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ENS - Carta Mensal 572 - Julho/Agosto 2026

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São João

Maria Vianney

Padroeiro dos Sacerdotes

Dia 4 de Agosto

Dia do Padre

Página 16

Índice

EDITORIAL

Chamados a produzir frutos que permanecem 1

SUPER-REGIÃO BRASIL

Unidos para produzir muitos frutos! 2

Chamado à vocação 3

Capítulo 5: Curar o amor 4

Capítulo 6: Cultivar o amor conjugal .................................................................................................... 5

“Muito lhe será confiado” 6

Demonstrações financeiras 2025 Equipes de Nossa Senhora 7

DATAS DO MOVIMENTO

Aniversário do Pe. Caffarel 11

Batismo do Pe. Caffarel 12

Falecimento do Dr. Pedro Moncau

Falecimento de Dona Nancy Moncau

DATAS COMEMORATIVAS

Joaquim e Ana: perseverança que vence a esterilidade

O padre do vilarejo esquecido

Segundo domingo de agosto 17

IGREJA CATÓLICA

A Transfiguração do Senhor: uma luz que transforma 18

A Assunção da Virgem Maria 19

Gestos e palavras de amor 20

CONSELHEIRO NA CARTA História de vida de um SCE

Igreja Doméstica

Só faltava a presença formadora de Nossa Senhora

A resposta veio pelas mãos de Maria

Apaixonados cada vez mais pelo Movimento

Três gerações: a herança de amor e fé

Desde os tempos de namoro...

O desafio de ler a Bíblia em um ano (projeto +365)

PARTILHA E PCE

Unidos e reunidos por um mesmo ideal...

Caminho de santidade no matrimônio, por meio dos PCEs – Inspiração divina do Pe. Henri Caffarel

Pontos Concretos de Esforço para melhorar nossas virtudes

EQUIPISTAS E A CARTA

Carta Mensal 569 (pág. 27): “Um bem muito precioso”

MEDITANDO EM EQUIPE

Dever de Sentar-se: uma prática esquecida que pode renovar o vosso lar

ACESSE CARTA MENSAL ÁUDIO:

N O T Í C I A S publicado somente na CM DIGITAL acesse pelo site ens.org.br CM 572

572_jul/ago_miolo-capa_NB no 572 edição julho/agosto 2026

Carta Mensal é uma publicação periódica das Equipes de Nossa Senhora, com Registro na “Lei de Imprensa” N° 219.336 livro B de 09/10/2002. Responsabilidade: Super-Região Brasil – CR Super-Região Brasil Rose e Rubens; Equipe Editorial: Responsáveis: CR Carta Mensal Mirna e Sildson; Conselheiro Espiritual: SCE Carta Mensal: Pe. Antonio C. Torres; Jornalista Responsável: Vanderlei Testa (Mtb.17622), para distribuição interna aos seus membros. Edição e Produção: Nova Bandeira Produções Editoriais – Rua Tefé, 192 – Perdizes, São Paulo/SP – Fone 11 97574-9718 – e-mail: novabandeira@novabandeira.com – Responsável: Ivahy Barcellos; Revisão: Jussara Lopes; Diagramação, Preparação e Tratamento de Imagem: Douglas D. Rejowski; Imagens: (Freeimagens/Pxhere/Unsplash/CanStockPhoto/Canva). Tiragem desta edição: 28.163 exemplares. Cartas, colaborações, notícias, testemunhos, ilustrações/imagens devem ser enviados para ENS – Carta Mensal, Av. Paulista, 352, 3° Conj. 36, CEP: 01310-905, São Paulo/SP ou através de e-mail: cartamensal@ens.org.br a/c Mirna e Sildson.

IMPORTANTE: consultar instruções antes de enviar o material – pedimos que acessem as instruções na aba/acesso Carta Mensal do site das Equipes de Nossa Senhora (www.ens.org.br).

Chamados a produzir frutos que permanecem

Queridos equipistas, paz e bem. Com alegria colocamos em suas mãos mais uma edição da Carta Mensal, preparada para fortalecer nossa caminhada espiritual, nossa vida conjugal e nosso compromisso com o Carisma das Equipes de Nossa Senhora.

Vivemos um tempo em que o mundo nos desafia a dispersar nossas atenções e relativizar os valores do Evangelho. Em meio a tantas vozes, somos convidados a escutar novamente Cristo, que continua chamando cada casal a ser sinal de esperança, fidelidade e amor. O matrimônio cristão permanece como uma vocação atual, capaz de transformar a família e irradiar luz para a sociedade.

Nesta edição, refletimos sobre o cuidado e o cultivo do amor conjugal, recordando que o amor precisa ser renovado diariamente. Amar é escolher novamente o outro, perdoar, servir, dialogar, rezar juntos e permitir que Deus ocupe o centro da vida familiar. Assim, as dificuldades tornam-se oportunidades de crescimento e cada conquista transforma-se em ação de graças.

Celebramos importantes datas para a Igreja e para o Movimento. Recordamos São João Maria Vianney, renovando nossa gratidão pelos Conselheiros Espirituais que caminham conosco. Celebramos também São Joaquim e Sant’Ana, testemunhas da perseverança, e o Dia dos Pais, ocasião para agradecer a missão

daqueles que, inspirados em São José, procuram conduzir suas famílias no caminho da fé.

Fazemos memória do Padre Henri Caffarel, de Pedro e Nancy Moncau e de tantos homens e mulheres que lançaram sementes que continuam produzindo frutos abundantes. Sua fidelidade inspira-nos a viver com entusiasmo nossa própria missão.

O crescimento do Movimento, a preparação para a Jornada Nacional Padre Henri Caffarel e para o Encontro Nacional de 2027 revelam uma comunidade viva, que continua acolhendo novos casais e anunciando a beleza da Espiritualidade Conjugal.

Que esta edição desperte em cada casal o desejo de aprofundar a oração, viver com fidelidade os Pontos Concretos de Esforço e renovar o compromisso de caminhar rumo à santidade. Confiemos nossa missão à intercessão de Nossa Senhora, para que ela nos ensine a dizer, todos os dias, um generoso "sim" à vontade de Deus.

Boa leitura! Que o Senhor continue fazendo florescer, em cada família equipista, frutos de amor, unidade e santidade.

Fiquem com Deus, fiquem bem.

Mirna e Sildson CR Carta Mensal

Unidos para produzir muitos frutos!

Caros Equipistas, paz e bem!

Aproxima-se a I Jornada Nacional Padre Henri Caffarel, que será realizada de 18 a 20 de setembro, em Itaici. Reunirá presencialmente os convidados e será transmitida online para todos, possibilitando uma ampla participação, já que não será possível acolher presencialmente todos. Será uma oportunidade para aprofundarmos o conhecimento sobre a vida, o pensamento e a espiritualidade do Padre Caffarel e, mais do que isso, para divulgarmos seu legado para além das Equipes, permitindo que muitas outras pessoas conheçam a riqueza de sua inspiração para a Igreja e para as famílias. À medida que nos aproximamos também do Encontro Nacional de Fortaleza, em 2027, somos convidados a renovar nosso compromisso com aquilo que sustenta nossa caminhada: a unidade, a oração, a partilha e a vivência do nosso Carisma. Será uma oportunidade para fortalecer os laços que nos unem, rezar juntos, partilhar experiências e renovar a esperança de continuar construindo um Movimento sólido e fiel à sua missão, testemunhando, de forma concreta, o amor de Deus e a força da Espiritualidade Conjugal vivida em comunidade. Desde já, expressamos nossa sincera gratidão a todas as equipes de serviço que vêm se empenhando em cada detalhe, com tanta generosidade, para que esse encontro produza muitos frutos.

Celebramos com imensa alegria um marco significativo: ultrapassamos a marca de 60 mil membros em nosso Movimento. Esse crescimento é resultado de inúmeras sementes lançadas ao longo

dos anos, regadas pelo testemunho, pela dedicação e pelo compromisso de tantos casais e conselheiros espirituais que, com zelo e amor, construíram e continuam construindo essa bela história.

Esse número representa muito mais do que um dado estatístico. Significa que milhares de casais tiveram a oportunidade de conhecer e viver o Carisma e a Mística das Equipes de Nossa Senhora, encontrando um caminho de crescimento espiritual e conjugal. É motivo de ação de graças, mas também de renovada responsabilidade.

Somos chamados a voltar nosso olhar para as equipes incompletas, especialmente aquelas com menos de cinco casais, acolhendo novos casais e permitindo que mais famílias experimentem a riqueza da caminhada equipista. Cuidar das Equipes, garantindo sua continuidade para além de seus membros atuais, é um compromisso de todos nós.

Permitamos que mais casais encontrem nas Equipes um verdadeiro ideal de vida cristã, fortalecendo seus matrimônios e testemunhando o Evangelho nas famílias e na sociedade.

Sigamos unidos, confiantes de que o Senhor continuará fazendo florescer as sementes lançadas com amor, para que produzam frutos abundantes em nosso Movimento e em toda a Igreja.

Rose e Rubens CR SRB

Chamado à vocação

Olá, queridos casais, conselheiros e acompanhantes, espero que todos estejam bem, estou rezando por vocês e rezem por mim.

Meus irmãos e irmãs, neste pequeno texto, pensei em refletir sobre nossa vocação. Até mesmo ver o objetivo do nosso Movimento, que é chegar à santidade conjugal. E para chegarmos à santidade, vemos que é um processo vocacional. Ser santo é ter vocação e iremos refletir sobre a vocação.

A vocação é um chamado que Deus dirige a cada pessoa. Antes mesmo de escolhermos uma profissão, um estado de vida, ou uma missão específica, existe uma vocação comum a todos os cristãos: a vocação à santidade, Deus nos criou por amor e nos chama a viver em comunhão com Ele, buscando refletir em nossa vida, a sua bondade, a sua misericórdia e o seu amor. A santidade não é apenas reservada aos santos canonizados, aos religiosos ou sacerdotes, ela é um chamado universal. Em qualquer lugar onde estivermos: nas famílias, no trabalho, nos estudos ou na comunidade. Somos convidados a viver de modo que nossas ações manifestem a presença de Deus, a santidade se constrói nas pequenas atitudes do dia a dia: na paciência diante às dificuldades, no perdão oferecido a quem nos ofende, na honestidade, na caridade e na fidelidade dos ensinamentos de Jesus Cristo. São João Paulo II lembrava que a santidade não consiste em realizar feitos extraordinários, mas em permitir que a graça de Deus transforme nossa vida cotidiana.

Por isso, a vocação à santidade é um convite permanente à conversão e ao crescimento espiritual. É caminhar todos os

dias com Cristo, confiando em sua graça e procurando fazer a vontade de Deus. Quem responde a este chamado encontra verdadeira alegria, pois descobre que a santidade não é um peso, mas o caminho para a plenitude da vida e para a felicidade, que Deus sonhou para cada ser humano. Para nós do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, esse caminho deve ser feito através dos Pontos Concretos de Esforço.

