra já existente e deixá-la do meu jeitinho. É ao mesmo tempo desafiador e divertido.
A releitura de obras africanas que fizemos no começo do ano. Foi muito difícil fazer esse trabalho. Aplicamos uma nova técnica que depois de desenhar, ampliamos o desenho para refazer apenas uma parte na tela. Penso que ficou bem diferente de qualquer outra coisa que já fiz Qual dica você sugere para incorporar a arte no dia a dia nessa nova realidade de distanciamento social? Quando não tiver nada para fazer tente reinventar algo na sua casa, é uma forma de deixar a criatividade correr solta e deixar sua casa mais divertida. Aqui, já pintamos a mesa da sala, a porta e até as paredes.
Bruna Dias Borges 9º ano Concept Salvador
Qual significado da Arte em sua vida?
Na escola, qual projeto você teve
A arte é uma forma de expressar emoções, cultura e história. Através da arte eu procuro expressar meus sentimentos e forma de pensamento.
mais orgulho em participar?
Quais projetos você está fazendo no momento? No momento eu estou em um processo de customização de roupas. Quais as atividades mais lhe interessam? Eu me divirto muito trabalhando com materiais diferentes, sem ser papel e lápis.
No ano passado eu e algumas colegas fizemos uma árvore com materiais reciclados. Tínhamos o objetivo de conscientizar as pessoas e incentivar a parar de poluir as florestas, acredito que seja o melhor trabalho de artes que eu já fiz. Qual dica você sugere para incorporar a arte no dia a dia nessa nova realidade de distanciamento social? Comece com algo para se distrair e logo essa pode virar uma forma de aproveitar o tempo nesta fase de distanciamento.
Henrique Almendra Pre K3 Concept São Paulo
Qual o significado da música na vida do Henrique? O Henrique tem 3 anos, brinca com todos os instrumentos praticamente, mas o predileto sempre foi o violão e instrumentos de percussão. Agora está encantado com a bateria. É curioso. Ninguém na nossa família toca instrumentos. Amamos música, mas não sabemos tocar nada infelizmente. Mas começamos a perceber que ele usa a música para como forma de se aproximar e de se comunicar com as pessoas. Como vocês, como pais, fazem para incentivá-lo? Deixamos que ele brinque. O Henrique adora fazer shows e interpretar diferentes papéis. Às vezes ele é o baterista, às vezes o vocalista, outras o baixista. Normalmente ele escolhe uma banda, um show e uma música específica, e a partir daí ele estuda, decora e passa a imitar os integrantes. Então tem muito faz de conta envolvido nessa brincadeira também.
E ele já tem um estilo de preferência? A gente tenta expor ele a uma grande variedade de ritmos e de estilos musicais. Mas recentemente, a bola da vez tem sido o rock. Na escola virtual como ele tem produzido as atividades de música? Os dias que ele tem aula virtual com o Igor são sem dúvida os mais esperados por ele! E ele adora as atividades de música que são enviadas! Assiste 10 vezes os vídeos, canta, toca... são as atividades prediletas.
PROJETO Por acaso seus filhos se envolvem em projetos pessoais criativos, artes ou experiências nas quais desenvolvem paixões e talentos além das propostas da escola? Compartilhe conosco fotos ou vídeos que mostram esses momentos e vamos juntos valorizar e inspirar essas crianças incríveis a manterem o fluxo da criatividade! Luiz Eduardo Scaff, do 7º ano, é um inovador e gosta de fazer engenhocas com circuitos elétricos. Confira o seu último invento neste vídeo. LINK AQUI
CRIANÇAS CRIATIVAS
ARTE
NA PANDEMIA Recriar, reinventar e repensar são verbos presentes nas rotinas de nossos estudantes, que ganharam ainda mais força neste período em que os câmpus fecharam e novas oportunidades de aprendizagem se abriram. Com a Escola Virtual, descobrimos talentos, transformamos emoções em arte e dialogamos com diferentes linguagens de expressão artística. Também visitamos museus, exercitamos a criatividade, inovamos e nos engajamos em movimentos e desafios internacionais. Em resumo, curtimos muitos bons momentos entre cores, cliques, papéis e telas. Para celebrar essas produções, criamos uma galeria especial de exposição para prestigiar nossos artistas.
Encontrando humor: Michelangelo e Da Vinci sobrevivem Ă pandemia
Criar, imaginar e inovar: fotos inspiradas em pinturas clรกssicas
Aprendendo com todos os sentidos: obras de arte inspiradas na natureza
Um atleta de elite na equipe Concept
Scott McMullan ingressou na Escola Concept no mês passado como ViceDiretor da escola de São Paulo. Ele nasceu e cresceu em Winnipeg, Canadá, que é uma cidade muito fria nas pradarias. Como Scott prefere um clima mais quente, mudar-se para o Brasil em 2003 foi a realização de um sonho. Sua esposa Alessandra é natural de São Paulo e eles têm um filho de 7 anos, Thiago, que nasceu enquanto moravam na Colômbia. Antes de ingressar na Escola Concept, Scott viveu na Coréia do Sul por 3 anos, onde atuava como diretor de uma escola internacional. Sua experiência de 25 anos deu-se sempre trabalhando com educação e treinamento esportivo. Na entrevista a seguir destacamos um aspecto divertido sobre Scott: ele joga na Seleção Nacional de Curling e representa o Brasil em competições internacionais.
