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ENS - Carta Mensal 1968-3B - Maio

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feitoria!, o.

late silêncio acêrca de Deus ... Par• a sua biblioteca, p. 4 P.ulo VI fala, p. 5 Diólogo religioso, p. 8 Testemunhos, p. 11 Os 4 caracteres do diálogo, p. 14 Oração para a próxima reunião, p. 16

Suplemento : Uma palavra da ECIR, p. I

O que vai pelas equipes, . 111 Vida do Movimeno, . VIl Calendório Posição das Equipes no Brasil, IX


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Áv; Rebouças, 2729 São P au~ 9 - SP

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EDITORIAL ~STE

SIL~NCIO

AC~RCA

DE

DEUS ...

tste texto é o início de uma cronde conferência pronunciado pelo Pe. Dorrlelou, no Encontro ~ Responsóvels de Equipe, em Paris, nos dias 21 de outubro e 4 de novembro do ano findo.

"Por quê abordar êste assunto em Encontros como êste?" Respondo primeiramente que se fala sempre de boa vontade acêrca daquilo que amamos e que, se temos o coração cheio de Deus, é sempre uma alegria falar e meditar n'Eie . Mas há outra razão, cheia de atualidade: esta realidade de Deus é hoje, ao redor de nós, largamente discutida . Vivemos num mundo impregnado de ateísmo, sob as mais diferentes formas . E pode accntecer que nás mesmos, mais ou menos subtilmente, progressivamente, fiquemos impregnados dêste espírito. Há uma crise do sentido de Deus fára da Igreja, mas temos de reo::onhecer que o mesmo se observa no interior da Igreja. Foi esta a razão que levou o Soberano Pontífice a afirmar, em 13 de maio passado, quando de sua viagem a Fátima, que hoje em dia havia dois problemas essenciais : a paz e a fé . E penso que, ao dizê-lo, Sua Santidade tocava realmente em dois pontos vitais no mundo de hoje. A humanidade está ameaçada no seu corpo - eis o problema da paz : os meios de destruição postos à disposição dos homens de hoje podem aniquilar fisicamente a humanidade. Mas a humanidade está também ameaçada na sua alma : esta vida do espírito, que é o conhecimento e o amor de Deus, está profundamente ameaçada . Eis porque Paulo VI quis que a festa dos San-

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tos Apóstolos Pedro e Paulo, no dia 29 de junho, marcasse o início de uma ano consagrado mais particularmente à fé. Ao redor de nós, no mundo em que vivemos, existe a respei. to de Deus uma espécie de silêncio . Tal silêncio, temos o dever de rompê-lo; é Deus que temos de voltar a incluir nas nossas vidas, no nosso dia a dia, na nossa sociedade - e isto correspon · de a uma necessidade particularmente atual e urgente . Um grande teólogo dos primeiros séculos cristãos dizia que é sempre difícil falar de Deus. Na verdade, quando se trata de falar de que é a maravilha por excelência, sentimos quanto as nossas pobres palavras são tràgicamente deficientes. No entanto, ter de falar de Deus, faz parte da condição do cristão e, mais particularmente, da do padre, porque o mandamento de Deus é formal. Poderemos perceber o que é esta realidade de Deus se, em primeiro lugar, nos esforçarmos por compreender até que ponto o mundo em que vivemos apresenta uma espécie de inversão de valo res. Só Deus é absolutamente real: é a Fonte, o Fundo, o Ab is mo de tôda a realidade. Entretanto, se observarmos o mundo que nos cerca, se nos observarmos a nós mesmos, veremos como os homens dã o importância ao que não a tem e não a dão àquilo que rea lmente a tem . Eu diria que, de certo modo, é isso que constitui o pecado por excelência do mundo: esta inversão de valores que faz com que os homens se preocupem tanto com o que os toca, os seus prazeres, ambições, ansiedades e que sejam de tal modo indiferentes ao que é supremamente, soberanamente real, isto é, à plenitude de Deus na qual estamos mergulhados. Pode-se dizer que existe nisto, principalmente, uma espécie de falta de julgamento fundamental.

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Ser inteligente não significa, como julgam muitos homens de nossos dias, ter as faculdades intelectuais muito desenvolvida>; ser inteligente é conhecer a realidade tal qual é. Nêste sentido, pode-se dizer que nos deixamos impressionar demasiado pelos supostos inteligentes dêste mundo, pelos sábios dêste mundo, por todos aquêles que, graças aos seus dons intelectuais, exercem embora possam ser prosôbre nós um prestígio especial fundamente faltos de inteligencia, na medida em que a sua visão das coisas fôr uma visão contrária à realidade. Cristo disse: "Graças te dou, ó Pai, porque escondeste estas. coisas aos sábios e aos prudentes e M revelaste aos pequeninos". Há muito mais inteligência, no verdadeiro sentido da palavra, numa pobre mulher sem cultura que, no fundo de uma igreja de aldeia, reza o terço e pede pelos seus, do que nos sofistas dêste mundo que negam Deus, embora sejam brilhantes nos seus pensamentos e nas suas palavras. É a Bíblia que o declara: O insensato dix no seu cora-ção: Não há Deus". Quis primeiro sublinhar êste ponto, porque existe hoje em dia o preconceito de que as pessoas inteligentes são atéias e as que continuam a ser religiosas, estão mais ou menos atrasadas no plano da inteligência.

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~ um dêstes preconceitos estúpidos que, frequentemente, nos impressionam e que abalam os nossos jovens quando lêem os escritores ou filósofos contemporâneos. Devemos protestar contra isto com tôdas as nossas fôrças: Deus que nos deu a inteligência para O conhecermos, sabe muito bem que esta inteligência se realiza quando O reconhecemos por aquilo que ~le é e lhe damos de novo o seu lugar na escala de valores. Deus é o primeiro a existir e, portanto, o primeiro a ser amado e servido.

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DANIELOU s.j.


