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Resumo crítico sobre a reportagem “Químicos rebatem fórmula para enganar o bafômetro.”

A notícia retrata um fato muito interessante, no qual desafetos da lei da seca acreditam que uma fórmula seria capaz de enganar o bafômetro. Segundo eles, se bebermos refrigerante com gelo conseguiríamos enganar o aparelho. Já especialistas da USP, discordam desses desafetos e até tiram sarro, pois justificam que para o gelo liberar o hidrogênio, ou seja, separar as moléculas de água seria preciso uma eletrólise, processo que separa os elementos químicos de um composto através do uso da eletricidade. Resumindo, procede-se primeiro à decomposição do composto em íons e, posteriormente, com a passagem de uma corrente contínua através destes íons, são obtidos os elementos químicos. A palavra eletrólise é originária dos radicais eletro (eletricidade) e lisis (decomposição), ou seja, decomposição por eletricidade, podendo ainda ser chamada literalmente de eletro decomposição. O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcoólica analisando o ar exalado dos pulmões de uma pessoa. É um aparelho muito difícil de enganar. Existem dois tipos de bafômetro, o bafômetro com célula de combustível e o com dicromato de potássio. O mais usado pelos policiais atualmente é o de célula de combustível. Nele, o álcool expirado reage com o oxigênio presente no aparelho, esta reação ocorre com a ajuda de um catalisador; Ocorre a liberação de elétrons, de ácido acético e de íons de hidrogênio; Os elétrons então passam por um fio condutor, gerando corrente elétrica. Um chip presente dentro do aparelho calcula a porcentagem e dá a concentração de álcool no sangue. Quanto mais álcool, maior será a corrente elétrica. Como o gelo é uma substância pura, a água, composta por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, para separar seus elementos hidrogênio e oxigênio, há alguns processos, como a eletrólise, mas é impossível em condições ambientes, sem utilizar a corrente elétrica. Portanto, os desafetos da Lei seca que criaram essa fórmula, estavam equivocados, pois o gelo ou água só se decompõe, ou com uma temperatura altíssima ou pela eletrólise, com correntes elétricas. Ou seja, os especialistas estavam corretos ao debochar dessa fórmula.


Fonte: Folha.com/ciência

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u430605.shtml

Alunos do 1º A: Anderson de Lucca Venturini Sidney Rossini Inácio Soares


Químicos rebatem fórmula para enganar o bafômetro