REVISTA DIGITAL
Projeção - Escola de Negócios
Brasília, ano 1, nº 4, Janeiro - Março 2017
Entrevista com Thiago Jarjour Secretário Adjunto do Trabalho, da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal
Gestão por aspirações
Inovação, conexão e soluções
Empreendedorismo para a vida
Fofoca no meio de trabalho
Revista Digital ENEG 4ª edição
Editorial O mundo dos negócios é, ao mesmo tempo, exigente e abrangente. A partir dessa realidade é necessário que os profissionais e futuros profissionais estejam antenados com os conceitos e demandas mais atuais. Nessa edição, a Revista ENEG abordará assuntos importantes para quem é da área, como a gestão por aspirações, especificamente voltada para a geração Z, que tem um perfil particular. A revista falará também sobre empreendedorismo no aspecto profissional e pessoal. Falando sobre questões pessoais, a revista traz um questionamento: a fofoca prejudica a produtividade dos trabalhadores? Na entrevista de capa, o atual Secretário Adjunto de Trabalho do DF, Thiago Jarjour, analisa o mercado de trabalho atual, fala das ações governamentais para fomentar o setor e aborda a importância do empreendedorismo. A revista apresentará também um relato de experiência da visita de um aluno Projeção a um evento significativo: o Pixel Show. Além disso, vários ex-alunos bem colocados no mercado deram seus depoimentos.
Lierk Kalyany Silva de Sousa
Assessora da Diretoria da Eneg
COORDENADOR Prof. Sandson Barbosa Azevedo
ESCOLA DE NEGÓCIOS QNB 15 Área Especial, Setor “C” Taguatinga Norte, Brasília (DF) CEP: 72115-150 Fone: (61) 3451 3914 Site: www.projecao.br Email: galocanta@projecao.br REVISTA DIGITAL ENEG - PROJEÇÃO Publicação trimestral, Brasília, ano 1, n. 4 Janeiro - Março 2017
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Permitida a reprodução de qualquer matéria desde que citada a fonte. Os colaboradores desta revista gozam da mais ampla liberdade de opinião e de crítica, cabendo-lhes responsabilidade das ideias e conceitos emitidos em seus trabalhos.
CONSELHO EDITORIAL Prof. Sandson Barbosa Azevedo Profa. Lierk Kalyany Silva de Sousa Prof. Luis Eduardo G. Fonseca Profa. Giorgia Barreto Lima Parrião Profa. Élida Borges R. Gomes PROJETO GRÁFICO Galo Canta Comunicação Coordenadoras Profa. Giorgia Barreto Lima Parrião Profa. Élida Borges R. Gomes Direção de arte Profa. Giorgia Barreto Lima Parrião Layout/Diagramação Matheus Fillipe Silva Nunes Arte final Matheus Fillipe Silva Nunes Revisão de texto Profa. Élida Borges R. Gomes Thauanny De Almeida Santos
MANTENEDORA Prof. Oswaldo Luiz Saenger Presidente Profa. Catarina Fontoura Costa Diretora Executiva Prof. José Sergio de Jesus Reitor Uniprojeção Diretor de Educação - Faculdades Projeção Profa. Roberta Carolina L. Gontijo Pró-Reitora Uniprojeção Diretora Acadêmica - Faculdades Projeção Prof. Henrique V. Ramos e Silva Diretor de Tecnologia da Informação Prof. Thales S. Bélem de Souza Diretor Administrativo e Financeiro
Brasília, ano 1, nº 4. Janeiro - Março 2017
Matéria de Capa Entrevista com Thiago Jarjour
Sumário
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Agência Galo Canta é celeiro de talentos Espaço CEPROJ
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Empreendedorismo para a vida
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O que o pixel Show mudou em mim Relato de Experiência
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Prof. Mauro Reis
Gestão por aspirações (GPA): preparando o caminho para a geração Z Prof. Marcos Eustáquio Soares
Inovação, Conexão e Soluções – Pilares da NRF 2017 e sua influência no varejo
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Thiago Angelo Queiroz de Oliveira dos Santos
“Vamos falar da vida alheia...”: a fofoca no ambiente de trabalho Prof. Onofre Rodrigues Miranda
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ESPAÇO CEPROJ
Agência Galo Canta é celeiro de talentos Por Élida Gomes
A Agência Galo Canta nasceu com a missão de oferecer uma opção para o cumprimento do estágio dos alunos do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Projeção. Na Galo, os alunos vivenciam a experiência real de trabalho numa agência de publicidade. Cada aluno tem a oportunidade de atuar em funções como atendimento, direção de arte, produção e redação, desenvolvendo jobs que são utilizados em todo o grupo Projeção. Ao longo dos anos, a agência cresceu, se desenvolveu e conquistou prestígio, iniciando nesse semestre o atendimento a clientes externos. Prova desse sucesso são os ex-galinhos (como são chamados carinhosamente os estagiários) que estão bem colocados no mercado de trabalho. Após estagiar na Galo Canta minha mente sobre o mercado publicitário mudou totalmente. Cheguei leigo e sem expectativas, saí com a cabeça erguida e motivado a ser o melhor profissional. Hoje estou na Tradde Comunicação Integrada, agência que me acolheu e me instiga a crescer todos os dias. Percebo que o mercado publicitário é novo e precisa de profissionais como eu para movimentar Brasília. A todos da Galo, o meu muito obrigado. Lucas Braga Cardoso Redator Tradde Comunicação
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Brasília, ano 1, nº 4, Janeiro - Março 2017
A Galo me ensinou praticamente tudo que sei hoje em relação a Redação Publicitária. Quando abri mão do meu emprego para entrar na Agência Experimental, confesso que tive medo de estar fazendo a coisa errada, mas hoje posso dizer com todas as letras: sem a Galo eu não estaria onde estou hoje. E para finalizar, um agradecimento especial às supervisoras que me ajudaram e me acolheram na Galo: Beatriz Silveira e Giorgia Barreto, essas merecem a minha eterna gratidão.