PARA SUA BIBLI OTECA A PALAVRA DE DEU S Georges Auzou Ed. Duas Cidades A Bíblia ocupa um lugar considerável na história do mund:> e na vida dos homens. Sua importância é absolutamente excepcio. nal, partil..ularmente para o cristão que nela vê a Palavra de Deus. A atual geração cristã bem o compreendeu e vê-se com satis· fação o interesse cada vez maior pela leitura da Sagrada Escritura, Antigo e Novo Testamento. Essa leitura, entretanto, oferece dificuldades. Uma iniciação se faz muitas vêzes necessária par<~ a compreensão do mistério nela contido. O livro de G. Azou quer ser justamente esta iniciação, ao mesmo tempo que uma introdução ao mistério da Sagrada Escritura. O A. se propõe ajudar os que querem compreender cada vez melhor a Bíblia e êle o faz numa linguagem acessível e séria, introduzindo o leitor com segurança no mundo bíblico e tornando-o apto a melhor compreender o longo trajeto aa Revelação d:vina e a receber com mais clareza a Palavra de Deus. Outras publicações recentes que recomendamos por seu va lor e pela sua atualidade : Roger Schutz Una nimidade no pluralismo O A., prior da conhecida comunidade de Taizé, numa linguagem vigorosa e profunda, elucida com clareza o problema que o título aponta. Fr. Francisco de Arau jo - Dinâm ica existencial da conversão Este livro se destina, de maneira especial, para aquê les que desejam uma fundamentação filosófica e teológica para o seu engajamento na realidade brasileira. A.A. Andery - À proc ura do espírito conciliar Nêste pequeno e substancial volume, o A. mostra qual é o espíri to que preside tôda esta renovação que o Concílio veio despertar na Igreja.

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PAULO VI FALA A 3.000 PARTICIPANTES

Extraldo do Discurso do Santo Padre, no Co.ngresso do Apostolado dos Leigos, em Roma, outubro de 1967

Como vêdes, a Igreja reconhece (pois) o leigo, não apenas como fiel, mas como apóstolo. E abrindo perante êle um campo quase ilimitado dirige-lhe confiante o convite da parábola evangélica: "Ide võs também, trabalhar na minha vinha" (Mt. 20, 4). l!:ste trabalho será múltiplo e variado. O Decreto Conclliar sõbre o Apostolado dos Leigos, depois de ter, por sua vez, estabelecido com firmeza o principio de que "a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostola.do", consagra dois capítulos inteiros a detalhar rs " \'ád cs cP.mpo.:; '' e os "vários modos" dêste apostolado. :ll:stes textos, com certeza, vos são familiares. Seja suficiente tê-los mencionado, para reforçar nas vossas almas, queridos Filhos e Filhas, a certeza inabalável da realidade do apêlo que a Igreja vos dirige nêstes meados do século vinte e da confiança que em vós deposita; da amplitude das responsabilidades que vos convida a assumir para levar o Reino de Cristo a progredir entre os vossos irmãos, para que sejais plenamente, como vos convida o tema do vosso Congresso, "o povo de Deus no itinerário dos homens". A diversidade dos ministérios

AqUi surge uma objeção. Efectivamente, poder-se-ia dizer: se as tarefas apostólicas confiadas ao laicato são tão vastas, nii:> seria preciso admitir na Igreja, daqui para o futuro, duas hierar-

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quias paralelas como se dois organismos existindo um ao lado do outro assegurassem melhor a obra imensa de santificação e de salvação do mundo? Isso seria esquecer a estrutura da Igreja tal como Cristo a quis, com a variedade dos seus ministérios. 'e certo que o Povo de Deus, cumulando de graças e de dons e marchando no caminho da salvação, apresenta um espetáculo magnífico. Significará isto que o Povo de Deus é por sf mesmo o seu próprio intérprete da Palavra de Deus c o ministro da graça divina.? Que pode elaborar um ensino e diretivas em matéria religiosa,

abstraindo da fé que a Igreja professa com autoridade? Ou que se pode afastar à vontade da trad!ção ou emancipar-se da autoridade do Magistério? Uma única hierarquia

O absurdo destas suposições é suficiente para mostrar como é falso o fundamento das objeções. De resto, o Decreto sôbre o Apotolado dos Leigos teve a preocupação de recordar que "Cristo confiou aos Apostolos e seus sucessores, a missão de ensinar, santificar e governar em Seu nome e em virtude de Seu poder" (n.o 2) . Ningtiém pode, certamente, perder de vista que o instrumento normal da execução do plano divino é a Hierarquia, ou que, na igreja, a eficácia está na proporção da adesão de cada um àqueles que Cristo "estabeleceu como vigilantes para apascentar o rebanho do Senhor" (cf Atos, 20, 28), Todo aquêle que pretendesse agir sem a Hierarquia ou contra ela, no campo do Pai de família, poderia comparar-se ao ramo que definha porque não está mais em comunicação com a cepa donde lhe provém a seiva. A história o demonstra: quem assim se conduz é como uma gota de água que se separa da corrente e acaba por se perder miseràvelmentp na areia ...

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Re-sacralizar o mundo I

O Concílio disse-o e redisse-o : os leigos "consagram o mundo a Deus", trabalham para a "santificação do mundo", para a "animação cristã do mundo ", o "saneamento das Instituições e das condições de vida no mundo " ; são estas as próprias expressões dos documentos conciliares. E que é tudo isto senão "re-sacrallzar " o mundo, fazendo que nêle penetre ou a êle volte êste sopro poderoso da fé em Deus e em Cristo, único que pode conduzir à verdadeira felicidade e à salvação? Espiritualidade e Apostolado

Terminamos, queridos f!lhos e filhas, com algumas palavras sôbre a esplritualidade que deve caracterizar a vossa atividade.

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Não sois eremitas retirados do mundo para melhor vos consagrardes a Deus. É no mundo, na própria ação, que vos deveis santificar. A espiritualidade que vos deverá inspirar terá portanto características próprias e o Concíllo não deixou de as ilustrar num longo parágrafo do Decretb sôbre o Apostolado dos Leigos (n.o 4). Bastará dizê-lo numa palavra : só a vossa união pessoal e profunda com Cristo garantirá a fecundidade do vosso apostolado, seja êle qual fôr. E Cristo, vós podeis encontrá-lo oa Escritura, na participação ativa tanto na liturgia da Palavra como na liturgia Eucaristlca. Podeis encontrá-lo na meditação pessoal e sllenclosa, que nada pode substituir para assegurar o contato da alma com o Deus vivo, fonte de tôda a graça. O compromisso do apostolado no melo do mundo, não destrói êstes pressupostos fundamentais de tõda esplritualidade. mas supõe-os; mais ainda, exige-os.

