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ORDEM DOS ECONOMISTAS 2026 Nº0

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OIKONOMOS

Revista da Ordem dos Economistas

.4 .8

Mensagem do Bastonário

Comemorações dos 25 anos da Ordem

Sessão de Abertura das Comemorações dos 25 anos p. 9 IX Seminário Ibérico de Economistas

Conferência sobre o Orçamento do Estado para 2023

Conferência - O Futuro da Governação Económica da UE

Conferência - Da problemática da Água no Mundo ao caso específico de Portugal p. 18 Economista Emérito – Francisco Murteira Nabo

Honorário – Rui Nabeiro

Seminário Ibérico de Economistas ................................................................................................................................

20

23

26 Economista Emérito – Miguel Cadilhe

Conferência - Por onde vai a economia portuguesa

–

Emérito – Eduardo Catroga

Emérito – Augusto Mateus

Economista Emérito – João Ferreira do Amaral p. 48

Conferência das Furnas 2023 e Economista Emérito – José Manuel Monteiro da Silva p. 52

Economista Emérito – Adriano Pimpão p. 56

10.º Congresso Nacional dos Economistas

60 XVI Conferência Anual do Turismo e Membro Honorário – Dionísio Pestana

Programas Económicos em Debate: PS vs AD ........................................................................................................

Jantar-Debate - 50 Anos de Abril, 25 Anos da Ordem p. 70

Sessão de Encerramento das Comemorações dos 25 anos p. 72

Produção editorial:

Mensagem do Bastonário

António Mendonça Bastonário

A edição do número zero da nova Revista da Ordem dos Economistas, simbolicamente intitulada Oikonomos, reveste-se do maior significado.

Em primeiro lugar, porque significa a recuperação de um projeto editorial, qualitativamente mais exigente – em suporte simultaneamente físico e digital –, de comunicação com os membros e entre os membros. Pretende-se que esta Revista seja mais do que um instrumento de informação regular sobre a atividade institucional. Que seja um espaço de reflexão profunda sobre o significado, exigências e responsabilidades do exercício profissional de economistas e gestores. Que promova a discussão sobre os grandes temas da economia e da gestão, enquanto disciplinas científicas. E que seja, ainda, um lugar de participação ativa na procura de respostas para os desafios que o país enfrenta no atual contexto nacional e internacional.

Em segundo lugar, porque o lançamento deste número zero, é dedicado ao balanço das Comemorações dos 25 anos da criação da Ordem dos Eco-

nomistas – em 7 de julho de 1998 –, cujas iniciativas decorreram entre 27 de outubro de 2022 e 27 de maio de 2024. A Sessão de Abertura foi marcada pela homenagem à Dr.ª Manuela Morgado, última presidente da APEC – Associação Portuguesa de Economistas, antecessora da Ordem, distinguida com o título de Economista Emérita. Na Sessão de Encerramento, é de realçar a participação do Presidente da IEA – International Economic Association e Professor na Harvard University, Elhanan Helpman.

Ao longo destes quase dois anos, destacam-se os vários debates e seminários, a atribuição dos títulos de Economista Emérito e de Membro Honorário a vários Economistas e personalidades de referência da Economia e do sector empresarial, bem como o início de uma nova fase da autorregulação profissional, através do reconhecimento das categorias de Economista Sénior e de Economista Conselheiro, atribuídas aos colegas com percursos profissionais consolidados. Reforçaram-se, igualmente as iniciativas dirigidas aos mais jovens, em particular

no âmbito da cooperação com a Associação Une Dois Mundos, com a realização das Olimpíadas de Economia do Ensino Secundário e do lançamento das Olimpíadas Universitárias, cuja segunda edição teve lugar recentemente. Ainda neste âmbito, é de destacar a criação da nova categoria de Membro Estudante, que tem registado uma significativa adesão, e que representa uma aposta estratégica na integração das novas gerações no mercado de trabalho e na vida da Ordem.

Em terceiro lugar, porque o lançamento coincide com a realização do 11º Congresso Nacional da Ordem dos Economistas, num momento de particular complexidade e de crise profunda do sistema de relações económicas e políticas internacionais, ao qual a Ordem não poderá deixar de estar atenta e interveniente. O próprio tema geral do Congresso – Transformações em curso na Economia Global e o papel de Portugal e dos Economistas – reflete, precisamente, esta preocupação.

Finalmente, em quarto lugar, porque o lançamento da Revista se faz, precisamente, num contexto de profundas e aceleradas transformações, na organização e funcionamento da economia global, com fortes repercussões em Portugal. E que exigem dos Economistas e da sua associação profissional uma responsabilidade acrescida perante a economia e a sociedade portuguesa em geral. É importante ter presente que o futuro que temos pela frente depende, em parte substancial, da competência, responsabilidade e ética com que os Economistas responderem aos desafios que são colocados no momento presente, tanto no plano profissional como na intervenção pública através da Ordem.

Através das várias iniciativas que se realizaram, no Continente e nas Regiões Autónomas, procurou-se projetar a imagem e a ação dos Economistas e refletir sobre os desafios económicos e sociais do País – com independência, isenção e sentido de missão do interesse público. Privilegiaram-se temas como o crescimento, a reindustrialização, a competitividade, a transformação tecnológica, a juventude, a sustentabilidade e a coesão social. E procurou-se, também, reforçar o diálogo com as instituições económicas, sociais e políticas, em particular com o governo de Portugal e o Presidente da República, que honrou a Ordem com a sua participação nas sessões de abertura e de encerramento.

O 11º Congresso Nacional que agora tem lugar pretende concentrar estas preocupações num momento de reflexão qualificada. Em particular, pretende reafirmar a necessidade de Portugal prosse-

guir uma visão estratégica de médio e longo prazo, condição essencial para enfrentar os seus desafios estruturais – internos e no quadro da integração europeia e da economia global.

Portugal não pode acomodar-se a um papel passivo e dependente na abordagem das questões internacionais. Deve assumir-se na sua condição de produtor e de resultado do sistema de relações internacionais que conduziram à economia global; de representante e impulsionador de um projeto de afirmação do espaço lusófono; de valorização da cooperação estratégica com Espanha e o mundo hispânico; de projeção da referência greco-latina na construção da identidade europeia; de afirmação como referência na arquitetura do novo sistema de relações globais; e como ator relevante no diálogo com a Ásia e a região IndoPacífica.

Não constituindo ameaça para ninguém, Portugal pode afirmar-se como construtor de relações de cooperação à escala global, de produção de objetivos comuns e não hegemónicos, de revalorização do sistema de instituições internacionais. E, ainda, de potenciação do papel da Europa na construção de novas referências e na promoção de novos valores de relacionamento mútuo.

O nome escolhido para esta nova revista Oikonomos–Revista da Ordem dos Economistas simboliza, também, todos os propósitos que nos propomos levar a cabo com a intervenção da Ordem junto dos Economistas e perante a sociedade. Oikonomos tem origem, como todos aprendemos, na junção dos termos gregos “oikos” (casa) e “nomos” (lei, governo) e significa “gestor da casa”. É a origem etimológica da designação “Economia”.

Esta referência recorda-nos que a atividade económica sempre foi entendida como responsabilidade de administração racional dos recursos – da família à cidade, do Estado ao sistema internacional. E a consciência da origem e da evolução da relação humana com a economia, é muito importante para todos nos situarmos face à complexidade dos desafios que enfrentamos e teremos pela frente nos próximos tempos.

A responsabilidade contida na designação de “gestor da casa” adquire hoje uma dimensão de responsabilidade a que não nos podemos furtar no exercício das nossas atividades – nas empresas, na sociedade civil ou no Estado. Em qualquer situação é importante que assumamos as exigências profissionais, com rigor, competência e ética. E sempre tendo como referência o interesse público. Recupe-

rar a origem é, pois, uma forma de nos projetarmos com solidez no futuro.

