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EDUARDO ANDREAS HAMM
PROPOSTA PAR A PATINETES ELÉTRICOS NA MICROMOBLIDAD BR ASILEIR A
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Trabalho de conclusão de curso, apresentado à Pontificia Universidade Católica do Paraná, como parte das exigências para a obtenção do título de Designer de Produto. Orientadora: Prof. Camila Teixeira.
Curitiba 2020 3
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AGRADECIMENTOS Agradeço e dedico este trabalho à todas as pessoas que me apoiaram durante todo o processo da educação, em especial: À minha noiva, Tatiane Lopes Conceição Andersen, que esteve ao meu lado durante os ultimos 6 anos, apoiando-me ao longo do curso e todos momentos difíceis. Foi também, quem me ajudou a escolher a profissão de designer de produto, uma das melhores decisões da minha vida. Aos meus pais João Herbert Hamm e Rosane Clarice Hamm e à minha irmã Suelen Cristine Hamm, que me criaram e me fizeram a pessoa que sou hoje, me incentivaram nos estudos e dedicaram-se a minha formação de maneira incondicional. À minha amiga e mentora Elisabeth Penner, que sempre me ensinou, desde a infância, a ser uma pessoa criativa e curiosa em relação ao funcionamento das coisas e do universo. Me apoiou e incetivou em muitas etapas da minha vida. À todos os meus professores, que foram pacientes e gentis ao ensinar e se tornaram grandes aspirações profissionais. Agradeço também intensamente à toda minha família e amigos e todos que tiveram influência de alguma forma na minha educação e na formação do meu caráter e personalidade, me apoiaram, incentivaram e que tiveram alguma contribuição para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje, que com muito orgulho, encerra esta importantíssima etapa na vida pessoal e profissional. Obrigado à todos. 5
T
ão rápido e surpreendentemente quanto as startups de compartilhamento de patinetes elétricos surgiram nas cidades brasileiras, estas também desapareceram de maneira repentina. Entre alguns fatores para que isto acontecesse os mais significativos foram a falta de segurança dos usuários e a baixa lucratividade do negócio. Analisando o referido cenário e a mudança de hábitos profissionais em meio a pandemia do COVID-19 (2020), buscou-se criar uma solução afim de popularizar os patinetes elétricos por meio dos princípios e técnicas de design de produto tendo em mente o aumento exponencial de trabalhadores informais, liberais e do home-office..
ABSTRACT A
s quickly and surprisingly as e-scooter sharing startups were established in Brazilian capital cities, they also disappeared. Huge factors for this outcome were the user’s lack of security and the low profitability of the business. Having analyzed this scenario and taking the change of professional habits due to the 2020 Covid-19 pandemic into consideration, an attempt to generate a solution through product design principles and techniques has been made, with the exponential growth of informal and liberal workers in mind.
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SUMÁRIO
RESUMO
09 10 12 14 16 50 52 54 60 66 68 70 72 73 74 79 80 88 90 102 104 107 108
Introdução Problemática Objetivos Justificativa Referencial Teórico Pesquisa de Segmento Análise Sincrônica Análise Diacrônica Público Alvo Pesquisa de Tendências Tema Conceito Geração de Alternativas Cores Materiais Fichas Técnicas Fabricação Tecnologia e Segurança Análise Ergonômica Produção Fotográfica Análise de Viabilidade Validação com o Público Alvo Conclusão Referencial Bibliográfico 7
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1.INTRODUÇÃO
A
mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras tem enfrentado diversos problemas no quesito da funcionalidade. Trânsitos lentos e demorados, engarrafamentos, poluição ambiental por meio do grande volume de emissão de gases e uso de combustíveis fósseis, poluição sonora e visual. Uma das principais causas do surgimento destes problemas é a falta de incentivo e oferta de meios de transporte públicos viáveis que resulta na busca pelo transporte individual, amplificada pela pressão de indústrias automotivas no país (BEZERRA, 2018). Nos anos recentes foram introduzidos os veículos elétricos que trabalham com energia renovável e startups que oferecem serviços de motoristas particulares e compartilhamento de veículos. A expectativa é que serviços de compartilhamento tenham impacto positivo no trânsito e no meio ambiente, mas apesar de evidências condizentes, alguns especialistas ainda divergem no assunto, sustentados por outros dados que sugerindo o agravamento do trânsito por causa destes serviços persuadindo a população a usar menos o transporte público (AGENCIA TERECE, 2019). A vantagem dos carros elétricos para esta questão, está na ausência de emissão de gases poluentes e ruídos sonoros sem contar a economia financeira e de combustível da qual seus proprietários podem usufruir apesar de também sofrerem com ceticismo em relação aos níveis de poluição emitidos na produção de suas baterias (ELLSMOOR, 2019). O compartilhamento de bicicletas já era
conhecido desde 1965 introduzido na Europa e popularizado a partir de 1994, mas em 2017 uma nova opção de micromobilidade foi lançada nos Estados Unidos, o compartilhamento de patinetes elétricos por meio de aplicativos de smartphone. Esta opção se tornou uma tendência rapidamente e sua oferta se alastrou para outros países e continentes chegando no Brasil em 2018. Infelizmente as startups de micromobilidade demonstraram dificuldades de crescer de forma efetiva no Brasil e não se tornaram completamente rentáveis. O número de acidentes considerável com este meio de transporte também mostrou ser um problema e desencadearam a criação de uma série de leis e regulamentos que desagradaram seus usuários. No ano de 2019 algumas startups já deixaram de operar em 14 cidades brasileiras, algumas fecharam suas portas e outras optaram pela fusão de uma ou mais empresas (FREITAS, 2020). As empresas de compartilhamento, apesar de seu aparente fracasso na expansão e independência financeira, introduziram a nova modalidade de transporte a população, o uso de patinetes elétricos particulares. Estatísticas indicam que a importação de veículos elétricos levíssimos subiu em aproximadamente 735% no ano de 2019 (G1, 2020) mas apesar de terem uma boa aceitação pública ainda sofrem com uma variedade de problemas que afetam a sua popularidade. Neste projeto, procura-se analisar com mais detalhes o fracasso destes serviços e produtos (você então vai propor um serviço e um produto?), visando uma proposta para sua solução.
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2.
PROBLEMATI
Um grande fracasso, se comparado à 2018 quando operavam em 17 diferentes cidades em todo o país. A decepção principalmente pela baixa expectativa de vida do equipamento compartilhado de em média de 29 dias por pati Um fator agravante desses resultados são o número de acidentes em todo o mundo. Os patinetes elétricos n dos casos resulta em fraturas e traumas na região da cabeça (MIHALCIK, 2020). Entretanto os acidentes não Brasil e uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP aponta que aproximadamente 46% dos entrevist Outros fatores importantes são as desvantagens do sistema dockless, que elimina a necessidade de deixar um pa patinetes podem ser abandonados em qualquer local da cidade além de gerarem mais fatores poluentes, com Estes problemas se dão em função da expansão agressiva destes serviços e falta da existência de regulamentaçõe patinetes elétricos nas leis (DA REDAÇÃO, 2020). Muitas destas novas legislações como limites de velocidade e ob A aquisição de um patinete elétrico particular contorna alguns destes problemas, especialmente aqu baratos, mas quando se trata de um produto com um desempenho mais desejável, os valores de
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N
o início da sua implantação, patinetes elétricos foram vistos como uma solução inovadora para os problemas de locomoção nas cidades, tornandose uma grande tendência e uma opção de transporte para muitos usuários, mas este cenário mudou em um curto período de tempo e empresas de aluguel de patinetes se concentram agora em apenas 3 cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. o destas startups está ligeiramente relacionada ao seu modelo de negócio importado que gera prejuízos às empresas inete (MANS, 2020), constantemente sujeitos a vandalismo e a precária situação dos asfaltos e calçadas do país. não são mais vistos como um meio de transporte seguro, uma pesquisa americana aponta que grande parte o se restringem a micromobilidade norte americana e tem sido registrado um aumento de casos também no tados não acreditam que patinetes elétricos sejam uma forma segura de locomoção (ARCOVERDE, 2019). atinete em uma estação ao final da viagem. Este sistema gera poluição visual e bloqueio de vias pedestres, pois carros designados a buscarem estes patinetes onde estiverem e leva-los aos locais de carga (KEATING, 2019) es para os mesmos. As regulamentações necessárias estão surgindo com atraso pela inexistência da definição de brigatoriedade do uso de capacete desencorajam usuários dos patinetes e algumas medidas visam proibir o seu uso. ueles relacionados diretamente ao compartilhamento, mas acaba enfrentando outros. Existem patinetes e investimento inicial são pouco convidativos além da escassez de alternativas de origem nacional.
IZAÇÃO
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3. OBJETIVO GERAL
D
esenvolver um projeto de Design de Produto a fim de apresentar um novo conceito de patinete elétrico que busque atender aos principais problemas enfrentados por esta categoria de veículos elétricos levíssimos como solução para a micromobilidade urbana no Brasil.
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3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Pesquisar e analisar o design de patinetes elétricos existentes e seus concorrentes a fim de encontrar fatores prejudiciais ao seu uso nas cidades brasileiras. • Realizar uma pesquisa de campo com usuários de patinetes elétricos e serviços de compartilhamento com o objetivo de identificar possíveis melhorias por meio de suas avaliações e queixas. • Desenvolver e prototipar um novo conceito de patinete elétrico otimizado para uso nacional. • Propor um serviço de aplicação do novo produto que viabilize seu uso e possua caráter inovador.
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4. 14
JUS TI FI CA TIVA
. O
s patinetes elétricos, também conhecidos como e-scooters são uma proposta de solução para a micromobilidade em grandes cidades pelo simples fato de apresentarem inúmeras vantagens para seus usuários e para o meio ambiente. Aproveitando-se de novas tecnologias como motores elétricos e baterias portáteis estes veículos inovadores chamam a atenção de muitos pela forma limpa de locomoção. Os e-scooters são também um meio de locomoção que podem ter um impacto na diminuição da poluição sonora. De fato, além das vantagens para o meio ambiente esta opção de mobilidade pode ainda mostrar-se um grande fator de economia para seus usuários tendo em vista que o custo de abastecimento de um patinete elétrico é de aproximadamente 1% o custo do abastecimento de um automóvel, mostrandose uma forma de locomoção altamente eficiente (TILLEMAN e FEASLEY, 2018). Além disso, a empresa americana pioneira no compartilhamento de patinetes, Bird afirma que em cidades grandes 40% das viagens de carro são mais curtas que 5km e poderiam, desta forma, ser substituídas por uma forma alternativa de transporte (UCHOA, 2018).