ESPAÇO CEPROJ
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Sempre uso, no meu dia a dia, algo que aprendi na Galo e que me ajuda a desempenhar minhas funções. Os dias que passei na Galo foram gratificantes. Pude aprender coisas novas e transmitir o que já domino. Mas posso afirmar com toda a certeza, o que vou carregar comigo e sentir falta, é a amizade e companheirismo adquirido de tanta gente batuta.
Herley Alencar Designer e Motiongrapher AGU Logo no 1° semestre de publicidade e propaganda eu estava louco pra entrar no mercado de trabalho e atuar na área, e foi assim que tudo começou. Minha porta de entrada para o mercado publicitário foi a Galo Canta Comunicação, que foi super importante para meu início de carreira. Me chamo Clark Paiva. Sim, o superman ou o superpublicitário. Atualmente moro em Brasília, tenho 22 anos, mas cheio de experiências para contar.
Clark Paiva Diretor de Arte Klimt Publicidade
A Galo Canta me ajudou a superar meus limites e ter uma prévia de como é o mercado de publicidade atualmente. Hoje, atuo como atendimento e mídia na Klimt Publicidade, que é uma agência que está há 8 anos no mercado e já trabalhou com grandes clientes do Distrito Federal, como Objetivo, Claretiano, Brasília Bier, Grupo Orion, entre outros. Sempre uso, no meu dia a dia, algo que aprendi na Galo e que me ajuda a desempenhar minhas funções.
Marce Atend lo Souza i Klimt mento Public idade
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ESPAÇO CEPROJ
Jefferson Marq ues Diretor de Arte Caixa Segurad ora
Um dia a dia corrido, vários Jobs, mas bastante proveitoso, palavras que definem o que faço/realizo na Caixa Seguradora, onde sou estagiário de comunicação. Por conta de ter passado por empresas de grande porte e reconhecimento, como por exemplo, o Correio Braziliense, senti na pele o que é ser estagiário de primeira viagem, onde não se sabia muito bem o que fazer, com isso aprendi a lidar com várias situações, assim não tenho dificuldade de me relacionar com outras pessoas. Hoje, na Caixa Seguradora, sinto que com tudo que aprendi e vivi valeu a pena e posso colocar em prática. Mas nunca me esqueço de onde vim ou de onde aprendi tudo isso. A Galo Canta me ensinou muito e sou grato por tudo, aconselho e recomendo.
A princípio entrei na Galo por precisar de um estágio para ser aprovado na matéria de Estágio Supervisionado, pois estava em desespero e me candidatei para a vaga de Diretor de Arte. Mesmo tendo curso de Computação Gráfica, nunca fui interessado por essa área, mas depois de entrar na Galo esse interesse veio à tona, e cada vez mais fui me apaixonando por essa parte da Publicidade, ainda mais quando uma peça era aprovada e elogiada por professores e coordenadores. Agradeço muito a Galo e as coordenadoras Beatriz e Giorgia, por me proporcionar essa experiência e me ensinar tudo que sei hoje.
Felype Afonso
Coordenador de Marketing Digital Tradde Comunicação Brasília, ano 1, nº 4, Janeiro - Março 2017
Fabrício Wellington Diretor de Arte Tradde Comunicação
Minha experiência na Galo Canta foi fundamental para o meu ingresso no mercado. Durante um tempo foi a única experiência com publicidade presente em meu currículo, e foi o bastante para minha contratação no Jornal de Brasília como analista de marketing. Hoje trabalho em uma agência de publicidade, chamada Tradde, e estou abrindo meu próprio negócio de consultoria de marketing digital, o Chupeta de Pipoca. A Galo alavancou minha carreira.
