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Boletim Informativo

SOCIEDADE PARAENSE DE CARDIOLOGIA Ano I - Nº1 dezembro de 2008

É

Diretoria

com muita honra e prazer que me dirijo a você para inicialmente desejar-lhe um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO, que juntamente com seus familiares, todos os vossos desejos sejam alcançados, em perfeita união e sob as bençãos de Deus, e também quero agradecer sua participação direta ou indiretamente no sucesso da nossa responsabilidade maior em 2008, que foi a realização conjunta do XXVIII Congresso Norte e Nordeste de Cardiologia e o XX Congresso de Cirurgia Cardiovascular. O ano de 2008 foi um sucesso para Cardiologia do nosso Estado, pois tivemos a incumbência de sediar o maior evento da cardiologia da região norte e nordeste e graças ao empenho de toda Diretoria e mais os Drs. Wesley MeIo, Haroldo Koury, Paulo Toscano, Eduardo Costa, que tornaram a programação científica e a organização do evento motivo de parabenizações desde o Dr. Antônio Carlos Chaga, Presidente

Mensagem do Presidente

Homenagem feita ao Dr.Tuby D`Oliveira por  ocasião  do XXVIII Congresso Norte e Nordeste de Cardiologia

da SBC, até colegas locais e de outros Estados que participaram do Congresso, que teve um número total de 850 congressistas. Neste ano prestes a findar, a Diretoria teve bastante trabalho, principalmente no primeiro semestre, com reuniões semanais, em conjunto com

as meninas da Tribuna (Fernanda, Carolina e Márcia) que nos ajudaram bastante no sucesso do Congresso, bem como na realização das demais programações científicas organizadas pela Diretoria, durante todo ano de 2008. Para finalizar quero mais uma vez contar com o apoio do

prezado colega, prestigiando nossos eventos, enriquecendo com vossa presença a nossa programação científica para 2009, que consta no final deste boletim informativo. Muito obrigado e um Feliz 2009.

Dr. Moacir Palmeira e Dr. José do E. Santo C. Jr.

Dr. Antônio Travessa

Dra. Claudine Feio

Dra. Heloísa Guimarães

Dr. José Francisco Pacheco

Dr. Helder Reis 1º Secretário

Dra. Sônia Cristino

Representante do FUNCOR

Dr. Kleber Ponzi

Dra. Heloísa Oliveira

Dr. Alberto Mauro Anijar

Presidente

Vice-Presidente

Presidente Eleito

Diretor Científico

2º Secretário

Tesoureiro

Diretor de Qualidade Assistencial

Antônio Travessa

Diretores de Publicidade

Sra. Terezinha P. dos Reis Secretaria da Sociedade


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A

Sociedade Paraense de Cardiologia - SBC/PA

Aos Sócios da SBC/PA

gradeço o convite do nosso presidente, o colega e amigo Dr. Antonio Delduque Travessa, para ocupar, na condição de candidato a presidente-futuro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, este acolhedor espaço. Dirijo-me a todos(as) os(as) amigos(as) e colegas para informar a origem dessa candidatura, seus propósitos e a necessidade do engajamento de todos vocês, pedra angular da construção do projeto que, juntos, haveremos de propor. Tudo começou no congresso da SBC de 2007, em São Paulo. Fui convidado a jantar com um grupo de colegas, liderados por Marco Mota Gomes (Alagoas), quando duas qüestões foram postas: 1) há

35 anos, presidentes da SBC oriundos do norte-nordeste ou são baianos ou pernambucanos; 2) é imperativo democrático que haja um rodízio entre os demais 14 estados dessas regiões. Aceita por todos a tese do “rodízio”, Marco olhou para mim e disse: nós achamos que você é a pessoa credenciada para representar essa alternativa. Entre honrado e assustado, concordei, desde que os proponentes do meu nome fizessem uma sondagem preliminar, consultando lideranças de vários estados. E assim foi feito: as respostas favoráveis, com mensagens muito estimulantes de apoio, sem rejeições, viabilizaram a candidatura, especialmente após o apoio oficial da SPC. Detalhe: o assunto começou a ser tratado em 2007, para

uma campanha projetada para 2008 e a eleição em 2009. Infelizmente, a regra do jogo foi mudada e a eleição ocorrerá em 2010. Então, por óbvias razões, a campanha foi desacelerada, mas não pode parar... Meus propósitos básicos são manter todas as boas ações que a SBC vem desenvolvendo, elaborar um projeto que contemple novas idéias e que seja construído pela participação de todos os interessados, que somos todos nós, os sócios. Convido, pois, a diretoria da SPC (atual e futura) e cada um de vocês, meus colegas e amigos, a participarem desse fazer coletivo, com propostas e o compromisso do engajamento na campanha, até a consumação do voto eletrônico. Atuem junto aos seus amigos de outros

estados, no trabalho tão necessário de “formiguinha”, argumentando, propondo e conseguindo o voto. Afirmo a vocês que hoje, como ontem, procurarei fazer o melhor que esteja ao meu alcance, com a crença de que é possível, sim, exercer funções como essa sem renunciar à ética. Conto com o apoio de todos, que agradeço do fundo do coração. Votos de bom Natal para todos, extensivos aos que lhes são caros. Paulo Roberto P. Toscano

