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Bizu Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Terapia Ocupacional – Fabíola Tinoco Carvalho

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Sobre a organizadora Anatomia e Neuroanatomia

Perguntas e Respostas

Generalidades

Neurologia do Adulto Pediatria e Neurologia Infantil Reumatologia e Cardiologia Saúde Mental e Psiquiatria

Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia Andréa Fabíola C. T. Carvalho Elaine Rosa da Silva Peixoto

Terapia Ocupacional – Metodologia e Prática, 2a ed. Cláudia Pedral Sampaio de Sena Patrícia Moreira Bastos

Terapia Ocupacional – Uma Contribuição ao Paciente Diabético Regina Célia Toscano Costa

Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito, 2a ed. Andréa Fabíola C. T. Carvalho Helena Maria Nica Scatolini

Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

Respostass Terapia Ocupacional

Outros títulos de interesse

Perguntas e

Ortopedia

Comentadas de

Geriatria e Gerontologia

Comentadas de

Terapia Ocupacional Andréa Fabíola C. T. Carvalho Organizadora

Andréa Fabíola C. T. Carvalho Terapeuta Ocupacional Graduada pela Escola de Ensino Superior Helena Antipoff (ESEHA), RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ. Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica, Educação a Distância (EAD) pela Universidade Candido Mendes (UCAM), RJ/DF. Especialista em Saúde Mental pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philippe Pinel, RJ. Participou do curso de Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com a Fundação Geraldo Venâncio (FGV), Campos dos Goytacazes, RJ.

Perguntas e Respostas

Comentadas de

Terapia Ocupacional

Especialização em Saúde do Idoso pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA/SUS) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) – 2013/2014 (em curso). Participou do curso de Atualização em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa pelo Programa de Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e da Fundação Oswaldo Cruz (EAD/ENSP/Fiocruz). Autora do livro Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, publicado pela Editora Rubio. Autora do livro Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito – 2a edição, publicado pela Editora Rubio. Classificação em Concursos Públicos 3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ (2001).

Andréa Fabíola C. T. Carvalho

3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Quissamã, RJ (2001).

Organizadora

1º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Carapebus, RJ (2003).

Área de interesse

4º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, RJ (2003). 3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2004). 2º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2012).

Terapia Ocupacional

2a Edição

Mais um Lançamento

2a Edição 9 788564 956506

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Revisada e Ampliada

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Abrangendo diversas áreas do conhecimento, a Série Bizu Comentado destaca-se por apresentar questões criteriosamente selecionadas, comentadas por especialistas e complementadas por ilustrações e esquemas que tornam o estudo dos temas mais didático e agradável. A Série Bizu Comentado foi concebida com a finalidade de auxiliar estudantes de graduação e profissionais que atuam em diversas áreas a se prepararem para concursos públicos e avaliar os conhecimentos adquiridos. O(s) autor(es), o editor e os revisores se empenham para que o texto chegue às mãos do leitor sem incorre­ ções ou dúvidas. Nem sempre, porém, esse objetivo é alcançado. Se você, leitor, tiver correções ou sugestões a fazer, referentes ao teor desta obra, solicitamos que o faça pelo e-mail bizu@rubio.com.br. Essa interação com o leitor é bem-vinda, e servirá de base para que, em futuras edições, nos aproximemos da almejada excelência.

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SÉRIE BIZU COMENTADO

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Copyright © 2014 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-64956-50-6 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução deste livro, no seu todo ou em parte, por quaisquer meios, sem o consentimento por escrito da Editora. Produção e Capa Equipe Rubio Editoração Eletrônica EDEL Foto de Capa iStock © barbaragibbbons

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVRO-RJ C321p 2. ed. Carvalho, Andréa Fabíola C. Tinoco (Andréa Fabíola Costa Tinoco), 1972 Perguntas e respostas comentadas de terapia ocupacional/Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2014. 500p.: il.; 25cm. (Bizu comentado)

Inclui bibliografia ISBN 978-85-64956-50-6

1. Terapia ocupacional – Problemas, questões, exercícios. I. Título. II. Série.

12-8760.

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55 (21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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CDD: 615.8515 CDU: 615.851.3

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Bizu Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Terapia Ocupacional, 2a Edição, Revisada e Ampliada

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Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Terapeuta Ocupacional Graduada pela Escola de Ensino Superior Helena Antipoff (ESEHA), RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ. Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica, Educação à distância (EAD) pela Universidade Candido Mendes (UCAM), RJ/DF. Especialista em Saúde Mental pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philipe Pinel, RJ. Participou do curso de Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com a Fundação Geraldo Venâncio (FGV), Campos dos Goytacazes, RJ. Especialização em Saúde do Idoso pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA/SUS) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) – 2013/2014 (em curso). Participou do curso de Atualização em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa pelo Programa de Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e da Fundação Oswaldo Cruz (EAD/ENSP/Fiocruz). Autora do livro Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, publicado pela Editora Rubio. Autora do livro Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito – 2a edição, publicado pela Editora Rubio.

Classificação em Concursos Públicos 3o lugar no Concurso para Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ (2001). 3o lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Quissamã, RJ (2001). 1o lugar no Concurso para Prefeitura Municipal de Carapebus, RJ (2003). 4o lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, RJ (2003). 3o lugar no Concurso para Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2004). 2o lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2012).

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Organizadora

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Luciane Telles da Silva Bastos Coordenadora Técnica de Terapia Ocupacional do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (IETAP) – Niterói, RJ. Terapeuta Ocupacional do (IETAP) – Niterói, RJ. Terapeuta Ocupacional do Espaço CEL Corpo e Linguagem, Niterói, RJ. Especialista em Psicomotricidade pela Escola Superior de Ensino Helena Antipoff (ESEHA) e em Saúde Mental para Terapeutas Ocupacionais pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philipe Pinel (IFB/IPP), RJ. Curso de Aperfeiçoamento em Conceito Neuroevolutivo Bobath (Básico – Pediátrico) e Integração Sensorial pelo Centro de Estudos em Neuroreabilitação (CERN), RJ. Curso de Aperfeiçoamento em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense (UFF)/Pró-Reitoria de extensão da UFF/Centro de Ciências Médicas da UFF (UFF/PROEX/CCM), RJ.

Maria Lúcia Rosa Quinta Terapeuta Ocupacional do Hospital Municipal Barata Ribeiro pela Secretaria Municipal de Saúde, RJ. Especialista em Socioterapia, Terapia de Mão e Técnicas Corporais.

Rejane Corrêa de Sá Santos Terapeuta Ocupacional do Núcleo de Saúde Mental da Prefeitura Municipal de Macaé e na Comunidade Terapêutica Shalon and Life em Macaé, RJ. Especialista em Saúde Mental para Terapeutas Ocupacionais pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philipe Pinel (IFB/IPP), RJ. Curso de Aperfeiçoamento em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Especialista em Saúde Mental pelo IFB/IPP, RJ. Curso de Aperfeiçoamento em Abordagem da Terapia Ocupacional pelo IFB/IPP, RJ.

Rejane Nazaré Pimentel de Sousa Mestranda em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), RJ.

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Colaboradoras

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Especialista em Saúde Mental pela Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Rosana Ferreira Alves da Silva Terapeuta Ocupacional do Instituto Municipal de Medicina Física e Reabilitação Oscar Clark, RJ. Especialista em Psicomotricidade pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), RJ. Formação em Terapia Sistêmica de Família.

Sacha Manoela Oliveira Paiva de Azevedo Queiroz Terapeuta Ocupacional do Hospital Ferreira Machado e do Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (PMCC), RJ e no Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso (PAISI) pela Prefeitura Municipal de Macaé, RJ. Especialista em Intervenção Precoce: Uma Abordagem Neuromotora pela Universidade de Santo Amaro (Unesa), SP em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), BA. Curso de Aperfeiçoamento em Conceito Neuroevolutivo Bobath (Básico – Pediátrico, Hemiplegia do Adulto e Baby Course) e Integração Sensorial pelo Centro de Estudos em Neuroreabilitação (CERN), RJ. Formação em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Geraldo Venâncio (FGV), Campos dos Goytacazes, RJ.

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Especialista em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH) da ENSP/Fiocruz, RJ.