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Diálogo Religioso O primeiro dos textos abaixo foi-nos enviado per um Assistente belga. O seoundo é de um equipisto. Ajudem-nos, tcx»s vocês, o tocnor vivo e lnter~ssonte esta rubrico dq Corto Mensal.

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ATITUDE FUNDAMEI\ITAL

"Como olham vocês para os outros qual a agudeza, a profundidade de seu olhar interior? Para ajudá-los a examinar êste ponto, vou dar dois exemplos muito simples: O carteiro vem todos os dias à minha casa; estou senLado frente à escrivaninha; êle entra diretamente, deposita os jornais sõbre a mesinha que há na entrada e diz-me: "Bom dia, senhor Vigário". Se respondo apenas: "Bom dia, carteiro", sem me mover da escrivaninha, relego-o, pela forma oomo lhe digo bom dia, para o nfvel dos carteiros automàticamente permutáveis e anônimos que me trazem jornais e correspondência. Não há qualquer espécie de coutato, de comunicação. Mas êste carteiro é uma pessoa humana, eu o conheço. É José, aquele que mora lá longe, na rua X, e tem um filho que estuda no Colégio do bairro. É muito serviçal e não recusa um aperitivo quando vem logo antes do almoço. Se digo: "Bom dia, José", dou-lhe um caráter pessoal, tiro-o do anonimato. É José e sou então obrigado a me levantar. deixar a minha escrivaninha, dar com êle dois dedos de prosa. Mas posso ir bem mais além e ver em José, com um olhar de fé, o filho de Deus que é ou que é chamado a ser, o irmão de Jesus, o próprio Jesus. Assim, as poucas palavras que lhe dirijo, são cheias de respeito, de atenção e delicadeza. A qualidade do diálogo depende portanto, primeiramente de mim.

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O meu segundo exemplo será um teste que vocês poderão fazer no seu próprio íntimo. Estou fazendo uma conferência e suponhamo.s que estão no auditório. Examinem agora de que modo me olham no interior de sf mesmos e poderão verificar que isto condiciona a qualidade de atenção com que irão me ouvir . .Podem considerar-me como um homem, bastante alto, loiro, com voz mais ou menos a,.gradável, que é mais ou menos interessante. Esta á a primeira maneira como é possível encarar-me e que, na verdade, é bastante superficial. Podem também ver em mim o Assistente do Setor, encarregado de lhes falar sôbre um assunto importante, em nome do Setor e do Movimento. A atenção com que irão me ouvir já será mais viva. Podem finalmente encarar-me como um padre; é isto que eu sou e apenas isto que desejo ser; um padre que, em nome do Senhor, lhes dirige nêste dia de Deus, uma palavra que é Esplrito e Vida, uma palavra que será para vocês luz, fôrça e consolação. Então é a fé que os anima que está em jogo e só assim ser-lhes-á possivel dar-me a qualidade de atenção que se faz necessária. Pois bem. Têm vocês êste instinto espiritual que se chamA, Caridade ou Agape, êste reflexo profundo de ·respeito e atenção, ~e benevolência perante o homem que está na sua frente? É esta a atitude fundamental. magnetizada pe~ a fé, que permite abrir um diálogo religioso". DIÁLOGOS! NO GINÁSIO

"Foi no fim de u:n dia cansativo, depois de uma longa reunião com o.s pais dos alunos do ginásio onde ensino. o reitor vem ter comigo na hora da saída e começa a expor tôdas as suas dificuldades atuais e as que o esperam nêste inicio de ano letivo. Um nunca mais acabar. . . Como já conhecia a ladainha tôda e estava ansioso por chegar em casa, acabei por lhe dizer resumidamente: "Senhor Reitor, hoje foi para

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sí um dia longo e fatigante; fêz tudo o que podia. Pois bP.m, vá agora para casa, sossegue, não pense mais em tudo isto. Conhece a palavra de Cristo no Evangelho: "A cada àia basta a sua dor". Ela foi dita também para si. .. " Nessa altura o meu muito leigo chefe olhou para mim um pouco admi'!'ado, parecendo perplexo por alguns instantes ; depois apertou-me a mão e disse-me um "obrigado" muito sincero.

Na sala dos professores, estou sozinho com dois jovens colegas ... um dêles foi meu aluno e mantivemos relações amigáveis . :!!: um rapaz que não tem fé e o seu anticlericalismo manifestou-se por vezes no seu curso de história, através de observações de que alguns pais não gostaram. sua jovem espõsa é cristã e batizou os filhos na ausência do pai que não dá importancia . :!!: um homem de boa fé e a minha politica com êle é evitar os incidentes. Acaba de passar o último exame para se diplomar em história e pergunto-lhe as suas impressões. O assunto tinha sido Juliano, o Apé.stata. Explicou-me êle como, nessa ocasião, tinha feito o julgamento dos cristãos e eis-nos então - não me recordo mais como - empenhados numa conversa sôbre a fé, São Paulo. Cristo. Tento explicar-lhe o que é Cristo para nós cristãos. Pede-me então que lhe defina o Espirito Santo. Tento responder o melhor possível e termino a minha explicação improvisada com esta passagem do Discurso depois da Cela: "Se alguém me ama, meu Pai também o amará e nós viremos a êle, etc." além de algumas reflexões sôbre a graça, a meditaçã.o, a união com Deus. Por fim agradece-me, dizendo que são coisas que poderia ler nos livros, mas que é mais interessante ouvi-las da boca de alguém que conhec-e o assunto. Sem a orientação do ano sôbre o diálogo religioso, não teria certamente tido a coragem de sair de minha concha. E no entanto, é tão fácil aproveitar a ocasião". -10-