Artigo
Mauro Reis
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Professor ENEG
Empreendedorismo para a vida É comum lermos ou escutarmos falar sobre empreendedorismo em termos estreitamente associados a atividade de pensar, planejar, organizar e abrir uma empresa. Mas, este não é o seu único sentido. Se pensarmos em termos históricos, perceberemos que nem sempre a ideia principal atrelada a atividade de empreender foi a de, como usualmente se fala, abrir o próprio negócio. A palavra empreendedorismo vem do francês entrepreneur que significa “aquele que está entre” ou “intermediário”. Termo este atribuído aos chamados comerciantes aventureiros dos séculos XIII e XIV, muito bem representados pela figura de Marco Polo que assinava um contrato e viajava, assumindo todos os riscos físicos e emocionais, a fim de vender as mercadorias dos chamados Capitalistas por um retorno de 25% sobre as vendas realizadas. No século XVII, portanto, empreender significava correr riscos e, posteriormente no século XIX, passa a estar associado com a tomada de decisões em condições de incerteza. No final do século XIX e início do século XX é onde estabelece-se que empreendedor é aquele que organiza e opera uma empresa a fim de obter lucro pessoal. A este novo entendimento, foram associados outros fa-
tores como controle, inovação e reformulação dos padrões de produção. O sentido de empreendedorismo continuou evoluindo ao longo dos anos até chegar ao entendimento de que seu real sentido extrapola a esfera econômica. Mas, o que isso quer dizer? Significa dizer que o sentido de empreendedorismo evoluiu para o entendimento de que a reflexão sobre seu conceito vai muito além da atividade apenas de pensar, planejar, organizar e abrir uma empresa, pois é preciso refletir também sobre a capacidade de tomar decisões pessoais a respeito de pensar, planejar, organizar e colocar em prática objetivos pessoais dentro em um projeto de vida particular. Chegando neste entendimento, podemos então refletir sobre os objetivos que temos pensado para nossa vida e de que maneira temos nos planejado e organizado para colocar isto em prática. Aquele emprego que tanto quero! Aquele curso superior que preciso concluir! A promoção no trabalho que há tempos almejo! A aprovação em um concurso e a tão sonhada estabilidade financeira! Todos estes são objetivos que para conseguirmos alcançar, e alcançar com sucesso, torna-se necessário assumirmos uma postura de empreendedores
da nossa própria vida. É preciso pensar em como podemos entregar resultados para nós mesmos e estabelecer o ideal de que os resultados a serem entregues sejam, no mínimo, proporcionais às expectativas que criamos. Mas como fazer isto? Creio que podemos começar com um primeiro passo! Se fizermos um apanhado das características de um empreendedor ao longo do que foi mostrado em termos históricos nos parágrafos anteriores, perceberemos que empreendedor é aquele que possui espirito aventureiro, que corre riscos, que consegue exercer
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Artigo
função de controle e que inova. Portanto, aprendamos que empreendedorismo para a vida significa sermos protagonistas da nossa própria história nos planejando e nos aventurando em possibilidades, assumindo os riscos inerentes as nossas escolhas, analisando os erros, corrigindo e controlando as falhas do meio do caminho, inovando, reformulando, ou até revolucionando nossas atitudes. E quanto ao lucro pessoal?
O resultado de toda uma cadencia de esforços diários trarão como lucro a realização e o orgulho de perceber que nenhum dos esforços realizados foi em vão. Portanto, o quanto antes se acorda para a necessidade da mudança pessoal, menor será a angústia de sentir-se parado no tempo, pois, este sempre passará independente de nossas escolhas. Eis então a necessidade de se empreender para a vida, empreender para um nível
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de escolaridade melhor, empreender para uma mudança inovadora de comportamento, empreender para o aumento do grau de responsabilização consigo mesmo e com o outro, empreender para alcançar um status jamais conseguido antes, empreender para dar sentido a nossa história de maneira que, daqui a alguns anos, a história da nossa vida em particular, seja contada por nós mesmos sob uma visão de pódio e não da plateia.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA
O que o PIXEL SHOW mudou em mim? Herley Alencar - Aluno de Publicidade e Propaganda
Olá jovens publicitários, venho aqui apresentar meu ponto de vista e o que compôs para mim o evento Pixel Show, que ocorreu em São Paulo em 22 e 23 de outubro. Mas antes permitam que eu me apresente: meu nome é Herley B. Alencar, atualmente estou no segundo semestre do curso de Publicidade e Propaganda no centro universitário Uniprojeção. Escolhi este curso por já estar atuando na área como freelancer, e descobri posteriormente que era o que eu sempre quis fazer. Você deve estar se perguntando, “tá, e em que hora vou ler sobre o Pixel Show?”. Calma pessoa, partamos do princípio, deixe eu lhe contar como fiquei sabendo sobre o evento. Era o primeiro semestre de 2016, eu havia acabado de começar o curso, quando em sala a professora Kelly, que ministrava a matéria de Introdução à Comunicação e Publicidade, nos informou sobre um grande evento de criatividade que ocorreria em São Paulo no próximo semestre letivo, que ela iria e estava motivando mais alunos. Assumo que em primeiro momento pensei que isso seria um desperdício de dinheiro, que viagens assim sempre eram para alunos com “cash”, com viagens financiadas pelos pais, mas após um tempo pensei “cara, nunca viajei sozinho que não fosse para ir à casa de parentes distantes. Nunca fui para um lugar onde realmente quisesse ir. Não quero que minha faculdade seja apenas mais um lugar onde eu conheça pessoas, estude, não faça muita coisa, me forme e
