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Pediatria Ambulatorial – 3ª ed.

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Pediatria Ambulatorial, em sua terceira edição, consolida-se como uma obra essencial que une a história e o futuro da pediatria. Nascido no coração do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), este livro honra o legado de seu fundador ao traduzir décadas de excelência em assistência, ensino e pesquisa na saúde materno-infantil. Mais do que atualizar conteúdos, esta nova edição dialoga com a realidade atual do atendimento. Fundamentos insubstituíveis (como anamnese, exame físico e acompanhamento longitudinal) associam-se às novas evidências científicas, bem como aos recursos diagnósticos e terapêuticos avançados. A obra foi meticulosamente reestruturada para contemplar os desafios contemporâneos da infância e da adolescência, incluindo impacto das telas, estresse tóxico, saúde mental, além de reforçar a importância da natureza e do brincar livre. Dividido em 19 partes e 109 capítulos, o livro aborda, de forma multidisciplinar, desde a prevenção e a promoção da saúde (como aleitamento materno, imunizações e prevenção de doenças do adulto com raízes na infância) até as diversas subespecialidades pediátricas, contando, ainda, com a contribuição da fonoaudiologia e da odontopediatria. Sob a organização de uma equipe de especialistas dedicados, as páginas deste livro aproximam a excelência técnica do cuidado humanizado. É um convite para que estudantes, residentes e profissionais construam, juntos, uma Pediatria cada vez mais ética, científica e profundamente comprometida com a vida e o futuro das nossas crianças.

Área de interesse Pediatria

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OUTROS TÍTULOS DE INTERESSE Bizu Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Pediatria Cláudio José Ferreira Lima Júnior Cuidado Integral do Recém-nascido: Prevenção e Condutas Terapêuticas, 2a Ed. Leandro Meirelles Nunes / Silvana Salgado Nader / Paulo de Jesus Hartmann Nader

Pediatria no Dia a Dia, 2a Ed. Giuseppe Pastura / Flávia Nardes dos Santos Perinatologia no Dia a Dia Adauto Dutra / Alan Araújo Vieira / Arnaldo Costa Bueno Puericultura no Dia a Dia Giuseppe Pastura / Flávia Nardes dos Santos

Manual de Urgências e Emergências Pediátricas – Do Raciocínio Clínico à Prática Assistencial Luciana Cordeiro / Tarciana Mendonça / Julianny Sales

Semiologia Pediátrica, 3a Ed. Adauto Dutra

Neuropediatria no Dia a Dia Flávia Nardes dos Santos / Giuseppe Pastura

Urgências e Emergências Pediátricas no Dia a Dia Adriana Rodrigues Fonseca / Mariana Tschoepke Aires / Rafaela Baroni Aurilio

Neuropsiquiatria Infantil Giuseppe Pastura / Flávia Nardes dos Santos Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

A editora e os autores deste livro não mediram esforços para assegurar dados corretos e informações precisas. Entretanto, por ser a medicina uma ciência em permanente evolução, recomendamos aos nossos leitores recorrer à bula dos medicamentos e a outras fontes fidedignas, bem como avaliar, cuidadosamente, as recomendações contidas no livro em relação às condições clínicas de cada paciente.

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ORGANIZADORES

Eduardo Jorge da Fonseca Lima Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito Camila Fonseca Leal de Araujo Juliana de Albuquerque Leão Karla Danielle Xavier do Bomfim

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Pediatria Ambulatorial, 3a edição Copyright © 2027 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-8411-161-9 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção Equipe Rubio Diagramação Paulo Teixeira Capa e imagem de Capa Bruno Sales

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ P394 3. ed. Pediatria ambulatorial/Eduardo Jorge da Fonseca Lima... [et al.]. – 3. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2026. 904 p.: il. 25 cm. Inclui bibliografia e índice ISBN 978-85-8411-161-9 1. Pediatria. 2. Cuidados médicos ambulatoriais para crianças. I. Lima, Eduardo Jorge da Fonseca. II. Título. 26-107810.0

CDD: 618.92 CDU: 616-053.2

Carla Rosa Martins Gonçalves – Bibliotecária – CRB-7/4782

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: 55(21) 2262-3779 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Organizadores

Eduardo Jorge da Fonseca Lima Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutor em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Mestre em Pediatria pela Universidade Federal de Per­ nam­buco (UFPE). Superintendente de Ensino, Pesquisa e Inovação do Imip. Conselheiro Federal de Medicina, representante de Per­ nam­buco. Pós-doutorando em Bioética pela Universidade do Porto, Portugal. Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito Residência em Pediatria e Pneumologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mes­tre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Preceptora do Ambulatório de Ensino de Pediatria do Imip e da Enfermaria do Hospital da Restauração Gover­ nador Paulo Guerra, Pernambuco. Docente de Pediatria da Universidade de Pernambuco (UPE). Membro do Grupo Técnico para Tuberculose na Infância do Ministério da Saúde (MS). Camila Fonseca Leal de Araujo Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestrado Profissional em Cuidados Paliativos para o Imip. Doutoranda do Doutorado Interinstitucional (Dinter) em Saúde Integral com Ênfase na Educação de Profissionais em Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS)Imip. Docente Membro da Coordenação de Avaliação da FPS.

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Docente de Pediatria da Universidade de Pernambuco (UPE). Juliana de Albuquerque Leão Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Docente do Curso de Medicina da Faculdade Pernam­ bucana de Saúde (FPS). Preceptora da Residência Médica de Pediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptora do Ambulatório de Ensino de Puericultura do Imip. Karla Danielle Xavier do Bomfim Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Área de atuação em Neonatologia pela Sociedade Brasi­ leira de Pediatria (SBP)/Associação Médica Brasileira (AMB). Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Uni­ versidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre em Saúde Materno-Infantil pelo Imip. Vice-coordenadora e Docente do Mestrado Profissional em Cuidados Paliativos Associado à Residência em Saúde do Imip. Neonatologista Assistente da Unidade Neonatal do Hos­ pital das Clínicas da UFPE/Empresa Brasileira de Ser­viços Hospitalares (EBSERH) e do Imip. Preceptora do Ambulatório de Ensino de Pediatria do Imip. Editora Associada da Revista Brasileira de Saúde Maternoinfantil (Imip). Membro da Câmara Temática de Bioética do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) – 20242028.

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Colaboradores

Adélia Maria de Miranda Henriques-Souza

Amanda Christine de Matos Galindo

Residência em Neurologia Infantil no Hospital das Clí­ nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Mestre e Doutora em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento pela Universidade Federal de Pernam­ buco (UFPE). Neurologista Infantil do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Ex-presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE).

Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Regional Materno-infantil Dom Malan, Pernambuco. Residência Médica em Pneumologia Pediátrica pelo Insti­ tuto de Medicina Integral Professor Fernando Figuei­ra (Imip). Mestre em Cuidados Paliativos pelo Imip. Amanda Crespo Forne

Ágata Kellen Muniz Ferreira

Médica pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

Médica Pneumologista Pediátrica do Imip.

Preceptora do Ambulatório de Puericultura do Imip.

Alberto de Barros Lima Filho Residência em Pediatria e Infectologia Pediátrica pela Universidade de Pernambuco (UPE). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Uni­ versidade Federal de Pernambuco (UFPE). Tutor da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Médico do Instituto de Medicina Integral Professor Fer­ nando Figueira (Imip) e do Departamento de Infecto­logia Pediátrica (DIP) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da UPE (HUOC/UPE). Alessandra Costa de Azevedo Maia Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria e Neonatologista pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Pediatra na Unidade de Urgência e Emergência no Hos­ pital das Clínicas da Universidade Federal de Pernam­buco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Preceptora de Saúde da Criança na Atenção Primária pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Amanda Soares Prazeres Silva Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Dermatologista pelo Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Ana Beatriz Moura Raulino Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Pediatra pelo Hospital das Clínicas da Universidade Fe­ deral de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Médica Pediatra do grupo de Cuidados Paliativos Pediá­ tricos do Imip.

Pós-graduação em Saúde Física e Mental do Adolescente pelo Hospital Pequeno Príncipe, Paraná.

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE.

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Pós-graduação em Cuidados Paliativos e Dor Pediátrica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE. Doutoranda em Hebiatria pelo Programa de Pós-gra­ duação em Hebiatria da Universidade de Pernambuco (PPGH/UPE). Preceptora da Enfermaria do HC-UFPE/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), do Ambulatório de Adolescentes do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e da Unidade de Terapia Inten­ siva (UTI) para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Pediátrica do Imip. Ana Carla Lins Neves Médica Pediatra pela Universidade de Pernambuco (UPE). Especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Insti­ tuto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Uni­ versidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ana Carolina Cavalcanti Accioly Médica Otorrinolaringologista pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Asso­­ ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervi­ cofacial (ABORL-CCF). Ana Carolina Pessôa de Lima Oliveira Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Especialização em Dermatologia pelo Instituto de Medi­ cina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Servidora Pública atuando na Emergência Clínica do Hospital Otávio de Freitas, Pernambuco. Ana Carolina Valença Collier Residência Médica em Oftalmologia no Instituto Hilton Rocha, Minas Gerais. Especialização em Estrabismo e Oftalmopediatra pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médica do Ambulatório de Oftalmologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Coordenadora do Setor de Oftalmopediatria e Estrabismo do Instituto de Olhos do Recife (IOR). Ana Catarina Gaioso Lucas Leite Martins Mestre e Doutora em Odontopediatria pela Universidade de Pernambuco (UPE). Cirurgiã-dentista pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Habilitação em Laserterapia e em Odontologia Hospitalar com atuação na Odontopediatria pelo Imip. Preceptora da Residência em Odontologia Pediátrica com Ênfase no Atendimento aos Pacientes com Necessidades Especiais (PNE) do Imip. Professora do Curso de Especialização em Odontope­ diatria da Faculdade de Odontologia do Recife (FOR). Ana Cecília Menezes de Siqueira Residência em Pediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Gastrenterologia Pediátrica pela Univer­ sidade Federal de São Paulo (Unifesp). Coordenadora Médica do Centro de Tratamento de Erros Inatos do Metabolismo do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Ana Cláudia de Aquino Carneiro Lacerda Residência em Pediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Nefrologia Pediátrica pelo Imip. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremep) e da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe). Médica Pediatra em Pernambuco dos serviços Imip, SOS Renal Services, Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, Hospital Santa Joana e Hospital Domiciliar Especial. Ana Cláudia Mendonça dos Anjos Residência em Oncologia e Hematologia Pediátrica no Centro Infantil Boldrini, Campinas – SP. Mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universi­ dade Federal de Pernambuco (UFPE). Hematologista Pediatra da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope). Ana Elizabeth Bonifácio da Silva Marques Graduada em Medicina pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Cardiologia Infantil pelo Imip. Pediatra no Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, Pernambuco. Cardiopediatra do Imip. Ana Hermínia de Azevedo Ferreira Endocrinologista Pediátrica.

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Título de Especialista em Pediatria (TEP) com Área de Atuação em Endocrinologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Aquiles Figueiredo Leal

Preceptora da Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Supervisora da Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Chefe do Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Imip. Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima Residência de Pediatria e Cardiologia Pediátrica pelo Insti­tuto de Medicina Integral Professor Fernando Figuei­ ra (Imip). Doutora em Saúde Integral pelo Imip. André Cavalcanti Residência Médica em Pediatria pela Universidade Esta­ dual Paulista (Unesp). Especialização em Reumatologia Pediátrica pela Univer­ sidade Federal de São Paulo (Unifesp). Chefe do Serviço de Reumatologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). André de Barros Correia Matos Residência em Pediatria e Neonatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Instrutor do Programa de Reanimação Neonatal (PRN) da SBP. Neonatologista Assistente na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais Canguru (UCINCa/Imip). Neonatologista Plantonista na Unidade Neonatal do Hos­­ pi­tal das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). André Felipe Castelo Branco Barbosa Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE).

Graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Ca­ tólica do Paraná.

Especialização (fellow) em Cirurgia Otológica e da Base do Crânio no Departamento de Otorrinolaringologia da (FMUSP). Médico Assistente e Preceptor em Otologia Clínica e Cirúr­gica no Programa de Residência Médica do Hospital Bene­ficência Portuguesa de São Paulo. Médico Assistente e Preceptor da Área de Otologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho), Bauru. Médico Assistente e Preceptor da Área de Otologia e Eletro­fisiologia do Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Ariani Impieri Souza Médica Ginecologista Infantopuberal pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutora em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Docente da Pós-graduação Stricto Sensu em Saúde Inte­gral do Imip e do Curso de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Arícia Pessoa Dantas Médica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Residência em Pediatria e Nefrologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Fi­ gueira (Imip). Bárbara Barros de Figueiredo Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Ciências Humanas e Saúde pela UFJF. Mestrado Profissional em Educação para a Área de Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Beatriz Parahym Xavier Dourado

Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), PE.

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Cardiologista Pediátrico pela Unidade de Cardiologia Ma­terno-Fetal, Pernambuco.

Residente de Dermatologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Bruna Martins de Carvalho Médica Pediatra pelo Complexo Pediátrico Arlinda Mar­ ques, Secretaria Estadual de Saúde (SES), Paraíba. Residente de Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Pós-graduação Lato Sensu de Aperfeiçoamento em Pe­ diatria Clínica pelo Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Residente de Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Imip.

Camilla de Melo Soares Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Carlos Henrique Bacelar Lins de Albuquerque Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptor de Enfermeira das Clínicas Pediátricas do Imip (de 1989 a 2024) e da Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Camilla Valença Collier Padilha Pinto Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Mé­ dicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE). Residente em Oftalmologia pela Fundação Altino Ven­ tura, PE. Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre e Especialista em Odontopediatria pela Univer­ sidade de Pernambuco (UPE). Odontopediatra do Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip) com ênfase em Odon­ tologia Neonatal e Aleitamento Materno. Habilitação em Laserterapia e em Odontologia Hospitalar com atuação na Odontopediatria pelo Imip. Tutora e Coordenadora Acadêmica da Clínica Odonto da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Carla Adriane Fonseca Leal de Araújo Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Coordenadora Acadêmica da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Carla Baptista Vasquez Cordeiro Fonoaudióloga pela Universidade Católica de Pernam­ buco (Unicap). Especialista em Voz pela Universidade Federal de Per­ nam­buco (UFPE). Especialista em Audiologia pela Unicap. Mestre em Avaliação em Saúde pelo Instituto de Medi­ cina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Carlos Eduardo Souza dos Santos Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas de Pernambuco da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

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Carolina de Farias Borba Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), PE. Pós-graduanda em Parentalidade e Educação Positiva pela Escola de Educação Positiva de Minas Gerais. Professora e Preceptora de Pediatria no Centro Univer­ sitário Maurício de Nassau (Uninassau) – Recife, PE. Carolina Gonçalves de Godoy Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pelo Hospital Maria Lucinda, PE. Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Gastrenterologista Pediátrica do Imip. Carolina Vieira Rolim Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência Médica em Psiquiatria pelo Hospital Ulysses Pernambucano (HUP), Pernambuco. Residência Médica em Psiquiatria da Infância e Adoles­ cência pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Cássia Maria Silva Fernandes Wanderley Residência em Oftalmologia pelo Instituto de Olhos do Recife (IOR). Fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo pelo IOR. Médica Oftalmologista do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Clarissa Melo Maranhão Residência em Pediatria pelo Hospital Maria Lucinda, Per­nambuco.

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Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Pneumologista Pediátrica do Imip e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e no Imip.

Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo HC-UFPE. Médica do Ambulatório de Gastrenterologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica do Ambulatório do Centro de Terapia e Reabi­ litação Integrado Municipal (Cetreim) – Imip.

Clarissa Oliveira Alves Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residente de Dermatologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Danielle Almeida Magalhães Residência em Pediatria pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

Claudia Andrade Coutinho Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Endocrinologia Pediátrica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SCMSP). Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Cleusa Cavalcanti Lapa Santos Graduada em Medicina pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Especialista em Cardiologia e Cardiologia Infantil pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), São Paulo. Médica Cardiologista do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Cristina de Paula Quirino Mello Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Especialização em Cardiologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Dafne Barcala Gomez Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Neonatologia pelo Imip. Mestrado Profissional em Cuidados Intensivos pelo Imip. Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Dalila Carla Maia e Silva Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE).

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Danielle Barbosa da Silva Graduada em Medicina na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pela Universidade de Per­nam­ buco (UPE). Especialização em Nefrologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Nefrologista Pediátrica do Imip. Preceptora da Residência de Pediatria e de Nefrologia Pediátrica do Imip. Médica Plantonista da Emergência Pediátrica do Hospital Otávio de Freitas, Pernambuco. Dayse Rafaele Lima dos Santos Silva Nutricionista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutora e Mestre em Nutrição pela UFPE. Atuou como Nutricionista Clínica em Enfermaria e como responsável pelo Ambulatório de Nutrição Materno-in­ fantil do Instituto de Medicina Integral Professor Fer­ nando Figueira (Imip), no qual foi Preceptora do Pro­ grama de Residência em Nutrição Clínica (2013-2016). Desirré Duda de Oliveira Sales Nutricionista do Banco de Leite Humano – Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama)/ Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Fi­ gueira (Imip). Especialista em Nutrição Clínica pelo Imip. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Uni­ versidade Federal de Pernambuco (UFPE). Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) – Ministério da Saúde (MS). Tutora do Curso de Nutrição da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Donata Caroliny dos Santos Melo Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicap).

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Especialista em Ciências da Linguagem com Experiência em Habilitação e Reabilitação da Linguagem Oral Infantil e Adulto com Perda Auditiva e Desenvolvimento da Linguagem Infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Eduarda Medeiros Cisneiros Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Neonatologia pelo Imip. Atuação na Área de Pediatria/Neonatologia, sobretudo em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), Sala de Parto e Ambulatório de Egresso do Canguru (Imip). Eduardo Andrada Pessoa de Figueiredo Residência em Clínica Médica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialização em Geriatria pela Pontifícia Universidade Católica, Rio Grande do Sul. Mestre em Medicina Interna pela UFPE. Chefe da Geriatria do Hospital das Clínicas da Univer­si­ dade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Bra­ sileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Elizabeth Cordeiro Fernandes (Betinha) Médica Pediatra pelo Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Especialista em Medicina do Adolescente pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Pedia­tria (SBP). Psicoterapeuta de Base Analítica pelo Centro Psicanalítico de Pernambuco. Coordenadora de Saúde Integral de Adolescentes da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe) e da Faculdade de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) – Recife, PE. Membro do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde Digital da SBP. Membro Permanente do GT de Saúde de Adolescentes da SBP. Médica Voluntária da Organização Não Governamental (ONG) Mães da Resistência em Âmbito Nacional. Elza Sandrelly Moreira Costa Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Pós-graduação de Cardiologia Infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Pediatra com atuação na Cardiologia Pediátrica e no Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca do Imip.

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Cardiologista Pediátrica do Pronto-socorro Cardiológi­ co Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape) da UPE – Hospital de Cardiologia de Pernam­ buco. Emília Maria Dantas Soeiro Mestre em Pediatria pela Universidade de São Paulo (USP). Doutora em Nefrologia pela USP. Médica da Unidade Renal Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Emily Murta Perez Rivera Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Cardiologia Pediátrica pelo Imip. Coordenadora do Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Pronto-socorro Cardiológico Universitário de Pernam­ buco Professor Luiz Tavares (Procape) da Universidade de Pernambuco (UPE). Cardiologista Infantil do Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Erica Leticia Granja Macedo Graduada em Medicina pela Universidade Católica de Per­nambuco (Unicap). Residência em Pediatria pelo Hospital Dom Malan – Pe­ tro­lina, PE. Residente de Nefrologia Pediátrica do Instituto de Me­ dicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Fabiana Moura dos Santos Torres Vasconcelos Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência em Otorrinolaringologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Fellowship em Otorrinolaringologia Pediátrica pelo Imip. Fabiany Morim Moura Brennand Fonoaudióloga pela Universidade Estadual de Campinas (Unicap). Especialista em Patologias da Linguagem pela Unicap. Fonoaudióloga Certificada com o método Prompts for Restructuring Oral Muscular Phonetic Targets (Prompt). Fonoaudióloga Certificada no Conceito Neuroevolutivo Bobath Contemporâneo. Fabíola Ramos Fonseca Residência em Pediatria pelo Hospital Maria Lucinda, Per­nambuco.

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Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptora do Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira do Imip. Mestrado Profissional em Cuidados Paliativos pelo Imip. Fernanda Maria Ulisses Montenegro Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Tutora de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Francilene Malheiros Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Imip. Especialização em Síndrome de Down pela Faculdade de Medicina do ABC/Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo. Mestre em Saúde Translacional pela UFPE. Francisco Mário de Biase Neto

Médica do Ambulatório de Ensino de Pediatria do Imip.

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Fernanda Pessa Valente

Residência em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, São Paulo.

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Cardiologia Pediátrica pelo Imip. Especialização em Arritmias Cardíacas pelo Pronto-so­ corro Cardiológico Universitário de Pernambuco Pro­ fessor Luiz Tavares da Universidade de Pernambuco (Procape) e pela Sociedade Brasileira de Arritmias Car­ díacas (Sobrac).

Coordenador do Centro de Reabilitação Auditiva e Resi­ dência em Otorrinolaringologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Gabriela Ferraz Leal Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

Filipe Souza de Azevedo

Doutora em Genética pela Universidade Federal de Per­ nambuco (UFPE).

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Especialista em Genética Médica pela Sociedade Bra­ sileira de Genética Médica e Genômica (SBGM).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

Médica Geneticista da Universidade de Pernambuco (UPE) e do Instituto de Medicina Integral Professor Fer­ nan­do Figueira (Imip).

Título de Área de Atuação em Medicina do Adolescente pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)/Associação Médico Brasileira (AMB). Mestrado Profissional em Saúde da Família pelo Mestrado Profissional em Saúde da Família (Profsaúde) da Unir. Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Médico de Adolescentes na Unidade da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE)/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). e no Ambulatório de Adolescentes do Imip. Flávio Linck Pabst Filho Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela As­ so­ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (ABORL-CCF). Preceptor da Residência Médica de Otorrinolaringologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Gabriela Fonseca Pezzini Residência em Pediatria e Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Atenção Básica em Saúde pela Univer­ sidade Federal do Maranhão (UFMA). Médica Assistente do Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica pelo Imip. Georgia Lima de Paula Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência Médica em Gastrenterologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

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Especialista em Pediatria e Gastrenterologia Pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Reumatologista Pediátrica pela Santa Casa de Miseri­cór­ dia de São Paulo (SCMSP). Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSCSP). Reumatologista Pediátrica do Imip.

Giselia Alves Pontes da Silva

Jadia Freitas Poggi de Carvalho

Especialização em Pediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência Médica em Psiquiatria pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), PE/Hospital Ulysses Pernambucano (HUP), Pernambuco.

Doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Professora Titular de Pediatria do Centro de Ciências Médicas da UFPE (CCM/UFPE). Membro Titular da Academia Pernambucana de Medici­ na (APM). Helena de Castro Rios Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Clínica Médica pelo Hospital Getúlio Var­ gas, Pernambuco. Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Residência Médica em Psiquiatria da Infância e Ado­ lescência pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG)/Centro Psicopedagógico (Belo Hori­zonte, Minas Gerais). Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Bra­ sileira de Psiquiatria (TEP-ABP). Preceptora da Residência Médica em Psiquiatria da In­ fân­cia e Adolescência do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Terapias Cognitivo-comportamentais em Crianças e Adolescentes (InTCC). Janaina Rebelo Vilaça

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Iracy de Oliveira Araujo

Especialista em Neurociência Aplicada e Fonoaudiologia no Âmbito Hospitalar pela Unicap.

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

Janielli Assis da Silva

Residência em Nefrologia Pediátrica pelo Imip.

Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Nefrologista Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Nefrologista da Unidade Renal Pediátrica do Imip. Membro da Equipe de Transplante Renal do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernam­ buco (Huoc/UPE) e Hospital Santa Joana – Recife, PE.

Pós-graduação em Oncologia Cutânea pela A.C.Camargo Cancer Center, São Paulo. Jaqueline Cabral Peres Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Huoc/UPE.

Residência médica em Hematologista Infantil na Fun­ dação de Hematologia e Hemoterapia de Pernam­buco (Hemope).

Isabela Farias Wanderley

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residente de Pediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Izabel Ribeiro da Cunha Lima Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Preceptora no Programa de Residência Médica da Especialidade de Hematologia e Hemoterapia Pediátrica da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernam­ buco (Hemope). Preceptora no Programa de Residência Médica no Setor de Emergência Pediátrica no Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, Pernambuco.

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Jheyza Florencio Alves Cordeiro Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Pediatra Atuante nos Setores de Emergência Pediátrica, Enfermaria de Pediatria Geral, Ambulatório de Pediatria Geral e Sala de Parto/Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Imip.

Especialista em Cuidados Paliativos Pediátricos pelo Hos­ pital Sírio-Libanês e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Laiz de Araújo Rufino Residência em Pediatria pelo Hospital Infantil Maria Lu­ cinda, Pernambuco.

João Guilherme Bezerra Alves

Infectologista Pediátrica pelo Hospital Universitário Os­ waldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC/UPE).

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) no Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco.

Mestre em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip)/UFPE.

Larissa de Avelar Monteiro Sobreira

Doutor em Medicina pela UFPE. Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco (UPE) (aposentado). Professor da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) (aposentado). Docente e Pesquisador no Imip. José Nivaldo de Araújo Vilarim Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde Materno-infantil pela University of Lon­don. Preceptor do Ambulatório de Ensino de Pediatria pelo Imip. Karina Farias Ferraz Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre pelo Programa de Psicologia da Saúde da Facul­ dade Pernambucana de Saúde (FPS). Psiquiatra Assistente do Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Katarina Maciel Abath Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Uni­ versidade de Pernambuco (FCM/UPE). Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Pneumopediatra pelo Programa de Residência Médica do Hospital Otávio de Freitas, Pernambuco Mestre em Saúde Integral pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência de Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Gastrenterologia Pediátrica no Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Bra­ sileira de Pediatria (SBP). Fellowship em Reabilitação Intestinal e Transplante Hepá­ tico no Centro de Reabilitação Intestinal e Transplante (CRITx) do Hospital Sírio-Libanês/Hospital Municipal Me­­nino Jesus, SP. Médica Titular da Equipe do CRITx do Hospital Sírio-Liba­ nês/Hospital Municipal Menino Jesus, SP (2020 a 2022). Médica Gastrenterologista Pediatra do Ambulatório do Imip. Médica Gastrenterologista Pediatra do Hospital Santa Joana, Recife. Leila Santana Coimbra Especialista, Mestre e Doutora em Periodontia pela Faculdade de Odontologia de Araraquara da Universi­ dade Estadual Paulista (FOAr/Unesp). Estágio de Doutorado Sanduíche pela University of Pennsylvania (UPENN), USA. Professora de Periodontia do Centro Universitário Tira­ dentes (UNIT), PE. Tutora do Curso de Odontologia da Faculdade Pernam­ bucana de Saúde (FPS). Cirurgiã-dentista e Preceptora de Residência do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Letícia Lima Silva Médica pelo Centro de Ensino Superior de Maceió (Cesmac) – Maceió, AL.

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Residência em Pediatria pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip).

Primeiro ano de Residência Médica em Nefrologia Pe­ diá­trica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Educação para Profissionais de Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Liana Ariel de Siqueira Lira Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Hematologista e Hemoterapeuta Pediátrica pelo Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Título em Hematologia e Hemoterapia Pediátrica pela Associação Médica Brasileira/Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Brasileira de Hematologia, Hemo­ terapia e Terapia Celular (AMB/SBP/ABHH). Hematologista Pediátrica do Imip. Mestre em Saúde Integral pelo Imip. Liliane Moreno de Carvalho Machado Graduada em Medicina pela Universidade de Per­nam­ buco (UPE). Residência Médica em Psiquiatria pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Residência Médica em Psiquiatria da Infância e Ado­ lescência pelo Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto, CE. Lucas Diniz Pacheco Residência Médica pelo Centro de Estudos Dermato­ lógicos do Recife. Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Der­ matologia (SBD). Preceptor do Ambulatório de Dermatologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptor do Ambulatório de Alopecias do Centro de Estudos Dermatológicos do Recife (Ceder) da Santa Casa de Misericórdia do Recife. Lúcia Helena Guimarães Rodrigues Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Educação para o Ensino em Saúde pela Fa­ culdade Pernambucana de Saúde (FPS). Luciana Cordeiro Souza Lima Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Médica Pediatra do Imip e do Hospital da Restauração Go­vernador Paulo Guerra, Pernambuco. Professora Assistente da Disciplina de Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE). Doutoranda em Saúde Integral pelo Imip. Luciana Farrapeira de Assunção Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Terapia Intensiva Pediátrica pelo Imip. Coordenadora e Diarista da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Imip. Luciano Lira de Albuquerque Médico Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Bra­ sileiro de Oftalmologia (CBO). Coordenador do Setor de Oftalmologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Luiza de Almeida Gondra Limeira Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Mestre em Tecnologias de Atenção à Saúde pela EPM/ Unifesp. Título de especialista em Otorrinolaringologia pela Asso­­ ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cer­ vicofacial (ABORL-CCF). Luiza Menezes Vieira de Mello Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Manuela Lucena de Alexandria Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Médica pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

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Manuela Torres Camara Lins Residência em Pediatria pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora de Pediatria da UFPE. Preceptora da Residência em Gastrenterologia Pediátrica do Imip. Médica Gastrenterologista Pediátrica do Hospital Barão de Lucena (HBL), PE. Mara Alves da Cruz Gouveia Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Gastropediatra pelo Imip. Título de Especialista em Pediatria com Área de Atuação em Nutrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)/Associação Médica Brasileira (AMB). Especialização em Gastrenterologia e Nutrologia Pediá­ trica pelo Hospital Universitário La Paz, Madri, Espanha. Professora de Pediatria da Universidade Federal de Per­ nambuco (UFPE). Chefe do Serviço de Gastrenterologia Pediátrica, Gastren­ terologista e Nutróloga Pediatra do Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospi­ talares (EBSERH). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE. Membro do Departamento Científico de Nutrologia da SBP. Chefe do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe). Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Nefrologia Pediátrica pelo Imip. Especialista em Pediatria com certificado de atuação na área de Nefrologia Pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB), pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Mestre em Educação para o Ensino da Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Plantonista da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) Externa do Hospital Barão de Lucena (HBL), Per­ nam­buco. Nefrologista Pediátrica da Unidade Renal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no

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qual atua como Coordenadora Médica e Coordenadora da Residência Médica em Nefrologia Pediátrica. Marcella Ferreira Barros Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência em Otorrinolaringologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Asso­ ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cer­ vicofacial (ABORL-CCF). Fellowship em Otorrinolaringologia Pediátrica pelo Imip (em andamento). Marcella Maria de Souza Araújo Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Derma­to­ logia (SBD). Mestre em Saúde Integral pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Maria Carmelita Maia e Silva Médica, Clínica, Sanitarista e Legista. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestrado em Nutrição e Saúde Pública pela UFPE. Especialista em Estudos Forenses da Criança: a Psicologia e a Lei pela Universidade de Leeds, Inglaterra. Doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ex-coordenação de Prevenção aos Acidentes e à Violência da Prefeitura do Recife. Médica do Centro de Referência para o Cuidado de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violência (Cercca). Médica Legista no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife (aposentada). Maria Carolina dos Santos Mestre e Doutora em Medicina pela Faculdade de Ciên­ cias Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Responsável pelo Serviço de Reumatologia Pediátrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SCMSP). Professora Assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (Pediatria). Docente de Práticas Médicas IV do Centro Universitário São Camilo, SP. Médica Reumatologista Pediátrica do Hospital Infantil Darcy Vargas, SP.