Situação da doença aterosclerótica no Brasil

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emos observado um declínio razoável da mort a l id ade p or causas cardiovasculares em países desenvolvidos nos últimos anos, porém verificamos elevações relativamente rápidas e substanciais em países em desenvolvimento, dentre os quais o Brasil. De acordo com as projeções da Organização Mundial de Saúde, esta tendência de elevação na doença cardiovas-

cular tende a persistir, agravando ainda mais o quadro de morbidade e mortalidade elevadas nestes países. No Brasil, nos últimos 40 anos, a mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) foi maior de que por doença coronária, situação inversa à de outros países ocidentais, com exceção de Portugal, com coeficientes próximos aos nossos. No Brasil, a mortalidade por AVC também apresenta variação regional. De 1979 a 1996, a mortalidade declinou no Sul e Sudeste, e aumentou no Centro-Oeste, exceto dos 30 aos 39 anos. O Nordeste apresentou o menor de risco de morte, exceto dos 40 aos 59 anos, quando

aumentou. O Norte mostrou tendência à estabilidade. Vale ressaltar que a análise dessas tendências foi prejudicada pela grande proporção de causas mal definidas de morte.    A epidemiologia das doenças arterial coronária e cerebrovascular torna evidente a importância da aterosclerose como causa de morbimortalidade cardiovascular em todo o mundo e também em nosso país. A aterosclerose, causa mais comum de doença cerebrovascular (AVC) (70% ou mais dos acidentes vasculares cerebrais) e de doença arterial coronária, é uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial que ocorre em resposta à agressão endotelial,

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acometendo principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre. A formação da placa aterosclerótica inicia-se com a agressão ao endotélio vascular devida a diversos fatores de risco como elevação de lipoproteínas aterogênicas (LDL, IDL, VLDL, remanescentes de quilomícrons), hipertensão arterial ou tabagismo. Como conseqüência, a disfunção endotelial aumenta a permeabilidade da íntima às lipoproteínas plasmáticas favorecendo a retenção das mesmas no espaço subendotelial. Retidas, as partículas de LDL sofrem oxidação, causando a exposição de diversos neo-epítopos, tornando-as imunogênicas.


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O depósito de lipoproteínas na parede arterial, processochave no início da aterogênese, ocorre de maneira proporcional à concentração dessas lipoproteínas no plasma. Além do aumento da permeabilidade às lipoproteínas, outra manifestação da disfunção endotelial é o surgimento de moléculas de adesão leucocitária na superfície endotelial, processo estimulado pela presença de LDL oxidada. As moléculas de adesão são responsáveis pela atração de monócitos e linfócitos para a parede arterial. Induzidos por proteínas quimiotáticas, os monócitos migram para o espaço subendotelial onde se diferenciam em macrófagos, que por sua vez captam as LDL oxidadas. Os macrófagos repletos de lípides são chamados células espumosas e são o principal

componente das estrias gordurosas, lesões macroscópicas iniciais da aterosclerose. Alguns mediadores da inflamação estimulam a migração e proliferação das células musculares lisas da camada média arterial. Estas, ao migrarem para a íntima, passam a produzir não só citocinas e fatores de crescimento, como também matriz extracelular que formará parte da capa fibrosa da placa aterosclerótica. A placa aterosclerótica plenamente desenvolvida é constituída por elementos celulares, componentes da matriz extracelular e núcleo lipídico. Estes elementos formam na placa aterosclerótica, o núcleo lipídico, rico em colesterol e a capa fibrosa, rica em colágeno. As placas estáveis caracterizam-se por predomínio de colágeno, organizado

em capa fibrosa espessa, escassas células inflamatórias e núcleo lipídico de proporções menores. As instáveis apresentam atividade inflamatória intensa, especialmente nas suas bordas laterais, com grande atividade proteolítica, núcleo lipídico proeminente e capa fibrótica tênue. A ruptura desta capa expõe material lipídico altamente trombogênico, levando à formação de um trombo sobrejacente. Este processo, também conhecido por aterotrombose, é um dos principais determinantes das manifestações clínicas da aterosclerose. Estudos recentes sugerem que hipercolesterolemia e HDL-colesterol diminuído podem aumentar o risco de AVCI, embora a relação de risco não seja tão significativa como aquela com a doença coronariana. Por outro lado,

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os benefícios na prevenção do AVCI em pacientes coronarianos, em uso de estatinas, têm sido apoiados por várias metanálises . Resta, porém, esclarecer se o mecanismo dessa proteção está mais relacionado ao efeito hipolipemiante das estatinas ou aos seus efeitos benéficos sobre o endotélio, com maior estabilidade das placas ateroscleróticas, e às suas propriedades antitrombóticas e antiinflamatórias (Goldstein). Vale salientar que a redução do risco esteve associada com redução dos níveis lipídicos mesmo nos indivíduos com perfil lipídico considerado normal. Evidências patológicas desses benefícios têm sido demonstradas em estudos recentes, indicando relação inversa entre níveis lipídicos e grau de aterosclerose carotídea extracraniana. Claudine Feio