Reafirmo, assim, o compromisso de retomar um projeto editorial que reforce a comunicação interna e externa da Ordem, que incentive a reflexão económica, que promova o diálogo e a cooperação com outras instituições e agentes. Um compromisso, simultâneo, com o rigor científico, a pluralidade de opiniões, o respeito mútuo, a autonomia e a isenção.

Agradeço, ainda, a todos quantos se empenharam para que este projeto da nova Revista se concretizasse. A começar pelas dezenas de colegas e outras personalidades que deram vida, conteúdo, criatividade e projeção às Comemorações, entre os quais referencio, em particular, os membros da Direção da Ordem, as Direções das Delegações Regionais, os Conselhos de Especialidade e demais órgãos diretivos e deliberativos que assumiram plenamente a responsabilidade que tínhamos perante o país e perante os Economistas. E a terminar com aqueles que mais diretamente trabalharam para que o projeto se concretizasse com a edição deste número 0 – a nossa Direção de Comunicação e Relações Externas e os seus colaboradores.

Que a Oikonomos–Revista da Ordem dos Economistas, se afirme como um espaço de encontro entre academia, empresas, instituições públicas e sociedade civil. E que seja, também, a expressão do compromisso com um novo ciclo de mais participação, mais intervenção pública e de maior proximidade aos membros. E, também, de mobilização das novas gerações, de atenção aos seus problemas, de valorização dos seus contributos e qualificações.

A todos os meus votos de grandes realizações e maiores felicidades.

Comemorações dos 25 anos da Ordem dos Economistas

os conteúdos desta revista foram sujeitos a curadoria editorial.

a publicação está disponível em formato digital no site da ordem dos Economistas, onde é possível aceder aos conteúdos integrais através de links.

as versões completas encontram-se igualmente disponíveis para consulta no site das Comemorações dos 25 anos da ordem dos Economistas.

27 de outubro de 2022, Fundação Calouste Gulbenkian–Lisboa

Sessão de Abertura das Comemorações dos 25 Anos

Descrição

A Sessão de Abertura das Comemorações dos 25 anos da Ordem dos Economistas assinalou o início do programa comemorativo desta efeméride. Criada em 1998, na sequência da transformação da Associação Portuguesa de Economistas (APEC), cuja última Presidente foi Maria Manuela Morgado, a Ordem celebrou um quarto de século ao serviço da profissão de economista em Portugal.

Desde a sua criação, a Ordem foi liderada pelos Bastonários António Simões Lopes (1999-2004), Francisco Murteira Nabo (2005-2010), Rui Leão Martinho (2011-2021) e, atualmente, António Mendonça.

A sessão teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian e contou com intervenções de António Mendonça, Bastonário da Ordem dos Economistas, de Vítor Constâncio, ex-Vice-Presidente do Banco Central Europeu, e de António Saraiva, Presidente da CIP, culminando com a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O evento contou ainda com uma homenagem com a Atribuição do Título de Economista Emérita a Maria Manuela Morgado. Esta distinção marcou o início de um Ciclo de Homenagens a Economistas e Gestores de referência.

Nota Biográfica

Maria Manuela Morgado

Maria Manuela Morgado nasceu em 1937. Desenvolveu um percurso relevante na área da economia, com destaque para as funções que desempenhou como Administradora do Banco de Portugal, onde esteve envolvida em matérias ligadas à política monetária e financeira. Ao longo da sua carreira, afirmou-se também na promoção do pensamento económico e no debate público sobre temas estruturais da economia portuguesa.

Foi presidente da Associação Portuguesa dos Economistas (APEC), contribuindo ativamente para a dinamização da reflexão económica em Portugal e para a valorização do papel dos economistas na sociedade. O seu percurso distingue-se pelo contributo consistente para o desenvolvimento da economia portuguesa e para o reforço das instituições ligadas ao pensamento económico.

Intervenções

António Mendonça,

Bastonário da Ordem dos Economistas

“Ao longo de milhares de iniciativas, conferências, encontros temáticos, congressos e tomadas de posição sobre a realidade portuguesa, a organização dos Economistas–primeiro enquanto Associação Portuguesa de Economistas e depois como Ordem dos Economistas–afirmou-se como uma instituição indispensável na defesa do interesse público, da qualidade do exercício da profissão e na contribuição para o desenvolvimento económico e empresarial do país.”

“A um quarto de século de existência enquanto Ordem juntam-se mais de duas décadas de contributos dos economistas para o desenvolvimento económico e social do nosso país, no quadro da Associação Portuguesa de Economistas.”

“Nesta homenagem queremos reconhecer o trabalho de várias gerações de economistas que contribuíram para a construção e consolidação da Ordem dos Economistas.”

Vítor Constâncio,

ex-Vice-Presidente do Banco Central Europeu

“Demasiadas vezes se assiste a intervenções de economistas que procuram fazer passar recomendações com implicações de filosofia social como se de pronunciamentos científicos se tratasse.”

“A extrema racionalidade conferida aos agentes económicos pela teoria não se verifica na realidade e tem vindo a ser criticada pela corrente da economia comportamental.”

“Ao contrário das ciências da natureza, a economia positiva analisa as escolhas dos indivíduos em termos de motivações ou razões, tornando difícil evitar que essas razões sejam avaliadas como boas ou más.”

“A teoria económica ensina que apenas as escolhas racionais de maximização da utilidade são admissíveis, consagrando dessa forma a aprovação das escolhas consideradas ‘egoístas’.”

António Saraiva,

Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal

“Vivemos tempos em que a economia sofre o impacto de dois choques sucessivos que não têm paralelo na história recente: primeiro a pandemia e, agora, a guerra, fenómenos de natureza exógena que vieram agravar os desafios económicos e empresariais que já enfrentávamos.”

“Os aumentos dos custos e a inflação que geraram estão a induzir um movimento recessivo, pela erosão que causam no poder de compra dos consumidores e pela inevitável retração do consumo privado.”

“As empresas estão, por esta via, a travar a inflação, absorvendo parte dos aumentos dos custos nas suas margens, mas não poderão continuar por muito tempo a fazê-lo sem comprometer a sua própria sobrevivência.”

“Tudo isto exige dos decisores políticos e empresariais respostas urgentes, num contexto em que os riscos se vão avolumando e transformando em realidade.”

“Entre o voluntarismo irrealista e a inação vai uma distância: a política económica importa e deve ser manejada de forma a contrariar evoluções indesejadas.”

28 de outubro de 2022, Madrid

IX Seminário Ibérico de Economistas

Descrição

Realizada em Madrid, na sede do Consejo General de Economistas de España, a IX edição do Seminário Ibérico de Economistas contou com intervenções do Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, do Presidente do Consejo General de Economistas de España, Valentín Pich Rosell, e do Diretor de Relações Internacionais da instituição espanhola, José-María Casado.

Ao longo do seminário foram debatidos temas centrais para as economias ibéricas, entre os quais o papel das instituições fiscais independentes em Portugal e em Espanha, os desafios do setor energético no espaço europeu e o desenvolvimento de infraestruturas estratégicas de ligação à Europa, com destaque para os corredores Atlântico e Mediterrânico.

Nos diferentes painéis participaram várias personalidades do meio académico e institucional, entre as quais Cristina Herrero, Nazaré da Costa Cabral e Carlos Correia da Fonseca, entre outros especialistas nas áreas da economia, energia e infraestruturas.

Os Seminários Ibéricos de Economistas são organizados desde 2013 pela Ordem dos Economistas de Portugal e pelo Consejo General de Economistas de España, realizando-se anualmente e alternadamente nos dois países

9 de novembro de 2022, ISEG - Lisboa

Conferência sobre o Orçamento do Estado para 2023

Descrição

A Conferência sobre o Orçamento do Estado para 2023 realizou-se no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), reunindo economistas, académicos, estudantes e profissionais interessados na análise das principais orientações da política económica e orçamental do país.

