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trabalhando com as marcas Fender, Yamaha, Ibanez, Roland entre outras. Os principais benefícios estão na garantia de 5 anos, entregas em 24h, suporte pós-venda especializado. A grande novidade é a aplicação mobile que permite gerir encomendas, receber notificações de novidades e aceder a uma área de cliente personalizada. Vem conhecer mais em: www.egitana.pt
Rua General Pinto Monteiro, 15 CV Guarda
01. BEM-VINDO À GUARDA
02. A MAIS ALTA DE PORTUGAL
03. A CIDADE DOS 5F ´ S
04. ITINERÁRIO
05. CULTURA
06. ROTEIROS À DESCOBERTA
07. LAZER E AVENTURA: EXPLORE UMA VARIEDADE DE ITINERARIOS
08. EVENTOS
09. ARTESANATO E MEMÓRIAS: AS TRADIÇÕES IDENTITÁRIAS E MILENARES
10. ALOJAMENTO: VALORIZE O DESCANSO E O RELAXAMENTO
11. GASTRONOMIA: UMA MULTIPLICIDADE DE SABORES
12. PELO CONCELHO: UM TERRITÓRIO PARA SER DESCOBERTO
01 Bem-Vindo à Guarda
A Guarda foi outrora lugar de um verdadeiro amor real, entre D. Sancho I e a sua formosa Ribeirinha. No auge desta paixão, D. Sancho, dotado de inspiração, a ela dedicou um singelo verso, que começa assim: "Ay muito me tarda/ o meu amigo na Guarda!"
02 A MAIS ALTA DE PORTUGAL
Cidade fortaleza e bastião da fronteira, designada por “escudo da estrela”, a Guarda é a cidade mais alta de Portugal. O seu primeiro foral remonta à data de 27 de novembro de 1199, com fundação consagrada pelo rei D. Sancho I, o Rei Povoador.
No ponto mais alto da cidade, a 1056,3 metros de altitude, é possível visitar torres fortificadas, contemplar s vales envolventes e respirar o ar puro da Serra da Estrela. O clima de montanha e a fertilidade dos seus vales garantem uma gastronomia rica e diversificada.
A Guarda encerra nas suas muralhas mais de oito séculos de história que importa descobrir. A dualidade cultural e religiosa entre Católicos e Judeus está vivamente marcada pelo emaranhado das ruas estreitas da zona histórica, onde ainda são visíveis diversos pormenores da arquitetura de inúmeros edifícios que perpetuam a sua presença.
A sua excecional localização no Centro de Portugal e a proximidade com Espanha assumem especial destaque relativamente às rotas internacionais rodoviárias, com ligação à A23 e A25 e através das vias ferroviárias.
8 GUIA TURÍSTICO
03 A CIDADE DOS 5F´S
FORTE
Pela dureza do granito, que caracteriza a sua singular paisagem, e ao imponente sistema defensivo que outrora se ergueu e que ainda hoje se preserva.
FARTA
Pelos seus vales férteis e cursos de água que garantem a sustentabilidade de quem a habita e pela variada e riquíssima gastronomia.
FRIA
Pelo clima de montanha que lhe confere a beleza e o brilho inigualável da brancura da neve, que a transforma e pinta de branco.
FIEL
Pela História e características genuínas das suas gentes beirãs, íntegras, honestas e hospitaleiras.
FORMOSA
Por tudo aquilo que é e possui, desde monumentos, praças, ruas e vielas, solares, jardins e parques, tudo num cenário que vale a pena visitar.
04 ITINERÁRIO
Visita à Cidade da Guarda
Ao entrar na cidade da Guarda, vindo das estradas de Vilar Formoso e da Estação, pare na Capela de Nossa Senhora do Mileu. O conjunto histórico da Póvoa do Mileu, implantado numa pequena plataforma sobre o Rio Diz, compreende importantes vestígios de edifícios do período Romano, a capela românica dedicada a Nossa Senhora do Mileu e o pequeno cemitério adjacente, bem como uma habitação de características rurais.