Levando em consideração esta informação podemos afirmar que o uso de patinetes elétricos pode ser esta alternativa, promovendo ao usuário uma viagem livre de trânsito possivelmente, mais rápida e menos estressante. Existe também uma perspectiva que prevê um benefício para saúde física e mental dos usuários de patinetes elétricos promovendo bem estar. Entre os argumentos citados estão a melhoria no equilíbrio corporal, uma alternativa para pessoas com certos problemas de saúde que não as permitem dirigir ou pedalar, benefícios psicológicos como sensação de controle, alívio de stress não proporcionado por automóveis e até mesmo como forma de expressão da personalidade do usuário (PURE ELECTRIC, 2019). Apesar destas vantagens, como argumentado na problemática do projeto os serviços e uso deste meio de locomoção tem falhado no Brasil devido a uma série de fatores. O presente projeto justifica-se por buscar solucionar estes problemas encontrados no nicho de veículos elétricos levíssimos, popularizando o seu uso com a intenção de diminuir o trânsito e a poluição nas cidades além de criar benefícios de saúde para os seus usuários.
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5. REFERENCIAL
TEÓRICO
O
Presente capítulo trata dos termos de debate que fundamentam a dissertação, através de uma análise dos principais temas que envolvem a problemática e os objetivos do projeto apresentando dados coletados por meio de pesquisas e obserações.
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5.1. VEÍCULOS DE MICROMOBILIDADE
V
eículos elétricos levíssimos, também conhecidos como veículos de micromobilidade ou personal transporters, em inglês, são meios de locomoção criados exclusivamente para o transporte pessoal a curtas distâncias dentro das grandes cidades. São alternativas aos automóveis e transportes públicos visando diminuir a necessidade destes meios de transporte considerando que, de acordo com “um estudo realizado pela McKinsey Center for Future Mobility, aproximadamente 60% das viagens por carro percorrem menos de oito quilômetros, o que poderia ser facilmente substituído por transportes não poluentes ou de maior facilidade de deslocamento (REDAÇÃO AMBIENTEBRASIL, 2019). De acordo com a fabricante americana de patinetes elétricos, Unagi (2019), os transportes pessoais motorizados surgiram no iníco do século XX com a invenção de um patinete movido à combustão, o Autoped, fabricado em Nova York, nos Estados unidos de 1915 a 1919 e após ser comprado pela empresa Krupp, na Alemanha de 1919 à 1921. O Autoped possuía pneus de 10 polegadas, e um motor de 4 tempos resfriado a ar que produzia 155cc e podia chegar a 35km/h. Os patinetes motorizados ganharam popularidade a partir de 1930 e foram muito utilizados como um transporte econômico durante o racionamento de combustível da segunda guerra mundial. O Go-Ped, lançado em meados dos
anos 80 resultou em uma nova onda de popularidade dos patinetes movidos a combustão, mas a popularidade dos patinetes foi realmente impulsionada nos anos 90 com a criação do Razor, um patinete compacto e leve movido a tração humana que vendeu mais de um milhão de unidades ao longo do ano 2000. Em decorrência dos avanços tecnológicos, e das baterias de lítio os anos 2000 foram marcados pelo surgimento dos veículos elétricos levíssimos com a criação do Segway PT, um veículo com 2 rodas alinhadas em seu eixo horizontal com a função de auto equilíbrio eletrônico introduzido ao público pela primeira vez em 2001. Em 2001, a Go-Ped passou a produzir scooters elétricos e em 2003, a Razor. Com a sua popularidade, novos tipos de veículos de micromobilidade foram criados entre eles: monociclos, hoverboards e skates elétricos. Patinetes elétricos voltaram a ser uma febre e passaram a fazer parte da micromobilidade urbana em 2017 com a criação das empresas Bird e Lime que popularizaram o veículo mundialmente por meio de seus serviços de aluguel de patinetes elétricos. O veículo chegou ao Brasil por meio da empresa Ride, fundada em São Paulo pelo paulistano Marcelo Loureiro, em 2018 que em menos de um ano, fundiu-se com a empresa Grin que possuía uma frota de 50mil patinetes e 50mil dólares levantados por investidores (CAPUTO, 2019).
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5.1.1. Patinetes elétricos
C
omo já citato, o primeiro patinete motorizado surgiu no ano de 1915, mas o primeiro patinete elétrico foi introduzido em 2001 pela empresa GO-PED e nos últimos anos tem sido muito popularizado pelas empresas de compartilhamento de patinetes elétricos. Entre suas vantagens estão o seu tamanho, é muito portátil, e sua praticidade, seu preço é mais baixo quando comparado aos Segways por não precisar de um sistema de auto equilíbrio e é interessante para um público muito amplo pela facilidade do seu funcionamento.
5.1.2. Monocicolos elétricos
M
onociclos elétricos são veículos de transporte pessoal que utilizam um sistema de auto equilíbrio no eixo horizontal similar aos mais antigos Segways. Possuindo apenas uma roda esta opção exige uma curva de aprendizado maior do que os outros meios de transporte, isto faz com que não seja muito ideal para a maior parte do público, mas o tamanho da roda e seu design possibilitam uma performance melhor na cidade, em ruas irregulares e permite que o usuário tenha as mãos livres a todo momento. Apesar do tamanho extremamente compacto, alguns modelos podem chegar a 50km/h em poucos segundos e enfrentar subidas sem dificuldades..
5.1.3 Skates elétricos
S
kates motorizados foram precursores dos veículos elétricos levíssimos juntamente com os patinetes motorizados, surgindo nos anos 70. São portáteis mas podem se apresentar pesados, tem uma certa limitação em relação a terreno, pode apresentar dificuldades em subir meios-fios e passar por buracos, além disso podem ser vistos como um equipamento para um público muito especifico de skatistas, que já tem o conhecimento e habilidade prévias para utilizar os Skates elétricos sem dificuldades.
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5.1.4. Bicicletas elétricas
B
icicletas elétricas podem ser adquiridas desta forma, ou adaptadas de uma bicicleta comum, adicionando-se uma roda motorizada, baterias e alguns eletrônicos. Este produto é muito atrativo pois trata-se de o meio de transporte mais popular se comparado aos seus competidores. As vantagens deste modelo são claras: pode movimentar-se com energia elétrica ou mecânica, gerada pelos pedais e, se utilizada de forma tradicional, pode recarregar as baterias por meio das pedaladas, não dependendo de uma fonte de energia externa para tal. Alguns problemas que estas bicicletas trazem em relação as comuns são um aumento de peso considerável, um custo de manutenção mais alto, baterias com baixa capacidade de carga, muitas vezes os motores tem a função de auxiliar as pedaladas e não podem se autossustentar por longos trajetos especialmente em subidas.Algumas inovações são motores que podem ser instalados de forma instantânea e não exigem troca das rodas da bicicleta.
5.1.5. Cadeiras de rodas elétricas
A
cadeira de rodas iBot, desenvolvida por Dean Kamen em 1999 foi o que deu origem aos transportes pessoais elétricos, antecessora dos Segway PT. Esta, visava dar a seu usuário uma independência jamais vista para deficientes físicos, permitindo-os subir escadas e, quando equilibrada sobre duas rodas, andar a altura dos olhos de uma pessoa que está de pé. Cadeiras elétricas equipadas com tecnologia de auto equilíbrio da Segway podem provar-se como uma forma de substituir as cadeiras de rodas comuns. Algumas, não necessitam do uso das mãos para serem controladas dependendo apenas do movimento do corpo, e a possibilidade de andar por longas distâncias em possíveis altas velocidades e sem esforço, poderá compensar o peso das baterias e do motor..
19
O
patinete é um meio de transporte, que é constituído por duas rodas em série, que sustentam uma base onde o utilizador apoia os pés, guiando-o por meio de um guidão que se eleva até a altura da cintura. A sua versão elétrica é movida através de motores encontrados dentro das rodas, por sua vez movidos por baterias dentro de sua estrutura. Apresenta também um funcionamento muito mais simples e barato em relação aos seus concorrentes como monociclos e Segways pois não dependem de um sistema de auto equilíbrio eletrônico para funcionarem. Dentro da categoria de patinetes elétricos encontramos os com e sem assento. Os primeiros são modelos mais robustos, apresentam um porte maior, muitas vezes mais autonomia e incluem no design um assento que permite o usuário sentar em trajetos mais longos. Os sem assento têm um porte mais parecido com os patinetes convencionais, sendo menores, mais leves e muitas vezes dobráveis. Apresentam também preços mais baixos autonomias menores.
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5.2. Patine
etes ElĂŠtricos
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4 8
22
7
9 10
6
1
9
2 5
3
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5.2.1 COMPONENTES E FUNCIONAMENTO
O
s patinetes elétricos podem apresentar diferentes designs e funcionalidades, mas existem peças e componentes que podem ser consideradas regras para o seu funcionamento. Cada um destes componentes tem uma importante função que pode determinar o desempenho, nível de segurança, a durabilidade e qualidade do produto final.
1. GUIDÃO
Assim como nos patinetes convencionais, o guidão é usado para dar a direção do veículo, controlado pelas mãos do usuário, é estendido até a roda frontal por um cano que movimenta a roda em relação ao eixo vertical do patinete. É preciso garantir, neste caso, que o guidão comporte cabos e quaisquer componentes necessários em seu interior.
2. PLATAFORMA
funcionais do patinete como torque, a capacidade de subir declives, velocidade e autonomia, sem falar no preço.
4. RODAS
Os patinetes elétricos normalmente possuem uma roda convencional e outra que comporte o motor brushless. Mas estas rodas devem ser capazes de suportar o peso consideravelmente maior em comparação aos patinetes convencionais.