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Maria Cecília Amorim de Barros Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Especialista em Otorrinolaringologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Asso­ ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cer­ vicofacial (Aborl-CCF). Fellowship em Otorrinolaringologia Pediátrica pelo Imip (em andamento). Maria Clara Aires de Souza Martins Médica pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)/Hospital Universitário Alcides Carneiro (Huac), campus Campina Grande. Pediatra pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)/Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) – Natal, RN. Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptora da Residência Médica em Pneumologia Pediátrica no Imip. Médica Assistente do Ambulatório de Pneumologia Pe­ diátrica do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), Rio Grande do Norte. Maria das Graças Moura Lins Mestre e Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nutróloga pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Asso­ ciação Brasileira de Nutrologia (Abran). Maria de Fátima de Araújo Sabino Mestre em Odontopediatria pela Universidade de Per­ nam­buco (UPE). Especialização em Odontopediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Preceptora da Residência de Odontopediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Tutora da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Odontopediatra do Centro de Atenção aos Defeitos da Face (Cadefi) do Imip. Maria de Fátima Marinho de Souza Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Hebiatria pela Universidade de Pernambuco (UPE).

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Coordenadora do Curso de Medicina da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames). Maria Dilma Bezerra de Vasconcellos Piscoya Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina In­ tegral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE. Médica Assistente do Ambulatório Geral de Pediatria do Imip. Maria Eduarda Cardoso de Araújo Médica pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), PE. Nefrologista Pediátrica pelo Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Transplantista Renal Pediátrico pelo ICr do HC-FMUSP. Membro Titular em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Nefrologista Pediátrica e Coordenadora Clínica do Trans­ plante Renal Pediátrico do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Nefrologista Pediátrica do Real Hospital Português (RHP), PE, do Hospital Esperança Recife, PE e do Hospital da Criança – Recife, Pernambuco. Mestranda em Cuidados Intensivos pelo Imip. Maria Gabriela Amorim da Silva Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Psiquiatra pelo Hospital Ulysses Pernambucano (HUP). Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Pediatria (ABP). Especialista em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Maria Goretti de Souza Lima Doutora em Odontologia na Área de Odontopediatria pela Universidade de Pernambuco (UPE). Mestre em Odontologia na Área de Saúde Coletiva pela UPE. Preceptora da Residência de Odontopediatria/Pacientes com Necessidades Especiais do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Coordenadora do 4o Período do Curso de Odontologia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Mariana de Araújo Figueiredo Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Nefrologia Pediátrica pelo Imip. Médica da Emergência Pediátrica no Hospital Otávio de Freitas, Pernambuco. Plantonista e Preceptora da Nefrologia Pediátrica no Imip. Mariana Pires Jovino Marques Médica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Imip. Médica do Ambulatório de Pneumologia pelo Imip. Mariana Távora de Sousa Domingues Gomes Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Marianna Freitas Mourato Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria no Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Residência em Cardiologia Pediátrica pelo Real Hospital Português (RHP), Pernambuco. Habilitação em Ecocardiografia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Pediatra no Hospital Barão de Lucena (HBL). Cardiopediatra do Imip. Marina Genesia da Silva Regueira Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Preceptora do Ambulatório de Dermatologia do Imip. Mateus Morais Aires Médico Otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

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Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Asso­ ciação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cer­ vicofacial (ABORL-CCF). Especialista em Laringologia e Voz pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/ Unifesp). Doutor em Ciências pela EPM/Unifesp. Professor Adjunto de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE). Preceptor do Serviço de Laringologia e Voz/Otorrino­ laringologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e do HC-UFPE. Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Alergia-Imunologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Alergista e Imunologista do Imip. Mestrando em Educação em Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Matilde Campos Carréra Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Dermatologia pela Universidade Fe­ deral de Pernambuco (UFPE). Mestre e Doutora em Medicina Tropical pela UFPE. Mayra Dias Carvalho Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Pediatra da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital de Pediatria Helena Moura – Recife, PE. Pediatra do Serviço de Atenção Especializada (SAE) Infantil da Prefeitura do Recife. Pediatra da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE). Michela Cynthia da Rocha Marmo Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Imip. Coordenadora da Gastrenterologia Pediátrica e Super­vi­ sora da Residência Médica em Gastrenterologia Pediá­ trica do Imip. Mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

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Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora Adjunta de Pediatria da UFPE. Myrella Luana Dornelas Fonoaudióloga pela Universidade Federal de Pernam­ buco (UFPE). Pós-graduação em Audiologia pela Faculdade IDE. Natália Sá Carneiro Asfora Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Gastrenterologista Pediátrica do Imip. Normeide Pedreira dos Santos França Médica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Pediatra pelo Hospital Martagão Gesteira, BA. Perinatologista pelo Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba). Especialista em Infectologia Pediátrica pelo Hospital Cou­to Maia, BA. Mestre em Medicina Interna pela EBMSP. Doutora em Medicina e Saúde Humana pela EBMSP. Coordenadora do Internato em Pediatria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Consultora ad-hoc da Revista Ciência e Saúde Coletiva, publicação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Revisora desde 2019 da Revista Residência Pediátrica, pu­blicação da SBP. Membro do Conselho Editorial da Revista Imunizações, publicação da SBIm. Professora Adjunta de Pediatria da UEFS. Paloma Velez de Andrade Lima Simões Ferreira Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Residência em Pediatria pela UFPE. Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE.

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Médica Preceptora da Residência em Gastrenterologia Pediátrica do Imip. Médica Gastrenterologista Pediátrica do Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Médica do Serviço de Referência de Triagem Neonatal para Fenilcetonúria do Estado de Pernambuco. Patrícia Gomes de Matos Bezerra Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Pediatra do Imip. Supervisora do Programa de Residência Médica em Pneu­mologia Pediátrica do Imip. Paula Ferdinanda Conceição de Mascena Diniz Maia Residência em Pediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestrado em Biologia Aplicada à Saúde pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Pós-doutorado em Educação em Saúde pela Universidade do Minho, Portugal. Paula Schwambach Meira Lins Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Preceptora do Ambulatório de Pneumologia pelo Imip. Priscila Regina Cândido Espínola Uchoa Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Per­nambuco (UFPE). Residência Médica em Otorrinolaringologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Cuidados Paliativos pelo Imip. Rackel Eleutério Martins Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Psiquiatra pelo Hospital Ulysses Pernambucano (HUP), Pernambuco. Especialista em Saúde Mental da Infância e da Adoles­ cência pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Coordenadora da Residência de Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Imip.

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Rafael Aureliano Serrano Médico pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) e em Medical Science pela University of Technology Sydney (UTS), Austrália. Residência em Pediatria pelo Hospital Dom Malan, Per­ nam­buco. Pneumopediatra pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Médico Pediatra da Enfermaria Respiratória e Plantonista da Emergência Pediátrica do Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Professor Tutor da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Raíssa Rocha de Holanda Vasconcellos Residência em Pediatria pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Residência em Nefropediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Rebeca Luiz de Freitas Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialização em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE). Mestre em Educação para o Ensino na Saúde pela Facul­ dade Pernambucana de Saúde (FPS). Odontopediatra do Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Membro do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Odontologia da FPS. Coordenadora Adjunta do Curso de Graduação em Odon­tologia da FPS. Preceptoria em Odontopediatria do Imip. Regina Helena de Figueiredo Sales Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Dermatologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermato­ logia (SBD) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Derma­ tológica (SBCD). Preceptora da Residência Médica de Dermatologia do Imip. Regis Andrade Filho Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Uni­ ver­sidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Médico Assistente da Ortopedia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Renata Cavalcanti Cauás Residência em Dermatologia pela Universidade de Per­ nambuco (UPE). Mestre em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Preceptora da Residência de Dermatologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Professora da Graduação em Dermatologia da Faculdade Católica de Pernambuco (Unicap). Rita de Cássia Barreto Fernandes Graduada em Fonoaudiologia pela Faculdade Integrada do Recife (FIR). Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Univer­ sidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialização em Audiologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Coordenadora da Fonoaudiologia do Imip. Rita de Cássia Chiaverini de Larrazábal Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Médica Residente em Gastrenterologia Pediátrica do Imip. Roberta Souza da Costa Pinto Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Bra­ sileira de Pediatria (SBP)/Associação Médica Brasileira (AMB). Especialização em Nefrologia Pediátrica pelo Imip. Título de Especialista em Nefrologia Pediátrica pela SBP/ AMB. Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Médica Nefrologista Pediátrica do Imip e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Roberta Torres Santos Graduada em Fonoaudiologia pela Fundação de Ensino Superior de Olinda/União de Escolas Superiores da Funeso (Funeso/Unesf). Especialista em Motricidade Oral pelo Instituto de Me­ dicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

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Especialista em Habilitação e Reabilitação Auditiva pelo Hospital Samaritano, Brasília. Roberto José Alves Casado Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Médico Diarista e Preceptor do Ambulatório de Infecto­ logia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE). Rosa Magaly C. B. de Morais Residência em Pediatria (UPE). Residência em Psiquiatria da Infância e da Adolescência pela Universidade de São Paulo (USP). Doutora em Ciências da Saúde pela USP. Médica do Serviço de Pesquisa Interdisciplinar em Neuro­ desenvolvimento (Spin) do Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Uni­ versidade de São Paulo (HC-FMUSP). Designer de Produtos Educacionais de Comportamento. Rosana Cardoso Alves Graduada em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Residência Médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Mestre e Doutora em Neurologia pela FMUSP. Orientadora do Programa de Pós-graduação do Depar­ tamento de Neurologia da FMUSP. Roseane Campos Callado Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Coordenadora e Preceptora do Ambulatório de Pediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Fi­ gueira (Imip). Samuel Rodrigo de Andrade Veras Residência em Odontopediatria pelo Instituto de Medi­ cina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialista em Gestão em Saúde pela Pontifícia Univer­ sidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Mestre em Cuidados Intensivos pelo Imip. Doutorando em Clínica Integrada pela Universidade Fe­ deral de Pernambuco (UFPE). Sandra Hipólito Cavalcanti Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Mestre em Saúde Materno-Infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Saúde Pública na Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, São Paulo. Gerente de Enfermagem do Banco de Leite Humano do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Fi­gueira (Imip). Tutora de Enfermagem da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Multiplicadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Tutora para a Sala da Mulher Trabalhadora que Amamenta pelo Ministério da Saúde (MS) e Responsável como ponto focal para monitoramento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL). Sérgio Padilha Pinto Graduado em Medicina pela Universidade de Pernam­ buco (UPE). Residência Médica em Ortopedia pela Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, São Paulo. Médico Cirurgião Geral, Ortopedista e Traumatologista da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Per­ nambuco (Hemope) e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Sheyla Suelle dos Santos Levy Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Terapia Intensiva Pediátrica pelo Imip. Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip. Titulação em Medicina Paliativa pela Associação Médica Brasileira (AMB). Coordenadora Médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Imip. Médica dos Cuidados Paliativos Pediátricos do Imip. Sônia Maria Tavares de Albuquerque Gomes Médica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFP). Residência Médica de Pediatria e Puericultura pela Uni­ versidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPE. Especialista em Hebiatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Especialista em Terapia Familiar pela UFPE. Professora Assistente Aposentada da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/ UPE).

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Professora Assistente da Disciplina de Hebiatria do Curso de Medicina da Escola de Saúde e Vida da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Stella Inácio Bezerra de Carvalho Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Residente de Pediatria na AFYA, Pernambuco. Taciana de Andrade Schuler Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Residência em Endocrinologia Pediátrica (UFPE). Supervisora e Preceptora da Residência Médica em En­do­crinologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)/Em­ presa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Preceptora da Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Tania Moisa da Silva Marinho Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Tutora no Curso de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Thereza Selma Soares Lins Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Endocrinologia Pediátrica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fundadora e Chefe do Serviço de Endocrinologia Pe­ diátrica do Imip no período de 1993 a 2022. Uelma Pereira de Medeiros Faria (in memoriam) Reumatologista Pediátrica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Médica Assistente do Serviço de Reumatologia Pediátrica do Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol/UFRN). Vanessa Leão de Medeiros Fabrino Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip). Especialização em Endocrinologia pelo Hospital Agame­ non Magalhães. Fellow em Endocrinologia Pediátrica pela University of Florida, USA. Preceptora de Endocrinologia Pediátrica do Imip. Veronica Maria da Rocha Kozmhinsky Doutora em Odontologia na Área de Saúde Coletiva pela Universidade de Pernambuco (UPE). Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Tarciana Mendonça de Souza Almeida

Tutora da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Inte­ gral Professor Fernando Figueira (Imip).

Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva

Membro da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (Ibfan Brasil). Médica Pediatra do Banco de Leite Humano do Imip. Tatiana Correia de Andrade Corte Real Especialista em Patologia da Linguagem pela Univer­ sidade Católica de Pernambuco (Unicap). Especialista em Linguagem pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Fonoaudióloga do Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Saúde Materno-infantil pela Universidade de Londres. Coordenadora do Banco de Leite Humano e Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno do Imip (BLH/ Ciama/Imip), que é Centro de Referência para o estado de Pernambuco no Ministério da Saúde (MS). Membro da Câmara Técnica de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (MS).

Thaís Aguiar Accioly Rocha

Membro da Comissão Nacional da Rede Global de Bancos de Leite Humano Brasil (BLH-BR) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do MS.

Graduada em Medicina pela Universidade de Pernam­ buco (UPE).

Tutora do Curso de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Hospital Maria Lucinda, Pernambuco.

Professora Aposentada do Curso de Medicina da Univer­ sidade de Pernambuco (UPE).

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Membro da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (Ibfan). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (DCAM/Sopepe). Virgínia Barbosa de Melo Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Residência em Nefrologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Vivian Goretti Costa Gusmão Graduada em Fonoaudiologia pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Curso de Pós-graduação e Especialização em Linguagem pela Fundação de Ensino superior de Olinda (Funeso).

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Wanessa Macedo de Medeiros Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Especialização em Motricidade Oral com Enfoque em Disfagia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Fonoaudióloga do Instituto de Medicina Integral Pro­ fessor Fernando Figueira (Imip). Zelina Barbosa de Mesquita Residência em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), Pernambuco. Residência em Reumatologia Pediátrica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Reumatologista Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Docente do Curso de Medicina da Faculdade Pernambu­ cana de Saúde (FPS).

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Sumário

Parte I

1

Aspectos Gerais

Formação do Pediatra no Século XXI: Cuidar da Criança para Assegurar uma Vida Plena, 3 Giselia Alves Pontes da Silva

2

Princípios do Atendimento à Criança: Importância da História Clínica, da Anamnese e do Exame Físico, 7 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito

3

A Pessoa com Síndrome de Down: Do Pediatra ao Geriatra, 19 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito • Francilene Malheiros • Eduardo Andrada Pessoa de Figueiredo

4

Cuidados Paliativos em Pediatria, 29 Alessandra Costa de Azevedo Maia • Katarina Maciel Abath • Sheyla Suelle dos Santos Levy

5

Abordagem de Sintomas em Cuidados Paliativos Pediátricos, 40 Katarina Maciel Abath • Luciana Farrapeira de Assunção

6

Comunicação com Famílias, Crianças e Adolescentes no Dia a Dia das Consultas Pediátricas, 53 Karla Danielle Xavier do Bomfim

7

Doença Metabólica Hereditária: Quando o Pediatra Deve Pensar?, 57 Ana Cecília Menezes de Siqueira

8

Quando Encaminhar o Paciente Pediátrico ao Médico Geneticista, 63 Gabriela Ferraz Leal

Parte II

9

Prevenção e Promoção de Saúde na Pediatria

Prevenção de Doenças do Adulto com Raízes na Infância, 71 João Guilherme Bezerra Alves

10

Consulta Pré-natal na Pediatria, 78 Normeide Pedreira dos Santos França • Eduardo Jorge da Fonseca Lima

11

Testes de Triagem Neonatal, 86 Luciana Cordeiro Souza Lima

12

Acompanhamento Ambulatorial do Prematuro, 96 Eduarda Medeiros Cisneiros • Dafne Barcala Gomez • André de Barros Correia Matos

13

Amamentação: Importância e Manejo, 105 Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva • Tarciana Mendonça de Souza Almeida • Sandra Hipólito Cavalcanti • Desirré Duda de Oliveira Sales • Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra • Wanessa Macedo de Medeiros

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14

Alimentação na Pediatria, 122 Juliana de Albuquerque Leão • Camila Fonseca Leal de Araujo • Dayse Rafaele Lima dos Santos Silva

15

Acompanhamento do Crescimento, 133 Camila Fonseca Leal de Araujo • Jheyza Florencio Alves Cordeiro • Juliana de Albuquerque Leão • Lúcia Helena Guimarães Rodrigues

16

Desenvolvimento na Primeira Infância, 143 Thaís Aguiar Accioly Rocha • Camila Fonseca Leal de Araujo • Juliana de Albuquerque Leão

17

Imunizações em Pediatria, 153 Eduardo Jorge da Fonseca Lima • Camila Fonseca Leal de Araujo

18

Prevenção de Agravos Violentos e Acidentes: Orientações sobre Casa, Escola e Veículo Seguros, 163 Karla Danielle Xavier do Bomfim • Maria Dilma Bezerra de Vasconcellos Piscoya • Carolina de Farias Borba • Maria Carmelita Maia e Silva

19

Suplementação de Micronutrientes e suas Indicações, 174 Bárbara Barros de Figueiredo • Carla Adriane Fonseca Leal de Araújo • Paula Ferdinanda Conceição de Mascena Diniz Maia

20

Desafios da Pediatria Atual: Sedentarismo, Uso de Telas e Estresse Tóxico, 181 Karla Danielle Xavier do Bomfim • João Guilherme Bezerra Alves • José Nivaldo de Araújo Vilarim

21

A Importância da Natureza e do Brincar Livre na Infância, 189 Luiza Menezes Vieira de Mello • Amanda Crespo Forne

22

Exames Complementares em Crianças Assintomáticas, 193 Fernanda Maria Ulisses Montenegro

Parte III

23

Hebiatria

Peculiaridades da Consulta do Adolescente, 199 Ana Beatriz Moura Raulino • Maria de Fátima Marinho de Souza • Tania Moisa da Silva Marinho

24

Desenvolvimento Psicossocial do Adolescente, 211 Filipe Souza de Azevedo • Sônia Maria Tavares de Albuquerque Gomes

25

Alterações Ginecológicas da Adolescente, 219 Ariani Impieri Souza

26

Variabilidade de Gênero/Incongruência de Gênero na Infância e na Adolescência, 231 Elizabeth Cordeiro Fernandes (Betinha)

Parte IV

27

Alergologia e Imunologia

Prevenção de Doenças Alérgicas em Pediatria: Novos Paradigmas e Evidências Clínicas, 247 Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira • Stella Inácio Bezerra de Carvalho

28

Rinite Alérgica, 250 Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira • Isabela Farias Wanderley

29

Dermatite Atópica na Pediatria, 254 Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira

30

Urticária e Angioedema, 257 Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira • Manuela Lucena de Alexandria

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Parte V

31

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Pneumologia

Infecção das Vias Aéreas Superiores, 265 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito • Paula Schwambach Meira Lins • Mariana Pires Jovino Marques • Clarissa Melo Maranhão

32

Criança com Covid-19 Longa, 277 Amanda Christine de Matos Galindo • Bruna Martins de Carvalho • Rafael Aureliano Serrano

33

Tosse na Infância: Abordagem Atualizada, Diagnóstico e Tratamento, 280 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito

34

Pneumonia Adquirida na Comunidade: Acompanhamento Ambulatorial, 293 Patrícia Gomes de Matos Bezerra • Maria Clara Aires de Souza Martins

35

Lactente e Pré-escolar Sibilante, 297 Mariana Pires Jovino Marques • Paula Schwambach Meira Lins • Clarissa Melo Maranhão

36

Asma na Infância, 302 Fabíola Ramos Fonseca • Bruna Martins de Carvalho • Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito

37

Tabagismo e Dispositivos Eletrônicos: Impactos na Saúde de Crianças e Adolescentes, 309 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito • Fabíola Ramos Fonseca • Ágata Kellen Muniz Ferreira

Parte VI

38

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Otorrinolaringologia

Respiração Bucal: Causas e Manejo, 317 Mateus Morais Aires • Flávio Linck Pabst Filho

39

Otite Média, 322 Luiza de Almeida Gondra Limeira • Priscila Regina Cândido Espínola Uchoa • Marcella Ferreira Barros • Maria Cecília Amorim de Barros

40

Criança com Perda Auditiva, 332 Francisco Mário de Biase Neto • Aquiles Figueiredo Leal • Fabiana Moura dos Santos Torres Vasconcelos • Ana Carolina Cavalcanti Accioly

Parte VII

41

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Gastrenterologia

Constipação Intestinal Crônica, 345 Michela Cynthia da Rocha Marmo • Larissa de Avelar Monteiro Sobreira • Giselia Alves Pontes da Silva

42

Diarreia Persistente e Crônica, 354 Mara Alves da Cruz Gouveia • Michela Cynthia da Rocha Marmo • Paloma Velez de Andrade Lima Simões Ferreira • Giselia Alves Pontes da Silva

43

Diagnóstico Diferencial de Dor Abdominal Crônica, 360 Larissa de Avelar Monteiro Sobreira • Rita de Cássia Chiaverini de Larrazábal

44

Alergia Gastrintestinal à Proteína do Leite de Vaca (Não Mediada por Imunoglobulina E e Mista), 368 Georgia Lima de Paula • Manuela Torres Camara Lins

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45

Doença do Refluxo Gastresofágico, 373 Carolina Gonçalves de Godoy • Dalila Carla Maia e Silva • Natália Sá Carneiro Asfora

46

Colestase em Pediatria, 379 Georgia Lima de Paula

47

Dificuldade Alimentar: Um Desafio para o Pediatra, 386 Maria das Graças Moura Lins • Mara Alves da Cruz Gouveia

Parte VIII

48

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Nefrologia

Infecção do Trato Urinário e sua Investigação Ambulatorial e por Imagem, 395 Ana Cláudia de Aquino Carneiro Lacerda • Roberta Souza da Costa Pinto

49

Hidronefrose Neonatal e Investigação Ambulatorial, 399 Iracy de Oliveira Araujo • Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi

50

Litíase Renal em Pediatria, 404 Mariana de Araújo Figueiredo • Virgínia Barbosa de Melo • Danielle Barbosa da Silva

51

Glomerulonefrite Aguda Pós-infecciosa, 410 Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi • Raíssa Rocha de Holanda Vasconcellos

52

Síndrome Nefrótica na Criança, 414 Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi

53

Hematúria na Criança, 424 Danielle Almeida Magalhães • Arícia Pessoa Dantas • Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi

54

Hipertensão Arterial em Crianças, 429 Maria Eduarda Cardoso de Araújo • Raíssa Rocha de Holanda Vasconcelos

55

Disfunção do Trato Urinário Inferior, 440 Ana Cláudia de Aquino Carneiro Lacerda • Roberta Souza da Costa Pinto

56

Manejo da Criança com Bexiga Neurogênica, 443 Erica Leticia Granja Macedo • Letícia Lima Silva • Marcela Corrêa de Araujo Pandolfi

57

Doença Renal Crônica em Pediatria: Diagnóstico Precoce e Tratamento, 451 Emília Maria Dantas Soeiro

Parte IX

58

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Reumatologia

Dor nos Membros, 459 Izabel Ribeiro da Cunha Lima • Maria Carolina dos Santos

59

Artrite Idiopática Juvenil, 465 Izabel Ribeiro da Cunha Lima • Uelma Pereira de Medeiros Faria (in memoriam)

60

Quando Pensar em Doenças Autoinflamatórias?, 470 André Cavalcanti • Zelina Barbosa de Mesquita

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Parte X

61

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Infectologia

Acompanhamento da Criança Exposta e da Criança Infectada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, 479 Alberto de Barros Lima Filho • Mayra Dias Carvalho

62

Acompanhamento Ambulatorial da Criança Exposta a Infecções Congênitas: Sífilis, Toxoplasmose, Citomegalovírus, Hepatite B, 486 Roberto José Alves Casado • Laiz de Araújo Rufino • Alberto de Barros Lima Filho

63

Febre de Origem Indeterminada, 499 Luciana Cordeiro Souza Lima

64

Hepatoesplenomegalia: Roteiro Diagnóstico, 506 Fernanda Maria Ulisses Montenegro • Carlos Henrique Bacelar Lins de Albuquerque

65

Vermifugação Periódica, 510 João Guilherme Bezerra Alves • Roseane Campos Callado

66

Parasitoses Intestinais, 516 João Guilherme Bezerra Alves • Roseane Campos Callado

67

Tuberculose na Infância, 526 Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito

68

Investigação de Adenomegalias na Infância, 536 Alberto de Barros Lima Filho

Parte XI

69

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Dermatologia

Alterações Cutâneas Mais Comuns no Período Neonatal, 545 Ana Carolina Pessôa de Lima Oliveira • Matilde Campos Carréra

70

Dermatoviroses, 553 Marina Genesia da Silva Regueira • Helena de Castro Rios • Amanda Soares Prazeres Silva

71

Micoses Superficiais, 561 Clarissa Oliveira Alves • Lucas Diniz Pacheco

72

Dermatozoonoses, 566 Marcella Maria de Souza Araújo • Camilla de Melo Soares

73

Infecções Bacterianas da Pele, 573 Regina Helena de Figueiredo Sales • Beatriz Parahym Xavier Dourado • Janielli Assis da Silva

74

Acne na Infância, 579 Mariana Távora de Sousa Domingues Gomes • Renata Cavalcanti Cauás

Parte XII

75

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Neurologia e Psiquiatria

Epilepsias e Encefalopatias Epilépticas e do Desenvolvimento da Infância, 585 Adélia Maria de Miranda Henriques-Souza

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76

O Sono Normal e seus Distúrbios, 598 Rosana Cardoso Alves

77

Transtorno do Déficit da Atenção com Hiperatividade, 607 Maria Gabriela Amorim da Silva • Jadia Freitas Poggi de Carvalho

78

Transtorno do Espectro Autista, 613 Maria Gabriela Amorim da Silva • Carlos Eduardo Souza dos Santos • Rosa Magaly C. B. de Morais

79

Transtorno de Ansiedade Generalizada, 619 Rackel Eleutério Martins • Carlos Eduardo Souza dos Santos

80

Transtorno Opositor Desafiador e Transtorno de Conduta, 625 Karina Farias Ferraz • Liliane Moreno de Carvalho Machado

81

Abordagens Não Farmacológicas em Psiquiatria, 629 Carolina Vieira Rolim • Liliane Moreno de Carvalho Machado

Parte XIII

82

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Cardiologia

Criança com Cianose, 635 André Felipe Castelo Branco Barbosa

83

Cuidados Pediátricos na Criança Cardiopata, 640 Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima

84

Sopro Cardíaco Sistólico: Diagnóstico Diferencial, 646 Elza Sandrelly Moreira Costa

85

Febre Reumática, 649 Cristina de Paula Quirino Mello • Cleusa Cavalcanti Lapa Santos

86

Síncope e Distúrbios do Ritmo Cardíaco: Quando Encaminhar?, 654 Fernanda Pessa Valente

87

Dor Torácica, 663 Emily Murta Perez Rivera

88

Manejo Ambulatorial da Criança com Insuficiência Cardíaca, 667 Marianna Freitas Mourato • Ana Elizabeth Bonifácio da Silva Marques

Parte XIV

89

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Hematologia

Anemias Carenciais, 675 Eduardo Jorge da Fonseca Lima • Jheyza Florencio Alves Cordeiro

90

Anemias: Diagnóstico Diferencial, 700 Jaqueline Cabral Peres

91

Distúrbios Hemorrágicos: Petéquias, Equimoses e Epistaxes, 706 Liana Ariel de Siqueira Lira

92

Neutropenia na Infância: Quando Investigar?, 710 Ana Cláudia Mendonça dos Anjos

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Parte XV

93

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Endocrinologia

Puberdade e seus Desvios, 725 Taciana de Andrade Schuler

94

Baixa Estatura, 733 Ana Hermínia de Azevedo Ferreira • Thereza Selma Soares Lins

95

Diabetes Melito: Diagnóstico e Tratamento, 740 Ana Carla Lins Neves • Claudia Andrade Coutinho • Thereza Selma Soares Lins • Ana Hermínia de Azevedo Ferreira

96

Distúrbios da Tireoide na Infância, 748 Ana Hermínia de Azevedo Ferreira • Claudia Andrade Coutinho

97

Obesidade, 757 Gabriela Fonseca Pezzini • Ana Carla Lins Neves

98

Hiperplasia Adrenal Congênita, 766 Vanessa Leão de Medeiros Fabrino • Thereza Selma Soares Lins • Ana Carla Lins Neves • Gabriela Fonseca Pezzini

Parte XVI

99

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Oftalmologia

Exame Oftalmológico Realizado pelo Pediatra, 775 Cássia Maria Silva Fernandes Wanderley • Ana Carolina Valença Collier

100

Conjuntivites, 779 Ana Carolina Valença Collier • Camilla Valença Collier Padilha Pinto

101

Estrabismo, 785 Ana Carolina Valença Collier • Cássia Maria Silva Fernandes Wanderley

102

Obstrução Nasolacrimal Congênita, 791 Luciano Lira de Albuquerque • Cássia Maria Silva Fernandes Wanderley

Parte XVII

103

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Ortopedia

Principais Patologias Ortopédicas em Pediatria, 797 Regis Andrade Filho

104

Lombalgia, Dorsalgia e Escoliose em Crianças e Adolescentes, 801 Sérgio Padilha Pinto

Parte XVIII

105

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Odontologia

Atenção Odontológica na Primeira Infância, 807 Samuel Rodrigo de Andrade Veras • Maria de Fátima de Araújo Sabino •Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra

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106

Diagnóstico Diferencial das Doenças Mais Frequentes em Odontopediatria, 811 Maria Goretti de Souza Lima • Leila Santana Coimbra • Ana Catarina Gaioso Lucas Leite Martins • Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra

107

Gestão do Comportamento Infantil no Ambiente Odontológico, 817 Rebeca Luiz de Freitas • Veronica Maria da Rocha Kozmhinsky • Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra

Parte XIX

108

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Fonoaudiologia

Desenvolvimento da Linguagem na Infância e seus Principais Distúrbios, 823 Donata Caroliny dos Santos Melo • Fabiany Morim Moura Brennand • Roberta Torres Santos • Vivian Goretti Costa Gusmão

109

Distúrbios Fonoaudiológicos Frequentes na Infância e Noções de Audiologia para o Pediatra, 828 Carla Baptista Vasquez Cordeiro • Janaina Rebello Vilaça • Myrella Luana Dornelas • Rita de Cássia Barreto Fernandes • Tatiana Correia de Andrade Corte Real

Índice, 837

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PA R T E

I

Aspectos Gerais

1 Formação do Pediatra no Século XXI: Cuidar da Criança para Assegurar uma Vida Plena, 3

2 Princípios do Atendimento à Criança: Importância da História Clínica, da Anamnese e do Exame Físico, 7

3 A Pessoa com Síndrome de Down: Do Pediatra ao Geriatra, 19 4 Cuidados Paliativos em Pediatria, 29 5 Abordagem de Sintomas em Cuidados Paliativos Pediátricos, 40 6 Comunicação com Famílias, Crianças e Adolescentes no Dia a Dia das Consultas Pediátricas, 53

7 Doença Metabólica Hereditária: Quando o Pediatra Deve Pensar?, 57 8 Quando Encaminhar o Paciente Pediátrico ao Médico Geneticista, 63

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Prova: 2

C A P Í T U LO

4

Cuidados Paliativos em Pediatria

Alessandra Costa de Azevedo Maia • Katarina Maciel Abath • Sheyla Suelle dos Santos Levy

"Cuidados paliativos" não significa ajudar a criança a morrer bem, significa ajudá-la e a sua família a viver bem, e então, quando for o momento certo, ajudá-los a morrer confortavelmente. Mattie Stepanek, 1990.