Elemento comum a todas estas estruturas é o adro da capela, muito espaçoso e durante séculos, ocupado nos dias de festa por gerações e gerações de romeiros e devotos da padroeira.
Contemple as torres fortificadas, caminhe pelas ruas do Centro Histórico, conheça a Sé e a Judiaria. Convidamo-los a visitar os vários museus do concelho, mergulhe nas praias fluviais e respire o nosso ar puro.
Suba até à cidade e contemple a magnífica Praça Luís de Camões, também apelidada de Praça Velha. Neste local, vislumbre a imponente Sé da Guarda, e o antigo edifício dos Paços do Concelho, datado de 1570, com funções administrativas, políticas e judiciais, atualmente sede da CIM Região Beiras e Serra da Estrela. Ao redor destes imponentes imóveis encontrase o casario nobre, pertença de famílias abastadas, de que são exemplo o Solar dos Póvoas, onde se encontra o Posto de Turismo da Guarda (Welcome Center Guarda) e o conjunto arquitetónico seiscentista conhecido como o Edifício dos Balcões.
A construção da atual Catedral (Sé da Guarda) iniciouse a partir de 1390, mas, dada a envergadura do projeto, as obras arrastaram-se e o edifício só foi terminado em pleno contexto manuelino, em inícios do século XVI. A Catedral, orientada no sentido Este-Oeste, de acordo com a norma tradicional, tem a sua fachada principal naturalmente virada a Ocidente. É ladeada por dois torreões muito reforçados, de planta octogonal. O portal, de recorte tipicamente manuelino - como todo o conjunto desta fachada – é encimado por um nicho que abriga, desde o século XVI, a imagem de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da cidade da Guarda.
Todavia, a entrada mais utilizada é a que fica sobre a Praça Luís de Camões, na fachada Norte. Nesta fachada, a mais emblemática da cidade, o que lhe confere um valor icónico singular, abre-se um típico portal gótico encimado por um janelão de estilo já manuelino, constituindo este conjunto como um dos mais belos complexos arquitetónicos dos séculos
XV-inícios do século XVI. O interior da Sé, de grande clareza compositiva, é de conceção gótica, com uma nave central e duas naves laterais, em articulação com um transepto muito desenvolvido e com uma cabeceira de desenho muito puro. Esta constitui a parte mais antiga do complexo arquitetónico e, como tal, é a mais próxima do que seria o projeto inicial da Sé da Guarda, vinculado aos preceitos do gótico mais puro e elegante.
Merece destaque o retábulo monumental do altar da cabeceira, esculpido em pedra de Ançã e atribuído à escola de João de Ruão. Este retábulo representa episódios da Vida de Cristo que se iniciam com o Nascimento e terminam com a Paixão.
Nas naves laterais duas capelas particulares merecem referência: a Capela dos Ferros e a Capela dos Pinas. Esta última, de portal Renascentista, contém no seu interior a estátua jacente de João de Pina, sobrinho do famoso cronista régio e Guarda-Mor da Torre do Tombo, Rui de Pina.
Partindo da Praça Velha contorne a Sé pela esquerda: ladeie o Largo Dr. Amândio Paúl, tome a rua estreita que dá acesso ao Solar Teles de Vasconcelos. O nome lê-se na fachada. Num dos três corpos do edifício está o brasão.
Ao lado deste Solar existe a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI). Foi criada a 17 de agosto e iniciou a sua atividade a 14 de fevereiro de1994. Tem como missão a certificação, o controlo, a promoção dos produtos vínicos com direito a denominação de origem, contribuindo para o aumento da notoriedade e visibilidade dos vinhos da Beira Interior.