A plataforma do patinete deve ser resistente para suportar o peso do seu passageiro e simultaneamente comportar as baterias e demais componentes 5. PNEUS eletrônicos. Os tipos de pneus de patinetes elétricos podem ser divididos em 3 categorias. Os pneumáticos com câmara, pneumáticos sem câmara e os pneus 3. MOTORES Alguns patinetes elétricos especialmente os mais sólidos. Estes, são uma escolha importantíssima no antigos utilizam motores elétricos convencionais que desenvolvimento de um e-scooter pois determinam necessitam de um sistema de câmbio ou corrente, mas o nível de segurança, durabilidade e conforto nos mais modernos normalmente são encontrados providenciados pelo produto ao cliente. motores elétricos brushless out-runner, que permitem A característica principal dos pneumáticos é que um formato circular e podem ser acoplados as rodas precisam ser calibrados com ar. Entre suas vantagens do veículo além de necessitarem uma frequência estão uma suspensão mais macia e confortável, de manutenção muito menor pois não contém os capacidade de atingir velocidade mais altas e uma brushless, peças essenciais para o funcionamento de melhor tração. As vantagens dos pneus com câmara motores elétricos convencionais, responsáveis pela sobre os sem câmara, são maior resistência e melhor alternação do contato e polaridade da fonte e das performance, mas em caso de furos o pneu interior bobinas, são partes que se desgastam com o uso e precisa ser substituído. Na outra alternativa, apenas necessitam de substituição. Os motores brushless out- a câmara precisa de troca até que a parte externa do runner também eliminam a necessidade de qualquer pneu esteja completamente gasta. Apesar de serem tipo de caixa de câmbio economizando espaço e inferiores a categoria dos pneumáticos, os pneus quantidade de peças. Os motores elétricos podem sólidos tem a vantagem de não estarem sujeitos a furos também ser utilizados como freios adicionais, que e manutenção de calibragem, ou seja, nunca murcham. recarregam as baterias ao desacelerar o patinete. Não Em contrapartida, normalmente são confeccionados existem limitações, mas em geral os patinetes mais de materiais plásticos duros que podem se desgastar modernos são baseados em sistemas de 24V, 36V ou mais rapidamente do que os pneumáticos, produzidos 48V com motores que trabalham na faixa de 250W em borracha. Os pneus sólidos também possuem à 500W. Isto, pode influenciar em todos os aspectos duas categorias: honeycomb e filled. Os primeiros, 24
são compostos por uma estrutura de borracha que se assemelha a favos de mel para garantir um menor peso e os outros são preenchidos com espuma, borracha ou outro tipos de polímeros flexíveis.
por uma alavanca no guidão gera atrito com a parte metálica da roda ou freios a disco como em carros e motocicletas mais eficientes e propícios para veículos com limites de velocidade mais altos.
6. ACELERADOR
9. SUSPENSÃO
O acelerador pode ser encontrado em diferentes formatos. Os mais comuns são uma alavanca controlada com o dedão do usuário, ou do tipo que é normalmente encontrado em motos, onde se acelera o patinete com um movimento do punho.
7. MODULO DE CONTROLE
O módulo de controle é o “cérebro” do patinete e é responsável pela comunicação de todos os componentes: acelerador, bateria e motores controlando a sua velocidade de rotação. Este recebe informações do acelerador e freios eletrônicos, quando pressionados pelo usuário, processa e controla o fluxo de energia providenciado pela bateria ao motor de forma digital. O módulo pode também conter sistemas de segurança programados para proteger os demais componentes de possíveis avarias além de calcular a velocidade do patinete.
A suspensão não é obrigatória e não equipa todos os patinetes elétricos, apenas os mais caros, mas é uma parte importante para aumentar o conforto do produto além de evitar lesões nos joelhos e dores no corpo. Também pode evitar danos no patinete em caso de ruas esburacadas ou estradas de chão.
10. BATERIAS
As baterias de patinetes elétricos são normalmente compostas por uma série de pilhas de Li-ion. Baterias de Li-ion tem uma excelente densidade, ou seja, relação carga-peso. Por isso se tornam uma ótima opção para este tipo de veículo. Outros, utilizam baterias lítio-magnésio, que operam altas correntes em temperatura mais baixa, sendo uma opção mais segura. É importante verificar o limite de ciclos de recarga de uma bateria, pois isso determina a sua durabilidade.
8. FREIOS
Como citado anteriormente os motores elétricos naturalmente podem ser usados como freios, também conhecido como sistema de freio regenerativo, carregando no processo de frenagem as baterias. Mas além deste sistema é necessário acrescentar um freio mecânico para casos de falhas elétricas e para ajudar numa frenagem mais rápida e segura. Estes podem ser como os de patinetes convencionais, nos quais o piloto pisa em um pedal que entra em contato com o pneu, gerando atrito que realiza frenagem, como os de bicicleta, no qual uma peça de borracha acionada 25
5.3. MARCAS E MODELOS
POPULA 5.3.1. Xiaomi
A
Xiaomi é uma empresa chinesa que trabalha com a produção de diversos produtos no ramo eletrônico muito popular no Brasil pelos seus celulares de ótimo custo benéfico, concorrendo diretamente com as gigantes Apple e Samsung. Além disto a Xiaomi também comercializa patinetes e monociclos elétricos que oferecem uma performance muito boa e com um custo relativamente baixo em comparação aos seus concorrentes.
5.3.2. Foston
F
oston é uma multinacional paraguaia, também conhecida no Brasil por comercializar diversos produtos eletrônicos como mp3 players e celulares. Nos últimos anos a empresa tem se mostrado dedicada a produção exclusiva de veículos elétricos levíssimos como patinetes, bicicletas elétricas e hoverboards que oferecem surpreendente custo benefício em comparação as demais fabricantes.
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ARES
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5.3.3. Segway PT/Ninebot
S
egway PT é uma empresa americana fundada em 1999 e adquirida pela Chinesa Ninebot em 2015. Foi a pioneira na criação de veículos elétricos levíssimos com seus Segways originais. Hoje, oferece uma grande paleta de variedades e desenvolve novas tecnologias no ramo da robótica além de novos veículos elétricos inovadores como gokarts, o segway S-plus e o conceito S-Pod.
5.3.4. Nanrobot
A
Chinesa Nanrobot produz patientes elétricos de alta performance.
5.3.5. Two Dogs (Nacional)
T
wo Dogs é uma empresa brasileira existente desde 2008 que busca atender as necessidades nacionais no setor de veículos elétricos levíssimos, produzindo uma variedade de patinetes elétricos, hoverboards e monocicolos elétricos. Seus produtos mais bem sucedidos como o TD-Monster são equipados com pneus grandes e suspensões, mas apesar do preço elevado ainda utilizam antiquadas baterias de chumbo-ácido.
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5.3.6. Unagi
F
undada pelo empresário americano David Hyman, a Unagi é uma fabricante exclusivamente de patinetes elétricos com o objetivo de produzir um patinete acessível e leve. A fabricante oferece patinetes com pinturas customizáveis, peças em fibra de carbono para reduzir o peso e freios acionados eletronicamente.
5.3.7 Razor
P
ioneira na produção de e-scooters a americana Razor ainda trabalha com estes produtos e expazndiu sua oferta para patinetes comuns, hoverboards e até mesmo pequenas motos elétricas.
29
30
5. 4.
Fabricação e Materiais O
chassi dobrável dos patinetes elétricos é normalmente produzido de aço de alta resistência com partes em liga de alumínio aircraft grade, leve e resistente. Em alguns casos usa-se um composto de fibra de carbono, que se provou um material eficiente no ramo automobilístico. O processo de fabricação começa com o corte das peças mecânicas, adicionando a elas buracos em lugares estratégicos com intenção de redução de peso sem comprometer a durabilidade. Então, são construídos o chassi e o guidão com tubos e peças de aço e com um processo de solda onde necessário. Em seguida, são coloridos através do processo de pintura pulverizada. Ao lado das manoplas são posicionadas pequenas alavancas de plástico que podem ser apertadas com os dedões das mãos, estas são utilizadas para acionar o acelerador e os freios. O motor brushless é acoplado a uma roda e o freio a disco à outra (quando equipado). As rodas por sua vez recebem os pneus e são montadas nas partes traseira e frontal do chassi. Em alguns casos são adicionadas suspenções entre as partes moveis do chassi e as rodas, para maior conforto. A base é construída em alumínio como uma caixa, e sua cavidade recebe as baterias, centro de comando e demais componentes eletrônicos. É então encoberta com uma prancha revestida em material antiderrapante para prover mais segurança ao usuário. Quando o patinete não possui freios a disco, normalmente é adicionado ao chassi um pedal que se sobrepõe a roda traseira, quando acionada, a peça entra em contato com o pneu resultando em fricção e frenagem.
31
&
5.5. Preço Fatores Determinantes E
xistem diversos fatores relevantes que determinam preço de revenda final de um e-scooter e devem ser levados em consideração para avaliar se o produto apresenta um bom custo-benefício ou não. Em uma publicação no site envyride.com, o representante da página, Tobias (2020), afirma que preços elevados não significam qualidade e boas especificações, mas a reputação da marca do produto também pode ser levada em conta e é um dos mairoes fatores na quantidade de vendas de um patinete elétrico. Um bom exemplo de valor agregado ao produto pela marca, é o futuro Audi e-tron scooter, com lançamento programado para o final de 2020. Apesar de ser um conceito inovador o patinete tem uma autonomia de apenas 20km, velocidade máxima de 20km/h e deve chegar a Europa pelo preço assustador de aproximadamente 2 mil euros, quase 9 mil reais (VILLAÇA, 2019).
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De acordo com Tobias (2019), os principais fatores que devem determinar o preço de um veículo elétrico levíssimo são: •
Especificações de velocidade e autonomia
•
Qualidade geral dos materiais utilizados
• Funcionalidades extras devem ser levadas em consideração •
Qualidade e capacidade das baterias
•
Softwares de auxílio a pilotagem
De modo geral, e-scooters com preços mais elevados devem oferecer autonomia e velocidades máximas maiores além de tecnologias mais avançadas como materiais mais leves e resistentes, equipamentos de segurança e algumas funcionalidades atraentes como aplicativos interativos.
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5.6.
STARTUP
e empresas de aluguel
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6.
http://ice.org.br/?attachment_ id=10265
UPS
l de Patinetes ElĂŠtricos 35
O
fator decisivo para a popularização do patinete elétrico foi sem dúvidas, o surgimento das startups de compartilhamento e suas tecnologias. Deste modo, torna-se vital para o presente projeto o estudo e análise da história e modelos das principais atuantes do setor brasileiro e das pioneiras internacionais com o objetivo de providenciar e consolidar o insight nos motivos do crescimento exponencial deste tipo de serviço e dos problemas que geram insatisfação em grande parte do público
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5.6.1. O que é uma STARTUP ?
D
e acordo com o Emma McGowan(2020), em um texto redigido para o site startups.com, startups são empresas jovens, normalmente ainda nos seus primeiros anos de existência fundadas por de um a três sócios e têm como objetivo a concepção de um produto, uma plataforma ou um serviço afim de capitalizar uma demanda específica de mercado. Segundo McGowan(2020), dois terços das startups dependem de investidores, empréstimos ou financiamentos para iniciar
suas atividades e conquistar seus objetivos, mas são completamente independentes de outras empresas de grande porte. Entre as características deste tipo de empreendimento estão o fato de começarem do zero com o objetivo de inovar em um setor específico, têm foco no crescimento, e buscam resolver seus problemas com a concepção de conceitos que fogem do que é visto como tradicional.