Queridos casais, como estamos vivendo os Pontos Concretos de Esforço?

No nosso Movimento temos várias formações, que nos ajudam a crescer como cristãos, e estarmos no caminho da santidade. Mas os Pontos Concretos do Esforço são essenciais na vida dos casais pertencentes ao Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Sendo essencial, o casal deve realizar todos os pontos, para o crescimento à santidade. Por isso, casais, vocês devem levar com mais seriedade o Dever de Sentar-se, a Escuta da Palavra, a Meditação da Palavra, ter Regra de Vida e vivência do Retiro, esses pontos são fundamentais para os casais. Por isso o casal deve viver os pontos e se preparar para realizar o Retiro espiritual anualmente.

Espero que esta pequena reflexão tenha ajudado todos a pensarem, sobre a vocação à santidade, que é o objetivo do nosso Movimento.

Um abraço fraterno,

Pe. Toninho

Capítulo 5: Curar o amor

As ameaças à saúde do amor

Para curar o amor, é necessário termos a consciência de que ele está ferido e, portanto, necessitando de cuidados. Quando temos uma ferida física — como um corte, um ralado ou mesmo uma perfuração —, precisamos de cuidados como a assepsia do local, a aplicação de um remédio, a atenção para não reabrir o ferimento que está cicatrizando e o tempo para que ele se feche e se cure plenamente. Quando fazemos essa analogia com o amor entre os esposos, podemos traduzir a assepsia como o perdão mútuo. Já que o amor esponsal precisa dos dois, o perdão deve ser recíproco. A isso, deve-se acrescentar a confissão e a reconciliação com Deus, pois é Ele quem vai providenciar a limpeza necessária para o processo de cura.

Em seguida, vem o remédio. Assim como a pele precisa se renovar e se reconstituir, o amor também necessita de renovação. Esse renovo começa com a mudança dos corações: deixar o passado no passado. Retomar os velhos acontecimentos é o mesmo que ressentir, e isso não só pode atrasar a cura, como também causar novas feridas. É preciso transformar o coração em um espaço mais atento, carinhoso e disposto a servir em prol da felicidade do outro. Esse cuidado com o amor ferido deve ser exercido por ambos que, empenhados na restauração, passam a vigiar possíveis ameaças, evitando o mal que causou o ferimento.

Como identificar as ameaças ao amor? Como ele chegou a esse ponto? Assim

como as feridas no nosso corpo acontecem por distração, descuido ou situações perigosas em ambientes hostis, com o amor não é diferente. As distrações do mundo ou o descuido mútuo podem afastar os casais e criar verdadeiros abismos relacionais, nos quais cada um busca os seus próprios interesses e ambos já não olham na mesma direção. Outra ameaça à saúde do amor são os ambientes hostis ao matrimônio: um mundo descartável, marcado pelo utilitarismo e pela promiscuidade incentivada — um terreno perigoso para casais que deixaram a frieza se instaurar em suas relações íntimas.

Seguindo a analogia com as lesões corporais, quando o ferimento é mais sério e há riscos de complicação, é fundamental a ajuda de profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros. Na saúde espiritual, Jesus é o Médico dos médicos. Portanto, é a Ele que os casais devem recorrer para curar o amor. Ele é a fonte do amor pleno e estará sempre de braços abertos para nos acolher e nos curar. Assim, os casais podem experimentar que o Amor é muito mais que o amor.

Nilian e Cleber CRP Leste I

Capítulo 6: Cultivar o amor conjugal

O modelo exigente e transformador que Cristo nos apresenta

O amor conjugal não se sustenta apenas pelos sentimentos passageiros ou pelas emoções intensas do início da convivência. Ele amadurece quando homem e mulher compreendem que amar é muito mais do que sentir: é decidir conhecer, cuidar, acolher e crescer juntos. O ágape conjugal nos conduz justamente a essa verdade profunda: o verdadeiro amor nasce de Deus, mas precisa ser cultivado diariamente pelos esposos por meio da atenção, da entrega e da responsabilidade mútua. Cristo apresenta aos casais um modelo de amor exigente e transformador: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Esse amor não é superficial nem egoísta. É um amor que olha profundamente o outro, reconhecendo nele não apenas qualidades externas, mas a riqueza única de sua pessoa. Por isso, o amor conjugal passa necessariamente pelo conhecimento. Quem ama deseja descobrir continuamente o coração do outro, seus sonhos, suas dores, suas fragilidades e sua beleza interior. Quando o olhar se torna distraído e acostumado, o amor corre o risco de enfraquecer; mas quando o casal mantém viva a capacidade de admirar e redescobrir um ao outro, o relacionamento permanece jovem e fecundo. Conhecer também significa permitir-se ser conhecido. Muitos casais convivem lado a lado, mas escondem sentimentos, medos e feridas por orgulho, timidez ou medo de sofrer. No entanto, o amor verdadeiro exige transparência. Amar é abrir o coração e permitir que o outro participe da própria vida interior. Essa abertura fortalece a intimidade e cria um vínculo mais profundo, onde cada um se sente acolhido e compreendido. O casal que aprende a dialogar com sinceridade, a rezar junto e a partilhar sua caminhada espiritual,

experimenta uma união que vai além do afeto humano: torna-se uma comunhão de almas. Mas o amor não se limita ao conhecimento; ele se concretiza no cuidado. Quem ama deseja o crescimento e o bem do outro. O ágape conjugal ensina que amar é querer sinceramente que o cônjuge alcance sua plenitude humana e espiritual. Isso exige renúncia ao egoísmo, à possessividade e ao desejo de colocar sempre as próprias vontades em primeiro lugar. Em muitos momentos, amar será servir, apoiar, corrigir com delicadeza, compreender limites e até aceitar sacrifícios pelo bem da pessoa amada. Além disso, o cuidado verdadeiro inclui a humildade de deixar-se cuidar. Reconhecer que precisamos do outro, fortalece a união e cria espaço para a generosidade.

Assim, o cultivo do amor conjugal depende de uma escolha diária: olhar novamente para o outro com amor, escutá-lo com atenção, acolhê-lo com misericórdia e cuidar dele com dedicação. O verdadeiro amor não nasce pronto nem permanece vivo sozinho. Ele precisa ser alimentado pelo conhecimento sincero, pelo cuidado concreto e pela presença de Deus. Somente assim o casal poderá experimentar um amor capaz de atravessar o tempo, vencer as dificuldades e refletir, ainda que de maneira humana, o próprio amor de Cristo.

Cristina e Renato CRP Nordeste II
“Muito lhe será confiado”

Queridos equipistas, A paz!

“Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, Eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu Senhor.” (Mt 25,21)

Esta passagem do Evangelho nos convida a refletir sobre a responsabilidade que cada um de nós possui diante dos dons que Deus nos confia. Os talentos recebidos não nos pertencem, são dons colocados em nossas mãos para serem administrados com amor, prudência e espírito de serviço, sempre em benefício do Reino de Deus. Essa realidade também se aplica à vida do nosso Movimento. As Equipes de Nossa Senhora crescem e se fortalecem graças à dedicação de milhares de equipistas que, por meio de seu tempo, de sua oração, de sua disponibilidade para a missão e também de sua contribuição material, colaboram para que o Carisma recebido pelo Padre Caffarel continue alcançando casais e famílias em todo o Brasil e no mundo.

Ao longo de 2025, pudemos testemunhar mais uma vez a ação providente de Deus na vida do Movimento. O número de equipistas continuou crescendo, novas equipes nasceram, formações foram realizadas, missões foram assumidas e inúmeras iniciativas contribuíram para fortalecer a vivência do nosso Carisma. Por trás de cada encontro, formação, reunião de colegiado, expansão ou missão realizada, existe uma estrutura construída e sustentada por todos nós.

Como nos recorda o Guia das Equipes de Nossa Senhora, é necessário assegurar a vida material da comunidade à qual pertencemos e da qual recebemos tanto. Essa responsabilidade não é apenas administrativa, ela é também uma expressão concreta de comunhão, pertença e corresponsabilidade. Os resultados apresentados nas próximas páginas demonstram que o Movimento segue financeiramente equilibrado e fortalecido. Entretanto, eles também evidenciam a importância da contribuição estatutária dos equipistas para a sustentação das atividades permanentes das Equipes de Nossa Senhora. Cada contribuição, independentemente do seu valor, representa um gesto de compromisso com o Movimento e ajuda a tornar possível a formação, a expansão e o acompanhamento das equipes em todo o país. Nas próximas páginas, apresentamos as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício de 2025, acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes.

Agradecemos a generosidade e a fidelidade de todos os equipistas, e pedimos ao Senhor que continue iluminando e abençoando a todos para que permaneçamos fiéis na administração dos dons que Ele nos confia. Abraços fraternos e fiquem com Deus.

Érica e Laor CR Tesouraria

Demonstrações financeiras 2025

Equipes de Nossa

Senhora

Com a graça de Deus e a generosa contribuição de cada casal equipista, a Super-Região Brasil apresenta as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício de 2025, para conhecimento de todos os membros das Equipes de Nossa Senhora. Este relatório contempla a Demonstração do Resultado do Exercício, o Balanço Patrimonial, as respectivas Notas Explicativas e o Parecer dos Auditores Independentes, refletindo o compromisso da Super-Região Brasil com a transparência, a responsabilidade e a boa gestão dos recursos colocados a serviço da missão do Movimento.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO 2025 (em R$)

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31/12/2025 (em R$)

NOTAS EXPLICATIVAS 2025

1. Receitas

Esse crescimento reflete principalmente a ampliação das atividades de formação, reuniões de colegiados, expansão e acompanhamento das Equipes em todo o país. Dentre as despesas podemos destacar:

Em 2025, registrou-se um crescimento de 11,20% nas receitas em relação a 2024, da qual destacamos os seguintes pontos:

• Aumento de 9,83% na contribuição estatutária;

• Aumento de 25,46% dos rendimentos de aplicações financeiras;

• Redução de 5,15% nas Receitas diversas (Livraria).

Em 2025, as contribuições representaram 72% da receita total, uma queda de 1% em relação a 2024.

2. Despesas

Houve aumento de 22,85% nas despesas em relação a 2024.

Esse crescimento reflete principalmente a ampliação das atividades de formação, reuniões de colegiados, expansão e acompanhamento das equipes em todo o país.

Dentre as despesas podemos destacar:

Redução

• Nas despesas bancárias em 31%.

Aumentos

• Nos valores dispendidos para encontros, formações e reuniões de colegiados, decorrentes de maior quantidade de formações (30% a mais em relação a 2024);

• Alta de preços dos locais para realização dos eventos;

• Passagens aéreas, em decorrência do maior número de eventos e do custo das passagens;

• A rubrica Outras despesas apresentou aumento de 51,41% no exercício de 2025. Esse aumento decorre principalmente da elevação dos gastos com manutenção e licença de softwares, necessários para adequar e fortalecer a estrutura administrativa e operacional, diante do crescimento do Movimento e da ampliação das demandas de gestão, acompanhamento, comunicação e suporte às suas diversas instâncias.