Seguidamente, dirijase à Rua Direita, como toda a gente diz, ou Francisco de Passos, como indica a placa. Neste local, encontra algumas propostas gastronómicas disponibilizadas pelos restaurantes existentes, que oferecem excelentes pratos com sabores regionais. Na envolvente aprecie casas de granito, multicentenárias que contam diversas histórias da cidade. Aqui poderá encontrar um prédio do séc. XVI com uma janela Renascentista, que há mais de quinhentos anos foi Paço Episcopal, onde viveu o Bispo D. Álvaro Chaves. Trata-se de um belo exemplar de decoração Renascentista, com uma cuidada escultura do granito envolvendo toda a janela. A decoração desta
janela é muito próxima daquela que podemos encontrar no portal da Capela dos Pinas, no interior da Sé, sugerindo uma época de realização semelhante. Repare nos motivos manuelinos: peixes, sereias, flores-de-lis, anjos... numa delicadeza de traço que, no granito, parece impossível. No alto, o remate trilobado encimado por esferas e argolas é ao gosto florentino. A rua D. Sancho I conserva ainda inúmeras marcas mágico-religiosas, visíveis nas cruzes gravadas nos portais das antigas casas da Judiaria. Num edifício onde atualmente funciona uma casa de chaves, substituem marcas associadas a selos notariais do século XV, silenciosos vestígios da memória medieval da Guarda.
No edifício com os números 9 e 13, teriam lugar os encontros de amores reais entre D. João I e Inês Fernandes, filha do judeu Mem ou Mendo, o Barbadão.
No Largo de S. Vicente, encontra a Igreja de S. Vicente. Localizada no interior das muralhas medievais e referida nas fontes escritas desde o século XIII. A Igreja de S. Vicente, que hoje podemos admirar, é uma reconstrução, inserida no estilo Barroco, promovida pelo bispo D. Jerónimo Rogado de Carvalhal e Silva, em pleno século XVIII.
A fachada principal, ladeada por duas torres sineiras, é rasgada ao centro pelo portal em arco abatido, sobreposto pelo janelão do coro-alto e pela pedra de armas do bispo.
No interior desta Igreja, de planta longitudinal, é de realçar o extraordinário trabalho azulejar, azul e branco, com molduras policromas e com figurações de cenas de Nossa Senhora e da vida de Cristo.
Os edifícios envolventes - quinhentistas e seiscentistastêm alguns pátios, poços interiores e em muitos vêem-se gárgulas de canhão.
Continue pela Rua de S. Vicente. No extremo, oferecem-se restos da muralha e a Porta d´El Rey. O sistema defensivo medieval da Guarda contemplava vastos panos de muralha rasgados, ciclicamente, por portas monumentais.
Esta porta, datável dos finais do século XIII, permitia o acesso entre um pequeno arrabalde e o interior da cidade, destacando-se nas proximidades o bairro judaico. Estava assim, estrategicamente localizada face ao arranque das
grandes vias de circulação que punham a cidade em contacto direto com o exterior. No Caso da Porta d’El Rey daqui partia a legendária Estrada da Beira, uma das grandes vias de Portugal da Idade Média e da Idade Moderna, atravessando o Vale do Mondego até Celorico da Beira e ligando a Coimbra e à capital do reino, Lisboa.
A presença judaica na Guarda está documentada desde o século XIII e seria uma das mais importantes da Beira Interior ao longo de toda a Idade Média. Localizava-se na Paróquia de S. Vicente, no interior do perímetro amuralhado, próximo dos principais eixos viários da cidade medieval, nomeadamente a Rua de S. Vicente, a antiga Rua Direita e o Largo de S. Vicente, locais de grande circulação, que permitiam e facilitavam o desenvolvimento da atividade comercial dos membros desta comunidade.
A Judiaria da Guarda apresenta-se aos visitantes como um conjunto de casas, de veras sui-generis
e com traços muito próprios, como a casa alpendrada, no largo da Judiaria, com patamares floridos, no número 57, onde se pode ler a inscrição “Do foro del Rey” que supostamente albergaria o Tribunal do Judeus.