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5.6.2. Como funcionam? E
m geral, todas as w funcionam e pensam de forma parecida e oferecem o aluguel de patinetes elétricos para micromobilidade nos centros de grandes cidades. Os modelos de negócio são em grande parte influenciados por empresas de motoristas de aplicativo, especialmente considerando que o fundador da pioneira Bird foi vice-presidente da Uber, e pelas empresas de compartilhamento de bicicletas já existentes anteriormente. Com o apoio de investidores interessados na área, são capazes de importar patinetes elétricos chineses, ou são responsáveis pela fabricação do próprio equipamento como a americana Lime. Os patinetes adquiridos são modificados para que
possam ser localizados e controlados remotamente. As empresas trabalham com um sistema chamado dockless que não necessita de uma estação inicial ou final para a realização da viagem. Ao final de cada dia, as empresas oferecem recompensas financeiras para parceiros responsáveis pelo recolhimento e carregamento dos patinetes, que são em seguida deixados em pontos estratégicos da cidade para que possam voltar a serem usados no dia seguinte. Este sistema popularizou o serviço e simultaneamente é muito criticado por resultar em uma excessiva poluição visual nas cidades pois os patinetes podem ser abandonados em literalmente qualquer lugar
.
Normalmente, o usuário do serviço deve instalar um aplicativo em seu smartphone onde pode cadastrar seus dados e uma forma de pagamento, que pode ser cartão de crédito ou créditos adquiridos em bancas de revista. O aplicativo indica a localização de patinetes disponíveis na região e o nível de carga da bateria, algumas empresas como a Uber permitem reservar um veículo por até 15 minutos, o que garante
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que nenhum outro pedestre possa usá-lo neste tempo. Ao alcançar um e-scooter o usuário deve escanear um QR-code encontrado em sua superfície e, após confirmar o pagamento o patinete é remotamente liberado para uso, destravando suas rodas. Após a realização da viagem, o usuário deve se lembrar de finalizar a mesma no aplicativo, do contrário pode ser prejudicado se outra pessoa utilizar o mesmo patinete.
Um pouco mais sobre cada Sartup
39
5.6.3. Bird
B
ird é a startup pioneira no ramo de compartilhamento de patinetes, fundada em 2017 no estado da Califórnia nos EUA e é até hoje líder indiscutível no segmento (YAKOWICZ, 2019). No início de sua operação, a empresa sofreu tanto críticas positivas como negativas, gerando grandes polêmicas em relação a segurança e legislações municipais. A população de Santa Mônica, a primeira cidade a receber os patinetes, realizou manifestações contra e a favor do serviço, mas a empresa entrou em acordo com a procuradoria geral do munícipio pagando uma multa de 300 mil dólares pelas suas infrações. O resultado desta polêmica foi a explosão de popularidade da empresa que foi a startup a se tornar um unicórnio no mais curto período de tempo, chegando a ser avaliada em 2 bilhões de dólares em menos de 1 ano de existência. Em função de um financiamento de 415 milhões de dólares a empresa tem planos de expansão que incluem, como destino, o Brasil (YAKOWICZ, 2019).
A
5.6.4. Grow
Grow Mobility e uma empresa de micromobilidade sediada no México, resultado de uma série de fusões entre startups bem sucedidas de aluguel de patinetes elétricos. A pioneira do mercado no Brasil foi uma startup chamada Ride, fundada em São Paulo pelo empresário Marcelo Loureiro em 2018, influenciado pelo sucesso da americana Brid, nos Estados Unidos. Em menos de um ano após o início de suas atividades, a Ride deixou de existir em função de uma fusão com a mexicana Grin com uma oferta de 50 mil patinetes e 50 milhões de dólares de investidores (CAPUTO, 2019). Outra startup brasileira, Yellow, fundada em 2017, já exercia atividades em várias cidades do país com a oferta de aluguel de bicicletas e patinetes sem estação. Segundo uma publicação da revista Istoé (2018), a startup já era avaliada em 290 milhões de dólares no ano de 2018 e segundo uma publicação na página da Globo, a mesma, tinha potencial para tornar-se um unicórnio brasileiro (CAPUTO, 2019). Mas, em 2019, as empresas Grin e Yellow entraram em um acordo de fusão que resultou na empresa hoje conhecida como Grow. De acordo com Loureiro, criador da Ride e diretor da Grow no Brasil, “foi estratégico para as duas, essa fusão. Até um concorrente relevante vir a entrar (a Lime começou a operar no Brasil em junho de 2019), tivemos quase um ano de exclusividade de mercado.” (CAPUTO, 2019).
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5.6.5. Lime
L
ime, é uma empresa fundada pelos empreendedores Toby Sun e Brad Bao na Califórnia em 2017 que começou suas operações apenas com bicicletas, mas entrou rapidamente no mercado de patinetes elétricos quando percebeu a expansão instantânea deste serviço (LITTMAN, 2020). De acordo com os fundadores da empresa, seu diferencial é a confecção do próprio equipamento, tanto de patinetes como de bicicletas, ao contrário de seus concorrentes que dependem de fornecedores chineses. Desta forma, garantem a confiabilidade e qualidade dos patinetes além de estarem completamente envolvidos na experiência do usuário (LITTMAN, 2020). A empresa americana de compartilhamento de patinetes elétricos Lime iniciou operações no Brasil em julho de 2019, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Em janeiro de 2020, apenas 6 meses depois, abandonaram suas operações em território nacional e em outras cidades ao redor do mundo, inclusive nos EUA com objetivo principal de atingir a lucratividade. O processo resultou na demissão de aproximadamente 100 funcionários, 14% do total da empresa (LITTMAN, 2020).
A
5.6.6. Uber
Uber é uma empresa americana fundada em 2009 no estado da Califórnia. A empresa é muito conhecida pelos seus serviços de motoristas particulares por aplicativo, mas não se identifica como empresa de transporte e sim de tecnologia. De acordo com informações da página da empresa, possui aproximadamente 91 milhões de clientes ativos na plataforma mensalmente além de 3,9 milhões de motoristas parceiros, já alcançou o marco de 10 bilhões de serviços realizados, está presente em 63 países e atua como intermediaria de 14 milhões de viagens diárias (UBER, 2020). Além dos seus serviços de viagens com automóveis a empresa começou a oferecer o serviço de compartilhamento de patinetes elétricos no Brasil em dezembro de 2019. No exterior, a gigante adquiriu uma startup denominada Jump para atuação neste setor, mas optou por não trazer este nome para o Brasil, adotando sua identidade visual vermelha nos patinetes, mas mantendo o nome Uber. Hoje, a empresa atua no estado de São Paulo, concorrendo diretamente com a mexicana Grow (LOUBAK, 2019).
41
5.7.
42
USU RIO S
UÁ O
43
USUÁRIOS DE PATINETES ELÉTRICOS SÃO SUPREENDENTEMENTE DIVERSIFICADOS é o que afirma a autora Aarian Marshall (2018) em uma publicação postada no site Wired. De acordo com Marshall (2018), uma pesquisa realizada pela Poupuls coletou dados de aproximadamente 7000 residentes americanos e confirmou que em algumas cidades como Atlanta, Los Angeles, Washington, entre outras, 70% dos entrevistados mostraram-se favoráveis a nova tendência, mas em outras como São Francisco, apenas 52% aprovam o novo modelo de micromobilidade.
Além disso, os estudos também mostraram que classe social também têm influência na opinião da população. Aqueles que recebem entre 25mil e 50mil dólares por ano estão mais abertos a ideia do que os que fazem 200mil dólares por ano ou mais. Marshall (2018) afirma que existe uma teoria de Susan Shaheen da UC Berkeley Transportation que diz que populações de classes mais baixas, que não podem pagar por carros particulares, apreciam os patinetes elétricos pelas facilidades que estes proporcionam enquanto populações mais ricas acreditam que este tipo de transporte seja um transtorno na cidade e no trânsito.
44
Uma outra pesquisa americana publicada em 2017 pela Transport Findings, afirma que homens utilizaram mais e-scooters para transporte pessoal do que as mulheres (BLISS, 2019). De acordo com o professor da Univeristy of Colorado Boulder, Kevin Krizek, homens jovens estão mais dispostos a abdicarem da segurança por uma viagem rápida. O artigo afirma que o uso de transportes de micromobilidade são mais populares para jovens abaixo de 17 anos e adultos de 18 a 50 anos de idade, apresentando uma faixa bastante larga de usuários. Além disso, outro estudo aponta que 34% das viagens foram realizadas por mulheres e outros 34% realizaram uma troca de um carro para um patinete para finalizar o último trecho da viagem. Em contrapartida, a publicação de Marshall (2019) afirma que nas pesquisas realizadas pela
Populous, mulheres demonstram uma percepção mais positiva em relação aos patinetes elétricos que os homens com resultados de 72% das mulheres contra 67% dos homens. Os estudos não explicam os motivos destes resultados, mas de acordo com Marshall (2019) teorias podem explicá-los. E-scooters, ao contrário de bicicletas, são completamente acessíveis e compatíveis com a moda feminina não sendo afetadas pelo uso de saias, por exemplo. Outro motivo pode ser o de que patinetes elétricos exigem um esforço físico muito menor se comparado a bicicletas ou caminhadas possibilitando um percurso até o destino final evitando a transpiração. A prefeita da cidade americana de São Franciso, London Breed é uma amante de e-scooters e afirma “Eu amo patinetes elétricos, você pode pilota-los de vestido.” (LITTMAN, 2020).
45
5.
46
.8.
