FORMAÇÃO QUE INSPIRA GERAÇÕES
HINO DO COLÉGIO SANTA INÊS Juntos, de mãos dadas, ergamos A luz do saber imorredoura. Do amor, a união façamos Nossa bandeira sempre vencedora. Somos uma forte corrente, Santa Inês, Santa Inês, avante! Contigo iremos em frente Teremos vitória constante. Na luta, somos invencíveis Orgulho de ti sempre teremos. Seremos teus raios invisíveis Teu futuro, brilhante, faremos. Letra: Liana Koslowsky da Silva Música: Corália Leão
GESTÃO DO PROJETO
GESTÃO ADMINISTRATIVO-PEDAGÓGICA
Direção Geral: Irmã Celassi Dalpiaz
Diretora Geral: Irmã Celassi Dalpiaz
Coordenação Pedagógica: Analice Vacaro, Fabiana Pires, Maria Waleska Cruz, Rosana Rego Cairuga e Viviane Nectoux
Secretária: Irmã Julia Rancheski
Comunicação e Marketing: Alice Apellaniz, Camila Ribeiro, Gabriel Arnhold e Maitê Fernandes
Coordenadora Pedagógica Geral: Maria Waleska Cruz
Pesquisa Histórica: Biane Jaques Biblioteca Irmã Sônia Haydê Randazzo: Débora Zschornack CRIAÇÃO E EXECUÇÃO Entrelinhas Conteúdo & Forma www.entrelinhas.inf.br Coordenação editorial e edição geral: Milene Leal Pesquisa, Reportagem e Redação: Elio Bandeira Revisão: Flávio Dotti Cesa Design gráfico: Luciane Trindade Fotografia: Arquivo Colégio Santa Inês Impressão: Gráfica Coan
Coordenador Administrativo Geral: Eric Germano Wietzke Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil: Rosana Rego Cairuga Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais: Viviane Nectoux Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Finais: Analice Vacaro Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio: Fabiana Pires Coordenadora Pedagógica Programa Bilíngue: Analice Vacaro Linguista Programa Bilíngue: Débora Heineck Pastoral Educacional: Josimar Philippsen Orientação de Turno: Hilário Bassotto e Bruno Peres
Catalogação na Publicação – CIP Biblioteca Sônia Haydê Randazzo C691
Colégio Santa Inês 80 anos: formação que inspira gerações / [organizado por] Celassi Dalpiaz, Waleska Cruz, Biane Peverada Jaques, Comunicação e Marketing CSI. – Porto Alegre: Entrelinhas, 2026. p. 1. Educação 2. Ordem religiosa. 3. Irmãs Escolares de Nossa Senhora. 4. Colégio Santa Inês - história. I. Dalpiaz, Celassi. II. Cruz, Waleska. III. Jacques, Biane Peverada. IV. Comunicação e Marketing – Colégio Santa Inês. CDU 271
Comunicação e Marketing: Camila Ribeiro Setor Administrativo-Financeiro: Fabrício Martins
PREFÁCIO
ecer a história educacional do Colégio Santa Inês em um documento único foi um sonho acalentado por vários anos, para que a nossa comunidade pudesse revisitar sua caminhada, compreender o presente e vislumbrar os horizontes do futuro do nosso querido Colégio Santa Inês. Entrelaçar os fios dessa história foi uma grande consolidação. Durante um longo período, percorremos nosso acervo histórico e acolhemos as narrativas de muitos integrantes que foram pilares no desenvolvimento do Colégio Santa Inês ao longo de seus 80 anos. Com esse propósito, rememoramos nossa trajetória com gratidão, compreendemos os contextos que moldaram cada tempo e trouxemos à mente as inúmeras pessoas que, com dedicação, coragem e esperança, deram vida ao legado construído ao longo desses 80 anos. Foi desse movimento coletivo, marcado pela sensibilidade, e pela ousadia de preservar nossa memória, que nasceu esta obra. Nela, tecemos uma narrativa que busca honrar o caminho percorrido, compartilhar a riqueza do presente e lançar um olhar esperançoso para os novos horizontes, conscientes dos desafios e das respostas que somos chamados a construir. Há oito décadas, o Colégio Santa Inês escreve uma história marcada por encontros, aprendizagens e vidas transformadas. Inspirado no carisma de sua fundadora, Madre Teresa de Jesus Gerhardinger, e nos princípios e valores cristãos, construiu um legado de educação integral que atravessa gerações. Ao celebrar seus 80 anos, honra as muitas mãos que fizeram parte dessa trajetória e reafirma seu compromisso de seguir renovando-se diante dos desafios da sociedade, olhando para o futuro com esperança, sem perder a essência que sustenta sua missão educativa. Cabe aqui nossa gratidão a Deus pela
linda trajetória construída nessas oito décadas que nos permitiram vivenciar nossa missão educacional, evangelizadora e transformadora como Irmãs Escolares de Nossa Senhora. A cada Irmã que por aqui passou, nosso reconhecimento pela vida doada em prol da educação que transformou vidas. Aos nossos educadores leigos de todas as épocas, o nosso obrigada pela doação incansável e pelo legado somado aos valores da escola, às famílias que confiaram em nossa instituição e em nossos valores para a formação dos (das) seus (suas) filhos (as). Pelos estudantes do passado, do presente e pelos que irão integrar nossa escola futuramente, somos agradecidas. Neste marco comemorativo dos 80 anos do CSI, agradecemos de modo particular às editoras e empresas parceiras que tornaram possível a difusão desta memória histórica materializada neste livro que honra o passado, ilumina o presente e inspira o futuro desta instituição educacional. Desejo que cada leitor (a) possa percorrer estas páginas e reencontrar, nelas, memórias que inspirem gratidão, pertença e esperança. Que possamos recordar, juntos, que educar é, acima de tudo, um profundo ato de esperança. A história do Colégio Santa Inês não foi escrita apenas por dados, estrutura física ou conquistas. Ela foi tecida por gestos silenciosos de amor, pela dedicação de educadores, famílias, estudantes e colaboradores que, ao longo de oito décadas, assumiram o compromisso de serem “educadores em tudo o que são e fazem”. Foi escrita, também, pela coragem de “confiar e arriscar”, especialmente quando as respostas ainda não estavam prontas, mas o propósito permanecia vivo diante de um mundo em permanente transformação.
DIRETORA IRMÃ CELASSI DALPIAZ
PRÓLOGO
A educação como força de transformação ntes de se consolidar como a instituição de ensino responsável pela formação de gerações em Porto Alegre, o Colégio Santa Inês teve sua essência delineada na Europa do século XIX. Foi na Alemanha que germinaram os ideais e a missão educativa da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, pilares que atravessariam o oceano para dar vida à escola no sul do Brasil. Na Alemanha, a educadora Carolina Gerhardinger, mais tarde chamada de Madre Teresa de Jesus Gerhardinger estruturou um projeto educacional voltado à formação integral de crianças e adolescentes, especialmente de meninas e jovens em situação de vulnerabilidade. Ela tinha convicção de que educar era o melhor caminho para impactar a sociedade de forma duradoura. Assim nasceu a Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS), dedicada ao ensino, ao cuidado e à formação de grupos historicamente restringidos em seu acesso à educação. Com o tempo, a atuação das IENS ultrapassou fronteiras. Movidas por essa missão, elas chegaram a diferentes países, incluindo o Brasil, trazendo um modelo educacional baseado em princípios e valores cristãos, além de compromisso social. Esse legado alcançou Porto Alegre há exatos 80 anos, em 1946. Naquele ano, a Escola Paroquial da Paróquia São Sebastião, localizada no bairro Petrópolis, passou a ser conduzida por uma das integrantes da congregação: Madre Maria Adolfine Meissner. Sua chegada marcou mais do que uma mudança administrativa: representou o início de uma nova etapa para a escola que, apesar dos percalços iniciais, começou a se desenvolver de forma consistente, ampliando sua atuação junto aos estudantes e às famílias da comunidade.
Desenhos de estudantes da escola, feitos em 2022
Com o crescimento das atividades e o aumento do número de estudantes, o espaço original tornou-se insuficiente, levando à busca por uma nova estrutura. A solução surgiu no próprio bairro, na chamada Chácara das Camélias – uma área ampla, arborizada e adequada para abrigar aquele projeto educacional em desenvolvimento. A mudança de local marcou também um momento de grande simbolismo. Para reforçar a ligação entre a origem da congregação e sua atuação em solo gaúcho, uma das Irmãs plantou, junto às camélias da nova propriedade, uma muda de magnólia trazida da Alemanha. Mais do que um gesto representativo, aquela planta de flor branca e delicada significou a pedra fundamental da nova sede, tornando-se um símbolo vivo de fé. Foi nesse novo espaço, unindo bases sólidas e um projeto pedagógico em expansão, que se consolidou o Colégio Santa Inês: uma instituição construída ao longo do tempo a partir de propósito, organização e compromisso com a educação.
Nossas
raízes Juntos, de mãos dadas, ergamos
14
Nossas
Nossos
sementes Somos uma forte corrente
frutos
46
132
Teu futuro, brilhante, faremos
Nossas
raízes Juntos, de mãos dadas, ergamos
14
15
Nossas raízes aquele ano de 1946, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, ainda possuía traços muito fortes de uma cidade provinciana, embora já caminhasse para se tornar um importante centro urbano do sul do Brasil. A nação também vivia um momento de mudanças, marcado pelo fim da II Guerra Mundial, pelo encerramento da Era Vargas e pelo início da chamada Quarta República, sob o governo do marechal Eurico Gaspar Dutra. A capital gaúcha contava com cerca de 250 mil habitantes. A economia local girava em torno do Centro, que concentrava não só as sedes do governo municipal e estadual, mas também boa parte do comércio, além de cafés, livrarias e cinemas. A Rua da Praia (atual Rua dos Andradas) e o Mercado Público estavam entre os pontos mais movimentados de Porto Alegre. Os poucos carros que circulavam pertenciam à elite local, enquanto os bondes elétricos eram o principal meio de transporte para os cidadãos. Enquanto o Centro era bastante movimentado, o bairro Petrópolis ainda estava em processo de consolidação urbana. Naquela época, a região era basicamente residencial, formada por casas amplas com jardins e muitos chalés. Foi nesse cenário que surgiu o Colégio Santa Inês, fundado em 9 setembro de 1946, dando início a uma história me16
Bondes na Rua da Praia, em Porto Alegre/RS. Na foto abaixo, o Mercado Público da capital
Nos anos 40, o Centro concentrava as atividades comerciais e governamentais da cidade. O bairro Petrópolis era uma região basicamente residencial
17
NOSSAS RAÍZES
Antigo Ginásio Santa Inês, na Chácara das Camélias, em 1949
Atividades da escola na Semana da Pátria (fotos de 1949) 18
morável de ensinamentos, aprendizados, acolhimento e integração com a comunidade. Ao completar 80 anos, a instituição olha com muito orgulho para sua trajetória, enquanto segue em frente analisando o cenário educacional, qualificando as suas práticas e projetando o futuro para as próximas gerações.
PRIMEIRA DÉCADA: 1946 A 1955 A história do Colégio Santa Inês começou a ser delineada em 1943, quando representantes da congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS) – fundada em 1833, na Alemanha, por Madre Teresa de Jesus Gerhardinger – transferiram a sede do Vicariato Sul-Brasileiro de Criciúma (SC) para Porto Alegre. O objetivo era encontrar um terreno para fundar uma escola voltada à formação de candidatas à vida religiosa. Três anos mais tarde, as Irmãs assumiram a Escola da Paróquia São Sebastião, localizada em um antigo cinema do bairro Petrópolis, que naquele momento passava por problemas financeiros. Em março de 1946, as aulas tiveram início, com 73 crianças. Nesse mesmo ano, a Chácara das Camélias, propriedade da família Toniolo, estava prestes a ser loteada. O pároco local, Padre Reinaldo Alfredo Ody, viu ali a oportunidade ideal para expandir a estrutura do colégio. No entanto, a congregação na Alemanha não dispunha de recursos para financiar a compra, devido às crises do pós-guerra na Europa. As Irmãs, então, recorreram à IENS dos Estados Unidos, obtendo os fundos necessários para a aquisição da área situada na Avenida Protásio Alves, nº 2.493. Em 9 de setembro de 1946, foi inaugurado o Instituto Santa Inês, utilizando móveis da antiga sede paroquial. A primeira diretora foi a Irmã Maria Michaelis Back, e o prédio original era a antiga casa da chácara. Nos anos seguintes, o Instituto enfrentou dificuldades financeiras que ameaçaram a sua continuidade. As Irmãs fundadoras estavam prestes a deixar o Brasil, mas antes enviaram uma carta à jovem Laura Arns, que vivia em Curitiba (PR), convidando-a para morar na capital gaúcha e assumir a direção da escola. Mais tarde, a jovem ingressou na
O Instituto Santa Inês foi inaugurado em 1946, ocupando a área da Chácara das Camélias, na Avenida Protásio Alves nº 2.493
vida religiosa e, como a mudança do nome era uma prática da época, Laura Arns passou 19
NOSSAS RAÍZES
a ser chamada de Irmã Maria Helena Arns. Era o ano de 1948 e o Santa Inês já contava com cerca de 200 estudantes e cinco professores. Após refletir muito sobre o convite, Laura resolveu aceitá-lo, e junto a ela, assumiram a gestão a Madre Maria Hilda Krzypczyk (Superiora) e as Irmãs Maria Edith Back e Maria Mathilde Meurer. Além dos obstáculos para a obtenção de novos recursos, a infraestrutura ainda era precária. O primeiro prédio construído na chácara para receber a escola possuía uma única porta para entrada e saída de todos, e algumas turmas dividiam o mesmo espaço ou assistiam às aulas ao ar livre. “Cheguei nos primeiros dias de fevereiro de 1948 em Porto Alegre, na época das férias escolares, e a velha casa da Avenida Protásio Alves me acolheu. A casa estava no ‘signo’ da limpeza geral. Na parte superior, era preciso pintar paredes e tocou a mim tirar a velha pintura que já desfolhava”, recordou Maria Krzypczyk anos depois. Desde o início, o Santa Inês demonstrou características que persistem até hoje: a forte integração com a comunidade do bairro Petrópolis, aliada à resiliência e à criatividade. Em certa ocasião, quando um dos muros do colégio ruiu, estudantes, pais e professoras uniram-se para recolher, limpar e empilhar os tijolos, garantindo a rápida recuperação da estrutura. Em poucos dias o trabalho estava concluído. As inovações pedagógicas começaram em 1948, com a criação do Jardim de Infância. No mesmo ano, a crescente demanda por matrículas exigiu a locação de um salão extra na Rua Felizardo Furtado, situado acima de uma padaria. O espaço, contudo, era limitado; muitas vezes, as aulas transcorriam sob a fumaça proveniente do forno vizinho. Diante de tais desafios, uma frase de Madre Teresa de Jesus Gerhardinger era lembrada por todos, dando sentido ao momento de reforma do local: “Todas as obras de Deus crescem devagar e no sofrimento, mas assim se tornam mais sólidas e florescem com maior magnificência”. A estabilidade financeira surgiu de forma inesperada, quase como obra divina, quando o Diário Oficial da União publicou um apoio financeiro ao Instituto. Desco20
Turma do Jardim de Infância, em 1950
“Todas as obras de Deus crescem devagar e no sofrimento, mas assim se tornam mais sólidas e florescem com maior magnificência.” Madre Teresa de Jesus Gerhardinger 21
NOSSAS RAÍZES
Estudantes e professoras na Biblioteca, em 1960
briu-se, depois, que o autor da doação era o Ministro Adroaldo Mesquita da Costa, morador do bairro Petrópolis. Com o recurso, a expansão estava garantida. A pedra fundamental foi lançada em 1950. Em março do ano seguinte, foram inauguradas as novas salas e o bloco que abrigaria o futuro ginásio. O Santa Inês ingressava em uma nova era. Em 1952, a Diretora era a Irmã Miriam Della Giustina, que havia assumido o cargo no lugar de Laura Arns. O início da década de 1950 trouxe mudanças significativas. Enquanto as obras do ginásio avançavam – com o objetivo principal de garantir um espaço coberto para as atividades –, o currículo era diversificado com cursos de acordeão, trabalhos manuais e corte e costura. Além disso, ocorreu a fundação do Coral Infantil, que passou a contar com a presença de dezenas de estudantes. O Ginásio foi inaugurado em 1º de fevereiro de 1954, com a presença do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer. Inicialmente destinado às Irmãs e às estudantes do sexo feminino, o local tornou-se um marco não apenas para o colégio, mas para o 22
Comunidade religiosa do Colégio Santa Inês, em 1967
bairro, sendo uma das primeiras estruturas esportivas da região. No mesmo ano, outro momento marcante ocorreu: a criação do Grêmio Estudantil do Santa Inês (GESI). A missão do GESI vai além da simples representação; é promover um ambiente onde as ideias e desejos da juventude sejam ouvidos e respeitados. Por meio de iniciativas que visam ao bem-estar integral dos estudantes, o Grêmio busca desenvolver o protagonismo juvenil e fortalecer a interlocução entre as diversas lideranças escolares, que englobam desde o 5º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio. Ao final da primeira década, os problemas financeiros haviam ficado para trás. O Santa Inês adquiriu um terreno vizinho de 140 metros quadrados, onde foram construídas mais quatro salas e uma lavanderia para uso das Irmãs. O anexo foi inaugurado em 1955. O educandário encerrava seu décimo ano com avanços sólidos, tanto sob o ponto de vista educacional como em termos de estrutura: em 1956, o corpo docente era composto de 25 professores e o número de estudantes já havia ultrapassado 500 matrículas. 23
NOSSAS RAÍZES
O legado da fundadora das IENS O Colégio Santa Inês faz parte da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS), uma instituição internacional que, há mais de dois séculos, dedica-se à educação de crianças, adolescentes e jovens, inspirada no legado de sua fundadora, Madre Teresa de Jesus Gerhardinger. Presente em diferentes países, a Congregação mantém viva uma proposta educativa fundamentada na humanização, na excelência acadêmica e na formação integral da pessoa. Nascida na Alemanha, em 1797, com o nome de Carolina Elizabeth Gerhardinger, Madre Teresa dedicou sua juventude à educação de meninas, movida pela convicção de que a transformação da sociedade passava, necessariamente, pela educação. Inspirada por uma fé profunda e pelo desejo de servir, respondeu ao chamado para a vida religiosa e fundou, em 1833, a Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora. Sua visão educativa, inovadora para a época, compreendia a pessoa em sua integralidade, unindo conhecimento, valores cristãos, espiritualidade e compromisso com a dignidade humana. Seu pensamento foi influenciado pelo educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi, cuja pedagogia valorizava o desenvolvimento pleno da pessoa. Fiel a esses princípios, Madre Teresa acreditava que a educação possui um poder profundamente humanizador e transformador, capaz de promover justiça, esperança e um futuro mais solidário. Ao longo dos anos, sua missão ultrapassou as fronteiras da Alemanha e alcançou diferentes países da Europa e das Américas. No Brasil, inicialmente chegando em Forquilhinha (SC) e mais tarde no Rio Grande do Sul, as Irmãs Escolares de Nossa Senhora dedicaram-se à criação de escolas, creches e obras sociais, contribuindo significativamente para a formação de gerações e para o fortalecimento da educação em diferentes comunidades. É nesse legado que o Colégio Santa Inês encontra suas raízes e sua identidade. Mais do que herdeira de uma tradição centenária, a instituição mantém vivo o carisma de Madre Teresa, renovando, a cada geração, o compromisso de educar com humanização, excelência e esperança. Todos os anos, em 9 de maio, a comunidade educativa celebra a memória de Madre Teresa de Jesus Gerhardinger. Mais do que recordar sua história, essa data convida cada educador, estudante, colaborador e família a renovar o compromisso com os valores que deram origem a essa missão educativa e que continuam inspirando o cotidiano do Colégio Santa Inês. 24
“Educar para transformar, inspirando novas gerações a viver com propósito, cuidado e responsabilidade diante do mundo.” Madre Teresa de Jesus Gerhardinger, fundadora das Irmãs Escolares de Nossa Senhora Pintura de Madre Teresa de Jesus Gerhardinger criada por Yamila Janine 25
NOSSAS RAÍZES
SEGUNDA DÉCADA: 1956 A 1965 A trajetória de crescimento da instituição teve continuidade na segunda década. Naquele momento, o Santa Inês aumentava sua área física, fortalecia o corpo docente e o número de estudantes, ao mesmo tempo que intensificava o envolvimento com a comunidade da região. Um dos exemplos dessa integração com os moradores do bairro Petrópolis era a tradicional Festa das Camélias, realizada em outubro, no Salão Paroquial, reunindo barracas que ofereciam diversos tipos de doces e salgados e atividades como pescarias e leilões. Com o passar dos anos, o evento começou a ser promovido pela Associação de Pais e Mestres do Colégio Santa Inês (APAMESI), criada no início dos anos 1960. Em 1962, o nome da escola foi alterado. A portaria 569 da Direção do Ensino Secundário do Ministério da Educação (MEC) autorizou o funcionamento do II Ciclo do Ginásio Santa Inês, cursos Clássico e Científico. Dessa forma, o então Instituto Santa Inês passou a se chamar Colégio Santa Inês. Naquela época, eram 1.159 estudantes e 45 professores.
