Não deixe para amanhã a reparação que deve fazer hoje!
Hoje em dia os nossos smartphones têm um papel primordial nas nossas vidas. São o nosso despertador, a nossa agenda, o nosso relógio e a nossa forma de estar em permanente contacto com o mundo. Mas a verdade é que os azares acontecem, e uma avaria do smartphone pode significar deixar de conseguir realizar algumas tarefas básicas do dia-a-dia. Por esta razão, a reparação de telemóveis tornou-se num serviço imprescindível. Um dos problemas mais comuns dos smartphones são questões relacionadas com a bateria.
A bateria de um telemóvel não é infinita e, com o tempo, acaba por se estragar ou desgastar; o que leva à necessidade da sua substituição. As baterias têm ciclos de carregamento, ou seja, cada carregamento
completo da bateria do seu smartphone corresponde a um ciclo. Este número de ciclos é limitado e quando é atingido, o desempenho do equipamento diminui. Algumas dificuldades de funcionamento e desempenho manifestam-se da seguinte forma: o smartphone fica lento ou sem resposta; descarrega demasiado rápido; não liga ou não desliga; encerra ou reinicia inesperadamente; as aplicações ou sistema não respondem; a capa traseira do equipamento começa a dar sinais de bateria inchada. O recomendável em todas estas situações é proceder à substituição da bateria.
Outro contratempo recorrente é o ecrã partido ou dani cado.
O vidro do smartphone é essencial para que consiga usufruir da melhor nitidez ao visualizar os seus conteúdos
preferidos. Problemas no ecrã são dos danos físicos mais comuns neste tipo de aparelhos. Os danos no vidro podem ser verificados através do vidro rachado, ecrã partido, quando o ecrã táctil deixa de funcionar ou a imagem não é apresentada corretamente. O equipamento pode ainda apresentar defeitos nas seguintes formas: ecrã muito escuro; imagem a preto e branco; qualidade da imagem do ecrã ou monitor reduzida; imagens pixelizadas; ecrã com manchas, linhas verticais ou horizontais; imagens distorcidas; ecrã táctil descalibrado ou a responder ao toque de forma intermitente. Se o seu telemóvel se encontra nestas condições a iServices faz a reparação do seu vidro na hora e, no caso dos iPhones, a garantia é vitalícia!
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O centenário
DE TODAS AS FOLIAS
“Este é um ano especial para o Carnaval de Torres Vedras, pois marca o centenário de um dos mais famosos eventos de Portugal e que já faz parte do Património Cultural Imaterial do País.”
Foi em 1923 que tudo começou. Há 100 anos, portanto. Número redondo com três algarismos, a marcarem bem a longevidade que não esmoreceu e é hoje uma marca da cidade. O Carnaval de Torres Vedras soube criar a sua fama desde o início. Ao conseguir misturar a tradição pagã com a religiosidade que, naquela altura, demasiado próxima da revolução republicana de 1910, mas já a caminhar para o golpe mi-
litar do 28 de Maio de 1926, soube transitar assim entre épocas distintas da vida política em Portugal. Uma experiência única, sabendo manter-se, até hoje, como uma tradição de folia e crítica social.
O Carnaval em Torres Vedras é coisa séria. Sobretudo desde que, no ano passado, deu-se a sua inclusão no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Para isso pesaram vários fatores na tradição
TORRES VEDRAS
das celebrações, como haver a seleção de dois homens da comunidade para fazerem de rei e rainha do Carnaval. Para além dos símbolos serem os mesmo desde o início do século XX. Essa “dinastia” de três dias é outro dos elementos que caracterizam as celebrações. Usam nomes que mudam anualmente e escolhidos para satirizarem a atualidade.
A chamada linhagem real teve início logo em 1923, mas ainda sem rainha. Isso seria acrescentado logo no ano seguinte, cabendo a “honra” a Jaime Alves, a primeira rainha do Carnaval de Torres Vedras, com Álvaro André de Brito como o primeiro rei. Faz parte do ritual carnavalesco a chegada dos reis à estação ferroviária e entrega das chaves pelo presidente da Câmara.
Mas nada disto valeria se não fosse a ade são da população ao Carnaval. As as sociações, os carros alegóricos, os investimentos nas fantasias, a imaginação da crítica social, a liberdade que se respira, a excitação da alegria e os exageros consentidos, são a alma deste Carnaval de 100 anos.