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TESTEMUNHOS

A ALEGRIA DE NOS AMARMOS

Temos muitas vezes ocas1ao de estar na companhia de jovens e de ter com eles verdadeiros contatos. Sentimo-nos felizes com isto, pois êstes encontros sempre nos enriquecem. Conversamos um dia com um grupo de estudantes e a palestra tomou o rumo do amor e do casamento. Vários desses jovens mostravam-se bastante reticentes em relação ao matrimônio, considerando-o sobretudo como um último recurso. Como nos mostrássemos admirados, êles nos responderam: "Ficar noivos ... de acôrdo, torna as pessoas felizes é evidente quando olhamOB para os seus rostos. Mas voltem a olhar para êstes mesmos noivos, três, cinco, dez anos depois. Certamente não dá vontade de fazer como êles! Se o sE-u amor lhes desse alegria, isto seria evidente, êles irradiariam a sua felicidade. Há algumas exceções, é certo, mas teriam dificuldade em nos apontar muitas pessoas casadas que nos dêm a impressão de sentirem-se profundamente felizes A alegria, transparece sempre: se ela existisse, sentir-se-ia. Não podem calcular como nós, os jovens, espiamos, observamos os casais" . E pus-me a pensar nesta frase do Senhor: "Disse-vos estas coisas para que a minha alegria fique em vós e para que a vossa alegria seja completa". Que fizemos nós então, nós casados, doote talento que nos foi conf ado, desta alegria de -11-


amar? Tendo assistido pouco depois a uma reuruao de equipe de jovens casais, da qual somos casal de ligação, pedimos aos equipistas que refletissem alguns minutos sobre o testemunho que podem dar, manüestando a alegria de seu amor a todos aqueles que os rodeiam e que os vêm viver. E quase todos reconheceram que, na verdade, em vez de mostrarem a sua alegria, falavam sobretudo das suas preocupações: moradia - fadiga devida aos filhos - trabalho do marido aborrecimentos diversos. No entanto, para nós casados, o primeiro apostolado não consistirá em dar a conhecer através de nós, esta alegria de um amor transfigurado pelo sacramento do matrimônio? PeClimos mui tas vêzes, na nossa oração, p:ua não ofer ~ c zr­ mos entrave a esta alegria que o Senhor quer transmitir através de nós. No Encontro dos Responsáveis de 1966, o Pe. Loew dizia: "Não sejais difusores de problemas e sim portadores de certezas, e nós acre.scentarlamos: "portadores da alegria de vosso amor" . Temos, aliás, a prova de que esta alegria é já um apostolado. Durante as férias recebemos sucessivamente, dois amigos de nosso filho; um amigo de colégio (19 anos) e outro, amigo de vizinhança (20 anos) . Não se conheciam um ao outro. Nós mesmos mal os conhecíamos. Não quisemos por isso, manter a oração familiar durante a sua estadia, para não parecer que a querlamos impôr. Recebêmo-los com grande sim'Plicidade, mostrando-noo tal qual s~;nos nOi·malmPntel. Eis o que um dêles nos escreveu depois : "Reconheço que agora compreendo muito melhor a atitude expansiva de X (nosso filho) , após ter vivido no ambiente acolhedor de sua fam1lia". E o outro, na carta de agradeci-

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mentos que nos escreveu, dizia; "Não calculam como rPgressei para minha casa modificado e como a irradiação familiar de seu lar se faz indiretamente sentir na minha família ". O fato de não termos tentado fazer a oração familiar durante aquêles dias, fêz com que êles estivessem ainda mais presentes na nossa oração conjugal. Parece-nos que esta alegria de amar, de testemunhar o nosso amor, é um dom de Deus. Como todos os dons, desenvolve-se dentro de nós na medida em que o pedimos ao Sen.' tor. Acrescentemos ainda que não devemos ter medo de mo%rar aos outros a alegria de nos amarmos, mesmo àqueles que sofreram alguma provação. Pensamos numa nossa amiga, viuva há. dois anos, que nos escreveu : "Obrigado pelo acolhimento único e reconfortante que sempre recebo em sua casa, que é, na verdade, um lar irradiando calor e luz e onde todos podem encontrar a felicidade. Dou graças ao Senhor por essa unidade" . E nossas amigas solteiras que vêm à nossa casa dizem-nos o quanto se sentem confortadas pelo acolhimento que lhes é feito por todos os membros da família. Gostaríamos de insistir para dizer que é através de nossa pobreza que Deus nos concede a alegria. Com efeito, temos um e outro poucos compromissos e temos rezado muito para pedir ao Senhor que nunca sejamos um obstáculo ao amor que, através de nós, quer levar aos outros. Com frequência, quando agimos por nós mesmos, inclusive para fins apostólicos, fracassamos. Devido a tais fracasses é que compreendemos que nos devemos voltar primeiramente para Deus, numa atitude silenciosa para o poder ouvir. Deus está então no centro de nossa ação e pode prolongá-la. -1 1


UM TEXTO DO PAPA

OS QUI=lTRO

Cl=lRI=lCT8R8S

DO

DIALOGO

Já que falamos tonto em diálogo, pensamos que os membros dos equipes apreciarão c leitura dêste extrato do Encíclica Ecclesla m Suam (de 6.8 . 1964). A te·celrc porte dE>sta encíclica, cem efeito, é dedicado co diálogo. Depois de mostrar o origem do diólogo 'no próprio Intenção de Deus" e dlZ..r de que maneiro as relações do Igreja e do mundo podem se exprimir sob a fo ·ma de um diálogo, Paulo VI apresento aqui os quatro ccrccte·es do diálogo, aplicando-os especialmente ao diáiOQo apostólico.

O diá logo é portanto um meio de exerce r a missão apostólica; é uma arte de comunicaç4o espiritual. Se us caracteres são os se· gu intes 1. A clareza antes de moais nada . O diálogo supõe e exige que os interlocutores se compreendam ; é ~ma transmissão do pensamento e um convite ao exercíc io das faculdades superiores do hom em; êste t ítulo seria suficiente para col.ocá - lo entre as mais nobres ma·nifestações da atividad e e da cultura humanas. Esta exigênc ia in icial é també m suficiente para despertar o nosso s êlo apostól ico e levar- nos a rever tôdas as formas de nossa ling uagem: é ela compreensível, é ela popular. é ela escolh 'da? 2. A mansidão é mais um dos caracteres do diálogo. ~ aquêle que o próprio Cristo nos propõe qu e aprendamos dêle : Colocai-vos na minha escola, pois sou manso e humilde de coração" (Mat. 11 ,29 ). O diálogo não é orgulhoso; não é agressivo; não é ofe nsivo. Sua autoridade -lh e vem do próprio interior, da verdade

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que expõe, da caridade que difunde, do IIJ{emplo que propõe; não é comando e não procede por imposição. O diálogo é pacífico; evita os modos violentos; é paciente; é generoso. 3 . A confiança é a outra característica. Confiança, tanto na virtude de sua própria palavra, quanto na capacidade de acolhida do interlocutor. Esta confiança provoca as confidências e a amizade; enlaça entre sí os espíritos na mútua adesão a um bem que exclui qualquer interêsse egoísta. 4 . A prudência pedagógica, por - fim , que teva em grande linha de conta ws condições psicológicas e morais de quem ouve (cf. Mat. 7 , 6 ) : conforme se trate de uma criança, de wn homem sem cultura ou sem preparo, desconfiado ou hostil. Procura também con-hecer ., sensibilidade do outro, leva a modificar ra:zoõvelmente a própria pessoa e os próprios modos Para não lhe ser nem desagradável nem incompreensível.