3. Composição das Despesas

As despesas do Movimento são direcionadas à sustentação de atividades que visam a formação cristã, a capacitação para a missão, a motivação de todos os equipistas para bem viver o Carisma e a Expansão do Movimento em níveis local, regional, nacional e internacional.

4. Resultados Financeiros

Em 2025, as receitas foram superiores às despesas, gerando um superávit que será destinado às atividades de formação e capacitação para os equipistas em 2026 e nos exercícios futuros.

No gráfico comparativo de receitas e despesas de 2018 a 2025, podemos observar:

• As despesas em 2018 a 2019 foram superiores às receitas;

• O declínio das despesas durante 2020 e 2021, decorrentes da pandemia;

• O acentuado aumento das despesas em 2022 e 2023, demonstrando a retomada das formações e expansão em todas as regiões do país;

• Em 2024, é possível verificar que houve reversão na tendência de alta das despesas e o contínuo crescimento das receitas, mantendo-se as formações e expansões;

• Em 2025, o aumento das despesas é decorrente muito em função do aumento significativo da quantidade de formações (30%).

5. Doações

A conta de doações registra os valores do Projeto Vocacional, os valores enviados para a Causa de Canonização do Padre Caffarel e a contribuição anual do Brasil para a ERI, que é destinada à expansão das Equipes de Nossa Senhora em outros países. 6. Encontro Nacional

Fortaleza 2027

Durante o exercício de 2025 foram iniciados os recebimentos das inscrições para o Encontro Nacional de Fortaleza 2027, correspondente aos recursos recebidos antecipadamente dos participantes e que serão aplicados na organização e realização do evento.

Encontros, formação e colegiado 26%

Outras despesas 4%

Despesas bancárias 1%

Impostos 1%

Salários e encargos 5%

Passagens aéreas e estadias 29%

Impressos e publicações 12%

Correios 8%

Deslocamentos 5%

Serviços de terceiros 3%

Doações 7%

12.000.000

10.000.000

8.000.000

6.000.000

4.000.000

2.000.000

Receitas Despesas

Relatório do Auditor independente sobre as Demonstrações Contábeis

Aos Administradores das Equipes de Nossa Senhora

Opinião

Examinamos as demonstrações contábeis das Equipes de Nossa Senhora, (“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2025 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio social e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente em todos os aspectos relevantes a posição patrimonial e financeira das Equipes de Nossa Senhora (“Entidade”) em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem fins de lucrativos (ITG 2002 (R1)).

DCA Auditores Independentes S/S CRC/GO Nº 000757/0 Página 3 do relatório de 10/04/2026

Aniversário do Pe. Caffarel

No dia 30 de julho, comemoramos o aniversário do nosso fundador Padre Henri Caffarel.

Desde que ingressamos nas Equipes de Nossa Senhora, sempre admiramos a história do nosso fundador, Padre Henri Caffarel, com o passar dos anos e devido às missões assumidas no Movimento, sentimos a necessidade de aprofundar nosso conhecimento sobre sua vida, espiritualidade e obra. Foi por isso que também nos tornamos associados à sua Causa de Canonização.

Falar do Padre Caffarel é louvar a Deus pelo dom de sua existência e pelo bem que realizou, inspirando gerações de casais a buscarem a santidade no matrimônio. Como equipistas, somos chamados a rezar por sua Canonização e a recorrer à sua intercessão em nossas necessidades. Em maio de 2026, um casal de nossa equipe de base partilhou a difícil espera que vivia no processo de adoção. Após longo tempo de expectativa, perseveravam entre a esperança e a ansiedade, confiando nos desígnios de Deus. Durante uma reunião realizada em nossa casa, rezamos por eles e os encorajamos a permanecer firmes nesse sonho. No dia 17 de maio, recebemos uma emocionante chamada de vídeo comunicando que a adoção de um recém-nascido havia sido concretizada. O tão esperado filho recebeu o nome de João Miguel. A alegria tomou conta de todos nós. Entretanto, o bebê necessitava de cuidados especiais relacionados à alimentação, utilizando uma sonda.

Diante dessa situação, intensificamos nossas orações, pedindo a Deus pela intercessão do Padre Henri Caffarel, que cuidasse daquela criança e de sua nova família. Durante o Primeiro Encontro de Conselheiros da Província Leste I, em 18 de maio, apresentei ao Diácono Daigo, AE de duas Equipes do Setor Nova Friburgo da Região Rio VI, mostrei uma foto de João Miguel. Sensibilizado, ele concedeu uma bênção especial ao bebê. Também apresentei essa intenção ao Senhor diante do Santíssimo Sacramento e nas Celebrações Eucarísticas.

No dia 22 de maio, João Miguel recebeu alta médica e pôde finalmente ir para casa com seus pais. Hoje, graças a Deus, alimenta-se normalmente, cresce com saúde e está cercado pelo amor de sua família.

Em 9 de junho, seus pais, Dani e Tiago, juntamente com João Miguel, participaram da reunião da equipe e testemunharam a graça recebida. Foi um momento de profunda emoção, gratidão e fortalecimento da nossa fé. Louvamos a Deus pelas graças concedidas e pela vida e missão do Padre Henri Caffarel, cuja obra continua produzindo frutos e conduzindo casais no caminho da santidade.

Padre Henri Caffarel, intercedei por nós!

Meryane e Alexandre CRR Região Rio VI Província Leste I

Batismo do Pe. Caffarel

O batismo de Henri Caffarel, celebrado em 2 de agosto de 1903, em Lyon, França, marca o início de uma história profundamente enraizada na graça de Deus. Na simplicidade desse momento, sua vida foi mergulhada no mistério pascal de Cristo e chamada a florescer em santidade. Décadas mais tarde, esse homem se tornaria referência espiritual para milhares de casais, testemunhando a força transformadora daquele primeiro encontro com o amor divino.

O sacramento do batismo “é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito” (CIC 1213). Por ele, somos libertos do pecado, tornamo-nos filhos de Deus e membros vivos da Igreja. Diz-nos São Paulo: “Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).

Trata-se de uma graça que não permanece estática, mas que nos impulsiona a um caminho de conversão, crescimento e missão. Em Padre Caffarel, essa graça frutificou extraordinariamente. Seu coração tornou-se instrumento para revelar ao mundo a beleza da vocação matrimonial.

Nas Equipes de Nossa Senhora, o seu testemunho como cristão batizado continua vivo. Ele não apenas ensinou sobre Deus, mas conduziu casais a uma experiência concreta de encontro com Cristo no

matrimônio, ajudando-os a redescobrir que o amor humano, quando enraizado na graça, torna-se caminho de santidade. Na oração por sua Canonização, rezamos: “Arrebatado por um fogo devorador, era habitado por vós, Senhor.” Essa expressão ilumina sua vida: o fogo do amor de Deus, recebido e acolhido desde a fonte batismal, tornou-se nele impulso missionário. Como sacerdote, viveu intensamente sua vocação, revelando as maravilhas do matrimônio cristão.

Da fonte batismal brota uma água viva que purifica e transforma. Em Padre Caffarel, essa água não permaneceu contida, mas tornou-se correnteza viva, força arrebatadora de testemunho. Sua vida recorda que todo batizado é chamado a deixar essa graça fluir, permitindo que Deus transforme sua existência em sinal de amor para o mundo.

Celebrar o batismo de padre Caffarel é renovar em nós a consciência da grandeza do nosso próprio batismo. É recordar que Deus nos chama a viver o amor como vocação, missão e caminho de santidade. Assim como ele permitiu que a graça recebida naquele 2 de agosto de 1903 moldasse toda a sua existência, também nós somos convidados a reacender em nossos corações o fogo do Espírito, para que nossa vida testemunhe as maravilhas do Senhor.

e Fernando CRR PE - II Província Nordeste II

Valéria

Falecimento do Dr. Pedro Moncau

Nos reportamos a cada um de vocês, fazendo memória de um grande homem que até hoje sua história reflete em nossas vidas como sinal de Deus, em nossas famílias. Muito se pode escrever sobre o casal Nancy e Pedro Moncau, que viveram no século passado e por inspiração divina trouxeram o Movimento das Equipes de Nossa Senhora para o Brasil. Neste artigo iremos dar ênfase à pessoa do Dr. Pedro Moncau Júnior, nascido no dia 1 de julho de 1899, na cidade de São Paulo/SP.

Ele era Congregado Mariano e Vicentino e participava desse grupo de homens casados, porém não se sentia satisfeito por sua esposa não poder participar junto com ele. Aconteceu que em um congresso Mariano o conferencista Pe. Marcel Marie, no final de sua palestra, contou que conheceu um grupo de casais do Pe. Henri Caffarel na França. Esta notícia lhe causou entusiasmo, foi aí que iniciou sua comunicação para trazer esse Movimento para o Brasil.

O Dr. Pedro Moncau Jr. então enviou uma carta para o Pe. Caffarel e no dia 15 de dezembro de 1949 recebe sua resposta, e que alegria foi para este casal receber esta notícia que as Equipes de Nossa Senhora chegariam ao Brasil. Ele era também um grande médico, dedicado, um profissional ético e um ser humano sensível, mas mais do que tratar enfermidades ele compreendia a importância de ouvir, orientar e estar próximo de seus pacientes, estabelecia vínculos que ultrapassavam a relação profissional.

Ao longo de sua carreira, ele contribuiu de forma relevante na comunidade, deixando marcas que permanecem vivas

na memória de colegas, amigos e pacientes. Para o nosso Movimento, ele viveu com intensidade sua caminhada e ela foi marcada pela simplici dade e disposição cons tante em servir. Com preendia que a missão nas equipes ia muito além das reuniões men sais, sua vida era um verdadeiro exemplo de oração e fé, que inspirou a muitos.

O Dr. Pedro Moncau fa leceu com 83 anos de idade, em 17 de agosto de 1982, foi sepultado no Cemitério da Con solação, localizado na região central da cidade de São Paulo.

Seguirá presente na memória de todos os equipistas. Seu exemplo continua a iluminar nosso caminho e inspirar nossa missão.

Este ano irá completar 44 anos que Pedro Moncau fez sua Páscoa e se encontra na morada celeste intercedendo por todos os casais, para que continuem com fé, esperança, fidelidade e Espiritualidade Conjugal ensinada pelas Equipes de Nossa Senhora.