A sessão contou com intervenções de Clara Raposo, Presidente do ISEG, do Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, e do Ministro das Finanças, Fernando Medina, bem como com uma intervenção gravada do Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

O evento incluiu ainda um painel dedicado às opções de política orçamental, que contou com a participação de Carlos Loureiro, Paulo Trigo Pereira, Ricardo Cabral, Hugo Carneiro e Hugo Costa, moderado por António Rebelo de Sousa.

Promovida anualmente pela Ordem dos Economistas, a iniciativa constitui um espaço privilegiado de análise do Orçamento do Estado e dos seus impactos na economia portuguesa. A edição contou com o apoio do Banco de Portugal e do ISEG.

18 de novembro de 2022, ISEG - Lisboa

Conferência O Futuro da Governação Económica da UE

Descrição

A conferência “O Futuro da Governação Económica da União Europeia” reuniu, no ISEG, especialistas e decisores em torno de um tema central para o futuro da integração europeia. A iniciativa foi organizada pela Ordem dos Economistas, em conjunto com Margarida Marques, eurodeputada e autora do relatório sobre governação económica da UE, com o apoio do ISEG.

O encontro proporcionou um espaço de reflexão e debate sobre os principais desafios da governação económica europeia, num momento marcado por transformações profundas no contexto económico e institucional da União.

29 de novembro de 2022, Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa

Conferência Da problemática da Água no Mundo ao caso específico de Portugal

Descrição

A conferência “Da Problemática da Água no Mundo ao caso específico de Portugal” teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, promovendo uma reflexão sobre os desafios globais associados à gestão sustentável dos recursos hídricos e sobre as respostas necessárias no contexto nacional.

A sessão contou com a participação do Chefe de Engenharia na área de Obras Hidráulicas da Divisão de Desenvolvimento da Embaixada de Israel em Lisboa, Ziv Sela, e do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, tendo integrado intervenções dedicadas à gestão da água, às políticas públicas nesta área e aos impactos das alterações climáticas sobre os recursos hídricos. A iniciativa foi organizada pela Ordem dos Economistas em colaboração com a Embaixada de Israel.

28 de fevereiro de 2023, ISEG–Lisboa

Atribuição do Título de Economista Emérito a Francisco Murteira Nabo

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a Francisco Murteira Nabo, em reconhecimento do seu contributo para a Ordem dos Economistas e do seu percurso na vida pública e empresarial portuguesa. Antigo Bastonário da Ordem dos Economistas entre 2005 e 2010, foi homenageado numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre do Instituto Superior de Economia e Gestão, reunindo o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de homenagem.

Nota Biográfica

Francisco Murteira Nabo

Francisco Luís Murteira Nabo nasceu em Évora, em 1939. É licenciado em Economia pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG) e mestre em Gestão pela AESE – Escola de Direção e Negócios. Foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, em 2010.

Ao longo da sua carreira desempenhou diversos cargos de relevo na vida pública e empresarial

portuguesa. Foi Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Secretário de Estado dos Transportes e Ministro do Equipamento Social. No setor empresarial, destacou-se como Presidente do Conselho de Administração da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, da Portugal Telecom e da Galp Energia, tendo igualmente exercido funções de direção e administração em várias outras entidades.

Foi Bastonário da Ordem dos Economistas entre 2005 e 2010.

Intervenções

“Desde muito novo tive uma grande paixão pela macroeconomia — lia tudo o que havia na Biblioteca Pública de Évora — mas, apesar da licenciatura em Economia, a minha vida profissional acabou por se centrar sobretudo na microeconomia e na gestão.”

“A minha vida profissional acabou por se desenvolver no setor das telecomunicações, onde trabalhei cerca de 25 anos, primeiro na Marconi e depois na Portugal Telecom.”

“Depois do 25 de Abril de 1974, todos os administradores e diretores da Rádio Marconi foram saneados. Para minha surpresa, fui o único quadro diretivo que permaneceu na empresa, ficando durante cerca de um ano a assegurar a sua direção.”

“Foi uma experiência única, num período de grande transformação política, em que a Marconi teve de criar ou reestruturar as empresas de telecomunicações dos países das antigas colónias portuguesas.”

“Por eu ser então muito jovem, foi uma experiência marcante na minha formação como economista e gestor.”

10 de março de 2023, Campo Maior

Atribuição do Título de Membro Honorário a Rui Nabeiro

Descrição

Atribuição do Título de Membro Honorário ao Comendador Rui Nabeiro, numa cerimónia realizada em Campo Maior, integrada nas celebrações dos 25 anos da Ordem dos Economistas.

A distinção assinalou o reconhecimento da Ordem pelo contributo do empresário para o desenvolvimento económico do País e pelo legado humano e social associado ao Grupo Nabeiro – Delta Cafés e contou com a participação de Francisco Murteira Nabo, Vítor Ramalho, e Ana Brochado - Presidente da Delegação Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas.

Nota Biográfica

Rui Nabeiro

Rui Nabeiro nasceu a 1931, em Campo Maior, no Alto Alentejo. Desde muito jovem, começou a trabalhar na torrefação de café da família, experiência que marcou decisivamente o seu percurso pessoal e empresarial.

Em 1961, fundou a Delta Cafés, empresa que viria a dar origem ao Grupo Nabeiro – Delta Cafés, criado formalmente em 1988 e que se tornou líder no mercado nacional de cafés, expandindo-se posteriormente para vários mercados internacionais.

Paralelamente à atividade empresarial, teve também um forte envolvimento cívico e político, tendo exercido funções autárquicas em Campo Maior, onde foi

Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Câmara Municipal em diferentes períodos.

Ao longo da sua vida, foi amplamente distinguido pelo seu contributo empresarial e social, tendo recebido várias condecorações nacionais e internacionais, entre as quais a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Profundamente ligado à sua terra, concretizou, em 2007, um dos seus projetos mais emblemáticos com a criação do Centro Educativo Alice Nabeiro, em Campo Maior. O seu percurso empresarial e humano deixou uma marca duradoura no tecido económico e social português, frequentemente associado ao conceito de “empresa de rosto humano”.

Intervenções

“Tal como os grandes economistas precisam de muito poucas palavras para apresentarem o seu currículo, também o Comendador Rui Nabeiro precisa de muito poucas palavras para definir o seu contributo para a economia e o setor empresarial do País: fundador da Delta Cafés. Está tudo dito.”

“O Grupo Delta Cafés é, sem qualquer dúvida, um case study que deve ser estudado em profundidade e cuja experiência empresarial deve ser objeto de referência.”

“O País seria outro se tivesse mais algumas empresas com o perfil e a atitude do Grupo Delta Cafés.”

“Tenho uma grande honra e um enorme prazer em regressar a Campo Maior para transmitir o reconhecimento e apreço dos economistas portugueses e da sua Ordem profissional pela obra realizada pelo Senhor Comendador, através da Atribuição do Título Honorífico de Membro Honorário da Ordem dos Economistas.”

Vítor Ramalho,

ex-Secretário-Geral da UCCLA

“No imaginário coletivo, Campo Maior está ligada ao empresário inovador, humanista e solidário Rui Nabeiro, que é exemplo para várias gerações, incluindo a atual.”

“Rui Nabeiro traçou um rumo com uma visão de futuro, atento a fins económicos de criação de riqueza sempre associados aos sociais no Grupo Delta.”

“Independentemente do número, um colaborador, qualquer que ele fosse, era mais que um prestador de serviço: era uma pessoa que integrava um projeto comum.”

“Em boa hora a Direção da Ordem dos Economistas promoveu esta iniciativa.”

Francisco Murteira Nabo,

ex-Bastonário da Ordem dos Economistas

“Rui Nabeiro cultivou ao longo da sua vida qualidades que fizeram dele um homem e um empresário de referência no País.”

“Há três qualidades que, a meu ver, o caracterizam: ser humanista, ser solidário e ter uma elevada visão estratégica.”

“É preciso ser humanista para ter implementado na Delta Cafés uma política salarial em que o salário mínimo na empresa é sempre superior ao salário mínimo legal.”

“Partindo de um pequeno armazém de 50 metros quadrados, foi possível construir um grupo industrial com presença em mais de 35 países.”