No diálogo assim conduzido, realiza-se a união da verdade e da caridade, da intefigênc:ia e do amor. Descobre-se no diálogo, como são diversos os caminhos que levam à luz da fé e como é possível fazê-los convergir para êste objetivo. Mesmo quando são divergentes, podem tornar-se complementares se levanmos nossas considerações para fora das sendas comuns e procurarmos aprofundar as investigações e renovar os modos de expressão. A dialét;ca dêsse exercíco de pensamento e cte paciência nos levará a descobrir eleme.~tos de verdade, também nas opiniões alheiws; obrigar-nos-á a exprimir com grande lealdade nosso ensinamento e será uma compensação pelo esfãrço empregado ao expô-lo às objeções e à lenta assimilação dos outros. Fará de nós sábios; fará de nós mestres.

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ORAÇÃO PARA A PRÓXIMA REUNIÃO

O mês de maio, tradicionalmente consagrado à Virgem San· tíssima, nos leva, êste ano, 3 voltar os olhos para a Ascençõo do Senhor. ~ o termo da vida terrena do Senhor, mas é também o coroamento da vida total de fé , pela qual o dom do Espírito nOs é prometido. Vida de fé, da qual Nossa Senhora é nosso modêlo e nosso guia: "Bemaventurada, tu que crê>.te ... "

TEXTO DE MEDITAÇÃO "Por Jesus Cristo meu Senhor, renunciei a rodas as coisas, para ganhar a Cristo. . . para conhecê-lo a ·!te, com o poder de sua ressurreição e a participação ~ seus sofrimento.; assemelhando-me à sua morte, a fim de poder, se possível, ressuscitar dentre os mortos ... Quanto a nós, somos concidadãos dos céus, donde também esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual trDnsformaró o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante a seu corpo. glorioso, com aquêle poder com que pode também sujeitar a sí tôdas as coisas.

ORAÇÃO LITúRGICA ~ verdadeiramente justo e digno, dar-vos graças em todo o tempo e lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo Nosso Senhor, Pois, após a sua ressurreição manifestou-se a todos os seus

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discípulos e se elevou ao céu, para nos fazer participar • sua divindade. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos. com os Tronos e 11 com todo o exército celeste, cantamos sem cessar um hino à vossa glória: Dom in~ões,

SAI-ITO, SANTO, SA:NTO, é o Senhor, Deus do univene Céus e terras estão cheios de vossa glória Hosana no mais alto dos céus -Bendito Aquêle que vem• em nome do Senhor Hosanw no ~~nais alto dos céus.

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SUPLEMENTO à Carta Mensal das Equipes No s5 a

de

Senhora

MAIO 1968

UMA PALAVRA DA EC IR Caros amigos Há livros que nos "obrigam" a pensar. Um dêles é o de Reger Schu ltz, prio r da comunidade de Taizé , na França e que aca ba de ser ed itado sob o título "Unanimidade na Pluralidade". Raras são as páginas que não nos levam a parar para refletir. Dentre elas, queremos deter-nos com vocês nesta frase simples e profunda : "A perseverança no ser, é mais importante para a criação comum, do que a perseverança no <11gir". 1: uma variante da conhecida expressão: O ser precede o agir. 1: prciso se r médico, antes de agir como médico. E é preciso que o médico persevere continuamente na sua formação, para poder cont inuar a agir com eficiência e responsa bildade. Para agir como cristão, é preciso ser cristão. E ser cristão, não é somente ser batizado; é também crêr e professar a doutrina de Cristo. As Equ ipes de Nossa Senhora foram ideadas para ajudar os casados a se rem cristãos, ajudando-os a perseverar no se r. Querem nos a judar a crêr, a robustecer a nossa fé, pelo conhecimento de Deus e de sua vontade , no estudo, pelo diálogo com Deus na ora -


ção. Ajudar a professar a doutrina, de Cristo que é, antes de o Evangelho, norma de vida do cristão. tudo, agir de acôrdo

ccr;..

Ora, a norma fundamenal do Evangelho é o Mandamento Novo do Amor : "Ama-vos uns aos outrOs como eu vos amei". É pOr isso que as E.N.S. fazem do amor mútuo, da fraternidade, do auxílio mútuo, a mística do Movimento. At~avés dos temas e das demais normas dos Estatutos, ao mesmo tempo que aprehdemos a amar a Deus, aprendemos também a melhor amar o nosso cônjuge, o mais próximo de nossos próximos. Aprendemos a melhor amar os nossos filhos, os nossos irmãos de equipe, os nossos irmãos na fé . .. A melhor ver em todo o nosso próximo um irmão, um filho de Deus, muito embora não conheça êle o seu Pai .

Em suma, aprendemos a melhor amar. E como amar é dar-se, vamos compreendendo o significado do amor ao próximo. E vem então o desejo de agir em benefício do próximo, para que também êle venha a ser. Ser primeiramente homem, para depois ser cristão Digo mal: ser simplesmente homem, pOrque, para ser inteiramente homem é preciso reconhcer-se filho de Deus e, portanto, querer ser filho de Deus. Eis a essência do apostolado: Agir onde, quando e como formos chamados, para fazer da sociedade dos homens, uma comunidade de filhos de Deus, de homens integralmente homens. Mas não esqueçamos A perseverança no agir, exige a perseverança no ser. Tenhâmos a preocupação de ser realmente equipistas, isto é, viver dentro do casamento tôdas as exigências do cristianismo. E esta perseverança no ser garantirá a nossa perseverança no agir para a criação comum da comunidade dos homens. Muito

frate~lmehte

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ENCONTRO DOS R. REGIONAIS E R. SETOR O primeiro dos grandes Encontros do Movimento no Brasil, teve lugar nos dias 16 e 17 de março, na sede do Secretariado d;,s Equipes, em São Paulo. Presentes a totalidade dos Regionais e dos R. Setor, além de vários Conselheiros Espirituais e os membros da ECIR. Duas conferências Rvdmo. Pe. João Edênio sabilidadv" e a seglkl~a R. da ECIR, João Payão

foram pronunciadas. A primeira pelo Vale, sôbre "O sentido cristão da responsôbre "O leigo, portador da Palavra" pelo Luz.