Em sua segunda década de vida, a escola aumentou a área física, o corpo docente e o número de estudantes. Em 1962, passou a se chamar Colégio Santa Inês
O ano seguinte trouxe novos marcos de expansão: além da fundação do Museu da Escola, a direção adquiriu dois terrenos estratégicos, situados na Rua Felizardo, nº 85, e na Avenida Protásio Alves, nº 2.457. Simultaneamente, o Santa Inês deu início a um projeto de alfabetização voltado a trabalhadoras domésticas: realizado entre 17h e 19h, o curso buscava oferecer novas perspectivas educacionais e promover a inclusão dessas profissionais. Em 1964, quando a Irmã Maria Helena estava em seu segundo período como Diretora da escola (1953 a 1967), a Irmã Sônia Haydê Randazzo assumiu a Direção do Curso Primário. A atuação da Irmã Sônia como gestora e as inovações implantadas por ela contribuíram para a trajetória de destaque do Santa Inês no cenário educacional porto-alegrense.
26
Prédio B, o primeiro prédio da escola, em 1960
O conjunto de bateria alegrava as festas da escola. Na outra imagem, estudantes entrando no colégio (fotos de 1964) 27
NOSSAS RAÍZES
Em 1965, o encerramento do Concílio Vaticano II – iniciado três anos antes – Em 1962, a escola já contava com um Clube de Ciências: união entre o conhecimento científico, os valores cristãos e o diálogo com o mundo moderno
tornou-se o marco fundamental para a definição da nova linha pedagógica do Santa Inês. Ao reafirmar a educação como um direito universal e um dever partilhado entre Igreja e família, o Concílio direcionou o ensino católico para a formação integral do ser humano. Essa nova diretriz unia o conhecimento científico aos valores cristãos, somados ao diálogo com o mundo moderno e ao compromisso social. A partir de então, a proposta educativa do colégio expandiu-se: além da base religiosa, passou a priorizar a qualificação constante do corpo docente e a formação de cidadãos conscientes, princípios que permanecem vivos na instituição até hoje.
28
TERCEIRA DÉCADA: 1966 A 1975 O Santa Inês iniciou sua terceira década contando com mais de 1.300 estudantes e um corpo docente superior a 50 professores. O período foi marcado por novas ampliações estruturais e pelo crescente engajamento dos estudantes em atividades extracurriculares, especialmente as esportivas. Equipes femininas de vôlei, por exemplo, passaram a participar de competições em nível estadual e até internacional, como um torneio em Buenos Aires, na Argentina, em 1967. As instalações também receberam melhorias: no prédio principal, foram criadas salas específicas para os professores, uma para desenho e uma outra sala de trabalho. Tais mudanças permitiram uma organização interna mais eficiente e uma divisão mais adequada das atividades. Em 1966, a Direção, por meio da APAMESI, adquiriu uma área de 10 hectares no Morro Santana, em Porto Alegre, onde fundou sua sede campestre. O objetivo era
Estudantes junto ao acervo do Clube de Ciências, em 1964
proporcionar aos estudantes, às suas famílias e ao corpo docente um espaço para confraternizações e realização de eventos. “Com alegria e gratidão verifico que os primeiros objetivos da APAMESI vão continuando de ano a ano, de uma diretoria a outra, acrescidos sempre de novos componentes, atividades esportivas, integração em assuntos culturais e sociais, participação em campanhas, apoio a iniciativas do colégio, presença em solenidades e comemorações do corpo docente e muito mais”, afirmou, naquela época, a Irmã Sônia Randazzo. No início da década de 1970, mudanças significativas transformaram o espaço da escola. O antigo prédio de madeira que havia servido como sede fundacional foi demolido por estar com a estrutura comprometida, dando lugar a uma área arborizada com arquibancadas. Além disso, foram inaugurados o prédio residencial das Irmãs e as novas instalações da Secretaria, da Tesouraria e do Setor de Material Didático. A área pedagógica também passou por evoluções. Em 1970, o curso voltado a trabalhadoras domésticas foi transformado em Supletivo, atendendo a cerca de 29
NOSSAS RAÍZES
170 estudantes. No mesmo ano, abriu-se a primeira turma da 1ª série ginasial e, no ano seguinte, os professores passaram a contar com cursos de aperfeiçoamento em Matemática e Língua Inglesa. O ano de 1972 destacou-se pela implementação da Reforma de Ensino da escola e pela criação do Conselho de Classe, ferramentas fundamentais para o aprimoramento pedagógico da instituição. Em 1974, o colégio aprovou seu novo regimento interno, alterando o nome oficial para Escola de 1º e 2º Graus Santa Inês – denominação ajustada dois anos mais tarde para Colégio Santa Inês - Escola de 1º e 2º Graus. Já em 1975, houve dois marcos importantes: a elaboração da primeira agenda escolar – item que permanece na rotina da instituição até hoje – e a inauguração do Laboratório de Química, batizado em homenagem ao sanitarista Oswaldo Cruz.
QUARTA DÉCADA: 1976 A 1985
A quarta década teve muitos marcos. Nessa época foram criados espaços e eventos significativos, como o Laboratório de Biologia, a Biblioteca Rui Barbosa, a Cancha de Esportes e a Rústica
A partir da segunda metade dos anos 1970, o Colégio Santa Inês intensificou as atividades de integração e engajamento entre estudantes, professores e comunidade escolar. Sob a coordenação da APAMESI, foi promovida uma série de eventos culturais, esportivos e festivos. Desde a sua fundação, a associação organizava-se em departamentos distintos – Cultural, Desportivo, Social e de Patrimônio –, cada um com atribuições e responsabilidades bem definidas. Em 1979, dois novos e importantes espaços foram inaugurados: o Laboratório de Biologia e a Cancha de Esportes. Paralelamente, a instituição ampliou sua oferta educativa com a introdução de cursos de audiovisual, inglês, balé, dança moderna, piano, violão e datilografia. No início dos anos 1980, outro pilar do projeto pedagógico do Santa Inês consolidou-se: a consciência ambiental. Difundida entre os estudantes e incentivada pelos docentes, a pauta ecológica gerou ações práticas. Em 1981, por exemplo, na celebração dos 35 anos da escola, foi plantada uma camélia doada pela Secretaria
30
Desfile dos 30 anos do CSI, em 1976, realizado em frente à escola, na Av. Protásio Alves. No fundo, à esquerda, aparece a Paróquia São Sebastião
As atividades esportivas sempre foram valorizadas: a foto mostra o professor Raul Braescher com o time de basquete em 1964
31
NOSSAS RAÍZES
Prédio Administrativo e Pátio Central, em 1980
Plantação de camélia em comemoração aos 35 anos da escola, em 1981. A ação fez referência à Chácara das Camélias
32
Municipal do Meio Ambiente. No ano seguinte, o colégio promoveu a Semana de Conscientização Ecológica e a Missa Verde, ocasião na qual o Grêmio Estudantil (GESI) distribuiu mil mudas de árvores à comunidade. O ano de 1983 marcou o nascimento de um dos eventos mais tradicionais da instituição: a Rústica. A iniciativa partiu do professor Raul Braescher, corredor de rua entusiasta, que buscou envolver os jovens na modalidade. Ao lado do colega Ademir Chiossi, ele organizou a primeira disputa, em várias categorias. Com largada em um parque do bairro Petrópolis e chegada na sede do colégio, a prova tornou-se, desde então, um dos momentos mais aguardados do calendário anual. Próximo de completar o quadragésimo aniversário, o Santa Inês expandiu sua
No final dos anos 80, a escola inaugurou o novo Ginásio de Esportes. E no início dos anos 90 criou o Laboratório de Computação, dando início em seguida às aulas de Informática
área física com a inauguração do Prédio Administrativo. O novo espaço passou a abrigar também a Biblioteca Rui Barbosa, que se tornou um dos ambientes mais valorizados do colégio, reunindo um vasto acervo e formando gerações de leitores e escritores. Em 1986, ao completar 40 anos, a instituição já contava com 62 turmas e atendia a quase 2,2 mil estudantes.
QUINTA DÉCADA: 1986 A 1995 A quinta década da trajetória do Colégio Santa Inês iniciou-se com a construção do Ginásio, mais um ambiente dedicado à prática de esportes e ao bem-estar dos estudantes. As obras estenderam-se por cerca de três anos e, em 1989, foi inaugurado o Prédio 6, que abrigava dez salas de aula e uma quadra de esportes descoberta. Anteriormente, em 1986, havia sido realizada a 1ª Olimpíada Escolar, criada para promover a integração e a competição saudável entre as diferentes séries. No ano seguinte, a Feira do Livro passou a integrar o calendário oficial da instituição. A iniciativa visava valorizar o acervo da biblioteca e estimular a leitura, incentivando os estudantes a produzirem suas próprias obras, com direito a sessões de autógrafos como culminância do projeto. 33
NOSSAS RAÍZES
O ano de 1989 também reservou momentos de grande significado emocional. A Irmã Sônia Haydê Randazzo – que dirigiu a escola por 31 anos – foi homenageada com o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre, em sessão solene na Câmara Municipal. Contudo, o mesmo período foi marcado pelo pesar com o falecimento do Padre Alfredo Ody. O sacerdote, responsável por trazer as Irmãs para a Paróquia São Sebastião, foi um colaborador ativo e entusiasta do Santa Inês desde os seus primeiros passos. Embora o início da década de 1990 tenha sido considerado desafiador sob o aspecto financeiro, o período foi enriquecedor no plano pedagógico. Houve a ampliação dos cursos de aperfeiçoamento docente e a introdução de novas tecnologias, com a aquisição de computadores para a informatização dos setores administrativo e pessoal. Como resultado da iniciativa, em 1992 foi criado o Laboratório de Computação. Assim, o Santa Inês ganhava um espaço dedicado para o uso das A Irmã Sônia Haydê Randazzo, diretora da escola por 31 anos, foi homenageada com o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre em 1989
novas tecnologias que vinham surgindo. No ano seguinte, as aulas de informática tiveram início, expandindo as fronteiras do conhecimento para os estudantes.
SEXTA DÉCADA: 1996 A 2005 Na segunda metade da década de 1990, o Colégio Santa Inês celebrou seus 50 anos com uma série de comemorações. Além das diversas atividades programadas – que envolveram inesianos, familiares, educadores e a Direção –, a instituição manteve um ritmo de crescimento acelerado. Em 1996, ano do cinquentenário, o Santa Inês já contava com mais de 2,2 mil estudantes e 110 professores. Outros fatos foram marcantes. No mesmo ano, o prédio administrativo recebeu acesso à internet, conectando a escola a uma tecnologia que se expandia globalmente. Além disso, nesse período, começou a circular o jornal Voz Inesiana. Produzido pelos próprios estudantes, o periódico reforçou a divulgação de notícias e acontecimentos relativos à comunidade escolar.