Ao longo dos séculos XIV, e XV a judiaria foi crescendo para poente, até que, com a promulgação do Édito de Expulsão de 1496, a comunidade judaica que aqui vivia teve de optar pela saída do reino ou pela aparente, conversão ao cristianismo. Suba até ao Largo do Torreão: oferece-lhe um miradouro sobre uma parte da nova cidade.
Desça a Rua do Torreão até ao Largo do Paço do Biu (designação enigmática, que ninguém decifrou). Aprecie o Passo da Paixão, em granito, encimado por uma cruz e uma concha, onde na semana Santa é colocado um quadro alusivo à Via Sacra.
Entre as casas de granito com gárgulas em canhão e portas em arco, destaca-se o Solar dos Condes da Guarda. Prosseguindo, encontrará a Porta da Erva.
A Porta da Erva, também conhecida como Porta da Estrela ou Porta do Sol, faz parte do sistema defensivo da cidade e a sua construção remontará ao século XIII. Apresenta como curiosidade arquitetónica a diferença entre os perfis externos e internos, ou seja, a forma dos arcos, um apontado e outro de volta perfeita. Nos finais da Idade Média, com o início da utilização de armas de fogo, o pano de muralha onde esta porta se incorpora, foi reforçado com um barbacã, um pano de muralha mais baixo e robusto que permitia uma melhor defesa dos alicerces do sistema defensivo.
Caminhe pela Rua do Comércio, antiga Rua dos Mercadores. Facilmente se entende a denominação: são múltiplos e variados os estabelecimentos comerciais… prossiga até ao Largo João de Almeida.
Aqui encontra a Igreja da Misericórdia. Neste local, implantou-se outrora a segunda Catedral da Guarda, mandada construir por D. Sancho II e derrubada por D. Fernando nos finais do século XIV. O início da construção do atual edifício remonta ao final do século XVI, trata-se de uma igreja de planta longitudinal, de escala monumental e nave única, à qual seria adossado o edifício do Hospital, já no século XVIII. Também deste período (Época Barroca) podemos observar a fachada principal, na qual foi rasgado o portal de acesso, em arco abatido, enquadrado por ornatos barrocos e sobreposto pelas armas reais de D. João V. No topo da fachada, um nicho abriga a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia. No mesmo largo, está o Cruzeiro do Bonfim.
Na rua Alves Roçadas situam-se os antigos edifícios do Seminário e do Paço Episcopal. O conjunto arquitetónico começou a ser construído em inícios do século XVII, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a égide do Bispo da Guarda D. Nuno de Noronha. Trata-se de um amplo conjunto arquitetónico, de planta em U, no centro do qual foi construída a Capela do Paço Episcopal (atual ExpoEcclesia), ladeada a sul pelo corpo do antigo Seminário onde se encontra instalado o Museu da Guarda, e a Norte o antigo Paço Episcopal (atual Paço da Cultura). Inserido no Estilo Chão, uma corrente estética da Contra-Reforma exibe fachadas de grande austeridade, despojadas de quaisquer elementos decorativos, à exceção da cornija, onde se inserem típicas gárgulas de canhão, e dos brasões de diferentes bispos que suportaram os custos da sua construção ou remodelações.
Entre no Museu da Guarda. Entre outras peças valiosas, merecem atenção duas espadas da Idade do Bronze - 1400-900 A. C. -; das escavações efetuadas junto à Igreja do Mileu, ficaram peças de cerâmica e epigráficas; veja ainda o túmulo medieval e uma sala de armas dos séculos XVII a XIX.
Não saia sem admirar a estátua em granito policromo de Nossa Senhora da Consolação, um S. Francisco, em granito proveniente do Convento com o mesmo nome; os quadros de André Reinoso, Frei Carlos e da Oficina Grão Vasco; o altar do século XVI da oficina de João de Ruão e os painéis de um altar do século XVII. A secção etnográfica documenta as atividades agrícolas e pastoris da região. Habitualmente o Museu organiza exposições de arte popular e erudita.