INTRODUÇÃO Falar de cuidados paliativos (CP) para Pediatria é tão difícil para os profissionais que cuidam de pacientes gravemente doentes, porque mais difícil ainda é falar sobre a morte de uma criança. A antropóloga Bluebond-Langner explicou as raízes sociais dessa postura protetora: os profissionais foram treinados para salvar vidas, e a possibilidade da morte de seus pacientes, principalmente se forem crianças, desperta um sentimento de fracasso. As famílias, por sua vez, possuem o papel de proteção dos indivíduos destinados a crescer e se desenvolver.1 Assim, a morte de uma criança parece algo contrário ao ciclo natural da vida. O adoecimento e a morte de crianças sempre foram uma realidade. Antes do século XX, um terço das crianças morria antes de completar 16 anos de idade, de causas naturais. Entretanto, este cenário vem mudando e as taxas de mortalidade infantil reduziram. O surgimento de novas tecnologias permitiu a sobrevivência de crianças com doenças graves, porém tais recursos nem sempre garantem qualidade de vida e podem ainda prolongar o processo de morte com grande potencial de sofrimento. Historicamente, não fomos preparados para cuidar de crianças com condições complexas vivendo por longos períodos. Não estávamos sequer prontos para discutir sobre o sofrimento das crianças com doenças agudas morrendo nos hospitais com seu processo de morte prolongado pela utilização das novas tecnologias.2 Portanto, para o profissional de saúde surge um novo desafio: como fazer o uso racional de tecnologias e terapias de suporte a vida, ponderando sobre os benefícios de sua utilização para, além de prolongar a vida, melhorar

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a qualidade de vida de crianças com doenças crônicas graves. Por outro lado, surge também a necessidade da discutir a indicação e até manutenção de tais recursos nos pacientes em que a doença progrediu ao ponto de a morte ser o desfecho inevitável ou das sequelas comprometerem seriamente a qualidade de vida.2 Antes dos anos 1970, os poucos estudos que abordavam a temática do sofrimento de crianças com doenças graves focavam apenas em aspectos psicológicos, como a ansiedade e muitos apenas nas repercussões deste sofrimento nos adultos. Existia uma crença generalizada de que as crianças não tinham consciência da sua condição e, dessa forma, não podiam experimentar o sofrimento existencial ou a iminência da morte.1,2 No final dos anos 1970, influenciado pelo movimento hospice moderno, iniciado por Cicely Saunders, acontece o primeiro simpósio para discutir sobre cuidados de crianças com doenças incuráveis. Nas duas décadas seguintes, foi possível observar aumento importante das publicações e das discussões sobre CP pediátricos, principalmente na Europa e nos Estados Unidos (EUA). Em 2000, a Academia Americana de Pediatria se pronunciou sobre a necessidade de CP para crianças com condições graves e propôs alguns princípios:2,3 Respeito à dignidade de pacientes e familiares. Acesso aos CP. Apoio aos cuidadores. Melhor apoio profissional e social. Melhoria contínua dos CP por meio da pesquisa e da educação. A prática de CP pediátricos traz desafios próprios. A definição de prognóstico é mais complexa, assim como a definição de qualidade de vida. Um amplo espectro de etiologias está associado às condições que acarretam perda da qualidade de vida e da sobrevida na infância. Os pacientes têm autonomia e capacidade de discernimento variáveis. Aspectos culturais interferem na tomada de decisão, como o senso de proteção à infância e a

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Pediatria Ambulatorial

A maioria das condições que acarretam indicação de cuidados paliativos e que evoluem com a morte do paciente pediátrico se desenvolve de quatro modos (Figura 4.4):14,21 1. Figura 4.4A: crianças com morte inesperada provocada por doenças ou condições agudas (acidentes, infecção grave, prematuridade extrema, complicação intraoperatória). 2. Figura 4.4B: crianças previamente hígidas que apresentam doenças graves que causam perda progressiva de qualidade de vida e funcionalidade, de maneira previsível e constante, acarretando morte (distrofia muscular de Duchenne, adrenoleucodistrofia). 3. Figura 4.4C: crianças que são previamente hígidas e apresentam doença progressiva e incapacitante, porém com padrão de evolução flutuante e pouco previsível, ha­vendo períodos de maior gravidade podendo ser seguidos de recuperação parcial e estabilidade até novas fases de piora. É o padrão mais comum na Pedia­tria, envolvendo doenças em que existem te­ rapias direcionadas à doença que podem prolongar a vida (amiotrofia espinhal, fibrose cística, mucopolissacaridose, doença de Pompe, neoplasias malignas, doenças inflamatórias intestinais). 4. Figura 4.4D: crianças com condições crônicas não progressivas, mas que impõem comprometimento funcional pro­lon­gado e vulnerabilidade a eventos graves de saúde. São pacientes em que a evolução

e a resposta terapêutica são difíceis de prever, assim como os objetivos de cuidado, visto que estão adaptados à sua funcionalidade (malformações congênitas, paralisia cerebral, síndromes genéticas). Compreender as trajetórias de cada paciente e de sua doença permite entender o prognóstico da doença, os desfechos possíveis e prováveis, os valores dos indi­víduos e o momento de vida em andamento e, assim, traçar objetivos de cuidados que orientem a tomada de decisão e a construção dos planos de cuidados. Muitas vezes, profissionais, familiares e pacientes têm dificuldade de falar sobre a evolução da doença e sobre os desfechos negativos por medo de antecipar o sofrimento ou reduzir a esperança diante da possibilidade de morte.22 É importante entender que o prognóstico em CP inclui estimar o tempo de vida, as perdas de funcionalidade e, na mesma proporção, as possibilidades de manter projetos de vida pes­ soal. Abordar o prognóstico num espaço seguro, honesto e acolhedor é dar sentido ao tempo, às decisões terapêuticas, à qualidade de vida desejada, ao tempo de vida possível e ao processo de viver e preparar-se para morrer.

CONSTRUINDO PLANOS DE CUIDADO Os planos de CP funcionam como um manual de instruções em que estão consolidadas as principais informações e decisões em relação ao cuidado do indivíduo.

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FIGURA 4.4 (A a D) Padrões de trajetórias que podem anteceder a morte em cuidados paliativos pediátricos Nota: A linha vertical representa a qualidade de vida e a funcionalidade, sendo considerada 100% uma vida sem limitações provocadas por uma condição de saúde e 0 compatível com a morte. A linha horizontal representa o tempo de vida. Fonte: adaptada de Feudtner, 2007.14

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II

Prevenção e Promoção de Saúde na Pediatria

9 Prevenção de Doenças do Adulto com Raízes na Infância, 71 10 Consulta Pré-natal na Pediatria, 78 11 Testes de Triagem Neonatal, 86 12 Acompanhamento Ambulatorial do Prematuro, 96 13 Amamentação: Importância e Manejo, 105 14 Alimentação na Pediatria, 122 15 Acompanhamento do Crescimento, 133 16 Desenvolvimento na Primeira Infância, 143 17 Imunizações em Pediatria, 153 18 Prevenção de Agravos Violentos e Acidentes: Orientações sobre Casa, Escola e Veículo Seguros, 163

19 Suplementação de Micronutrientes e suas Indicações, 174 20 Desafios da Pediatria Atual: Sedentarismo, Uso de Telas e Estresse Tóxico, 181

21 A Importância da Natureza e do Brincar Livre na Infância, 189 22 Exames Complementares em Crianças Assintomáticas, 193

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Amamentação: Importância e Manejo

Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva • Tarciana Mendonça de Souza Almeida • Sandra Hipólito Cavalcanti • Desirré Duda de Oliveira Sales • Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra • Wanessa Macedo de Medeiros

INTRODUÇÃO Nas últimas duas décadas, observou-se uma mudança quanto ao objetivo do manejo nutricional. Em vez de simplesmente se alcançarem os requerimentos nutricionais e a prevenção de deficiências, passou-se a considerar o efeito biológico potencial da alimentação na saúde futura do indivíduo.1 Neste capítulo, discutiremos a composição e o papel do aleitamento materno como agente de prevenção no que se refere a alguns aspectos a curto prazo da saúde já bem estabelecidos na literatura, seu efeito potencial na prevenção das doenças do adulto que têm raízes na infância e o manejo clínico da amamentação.

FAVORECIMENTO DO CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR E VÍNCULO AFETIVO No início da vida, o leite humano (LH) é o alimento que reúne características nutricionais ideais, com balancea­ mento e biodisponibilidade inigualáveis.2 Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam o aleitamento materno exclusivo (AME) durante os primeiros 6 meses de vida. A partir dos 6 meses de vida, é recomendada a introdução de alimentos complementares, assim como a manutenção do aleitamento materno por 2 anos ou mais.3 Por serem consideradas o padrão-ouro da alimentação do recém-nascido (RN) e do lactente, as curvas da OMS de 2006, que atualmente são o standard usado mundialmente, foram derivadas de uma amostra internacional de lactentes sadios amamentadas e de crianças advindas de ambientes não restritores do crescimento.4 Não somente o crescimento das crianças é influenciado positivamente pelo aleitamento materno.2 Há evi-

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dências de um efeito a longo prazo entre o aleitamento materno e o desenvolvimento cognitivo,5 a educação infantil6 e o comportamento.7 Horta et al. (2015)8 também mostraram, em revisão sistemática e metanálise, que há diferenças no quociente de inteligência (QI) de crianças e adolescentes que foram alimentadas com o LH, comparadas com aquelas não amamentadas.8 A mesma coorte também evidenciou diferenças a longo prazo. Houve associação de maior escolaridade e renda aos 30 anos de idade entre indivíduos amamentados por 12 meses ou mais, comparando-os com aqueles amamentados por menos de 1 mês. O QI foi responsável por 72% dos efeitos da amamentação sobre a renda.9 Outro ponto importante que merece ser levado em consideração é o efeito preditor potencial do aleitamento materno em relação ao vínculo entre a lactante e seu filho.10

COMPONENTES DO LEITE HUMANO NA PROTEÇÃO CONTRA INFECÇÕES E OUTRAS AFECÇÕES Os componentes do colostro e do LH têm múltiplas funções para o RN e o lactente, como: Prover os nutrientes para o crescimento e o desenvolvimento. Proteger contra doenças. Limitar o dano causado pelo estresse oxidativo, eliminando radicais livres por meio de vários fatores antioxidantes. Moldar o sistema imune.11 Estarem envolvidos na tolerância e na resposta inflamatória apropriada,11 sendo surpreendente que os fatores de defesa do LH ajam sem causar inflamação.12

Células do Leite Humano As células presentes no LH são funcionantes e ativas, com a habilidade de destruir microrganismos e participar

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Amamentação: Importância e Manejo

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FIGURA 13.5 Posição laid-back Fonte: imagem pertencente às autoras.

Para facilitar a pega e a posterior sucção, a lactante deve ser orientada a estimular a abertura da boca da criança usando o reflexo primário da busca ou pontos cardiais. Para tal, a região perioral do RN deve ser tocada, o que resultará que o bebê vire a cabeça em direção ao estímulo, abrindo a boca e realizando uma tentativa de sucção com protrusão da língua.45 É importante que a mão da mãe segure a mama em forma de “C”, posicionando os dedos longe da aréola. O profissional de saúde precisa orientar a lactante a observar sinais de que a pega está correta, como: Boca bem aberta, com os lábios evertidos, principalmente o lábio inferior: “boca de peixe”. Língua do bebê assumindo a forma de um cálice ao redor do mamilo e bochechas de aparência arredondadas. Uma leve pressão no queixo do bebê pode ser feita para estimular a maior abertura da boca, após ter ocorrido a pega. Outra observação a ser realizada é mais aréola em cima do que embaixo da boca da criança e, ainda, sucções rítmicas, lentas e profundas, com pausas para deglutição e respiração, sendo possível escutar a deglutição.40,46,47 Algumas dicas essenciais para o momento da pega: remoção de qualquer obstáculo entre a boca da criança e a mama, como roupas, panos, mãos ou dedos da lactante; colocar a criança no peito para sugar apenas quando ela estiver com a boca bem aberta; e levar a criança ao peito, e não o peito à criança.40 É necessário, ainda, entender os sinais de prontidão para mamar, como: O bebê abre a boca, às vezes estica a língua e vira a cabeça para procurar o peito. Faz movimentos ou sons de sucção.

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Faz sons suaves de gemido. Põe a mão na boca ou chupa/morde as mãos, dedos, lençol ou qualquer objeto que toque sua boca.

Faz movimentos rápidos com os olhos fechados ou abertos.

Movimenta a cabeça para a frente e para trás, franzindo as sobrancelhas; fica agitado; e pode chorar. Usando esses sinais, o profissional de saúde pode ajudar a lactante a entender quando o seu(sua) filho(a) está pronto para iniciar uma mamada, não forçando e/ou não demorando seu início.42,44 Esperar que o bebê chore para oferecer a mama não é um bom manejo do aleitamento materno, pois requer que a criança seja acalentada e organizada para, só posteriormente, conseguir pegar a mama. A pega adequada favorece o desenvolvimento de um lacre perfeito entre a boca e a mama, garantindo a formação do vácuo. A língua eleva suas bordas laterais e a ponta, formando uma concha (canolamento) que leva o leite até a faringe posterior e esôfago, ativando o reflexo da deglutição. A partir desse processo, o leite passa a ser extraído pela língua, graças a um movimento rítmico da ponta da língua para trás, que comprime o mamilo. Durante todo o processo da mamada, a criança respira pelo nariz, estabelecendo o padrão normal de respiração nasal. É necessário destacar que os movimentos mandibulares (para baixo, para a frente, para cima e para trás) promovem o crescimento harmônico da face do bebê.44 Caso se observem uma posição ou uma pega inadequadas durante as mamadas, alguns pontos podem ser considerados, como: Bochechas da criança encovadas durante a sucção. Sons de estalidos.

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III

Hebiatria

23 Peculiaridades da Consulta do Adolescente, 199 24 Desenvolvimento Psicossocial do Adolescente, 211 25 Alterações Ginecológicas da Adolescente, 219 26 Variabilidade de Gênero/Incongruência de Gênero na Infância e na Adolescência, 231

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Variabilidade de Gênero/Incongruência de Gênero na Infância e na Adolescência

Elizabeth Cordeiro Fernandes (Betinha)

Os humanos são plurais, assim como seus desejos e interesses. As pessoas amam e sentem atração de diferentes formas e todas são válidas: fazem parte da complexidade própria dos seres humanos. Senado Federal. Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça. Guia de Inclusão e Diversidade LGBTQIA+, 2023.

INTRODUÇÃO A sexualidade é uma das características humanas mais pulsantes, porém ainda permanece no limbo do limitado entendimento por grande parte da população, engessada por tabus e distorções, mesmo no século XXI. Na Pediatria, campo de cuidados à saúde de crianças e adolescentes, a vocação impõe permanente evolução, alicerçada em conhecimentos de bases científicas. Um acolhimento ou manejo inadequado pode repercutir violentamente, além de ferir os princípios éticos e os direitos humanos, pela inerente vulnerabilidade de seres em pleno desenvolvimento infantojuvenil. Este capítulo visa trazer um panorama sobre os principais estudos e protocolos nacionais, mundialmente sustentados por vários campos de saberes, mostrando a sexualidade em processos evolutivos, com variações na autopercepção e influência sócio-histórica, o que acarreta características e vivências que mudam o paradigma do determinismo biológico. Embora o foco seja a variação de gênero, citam-se também estudos sobre a orientação afetivo-sexual.

BREVE HISTÓRIA DOS CONHECIMENTOS EM SEXUALIDADE Nos primórdios da Medicina, os conhecimentos sobre sexualidade se resumiam às diferenças anatômicas, acreditando-se que havia um único corpo adequado, o masculino, caracterizado por pênis e testículos. Nessa pers-

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pectiva, o corpo feminino era dito “incompleto, com um pênis invertido” (a vagina).1 Por muito tempo, tais diferenças biológicas eram compreendidas como atributos inatos que determinariam relacionamentos, funções sociais e desejos dos seres então denominados “masculinos e femininos”. As dife­ renças biológicas seriam, portanto, determinantes do comportamento humano, incluindo a sexualidade.2 A partir do início do século XX, com o desenvolvimento da Antropologia, observou-se que o comportamento humano nem sempre seguia a anatomia, e havia grande variação cultural do sentido da masculinidade e da feminilidade. Não era apenas o corpo que determinava ser homem ou mulher, sendo possível que alguns indiví­ duos transitassem entre essas posições, fato normalizado em certas culturas. Ademais, em uma mesma sociedade, percebia-se que o significado de feminino e masculino se transformava com o passar de décadas. Essas pesquisas passaram a demonstrar que a diferença sexual (biologia) não seria a causa universal, inata e fixa das interrelações entre as pessoas.2 Nos anos 1950, John Money, psicólogo e sexólogo neo­ zelandês radicado nos EUA, inaugurou a distinção entre anatomia (dimensão física) e comportamento (dimensão social) para o termo “gênero”, indicando que o comportamento da sexualidade pode diferir do determinismo genital para além da binariedade homem-mulher.3 Harry Benjamin, médico alemão radicado em Nova York, é considerado o pioneiro no campo dos estudos sobre a transgeneridade. Dedicou-se à “Medicina Se­ xual”, introduziu o termo “transexual” em 1954 e publicou vários artigos e o livro The Transsexual Pheno­ menon, em 1966. Trabalhou com vários cirurgiões plásticos e psiquiatras para atender centenas de pacientes, muitos de forma gratuita. A partir do seu trabalho, surgiu a atual World Professional Association for Transgender Health (WPATH), instituição estadunidense que se dedica à assistência e à pesquisa de pessoas com dissidências de gênero.4

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Variabilidade de Gênero/Incongruência de Gênero na Infância e na Adolescência

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REQUERIMENTO DE INCLUSÃO DE NOME SOCIAL EM CÉDULA DE IDENTIDADE – CRIANÇA

__________________________________________ (nome da criança no Registro Civil), RG nº _____________________, CPF nº _______________________, criança trans representada por ____________________________(nome do(a) representante legal e identificação "sua mãe", "seu pai", "seu/sua tutor/a"), com fulcro nos Decretos nº 8.727/16 e 10.977/2022, que dispõem sobre o uso do nome social, REQUER a este Instituto de Identificação a inclusão do NOME SOCIAL _____________________________________ (incluir o nome social) em sua cédula de identidade.

_____________________, _____/_____/_____. Local e data

FIGURA 26.2 Modelo: requerimento de inclusão de nome social (identidade para crianças) Fonte: adaptada de Mães pela Diversidade, 2021.42

REQUERIMENTO DE INCLUSÃO DE NOME SOCIAL EM CÉDULA DE IDENTIDADE – ADOLESCENTES ENTRE 12 E 18 ANOS DE IDADE Eu, _________________________________________________ (nome do Registro Civil), RG nº _________________________, CPF nº ______________________________, com assistência de _______________________ (“minha mãe”, “meu pai”, “meu/minha tutor/a” – incluir nome), com fulcro nos Decretos nº 8.727/16 e 10.977/2022, que dispõem sobre o uso do nome social, DECLARO ser __________________ (pessoa trans, não binária, travesti, transexual, intersexo – inclua o termo com o qual se identifica) e REQUEIRO a este Instituto de Identificação a inclusão do NOME SOCIAL ____________________________ (incluir o nome social) em minha cédula de identidade.

_____________________, _____/_____/_____. Local e data

FIGURA 26.3 Modelo: requerimento do nome social (identidade entre 12 e 18 anos de idade) Fonte: adaptada de Mães pela Diversidade, 2021.42

PEDIATRAS E A PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA LGBTQIAPN+ Os pediatras são, por excelência, profissionais que acompanham os pacientes desde o nascimento até final da adolescência. Assim, desenvolvem vínculos seguros e podem ser a primeira fonte de informações para uma família ou um(a) paciente em conflito existencial. Portanto, recomenda-se que esses profissionais trabalhem no empoderamento da resiliência de clientes, como a seguir:7-10,31,33,43,44 Conhecer as especificidades em saúde LGBTQIAPN+ e oferecer abordagem afirmativa e respeitosa, legitimando os direitos de pacientes; jamais apresentar atitude preconceituosa e antiética com opiniões sem sustento nas bases científicas confiáveis.

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Indagar sempre o nome social e pronomes de preferência; se houver engano, desculpar-se e respeitosamente solicitar que explique outra vez, uma atitude sempre bem recebida por pacientes; preservar o sigilo e a confidencialidade, oferecer a escuta sem os familiares e sempre orientar sobre contracepção e proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (IST). Acolher familiares, quase sempre mães, que buscam ajuda profissional sob o impacto da revelação (o “sair do armário”) ou com receio de violências, carregando culpa por frequentemente serem acusadas como “responsáveis” pelo comportamento da prole. Participar das decisões da equipe multidisciplinar, considerando os desejos/direitos de pacientes, mas

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PA R T E

IV

Alergologia e Imunologia

27 Prevenção de Doenças Alérgicas em Pediatria: Novos Paradigmas e Evidências Clínicas, 247

28 Rinite Alérgica, 250 29 Dermatite Atópica na Pediatria, 254 30 Urticária e Angioedema, 257

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Urticária e Angioedema

Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira • Manuela Lucena de Alexandria

INTRODUÇÃO A urticária é definida pelo surgimento de urticas, angioedema ou ambos de forma concomitante. As urticas consistem em lesões típicas de forma e tamanho variáveis, com placas bem delimitadas e bordas eritematosas, classicamente associadas ao prurido intenso e, por vezes, à sensação de queimação (Figura 30.1). Têm natureza fugaz, com regressão completa entre 30min e 24h.1,2 A incidência de todos os tipos de urticária é estimada entre 3,5% e 8% em crianças, com maior acometimento registrado em adolescentes.2 O angioedema consiste em edema súbito da camada subcutânea ou dérmica profunda, ou de mucosas, provocado pela ativação de mastócitos e basófilos, podendo acometer face, extremidades ou genitais. É associado à sensação de formigamento, à queimação, à dor e, de forma menos pronunciada, ao prurido. O tempo para a

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resolução tende a ser maior que o da urticária, podendo se estender por até 72h.1 A urticária pode ser classificada com base em sua duração, como aguda ou crônica, e na sua associação aos gatilhos definidos, como urticária espontânea ou induzida:1 Quanto à duração: yyUrticária aguda: duração de até 6 semanas. yyUrticária crônica: duração acima de 6 semanas, podendo se apresentar com sinais e sintomas diários ou de forma intermitente. Quanto à associação aos gatilhos: yyUrticária espontânea: quando não é demonstrada qualquer associação ao fator causal definido. Depois do primeiro episódio, pode recorrer após meses ou anos de remissão. yyUrticária induzida: surgimento de urticária após exposição ao gatilho específico. Tem diversos subtipos

B

FIGURA 30.1 (A e B) Placas urticariformes (ver cad. cor) Fonte: imagens pertencentes aos autores.

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Urticária e Angioedema de intervalo entre as doses ou ambas as estratégias para controle de sintomas.1,3 A resposta ao tratamento com omalizumabe deve ser avaliada continuamente, com programação de redução gradual se os sintomas estiverem controlados por, pelo menos, 6 meses. Em casos graves, quando não há res-

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posta ao uso ou na impossibilidade de acesso ao imunobiológico, recomenda-se associar o tratamento imunossupressor com ciclosporina aos anti-H1 (Figura 30.2), utilizada na dose de 3 a 5mg/kg/dia.2 Durante o uso, deve ser feito acompanhamento regular com vigilância das funções renal e hepática.2

1ª linha Anti-H1 de segunda geração (dose-padrão)

Reavaliar em 2 a 4 semanas

Controle?

Sim

Manter acompanhamento

Não 2ª linha Aumentar anti-H1 de segunda geração (até 4 a dose)

Reavaliar em 2 a 4 semanas

Controle?

Sim

Manter acompanhamento

Não 3ª linha (ENCAMINHAMENTO OBRIGATÓRIO AO ESPECIALISTA) Adicionar omalizumabe Encaminhamento ao especialista

Reavaliar em até 6 meses

Controle?

Sim

Pode ser considerado desde o início

Não 4ª linha

Obrigatório a partir da 3ª linha

Adicionar ciclosporina (sob supervisão especializada)

Reavaliação contínua Eficácia Segurança Ajustes terapêuticos

FIGURA 30.2 Manejo medicamentoso da urticária crônica anti-H1: anti-histamínico H1. Fonte: elaborada pelos autores.

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V

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Pneumologia 31 Infecção das Vias Aéreas Superiores, 265 32 Criança com Covid-19 Longa, 277 33 Tosse na Infância: Abordagem Atualizada, Diagnóstico e Tratamento, 280 34 Pneumonia Adquirida na Comunidade: Acompanhamento Ambulatorial, 293

35 Lactente e Pré-escolar Sibilante, 297 36 Asma na Infância, 302 37 Tabagismo e Dispositivos Eletrônicos: Impactos na Saúde de Crianças e Adolescentes, 309

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Tosse na Infância: Abordagem Atualizada, Diagnóstico e Tratamento

Rita de Cássia Coelho Moraes de Brito

INTRODUÇÃO A tosse é um dos sintomas mais frequentes na prática pediátrica, sendo responsável por um grande número de consultas ambulatoriais e atendimentos em serviços de urgência. Além do impacto clínico, é um sintoma que provoca considerável ansiedade nos familiares, contribui para o absenteísmo escolar e laboral e quase sempre acarreta uso inadequado de medicamentos, especialmente antitussígenos e antibióticos. A tosse atua como um mecanismo essencial de defesa das vias aéreas, protegendo o trato respiratório contra secreções, partículas inaladas, agentes infecciosos e aspiração de conteúdo estranho. Associada ao sistema mucociliar, constitui um dos principais mecanismos de depuração das vias aéreas inferiores. Enzimas, mecanismos imunológicos e drenagem linfática complementam essa barreira de proteção. Entre os principais benefícios fisiológicos da tosse, destacam-se: Eliminação de secreções das vias aéreas. Proteção contra aspiração de alimentos e corpos estranhos. Defesa contra partículas inaladas e agentes infecciosos. Manutenção da permeabilidade das vias respiratórias. Apesar de sua função protetora, a tosse também pode contribuir para a disseminação de microrganismos respiratórios, favorecendo a transmissão de diversas doenças infecciosas. Nas últimas décadas, houve um importante avanço no en­ten­dimento da fisiopatologia da tosse crônica. Atual­ mente, reconhece-se que muitos pacientes apresentam uma desregulação neural denominada síndrome de hipersensibilidade da tosse (SHT), caracterizada por hiperexcitabilidade do reflexo tussígeno. Nesses pacientes, estímulos habitualmente inócuos, como perfumes, ar frio, mudanças de temperatura ou fala prolongada, podem desencadear episódios de tosse.

