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Folheto ETAR Castelo Branco_2021

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ETAR Castelo Branco POPULAÇÃO SERVIDA

96 000 habitante-equivalente CAUDAL RECOLHIDO

21 000 m3/dia INVESTIMENTO

10,8 milhões de euros* * (Valor cofinanciado em 70% pela União Europeia, através do Programa Operacional Valorização do Território, no âmbito do QREN)


Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Castelo Branco A ETAR Castelo Branco serve a cidade de Castelo Branco e está dimensionada para servir cerca de 96 000 habitante-equivalente e para tratar um caudal médio diário de 21 082 m3/dia (tempo húmido). Esta infraestrutura representou um investimento de 10,8 milhões de euros, cofinanciados em 70% pelo Fundo de Coesão da União Europeia, através do Programa Operacional Valorização do Território, no âmbito do QREN.

Vala de oxidação

Decantador secundário

Processo de Tratamento O processo de tratamento da ETAR Castelo Branco é constituído pelas seguintes fases:

Fase Líquida Tratamento Preliminar - A água residual aflui à ETAR através de dois emissários. A ETAR dispõe também de uma unidade de receção de limpa fossas onde o efluente, com origem na mesma, é também enviado para a fase de pré-tratamento. O tratamento das águas residuais que chegam à ETAR inicia-se com um pré-tratamento, que tem como objetivo separar os resíduos que são transportados pelo efluente, através da rede de coletores, até à ETAR, evitando assim danos nos equipamentos a jusante. Esta separação ocorre através de uma gradagem/ /tamisagem, onde são removidos os sólidos de maior dimensão, seguido de uma desarenação e desengorduramento onde ocorre a remoção de areias, óleos e gorduras. Os óleos e gorduras são sujeitos a processo de flotação (induzida pela insuflação do ar) e elevados para um concentrador de gorduras. Posteriormente, são incorporados na etapa de digestão anaeróbia. Tratamento Primário - A etapa seguinte é a da decantação primária, que tem como objetivo uma decantação inicial, antes de enviar o efluente para o tratamento biológico. Daqui resultam as lamas primárias que são encaminhadas para espessamento, na fase sólida.


Tratamento Biológico - Após a decantação primária, a água residual é encaminhada para o tratamento biológico, que ocorre em duas valas de oxidação. Nesta etapa, e com a introdução de oxigénio, promovida por um sistema de arejamento prolongado, a matéria orgânica é oxidada pelas bactérias existentes no licor misto. Nesta etapa de tratamento ocorre também a remoção de azoto, através de reações de nitrificação e desnitrificação. É também nas valas de oxidação que é adicionado o cloreto férrico, para remover o fósforo presente nas águas residuais. Decantação - O efluente é distribuído por dois decantadores de planta circular com ponte raspadora, no fundo e na superfície dos mesmos. Nesta etapa ocorre a clarificação da água através da separação das lamas (por sedimentação) e da água. Filtração - Uma parte da água clarificada da etapa de decantação é encaminhada para um microtamisador onde é realizada a etapa de filtração, com o objetivo de remover eventuais sólidos que não tenham ficado retidos na etapa de decantação. Desinfeção - A desinfeção do efluente filtrado é realizada através de radiação ultravioleta (lâmpadas UV) que assegura a eliminação de microrganismos patogénicos, ainda presentes na água, tornando o efluente final apto para ser utilizado como ApR - Água para Reutilização. O restante efluente tratado é devolvido ao meio hídrico.

Fase Sólida Espessamento - As lamas primárias são espessadas graviticamente e as lamas biológicas são espessadas mecanicamente, sendo ambas as etapas realizadas com o objetivo de concentrar as lamas, através da remoção de água. As lamas espessadas são encaminhadas para o tanque de lamas mistas e misturadas com as gorduras, seguindo depois para a etapa de digestão anaeróbia. Digestão - A digestão é constituída por dois digestores anaeróbios aquecidos onde ocorre a digestão e estabilização das lamas, processo que origina a produção de biogás, que é armazenado num gasómetro e utilizado para produzir energia elétrica e térmica para consumo próprio na instalação. As lamas resultantes da digestão anaeróbia são encaminhadas para a etapa de desidratação. Desidratação - A etapa de desidratação mecânica de lamas é realizada através de duas centrífugas, com a adição de polieletrólito, que ajuda à desidratação das lamas. Após a desidratação, as lamas são armazenadas em silos e, posteriormente, encaminhadas a destino final adequado. As escorrências e sobrenadantes resultantes das etapas de espessamento de lamas, concentração de gorduras e desidratação de lamas são encaminhados para o início da ETAR.

Fase Gasosa A fase gasosa consiste na extração do ar viciado das zonas fechadas, para tratamento por via química antes de ser libertado para a atmosfera. O ar viciado passa, em contracorrente, através de torres de contacto com adição de soluções ácida e base e oxidante que vão promover reações de oxidação e redução, eliminando os compostos responsáveis pelos maus odores.


Águas Residuais

FASE SÓLIDA

FASE LÍQUIDA

Emissário Norte

Emissário Sul

Unidade de Receção de Limpa-Fossas

Estação Elevatória

Contentor

Classificador de Areias

Separador de Gorduras

Desarenamento/ /Desengorduramento Decantação Primária

Silo de Lamas Desidratadas

Desidratação de Lamas

Tanque de Lamas Misto

Espessamento Gravítico

Lamas Primárias

Tratamento Biológico

Destino Final Adequado

Digestor

Espessamento Mecânico de Lamas

Lamas Biológicas

Recirculação de Lamas

Lamas Aquecidas

Gradagem/Tamisagem

Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Castelo Branco

Lamas

Armazenamento de Biogás

Grupo Cogeração

Decantação Secundária

Energia Eléctrica e Térmica

Queimador de Gás

Filtração

Desinfeção Final

Meio Hídrico

ApR (Água de Serviço)


UNIDOS PELA ÁGUA,

UNIDOS PELO PROGRESSO Águas do Vale do Tejo, S.A. A Águas do Vale do Tejo tem por missão a gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Vale do Tejo, num quadro de eficiência e sustentabilidade ambiental, económica, social e cultural, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações e para o desenvolvimento socioeconómico das regiões servidas pelo sistema. A concessão da exploração e da gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Vale do Tejo foi atribuída à Águas do Vale do Tejo e à EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A, a sua gestão delegada. A Águas do Vale do Tejo conta com a experiência centenária da EPAL e comprovada das empresas agregadas - Águas do Zêzere e Côa (AA+SAR), Águas do Centro (AA+SAR), Águas do Norte Alentejano (AA+SAR) e Águas do Centro Alentejo (AA+SAR) - na gestão de serviços de água, focada na prestação de um serviço de excelência ao Cliente, garantindo a sua qualidade de vida num contexto de procura permanente de sustentabilidade económica e financeira, seguindo os princípios da ecoeficiência e da responsabilidade social e ambiental. Municípios abrangidos: 70 População servida em abastecimento: 1 milhão de habitantes População servida em saneamento: 600 mil habitante-equivalente


Sede AdVT Águas do Vale do Tejo, S.A. Rua Dr. Francisco Pissarra de Matos, n.º 21, r/ch, 6300-693 Guarda Telefone: +351 271 225 317 Fax: +351 271 221 955 Email: geral.advt@adp.pt www.advt.pt

Sede EPAL EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A. Avenida da Liberdade, 24 1250-144 Lisboa Telefone: +351 213 251 000 Fax: +351 213 251 397 Email: geral.epal@adp.pt www.epal.pt

Polo Castelo Branco Tel. +351 272 348 700


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