perca o contato com todos os teóricos amigos que conversava na roda na hora dos intervalos. Estamos a mais ou menos 7 meses do evento e estou fazendo os meus freelas, acho que dá”. Após a aula ter acabado fui falar com a professora Kelly sobre os detalhes da viagem, ela me passou um breve briefing sobre o evento e as suas edições anteriores, e disse que iria me adicionar no grupo de Whatsapp, juntando assim os interessados, informações e combinar a estrutura da viagem. “Obrigado tecnologia”. Então chegou a semana que antecedia a viagem. Todos já de passagens de avião compradas, ingressos do evento também e os últimos integrantes pagando a hospedagem no hostel. Não, eu não escrevi errado, é ‘Hostel’ mesmo. Para quem não sabe o que é, resumindo de forma bem direta, é uma espécie de albergue, mas muito mais puxada para um hotel. O hostel é dividido em áreas comuns e quartos, onde cada quarto só tem acesso quem o alugou, exatamente como um hotel. Dia 21 de outubro, dia da viagem. Como eu nunca havia viajado de avião, resolvi comprar a passagem para o mesmo voo que a professora Kelly havia comprado, mas por questões pessoais, ela não pôde ir. Agora imaginem a cena, eu em meus 25 anos, nunca tinha viajado de avião, não conhecendo ninguém, com uma mãe muito religiosa e que assiste Balanço Geral... então, fui bem tenso ao aeroporto. Mas como estou escrevendo este texto, significa que o avião não caiu e descobri que eu não tenho TANTO medo de voar.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA
Já em São Paulo, eu sabia que iria ao Hostel de Uber, que devo informar ser muito diferente do Uber em Brasília, infinitamente mais completo. Um fato engraçado que devo mencionar é que saí do aeroporto, abri o aplicativo e comecei a digitar as informações, mas vi que na região que eu estava tinha apenas taxistas, um se aproximou de mim e perguntou se eu queria pegar o taxi dele; quando eu disse que não ele olhou para meu celular e fechou a cara, por ver o aplicativo do Uber aberto, então pensei: “isso vai dar problema”. Vi que os taxistas trabalham na plataforma de baixo, e Uber na de cima, então lá fui eu entrar de novo no aeroporto, subir e conseguir chamar o Uber sem medo de ser linchado. Finalmente cheguei no hostel. Seu nome é WeHostel, é um dos que tinham vínculo com o Pixel Show, logo, praticamente todos os hospedados iriam ao evento. Assumo que fiquei surpreso, pois o valor da hospedagem ficou bem barato e o lugar é muito bonito, com um ar colonial todo em branco. Entrei e fui muito bem recebido, me apresentaram o local, meu quarto e recebi minhas chaves, fato que mais proporcionou uma perspectiva de independência, ter o controle de sair e entrar quando quisesse. “Nice”. Após isso, pude conhecer os demais alunos do Projeção que foram para a viagem, que eu ainda não conhecia: Marcos Duó que é um dos bacharéis do Clube de Criação, Bruna Araújo, Aline Hermínio e Diógenes Aguiar (esse eu já conhecia). Ficamos conversando no hostel até o último integrante chegar, Renato Calazans, que também é bacharel do Clube de Criação (ele eu também já conhecia). E então fomos conhecer a noite paulista. Resumindo, posso afirmar o que dizem: “São Paulo não dorme”. 22 de outubro, primeiro dia de Pixel Brasília, ano 1, nº 4, Janeiro - Março 2017
Show. Tomamos o ótimo café da manhã ofertado pelo WeHostel e fomos ao evento (de Uber, apenas para citar, todo o deslocamento que fizemos durante nossa estadia foi assim, pois a distância era pouca e estava muito barato). O local do evento era muito grande. Ao entramos recebemos um kit que continha muita coisa, muita mesmo. Fiquei perdido inicialmente, pois tinha muita coisa a se fazer, vários estandes, tanto de venda exclusivamente como de criatividade; viam-se artistas criando peças no meio de todo mundo, eventos promocionais e por aí vai. Sem falar na área de alimentação, que deixaria qualquer amante de boa comida com água na boca e apreciadores de boas cervejas artesanais indecisos com tamanha variedade. Fica a sugestão, viagem de mala. Fui apenas com uma mochila com algumas roupas, logo a volta foi sofrida, com a quantidade de brindes e prováveis coisas que você irá comprar, isso serve para qualquer viagem que for fazer. Agradeço ao Renato Calazans por ter despachado o que eu não pude levar, na mala dele. Mala, é sério. Em uma região um pouco mais afastada, passando do palco de apresentação de bandas ao vivo, chegamos ao auditório, que é gigante, onde ocorriam as várias
Era uma infinidade de conteúdo que fazia valer a viagem. Pude aprender muito nesses dois dias com palestrantes brasileiros e de vários outros cantos do mundo.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
palestras, que iam de área de criação, publicidade, eventos, quadrinhos, cinema, etc. Era uma infinidade de conteúdo que fazia valer a viagem. Pude aprender muito nesses dois dias com palestrantes brasileiros e de vários outros cantos do mundo. Um ponto que vale ser mencionado e que me incomodou foi perceber que o inglês ainda é visto como algo de outro mundo para várias pessoas. Nas palestras internacionais o que mais se via eram pessoas com rádios de tradução simultânea. Quando um palestrante fazia uma piada, era nítido identificar quem sabia inglês e quem não sabia, uma onda de risos se iniciava e 5 segundos após a tradução ter sido feita uma segunda onda de risos encerrava a piada. É um fato interessante a ser observado: a língua inglesa não é apenas um diferencial hoje em dia, é algo necessário, ainda mais para a nossa área de publicidade. Foi realmente impressionante a chuva de informações, até mesmo em palestras que teoricamente eu não tinha interesse o palestrante trazia alguma informação que trouxe cada vez mais significado para minha vida de publicitário. Hoje estou mais motivado em minhas criações e usando da variada bagagem cultural que absorvi do evento. Essa viagem para São Paulo não foi somente para Pixel Show, foi uma experiência que marcou minha vida de forma muito positiva. Esta viagem não foi apenas um evento para mim, foi uma experiência de vida. Ano que vem estarei lá novamente e vai que nos vemos por lá também?!
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Pixel Show 2017 Vai rolar nos dias 2 e 3 de dezembro em Sampa.