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Insuficiência cardíaca diastólica: um enfoque clínico

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o mundo todo a Insuficiência Cardíaca é uma das principais causas de internação hospitalar, e em nosso país segundo dados do DATASUS (2004) cerca de 400 mil pacientes são internados anualmente com ICC, com taxa de mortalidade da ordem de 6,62%, ou seja quase 25 mil óbitos ao ano. A prevalência estimada de ICC é de 500 mil novos casos por ano. Na prática detectamos que em torno de 40% dos pacientes com sinais e sintomas de ICC têm Fração de Ejeção (FE) > 50%, sendo um dos caracteres da chamada Insuficiência Cardíaca Diastólica. Isto se reveste de uma característica clínica especial em que estes pacientes tendem a ser

idosos, com disfunção progressiva do relaxamento, mulheres, portadoras de Hipertensão Arterial e doença coronariana, que causam alteração do enchimento ventricular por hipertrofia ou isquemia, e no diabético ( devido a ICO frequente, fibrose e deposição do colágeno), além da Fibrilação Atrial que leva a maior pressão e dilatação do átrio esquerdo. A mortalidade destes pacientes é menor que aqueles com FE deprimida, porém mais elevadas que naqueles da mesma faixa etária sem ICC. A Sociedade Européia de Cardiologia, em 1998, determinou três critérios para o diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Diastólica : I - Presença de sinais e sintomas de ICC ( turgência jugular, edema periférico, disp-

néia, fadiga e intolerância ao exercício ). II - Função Sistólica normal ou ligeiramente diminuída (FE > 50 %). III - Evidências de anormalidade no relaxamento ou enrijecimento diastólico. O diagnóstico definitivo da disfunção diastólica é feito de forma invasiva pelo cateterismo do lado esquerdo, com medidas diretas da pressão, volume e fluxo. Na avaliação da disfunção diastólica a Ecodopplercardiografia (ECO) tem um papel primordial. Através do Doppler Mitral, analisá-se a medida das velocidades e o padrão de fluxo de enchimento do VE, identificando alterações no relaxamento do VE ( relação E/A <1), disfunção diastólica grau I e o padrão

O que acontece em 2009

Planejamento das reuniões científicas para 2009 organizadas pela diretoria

13 e 14 de fevereiro - I Simpósio sobre Insuficiência Cardíaca do G.E.I.C no Pará. / Palestrantes : Dr. Marcelo Montera e Dr. Fernando Bacal / Local: Auditório do CRM / Hora: 20 h e 09h / Apoio: Laboratório Merck S/A

06 a 08 de agosto - XIX Congresso Paraense de Cardiologia. Local : Hangar.

restritivo (relação E/A > 2), disfunção diastólica grau III e IV. É fundamental discernir a IC se sistólica ou a diastólica, pois o prognóstico (melhor na diastólica) e tratamento são diferentes em alguns aspectos. Por exemplo os Bloqueadores dos Canais de Cálcio não são usados na IC sistólica e são úteis na IC diastólica, que necessita menores doses de diuréticos e prescinde também o uso dos digitálicos.

Antônio Travessa

Datas da reuniões administrativas da diretoria e confraternização Janeiro - Dia 21 (quarta-feira) Fevereiro- Dia 04 (quarta-feira) Março- Dia 18 (quarta-feira)

06 e 07 de março - Programa de Educação Continuada (PRECON) em Arritmia para os Clínicos. / Coordenador: Dr. Kleber Ponzi / Palestrante e Local: a definir.

23 e 24 de outubro - II Curso do Programa de Atualização em Cardiologia da S BC. / Palestrantes: A definir pela SBC / Local: Auditório do CRM

Abril - Dia 15 (quarta-feira)

24 e 25 de abril -II Simpósio de Hemodinâmica para Clínicos / Palestrantes: a definir. Coordenado pela Dra. Heloísa Guimarães / Local: Hotel Paraíso em Mosqueiro

27 de novembro - Curso Organizado sobre Insuficiência Coronária Aprsentado por um Serviço de Cardiologia da Cidade, a ser convidado. Local: Auditório do CRM / Palestrantes: a serem definidos.

Agosto - Dias 08 e 15 (quartas-feiras)

26 de junho - Estresse Oxidativo e Ateroesclerose. / Palestrantes: Dr. Francisco Fonseca da UNIFESP / Local: Auditório do CRM / Hora - 20 h / Apoio: Astrazeneca

Maio - Dia 20 (quarta-feira) Junho - Dia 17 (quarta-feira)

Setembro - Dia 16 (quarta-feira) Outubro - Dia 14 (quarta-feira) Novembro - Dia 18 (quarta-feira) Dezembro - Dia 16 (quarta-feira) Confraternização - Local- Sede da SBC-PA

Projeto gráfico e diagramação: Elane Queiroz / Revisão: Oswaldo Koury Neto. Dezembro - 2008

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Boletim Informativo_ Sociedade Paraense de Cardiologia. Serviço realizado: programação visual, diagramação e tratamento de imagens.

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