34
Estudantes durante a pintura do muro, em 2002
Em 1992 foi criado o Laboratório de Computação, e no ano seguinte, tiveram início as aulas de informática (foto de 2001)
35
NOSSAS RAÍZES
Evento “Santa Inês Convida”, em 2007
Estudantes em atividade na antiga bliblioteca da escola, em 2000
36
Dois anos mais tarde, foram implementadas duas ações que passaram a integrar o cotidiano da instituição: a elaboração do 1º Planejamento Estratégico e a realização da 1ª Pesquisa Institucional com professores, estudantes e pais. Tais iniciativas permitiram à Direção traçar os rumos para os anos seguintes, buscando o aperfeiçoamento do conteúdo pedagógico, a formação continuada dos docentes em todas as áreas do conhecimento e estratégias para a retenção e atração de novos estudantes. No que se refere à infraestrutura, o período foi marcado pela reforma e ampliação do Prédio 8 e pela inauguração do Prédio 7. Posteriormente, a escola investiu em melhorias na cantina, cozinha e anexos do prédio 4, além da reforma da garagem, onde passou a funcionar a livraria Cia da Escola. Em 2003, o tradicional Auditório Madre Teresa foi remodelado. Assim, o Santa Inês ingressava nos anos 2000 ainda mais preparado para os desafios de um mundo em constante transformação e cada vez mais conectado. Outra iniciativa importante nesse período foi o Projeto Com-Viver, em 1999, elaborado pela Pedagoga Rosana Rego Cairuga com a Irmã Marta Gambim, na época tesoureira da escola. O projeto renovou e qualificou o ambiente físico da Educação Infantil e ampliou o atendimento para crianças a partir de 2 anos de idade. A proposta pedagógica inovadora deste projeto em 2001 deu origem ao primeiro livro da Educação Infantil, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, neste mesmo ano. Mais um marco importante da década foi o lançamento do CD de músicas infantis chamado “Para Brincar e Cantar”, celebrando os 55 anos do Colégio Santa Inês. Nessa ocasião também foi gravado pela primeira vez o Hino do Colégio Santa Inês, com a participação da Irmã Marta Gambim, da Irmã Julia Rancheski e da equipe da Educação Infantil. Em 2004 inaugurou-se a Classe Bebê do CSI, para crianças a partir de 1 ano de idade. Desde então, foi realizado anualmente, por uma década, o ciclo de palestras “O Bebê e a Escola”, que tinha por objetivo a formação e qualificação dos profissionais que atuavam na primeiríssima infância – aberto à comunidade e aos educadores dessa faixa etária. Entre os palestrantes estiveram Victor Guerra, Adriana Friedman, Maria Carmem Barbosa e o Dr. Salvador Célia, que também foi assessor do SSE e SOE do Colégio. 37
NOSSAS RAÍZES
Da esquerda para a direita: estudantes em uma aula de Robótica; jogo na Quadra Poliesportiva; sala de aula e Laboratório de Física (todas as imagens são do ano 2000)
SÉTIMA DÉCADA: 2006 A 2015 Em 2006, o Colégio Santa Inês intensificou seu foco no voluntariado, ampliando ações de auxílio e doações que envolveram toda a comunidade escolar. Os estudantes passaram a participar ativamente de iniciativas sociais que, além da arrecadação de mantimentos e roupas, promoviam uma maior integração com a cidade. Entre 2007 e 2012, período em que a Irmã Felícitas Loebens foi Diretora da escola, os investimentos em infraestrutura também avançaram. O pavilhão adjacente ao estacionamento foi transformado em uma Quadra Poliesportiva para futsal, basquete e patinação, servindo também como espaço para eventos sociais. No mesmo período, foram concluídas obras no Prédio H, espaço que abrigou o IBGEN – Faculdade de Gestão e Negócios por mais de 10 anos. Este prédio foi projetado com salas amplas e tecnológicas, oferecendo possibilidades de interação e inovação para o aprendizado desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
38
Em 2013, a Irmã Celassi Dalpiaz assumiu a Direção. Sua gestão, que se estende até os dias atuais, destaca-se pela implementação de constantes inovações, preservando valores fundamentais da história da escola, tendo presente o compromisso com a essência do carisma educacional e dos valores e princípios da instituição e investindo na excelência do ensino e humanização. Nesse tempo, as necessidades e desafios foram inúmeros. Na área da segurança, houve a implementação de catracas e crachás. Em 2014, foi feita uma revitalização da escola, reorganizando estruturas de conexão entre os prédios, humanizando os ambientes e favorecendo o bom convívio. Em 2015, com coragem e ousadia, mediante uma análise do cenário educativo, o CSI criou o currículo e a metodologia autoral do Programa Bilíngue. Esse programa teve participação fundamental das Coordenadoras Pedagógicas Maria Waleska Cruz e Rosana Cairuga, junto com linguistas, professores e muito estudo. 39
na O Santa Inês investe e o sin excelência do en ão aç rm fo a entende que a ss pa m bé tam integral pela pela sensibilidade, pressão ex la imaginação e pe ) (foto de 2026
40
41
NOSSAS RAÍZES
OITAVA DÉCADA: 2016 ATÉ 2026 A etapa mais recente da história do Colégio Santa Inês foi marcada pela implantação do Programa Bilíngue para o Ensino Fundamental Anos Iniciais e Educação Infantil em 2016, um passo importante para a formação dos estudantes. O programa nasceu com o objetivo de agregar valor ao ensino e possibilitar a ampliação dos horizontes, tendo em vista a cidadania global e a internacionalização. Em 2019 houve a mudança visual da marca, atualizando o significado de “ser inesiano”. A tradicional lamparina, que durante muitos anos representou simbolicamente o colégio, deu espaço a uma nova proposta de comunicação, alinhada aos desafios e às transformações da educação contemporânea. A mudança refletiu o propósito de evidenciar uma educação inovadora, fundamentada no diálogo, na singularidade da pessoa e no respeito às diferenças, visando à humanização e à excelência acadêmica. Assim, o colégio reafirmou seu compromisso com o futuro, sem deixar de lado sua tradição, sua essência e os valores que constroem sua trajetória. Também nesse período, foi ampliado o Programa Bilíngue para o Ensino Fundamental Anos Finais, coordenado pela professora Analice Vacaro, com um formato
A oitava década trouxe desafios e adversidades, como a pandemia, mas também inúmeras conquistas, como a implantação do Programa Bilíngue e a inauguração do E-Class
que impulsiona, além da proficiência em outra língua, a integração de conhecimentos e a articulação entre teoria e prática de forma investigativa. Outra conquista aconteceu em 2019: o Santa Inês passou a fazer parte da REDE PEA. Como Escola Associada à UNESCO, o CSI tem o compromisso de trabalhar para colocar em prática a compreensão internacional, a paz, o diálogo intercultural, o desenvolvimento sustentável e a educação de qualidade. Nessa década, a resiliência da escola foi testada. Diante das restrições da pandemia de Covid-19 (março/2020 a maio/2022), o CSI implementou um plano de contingência adaptando conteúdos por faixa etária e, apoiado em sua infraestrutura tecnológica e canais digitais, garantiu a continuidade do aprendizado e a excelência nos resultados. “Em 2020, a turma de 3º ano da minha filha Fernanda, com 36 estu-
42
A pandemia da Covid-19 testou a resiliência e a capacidade de adaptação a inúmeras restrições (foto de 2021)
dantes, teve 18 aprovações na UFRGS. É um número muito alto, reflexo do ensino inovador e da formação integral”, destaca a pedagoga Dinorá Simoneto, professora da Sala de Recursos e há 20 anos no Santa Inês, onde já foi docente, supervisora e mãe dos inesianos Fernanda e Marcelo. No ano de 2021, o CSI foi selecionado para participar do British English Olympics (BEO), em Londres. Em 2026, como única participante do Rio Grande do Sul, a escola esteve presente ao evento pela quinta vez, desenvolvendo liderança, colaboração e cidadania global. 43
NOSSAS RAÍZES
Mesmo diante dos desafios da pandemia, o Colégio Santa Inês consolidou e inaugurou o E-Class – Laboratório Interdisciplinar de Experimentações Professor Júlio Trolli, no ano em que completou 75 anos (2021). O projeto foi mentorado e executado pela equipe diretiva da escola. Outra adversidade muito significativa foi a enchente que atingiu Porto Alegre em maio de 2024. Por estar localizado em uma área elevada da capital gaúcha, o Santa Inês não sofreu inundações em sua estrutura física; contudo, o desabastecimento de água no bairro impossibilitou a manutenção das aulas regulares por alguns dias. Mais uma vez, a escola organizou protocolos para garantir o suporte à comunidade. Paralelamente, emergiu um princípio essencial da instituição: a solidariedade, que floresce nos projetos sociais das campanhas que fazem parte de “Laços que nos unem”. Estudantes, famílias e educadores mobilizaram-se em intensas campanhas de arrecadação de donativos para os atingidos pela catástrofe. A preocupação com a sustentabilidade econômica e ambiental ganhou destaque nessa época e, em vista disso, foi criada uma usina fotovoltaica e contratada uma empresa que faz a gestão de energia do colégio. Atualmente o CSI está am-
Aos 80 anos, o Colégio Santa Inês segue evoluindo e fortalecido em seu propósito de formar cidadãos preparados para os desafios da vida contemporânea
pliando a usina trazendo, também, as placas solares para os prédios da escola. Ao longo dos últimos dez anos, o Colégio Santa Inês reafirmou seus valores e sua vocação para o ensino de excelência, chegando aos 80 anos em constante renovação. No início de 2026, para celebrar o marco do octagésimo aniversário, foi criado um selo comemorativo, mantendo a identidade gráfica da escola. O objetivo foi refletir a tradição do Santa Inês ao longo dessas oito décadas na vida de milhares de pessoas que por ela passaram. O slogan dos 80 anos, “Formação que inspira gerações”, é uma frase que reforça a identidade da instituição. Com esse posicionamento, o Santa Inês segue fortalecido em seu propósito de ser uma das principais referências educacionais do Sul do Brasil, formando cidadãos preparados para os complexos desafios da vida contemporânea.
44
A padroeira da escola O nome do Colégio Santa Inês foi escolhido pelas Irmãs fundadoras em 1946, em homenagem a uma jovem cristã que viveu em Roma, no século III, e que desde cedo se destacou pela decisão de consagrar sua vida a Deus. Até hoje, seu nome é associado à pureza e à força espiritual, inspirando, ao longo de décadas, as Irmãs, os educadores e os estudantes da instituição. De acordo com a história, Inês recusou propostas de casamento para permanecer fiel à sua vocação. Essa escolha despertou incompreensão e perseguição; denunciada por sua fé, foi levada a julgamento e submetida a ameaças, sem jamais renunciar às suas convicções. Com serenidade e coragem, manteve-se firme, testemunhando sua confiança em Deus mesmo diante do sofrimento. Por essa fidelidade, foi martirizada ainda muito jovem, tornando-se uma das santas mais veneradas da Igreja. Sua trajetória inspira valores fundamentais para a educação inesiana: integridade, coerência, coragem e compromisso com a verdade. Na instituição, sua presença transcende o simbólico; ela é uma referência viva para a missão educativa, que busca formar pessoas íntegras e comprometidas com o próximo e com o bem comum. Ao celebrar Santa Inês, a comunidade renova seu propósito de educar com sentido, inspirada no exemplo de quem viveu com profunda fé, esperança e responsabilidade na construção de um mundo mais justo e fraterno.
Imagem de Santa Inês presente em uma das capelas da escola (foto de 2012)
45
Nossas
sementes Somos uma forte corrente
46
47
NOSSAS SEMENTES
O jeito de ser inesiano uando nasce uma escola, nasce também uma grande missão, que atravessa o tempo e se perpetua como sua essência. No Colégio Santa Inês, essa essência se traduz na humanização das relações, princípio que, há oito décadas, inspira o modo de educar, cuidar e favorecer a formação de cada pessoa que integra a comunidade educativa. A humanização manifesta-se no acolhimento, na escuta atenta, no respeito à singularidade de cada pessoa, criança, jovem ou adulto. Na convicção de que cada estudante é único, com potencialidades, necessidades e caminhos próprios de desenvolvimento. O Colégio Santa Inês sempre assumiu o compromisso de promover a formação integral de crianças e jovens, cultivando valores cristãos, fortalecendo vínculos e promovendo uma educação que considera, de forma inseparável, as dimensões intelectual, humana, espiritual, emocional, ética e social. Essa identidade também se revela na qualidade das relações estabelecidas entre Irmãs, educadores, estudantes e famílias. Ao longo de sua história, o colégio construiu uma cultura em que o cuidado, o respeito, a solidariedade e o sentido de pertencimento caminham lado a lado com a excelência acadêmica, compreendida não como um fim em si mesma, mas como um instrumento para criar oportunida48
CSI: educação que considera as dimensões intelectual, humana, espiritual, emocional, ética e social (foto de 2016)
des de aprendizagem, favorecer o pleno desenvolvimento de cada pessoa e fortalecer sua capacidade de compreender, transformar e cuidar do mundo em que vive. Ser inesiano significa levar consigo muito mais do que as lembranças da vida escolar. Significa perpetuar uma forma de ser e de agir fundamentada na humanização, tornando vivos, nas diferentes gerações, os valores que constituem a identidade do Colégio Santa Inês e que continuam inspirando aqueles que acreditam que educar é, antes de tudo, criar condições para que cada pessoa se desenvolva plenamente e encontre seu lugar no mundo. 49
NOSSAS SEMENTES
O caquizeiro foi adotado como um símbolo da escola e vem acompanhando gerações. Na foto à direita, as Irmãs Isabel, Veroni e Júlia junto à árvore. Na imagem à esquerda, o caquizeiro testemunha uma aula especial no pátio, em 2026
50
No pátio do Santa Inês, existe um caquizeiro que se tornou um símbolo. A árvore permanece no terreno desde o tempo em que ele era conhecido como Chácara das Camélias. Suas raízes profundas e sua renovação a cada estação representam a continuidade da missão educativa assumida pelo Colégio Santa Inês. O caquizeiro é uma silenciosa testemunha de oito décadas de história, ele guarda memórias, acompanha gerações e nos recorda que o tempo fortalece aquilo que é cultivado com amor e propósito. A cada ano, a comunidade acompanha a formação de novos frutos, a queda das folhas e a retomada do florescer. Como essa árvore, o colégio vive diversas etapas ao longo do período letivo, marcadas por projetos que, a exemplo dos caquis, têm época para surgir, integrar a comunidade e serem concluídos, retornando nos anos seguintes ainda mais fortalecidos. Em 2001, a Irmã Sônia Haydê Randazzo dedicou um poema a essa árvore tão representativa: “E o caquizeiro permanece de pé / Renovando-se anualmente / Assim como o colégio inesiano cumpre sua missão / De educar, firme e constantemente” (veja na página 52 o poema na íntegra).
A PROPOSTA PEDAGÓGICA Com uma trajetória consolidada em Porto Alegre, o Colégio Santa Inês fundamenta sua atuação em um projeto educativo comprometido com a formação integral da pessoa. Fiel à sua identidade confessional e à missão da Rede IENS, a instituição promove uma educação que articula excelência acadêmica, desenvolvimento humano e compromisso com a transformação da realidade. Nessa perspectiva, educar significa favorecer o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia intelectual, da sensibilidade ética, da criatividade e da responsabilidade socioambiental, contemplando de forma integrada as dimensões cognitiva, socioemocional, espiritual e relacional de cada estudante. Sua proposta pedagógica inspira-se no legado educativo de Madre Teresa, nos direcionamentos institucionais da Rede IENS e em referenciais internacionais que 51
NOSSAS SEMENTES
O Caquizeiro Não sei quando nasceste Não há registro dos primeiros galhos Mas sei que já te conheci crescido Com frutos e ramos cobertos de orvalho. Teu espaço aberto era um pomar Com flores, árvores e um riacho delicado. Que bela chácara, quando em 1946 Lá chegaram as crianças, quais anjos alados. E quais florzinhas na primavera, A 9 de setembro a escola começou. Foi 1° Instituto, logo após Ginásio. E como o caquizeiro, o Colégio se firmou. Vêm outras estações, lá se vão as folhas, Vêm novos anos e crianças outras, como não? E cada ano novas levas de estudantes Buscam mais espaço, cultura e educação.
Foto de 2023
Surgem novos prédios, lajes duras ocultam o pomar. O arvoredo vai diminuindo, não há mais parreiras Nem laranjeiras e goiabas, abacates e limoeiros Há tantas crianças! E sempre surgem outras mais. Chega o verão, que belos frutos! É tempo de formatura, quantas faces lacrimosas! Escola é lugar de passagem, vida em movimento Mas os caquis, no tempo de férias, que furtas saborosas! Em março, diz o poeta, “as árvores Se despedem para dormir” – as folhas a amarelar. Novas searas de pequenos e grandes Buscam na escola o saber: É tempo de semear. E o caquizeiro permanece de pé, Renovando-se anualmente, Assim o Colégio inesiano cumpre sua missão De educar firme, e constantemente. Poema da Irmã Sônia Haydê Randazzo – 2001
52
Consciência social e cidadania são valores muito importantes no CSI (foto de 2017)
compreendem a educação como um processo voltado ao desenvolvimento pleno do ser humano. As experiências de aprendizagem são organizadas para que os estudantes aprendam a conhecer, a fazer, a conviver, a ser e a agir com responsabilidade diante dos desafios do mundo contemporâneo, fortalecendo competências para a vida, para a cidadania e para a cultura da paz. O projeto pedagógico percebe o conhecimento como uma construção dinâmica, fruto da investigação, do diálogo, da reflexão e da colaboração. Valoriza práticas que estimulam a curiosidade intelectual, a resolução de problemas, a interdisciplinaridade, o reconhecimento da complexidade da realidade e a capacidade de estabelecer conexões entre diferentes saberes. Ao mesmo tempo, incentiva uma postura ética, solidária e participativa, na qual educadores e estudantes assumem o protagonismo do processo educativo e reconhecem a aprendizagem como caminho permanente de crescimento pessoal e de compromisso com o bem comum. 53
NOSSAS SEMENTES
Os educadores são dedicados a uma formação que integra conhecimentos, valores e sentido (foto de 2024)
Em 2020, o projeto pedagógico do CSI foi atualizado, incorporando pesquisas educacionais recentes e um posicionamento atento às transformações do cenário estudantil e ao perfil dos novos estudantes. Com isso, o colégio reafirma-se como uma instituição inspiradora e construtora de conhecimento. Conforme define o documento norteador: “Entendemos que precisamos tornar o nosso estudante protagonista de uma era que exige múltiplos saberes, aliados à excelência e à capacidade de autogestão. Para isso, contamos com um primoroso capital humano: educadores comprometidos com uma formação integral, inovadora e de excelência”. 54
A educação integral do Santa Inês estrutura-se em três eixos: Saber Ser (valorização da pessoa e aprendizagem socioemocional), Saber Pensar (aprendizagem formal) e Saber Agir (interação das aquisições). Presentes da Educação Infantil ao Ensino Médio, esses eixos desdobram-se em seis dimensões: Espiritualidade e Cosmovisão Cristã; Competências Socioemocionais; Excelência Acadêmica; Corporeidade; Ética e Formação do Caráter; e Compromisso Sociocultural. As bases dessa aprendizagem são os Valores e a Espiritualidade, o Protagonismo, a Interação, a Mediação Pedagógica e as Experiências de Aprendizagem. A ação pedagógica do CSI centra-se na construção do conhecimento. Assim, cada segmento de ensino organiza seus eixos de desenvolvimento para conduzir os estudantes por um percurso desafiador, pautado por duas etapas fundamentais: a sistematização das aprendizagens e a mobilização dos saberes construídos.