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FISIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DA TOSSE A tosse é um reflexo vagal iniciado pela estimulação de vias aferentes conduzidos pelo décimo nervo craniano, por meio de seus receptores principalmente na laringe e nas vias aéreas condutoras, mas também potencialmente em septos alveolares e parênquima pulmonar, faringe, esôfago, e ouvido, com aferentes vagais projetando-se para o canal auricular a partir dos gânglios vagais superiores (reflexo de Arnold). Estímulos nocivos, como fluido gástrico, fumaça de cigarro e partículas, são detectados por meio de receptores e canais iônicos (Transient Receptor Potential Vanilloid 1 [TRPV1], Transient Receptor Potential Ankyrin 1 [TRPA1], Transient Receptor Potential Vanilloid 4 [TRPV4], Acid-sensing Ion Channels [ASIC], receptor ionotrópico ativado pelo trifosfato de adenosina – ATP [P2X3]) localizados nas terminações nervosas aferentes vagais na mucosa das vias aéreas. Os nervos aferentes vagais que regulam a tosse são polimodais, ou seja, respondem a vários diferentes estímulos químicos e mecânicos e o estresse celular liberando ATP parece ser um estímulo importante. Os impulsos seguem pelo nervo vago por meio dos gânglios nodoso e jugular até o núcleo do trato solitário no tronco encefálico, em que ocorre integração com influências corticais superiores. Um sinal é então enviado por meio de fibras eferentes somáticas por meio dos nervos vago, frênico e outros nervos motores, estimulando laringe, árvore traqueobrônquica, músculos constritores torácicos e abdominais, desencadeando o ato de tossir. Em circunstâncias normais, a tosse é um reflexo protetor que previne a aspiração, mas, em alguns indiví­duos, ela pode se tornar prolongada, excessiva e debilitante (Figura 33.1). O ato de tossir inicia-se por inspiração profunda e rápida, seguida do fechamento da glote, da contração dos músculos expiratórios e da elevação dos níveis pressóri-

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Tosse na Infância: Abordagem Atualizada, Diagnóstico e Tratamento 289 TABELA 33.4 Questionário de Hull para refluxo das vias aéreas Instruções para o paciente/pais: no último mês, como os seguintes problemas afetaram você/seu filho? Atribua uma nota de 0 (não é um problema) a 5 (problema grave) Item

Descrição do sintoma/situação

01

Ficar rouco ou perder a voz com facilidade

02

Necessidade frequente de limpar a garganta (pigarro)

03

Sensação de excesso de muco ou catarro na garganta

04

Dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou comprimidos

05

Tosse logo após comer ou ao se deitar

06

Tosse desencadeada por falar, rir ou cantar

07

Tosse desencadeada por certos alimentos (p. ex., chocolate, frituras)

08

Sensação de “bolo” ou algo preso na garganta (globo)

09

Sensação de secreção descendo pelo fundo da garganta

10

Tosse com azia, má digestão ou gosto amargo/ácido na boca

11

Tosse ao levantar-se de manhã ou logo ao sair da cama

12

Tosse que interrompe o sono ou acorda a criança/adulto à noite

13

Falta de ar ou chiado no peito acompanhando os episódios de tosse

14

A tosse causa preocupação, estresse ou constrangimento social

Total

Soma de todos os pontos (máximo: 70)

Pontuação (0 a 5)

Pontuação

dependência podem ocorrer, e os pacientes devem ser monitorizados quanto a estas complicações: Tosse habitual ou funcional: caracterizada por ser uma tosse seca, explosiva, persistente durante o dia, mas que desaparece completamente durante o sono. Frequentemente surge após infecção viral inicial e persiste como reflexo condicionado. Transtorno de tosse somática: a tosse anteriormente denominada psicogênica deve agora ser classificada como transtorno de tosse somática, e esse diagnóstico só deve ser feito após avaliação extensa que inclua a exclusão de transtornos de tiques e causas incomuns

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de tosse crônica. Uma característica dessa tosse é que ela desaparece durante o sono. Tosse de tique (tic cough) ou transtornos de tiques: surge geralmente após a exclusão de causas comuns de tosse crônica (que dura mais de 8 semanas), como asma, variante de tosse, RGE ou gotejamento pós-nasal, sobretudo quando há radiografia de tórax, espirometria e testes de alergia com resultados normais e baixa resposta aos tratamentos convencionais. Assim, a origem neuropsiquiátrica deve ser considerada, principalmente quando há história pessoal ou familiar de outros tiques, como piscar de olhos, movimentos de cabeça ou fungados, ou comorbidades comuns aos transtornos de tique e à síndrome de Tourette, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O início dos sintomas quase sempre ocorre na infância (entre 2 e 15 anos de idade), embora casos em adultos possam se dar como recorrência de tiques infantis. A tosse na síndrome de Tourette não tem uma causa orgânica nas vias aéreas. Ela é classificada como um tique fônico (ou vocal) simples. Caracteriza-se por ser de natureza explosiva e repetitiva. A tosse costuma ser curta e seca e ocorre em acessos ou de forma isolada, mas com um padrão de repetição que parece estar fora de contexto, pois o paciente não apresenta sinais sugestivos de infecção ou alergias presentes. O paciente sente um impulso sensorial, sensação de pressão ou desconforto na garganta que só é aliviado após tossir. É uma necessidade física de realizar o movimento, semelhante à urgência de um espirro. Há piora com o estresse, como ansiedade, fadiga ou excitação, que aumenta a frequência da tosse, assim como falar sobre a tosse ou ver outra pessoa tossindo pode disparar o tique. Entretanto, quando a pessoa está profundamente concentrada em uma atividade prazerosa, a tosse costuma diminuir ou desaparecer temporariamente, bem como desaparecem completamente enquanto o indivíduo dorme, o que é um forte marcador diferencial de causas inflamatórias ou infecciosas.

Diagnóstico A anamnese, o exame físico e os exames complementares de pacientes com tosse crônica devem excluir doenças para as quais existem terapias específicas, baseando o tratamento na etiologia da tosse. Em um importante documento publicado em 2020, Morice et al. sugeriram um protocolo de investigação, que foi adaptado para a construção do fluxograma sugerido neste capítulo (Figuras 33.3 a 33.5).

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VI

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Otorrinolaringologia 38 Respiração Bucal: Causas e Manejo, 317 39 Otite Média, 322 40 Criança com Perda Auditiva, 332

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Otite Média

Luiza de Almeida Gondra Limeira • Priscila Regina Cândido Espínola Uchoa • Marcella Ferreira Barros • Maria Cecília Amorim de Barros

INTRODUÇÃO A otite média (OM) é um processo de etiologia infla­ matória, infecciosa ou não infecciosa, do mucoperiós­ teo da orelha média podendo ter acometimento focal ou generalizado dessa região. A inflamação pode envolver a região da mastoide, o ápice petroso e as células peri­ labirínticas, visto que o osso temporal apresenta espa­ ços pneumatizados contíguos.1 A inflamação da orelha média pode ser subdivida em três tipos a depender do tempo de evolução como descrito na Tabela 39.1. Neste capítulo, abordaremos cada subtipo da OM vi­ sando facilitar seu reconhecimento e guiar o tratamento adequado, contribuindo para a prática clínica do aten­ dimento pediátrico.

ANATOMIA DA ORELHA MÉDIA A orelha média é a região do osso temporal delimitada entre a membrana timpânica (MT) e a orelha interna (la­ birinto), incluindo a porção da mastoide localizada atrás da caixa timpânica. A MT possui formato arredondado e coloração perlácea, permitindo o reflexo da luz do otos­ cópio ou microscópio em sua região anterior (triângulo luminoso de Politzer). Em razão de sua transparência,

é possível visualizar a cavidade timpânica e parte dos seus elementos, como cabo do martelo, ramo longo da bigorna, parte do estribo e nicho da janela redonda.1 O conhecimento da anatomia da orelha média é de extre­ ma importância para a identificação correta de patolo­ gias nesse segmento (Figuras 39.1 e 39.2). A tuba auditiva conecta a orelha média com a nasofaringe, permitindo a ventilação e a aeração desse espaço, essencial para o bom movimento da cadeia ossicular durante o estímulo acústico. A tuba auditiva da criança é mais curta, elástica e horizontalizada quando comparada com a do adulto, dificultando a ventilação e a proteção da orelha média de forma adequada na população pediátrica (Figura 39.3).2

DEFINIÇÃO DE OTITE MÉDIA AGUDA A otite média aguda (OMA) é definida como surgimen­ to rápido de sinais e sintomas decorrentes da inflama­ ção do mucoperiósteo da orelha média independente­ mente de sua etiologia.1 É uma das patologias infecciosas mais prevalentes na criança, sendo responsável por uma das principais indicações de antibioticoterapia em me­ Bigorna

Parte flácida

TABELA 39.1 Subtipos da otite média Otite média aguda (OMA)

Processo lateral do martelo

Quando há surgimento dos sintomas inflamatórios da otite média (OM) acompanhados de sintomas sistêmicos, como febre, otalgia, otorreia e irritabilidade

Parte tensa Cabo do martelo

Otite média Quando há surgimento dos sintomas aguda recorrente inflamatórios da OM acompanhados de (OMAr) sintomas sistêmicos, como febre, otalgia, otorreia e irritabilidade, de forma recorrente Otite média com efusão (OME)

Caracterizada pelo fluido dentro da OM na ausência de sintomas de infecção aguda

Fonte: elaborada pelas autoras.

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Umbo Triângulo luminoso

FIGURA 39.1 Esquema da visualização da membrana timpânica com suas estruturas retrotimpânicas Fonte: adaptada de Miura et al., 2017.1

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Otite Média 325

A

B

C

D

FIGURA 39.4 (A a D) Evolução do abaulamento da membrana timpânica na otite média aguda. Aspecto normal (A). Abaulamento leve (B). Abaulamento moderado (C). Abaulamento grave (D) (ver cad. cor) Fonte: adaptada de Lieberthal et al., 2013.7

A antibioticoterapia deve ser prescrita na OMA em me­ nores de 6 meses de vida. O uso também está indicado em crianças maiores de 6 meses de vida na bilateralidade ou sinais ou sintomas moderados ou graves, por exem­ plo, otalgia com duração >48h ou febre >39º.7 Na Tabela 39.3, estão listadas situações em que é preferível a pres­ crição do antibiótico.1 Na Tabela 39.4, estão as recomen­ dações do manejo inicial da OMA não complicada.7 Quando se indica a antibioticoterapia, a primeira op­ ção é a amoxicilina, desde que a criança não tenha usa­

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do o medicamento nos últimos 30 dias e não apresen­ te alergia à penicilina. A dosagem da amoxicilina pode variar de acordo com consensos internacionais e nacio­ nais. No Brasil, pela baixa taxa de resistência bacteriana aos antibióticos, opta-se pela dosagem de 50mg/kg/dia. Apesar de existirem outras medicações também eficazes, a justificativa para seu uso está relacionada à sua eficá­ cia contra patógenos bacterianos comuns da OMA, bem como à sua segurança, ao baixo custo e ao espectro mi­ crobiológico estreito. Em crianças que tomaram amoxi­

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VII

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Gastrenterologia 41 Constipação Intestinal Crônica, 345 42 Diarreia Persistente e Crônica, 354 43 Diagnóstico Diferencial de Dor Abdominal Crônica, 360 44 Alergia Gastrintestinal à Proteína do Leite de Vaca (Não Mediada por Imunoglobulina E e Mista), 368

45 Doença do Refluxo Gastresofágico, 373 46 Colestase em Pediatria, 379 47 Dificuldade Alimentar: Um Desafio para o Pediatra, 386

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Alergia Gastrintestinal à Proteína do Leite de Vaca (Não Mediada por Imunoglobulina E e Mista) Georgia Lima de Paula • Manuela Torres Camara Lins

INTRODUÇÃO

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) consiste em uma reação de hipersensibilidade imunologicamente mediada a esta proteína, por meio de três possíveis mecanismos:1,2 1. Mediado por imunoglobulina E (IgE). 2. Não mediado por IgE. 3. Misto.

São bastante variáveis, especialmente de acordo com o mecanismo envolvido, desde quadros mais leves, como a proctocolite, até os mais graves, como a síndrome da enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES), todos descritos a seguir.1-4

No trato gastrintestinal (TGI), predominam as reações não mediadas por IgE e as mistas,1,2 objetivo deste capítulo. As manifestações clínicas da APLV no TGI são consequência, principalmente, de inflamação, dismotilidade e hiperalgesia visceral.1

Não Mediadas por Imunoglobulina E (Hipersensibilidade Mediada por Células, Reações Tardias, Horas a Dias após Consumo) Proctocolite Alérgica Induzida por Proteína Alimentar (FPIAP)1,2 Corresponde à inflamação distal de intestino grosso e ânus, em resposta às proteínas alimentares.

EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO A real prevalência de APLV é controversa, em razão de variáveis ambientais e sociodemográficas e, acima de tudo, falta de uniformização dos critérios diagnósticos utilizados nas pesquisas.1,2 Os dados mais objetivos e confiáveis estimam uma prevalência mundial variando entre 0,5% e 1%, enquanto, baseando-se na percepção de cuidadores, essa estimativa seria em torno de 10%.1 Independentemente disso, estudos epidemiológicos, de fato, demonstram crescente incidência de doenças alérgicas mundo afora nas últimas décadas, o que se parece justificar por mudanças dietéticas e de estilo de vida, fatores ambientais e por maior percepção do quadro como alérgico, tanto por cuidadores quanto por profissionais.1,2 São considerados fatores de risco para APLV:2 Atopia. Desmame precoce. Medicações antiácidas e antibióticas. Época e via de exposição aos alérgenos.

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Geralmente se apresenta por hematoquezia, associada ou não à diarreia com muco, em lactentes ademais saudáveis. Costuma iniciar nas primeiras semanas de vida e se resolver ao final do primeiro ano de vida. É mais comum em crianças amamentadas ao seio.

FPIES1-4 Alergia alimentar que tem a proteína do leite de va­ca como um de seus gatilhos mais comuns.

Geralmente, não é descrita em crianças exclusivamente amamentadas ao seio, pois costuma ocorrer apenas com a ingestão direta do alimento causador.

Aguda Ainda é subdiagnosticada, apesar de ser uma emergência médica potencialmente grave.

Costuma apresentar-se no 1o ano de vida, com vômitos repetidos e refratários, 1 a 4h após a ingestão do alimento causador, quase sempre seguidos de palidez e letargia, com ou sem diarreia associada.

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Alergia Gastrintestinal à Proteína do Leite de Vaca (Não Mediada por Imunoglobulina E e Mista) riamente, por uma FEH sem lactose, em razão de possível deficiência transitória de lactase. As fórmulas de aminoácidos devem ser consideradas em subgrupos específicos de pacientes, incluindo aqueles com аnаfilaxia, falha de crescimento, alergias alimentares múltiplas e graves, formas agudas ou crônicas graves de FPIES e naqueles com falha de resposta à FHE.1 As fórmulas de hidrolisado de arroz, embora não mais disponíveis no mercado brasileiro nesse momento, são uma opção considerada segura por alguns autores, mas dados sobre sua utilização na dieta de exclusão diagnóstica ainda são limitados. As fórmulas à base de proteína de soja, apesar de menos utilizadas atualmente, podem ser consideradas em situações específicas, como em pacientes com mais de 6 meses de vida, com alergia mediada por IgE, por motivos econômicos ou culturais ou por palatabilidade.1,7

TRATAMENTO O tratamento dietético da APLV deve ser individualizado de acordo com o tipo de alimentação do lactente, considerando se ele é exclusivamente amamentado, parcialmente amamentado ou alimentado exclusivamente com fórmula. Segundo diretrizes práticas da ESPGHAN, a dieta de exclusão terapêutica deve ser mantida por, pelo menos, 6 meses ou até que a criança atinja 9 a 12 meses de idade; o que ocorrer primeiro.1 A introdução da alimentação complementar deve seguir as mesmas recomendações aplicáveis às crianças sem APLV, sem atrasos, respeitando a idade adequada para diversificação alimentar, não devendo ser postergado o contato com outras proteínas potencialmente alergênicas. Os alimentos devem ser oferecidos gradualmente, um de cada vez, e isentos de leite de vaca até que a tolerância seja confirmada por teste de provocação oral. A dieta de exclusão deve ser cuidadosamente monitorizada para evitar exposição inadvertida às proteínas do leite e para prevenir restrições alimentares desnecessárias.1 Embora não existam evidências que sustentem a obrigatoriedade do uso da mesma fórmula nas fases diagnóstica e terapêutica, essa conduta costuma ser adotada na prática clínica. Em casos de diarreia grave persistente, pode ocorrer deficiência secundária de lactase, justificando o uso temporário de FEH isenta de lactose. Após o período de exclusão diagnóstica de 2 a 4 semanas, espera-se a recuperação da mucosa intestinal, e fórmulas extensamente hidrolisadas contendo lactose purificada demonstraram ser seguras e eficazes, além de apresen-

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tarem melhor palatabilidade, sobretudo após os 6 meses de idade. As indicações para o uso de fórmulas à base de aminoácidos durante a fase terapêutica são as mesmas da fase diagnóstica, também sendo recomendadas nos casos de falha clínica ou nutricional após uso da FEH.1 Não há indicação para a utilização de outros leites de origem animal contendo proteínas intactas, como leite de cabra ou ovelha, em decorrência da elevada reati­ vidade cruzada com o leite de vaca. Da mesma forma, bebidas vegetais à base de outras leguminosas, exceto soja, não devem ser usadas, por questões nutricionais e por não terem sido adequadamente estudadas em lactentes.11,12 O aconselhamento nutricional profissional é essencial no manejo da alergia à proteína do leite de vaca, especialmente para as mães em dieta de exclusão, que devem receber suplementação de cálcio e vitamina D. Em crianças alimentadas com fórmula, dietas de exclusão prolongadas, sobretudo após o 1o ano de vida, estão associadas às deficiências nutricionais, às alterações do paladar e ao maior risco de distúrbios alimentares.1 O crescimento de crianças com alergia à proteína do leite de vaca pode ser negativamente influenciado por múltiplos fatores, como dietas de exclusão, inflamação alérgica persistente, comorbidades e dificuldades alimentares, havendo evidência mais consistente desse impacto em crianças com APLV associada à dermatite atópica. Estudos demonstram comprometimento do crescimento linear e, em alguns casos, menor estatura final em comparação às crianças saudáveis, principalmente quando o diagnóstico ocorre precocemente e a dermatite é mais grave, sem recuperação completa do crescimento nos primeiros anos de vida.13,14 Indivíduos com alergias alimentares utilizam mais os serviços de saúde, gerando custos econômicos elevados além da morbidade clínica associada, como a anafilaxia. Em crianças, a alergia alimentar representa uma importante carga socioeconômica, com impacto em custos diretos e indiretos e na QV. A APLV constitui uma importante fonte de estresse para pais e familiares, uma vez que o manejo diário afeta as relações familiares, restringe atividades sociais e contribui para piora da QV. Diante disso, reforçamos a relevância de uma abordagem integral que considere não apenas os aspectos clínicos, mas também o impacto psicossocial da APLV.1,15

REFERÊNCIAS 1. Vandenplas Y, Broekaert I, Domellöf M et al. An ESPGHAN position paper on the diagnosis, management, and prevention of cow’s milk allergy. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2024; 78(2):386413.

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VIII

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Nefrologia 48 Infecção do Trato Urinário e sua Investigação Ambulatorial e por Imagem, 395

49 Hidronefrose Neonatal e Investigação Ambulatorial, 399 50 Litíase Renal em Pediatria, 404 51 Glomerulonefrite Aguda Pós-infecciosa, 410 52 Síndrome Nefrótica na Criança, 414 53 Hematúria na Criança, 424 54 Hipertensão Arterial em Crianças, 429 55 Disfunção do Trato Urinário Inferior, 440 56 Manejo da Criança com Bexiga Neurogênica, 443 57 Doença Renal Crônica em Pediatria: Diagnóstico Precoce e Tratamento, 451

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Litíase Renal em Pediatria

Mariana de Araújo Figueiredo • Virgínia Barbosa de Melo • Danielle Barbosa da Silva

INTRODUÇÃO A litíase renal é uma condição causada por formação ou depósitos minerais no trato urinário. Pode ser dividida de acordo com a localização: Nefrolitíase: depósitos nos rins ou cálculo renal. Ureterolitíase: cálculo ureteral. Cistolitíase: cálculo na bexiga. Pode acometer crianças de todas as idades e resultar em consequências significantes em longo prazo, como cálculos recorrentes e perda de função renal.1-3

INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO Dados do Sistema de Informação de Saúde Pediátrica dos EUA mostraram um aumento proporcional nas hospitalizações em decorrência de cálculos renais pediátricos com diagnóstico feito em 1 caso para cada 685 hospitalizações pediátricas. Sua incidência vem aumentando em razão de vários fatores, entre eles os climáticos, os dietéticos (baixa ingesta hídrica e alto consumo de sal e proteínas) e o estilo de vida, como o sedentarismo. Sua verdadeira prevalência na Pediatria, porém, carece de mais estudos. Em crianças, a litíase renal é relativamente infrequente, com prevalência que varia de 2% a 2,7%, sendo a maioria dos cálculos desse grupo formada por cálcio e fosfato de cálcio.4,5 A incidência de cálculos renais é menor em crianças do que em adultos. Tal fato pode ser consequente, em parte, das concentrações mais elevadas de inibidores da formação de cristais, como citrato e magnésio na urina de crianças em comparação com adultos.5 Em relação ao sexo, tem maior prevalência e incidência em meninos na primeira década de vida, o que pode estar relacionado à maior ocorrência de malformações urinárias obstrutivas. Já em relação ao sexo feminino, em um estudo recente, Schwaderer et al. (2019)4 evidenciaram uma elevação no número de casos de litíase

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renal nas meninas, particularmente na segunda década de vida, na qual foi visto um aumento de 28% nas taxas de incidência de litíase, podendo estar relacionado à elevação de infecções do trato urinário (ITU) após o início da vida sexual.4,5 Quanto aos fatores de risco, destacam-se:2,4 História de litíase na família. Dieta cetogênica. Baixa ingesta hídrica. Medicamentos (diuréticos de alça, glicocorticosteroides, alopurinol, acetozolamida). Quantidade excessiva de vitamina D. Fatores metabólicos. Fibrose cística. Erro inato do metabolismo (EIM). Síndromes disabsortivas. ITU. Anormalidades congênitas estruturais do trato urinário.

FISIOPATOLOGIA A formação do cálculo renal é o resultado da supersaturação de certos íons na urina e da subsequente formação de cristais. Os cristais urinários geralmente se formam sobre uma superfície de um núcleo, que surge a partir de qualquer tipo de dano epitelial, permitindo a agregação e o crescimento dessa partícula. O volume urinário total, a concentração de íons formadores de pedras, a concentração dos inibidores da cristalização e o pH urinário constituem os principais determinantes da solubilidade da urina e da probabilidade de supersaturação. Entre os principais inibidores da cristalização do oxalato de cálcio e do fosfato de cálcio, temos o citrato, o magnésio, os pirofosfatos e os fitatos. O citrato age como inibidor por meio da ligação ao cálcio urinário formando complexos solúveis que reduzem a disponibilidade de cálcio iônico livre necessário para a cristalização de fos-

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Litíase Renal em Pediatria 407 policística autossômica dominante, rim em ferradura, extrofia de bexiga e bexiga neurogênica.7

APRESENTAÇÃO CLÍNICA A maioria das crianças apresenta sintomas, sendo a dor o mais comum, seja abdominal ou em flanco (cólica renal), que pode irradiar-se da região lombar para a região inguinal. Cerca de 15% a 20% são assintomáticas e são diagnosticadas quando é realizado um exame de imagem por outros motivos. Pode vir associada às náuseas e aos vômitos, além de sintomas urinários, como disúria, hematúria e urgência miccional. A frequência e a intensidade da dor variam com a idade, e tal fato pode estar relacionado à localização do cálculo na apresentação. Quando em localização ureteral, podem ocorrer obstrução à passagem do cálculo e distensão do sistema coletor, causando dor mais frequente e de maior intensidade, enquanto os cálculos renais não obstrutivos são quase sempre assintomáticos. Alguns estudos mostram que os pacientes mais jovens (principalmente abaixo de 5 anos de idade) são mais propensos a ter cálculos renais e crianças mais velhas e adolescentes, mais cálculos ureterais. Nos menores de 5 anos de idade, a dor pode ocorrer mais raramente e de leve intensidade, ou a criança pode apresentar sintomatologia inespecífica, como irritabilidade, polaciúria, enurese ou mesmo hematúria macroscópica. Os sintomas de disúria e urgência são mais comuns quando o cálculo se encontra na bexiga ou na uretra.6

AVALIAÇÃO INICIAL A avaliação começa com história clínica e exame físico minucioso que possibilitem identificar fatores que aumentam o risco de litíase renal. É importante obter a história alimentar bem detalhada, avaliando os seguintes aspectos: ingesta hídrica e de sódio, suplementação vitamínica e/ou mineral e dietas especiais (como a cetogênica), além do uso de medicamentos que sabidamente estão relacionados à formação de cálculos metabólicos, como diuréticos de alça, inibidores da anidrase carbônica, antiepilépticos e abuso de laxantes. Alguns outros medicamentos estão relacionados à formação de cálculos em razão da supersaturação do medicamento na urina, como ciprofloxacino e sulfas.7 São achados importantes na história pregressa do paciente: prematuridade, infecções recorrentes do trato urinário (especialmente por organismos produtores de urease), má-absorção intestinal, disrafismo espinhal,

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anormalidades estruturais do trato urinário, história de cálculo renal prévio ou cirurgia do trato urinário. A história familiar pode ser útil na identificação de distúrbios metabólicos ou genéticos que podem ocasionar formação de cálculos, como cistinúria e hiperoxalúria primária.6,7 O exame físico deve ser realizado completo com exame abdominal em busca de sensibilidade ou massas palpáveis, avaliação ponderoestatural, identificação de características dismórficas e medição da pressão arterial (PA).6

AVALIAÇÃO LABORATORIAL Sumário de urina: pode ser útil na detecção de cristais urinários, como cristais de cistina, oxalato de cálcio e fosfato. Além de avaliar pH, densidade urinária e hematúria microscópica. Cultura de urina: a infecção urinária pode tanto estar presente em crianças com nefrolitíase quanto ser um diagnóstico diferencial comum. Ureia e creatinina séricas: determinar a função renal inicial. Avaliação metabólica: esta pesquisa pode começar com a análise bioquímica do cálculo, se possível. A avaliação metabólica sérica e urinária é importante, mas deve ser realizada após o episódio agudo, com o paciente estável, deambulando e consumindo dieta regular e sem infecção. Os níveis séricos de cálcio, fósforo, bicarbonato, sódio, potássio, magnésio e ácido úrico devem ser coletados, junto com dados urinários de volume, pH, sódio, potássio, creatinina, citrato, cálcio, oxalato, ácido úrico e cistina. O ideal é que a coleta seja feita em urina de 24h, mas, se não for possível, uma amostra urinária isolada pode ser feita. Caso haja evidência de hipercalcemia ou hipofosfatemia durante a avaliação inicial do paciente, a medição dos níveis séricos de paratormônio (PTH) se faz necessária, pois o hiperparatireoidismo primário pode ser a causa da hipercalcemia e da nefrocalcinose.6

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM As três modalidades de imagem usadas atualmente para diagnosticar litíase renal em crianças são: 1. Tomografia computadorizada (TC) helicoidal sem contraste. 2. Ultrassonografia (USG) de abdome. 3. Radiografia de abdome simples.

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PA R T E

IX

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Reumatologia 58 Dor nos Membros, 459 59 Artrite Idiopática Juvenil, 465 60 Quando Pensar em Doenças Autoinflamatórias?, 470

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Artrite Idiopática Juvenil

Izabel Ribeiro da Cunha Lima • Uelma Pereira de Medeiros Faria (in memoriam)

INTRODUÇÃO A artrite idiopática juvenil (AIJ) é uma doença autoimune que se caracteriza pela artrite crônica, ou seja, com duração de pelo menos 6 semanas em uma mesma articulação, e algumas manifestações extra-articulares, em pacientes com até 16 anos de idade. É a segunda patologia reumatológica mais comum no Brasil. Estudos mundiais mostram uma incidência de 2 a 20 por 100 mil crianças/ano, com idade e gênero variando de acordo com o tipo de início.1

CLASSIFICAÇÃO O diagnóstico da AIJ é clínico e utiliza critérios de classificação para agrupar os pacientes de acordo com as manifestações clínicas e laboratoriais ao longo dos 6 meses iniciais da doença.2 Atualmente, dispomos dos critérios diagnósticos propostos pela International League of Associations for Rheumatology (ILAR), de 2001 (Tabela 59.1).3 Aguar­ damos a validação dos novos critérios propostos em 2019 pela Pediatric Rheumatology International Trials Organization (PRINTO). Eles visam identificar entidades homogêneas e distinguir os distúrbios específicos da infância daqueles identificados tanto em crianças quanto em adultos, facilitando a obtenção mais rápida do registro de novos fármacos na população pediátrica, assim como melhorar a transição dos cuidados do paciente reumatológico da infância para vida adulta.4

QUADRO CLÍNICO A seguir, descrevemos o quadro clínico de acordo com sua classificação: Sistêmica: representa 10% a 20% dos casos de AIJ e tem como principal característica a febre diária intermitente, muitas vezes antecedendo o quadro de ar-

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trite. A febre costuma ter 1 ou 2 picos diários, é mais comum no final do dia e muitas vezes vem acompanhada de um exantema típico róseo-salmão, evanescente, formado por pequenas máculas que tendem a se confluir. O exantema surge principalmente no tronco e nas raízes dos membros, podendo ser desencadeado por banho quente e em períodos de estresse. Encontramos também sintomas constitucionais como fadiga, mal-estar, irritabilidade e anorexia. São muito comuns linfonodomegalias e esplenomegalia. Podemos ter também comprometimento cardíaco com pericardite e mais raramente envolvimento pleuropulmonar. Insuficiência hepática aguda e citopenias devem nos chamar a atenção para uma complicação relativamente comum nesses pacientes, a síndrome de ativação macrofágica (SAM). A forma sistêmica acomete igualmente ambos os sexos e pode surgir em qualquer idade, porém é mais comum antes dos 10 anos de idade. Poliarticular fator reumatoide (FR) negativo: representa 20% a 30% dos casos de AIJ e acomete 5 ou mais articulações. Inicia de maneira progressiva e cumulativa, sendo mais comum em joelhos, punhos, tornozelos, pequenas articulações das mãos, coluna cervical e articulação temporomandibular. Costuma haver dissociação entre a dor e os achados do exame físico, com edema e derrame significativos, e é comum rigidez matinal e de repouso. Não apresenta manifestações sistêmicas, mas pode cursar com uveíte anterior crônica. É mais comum nas meninas (3:1) e pode atingir qualquer faixa etária, mas metade dos casos inicia antes dos 6 anos de idade. Poliarticular FR positivo: é a forma menos frequente da AIJ, responsável por 5% a 10% dos casos e conside­ rada a apresentação pediátrica da artrite reumatoide. Caracteriza-se por, além de comprometer 5 ou mais articulações, ter FR positivo, sendo uma doença de instalação rápida, com maior agressividade, sequelas e deformidades. Pode ter sintomas sistêmicos, como

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468 Pediatria Ambulatorial Deve ser envolvida uma equipe multidisciplinar, composta, além do reumatologista pediátrico, por oftalmologista, ortopedista, nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e outros profissionais conforme a necessidade de cada criança. Como se trata de uma doença com diferentes subtipos bastante heterogêneos, a abordagem inicial e de seguimento varia conforme as manifestações apresentadas.