Seguranรงa e Acidentes
47
U
suários de patinetes elétricos estão constantemente sujeitos a acidentes e infelizmente, estes resultam em ferimentos, lesões e podem ser letais. Isto se dá pelo fato de patinetes elétricos serem veículos completamente abertos, não possuem instrumentos de segurança, são normalmente usadas em meio ao trânsito do centro de cidades grandes. O número alarmante de acidentes resulta em leis de segurança para esta modalidade que infelizmente afetam a sua popularidade. De acordo com uma pesquisa realizada pela Jama Surg (KLEINA, 2020), aproximadamente 39 mil casos de acidentes com patinetes elétricos foram registrados nos Estados Unidos entre os anos de 2014 e 2018. Em função do crescimento dos serviços e aumento no número de usuários e concorrentes os casos cresceram 222% durante o período do estudo, crescendo 83% dentre os anos de 2017 e 2018. A pesquisa afirma também que fraturas são os ferimentos mais comuns, totalizando 27% dos casos, 23% sofrem contusões ou abrasões e 14% sofrem lacerações no corpo (KLEINA, 2020), totalizando 40mil ossos quebrados (PESCE, 2020). Um dos dados mais preocupantes confirma que aproximadamente um terço dos pacientes sofreram algum tipo de trauma na região da cabeça fator agravante do uso dos patinetes como forma de locomoção na cidade e atentam para necessidade do uso de um capacete como forma de proteção pessoal. Além disso, a maioria dos ferimentos foram registrados nos membros superiores do corpo, um total de 70%. 55% foram ferimentos de membros inferiores e 18% atingiram o abdômen e o peito (PESCE, 2020). Estatísticas da mesma pesquisa também mostram que os usuários mais propensos a se machucarem tem entre 18 e 34 anos de idade. Quanto as causas dos acidentes, supreendentemente apenas 10% dos envolvidos reportaram casos envolvendo automóveis. O maior número de acidentes está mais relacionado a condições precárias do asfalto, destacando a existência de buracos e rachaduras. Aproximadamente um terço dos acidentados admitiram pilotar em altas velocidades e 10% acidentaram-se ao bater no meiofio. 55% do total destes acidentes aconteceram na rua e aproximadamente um terço na calçada (PESCE, 2020). Um segundo estudo americano realizado pela Austin Public Heatlh em conjunto de 3 pesquisadores da CDC entrevistou pessoas envolvidas em acidentes de patinetes elétricos e reportou que 50% sofreram traumas graves, das quais 84% foram fraturas, 45% foram lesões de tendões e nervos, 5% sofreram hemorragias e apenas 1% dos traumas estavam relacionados a órgãos internos do corpo (HAWIKINS,
48
2019). Infelizmente, os acidentes envolvendo veículos de micromobilidade não estão restritos ao exterior, mas acontecem também no Brasil. De acordo com Leo Arcoverde (2019), a cidade de São Paulo chegou a registrar 125 acidentes envolvendo patinetes elétricos entre janeiro e junho de 2019 configurando um aumento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. No estado de são Paulo foram registrados 374 acidentes no total, mas de acordo com dados do Samu concedidos ao Procon-SP foram atendidos 694 casos envolvendo patinetes e bicicletas neste período. O órgão também realizou entrevistas que revelam que apenas 53,58% dos entrevistados veem os patinetes como meio de transporte seguro.
46% dos paulistas vê o patiente elétrico como meio de transporte PERIGOSO
É possível considerar que os acidentes podem ser agravados em território nacional devido ao mal estado de ruas e calçadas. Um estudo chamado Campanha Calçadas do Brasil 2019, revela que todas as capitais brasileiras apresentam problemas neste quesito e que as suas ruas e calçadas não são adequadas para a circulação de pedestres (CRUZ, 2019). De acordo com estes resultados, o asfalto brasileiro poderia intensificar as estatísticas de acidentes e lesões além de diminuir drasticamente a vida útil dos patinetes elétricos, o que indica que veículos elétricos levíssimos brasileiros precisariam ser projetados de forma específica para impedir este tipo de resultado.
D
5.8.1 Leis brasileiras para patinetes elétricos
e acordo com uma publicação do jornal alemão Deutsche Welle (ENDRUWEIT, 2019), os patientes elétricos e veículos de micromobilidade ainda não estão definidos na lei brasileira, mas devido a rápida expansão, a regulamentação faz-se uma emergência. Por este motivo, enquanto o Departamento Nacional de Trânsito (Detran) estuda uma regulamentação condizente com este tipo de meio de transporte, os veículos de mobildiade foram enquadrados na resolução nº 465, de 27 de novembro de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) pelo Ministério da Infraestrutura, que estabelece equiparação dos veículos ciclo-elétricos e ciclomotores, apesar de não se igualarem as caracterisitcas presvistas nesta lei. Segundo a resolução (CONATRAN, 2013) adotada os patientes elétricos poderão circular a apenas 20km/h em ciclovias e 6km/h em áreas de circulação de pedestres. Velocidades baixas, mas que garantem segurança de todos tendo em vista aumento instantaneo de número de veículos de micromobildade nas ruas do país. Esta lei (CONATRAN, 2013) estabelece que os veículos devem possuir indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança mas também proíbe variadores manuais de potência e o funcionamento do motor sem pedais, o que impossibilita a aplicação da lei aos veículos de mobilidade de forma coerente. Além disto, a resolução (CONATRAN, 2013) também estabelece a potência maxima do motor de 350 Watts, velocidade máxima de 25km/h e prevê o uso origatório de capacete de ciclista pelo usuário. Tomando conhecimento de todos os fatos citados, é possivel perceber que os patinetes ainda não se enquadram a qualquer lei existente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) de forma que, para a concepção de um novo produto e conceito adequado rigorosamente as leis nacionais, seria necessária a revisão das já existentes e concepção de novas leis específicas para a categoria, impossibilitando tal feito. Assim, torna-se imprescindível o uso do bom senso afim de avaliar os critérios ideais e necessários no deisgn e engenharia do produto. 49
50
6. PESQUISA DE SEGMENTO
A
tualmente, as empresas de compartilhamento de patinetes elétricos atuam exclusivamente em 10 capitais de norte a sul do Brasil dentre as quais: São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Infelizmente, apesar de terem se tornado uma tendência no mercado brasileiro e internacional, o modelo de negócio não se mostrou rentável, o que resultou na saída de muitas empresas do ramo. De acordo com uma simulação realizada pela Forbes (Gotto, 2019) um patinete elétrico de aluguel custa aproximadamente 3,2 mil reais e levaria aproximadamente 50 dias em serviço para arrecadar este valor. Isto, considerando que cada patinete realiza em media 8 viagens por dia a um tíquete médio de 8 reais. De acordo com os dados levantados, a vida útil de um patinete de aluguel é de apenas 28,8 dias, assim não gerando lucratividade nem mesmo quitando o valor do veículo antes de perder a funcionalidade (Gotto, 2019). Segundo Rodrigo Costa (Gotto, 2019), gerente da empresa de aluguel de patinetes elétricos FlipOn, uma frota de 1mil patinetes poderia gerar um faturamento aproximado de 2 milhões de
reais mensais e acredita na rentabilidade do mercado e no seu potencial de crescimento. Além do valor unitário dos patinetes elétricos, gastos das empresas de aluguel incluem a personalização dos veículos e custos de recarga, que é de aproximadamente R$7 por patinete, mas poderia ser drasticamente reduzido com baterias melhores. De acordo com a matéria (Gotto, 2019), a empresa Grow possuía até o momento uma frota de aproximadamente 4 mil patinetes elétricos. Quando se trata de venda de patinetes para uso pessoal, estão entre os mais vendidos no país os patinetes importados de porte pequeno, dobráveis e com rodas pequenas. Apesar deste tipo de patinete não ser o ideal para as condições do asfalto nacional, que é muito criticado por sua condição precária e falta de manutenção, provavelmente torna-se o tipo mais visado por causa de seu preço mais acessível quando comparado a patinetes mais robustos. São uma exceção, os produtos da Two-Dogs, empresa nacional que oferece patinetes maiores e mais resistentes, mas pecam no excesso de peso e falta de portabilidade.
51
7.
ANÁLISE DIACRÔN
P
or meio de uma análise diacrônica podemos analisar a evolução dos patinetes ao longo de sua história, começando na criação dos kickscooters e kick-bikes, passando pelos primeiros patinetes motorizados até os inovadores patinetes elétricos patinetes.
1. Autoped (1915 – 1922) O primeiro patinete motorizado, Autoped, possuía um motor a combustão de 4 tempos na roda dianteira e rodas de 10” chegando a instáveis 56km/h (Unagi)
2. Go-Ped (1985) O Go-Ped foi lançado em 1985, possuía um motor a combustão na roda traseira e foi responsável pela segunda revolução de scooters com seu baixo custo, discrição e rapidez.
52
NICA 3. Go-Ped Hoverboard (2001) O Go-Ped Hoverboard, lançado no início dos anos 2000 foi o primeiro patinete elétrico em produção, possuindo um motor elétrico externo à roda. Este patinete chegava a aproximadamente 20km/h e possuía baterias de chumbo ácido que permitiam uso de em média 45min.
4. Patinetes Atuais (2020) Os patinetes elétricos atuais costumam possuir motores acoplados as rodas e baterias de lítio de longa duração que providenciam maior autonomia, velocidade e portabilidade. Atualmente pode-se encontrar uma grande variedade de marcas e modelos, ofertando diferentes tamanhos de rodas, materiais, tipos de pneu, potencias e preços. 53
8.
ANÁLISE SINCRÔNICA
A
análise sincrônica é ideal para podermos comparar os modelos similares já disponíveis no mercado e conceitos que podem gerar concorrência. Assim, é possível identificar as tecnologias que precisam ser aplicadas a fim de criar um produto competitivo e inovador. Dentre os modelos escolhidos para comparação está o modelo da Xiaomi, que é baseado no design clássico de kickscooters modernos: leve, compacto e com rodas pequenas. Os outros modelos foram selecionados pelos designs que mais se aproximam das necessidades do projeto: rodas grandes para ruas e terrenos irregulares, disponibilidade de suspensões mas que ainda assim permitem um certo nível de compactação ou que apresentam design diferenciado de modo que solucione alguns dos problemas citados pelo projeto como maior segurança. Dentre os modelos de patinetes comparados, o modelo da Audi e o Bolt Tron, foram projetados como uma mescla de patinete e skate elétrico, possuindo assim, 4 rodas e não 2 como de costume. A adição de 2 rodas extras pode ser considerada uma qualidade, levando em conta que eliminam a necessidade do usuário poder se equilibrar sobre 2 rodas e de estar em movimento constante para ficar em pé sobre o veículo, agregando à segurança. Os patinetes da BMW e da MINI, por sua vez, foram projetados com rodas de maior diâmetro. Isto, permite a estes patinetes atingirem velocidades mais altas com uma potência menos. Além disso, rodas maiores aumentam a segurança do usuário, tornando o patinete menos sensível a buracos e irregularidades do asfalto.
54
55
1. BMW x2 e-scooter
250W POTÊNCIA
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
SIM
250W PESO
VELOCIDADE AUTONOMIA
20kg
25km/h
35km
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
NÃO
$2.850,00
Material: n/a Design: Moderno, bateria removível.
250W POTÊNCIA n/a PESO
grandes,
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
n/a
NÃO
2. MINI CitySurfer
VELOCIDADE AUTONOMIA
18kg
25km/h
25km
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
SIM
56
rodas
SIM
n/a
Material: n/a Design: Moderno, compacto, rodas grandes, inovador.