PROFESSORES: AGENTES DA FORMAÇÃO INTEGRAL A constante qualificação do corpo docente é uma das marcas mais profundas
A ação pedagógica do Colégio Santa Inês centra-se na construção do conhecimento em cada segmento de ensino (foto de 2016)
da trajetória do Colégio Santa Inês. Em 2026, a instituição reúne 97 professores em seus diferentes níveis de ensino, todos comprometidos com uma formação que integra o saber, os princípios cristãos, valores e sentido. Além de mediar a construção do conhecimento, esses profissionais assumem a missão de formar sujeitos conscientes, críticos e preparados para as complexidades do mundo contemporâneo. A partir da revisão da proposta pedagógica em 2020, foram consolidadas competências essenciais que orientam a prática docente: a consciência de suas responsabilidades profissionais, exercidas com ética e justiça; a proficiência em sua área de atuação, em constante diálogo com o currículo; e a disponibilidade para responder, de forma sensível e dinâmica, às demandas da atualidade. No Santa Inês, a compreensão sobre quem constrói a escola nasce de um princípio inspirado em Madre Teresa de Jesus Gerhardinger: “Somos educadores em 55
NOSSAS SEMENTES
tudo que somos e fazemos”. A partir dessa convicção, professores e colaboradores são reconhecidos como agentes formativos que, em diferentes funções, compartilham o dever de cuidar, orientar e inspirar. Cada integrante da equipe contribui, com presença e dedicação, para a manutenção de um espaço de acolhimento e diálogo. “A escola segue inovando, mas mantendo seus valores, raízes e características. Esse é um olhar muito cuidadoso com o corpo docente. Trabalhamos no sentido do compromisso de cada educador com sua autoformação, pois esse é um movimento importante e individual. Mas o Santa Inês também tem o comprometimento de oferecer espaços para fomentar o espírito pesquisador”, afirma Viviane Nectoux, Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais. A importância da formação continuada também é destacada pela Coordenadora Pedagógica dos Anos Finais, Analice Vacaro, que reforça o papel desse processo no enfrentamento dos desafios cotidianos. “Aqui no Colégio Santa Inês nós acreditamos que a excelência na educação é construída todos os dias e, por isso, buscamos sempre fortalecer a cultura de um processo de formação continuada, incentivando nossos professores a ampliar conhecimentos, compartilhar experiências e qualificar continuamente suas práticas pedagógicas em prol do desenvolvimento dos nossos estudantes”, afirma. Mais do que desempenhar funções específicas, a equipe compartilha uma visão comum sobre o impacto de sua atuação na vida dos estudantes. Entre os profissionais, destaca-se um forte senso de propósito, que orienta tanto o trabalho pedagógico quanto as relações internas. Esse alinhamento favorece um ecossistema em que a colaboração e o respeito são elementos estruturantes. “Queria destacar esse acolhimento, seja por parte da direção, professores, funcionários ou estudantes. Existe um eixo muito importante nessa educação que prima pelo respeito à diversidade, que é muito humanizadora e que é independente de cada um, do seu jeito de ser, do seu credo, da sua cor, da sua maneira de agir”, observa Hilário Bassotto, Orientador de Turno. 56
O acolhimento é ap ontado como uma das carac terísticas mais marcantes do CSI, assim como o fato de ser uma escola transgeracional: há várias famílias em que avós, filhos e netos fazem parte do quadro de estudantes do Santa Inês (foto de 2026)
57
NOSSAS SEMENTES
58
O Santa Inês prioriza o crescimento cognitiv o, socioafetivo e espir itual de seus estudantes. A educação integral estrutura-se em três eixos: SABER SER, SABER PENSAR, SABER AG IR (foto de 2024)
59
NOSSAS SEMENTES
Professores na Jornada Pedagógica, em 2026
“O Santa Inês me acolheu de uma forma única. A escola recebeu uma recém-formada na universidade, que não veio de um Ensino Médio regular, e me permitiu trabalhar. E apesar de todas essas condições, em momento algum eu me senti julgada, criticada, ou eu me senti frágil em relação à escola. Pelo contrário, sempre me senti cuidada”, recorda Rosiméri Santos, assistente de Coordenação Pedagógica do Ensino Médio e ex-professora de Física, com 37 anos de casa. O ambiente de trabalho diferencia-se pela proximidade entre as pessoas, o que favorece a troca de experiências e o crescimento coletivo. Essa dinâmica fortalece o sentimento de pertencimento. No Santa Inês, educar é reconhecer-se em constante evolução e, simultaneamente, encorajar o outro a descobrir suas próprias potencialidades. 60
Colaboradores na 1ª Reunião Geral, em 2026
“Desde que entrei aqui estou sempre me autoavaliando e repensando o que está mudando nas escolas e nos estudantes e como eu consigo melhorar e a quem posso pedir ideias e conselhos. Tenho procurado me atualizar para vencer as dificuldades e os desafios, mas me sinto confiante pelo apoio que tenho da equipe pedagógica e da direção”, ressalta Débora Zschornack, bibliotecária responsável pela Biblioteca da escola e que atua há 26 anos no Santa Inês. Além da missão de formar estudantes, o Colégio Santa Inês forma educadores que se transformam no exercício diário de ensinar. É na presença, no exemplo e na construção de vínculos que se revela a essência do fazer pedagógico. Ao longo de oito décadas, são essas pessoas que mantêm vivo o propósito da instituição e garantem que sua missão continue atravessando gerações. 61
NOSSAS SEMENTES
Comunidade inesiana no 13º Passeio sobre Rodas, em 2019
FAMÍLIAS QUE FORMAM UMA GRANDE COMUNIDADE Ao longo de seus 80 anos, o Colégio Santa Inês consolidou uma característica que transcende os aspectos formais da educação: o profundo sentimento de pertencimento. Mais do que uma instituição de ensino, a escola configura-se como uma grande família, formada por inúmeras famílias menores que se conectam e se reconhecem ao longo do tempo. Essa identidade constrói-se no cotidiano, nas interações entre estudantes, professores, colaboradores e familiares, nos gestos simples e na forma como cada pessoa passa a integrar uma história maior. Não se trata apenas de compartilhar espaços e rotinas escolares, mas de fazer parte de um ambiente que se sustenta em valores comuns e vínculos fortes e duradouros. Entre aqueles que vivenciaram essa trajetória, é comum a percepção de que a relação com o Santa Inês não termina ao final da vida escolar. Ela permanece e, muitas vezes, renova-se dentro das famílias. Pais, filhos e, em alguns casos, netos compartilham a experiência de formação, fortalecendo a ligação entre a escola e a comunidade. 62
Família na Rústica de 2025
A Rústica, realizada anualmente, é um grande momento de confraternização da comunidade escolar (foto de 2024)
63
NOSSAS SEMENTES
Dedicação e talento na atividade da Arte no Muro, em 2019 Hora cívica com o hino da escola, em 2024
64
A trajetória de Eduardo Fonteles ilustra bem esse movimento. O ex-aluno e hoje professor de Biologia do CSI representa a continuidade de uma história que atravessa gerações: seu avô, Flavio Hugo Bauermann, integrou a primeira turma do colégio; sua mãe, Marta Sirangelo Bauermann, também estudou na instituição, assim como outros familiares. “Muitos dos meus antigos professores agora são meus colegas. Para mim, a escola sempre foi um espaço familiar, com princípios e valores muito claros”, conta. Situação semelhante vive o professor de Ciências do colégio, Pedro Nectoux, ex-aluno do CSI e filho da Coordenadora Pedagógica Viviane Nectoux. Além de trabalharem juntos, Pedro reforça a relação entre as pessoas e a comunidade. “O Santa Inês tem esse traço marcante, que é o fato de as famílias participarem muito das atividades. E o colégio, pela sua direção, fortalece esse carisma e esse acolhimento”, observa. Esse mesmo sentimento de ligação geracional revela-se na história da estudante do 3º ano do Ensino Médio Giulia Toniolo. Ela é bisneta do proprietário da antiga Chácara
O olhar dos educadores e coordenadores revela uma escola que se sustenta nas relações, no cuidado interpessoal e na fidelidade aos seus princípios
das Camélias, que deu origem à sede do colégio. Para a estudante, o aspecto humano é um dos principais diferenciais da instituição. “Desde que entrei no colégio, ouvia histórias do meu avô sobre aquele terreno e me senti parte de uma família. Não me lembro de nenhum dia em que não tenha sentido um carinho muito especial por aqui”, comenta. A dimensão afetiva também se manifesta nos símbolos que atravessam décadas. Entre eles, o hino da escola ocupa um lugar especial. Presente na memória de estudantes e ex-estudantes, ele evoca lembranças e emoções que reforçam a sensação de pertencimento. Criado há cinco décadas pela então estudante Liana Koslowsky, o hino carrega a essência da escola. “Queria que fosse uma letra alegre, que mostrasse a força do ensino. Até hoje fico muito emocionada ao ouvir as crianças cantando”, conta. O acolhimento é outra marca profundamente associada ao Colégio Santa Inês, evidenciada na atuação das Irmãs, dos professores e dos colaboradores. Desde os primeiros anos, quem chega à escola é recebido em um ambiente que valoriza o cuidado, o respeito e o fortalecimento das relações. Com o passar do tempo, essas vivências transformam-se em integração e participação ativa na cultura institucional. 65
NOSSAS SEMENTES
Essa relação estende-se também àqueles que retornam à escola como profissionais. O professor de Matemática e ex-aluno Cristiano Santos é um exemplo dessa continuidade. “Sinto que hoje sou um educador por todas as oportunidades e a visão
O acolhimento é outra marca profundamente associada ao Colégio Santa Inês, evidenciada na atuação das Irmãs, dos professores e dos colaboradores
de futuro que a escola me permitiu ter. Sempre tive muito espaço e a possibilidade de ser criativo”, afirma o professor, que realizou toda a sua trajetória escolar no Santa Inês e, inclusive, participou do primeiro grupo da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Caso semelhante é o da professora Márcia Costa, que teve seu primeiro emprego na escola como educadora das séries iniciais. Ela atuou por mais de 20 anos na instituição e participou ativamente dos planejamentos pedagógicos. “Dentre tantas coisas que fiz no Santa Inês, tenho um profundo carinho pelo trabalho realizado e pela experiência que tive. O dia a dia como professora e a forma de conduzir os estudantes eu aprendi lá. Levo esse aprendizado para a minha vida profissional”, explica. Mesmo aqueles que seguiram trajetórias em outras áreas mantêm um vínculo significativo com o colégio. Alessandro Souza, gerente corporativo de uma universidade gaúcha, ex-aluno (estudou no CSI durante oito anos) e pai da estudante Alessandra, destaca a permanência dessa relação. “Esse período marca uma trajetória de vida. Você mantém o carinho por onde se formou como pessoa, desde criança até adolescente. Então, é uma espécie de porto seguro para nós”, salienta. Essa mesma percepção é compartilhada pelo jornalista e ex-aluno Eduardo Gabardo. “Toda a minha educação foi no Santa Inês e tenho lembranças muito boas de lá. Tenho amigos até hoje que estudaram comigo”, reforça. “Além do ensino de muita qualidade, sempre recebi um tratamento muito bom dos professores e funcionários. O CSI é um ambiente muito agradável, positivo e saudável”, completa. Essas jornadas revelam uma relação que se renova, mantendo elementos essenciais e incorporando novas experiências. Para muitas famílias, a escolha pelo colégio está diretamente associada à confiança construída ao longo de anos de convivência. “Uma vez inesiano, sempre inesiano” é uma frase mencionada por muitos dos entrevistados para
66
Durante a Semana do Estudante, inesianos do 6º ano do Ensino Fundamental Anos Finais realizam intervenção urbana para promover a cultura de paz (foto de 2018)
Cerimônia de Ação de Graças do 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais em transição emocionante para o Ensino Médio (foto de 2025) 67
NOSSAS SEMENTES
este livro, reforçando a ligação que se mantém entre os ex-estudantes, mesmo anos após terem finalizado seus estudos na instituição. No Santa Inês, os estudantes não são apenas números: são pessoas reconhecidas em sua singularidade. É nesse entrelaçamento de histórias individuais que se consolida a essência da instituição – uma rede de vínculos afetivos construída com base no cuidado, na formação humana e na partilha de valores. Mais do que um lugar de formação educacional, o Colégio Santa Inês consolida-se como um espaço de permanência afetiva, onde cada pessoa deixa sua marca e, ao mesmo tempo, leva consigo parte desta história. Ser inesiano, assim, é carregar uma experiência que ultrapassa o tempo de escola e se projeta para toda a vida.
TRADIÇÃO E INOVAÇÃO COMBINADAS Além do domínio de competências e práticas pedagógicas, o corpo docente do Colégio Santa Inês compartilha uma forma singular de perceber e viver a instituição. Predomina entre os educadores um sólido sentimento de pertencimento e responsabilidade, aliado ao propósito de educar. Para eles, o Santa Inês transcende a definição
O Santa Inês é reconhecido também por sua capacidade de inovação, por ser uma escola que se mantém atenta às transformações globais e investe em tecnologias como meio de aprendizado
de local de trabalho: é um ambiente de formação contínua, tanto para os profissionais quanto para os estudantes, onde ensinar e aprender avançam em sintonia. Nesse contexto, ganha relevância o olhar das lideranças, dos profissionais coordenadores sobre a escola. Suas percepções revelam uma instituição que se sustenta nas relações, no cuidado interpessoal, na fidelidade aos seus princípios e na coerência entre o discurso e a prática. Ao mesmo tempo que reconhecem os desafios atuais da educação, os coordenadores identificam no Santa Inês um espaço que acolhe, provoca reflexões e incentiva o crescimento individual e coletivo. A troca constante entre estudantes, professores e direção – especialmente pela presença das Irmãs que residem no colégio – é apontada como um dos diferenciais da instituição. O afeto e o cuidado mútuo que envolvem toda a comunidade escolar são frequentemente destacados. “Sempre foi muito legal esse cuidado com
68
Laboratórios: opor tunidade de aprender por me io de pesquisa, experimen tação, vivências e observa ção de resultados práticos. O CSI investe nas diferent es formas de aprendizado e cre scimento (foto de 2025)
69
NOSSAS SEMENTES
Jogos Escolares: evento anual do CSI, espaço para construção de habilidades socioafetivas, cognitivas e motoras (foto de 2025)
70
No Projeto CSI Mundi, os estudantes realizam debates sobre questões globais (foto de 2023)
o coração das pessoas, mesmo com as mudanças que se fizeram necessárias, mas mantendo essa questão emocional vinculada. A Irmã Celassi Dalpiaz, por exemplo, é uma diretora que ouve muito todos, sempre está no pátio e é muito atenta com relação aos desejos de todos”, observa Miguel Schmidt, ex-Vice-Diretor e pai de três estudantes: Davi, Hannah e Esther. O acolhimento é uma característica recorrente nos relatos dos educadores, que o identificam como um dos traços mais marcantes da trajetória do CSI. Apesar das transformações nas metodologias e dos desafios contemporâneos, a atenção ao outro permanece como elemento central. “O Colégio Santa Inês é reconhecido por ser intergeracional, uma escola onde a gente encontra netos de antigos inesianos e está aberta a novos estudantes. Desde a portaria até a direção, todo os conhecem pelo nome, é uma verdadeira comunidade”, explica a Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio, Fabiana Pires, que também é mãe de três estudantes do Santa Inês: Alice, Pedro e Martin. 71
NOSSAS SEMENTES
Delegação de 2024: estudantes do CSI no Ardingly College durante a British English Olympics (BEO), prestigiada competição internacional de língua inglesa
Essa cultura de recepção também se reflete na dimensão pastoral e no respeito à diversidade. “Vejo que os estudantes aceitam muito bem a atuação da Pastoral. Existem diversas religiões no colégio, representadas por alguns estudantes, e há aqueles sem religiões também. E conseguimos criar um espaço que acolhe e conversa com os nossos valores religiosos, mas nunca impondo algo”, salienta o Coordenador da Pastoral Educacional, Josimar Philippsen. Paralelamente, o Colégio Santa Inês é reconhecido por sua capacidade de inovação, mantendo-se atento às transformações da sociedade e às demandas da educação contemporânea. Um marco dessa trajetória foi a adoção, em 2014, de tablets individuais para estudantes e professores, iniciativa que evidenciou o compromisso institucional com a integração das tecnologias digitais aos processos de ensino e aprendizagem. Atualmente, em consonância com a legislação vigente e com as evidências sobre o desenvolvimento infantojuvenil, a escola promove o uso pedagógico, intencional e equilibrado das 72
Os estudantes dos Anos Finais e do Ensino Médio participam de simulações globais, como os da ONU (foto de 2026)
tecnologias, compreendendo que elas são recursos importantes para ampliar oportunidades de aprendizagem, desenvolver competências digitais e favorecer a produção de conhecimento, sempre em diálogo com as interações humanas, o pensamento crítico e o bem-estar dos estudantes. Como destaca a professora Maria Waleska Cruz, Coordenadora Pedagógica Geral do CSI: “É uma escola que faz leitura de cenário e que está atenta aos sinais dos tempos. Ela procura se antecipar, não ficar esperando as coisas acontecerem. Isso é algo que a diferencia de outras instituições”. “A tecnologia é um meio de aprendizado, não um fim. O estudante vai encontrar a tecnologia no mercado de trabalho em qualquer lugar do mundo. Não só 73
NOSSAS SEMENTES
saber usar o computador, mas também como ele acrescenta no aprendizado. Por isso, precisamos prepará-los cada vez mais para o presente e o futuro”, destaca Leonardo De Boita, Coordenador de Tecnologias Educacionais e Ex-Professor de Química, educador no Santa Inês desde 2004.