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Dedico este livro aos terapeutas ocupacionais que buscam realizar seus sonhos sem deixar de tentar realizar os de seus pacientes.

Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. Mahatma Gandhi

Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fadiga e persistência. Henry Ford

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Dedicatória

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Agradeço à Editora Rubio e à sua equipe de jovens gentis e muito competentes pela paciência e pela confiança mais uma vez em mim creditada. Às minhas queridas e competentes colaboradoras, em especial a Dra. Luciane, a Dra. Rejane Pimentel e a Dra. Sacha Queiroz, que se propuseram mais uma vez a contribuir com seu conhecimento, tempo e empenho para o crescimento da Terapia Ocupacional. Aos colegas que, indiretamente, muito contribuíram com empréstimos de livros e até mesmo sugestão de questões. Aos nossos clientes pela permissão da divulgação de suas imagens. Ao meu esposo e filha pela paciência e compreensão pela ausência e de que é necessário perseguir sonhos.

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Agradecimentos

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Regulamentada no Brasil, no ano de 1969, a Terapia Ocupacional é uma profissão que continua em fase de amadurecimento e consolidação, o que proporciona aos profissionais terapeutas ocupacionais, um mercado em franca expansão à medida que mais pessoas e profissionais de áreas afins reconhecem a importância e necessidade de sua atuação. Este livro tem o objetivo de incentivar e contribuir aos terapeutas ocupacionais que queiram fazer parte deste mercado em expansão, principalmente nos concursos para o serviço público, visto que cada vez mais são solicitados e em maior número, vagas para terapeutas ocupacionais em várias esferas de governo (municipal, estadual e até federal). A obra será um auxiliar na preparação do profissional recém-formado ou servir como revisão para o profissional mais experiente que queira se preparar para novos desafios, novos concursos. Nesta edição tivemos o cuidado de rever todas as questões existentes na edição anterior e assim complementá-las com bibliografias do ano de 2006 até agora. E incluir questões dos concursos mais recentes. A equipe de colaboradoras foi mantida e se mostraram cada vez mais capacitadas e eficientes. O Bizu Comentado de Terapia Ocupacional em sua segunda edição foi revisado e ampliado em oito capítulos para facilitar o estudo, sem privilegiar quaisquer áreas de conhecimento. Os capítulos nesta edição são os seguintes: Capítulo 1 - Anatomia e Neuroanatomia; Capítulo 2 - Generalidades; Capítulo 3 - Geriatria e Gerontologia; Capítulo 4 - Ortopedia; Capítulo 5 - Neurologia do Adulto; Capítulo 6 - Pediatria e Neurologia Infantil; Capítulo 7 - Reumatologia e Cardiologia; Capítulo 8 - Saúde Mental e Psiquiatria. Somamos em torno de 1.000 questões, pois na edição anterior somamos 780 questões. Cuidamos com muito carinho de nossa obra para que você, terapeuta ocupacional, tenha um estudo facilitado, esperamos sinceramente que este livro seja um instrumento auxiliar, transformador e motivador na sua vida para a conquista de suas metas. Que você tenha muito sucesso e que Deus vos abençoe. A Organizadora

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Apresentação

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Sinto-me lisonjeada e honrada por prefaciar esta magnífica obra da amiga e colega de profissão Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho. Perguntas e Respostas Comentadas de Terapia Ocupacional, da Série Bizu Comentado, contempla, a uma visão geral, rico conteúdo, fundamentado e voltado cientificamente para a comunidade técnica dos terapeutas ocupacionais, difundindo o universo de conhecimento e promovendo um resgate do saber imprescindível para o bom exercício da profissão. Com isso, assegura crescimento para o profissional e apresenta um leque de possibilidades em termos de divulgação técnico-científica, possibilitando um avanço no objeto de estudo da Terapia Ocupacional, a atividade humana. A obra apresenta, em seus oito capítulos, mais de mil questões e denota maior abrangência no que se refere às diversas especialidades médicas privilegiadas por essa conceituada profissão. Respalda-nos e nos dá suporte para a realização não só de provas, mas também de inúmeros trabalhos científicos, seja por meio de palestras, seminários, workshops ou conferências, com maior segurança. O Bizu Comentado de TO é uma referência clínica e científica para os terapeutas ocupacionais. Por meio de respostas comentadas, oferece explicações claras e ferramentas eficazes e atualizadas para que o profissional possa sanar dúvidas e se aventurar com êxito em propostas e provocações acadêmicas e/ou profissionais que surjam em seu caminhar terapêutico, abrindo espaço para saberes atualizados e revisados. É notória a competência da Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho, profissional que prima pela ética, pelo envolvimento com a profissão e pelo investimento pessoal, enfrentando desafios e vencendo obstáculos. Parabéns, amiga! Helena Maria Nica Scatolini Terapeuta Ocupacional do Centro de Reabilitação Laércio Lício de Carvalho, da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ e do Programa Domiciliar da Prefeitura Municipal de Macaé, RJ. Diretora do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (Sinfito) (1999/2001). Escritora, Docente Superior, Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica e em Contextos Hospitalares, Vice-Coordenadora do Nucrim – 27 (Creffito – 2).

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Prefácio à 2a edição

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A Terapia Ocupacional vem progressivamente ampliando sua dimensão do saber como fonte geradora de conhecimentos, considerando-se o número significativo de contribuições existentes em nosso meio. Nesse aspecto, se de um lado crescem as produções científicas, por outro é notório o crescimento da demanda de profissionais com sólida bagagem de conhecimentos. É importante que possamos ter acesso às produções de conhecimento, pois é condição da natureza humana o saber resultante da busca pelo novo; nesse aspecto, à medida que pudermos interagir e compartilhar com este leque de informações, teremos a chance de conhecer cada vez mais a arte de ser terapeuta ocupacional. O presente livro tem como objetivo orientar e ajudar os terapeutas ocupacionais que se interessem pela realização de concursos na área de Terapia Ocupacional. Entretanto, pelo fato de organizar-se através de perguntas e respostas, sua finalidade expande-se para um campo de consulta, no qual o profissional terá a oportunidade de aprofundar-se na construção de seu saber. O livro é composto de seis capítulos, que representam áreas nobres de atuação. Em suas 783 questões o terapeuta ocupacional encontrará oportunidade de resgatar e organizar informações relacionadas às disciplinas aplicadas em seu cotidiano profissional de maneira clara, objetiva e organizada. Tenho a imensa satisfação de compartilhar o mesmo espaço com Andréa Fabíola C.T. Carvalho e, desta forma, tendo a oportunidade de compartilhar também com outros atores novos saberes da Terapia Ocupacional. A autora é uma profissional a quem respeito muito por sua garra, sua beleza interior e sua conduta ética; como terapeuta ocupacional, seu verbo é desafio, e seu envolvimento com a Terapia Ocupacional possibilita oportunidades de crescimento, fortalecimento e disseminação de conhecimentos, uma vez que ser terapeuta ocupacional significa viver interagindo com o outro, integrando compromisso, respeito e responsabilidade, sempre voltado para o trabalho coletivo. Este livro representará para os profissionais de Terapia Ocupacional um grande avanço em termos de conhecimento do saber/ser, assim como de garantia de saber/fazer/conhecer. Patrícia Moreira Bastos Terapeuta ocupacional. Psicoterapeuta ocupacional. Terapeuta ocupacional no Hospital Especializado Mário Leal, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Pós-Graduada em Políticas de Saúde e Epidemiologia Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Saúde Pública pela Faculdade São Camilo de Administração Hospitalar – São Paulo, SP. Graduada em Terapia Ocupacional pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).