Jocélia e Mailson CRR PE III Província Nordeste II

Falecimento de Dona Nancy Moncau

15 de agosto: o encontro da pioneira com a Senhora da Assunção

Para nós, das Equipes de Nossa Senhora no Brasil, o dia 15 de agosto é um convite à oração e à gratidão: enquanto a Igreja celebra a Assunção de Maria, nós celebramos também o legado de Nancy Moncau, que partiu para a casa do Pai nesta mesma data. Desde 2006, essa data ganhou um significado ainda mais íntimo para nós, brasileiros: foi o dia em que Nancy Moncau encerrou sua peregrinação terrena para se juntar à “Equipe do Céu”. Uma vida consagrada ao amor conjugal

Nancy e Pedro Moncau não foram apenas os fundadores das ENS no Brasil; eles foram os tradutores de um novo jeito de ser família. Ao fundarem a primeira equipe em solo brasileiro em 1950, eles abriram uma estrada de santidade para milhares de casais. Dona Nancy, com sua presença discreta e orante, foi a força mansa que sustentou os primeiros passos do Movimento entre nós.

da Assunção de Nossa Senhora. Ao falecer em 15 de agosto de 2006, Nancy selou sua união com a Virgem Maria. Se a Assunção celebra a subida de Maria aos céus, a partida de Nancy naquela mesma data nos recorda que o objetivo final de todo equipista é, precisamente, a glória eterna.

Ela partiu 24 anos após o seu amado Pedro (falecido em 17 de agosto de 1982), deixando-nos o exemplo de que a viuvez não interrompe a caminhada espiritual, mas a amadurece na esperança do reencontro.

O legado que nos cabe

O simbolismo da partida

Não foi por acaso que o Senhor a chamou justamente na Solenidade

Renovamos o compromisso com a herança que ela nos deixou. Ela guardou a fé e propagou a Espiritualidade Conjugal com a autoridade de quem vivia o que pregava. Hoje, ela intercede por cada equipe que, em cada canto do Brasil e do mundo, se reúne para rezar, partilhar e buscar a santidade. Que a lembrança de sua páscoa, ocorrida sob o manto da Senhora da Assunção, nos inspire a viver nossos Pontos Concretos de Esforço com renovado fervor.

Daiana e Flávio

ENS Rainha da Paz Rio de Janeiro/RJ Província Leste I

Joaquim e Ana: perseverança que vence a esterilidade

Certa vez, em meio aos convívios pastorais, ouvi dizer que os avós são “pais com açúcar”. Desde então, experimento uma mistura de aceite com inquietação sempre que ouço novamente. De fato, nossos avós são presenças doces em nossas famílias. Contudo, sua doçura não deixa de ser contemplada na educação dos filhos. Afinal de contas, somos o que somos graças aos nossos pais. Estes, por sua vez, receberam o exemplo e as exortações de seus pais, ou seja, nossos avós. Evidentemente, não iremos romper com tal docilidade. Não conseguiríamos, mesmo se quiséssemos. Contudo, vale perceber os traços de Joaquim e Ana que valorizam tal presença como sinal iluminador nas famílias cristãs. Na verdade, há sinais em seu testemunho que, certamente, foram determinantes para que Maria fosse sempre confiante no poder e ação de Deus.

São João Damasceno, monge e sacerdote sírio do século oitavo, em uma de suas homilias sobre a Natividade da Virgem Maria, vai exaltá-los como um casal estéril que teve sua perseverança recompensada por Deus. Já Santo André de Creta vai compará-los a Abraão e Sara, tendo sua esterilidade vencida pela intervenção divina. Diante da consideração dos santos padres, entendemos que o seu testemunho prova que, quando chega o tempo de Deus, cessa a vergonha, acaba a esterilidade e começa, imediatamente, a preparação para a vinda de Cristo.

O protoevangelho de Tiago, mesmo não sendo um texto canônico, mas com reconhecimento da Igreja para conhecimento da tradição e confirmação da devoção popular, foi certamente usado como referência aos santos padres. Nele verificamos os relatos acerca dos efeitos das vergonhas e injúrias sofridas por eles em decorrência da esterilidade de Ana. Havia muita crueldade e insensibilidade por parte de todos para com um casal impossibilitado de gerar. O texto fala das lágrimas e súplicas de Ana, bem como do jejum de Joaquim no deserto até que ambos fossem visitados pelo anjo, o qual lhes anunciara a superação do tempo da vergonha pela vida que seria gerada no ventre – outrora estéril – de Ana.

Os avós de nossos dias podem resgatar sua bela vocação em meio às nossas famílias olhando para os avós de Jesus e acolher o inegável contributo que eles podem oferecer. Olhar para São Joaquim e Sant’Ana é acolher um exemplo e presença que chegam como um bálsamo aos nossos lares. Que os jovens cristãos de nosso tempo possam experimentar a dádiva de crescerem cercados por tão belo exemplo!

Padre Marcos Silvestre
SCE Província Leste I

O padre do vilarejo esquecido

Todo ano, no dia 4 de agosto, a Igreja Católica celebra ao mesmo tempo uma festa e uma gratidão: a memória de São João Maria Vianney e o Dia do Padre. Mas quem foi esse homem que se tornou modelo para sacerdotes do mundo inteiro?

João Maria Batista Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, no pequeno vilarejo de Dardilly, ao norte de Lyon, na França. Era o quarto de sete filhos de uma família de camponeses simples. Desde criança, frequentava a igreja com amor e já dizia que queria ser padre. Mas a vida não facilitou o caminho. Só foi para a escola na adolescência, quando uma foi aberta em sua aldeia — e a frequentou por apenas dois anos, pois precisava trabalhar no campo. Quando a Revolução Francesa varreu a França, ele fez sua Primeira Comunhão escondido num celeiro, numa missa clandestina, com risco de vida. Aos 17 anos, João sentiu com clareza o chamado ao sacerdócio. Mas o seminário exigia um preparo intelectual que ele, criado no campo, não tinha. Reprovava nas provas, não acompanhava as aulas em latim. Quase foi expulso do seminário mais de uma vez. O que salvou sua vocação foi a intercessão de um padre que acreditava nele — e a própria santidade que todos percebiam em sua vida de oração e penitência. Foi ordenado padre em 13 de agosto de 1815, aos 29 anos. Após a ordenação, as autoridades da diocese o enviaram para Ars, uma pequena aldeia abandonada pela fé, onde o povo vivia entregue aos vícios, às bebedeiras e às brigas. A escolha não foi por acaso: achavam que ali, com suas “limitações”, ele não faria mal. O vigário geral lhe disse ao partir: “Não há muito amor nessa paróquia, você vai infundir um pouco.” E o Padre João respondeu com uma profecia silenciosa, que logo virou realidade: “A paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui.” E vieram. Aos

milhares. De toda a Europa. Para se confessar com aquele padre franzino, pálido de jejuns, que dormia no chão porque dera sua cama e comia batatas porque distribuíra sua comida. Chegavam de barco, de carruagem, a pé, e esperavam dias inteiros na fila da confissão. A fama de São João Maria Vianney não vinha de discursos elaborados, até porque ele mesmo dizia que não era bom pregador. Vinha da coerência radical entre o que ele dizia e o que ele vivia. Era desprendido das coisas materiais de forma quase absurda: deu a cama para um pobre e passou a dormir no chão. Comia batatas cozidas e, de vez em quando, um ovo. Gastava horas e horas no confessionário, às vezes das 2 da madrugada até a meia-noite do dia seguinte. Conta a tradição que o próprio demônio o perturbava à noite, sacudindo a casa, incendiando sua cama, como se quisesse expulsá-lo dali. Mas ele ficou. Por quase 40 anos, ficou. Na noite de 4 de agosto de 1859, consumido pela fadiga de décadas a serviço do povo, João Maria Vianney morreu serenamente. Tinha 73 anos. Antes mesmo de ser canonizado formalmente, já era venerado como santo por toda a França. Em 1925, o Papa Pio XI o canonizou. Em 1929, o proclamou padroeiro dos párocos do mundo, e desde então o 4 de agosto é celebrado como o Dia do Padre. Mais tarde, o Papa Bento XVI ampliou o título: padroeiro de todos os sacerdotes. Seu corpo, incorrupto, repousa até hoje na Igreja de Ars, que se tornou um dos maiores santuários de peregrinação da Europa. Neste dia 4 de agosto, rezemos pelos nossos bispos e sacerdotes espalhados pelo mundo a anunciar o Evangelho de Cristo. Que nossas famílias sejam tocadas por tantos testemunhos edificantes e que novos jovens despertem para a vocação sacerdotal. Amém!

Pe. André Canuto SCEP Nordeste II

Segundo domingo de agosto

É ocasião especial para agradecer a Deus pelo dom da paternidade e por aqueles homens que, com amor e dedicação, procuram refletir em suas famílias a ternura e a providência do Pai Celeste. Quando um homem descobre que será pai, inicia-se uma vocação marcada por desafios, renúncias, alegrias, presença, dedicação e amor. Ser pai é participar do plano de Deus para a vida, assumindo a missão de educar, proteger, orientar e conduzir os filhos no caminho do bem e da fé.

Vivemos tempos em que muitos filhos sofrem com a ausência paterna. Em outras épocas, alguns pais eram excessivamente rigorosos; hoje, porém, necessitamos de pais presentes, participativos e comprometidos, que sejam referência de valores, segurança e afeto para seus filhos. Mesmo com suas limitações humanas, são chamados a ser um esteio firme e um testemunho de amor no lar.

A sociedade atual tem produzido, em muitos jovens, sentimentos de abandono, insegurança e solidão. Por isso, a presença amorosa do pai torna-se ainda mais necessária. Não se exige um pai perfeito, pois a perfeição pertence somente a Deus. O que se espera é um pai que assuma sua missão com responsabilidade, humildade e confiança na graça divina, buscando a cada dia fazer o seu melhor.

A Sagrada Escritura nos recorda a importância de honrar aqueles que receberam

de Deus a missão de nos gerar e educar: “Quem honra seu pai encontrará alegria em seus filhos; no dia da oração será atendido. Quem honra seu pai terá vida longa” (cf. Eclo 3,6-7).

Neste Dia dos Pais, além de nossas homenagens, ofereçamos também nossa oração e nosso pedido de perdão pelas vezes em que não correspondemos ao amor e aos ensinamentos recebidos. Que a gratidão seja o maior presente para aqueles que contribuíram para nossa formação, educação e crescimento humano e espiritual, mesmo quando não conseguiram expressar plenamente todo o amor que traziam no coração.

Pedimos a Deus que abençoe todos os pais, os fortaleça em sua missão e conceda especial consolo àqueles que enfrentam dificuldades. Que São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus, modelo de obediência, trabalho, proteção e amor silencioso, inspire todos os pais a viverem sua vocação com fidelidade e santidade.

Feliz Dia dos Pais!

Tatiane e Marcelo CRR Rio II - Rio de Janeiro/RJ Província Leste I

A Transfiguração do Senhor: uma luz que transforma

“Seu rosto resplandeceu como o sol, e suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (Mt 17,2)

No monte Tabor, algo de eterno atravessou o tempo. Jesus resplandeceu diante dos discípulos com uma luz que não vinha de fora, vinha de dentro. Era a revelação daquilo que sempre esteve presente, mas que os olhos humanos ainda não tinham conseguido ver: o Filho de Deus habitando plenamente a carne, a história, o caminho. Antes da luz, houve a subida, que exigiu deixar para trás o ruído e as urgências do cotidiano. Jesus os tomou consigo e os conduziu a um lugar de silêncio e altura. É Deus quem toma a iniciativa. Ele quem convida, quem espera, quem prepara o encontro. Para os casais, esta subida tem nome concreto: a oração partilhada no lar, o retiro vivido com entrega, o momento reservado para os dois e para Deus. Não como fuga da vida, mas como mergulho em sua profundidade. Porque o amor conjugal carrega em si uma vocação contemplativa, a de aprender a ver, por trás do rosto amado, o reflexo do próprio Deus.