Uma escola que se constrói diariamente na articulação entre tradição e inovação, valores e conhecimento, raízes e crescimento
A sustentabilidade é outro princípio que ocupa lugar de destaque no cotidiano e no currículo, como parte essencial da formação para a vida em sociedade. O CSI investe em espaços e práticas que fortalecem a consciência ambiental. “O Colégio Santa Inês compreende a sustentabilidade como uma dimensão essencial da formação integral. Por isso, promove práticas educativas que despertam nos estudantes a consciência de que o cuidado com a natureza está intrinsecamente ligado ao cuidado consigo mesmos, com o outro e com a Casa Comum. Em um país de imensa riqueza ambiental, formar crianças e jovens comprometidos com a preservação das florestas e dos demais ecossistemas significa prepará-los para exercer uma cidadania responsável, capaz de proteger e transformar a realidade em benefício das gerações presentes e futuras”, enfatiza Rosana Cairuga, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil, que atua no colégio há 38 anos. A mescla equilibrada entre a valorização do passado e o olhar atento para o futuro é percebida e cultivada por todos os profissionais da escola. “A gente lembra sempre de tudo o que foi feito até hoje e de valorizar todas as mãos que fizeram parte dessa história potente que nós temos, mas sem deixar de destacar o que está sendo construído”, salienta a Coordenadora de Comunicação e Marketing do CSI, Camila Ribeiro, que também foi a primeira Jovem Aprendiz contratada pelo colégio. Os depoimentos revelam uma escola que se constrói diariamente na articulação entre tradição e inovação, valores e conhecimento, raízes e crescimento. Mais do que um espaço de ensino, o Colégio Santa Inês afirma-se como uma instituição que honra sua própria história e projeta, pelo engajamento de seus profissionais, a continuidade de sua missão educativa pelas próximas décadas.
74
Foto de 2025
Missão Promover uma educação integral, inovadora e intercultural, inspirada nos princípios educativos da Rede IENS, formando pessoas autônomas, éticas, solidárias e comprometidas com a excelência acadêmica, a cultura da paz, a justiça socioambiental e a transformação da sociedade, por meio da integração entre conhecimento, valores, espiritualidade e responsabilidade com a Casa Comum. Foto de 2025
Visão Institucional Ser reconhecido como uma referência em educação integral, inovadora e intercultural, formando pessoas competentes, éticas, solidárias e protagonistas de seus projetos de vida, capazes de transformar a sociedade por meio do conhecimento, da inovação, do diálogo, da espiritualidade e do compromisso com a justiça, a paz e o cuidado com a Casa Comum.
75
NOSSAS SEMENTES
Espaços que educam Ao longo de seus 80 anos, o Colégio Santa Inês compreendeu que educar vai muito além da sala de aula. Cada ambiente da escola foi pensado para ampliar possibilidades, favorecer encontros e transformar experiências cotidianas em oportunidades de aprendizagem. Assim, a infraestrutura do colégio não se limita a acolher a comunidade escolar: ela participa ativamente do projeto educativo, tornando-se expressão concreta da missão de formar pessoas em todas as suas dimensões. Exemplo disso está na espiritualidade que inspira: a identidade confessional do colégio encontra nas capelas um de seus espaços mais significativos. Mais do que locais destinados às celebrações litúrgicas, elas acolhem momentos de oração, reflexão e silêncio, fortalecendo a vivência da fé e dos valores cristãos que acompanham gerações de estudantes, famílias e educadores.
Outro movimento educativo do CSI é inovação que transforma: espaços que preparam os estudantes para um mundo em constante transformação, o que significa oferecer experiências que desenvolvam criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas. Nas salas de Robótica e Informática, a tecnologia torna-se linguagem de aprendizagem, estimulando a investigação, a colaboração e a construção de soluções inovadoras, sempre articuladas ao currículo e aos desafios do nosso tempo. Vale destacar, também, a arte que sensibiliza: entendimento de que a formação integral também passa pela sensibilidade, pela imaginação e pela expressão. Na Sala de Música, sons e ritmos ampliam repertórios culturais e emocionais. Na Sala de Artes, diferentes materiais, técnicas e linguagens convidam à experimentação e à criação. Em ambos os espaços, os estudantes aprendem que a arte é uma forma de compreender o mundo, comunicar ideias e revelar talentos. 76
Tradicional Partilha Pascal realizada pelos estudantes dos Anos Finais, em 2025
77
NOSSAS SEMENTES
A importância de cuidar do mundo com a delicadeza que ele merece (foto de 2022). Na página ao lado, foto de 2024
78
Na mesma lógica, a natureza que ensina traduz em experiências concretas o compromisso institucional com a sustentabilidade e o cuidado com a Casa Comum. Na horta orgânica, cultivar, observar os ciclos da natureza e utilizar recursos como o sistema de captação da água da chuva permite que a educação ambiental seja vivida na prática, despertando responsabilidade, consciência ecológica e respeito pela vida. Já no movimento que transforma, o desenvolvimento humano também acontece por meio do corpo, do brincar e do esporte. O Ginásio de Esportes Raul Braescher (homenagem a um dos professores idealizadores da tradicional Rústica do Colégio) e a Quadra Esportiva são espaços de convivência, cooperação, disciplina e superação. Já as praças Quatro Elementos, da Floresta e Via Láctea, dedicadas às crianças da Educação Infantil, reafirmam a importância do brincar livre como experiência essencial para o desenvolvimento da imaginação, da autonomia, da socialização e das múltiplas aprendizagens da infância. Ao integrar espiritualidade, inovação, arte, natureza, movimento, o Colégio Santa Inês reafirma uma convicção que atravessa sua história: os espaços também educam. Cada ambiente, com sua identidade e finalidade, contribui para a construção de experiências significativas e para a formação integral de crianças, adolescentes e jovens, fazendo da arquitetura uma aliada na missão educativa que inspira o colégio há oito décadas. 79
NOSSAS SEMENTES
Os recursos digitais são usados como ferramentas de aprendizagem (foto de 2022)
CAPELAS O Colégio Santa Inês dispõe de duas capelas para uso dos estudantes, familiares, professores e colaboradores. São espaços destinados à oração, à reflexão e às celebrações, fortalecendo a espiritualidade e a vivência da fé na comunidade educativa.
SALAS DE ROBÓTICA São ambientes de aprendizagem ativa nos quais os estudantes desenvolvem projetos que integram tecnologia, lógica e criatividade. Os espaços contam com equipamentos modernos que incentivam a criação de soluções e inovações aplicáveis ao cotidiano escolar.
SALAS DE INFORMÁTICA As Salas de Informática possibilitam o uso de recursos digitais como ferramentas de aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento de competências tecnológicas e investigativas. 80
O desejo de aprender floresce em espaços cuidadosamente planejados (foto de 2025)
As capelas são espaços sagrados, para uso dos estudantes, familiares, professores e colaboradores (foto de 2026)
81
NOSSAS SEMENTES
82
O CSI oferece ambie ntes que favorecem a aprend izagem, a convivência, o dese nvolvimento humano e a constru ção de experiências signif icativas para os estudantes (foto de 2026)
83
NOSSAS SEMENTES
SALA DE MÚSICA Nas imagens acima, espaços para uso dos estudantes de diferentes faixas etárias no dia a dia: pesquisa científica vira telejornal bilíngue “Club News” dos estudantes do 8º ano Anos Finais (foto de 2026), a Horta Orgânica, o Ginásio de Esportes Raul Braescher (foto de 2022) e a Praça de Areia (foto de 2022)
É um espaço de expressão artística onde os estudantes vivenciam experiências sonoras, desenvolvem a sensibilidade e exploram diferentes linguagens e instrumentos musicais, descobrindo aptidões e potencializando suas habilidades.
SALA DE ARTES Criada para valorizar a expressão e a criatividade, a Sala de Artes convida os estudantes a explorar diferentes materiais e possibilidades artísticas, incentivando produções de diversos tipos e estilos de arte.
HORTA ORGÂNICA A horta orgânica é um espaço sustentável e educativo para o bem-estar integral. Equipada com um coletor de água da chuva, a horta permite que os estudantes exercitem a sustentabilidade e o respeito ao planeta.
84
GINÁSIO DE ESPORTES RAUL BRAESCHER Espaço amplo e bem equipado, destinado à prática de atividades físicas e esportes, promovendo a saúde, o trabalho em equipe e o desenvolvimento integral. O nome foi escolhido em homenagem a um dos professores da escola e um dos criadores da Rústica.
QUADRA ESPORTIVA Espaço versátil e integrado à rotina escolar, que possibilita a prática de diferentes modalidades esportivas, como vôlei, basquete e futsal, além de acolher mostras científicas, atividades pedagógicas, eventos e outras vivências da comunidade educativa.
PRAÇA DE AREIA Um espaço único e lúdico, destinado exclusivamente às crianças do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Arborizada e equipada com muitos brinquedos clássicos, como um carrossel, a Praça de Areia proporciona o brincar livre e a exploração sensorial. 85
NOSSAS SEMENTES
Personalização da ecobag nos 78 anos da escola, na Sala de Artes, em 2024
Praça Floresta: experiências ao ar livre que inspiram o desenvolvimento e a imaginação (foto de 2022)
86
PRAÇA VIA LÁCTEA Criada a partir da escuta das crianças e de seus questionamentos sobre o Universo, a Praça Via Láctea conta com uma brinquedoteca indoor repleta de possibilidades, para estimular a imaginação dos inesianos da Educação Infantil.
PRAÇA FLORESTA Outro espaço destinado aos bebês, às crianças da Educação Infantil e aos estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais, a Praça Floresta promove um currículo integrado com a biofilia – relação das pessoas com a natureza e os seres vivos –, que promove o direito ao desenvolvimento integral da criança e fomenta novas formas de bem viver.
SALA AEE A sala para Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um espaço de acolhimento e inclusão, que oferece suporte pedagógico especializado aos estudantes, respeitando as singularidades de cada um.
SAGUÃO DE JOGOS
“Uma Noite Estrelada”: bebês e crianças da Educação Infantil brincam e aprendem sob o céu estrelado (foto de 2025)
Espaço de integração, convivência e lazer, oferece uma série de opções de jogos lúdicos para que os inesianos possam se divertir ou mesmo passar o tempo entre as aulas e os turnos letivos.
PÁTIO CENTRAL O Pátio Central é um local simbólico para o Colégio Santa Inês. Nele está localizado o caquizeiro, árvore que carrega um significado todo especial para os inesianos. No pátio, as turmas se reúnem durante os intervalos para convivência e é ali que ocorrem algumas atividades festivas da escola. 87
NOSSAS SEMENTES
O cuidado com o meio ambiente é tema do cotidiano escolar (foto de 2024)
JARDIM LAUDATO SÍ A orientação sobre sustentabilidade é uma preocupação constante do corpo docente do Colégio Santa Inês. O tema, central no cotidiano escolar, motiva debates e a busca contínua por novos conhecimentos. Entre as iniciativas ambientais, destaca-se o Jardim Laudato Sí, localizado no Pátio Central. Inspirado na encíclica do Papa Francisco, na Campanha da Fraternidade de 2025 e no Projeto Ecológico Gaia (Rede IENS), o espaço simboliza o compromisso da instituição com o cuidado do planeta. Inaugurado em 5 de junho de 2025, Dia Mundial do Meio Ambiente, o jardim abriga uma jabuticabeira que representa esse propósito: uma árvore que cresce sustentada por valores cultivados diariamente e cujos frutos serão compartilhados pelas futuras gerações inesianas. Além da integração com a natureza, o local é um ambiente de aprendizagem sobre interdependência e renovação. Essa proposta é reforçada pelo Código Verde da escola, que orienta práticas como a reutilização de materiais, o consumo consciente de água e energia, a reciclagem e o incentivo à mobilidade sustentável. 88
Inauguração do Jardim Laudato Sí, em 2025
89
NOSSAS SEMENTES
E-Class: investimento em tecnologias para estimular a curiosidade, a investigação e a construção do conhecimento (foto de 2026)
O espaço integra as áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática (fotos de 2025)
90
O E-Class é um laboratório Interdisciplinar (foto de 2024)
LABORATÓRIO E-CLASS No dia de seu 75º aniversário – 9 de setembro de 2021 –, o Colégio Santa Inês inaugurou o E-Class - Laboratório Interdisciplinar de Experimentações Prof. Júlio Trolli. Mais do que um novo ambiente físico, o espaço representa uma mudança de perspectiva pedagógica alinhada aos desafios contemporâneos da educação. O nome homenageia o professor Júlio Trolli, cuja trajetória de 37 anos na instituição foi marcada pela motivação em criar, montar e administrar os antigos laboratórios da instituição. O E-Class reflete o investimento em tecnologias capazes de estimular a curiosidade, a investigação e a articulação de conhecimentos pelos estudantes. Concebido como um laboratório interdisciplinar, o espaço integra as áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática. A proposta busca romper com a fragmentação do ensino, incentivando conexões entre diferentes saberes. Segundo a Coordenadora Pedagógica Geral, Maria Waleska Cruz, o E-Class promove um sistema aberto de interlocuções entre ciências interdependentes. “É um espaço transcendente, que une ciência e vida”, define. Em cinco anos de atuação, o laboratório consolidou-se como uma marca inovadora do projeto educativo inesiano, preparando os estudantes para as exigências do mundo tecnológico. 91
NOSSAS SEMENTES
Espaço dedicado aos pequenos: Biblioteca Era uma Vez (foto de 2026)
BIBLIOTECA IRMÃ SÔNIA HAYDÊ RANDAZZO Lugar de encontro que une imaginação, conhecimento e formação crítica, a Biblioteca do Colégio Santa Inês é um ambiente vivo de aprendizagem onde a leitura se transforma em descoberta e construção de sentidos. Ao longo de sua história, a instituição tem valorizado o acesso à cultura, reconhecendo no espaço um instrumento essencial de inclusão e desenvolvimento. Com ambientes planejados para diferentes faixas etárias, o local estimula o prazer pela leitura desde a infância e funciona como fonte de pesquisa para educadores e estudantes. Esse compromisso acompanha o colégio desde 1949, com a criação da primeira “Biblioteca Infantil” – posteriormente ampliada e nomeada em homenagem ao escritor Rui Barbosa. Em dezembro de 2009, o espaço foi renomeado como Biblioteca Irmã Sônia Haydê Randazzo, homenageando uma das Irmãs que atuou na escola por 31 anos e era leitora assídua. Em 2016, no septuagésimo aniversário do colégio, a Biblioteca foi revitalizada, tornando-se um ambiente ainda mais acolhedor e funcional. Com um acervo de mais de 13 mil obras, a coordenadora Débora Zschormack define: “Hoje, a Biblioteca é um espaço não só de leitura, mas também de convivência”. 92
A Biblioteca do CSI conta com um acervo de mais de 13 mil obras (foto de 2019)
O local mantém atividades permanentes: semanalmente, estudantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais frequentam o espaço para leituras e empréstimos de livros e publicações. Já nos Anos Finais e no Ensino Médio, o uso é focado em aulas, rodas de conversa e debates literários agendados pelos professores. A cada dois anos, o projeto de Educação Literária promove a eleição dos mascotes literários, reconhecendo os pequenos leitores como sujeitos sociais ativos. Além disso, anualmente, em agosto, ocorre a Feira de Troca de Livros e HQs, incentivando o compartilhamento entre os inesianos. A comunidade inesiana pode conferir o acervo de obras da Biblioteca Ir. Sônia Haydê Randazzo por meio do novo catálogo digital na plataforma Philos. Desta forma, torna-se possível conferir o catálogo a qualquer hora do dia, sem a necessidade de locomoção até o prédio da Biblioteca. 93
NOSSAS SEMENTES
94
Com ambientes pla nejados para diferentes faixa s etárias, a Biblioteca estimula o prazer pela leitura desde a infância e funciona como fo nte de pesquisa para estu dantes e educadores (foto de 2022)
95
NOSSAS SEMENTES
Nesta página, imagens da Praça dos Quatro Elementos, espaço que proporciona aprendizado sensorial, lúdico e sustentável para crianças e bebês (fotos de 2022 e 2026). Na página ao lado, o Auditório Madre Teresa, onde acontecem momentos inesquecíveis (fotos de 2023)
PRAÇA DOS QUATRO ELEMENTOS Localizada no Prédio E, a Praça dos Quatro Elementos promove o brincar livre e a consciência ambiental por meio da interação com a natureza. O espaço, que abriga o Jardim de Aromas e Sabores e a Floresta de Bolso, nasceu da escuta ativa dos anseios das crianças – uma marca pedagógica do Colégio Santa Inês. Voltada a bebês e crianças de até 6 anos, a praça baseia-se na teoria de Gandhy Piorski, que associa os elementos da natureza a movimentos e olhares específicos: Fogo: Estimula a adrenalina e a exploração de luzes e sombras, como no pular corda (o “foguinho”) e em encenações com lanternas. Água: Promove o equilíbrio e a observação atenta, exemplificados pelo uso de barquinhos e pela contemplação do movimento. Ar: Amplia os sentidos e a visão de mundo por meio da leveza e da aerodinâmica, representados por pipas, petecas e pernas de pau.
96
Terra: Remete ao enraizamento e à cultura, envolvendo o contato direto com a matéria em brincadeiras de “faz de conta”, como casinha e fazendinha. Ao integrar esses elementos, o colégio incentiva a inventividade e os desafios motores em um percurso de aprendizado sensorial, lúdico e sustentável.
AUDITÓRIO MADRE TERESA O Auditório Madre Teresa é o coração da escola, um espaço marcante pelo qual gerações de estudantes e educadores já passaram. Com capacidade para 400 pessoas e palco em formato de teatro, o local acolhe os momentos mais especiais da comunidade escolar. Situado no prédio C, é um dos ambientes mais tradicionais do CSI e sedia eventos significativos como palestras, reuniões e apresentações culturais. Seu nome presta homenagem à fundadora das IENS. 97
NOSSAS SEMENTES
A Floresta de Bolso transforma as crianças em guardiãs da natureza (foto de 2025)
FLORESTA DE BOLSO Concebida para fortalecer a biodiversidade, a Floresta de Bolso permite que as crianças, como guardiãs da natureza, atuem na restauração ecológica do ambiente urbano. Situado na Praça Quatro Elementos, no Prédio E, o espaço atende à Educação Infantil e busca promover uma conexão profunda com a sustentabilidade e a preservação ambiental no cotidiano escolar.