Anti-inflamatório Não Hormonal O anti-inflamatório não hormonal (AINH) pode ser utilizado como monoterapia na doença oligoarticular e em outros subtipos para um alívio mais rápido das dores, enquanto se aguarda o efeito dos medicamentos antirreumáticos modificadores de doença (DMARD). Possíveis efeitos adversos, especialmente gastrintestinais, devem ser monitorizados e o uso deve ser feito por curtos perío­ dos.10,11 Os mais utilizados são ibuprofeno, cetoprofeno e naproxeno. A indometacina pode ser administrada no início do tratamento da forma sistêmica. Contudo, se não for obser­vada rápida resposta, não deve haver atraso na instituição de outras opções terapêuticas.11

Corticosteroides A infiltração intra-articular de corticosteroides (hexacetonida de triancinolona) é uma opção de tratamento para a forma oligoarticular, principalmente nos casos de monoartrite. Tem boa eficácia, com resposta prolongada e poucos efeitos colaterais. A necessidade de ser feita sob sedação em crianças pequenas pode dificultar sua prescrição. O uso sistêmico pode ser necessário na doença sistêmica, nos quadros graves e incapacitantes e enquanto se aguarda resposta aos DMARD, quando há contraindicação ou ausência de resposta aos AINH.7 A administração deve ser na menor dose efetiva e pelo mínimo de tempo possível em decorrência da grande quantidade de efeitos colaterais, como prejuízos no crescimento, catarata e osteoporose.10

Medicamentos Antirreumáticos Modificadores de Doença – Convencionais Os medicamentos antirreumáticos modificadores da doença convencionais (cDMARD) são as medicações consideradas de primeira ou segunda linha no tratamento da AIJ, dependendo do subtipo da doença. Alteram a

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progressão da doença e previnem erosões e danos articulares. O metotrexato (MTX) é o fármaco mais utilizado, por via oral (VO) ou subcutânea, 1×/semana e tem início de ação em até 3 meses. A leflunomida é uma opção nos casos de intolerância ao MTX e a sulfassalazina também pode ser usada nas artrites periféricas das espondiloartropatias.6,7

Medicamentos Antirreumáticos Modificadores de Doença – Biológicos (Imunobiológicos) São utilizados em oligoartrites, poliartrites e espondiloartropatias em que não há resposta adequada ou ocorrem efeitos colaterais ao tratamento de primeira linha (AINH e/ou cDMARD).11 Os mais utilizados são os inibidores do fator de necrose tumoral alfa (anti-TNF alfa), do etanercepte e do adalimumabe. O abatacepte é um modulador seletivo da coestimulação de linfócitos T e pode ser usado, particularmente, nos pacientes que não responderam aos anti-TNF alfa.7 O inibidor da interleucina 6 (IL-6), o tocilizumabe, é bastante utilizado na forma sistêmica e tem boa eficácia, sendo indicado como tratamento inicial nos casos graves, em pacientes refratários aos AINH e nos que não conseguem desmame rápido de corticosteroides.11 Os inibidores IL-1, canaquinumabe, estão indicados na doença sistêmica em que não há resposta ao tocilizumabe.7

PROGNÓSTICO É uma doença crônica com alta morbidade, mas baixa mortalidade. Setenta a 90% dos pacientes têm evolução favorável, porém limitações funcionais a curto ou longo prazo, e as sequelas de uveíte podem ser graves e incapacitantes.5 Cerca de 40% dos pacientes mantêm doença ativa na fase adulta. Pode haver diferença no comprimento de membros na forma oligoarticular e ocorre prejuízo estatural tanto da doença ativa quanto do uso prolongado de corticosteroides. Alguns aspectos estão associados a pior prognóstico: artrites de quadril e coluna cervical, anti-CCP ou FR positivo, provas de fase aguda muito elevadas, atraso no diagnóstico e tratamento inadequado. A mortalidade é inferior a 5%, sendo mais comum na forma sistêmica. Geralmente, é associada às alterações cardiopulmonares, à síndrome de ativação macrofágica e à amiloidose.6

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Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Infectologia 61 Acompanhamento da Criança Exposta e da Criança Infectada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, 479

62 Acompanhamento Ambulatorial da Criança Exposta a Infecções Congênitas: Sífilis, Toxoplasmose, Citomegalovírus, Hepatite B, 486

63 Febre de Origem Indeterminada, 499 64 Hepatoesplenomegalia: Roteiro Diagnóstico, 506 65 Vermifugação Periódica, 510 66 Parasitoses Intestinais, 516 67 Tuberculose na Infância, 526 68 Investigação de Adenomegalias na Infância, 536

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Acompanhamento Ambulatorial da Criança Exposta às Infecções Congênitas: Sífilis, Toxoplasmose, Citomegalovírus, Hepatite B Roberto José Alves Casado • Laiz de Araújo Rufino • Alberto de Barros Lima Filho

CITOMEGALOVÍRUS CONGÊNITO Definição e Conceitos O citomegalovírus (CMV) congênito é uma das infecções con­gênitas mais comuns, afetando 1 em cada 200 crian­ças em países de alta renda e pode apresentar consequências duradouras tanto em crianças sintomáticas quanto assintomáticas ao nascer, incluindo surdez neurossensorial e deficiência no desenvolvimento neuropsicomotor.1 No Brasil, um estudo demonstrou, na cidade de Ribeirão Preto (SP), a prevalência de 1% de infecção congênita por esse vírus. Além disso, das crianças infectadas, apenas 10% a 15% apresentam sinais clínicos ao nascer.2 A infecção pelo CMV pode ocorrer antes, durante ou após o nascimento, sendo classificada em: Congênita ou intrauterina. Perinatal dividida em intraparto (infecção intraparto que ocorre pela exposição à secreção cervical no canal de parto) e pós-natal precoce (que se dá por meio do leite materno ou transfusão de sangue de doadores soropositivos para o CMV).2

Diagnóstico Clínico Os recém-nascidos (RN) sintomáticos ao nascer usualmente apresentam mau prognóstico. Cerca de 90% podem evoluir com sequelas neurológicas e 50% a 70% com surdez neurossensorial bilateral e profunda. Além dos acometimentos neurológicos, mais de 10% dos RN podem apresentar sintomatologia sistêmica grave ou lesões de órgão-alvo.2 Entre os sinais clínicos mais frequentes, estão presentes: Restrição do crescimento intrauterino (RCIU). Hepatoesplenomegalia. Petéquias. Icterícia associada à colestase. O envolvimento do sistema nervoso central (SNC) pode se manifestar com microcefalia, alteração de neu-

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roimagem (ventriculomegalia, calcificações intracerebrais principalmente periventriculares, ecogenicidade periventricular), convulsões e avaliação oftalmológica alterada (apresentando coriorretinite ou atrofia do nervo óptico).2,3 As alterações laboratoriais comumente presentes vão espelhar os órgãos ou sistemas envolvidos, como trombocitopenia, elevação de transaminases e hiperbilirrubinemia direta. Apesar da variabilidade dos sintomas, ainda não existe uma definição padrão para infecção por CMV congênita, uma vez que diferentes estudos incluem diferentes manifestações clínicas.3 Em publicações recentes, o Grupo Internacional de Recomendações sobre Citomegalovírus Congênito delineou categorias no esforço de padronizar a classificação e as definições para recomendação de tratamento antiviral. A infecção por CMV foi classificada em: CMV sintomático moderado a grave: definido como múltiplas manifestações clínicas atribuíveis ao CMV e/ou envolvimento do SNC. CMV sintomático leve: definido como presença de 1 ou 2 manifestações clínicas isoladas que são transitórias e com comprometimento leve (p. ex., petéquia ou hepatoesplenomegalia discreta). Os RN que não apresentam nenhuma das características acima, mas que manifestam perda auditiva neurossensorial, são classificados como assintomáticos.3 Apesar dessa classificação, ainda é difícil definir clinicamente crianças com infecção congênita por CMV, visto que elas podem ser assintomáticas ao nascimento e desenvolver sintomas mais tardiamente.

Diagnóstico Complementar Diagnóstico Materno e Triagem Pré-natal A infecção por CMV na gestação pode ser primária ou secundária (reativação de infecção latente ou reinfecção

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Acompanhamento Ambulatorial da Criança Exposta às Infecções Congênitas: Sífilis, Toxoplasmose, Citomegalovírus, Hepatite B

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Realizar teste não treponêmico sérico da mãe e do RN, ao mesmo tempo. O teste não treponêmico da criança é pelo menos duas diluições MAIOR que o materno?

Não

Sim

O exame físico da criança é normal?

Não

Sim

O teste não treponêmico é não reagente?

Sim

Criança exposta à sífilis Sem necessidade de tratamento imediato

Realizar avaliação para STORCH

Não

Notificar para sífilis congênita Para definição do tratamento, seguir no fluxograma como criança nascida de mãe não adequadamente tratada

FIGURA 62.3 Fluxo de avaliação de recém-­nascido de mulher diagnosticada com sífilis durante pré-natal e adequadamente tratada RN: recém-nascido; STORCH: sífilis (S), toxoplasmose (TO), rubéola (R), citomegalovírus (C), herpes-vírus (H).

2. RN de mulher diagnosticada com sífilis no pré-natal, no parto ou no puerpério, não tratada ou tratada de forma não adequada – RN com SC (Figura 62.4): yyClassificada como caso de SC, independentemente dos resultados da avaliação clínica ou dos exames complementares. Submete-se a investigação completa, com VDRL pareado, hemograma, punção lombar para análise do liquor e radiografia de ossos longos. yyCerca de 60% a 90% dos RN vivos com sífilis congênita são assintomáticos ao nascimento; apenas os casos mais graves nascem com sinais e sintomas. Os exames complementares incluem glicemia, função hepática, pancreática e renal, distúrbios eletrolíticos e radiografia do tórax. Para facilitar e detalhar a Figura 62.5, podemos separar em alguns cenários: Situação 1: yyA mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação? Sim: – realizar teste não treponêmico (VDRL) sérico da mãe e do RN, ao mesmo tempo. yyO teste não treponêmico da criança é pelo menos duas diluições maior que o materno? Não.

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yyO exame físico da criança é normal? Sim:

– criança exposta à sífilis: sem necessidade de tratamento imediato. yyA única situação em que o tratamento não é necessário é a da criança exposta à sífilis, nascida assintomática, cuja mãe foi adequadamente tratada e cujo teste não treponêmico é não reagente ou reagente com titulação menor, igual ou até 1 diluição maior que o materno. Situação 2: yyA mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação? Sim: – realizar teste não treponêmico sérico da mãe e do RN, ao mesmo tempo. yyO teste não treponêmico da criança é pelo menos duas diluições maior que o materno? Sim: – notificar para sífilis congênita. Para a definição do tratamento, deve-se seguir na Figura 62.4 como criança nascida de mãe não adequadamente tratada. Situação 3: yyA mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação? Não: – notificar para sífilis congênita e realizar teste não treponêmico sérico da mãe e do RN, ao mesmo tempo;

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XI

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Dermatologia 69 Alterações Cutâneas Mais Comuns no Período Neonatal, 545 70 Dermatoviroses, 553 71 Micoses Superficiais, 561 72 Dermatozoonoses, 566 73 Infecções Bacterianas da Pele, 573 74 Acne na Infância, 579

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Alterações Cutâneas Mais Comuns no Período Neonatal

Ana Carolina Pessôa de Lima Oliveira • Matilde Campos Carréra

INTRODUÇÃO A pele do recém-nascido (RN) assemelha-se morfologicamente à pele de um indivíduo adulto, mas apresenta diferenças funcionais. Durante o primeiro mês de vida, é possível observar peculiaridades anatômicas e funcionais da pele que são consideradas normais durante esse momento da vida.1 Portanto, é fundamental diferenciar erupções transitórias e benignas daquelas que requerem investigação e intervenção diagnóstica imediata. Além disso, o conhecimento dos fatores de risco, das exposições e da história familiar também pode ajudar a estreitar o diagnóstico diferencial.1 História clínica completa e exame físico na maioria dos casos fornecem pistas significantes para o diagnóstico. Podemos classificar as dermatoses do período neonatal em alterações: Transitórias: congênitas. Inflamatórias: genéticas. Traumáticas: infecciosas.

FIGURA 69.1 Recém-nascido recoberto por vérnix caseoso (ver cad. cor) Fonte: imagem pertencente às autoras.

Neste capítulo, daremos enfoque a algumas delas.

ALTERAÇÕES CUTÂNEAS TRANSITÓRIAS DO RECÉM-NASCIDO Vérnix Caseoso Consiste em uma substância gordurosa esbranquiçada que recobre a pele do RN.1 É constituída por produtos de descamação de células da epiderme e secreção sebácea, que lubrifica a pele e facilita a passagem por meio do canal do parto (Figura 69.1).1,2 Surge na 20a semana de gestação e sua coloração po­ de refletir problemas intrauterinos. Por exemplo, quan­do esverdeado, pode indicar sofrimento fetal (liberação de mecônio).1

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Descamação Fisiológica do Recém-nascido Caracteriza-se por escamas finas e não aderentes que podem ser grandes e laminares (Figura 69.2) e ocorrem na primeira semana de vida extrauterina, geralmente 24 a 48h após o nascimento. Pode permanecer loca­lizada nas mãos e nos pés ou, gradualmente, atingir outras áreas.3

Icterícia Fisiológica do Recém-nascido Icterícia significa pele de aspecto amarelado, que se torna perceptível quan­do os níveis séricos de bilirrubina indireta se encontram acima de 6mg/dL.1,4 As causas podem ser fisiológica, metabólicas, infecciosas, genéticas e obstrutivas.

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Alterações Cutâneas Mais Comuns no Período Neonatal

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talmológico, odontológico e ortopédico.5 Alguns dos seus tipos: Epidermólise bolhosa (EB) simples: geralmente sem comprometimento do estado geral (forma localizada). As lesões são limitadas as mãos e aos pés (Figura 69.16). A forma generalizada grave de Dowling-Meara apresenta pior prognóstico, cursando com acometimento extracutâneo. EB juncional: bolhas e ulcerações de mucosa oral, esofagiana e anal; há comprometimento da maior parte da superfície corporal. EB distrófica: sempre há bolhas e ulcerações da mucosa oral, trato gastrintestinal (TGI) e superfície corporal. Evolui com cicatrizes distróficas e estenoses, havendo alterações funcionais.

FIGURA 69.15 Escolar com eritrodermia ictiosiforme (ver cad. cor)

REFERÊNCIAS

Dermatose hereditária rara caracterizada pela forma­ ção de bolhas e erosões após pequenos traumas, em razão da fragilidade mecânica dos tecidos epiteliais.5 É cau­sada por mutações de genes que codificam proteínas estruturais e importantes para adesão intraepidérmica e ancoragem dermoepidérmica. Pode acometer múltiplos órgãos e sistemas: pele/ mucosas, cardiovascular, geniturinário, gastrintestinal, hematológico, otorrinolaringológico, endócrino, of-

1. López CGP. Modificações fisiológicas e patológicas mais comuns da pele na infância. I Painel Latino-Americano de Cui­ dados com a Pele Infantil. Série Atualização Médica. São Paulo: Limay, 2010. 2. Eichenfield LF, Frieden IJ, Mathes EF et al. Neonatal and infant dermatology. 3. ed. London: Saunders, 2015. 3. Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia de Sampaio e Rivitti. 4. ed. São Paulo: Artes Médicas, 2018. 4. Azulay RD, Azulay DR, Azulay-Abulafia L. Dermatologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 5. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de dermatologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2014. 6. De María MK, Borda KM, Arretche VN et al. Neonatal dermatologic findings in Uruguay: epidemiology and predisposing factors. Actas Dermosifiliogr. 2021; 112(5):414-24. 7. Bolognia JL, Jorizzo JL, Schaffer JV, editors. Dermatology. 3. ed. Philadelphia: Elsevier, 2012.

A

B

Fonte: imagem pertencente às autoras.

Epidermólise Bolhosa

FIGURA 69.16 (A e B) Alterações ungueais em quirodáctilos e crosta hemática hálux de paciente com epidermólise bolhosa simples localizada (ver cad. cor) Fonte: imagens pertencentes às autoras.

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Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Neurologia e Psiquiatria 75 Epilepsias e Encefalopatias Epilépticas e do Desenvolvimento da Infância, 585

76 Sono Normal e seus Distúrbios, 598 77 Transtorno do Déficit da Atenção com Hiperatividade, 607 78 Transtorno do Espectro Autista, 613 79 Transtorno de Ansiedade Generalizada, 619 80 Transtorno Opositor Desafiador e Transtorno de Conduta, 625 81 Abordagens Não Farmacológicas em Psiquiatria, 629

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Transtorno de Ansiedade Generalizada

Rackel Eleutério Martins • Carlos Eduardo Souza dos Santos

INTRODUÇÃO Preocupações, angústias e medos podem ser naturais e transitórios em certas fases do desenvolvimento humano, tidos como fisiológicos deste processo de amadurecimento social, emocional e cognitivo.1 O medo é definido como uma resposta emocional imediata e defensiva aos objetos ou às situações ameaçadoras, consistindo em expressão comportamental externa, sofrimento subjetivo interno e alterações físicas ou fisiológicas.2,3 A ansiedade também é uma reação emocional natural e transcultural, vivenciada como uma estratégia do comportamento filogeneticamente associada ao medo, necessária inicialmente para a sobrevivência humana.3 O medo e a ansiedade variam em sua apresentação de acordo com o desenvolvimento, diminuindo em quantidade de temas e aumentando sua complexidade conforme o avanço da idade e a cognição. A distinção entre o normativo para a idade esperada e o patológico nessas expressões fóbicas é de fundamental importância no rastreio e no diagnóstico do quadro (Tabela 79.1).3,4 A ansiedade patológica é caracterizada por sua intensidade excessiva e desproporcional ao fator ameaçador desencadeante. Também pode ocorrer em contextos que não apresentam uma ameaça em si ou quando persistem além dos períodos apropriados do desenvolvi-

mento e não respondem à argumentação racional, causando grande sofrimento ao indi­víduo.3-5 Os transtornos de ansiedade são descritos desde a Antiguidade. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Trans­tornos Mentais, 5a edição – texto revisado (DSM-5-TR), da Asso­ciação Americana de Psiquiatria, apresenta uma evolução dos critérios para definição de caso e uma estruturação semelhantes ao outro manual diagnóstico, a 11a edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) (Figura 79.1).1,5,6 Neste capítulo, descreveremos as características do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) na infância e na adolescência: um adoecimento ansioso frequente, descrito como preocupações excessivas sobre uma série de eventos ou atividades gerais, desproporcional ao evento desencadeador e com significativo impacto para o indivíduo, evidenciando peculiaridades especificas para cada idade de apresentação clínica.5,6

DIAGNÓSTICO CLÍNICO O diagnóstico do TAG na infância e na adolescência é clínico, baseado na anamnese, com observação do relato de paciente e cuidadores, coleta detalhada da história clínica, resgate de antecedentes perinatais e do

TABELA 79.1 Medos normativos relacionados do desenvolvimento Período etário Conteúdo do medo Lactentes

Temor com acontecimentos repentinos e inesperados; medo de situações novas e afastamento dos cuidadores principais

Pré-escolares

Redução do medo da separação, mais autonomia e mais tempo sozinhos pela introdução escolar; passam a temer mais o escuro e os animais

Escolares

Medo de criaturas imaginárias e animais selvagens. Relacionam-se progressivamente aos conteúdos mais realistas, como catástrofes, guerras, mortes e punições

Adolescentes

Medo social (avaliação do meio/pares, medo de rejeição e de fracasso escolar), medo de contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV), agressões sexuais e terrorismo

Fonte: elaborada pelos autores com base em Chiu et al., 2016.4

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Transtorno de Ansiedade Generalizada 623 TABELA 79.5 Abordagem psicofarmacológica dos transtornos de ansiedade na infância e na adolescência Psicofármacos

Observações

Primeira linha: ISRS (fluoxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, fluvoxamina)

Fluoxetina/sertralina/citalopram: a partir dos 6 a 7 anos de idade Fluvoxamina a partir dos 8 anos de idade Escitalopram a partir dos 10 anos de idade Obs.: FDA não recomenda o uso da paroxetina

Segunda linha: ISRSN (duloxetina, desvenlafaxina, venlafaxina)

Evidência para duloxetina e desvenlafaxina, após os 7 anos de idade Obs.: venlafaxina aumenta significativamente o risco de comportamento suicida comparado com as demais medicações. Uso não recomendado, ou devendo-se considerar risco-beneficio, com monitorização constante

Outros (antidepressivos Manejo do especialista na área. Poucas evidências de resposta em casos de tricíclicos, buspirona, clonidina, diazepínicos) melhora parcial/ausente com outros psicofármacos ISRS: inibidores seletivos da recaptação de serotonina; ISRSN: inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina; FDA: Food and Drugs Administration. Fonte: elaborada pelos autores com base na diretriz clínica da American Academy of Child and Adolescent Psychiatry – Walter et al., 2020.16

ACOMPANHAMENTO E PROGNÓSTICO A monitorização da resposta clínica nas semanas iniciais do tratamento psicoterápico e/ou psicofarmacológico é de grande importância. O registro do nível de resposta e o período de intervenção são úteis na determinação dos ajustes no plano terapêutico da criança e do adolescente. Questões relacionadas à presença de transtornos comórbidos, ao uso de substâncias, ao risco de suicídio e ao funcionamento e à acomodação familiar aos sintomas devem ser investigadas no processo terapêutico.16 A acomodação familiar é descrita como as maneiras pelas quais os membros da família mudam seus próprios comportamentos em resposta aos sintomas exibidos pela criança. Refere-se tanto à participação ativa dos pais em sintomas quanto às modificações que realizam nas rotinas familiares para evitar o sofrimento causado.18 Os transtornos de ansiedade na juventude, quando não adequadamente tratados, estão associados a uma infinidade de outros problemas, incluindo pior desempenho acadêmico, funcionamento psicossocial aquém do esperado para a idade e aumento das taxas de idea-

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ção suicida. Os sintomas, na ausência do diagnóstico e do tratamento, persistirão na idade adulta, tendendo a cronificação.3,5,6 Dessa forma, é imprescindível ressaltar a necessidade de investigação detalhada dos sintomas (contexto em que ocorrem e fatores desencadeantes), além da exclusão de condições médicas associadas às manifestações (ver Tabela 75.3).5,8 Consideram-se, nesses transtornos mencionados, a função e o contexto dos sintomas como fundamentais para a distinção entre as classificações nosológicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS O transtorno mental na infância e na adolescência deve, por sua complexidade, envolver a análise dos diversos fatores contribuintes. Casos de ansiedade não diagnosticados e não tratados nessa fase da vida são uma triste realidade global, com impactos ao longo prazo na saúde mental e física, assim como no bem-estar geral desses indivíduos. No tratamento do TAG na infância e na adolescência, é imprescindível a observação das situações às quais os menores estão expostos, identificando-se todos os fatores perpetuadores dos sintomas. A promoção de saúde mental nessa faixa etária requer o cuidado de todos envolvidos no bem-estar do paciente, contribuindo-se, assim, para a estruturação de um ambiente com suporte afetivo e proteção e rico em oportunidades de aprendizagem por meio do enfrentamento de desafios próprios de cada idade. Deve ser um ambiente no qual o indivíduo desenvolva suas habilidades e fortaleça sua autoconfiança, o que reduz, portanto, o sentimento de vulnerabilidade diante de situações na vida cotidiana.

REFERÊNCIAS 1. Ramsawh H, Chvira D, Stein MB. Burden of anxiety disorders in pediatric medical settings: prevalence, phenomenology, and a research agenda. Arch Pediatr Adolesc Med. 2010; 164(10): 965-72. 2. Beidel DC, Alfano CA. Child anxiety disorders: a guide to research e treat. 2. ed. Routledge: New York, 2011. Chapter 1 – An introduction to children’s fears. p. 3-20. 3. Palitz SA, Kendall FC. Anxiety disorders in children. In: Bui E, Baker AW, editors. Clinical Handbook of Anxiety Disorders: from theory to practice. Cham (Switzerland): Human Press, 2020. p. 141-56. 4. Chiu A, Falk A, Walkup JT. Anxiety disorders among children and adolescents. Focus (Am Psychiatr Publ). 2016; 14(1):2633. 5. American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR (5. ed. revisada). Porto Alegre: Artmed, 2023.

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XIII

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Cardiologia 82 Criança com Cianose, 635 83 Cuidados Pediátricos na Criança Cardiopata, 640 84 Sopro Cardíaco Sistólico: Diagnóstico Diferencial, 646 85 Febre Reumática, 649 86 Síncope e Distúrbios do Ritmo Cardíaco: Quando Encaminhar?, 654 87 Dor Torácica, 663 88 Manejo Ambulatorial da Criança com Insuficiência Cardíaca, 667

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Síncope e Distúrbios do Ritmo Cardíaco: Quando Encaminhar?

Fernanda Pessa Valente

INTRODUÇÃO Com o desenvolvimento marcante da Medicina nos últimos anos, houve o surgimento de subespecialidades que oferecem maior aprimoramento científico. Ao mesmo tempo, podem ocorrer verdadeiras barreiras que dificultam o intercâmbio entre os profissionais de saúde. Os temas deste capítulo representam um grande desafio clínico mesmo para os subespecialistas e serão abordados de modo a trazer aos pediatras uma visão mais apro­fundada, com o objetivo de agregar conhecimento e, consequentemente, oferecer melhor terapêutica aos pacientes.

SÍNCOPE Define-se síncope como a perda transitória da consciência, acompanhada de perda do tônus postural, com início rápido e recuperação espontânea, com duração de pouco segundos ou até, no máximo, alguns minutos, sem sequela neurológica, secundária a hipoperfusão cerebral. Outras causas de perdas de consciência não provocadas por hipoperfusão cerebral e que, portanto, não devem ser consideradas como síncope são: crises epilépticas, coma, hipoglicemia, hipóxia, intoxicação, psicogênicas e traumáticas, entre outras.1 É um evento comum na infância. Até os 18 anos de idade, estima-se que 30% a 50% das crianças tenham apresentado ao menos um episódio. Corresponde a 3% dos atendimentos em emergência pediátrica, com incidência maior no sexo feminino e pico entre 15 e 19 anos de idade.2 Uma das peculiaridades da faixa etária pediátrica é a síndrome da perda de fôlego (breath-holding spells), caracterizada por eventos sincopais causados por estímulo emocional, como frustração, medo súbito, raiva ou trauma leve e que ocorre sobretudo entre 6 e 18 meses de vida. A criança chora vigorosamente e, depois, tem ap-

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neia ao final da expiração, ocasionando palidez ou cianose, além de perda consciência. Há dois tipos: a forma pálida, que resulta de resposta vagal exacerbada, como bradicardia e/ou assistolia; e a cianótica, na qual ocorre dessaturação causada por expiração forçada durante o choro. A primeira acontece geralmente entre 1 e 2 anos de idade, enquanto a segunda ocorre entre 6 meses de vida até 5 anos de idade, sendo a mais frequente. Apesar da apresentação assustadora e angustiante aos pais, na maioria das vezes a síndrome é benigna. O principal diagnóstico diferencial é com epilepsia. Seu tratamento consiste principalmente na orientação sobre a benignidade do quadro, sem consequências sobre o desenvolvimento físico e intelectual. Nas formas cianóticas, para reduzir a hipóxia cerebral, as crianças devem ser colocadas em decúbito lateral esquerdo. E nos casos de frustações identificadas, importante não ceder aos desejos da criança e, sim, procurar meios de interromper os eventos.3 Na fisiopatologia geral da síncope, é importante o conhecimento de que o controle da pressão arterial (PA) depende da relação entre o débito cardíaco e a resistência vascular periférica (RVP). Portanto, se a origem da hipoperfusão cerebral for por diminuição do débito cardíaco decorrente de causa cardíaca, temos a síncope cardíaca. Do mesmo modo, alterações autonômicas na RVP causam síncope reflexa. Sendo assim, para fins práticos, as causas de síncope são separadas em dois grandes grupos: síncope reflexa ou neuromediada e síncope cardíaca. A reflexa inclui síncope vasovagal ou neurocardiogênica, síncope situacional e síncope do seio carotídeo.

Síncope Vasovagal É o tipo mais comum na população pediátrica. Corres­ ponde a 33% a 88% dos casos.4 É mediada por estresse emocional, dor, medo e ortostase prolongada. Sua fisiopatologia compreende um complexo reflexo que envolve o sistema nervoso central (SNC), o sistema nervoso

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Síncope e Distúrbios do Ritmo Cardíaco: Quando Encaminhar? 657

DII 25 mm/s 10mm/mV 98 bpm Musc 60 Hz

DII 25 mm/s 10mm/mV 0 bpm Musc 60 Hz

DII 25 mm/s 10mm/mV 66 bpm Musc 60 Hz

FIGURA 86.1 Resposta cardioinibitória (pausa de 12s) ao teste de inclinação em adolescente de 14 anos de idade Fonte: imagem gentilmente cedida pela Dra. Caroline de Paula C. V. de Lira.

problemas familiares, história de abusos (inclusive sexuais) e doenças psiquiátricas, como ansiedade, depressão, transtorno do pânico e síndrome de Munchaüsen. Podem ser casos de difícil diagnóstico, sendo necessária avaliação multidisciplinar com psiquiatras e psicólogos.1

Tratamento O tratamento dependerá da causa subjacente. Informa­ ções sobre a natureza benigna da síncope vasovagal, além de mudanças de hábitos com reconhecimento dos pródromos, estão indicadas para pacientes pediátricos e seus familiares como Classe I de recomendação.4,5 Devese evitar os fatores predisponentes, como permanecer em ambientes com multidões ou lugares quentes e fechados, bem como aumentar a ingesta hídrica, principalmente nos meses de maior calor. O reconhecimento de sintomas prodrômicos e as medidas de abortar a crise, como deitar-se em uma superfície plana assim que os sintomas iniciarem, são medidas importantes. A ingesta aumentada de sal e o uso de midodrina e fludrocortisona podem ser realizados em pacientes selecionados, após investigação maior e acompanhamento com o especialista. Atualmente, os betabloqueadores

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não são recomendados no tratamento de síncope vasovagal em crianças.4 A indicação de marca-passo cardíaco definitivo e a ablação de plexos ganglionares (cardioneuroablação) têm sido usadas na população adulta em casos selecionados, não apresentando indicação na população pediátrica.6 No caso de síncope cardíaca, deve-se tratar as causas específicas com acompanhamento com o cardiologista pediátrico.