A grande finalidade do Encontro, era a procura dos meois de dar às equipes o apoio e animação mais eficàzes para a sua plena expansão, no correr do ano. Dependendo esta animação, em grande parte, da eficiência dos C. Pilotos e dos C. Ligação, tôda a atividade dos vários Grupos de Trabalho se concentrou no estudo dos meios a empregar para dinamizar os casais que tOmaram a responsabilidade, seja do lançamento de novas equipes, seja de acompa11há-las e animá-las depois de sua admissão ao Movimento. Após cada G. T., foram apresentados em Plenário, os resultados de cada um dos quatro grupos, acompanhados, então, de nova troca de idéias para a elaboração de conclusões concretas a serem adotadas pelas Regiões e Setores. Houve também uma reunião com os Conselheiros Espirituais presentes e uma· última com a presença só dos Regionais. Dias de intensa atividade e de admirável espírito de cooperação, dentro do tradiciCJrlal ambiente de fraternidade que carac-111I


teriza todos os nossos Encontros. Ao termo dos trabalhos, veio-nos à mente uma frase do Pe. Corbeil, quando Assistente da ECIR: "Com casais como êstés, a gente tem o direito de alimentar grandes esperanças". COMPROMISSO DA EQUIPE "VINHEDO 1" A Equ ipe de N . Senhora do Bom Conselho, a primeira de Vinhedo, real izou no dia 17 de dezembro o seu compromisso solene, testemunhando o ato, em nome do Movimento, o casal Dirce e Rubens de Moraes, respOnsável do Setor Jundiaí, a que pertence a equ ipe. Presentes, ainda Conselheiro Espiritual do Setor, Pe. Valter Carrijo e o Assistente da equipe, C~ . Amaury Cast;mho, bem como o casal de ligação da equipe. Os equipistas assumiram o compromisso durante a santa missa que foi precedida de uma hora de preparação espiritual. Após a cerimônia, confraternização amistosa em casa do Responsável da equipe, casal Terezinha e Fernandes Alcides Mazon. Os nossos votos para que a adesão definitiva da equipe ao Movimento seja o marco para uma nova fase de aprofundamento, ex• pansão, e vivênc ia apostólica . SUGESTóES PARA UM CALENDÁRIO DE SETOR . . ~ bastante escrever para o Responsável de Setor de Florian ópolis . . . Dêle recebemos o calendário das atividades das equi. pes durante o ano de 1968 . Tudo está alí previsto. com data e lo: al certos. Desde as reuniões ordinárias da Equipe de Setor, até as de Responsáveis de Equipe, Assistentes, Ligações, Pilotos, sem e::quecer os Retiros, os Dias de Estudo locais, os EncontrOs

-IV

\ !


Inter-Equipes, as Horas Santas e Missas de Setor mensais. Até mesmo as reun iões de confraternização e as visitas a outras cidades onde há equl.pes foram previstas. 36 CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO Ir" ' ,

1

1 '

Ainda· de Florianópolis, temos em mãos a relação dos Cursos a serem dados em 1968. 36 (trinta e seis) cursos estão programados (dias e locais já fixados), sendo 8 no "Centro", 8 no "Estreito" e 20 nas paróquias do interior' da Ilha e do Continente. Uma particularidade a assinalar : Cada equipe se encarrega de um ou mais cursos,. havendo também a colaboração do Movimento Familiar Cristão que se encarregou de um curso. Há evidentemente uma organização que centraliza todo o trabalho, principalmente o da preparação dos casais que vão atuar nos cursos. E há também a disponibilidade dos casais e a "coragem" da Equipe de Setor que, partindo do princípio que os temas fundamentais das equipes capacitam os equipistas a transmitr a outros os conhecimentos adquir idos, convenceu cada uma das equ ipes a assum ir a responsabilidade de pelo menos um curso. A experiência já vivida o ano passado, mestra com tôda a evidência que a Equipe de Setor tinha ra zão ao for mular aqu ela premissa . EQUIPES DA COLOMBIA

j

i I!

Recebemos do Responsável do Setor de Bogotá, o últmo Boletim do Setor, com notícias do Movimento nesse segundo país sulamericano onde se desenvolvem as E.N.S. Nos dias 15 a 19 de março, realizaram a . primeira Sessão de Formação de Dirigentes, com a presença de 27 casais. A sessão foi orientada pelo Casal Regional que, da Êspanha, foi a Bogotá expressamente para dar a sua colaborêlção pessoal. Para o Congresso Eucarístico Internacional, a realizar-se em Bogotá, de 18 a 25 de agôsto, os equipistas abrem prazeirosamente -V-


as suas casas para hospedar os equipistas brasileiros e os Assistentes que forem participar dêste grande acontecimento religioso.

V!GILIA DE ORAÇóES "Penso que o alimento espiritual das nossas equipes - escreveu certa vez o Pe. Caffarel - exige um suplemento de oração.

l

Com efeito, firm~za, vitalidade, fôrça de expansão têm o seu alimento na oração, tanto para os Movimentos como para os indivíduos". Foi êste pensamento, apresentado com outras palavras por Marcelo, Ligação dos Regionais, que levou todos os Responsáveis Regionais reunidos no Encontro de março último, a assumirem o compromisso de uma hora de vigília de oraçõelç, entre meia noite e 6 horas da manhã, na noite da 1.a sexta-feira de cada mês. Foram sorteadas as horas de cada um e assim. naquela noite, toéos os meses, os vários C. Regionais se sucederão, hora após hora, numa oração contínua pelo Movimento e pelas demais intenções que ocorrerem. ~ o reinício,. esperamos nós, da "Vigília de Orações". tentada há anos atrás. Se tivermos a adesão de 180 casais, poderemos cobrir tôdas as horas de todos os dias do mês. Somos perto de 1.500 casais no Brasil. Não é absurdo pensar na possibilidade de uma realização de tôo grande valor espiritual. Fica por enquanto a sugestão.

-VI-

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~


EQUIPES ADMITIDAS Alemanha -

Baden-Baden 1 .

Estados Unidos -

Astoria 1.