JARDIM DE AROMAS E SABORES Este jardim permite que bebês e crianças unam aprendizado e sensibilidade por meio do contato direto com a terra. O espaço é dedicado ao cultivo de diversos temperos e chás, estimulando a percepção sensorial, a curiosidade e o respeito à natureza desde a primeira infância. 98
Laboratório Maker Space: incentivo ao protagonismo no criar, consertar e resolver problemas (foto de 2026)
LABORATÓRIO MAKER SPACE O Laboratório Maker Space é um ambiente de inovação voltado ao desenvolvimento de projetos colaborativos. Fundamentado na cultura maker – filosofia que incentiva o protagonismo no criar e consertar –, o espaço estimula a criatividade e a resolução de problemas. Situado no Prédio F e inaugurado em 2024, o laboratório é frequentado por turmas do Ensino Fundamental e Médio. Esse espaço pode ser utilizado por diferentes disciplinas, conforme o projeto em elaboração. 99
NOSSAS SEMENTES
100
Em 2025, a Rústica do Colégio Santa Inês completou 40 anos. O evento é um dos mais important es do calendário inesiano e conta com grande particip ação da comunidade esco lar
101
NOSSAS SEMENTES
Os valores inesianos postos em prática Os projetos, programas, ações e eventos realizados pelo Colégio Santa Inês durante o ano reforçam uma intenção de valorizar não apenas o conhecimento acadêmico, mas também a formação humana, social, cultural e espiritual dos seus estudantes. Promovendo experiências que envolvem toda a comunidade escolar, a instituição cria oportunidades para o protagonismo, a criatividade, a solidariedade e o exercício da cidadania. Essas ações e iniciativas fortalecem vínculos, ampliam horizontes e traduzem, na prática, os valores que orientam a missão educativa do Santa Inês. RÚSTICA Um dos marcos do calendário anual do Santa Inês, a Rústica foi criada em 1983 pelos professores Raul Braescher – que dá nome ao Ginásio do colégio – e Ademir Chiossi. A primeira edição ocorreu no Parque Ararigbóia, no próprio bairro Petrópolis, integrando professores, colaboradores, estudantes e famílias em diversas categorias, com largada no parque e chegada na escola. Ao longo das décadas, o evento cresceu e mudou de cenário: passou pela pista da antiga Escola Superior de Educação Física (ESEF) – atual Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) – e, atualmente, é realizado no Parque Esportivo da PUCRS. O local transforma-se, a cada edição, em um espaço de convivência vibrante, unindo as atividades de corrida a outras modalidades esportivas para todas as idades. 102
A Rústica é um verdadeiro encontro que reúne estudantes, familiares, educadores e ex-estudantes (foto de 2025)
A 40ª edição, em 2025, atingiu a marca recorde de 715 inscritos e um público superior a 2.500 pessoas, consolidando o evento como um verdadeiro encontro da comunidade escolar. A entrega de kits com itens reutilizáveis, que já é uma tradição do evento, reforça o compromisso da instituição com a sustentabilidade. “A Rústica tornou-se um dia essencial de integração entre estudantes, famílias e comunidade”, destaca a Diretora, Irmã Celassi Dalpiaz. Segundo Ademir Chiossi, em depoimento para a série documental dos 40 anos do evento, o sentimento é de realização: “Plantamos uma semente que vingou. É gratificante ver o envolvimento de estudantes e ex-estudantes que seguem praticando o esporte até hoje”. 103
NOSSAS SEMENTES
104
ARTE NO MURO Uma das tradições mais significativas do ano letivo no Santa Inês é a pintura do muro na Rua Felizardo Furtado. Com 47 metros de extensão, o espaço torna-se palco de uma ação realizada anualmente pelos estudantes do 3º ano do Ensino Médio. A atividade segue um tema definido pela área pedagógica e é aguardada com entusiasmo, já que as obras permanecem expostas à comunidade durante todo o ano. A iniciativa interdisciplinar, que ocorre há mais de duas décadas, busca estimular o protagonismo juvenil por meio da criatividade. Para os estudantes, o projeto representa um importante ritual de cidadania e de valorização de sua trajetória escolar. O muro da escola transforma-se em uma tela vibrante, repleta de mensagens poéticas e lúdicas que reforçam o Anualmente, os estu dantes do 3º ano do Ensino Médio se reúnem para fazer pinturas artísticas em um do s muros da escola. O espaço se transforma em uma tela vibran te, repleta de mensagens poética s e lúdicas (foto de 2025)
compromisso da instituição com a formação de cidadãos conscientes. “O objetivo é utilizar múltiplas linguagens para que os jovens reflitam sobre seu papel na sociedade, contribuindo para a construção de um mundo melhor”, destaca a Diretora, Irmã Celassi Dalpiaz.
105
NOSSAS SEMENTES
Turma 3B foi campeã da 20ª edição da Gincana Cultural em 2026
GINCANA CULTURAL Ao longo de sua trajetória, o Colégio Santa Inês consolidou práticas que transcendem a sala de aula, proporcionando experiências que integram conhecimento, valores e convivência. Um dos destaques desse calendário é a Gincana Cultural. Realizada anualmente, a atividade mobiliza a instituição em torno de desafios que estimulam a solidariedade, a socialização e o trabalho coletivo. A Gincana foi criada em 2007 – portanto, está chegando à sua 20ª edição – e envolve os estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais ao Ensino Médio. A cada edição, um tema central orienta as propostas, ampliando horizontes e conectando diferentes áreas do saber. Assim, a Gincana reafirma o compromisso com uma aprendizagem interdisciplinar e ativa. “É uma oportunidade para que o conhecimento seja vivenciado de forma integrada, dinâmica e significativa”, observa a Diretora, Irmã Celassi Dalpiaz. “Tenho 106
20 anos da Gincana Cultural: comissão organizadora e equipes, em 2026
muita alegria em fazer parte da comissão organizadora da Gincana há tanto tempo. Pra mim, é algo incrível”, afirma Leonardo De Boita, Coordenador de Tecnologias Educacionais e Ex-Professor de Química. Durante o semestre, as equipes dedicam-se a tarefas que extrapolam os muros da escola, envolvendo ações solidárias, campanhas de doação e produções coletivas. Essas vivências despertam nos participantes autonomia, empatia e espírito de grupo, sempre alicerçados nos valores éticos que norteiam o ensino no Santa Inês. As atividades incluem uma maratona de desafios que mobiliza os estudantes durante toda a noite. Mais do que uma disputa, a Gincana Cultural consolidou-se como uma experiência marcante, inesquecível e transformadora para todos os envolvidos. 107
NOSSAS SEMENTES
HINO DO COLÉGIO É raro encontrar um estudante ou ex-estudante do Colégio Santa Inês que não guarde uma lembrança afetiva de seu hino. Criada em 1978, a composição nasceu de um concurso interno vencido por Liana Koslowsky, então estudante de 17 anos. Inspirada pelos valores da escola e pelo símbolo da lamparina, Liana escreveu os versos que ganharam melodia pelas mãos da professora de música da época, Corália Leão.
A letra do hino do Santa Inês foi escrita em 1978 por uma estudante da instituição, que venceu um concurso interno. A composição inspirou-se nos valores da escola e no símbolo da lamparina, sendo, até hoje, entoada de cor
A letra proclama: Juntos, de mãos dadas, ergamos / A luz do saber imorredoura / Do amor, a união façamos / Nossa bandeira sempre vencedora / Somos uma forte corrente / Santa Inês, Santa Inês, avante! / Contigo iremos em frente / Teremos vitória constante / Na luta, somos invencíveis / Orgulho de ti sempre teremos / Seremos teus raios invisíveis / Teu futuro, brilhante, faremos. “Quis criar uma letra forte e alegre, que as pessoas tivessem prazer em cantar e que refletisse o que o Santa Inês representava para mim”, recorda Liana. Ela se orgulha de sua criação, um legado que fica para a história da escola. “Sempre que ouço as crianças cantando essas palavras, me emociono. É gratificante saber que parte da minha trajetória está ligada de forma tão profunda ao colégio.”
CSI MUNDI Criado para aproximar os estudantes dos grandes debates internacionais, o Projeto CSI Mundi é uma das mais significativas experiências para os adolescentes do Colégio Santa Inês. A iniciativa é voltada aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio, que assumem a posição de delegados (inclusive com uma identificação específica, ao estilo da ONU). Os inesianos integram o Itinerário de Atualidades e Relações Internacionais do Novo Ensino Médio e, também, do GRISD Inesiano (Grupo de Relações Internacionais e Simulações Diplomáticas). Ao assumir o papel de delegados, os participantes são desafiados a analisar problemas globais, construir consensos e defender ideias de forma ética e fundamentada. Aberta também a estudantes de outras escolas, a iniciativa reafirma o compromisso
108
Estudantes participam de uma das simulações de debates internacionais do Projeto CSI Mundi (foto de 2024)
do Santa Inês com uma educação conectada ao mundo contemporâneo, estimulando habilidades essenciais para a cidadania global, a comunicação e a liderança. O evento reafirma a importância da educação internacional e da preparação para um mundo cada vez mais interconectado. Os jovens também exploram suas potencialidades, vencendo a timidez e trabalhando a capacidade de improvisar diante dos desafios propostos pela mesa-diretora e pelos outros presentes, ao concordar ou discordar de suas argumentações. O CSI Mundi contribui, de forma expressiva, para uma educação voltada à formação integral dos estudantes inesianos, incentivando o protagonismo juvenil frente a questões internacionais e o desenvolvimento de habilidades essenciais, como a comunicação eficaz e o pensamento crítico. 109
NOSSAS SEMENTES
Responsabilidade social: voluntários e Grêmio Estudantil no lançamento do projeto Tampinhas Solidárias, em 2026
110
CÓDIGO VERDE Integrar educação e sustentabilidade é uma das premissas do Colégio Santa Inês para formar cidadãos conscientes. Para isso, a instituição criou o Código Verde, que traduz esse propósito em atitudes concretas integradas ao cotidiano. Composto por orientações gerais, o Código incentiva hábitos sustentáveis, como a redução de descartáveis por meio do uso de canecas individuais e a adoção da “carona amiga” e do transporte coletivo. No dia a dia, ações como apagar luzes, desligar equipamentos e economizar água reforçam a responsabilidade com os recursos naturais. Além disso, o projeto orienta sobre a correta separação de resíduos e o descarte de eletrônicos. Mais do que um conjunto de regras, o Código Verde é uma forma de reunir e documentar as diversas ações sustentávies da escola, sempre projetando um futuro mais equilibrado e solidário para toda a comunidade.
PROGRAMA DE CONVIVÊNCIA ESCOLAR Há mais de uma década, o Colégio Santa Inês mantém o Programa de Convivência Escolar, focado no desenvolvimento socioemocional e na construção de relações saudáveis desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. A iniciativa resultou na criação do componente curricular Relações Escolares e Autonomia (REA). Fundamentado em três pilares – o cuidado de si, do outro e do meio ambiente –, o programa incentiva a empatia, a responsabilidade e a resolução pacífica de conflitos. A disciplina de REA é composta de importantes espaços para o diálogo, a exemplo das Assembleias Escolares. Nelas, os próprios estudantes, mediados por professores, conduzem debates cujas resoluções são encaminhadas à Direção, gerando melhorias efetivas na rotina escolar.
SALÃO INESIANO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (SIIC) Anualmente, no segundo semestre do ano letivo, o Colégio Santa Inês promove o Salão Inesiano de Investigação Científica (SIIC), evento de incentivo à pesquisa e ao protagonismo estudantil. Participam inesianos a partir do Nível 4 da Educação 111
NOSSAS SEMENTES
Infantil até o Ensino Médio, que apresentam à comunidade escolar as investigações desenvolvidas ao longo do ano, compartilhando descobertas, conhecimentos e experiências científicas. Mais do que uma mostra de trabalhos, o SIIC é um estímulo à curiosidade, ao pensamento crítico e à construção da autonomia. A investigação científica desenvolve competências cognitivas e comunicativas, fortalece valores como ética, cooperação e responsabilidade e aproxima ainda mais as famílias da proposta pedagógica da instituição, acompanhando a formação de crianças e jovens curiosos, conscientes e preparados para os desafios do futuro. A iniciativa de promover o SIIC evidencia o compromisso da escola com uma educação conectada às transformações do mundo e às atuais demandas. A Coordenadora Pedagógica Geral, Waleska Cruz, ressalta que a pesquisa científica amplia significativamente as possibilidades de aprendizagem e fortalece a formação integral dos estudantes. “Essas experiências também incentivam o trabalho coletivo, a autonomia e a responsabilidade ética, preparando e qualificando os estudantes para futuros desafios acadêmicos e profissionais. O SIIC ainda os estimula a serem e a estarem ativos num mundo em transformação, a partir de intervenções inovadoras”, destaca a coordenadora.
SEMANA DO BRINCAR No Colégio Santa Inês, o brincar é reconhecido como pilar essencial do desenvolvimento humano. Alinhada a esse propósito, a escola promove anualmente, em maio, a Semana do Brincar. Inspirada em um movimento global da Aliança pela Infância, a programação mobiliza crianças e famílias em atividades que resgatam a simplicidade e a potência do brincar livre. Essas vivências estimulam o desenvolvimento socioemocional e cognitivo, fortalecendo valores como autonomia e cooperação. A Semana do Brincar reafirma que a ludicidade é parte indissociável de uma aprendizagem significativa. 112
Em maio, o Santa Inês participa da Semana Internacional do Brincar (foto de 2025)
O brincar é reconhecido como pilar essencial do desenvolvimento humano (foto de 2016) 113
NOSSAS SEMENTES
As Irmãs Escolares da de Nossa Senhora, légio Co do e ad nid mu Co sentação re ap Santa Inês, em da la pe Ca na do Coral, 21 20 em , cia ên resid
114
115
NOSSAS SEMENTES
Solidariedade e voluntariado no Clube de Mães e Avós (foto de 2017)
CLUBE DE MÃES E AVÓS Integrar mães e avós de estudantes e ex-estudantes do Colégio Santa Inês, promovendo ações de voluntariado e solidariedade, é o principal objetivo do Clube de Mães e Avós da escola. O grupo se reúne semanalmente para organizar diversas atividades, especialmente de confecção de peças de vestuário, que são destinadas a crianças carentes. A cada ano, o Clube promove a “Campanha do Novelo de Lã”, quando se reúnem para produzir enxovais para bebês, que são doados a um hospital local. Além de reforçar a importância de fazer bem ao próximo, o grupo é mais um espaço para compartilhamento e cooperação, reforçando o espírito colaborativo e o fortalecimento dos laços entre a comunidade escolar. O Clube de Mães e Avós traduz, nesses gestos concretos, os valores cultivados pelo Colégio Santa Inês, unindo gerações em torno do cuidado, da empatia e do compromisso com o outro. Mais do que produzir peças, o grupo cria histórias de solidariedade, deixando marcas não apenas em quem recebe, mas também em quem participa dessa rede de amor e cuidado. 116
Os Jogos escolares envolvem várias modalidades e têm programação diferente a cada ano (foto de 2025)
JOGOS ESCOLARES Estudantes dos Anos Iniciais, dos Anos Finais e do Ensino Médio participam dos Jogos Escolares Inesianos, em equipes formadas dentro das próprias turmas. Os jogos têm caráter lúdico e cooperativo e contam com uma programação diversa a cada ano. O evento não tem data fixa, é realizado em diferentes momentos, dependendo do calendário escolar. “Os Jogos Escolares são extremamente importantes para o desenvolvimento das crianças, não apenas pelo incentivo à atividade física. Além de serem essenciais para a saúde, são também espaço para a construção de habilidades socioafetivas, cognitivas e motoras”, destaca a Coordenadora Pedagógica Geral, Maria Waleska Cruz. 117
NOSSAS SEMENTES
118
FESTA JUNINA SOLIDÁRIA Um dos eventos mais aguardados no calendário festivo do Colégio Santa Inês é, sem dúvida, a Festa Junina Solidária. A festa reúne diversas opções de comidas típicas – como pipoca, pinhão e cachorro-quente –, além das tradicionais músicas, danças, brincadeiras lúdicas como quadrilhas e diversas barracas com jogos e desafios. A festa é solidária e os participantes podem contribuir com 1kg de alimento não perecível e/ou um agasalho, exercitando a empatia e a responsabilidade social. As doações são encaminhadas para comunidades carentes assistidas pelo Grupo de Voluntariado, pela Pastoral Escolar e pelas Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS), em Porto Alegre. O evento também tem foco na sustentabilidade: para consumo de bebidas no local, os estudantes e todos os participantes utilizam copos retornáveis e totalmente recicláveis. A Festa Junina está alinhada com outras ações desenvolvidas na escola que buscam conscientizar toda a comunidade inesiana sobre a importância do consumo adequado e da preservação dos recursos naturais.