Da porta do Museu da Guarda poderá visualizar o painel de azulejos nas escadas de S. Pedro, que evoca Frei Pedro da Guarda, membro da comunidade do Convento de S. Francisco.
Dá o nome a uma fundação da cidade. Ganhou ternura dos Guardenses pela vida que guiou pelo amor franciscano. Se prosseguir pode descansar no Jardim José de Lemos. No centro, um monumento lembra os mortos na Primeira Grande Guerra.
Ao fundo do jardim, repare no Antigo Convento de São Francisco. O edifício que hoje podemos admirar, e onde funciona atualmente o Arquivo Distrital da Guarda, é fruto de diversas reconstruções do edifício primitivo medieval. Fundado ainda no século XIII, o antigo Convento de S. Francisco da Guarda, pertencente à ordem dos frades franciscanos, mendicantes, foi construído em local afastado das muralhas medievais da cidade. Desta época são ainda visíveis as marcas de canteiro na fachada exterior norte. Mas a atual arquitetura é sobretudo enquadrável nos séculos XVI e XVII. No interior deste conjunto arquitetónico, destaca-se a igreja, o pátio fechado e o claustro do convento, dominado por uma fonte de tanque circular com coluna rematada por esfera armilar.
Continue na Rua Batalha Reis e, num espaço ajardinado, miradouro, verá a homenagem da cidade ao Dr. Lopo de Carvalho, um dos fundadores e primeiro diretor do Sanatório Sousa Martins.
Cidade de ar limpo e puro, onde a Rainha D. Amélia, Sousa Martins e Lopo de Carvalho mandaram construir o Sanatório. Foi inaugurado em 1907, numa mata de pinheiro e abetos cresceram pavilhões para receber doentes e outras estruturas de apoio. Extintos os sanatórios, o Hospital Distrital da Guarda transferiu-se para este espaço. Aprecie a Alameda de Santo André e aproxime-se do belo chafariz setecentista (da família Refoios Saraiva) transladado da Vela para a Guarda.
Regresse ao coração da cidade e aprecie a Porta Torre dos Ferreiros. Esta porta era uma das entradas na cidade, permitindo a circulação entre o espaço amuralhado e o arrabalde que se constituía a nascente. Onde encontramos uma imponente torre, no seu interior possuindo diversas particularidades: uma entrada em cotovelo com três portas, uma delas de guilhotina, que quando encerrada, a tornava inexpugnável. Uma curiosidade é a elevada quantidade de silhares que apresentam marcas/símbolos de canteiros, que permitiam identificar a autoria dos vários pedreiros e assim determinar o valor a pagar a cada um. A subida no elevador panorâmico até ao cimo da Torre permite contemplar uma paisagem deslumbrante da cidade e da sua envolvente.
Na Rua dos Clérigos, transversal à Rua da Torre, ainda existe a casa conhecida como a casa mais antiga da cidade (trecentista) e diversas habitações do século XIV. No extremo da rua encontre a Capela do Solar Alarcão. A fachada ostenta o campanário e sineta, brasão e uma inscrição que assinala a data da construção do solar – 1686. Possui uma galeria coberta e escadaria com corrimão de pedra.
Do extremo da rua vê-se a Torre de Menagem e o edifício onde esteve instalado o Liceu Nacional da Guarda, desde 1927, onde atualmente funciona a Escola Básica do 2º e 3º ciclos de Santa Clara. (Na Guarda o ensino liceal foi criado em 1855; o Magistério Primário em 1898). No local erguera-se o Convento de Santa Clara (século XIV).
Em frente, na Rua do Encontro, destaca-se o solar seiscentista da Condessa de São João das Areias, que é atualmente o Paço Episcopal da cidade.