O curling é um esporte popular no Canadá? Sempre foi popular no Canadá, mas mais para pessoas de meia idade. Está se tornando mais popular desde que se tornou oficialmente um esporte olímpico nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998, em Nagano no Japão. Vinte anos atrás, não havia investimento na modalidade, então os melhores jogadores tinham outras profissões e não podiam fazer carreira no esporte. Quando você começou treinar? Comecei jogando com meus pais nos anos 80. Morávamos perto do clube de curling. Deixou de ser uma brincadeira quando eu tinha cerca de 14 anos e comecei a treinar 4 vezes por semana, em uma programação combinada com outros esportes. Lembro-me de jogar contra adultos de 30 anos e vencê-los!
Você pode explicar resumidamente o que Quantas vezes você defendeu o time é curling? brasileiro? Como isso aconteceu? É um esporte de estratégia. Cada time tem 4 jogadores e cada um joga 2 pedras, então cada “end” consiste em 8 pedras por time. Um jogador de cada vez "joga" as pedras para atingir um alvo, que chamamos de casa. As pedras são lançadas com uma rotação específica, para que façam curvas. Os outros jogadores se posicionam para “varrer” na frente da pedra, para que ela possa seguir a trajetória planejada para atingir o alvo. A equipe com a pedra mais próxima do centro da casa marca um ponto. Essa animação de 2 minutos em português é muito boa para ter uma visão geral do curling.
Quais são os aprendizados de curling que você leva para outras situações da sua vida? Eu sempre digo que curling é como xadrez no gelo. É um jogo muito estratégico, então você deve sempre pensar no seu próximo lance, e no que seus oponentes farão, desenvolvendo uma visão de causa-efeito. Você também precisa analisar continuamente a situação e ser flexível em seu pensamento, para poder se adaptar a novas situações.
Quando vim morar no Brasil pela primeira vez, no início dos anos 2000, não consegui encontrar um lugar para jogar. Então me mudei para a Colômbia com minha esposa brasileira e ouvi falar de alguns brasileiros no Canadá que estavam começando a praticar. Anos depois, quando voltamos ao Brasil em 2014, a Confederação Brasileira de Gelo entrou em contato comigo e me convidou para integrar a equipe como vice-capitão. Foi um tempo divertido em que viajei para representar o Brasil em campeonatos internacionais. Agora estou feliz pois há uma Arena de Gelo oficial no Morumbi, São Paulo, para jogar curling. É o primeiro local dedicado ao curling de gelo da América Latina. Qual foi a maior competição em que você participou? Tive oportunidade de jogar contra algumas das melhores equipes do mundo, com destaque para janeiro de 2019, quando participamos de um evento da World Qualifier na Nova Zelândia. Nesse campeonato, vencemos a Dinamarca, que é uma nação curling muito tradicional, classificada em 11º no mundo. Foi a primeira vitória do Brasil em um evento internacional.
Qual a importância de uma criança praticar um esporte? O esporte é incrível para as crianças e não apenas porque ajuda a levar um estilo de vida saudável. O esporte é importante porque pode ajudar a ensinar sobre colaboração e trabalho com outras pessoas. Você precisa se comprometer com seus colegas de equipe e todos devem depender um do outro para ter sucesso. Quando uma criança encontra um esporte de que gosta, deve praticar muito e se dedicar a melhorar. Ela será confrontada com desafios e obstáculos, mas a persistência compensa à medida que aprende a ganhar e a perder.
Quem é seu ídolo no esporte? Eu acho que não tenho um ídolo do esporte, mesmo que haja muitos jogadores extremamente talentosos e atletas incríveis. Acho que quando criança, eu sempre focava em melhorar e competir com meu irmão mais velho. Ele também era muito atlético e praticávamos muito juntos. Assim, acredito que ele tenha sido minha maior referência.
Foi por isso que você se tornou um educador? Certamente. Comecei a treinar basquete e vôlei no ensino médio aos 18 anos e rapidamente descobri que ensinar era minha paixão. Meu primeiro diploma universitário foi em Educação Física e meu primeiro emprego foi como professor de educação física. Sou muito grato por tudo o que aprendi e consegui por causa dos esportes.
O ESPORTE É IMPORTANTE, PORQUE ENSINA SOBRE
~ o a rac
o b a l o c E COMO ´
TRABALHAR COM OUTRAS PESSOAS.
COOL SONGS FOR KIDS Muitas famílias querem conhecer melhor as canções que seus filhos da Educação Infantil aprendem na escola. Com esse pedido em mente, o educador Igor Oliva, da Escola Concept São Paulo, criou uma playlist de músicas infantis, tanto em inglês como em português, que temos o prazer de compartilhar com vocês.
A lista traz ainda músicas internacionais e brasileiras que são destinadas a todas as faixas etárias, como Yellow Submarine (The Beatles) e Carinhoso (Pixinguinha). São clássicos que fazem parte da construção do repertório cultural de nossos estudantes.
Igor Oliva, Escola Concept SP