“É por isso com elevada justiça e muita honra que a Ordem dos Economistas lhe atribui o título de Honorário.”

24 de maio de 2023, Sede da Ordem dos Economistas–Lisboa

X Seminário Ibérico de Economistas

Descrição

Realizada em cooperação com o Consejo General de Economistas de España, a X edição do Seminário Ibérico de Economistas foi subordinada ao tema “As Relações Ibéricas no Contexto Atual: Desafios e Oportunidades”.

A sessão de abertura contou com intervenções do Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, e do Presidente do Consejo General de Economistas de España, Valentín Pich Rosell. Ao longo do seminário foram debatidos temas relacionados com as relações económicas e institucionais entre Portugal e Espanha, destacando-se as oportunidades de cooperação ibérica no contexto europeu e global.

O programa incluiu três painéis dedicados às relações ibéricas no contexto internacional, às relações comerciais entre os dois países e ao desenvolvimento de infraestruturas estratégicas. Nestes debates participaram, entre outros, Gonzalo Solana González, Paulo Neves, Carla Sequeira, Mário Godinho de Matos, Miguel Ángel Vásquez Taín, Carlos Brito, João Santos, José-Maria Casado Raigón, Carlos Correia da Fonseca, Miguel Rebelo de Sousa e Luís Mira Amaral, com moderação de António Rebelo de Sousa, Jorge Dias e Filipe Alves.

Os Seminários Ibéricos de Economistas são organizados desde 2013 pela Ordem dos Economistas de Portugal e pelo Consejo General de Economistas de España, realizando-se anualmente e alternadamente nos dois países.

Declaração Conjunta

“A cooperação entre Portugal e Espanha está ainda aquém do potencial que a sua história comum e o seu papel na economia global permitem alcançar.”

“É necessário aprofundar a cooperação económica, institucional e científica entre os dois países.”

“As relações económicas e comerciais ibéricas atingiram um nível significativo, com perspetivas de crescimento nos próximos anos.”

“A criação de uma estratégia comum de internacionalização é essencial para reforçar a competitividade e a reindustrialização.”

EUROPA ENTRE REGULAÇÕES E HESITAÇÕES: O dilema

tecnológico que já não podemos adiar

 Autoria: Bruno Castro, Fundador & CEO da VisionWare. Especialista em Cibersegurança e Análise Forense. 

Enquanto os Estados Unidos avançam sem hesitações na integração da Inteligência Artificial (IA) nas suas estruturas militares, apoiados por parcerias diretas com gigantes tecnológicos, a Europa permanece num ciclo interminável de debates, regulamentos e intenções. Esta divergência, hoje gritante, está a transformar-se num risco estratégico real.

Do outro lado do Atlântico, a discussão deixou de ser académica: a IA aplicada à defesa tornou-se uma decisão política assumida. Em contraste, a Europa repete há anos a ambição de reduzir a dependência transatlântica e desenvolver capacidades industriais e tecnológicas próprias. Mas falar não é fazer, e o tempo urge.

A União Europeia tem anunciado fundos, planos de reindustrialização e iniciativas para estimular a inovação em defesa. O léxico europeu é impecável: autonomia estratégica, soberania digital, redução de dependências externas. Mas na prática, o continente continua preso a processos lentos, fragmentados e demasiado burocráticos. E o mundo não pára enquanto Bruxelas debate a redação final de mais uma diretiva.

Para agravar o cenário, a Europa depende ainda de forma profunda das infraestruturas, do software e do ecossistema tecnológico dos EUA e de outros aliados. Esta realidade expõe o continente a mudanças abruptas na política externa americana – que podem, a qualquer momento, divergir dos interesses estratégicos europeus.

Enquanto Washington decide em meses, ou semanas, como integrar IA em sistemas militares, a Europa perde-se em procedimentos de aquisição complexos, processos regulatórios intermináveis e discussões ideológicas que raramente se traduzem em capacidade operacional.

Não se defende aqui uma corrida armamentista nem a abdicação dos valores europeus. Pelo contrário. O que está em causa é perceber que não existe autonomia estratégica sem tecnologia própria e sem empresas su-

Em paralelo, a instabilidade crescente no Médio Oriente e na fronteira leste da Europa torna essa vulnerabilidade ainda mais visível.

Há uma verdade que custa admitir: a Europa ainda não conseguiu criar gigantes tecnológicos de defesa comparáveis aos americanos ou chineses. Existem start-ups promissoras, talento abundante e capital em circulação. O que falta é escala, coordenação e sobretudo rapidez.

ficientemente fortes para resistir a pressões políticas externas. Soberania não se declara: constrói-se. Precisamos de um ecossistema empresarial capaz de colaborar com governos com responsabilidade e sem servilismo, apto para dizer “sim” à inovação militar responsável e “não” quando são ultrapassadas linhas éticas fundamentais. Porque autonomia não é apenas produzir tecnologia: é garantir que essa tecnologia está alinhada com os valores europeus, e controlada pela Europa. A questão decisiva não é se devemos investir mais em defesa tecnológica, mas se somos capazes de o fazer com a urgência que o momento exige. A próxima década definirá quem controla as ferramentas que moldarão segurança, influência e poder no século XXI.

A Europa tem de escolher o seu papel: protagonista ou cliente. O que já não pode é continuar a fingir que conéticas produzir consegue ser os dois.

26 de maio de 2023, Salão Nobre da FEP–Porto

Atribuição do Título de Economista Emérito a Miguel Cadilhe

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a Miguel Cadilhe, em reconhecimento do seu percurso e contributo para a vida económica e financeira portuguesa.

Antigo Ministro das Finanças e figura de destaque na vida pública e empresarial do País, foi homenageado numa cerimónia realizada no Salão Nobre da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), reunindo o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

Miguel Cadilhe

Miguel José Ribeiro Cadilhe nasceu em Barcelos, em 1944. Licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), em 1968, tendo posteriormente desenvolvido investigação na área da política macroeconómica na London School of Economics (1981-1982).

Desenvolveu uma carreira académica ligada à FEP, onde lecionou em diferentes períodos, e foi também Professor Catedrático convidado no polo do Porto da Universidade Católica Portuguesa, entre 2006 e 2011.

Na vida pública, exerceu funções como Secretário de Estado do Planeamento no Governo de Francisco Sá Carneiro (1980) e

como Ministro das Finanças entre 1985 e 1990, nos primeiros governos de Aníbal Cavaco Silva.

No setor financeiro e empresarial, desempenhou funções de administração e presidência em diversas instituições, entre as quais o Banco Português do Atlântico, o Banco de Fomento e Exterior, o Banco Borges & Irmão, o Banco Comercial Português e o Banco Português de Negócios.

Autor de vários livros e artigos sobre economia e política económica, foi distinguido com diversas condecorações e prémios, entre os quais a Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal e a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul do Brasil.

Intervenções

António Mendonça,

“Exemplos de vida como o do Dr. Miguel Cadilhe constituem uma referência daquilo que deve ser o papel de um economista na sociedade.”

“A Ordem dos Economistas decidiu atribuir o título de Economista Emérito a um conjunto de economistas que se distinguiram no seu percurso profissional, mas também na sua vida cívica e de responsabilidade social.”

“A ação da Ordem dos Economistas tem como preocupação fundamental pugnar pela qualidade, responsabilidade e ética no exercício da profissão de economista.”

“Devemos sempre ter presente um elevado sentido de serviço público no exercício da nossa profissão.”

“Percursos como o do Dr. Miguel Cadilhe contribuem para o prestígio e para a qualidade da intervenção dos economistas na sociedade.”

Jorge Dias,

Presidente da Delegação Regional do Norte da Ordem dos Economistas

“Enquanto Presidente da DRN persegue-nos a ambição de valorizar os economistas, desenvolver a economia e prestigiar a profissão.”

“Se há economistas, a nossa vénia às escolas que ensinam, aos que aprendem e a quem promove trabalho.”