05 Cultura: uma cidade viva
Símbolo do encontro entre culturas, tradições e espiritualidades, a Guarda afirma-se como uma cidade viva, autêntica e culturalmente inspiradora. Aqui, o património histórico dialoga naturalmente com a criação contemporânea, dando forma a uma identidade cultural única.
Ao longo do ano, a cidade acolhe exposições, espetáculos, projetos artísticos e iniciativas de animação cultural que ultrapassam os espaços institucionais e chegam às ruas, praças e recantos do Centro Histórico.
Entre o teatro, a música, a literatura e as artes visuais, toda a cidade se transforma num palco aberto à criatividade, à participação e ao encontro.
06 Roteiros à descoberta
Explore uma variedade de itinerários cuidadosamente elaborados para destacar as principais atrações e os segredos ocultos desta cidade encantadora.
Roteiro: Museus e Património Imaterial (2 dias)
Pontos de interesse
Dia 1
- Famalicão | Cestaria
- Gonçalo | Cestaria
- Aldeia do Bispo | Museu da Castanha
- Ramela | Lagar de Azeite
- Aldeia Viçosa | Museu Escola
- Arrifana | Casa Museu
- Jarmelo | Casa da Câmara
- Verdugal | Cutelaria
Dia 2
- Passadiços e Miradouro do Mocho Real
- Videmonte | Forno Comunitário e queijaria
- Meios | Museu de Tecelagem dos Meios
- Corujeira | Museu da Coruja
- Maçainhas | Associação do Genuíno
Cobertor de Papa
Outros pontos de interesse:
- Castro do Jarmelo
- Castro do Tintinolho
- Cabeço das Fráguas
- Miradouro Hidrográfico das Três Bacias
Roteiro: Guarda (fim-de-semana)
Pontos de interesse
Sábado (manhã)
- Mercado Municipal da Guarda
- Sé da Guarda
- Torre dos Ferreiros
- Antiga Judiaria
- Igreja da Misericórdia
- Museu da Guarda
- Alameda e Chafariz de Santo André
Sábado (tarde)
- Parque Urbano do Rio Diz
- Mercado de São Miguel
Domingo (manhã)
- Passadiços do Mondego
Domingo (tarde)
- Videmonte
- Trinta
- Fernão Joanes
- Famalicão da Serra
- Valhelhas
07 Lazer e Aventura: explore uma variedade de itinerários
Deixe-se inspirar pela leveza da Natureza. A experiência pelos Passadiços do Mondego é uma boa oportunidade para boas conversas e criar memórias.
Enquanto caminha, na companhia de amigos ou familiares pode inspirar-se na leveza da Natureza, despertando para pensamentos mais felizes.
Um Projeto de referência, foram eleitos como Projeto Líder de Desenvolvimento turístico pelos World Travel Awards (2024) e vencedores Cinco Estrelas Regiões, na categoria Turismo de Natureza (2025).
A pé ou de bicicleta, sozinho, em família ou com os amigos, siga as rotas, trilhos e passadiços que lhe propomos neste magnífico território e encontre a verdadeira essência da Natureza e da tranquilidade.
A pureza do ar que aqui se respira justifica a tradição da cidade associada à saúde e ao bem-estar, com condições de excelência para a prática desportiva e fruição da natureza através de percursos pedestres e clicáveis, equipamentos desportivos e de lazer de qualidade fazem desta Terra de Montanha um dos melhores locais para se viver e visitar.
Encontre os diversos percursos do Centro Cyclin Guarda e inúmeros trilhos e rotas em: https://www.visitguarda.pt/descobrir/
Praias Fluviais e Parques Naturais
O concelho da Guarda oferece um conjunto diversificado de ofertas de experiências ao ar livre. Planeie a sua próxima experiência de aventura ao ar livre, mergulhe nas praias fluviais e disfrute dos diversos parques naturais e urbanos.