No alto do monte, a voz do Pai rasgou a nuvem com uma palavra que é revelação e missão: “Escutai-o”. Escutar, não apenas com os ouvidos, mas com o coração disposto a ser transformado. Esta é também a vocação do casal: aprender a escutar a Deus juntos e aprender a escutar um ao outro com aquela qualidade de presença que só o amor paciente consegue cultivar.

Pedro quis ficar. Quem não desejaria prolongar um momento assim? Mas a graça do Tabor não foi dada para ser guardada como relíquia. Quando a visão passou, Jesus tocou os discípulos prostrados e disse com ternura: “Levantai-vos e não temais.” E desceram juntos. Esta descida é o gesto mais pastoral de toda a cena: Jesus volta ao chão da vida ordinária ao lado dos seus, e é lá que a graça continua operando. É assim no matrimônio. Os momentos luminosos não existem para nos separar do cotidiano, mas para nos devolver a ele transfigurados. A glória de Deus não habita apenas os cumes; ela desce com o casal para a semana que começa, para o desentendimento que pede perdão, para o silêncio que precisa ser quebrado com ternura. A Transfiguração nos revela que a graça já habita o amor vivido a dois, com sua beleza e sua luta. Este amor não caminha sozinho. Ele é habitado pelo Espírito. E quando o casal se abre à Sua ação, algo do rosto de Cristo começa a brilhar no rosto do outro: na fidelidade silenciosa, na ternura perseverante, no sim renovado a cada amanhecer.

Padre Joelson

SCES Rio F-V

Rio de Janeiro/RJ

Província Leste I

A Assunção da Virgem Maria

Neste mês de agosto, comemoramos a Solenidade da Assunção de Maria. Este é o último dos dogmas proclamados solenemente pela Igreja Católica, promulgado no dia 1o de novembro de 1950, pelo Papa Venerável Pio XII, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. Há muitas questões em torno do dado antropológico-escatológico do que se pode dizer a respeito da morte e elevação do corpo e alma da virgem Maria. Primeiramente, deve-se constatar, na figura da virgem Maria, as prerrogativas e privilégios concedidos a ela para que os desígnios divinos acontecessem, não por mérito seu, mas tudo em vista do mistério da redenção, a ser realizado por nosso Salvador Jesus Cristo. Tudo o que foi dado a Maria em termos de graças especiais é sempre em vista dos méritos de Cristo, nunca foi em mérito próprio. Nestes termos nos afirma o venerável Pio XII: “De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a Virgem Maria com particular e pleníssima complacência, quando chegou a plenitude dos tempos (Gl 4, 4), atuou o plano da sua providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia os privilégios e prerrogativas que lhe concedera com sua liberalidade" (n. 3).

O fato teológico que fundamenta a assunção corpórea de Maria está no modo como Cristo derrotou o pecado e a morte, mediante sua própria morte. Entretanto, todos os que, pelo batismo, renasceram de forma sobrenatural pela graça, um dia irão triunfar sobre o pecado e a morte. Contudo, ordinariamente, Deus somente permitirá aos justos usufruir plenamente dessa vitória sobre a morte no fim dos tempos [na Parusia]. Por essa razão, os corpos dos justos se corrompem após a morte e somente no último dia, na consumação final, ao que chamamos de Ressurreição da Carne, se reunirão à respectiva alma glorificada. Todavia, ao tratarmos da virgem Maria, tudo é diferente, pois “Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente

singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos ” (n. 5). Com isso, já se explicita a questão da morte de Maria, sabendo que seu Filho passou pela morte para vencê-la por dentro e abrir um novo caminho para o céu. Por isso, muitos teólogos são favoráveis em afirmar que Maria também morreu, mas com o diferencial de que seu corpo imaculado não se corrompeu, não sofreu nenhum efeito de decomposição, imediatamente após a morte foi elevado ao céu juntamente com a alma gloriosamente.

Portanto, após a realização de uma consulta universal, o Magistério da Igreja fez a proclamação dogmática: “ deduz-se um argumento certo e seguro para demonstrar a assunção corpórea da bem-aventurada viagem Maria. Esse mistério, pelo que respeita à glorificação celestial do corpo da augusta Mãe de Deus, não podia ser conhecido por nenhuma faculdade da inteligência humana só com as forças naturais. É, portanto, verdade revelada por Deus, e por essa razão todos os filhos da Igreja têm obrigação de a crer firme e fielmente ” (n. 12). Tendo sido proclamada como verdade imutável da fé, a assunção em corpo e alma da virgem Maria não pode mais ser questionada ou não crida, pois todos os fiéis batizados devem, com assentimento profundo, venerar e crer fielmente nesta verdade. Por isso, é profunda a afirmação do Papa Bento XVI: “ no céu temos uma Mãe. O céu está aberto, o céu tem um coração ”. Confiemos à intercessão do Coração Imaculado de Maria tudo o que somos e temos.

Pe. Iuri Ribeiro dos Santos SCE ENS da Eucaristia

Estância/SE

Província Nordeste II

Dando continuidade à meditação da encíclica do Papa Francisco, Dilexit nos (“Ele nos amou”), o segundo capítulo, “Gestos e Palavras de Amor”, convida-nos a sermos reflexo do amor de Cristo, vivenciando seus ensinamentos. Assim, por meio de gestos e palavras, Jesus demonstrou, com seu exemplo e até a morte na cruz, o que é, de fato, amar.

O Papa Francisco destaca o modo como Jesus nos ama e nos revela Deus não por meio de teorias, mas por suas atitudes: “O modo como nos ama é algo que Cristo não quis explicar-nos exaustivamente. Mostra-o nos seus gestos” (Dilexit nos, n. 33). Ao ler e meditar os Evangelhos, deparamo-nos com Jesus Cristo, que está sempre próximo e aberto ao encontro.

“Contemplamos isto quando se detém a conversar com a Samaritana (cf. Jo 4, 5-7). Vemo-lo quando encontra Nicodemos (cf. Jo 3, 1-2). Admiramo-lo quando deixa que uma prostituta lhe lave os pés (cf. Lc 7, 36-50); quando diz à mulher adúltera: ‘Não te condeno’ (Jo 8, 11); ou quando diz ao cego à beira do caminho: ‘Que queres que te faça?’ (Mc 10, 51). Cristo mostra que Deus é proximidade, compaixão e ternura” (Dilexit nos, n. 35).

E muitos outros textos do Evangelho mostram-nos que Jesus está atento às pessoas, às suas preocupações e ao seu sofrimento. Dessa forma, Francisco nos desafia a deixar que nossa vida seja transformada ao nos encontrarmos

com Ele: “Esse mesmo Jesus espera hoje que lhe dês a possibilidade de iluminar a tua existência, de erguer-te, de encher-te com a sua força. (...) Ele consegue sempre uma maneira de se manifestar na tua vida, para que tu O possas encontrar” (Dilexit nos, n. 38).

Francisco também medita sobre as palavras de Jesus que nos conduzem ao seu coração, para podermos recuperar a força e a paz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos” (Mt 11, 28). Por isso, pede aos seus discípulos: “Permanecei em mim” (Jo 15, 4). Dessa forma, “as palavras que Jesus pronunciou indicavam que a sua santidade não elimina os sentimentos”. Por vezes, mostravam um amor apaixonado, que sofre por nós, se comove, se lamenta e chega até mesmo às lágrimas (Dilexit nos, n. 44). “Não se trata de algo superficial, não é puro sentimento, não é uma alienação espiritual. É amor” (Dilexit nos, n. 46).

Diante do infinito amor de Cristo por toda a humanidade, de que forma nós, equipistas, temos sido reflexo desse amor em nossas atitudes, gestos e palavras, tornando visível aos irmãos a presença amorosa de Deus?

Pe. Daniel Santini Rodrigues

SCE ENS de Lourdes - Itajubá/MG

Província Leste II

História de vida de um SCE

Comecei no Movimento das Equipes de Nossa Senhora no ano de 2003, quando ainda era seminarista e estudava o primeiro ano de Teologia, na Arquidiocese de Olinda e Recife e morava no Seminário Maior Casa Mãe da Santa Esperança da Diocese de Pesqueira/PE. Na ocasião fui convidado pelo casal Setorial Lurdinha e Falcão, os mesmos nos convidaram para acompanhar uma equipe na Região Metropolitana do Recife, momento de muita riqueza para nós, pois era o início de vivência duradoura junto ao Movimento. Porém, fui apresentado ao Movimento no ano de 2001, quando ainda era do propedêutico em Pesqueira, pelo Reitor Padre Adeildo, hoje SCER - PE II.

Logo, tornou-se o início de uma relação de aprendizado mútuo com o Movimento de casais, visto a quantidade de amigos e casais equipistas que fizeram parte da minha formação seminarística. Em 2007, quando fui ordenado Diácono, assumi a primeira equipe – Nossa Senhora do Silêncio, e depois também, Nossa Senhora Rainha da Paz, em Pesqueira. Onde caminhamos juntos até o ano de 2017.

Equipes que sempre demonstram muito amor por cada sacerdote que caminhou junto a eles, mostrando sempre o zelo dos equipistas pelas vocações sacerdotais. Fui ordenado em 29 de março de 2008 e assumi a primeira Paróquia Indígena Nossa Senhora das Montanhas na Diocese de Pesqueira, carinhosamente chamada pelos índios de “Mãe Tamain”, na qual também tem o “Santuário Nossa Senhora da Graça”,

como denominou Nossa Senhora ao se apresentar no dia 6 de agosto de 1936, na sua aparição às irmãs Adélia e Maria das Graças. Mais tarde, Adélia, uma das videntes, foi morar no Convento das Irmãs Damas, em Recife, onde se tornou freira, hoje em processo de Beatificação no Vaticano. Continuamos acompanhando as Equipes de Nossa Senhora em Recife nos Setores A e B.

Em 2023 assumimos o Setor B da Região PE-I, juntamente com o casal Selma e Fernando CRS, e continuamos acompanhando quatro equipes de base, às quais nos dedicamos integralmente e cada vez mais nos enriquecemos com os aprendizados a cada tema e a vivência, enquanto família, junto a cada casal. Em 2025, assumimos a Região PE-I, com o casal Andrea e Gleiber CRR, onde a cada dia seguimos com nossa vida doada ao Movimento, mostrando que a missão se renova a cada SIM.