“Procuraremos que a riqueza seja melhor distribuída e que o crescimento da mesma nas classes mais altas seja inversamente proporcional ao número de pobres.”

“Vemos setores de atividade chave para o desenvolvimento da economia a obterem lucros cada vez mais gigantescos e, do outro lado do balanço social, o empobrecimento da classe média e dos pobres.”

“Não será altura de entregar a economia e a gestão aos economistas e gestores, tal como a medicina aos médicos ou a engenharia aos engenheiros?”

Mónica Baldaque, Pintora

“Miguel Cadilhe não é apenas o economista: é também um lúcido pensador e apoiante da cultura do nosso país nas suas diversas vertentes.”

“O percurso de Miguel Cadilhe é um exemplo de cidadania e de fé cívica.”

“Miguel Cadilhe não é só homem da economia, mas também homem da cultura.”

“Agradeço como cidadã à Ordem dos Economistas ter querido fazer memória da vida e obra exemplares de Miguel Cadilhe.”

29 de maio de 2023, Fundação

Conferência – Por onde vai a economia portuguesa

Descrição

Num momento de reflexão sobre os desafios e os caminhos da economia portuguesa, a conferência “Por onde vai a Economia Portuguesa” reuniu responsáveis políticos, académicos e representantes do tecido empresarial, integrando uma sessão de homenagem a João Salgueiro, com a Atribuição do Título de Economista Emérito a título póstumo.

Organizada pela Ordem dos Economistas em parceria com a SEDES, a iniciativa decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, e contou com a participação de diversas personalidades da vida pública, entre as quais o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, o Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, e o Presidente da SEDES, Álvaro Beleza.

A sessão ficou ainda marcada pela assinatura de um protocolo de colaboração institucional entre a Ordem dos Economistas e a SEDES, reforçando a cooperação entre as duas instituições na promoção do debate e da reflexão sobre o desenvolvimento económico e social do país.

Nota Biográfica

João Salgueiro

João Salgueiro (1934–2023) foi uma das figuras mais marcantes da economia portuguesa contemporânea, destacando-se pelo seu percurso nas áreas académica, política e empresarial. Licenciado em Economia pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), desenvolveu uma carreira multifacetada, assumindo funções de grande relevância na vida pública.

Foi Ministro das Finanças e do Plano, tendo desempenhado um papel ativo em momentos decisivos da política económica nacio-

nal, bem como na consolidação do processo de integração europeia. Ao longo do seu percurso, exerceu ainda diversos cargos de liderança no setor empresarial e associativo, com destaque para a presidência da Associação Portuguesa de Bancos.

Reconhecido pelo seu contributo para o pensamento económico e para o desenvolvimento do país, João Salgueiro afirmou-se como uma voz influente no debate público, mantendo uma intervenção ativa e consistente ao longo de várias décadas.

Intervenções

“As gerações mais novas e as que estão a caminho não nos perdoarão se não soubermos aproveitar as oportunidades que agora nos são disponibilizadas.”

“Toda esta imensidade de recursos não pode ser utilizada sem um pensamento estratégico de médio e longo prazo.”

“É importante e urgente pôr em funcionamento um sistema de planeamento integrado que permita dar coerência ao conjunto de investimentos em curso e previstos.”

“Não podemos olhar indiferentes para aquilo que se passa com a integração dos jovens no mercado de trabalho.”

“Os níveis de crescimento médio da economia portuguesa nas últimas décadas são medíocres, e isso deve-se sobretudo a razões estruturais que importa ultrapassar.”

20 de junho de 2023, ISEG

Atribuição do Título de Economista Emérita a Manuela Ferreira Leite

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérita a Manuela Ferreira Leite, em reconhecimento do seu percurso profissional e cívico de elevado mérito.

Figura marcante e influente nas áreas da economia e da vida política portuguesa, foi homenageada numa cerimónia que decorreu no Instituto Superior de Economia e Gestão, reunindo a distinguida e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

Manuela Ferreira Leite

Maria Manuela Dias Ferreira Leite nasceu em 1940. É licenciada em Economia pelo ISCEF - Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), onde se destacou academicamente, tendo sido distinguida como uma das alunas mais classificadas do curso. Iniciou o seu percurso profissional na área da investigação económica, com passagem pela Fundação Calouste Gulbenkian, e desenvolveu uma carreira ligada às finanças públicas, ao Banco de Portugal e à administração pública.

Ao longo do seu percurso, desempenhou funções de elevada responsabilidade governativa, destacando-se como Secretária de Estado do Orçamento, Ministra da Educação e Ministra de Estado e das Finanças. Foi também depu-

tada à Assembleia da República, Presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano e presidente do Grupo Parlamentar do PSD, além de ter integrado o Conselho de Estado.

Paralelamente, manteve uma forte ligação à academia, tendo lecionado Finanças Públicas e Economia Pública no ensino superior e exercido funções em órgãos de orientação estratégica universitária. É Doutora Honoris Causa pela Universidade Católica Portuguesa.

Reconhecida pelo seu contributo cívico, académico e político, foi distinguida com várias condecorações nacionais, entre as quais a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Atualmente, exerce funções como Chanceler do Conselho das Ordens Nacionais e integra vários órgãos de relevância institucional.

Intervenções

“A Dr.ª Manuela Ferreira Leite é a primeira mulher a receber este título, neste novo ciclo de homenagens a economistas que marcaram o País.”

“Estamos perante uma grande economista, uma personalidade que marcou a diferença e uma cidadã que deu um contributo decisivo para que o País progredisse e se afirmasse na Europa e no Mundo.”

“Ao promover este ciclo de homenagens, a Ordem dos Economistas pretende realçar o papel essencial dos economistas na sociedade portuguesa, enquanto profissionais altamente qualificados e cidadãos comprometidos com o interesse público.”

“A atribuição do título de Economista Emérita à Dr.ª Manuela Ferreira Leite tem uma forte carga simbólica, sobretudo por acontecer na Escola onde se formou, lecionou e exerceu funções de direção.”

Vice-presidente do PSD e atual Ministro dos Negócios Estrangeiros

“Manuela Ferreira Leite é, a todos os títulos, uma economista emérita das artes e dos engenhos da economia.”

“Manuela Ferreira Leite foi a primeira mulher em Portugal a ocupar as pastas da Educação e das Finanças e a primeira - e até hoje a única - a chefiar um dos grandes partidos portugueses.”

“O dever acima dos direitos, o serviço acima dos interesses: este é um dos pilares do caráter de Manuela Ferreira Leite.”

“A sua visão da economia nunca se limitou às finanças públicas, entendendo-as como instrumento de uma visão económica integrada, ao serviço da pessoa, das empresas e da sociedade.”

“A distinção que hoje lhe é atribuída reconhece um percurso marcado pelo rigor, pela probidade e por um profundo sentido de serviço público.”

Manuela Ferreira Leite, Homenageada

“Agradeço muito sensibilizada a distinção que entenderam conceder-me, que é para mim um inequívoco motivo de orgulho.”

“Não são apenas os números que contam, mas sobretudo os valores e os princípios que os enquadram.”

“As estatísticas são um precioso instrumento de análise para orientar a política, mas não resolvem nenhum dos problemas que afetam o bem-estar dos cidadãos.”

“Cabe-nos a nós, economistas, contrariar a tendência de se propagarem verdades enganadoras a que frequentemente conduzem os números sem interpretação adequada.”

27 de junho de 2023, ISEG–Lisboa

Atribuição do Título de Economista Emérito a Eduardo Catroga

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a Eduardo Catroga, em reconhecimento do seu percurso de destaque na área universitária e nos domínios da gestão empresarial e da intervenção cívica ao serviço de Portugal.

Foi homenageado numa cerimónia realizada no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), que reuniu o distinguido e todos os que se associaram a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

Eduardo Catroga

Eduardo Catroga nasceu em 1942. É economista e gestor, com um percurso marcado pela intervenção nas áreas académica, empresarial e cívica. Licenciado em Finanças pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), onde também foi docente, destacou-se ao longo de mais de cinco décadas pela sua atividade na gestão de empresas e na reflexão estratégica sobre a economia portuguesa. Desenvolveu grande parte da sua carreira no setor empresarial, tendo exercido funções de liderança em diversas organiza-

ções nacionais e internacionais, entre as quais a SAPEC, a EDP, a Nutrinveste/Sovena e o Banco Finantia.