Além da alegria do s jogos, músicas, danças, br incadeiras e comidas típicas, a Festa Junina Solidária do Santa Inês é um evento solidário e também focado em sustent abilidade (foto de 2026)
RODAS CANTADAS As Rodas Cantadas convidam as famílias da Educação Infantil – da Classe Bebê ao Nível 4 – a brincar com as crianças, fortalecendo os laços afetivos. No dia a dia letivo, essa prática também ocorre de forma espontânea. “O objetivo é propagar a cultura lúdica e compartilhar brincadeiras folclóricas, proporcionando bem-estar, 119
NOSSAS SEMENTES
Crianças e famílias da Educação Infantil, de mão com mão e coração com coração, brincando nas Rodas Cantadas (foto de 2023)
desenvolvimento motor e intelectual”, explica a Coordenadora Pedagógica, Rosana Cairuga. Além do aspecto emocional, a brincadeira de roda estimula a aquisição da fala, o ritmo e a curiosidade sobre outras culturas.
CAMPANHAS INSTITUCIONAIS Ao longo dos anos, as campanhas institucionais do Colégio Santa Inês têm buscado traduzir, por meio de iniciativas de comunicação, os valores e os compromissos da escola com sua proposta educativa. Entre 2016 – ano do 70º aniversário do CSI – e 2019, as campanhas promovidas pela escola estiveram conectadas à ideia de protagonismo e transformação social. Os temas escolhidos nesse período foram: “Por um mundo 120
melhor”, “Seja a mudança que você deseja ver no mundo”, “We are the change” e “365 novas oportunidades de ser a mudança”. Cada um desses temas reforça a certeza de que a educação é capaz de formar cidadãos conscientes, comprometidos com a construção de uma realidade mais justa, solidária e sustentável, pessoas capazes de provocar alterações profundas no seu cotidiano. Como parte do processo de rebranding, em 2019 o Colégio Santa Inês deu início à implantação de um novo sistema de comunicação visual e sinalização (wayfinding design), concebido para qualificar a orientação nos espaços físicos e fortalecer a identidade institucional. O projeto introduziu uma linguagem visual mais clara, intuitiva e integrada à nova marca, promovendo uma experiência de circulação mais eficiente para toda a comunidade escolar. Na primeira etapa, os portões de acesso passaram a ser identificados por numeração, facilitando a orientação de estudantes, famílias, colaboradores e visitantes. Posteriormente, o sistema foi ampliado e os prédios passaram a ser identificados por letras e cores, consolidando uma organização visual mais moderna, padronizada e de fácil compreensão. O tema “Novas formas para o conhecimento” foi adotado como campanha institucional no final de 2019, início de 2020, reforçando a capacidade de inovação da escola, sem renunciar à sua essência. A partir de 2023, o foco das campanhas ressaltou a conexão com a comunidade escolar. Temas como “Formas de ser inesiano: experiências que conectam” e “Somos experiências que se conectam” destacaram a importância das relações construídas no dia a dia da escola e a diversidade de trajetórias que formam a identidade do Santa Inês. Em 2026, ano em que celebra seus 80 anos, a instituição sintetiza sua trajetória por meio do conceito “Formação que inspira gerações”. Inspirada na imagem do caquizeiro – símbolo da escola –, a campanha reafirma a força das raízes construídas ao longo da história, a solidez do presente e a responsabilidade de preparar o futuro. Essa mensagem traduz a essência do Colégio Santa Inês: educar com sensibilidade, ousadia e esperança, formando pessoas capazes de transformar o mundo e inspirar as próximas gerações. 121
NOSSAS SEMENTES
122
Espírito de equipe, vibração, empatia, confrater nização, diversão: a Rústica do CSI é um alegre encont ro da comunidade escolar que também promove valores fundamentais da es cola (fotos de 2024)
123
NOSSAS SEMENTES
NOITE ESTRELADA Em dezembro, as salas da Educação Infantil se transformam para a Noite Estrelada. Destinado a crianças do Nível 1 ao 4, o evento permite que elas passem a noite com seus colegas, participando de atividades lúdicas como o teatro de sombras.
CSI LATE NIGHT O projeto CSI Late Night proporciona uma imersão literária e cultural na Biblioteca Irmã Sônia Haydê Randazzo. A experiência envolve estudantes dos Anos Iniciais entre 10 e 11 anos, em uma vivência que marca o rito de transição dos Anos Iniciais para os Anos Finais. A iniciativa simboliza a entrada em uma nova etapa escolar. Para a Coordenadora Pedagógica, Viviane Nectoux, a atividade é fundamental para garantir aos estudantes uma vivência literária única e transformadora. “Após essa experiência, os estudantes passam a ter um maior engajamento com a leitura. Além disso, o projeto auxilia na construção da autonomia e da autorregulação, competências essenciais para o novo ciclo que se inicia”, destaca a coordenadora.
ELEIÇÃO DOS MASCOTES DA BIBLIOTECA A escolha dos mascotes literários da Biblioteca Irmã Sônia Haydê Randazzo é uma iniciativa que integra o hábito da leitura à rotina dos estudantes desde cedo. Envolvendo crianças a partir dos 2 anos, a atividade incentiva o interesse dos pequenos pelos livros, de forma lúdica. “A eleição das mascotes faz parte do projeto Educação Literária, que busca aproximar as crianças de diferentes estilos literários a partir de personagens marcantes”, destaca Rosana Cairuga, Coordenadora da Educação Infantil. Segundo a coordenadora, o processo de escolha é detalhado: “Para definir os candidatos, realizamos debates em cada turma e plenárias para a apresentação das candidaturas aos colegas, além da confecção de títulos eleitorais inspirados no modelo oficial”. 124
CSI Late Night: imersão literária e cultural (foto de 2025). Abaixo, crianças envolvidas na eleição dos mascotes da Biblioteca (fotos de 2016)
125
NOSSAS SEMENTES
Estudantes de diversas séries participam de projetos de produção de obras literárias coletivas, que depois são lançadas em eventos de confraternização com as famílias (fotos dessa página: 2024; fotos da página ao lado: 2025)
A eleição ocorre na própria biblioteca, que é organizada com zonas e seções eleitorais, seguindo o rito das eleições nacionais, incluindo o voto digital. Para participar da campanha, os estudantes precisam se aprofundar no “histórico” de cada personagem antes de pedir votos.
PRODUÇÕES LITERÁRIAS A cada período letivo, o Colégio Santa Inês estimula a produção de publicações entre os estudantes de diversas séries, com o objetivo de valorizar a produção escrita, estimular o sentido de observação dos estudantes sobre o mundo e suas experiências de vida e fortalecer os laços familiares, a partir dos eventos de lançamento dos livros. Um dos diferenciais está na integração das áreas do conhecimento. “Ao romper barreiras curriculares, o projeto permite que os estudantes vivenciem um processo de aprendizagem amplo e significativo” afirma a Coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais e do Programa Bilíngue, Analice Vacaro.
126
Outra publicação envolve estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, a partir do projeto “Pequenos Inventores de Histórias”, que também reúne textos sobre suas vivências na escola e outras percepções. “A atividade ainda valoriza e encoraja cada criança a descobrir o seu estilo de escrita e a acreditar no seu potencial inventivo”, destaca Viviane Nectoux, orientadora pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais do CSI. O Fun Monsters é também um projeto literário, no qual estudantes da Educação Infantil relatam suas experiências e aprendizagens no Programa Bilíngue em um livro colorido e ilustrado com monstrinhos, transformando as histórias em uma vivência lúdica e marcante. “Os Fun Monsters fazem parte da metodologia para a aquisição da língua inglesa, e os monstrinhos têm origem em diferentes continentes”, explica a Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil, Rosana Cairuga. A sessão de autógrafos de todas essas obras é um momento único de alegria e confraternização entre as famílias e o colégio, fortalecendo um grande objetivo do CSI: estimular a formação de novos leitores e escritores. 127
NOSSAS SEMENTES
Estudantes do CSI na British English Olympics – delegações de 2024 (à esquerda) e 2023 (à direita)
PROGRAMA BILÍNGUE Há mais de uma década, o Colégio Santa Inês desenvolve o Programa Bilíngue integrado ao currículo. Presente desde o Nível 2 da Educação Infantil até o Ensino Médio, o programa amplia repertórios culturais, fortalece competências globais e contribui para a formação integral dos estudantes, promovendo autonomia, pensamento crítico, criatividade e capacidade de comunicação em diferentes contextos. O Programa Bilíngue tem a coordenação de Analice Vacaro e o acompanhamento linguístico de Débora Heineck. Conforme a proposta do Colégio Santa Inês, o objetivo é utilizar duas línguas para promover um ensino completo, signifi128
cativo e comprometido com a diversidade. O inglês foi escolhido por seu caráter global e pela presença marcante na vida contemporânea. A metodologia privilegia uma abordagem natural e comunicativa, favorecendo a aprendizagem por meio da convivência, das artes, dos jogos, das dramatizações, da literatura e de outras experiências formativas. Ao longo da trajetória escolar, os estudantes vivenciam experiências adequadas a cada etapa de desenvolvimento. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, o contato com a Língua Inglesa ocorre por meio de práticas lúdicas e comunicativas. Nos Anos Finais e no Ensino Médio, projetos como o The CSI Emotions Club e o Global Citizenship ampliam as possibilidades de reflexão e pesquisa. O compromisso com a excelência também se reflete nos resultados alcançados pelos estudantes. Conforme destacou a Coordenadora do Programa Bilíngue e do Ensino Fundamental Anos Finais, Analice Vacaro, “os níveis de proficiência alcançados pelos nossos jovens de 12 a 16 anos têm atingido patamares superiores para suas faixas etárias, o que comprova o conhecimento linguístico sob diferentes habilidades avaliadas e estipuladas pelo Quadro Europeu Comum de
No CSI, a metodologia do Programa Bilíngue privilegia uma abordagem natural e comunicativa, favorecendo a aprendizagem por meio de diversas experiências, como teatro, jogos, literatura, e convivência
Referência (CEFR)”. Além disso, há cinco anos consecutivos, o Colégio participa da British English Olympics (BEO), experiência internacional que fortalece habilidades de liderança, colaboração, criatividade e cidadania global. Com um Departamento Internacional em constante expansão e oportunidades que incluem intercâmbios, certificações e participação em simulações diplomáticas internacionais, como a Harvard World Model United Nations e a Yale Model United Nations, o Ensino Bilíngue tornou-se uma das marcas da identidade do Colégio Santa Inês. Mais do que preparar estudantes para falar outro idioma, a proposta busca formar cidadãos capazes de dialogar com diferentes culturas, compreender realidades diversas e atuar de maneira ética, crítica e responsável em um mundo cada vez mais conectado. 129
NOSSAS SEMENTES
Meditação Cristã em 2025 e Estudantes envolvidos no projeto Páscoa Solidária, em 2019
PASTORAL EDUCACIONAL Inspirada no carisma de Madre Teresa, a Pastoral Educacional fundamenta a proposta pedagógica do Colégio Santa Inês, atuando de forma transversal em diversos setores. Seu trabalho abrange desde a formação continuada de professores até ações práticas junto aos estudantes, como o grupo de voluntariado, projetos vinculados à UNESCO e celebrações de datas significativas, como a Páscoa e o Dia Internacional da Paz. A instituição busca equilibrar o desenvolvimento acadêmico com o bem-estar socioemocional. Um exemplo é a prática da meditação, oferecida semanalmente às crianças da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Realizada na Capelinha ou nas salas de aula, sob a condução dos professores, a atividade visa reduzir os efeitos de um mundo hiperconectado, auxiliando as crianças a retomarem o foco, estimulando o autoconhecimento e a autorregulação da aprendizagem. Para a Psicóloga e Irmã Teresinha Dorigon, superintendente da Rede IENS, a iniciativa é essencial para a saúde mental dos jovens: “Crianças e adolescentes desta geração estão saturados de informações externas, o que gera distração e ansiedade. Com a meditação, contribuímos para a redução desse ritmo, proporcionando momentos de calma e presença”. 130
Componentes do GESI em 2026
Mural “Mulheres que Inspiram”, na Semana Internacional da Mulher. EFAF em 2020 131
Nossos
frutos Teu futuro, brilhante, faremos
132
133
NOSSOS FRUTOS
Inspirando gerações Colégio Santa Inês chega aos 80 anos consolidado como uma instituição de ensino reconhecida pela qualidade de sua educação, pela qualificação de seu corpo docente e de seus colaboradores e pela formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade e preparados para os desafios contemporâneos. Mais do que acompanhar as transformações da sociedade, a escola busca preparar seus estudantes para compreender e atuar em um mundo cada vez mais conectado, diverso e dinâmico, sem perder de vista os princípios que sustentam sua trajetória desde a fundação. Projetar o futuro do Santa Inês é olhar para os próximos anos com a mesma capacidade de inovação e sensibilidade que marcaram sua história. Para a Diretora, Irmã Celassi Dalpiaz, esse movimento exige manter viva a essência da instituição, ao mesmo tempo que a escola se reinventa diante dos novos desafios educacionais. Segundo ela, o compromisso do colégio permanece centrado na formação integral dos estudantes, unindo excelência acadêmica, desenvolvimento socioemocional, espiritualidade, acolhimento e consciência coletiva. 134
Imagem aérea da escola, em 2026
135
NOSSOS FRUTOS
136
O olhar atento e co nsciente para o futuro inspir a diversas ações de sustentab ilidade que mobilizam estu dantes de todas as faixas etárias (foto de 2019)
Nesse contexto, o Santa Inês pretende seguir fortalecendo espaços de escuta, diálogo e participação, investindo em metodologias inovadoras, no uso consciente das tecnologias e na ampliação das experiências de aprendizagem que conectem os estudantes com as grandes questões do presente e do futuro. “As profundas transformações tecnológicas, culturais e comportamentais, somadas às fragilidades sociais e existenciais contemporâneas, desafiam a educação a renovar suas práticas sem perder sua essência. Em um mundo em transformação, não formamos estudantes apenas para respostas, mas para perguntas. Educamos para a consciência, para o encontro, para a responsabilidade. Mantemos nossas raízes e não tememos o novo; porque sabemos que tradição é se manter fiel aos princípios e valores”, afirma a Diretora. Essa visão também é compartilhada pela Psicóloga Escolar, Irmã Teresinha Dorigon, que destaca a educação como instrumento de transformação humana e social. “Dedicamos o nosso tempo diário a ser cada vez melhores para realizar nossa missão, que é o chamado de Deus para transformar o mundo por meio da 137
NOSSOS FRUTOS
Irmã Teresinha Dorigon, Psicóloga Escolar (foto de 2025)
educação. A educação transforma as pessoas e as pessoas podem transformar o mundo. Penso que a escola vai continuar crescendo e entendemos que o cidadão e a cidadã precisam ser preparados para uma integração, um diálogo, uma comunicação global, através do domínio dos idiomas que vai pelo mundo. Então, isso também exige uma preparação cultural bastante grande, tanto da escola quanto dos estudantes. Creio que essa é uma via, além do investimento contínuo na questão socioemocional, que vemos que é uma necessidade atual, sem deixar de acompanhar as tendências educacionais do nosso mundo”, observa. A preparação para o futuro também passa pelo compromisso com a sustentabilidade e com a formação de cidadãos conscientes de sua responsabilidade diante dos desafios ambientais do século XXI. Ao longo de sua trajetória, o Colégio Santa Inês incorporou práticas e reflexões voltadas ao cuidado e ao respeito à natureza, 138
Irmã Maria do Carmo Coelho, a Irmã Carminha (foto de 2026)
ao uso responsável dos recursos e à construção de uma cultura de sustentabilidade. Mais do que um tema curricular, a preservação ambiental integra a formação humana proposta pela instituição, reforçando a compreensão de que cuidar do planeta é também cuidar das pessoas e das futuras gerações. Essa perspectiva de futuro, que une tradição, inovação e formação integral, também é reforçada pela Irmã Maria do Carmo Coelho. Em sua convivência diária com crianças e adolescentes, ela percebe a escola como “um espaço precioso de evangelização, acolhimento, respeito às diferentes crenças religiosas e crescimento nos valores humanos”. Ela destaca que Madre Teresa nos desafia em uma de suas cartas: ‘Somos educadoras e educadores em tudo o que somos e fazemos’. “Isso nos faz pensar nos próximos 10 anos, que sejam repletos das bênçãos de Deus, proteção de Santa Inês e de Madre Teresa”, conclui. 139
NOSSOS FRUTOS