Andresy 1, Corme illes-en-Parisis 1. Dijon 1O, Les Herbiers 2, Limoges 15, Lorient 6, Montpellier 5, MontluçOn 1, Saint-pmer 4, Sarcelles-Gonesse 2, Vesoul 1, Villebon 1.

França -

Ilha Maurícia Inglaterra -

Mauricia 37.

Cheltenham 2.

EQUIPES COMPROMISSADAS Bélgica Brasil Espanha -

Florennes 2. Vinhedo 1. Madri 5, Valencia 8 , 1O.

Estados Unidos -

Miami 1.

Amiens 8, Avigon 1, Chatenay-Malabry 1, Chatillonsur-Seine 2, Chatillcn-sous- Bagneux 2, Maisons-Laffitte 2, Mont-de-Marson 4, Roubaix 3, Toulon 9 . Valenciennes 8, Versailles 17.

França -

DEUS CHAMOU A SI Pierre Noinski, Châteauroux 1 (França), 6 filhos, 17-12-67 Simone Biojoux, Clamart 7 (França) , 2 filhos, 7-12.1967 -VIl-


CALENDÁRIO

Agôsto Out. 31 -

Sessão de Formação de Dirigentes 1.0 gróu em Curitiba - Nov. 3 - Sessão de Formação de DirigErltes- 2. 0 gróu em São Paulo.

15-18

RETIROS Região São Paulo Capital

Maio 31 a junho 2 - Barueri - Pregador: Mons. Antonio Pedr.J Misiara Junho 7 a 9 - Valinhos Agôsto 9 a 11 - Barueri Agôsto 23 a 25 - Valinhos Setembro 20 a 22 - Valinhos Outubro 4 a 6 - Barueri - Oom Lucas M. das Neves Outubro 11 a 13 - Valinhos - Pe. Ignácio Agero Novembro 1 a 3 - Barueri Novembro 22 a 24 - Barueri Dezembro 6 a 8 - Valinhos Região São Paulo Interior A Marília

Setembro 7

a 8 __: Marília

Região Sõo Paulo l·nterior C Jundiaí

Agôsto 16 a 18 - Vinhedo Outubro 1·1 a 13 - Vinhedo Novembro 8 a 1O - Valinhos

Pe. Eugênio Binotti

-VIII


POSIÇÃO DAS EQUIPES DE NOSSA SENHORA NO BRASIL Secre.tariado Inter-Regional - Avenida Rebouças, 2729 - S. Paulo EQUIPE DE COORDENAÇÃO INTER-REGIONAL (ECIR)

Casal Responsável -

Glória e João Payão Luz

Alameda Santos, 81 O Resp. p/ Documentos -

Nancy e Pedro Moncau Júnior

Rua Paraguaçú, 258 Resp. p/ Encontros -

São Paulo

Monique e Gérard Duchêne

Rua Ilhéus, 239 Resp. p/ Regiões -

São Paulo

São Paulo

Esther e Luiz Marcello Azevedo

Rua Boa Vista, 254 - 14.o Resp. p/ Secretaría -

lsa e Newton Cavalieri

Rua Líbero Badaró, 15 - 8 .0

-

-IX-

São Paulo


I

REGIÃO SÃO PAULO CAPITAL

Casal Regional - Maria Helena e Nicolau Zarif Rua Maria Figueiredo, 484 São Paulo

•'

SETOR "A" (*)

E.C. E.A. E.F.

C. R. • M. Isabel e Rubens Assumpçõo Rua Florêncio de Abreu, 167 - São Paulo Equipes do Setor . ..... ..... .. . ... .

11

I 5

I

9

SETOR "B" C. R. - Selma e Alberto Sugai Lgo. São Francisco, 1 81 - 7 .0 - São Paulo Equipes do Setor ................. .

i

2

11

2

8

4

8

SETOR "C"

Equipes do Setor . ... ... ... . ... . .. . SETOR "D"

C. R. - Doris e Nelson Gomes Teixeira Av. Onze de Junho, 2:16 - São Paulo Equipes do Setor . . . . . . . . . . . . . . . . . . RECIÃO SÃO PAULO INTERIOR "A"

Casal Regional - Glória e Emílio Arradi Rua Riachuelo, 593 _ Jaú (SPl ~ETOR JAO

C. R. - Maria Stella e Edward Vasconcellos Romõo Rua Lourenço Prado, 377 - Jaú (SPl (O) E.C.: Eq. Compromissados- E.A .: Eq . Admitidos Eq . em Formação

-X-

E. F.:


Jaú

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3

•••

Araraquara ... .. . . .. . . .. . . ... . . . . Dois Córregos ..... . . . .. , .. . . .... . . Bocaina ...... .. .. . . . .. ..... . .... .

4 2 1 1

SETOR MARrLJA

C. R. - Mar ilene e Silvio Pereira. Guimarães Rua 21 de Abril, 123 -Marília (SPJ Marília ........................ Dracena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . Pompéia ............ , . . . . . . . . . . Adamantina . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . Assis .... . ...... , . . .. . ..... .. ... , Garça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ve ra Cruz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

5 1

4

1 1 1

2 .1 1

COORDENAÇÃO BAUR·I l

C. R. - Odette e Fidelis Berriel Rua Araujo Leite, 1630 - Baurú (SPJ Baurú . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pederneiras . . .•. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cafelôndia . , . .... .. ... .. . ... . . .. . Ourinhos Lençóis •

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2

2

1

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o

COORDENAÇÃO ARAÇATUSA

C. R. - Maria do Carmo e Duílio D'Angelo Av. Cussi de Almeida, 1696 - Araçatuba (SP) Araçatuba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 Guararapes . .. . . . .. .. . .. . .. .. .. . . Promissão ..... . . ... . .. .. . .... . . . . Lins . . ... . .. . ...... .. · ·. · · · · · · · Biriguí ....... ... . . ..... . . . . ... . . Pe.napolis . .. .. . . . ...... .. .... . . . .

-XI-

4

2 1 1

2

i


RECIÃO SÃO PAUI,.O INTERIOR "B"

r

li li

Casal Regional - Norma e Geraldo Garcia Duarte Faculdade de Medicina - Ribeirão Preto (SP) SETOR RIBEIRÃO PRETO

C. R. - Eliana e Luiz Castilho Rua João Godoy, 99 • Cx. P. 453 - Rib. Preto (SPl Ribeirão Preto .. . . . ..•. . ... .. .. . 2 7 I tuverava . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 1 1 Guaró .... ... .... .. ...... ...... . a

SETOR LIM EIRA

C. R. - Yolanda e José Joaquim Ayres Rua Tiradentes, 708 _ Limeira (SP) Limeira . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . Rio Claro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • .

2

I 2

COORDENAÇÃO SÃO CARLOS

C. R. - Aparecida e Marió S. Duarte R. General Osório, 840 - São Carlos (SP) São Carlos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

5

COORDENAÇÃO SÃO JOS ~ DO RIO PARDO

1

C. R. - Eu n ice e Newton Rodrigues Costa Rua Rangei Pesta na, 140 - S. José R. Pardo (SP ) S. J osé do Ro Pardo . . . . . • . . . . . . . . . . 2 Casa Branca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Caconde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • .

-

XII -

2 3 2


REGIÃO SÃO PAULO INTERIOR "C"

Casa l Reg :onal - Ana Luiza e Cristiano Ribeiro da Luz Avenida lpiranga, 795 - 10.0 - São Paulo SETOR JUND IAf C. R. - Orce e Rubens de Morais

Banco do Brasil S.A. • Jun.diaí (SPl Jundiaí Vinhedo Louve ira o

••

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o.

o

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••

•

7

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2

COORDENAÇÃO AMERIICANA

C. R. - M . Auxiliadora e João Rosa da Silva Rua Prino Pícoli, 631 _ Americana (SP) Americana . . . . . . . . . . . . . . . . ... . · Nova Odessa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Suma ré

6 I

COORDENAÇÃO ITÚ

C. R. - lvone e Ahtnylo Teixeira Guimarães Praça lndeendência, 46 - ltú !SP) ltú . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . Salto . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . .... .

5

COORDENAÇÃO ITAPET1NINCA

C. R. - M . Isabel e José Maria C . Bastos Rua Venâncio Aires, 500 - ltapetininga (SP) ltapetininga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Angatuba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . .

-XIII-

4 2


RECIÃ.O SÃO PAULO INTERIOR "D" Casal Regional - Terezinha e Nelson Manoel do Rêgo Rua Dom Pedro 11, 85 - Santos lSP)

SETOR SANTOS C. R. - Terezinha e Nelson M. do Rego Rua Dom Pedro 11 , 85 - Santos lSP) Santos . . . . . .. .. .. . . .... . . .. . . . ..

4

12

4

C. R.• Marília e Luiz Gastão Mangabeira Albernaz Rua 14 de Dezembro, 506 - C;~mpinas lSP) Campinas ... . .... . .. • . • ..... •.. . 3 Valinhos . . ....... ... . ...... .. . . . Mogi-Mirim

11 1 2

3

SETOR CAMPINAS

I!

li

SETOR TAUBATI C. R. • Lucila e Geraldo Villela Severo Rua Major Zanani, 116 - Taubaté lSP) Taubaté .. . . ... ............ .. .. . Guaratinguetó . . ... . ........... . . Pindamonhangaba

3

4 1

COORDENAÇÃO SÃO JOSl DOS CAMPOS

li

C. R. - Sônia e Mouricio Anisse Cury Rua Vi laça, 140 - S. José dos Campos ( SP) S. José dos Campos •...... . .. .. ... . . Mogi das Cruzes . . . . . . . . . . .... . . Jacarer .. . .... . ... ... .... ..... .. .

-XIV-

3 2 1


REGIÃO BRASIL CENTRO

Casal Regional - Elza e Ludovic Szeneszi Rua Humaitó 46 - Ap. 502 - Rio de Janeiro SETOR RIO DE JANEIRO

C. R. - Clarice e Sebastião Ribeiro de Oliveira Rua Oliveira Rocha, 11 _ Ap. 101 Rio de Janero (GB) Rio de Janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . • . • • 3 9 COORDENAÇÃO PETRóPOLIS

C. R - Magdalena e José Carlos Dalle Ferraz Rua Coronel Veiga, 1157 - Petrópolis ( RJ) Petrópolis . ... . . . . ... : . . . . . • . . • • . .

4

COORDENAÇÃO BELO HORIZONTE

C. R. - Anna e Mario A. Cenni Rua Holanda Lima, 230 -Ap. 31 - B. Horizonte (MG) 4 Belo Horizonte . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . COORDENAÇÃO GUAXUPf

C. R - Noemia e Wilson Calicchio ale Caixa Econômica Federal • Guaxupé (MG) Guaxupé . ..... .. . . ...... . ... .. . . . Poços de Caldas ... .. ... . . . . . . ... . . Guaranésia REGIÃO BI&\SIL SUL

Casal Regional - Dilma e Miguel Orofino R. Altamiro Guimarães, 38 - Florianópols (SC)

-

XV-

3 2 1


SETOR CURITIBA

C. R. - Lígia e José Maria Munhoz da Rocha Rua ltupava, 157 - Curitiba (PR) Curitiba ......... ..............• Antonina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • Mafra ........... ........... .... Rio Neg~o ...................... . Paranaguá ... ... . .. .. . ,......... .

6

11 1 1

SETOR FLORIANóPOLIS

C. R. - lrany e Nereu do Vale Pereira Rua José Jacques, 24 - Florianópolis (SC) Florianópolis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Brusque ...................... · . . .

5

8 5

COORDENAÇÃO CAXIAS DO SUL

C. R. - Helga e Francisco de Bastiani Rua Sinimbú, 2610- Ap. 22 -Caxias do Sul (RGS) Caxias do Sul . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 2 POR.TO ALEGRE

Porto Alegre

2 RESUMO

RECIÕES

....

São Paulo Capital São Paulo Interior uA" São Paulo Interio~ •"B" São Paulo Interior "CH São Paulo Interior "D" Brasil Centro . ..... Brasil Sul ... .... ...

,,.

TOTAL

. . ... .

Comp110m.

13 11 7 3 11

Admitid.

36 24

15

23 27 37 23 29

64

199

4

-XVI

Em form. 2

Total

2

51 51 31 33 60 29

4

48

40

303

16 1 3 12


ro~ \Jf\\~\ c.spi~lt\J~h<Wie

cor~\J9c.l

e f~mth~R

CENTRO DIRETOR Secr. Geral 49, Rue de la Claciire • PARIS XUI BRASIL . Secretariado . Av. Rebouças, 2729 . Tel. 80-4850 SÃO PAULO 9 o

o


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