DISTÚRBIOS DO RITMO CARDÍACO A prevalência de arritmias cardíacas na população pediátrica é consideravelmente menor que na população adulta, com estimativa de 5% dos atendimentos em emergência.3 Porém, um fator que deve ser considerado como diferencial é o aumento progressivo da sobrevida dos portadores de cardiopatias congênitas (CC), com aparecimento de arritmias com maior frequência e com necessidade de tratamento na maioria das vezes. Na criança e no adolescente, há grande diversidade de etiologias, desde variantes benignas até arritmias malignas, com risco inclusive de morte súbita. Dessa forma, a identificação de sinais e sintomas clínicos, além de possí-

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XIV

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Hematologia 89 Anemias Carenciais, 675 90 Anemias: Diagnóstico Diferencial, 700 91 Distúrbios Hemorrágicos: Petéquias, Equimoses e Epistaxes, 706 92 Neutropenia na Infância: Quando Investigar?, 710

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Anemias Carenciais

Eduardo Jorge da Fonseca Lima • Jheyza Florencio Alves Cordeiro

INTRODUÇÃO Conceitua-se anemia como a redução da hemoglobina (Hb) e/ou da massa eritrocitária de acordo com o esperado para sexo, idade, etnia e altitude em que uma população vive, conforme descrito na Tabela 89.1. Nessa condição, os glóbulos vermelhos circulantes são insuficientes para suprir as necessidades de carreamento do oxigênio para as células. De acordo com as recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde

TABELA 89.1 Valores de referência de hemoglobina (g/dL) para definição de anemia e sua severidade de acordo com idade e sexo de indivíduos vivendo ao nível do mar Idade/hemoglobina Normal

Anemia Leve

Moderada Grave

(OMS), publicadas em 2024, ocorre anemia quando os níveis de Hb estão menores do que o percentil 5 (ou –2 desvios-padrão) dos valores de referência.1 As anemias podem ser classificadas de acordo com aspectos morfológicos das hemácias, que levam em consideração tamanho, formato e coloração das células. Na prática médica, comumente classificamos em anemias microcítica, normocítica e macrocítica, conforme o volume corpuscular médio (VCM),2 segundo descrito na Figura 89.1. Considerando os mecanismos fisiopatológicos, a anemia pode ocorrer por deficiência da produção eritrocitária, eritropoese ineficaz, destruição aumentada dos glóbulos vermelhos ou perda sanguínea (Tabela 89.2).3 As anemias nutricionais, ou carenciais, são aquelas resultantes da deficiência de nutrientes encontrados em alimentos comumente presentes na dieta e que são necessários para eritropoese adequada.2 Neste capítulo, abordaremos as anemias carenciais por deficiência de ferro, vitamina B12 e folato.

6 a 23 meses

≥10,5

9,5 a 10,4

7 a 9,4

<7

24 a 59 meses

≥11

10 a 10,9

7 a 9,9

<7

5 a 11 anos

≥11,5

11 a 11,4

8 a 10,9

<8

CENÁRIO MUNDIAL E BRASILEIRO

12 a 14 anos

≥12

11 a 11,9

8 a 10,9

<8

Mulher de 15 a 65 anos não grávida

≥12

11 a 11,9

8 a 10,9

<8

Homem de 15 a 65 anos

≥13

11 a 12,9

8 a 10,9

<8

Primeiro trimestre

≥11

10 a 10,9

7 a 9,9

<7

Segundo trimestre

≥10,5

9,5 a 10,4

7 a 9,4

<7

Terceiro trimestre

≥11

10 a 10,9

7 a 9,9

<7

No mundo, estima-se que 372 milhões de crianças entre 6 e 59 meses de vida e 1,2 milhão de mulheres em idade reprodutiva apresentem deficiência de um ou mais micronutrientes. Em pré-escolares, a prevalência de deficiência de ferro é de aproximadamente 20%, podendo chegar a mais de 50% em alguns países. A deficiência de vitamina B12 tem prevalência estimada em até 20% nas crianças de 6 a 59 meses de vida. Já a deficiência de folato pode estar presente em 1% a 52% das crianças nessa faixa etária. Para mulheres não grávidas em idade reprodutiva (15 a 49 anos de idade), foi estimada prevalência de 1% a 52% de deficiência de vitamina B12 e de até 91% de deficiência de folato.4 Nesse contexto, é importante ressaltar que filhos de mães com deficiências de micronutrientes estão mais sujeitos à depleção desses mesmos micronutrientes.5,6 A deficiência de ferro, folato

Mulher grávida

Nota 1: a OMS sugere ajustes para populações vivendo acima do nível do mar a partir de 500m, principalmente acima de 2.500m. Nota 2: em razão da escassez de evidências e da dificuldade de operacionalização, a OMS não recomenda ajustes nas concentrações de hemoglobina de acordo com etnia/raça/ancestralidade genética. Fonte: adaptada de WHO, 2024.1

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Anemias Carenciais O exame físico das crianças com anemia ferropriva geralmente é normal, exceto pela palidez, que pode não ser percebida inicialmente, até que a Hb se encontre abaixo de 7 a 8g/dL. A palidez é o sinal mais importante da anemia, entretanto algumas condições podem alterar a coloração da pele e das mucosas por fenômenos vasomotores (estados emotivos, calor, frio, febre e exercício físico). Por outro lado, a sensibilidade melhora em todos os indicadores para o diagnóstico de anemia de moderada a grave. Deficiência de ferro prolongada provoca alterações epiteliais que podem causar glossite, queilite e coiloníquia (aspecto côncavo nas unhas), cabelos quebradiços e alopécia.18 Atraso no crescimento, cáries dentárias, alterações do olfato, anorexia, atrofia gástrica, alterações esofágicas e enteropatia podem estar presentes, conforme detalhados na Tabela 89.5.6,18 Às vezes, são auscultados sopros cardíacos suaves, sem irradiação, porém, dependendo da intensidade e da duração da anemia, observam-se até sinais de insuficiência cardíaca (IC) grave.18 Manifestações graves, como dispneia, palpitações, vertigem, síncope e evolução para IC, instabilidade hemodinâmica e acidente vascular encefálico (AVE), justificam atendimento clínico de urgência para suporte, avaliação de outras causas associadas ou comorbidades. TABELA 89.5 Sinais e sintomas de deficiência de ferro com ou sem anemia Sinais e sintomas de deficiência de ferro (com ou sem anemia)

Sinais e sintomas de anemia

Geral: inapetência, fadiga, mal-estar, irritabilidade, sensibilidade ao frio, distúrbios do sono Pele e fâneros: queilite angular, coiloníquia, queda de cabelo e cabelos quebradiços, pele seca e áspera Gastrintestinal: glossite, redução das papilas linguais e glossodinia, disfagia, disgeusia, pica, síndrome de Plummer-Vinson Neurodesenvolvimento e comportamento: mudanças comportamentais, déficit de atenção e hiperatividade, síndrome das pernas inquietas

Pele e fâneros: palidez cutaneomucosa Cardiovascular: palpitações, taquicardia, dispneia aos esforços, síncope, sopro cardíaco, angina, IC, instabilidade hemodinâmica Sistema nervoso: cefaleia, vertigem e zumbido, AVE

IC: insuficiência cardíaca; AVE: acidente vascular encefálico. Fonte: adaptada de Mattiello et al., 2020;18 e Chaber et al., 2024.21

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Devemos ficar atentos a outros sinais e sintomas que sugerem diagnósticos diferenciais com indicação de avaliação médica de urgência, como:18,21 Icterícia com ou sem hepatoesplenomegalia (anemia hemolítica). Sangramentos de pele ou mucosas (coagulopatias, acometimento da medula óssea, doenças autoimunes). Febre de origem desconhecida associada à perda de peso, à sudorese noturna, à hepatoesplenomegalia e/ou à linfonodopatia (doenças oncológicas). Alterações de outras linhagens sanguíneas, como plaquetopenia e neutropenia (bicitopenia ou pancitopenia).

Diagnóstico O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se na história, no exame físico e nos exames laboratoriais. É importante tentar esclarecer a causa por meio de anamnese detalhada, que ajudará a identificar os fatores de risco implicados e direcionará os exames complementares de acordo com cada caso. Nos pacientes com suspeita clínica de deficiência de ferro e/ou anemia ferropriva, o diagnóstico laboratorial envolve a avaliação do hemograma, mais especificamente o eritrograma (série vermelha), incluindo as características morfológicas das hemácias e das reservas de ferro corporal, por meio da avaliação da ferritina sérica.1,2,6,18,21-23 Não há exame isolado que confirme o diagnóstico de anemia ferropriva em todos os pacientes, e a evidência mais convincente consiste no aumento na concentração de Hb após o tratamento com ferro.23

Avaliação do Sangue Periférico A contagem de Hb está reduzida, com valores abaixo do percentil 5 para idade (ver Tabela 89.1). Há microcitose e hipocromia, características que são definidas pelos índices hematimétricos. O volume corpuscular médio (VCM) define a microcitose, enquanto a hemoglobina corpuscular média (HCM) e a concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) definem a hipocromia. Os valores desses parâmetros variam conforme idade e sexo (Tabelas 89.2 e 89.6).6 Os três índices encontram-se diminuídos na anemia ferropriva. O coeficiente de variação eritrocitária (RDW), obtido por meio de contadores eletrônicos, é uma medida quantitativa da anisocitose. Na anemia ferropriva, o RDW encontra-se elevado (valor de referência = 11,5% a 14,5%), refletindo a heterogeneidade no tamanho das hemácias.21 Poiquilocitose,

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XV

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Endocrinologia 93 Puberdade e seus Desvios, 725 94 Baixa Estatura, 733 95 Diabetes Melito: Diagnóstico e Tratamento, 740 96 Distúrbios da Tireoide na Infância, 748 97 Obesidade, 757 98 Hiperplasia Adrenal Congênita, 766

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Diabetes Melito: Diagnóstico e Tratamento Ana Carla Lins Neves • Claudia Andrade Coutinho • Thereza Selma Soares Lins • Ana Hermínia de Azevedo Ferreira

TABELA 95.1 Classificação etiológica do diabetes melito

INTRODUÇÃO O diabetes melito (DM) constitui um conjunto heterogêneo de distúrbios metabólicos cuja característica central é a hiperglicemia persistente. Essa alteração resulta de deficiência absoluta ou relativa da secreção de insulina, associada ou não à redução de sua ação nos tecidos periféricos. O diagnóstico precoce e o manejo adequado desde a infância são determinantes para a prevenção de complicações agudas e crônicas ao longo da vida.1

CLASSIFICAÇÃO A classificação do DM leva em consideração a etiologia do processo (Tabela 95.1). Na infância e na adolescência, as formas mais frequentemente diagnosticadas são o diabetes melito tipo 1 (DM1), caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas,

DM1: Autoimune yy Idiopático yy DM2 Outros tipos específicos Diabetes gestacional DM: diabetes melito tipo 1; DM2: diabetes melito tipo 2. Fonte: adaptada de Gross et al., 2002;1 ADA, 2026.2

e o diabetes melito tipo 2 (DM2), associado principalmente à resistência à insulina e aos fatores metabólicos e ambientais.1,2 A DM1 e a DM2 possuem importantes diferenças entre si (Tabela 95.2), sendo fundamental estar atento aos aspectos apresentados para o correto diagnóstico na infância e na adolescência.

TABELA 95.2 Comparação entre diabetes melito tipo 1 (DM1) e diabetes melito tipo 2 (DM2) na infância e na adolescência Aspecto

DM1

DM2

Faixa etária mais comum

Crianças e adolescentes, podendo ocorrer em qualquer idade

Predominantemente adolescentes, mais frequente após o início da puberdade

Início dos sintomas

Geralmente abrupto, com rápida progressão

Insidioso, muitas vezes assintomático no diagnóstico

Sintomas clássicos

Frequentemente presente

Podem estar ausentes ou pouco valorizados

Estado nutricional

Peso normal ou perda de peso recente

Sobrepeso ou obesidade

História familiar de DM2

Pode estar presente, mas não é determinante

Frequente, especialmente em familiares de primeiro grau

Sinais de resistência à insulina

Ausentes

Comuns (acantose nigricans, dislipidemia, hipertensão)

Cetoacidose diabética

Frequente como forma de apresentação inicial

Menos comum, mas possível

Autoanticorpos pancreáticos

Frequentemente positivos

Geralmente negativos

Secreção de insulina (peptídio C)

Reduzida ou indetectável

Normal ou aumentada nas fases iniciais

Critério diagnóstico

Hiperglicemia confirmada por exames laboratoriais, com ou sem sintomas

Hiperglicemia confirmada, geralmente em contexto de síndrome metabólica

Fonte: adaptada de ADA, 2026.3

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Diabetes Melito: Diagnóstico e Tratamento 745 TABELA 95.7 Tipos de insulina e tempo de ação Tipo

Nome

Início

Pico

Duração

Insulina intermediária

NPH

2 a 4h

4 a 10h

10 a 18h

Análogo de ação longa

Glargina U100

2 a 4h

–

20 a 24h

Análogo de ação intermediária

Detemir

1 a 3h

6 a 8h

18 a 22h

Análogo de ação ultralonga

Glargina U300

6h

–

36h

Degludeca

<4h

–

42h

Regular

30 a 60min

2 a 3h

5 a 8h

Asparte

5 a 15min

30min a 2h

3 a 5h

2 a 5min

1 a 3h

5h

Insulinas basais

Insulinas prandiais Insulina rápida Análogo de ação rápida

Lispro Glulisina Análogo de ação ultrarrápida

Fast asparte

do dia, desde que haja intervalo mínimo de 8h entre as doses, mantendo-se, sempre que possível, um horário habitual.8

Insulina Prandial e de Correção As insulinas de ação rápida ou ultrarrápida são utilizadas como bólus, com o objetivo de reproduzir a secreção fisiológica de insulina em resposta às refeições. A dose total do bólus é composta por: Bólus prandial: destinado à cobertura dos carboidratos ingeridos. Bólus de correção: utilizado para reduzir hiperglicemias pré-prandiais, calculado com base no fator de sensibilidade, que estima a redução da glicemia obtida com 1 unidade de insulina (ver Tabela 95.7).8 A insulina regular pode ser utilizada tanto para correção de hiperglicemias quanto como insulina pré-prandial. Deve ser administrada, idealmente, cerca de 30min antes da refeição, para que seu pico de ação coincida com a absorção dos nutrientes. Uma forma prática de estimar a dose inicial é considerar aproximadamente 50% da dose total diária de insulina, distribuída entre as principais refeições, com ajustes conforme o padrão alimentar e glicêmico.8 Os análogos de insulina de ação rápida, como lispro, aspart e glulisina, apresentam início de ação mais precoce, pico mais rápido e menor duração de ação em comparação a insulina regular. Essas características permitem maior flexibilidade no horário das refeições e estão associadas à redução do risco de hipoglicemias, especialmente noturnas e graves.

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O análogo de insulina de ação ultrarrápida, a Fast asparte, apresenta absorção ainda mais acelerada, podendo ser administrada até 5min antes da refeição ou, em crianças menores com ingestão alimentar imprevisível, imediatamente após o término da refeição. Esse perfil farmacocinético contribui para melhor controle glicêmico pós-prandial e menor risco de hipoglicemia.

Ajuste da Insulinoterapia O primeiro passo é identificar a presença de hipoglicemias. Episódios recorrentes e sem causa aparente exigem revisão imediata do esquema terapêutico. Em contrapartida, hiperglicemias persistentes e aparentemente inexplicadas podem refletir fenômeno de rebote pós-­ hipoglicemia, ingestão excessiva de carboidratos para tratamento de hipoglicemia ou ação de hormônios contrarreguladores. O ajuste da insulina basal deve ser realizado com base na glicemia de jejum ou em períodos de jejum prolongado, definidos como intervalos superiores a 3h sem ingestão alimentar e sem administração recente de insulina de ação rápida. Quando se identificam queda da glicemia superior a 30mg/dL, ocorrência de hipoglicemia após omissão de lanches, atraso de refeições ou durante o período noturno, recomenda-se redução da última dose de insulina basal administrada. O ajuste da insulina prandial deve considerar a glicemia pré-prandial e o valor obtido 2h após a refeição. Idealmente, essas avaliações devem ser realizadas em refeições nas quais a glicemia antes da ingestão esteja dentro da meta estabelecida, evitando interferência de

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XVI

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Oftalmologia 99 Exame Oftalmológico Realizado pelo Pediatra, 775 100 Conjuntivites, 779 101 Estrabismo, 785 102 Obstrução Nasolacrimal Congênita, 791

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100 Conjuntivites Ana Carolina Valença Collier • Camilla Valença Collier Padilha Pinto

INTRODUÇÃO A conjuntiva é uma membrana transparente que recobre quase toda a superfície ocular, desde as porções externas das pálpebras (conjuntiva tarsal superior e inferior) até a região perilímbica (ao redor da córnea) sobre a esclera (conjuntiva bulbar). A inflamação dessa membrana (infecciosa ou não) é chamada de conjuntivite e pode ser classificada: Quanto ao tempo de início: yyHiperagudas: até 12h. yyAgudas: ≤3 semanas. yyCrônicas: >3 semanas. Quanto ao agente causal: yyInfecciosa. yyAlérgica. yyIrritativa. yyTóxica. Os principais sinais e sintomas são hiperemia, sensação de corpo estranho, ardor, prurido, presença ou não de secreção. Quando vem acompanhada de dor, baixa visual, fotofobia intensa e blefarospasmo, pode estar relacionada com outros diagnósticos, como uveítes. É uma patologia bem comum na infância. Os tipos mais frequentes serão descritos a seguir.

CONJUNTIVITES NEONATAIS Conhecidas como oftalmias neonatais. São aquelas que surgem até 28 dias de vida. Em geral, ocorrem por contágio no canal de parto (partos vaginais) ou por ruptura precoce das membranas (parto cesariana) ou, ainda, por manipulação do recém-nascido (RN) após o parto, no hospital. A idade e o tipo são indicativos importantes para a etiologia da conjuntivite neonatal: Nas primeiras 24h: irritativa. 1 a 4 dias: Neisseria gonorrhoeae. 5 a 28 dias: Chlamydia trachomatis.

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6 a 14 dias: vírus do herpes simples (HSV) tipos 1 e 2. Primeiros 28 dias: Staphylococcus aureus e outras bactérias.

Conjuntivite Química Decorre da instilação de agentes químicos (geralmente nitrato de prata 1%) para a prevenção de conjuntivite. O início geralmente acontece nas primeiras 48h de vida. Quadro clínico: apresenta hiperemia, secreção aquosa e, eventualmente, mucopurulenta, com resolução espontânea entre 48 e 72h de vida. Tratamento: não há necessidade de tratamento espe­ cífico.

Conjuntivite Gonocócica Consiste geralmente em conjuntivite grave que, quando não tratada, pode levar à perfuração ocular (acomete a córnea) e, consequentemente, à cegueira. Tem como agente etiológico a Neisseria gonorrhoeae (Figura 100.1). Costuma acometer os filhos de mães portadoras de infecção gonocócica não tratada durante a gestação. Quadro clínico: surge comumente entre o primeiro e o quarto dias de vida. A criança apresenta edema em pálpebra importante, quemose, hiperemia conjuntival, secreção mucopurulenta abundante e que pode evoluir com comprometimento corneano e perfuração ocular, quando não tratada adequadamente. Diagnóstico: exame bacteriológico (Gram e Giemsa). Cultura de secreção e antibiograma (presença de diplococo Gram-negativo). Tratamento: lavagem copiosa para retirada dos debris. Cefalosporina de terceira geração: ceftriaxona dose única intramuscular (IM) até 125mg ou 25 a 50mg/kg ou cefotaxima dose única IM 100mg/kg. Em caso de acometimento corneano, há necessidade de colírio antibiótico (ciprofloxacino, tobramicina ou eritromicina 0,5%, 1 gota 6/6h).

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Conjuntivites 783

A

B

FIGURA 100.3 (A e B) Conjuntivite alérgica sazonal (ver cad. cor)

Conjuntivite Alérgica Perene

Conjuntivite Alérgica de Contato

Forma mais persistente que a sazonal, durando mais de quatro semanas. O principal agente é o ácaro. Quadro clínico: semelhante ao da sazonal, porém mais leves e crônicos, podendo haver crises.

Ocorre por reação da conjuntiva à substância irritante, como medicamento tópico ocular.

Ceratoconjuntivite Vernal ou Primaveril Mais comum no sexo masculino e na primeira década de vida (80% dos casos). Em geral, é autolimitada e se resolve na puberdade. Em 50% dos casos, associa-se a outros tipos de alergia e é uma forma rara e grave. Observam-se edema palpebral, papilas gigantes na conjuntiva tarsal, nódulos perilímbicos (Horner-Trantas), ceratite importante e úlceras na córnea causando opacidade e neovascularização. Há prurido intenso, lacrimejamento e fotofobia, mais acentuados nas estações quentes (primavera e verão).

Tratamento das Conjuntivites Alérgicas Medidas não farmacológicas: Identificar e evitar contato com alérgenos (p. ex., poei­ ra, animais etc.), embora às vezes seja bem difícil. Evitar coçar os olhos (o prurido é uma das causas de ceratocone). Lavar os olhos quando em contato com alérgenos.

Ceratoconjuntivite Atópica Menos frequente na infância (5% dos casos). Geralmente, está associada à dermatite atópica. Surge durante o ano inteiro e é mais acentuada no inverno. Sintomas e sinais semelhantes aos da primaveril, porém sem as papilas gigantes.

Conjuntivite Papilar Gigante Ocorre por irritação mecânica de material estranho (lente de contato, próteses oculares e suturas) na superfície da córnea, causando irritação e formando papilas gigantes, principalmente na conjuntiva tarsal superior (Figura 100.4).

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FIGURA 100.4 Conjuntivite papilar gigante (ver cad. cor)

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PA R T E

XVII

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Ortopedia 103 Principais Patologias Ortopédicas em Pediatria, 797 104 Lombalgia, Dorsalgia e Escoliose em Crianças e Adolescentes, 801

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104 Lombalgia, Dorsalgia e Escoliose em Crianças e Adolescentes

Sérgio Padilha Pinto

INTRODUÇÃO

ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE

A dor na coluna lombar ou dorsal semelhante à do adulto também pode acometer crianças e adolescentes. Em sua maioria, está associada a esforço repetitivo (esporte excessivo), sedentarismo, uso de mochilas pesadas e obesidade. Devem ser ainda observados fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e depressão. Os pais devem ser orientados a observar e acompanhar sem sugestionar a criança, fazendo perguntas quanto à dor. A tendência é que ela concorde com o que foi perguntado. Deve ser observada quando está brincando, quando está flexionando a coluna para frente e quando está correndo. A dor geralmente limita os movimentos; portanto, deve-se poupar em realizar procedimentos de imagens se a dor não for significativa. No entanto, alguns sinais e sintomas devem ser observados: Dor persistente (semanas). Dor limitante/incapacitante. Dor noturna (osteoma osteoide). Perda de peso Febre.

Representam motivos de dor lombar mais importante, surgindo geralmente após atividades esportivas ou físicas. A espondilólise caracteriza-se por uma solução de continuidade nos elementos posteriores da vértebra, geralmente na região interarticular. Quando há deslizamento de uma vértebra em relação à vértebra adjacente, denomina-se espondilolistese. Seu diagnóstico é realizado por radiografia simples, e a TC pode ser necessária para complementar. O tratamento engloba repouso e fortalecimento muscular após cessar a crise. Em casos nos quais o escorregamento seja maior que 50% ou a sintomatologia impeça a realização de tarefas da vida diária, a cirurgia pode ser considerada.

Todos os pacientes com dor nas costas devem ser submetidos a um exame completo da coluna, incluindo inspeção, palpação, testes de movimento e um exame neurológico, que consiste em testes de força motora, reflexos e sensibilidade. A palpação e o exame minucioso do abdome devem ser realizados. Em relação aos exames de imagem, eles podem variar de acordo com a investigação do especialista, de modo que a radiografia simples geralmente é a primeira escolha, podendo ser realizadas incidências que já levem ao diagnóstico. Deve-se evitar a solicitação de tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) para adiantar o trabalho do ortopedista. Existe uma diferença caso o especialista queira estudar ossos, partes moles ou processo inflamatório/infecioso, variando entre cintilografia óssea, TC e RM com ou sem contraste.

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OSTEOMA OSTEOIDE E OSTEOBLASTOMA São tumores benignos do osso. Costumam acometer elementos posteriores das vértebras (apófises transversas, lâminas, pedículos, apófises espinhosas). Podem levar à escoliose dolorosa. A dor tem característica noturna e pode melhorar com salicilatos. A radiografia simples pode revelar uma área lítica cercada por esclerose; no entanto, a cintilografia e a TC podem encontrar a lesão. A cirurgia pode ser indicada.

DISCITE (INFECÇÃO) Consistem nas características da condição:

Dor. Espasmo muscular Retificação da lordose fisiológica lombar. Palpação dolorosa da região acometida. A radiografia apresenta diminuição do espaço discal. Há necessidade de identificar o germe causador. Não

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Lombalgia, Dorsalgia e Escoliose em Crianças e Adolescentes 803 tebral (fusão) simples ou com uso de material de síntese definitivo ou provisório. Em algumas situações, mais de uma cirurgia pode ser necessária.

Curva torácica para a esquerda, com predomínio no sexo masculino. Tem bom prognóstico, com melhora em 90% dos casos. O ângulo Mehta se forma entre a costela e a vértebra e pode definir o prognóstico. O acompanhamento deve ser feito com controle radiológico trimestral, observando a função pulmonar. O uso de gesso pode ser indicado com o objetivo de controlar a progressão da deformidade e postergar a artrodese definitiva. Dispositivos de distração sem fusão vertebral também podem ser utilizados, permitindo o crescimento da coluna e adiando a necessidade de artrodese.

lização das órteses. O tempo de uso costuma variar entre 18 e 23h por dia, podendo ser associado à fisioterapia específica para escoliose. O tratamento cirúrgico está indicado com base na magnitude da curva, na deformidade clínica, no risco de progressão, na maturidade esquelética e no padrão da curva. Os objetivos são a interrupção da progressão da curva, a melhora do alinhamento e o equilíbrio do tronco. Os pacientes são candidatos à cirurgia com ângulo de Cobb acima de 40º/50º, com potencial de piora. A cirurgia pode ter indicação de ser realizada via anterior, posterior ou combinada. O maior desafio do cirurgião é determinar onde a artrodese inicia e onde termina, sempre tentando poupar seguimentos e evitando uma fusão extensa. A artrodese não deve ser excessivamente curta, pois, com a continuidade do amadurecimento esquelético, podem surgir novas curvas capazes de provocar desequilíbrio do tronco. O desenvolvimento de novos materiais, o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas e a monitorização neurológica intraoperatória têm proporcionado maior segurança ao procedimento e melhores resultados funcionais e estéticos.

Escoliose Idiopática Juvenil

BIBLIOGRAFIA

Escoliose Idiopática É o tipo de escoliose mais frequente, com etiologia desconhecida. É dividida de acordo com a idade: infantil (0 a 3 anos), juvenil (4 a 10 anos), do adolescente (11 a 17 anos) e do adulto (acima de 18 anos).

Escoliose Idiopática Infantil

Há grande possibilidade de progressão, levando a deformidade no tronco e comprometimento cardíaco ou pulmonar. Não há predomínio por sexo. A curva torácica predomina para a direita. O tratamento preconizado é que, para curvas até 25º, deve-se observar; acima de 25º, faz-se necessário o uso de colete; e pode-se chegar à indicação cirúrgica se não houver resposta.

Escoliose Idiopática do Adolescente É o tipo mais frequente de escoliose, com predomínio no sexo feminino. Sua ocorrência na torácica direita é mais comum. A maioria das curvas não evolui, e muitos tratamentos têm sido propostos sem evidência científica confirmada. Realiza-se o acompanhamento a cada quatro meses. Em curvas até 25º, deve-se observar e, acima disso, com comprovação de que estão aumentando pelo menos 5º, há indicação para o uso de órtese. O colete tem como principal objetivo evitar a progressão da escoliose durante o crescimento, até a maturidade esquelética. O modelo de Boston é utilizado principalmente nas curvas toracolombares e lombares, enquanto o Milwaukee pode ser indicado nas curvas torácicas mais altas. A escolha depende da localização e do padrão da curva. Atualmente, o escaneamento corporal e técnicas de confecção tridimensional permitem maior individua­

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Choi G, Lee SH, Bhanot A et al. Percutaneous endoscopic discectomy for extraoraminal lumbar disc herniations: extraforaminal targeted fragmentectomy technique using working channel endoscope. Spine. 2007; 32:93-9. Choi G, Lee SH, Raiturker PP et al. Percutaneous endoscopic interlaminar discectomy for in-tracanalicular disc herniations at L5-S1 using a rigid working channel endoscope. Neurosurgery. 2006; 58(1 Suppl):59-68. Choi PS, Basile R Jr, Tsou PM et al. Transforminal endoscopic decompression for radiculopathy secondary to intracanal non-contained lumbar disc herniations: outcome and technique. Spine J. 2002; 2:41-8. Delfino HLA. A coluna conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed, 2014. Forst R, Hausmann B. Nucleoscopy – a new examination technique. Arch Orthop Trauma Surg. 1983; 101:219-21. Friedman WA. Percutaneous discectomy: an alternative to chemonucleolysis? Neurosurgery. 1983; 13:542-7. Hijikata S, Yamagishi M, Nakayama T et al. Percutaneous nucleotomy: a new treatment method for lumbar disc herniation. J Toden Hosp. 1975; 5:5-13. Kambin P, Gellman H. Percutaneous lateral discectomy of the lumbar spine: a preliminary report. Clin Orthop. 1983; 174:127-32. Kambin P, Nixon JE, Chait A et al. Annular protrusion: pathophysiology and roentgenographic appearance. Spine. 1988; 13:671-5. Kambin P. Arthroscopic microdiscectomy: minimal intervention spinal surgery. Baltimore: Urban & Schwarzenburg; 1990. Onik G, Helms CA, Ginsberg L et al. Percutaneous lumbar discectomy using a new aspiration probe: porcine and cadaver model. Radiology. 1985; 155:251-2.