Pontos de interesse:
- Praia Fluvial de Aldeia Viçosa
- Praia Fluvial da Quinta da Taberna
- Praia Fluvial do Vale do Mondego
- Praia Fluvial de Valhelhas
- Praia Fluvial com Piscina Flutuante na Barragem do Caldeirão
- Parque Urbano do Rio Diz
- Parque Municipal da Guarda
- Parque da Saúde da Guarda
08 Eventos: momentos com cultura, arte e música
Na Guarda, a cultura vive-se intensamente através de uma programação diversificada que celebra a arte, a música e os grandes momentos de encontro.
O Teatro Municipal da Guarda, o Museu da Guarda e a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço assumem-se como espaços centrais de dinamização cultural, acolhendo concertos, exposições, festivais conferências e múltiplas atividades ao longo do ano.
Mas também nas ruas, praças e espaços públicos, a cidade ganha uma energia especial, envolvendo residentes e visitantes em experiências culturais autênticas. Cada evento torna-se um convite à descoberta, à partilha e à celebração da identidade cultural guardense.
Eventos que marcam o calendário da região:
- Festivais de Cultura Popular
- Guarda Folia – Aqui há galo!
- Feira de Antiguidades e Colecionismo
- Semana Santa – Cultura e Fé
- Campeonato Europeu de Motocross em Fernão Joanes
- Guarda-Livros: Salão do Livro
- Santos da Guarda
- Feira Anual de São João
- Guarda WineFest
- Festival de Blues
- Guarda In Jazz
- Festas da Cidade
- Feira Farta
- Feira Anual de São Francisco
- SIAC: Simpósio Internacional de Arte Contemporânea
- Guarda: Cidade Natal
- Alta Passagem de Ano
Passadiços do Mondego
Localização: Guarda/Vale do Mondego - Barragem do Caldeirão, Pêro Soares, Mizarela, Vila Soeiro, Trinta e Videmonte.
Inseridos no Parque Natural da Serra da Estrela e também em território classificado como Estrela Geoparque Mundial da UNESCO.
Começando na Albufeira do Caldeirão os Passadiços do Mondego estendem-se a áreas que vão desde a União de Freguesias de Corujeira, Trinta e Pêro Soares, Mizarela, Vila Soeiro e até à aldeia de Videmonte.
O Itinerário compreende Geossítios como o Miradouro do Mocho Real, escombreiras e cascalheiras, do Alto Mondego e ainda os vestígios de património industrial de antigas fábricas de lanifícios ou de produção de eletricidade, nos Trinta, testemunhos de um passado ligado à indústria têxtil deste território, onde teve origem o afamado Cobertor de Papa. Mas também vestígios mais antigos como uma calçada Romana e uma ponte medieval (entre Pêro Soares e Mizarela) que se acredita ter surgido sobre uma ponte já existente da época romana. Muito para descobrir e aprender num local onde podemos ver a Natureza em harmonia com a passagem humana pela paisagem. São 12Km de beleza ímpar, onde a natureza comunga com o ar puro, com as ribeiras, afluentes e quedas de água.
Dentro de cada percurso dos Passadiços do Mondego a visão contempla as vistas da região do Vale do Mondego da Guarda, que nos tira a respiração. Cheio de amieiros, freixos, castanheiros, pinheiros e salgueiros. A fauna existente é composta pelo lagarto de água, lontras ou até toupeiras-de-água. Por entre os diversos Geossítios, pode escutar o chilrear dos melros ou dos guarda-rios. Passo a passo, a um passo da Guarda: https://www.passadicosdomondego.pt/
09 Artesanato e Memórias: as tradições identitárias e milenares
Ao longo dos séculos a tradição dos mestres do artesanato e da especialização na produção tradicional está patente em muitas aldeias do concelho da Guarda. Saberes passados de geração em geração de formas puramente tradicional. Deixe-se envolver pelas nossas origens, sinta o que é autêntico. Aqui mostramos o nosso património cultural imaterial como o Cobertor de Papa, a Cestaria ou a Cutelaria.