Inscrições no site: www.pixelshow.com.br
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Artigo Marcos Eustáquio Soares
Professor ENEG
Gestão por aspirações (GPA): preparando o caminho para a geração Z A Gestão de Pessoas é uma área da Administração que sofreu o seu último grande e verdadeiro salto com o surgimento da Gestão por Competências (GPC), aproximadamente no final do Século XX. No Brasil, como sabemos, há inclusive autores muito renomados que tratam desse assunto, a exemplo dos professores doutores Joel Souza Dutra (USP), Maria Tereza Leme Fleury (USP) e Roberto Lima Ruas (UNINOVE). São, por assim dizer, os nossos “oráculos” em termos de GPC e em muitos outros temas da Administração, dadas as suas irretocáveis competências acadêmico-científicas. Embora eu também ache a Gestão por Competências algo muito poderoso, já faz algum tempo que eu a considero incompleta. O porquê disso eu explanarei nas linhas abaixo. Permitam-me trazer-lhes uma angústia: será que sou apenas eu que acho que a GPC é uma concepção teórico-prática do tipo topbottom (de cima para baixo), onde quem tem que mostrar e utilizar suas competências são quase sempre os colaboradores e não os gestores ou as organizações cujos papeis centrais esses últimos desempenham? Pois é, quero
propor aqui um deslocamento um pouco radical do eixo dessa “conversa”. Para que servem os paradigmas senão para serem quebrados, concordam? Como eu tenho uma certa ojeriza histórica a diversas formas de status quo, sigamos em frente com as minhas provocações... E as aspirações dos colaboradores? Quem é que “tem que dar bola” para isso no ambiente organizacional? Muito me engano ou qualquer relacionamento (é claro que o empregatício também o é) tem que ser uma via de mão dupla, no qual devemos deixar sempre claros os nossos direitos, deveres e, por que não, os nossos sonhos, as nossas aspirações etc. Somos humanos! Aliás, como bem disse o brilhante Charles Chaplin, “homens, não sois máquinas; homens é que sois!”. Como é que essa relação empresa x empregado pode ser verdadeiramente saudável se apenas um dos lados (o mais forte, obviamente) disser o tempo todo aquilo que quer, como quer, para quando quer e quanto está disposto a pagar por isso? Isso me incomoda, e muito, devo admitir. E a vocês, sejam subalternos ou gestores? Nas faculdades, aprendemos que as organizações, a
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grosso modo, são grupos de pessoas que buscam atingir certos objetivos, não é mesmo? Mas a pergunta que não deve deixar de ser feita é: “os objetivos de quem?”. Nos próximos três anos, aproximadamente, a Geração Z ingressará formalmente no mercado de trabalho. Enquanto muitas organizações ainda nem aprenderam a lidar com os conflitos (em um próximo artigo abordarei a questão dos conflitos organizacionais) existentes entre as Gerações Baby Boomers, X e Y, eis que lhes baterão às portas, ao raiar dos próximos dias, enxurradas de jovens que tendem a ser muito mais “revolucionários” do que suas gerações antecessoras. Os autores norteamericanos Strauss e Howe* (1991), ao estudarem a história das gerações dos Estados Unidos, partindo do ano-base de 1584, já anteviram alguns perfis comportamentais organizacionais que deverão existir até o ano de 2069. A questão-chave a ser respondida é: será que as previsões deles se concretizarão de agora até lá? Mais uma: e no Brasil, como será? Haja o que houver, as organizações precisam começar a pensar em
Artigo
formas eficazes e eficientes de se “apropriarem” das competências da Geração Z, sobretudo as intelectuais. Vejam bem: não se trata de simplesmente “comprar” essa inteligência (mão-deobra é um conceito capitalista ultrapassado, penso eu) para atingir seus objetivos e garantir seus lucros. A preocupação deve ir muito, mas muito além disso: as inteligências que estiverem no mercado, caso não sejam “apropriadas” por uma certa organização, poderão compor a inteligência empresarial das suas concorrentes. Isso sem contar que a “inteligência Z” pode, paradoxalmente, não dar a mínima para um monte de coisas que as gerações anteriores (as nossas) valorizam, deixandoas perplexas, atônitas e submersas naquele famoso “como assim?”. Todavia, quando falamos de aspirações estamos falando necessariamente de sonhos, esses maravilhosos presentes de Deus que povoam as nossas mentes e nos movem em direção ao futuro. Me arrisco a dizer que a Geração Z será uma das mais sonhadoras de todos os tempos e, também, a mais realizadora. Aguardemola, então! Melhor ainda: preparemos o caminho para ela, pois!