Por isso, sempre afirmo que SER SACERDOTE equipista é vivenciar, conhecer e acompanhar o Movimento, tudo isso só enriquece e me ajuda, grandemente, na minha vida sacerdotal. E como diz a Oração do Padre Caffarel, alimenta sempre mais o chamado a viver a santidade, junto a cada casal a nós confiado.

Pe. Francisco Bispo SCER PE-I Recife/Pe Província Nordeste II

Igreja Doméstica

Ouvimos dizer que as Equipes de Nossa Senhora surgiram há cerca de 87 anos na França, chegando ao Brasil em meados de 1950. A história próxima aconteceu assim. Percebemos, porém, que suas origens são muito mais remotas.

Há vinte séculos, algumas mulheres como Maria, Lídia e Prisca, prestimosas donas de casa, receberam parentes e amigos para juntos fazerem suas orações, refeições e para ouvirem e juntos estudarem temas ligados aos ensinamentos de CRISTO que lhes eram ministrados em palestras familiares.

Não conhecemos os pormenores dessas reuniões, mas elas nos são relatadas por LUCAS, nos Atos dos Apóstolos.

Após a morte de Cristo, as primeiras comunidades cristãs não dispunham de templos ou de lugares destinados, com exclusividade, aos cultos ou às orações, razão pela qual elas encontraram, nas residências ou nas casas de família, o ambiente propício para permanecerem reunidas, em comunhão fraterna.

Maria, mãe de João Marcos, Lídia, em Filipos, e Prisca, carinhosamente chamada Priscila, mulher de Áquila, eram apenas algumas das mães de família honradas com citação nominal nos Atos dos Apóstolos, em cujas casas a

comunidade cristã se reunia para a “fração do pão”, ordinariamente ou nos sábados ou nos domingos.

As casas de família foram os primeiros templos cristãos e PAULO, agradecendo a hospedagem que lhe fora dada por Priscila e Áquila, fez expressa referência à “Igreja que está em sua casa” (1 Cor, 16, 19).

O Evangelho não nos fala, mas é válido imaginar que a primeira equipe, formada por casais ou famílias cristãs que se reuniram periodicamente em suas casas, para a partilha do pão de Cristo, com orações, refeição comum, coparticipação, tenha sido verdadeiramente instituída por MARIA, a mãe de JESUS, que um dia se reuniu com eles, na casa de algum deles, para celebrar o FILHO que havia prematuramente partido. Naquela reunião, talvez se tenha constituído literalmente a Primeira Equipe de Nossa Senhora.

Passados os anos, construíram-se os templos de oração e os católicos dividiram suas vidas, tornando-se cristãos apenas dentro do templo, enquanto fora dele alienavam-se da fé. Graças a DEUS, nós hoje, sem saber o porquê, mas sentindo o sopro quente do ESPÍRITO SANTO, voltamos a nos reunir em EQUIPES , sob a proteção de MARIA, para reconstituir a Igreja Doméstica que há de permanecer para sempre em nossas casas e em nossas vidas.

Junia e Mauro Lopes ENS do Bom Conselho Setor B

Rio de Janeiro/RJ Província Leste I

Só faltava a presença formadora de Nossa Senhora

Com Maria, o nosso SIM continua. Somos Sara e Luiz, servos do Senhor nas Equipes de Nossa Senhora, e queremos partilhar um pouco da nossa caminhada como equipistas, marcada pela graça, pela providência e, sobretudo, pela presença constante de Nossa Senhora em nossa história. Nossa trajetória nas ENS começou há 14 anos, em 2012, quando fomos chamados para recompor a Equipe Nossa Senhora das Graças – a segunda equipe do Movimento em nossa cidade, Feira de Santana/BA, que já possui uma história de 27 anos. Chegamos trazendo conosco uma caminhada rica, porém ainda sedenta de algo mais profundo. Nossa história de fé já revelava a delicadeza dos caminhos de Deus. Eu, Sara, filha de pai evangélico e mãe católica, tive a graça de ser conduzida, ainda na infância, ao encontro com a Igreja Católica. Por iniciativa de meu pai, estudei em um colégio católico, e foi através de uma vizinha que comecei a frequentar a Santa Missa e a conhecer a beleza da fé católica. Luiz, por sua vez, é filho de um casal espírita, mas desde cedo trazia em seu coração o desejo de se casar na Igreja Católica. Ainda no início do nosso namoro, esse desejo despertou em nós um caminho comum de fé. Assim nasceu, junto com o nosso amor, uma profunda devoção a Nossa Senhora. Casamos na Igreja, recebemos o sacramento da crisma já após o matrimônio e iniciamos nossa caminhada em diversos movimentos: Encontro de Casais com Cristo e na Renovação Carismática Católica, atuando no Ministério para as Famílias e Promoção Humana. Mas, mesmo com tantas graças, sentíamos que ainda faltava algo.

Faltava a presença mais concreta, mais íntima, mais formadora de Nossa Senhora em nossa caminhada. Foi então que, por meio de um casal amigo equipista –Maria José e Zito –, recebemos o convite para conhecer o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. E, como Maria, demos o nosso pronto SIM. Desde então, caminhamos com Ela, Nossa Senhora das Graças, nossa padroeira, segue conduzindo nossa família com ternura e firmeza. Ao longo desses anos, o Senhor foi nos confiando missões: em 2022, fomos chamados ao serviço como CRS, e neste ano recebemos o convite para a missão de CRR Bahia. Em tudo, reconhecemos não méritos, mas pura graça – presente concedido pelas mãos de Nossa Senhora. E como Ela é generosa! Tivemos a alegria de ver nossos filhos também trilhando esse caminho: nossos filhos mais velhos, Cinthya e Yuri, já caminham na Equipe Nossa Senhora de Guadalupe; nossos caçulas, Louise e Vinícius, estão noivos e participam do Crescer no Amor; e nosso filho do meio, Yago, cultiva um amor profundo por Nossa Senhora Aparecida. Compreendemos, a cada dia, que Deus nos reserva inúmeras graças – e que todas elas nos chegam pelas mãos de Maria. E o caminho para alargar o coração e acolher essas graças é a missão. Por isso, nosso SIM permanece. Porque nosso modelo é Ela. Nossa Senhora de todos os títulos, de todas as graças, aquela que nos ensina, todos os dias, a amar, servir e confiar.

Sara e Luiz Cláudio CRR Bahia Província Nordeste II

A resposta veio pelas mãos de Maria

Olá, irmãos equipistas. Somos Débora e Rodrigo, casados há 21 anos e há 17 anos nas Equipes de Nossa Senhora. Atualmente servimos como casal Setor do Setor Vitória A. Ao assumirmos a missão, fomos informados de que a Equipe Nossa Senhora de Lourdes estava prestes a se encerrar, devido à saída de vários casais. No entanto, sentimos no coração o desejo de lutar por sua continuidade. Um fato nos chamou atenção: não era a primeira vez que uma Equipe com essa padroeira enfrentava dificuldades no Setor.

Decidimos recomeçar. Buscamos novos casais, formando, na prática, uma terceira tentativa com essa mesma padroeira. Durante a pilotagem, enfrentamos novas dificuldades: casais desistiram, outro precisou se mudar, e ainda não havia Conselheiro Espiritual. Surgiram questionamentos:

“Será que Nossa Senhora de Lourdes não quer uma equipe aqui?” Seguimos firmes. No Retiro, tudo transcorreu bem, mas, ao final, a imagem de Nossa Senhora de Lourdes foi esquecida na capela do local do Retiro. Novamente surgiram críticas, mas minha esposa, com fé e firmeza, afirmou: Nossa Senhora queria ser buscada por você, vai lá e traz ela pra mim e não perde a graça do Retiro que você acabou de vivenciar neste final de semana.

Pouco depois, convidamos um frei para ser Conselheiro Espiritual. Ele inicialmente viria apenas conhecer, mas, ao final do encontro, abriu sua

agenda e confirmou sua presença conosco. Era a graça de Deus se manifestando. Então, veio a primeira confirmação de que estávamos no caminho certo. O frei partilhou que meses antes havia acolhido e restaurado uma imagem quebrada, era de Nossa Senhora de Lourdes, mesmo sem entender o porquê. Algo já estava sendo preparado.

Mas o sinal definitivo veio em 11 de fevereiro de 2025, dia de Nossa Senhora de Lourdes. Uma equipista nos procurou e insistiu em nos visitar, ao nos encontrar, entregou uma medalha, que era de Nossa Senhora de Lourdes. Disse que a havia guardado por inspiração desde o ano anterior quando esteve em Lourdes e que, naquele dia, durante a oração, sentiu que deveria nos entregar, mesmo não entendendo o motivo, mas nos disse que Nossa Senhora lhe revelou, que nós sabíamos o motivo.

Naquele momento, compreendemos: Nossa Senhora sempre esteve conosco. Nunca foi rejeição, mas condução, cuidado e confirmação do nosso servir. Foi um dia muito marcante de nossas vidas. A resposta de Deus veio pelas mãos de Maria. Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.

Débora e Rodrigo CRS Vitória A - ES Província Leste I

Apaixonados cada vez mais pelo Movimento

Quando nos casamos não tínhamos o costume de ir à igreja todos os domingos para participarmos da missa. Foi através de um convite para conhecermos as Equipes de Nossa Senhora que nos despertou para a importância de sempre irmos à igreja agradecer ao Senhor.

Começamos a Experiência Comunitária e sempre reclamávamos quando era dia de reunião, pois como trabalhávamos em shopping e só tínhamos o domingo para descansar e ainda teríamos que ir à reunião, sempre que voltávamos da reunião ficávamos na expectativa de quando seria a próxima. Dessa mesma forma seguimos na Pilotagem. Quando fomos escolhidos

Casal Responsável de Equipe foi que sentimos a importância dos Pontos Concretos de Esforço em nossas vidas.

E assim chegou a primeira missão fora da equipe de base, ser Casal Ligação.

A partir dessa nova visão foi que nos apaixonamos cada vez mais pelo Movimento. Somente aceitamos a missão porque rezávamos o Ângelus e no momento que a oração dizía: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa vontade”, entendíamos que isso também era conosco. O tempo foi passando e as missões chegando, e assim vimos a importância da vivência dos Pontos Concretos de Esforço em nossas vidas como também a importância de estar sempre em aprendizagem com os documentos do Movimento. E as missões não pararam de aparecer.

Após terminarmos a missão de Casal Ligação, convidaram-nos para a missão

de Casal Apoio do Setor para Tesouraria e Secretaria, onde tivemos a oportunidade de conhecer cada casal do nosso Setor e vivenciar a maravilha que é o nosso Movimento, onde podemos compartilhar nossas experiências. Na missão de Casal Responsável de Setor, aprendemos o significado de “amar mais” aos nossos irmãos e ao Movimento. Após esta missão, foi nos confiada a missão de Casal Experiência Comunitária. Assim podemos vivenciar com emoção o despertar dos novos casais para a beleza do matrimônio. Cada missão é uma Graça que o Senhor nos confia. Hoje, estamos na missão de Casal Responsável de Região e só temos a agradecer a Deus por todas essas missões que Ele nos confiou, pois a cada uma delas nos colocamos em suas mãos. Tudo isso só foi possível acontecer em nossas vidas graças aos Pontos Concretos de Esforço, principalmente a escuta da Palavra e a Meditação diária, onde sempre buscamos vivência no dia a dia. Gratidão ao Senhor pelas missões que nos confiou.