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Prefácio à 1a edição

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Anatomia e Neuroanatomia.................................................................................................. 1 Respostas........................................ 19 Generalidades..................................................................................................................... 47 Respostas........................................ 89 Geriatria e Gerontologia.................................................................................................... 143 Respostas...................................... 153 Ortopedia.......................................................................................................................... 167 Respostas...................................... 183 Neurologia do Adulto....................................................................................................... 205 Respostas...................................... 243 Pediatria e Neurologia Infantil........................................................................................... 293 Respostas...................................... 321 Reumatologia e Cardiologia.............................................................................................. 383 Respostas...................................... 391 Saúde Mental e Psiquiatria................................................................................................ 405 Respostas...................................... 437

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Sumário

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Andréa Fabíola Costa Tinoco Carvalho Luciane Telles da Silva Bastos Sacha Manoela Oliveira Paiva de Azevedo Queiroz

1. No trabalho estático, observa-se a seguinte situação: A. A origem e a inserção do músculo se afastam B. A origem e a inserção do músculo se aproximam C. O músculo se encurta com pequeno movimento articular D. O músculo se contrai sem que ocorra movimento de articulação E. O músculo exerce uma força sobre a origem e a inserção com mudança de comprimento 2. No movimento de inversão do pé, os músculos solicitados são:

4. No dorso da mão humana e na parte volar da palma, a lesão mais frequente, que causa edema e equimose, é: A. Flexão da articulação interfalangiana distal B. Hiperextensão da articulação carpometacárpica C. Hiperextensão da articulação metacarpofalangiana D. Flexão das articulações interfalangianas proximais E. Deslocamento da articulação interfalangiana distal

A. Fibular longo e fibular superficial

5. A abdução e a adução dos ombros e do quadril ocorrem no plano:

B. Tibial anterior e tibial posterior

A. Sagital

C. Extensor longo do hálux e tibial

B. Transversal

D. Supinador e fibular superficial

C. Frontal

E. Tibial e iliopsoas

D. Longitudinal

3. Na extensão do ombro, os primeiros músculos a se moverem são:

E. Horizontal

A. Bíceps, braquial, psoas e braquiorradial B. Iliopsoas, ilíaco, grande psoas e bíceps C. Braquial, bíceps, interósseos dorsais e lumbricais D. Grande dorsal, grande redondo, deltoide posterior e tríceps E. Trapézio médio, peitoral maior, deltoide anterior e supinador

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6. A retificação da articulação em que dois segmentos adjacentes se afastam, aumentando o ângulo articular, é denominada: A. Flexão B. Adução C. Abdução D. Oposição E. Extensão

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Anatomia e Neuroanatomia

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BIZU Comentado de Terapia Ocupacional

7. Os nervos cranianos dispõem-se em doze pares, que saem do encéfalo para diversas regiões do corpo. As fibras sensitivas transmitem sensações e onde se originam?

10. A posição funcional na qual a mão humana apresenta-se naturalmente para pegar um objeto em relação às características do punho, do polegar e dos demais dedos é:

A. Na coluna cinzenta anterior da medula espinhal, e as fibras sensitivas, nas células unipolares dos gânglios espinhais das raízes posteriores da medula espinhal

A. Ligeira extensão, oposição do polegar, abdução

B. Na coluna posterior da medula espinhal, e as fibras sensitivas, na coluna cinzenta da medula espinhal C. Na porção medial da medula espinhal, e as fibras sensitivas, nas raízes posteriores da medula espinhal D. Na porção anterior da medula espinhal, e as fibras sensitivas, nas raízes mediais da medula espinhal E. Nas células unipolares dos gânglios espinhais que estão no curso das raízes posteriores 8. O sangue transporta oxigênio, nutrientes e outras substâncias necessárias para o adequado funcionamento do tecido vivo. Como as necessidades cerebrais são críticas e vitais, um fluxo constante de sangue deve ser mantido. Qual é o principal tronco anastomótico arterial de irrigação cerebral?

B. Ligeira extensão, semiflexão, semioposição C. Semioposição, abdução, ligeira flexão D. Posição neutra, semiflexão, adução E. Adução, ligeira flexão, oposição 11. O reflexo tônico cervical assimétrico em supino caracteriza-se por resposta motora do tipo: A. MMII e MMSS flexionados B. MMII flexionados e MMSS estendidos C. Extensão de MI e MS do lado facial e flexão de MI e MS do lado occipital D. Extensão e abdução dos MMII e dos MMSS e, posteriormente, adução e flexão dos MMSS e dos MMII E. MMII e MMSS estendidos 12. A articulação radioulnar permite os seguintes tipos de movimentos do respectivo segmento corporal:

A. Plexo coroide

A. Pronação e supinação do antebraço

B. Cisterna quiasmática

B. Flexão e extensão do cotovelo

C. Seios durais

C. Adução e abdução do ombro

D. Artéria carótida interna

D. Flexão e extensão da mão

E. Círculo de Willis

E. Abdução e flexão do ombro

9. A paralisia do nervo cubital que mantém a mão em atitude de “garra cubital” é determinada, principalmente, por atrofia:

13. O músculo bíceps braquial proporciona atuação nas seguintes articulações:

A. Hipotenar e de lumbricais B. Tenar e de interósseos C. Hipotenar e de cubital

A. Punho, cotovelo e ombro B. Ombro, cotovelo e radioulnar C. Intercarpiana, radiocarpiana e ombro

D. Tenar e de lumbricais

D. Interfalangiana, articulações sinoviais deslizantes e punho

E. Cubital e de interósseos

E. Tibiotársico e do joelho

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14. Os movimentos do polegar no plano anteroposterior são chamados de:

D. Dos membros inferiores em relação ao tronco

A. Antepulsão e extensão

E. Dos membros superiores em relação à escápula

B. Antepulsão e retropulsão C. Retropulsão e extensão D. Flexão e extensão

19. Os movimentos de rotação ocorrem no plano:

E. Abdução e adução

A. Vertical

15. O músculo mais bem adaptado para o movimento de alimentar-se é o: A. Bíceps B. Tríceps C. Pronador quadrado

B. Sagital C. Coronário D. Longitudinal E. Transverso

D. Supinador curto

20. O movimento de pronossupinação (rotação) em nível do punho se dá entre:

E. Pronador redondo

A. Ulna e rádio

16. A posição de função que usamos para escrever é de: A. Extensão B. Pronação C. Flexão D. Semipronação E. Desvio ulnar

B. Rádio e mão C. Ulna e mão D. Rádio e úmero E. Ulna e úmero 21. O ombro, sendo a articulação proximal dos membros superiores mais móvel de todas, permitindo três graus de liberdade, orienta os membros superiores em relação aos planos: A. Transversal, frontal, horizontal

17. A articulação que condiciona os movimentos da perna em relação ao pé é a:

B. Frontal, sagital, horizontal

A. Coxofemoral

C. Vertical, transversal, frontal

B. Do joelho

D. Frontal, longitudinal, horizontal

C. Do tornozelo

E. Longitudinal, sagital, horizontal

D. Do quadril E. Da tíbia 18. Cabeça, coluna cervical, costelas e escápula formam um conjunto que tem certa autonomia e que se refere à liberdade de movimento:

22. Lesão do nervo mediano acarretará dificuldades na preensão de objetos que envolvam particularmente a: A. Oposição do polegar B. Flexão do quarto e do quinto quirodáctilos

A. Da cabeça em relação ao tronco

C. Lateralização do polegar

B. Dos membros superiores em relação à cabeça

D. Flexão das articulações interfalangianas pro­ximais

C. Das mãos em relação à cabeça

E. Oponência do quinto quirodáctilo

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Anatomia e Neuroanatomia

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BIZU Comentado de Terapia Ocupacional

99. O nervo periférico é constituído por que tipo de fibras nervosas? A. Sensitivas, motoras e simpáticas B. Aferentes, deferentes e parassimpáticas C. Motoras, eferentes e sensitivas D. Sensitivas, aferentes e motoras E. Motoras, aferentes e parassimpáticas 100. Após a lesão nervosa, ocorre um processo degenerativo no segmento distal e no segmento proximal chamado, respectivamente: A. Degeneração de Seddon e degeneração de epineuro B. Degeneração walleriana ou centrífuga e degeneração axônica ou centrípeta C. Degeneração de neuropraxia e degeneração axoniotmese D. Degeneração de neurotmese e degeneração fascicular E. Degeneração walleriana ou centrífuga e degeneração axoniotmese

corporal se equilibra igualmente em todas as direções, não importando a posição em que o corpo se encontra: é o centro de gravidade. No corpo humano, a posição do centro de gravidade coincide com a posição de outro ponto: o centro de massa. Também chamado centroide de massa, é o ponto ao redor do qual a massa corporal se equilibra. A posição do centro de massa determina, entre outras coisas, o equilíbrio. A estabilidade de um corpo em equilíbrio depende da posição da linha de ação do peso corporal (que passa pelo centro de massa) em relação à base de sustentação (ou base de apoio) do peso corporal e da altura do centro de gravidade em relação à base. Fonte: blogue do Laboratório de Biomecânica do Movimento e da Respiração – Universidade Federal do Espírito Santo. Em: http://ufesbimor.wordpress. com/2010/05/18/experiencias-com-o-centro-de-gravidade

Portanto, quanto ________a base de sustentação, quanto mais______ do chão estiver o centro de gravidade e quanto ________for o peso corporal, mais ________será a posição.