3. Two Dogs Monster (Nacional)
250W POTÊNCIA 1600W PESO
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
SIM
VELOCIDADE AUTONOMIA
43kg
45km/h
2h
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
NÃO
R$10.000,00
Material: Aço carbonado, madeira. Design: Surfista, aventureiro, rodas espessas e grandes, prancha de madeira.
250W POTÊNCIA n/a PESO
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
4
NÃO
SIM
4. MINI CitySurfer
VELOCIDADE AUTONOMIA
12kg
20km/h
35km
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
Material: Alumínio nivel aeroespacial Design: Clássico, rodas pequenas.
SIM
SIM
$2.240,00
57
5. Atrio City (Nacional)
250W POTÊNCIA
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
NÃO
350W PESO
Material: n/a
n/a
25km/h
15km
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
NÃO
R$2.999,00
Design: Simples, rodas grandes, cesto e banco inclusos.
250W POTÊNCIA 5400W PESO 43kg
VELOCIDADE AUTONOMIA
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
SIM
NÃO
6. Dualtron Thunder 50
VELOCIDADE AUTONOMIA 80km/h
120km Material: n/a
DOBRAVEL SIM
58
COMPACTO NÃO
PREÇO $3.899,00
Design: Robusto e esportivo, rodas largas, base alta.
7. Stator Scooter
250W POTÊNCIA 1000W PESO
Material: n/a
250W PESO 12,5kg
SIM SUSPENSÃO
2
NÃO
VELOCIDADE AUTONOMIA
40kg
48km/h
128km
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO
NÃO
$3.995,00
Design: Inovador, rodas grandes e largas, único.
250W POTÊNCIA
250W RODAS
SIM
250W RODAS
SIM SUSPENSÃO
2
NÃO
8. XIAOMI M365
VELOCIDADE AUTONOMIA 25km/h
30km Material: Alumínio nivel aeroespacial
DOBRAVEL
COMPACTO
PREÇO Design: Clássico, rodas pequenas.
SIM
SIM
R$5000,00
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9. PÚBLICO
ALVO
S
ão Púbico alvo deste projeto, homens e mulheres com uma mentalidade jovem que atuam no mercado de trabalho brasileiro como profissionais liberais, pequenos empresários e trabalhadores home-office. Tem como preferência um meio de transporte prático, rápido e de baixo-custo. Estes se identificam com a classe média-alta, de forma que tenham condições para ter e manter um automóvel, mas preferem não o utilizar no dia a dia afim de evitar custos de manutenção desnecessários e de estacionamento. Os lugares que este público mais frequenta geralmente ficam próximos a sua residência como coworkings, universidades e lojas locais como mercados, padarias entre outras. Uma das ambições deste público, deve ser encontrar um meio de transporte stress-free, que projete saúde física e mental além de ser ecologicamente limpo. Os coworkings, ambientes de trabalho compartilhados, são lugares onde tipicamente se encontra este tipo de público, que tende a trabalhar de forma muito flexível e informal, sem um dress-code e tem necessidade de locomoção múltiplas vezes ao dia. De acordo com uma matéria da CWOSP (LOPES, 2017), apesar dos esforços dos espaços de coworking em recomendar o transporte público, a maior parte dos seus profissionais utilizam um veículo próprio para uma locomoção mais flexível e independente. A adoção do modelo home-office ou anywhere-office foi por uma grande parte da população mundial é um efeito colateral da pandemia do COVID-19 e da necessidade de isolamento social, mas pode continuar um modo de trabalho mais popular no futuro, considerando seus benefícios como seu baixo-custo de operação.
60
“Cogita-se que o futuro das atividades corporativas será distribuído e híbrido: pessoas poderão trabalhar, ao mesmo tempo, a partir de casa, de escritórios flexíveis e coworkings – espaços compartilhados, que oferecem redução de custos com estrutura física para empresas, localização estratégica e ambientes criativos” (CARVALHO, 2020).
A expectativa de um local de trabalho flexível para uma grande parte d população brasileira pode significar que este público pode se beneficiar de um veículo leve e de baixo custo como um patinete elétrico para locomoção entre um locais e para realizar pequenas tarefas á uma pequena distância do local onde está trabalhando. Um segundo perfil de público interessante seriam empresas que possuem grandes espaços e que tenham como objetivo facilitar o transporte de seus colaboradores, visitantes, clientes e/ou entre outros. Como exemplo poderia-se citar: Universidades, indústrias automobilísticas, indústrias alimentícias e condomínios. No entanto, o projeto terá foco apenas no primeiro, deixando espaço para estudos futuros a respeito do perfil número dois.
61
9.1 TEXTO EXPLICATIVO
GABRIEL WINTER Com o objetivo de adquirir uma compreensão melhor sobre o público alvo, foi realizada uma breve pesquisa qualitativa com uma persona que o represente.
62
L
“seria muito útil para o transporte no centro da cidade, já que costumo ir a vários lugares”, diz Gabriel sobre possuir um patinete elétrico
G
abriel Winter (27), trabalha como professor de línguas na cidade de Cascavel, no Paraná e se considera um trabalhador liberal, atuando em uma escola da região tanto quanto com alunos particulares presencialmente em sua casa ou na modalidade EAD, sem um dress-code. Gabriel é solteiro e vive em um apartamento alugado localizado no centro da cidade, próximo aos principais estabelecimentos comerciais. De acordo com o entrevistado, sua principal expectativa é conquistar uma renda que o permita levar uma vida confortável, com lazeres, descontraída e relaxada, sem muitas preocupações. As principais marcas consumidas por Gabriel são eletrônicas das marcas Apple e Lenovo, produtos das Coca-Cola, bicicleta da Monark, assinaturas de plataformas como Spotify e Netflix e roupas de brexó. ¬Seus principais interesses envolvem mídias digitais, design, histórias em quadrinhos, música e basquete. Gabriel frequenta a escola de línguas, supermercados, a academia, lojas e bares locais, em suas horas vagas costuma assistir seriados e passear pelo centro da cidade. Seu principal meio de transporte é a bicicleta, não fazendo questão de possuir um automóvel “carros são muito dispendiosos, além de pouco práticos para os trajetos curtos que costumo fazer diariamente” afirma Gabriel. Seu local de trabalho fica à apenas 1km de sua residência, e quando está lecionando de casa utiliza o tempo livre entre aulas para realizar algumas tarefas como compras no mercado ou padaria. Para trajetos mais longos e situações nas quais precisa fazer transportes mais volumosos, faz bom uso de aplicativos de transportes como a Uber. Quando morava em Curitiba, Gabriel testou os serviços de compartilhamento de patinetes elétricos então disponíveis, “foi maravilhoso, muito rápido e prático, mas os valores para uma viagem curta me assustaram um pouco”. Ele acredita que em comparação com a bicicleta, possuir um patinete elétrico traria vantagens: mais agilidade, praticidade e menos cansaço, mas o investimento inicial para um patinete elétrico costuma ser mais alto. Para Gabriel, o patinete ideal seria leve, rápido e traria um bom custo-benefício “seria muito útil para o transporte no centro da cidade, já que costumo ir a vários lugares”. 63
9.2 PAINEL SEMÂNTICO
SAÚDE ENERGIA NÔMADE JOVIALIDADE PRATICIDADE INFLORMALIDADE 64
65
66
10. PESQUISA DE TENDÊNCIAS
A
mobilidade urbana está constantemente sujeita a mudanças influenciadas por tendências regionais ou globais. O estudo e melhor compreensão destas tendências é ideal para que o desenvolvimento do conceito de patinete elétrico atenda a demanda atual do mercado e dos consumidores tendo em foco as tendências de longo prazo ou macrotendências.
“As macrotendências são todos os grandes movimentos ou correntes socioculturais que influenciam as sociedades, a cultura e o consumo durante longos períodos de tempo. Através delas, podemos observar os comportamentos que irão guiar escolhas futuras nos campos da moda, da arte, da gastronomia e do design” (CALDAS, 2017). Um dos maiores fatores nas alterações dos meios de transporte é sem dúvidas a sustentabilidade, ou seja, o uso consciente de recursos naturais e a preocupação com os danos causados ao meio-ambiente. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente brasileiro, o atual padrão de mobilidade fundamentada no uso do automóvel para locomoção individual mostra-se insustentável, gerando congestionamentos e
“alimentando um ciclo vicioso responsável pela degradação da qualidade do ar, aquecimento global e comprometimento da qualidade de vida nas cidades (aumento significativo nos níveis de ruídos, perda de tempo, degradação do espaço público, atropelamentos e stress)” (Ministério do Meio Ambiente).
A conscientização do ser-humano em relação a importância da sustentabilidade tem moldado a mobilidade urbana em escala mundial resultando em inovações, serviços, produtos e novas configurações de urbanismo que atendem a esta preocupação, também conhecidas como microtendências. Entre estas microtendências estão o crescimento de serviços de transportes compartilhados como carsharing, aluguel de bicicletas e patinetes e aplicativos de carona, a popularização de veículos elétricos que prometem a diminuição da emissão de gases poluentes e ruídos, integração de serviços e sistemas autônomos.
Além disso, cidades e países trabalham na criação de leis que desestimulam o uso de carros particulares e buscam combater o atual sistema de mobilidade para servirem de transição para um sistema mais sustentável. No Brasil, a Lei Federal nº 12.587 de 2012, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana e contém princípios, diretrizes e instrumentos fundamentais para este processo priorizando a circulação de veículos não motorizados, integrando serviços de transporte, monitorando e controlando a emissão de gases de efeito estufa, entre muitos outros (Ministério do Meio Ambiente).
67
11.
TEMA CONCEITO
C
omo conceito de inspiração foram escolhidos dois temas diferentes: As cidades inteligentes e o Jeans. Apesar de não possuírem similaridades, estes temas aplicados de forma conjunta podem ajudar o produto a expressar sua ideia e seus objetivos de forma bastante interessante. Como já citado, a sustentabilidade é um dos maiores fatores para as mudanças na mobilidade urbana, mas é também a base para o desenvolvimento das cidades inteligentes, também conhecidas como smart cities, na língua inglesa. Estas, são planejadas para utilizarem a tecnologia em prol de sua população, resultando em uma cidade automatizada e sustentável, catalisando o desenvolvimento econômico e melhorando a qualidade de vida. Existem 10 fatores que são levados em conta para indicar o nível de inteligência de uma cidade, de acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Buisness School, na Espanha. Estas são: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia (FGV, 2020). Uma das referências mundiais quando o assunto é smart cities é a cidade de Songdo, na Coréia do Sul, construída ao redor de um aeroporto e com uma população de aproximadamente 250 mil pessoas até 2020 (COMSTOR, 2020). Uma das maiores características das cidades inteligentes é a sua automação e a conexão de elementos através de uma rede compartilhada, também conhecida como, a Internet of Things, ou IOT.