Finalmente, as famosas Matrafonas. Como é Carnaval, ninguém leva a mal que os homens tirem dos armários as roupas das mulheres e assumam, em público, essa outra “persona”. E isso passa de geração em geração. Sempre em ambiente de folia consentida e estimulada, fazendo essa mais uma marca distintiva para garantir mais 100 anos de celebrações carnavalescas em Torres Vedras!
Edição, Impressão, Publicidade
As origens DA FESTA
DO CARNAVAL
Na origem da palavra está uma língua morta, mas bem viva e renascida todos os anos. É assim, do latim, que vem o nome Carnaval. A frase da origem é carnem levare ou carnis levale, cujo significado alude à “abstenção da carne”. Segundo ainda algumas das interpretações linguísticas, sustenta-se que a palavra “vale” assume o significado de um “adeus”, pelo que a expressão seria mesmo o “adeus à carne”, pois a véspera marca o dia em que, na tradição católica, não se pode comer carne. Há ainda quem lhe chame de “Entrudo”. Todas estas expressões fazem a ligação entre aquilo que começou por ser uma celebração pagã, para entrar na tradição católica. Sabemos que o Carnaval, por ser a uma terça-feira, é seguido pela chamada Quarta-Feira de Cinzas. E não, não são as cinzas do dia anterior, de eventuais alusões a fogos – mais próprios até das cele-
brações joaninas, em Junho, com as tradições de saltar à fogueira. Estamos a falar do ritual antigo de queimar os ramos do ano anterior, do Domingo de Ramos. Com essas cinzas, colocadas nas testas dos católicos, simboliza-se o arrependimento. É a frase bíblica que evoca o dito de “és pó e pó serás”. É também o início do período da Quaresma, que lembra a passagem dos 40 dias de Jesus no deserto. Ao dizermos que estamos a fazer a entrada na Quaresma, estamos a lembrar ainda essa outra palavra latina designando a entrada, o Introitus, pelo que se generalizou depois ainda a palavra “Entrudo” para servir de equivalente ao período do Carnaval. Ao fim da Quaresma, com o Domingo de Ramos, contam-se mais sete dias – uma semana –, e temos então o Domingo de Páscoa, precedido pela Sexta-Feira Santa, que marca a crucificação de Jesus.
DAS TREVAS PARA A LUZ
Desde os tempos antigos, daqueles em que não há sequer registos escritos, sabe-se que era nesta altura que havia a grande festa que marcava o fim do Inverno e preparava o caminho que nos irá levar pela Primavera e até ao Verão. Diz-se assim que o Carnaval proporciona a justificação para esse ritual de inversão dos papéis, permitindo o uso de máscaras e onde os papéis sociais podem ser invertidos, em que os homens podem vestir como se fossem mulheres, os ricos usam roupas de pobres e pobres fingem que são ricos. É permitido parodiar aquilo que nos oprime. É um processo de libertação que tanto tem de psicológico,
social como filosófico. Diz-se que os nossos antepassados viam nesta celebração o fim de um período de trevas, frio e escuridão. Era o fim do Inverno e o princípio de um caminho para a luz. Os dias estão a ficar maiores, daqui a pouco chega a Primavera e o Verão está quase à porta. É isso o que o Carnaval nos evoca na mente e espírito, contaminando depois o corpo na folia dos exageros – permitidos, mas controlados, pois, se a vida são dois dias e o Carnaval três, há que pensar que nos dias seguintes ainda existe mais vida para além da folia. Celebração de vida e renascimento, eis então o Carnaval para ser celebrado até ao último minuto!