101. Quando um paciente é capaz de mover uma articulação por meio da amplitude de movimento plena contra a gravidade, a etapa seguinte para melhorar a força e a resistência musculares é acrescentar uma carga extraordinária ao músculo. Nesses casos, o tipo de exercício recomendado é:

A alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem, é:

A. Isocinético

D. Maior, próximo, maior, estável

B. Isotônico ativo

E. Menor, próximo, menor, estável

C. Isotônico com resistência D Isométrico com resistência

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões 103 e 104.

E. Isotônico sem resistência

Qual é o músculo mais forte do corpo humano?

102. Leia com atenção o texto a seguir e complete as lacunas: Todos os corpos sobre a Terra sofrem ação da gravidade. É a gravidade que determina, por exemplo, o peso corporal. Apesar de a gravidade atingir toda a massa que forma um corpo, existe um ponto ao redor do qual o peso

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A. Menor, distante, maior, estável B. Maior, próximo, menor, instável C. Menor, próximo, maior, instável

É o masseter, o músculo responsável pela pressão que aplicamos durante a mastigação. O título (de músculo mais forte) se explica pelo fato de termos que exercitá-lo diversas vezes ao longo do dia, afinal, sempre que comemos e falamos, estamos botando-o para malhar. E, quanto mais exercício, mais força ele acumula. Mas há quem conteste o poderio da nossa bo-

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cada. “O masseter é considerado o mais forte, mas, em algumas pessoas, pode ser ultrapassado pelo glúteo máximo (o músculo do bumbum)”, diz o fisiologista Dilmar Pinto Guedes, da Unifesp. Além de ter força para manter uma pessoa em pé – graças a ele não caímos para trás –, as fibras que compõem o glúteo máximo aguentam exercícios intensos e prolongados. Ou seja, quem o exercita bastante pode deixá-lo extremamente hipertrofiado e, portanto, mais forte do que o masseter. (Por Manuela Aquino. Revista Mundo Estranho, 2012.) 103. Segundo o texto de Manuela Aquino, o masseter é o músculo responsável pela mastigação. Sendo o principal músculo responsável por essa atividade, podemos afirmar que a função do masseter é de:

C. Comprimento e velocidade de mudança do comprimento muscular D. Amplitude de movimento e comprimento muscular E. Amplitude de ações e tensão muscular 105. Relacione as duas colunas a seguir estabelecendo o local em que a linha de prumo deve passar em cada uma das estruturas corporais para se estabelecer uma postura ideal (quando vista lateralmente): (1) Joelho. (2) Quadril. (3) Ombro. (4) Cabeça.

A. Fixador

( ) Através da orelha externa.

B. Antagonista

( ) Ligeiramente atrás da patela.

C. Sinergista

( ) Através do trocânter maior.

D. Agonista

( ) Através da ponta do acrômio.

E. Protagonista 104. Presentes no masseter e nos demais músculos, o fuso muscular e o órgão neurotendíneo de Golgi são importantes no controle da motricidade voluntária. A função de cada um é, respectivamente:

A sequência numérica que preenche corretamente a segunda coluna é: A. 2; 1; 4; 3 B. 1; 2; 3; 4 C. 3; 4; 1; 2

A. Amplitude de movimento e tensão muscular

D. 4; 1; 2; 3

B. Comprimento e tensão muscular

E. 2; 3; 1; 4

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Respostas

1. Resposta D Segundo MacDonald (1990), um dos tipos de trabalho muscular é o trabalho muscular estático, em que se observa que o músculo se contrai para manter uma posição, e a relação entre a origem e a inserção continua inalterada. Esse conceito de permanência é fácil de perceber. Os demais trabalhos são: o trabalho muscular concêntrico, no qual a origem e a inserção são aproximadas pelo músculo ao contrair-se contra resistência (isso é fácil para os pacientes: existe uma finalidade na ação, e o movimento pode ser sentido e visto); e o trabalho muscular excêntrico, em que o músculo compensa o relaxamento controlado (isso permite que seja aumentada a distância entre a origem e a inserção por uma força maior, como, por exemplo, a gravidade ou um músculo antagonista). Tanto o trabalho muscular excêntrico como o concêntrico podem ser considerados isotônicos; o trabalho muscular é isométrico. 2. Resposta B Segundo Jacobs & Jacobs (2006), os músculos da perna são tibial anterior, com origem na superfície lateral da diáfise da tíbia, aspecto medial da fíbula e membrana anterior interóssea, com inserção na superfície média e plantar do osso cuneiforme médio, base do primeiro osso metatarso e ação de inversão e dorsiflexão do pé; e tibial posterior, com origem no poplíteo, côndilo lateral do fêmur, com inserção na área triangular na superfície posterior da tíbia acima da linha soleal, com ação de inversão de pé e flexão do joelho e rotação interna de joelhos. 3. Resposta D Segundo Jacobs & Jacobs (2006), o músculo grande dorsal estende, abduz e roda medialmente o ombro; o músculo grande redondo abduz, estende e roda medialmente o ombro; o músculo del­ toide posterior abduz, flexiona, estende e roda medial e lateralmente o ombro; e o músculo tríceps flexiona, estende e abduz o ombro. 4. Resposta C Segundo Trombly (1989), lesões dos ligamentos da articulação metacarpofalangiana dos dedos ocorrem com muito menos frequência do que lesões de ligamento da articulação interfalangiana proximal. É mais comum que o ligamento colateral radial seja lesionado. O tipo mais frequente é a lesão de hiperextensão que ocorre na articulação metacarpofalangiana. Essas lesões causam, em geral, edema muito grande e equimose no dorso da mão e na parte volar da palma. Inicialmente, o tratamento consiste em imobilizar a mão. A mão é imobilizada desde a articulação interfalangiana proximal até metade do antebraço. As articulações metacarpofalangianas são colocadas a cerca de 45º a 50º de flexão. A imobilização persiste por aproximadamente duas a três semanas antes de se dar início aos exercícios. O período exato depende da intensidade da dor e da tumefação.

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Anatomia e Neuroanatomia

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Respostas – Anatomia e Neuroanatomia