Paralelamente, desempenhou funções públicas como Ministro das Finanças entre 1993 e 1995 e tem participado ativamente em várias iniciativas de reflexão económica e empresarial. Ao longo do seu percurso tem sido distinguido pelo contributo para o desenvolvimento da gestão empresarial, para o pensamento estratégico e para o debate sobre o crescimento e a modernização da economia portuguesa.

Intervenções

António Mendonça,

“O progresso e o desenvolvimento não se fazem sem roturas e sem a ousadia de ser diferente e de abrir novos caminhos.”

“Não é difícil reconhecer que Eduardo Catroga pertence à categoria de membros excecionais que contribuíram de forma relevante para o prestígio e afirmação da classe profissional dos Economistas.”

“O País precisa de uma Ordem dos Economistas forte, aberta e independente.”

“A Ordem é de todos os Economistas e não de um grupo em particular.”

“A Ordem dos Economistas quer mobilizar as novas gerações para contribuírem com as suas qualificações e competências para o desenvolvimento do País.”

Aníbal Cavaco Silva

ex-Primeiro Ministro

“Eduardo Catroga foi, indiscutivelmente, um dos melhores gestores empresariais do Portugal democrático.”

“Eduardo Catroga é um caso muito particular no panorama português da gestão e da economia.”

“O currículo de Eduardo Catroga, como gestor empresarial, é verdadeiramente impressionante.”

“Demonstrou um domínio das questões económicas muito para além daquilo que é normalmente exigido a um Ministro das Finanças.”

“Não me recordo de um destacado gestor empresarial português que se compare com Eduardo Catroga na intervenção no domínio da economia.”

Eduardo Catroga, Homenageado

“A prosperidade de uma nação é determinada, em última análise, pela competitividade das suas empresas.”

“A criação de riqueza é a via para o crescimento e para o desenvolvimento económico e social.”

“As empresas são as células-base da atividade económica, a fonte da criação de riqueza e de emprego.”

“Não há desenvolvimento económico e social sustentado sem um nível de crescimento económico satisfatório.”

“Não haverá uma boa Economia sem uma boa Política.”

Eduardo Catroga

22 de setembro de 2023, ISEG–Lisboa

Atribuição do Título de Economista Emérito a Augusto Mateus

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a Augusto Mateus, em reconhecimento do seu percurso de elevado mérito na área universitária e de investigação, bem como pela sua intervenção cívica e política ao serviço de Portugal.

Economista de referência no pensamento económico e na análise das políticas públicas, foi homenageado numa cerimónia realizada no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), que reuniu o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

Augusto Mateus

Augusto Mateus nasceu em 1950. É economista, professor, investigador e consultor, com uma carreira marcada pela reflexão sobre a economia portuguesa, europeia e internacional. Licenciado em Economia pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), prosseguiu estudos de pós-graduação em Economia Internacional e Economia dos Recursos Humanos na Universidade de Paris X.

Desenvolveu uma longa carreira académica e de investigação, tendo sido Professor Catedrático convidado do ISEG e colaborado com diversas instituições de ensino superior e centros de investigação, nas áreas da política económica, competitivida -

de, convergência económica e estratégias de desenvolvimento. Paralelamente, destacou-se como consultor estratégico e analista da economia portuguesa, tendo fundado a sociedade Augusto Mateus & Associados e desempenhando atualmente funções de consultor estratégico da EY.

No plano da intervenção pública, exerceu funções governativas como Secretário de Estado da Indústria e Ministro da Economia entre 1995 e 1997. Ao longo do seu percurso tem sido amplamente reconhecido pelo contributo para a análise económica, a definição de políticas públicas e a reflexão estratégica sobre o desenvolvimento e a competitividade da economia portuguesa.

Intervenções

António Mendonça,

“Não é difícil reconhecer que Augusto Mateus pertence a esta categoria de membros excecionais.”

“Um curriculum notável, de um membro da Ordem dos Economistas que não poderia deixar de ser devidamente reconhecido e homenageado pelos seus pares.”

“A Atribuição do Título de Economista Emérito insere-se num ciclo de homenagens a economistas que marcaram Portugal.”

“Quero agradecer-lhe o contributo que deu e que continuará a dar para a elevação dos padrões de exigência, rigor e ética no exercício da atividade de economista.”

“Portugal precisa de uma Ordem dos Economistas forte, responsável e interveniente.”

José Félix Ribeiro,

“Uma vida profissional múltipla, integrada e profundamente ligada ao desenvolvimento económico de Portugal.”

“O percurso de Augusto Mateus constrói-se na interligação entre ensino, investigação, políticas públicas e intervenção empresarial.”

“Os fundos estruturais assumem um papel central como alavanca de crescimento e transformação da economia.”

“O país precisa de romper um bloqueio estrutural que limita o seu crescimento e a sua afirmação na Europa.”

29 de setembro de 2023, ISEG–Lisboa

Atribuição do Título de Economista Emérito a João Ferreira do Amaral

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a João Ferreira do Amaral, em reconhecimento do seu percurso de destaque na área universitária e de investigação, bem como pela sua ampla intervenção cívica ao serviço de Portugal.

Economista de referência no debate sobre a economia portuguesa e as políticas económicas, foi homenageado numa cerimónia realizada no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), que reuniu o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

João Ferreira do Amaral

João Ferreira do Amaral nasceu em 1948. É economista e professor universitário, com uma longa carreira académica, institucional e de intervenção no debate público sobre a economia portuguesa. Licenciado, doutorado e agregado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), onde foi docente durante várias décadas e Professor Catedrático desde 1995, destacou-se na área da teoria e política económica, orientando numerosas teses de mestrado e doutoramento.

Ao longo do seu percurso exerceu também funções relevantes na administração pública e em

instituições nacionais, tendo sido Diretor-Geral no Departamento Central de Planeamento, consultor e assessor da Casa Civil do Presidente da República e membro do Conselho Económico e Social, no grupo de Personalidades de Reconhecido Mérito.

Autor de uma vasta obra científica e ensaística, publicou vários livros e mais de duas centenas de artigos e estudos sobre economia, política económica e integração europeia, mantendo igualmente uma presença ativa no debate público através da colaboração regular na comunicação social e da participação em diversas instituições de reflexão económica.

Intervenções

“João Ferreira do Amaral é uma referência incontornável para o estudo da economia portuguesa e da sua inserção internacional.”

“Soube sempre imprimir uma marca pessoal nos seus trabalhos, contribuindo para o aprofundamento do debate e para a procura das melhores soluções.”

“É um caso raro de consenso entre economistas de diferentes quadrantes.”

“Não é difícil reconhecer que João Ferreira do Amaral pertence a esta categoria de membros notáveis que afirmam e prestigiam a profissão de economista.”

“Um curriculum notável, de um membro notável, que não poderia deixar de ser devidamente reconhecido e homenageado pelos seus pares.”

4 de outubro de 2023, Terra Nostra Garden Hotel–Açores

Conferência das Furnas e Atribuição do Título de Economista Emérito a José Manuel Monteiro da Silva

Descrição

A Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Economistas, em parceria com a Direção Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, promoveu a conferência anual dedicada à reflexão sobre os desafios do desenvolvimento da região e do seu enquadramento internacional. A edição deste ano, subordinada ao tema “Macaronésia: Estratégias de Cooperação para o Desenvolvimento Económico, Social e Cultural”, decorreu no Terra Nostra Garden Hotel, nas Furnas, na ilha de São Miguel, reunindo especialistas e representantes institucionais para debater as oportunidades de cooperação entre os territórios da Macaronésia.