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XVIII Manejo Ambulatorial das

Doenças Mais Frequentes em Odontologia 105 Atenção Odontológica na Primeira Infância, 807 106 Diagnóstico Diferencial das Doenças Mais Frequentes em Odontopediatria, 811

107 Gestão do Comportamento Infantil no Ambiente Odontológico, 817

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106 Diagnóstico Diferencial das Doenças Mais Frequentes em Odontopediatria

Maria Goretti de Souza Lima • Leila Santana Coimbra • Ana Catarina Gaioso Lucas Leite Martins • Cândida Augusta Rebêlo de Moraes Guerra

CÁRIE DENTÁRIA A cárie dentária é uma doença cônica, complexa e dinâ­ mica de natureza multifatorial. Representa uma das en­ fermidades mais comuns em todo o mundo, com impac­ to negativo na qualidade de vida de crianças, por se tratar de importante causa de dor e absenteísmo escolar.1,2 É resultado da dissolução química da superfície den­ tária causada por eventos metabólicos que ocorrem no biofilme (placa bacteriana) que recobre a área afetada, na qual acontece um descompasso no equilíbrio entre o conteúdo mineral do dente e o fluido do biofilme. A destruição pode afetar o esmalte, a dentina e o cemen­ to, e as lesões podem manifestar-se clinicamente de ma­ neiras variadas. Diversos fatores de risco têm sido identificados e re­ lacionados com a doença cárie, como dieta, renda fa­ miliar, hábitos alimentares e higiene. No entanto, essas variáveis sozinhas não têm conseguido explicar inteira­ mente o desenvolvimento dessa patologia, haja vista que variabilidades individuais podem exercer influên­

C

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Ambiente de trabalho

c nômicas, ulturais e am bie n Condições de vida e de trabalho

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ciais e comuni t ár s so e ias d Re o d vida s indiv de ídu it lo

Es

Educação

cia (Figura 106.1).3-6 Há evidências de que componentes genéticos exercem influência sobre a suscetibilidade à cárie dentária. O grupo bacteriano considerado mais cariogênico abrange o Streptococcus mutans e o Streptococcus sobrinus, que formam biofilme na superfície dentária.7 A saliva atua na regulação da microbiota e na pro­ teção contra microrganismos, além de desempenhar as funções de hidratação e lubrificação dos tecidos da ca­ vidade bucal. A função de proteção é desempenhada por componentes celulares e moleculares pertencentes às imunidades inata e adaptativa que atuam sobre bac­ térias, fungos e vírus. As proteínas da imunidade inata constituem a primeira linha de defesa do organismo, e que as imunoglobulinas, secretadas pelos linfócitos da imunidade inata e pelos linfócitos da imunidade adapta­ tiva, potencializam esse mecanismo protetor.8 A cárie na primeira infância é uma doença de evolução rápida, contribuindo para uma infância sofrida e compro­ metendo o crescimento e o desenvolvimento da criança. Suas consequências abarcam desde prejuízos na nutrição

Produção agrícola e de alimentos

Água e saneamento Serviços sociais de saúde Habitação

Idade, sexo e fatores hereditários

FIGURA 106.1 Modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren & Whitehead (1991)5

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Diagnóstico Diferencial das Doenças Mais Frequentes em Odontopediatria tem em fatores relevantes na programação nutricional do indivíduo e na formação do esmalte dentário.31 A hipoplasia de esmalte local ocorre devido a fatores que vão interferir na formação normal da matriz, oca­ sionando defeitos e irregularidades na superfície do es­ malte que são causados por infecção local ou trauma. Não é raro que traumas na dentição decídua estejam relacionados com defeitos de esmalte na dentição per­ manente sucessora.32

Hipoplasia Hereditária Também conhecida como amelogênese imperfeita, tra­ ta-se de uma alteração do esmalte dental que atinge tan­ to a dentição decídua quanto a permanente, com inú­ meras variações clínicas quanto ao grau de severidade. É transmitida como um traço autossômico dominante, um traço dominante ligado ao sexo ou um traço reces­ sivo ligado ao sexo. Radiograficamente, o contorno pul­ par tem forma normal e a raiz não é morfologicamente diferente dos dentes normais. A amelogênese imperfeita se divide em subgrupos, de acordo com os estágios de desenvolvimento do es­ malte dental: Tipo hipoplásico. Tipo hipomaturado. Tipo hipomineralizado.

Opacidades Opacidades são distúrbios que ocorrem na fase de ma­ turação ou mineralização da matriz e podem levar a de­ ficiências do tipo hipocalcificação. Em geral, manifes­ tam-se como mudanças na translucidez ou opacidades do esmalte. As opacidades são defeitos que apresentam mudanças na coloração, mas sem perda na estrutura do esmalte. As opacidades podem ser demarcadas ou difusas. Quando é observada translucidez de grau variável no esmalte, com limites nítidos e coloração esbranquiça­ da, trata-se de uma opacidade demarcada. Por sua vez, a opacidade difusa apresenta-se como uma mancha de coloração esbranquiçada, sem limites definidos.

Tratamento De acordo com o grau de severidade dessas anomalias, diversos protocolos de tratamento podem ser realiza­ dos. As opções variam desde clareamento, microabrasão e restaurações estéticas conservadoras a reabilitações protéticas extensas.

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É imperioso verificar se existe processo carioso asso­ ciado à hipoplasia para que seja definida a escolha do método de tratamento reabilitador adequado. O objetivo central do tratamento das hipoplasias de esmalte é proporcionar uma reabilitação que promova completa reconstituição estética e devolva também a função mastigatória. Atualmente, a abordagem com os novos materiais dentários disponíveis e técnicas restau­ radoras mais conservadoras, minimamente invasivas, consegue proporcionar aos pacientes dentes estéticos e funcionais, atuando também no fator psicológico, o que leva a maior autoestima.

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XIX

Manejo Ambulatorial das Doenças Mais Frequentes em Fonoaudiologia 108 Desenvolvimento da Linguagem na Infância e seus Principais Distúrbios, 823

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109 Distúrbios Fonoaudiológicos

Frequentes na Infância e Noções de Audiologia para o Pediatra Carla Baptista Vasquez Cordeiro • Janaina Rebello Vilaça • Myrella Luana Dornelas • Rita de Cássia Barreto Fernandes • Tatiana Correia de Andrade Corte Real

DISTÚRBIOS DA DEGLUTIÇÃO O que se entende sobre deglutição ainda está muito aquém de sua real função. É um processo fisiológico de vital importância, sendo responsável por levar o bolo alimentar e os líquidos para a via digestiva, garantindo nossa nutrição e nossa hidratação, como também por transportar saliva, que é produzida de forma contínua e precisa ser deglutida. A deglutição está presente desde o período fetal, equilibrando o volume do líquido amniótico, por meio de estímulos periorais dos lábios, das bochechas, do mento ou da língua. É uma função de biomecânica altamente complexa, que inclui atividades voluntárias e reflexas, envolvendo diferentes músculos e nervos. Consiste também em uma função automática que é coordenada pelo centro da deglutição, localizado no tronco cerebral, onde há o envolvimento das estruturas que compõem o sistema estomatognático (SEG) e dos músculos da respiração e do trato gastrintestinal (TGI). O ato de deglutir pode ser dividido em cinco fases: antecipatória, preparatória, oral, faríngea e esofágica. Iniciase com o cheiro e a preparação para deglutir, a captação do alimento, a formação do bolo, junto com a saliva, e a propulsão do bolo alimentar da boca até o estômago, inicialmente de maneira voluntária, passando a ser involuntária quando chega na faringe. Durante o processo, é realizada uma apneia através da inibição do centro respiratório pelo centro da deglutição, a fim de proteger a via respiratória. A deglutição segura também depende de reflexos sensório-motores protetores (p. ex., reflexo de GAG e o de mordida), em torno de uma via aérea patente. Os problemas de sincronização e coordenação entre essas fases podem resultar em aspiração ou risco para as vias aéreas de uma criança. Quaisquer distúrbios no processo da deglutição que levem a problemas na alimentação são chamados de disfagia. A disfagia é um sintoma de uma doença de base que pode acometer

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qualquer parte do trato digestivo desde a boca até o estômago, podendo ser decorrente de causas neurológicas e/ou estruturais, com a possibilidade de causar complicações como desnutrição, desidratação e complicações respiratórias. Entre as intercorrências associadas à disfagia, existem as traqueostomias, a eructação, o escape ou acúmulo de saliva na boca ou faringe, os reflexos da deglutição (tosse e vômito), o refluxo, a regurgitação nasal, a retenção ou escape de alimentos da cavidade oral, o engasgo, o pigarro, a halitose, a aspiração e aquelas relacionadas com o suporte nutricional. A deglutição pode ser desordenada como resultado de malformações, controle do sistema nervoso central, infecção congênita ou adquirida, comprometimento cardiovascular ou respiratório, prematuridade, fatores fisiológicos ou comportamentais ou uma combinação desses fatores. Deve-se ter sempre em mente que um distúrbio em uma parte do complexo orofacial manifesta-se não apenas no local, mas perturba o equilíbrio de todo o sistema orgânico, em qualquer etapa da infância. Em alguns recém-nascidos a termo, pré-termo, de baixo peso, pequenos para a idade gestacional, como também no recém-nascido portador de patologias específicas, não se verifica o desenvolvimento adequado, que deveria ocorrer na vida intrauterina, ficando incompleto, o que compromete o sistema sensório-motor-oral (SSMO). Qualquer distúrbio na sucção, na coordenação-­ respiração-deglutição ou no controle neuromuscular para a propulsão do leite para a faringe, o esôfago e o estômago pode desencadear uma situação de risco que deve ser imediatamente diagnosticada e controlada. Um aspecto estrutural que vem sendo muito diagnosticado é a anquiloglossia, que consiste em uma alteração no freio da língua, causando a inabilidade ou redução da mobilidade dela, podendo prejudicar a amamentação, bem como a aquisição de outras funções orofaciais, como a mastigação, a deglutição e a linguagem.

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Distúrbios Fonoaudiológicos Frequentes na Infância e Noções de Audiologia para o Pediatra 833 os pais. Quando os pais e familiares aderem ao tratamento, assumindo o papel de coadjuvante, o prognóstico se torna bem melhor. O tratamento fonoaudiológico no período de 0 a 1 ano é realizado mensalmente juntamente à enfermagem, e a cada 2 a 3 meses até 3 anos de idade, acompanhando o desenvolvimento neuropsicomotor e de linguagem. Durante a aquisição e o desenvolvimento da fala da criança, o fonoaudiólogo realiza a avaliação perceptiva-­ auditiva da fala para identificar hipernasalidade, emissão de ar nasal, fraca pressão consonantal e articulações compensatórias. Este é o método padrão-ouro de avaliação da DVF, mas devem ser consideradas a subjetividade e a influência de fatores como o padrão articulatório do paciente, a tonalidade e a intensidade da sua voz, o contexto fonético, a experiência prévia e as expectativas do fonoaudiólogo. Visando confirmar e complementar a avaliação perceptiva/auditiva descrita, fornecendo subsídios para o próprio tratamento fonoaudiológico e a intervenção cirúrgica, podem ser realizadas a nasofibroscopia e a videofluoroscopia, que fornecem subsídios sobre a dinâmica da musculatura da deglutição e da fala, otimizando o tratamento como um todo. Em resumo, o tratamento do paciente com FLP é longo e complexo. Exige várias etapas de adequadas intervenções multidisciplinares. Os profissionais precisam estar bem integrados e articulados para que um tratamento de qualidade seja possível, no sentido de promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável dos pacientes. Para além dessas intervenções técnicas científicas, faz-­ se necessário um acolhimento humano para o próprio paciente e para toda a família, impactada pelos efeitos das malformações craniofaciais. Tais questões são mais bem tratadas em um centro de referência, à medida que se dispõe de uma equipe mais preparada e integrada, seguindo protocolos mais eficientes, o que minimiza os danos possíveis decorrentes dessas patologias. O Centro de Atendimento aos Defeitos da Face (Cadefi) do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) é um dos centros de referência no Norte e no Nordeste que atende, com excelência, grande parte desta população desde 2002.

NOÇÕES DE AUDIOLOGIA PARA O PEDIATRA Implante Coclear em Crianças O desenvolvimento da criança depende de um conjunto de fatores internos relacionados com capacidades bio-

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lógicas inatas e externas associadas a estimulação ambiental, integridade anatomofisiológica, aspectos psicológicos e educacionais. A perda auditiva infantil é uma deficiência comum na população pediátrica, atingindo 1 em cada 1.000 recém-nascidos. O estímulo acústico é pré-requisito para o desenvolvimento da linguagem oral, principalmente durante os primeiros anos de vida, considerado o período crítico, sendo fundamental a triagem auditiva dentro dos primeiros dias de vida para identificação precoce, com o objetivo de reduzir prejuízos decorrentes das limitações sensoriais. A audição representa um dos sentidos mais valiosos que existem no corpo humano, dando suporte para a comunicação; contribui com as relações interpessoais; e pode servir como mecanismo de proteção. Qualquer que seja o problema que venha a prejudicar esse sentido trará um grande impacto ao indivíduo e à sua família. Uma perda auditiva afeta de maneira significativa o desenvolvimento, levando a dificuldades na aprendizagem e impactos negativos nos campos social, emocional e cognitivo. Diante desse cenário, torna-se fundamental um diagnóstico precoce para identificar qualquer tipo de alteração auditiva. Estudos indicam que o diagnóstico de perda auditiva nos primeiros meses de vida permite a oportunidade de iniciar a intervenção precoce. Isso resulta em significativa melhora na linguagem, na fala e no desenvolvimento socioemocional. Ao longo dos primeiros anos de vida, ocorre o ápice do processo de maturação do sistema nervoso auditivo central (SNAC), pois consiste em um período de grande plasticidade neuronal. O implante coclear (IC) beneficia o indivíduo com perda auditiva tanto no desenvolvimento da linguagem quanto no aprimoramento da percepção dos sons da fala. Reconhecido como um dos grandes avanços tecnológicos das últimas décadas, o IC tem o objetivo de estimular diretamente o nervo auditivo do indivíduo por meio de eletrodos que são colocados dentro da cóclea, podendo ser utilizado em diferentes faixas etárias, por portadores de perda auditiva sensorioneural severa e/ ou profunda que não se beneficiaram com o uso prévio do aparelho de amplificação sonora individual (AASI). A partir da implantação coclear na criança, é possível habilitar sua audição e proporcionar a mesma aquisição da linguagem. Desse modo, essa implantação não ocasiona complicações para a criança, porém permite adquirir as habilidades auditivas, cognitivas e linguísticas. Um dos principais pré-requisitos para o sucesso deste tratamento, contudo, é que ele seja realizado precocemente, de preferência no primeiro ano de vida, devido

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Índice

A Abandono, 170 Abdome, 16 Abscesso, 577 - mamário, 116 Aceleração do crescimento, 65 Acidentes - com armas, 172 - de trânsito, 171 - por submersão, 172 Ácidos nucleicos, 106 Acidose metabólica, 453 Acne, 474, 579 - avaliação do paciente, 580 - diagnóstico, 580 - evolução e prognóstico, 581 - neonatal, 548 - quadro clínico, 579 - tratamento, 581 Acompanhamento - ambulatorial do prematuro, 96 - do crescimento, 133 - multidisciplinar, 97 Acrodermatite papular da infância, 558 Acropustulose da infância, 548 Adenomegalias, 536 - abordagem complementar, 540 - antecedentes e sinais e sintomas associados, 537 - bacterianas, 539 - características dos linfonodos, 536 - classificação das, 538 - espiroquetas, 540 - etiopatogenia, 537 - fúngicas, 539 - imunológicas, 540 - infecciosas, 539 - não infecciosas, 540 - neoplásicas, 540 - parasitárias, 540 - virais, 539 Adenovírus, 781 Adiponecrose, 549 Adolescente com atividade sexual, 222 Agentes antiparasitários, 523 Agonista beta-3 adrenérgico, 448

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Aleitamento materno, 640 - durante todo o primeiro ano de vida, 74 Alergia - à proteína do leite de vaca e doença do refluxo gastresofágico, 376 - gastrintestinal à proteína do leite de vaca (não mediada por imunoglobulina E e mista), 368 Alergologia, 245 Alfabloqueadores, 449 Algias vertebrais dorsolombares, 799 Alimentação, 9 - complementar, 125 - de adolescentes, 130 - de escolares, 129 - de lactentes, 124 - de pré-escolares, 129 - infantil, papel da família na, 123 - materna adequada, 74 - na pediatria, 122 - saudável, 122 Alterações - cutâneas, 66 - - no período neonatal, 545 - - transitórias do recém-nascido, 545 - ginecológicas da adolescente, 219 - ortopédicas, 460 Amamentação, 105 - desenvolvimento neuropsicomotor, 105 - evidências contra infecções e outras afecções, 107 - favorecimento do crescimento, 105 - manejo clínico, 108 - para a lactante, 108 - problemas que podem surgir durante a, 113 - proteção - - contra infecções e outras afecções, 105 - - da criança contra outras doenças não infecciosas, 107 - uso de medicamentos e, 118 - vínculo afetivo, 105 Ambiente/condições socioeconômicas, 9

Amebíase, 517 Amenorreia, 224 - primária, 224 - secundária, 224 Ampliação vesical, 449 Anamnese, 7 Ancilostomíase, 520 Anemia(s), 454, 700 - carenciais, 675 - classificação, 701 - - fisiológica, 701 - - morfológica, 701 - diagnóstico, 701 - - laboratorial, 702 - exame físico, 702 - ferropriva, 678 - - acompanhamento do tratamento e resposta terapêutica, 687 - - avaliação - - - das reservas de ferro, 682 - - - de causas subjacentes, 683 - - - do sangue periférico, 681 - - causas e fatores de risco, 679 - - consequências funcionais da deficiência de ferro, 679 - - diagnóstico, 681 - - - diferencial, 684 - - orientação dietética, 686 - - profilaxia, 688 - - quadro clínico, 680 - - rastreio de deficiência de ferro e, 685 - - tratamento, 685 - - - medicamentoso, 686 - fisiopatologia, 700 - macrocítica, 703 - manifestações clínicas/história, 701 - megaloblásticas por deficiência de folato e vitamina B12, 689 - - diagnóstico, 694 - - - diferencial, 696 - - etiologia, 690, 692 - - funções fisiológicas, 692 - - profilaxia, 697 - - quadro clínico, 691, 693 - - resposta ao tratamento, 697 - - tratamento, 696 - microcítica, 703 - normocítica, 704

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838 Pediatria Ambulatorial Anomalias - congênitas, 63 - craniofaciais, 830 Anquiloglossia, 114 Ansiedade, 50 Antagonistas do receptor de histamina-2, 377 Antecedentes pessoais, 9 Anti-inflamatório não hormonal, 468 Antibioticoprofilaxia contínua, 449 Antibioticoterapia intravesical, 449 Anticolinérgicos, 447 Antropometria, 12 - em situações especiais, 137 Ânus, 17 Aparelho de amplificação sonora individual, 340 Apetite limitado, 386 Apneia do sono, 600 Arte e brincadeiras, 631 Artrite, 649 - granulomatosa pediátrica, 474 - idiopática juvenil, 465 - - classificação, 465 - - diagnóstico, 467 - - - diagnóstico diferencial, 467 - - prognóstico, 468 - - quadro clínico, 465 - - tratamento, 467 Ascaridíase, 518 Asma, 298, 302 - acompanhamento do tratamento, 307 - classificação, 305 - diagnóstico, 303 - - a partir dos 6 anos de idade, 303 - - em menores de 5 anos de idade, 303 - epidemiologia, 302 - episódios recorrentes de sibilos, 304 - exclusão de diagnósticos alternativos, 304 - resposta clínica ao tratamento da asma, 304 - tratamento - - de manutenção, 305 - - medicamentoso, 305 Aspiração e ingestão de corpo estranho, 171 Ataxias progressivas, 67 Atenção odontológica na primeira infância, 807 Aterosclerose, 71 Atividade física, 74, 642, 743, 763 Atraso - global do desenvolvimento, 64, 66 - puberal, 728 Atresia de vias biliares, 380 Audiologia, 828, 833 Audiometria, 335 Ausculta, 14 Autoconhecimento, 54 Automonitorização glicêmica, 743

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Avaliação - audiológica infantil, 335 - do crescimento, 134 - do desenvolvimento neuropsicomotor, 146 - do frênulo da língua, 94 - inicial, 282 B Baixa - concentração de oxigênio no ar inspirado, 636 - estatura, 65, 733 Balantidíase, 518 Bexiga neurogênica, 443 - avaliação - - clínica, 445 - - diagnóstica, 445 - classificação, 443 - - etiológica, 443 - - funcional (urodinâmica), 443 - definição, 443 - epidemiologia, 444 - etiologia, 444 - ferramentas diagnósticas iniciais, 445 - fisiopatologia, 444 - investigação diagnóstica complementar, 446 - manifestações clínicas, 444 - terapias adjuvantes não farmacológicas, 447 - tratamento, 446 - - cirúrgico, 449 - - farmacológico, 447 Biópsia renal, 413 Boca, 15 Brincar - benefícios do, 189 - livre, 189 Brinquedos, 190 Bronquite - bacteriana prolongada, 285 - eosinofílica não asmática, 286 C Cabeça, 14 Calendário vacinal, 156 Canal(is) - cateterizáveis continentes, 449 - de crescimento, 141 Candidíase, 565 - mamária, 115 - na dermatite de fraldas, 565 - oral, 565 Características bucais do recémnascido, 807 Carboidratos, 106 Cardite, 650 Cárie dentária, 811 Cateterismo - intermitente limpo, 446 - vesical, 442

Células do leite humano, 105 Celulite, 576 Ceratoconjuntivite - atópica, 783 - vernal ou primaveril, 783 Ceratofitoses, 561 Cianose, 635 - avaliação ambulatorial, 637 - causas - - cardíacas, 636 - - pulmonares, 636 - central, 635 - diferencial, 637 - mista, 637 - periférica, 636 Ciclo - cardíaco, 667 - das violências, 164 - nasal de defesa, 265 Cisto(s) - da lâmina dentária, 808 - de colédoco, 380 - de erupção, 809 Cistoplastia de aumento, 449 Citocinas, 106 Citomegalovírus congênito, 486 - avaliação e acompanhamento do recém-nascido com, 487 - definição e conceitos, 486 - diagnóstico - - clínico, 486 - - complementar, 486 - - de infecção congênita e perinatal, 487 - - diferencial, 488 - - materno e triagem pré-natal, 486 - tratamento, 488 Claudicação na criança, 798 Cobalamina, 678 Colangite esclerosante, 383 Colestase(s), 379 - causas - - extra-hepáticas, 380 - - intra-hepáticas, 381 - crônica em crianças maiores e adolescentes, 383 - definições e cenários, 379 - diagnóstico diferencial, 379 - infecciosas, 381 - intra-hepáticas progressivas familiares, 381 - nas demais faixas etárias pediátricas, 383 - neonatal, 379 - prematuridade e nutrição parenteral, 382 - tratamento da, 384 Componentes de efeito antiinflamatório, 106 Comportamentos de risco para o adolescer normal, 216

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Índice 839 Comunicação, 33 - com famílias, crianças e adolescentes, 53 - não verbal, 818 Conjuntivite(s) - alérgica(s), 782 - - de contato, 783 - - perene, 783 - - sazonal, 782 - - tipos de, 782 - - tratamento, 783 - - - medicamentoso, 784 - bacterianas, 780 - - crônicas, 781 - causada por outras bactérias, 780 - gonocócica, 779 - infecciosas, 780 - neonatais, 779 - - profilaxia das, 780 - papilar gigante, 783 - por Chlamydia trachomatis, 780 - por herpes, 780 - química, 779 - virais, 781 Constipação, 45, 369 - intestinal crônica, 345 - - classificação, 345 - - diagnóstico - - - clínico, 346 - - - diferencial, 348 - - etiologia e fisiopatologia, 345 - - exames complementares, 346 - - prognóstico, 352 - - quadro clínico, 346 - - tratamento, 349 Consulta(s) - de adolescentes, 199 - - bases da, 202 - - cenário da, 202 - - condutas e seguimento, 208 - - exame(s) - - - complementares, 207 - - - físico, 207 - - questões éticas, 208 - de seguimento, 96 - pré-natal, 78 Consumo de fibras, frutas e vegetais, 76 Contracepção na adolescência, 226 - aspectos ético-legais da, 227 Controle - da voz, 818 - de pressão arterial, 76, 453 - de sintomas, 32 Coreia, 650 Coronavírus, 782 Corticosteroides, 468 - tópicos, 255 Covid-19, 159, 782 - longa, 277 - - diagnóstico, 278 - - epidemiologia, 277

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- - quadro clínico, 277 - - tratamento, 278 Crescimento, 97 - deficiente, 735 - - causas, 735 - - - endócrinas, 737 - - - não endócrinas, 736 - - variantes da normalidade, 735 - intrauterino, 133 - normal, 733 - pós-natal, 134 Criança - cardiopata, 640 - com Covid-19 longa, 277 Criptosporidíase, 518 Cuidados - afirmativos em saúde, 236, 237 - nutricionais, 640 - paliativos em pediatria, 29 - - abordagem de sintomas, 40 - - cuidado para cada fase, 34 - - definição, 30 - - indicações, 30 - - modelos de assistência e profissionais envolvidos, 31 - - pilares, 32 Curvas de crescimento, 137 Cutis marmorata, 546 D Débito cardíaco, 667 Defeitos - congênitos, 63 - de esmalte, 814 Defesa das vias aéreas superiores, 265 Deficiência - da 21-hidroxilase, 767 - - diagnóstico laboratorial, 768 - - intercorrências, 770 - - manutenção, 769 - - monitorização do tratamento, 770 - - tratamento, 768 - - - cirúrgico, 770 - - variante - - - clássica, 767 - - - não clássica, 768 - de adenosina deaminase 2, 475 - de alfa-1 antitripsina, 381 - de biotinidase, 90 - de folatos (ácido pteroilglutâmico ou vitamina B9), 690 - de mevalonato quinase, 472 - de vitamina B12 (cobalamina), 691 - de zinco, 175 - do antagonista do receptor da interleucina 1, 474 - intelectual, 64, 66 Deformidade(s) - angular do membro inferior, 797 - rotacional do membro inferior, 797 Delirium, 50 Demandas mais comuns na consulta, 80

Dengue, 159 Dentes natais e neonatais, 808 Depressão, 50 Dermatite - atópica, 254 - - acompanhamento do tratamento e prognóstico, 256 - - conceitos, 254 - - controle de infecções, 256 - - definição, 254 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 254 - - - complementar, 255 - - - diferenciais, 255 - - medidas gerais, 255 - - terapia proativa, 255 - - tratamento, 255 - - - sistêmico, 255 - vesicante por Paederus, 568 Dermatofitoses, 563 - diagnóstico das, 564 - tratamento, 564 - - sistêmico, 564 - - tópico, 564 Dermatose(s) - congênitas, 550 - genéticas, 550 - inflamatórias do recém-nascido, 547 - neutrofílica atípica crônica com lipodistrofia e temperatura elevada, 474 Dermatoviroses, 553 Dermatozoonoses, 566 Descamação fisiológica do recémnascido, 545 Desenvolvimento, 10, 99 - da linguagem na infância, 823 - na primeira infância, 143 - neuropsicomotor, 145 - psicossocial do adolescente, 211 - puberal e cerebral, 212 Desvios nutricionais nos primeiros meses de vida, 74 Diabetes melito, 740 - atividade física, 743 - automonitorização glicêmica, 743 - classificação, 740 - diagnóstico, 741 - educação em diabetes, 743 - orientação nutricional, 743 - tipo - - 1, 742 - - 2, 741 Diálise, 61 Diarreia - com sangue, 358 - crônica, 355 - - causas mais frequentes, 356 - osmótica, 357 - persistente, 354 - secretória, 357

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840 Pediatria Ambulatorial Dieta - pobre em sal, 75 - rica em gordura saturada, 75 Dificuldade alimentar, 386 - acompanhamento, 390 - crianças - - com apetite limitado, 386 - - com fobia alimentar, 387 - - com seletividade, 387 - diagnóstico, 388 - tratamento, 389 Direitos das pessoas LGBTQIAPN+, 239 Discite (infecção), 801 Disfunção - do trato urinário inferior, 440 - - cateterismo vesical, 442 - - cirurgia, 442 - - diagnóstico, 440 - - fisioterapia pélvica, 441 - - medidas conservadoras, 441 - - quadro clínico, 440 - - terapia - - - de eletroestimulação, 441 - - - medicamentosa, 441 - - tratamento, 441 - motora oral, 113 Dislipidemia, 454, 762 Dismorfias, 66 Dispepsia funcional, 362 Dispneia, 43 Distração, 818 Distúrbio(s) - da deglutição, 828 - da relação ventilação/perfusão, 636 - da tireoide na infância, 748 - de comportamento, 66 - de sódio e potássio, 454 - do desenvolvimento do esmalte, 814 - do movimento, 67 - do ritmo - - cardíaco, 654, 657 - - circadiano, 605 - fonoaudiológicos, 828 - hemorrágicos, 706 - - acompanhamento, 709 - - diagnóstico - - - clínico, 706 - - - complementar, 707 - - - diferencial, 708 - - prognóstico, 709 - mineral e ósseo, 454 - neurológicos, 67 - respiratórios, 600 Dívida imunológica pós-pandemia, 266 Dizer-mostrar-fazer, 818 Doença(s) - alérgicas - - acompanhamento - - - do tratamento e prognóstico, 253 - - - e papel do pediatra, 248

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- - controle ambiental, 252 - - diagnóstico - - - clínico, 250 - - - complementar, 251 - - - diferencial, 248 - - estratégias de tratamento, 248 - - farmacoterapia, 252 - - identificação de risco, 248 - - imunoterapia alérgenoespecífica, 253 - - intervenções preventivas, 248 - - prevenção de, 247 - - tratamento, 251 - autoinflamatórias, 470 - cardiovascular, 72 - celíaca, 365 - de pequenas moléculas, 57 - de Scheuermann, 802 - de Wilson, 383 - do refluxo gastresofágico, 286, 369, 373, 374 - - alergia à proteína do leite de vaca e, 376 - - conceitos, 373 - - definições, 373 - - espessamento da dieta, 376 - - exames complementares, 375 - - manifestações clínicas, 374 - - medidas não farmacológicas, 375 - - tratamento, 375 - - - cirúrgico, 377 - - - medicamentoso, 377 - do tecido conjuntivo, 64 - gastrintestinais eosinofílicas, 369 - hematológicas, 460 - hepática gordurosa não alcoólica, 762 - inflamatória intestinal, 364 - linfoproliferativas e neoplasias, 460 - lisossômicas, 60 - mão-pé-boca, 557 - metabólica hereditária, 57 - - bases fisiopatológicas, 57 - - classificação fisiopatológica, 57 - - convulsões neonatais e, 59 - - diagnóstico molecular, 60 - - emergências metabólicas, 61 - - exames - - - bioquímicos específicos, 60 - - - laboratoriais gerais, 60 - - investigação laboratorial, 60 - - quando o pediatra deve suspeitar, 59 - - sinais sugestivos de, 65 - - terapia dietética, 60 - - tratamento, 60 - - triagem neonatal, 61 - periodontal na infância, 813 - por acúmulo de moléculas complexas, 58 - por intoxicação, 57 - relacionadas ao déficit energético, 58 - renal crônica, 451, 736 - - definição, 451