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Artigo
Thiago Angelo Queiroz dos Santos Consultor SEBRAE
Inovação, Conexão e Soluções – Pilares da NRF 2017 e sua influência no varejo Em tempos de avanços tecnológicos, verdade seja dita: a indústria do varejo não se faz sem pessoas. A 106ª edição da NRF (National Retail Federation), o maior evento de varejo do mundo, realizado em Nova York, provou a teoria. O evento contou com 34.500 participantes, sendo 24% participantes internacionais que representaram 95 países. O Brasil mais uma vez foi um dos destaques, tendo 1.300 visitantes. Nas plenárias, o tema pessoas era recorrente. Entendam pessoas não só pelo contexto dos recursos humanos, mas sob a ótica da gestão de relacionamento. É preciso criar laços com o cliente e conectá-lo de forma concreta com a marca, a chamada fidelização. De acordo com a Lippincott, empresa de consultoria americana, 75% das conexões emocionais criadas entre empresas e consumidores são feitas por meio da experiência. O fator das gerações não pode deixar de ser levado em conta. Dessa forma, as marcas devem buscar oferecer a cada uma delas uma experiência de consumo verdadeira e compatível com seu estágio de engajamento. A internet trouxe ao consumidor uma importante
ferramenta de conectividade. Empresas não devem subestimar o poder dos dispositivos móveis (mobile) e os apps (aplicativos) que temos a disposição. Estar na web exige um trabalho de curadoria de conteúdo diário e a interatividade com o cliente é necessária nos dias atuais. Nos debates, especialistas argumentavam que o mobile é um comportamento de consumo. Engana-se quem acredita que o varejo físico está fadado à inexistência. Nos debates do evento era perceptível compreender que o varejo físico sempre existirá, mas não pode estacionar no tempo e acreditar que nada mudou. No contexto digital, os palestrantes discorreram que é preciso que o consumidor esteja envolvido de tal forma a ser como se estivesse em uma loja física. O hibridismo Phygital, que é a convergência entre o varejo off line (físico) e varejo on line (digital), se vale da experiência positiva de consumo dos clientes para com as marcas nesses dois canais. A customização ou personalização de produtos que permite ao cliente criar um produto único, com sua identidade e personalidade, foi, também, uma das tendências discutidas na
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NRF. Cases como os das empresas Indochino e Shoes o prey foram apresentados. A customização já é uma verdade no varejo, e se mostra como uma inovação no modus operandi de se fazer negócio. Foi apresentado também o programa de capacitação e treinamento chamado Rise UP. O programa objetiva o desenvolvimento de habilidades para o varejo, e foi criado pela NRF em conjunto com as grandes corporações associadas a ela. Isso nos remete a seguinte questão: Mas de nada adianta, portanto, uma loja com alto padrão visual e tecnologia se os atendentes não demonstram interesse em interagir com o cliente. Como envolver minha equipe de vendas? Treinamento.
O hibridismo Phygital, que é a convergência entre o varejo off line (físico) e varejo on line (digital), se vale da experiência positiva de consumo dos clientes para com as marcas nesses dois canais.
Artigo
Mas qual a novidade em treinar a equipe? A diferença é que as corporações americanas deixaram de lado a concorrência inerente do mercado em prol de um bem maior, o próprio varejo americano. Participar de um evento do porte da NRF para o varejista brasileiro é importante para a quebra de paradigmas, culturas e vícios nos negócios. É claro que muito do que se ouve no Big Show deve ser moldado ao contexto brasileiro. Para que a inovação no varejo aconteça, os palestrantes ressaltavam que os varejistas devem buscar alterar sempre o status quo. É inegável que o cerne do marketing e do varejo é originado nos Estados Unidos. Nos debates era evidente que, para se ter sucesso, é necessário tentativa e erro. Mas, até mesmo para errar, é necessário planejamento. No evento era possível participar de painéis com pequenas empresas denominados de “Small Business experience” (experiência dos pequenos negócios). Os empresários deram depoimento de como conseguiram alcançar o sucesso, aprendendo com as falhas, porém mantendo o foco no que o seus clientes realmente queriam.
Novamente voltamos ao inicio da discussão, pessoas. Muitas das tecnologias apresentadas no pavilhão de exposição estavam focadas em análises estatísticas no PDV (ponto de venda). Essa confluência de informações é conhecida por Big Data. Métricas servem ao varejo de fonte de engajamento com o cliente, pois elas permitem compreender o que gostam, o que costumam comprar, as áreas de vendas que mais frequentam e outros dados que se queira obter. A importância do varejo não
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está somente no principio básico do marketing, que é o de atender uma necessidade, mas um conjunto de praticas e ações de como os varejistas podem adquirir conhecimento sobre seus clientes. Desejos e vontades se alteram, e a dinâmica do varejo jamais deve esquecer a alma do negócio: as pessoas. Enxergue o seu cliente não somente como mais uma estatística. O futuro do varejo não é o que, mas quem.