“Apesar de ser um conceito relativamente recente, o conceito de Smart City já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020.” (FGV, 2020) Tendo em mente as mudanças propostas pelo crescimento da ideia de cidades inteligentes, o conceito pode ser aplicado ao patinete elétrico para que não se torne um produto obsoleto ou ultrapassado em pouco tempo. Portanto, ele deve ser sustentável, tecnológico e ter um certo grau de conexão e interação com seus arredores. 68
O jeans por sua vez, é uma peça de roupa criada em primeira instância como roupa resistente para o trabalho de operários e mineradores. A peça foi popularizada nos anos 50 pelo ator americano James Dean, que usava a calça como símbolo de rebeldia (ALEXANDRE, 2018). O jeans tornou-se uma das peças mais populares em todo o mundo sendo compatível com praticamente todos os estilos, dos mais casuais até um pouco mais formais e presente na maioria dos guarda roupas femininos e masculinos. Um dos principais objetivos do novo conceito de patinete elétrico é popularizar o tipo de veículo dentro de um público alvo específico e o jeans foi escolhido para este projeto como símbolo de popularidade. A ideia é representar, de alguma forma, o tecido denim na superfície do produto.
“Jovem, revolucionário, e representante das ruas, o jeans há anos marca a história da moda. Nos anos 90 se consagrou com o boom das tribos urbanas, e desde então tornou-se democrático. Hoje é indispensável no guarda-roupa de todas as gerações e nos permite uma infinidade de looks diferentes.” (MACHADO E PEREIRA, 2019)
11.1. Painel do Conceito
JEANS MODA CIDADES CONEXÃO INTELIGENTES TECNOLOGIA
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12. GERAÇÃ
O
objetivo desta etapa do projeto foi criar alternativas para um patinete moderno e seguro, com algumas características essenciais como suas rodas de tamanho grande além de buscar uma forma inovadora e eficiente de deixar o patinete dobrável por meio de sketches e renderings digitais e manuais.
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12.
.ÃOGeração de Alternativas DE ATERNATIVAS
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13. TABELA DE CORES 13.1. Branco/Preto
O
Branco e o Preto foram escolhidas como as bases para o produto por serem compativeis com as demais cores, considerando que o público alvo nem sempre possúi um dress-code e pode ir trabalhar com roupas de cores mais variadas. Alem disso o preto e o branco são as cores mais encontradas em equipamentos de tecnologia como celulares, TVs e automóveis, sendo pouco enjoativas e as que mais mantém o valor de revenda alto para veículos.
13.2. Azul
OAzul foi escolhido para represntar a popularidade do produto, sendo a cor do denim, das vestimentas jean, reforçando o conceito. O azul deve ser aplicado a detalhes do produto como rodas, porta copos, entre outros.
13.3. Personalização: Cores Neon
P
ara casos especiais como novas edições ou produtos por encomenda, deve ser possível deve ser possível escolher outras cores para os detalhes do patinetes, as cores neon, por serem muito chamativas podem trasmitir segurança ao usuário no trânsito, considerando que dificilmente passará despercebido por qualquer lugar.
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14. MATERIAIS 14. 1. Liga de Alumínio
O
Alumínio é sem dúvidas o material mais utilizado na produção dos quadros de patinetes elétricos considerando sua boa resistência à quebra, à oxidação e seu baixo preço acessível no mercado. Uma das maiores vantagens do alumínio para a idústria de trasnportes é sua alta relação resistência/peso ou seja, é uma material extremamente leve e resistente, apresnetando uma boa resistencia à tração (90Mpa), medida que mode dobrar por meio do trabalho a firo (ABAL, 2020).
14. 2. Composto de Fibra de Carbono
A
fibra de carbono é um material muito resistente e muito mais leve que o alumínio com uma pequena desvantajem: o Preço. É um material bastante utilizado em componentes de automóveis de luxo e na indústria aeroespacial, mas no Brasil é desenvolvida um novo método de produção do material, baixando o seu custo, a ponto de fazr valer a pensa a substituição do alumínio em maitores quantidades (Agencia Brasil, 2013). Em primeiro momento esta tecnologia come ste custo ainda está sendo aplicada exclusivamente em equipamentos militares, mas é possível que possa ser aproveitada em um futuro próximo para a concepção deste conceito. O uso de Fibra de Carbono pode diminuir em até 50% o peso das peças do produto resultando em um patiente elétrico muito mais leve podendo oferecer uma rigidez de 2 a 5 vezes maior.
14. 3. Borracha
A
Brracha, apesar de simples é um outro material que seria utilizado em grande quantidade no patiente, não apenas para pneus mas serve tamem como ótimo material antiderrapante para a prancha, onde o usuário fica de pé e as manoplas, que devem possuír uam textura que transmita firmeza e segurança.
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15. CORTE ESQUEMÁTICO
O
corte esquemático do produto foi elaborado a fim de representar da melhor forma os principais componentes presentes no projeto, sua composição e forma em vista lateral.
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15.1. Medidas
A
ficha técnica representa as medidas utilizadas para modelagem do patiente elétrico em 3D e podem variar conforme a realização de análises ergonômicas mais aprofundadas e detalahdas, garantindo uma pordução mais segura e precisa.-
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16.
FABRICAÇÃO
P
ara iniciar a produção do patinete elétrico, o primeiro passo seria que o projeto passasse por uma avaliação de uma equipe de engenheiros mecânicos e eletrônicos para desenvolvimento da estrutura, peças mecânicas como melhor projeto para o mecanismo de dobra, componentes eletrônicos e circuitos essências para o seu funcionamento. Após a produção do modelo 3d das peças funcionais, seria iniciada a produção sua produção. Considerando que o quadro do patinete, incluindo base e guidão serão produzidos essencialmente de alumínio e fibra de carbono, processos diferentes serão utilizados para cada tipo de material.
16.1. Processo de Estampagem
16.2. VARTM
Para produção das peças em alumínio, o processo ideal seria o de estampagem, um tipo de conformação mecânica que se utiliza de força bruta para deformar a peça sob um molde, resultando assim na peça final. Este processo é bastante utilizado para a produção de partes na indústria automobilística e carenagem de motocicletas. Este processo é ideal para a confecção de peças côncavas com espessura fina, como a base do patinete, que abriga os componentes eletrônicos e a bateria. Outras partes como o chassi poderiam ser produzidas com os processos de solda ou fundição.
Para as peças de fibra de carbono como a prancha de amortecimento, o processo é outro, chamado de VARTM, ou Vacuum Assisted Resin Transfer Molding Process. Este processo, consiste em pressionar o material em um molde, muitas vezes em alta temperatura, e fazer a injeção de resina para endurecelo à vácuo. No entanto, no entanto, a mesma peça pode ser obtida através do processo de laminagem manual, onde a resina é aplicada de manualmente sobre o composto de fibra de carbono. A melhor opção depende especialmente do orçamento e a escala da produção. É ideal para este tipo de processo que a quantidade de material utilizado seja meticulosamente calculada, para que não haja desperdícios, considerando que é um material especialmente caro.
16.2. Montagem das Peças e Componentes Após a produção do quadro do patinete, este deve ser montado com componentes obtidos pelo processo de usinagem como porcas e parafusos projetados na etapa de adequação mecânica antes do processo de fabricação. Em seguida, são montadas as rodas com o motor hubless e freios cerâmicos inclusos na roda traseira. A bateria, modulo de controle e demais componentes eletrônicos devem ser posicionados e conectados de forma correta, como projetada pelos engenheiros no interior do frame do patinete como especificado no corte esquemático do produto e os potenciômetros de aceleração, corretamente posicionados e conectados ao guidão do veículo. Estes componentes eletrônicos podem ser obtidos de terceiros, ou projetados pelos engenheiros eletrônicos, dependendo dos custos de produção e aquisição. Após a montagem dos componentes, o patinete está pronto para ser testado, embalado e distribuído. Para que seja considerado competitivo e portátil, o peso ideal do patinete montado seria de no máximo 15kg. 79
TECNOLO 17. E SEGU
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OGIA URANÇA
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16.1. Rodas Grandes e Hubless
P
or motivos de segurança, um dos principais detalhes no design do novo patinete elétrico são suas rodas de tamanho grande, estas grantem segurança ao passar por ruas esburacadas e petrmitem que o veículo mantenha sua estabilidade, enquanto rodas menores sofreriam impactos que poderiam derrubar o condutor, apesar do dâmetro maior, as rodas continuam finas para promover manobrabilidade, durabilidade e um preço mais agradável. Além disso, afim de introduzir novas tecnologias foi escolhido o motor hubless, que é montado por dentro do aro da roda do patinete promovendo uma estética futurista.
16.2. Luzes de Segurança
O
conceito de patiente é equipado com diversas luzes de LED para aumentar a segurança em trajetos notrunos. As lanternas dianteiras são compostas por faixas de led verticais brancas azuladas mantendo a proposta de visual futurista. As luzes de faixa de segeurança, encontam-se no fundo do patinete, funcionando como uma “ciclovia virtual” representando na cor vermelha, o distanciamento de segurança que deve ser mantido por motoristas de automóveis.
16.3. Suporte e Conexão para Celular e Porta Copos
A
pesar de não ser equipado com uma tela própria, o patiente possui um suporte para conexão de smartphones que além de carregá-lo, permitirá troca de informações por aplicativo, utilizando-se dos componetnes do telefone, como o giroscópio. O porta copos por sua vez, foi introduzido ao patinete tendo em mente o seu público alvo: jovem, enérgico e trabalhador, sendo dimensionado especialmente para copos de café to-go.
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16.4. Modo Mala de Viajem
P
ara tornar o conceito de patiente elétrico bastente portátil e facil de transportar é considerado um mecanismo de dobra que se encontra no centro do patiente e que o transforma em uma espécie de mala de viajem, alianhdo com duas rodas alinhadas no mesmo eixo, sendo assim possível puxalo ou empurra-lo como se fosse uma mala com rodas. Para versões mais premium, um patiente com motores independentes em cada roda e capacidade de auto-equilíbrio, o patinete poderia até mesmo ser equipado com algorítimo que o permiritria seguir o caminho de seu porprietário, sem que este precisasse fazer esforço algum.