Programa GERAL 2023
28 JANEIRO SÁBADO
19h00
Inauguração do Monumento ao Carnaval
[Praça Sr.Vinho - Mercado Municipal de Torres Vedras à Praça da República]
22h00 às 01h00
Encontro de Gentes
[Expotorres – Pav. Expo]
• Cenoura & Amigos
17 FEVEREIRO SEXTA-FEIRA
09h30
Corso Escolar
[centro da cidade]
14h30
Baile de Máscaras Tradição
[Expotorres – Pav. Multiusos]
- Atuação da banda Abel Alves
22h30
Chegada e Entronização dos Reis do Carnaval
[Estação Ferroviária à Av. 5 de Outubro]
Coorganização com a Real Confraria do Carnaval de Torres
Programa “Somos Portugal” - TVI [Praça 25 de Abril]
14h30
Corso Diurno: Desfile de Carros Alegóricos, Grupos de Mascarados, Tó’Candar Paladin com Banda Baco e Desfile de Carros Espontâneos [centro da cidade] | (Entrada paga)
22h00 às 04h00
DJ’s Carnaval
- Praça Super Bock (Jardins de Santiago)
- Praça Paladin (Mercado Municipal)
- Praça Machado Santos (Entrada livre)
20 FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA
21h00
Corso Noturno: Corso Trapalhão e Tó’Candar Paladin com Banda Baco [centro da cidade] (Entrada paga)
22h00 às 04h00
DJ’s Carnaval
- Praça Super Bock (Jardins de Santiago) | (Entrada paga)
- Arraial Fest | Convidado: RUTH MARLENE [Praça Dr. Alberto Avelino] | (Entrada livre)
23h00
Concurso de Matrafonas
[Av. 5 de Outubro, em frente à Câmara Municipal]
(Entrada paga)
TORRES VEDRAS
21 FEVEREIRO TERÇA-FEIRA
14h30
Corso Diurno: Desfile de Carros Alegóricos, Grupos de Mascarados, Tó’Candar Paladin com Banda Baco e Desfile de Carros Espontâneos
[centro da cidade]
15h00
Anúncio dos vencedores do concurso de Grupos de Mascarados
[Av. 5 de Outubro, em frente à Câmara Municipal]
(Entrada paga)
22 FEVEREIRO QUARTA-FEIRA
21h00
Enterro do Entrudo
[da Av. Tenente Valadim ao Tribunal de Torres Vedras]
Coorganização com a Real Confraria do Carnaval de Torres
(Entrada livre)
Programação sujeita a alteração
Curiosidades
A ESTÁTUA COM O LIXO DO CARNAVAL
Vai haver uma estátua dedicada ao Carnaval de Torres. Esta foi uma das propostas vencedoras da participação popular, apresentada por Beatriz Colares e Pedro Miranda. “Acreditamos faltar em Torres Vedras um marco físico exterior do nosso Carnaval. Isto porque, tendo em conta a importância e o simbolismo que o mesmo tem para a economia do concelho, para a imagem de Torres Vedras a nível nacional e para cada torriense em particular, este merece ser relembrado na nossa cidade, num local de grande afluência diária”, pode-se ler na sinopse da proposta. Assim, irá haver uma estátua, mas com uma originalidade, conforme explicaram ainda os autores da ideia: “Esta seria realizada utilizando o lixo produzido no Carnaval de Torres Vedras 2023”. Ora aí está! O monumento do Centenário será também um símbolo às atuais preocupações ambientais, dando um carisma especial ao projeto que poderá ter como escultor Tomás Pires, artista local, que já aceitou o desafio.
CTT. HOMENAGEIAM A FESTA
Os CTT lançaram um pack de quatro selos personalizados para se assinalar o centenário do Carnaval de Torres Vedras. Os quatro temas representados: “Reis”, “Carros Alegóricos”, “Cabeçudos” e “Matrafonas”. Estarão à venda pelo valor facial de 2,28 euros e têm como prazo de utilização postal o final de 2024.
AS ASSOCIAÇÕES
São seis as atuais associações carnavalescas – grupos com estrutura formal e que acabam por estarem envolvidos na produção:
• Associação Carnavalesca As Marias Cachuchas
• Associação Ministros & Matrafonas
• Fidalgos do Carnaval de Torres Vedras
• Lúmbias Grupo Carnavalesco
• Real Confraria do Carnaval de Torres
• SacÁdegas - Associação Carnavalesca
UM REI DE VERDADE EM TORRES VEDRAS
A 21 de Agosto de 1908, por ocasião da comemoração do centenário da batalha do Vimeiro, o Rei D. Manuel II – que assumira essa função após o assassinato em Fevereiro do seu pai, o Rei D. Carlos, e do irmão, Luís Filipe – chegou de comboio a Torres Vedras onde foi recebido com todas honras, seguindo-se um cortejo pela cidade. Foi este facto histórico que, mais tarde, ao ser satirizado com o desfile dos reis do Carnaval, acabou por dar origem ao ritual que ainda hoje se pratica.