ETAR Portalegre POPULAÇÃO SERVIDA
32 000 habitante-equivalente CAUDAL RECOLHIDO
8 500 m3/dia INVESTIMENTO
337 mil euros* * (Valor cofinanciado em 70% pela União Europeia, através do Programa Operacional Valorização do Território, no âmbito do QREN)
Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Portalegre A ETAR Portalegre serve o município de Portalegre, nomeadamente a Freguesia de Sé e São Lourenço. Este sistema está dimensionado para servir cerca de 32 000 habitante-equivalente e para tratar um caudal médio diário de 8 442 m3/dia. Esta infraestrutura representou um investimento de 337 mil euros, cofinanciados em 70% pelo Fundo de Coesão da União Europeia, através do Programa Operacional Valorização do Território, no âmbito do QREN.
Vala de oxidação e paíneis solares
Decantação secundária e depósitos de cloreto férrico
Processo de Tratamento O processo de tratamento da ETAR Portalegre é constituído pelas seguintes fases:
Fase Líquida Tratamento Preliminar - A ETAR recebe água residual urbana proveniente da cidade de Portalegre que chega por via de um emissário, podendo também rececionar na sua unidade de receção de limpa fossas o efluente de fossas sépticas. Este último é rececionado através de uma unidade compacta (tamisador/desarenador) onde é feita uma gradagem fina e desarenamento. A água residual em tratamento reúne-se no poço de grossos da obra de
entrada. A água residual é então submetida a um pré-tratamento que tem como objetivo a remoção dos materiais mais grosseiros presentes na água residual bruta e que poderão danificar ou obstruir os equipamentos nas fases de tratamento subsequente. Nesta etapa, estão incluídas a gradagem e a tamisagem, onde são retirados os gradados, ou seja, os sólidos grosseiros e posteriormente os sólidos de menor dimensão. Tratamento Biológico - O tratamento biológico é feito em duas valas de oxidação do tipo carrocel. Cada vala tem cinco arejadores e dois agitadores que produzem o efeito ventoinha e mantêm o licor misto em movimento. Através dos arejadores introduz-se oxigénio na água residual e os agitadores garantem a homogeneização entre a biomassa e a água residual. Nesta etapa os microrganismos vão-se agregando em flocos. A remoção de azoto amoniacal é feita através do processo de nitrificação/desnitrificação. Decantação - O efluente é distribuído por dois decantadores de planta circular com ponte raspadora, de fundo e de superfície, dos mesmos. Nesta etapa ocorre a clarificação da água através da separação das lamas e da água. Os sobrenadantes são encaminhados para a cabeça da estação. Filtração - Parte da água residual tratada será reutilizada como água de serviço na ETAR, sendo a restante descarregada no meio hídrico. A água para reutilização é encaminhada dos decantadores para uma estação elevatória, passando por um filtro de areia, sendo posteriormente desinfetada. Desinfeção - A água para reutilização será desinfetada com recurso a hipoclorito de sódio, que assegura a eliminação de microrganismos patológicos, ainda presentes na água, sendo posteriormente armazenada.
Fase Sólida Espessamento - Adjacente aos decantadores situa-se a estação elevatória de recirculação e extração de lamas em excesso. A mesma, recebe as lamas biológicas dos decantadores e envia para espessamento as lamas em excesso. As lamas recirculadas serão elevadas e repartidas pelas duas valas de oxidação. O espessamento é assegurado por um espessador gravítico, onde se pretende aumentar a concentração das lamas em excesso para serem posteriormente submetidas a desidratação. Desidratação de Lamas - Depois de espessadas as lamas biológicas são enviadas para o processo seguinte, a desidratação mecânica de lamas, que é realizado através de duas centrífugas, sendo previamente adicionado um polielectrólito de modo a promover a separação da água e concentração das lamas. Armazenamento e Destino Final - Depois de desidratadas, as lamas são encaminhadas para um silo e posteriormente enviadas a destino final adequado.
FASE SÓLIDA
FASE LÍQUIDA
Unidade de Receção de Limpa-Fossas
Águas Residuais
Gradagem/Tamisagem
Sobrenadantes
Escorrências
Desarenamento/Desengorduramento
Estação Elevatória de Escorrências
Caixa de Recirculação de Lamas em excesso e sobrenadantes
Tratamento Biológico
Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Portalegre
Espessamento Desidratação
Silo de Lamas
Decantação Secundária
Destino Final Adequado
Filtração
Desinfeção
Depósito ApR (água de serviço)
Meio Hídrico
ApR/Água de Serviço
UNIDOS PELA ÁGUA,
UNIDOS PELO PROGRESSO Águas do Vale do Tejo, S.A. A Águas do Vale do Tejo tem por missão a gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Vale do Tejo, num quadro de eficiência e sustentabilidade ambiental, económica, social e cultural, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações e para o desenvolvimento socioeconómico das regiões servidas pelo sistema. A concessão da exploração e da gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Vale do Tejo foi atribuída à Águas do Vale do Tejo e à EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A, a sua gestão delegada. A Águas do Vale do Tejo conta com a experiência centenária da EPAL e comprovada das empresas agregadas - Águas do Zêzere e Côa (AA+SAR), Águas do Centro (AA+SAR), Águas do Norte Alentejano (AA+SAR) e Águas do Centro Alentejo (AA+SAR) - na gestão de serviços de água, focada na prestação de um serviço de excelência ao Cliente, garantindo a sua qualidade de vida num contexto de procura permanente de sustentabilidade económica e financeira, seguindo os princípios da ecoeficiência e da responsabilidade social e ambiental. Municípios abrangidos: 70 População servida em abastecimento: 1 milhão de habitantes População servida em saneamento: 600 mil habitante-equivalente
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