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Artigo
Onofre Rodrigues de Miranda Professor ENEG
“Vamos falar da vida alheia…”: a fofoca no ambiente de trabalho Basta uma rápida folheada em revistas de consultórios médicos ou breve acesso a sites e redes sociais para constatarmos que há muita leitura voltada à vida das celebridades. Em todo o mundo existem, além da mídia impressa especializada sobre esse assunto, programas de televisão que se dedicam a tratar exclusivamente sobre a vida delas. Saber sobre a vida de pessoas públicas – o que fazem, com quem se relacionam, os conflitos familiares, - é um dos tipos de fofocas voltadas para o entretenimento e diversão da população. Não diferente na vida pessoas comuns, a fofoca seria um conversa informal entre duas ou mais pessoas sobre uma terceira pessoa que não esteja presente nessa conversa. O fato é que historicamente a fofoca é usualmente interpretada como algo negativo na vida das pessoas e restrita a “coisa de mulher”! Mas, atribuir a fofoca a aspectos exclusivamente negativos e relacioná-la a um gênero específico seria no mínimo “tapar o sol com a peneira” e, sobretudo, aumentar o preconceito que há entre as pessoas sobre as mulheres. Essa visão de que somente as mulheres fofocam pode estar enraizada a uma cultura machista em que
homens são provedores do lar e não são fofoqueiros, apenas as mulheres que são “do lar” e “recatadas”. O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, por exemplo, não vincula essa ideia distorcida a um determinado gênero. A concepção de fofoca neste léxico atribui a um substantivo feminino definido por “mexerico, intriga ou bisbilhotice” e ao verbo intransitivo fofocar “intrigar, mexericar, bisbilhotar” (p. 639). De regra, esses entendimentos negativos acerca da fofoca também são perpetuados no ambiente de trabalho de toda e qualquer tipo de organização, afinal de contas a fofoca é uma forma de comunicação informal e inerente a todo ser humano. Esse ensaio tem por finalidade discutir sobre a concepção de fofoca e seus aspectos no ambiente de trabalho e possíveis implicações para gestores de organizações. Embora com entendimentos predominantemente negativos, sabe-se que o termo fofoca é abrangente e pode denotar diversos aspectos, tanto relacionados a fatores negativos (mais comumente apreendido no senso comum), quanto a aspectos positivos. Se há esse lado pejorativo da fofoca no senso comum, por
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outro lado, entre acadêmicos da área a definição deste fenômeno não é consensual (oh povo que complica – isso é uma fofoca!). Não obstante à imprecisão consensual entre os pesquisadores, observa-se que no contexto organizacional a fofoca compreende a “uma conversa avaliativa informal entre duas ou mais pessoas sobre uma terceira pessoa que não esteja presente” (FINE; ROSNOW, 1978; KUO, et al. 2015). Na verdade essa confusão conceitual da fofoca se dá pela natureza complexa e seu caráter multidimensional. Explico... para ilustrar brevemente as dimensões que envolvem esse fenômeno no ambiente de trabalho, ressaltam-se três componentes da fofoca: o interlocutor, o receptor e a pessoa ausente à conversa a quem se refere a fofoca. O interlocutor seria a pessoa que transmite uma informação a um colega de trabalho (receptor), sobre outro colega que não esteja presente na conversa. Cabe aqui uma diferenciação entre a fofoca e o rumor, pois ambos os termos por vezes são considerados como sinônimos, o que causa mais confusão. Rumores são especulações que surgem para minimizar a ambiguidade de informações
Artigo
sobre determinado evento (MILCHELSON, et al. 2010). Nas grandes organizações, por exemplo, a troca de diretores pode gerar rumores devido à falta concreta de informações sobre essa mudança - como será essa troca de direção ? Quem será o novo diretor ? De que forma vai interferir o trabalho de todos na organização. Empregando esse exemplo, a fofoca surgiria a partir de comentários informais e avaliativos sobre as razões da dispensa do diretor (terceira pessoa ausente na conversa): “... saiu por ineficiência...”, “... teve desavenças com outro diretor...”, “assediou a colega de trabalho..” neste caso, a fofoca seria utilizada para disseminar informações sobre possíveis motivos da saída do diretor! tá, tudo bem... o exemplo exposto enfatiza o aspecto negativo da fofoca. Mas e o outro lado da fofoca? A comunicação organizacional, isto é as informações que são transmitidas entre trabalhadores na organização segue predominantemente um fluxo formal de comunicação, geralmente por ordens expressas em memorandos, ofícios ou notas em murais entre outros meios. O trabalhador necessita de informações para compreender a realidade organizacional e, assim, às vezes, à fofoca cumpre com esse papel de transmitir informações necessárias
e rápidas para minimizar a lentidão e burocracia do fluxo formal de informação. “O novo diretor é um cara sensato e justo, não existe motivo para pânico...” essa seria um aspecto positivo da fofoca!! Agora se há distinção entre homens e mulheres quanto ao ato de fofocar, verificase que não existe distinção, ou seja, tanto homens e mulheres fofocam sobre outras pessoas e eventos. A literatura acadêmica corrobora essa afirmativa, um estudo que realizei sobre o significado da fofoca no ambiente trabalho indicou que, após análises estatísticas realizadas, não há diferenças entre idade, gênero, formação acadêmica, e tempo de serviço na organização no que diz respeito à fofoca no ambiente de trabalho. Isto quer dizer que não há distinção, todos fofocam. Neste mesmo estudo, os resultados apresentaram que o entendimento que os trabalhadores de empresas públicas e privadas têm sobre esse termo sobre a fofoca seria a “ociosidade” e a “inveja”. Os resultados ainda sugerem que esses significados partilhados pelos pesquisados indicam que o trabalhador tende a “cuidar da vida do outro” quanto está momentos sem atividades laborais e o incomodo “pelo sucesso do colega de trabalho”.
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Concluindo, há muito mais para se discutir, estudar tanto sobre a concepção de fofoca como dos outros fenômenos relacionadas à ela. Esse ensaio discutiu concepções gerais sobre o termo e alguns dos seus aspectos no ambiente de trabalho. Para pesquisadores fica o desafio de empreender mais estudos para confirmar os achados já encontrados, assim como clarear a relação com outros fenômenos organizacionais e responder a questões tais como: de forma a fofoca prejudica a produtividade de trabalhadores? Ou como verificar o fluxo da fofoca em organizações em detrimento do fluxo formal de comunicação? Para os gestores cabe uma melhor compreensão e funcionamento do fenômeno fofoca a fim de minimizar seus efeitos negativos no clima e na produtividade dos trabalhadores.