No decurso da conferência teve lugar a Atribuição do Título de Economista Emérito a José Manuel Monteiro da Silva, em reconhecimento do seu percurso profissional e cívico de elevado mérito. Foi homenageado numa cerimónia integrada no evento, que reuniu o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

José Manuel Monteiro da Silva

José Manuel Monteiro da Silva nasceu em 1952. É economista e professor universitário açoriano, com um percurso destacado na vida académica, institucional e cívica da Região Autónoma dos Açores. Ligado à Universidade dos Açores, exerceu também funções de grande responsabilidade na administração regional, nomeadamente como presidente da EDA e da APIA. Em 2007 foi nomeado Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, cargo que exerceu até à jubilação, em 2016. Autor de reflexão publicada sobre economia e demografia açorianas, tem mantido intervenção pública regular sobre os grandes desafios estruturais da Região.

Intervenções

António Mendonça,

“José Manuel Monteiro da Silva integra o conjunto de economistas que marcaram de forma decisiva o desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores.”

“A Atribuição do Título de Economista Emérito reconhece um percurso de mérito excecional ao serviço da economia e do interesse público.”

“O seu percurso reflete um contributo relevante para o desenvolvimento económico e para o prestígio da Ordem dos Economistas.”

“A Conferência das Furnas marca um novo patamar de intervenção da Ordem, sobretudo no plano da cooperação institucional e internacional.”

“Portugal precisa de uma Ordem dos Economistas forte, responsável e interveniente.”

9 de outubro de 2023, CCDR Algarve

Atribuição do Título de Economista Emérito a Adriano Pimpão

Descrição

Atribuição do Título de Economista Emérito a Adriano Pimpão, em reconhecimento do seu percurso de destaque na área universitária e de investigação, bem como pela sua intervenção cívica e política ao serviço de Portugal.

Economista e académico com uma longa ligação ao ensino superior e à vida pública, foi homenageado numa cerimónia realizada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), que reuniu o distinguido e diversas personalidades associadas a este momento de reconhecimento.

Nota Biográfica

Adriano Pimpão

Adriano Pimpão nasceu em 1948. É economista e professor universitário, com uma longa carreira dedicada ao ensino superior, à investigação e ao serviço público. Licenciado em Finanças pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), doutorou-se em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa e realizou estudos avançados em Economia Pública na Universidade de Paris X.

Desenvolveu grande parte do seu percurso académico na Universidade do Algarve, onde foi Professor Catedrático e exerceu diversas funções de gestão universitária, incluindo as de Pró-Reitor, Vice-Reitor e Reitor entre 1998 e 2006. Ao longo da sua carreira destacou-se também pela sua atividade

científica nas áreas da economia regional, avaliação de projetos e economia do turismo, tendo publicado diversos estudos e participado em projetos de investigação nacionais e internacionais.

Paralelamente à atividade académica, desempenhou várias funções de responsabilidade pública e institucional, entre as quais as de Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, membro e Vice-Presidente do Conselho Económico e Social e Presidente do Conselho Consultivo da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. Tem igualmente desenvolvido uma intervenção cívica relevante em diversas instituições da região do Algarve e do país.

Intervenções

João Cravinho, ex-Ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território

“Em boa hora deliberou a Ordem dos Economistas homenagear o Professor Adriano Pimpão.”

“Um dos grandes méritos do Professor Adriano Pimpão foi ter percebido muito cedo que a investigação económica era componente essencial de uma carreira académica de excelência.”

“A sua formação académica e a sua experiência de investigação permitiram-lhe compreender a complexidade da realidade económica portuguesa.”

“O seu percurso ajudou a formar as multifacetadas qualidades pessoais que dele fizeram um líder entre os seus pares e concidadãos.”

“Tenho a certeza de que não será fácil encontrar em Portugal economista mais emérito do que o nosso amigo Adriano Pimpão.”

25 e 26 de outubro de 2023, Fundação Calouste Gulbenkian–Lisboa

10.º Congresso Nacional dos Economistas e Atribuição do Título de Economista Emérito a Vítor Constâncio

descrição

O 10.º Congresso Nacional dos Economistas, iniciativa da Ordem dos Economistas dedicada à reflexão e ao debate sobre os principais desafios da economia, realizou-se nos dias 25 e 26 de outubro de 2023, na Fundação Calouste Gulbenkian. Subordinado ao tema “Portugal e os desafios do presente: o papel dos economistas e gestores”, o encontro reuniu economistas, especialistas e decisores em torno de questões centrais para o desenvolvimento do país.

Ao longo das sessões, foram debatidos temas como a competitividade da economia portuguesa, o crescimento, o emprego e a sustentabilidade das contas públicas, bem como o papel dos economistas e gestores na definição de políticas públicas e estratégias empresariais num contexto global exigente. O programa contou com a participação de diversas personalidades de relevo, entre as quais Marcelo Rebelo de Sousa, Fernando Medina, Dani Rodrik e António Costa Silva.

No decurso do congresso teve ainda lugar a Atribuição do Título de Economista Emérito a Vítor Constâncio, em reconhecimento do seu percurso profissional e cívico de elevado mérito.

Nota Biográfica

Vítor Constâncio

Vítor Manuel Ribeiro Constâncio nasceu em 1943. É licenciado em Economia pelo ISCEF–Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (atual ISEG), onde também exerceu funções docentes, desenvolvendo uma carreira académica nas áreas da macroeconomia e da política monetária.

Ao longo do seu percurso, desempenhou funções de elevada responsabilidade na vida pública e institucional portuguesa. Foi Ministro das Finanças e do Plano em 1978, Governador do Banco de Portugal entre 2000 e 2010 e Vice-Presidente do Banco Central Europeu entre 2010 e 2018.

Reconhecido pelo seu contributo para a política monetária e para a estabilidade financeira, afirmou-se como uma das principais referências da economia portuguesa no plano europeu e internacional.

intervenções

António

“Seria difícil imaginar, em janeiro de 2022, que a situação nacional e internacional fosse hoje tão complexa quanto é.”

“Tudo isto aumenta a nossa responsabilidade, como economistas e como cidadãos.”

“Este Congresso acaba por adquirir uma importância excecional, muito para além do inicialmente previsto.”

“O melhor contributo que este Congresso pode dar à sociedade é a procura de soluções que acrescentem valor ao conhecimento.”

“Não faz sentido pensar a empresa apenas numa lógica de lucro de curto prazo, mas sim numa perspetiva de longo prazo e de equilíbrio entre stakeholders.”

“Importa procurar respostas e soluções para os desafios complexos que vão emergindo, com rigor, isenção e sentido de responsabilidade.”

Vítor Constâncio,

ex-Vice-Presidente do Banco Central Europeu

“As economias desenvolvidas deverão atravessar um período de estagflação, com inflação em normalização e crescimento próximo de zero.”

“A médio e longo prazo, as economias avançadas tenderão para um regime de crescimento baixo, marcado por fatores estruturais como a demografia e a produtividade.”

“Os bancos centrais deverão manter taxas de juro elevadas por algum tempo, contribuindo para um abrandamento económico.”

“A Europa encontra-se numa encruzilhada, com risco de perda de peso na economia global.”

“As tensões geopolíticas e a fragmentação da globalização serão determinantes para o futuro económico.”

Francisca Guedes de Oliveira,

Membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal

“A digitalização está a transformar profundamente o sistema financeiro, criando novos modelos de negócio e novos riscos, nomeadamente ao nível da cibersegurança.”

“O contexto de inflação e taxas de juro elevadas reforça a importância da gestão do risco e da rentabilidade no setor financeiro.”

“O envelhecimento da população coloca novos desafios ao sistema financeiro, exigindo serviços mais adaptados e maior proximidade.”

“A iliteracia financeira e digital continua a ser um desafio estrutural, exigindo maior transparência e simplificação.”

“A sustentabilidade tornou-se central no setor financeiro, com novos modelos, critérios ESG e riscos associados ao greenwashing.”

Rui Albuquerque,

do Boston College

“O propósito das empresas é gerar lucro, mas sem criar custos adicionais para a sociedade.”