5. Resposta C Kapandji (1980) aborda a fisiologia articulatória das articulações proximais do corpo, dos ombros e dos quadris. No eixo transversal contido em um plano frontal, é possível realizar abdução e adução. A adução do ombro ocorre no plano frontal, a partir da posição de referência (adução absoluta), sendo mecanicamente impossível por causa da presença do tronco. A partir da posição de referência, a adução só é possível se for combinada com uma retropulsão, que é a adução fraca, e uma antepulsão, que é a adução que atinge 30º a 45º. A partir de uma posição qualquer em abdução, a adução, chamada então de adução relativa, é sempre possível no plano frontal, até a posição de referência. Já a abdução do ombro, o movimento que afasta o membro superior do tronco, é executada no plano frontal em torno de um eixo anteroposterior. A amplitude da abdução atinge 180º com o braço verticalmente acima do tronco. 6. Resposta E Segundo Dangelo & Fattini (1997), o movimento em uma articulação faz-se obrigatoriamente em torno de um eixo, que é denominado eixo de movimento. A direção desses eixos é anteroposterior (ventrodorsal), laterolateral e longitudinal (craniocaudal). Na análise do movimento realizado, a determinação do eixo de movimento é feita obedecendo à regra segundo a qual a direção do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano em que se realiza o movimento em questão. Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado, e o seu eixo de movimento é perpendicular a esse plano. Os movimentos executados pelos seguimentos do corpo recebem nomes específicos, nos quais há diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Quando ocorre diminuição do ângulo, há flexão; e, quando ocorre aumento, realiza-se a extensão. 7. Resposta A Segundo Oliveira et al. (2001), os nervos periféricos do sistema nervoso podem se ligar diretamente ao encéfalo, aos nervos cranianos ou à coluna cinzenta anterior da medula espinal, chamados de nervos medulares. Os nervos cranianos dispõem-se em 12 pares, que saem do encéfalo para as diversas regiões do corpo. As fibras sensitivas transmitem sensações e se originam nas células unipolares dos gânglios espinais das raízes posteriores da medula espinal. 8. Resposta E Segundo Machado (1986), o círculo arterial do cérebro, ou polígono de Willis, é uma anastomose arterial de forma poligonal situada na base do cérebro, na qual circunda o quiasma óptico e o túber cinéreo, relacionando-se, ainda, com a fossa interpendicular e a substância perfurada anterior. É formado pelas porções proximais das artérias cerebrais anterior média e posterior, pela artéria comunicante anterior e pelas artérias comunicantes posteriores direita e esquerda. 9. Resposta B Kapandji (1980) apresenta as atitudes patológicas da mão e dos dedos, entre as quais está incluí­ da a insuficiência dos interósseos, que se traduz por hiperextensão metacarpofalangiana da primeira falange sob influência da ação do extensor comum e por flexão acentuada das últimas fa-

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langes sob ação dos flexores superficiais dos dedos e dos flexores profundos dos dedos. Assim, a paralisia dos músculos intrínsecos quebra o arco longitudinal na altura de sua peça de fecho. Essa atitude, chamada em garra, é observada principalmente na paralisia do nervo cubital ou ulnar que comanda os interósseos e que, por essa razão, se chama também garra cubital. Acompanha-se de atrofia da eminência tenar e dos espaços interósseos. 10. Resposta B Segundo Araújo (1993), o desenvolvimento motor global se dá no sentido proximodistal, ou seja, do centro para as extremidades. Assim, para um perfeito uso das mãos, é necessário um bom desenvolvimento do controle da cabeça e do tronco, dos membros superiores, da cintura escapular, dos ombros, dos cotovelos, do antebraço e do punho para segurar os objetos, e as mãos devem adaptar-se à sua forma, caracterizando as diversas preensões. Segundo Kapandji (1980), chama-se posição funcional da mão a posição em que a mão se apresenta naturalmente para pegar um objeto. Corresponde a um estado de equilíbrio muscular e articular que favorece a eficácia muscular; partindo dessa posição, é possível pegar um objeto com o mínimo de movimentos. A posição de função define-se pelas seguintes características: o punho em ligeira extensão e ligeira inclinação cubital; os dedos ligeiramente fletidos na altura das três articulações (isso traduz a predominância dos flexores sobre os extensores); o aumento regular do grau de flexão do indicador até o dedo mínimo; o polegar em semioposição (à frente do plano da palma da mão); a articulação metacarpofalangiana semifletida; e a articulação interfalangiana muito ligeiramente fletida. 11. Resposta C Segundo Jacobs & Jacobs (2006), o reflexo tônico assimétrico do pescoço é um tipo de reação com reflexo do tronco cerebral que acontece nos recém-nascidos até 4 a 6 meses de vida, gerando a seguinte relação de estímulo e resposta: quando a cabeça do paciente está ativa ou passivamente virada 90º para um lado, o tônus extensor dos membros desse lado da face aumenta, assim como o tônus flexor dos membros do mesmo lado. 12. Resposta A Segundo Jacobs & Jacobs (2006), o movimento de supinação, assim como o movimento de pronação, faz ângulo de 80º com o movimento do antebraço. 13. Resposta B Segundo Jacobs & Jacobs (2006), o músculo bíceps braquial tem sua origem da seguinte maneira: cabeça curta – vértice do processo coracoide; cabeça longa – tuberosidade supraglenoide na margem superior da glenoide, ficando a inserção na porção posterior grosseira da tuberosidade do rádio, na qual age fletindo o ombro e o cotovelo e supinando, sendo o nervo o musculocutâneo e a artéria a braquial. 14. Resposta B Segundo Kapandji (1980), os movimentos do polegar no plano anteroposterior são movimentos de antepulsão e retropulsão. Estes efetuam-se ao redor de um eixo que passa pelo trapézio, no centro da curvatura côncava da superfície metacarpiana e no centro da curvatura convexa da superfície do trapézio.

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Anatomia e Neuroanatomia – Respostas

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Respostas – Anatomia e Neuroanatomia

A direção desse eixo é oblíqua de frente para trás, de fora para dentro e ligeiramente de cima para baixo. Os movimentos efetuam-se em um plano perpendicular a esse eixo. A amplitude global é de 50º a 90º. Devemos notar que o movimento de antepulsão leva o polegar para diante (ou por cima da palma da mão), enquanto a retropulsão o leva para o plano da palma da mão. 15. Resposta A Kapandji (1980) apresenta o músculo bíceps braquial como o músculo flexor principal, cuja inserção inferior concentra-se na tuberosidade bicipital do rádio. As inserções superiores não se fazem no úmero, mas sim na escápula, mediante dois feixes: a porção longa e a porção curta. Por suas duas inserções superiores, o músculo bíceps é coaptador do ombro; sua ação inicial é a flexão do cotovelo, e entre as suas ações secundárias a mais importante é a supinação; a posição de semipronação é a de segurar uma colher. O movimento de prono-supinação é indispensável para se levar o alimento à boca. Com efeito, quando pegamos um alimento que repousa sobre uma superfície horizontal (uma mesa ou o chão), a mão aproxima-se em pronação para segurar o objeto pela parte de cima, e o cotovelo estende-se. Para levantar o alimento até à boca é necessário, ao mesmo tempo, fletir o cotovelo e “apresentar” o alimento, executando um movimento de supinação. É necessário notar que a supinação “economiza” a flexão do cotovelo; se fosse preciso levar o mesmo objeto à boca mantendo uma postura de pronação, esse gesto exigiria uma flexão do cotovelo mais importante. Então, o bíceps é o músculo mais bem adaptado para esse movimento “alimentar”, por ser simultaneamente flexor e supinador do cotovelo. 16. Resposta D Segundo Kapandji (1980), fazemos pronação com o ombro. A ação dos músculos pronadores puros pode ser amplificada ou suprida por uma adução do ombro. É o movimento que se executa para vazar o conteúdo de um tacho. A posição de função de semipronação é designada para os atos de segurar uma colher e escrever (Figura 1.16).

Figura 1.16 Movimento de semipronação do antebraço

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1. No brincar da criança com retardamento, não basta proporcionar-lhe a oportunidade de estar com outras crianças. Antes de incentivar sua participação, é importante analisar pormenorizadamente os componentes de um jogo, como o de bola de gude, que requer o seguinte conjunto mínimo de capacidades:

3. A dificuldade que tem a criança no sentido de perceber e identificar denomina-se:

A. Sentido cinestésico, visão e discriminação entre figura e fundo

E. Afasia

B. Motora, sentido labiríntico e cinestésico C. Audição, sentido labiríntico e motora D. Discriminação entre figura e fundo, audição e tato

A. Aplasia B. Agnosia C. Apraxia D. Abasia

4. Frequentemente, as crianças que apresentam hemiplegia devido a paralisia cerebral têm a doença diagnosticada aos 8 ou 9 meses de vida. Nas várias etapas do tratamento, inicialmente os movimentos de rolar para o lado devem ser desenvolvidos da seguinte maneira:

E. Sentido labiríntico, visão e audição

A. Para a posição prona e, mais tarde, para a posição supina

2. Em relação à discriminação entre direita e esquerda, pode-se afirmar que:

B. Para a posição supina e, mais tarde, para o lado

A. A criança recém-nascida utiliza as mãos à von­tade, com tendência à lateralidade direita B. Uma dominância na mão direita corresponderá a uma dominância do lado direito do cérebro C. A consciência da lateralidade não se relaciona com a percepção do corpo no tempo e no espaço D. As pessoas canhotas, em geral, distinguem direita e esquerda mais facilmente do que as pessoas destras E. A lateralidade é experimentada principalmente com o auxílio do sentido cinestésico reforçado pelo sentido da visão