- - diagnóstico, 451 - - - laboratorial, 452 - - linha de cuidado e pilares do tratamento, 452 - - tratamento das alterações metabólicas da, 453 - supurativas crônicas, 287 - vascular encefálica, 73 Dor(es), 41 - abdominal crônica - - classificação, 360 - - diagnóstico - - - clínico, 361 - - - diferencial de, 360 - - exames complementares, 361 - - funcional, 361, 365 - - - não especificada de outra forma, 362 - - orgânica, 363, 366 - - tratamento, 365 - benigna da infância, 459 - - definição e conceitos, 459 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 459 - - - complementar, 459 - - - diferenciais, 460 - - evolução e prognóstico, 461 - - tratamento, 461 - esofágica refluxo negativa, 374 - nas costas, 799 - nos membros, 459 - torácica, 663 - - causas - - - cardíacas, 665 - - - gastrintestinais, 664 - - - musculoesqueléticas, 663 - - - psicogênicas, 665 - - - respiratórias, 664 - - diagnóstico, 666 - - - diferencial, 663 - - etiologias, 663 - - exames de auxílio diagnóstico, 666 - - tratamento, 666 Dorsalgia, 801 Duodenite, 364 E Ectima, 575 Eczema herpético, 554 Educação em saúde bucal, 812 Emergências metabólicas, 61 Emissões otoacústicas evocadas, 333 Encefalopatias - do desenvolvimento, 585, 592 - epilépticas, 585, 592 Enchimento/armazenamento vesical, 444 Endocardite bacteriana, 644 Enterobíase, 521 Enterocistoplastia, 449 Enteropatia, 369

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Índice Entrevista motivacional, 55 Enurese - noturna, 604 - primária do sono, 605 - secundária do sono, 605 Enxaqueca abdominal, 362 Epidermólise bolhosa, 551 Epigenética, 78 Epilepsia(s), 585 - ausência na infância, 590 - autolimitada - - com crises autonômicas, 589 - - da infância com paroxismos centrotemporais, 588 - com ausências mioclônicas, 591 - com crises mioclônico-atônicas, 594 - conceitos, 585 - definição, 585 - diagnóstico clínico, 587 - focais autolimitadas, 588 - novos termos, 587 Epistaxe, 706 Epúlide congênita do recémnascido, 809 Equimoses, 706 Equipe, 33 Erisipela, 576 Eritema - marginado, 650 - tóxico neonatal, 548 Eritropoese, 677 Erros inatos da imunidade, 66 Erupção - dentária, 807 - - sintomatologia associada à, 808 - variceliforme de Kaposi, 554 Escabiose, 566 Esclerema neonatal, 549 Escoliose, 801, 802 - congênita, 802 - idiopática, 803 - - do adolescente, 803 - - infantil, 803 - - juvenil, 803 Esofagite - de refluxo, 363 - eosinofílica, 369 Esotropia, 785 - acomodativa, 786 - infantil não acomodativa, 786 Espondilólise, 801 Espondilolistese, 801 Esquistossomose, 522 Estabelecimento da relação médicopaciente, 7 Estatura - alvo, 137, 734 - e peso, 734 - elevada, 65 - idade, 135 Esteatorreia, 358

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Estomatite aftosa, 475 Estrabismo(s), 785 - convergente, 785 - diagnóstico do, 789 - divergente, 786 - paralíticos, 787 - tratamento do, 789 - verticais, 789 Estresse tóxico, 184 Estrongiloidíase, 520 Estruturas de anexos cutâneos, 546 EVALI - achados clínicos e diagnósticos, 311 - sintomas, 311 Exame(s) - complementares em crianças assintomáticas, 193 - da genitália, 220 - físico, 7, 11 - ginecológico, 219 - micológico, 564 - oftalmológico, 775 Excesso de alimentos doces, 75 Exercício(s) - e lazer, 10 - físicos, 631 Exotropia, 786 F Família, 33 Faringe, 15 Faringite e adenite cervical, 475 Faringoamigdalite aguda, 272 - complicações, 273 - definição e conceitos, 272 - diagnóstico, 273 - indicação de internação hospitalar, 273 - quadro clínico, 273 - tratamento, 273 Fases - do crescimento, 133 - do desenvolvimento, 144 Fatores - de crescimento, 106 - protetores e de risco, 144 - que interferem no crescimento, 133 Febre - de origem indeterminada, 499 - - caracterização da febre, 502 - - causas - - - infecciosas, 499 - - - inflamatórias/autoimunes, 501 - - - neoplásicas, 501 - - definições, 499 - - diagnóstico, 502 - - etiologia, 499 - - exames complementares, 504 - - manejo terapêutico, 505 - - miscelânea, 501 - - sinais e sintomas, 503

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- familiar do Mediterrâneo, 470 - faringoconjuntival, 782 - reumática, 649 - - diagnóstico, 650 - - - diferencial, 651 - - epidemiologia, 649 - - evolução tardia, 653 - - exames complementares, 650 - - profilaxia secundária, 653 - - quadro clínico, 649 - - tratamento, 651 Fenilcetonúria, 88 Fenômeno - de Arlequim, 546 - de Raynaud, 116 Ferro, 175, 677 Fibromialgia juvenil, 461 - definição, 461 - diagnóstico clínico, 461 - etiopatogenia, 461 - prevalência, 461 - prognóstico, 463 - quadro clínico, 461 - tratamento, 463 Fibrose - cística, 89, 382 - congênita dos músculos oculomotores, 789 Fisioterapia pélvica, 441 Fissuras - labiopalatinas, 809 - mamilares, 115 Fobia alimentar, 387 Folato, 678 Foliculite - bacteriana superficial, 575 - eosinofílica na infância, 548 Formação do pediatra no século XXI, 3 Fotobiomodulação, 115 Fraqueza muscular progressiva, 67 Furúnculo, 578 G Galactosemia, 91, 381 Gânglios linfáticos, 14 Gastrite, 364 Gastroenteropatia eosinofílica, 369 Gengivite, 813 Gengivoestomatite herpética, 553 Genuvalgo, 797 Genuvaro, 797 Gestão do comportamento infantil no ambiente odontológico, 817 Giardíase, 517 Ginecomastia, 728 Glomerulonefrite aguda pós-infecciosa, 410 - complicações, 412 - diagnóstico - - diferencial, 412 - - laboratorial, 412

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842 Pediatria Ambulatorial - epidemiologia, 410 - etiologia, 410 - fisiopatologia, 411 - patogenia, 410 - prognóstico, 413 - quadro clínico, 411 - tratamento, 412 - - clínico, 412 - - das complicações, 413 - - medicamentoso, 412 H Hábitos alimentares, 762 Hebiatria, 197 Helmintíases, 518 Hemangioma, 550 Hematoma de erupção, 809 Hematúria, 424 - avaliação diagnóstica, 425 - classificação, 424 - definição, 424 - epidemiologia, 424 - etiologia, 424 - tratamento, 427 Hemoglobinopatias, 89 Hemograma, 193 Hepatite B, 494 - acompanhamento, 495 - ao nascimento, 494 - definição e conceitos, 494 - diagnóstico complementar, 494 - manejo, 494 - parto, 494 - transmissão vertical do vírus da hepatite B, 494 Hepatoesplenomegalia, 506 - abordagem à criança com, 508 - diagnóstico laboratorial, 508 - exame físico, 508 - história clínica, 508 Hérnia de disco, 802 Herpes - recorrente, 554 - simples, 553, 782 - zóster, 555 Hidronefrose neonatal, 399 - antibioticoprofilaxia, 402 - avaliação - - pós-natal, 401 - - pré-natal, 400 - congênita, investigação da, 400 - definição, 399 - diagnóstico diferencial, 403 - embriologia do sistema urinário, 399 - etiologia, 400 - investigação complementar, 401 - seguimento ambulatorial, 402 Himenolepíase, 522 Hiperplasia(s) - adrenal congênita, 89, 766

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- congênita das suprarrenais, 766 - - complicações, 771 - - triagem neonatal das, 771 - sebácea, 546 Hipersialorreia, 44 Hipertensão arterial, 429 - acompanhamento, 438 - definição, 429 - diagnóstico complementar, 436 - escolha da medicação, 438 - etiologia, 436 - investigação de órgãos-alvo, 436 - medidas - - farmacológicas, 437 - - não farmacológicas, 437 - método - - auscultatório, 436 - - oscilométrico, 436 - quadro clínico, 436 - técnicas de aferição, 436 - tratamento, 437 - - medicamentoso, 437 Hipertireoidismo, 748 - definição, 748 - diagnóstico - - clínico, 749 - - laboratorial, 750 - etiologia, 748 - tratamento, 750 - - cirúrgico, 751 - - com iodo radioativo, 751 - - medicamentoso, 750 Hipoglicemia, 746 - como manifestação central, 58 Hipoplasia, 814 - hereditária, 815 - sistêmica, 814 Hipotireoidismo, 382, 751 - adquirido, 753 - avaliação inicial, 758 - classificação, 751 - congênito, 88, 752 - diagnóstico clínico e complementar, 757 Hipoventilação alveolar, 636 História - clínica, 7, 8 - da doença atual, 8 - familiar sugestiva, 59 Hormônios, 106 - envolvidos no crescimento, 733 HPV, 159 I Icterícia fisiológica do recémnascido, 545 Idade - estatura, 734 - óssea, 734 - peso, 734 Identificação, 8

Imitanciometria, 337 Impetigo, 573 Implante coclear em crianças, 833 Imunização(ões), 10, 102 - em crianças com cardiopatia, 641 - em pediatria, 153 - no período neonatal e no primeiro semestre de vida, 156 Imunobiológicos, 468 Imunologia, 245 Inclinação da curva, 138 Incongruência de gênero, 231 Indicações da consulta, 79 Índice de massa corpórea, 136 Infecção(ões) - bacterianas da pele, 573 - congênitas, 486 - das vias aéreas superiores, 265 - - abordagem para testes diagnósticos de, 269 - - diagnóstico diferencial, 271 - - etiologia das, 266 - - prevenção, 271 - - vacinação, 271 - do trato urinário, 395 - - diagnóstico clínico e laboratorial, 395 - - etiologia, 395 - - incidência, 395 - - investigação radiológica, 397 - - tratamento, 397 - - - de cistite, 398 - - - de pielonefrite, 398 - herpéticas, 553 - por Picornavirus, 557 Influenza, 159, 268 Ingurgitamento mamário, 113 Inibidores - da bomba de prótons, 377 - da calcineurina tópicos, 255 Injeções intravesicais de toxina botulínica, 449 Insônia, 598 Inspeção, 13 Insuficiência cardíaca, 667 - apresentação clínica, 669 - classificação, 667 - diagnóstico, 670 - etiologia, 667 - fase - - aguda, 669 - - crônica, 669 - fisiopatologia, 668 - relacionada à congestão e à perfusão, 667 - tratamento, 671 - variação com relação à idade, 670 Insulina - basal, 744 - prandial e de correção, 745 Insulinoterapia, 744 - ajuste da, 745

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Índice 843 Interação gene-ambiente, 164 Interferonopatias, 474 Intergeracionalidade, 164 Interpretação visual das curvas nos gráficos, 138 Interrogatório sintomatológico, 8 Intervenção fonoaudiológica, 832 Intestino neurogênico, 450 Intolerância à lactose, 364 Intoxicações exógenas, 171 Introdução alimentar, 126 Ioga, 631 Isosporíase, 518 L Lactente e pré-escolar sibilante, 297 - causas - - estruturais, 298 - - funcionais, 300 - - infecciosas, 298 - definição, 297 - diagnóstico, 300 - epidemiologia, 297 - etiologia, 298 - fatores de risco, 297 - tratamento, 300 Lanugo, 546 Laringite, 274 - manifestações e diagnóstico, 275 - tratamento, 275 Larva migrans, 570 Leite humano - armazenamento do leite extraído, 118 - componentes na proteção contra infecções e outras afecções, 105 - extração, 117 - orientação para extração e seu armazenamento, 117 - preparar o frasco para guardar o, 117 Letramento em saúde (health literacy), 54 LGBTQIAPN+, 233 Linfonodo, 541 Lipídios, 107 Litíase renal, 404 - acompanhamento e prevenção de recorrência, 409 - apresentação clínica, 407 - avaliação - - inicial, 407 - - laboratorial, 407 - diagnóstico(s) - - diferenciais, 408 - - por imagem, 407 - etiologia, 405 - fatores de risco, 404 - fisiopatologia, 404 - incidência, 404 - intervenção urológica, 408 - tratamento, 408 Lombalgia, 801 Luz de Wood, 564

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M Mama, anatomofisiologia da, 108 Mancha(s) - hipercrômicas, 66 - hipocrômicas, 66 - mongólica, 547 - salmão, 550 Marcos do desenvolvimento, 823 - visual, 775 - - adolescente, 777 - - lactente, 777 - - período neonatal, 776 - - pré-escolar e escolar, 777 Mastite, 116 Medicamentos antirreumáticos modificadores de doença - biológicos, 468 - convencionais, 468 Médico geneticista, 63 Medidas antropométricas, 135 Melanose pustulosa transitória neonatal, 548 Metatarso aduzido, 797 Método(s) - contraceptivos, 227 - de avaliação do crescimento, 734 Micção/esvaziamento vesical, 445 Micoses superficiais, 561 Microbiota, 107 Micronutrientes, 678 Microtropias, 786 Miíase, 569 Miliária, 547 Mílias, 546 Mindfulness, 631 Miopatias, 67 Miosites, 460 Modelagem, 818 Molusco contagioso, 555, 782 Momento ideal da consulta pré-natal, 79 Movimentação periódica dos membros, 603 N Natureza, 189 Náusea e vômito, 45 Necatoríase, 520 Necrose gordurosa do recémnascido, 549 Negligência, 170 Neuropatias periféricas, 67 Neutropenia, 710 - baseada na patogênese, 710 - classificação, 710 - diagnóstico, 716 - - laboratorial, 716 - neonatal, 718 - por contagem absoluta de neutrófilos, 710 - por tempo de duração, 710

Nevo simples, 550 Nódulos - de Bohn, 808 - subcutâneos, 650 Nutrição, 99 - e crescimento, 455 O Obesidade, 460, 757 - causa(s) - - comum/exógena/poligênica, 759 - - endócrinas, 760 - - genéticas (monogênica e sindrômica), 760 - - hipotalâmicas, 761 - classificação da, 759 - complicações associadas à, 761 - endógena, 760 - políticas públicas de prevenção à, 764 - precoce e/ou sindrômica, 65 Obstrução - do ducto écrino, 547 - nasolacrimal congênita, 791 - - definição, 791 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 791 - - - complementar, 792 - - - diferenciais, 792 - - tratamento, 792 Opacidades, 815 Orientações sobre casa, escola e veículo seguros, 163 Osteoblastoma, 801 Osteoma osteoide, 801 Osteomielite - crônica recorrente multifocal, 473 - não infecciosa, 460 Otite média, 322 - aguda, 271 - - complicações, 272 - - definição e conceitos, 271, 322 - - diagnóstico - - - clínico, 272 - - - complementar, 272 - - epidemiologia da, 323 - - fatores de proteção e de risco na, 323 - - fisiopatologia da, 323 - - indicação de internamento hospitalar, 272 - - quadro clínico e diagnóstico de, 323 - - recorrente, 327 - - tratamento, 272, 324 - anatomia da orelha média, 322 - com efusão - - definição da, 328 - - epidemiologia e fisiopatologia da, 328 - - quadro clínico e diagnóstico da, 328 - - tratamento da, 329 Oxiuríase, 521

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844 Pediatria Ambulatorial P Palpação, 14 Papilomavírus, 556 Paralisia - do III nervo, 788 - do IV nervo, 788 - do VI nervo, 788 Parasitológico de fezes, 194 Parasitos intestinais, 516 Parasitoses intestinais, 365, 516 - prevenção, 524 - tratamento das, 523 Parassonias, 601 Patologias ortopédicas, 797 Pé plano, 797 Pediatra(s), 53 - e a promoção da resiliência LGBTQIAPN+, 241 Pediculose, 568 Pega e posicionamento, 109 Pele e mucosas, 14 Percussão, 14 Perda - auditiva, 332 - - adquiridas, 339 - - congênitas, 338 - - diagnóstico etiológico, 338 - - epidemiologia, 332 - - etiologia, 338 - - exames - - - de imagem, 338 - - - laboratoriais, 338 - - tratamento, 340 - - - cirúrgico, 340 - - - clínico, 340 - - triagem e diagnóstico, 332 - de consciência, 656 Perfil lipídico, 195 Perímetro cefálico, 135 Período neonatal, 59 Periodontite, 813 Pernas inquietas, 603 Pérolas de Epstein, 808 Persistência como reflexo condicionado, 287 Pescoço, 15 Peso/idade, 135 Petéquias, 706 Piedra branca, 562 Pioderma gangrenoso, 474 Pitiríase versicolor, 561 Planos de cuidados, 34, 36 Pneumonia adquirida na comunidade, 293 - acompanhamento do tratamento e prognóstico, 295 - diagnóstico(s) - - clínico, 293 - - complementar, 293 - - diferenciais, 294 - exames laboratoriais, 294

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- falha terapêutica, 295 - radiografia de tórax, 293 - tratamento, 294 População LGBTQIA+ no país e no mundo, 233 Potencial evocado auditivo de tronco encefálico, 333, 337 Poxvirus, 555 Pressão arterial, 13 Prevenção - cardiovascular, 453 - de agravos violentos e acidentes, 163 - de doenças - - alérgicas, 247 - - do adulto com raízes na infância, 71 - primária - - de acidentes, 170 - - de violências, 165 - secundária - - de acidentes, 172 - - de violências, 165 - terciária - - de acidentes, 172 - - de violências, 166 Primeiros 1.000 dias, 78 Primoinfecção herpética, 553 Princípios do atendimento à criança, 7 Problemas - ginecológicos comuns em adolescentes, 219 - menstruais, 223 - na alimentação e no manejo, 830 - na audição, 832 - no desenvolvimento da fala, 831 Procinéticos, 377 Proctocolite alérgica induzida por proteína alimentar, 368 Profilaxia da endocardite bacteriana, 644 Programação fetal, 78 Programas parentais, 630 Promoção de transformações em saúde, 55 Proporções dos segmentos corporais, 734 Proteínas, 106 Proteinúria, 453 Protozooses, 517 Psicoeducação, 630 Psicoterapias, 629 Puberdade, 725 - acompanhamento do tratamento, 732 - conceitos, 725 - definição, 725 - diagnóstico(s) - - clínico, 728 - - complementar, 728 - - diferenciais, 729 - exame físico, 728 - história clínica, 728

- precoce, 728 - prognóstico, 732 - tratamento, 731 Q Quedas, 170 Queimaduras, 170 Queixa principal e duração, 8 Quimiocinas, 106 R Rastreio e seguimento de comorbidades, 101 Red flags neonatais, 59 Refluxo - gastresofágico, 373 - hipersensível, 373 Reforço positivo, 817 Regurgitação fisiológica do lactente, 373 Remoção de metabólitos tóxicos, 61 Reposição de ferro, 640 Resfriado comum, 267 - complicações, 271 - indicação(ões) - - de internamento hospitalar, 271 - - de retorno, 271 - medidas não farmacológicas, 270 - tratamento, 270 - - antiviral, 270 - - farmacológico, 270 Respiração bucal, 317 - definição e conceitos, 317 - diagnóstico - - clínico, 319 - - complementar, 319 - etiologia, 318 - fisiopatologia, 317 - tratamento, 320 Resposta aos gatilhos inócuos, 288 Restrição do crescimento intrauterino de causa não estabelecida, 66 Rinite alérgica, 250 Rinofaringite aguda, 267 Rinossinusite aguda, 273 - complicações, 274 - definição e conceitos, 273 - diagnóstico - - clínico, 274 - - complementar, 274 - indicação de internação hospitalar, 274 - tratamento, 274 Roteiro prático para fazer a consulta, 81 S Sangramento uterino anormal, 223 Sarcoidose de início precoce, 474 Satisfação dos pacientes e de seus responsáveis com a consulta pediátrica, 55

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Índice 845 Saúde mental - de crianças e adolescentes LGBTQIAPN+, 238 - e suporte familiar, 456 Sedentarismo, 181, 460 Seletividade, 387 Sequência de Moebius, 789 Sexualidade, 231 Sífilis congênita, 489 - acompanhamento do tratamento e prognóstico, 492 - definição e conceitos, 489 - diagnóstico - - clínico, 489 - - complementar, 489 - - diferencial, 489 - tratamento, 489, 492 - - da gestante, 490 Sinais - de alerta clínicos, 59 - vasculares, 546 Síncope, 654 - cardíaca, 655 - do seio carotídeo, 655 - situacional, 655 - vasovagal, 654 Síndrome(s) - autoinflamatória associada ao proteossomo, 474 - da adolescência normal, 214 - da dor - - abdominal mediada centralmente, 363 - - biliar, 363 - da febre periódica, 475 - da hipermobilidade articular benigna, 460, 464 - - definição, 464 - - diagnóstico, 464 - - prevalência, 464 - - prognóstico, 464 - - quadro clínico, 464 - - tratamento, 464 - da hipersensibilidade da tosse, 287 - da tosse das vias aéreas superiores, 286 - de Alagille, 381 - de artrite piogênica, 474 - de Blau, 474 - de Brown, 789 - de Doose, 594 - de Down, 19 - - acompanhamento subsequente, 26 - - diagnóstico - - - da criança com, 23 - - - pós-natal, 24 - - - pré-natal, 23 - - estimulação precoce, 26 - - informação aos familiares, 24 - - puericultura da criança com, 25

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- - reconhecimento clínico da pessoa com, 20 - de Duane, 788 - de Gianotti-Crosti, 558 - de Lennox-Gastaut, 594 - de West, 592 - do gotejamento pós-nasal, 286 - do intestino irritável, 362 - do superuso, 460 - dos espasmos epilépticos infantis, 592 - epilépticas generalizadas, 590 - especiais da motilidade ocular, 788 - metabólica, 761 - nefrótica na criança, 414 - - acompanhamento ambulatorial, 423 - - avaliação diagnóstica, 416 - - classificação, 414 - - conceitos, 414 - - corticorresistente, 419 - - definição, 414 - - fatores de risco, 415 - - fisiopatologia, 414 - - genética, 415 - - idiopática, 418 - - manifestações, 415 - - medidas gerais, 417 - - prognóstico, 423 - - tratamento - - - das complicações, 421 - - - das recidivas, 418 - - - do primeiro episódio, 417 - - - inicial com corticosteroide, 417 - periódica associada(s) - - à criopirina, 472 - - ao receptor do fator de necrose tumoral, 471 Sintomas - em cuidados paliativos pediátricos, 40 - neurológicos, 47 - psíquicos, 49 Sistema - cardiovascular, 16 - digestório, 16 - geniturinário, 17 - musculoesquelético, 17 - nervoso, 17 - respiratório, 15 Sono - agitado ou inquieto, 604 - normal, 598 Sonolência excessiva diurna, 601 Sopro(s) - de fluxo pulmonar, 647 - de Still, 646, 647 - inocente, 646 - pulmonar periférico, 647 - sistólico(s), 646 - - supraclavicular, 648 Sucralfato, 377 Sumário de urina, 194

Suplementação - de micronutrientes, 174 - de nutrientes, 99 T Tabagismo, 75 - e dispositivos eletrônicos, 309 - - composição química e exposição aos tóxicos, 309 - - efeitos sistêmicos do uso, 310 - - impactos no desenvolvimento neurocognitivo, 310 - - intoxicação e acidentes, 311 - - regulação e saúde pública, 311 - - sistema - - - cardiovascular, 311 - - - gastrintestinal, 311 - - - respiratório, 311 Técnicas para aferição, 135 Teníase, 521 Terapia - de eletroestimulação, 441 - de redução de substrato, 61 - de reposição enzimática, 61 - gênica e chaperonas farmacológicas, 61 Teste(s) - da linguinha, 94 - da orelhinha, 91 - da oximetria de pulso, 93 - de triagem - - auditiva neonatal, 91 - - neonatal, 86 - do coraçãozinho, 93 - do olhinho, 93 - do pezinho, 86 - do reflexo vermelho, 93 Tinea - capitis, 563 - corporis, 564 - nigra, 562 Tínea - do corpo, 564 - do couro cabeludo, 563 Tórax, 15 Tosse, 44 - aguda, 282 - classificação, 281 - crônica, 284 - fisiologia e fisiopatologia, 280 - manejo da, 282 - na infância, 280 - tratamento da tosse aguda, 282 - variante asma, 285 Toxoplasmose, 91, 495 - diagnóstico - - clínico, 496 - - complementar, 496 - prevenção, 498 - tratamento, 496

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846 Pediatria Ambulatorial - vias de transmissão/fatores de risco, 495 Transgeracionalidade, 164 Transição para o cuidado adulto, 456 Transplante, 61 Transtorno - de ansiedade generalizada, 619 - - acompanhamento, 623 - - comorbidades, 621 - - diagnóstico - - - clínico, 619 - - - complementar, 621 - - - diferencial, 621 - - epidemiologia, 620 - - fatores de risco, 620 - - neuroetiopatogenia, 621 - - prognóstico, 623 - - tratamento, 622 - do déficit de atenção com hiperatividade, 607 - - diagnóstico, 607 - - - diferencial e comorbidades, 608 - - medicamentos não estimulantes, 610 - - prognóstico, 612 - - psicoestimulantes, 609 - - tratamento, 609 - - - medicamentoso, 609 - - - na prática, 611 - - - não medicamentoso, 611 - do espectro autista, 613 - - acompanhamento, 617 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 614 - - - complementar, 616 - - - diferenciais, 616 - - epidemiologia, 613 - - genética, 613 - - prognóstico, 617 - - tratamento, 617 - dos movimentos rítmicos relacionados ao sono, 603 - opositivo desafiador e transtorno de conduta, 625 - - comorbidades, 627 - - desenvolvimento e curso, 627 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 625 - - - diferenciais, 627 - - epidemiologia, 625 - - etiologia, 625 - - fatores de risco, 625

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- - tratamento, 627 Traumas mamilares na amamentação, 115 Triagem - auditiva neonatal universal, 333 - neonatal, 61 - - biológica, 86 Tricoscopia, 564 Tricuríase, 519 Tuberculose, 287, 526 - diagnóstico, 528 - manejo - - clínico, 531 - - de contatos, 532 - manifestações clínicas, 526 - métodos diagnósticos microbiológicos e moleculares, 530 - novos esquemas para o tratamento, 533 - quimioprofilaxia primária em recémnascidos, 534 - tratamento da infecção latente, 532 - vias de progressão da tuberculose, 527 Tungíase, 571 U Úlcera péptica, 364 Urticária - aguda, 260 - crônica, 260 - e angioedema, 257 - - diagnóstico(s) - - - clínico, 258 - - - complementar, 258 - - - diferenciais, 259 - - etiologia, 258 - - tratamento, 259 Uso abusivo de telas, 182, 460 V Vacina(s) - contra hepatite B, 83 - contra influenza, 83 - contra o vírus sincicial respiratório, 84 - tríplice acelular tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche), 83 - virais do segundo ano de vida e idade pré-escolar, 159 Vacinação - da gestante, 161 - - contraindicações e falsas contraindicações, 161

- meningocócica, 158 - pneumocócica, 157 Variabilidade de gênero, 231, 234 Vasculopatia associada à STING de início na infância, 474 Velocidade de crescimento, 136, 734 Vermifugação periódica, 510 - e alergias, 513 - e desempenho cognitivo, 514 - e melhora do estado nutricional, 511 - e resistência aos antiparasitários, 511 Vérnix caseoso, 545 Verrugas, 556 Violência - diagnóstico e suporte às vítimas, 166 - física, 167 - psicológica, 168 - sexual, 168 Vírus - da imunodeficiência humana, 479 - - avaliação da resposta ao tratamento, 483 - - diagnóstico laboratorial, 479 - - esquema vacinal, 484 - - profilaxia da transmissão, 480 - - quadro clínico, 479 - - seguimento ambulatorial, 483 - - tratamento, 483 - - vigilância - - - de coinfecções e infecções oportunistas, 483 - - - de efeitos adversos, 483 - sincicial respiratório, 159 Vitamina - A, 178 - B12, 678 - C, 178 - D, 177 Vulvovaginites, 219 - classificação das, 220 - diagnóstico da, 220 X Xeroderma pigmentoso, 550 Z Zinco, 174 - disponibilidade nos alimentos, 175 - sinais e sintomas da deficiência de, 175 - suplementação medicamentosa de, 175

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Pediatria Ambulatorial, em sua terceira edição, consolida-se como uma obra essencial que une a história e o futuro da pediatria. Nascido no coração do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), este livro honra o legado de seu fundador ao traduzir décadas de excelência em assistência, ensino e pesquisa na saúde materno-infantil. Mais do que atualizar conteúdos, esta nova edição dialoga com a realidade atual do atendimento. Fundamentos insubstituíveis (como anamnese, exame físico e acompanhamento longitudinal) associam-se às novas evidências científicas, bem como aos recursos diagnósticos e terapêuticos avançados. A obra foi meticulosamente reestruturada para contemplar os desafios contemporâneos da infância e da adolescência, incluindo impacto das telas, estresse tóxico, saúde mental, além de reforçar a importância da natureza e do brincar livre. Dividido em 19 partes e 109 capítulos, o livro aborda, de forma multidisciplinar, desde a prevenção e a promoção da saúde (como aleitamento materno, imunizações e prevenção de doenças do adulto com raízes na infância) até as diversas subespecialidades pediátricas, contando, ainda, com a contribuição da fonoaudiologia e da odontopediatria. Sob a organização de uma equipe de especialistas dedicados, as páginas deste livro aproximam a excelência técnica do cuidado humanizado. É um convite para que estudantes, residentes e profissionais construam, juntos, uma Pediatria cada vez mais ética, científica e profundamente comprometida com a vida e o futuro das nossas crianças.

Área de interesse Pediatria

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Pediatria Ambulatorial – 3ª ed. by Editora Rubio - Issuu