16.5. Pranhca de Amortecimento
A
prancha de amortecimento foi pensada para transmirir mais conforto ao condutor, esta deve ser produzida em material felxivel e resiliente como madeira ou idealmente fibra de carbono, material extremamente felxivel e inúmeras vezes masi resistente que o aço, absorvendo o impacto gerado por ruas e caminhos irregulares, evitando fadiga e danos aos membros inferiores do condutor substituíndo o tradicional amortecedor para este propósito. A prancha deve também ser revestida com material antiderrapante para evitar riscos de queda em situações de chuva.
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16.6. Capacete com Estampa Jeans
P
ara demonstrar o comprometimento com a segurança do usuário, afim de popularizar o patiente elétrico, o mesmo deve ser acompanhado de um capacete. O jeans foi escolhido como estampa deste capacete, para simbolizar a popularidade do produto. Não seria utilizado o tecido, propriamente dito por motivos estéticos e de segurança, a estampa não altera as propiredades e peso do capacete de forma cosiderável e mantém um aspecto liso e menos opaco, mantendo visual moderno, mais escuro, que não destoe de qualquer roupa que o usuário possa estar vestindo.
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16.7. Aplicativo de Smartphone
C
omo o patinete elétrico não é equipado com uma tela própria, ele depende do celular do usuário para mostrar informações como velocidade, quilometragem, entre outros. Por isso, a distribuidora deve oferecer um aplicativo que possua estas funções de maneira intuítiva e que não exiga muito da bateria do aparelho. Isto foi considerado possível tendo em mente que o público-alvo está constantemente conectado à redes sociais, aplicativos de streaming, atualizados nas últimas novidades, e que celulares de categoria premium estão entre os seus principais itens de consumo. Este item do pateinte pode ser aproveitado para adicionar um sistema de segurança ao veículo, sem custos adicionais, aproveitando os componetes do spartphone como o GPS e o giroscópio, o dispositivo que identifica a direção de movimento do celular. A interação entre dispositivos torna o patiente um veículo completamente conectado e pode utilizar a internet para fazer atualizações de firmware automaticamente além de aproveitar as informações da rede e do celular para gerar mais segurança para o usuário, analisando informações de transito, trajeto, e velocidade. Em casos de acidente, o aplicativo pode ser porgramado para detecta-lo a partir das informações do giroscópio e possivelmente sensores de danos na lataria do patiente, e caso não seja impedido pelo usuário em poucos segundos, poderá enviar um aviso a contatos de emergencia pré-configurados ou, dependendo das preferências do condutor e da intensidade do acidente, até mesmo fazer contato diretamente com o setor de emergencias de um hospital, compartilhando insntantanemanete as informações de velocidade e direção para que estes contatos tenham uma pequenda ideia da gravidade do acidente. Além de tudo, o aplicativo pode tornar o patiente completamente adaptável à novidades, tornando-o ideal para uso em cidades que estão em mudanças consntantes utilizando o topo da tecnologia como as smart-cities.
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18. ANÁLISE ERGONÔMICA
P
ara avaliar a ergonomia do modelo 3D do patinete desenvolvido foram utilizados métodos relacionados à antopometria, utilizando-se como base tabelas de um artigo Análise Sistemática da Antropometria, escrito por Benhossi (2015) e as medidas de recomendadas para trabalho na postura em pé.
a altura até os cotovelos da parte da população de menos estatura (5%) é de 101,4 cm, a da população de estatura alta, ou seja, a maior parte da população geral (50%) é de 110,9 cm e da parte mais alta da população (95%) é de 119,7 cm. Análise Antropométrica do Patinete Elétrico (mm)
Tabela antropométrica de Público Geral
Medidas recomendadas para Trabalho em Pé
A anáise ergonômica é importante pois analisa a postura do usuário ao utilziar o patinete elétrico, podendo evitar dores nos antebraços, omros, costas nos pés e nas pernas. Considerando que o produto é destinado a homens e mulheres, foi utilizada uma tabela de população geral que analiza as medidas corporais de amos os gêneros. Como é possivel observar na tabela antropométrica de público geral,
A análise antropométrica do modelo de Patiente mostra que a altura da prancha de amortecimento ao guidão é de aproximadamente 90 centímetros, o que corresponde a medida da população recomendada para trabalhos leves máxima para mulheres e mínima para homens, atendendo assim ambos os gêneros. Nesta posição, os braços se encontram em uma posição confortável de repouso com os cotovelos um pouco acima da altura do guidão e a habildade de realizar manobras, movimentando o corpo para diferentos posições é essencial, considerando-se também que para isto, o condutor deverá esticar e flexionar os braços em diferentes ocasiões. O suporte de celulares encontra-se fora do alcançe de visão periférico do condutor, que é de no máximo 45º obrigando o piloto a desviar o seu olhar para baixo para observar a tela do celular. No entanto, o posicionamento do celular não bloqueia a visão do asfalto e uma abordagem audio-visual pode garantir uma navegação com riscos menores. 89
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PRODUÇÃO
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FOT GRÁFICA
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20. ANÁLISE DE VIABILIDADE
A
fim de analisar a viabilidade de produção do novo conceito de patinete elétrico, foi feito um breve levantamento de dados para calcular os custos envolvidos em sua concepção. As informações sobre os preços das principais peças foram estimadas a partir de sites de fornecedores chineses adicionando-se o custo de transporte e impostos, que representam 50% do valor final. O custo de produção e montagem do patinete foi estimado considerando-se o processo de conformação mecânica e montagem das peças até obter-se o produto final. É importante ressaltar que este valor é hipotético e não representa o custo real da operação, podendo variar drasticamente conforme o fornecedor e a acessibilidade de cada peça, funcionário, local ou maquinaria.
Levando-se em conta a classe social da qual o público alvo faz parte, os preços dos concorrentes nacionais, internacionais e o levantamento de dados da pesquisa de viabilidade seria interessante que o produto final não chegasse ao consumidor por mais de R$6000,00, pouco mais que o dobro do custo projetado de produção. No entanto, tendo em vista a popularização do produto, seria interessante oferecer uma opção de leasing, ou seja, empréstimo do patinete aos consumidores, que envolve um contrato temporário, uma tarifa mensal e a opção de renovação ou de adquirir o veículo ao final do contrato, em alguns casos até mesmo a de substituição do bem. No caso de o leasing ser ofertado pela própria fabricante, a vantagem seria a possibilidade de reforma de patinetes que foram devolvidos ao fim do contrato por uma fração do custo de produção de um novo, prática conhecida como refubrishing, para que possam voltar a ser vendidos ou alugados, possivelmente aumentando a margem de lucro da empresa. De acordo com uma ferramenta de cálculo de prestações mensais de leasing financeiro (GYPLAN, 2020), o valor das parcelas de um bem de 6000 reais, cujo o valor residual após 1 ano de uso fosse de 3000 reais e considerando uma taxa mensal de juros de 3%, o valor mensal pago pelo contratante seria de aproximadamente 391 reais, com total de pagamentos de 4.697 reais ao fim do contrato, resultando em um total de 1696 reais de juros. 102
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21.
VALIDAÇÃO COM O USUÁRIO
A
validação com o usuário foi feita com 3 pessoas que se encaixam no público alvo a partir do modelo 3D e da proposta de produto criados ao longo do projeto. Foram avaliadas além da estética do patiente elétrico, os acessórios que ele oferece, propostas de uso e segurança. Esta etapa, avalia se o produto seria bem aceito pelo púvlico alvo identificando potenciais mudanças que podem ser feitas na etapa de prototipação física. A pesquisa foi feita de forma qualitativa, onde cada potencial usuário pode avaliar de 1 a 5, onde 5 é a nota mais positiva, determinadoas características do projeto.
Estética do Produto Cor Preferida Acessórios de Segurança Outros Acessórios Conectividade Portabilidade Inovação e Tecnologia Estética do Capacete Estética do Aplicativo Probabilidade de Aquisição
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TATIANE ANDERSEN, 25 anos, estudante de Administração.
“gostei muito da adição do porta copos ao projeto, amo tomar café da manhã em padarias ou cafés antes de começar o dia.”
Estética do Produto Cor Preferida Acessórios de Segurança Outros Acessórios Conectividade Portabilidade Inovação e Tecnologia Estética do Capacete Estética do Aplicativo Probabilidade de Aquisição
ANGELIS LÜDER, 23 anos, Designer Gráfica
“Achei super sofisticado, e a ideia da conectividade fantástica conectando muito bem os utensílios de segurança ao patinete. Incrível, com certeza adicionaria o produto ao meu dia-a-dia!”
Estética do Produto Cor Preferida Acessórios de Segurança Outros Acessórios Conectividade Portabilidade Inovação e Tecnologia Estética do Capacete Estética do Aplicativo Probabilidade de Aquisição
Gabriel Winter, 27 anos, Professor de Inglês, previamente entrevistado na pesquisa qualitativa.
“Produto muito interessante. Esteticamente agradável, leve, portátil. Intenção de aquisição alta, dependendo apenas do valor final..” 105
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23.CONCLUSÃO A
pós realizar a referida pesquisa a respeito das causas do fracasso da popularidade dos patinetes elétricos no Brasil, chegou-se à conclusão que a falta de segurança que estes veículos oferecem e a baixa lucratividade das empresas de compartilhamento são os principais fatores. Buscando solucionar estes problemas e popularizar o veículo em território nacional foi desenvolvido um novo conceito de patinete elétrico de uso particular focado no público de profissionais liberais e informais. O patinete proposto oferece diversos itens e funcionalidades de segurança como rodas com diâmetro grande e luzes que sinalizam a distância que deve ser mantida por automóveis, além de ser vendido acompanhado de um capacete e um aplicativo desenvolvido para deixar o usuário mais seguro, manter o patinete conectado a rede e poder integrar-se às novas cidade inteligentes, mantendo-se atualizado ao longo dos próximos anos. Para adequar-se ao conceito de popularidade, inspirado no tecido jeans, o patinete recebeu detalhes azuis e o capacete, uma estampa que representa o tecido, assim valorizando a estética, mantendo-o moderno e único. Finalmente, após a criação de um modelo 3D, um estudo ergonômico do produto, a análise de viabilidade econômica fou realizada uma validação com possíveis usuários onde demonstrou a aceitação do produto em meio ao público alvo e seu potencial sucesso no mercado nacional. Constatando assim, que o produto desenvolvido tem grandes chances de se popularizar como veículo elétrico levíssimo de preferência entre jovens trabalhadores informais e liberais, oferecendo sustentabilidade, tecnologia, portabilidade, segurança além de uma estética atraente e chamativa para circulação nas grandes cidades brasileiras.
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23. REFERÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS
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