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C. Para a posição prona e, mais tarde, para o lado D. Com o lado afetado sobre o lado sadio E. Com o lado sadio sobre o lado afetado 5. As atividades da vida diária representam etapas importantes para o desenvolvimento da criança normal e da criança com retardamento. A higiene pessoal, o vestir-se e o despir-se desenvolvem principalmente as noções de: A. Temperatura, olfato e direção B. Olfato, audição e temperatura C. Temperatura, espaço e visão D. Direção, audição e visão E. Espaço, audição e visão

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BIZU Comentado de Terapia Ocupacional

6. Quando a criança de cerca de 2 meses de vida segura um objeto, demonstra o início da conexão entre a visão e os mecanismos neuromusculares. Pode-se afirmar que, nessa fase reflexa, a criança é capaz de:

9. No reflexo tônico cervical simétrico (RTCS), observam-se na criança normal os seguintes movimentos:

A. Acertar o alvo e alcançar coisas com confiança

B. Curva a cabeça para trás e faz extensão dos braços e flexão das pernas

B. Avaliar a distância do objeto com um rápido olhar

C. Abre as pernas e flexiona os tornozelos quan­do levantada pelos braços

C. Pegar o objeto se este for colocado ao alcance de sua mão

D. Vira a cabeça para o lado direito, sendo o bra­ço do mesmo lado estendido, e o outro braço, dobrado

D. Atingir coisas de todos os lados, devido ao equilíbrio do sentar-se E. Tornar automáticos movimentos como alcançar, agarrar, entre outros 7. De início, o movimento de preensão na criança normal é incoordenado porque: A. O reflexo é inibido gradualmente B. A coordenação de flexão e estiramento é difícil C. A coordenação entre a mão e o olho ainda é imprecisa D. O reflexo de flexionar a cabeça e o tronco é impreciso E. A coordenação dos dedos corresponde a uma etapa tardia do desenvolvimento neuromuscular 8. Os padrões de movimentos normais primitivos podem indicar patologia quando a criança apresenta a seguinte resposta motora:

A. Cai para a frente quando sentada sem apoio e perde o equilíbrio

E. Senta no chão sem apoio, perde o equilíbrio e tomba para o lado, protegendo-se com a mão 10. No recém-nascido, a medula espinal já se encontra mielinizada, tornando possíveis todos os movimentos. Quando ocorrem em bloco, a característica dos movimentos é: A. Mover braços e pernas separadamente B. Mover pernas, braços e dedos ao mesmo tempo C. Abrir pernas e mover a cabeça ao mesmo tempo D. Mover as pernas, os braços e o corpo inteiro ao mesmo tempo E. Abrir os dedos do pé e, ao mesmo tempo, os dedos da mão

A. Equilibra-se ao sentar-se sem o apoio do braço

11. A equipe de tratamento para a criança que tem paralisia cerebral envolve diversos profissionais da área de saúde. O terapeuta ocupacional, em seu campo de atuação, deve inicialmente proceder da seguinte maneira:

B. Supina os tornozelos sem a capacidade de proná-los

A. Avaliar as atitudes e as possibilidades do paciente

C. Rola da posição prona para a posição supina, e vice-versa

B. Discutir o caso com a equipe e orientar o paciente

D. Na posição sentada, apresenta reações ativas de equilíbrio

C. Prescrever atividades da vida diária e orientar a família

E. Empurra-se para cima, da posição supina, contra a gravidade

D. Avaliar a capacidade de concentração e indicar uma escola especializada

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E. Cumprir o programa de tratamento prescrito pelo médico e preparar o relatório 12. O recém-nascido geralmente mantém as mãos fechadas, e sua preensão é tão forte que se pode erguê-lo. Em relação à primeira preensão na criança, é correto afirmar que: A. Os dedos anular, médio e indicador são os mais solicitados B. Os dedos polegar, anular e médio são os mais solicitados C. O dedo indicador é mais solicitado que o dedo mínimo D. Os dedos polegar e indicador não são usados E. Os dedos mínimo e polegar não são usados 13. Em relação à postura correta do paciente que tem paralisia cerebral, o terapeuta ocupacional deve considerar o método de: A. Adequar a cadeira, objetivando dar segurança e evitando contágio B. Adaptar e fixar cadeiras e mesas no chão, favorecendo o controle da cabeça C. Adaptação, favorecendo a habilidade manual, o controle da cabeça e a estabilidade do tronco D. Permanecer na posição sentada por longo período, contribuindo para a independência do sentar-se E. Desenvolver as atividades, independentemente do estímulo de movimentação e das trocas posturais 14. Em um programa de tratamento prescrito para crianças que têm febre reumática em situação de internação, não se indicam atividades:

15. No tratamento ocupacional dos deficientes mentais, deve-se atentar não só para o tipo, mas também para o grau de deficiência e de incapacidade. Nesse caso, na relação entre terapeuta e paciente é contraindicado: A. Dar atenção individual com aumento da dependência B. Considerar os aspectos e as necessidades psicológicos C. Evitar explicações longas ao ensinar nova atividade D. Possibilitar o conhecimento prévio do ambiente de trabalho E. Oferecer atividade estritamente dentro da capacidade do paciente 16. A mielinização da medula espinal, presente no nascimento, é necessária para que: A. O desenvolvimento das atividades fisiológicas ocorra voluntariamente B. O córtex cerebral realize a inibição dos movimentos voluntários do recém-nascido C. O córtex cerebral realize uma espécie de isolamento ao redor das fibras nervosas D. Os impulsos nervosos possam passar ao longo das fibras em direção ao sistema nervoso E. As células nervosas não tenham qualquer influência sobre as regiões inferiores do cérebro 17. No recém-nascido normal, quando o leite toca a parte posterior da língua e da cavidade oral, desencadeia-se o reflexo de: A. Deglutição B. Vômito

A. Da vida diária

C. Sucção

B. Socializantes

D. Busca

C. Recreativas

E. Tosse

D. Educativas E. Resistidas

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18. Uma criança apresenta sinal de mau equilíbrio e fraqueza dos músculos da perna ao evitar

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B. 7o mês de vida C. 10o mês de vida D. 12o mês de vida E. 14o mês de vida

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(Sistema de Classificação da Função Motora Grosseira) de acordo com suas descrições. (1) Nível I. (2) Nível II. (3) Nível III.

154. Assinale a alternativa incorreta: A. A criança hemiparética gosta da postura prono, pois é capaz de apoiar o braço afetado e liberar o outro para brincar B. A criança atetoide normalmente não desenvolve deformidades, pois o tônus postural é em geral baixo e ela é hipermóvel C. O assentar em long sitting sem apoio de uma criança diparética é bastante inseguro, e o uso simultâneo das mãos para brincar é difícil ou impossível D. A criança atáxica não apresenta movimentos precisos dos dedos e das mãos, e a manipulação de objetos é desajeitada, podendo haver ainda um tremor intencional E. Com 1 mês de vida, a criança ergue a cabeça, gira-a de um lado a outro, segue movimentos de um objeto, mantém punhos fechados, exibe passo reflexo e apresenta preensão reflexa 155. Distúrbio grave de desenvolvimento penetrante com início na lactância ou na primeira infância, caracterizado pelo comprometimento da interação social e da comunicação, e por um repertório notavelmente restrito de atividades e interesses; acredita-se que resulta de uma disfunção cerebral. Assinale a alternativa que corresponde corretamente a essa descrição: A. Autismo B. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade C. Esclerose tuberosa D. Deficiência intelectual E. Síndrome de Down 156. Relacione os níveis de habilidades do Gross Motor Function Classification System