Kátia e Ivan CRR Alagoas Província Nordeste II

Três gerações: a herança de amor e fé

Sempre olhei para o casamento dos meus pais como o horizonte da minha própria vida matrimonial. Quando iniciei minha jornada ao lado da minha esposa, trazia comigo a imagem daquele amor sereno, claro e profundamente enraizado em Deus.

Na minha simplicidade, acreditava que essa era a fórmula completa para um matrimônio feliz. No entanto, o Senhor sempre tem novos degraus de intimidade reservados para aqueles que O buscam.

Há mais de 40 anos, meus pais conheceram o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. O que já era belo tornou-se extraordinário. Vi, diante dos meus olhos, o amor deles se renovar; eles se apaixonaram ainda mais um pelo outro e por Cristo. Percebi que o matrimônio não era apenas um estado de vida, mas um caminho de santificação contínua que podia ser “melhor ainda”.

Inspirados por esse testemunho, quando eles nos apresentaram o Movimento, nosso “sim” foi imediato. Embora já tivéssemos uma caminhada cristã, o ser equipista nos abriu os olhos para a presença nítida de Deus no cotidiano.

Nesse processo de conversão, compreendi profundamente as palavras do meu pai: que, sem o auxílio das ferramentas do Movimento, eu estaria perdendo a chance de me apaixonar todos os dias pela minha esposa e pela nossa família. O exemplo deles foi tão forte que não alcançou apenas a mim; meu irmão e sua esposa também se tornaram

equipistas, bebendo da mesma fonte de espiritualidade.

Hoje, contemplo com gratidão a longevidade desse amor. Meus pais, ele com 97 anos e ela com 90, estão prestes a completar 70 anos de casados. São 70 anos de um “sim” renovado diariamente. Mesmo com a fragilidade da idade avançada, seguem como equipistas, missionários do amor, arrastando as novas gerações com o peso de um testemunho vivo.

A prova de que a graça de Deus é transbordante está na terceira geração: nossa filha e genro acabam de ingressar numa Experiência Comunitária. Como ela mesma costuma dizer com carinho, sempre foi uma “equipista por tabela”, pois cresceu respirando esse carisma; só precisava casar-se para oficializar sua caminhada.

É emocionante ver como algo tão maravilhoso e sagrado passa de geração em geração. Hoje somos três casais, três famílias unidas por um mesmo ideal. Olho para trás e para o futuro com a mesma certeza: o Senhor fez em nós maravilhas. Que o Espírito Santo continue conduzindo nossa linhagem, para que cada nova geração que surgir continue a se apaixonar diariamente, sob o manto de Nossa Senhora.

Cátia e Júlio César

CRR Rio III

Província Leste I

Desde os tempos de namoro...

Nós namoramos por 5 anos e temos 8 anos de casados. São 13 anos juntos. E podemos dizer que o Movimento das Equipes de Nossa Senhora faz parte da nossa caminhada como casal desde o início.

Desde nosso namoro, meus pais já faziam parte do Movimento e presenciamos a relação deles mudando a cada dia. Vimos como eles melhoraram a forma de falar um com o outro, a forma de resolverem os conflitos e, principalmente, como se tornavam cada vez mais um casal orante. Quando nos casamos, tivemos que nos mudar para outra cidade por conta do trabalho. E dentre tantas coisas que tínhamos que organizar para preparar nosso casamento, as ENS não ficaram de fora desse planejamento. Pedimos aos meus pais que fizessem a ponte entre nós e as equipes na região e setor de nossa nova cidade.

Assim que nos casamos e mudamos, começamos nossa Experiência Comunitária com ainda dois meses de casados. Isso fez total diferença para o nosso matrimônio. Além de termos nossa Equipe e o Casal Experiência Comunitária como uma família em uma cidade em que não conhecíamos ninguém, nós também já podíamos, desde o início, vivenciar os PCEs que tanto nos ajudaram em momentos de dificuldades. Há um ano, nos mudamos de volta para a cidade onde crescemos e nos conhecemos, e decidimos não sair do Movimento por isso. Fomos transferidos de Região, Setor e Equipe. E foi uma decisão acertada!

Nunca esqueceremos da nossa antiga Equipe que presenciou nosso início de casamento e esteve presente em momentos que precisamos de tanta ajuda.

E hoje estamos muito felizes em nossa nova Equipe e em nosso novo setor. Nos sentimos acolhidos e pertencentes desde o início. Vemos o quanto crescemos como casal e na vivência de tudo aquilo que o Movimento nos propõe. Nosso atual Casal Responsável de Setor nos enche de ânimo, nossa nova Equipe nos sustenta, e viver o Movimento junto de nossa família tem um novo sabor. Não sabíamos que ainda era possível, mas o nosso olhar de amor pelo Movimento cresceu mais ainda.

Temos três filhos, uma de 7 anos, um de 5 anos, e um que cresce em meu ventre. E, assim como nós presenciamos meus pais vivendo a vida em casal e em equipe desde o nosso namoro, nossos filhos veem os pais, os avós e os primos buscando uma vida de santidade através do sacramento do matrimônio com o grande auxílio da pedagogia das Equipes de Nossa Senhora.

Um caminho de santidade que o Venerável Henri Caffarel nos deixou com muito amor!

Dayane e Jonathan Gois
ENS da Imaculada Conceição Rio de Janeiro/RJ Província Leste I

O desafio de ler a Bíblia em um ano (projeto +365)

Ler a Bíblia toda é o desejo de muitos cristãos. Há alguns anos, concluí este desafio guiada pelo Pe. Sérgio Luiz e Silva. Embora o plano fosse de um ano, levei três e senti que muita coisa havia “passado batido”. Faltavam-me as correlações que só um olhar amadurecido pela fé alcança. No início de 2026, o chamado para recomeçar veio via WhatsApp: as Equipes Jovens de Nossa Senhora (EJNS) abraçaram o projeto +365. A proposta era audaciosa: ler a Bíblia em um ano, do Gênesis ao Apocalipse, permitindo que a Palavra desse novo sentido à nossa própria história.

O podcast +365, uma iniciativa das EJNS de Portugal, sugere diariamente dois capítulos de um livro e mais um salmo. São cerca de 20 minutos diários que eu me organizo no final do dia, acessando pelo Spotify. Gosto de acompanhar com a minha Bíblia na mão; o confronto entre as diferentes traduções me permite compreender termos e passagens que, em uma leitura isolada, passariam despercebidos. O locutor Francisco Mendes, assim como os padres, têm o seu sotaque de Portugal. Mas nada fica sem compreensão. O locutor é muito bom e torna leves até os nomes e lugares mais complexos. Ao final, um padre, que se orgulha em dizer que faz parte das EJNS, faz seus comentários. É maravilhoso perceber as correlações que ele faz entre o texto do Antigo Testamento e o Novo Testamento, trazendo a Palavra para o nosso cotidiano. Atualmente,

eu estou no episódio 92, em Juízes (o podcast já está no 97). Muitas foram as vezes que refleti sobre a enorme fé de alguns personagens do Antigo Egito, vivendo como escravos em condições terríveis, mas clamando a Deus e confiando que Ele mandaria um Libertador. Esse aprendizado renova minha certeza: precisamos alimentar a fé diariamente para não nos afastarmos do Deus que, através das gerações, nunca nos abandonou.

Eu estou aprendendo demais com o +365. Os textos diários se entrelaçam e os padres nos ajudam a perceber estas relações. É este o diferencial entre outras formas de ler a Bíblia, que eu tive contato.

Eu sempre me orgulhei muito das Equipes de Nossa Senhora, e acompanhar o sucesso deste podcast criado pela EJNS me deixa muito mais orgulhosa em pertencer a um Movimento tão completo que ajuda tantas pessoas diferentes, tantos casais e jovens a viver tão bem a sua fé.

Ao final, depois de uma pequena oração conclusiva, rezamos, todos os dias, a oração Magnificat.

É uma bênção! Obrigada, Venerável Padre Henri Caffarel por tão belos frutos. Obrigada.

Susie e Paulo ENS de Lourdes Rio de Janeiro/RJ Província Leste I

Unidos e reunidos por um mesmo ideal...

Somos casados há 20 anos e estamos nas Equipes de Nossa Senhora há 20 anos — ou melhor, acreditamos que desde antes do nosso casamento. Os pais do Léo já eram equipistas e nos encantava ver casais reunidos, unidos por um mesmo ideal. Após oito anos de namoro, em 2005, nasceu nossa filha mais velha e fomos convidados a participar da Experiência Comunitária que se iniciava em nosso estado com a expansão do Movimento. Inicialmente não aceitamos, pois ainda não tínhamos o sacramento do matrimônio. Mas Deus tinha outros planos para nós e, em menos de um ano, nos casamos e entramos no Movimento. Acreditamos que o nosso casamento é um pequeno milagre do Padre Caffarel, e quem nos conhece há mais tempo pode testemunhar isso. O Léo brinca dizendo que, se não fossem as Equipes, “não sei não”, pois a vivência dos Pontos Concretos de Esforço, a Mística e Carisma do Movimento sustentam nossa união e nos ajudam a seguir. O ponto alto da nossa vida de equipista é o Ponto Concreto de Esforço: Regra de Vida. Ela nos guia, nos disciplina, nos ensina a olhar para o outro com mais misericórdia e, aos poucos, vai nos transformando. Dia a dia escolhemos um ao outro, escolhemos estar juntos e testemunhar que a vida de casado vale a pena. Lembramos como se fosse hoje o momento em que criamos nossa primeira Regra de Vida: foi por meio de outro PCE, um belíssimo Dever de Sentar-se, feito a três, com muita oração, carinho,

respeito, escuta e amor. Foi um momento de entrega em que nos permitimos ser conduzidos por Deus. A partir dali, entendemos, com o coração, o quanto o Movimento é perfeito — tudo está conectado. A Regra de Vida nos ensina que, se não está tudo bem para um dos cônjuges, não pode estar tudo bem. Nela, encontramos sabedoria para entender que não somos perfeitos, mas que precisamos nos esforçar para ser o melhor um para o outro. Percebemos que podemos nos modificar para crescer no amor, juntos. Cada um de nós tem a sua e percebemos o quanto precisamos dela. Não temos vergonha de reconhecer nossas fragilidades, de voltar atrás e recomeçar sempre que preciso. Damos graças a Deus pelas ferramentas e pelos exemplos que o Movimento nos oferece. Hoje, compreendendo melhor esse chamado, sabemos que nossa meta é caminhar juntos rumo à santidade. Nem mais, nem menos. Seguimos confiantes de que Deus conduz nossa história, sustentando nosso amor nas pequenas escolhas de cada dia e nos lembrando que o verdadeiro milagre do casamento não está na ausência de dificuldades, mas na decisão diária de nunca desistir de amar. Com carinho.