Irmã Celassi Dalpiaz ainda reforça que o Colégio Santa Inês se projeta para o futuro sustentado por uma fidelidade criativa ao seu carisma fundante. Segundo ela, essa fidelidade não se traduz na repetição de modelos do passado, mas na capacidade de reinterpretar a missão educativa à luz dos novos contextos históricos, culturais e geracionais, permanecendo fiel aos valores que constituem a identidade da instituição. “Desta forma, o Santa Inês articula e integra história e inovação, construindo um ecossistema educacional permeado de sentido e de significado para os sujeitos da educação em sua inteireza e integralidade. Lança olhares respeitosos ao seu lindo passado e mira o horizonte futuro com alegria e tenacidade.” E acrescenta: “Fiéis ao Carisma IENS, mantemos viva a inspiração da nossa Fundadora, que coloca o amor, o cuidado e a formação integral no centro do processo educativo, transformando as nossas práticas educativas a partir de um olhar cuidadoso sobre as realidades e de uma investigação rigorosa sobre as exigências do mundo contemporâneo”. A Diretora salienta ainda que, no Colégio Santa Inês, educar é integrar razão e coração, ciência e sentido, conhecimento e compaixão. Nesse cenário, a Educação Católica promovida pela instituição compreende que formar bem implica desenvolver a inteligência, o pensamento crítico e o domínio do conhecimento científico, ao mesmo tempo que cultiva valores como empatia, solidariedade, ética, espiritualidade e cuidado com o outro. “Assim, o Colégio Santa Inês se vê como uma escola que continuará oferecendo um ensino exigente e qualificado, capaz de desafiar os estudantes intelectual e humanamente, sem jamais perder a ternura educativa, a escuta atenta e o reconhecimento das singularidades de cada pessoa.” Mais do que acompanhar as mudanças do tempo, a escola pretende seguir formando pessoas preparadas para transformar a sociedade com consciência, ética, solidariedade e esperança. “No futuro, a escola continuará sendo espaço de acolhida, formação ética e construção de consciência crítica, ajudando 140
A Diretora do CSI, Irmã Celassi Dalpiaz, durante a Jornada Pedagógica de 2025
crianças e jovens a compreenderem o mundo em que vivem e a assumirem, com responsabilidade, seu papel na transformação da sociedade”, conclui. A Irmã Celassi Dalpiaz reforça que, no Colégio Santa Inês, a estrofe do hino “Juntos de mãos dadas” expressa mais do que união: revela uma forma de existir e de construir o futuro e significa a construção de parcerias com propósito e identificadas com os valores da instituição. “De mãos dadas, construímos e continuaremos a construir uma forte e respeitosa relação com as famílias, com base no diálogo e na complementaridade escola-família-sociedade. Espaços sagrados em que cada instituição assume a corresponsabilidade pela formação dos estudantes”, pondera. 141
NOSSOS FRUTOS
s aposta O Colégio Santa Inê e na na formação huma ita red ac la integral. A esco da or ad rm fo ns no poder tra e ad cid pa ca na e ão educaç um ir coletiva de constru de 2022) futuro melhor (foto
142
143
NOSSOS FRUTOS
A Diretora destaca que junto com as crianças, adolescentes e jovens, são construídos espaços para fortalecer o protagonismo infantojuvenil, acolhendo esses olhares como fonte de inspiração que possibilitem construir alternativas significativas no jeito
“Educar é preparar para relações. É formar pessoas autônomas, mas também solidárias, conscientes de que ninguém constrói sozinho.” (Irmã Celassi Dalpiaz)
de ser e fazer da escola. Segundo ela, “as transformações tecnológicas redesenham profissões, porém é a capacidade de colaborar que se torna central. Nesse cenário, educar é preparar para relações. É formar pessoas autônomas, mas também solidárias, capazes de inovar e conscientes de que ninguém constrói sozinho”. Irmã Celassi reforça ainda que, no CSI, “a compreensão das realidades e das culturas das infâncias, adolescências e juventudes implica tornar-se um observatório dos fenômenos constituintes e constituidores das realidades desses sujeitos para educar com rigor e sensibilidade, a partir dos nossos princípios e valores fundantes”. Ela enfatiza que a instituição busca uma atualização pedagógica permanente, pois, em um cenário marcado por rápidas transformações sociais, culturais e tecnológicas, essa atualização deixa de ser uma escolha e passa a constituir-se como exigência profissional e institucional. Tal processo envolve não apenas a incorporação de novas metodologias como também a revisão crítica de concepções de ensino, aprendizagem e avaliação. E, para estar sempre modernizada e com o olhar no futuro, a educação tem o desafio de integrar as tecnologias digitais no dia a dia, mas de modo crítico e humanizador, entendendo essas novidades como mediações culturais que influenciam modos de pensar, aprender e se relacionar. “Na nossa instituição, a incorporação das tecnologias se orienta por uma intencionalidade formativa que articula inovação e humanização. Porque o verdadeiro avanço é aquele que preserva e fortalece o humano”, ressalta a Diretora. Irmã Celassi destaca que a escola é plural, onde cada pessoa, grupo ou instância contribui com sua singularidade, sem perder de vista o projeto comum. “A diversidade de funções fortalece a unidade e, no ecossistema do Santa Inês, a pluralidade de vozes enriquece o processo formativo e amplia o alcance da missão educativa”,
144
Estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais confeccionam revistas bilíngues a partir das sensibilizações e atividades nas aulas do The CSI Club, em 2026
O encontro diário de gerações cultiva conexões únicas. Registro do Salão Inesiano de Investigação Científica (SIIC), em 2024 145
NOSSOS FRUTOS
Tecnologia: ampliação de possibilidades formativas (foto de 2023)
A Diretora, Irmã Celassi Dalpiaz, considera que a trajetória do CSI é resultado de uma ação coletiva, sustentada por gerações de Irmãs, professores, estudantes, famílias e colaboradores (foto de 2025)
146
diz. Dessa forma, a Diretora considera que “caminhar em rede implica reconhecer a complexidade dos processos de ensino e valorizar a colaboração como princípio estruturante. Supõe, ainda, a abertura ao diálogo com outros espaços de aprendizagem, ampliando horizontes e possibilidades formativas”, observa. Ao olhar para trás, a Diretora destaca que nenhuma construção educativa se faz de modo isolado ou imediato. Ela considera que a trajetória do Colégio Santa Inês, ao longo de seus 80 anos, é resultado de uma ação coletiva, sustentada por gerações de Irmãs, professores, estudantes, famílias e colaboradores que, com compromisso e sentido, deram forma a este projeto. ”No Colégio Santa Inês, a gratidão se transforma em compromisso com a educação, com a formação humana e com a construção de um futuro alicerçado em valores, esperança e constante renovação”, enfatiza. Conforme a Irmã Celassi, a frase “contigo iremos em frente”, que também consta no hino do colégio, significa o engajamento da comunidade inesiana como a afirmação de uma caminhada coletiva orientada por um horizonte de futuro. “Nesse cenário, a educação é chamada a reposicionar-se não apenas como espaço de mediação de conhecimentos, mas como instância de construção de significado. A frase ‘Ir em frente’, portanto, não se reduz a avançar cronologicamente: implica sustentar um projeto educativo que ofereça referências éticas, existenciais e sociais.” E ela complementa: “No Colégio Santa Inês, seguir em frente é reafirmar a missão de educar com propósito, promovendo formação integral e compromisso com a vida. Porque educar é, também, construir novas possibilidades e interagir como construtores do futuro”. Inspirada pelos ensinamentos de Madre Teresa de Jesus Gerhardinger – “Confiar e arriscar” –, a escola segue acreditando no poder transformador da educação e das pessoas, avançando para o futuro com confiança, propósito e responsabilidade. E seguirá assim pelas próximas décadas. 147
Diretoras do Colégio Santa Inês
1953 1967
1948 1951
Irmã Maria Helena Arns (Laura Arns)
Laura Arns
1946 1947 Irmã Maria Michaelis Back
1952 Irmã Miriam Della Giustina
1975 2006
2013 Atual
Irmã Sônia Haydê Randazzo
Irmã Celassi Bernardete Dalpiaz
1968 1974
2007 2012
Irmã Miriam Della Giustina
Irmã Felícitas Loebens
Irmãs Escolares trajetória do Colégio Santa Inês foi construída com base em princípios cristãos e em um projeto educacional que visa ao desenvolvimento integral do ser humano. Ao longo dessa jornada, as Irmãs Escolares de Nossa Senhora não apenas administraram, como também compartilharam conhecimentos e conduziram a instituição: elas dedicaram boa parte de suas vidas à missão de educar, formando gerações de crianças e jovens com amor, sensibilidade e profundo compromisso com os valores humanos. Cada Irmã que passou pelo CSI deixou sua marca na vida de estudantes, famílias, educadores e colaboradores. Em diferentes épocas, elas enfrentaram inúmeros desafios, celebraram conquistas e ajudaram a consolidar a identidade de uma escola que educa não só pelo conhecimento, mas também pelo exemplo. Dessa forma, podemos ressaltar algumas que foram grandes pilares dessa história e permaneceram por muitos anos contribuindo para a formação de muitas gerações. Destacamos: Ir. Sônia Haidê Randazzo: permaneceu por mais de 30 anos na direção da escola e, durante muitos anos, atuou como professora de Português e Literatura, deixando um grande legado de coragem e inovação. Ir. Isabel Suzana Tomacheski: atuou como professora de Português e Inglês, além de exercer as funções de coordenadora pedagógica e vice-diretora. Ir. Libera Mezzari: trabalhou como coordenadora pedagógica e professora, contribuindo para muitas inovações na escola. Ir. Marta Gambim: foi tesoureira da escola por muitos anos e responsável por grande parte das obras realizadas na instituição. Ir. Veroni Medeiros: atuou como coordenadora da Educação Infantil, professora, coordenadora de Pastoral e vice-diretora.
Ir. Júlia Rancheski: há mais de 40 anos atua como secretária do colégio, destacando-se também pelo seu olhar amplo e cuidadoso voltado à instituição como um todo. Ir. Felícitas Loebens: em diferentes momentos, exerceu as funções de coordenadora da Educação Infantil, professora e, mais tarde, diretora do colégio. Ir. Silvia Freitas: atuou como professora e coordenadora do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Ir. Tarcisia Schwade: teve uma atuação marcante como professora de Inglês e regente de classe por décadas. Ir. Cáritas Schrippe: por mais de 30 anos zelou pela segurança da escola, pelos portões, pelo curso de datilografia e pelos cuidados gerais da instituição. Ir. Maria do Carmo Coelho: atua como professora de Educação Religiosa, regente de classe e na Iniciação Cristã, por meio da catequese. Ir. Teresinha Dorigon Vieira: atua como psicóloga no Ensino Fundamental Anos Iniciais e como pastoralista da escola. Ir. Celassi Dalpiaz: diretora atual, atua na escola há mais de 40 anos. Ao longo dessas décadas, exerceu diferentes funções e hoje é responsável por sonhar e projetar o futuro da instituição, com um olhar cuidadoso para uma formação que inspira gerações, zelando pela perenidade, inovação, valores e excelência acadêmica humanizada.
Nossa gratidão a todas as Irmãs que por aqui passaram e deixaram suas vidas dedicadas à educação, contribuindo de diferentes formas para a formação de tantas gerações.
Agradecimentos om profunda gratidão, rendemos graças a Deus, fonte de toda sabedoria, amor e esperança, por conduzir a história do Colégio Santa Inês ao longo desses 80 anos de missão educativa. A Ele, nossa gratidão por toda vida transformada, por todo desafio superado e por todas as bênçãos que tornaram possível essa caminhada. Também reverenciamos a Madre Teresa de Jesus Gerhardinger, fundadora da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, cuja visão, coragem e dedicação à educação cristã seguem inspirando nossa missão. Seu legado permanece em cada gesto de cuidado, acolhida e compromisso com a formação integral das novas gerações. Celebrar 80 anos de história é, antes de tudo, reconhecer as pessoas que ajudaram a construir essa trajetória e que tornaram possível registrar este legado para as próximas gerações. Nossa profunda gratidão ao Comitê dos 80 Anos, cuja dedicação, sensibilidade e compromisso foram fundamentais para conduzir este projeto e preservar a memória do Colégio Santa Inês. Agradecemos, de maneira muito especial, a todas as pessoas que compartilharam suas histórias, lembranças, fotografias e depoimentos, enriquecendo não apenas este livro, mas também a série documental produzida em
homenagem aos 80 anos da instituição. Cada relato trouxe vida às páginas desta obra e reafirmou que nossa história é construída por muitas vozes. Nosso reconhecimento às coordenadoras pedagógicas, pelo apoio constante, incentivo e colaboração. À historiadora Biane, expressamos nossa admiração pelo olhar atento, pelo rigor histórico e pela dedicação na pesquisa e organização do conteúdo, contribuindo para que esta obra traduzisse, com fidelidade e sensibilidade, a trajetória do Colégio Santa Inês. À Débora, da Biblioteca, agradecemos pela disponibilidade, pelo cuidado com o acervo e pelo precioso apoio na localização e preservação de documentos e registros que enriqueceram este trabalho. Estendemos nosso agradecimento ao setor de Comunicação e Marketing, cujo trabalho incansável na produção, seleção e organização de fotografias, vídeos e textos deu forma, identidade e beleza a este livro, transformando memórias em um patrimônio vivo para toda a comunidade educativa. A todos que, de diferentes maneiras, contribuíram com seu tempo, conhecimento, talento e carinho, deixamos nossa sincera gratidão. Que este livro seja um testemunho do compromisso coletivo de preservar nossa história e inspirar os próximos capítulos do Colégio Santa Inês.
Patrocinadores e apoiadores
PATROCÍNIO DIAMANTE
PATROCÍNIO OURO
PATROCÍNIO PRATA
PATROCÍNIO BRONZE
Patrocinadores e apoiadores
PATROCÍNIO START
APOIO
Fontes da Memória Institucional • ACERVO PRIVADO DA RESIDÊNCIA DAS IRMÃS ESCOLARES DE NOSSA SENHORA DO COLÉGIO SANTA INÊS. Material não catalogado. Porto Alegre, [s.d.]. • ARNS, Irmã Maria Helena. Colégio Santa Inês. Editoração Eletrônica – Paulo de Tarso Silva Lima: Porto Alegre, 2003. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Acervo de fotografias. Biblioteca Ir. Sônia Haydê Randazzo. Porto Alegre, [datas diversas]. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Acervo de fotografias. Setor de Comunicação e Marketing. Porto Alegre, [datas diversas]. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Cartas de Madre M. Teresa Gerhardinger – período de 1822–1842. Formato digital. Tradução do alemão para o português realizada pelas Irmãs Escolares de Nossa Senhora. Porto Alegre, [s.d.]. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Cronologia Institucional. Relatório de Atividades do Projeto “Memórias Inesianas” – 2023. Porto Alegre, 2023. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Cronologia Institucional. Relatório de Atividades do Projeto “Memórias Inesianas” – 2024-2025. Porto Alegre, 2024-2025. • ARQUIVO INSTITUCIONAL COLÉGIO SANTA INÊS. Entrevistas. Repositório de História Oral. Porto Alegre, 2023–2026.
Fontes de pesquisa • ÁLBUM DE PORTO ALEGRE: 1860-1930. Pesavento, Sandra Jatahy; Lindenmayer, Marcos. Editora Nova Roma, 2007. • BRASIL. Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 18 de setembro de 1946. Rio de Janeiro: Assembleia Constituinte, 1946. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao46.htm. • COMPANHIA CARRIS PORTO-ALEGRENSE. Histórico. Porto Alegre: Carris, [s.d.]. Disponível em: https://www.carris.com.br/historico.
• GZH. Vídeo da Porto Alegre de 1946 viraliza nas redes sociais; veja o que mudou. Porto Alegre, 2017. Em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2017/07/video-daporto-alegre-de-1946-viraliza-nas-redes-sociais-veja-o-que-mudou-9851501.html. • INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Estatísticas do século XX: população. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://seculoxx.ibge.gov.br/images/seculoxx/arquivos_download/populacao/1969/populacao_m_1969aeb_036_1.pdf. • JUNTA COMERCIAL, INDUSTRIAL E SERVIÇOS DO RIO GRANDE DO SUL (JUCISRS). A Junta Comercial e a evolução da economia gaúcha. Porto Alegre: JucisRS, [s.d.]. Disponível em: https://jucisrs.rs.gov.br/a-junta-comercial-e-a-evolucao-da-economia-gaucha. • MATINAL JORNALISMO. Os territórios negros de Porto Alegre: o Areal da Baronesa, Ilhota, Colônia Africana e o Mercado do Bará. Porto Alegre, 17 jun. 2021. Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br/matinal/desapagapoa/os-territorios-negros-de-porto-alegre-o-areal-da-baronesa-ilhota-colonia-africana-e-o-mercado-do-bara/. • PORTO ALEGRE (Município). Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade. Diretoria de Planejamento Urbano. Programa de Reabilitação do Centro Histórico de Porto Alegre: PRCHPA – diagnóstico. Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 2021. Disponível em: https://prefeitura.poa.br/sites/default/files/usu_ img/planejamento_urbano/PRCHPA-Diagn%C3%B3stico-REVISADO.pdf. • PORTO ALEGRE (Município). Departamento de Esgotos Pluviais. Porto Alegre protegida contra enchentes como a de 1941. Porto Alegre, 17 maio 2011. Disponível em: https:// www2.portoalegre.rs.gov.br/dep/default.php?p_noticia=141366. • SOUZA, Celia Ferraz de; ALMEIDA, Maria Soares de. Porto Alegre – a metrópole em formação: constituição e institucionalização das regiões metropolitanas brasileiras. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO, 3., 2014, São Paulo. Anais [...] São Paulo: ANPARQ, 2014. Disponível em: https:// www.anparq.org.br/dvd-enanparq-3/htm/Artigos/ST/ST-CDR-003-5_SOUZA.ALMEIDA.pdf. • TORRESINI, Elizabeth Wendhausen Rochadel. Porto Alegre: dos cinemas, cafés, jornais, livrarias e praças à capital dos livros (1929–1948). Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v. 21, n. 1, p. 5–18, jul. 1995. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ iberoamericana/article/download/28878/16038/119533.
Para celebrar seus 80 anos, o Colégio Santa Inês preparou uma série documental que reúne memórias, relatos e momentos marcantes de sua trajetória. Com depoimentos de estudantes, ex-estudantes, professores, direção, colaboradores, Irmãs Escolares e outros integrantes da comunidade escolar, a série apresenta diferentes olhares sobre as experiências vividas ao longo dessas oito décadas. Em sete episódios, os documentários percorrem diferentes momentos dessa caminhada, conectando passado e presente por meio das lembranças de quem ajudou a construir a identidade do Colégio.
Acesse pelo QR Code e assista a essa celebração dos 80 anos do Colégio Santa Inês
FORMAÇÃO QUE INSPIRA GERAÇÕES
csi.santainesrs.com.br