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(4) Nível IV. (5) Nível V. ( ) A criança deambula sem auxílio, mas com limitações na marcha comunitária. ( ) A criança deambula sem restrições, apresentando limitações em atividades motoras mais avançadas, como correr e pular. ( ) A criança deambula com apoio, com limitações na marcha fora de casa e na comunidade. ( ) A criança tem mobilidade gravemente limitada, mesmo com o uso de tecnologia assistiva. ( ) A criança tem mobilidade limitada, necessita de cadeira de rodas para locomoção fora de casa e na comunidade. Assinale a alternativa que representa a sequência de níveis correta: A. 2; 1; 3; 5; 4 B. 1; 2; 3; 4; 5 C. 1; 3; 2; 5; 4 D. 4; 5; 3; 1; 2 E. 5; 4; 3; 2; 1 157. O modelo de integração sensorial surgiu com: A. A psiquiatria cognitiva e a psiquiatria biológica B. O repertório de atividades diárias C. As investigações iniciais com crianças com incapacidade de aprendizagem D. A cultura e o ambiente do indivíduo E. Os estudos de médicos e terapeutas ocupacionais

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Pediatria e Neurologia Infantil Respostas

1. Resposta A Holle (1990) é enfática ao afirmar que é de suma importância a análise prévia e detalhada dos componentes de um jogo, antes de se incentivar a criança com retardamento a participar e a brincar. Brincar de bola de gude, por exemplo, segundo a autora, requer algumas habilidades, tais como: entender o objetivo da brincadeira; deslocar-se no chão de diferentes maneiras; distinguir a bola de gude, o buraco e seus arredores (capacidade visual e discriminação figura-fundo); focalizar o buraco e a bola de gude em movimento; avaliar direção e distância; boa destreza manual; bom grau de coordenação oculomanual; sentido de cor desenvolvido; avaliar a força necessária ao lance (sentido cinestésico). Para Lorenzini (2002), brincar e aprender fazem parte do mesmo processo. “Podemos dizer que experiências adquiridas são a realimentação para a ação, para as respostas sensorimotoras, afetiva, cognitiva e social – enfim, para o aprendizado e a construção de sua personalidade.” Quando a criança brinca, ela provoca a transformação de si mesma de indivíduo passivo a ativo, porque o brincar cria regras, faz florescer sua imaginação e lhe dá a sensação de liberdade (Figura 6.1).

Figura 6.1 A importância do brincar para o desenvolvimento da criança

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Respostas – Pediatria e Neurologia Infantil

2. Resposta E Para Holle (1990), ser capaz de perceber a lateralidade – ou seja, que os dois lados do corpo não são exatamente os mesmos, e que uma das mãos é utilizada mais facilmente do que a outra – é o início da discriminação entre direita e esquerda. A certeza, entretanto, acerca da distinção entre os dois lados do corpo só acontece por volta dos 6 a 7 anos de idade. Assim, Holle e alguns estudiosos acreditam na existência de uma disposição inata e herdada para determinada dominância. Outros pesquisadores, porém, acham que a maioria das pessoas faz uso da mão direita porque vive em um mundo no qual praticamente tudo é feito em função da mão direita. A imitação inconsciente dos pais é outro fator que talvez justifique a dominância manual. Todavia, segundo Holle o assunto merece discussão. Em uma pessoa normal, por exemplo, como as partes que controlam o lado direito do corpo estão localizadas no lado esquerdo do cérebro, uma dominância da mão direita corresponderá a uma dominância do lado esquerdo do cérebro, e vice-versa. Com relação especificamente ao recém-nascido (RN), este não apresenta qualquer dominância manual, segundo Holle, mas, quando normal, é capaz de fazer uso à vontade das mãos até cerca de 1 ano de idade, quando a mão dominante começa a intrometer-se e a pegar um objeto que está do seu lado oposto. Somente quando adquire certo grau de consciência corporal é que a criança pode desenvolver a dominância manual e a lateralidade. Esta última é experimentada principalmente com o auxílio do sentido cinestésico reforçado pela visão. Por fim, a consciência da lateralidade e da discriminação entre direita e esquerda ajudará a perceber os movimentos do corpo no espaço e no tempo. A título de curiosidade e ainda com base nos escritos de Holle, as pessoas canhotas em geral consideram mais difícil distinguir direita e esquerda do que as pessoas destras. 3. Resposta B Segundo Jacobs & Jacobs (2006), a agnosia é a incapacidade para entender as informações sensoriais em consequência de lesão do sistema nervoso central. 4. Resposta D Segundo Zoppa (2001), a criança hemiplégica começa a demonstrar mais problemas na fase simétrica, do quarto ao sexto mês de vida. O movimento de rolar é iniciado pelo lado sadio sobre o lado hemiplégico. Assim, no tratamento, deve-se estimular o rolamento com o lado afetado sobre o lado sadio. 5. Resposta A Segundo Holle (1990), para que uma criança se torne independente, é imprescindível que seus movimentos manuais sejam suficientemente desenvolvidos, que ela seja capaz de conhecer seu próprio corpo visualmente e também sob os aspectos tátil e cinestésico. A criança deve ser capaz de saber o nome das partes do corpo, assim como todas as palavras que se relacionam de maneira especial com o vestir-se, o despir-se e o limpar-se, tais como temperatura (quente, fria, morna), odor (sabão, urina, suor, perfume), direção (fora, dentro, em cima, embaixo, do lado certo – ou direito –, do lado errado – ou ao avesso – direita esquerda, frente, costas), espaço (em frente de, atrás de, através de), peças do vestuário e palavras e expressões como fita, laço, esponja, pano, lenço, escova, botão, puxar, empurrar, dar nó etc.

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1. Quando se faz tratamento de pacientes que apresentam transtornos psicológicos, devem-se observar, registrar e informar alguns aspectos. Incluída entre esses aspectos, a capacidade de aprendizagem requer prioritariamente:

3. O potencial terapêutico da atividade autoexpressiva justifica-se principalmente por possuir uma propriedade do tipo:

A. Memória

C. Gratificante

B. Atenção

D. De fácil reparo

C. Iniciativa

E. De baixa frustração

D. Compreensão E. Concentração 2. Entre as alternativas a seguir, aquela em que não há correspondência entre o momento psicodinâmico e a sua descrição em relação à atitude dos participantes de um grupo de atividades é: A. Momento epileptoide: reação em busca de atividade para torná-la um objeto de expressão simbólica B. Momento confusional: a defesa fracassa e acontece a entrada em uma situação de confusão entre o eu e a atividade

A. Catártica B. Simbólica

4. Na psicoterapia do paciente psicótico agudo, o terapeuta ocupacional deve prioritariamente promover: A. Readaptação social do paciente B. Treinamento de atividades da vida diária do paciente C. Conscientização das limitações do paciente D. Catarse dos conteúdos internos do paciente E. Contenção de conteúdos psicopatológicos do paciente 5. A característica comumente encontrada em pacientes oligofrênicos é:

C. Momento obsessivo: a atividade é trabalhada, estabelecendo-se uma relação com ela, buscando-se a perfeição

A. Compreensão

D. Momento paranoide: a atividade é vivenciada como algo perigoso e é adotada uma atitude de desconfiança ou hostilidade

C. Imaginação

E. Momento depressivo: os diferentes aspectos da atividade são introjetados e procedese, ou tenta-se proceder, à sua elaboração

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B. Iniciativa

D. Atenção E. Memória 6. No caso do paciente que apresenta quadro de depressão psicótica, a conduta terapêutica

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Saúde Mental e Psiquiatria

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BIZU Comentado de Terapia Ocupacional

ocupacional adequada prescreve atividades do tipo:

C. Programas educativos

A. Festivo

E. Manutenção da saúde

B. Lúdico-esportivo

D. Condições familiares

D. Cuidados pessoais

10. A interferência terapêutica ocupacional no delirium tremens das psicoses alcoólicas agudas tem como objetivo primeiro:

E. Readaptação profissional

A. Investir no conteúdo produtivo

C. Lúdico-sedentário

7. A atitude de um paciente durante uma atividade fornece subsídios que ajudam no esclarecimento de seu diagnóstico psiquiátrico. A situação que descreve corretamente essa associação é: A. Concluir sua atividade implica um quadro de neurose B. Evitar aproximar-se de qualquer atividade implica um quadro de hipomania C. Fazer e desfazer várias vezes uma atividade implica um quadro de depressão