Alessandra e Leonardo Zamborlini ENS do Carmo Vitória/ES Província Leste I

Caminho de santidade no matrimônio, por meio dos PCEs – Inspiração divina do Pe. Henri Caffarel

Em 23 anos de matrimônio, sendo 16 vividos nas Equipes de Nossa Senhora, nossa história se reveste, a cada dia, de mais bênçãos e graças. Podemos afirmar, com sabedoria, que somente após ingressarmos no Movimento conseguimos compreender o verdadeiro sentido do sacramento do matrimônio, aprendendo a buscar constantemente um caminho de santidade. No início, não entendíamos bem cada item nem o que propunham para nós, enquanto cristãos casados. Também não lhes dávamos a devida importância, pois os víamos apenas como uma cobrança mensal a ser cumprida criteriosamente. Com o passar do tempo, ao ouvirmos as coparticipações de nossos irmãos equipistas, percebemos algo diferente acontecendo na vida deles, o que nos deixava inquietos. Havia em nós um fervor, um desejo de mergulhar em águas mais profundas. Contudo, isso só se concretizou quando assumimos a missão de Casal Ligação, momento em que fomos despertados para sair da zona de conforto. Assim, aos poucos, fomos introduzindo a Escuta e a Meditação da Palavra, colocando-nos diante de Deus para refletir sobre o que Ele queria nos dizer. E quantas respostas surgiam a partir das leituras bíblicas! Sentíamos a presença de Cristo em nós e em nossas decisões. Essa atitude foi despertando, em nosso matrimônio, uma mudança de vida para dar-lhe mais sustentação. Sem perceber, nascia nossa Regra de Vida.

O chamado continuou, desta vez como Casal responsável do Setor. Não demos um “sim” fervoroso como Maria, mas aceitamos. Sabíamos, porém, da necessidade de maior sintonia com Deus e passamos a viver a Oração Conjugal. Entretanto, não podemos deixar de falar do Retiro anual, um dos Pontos Concretos de Esforço essenciais para a vivência da Espiritualidade Conjugal. Nele, sentimos de modo particular o propósito de Deus em nossa vida e vivenciamos com autenticidade seus direcionamentos. Nesse ambiente, realizamos o Dever de Sentar-se com maior intensidade. Hoje, mais maduros, entendemos e acolhemos os propósitos de Deus para nossa vida conjugal. Sabemos ser um caminho exigente, mas, quando colocamos amor, doação e oração, as graças alcançam nosso matrimônio, pois isso exige esforço diário e contínuo. Somos chamados a sair sempre da superficialidade, enfrentando o comodismo e dizendo, como Maria, de forma fervorosa: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Cristo nos chama pelo nome, certos de que, permanecendo fiéis a esse caminho, continuaremos sendo conduzidos pelas suas mãos rumo a um amor cada vez mais pleno, maduro e santo.

Mônica e Ângelo

CRR SE-I Província Nordeste II

Pontos Concretos de Esforço para melhorar nossas virtudes

Ainda é um desafio para nós cumprir todos os PCE, mas o Movimento das ENS nos motiva a fazê-los, não para mero cumprimento, mas para nosso próprio crescimento na Espiritualidade Conjugal. Temos praticado com o objetivo de crescer nas virtudes, queremos fazer para melhorarmos, não para continuarmos as mesmas pessoas. Na Escuta e Meditação da Palavra, Deus nos mostra o que devemos melhorar de pouco a pouco, a Oração Conjugal no final do dia é uma forma de agradecer por tudo o que vivemos ao longo dele, a Regra de Vida nos ajuda a corrigir o que precisamos, através de uma meta, o Dever de Sentar-se é o nosso momento de diálogo a três, e, por fim, o Retiro,

para nós, é uma data imperdível, pois sabemos o quão valioso é.

Estar no Movimento e praticar os PCEs é não deixar o tempo da graça passar, pois vivendo-os colheremos os frutos, por isso vale a pena nosso esforço e docilidade para se abrir a esses pontos. Afinal, o que esses anos todos de caminhada cristã mudaram em nós? Adiar a prática dos PCEs é adiar a nossa conversão.

Diennifer e Lorran

ENS da Divina Providência

Rio de Janeiro/RJ

Província Leste I

EQUIPISTAS E A CARTA

Carta Mensal 569 (pág. 27):

“Um bem muito precioso”

Jesus, por meio do Pe. Adenilton, situa-nos no tempo da graça, uma vez que “as coisas não seriam como antes” se insistíssemos em nosso jeito. Só pela procura assídua da Vontade de Deus, da ação do Espírito Santo, ocorre a libertação das atitudes antigas, temos nossas vidas curadas e restauradas. Somos chamados à perfeição como a do Pai, mas segundo a misericórdia e a busca Dele e não por nossas próprias (e supostas) capacidades.

Lua e Sol CRR PE-IV

Província Nordeste II

Dever de Sentar-se: uma prática esquecida que pode renovar o vosso lar

“Cristo, no capítulo 14 de São Lucas, convida seus ouvintes à prática do Dever de Sentar-se. Hoje, num mundo de ritmo frenético, nunca foi tão necessário resgatar esse dever esquecido.”

Com essa afirmação, Padre Henri Caffarel toca uma ferida silenciosa da vida conjugal. Ele observa que muitos casais cristãos são fiéis à oração, à missa e aos sacramentos, mas negligenciam algo igualmente necessário: parar para olhar a própria vida. Por isso afirma, sem rodeios, que “os melhores esposos cristãos, aqueles que nunca faltam ao dever de se ajoelhar, infringem muitas vezes o Dever de Sentar-se”. Ajoelhar-se é voltar-se para Deus. Sentar-se é voltar-se um para o outro e para a obra que estão construindo juntos. Os dois gestos não se opõem; completam-se. Sem reflexão, até mesmo a vida espiritual corre o risco de perder sua encarnação concreta no cotidiano.

Para explicar sua proposta, Padre Caffarel utiliza a imagem da construção de uma casa. Antes de iniciar uma obra, faz-se um projeto, calculam-se os recursos, definem-se os objetivos. Assim também acontece com os noivos. Eles sonham, planejam, conversam, discernem. Há um ideal que ilumina o futuro. Chegam os filhos, o trabalho, as contas, as preocupações, o cansaço. E, pouco a pouco, aquilo que era essencial vai sendo adiado. É então que Padre Caffarel adverte: “Mas, depois que vos metestes ao trabalho, deixastes

de reservar um momento para, juntos, examinardes o caminho percorrido, reencontrardes o ideal que vos uniu e consultardes o Mestre da obra.”

A consequência não costuma aparecer de forma dramática. Ela se instala lentamente, segundo o fundador das Equipes de Nossa Senhora: “No lar onde não se toma tempo para a reflexão, introduz-se na maioria das vezes e instala-se insidiosamente a desordem material e moral.” A palavra é precisa: insidiosamente. Quase nunca os casais se afastam por uma única grande crise. Na maioria das vezes, a distância cresce aos poucos. A rotina ocupa o lugar da atenção. Os gestos tornam-se automáticos. As conversas reduzem-se aos assuntos práticos. Pequenas frustrações permanecem guardadas. A união começa a apresentar fissuras invisíveis. E o mais preocupante é que os próprios esposos frequentemente são os últimos a perceber. Por isso, Pe. Caffarel propõe algo extremamente simples: marcar um encontro consigo mesmos: “Tomai vossa agenda e, como se aí anotásseis um concerto ou uma visita, marcai um encontro convosco mesmos.” Duas ou três horas. Protegidas. Sem interrupções. Sem desculpas. Não se trata de

uma reunião administrativa nem de um momento para resolver problemas domésticos. Trata-se de criar um espaço para reencontrar a própria vocação matrimonial.

Pe. Caffarel sugere um caminho concreto: desacelerar, sair da rotina, fazer uma leitura espiritual, rezar juntos e, sobretudo, conversar. Conversar de verdade. Partilhar pensamentos, inquietações, alegrias e preocupações que raramente encontram lugar no ritmo acelerado dos dias. Dizer aquilo que ficou guardado no coração. Porque, como ele recorda, existem “silêncios inimigos do amor”. Somente depois disso vem o momento de olhar para a realidade do casal: “Fazei uma peregrinação às fontes do vosso amor.” Não é um convite à nostalgia, mas à renovação. Voltar às fontes para recuperar a inspiração inicial. Relembrar aquilo que os uniu. Redescobrir o sentido da caminhada. Então, com sinceridade e serenidade, confrontar o ideal com a realidade: o que precisa ser corrigido? O que

precisa ser fortalecido? O que precisa ser curado? O que precisa renascer? E Padre Caffarel amplia ainda mais o horizonte. Sugere que os esposos reservem alguns momentos para olhar para cada filho diante de Deus, pedindo a graça de vê-los com os olhos do Pai e conduzi-los segundo seus desígnios. No fundo, o Dever de Sentar-se não é uma técnica nem um método. É uma atitude espiritual. É a decisão de não deixar o amor à mercê da rotina. É a coragem de interromper a marcha para verificar a direção. Porque casais construtores prudentes, de tempos em tempos, param diante da obra e se perguntam: Estamos construindo a casa que sonhamos? E, mais importante ainda: Estamos construindo a casa que Deus sonhou para nós?

Padre Antônio Cesar Torres
SCE Carta Mensal

19 maio 2026

10 julho 2026

15 julho 2026

2 maio 2026

26 maio 2026

7 julho 2026

1 junho 2026

BODAS DE PRATA

Marcia e Adriano

ENS Rainha da Paz

Pocinhos/PB

Província Nordeste I

Adriana e Nivaldo

ENS de Fátima

Canápolis/MG

Província Leste II

Janciely e Alysson

ENS dos Aflitos

Parelhas/RN

Província Nordeste I

Karla e Guilherme

ENS dos Anjos

Fortaleza/CE

Província Nordeste I

Ana Paula e Aristides

ENS de Fátima

Tianguá/CE

Província Nordeste I

Elaine e Alexandre

ENS Aparecida

São José dos Campos/SP

Província Sul I

ENS Desatadora dos Nós

Rio Grande do Norte/RN

Província Nordeste I

18 junho 2026

10 julho 2026

BODAS DE OURO

Roseli e Dias

ENS do Perpétuo Socorro

Quixadá/CE

Província Nordeste I

55 anos da Equipe

ENS Rainha de Todos os Povos

São Paulo/SP

Província Sul II

VOLTA AO PAI

João Augusto Pezzuto

28/06/2026

SCE ENS de Lourdes

Valinhos/SP

Província Sul II

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ENS - Carta Mensal 572 - Julho/Agosto 2026 by ENS Equipes de Nossa Senhora - Issuu