“A responsabilidade social pode criar valor económico, ao aumentar a fidelização dos clientes e reduzir o risco das empresas.”

“Os mercados continuam a privilegiar resultados de curto prazo, o que dificulta a adoção de estratégias sustentáveis.”

“Clientes e investidores têm sido uma força crescente na pressão para práticas empresariais mais responsáveis.”

“A transição para modelos mais sustentáveis pode implicar custos, incluindo aumento de preços e riscos de maior desigualdade.”

28 de novembro de 2023, Centro de Congressos da Madeira

XVI Conferência Anual do Turismo e Atribuição do Título de Membro Honorário a Dionísio Pestana

Descrição

A Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas promoveu a XVI Conferência Anual do Turismo, dedicada à reflexão sobre os principais desafios e oportunidades do setor na atualidade. A edição deste ano, subordinada ao tema “Tecnologia”, decorreu na Sala de Conferências do Centro de Congressos da Madeira, reunindo especialistas, decisores políticos e representantes institucionais para debater o impacto da inovação tecnológica no desenvolvimento e competitividade do turismo.

O evento contou com a participação de diversas personalidades de destaque, entre as quais Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, Carlos Alberto Rodrigues, Deputado da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Eduardo Jesus, Secretário Regional de Turismo, e Gil Moreira, Diretor-Geral do SAPO, entre outros intervenientes de relevo.

No decurso da conferência teve lugar a Atribuição do Título de Membro Honorário a Dionísio Pestana, Presidente do Grupo Pestana, em reconhecimento do seu contributo excecional para o desenvolvimento do setor turístico, bem como pelo seu papel determinante na afirmação da Madeira como um destino de referência a nível nacional e internacional.

Nota Biográfica

Dionísio Pestana

Dionísio Pestana nasceu em 1952, em Joanesburgo, na África do Sul. É um empresário português e uma das figuras mais relevantes do setor do turismo em Portugal, sendo fundador e presidente do Grupo Pestana.

Filho de Manuel Pestana, fundador do primeiro hotel do grupo na Madeira em 1972, desempenhou um papel determinante na transformação de um negócio familiar num grupo internacional de referência. Após regressar à Madeira, assumiu a liderança do projeto e foi responsável pela sua expansão e modernização, introduzindo modelos inovadores no setor e impulsionando a internacionalização da marca.

Sob a sua liderança, o Grupo Pestana consolidou-se como um dos principais operadores turísticos portugueses, com presença em vários países e atividades diversificadas que vão além da hotelaria, incluindo áreas como o imobiliário turístico, golfe, casinos e outros serviços ligados ao turismo.

Reconhecido pelo seu percurso empreendedor e pela sua contribuição para o desenvolvimento do turismo nacional, Dionísio Pestana destaca-se pela visão estratégica, capacidade de inovação e aposta contínua na qualidade e valorização do património, sendo uma referência incontornável no panorama empresarial português.

27 de fevereiro de 2024, Sede da Ordem dos Economistas–Lisboa

Programas Económicos em Debate: PS vs AD

Descrição

No âmbito das Tertúlias de Economia, a Ordem dos Economistas promoveu uma sessão de debate dedicada aos programas económicos das duas principais candidaturas às eleições legislativas. Sob o tema “Programas Económicos em Debate: PS vs AD”, o encontro reuniu António Mendonça Mendes e Joaquim Miranda Sarmento, dois dos principais responsáveis pela elaboração dos programas económicos do Partido Socialista e da Aliança Democrática, respetivamente.

A sessão proporcionou uma análise comparativa das propostas apresentadas por cada candidatura para a economia portuguesa, permitindo discutir de forma direta as diferentes visões sobre os principais desafios económicos do país.

10 de abril de 2024, Casa do Alentejo–Lisboa

Jantar-Debate “50 anos de Abril, 25 anos da Ordem dos Economistas”

Descrição

A Ordem dos Economistas assinalou, no dia 10 de abril de 2024, os 50 anos da Revolução de Abril e os 25 anos da Ordem com o jantar-debate “50 anos de Abril, 25 anos da Ordem dos Economistas”, realizado na Casa do Alentejo, em Lisboa. O encontro foi dedicado à reflexão sobre as expectativas económicas que marcaram os primeiros momentos após o 25 de Abril e sobre o impacto desse período na evolução da economia portuguesa.

A sessão contou com a participação do Coronel Sousa e Castro e do Eng.º João Cravinho, bem como de vários membros da Ordem que estiveram envolvidos nas primeiras reflexões económicas do período pós-revolução, entre os quais Américo Ramos dos Santos, António Rebelo de Sousa, Mário Valadas, José de Almeida Serra e Vasco Cal. Ao longo do encontro foram partilhados testemunhos, memórias e reflexões sobre os desafios económicos que marcaram esse momento de transformação do país.

27 de maio de 2024, Fundação Oriente–Lisboa

Sessão de Encerramento das Comemorações dos 25 anos

Descrição

A Sessão de Encerramento das Comemorações dos 25 anos da Ordem dos Economistas assinalou o final de um momento marcante na vida da nossa instituição.

A sessão contou com a participação de várias personalidades nacionais e internacionais, com destaque para o keynote speaker Prof. Elhanan Helpman, professor da Universidade de Harvard e especialista em crescimento e economia internacional.

Durante o evento, foram entregues os certificados de Membros Sénior e Conselheiro, bem como os Diplomas de Mérito aos vencedores da edição das Olimpíadas de Economia de 2024. Foram ainda partilhadas mensagens institucionais do Presidente da República e do Ministro da Economia.

Intervenções

“A Ordem dos Economistas ganhou, ao longo destes anos, um prestígio que acompanhou a afirmação dos economistas e o reforço do seu peso na sociedade portuguesa.”

“Os economistas foram, são e serão decisivos na governação do país e na definição de políticas públicas.”

“A Ordem esteve presente nos momentos decisivos da nossa sociedade–das crises económicas à pandemia e às atuais tensões geopolíticas.”

“Portugal tem hoje uma oportunidade única para assegurar crescimento, transição energética e digital e reforçar a coesão social.”

“Os desafios que se colocam à Europa exigem reflexão, responsabilidade e o contributo ativo dos economistas.”

“A Ordem dos Economistas é uma referência de qualidade, competência e credibilidade na sociedade portuguesa.”

“Ao longo destes 25 anos, a Ordem tem contribuído de forma ativa para o desenvolvimento da economia portuguesa.”

“A economia portuguesa enfrenta desafios estruturais exigentes, num contexto de crescente volatilidade geopolítica.”

“É impossível responder a estes desafios sem o contributo da Ordem dos Economistas e dos seus membros.”

“A reindustrialização verde, a inovação e a capitalização serão determinantes para o futuro da economia portuguesa.”

António Mendonça

Bastonário

“Celebrámos 25 anos de uma Ordem que se afirmou na sociedade portuguesa, acompanhando os grandes desafios da economia.”

“As comemorações contribuíram para uma reflexão sobre os desafios que hoje se colocam à economia portuguesa.”

“A atribuição dos títulos honoríficos destacou o papel dos economistas e reconheceu percursos marcantes no país.”

“Uma das principais conclusões foi a necessidade de reintroduzir uma visão estratégica nas decisões sobre o desenvolvimento do país.”

“É essencial reforçar a base económica e tecnológica e valorizar o capital humano, evitando o desperdício de talento.”

Clara Raposo

Vice-Governadora do Banco de Portugal

“A Ordem dos Economistas afirmou-se como um interlocutor qualificado, acompanhando profundas transformações económicas e institucionais.”

“A crise da dívida soberana expôs fragilidades, mas também reforçou a capacidade de resposta da área do euro.”

“O nível de vida não se mede apenas pelo PIB per capita, mas também pela saúde, desigualdade e qualidade de vida.”

“Portugal aproximou-se da média europeia em bem-estar ao longo das últimas décadas.”

“A convergência com a União Europeia exige mais qualificações, tecnologia e crescimento sustentável.”

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