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GDF e o Empreendedorismo Entrevista com Thiago Jarjour
Thiago Jarjour é o Secretário Adjunto do Trabalho, da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal. Nessa entrevista, ele conta um pouco de sua trajetória e fala dos desafios e realizações à frente da pasta. Além disso, ele analisa o mercado de trabalho no cenário atual do Distrito Federal e trata de empreendedorismo. Você foi Secretário de Estado do Trabalho e do Empreendedorismo e atualmente é Secretário Adjunto do Trabalho, da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal. Conte-nos um pouco de sua trajetória e dos principais desafios na Secretaria. Comecei a trabalhar nas empresas da minha família aos 16 anos. Meu 1º emprego foi de frentista no posto de gasolina do meu pai em Taguatinga. Ele mesmo me dizia que se um dia eu quisesse ser “dono”, precisaria ter o respeito dos meus colaboradores e saber fazer o mesmo que eles. Me formei em propaganda e marketing pelo Uniceub e estudei música na Escola de Música de Brasília. Aceitei o convite do governador Rodrigo Rollemberg para tocar as pautas de empreendedorismo do governo dentro da Secretaria do Trabalho, ainda como Subsecretário. Com 8 meses de governo, ele pediu que eu assumisse a secretaria toda após a saída do secretário na época. Regulamentamos a atividade de foodtrucks na nossa cidade, que hoje emprega aproximadamente 2 mil pessoas. Fomos protagonistas da regulamentação do Uber. Conseguimos trazer para Brasília o maior evento do mundo em empreendedorismo, inovação e tecnologia, que é a Campus Party e ocorre em junho de 2017. Concedemos 10 milhões em crédito para 823 microempreendedores de nossa cidade em 2016 através do nosso programa de microcrédito, o Prospera. E ainda formamos 11.605 pessoas em cursos de qualificação profissional de extrema qualidade, de forma gratuita pelo Qualifica Mais Brasília. Os desafios são imensos, mas no ano de 2016 tivemos uma leve redução no nível de desemprego do DF, e agora temos tido relativa estabilidade. Acredito que o cenário para os próximos meses tende a ser promissor, estamos trabalhando com afinco para que isso aconteça.
Entrevista
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Caro Secretário, como analisa o mercado mais autossustentável no modelo que vem se replicando há décadas e a tendência é um de trabalho atual do Distrito Federal? O mercado de trabalho não só no DF, mas no Brasil e no mundo, está cada vez mais competitivo. O advento da tecnologia já concorre há algum tempo com a mão de obra humana, e isso tende a aumentar. Temos que olhar para as profissões do futuro e educar as novas gerações para elas. Recomendo também que as pessoas estejam constantemente se qualificando ou se reciclando para o mercado de trabalho. Um dos grandes desafios do setor que emprega no DF é que existem vagas em aberto, mas é difícil encontrar pessoas qualificadas. Por isso a nossa secretaria vem dando enorme prioridade para a qualificação profissional e, como dito, no ano de 2016 qualificamos 11.605 pessoas de forma totalmente gratuita em cursos de extrema qualidade no programa Qualifica Mais Brasília.
O que o GDF vem fazendo para melhorar a relação oferta x demanda de postos de trabalho? Estamos inovando os serviços da Secretaria de Trabalho do DF. Uma das grandes novidades é a criação da CAE (Central de Atendimento ao Empregador), que funciona quase como um centro de telemarketing, captando vagas de forma ativa nas empresas. Antes, na maioria das vezes era o empregador que oferecia as vagas que eram disponibilizadas nas agências do trabalhador. Agora nós vamos atrás dessas vagas e unimos isso ao cadastro das pessoas que passaram pelos cursos do Qualifica Mais Brasília. Isso tem gerado um resultado muito positivo na taxa de efetividade de pessoas que são encaminhadas pela secretaria X pessoas e que são realmente efetivadas nos postos de trabalho após a entrevista.
enxugamento significativo dessa máquina. Com o passar dos anos, acredito que Brasília tende a se fortalecer como cidade empreendedora, sobretudo nas áreas de inovação e tecnologia. Estudos da Endeavor já apontam Brasília entre as 5 capitais mais empreendedoras do país.
O país vem enfrentando uma crise econômica e que reflete em desemprego. Nesse cenário, qual o conselho você dá aos futuros profissionais? Ficarem antenados nas tendências. Cursos de reciclagem e qualificação profissional nunca são demais. Costumo dizer que na velocidade que as coisas estão acontecendo hoje em dia, quem ficar parado na verdade estará dando marcha ré. Há 5 anos atrás ninguém imaginava a revolução que o Uber ia causar no transporte privado de passageiros. Tampouco a Blockbuster previu o Netflix e as lojas de artigos esportivos não imaginavam que a Netshoes deixaria de ser uma startup promissora pra se tornar uma enorme concorrente. A velocidade das transformações só aumentará. Você decide se entra na turma dos que vão correr atrás de acompanhar, ou dos que vão ficar pra trás.
O Sr. vem divulgando ações voltadas ao Empreendedorismo, em que medida acha que uma formação Empreendedora pode resultar em um diferencial no mercado de trabalho? A solução do Brasil é apoiar e fomentar empreendedorismo. O serviço público se exauriu ao longo dos anos. A máquina pública não é Brasília, ano 1, nº 4, Janeiro - Março 2017