- Campainhas em bronze de Maçainhas
- Cestaria de Gonçalo e Famalicão
- Cobertor de Papa de Maçainhas
- As Facas do Verdugal
- Fornos Comunitários
- Transumância e Pastorícia
10 Alojamento: valorize o descanso e o relaxamento
A tradição de bem receber aliada ao requinte e modernidade das unidades de alojamento marcam a oferta hoteleira da Guarda. Há um vasto leque de opções de alojamento para todos os gostos e carteiras. Esteja no centro ou fora da cidade, são vários os alojamentos locais e hotéis onde pode pernoitar com a família depois de um longo dia a percorrer a região.
Se privilegia o contacto com a natureza pode ainda optar pela estadia numa das muitas casas e quintas de turismo rural. As antigas casas senhoriais, espalhadas pelo concelho, deram origem a magníficos alojamentos, onde o conforto dos interiores harmoniza com a serenidade da natureza circundante. Consulte todas as unidades hoteleiras em: https://www.visitguarda.pt/onde-dormir/
11 Gastronomia: uma multiplicidade de sabores
Viaje pela autenticidade e delicie-se com os irresistíveis sabores da nossa cozinha tradicional. O concelho da Guarda disponibiliza diversos restaurantes onde poderá saborear o melhor da região.
A riqueza dos produtos endógenos está bem patente na típica mesa beirã. O queijo, a morcela, o azeite e a carne Jarmelista ilustram a gastronomia da região, fortemente marcada pela riqueza dos solos e especificidade climática. A maioria dos pratos tradicionais são confecionados com produtos agrícolas criados nos férteis vales do Mondego, propícios ao pastoreio que se localizam em redor da cidade.
Na Guarda não pode deixar de provar o Caldo de Grão, a Sopa de Castanha, o Bacalhau à Conde da Guarda ou à Lagareiro, as Morcelas, os Torresmos, o Bucho com grelos e o Cabrito Assado em forno de lenha. As cerejas, maçãs e pêssegos, ainda hoje produzidos nos
vales e de sabor inigualável. Para rematar a refeição tem deliciosas sobremesas: arroz-doce, leite-creme, filhós, papas de milho, olo de ovos da Páscoa, o bolo Dom Sancho, a Bola Parda da Guarda, o requeijão com doce de abóbora e, claro, o Queijo da serra, produzido com o leite de ovelha e coalhado com o cardo, com uma textura, consistência e sabor verdadeiramente únicos.
As reconhecidas qualidades dos vinhos da Beira Interior complementam a oferta gastronómica e conferem-lhe atratividades e singularidade. Consulte as propostas gastronómicas em: https://www.visitguarda.pt/onde-comer/
12 Pelo Concelho: um território para ser descoberto
Sinta-se convidado e venha descobrir as nossas aldeias repletas de tradição e cultura, com périplos pelo edificado e lugares de memória. Visite o património arquitetónico, cultural e religioso diferenciador das 43 freguesias.
As aldeias que circundam a Guarda - dispersas pela paisagem serrana ou reunidas em pequenos núcleos rurais - são autênticos museus vivos, onde a agricultura, a pecuária e o património preservam modos de vida ancestrais e uma identidade profundamente ligada à terra. Nas casas tradicionais, a lareira continua a se o centro da vida familiar. aquecendo os dias frios, secando o fumeiro e dando sabor à gastronomia local. A salgadeira conserva ainda os sabores antigos, enquanto o coberto de Papa aquece os Invernos rigorosos da Beira. Das mãos sábias dos artesãos nascem peças únicas de cestaria, cutelaria, latoaria, tamancaria e chocalhariatradições que resistem ao tempo e mantêm a memória coletiva.
A Guarda é feita de lugares acolhedores, de gente hospitaleira e de um imaginário cultural riquíssimo, onde os sabores, os afetos e as tradições se partilham com autenticidade.
Oferecendo estes tempos, estes afetos. A(Guarda)mo-vos!