B. Aguardar a remissão da fase aguda C. Recuperar as alterações da memória D. Promover a consciência desse momento E. Recuperar as relações afetivas primárias 11. O tratamento de Terapia Ocupacional pode ser indicado para todo paciente psiquiátrico, sendo prioritário para aqueles que apresentam o seguinte diagnóstico: A. Crônico B. Psicopata

D. Exigir perfeição no acabamento de sua atividade implica um quadro de obsessão

C. Toxicômano

E. Iniciar várias atividades mas não concluir nenhuma implica um quadro de catatonia

E. Neurótico grave

8. Antes de se considerarem os vários fatores que relacionam o ser humano com seu trabalho, é necessário compreender a parte desempenhada pelo próprio ser humano. Em qualquer atividade, uma pessoa recebe e processa informações, agindo então sobre elas. A primeira função responsável pela comunicação do homem com o meio será:

D. Psicótico agudo

12. Entre as atividades terapêuticas relacionadas a seguir, a que melhor se aplica ao paciente psicótico produtivo é: A. Atividades da vida diária B. Artística C. Lúdico-esportiva D. Lúdico-sedentária

A. O uso dos sentidos

E. Profissionalizante

B. A expressão motora D. A sensibilidade

13. Ao prescrever uma atividade para um paciente que apresenta quadro de catatonia, o terapeuta ocupacional deve sugerir a seguinte atividade e sua respectiva técnica:

E. O automatismo

A. Intelectual, individual

9. Em relação à prevenção terciária, seu obje­ tivo é proporcionar a melhora de:

B. Expressiva, individual

A. Estilo de vida depois da enfermidade

D. Simples, grupal

B. Condições de remuneração profissional

E. Complexa, dual

C. A postura social

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C. Esportiva, grupal

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14. A conduta terapêutica mais adequada para um paciente com quadro de hipermania deve ser orientar atividades:

D. O curar e o viver

A. Complexas e expressivas

C. Elaboradas e expressivas

18. O pintar, o desenhar ou o construir são processos constantes de assimilação e projeção. Na tecelagem, o potencial terapêutico se processa na expressão construtiva de:

D. Expressivas e gratificantes

A. Narcisismo

E. Intelectuais e gratificantes

B. Hostilidade

15. Em uma tentativa de evitar o isolamento tão comum nos hospitais tradicionais, criou-se o sistema de comunidade terapêutica, que se caracteriza por:

C. Expansividade

A. Exercício à identidade de cada profissional

19. No caso do paciente que apresenta esquizofrenia paranoide aguda, a conduta terapêutica mais adequada será prescrever atividades no estilo:

B. Simples e gratificantes

B. Organograma linear horizontalizado C. Equipe multidisciplinar D. Reunião de equipe E. Prontuário único 16. A dissociação e a pobreza de conteúdos representados no trabalho de um paciente são características de um quadro de: A. Neurose B. Epilepsia C. Oligofrenia D. Esquizofrenia paranoide E. Esquizofrenia hebefrênica 17. Em se tratando de cuidados paliativos em saúde mental, no século XXI observam-se diferentes concepções acerca da morte. Uma das predominantes é a de que a morte deve ser combatida a todo custo, e o desfecho fatal é visto como fracasso e vergonha, configurando o verdadeiro erro médico, que é o combate à morte e não à doença. Vários autores apontam para dois paradigmas vinculados à ação de saúde. Quais são eles? A. A morte e a doença B. A vida e a morte C. O curar e o cuidar

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E. A esperança e a sobrevida

D. Traços de regressão E. Traços obsessivo-compulsivos

A. Festivo B. Artesanal C. Recreacional D. Hortigranjeiro E. Profissionalizante 20. A entrevista psiquiátrica é um campo de trabalho no qual se investigam a conduta e a personalidade do ser humano. O fenômeno altamente significativo que aparece em toda relação interpessoal e que por isso mesmo ocorre na entrevista denomina-se: A. Transferência B. Resistência C. Projeção D. Simbiose E. Atuação 21. O paciente que sofre com frequência de algum mal físico moderado, como fadiga, dores de cabeça, sintomas menstruais ou gastrintestinais, não imagina que esses sintomas são determinantes psicológicos que se observam no paciente:

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BIZU Comentado de Terapia Ocupacional

A. Depressivo B. Obsessivo C. Histérico D. Epiléptico E. Fóbico 22. O sintoma específico habitualmente encontrado no paciente fóbico é: A. Presença de conversão manifesta, ou seja, de perturbações sensitivo-motoras B. Dificuldade de compreender padrões de con­duta e relações interpessoais manifestas C. Experiência de sentimentos de segurança ameaçada e falta de capacidade de enfrentar problemas D. Enfrentamento do conflito emocional interno com tentativas de repressão aos pensamentos e impulsos perturbadores E. Alternância constante entre os sentimentos de medo de ser apanhado em sua desobediência e submissão à autoridade 23. Entre as alternativas apresentadas a seguir, a que apresenta um dos objetivos da atividade não favorável ao paciente obsessivo é: A. Apresentar atividades planejadas com antecipação B. Estimular o partilhamento de atividades gerais ou de grupo C. Incluir tomada contínua de decisões e situação de ambiguidade

ao pai, que foi quem o criou. Diante desse diagnóstico, o objetivo terapêutico ocupacional prioritário é: A. Conscientizar o paciente de suas limitações B. Aliviar o medo da hostilidade e da rejeição C. Gratificar a necessidade de dependência D. Satisfazer a necessidade e o prestígio E. Canalizar desejos perfeccionistas 25. Um indivíduo que apresenta deficiência no controle da expressão de suas necessidades básicas conserva, como motivações principais, impulsos relativamente primitivos, e seus afetos dolorosos são muito mal tolerados. Essas ca­ racterísticas são encontradas em um paciente do tipo: A. Histérico B. Psicopata C. Paranoico D. Toxicômano E. Hebefrênico 26. Um enfermo paranoico queixa-se de que cosiam seus pulmões, enfiavam uma agulha no seu coração e queimavam seu rosto com pontas de cigarro. Essas vivências de influência corporal são extraordinariamente importantes no diagnóstico da esquizofrenia caracterizada por: A. Alucinações cinestésicas B. Alucinações cenestésicas

D. Facilitar o tratamento com elogios merecidos e encorajamentos adequados

C. Alucinações psíquicas

E. Canalizar de maneira construtiva a necessidade de certo número de esforços, organização e percepção

E. Alucinoses

24. Um paciente adulto, admitido com o diagnóstico de melancolia involutiva, apresenta-se tenso, ansioso, com períodos alternados de agressividade e depressão. A mãe abandonou-o quando pequeno, e ele é muito ligado

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D. Pseudoalucinações

27. O forte predomínio das desordens da psicomotricidade (catalepsia, negativismo, impulso, maneirismos e verbigeração) é claramente identificado na seguinte esquizofrenia: A. Simples B. Paranoide

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1. Resposta A Segundo Trombly (2005), a aprendizagem é resultado dos processos, associados à prática ou à experiência, que produzem mudanças relativamente permanentes no conhecimento, nas habilidades e no comportamento da pessoa. A aprendizagem é inextricavelmente ligada à memória, mais especificamente à codificação e à recuperação das informações. A memória mantêm brevemente os estímulos ambientais em uma série de armazenamentos sensoriais de curto prazo antes de transferi-los para uma memória operacional de capacidade limitada. Na memória operacional, também chamada de curto prazo, as pessoas podem utilizar processos de controle para codificar as informações para o armazenamento na memória de longo prazo. Resposta C 2. Segundo Jorge (2004), no trabalho Grupo Operativo, de José Bleger, podem existir três reações típicas, segundo o tipo de ansiedade que aparece no grupo: 1. Ansiedade paranoide: aparece devido ao perigo que o novo ou o desconhecido causam. 2. Ansiedade depressiva: aparece por motivo da perda (mesmo passageira) de esquemas referenciais de cada integrante (com suas ideologias), por motivo das vinculações dos sujeitos com seus esquemas referenciais. 3. Ansiedade confusional: aparece quando o objeto de conhecimento excede a capacidade de discriminação e de controle pelo ego dos sujeitos, ou pela irrupção no grupo de temas pouco diferenciados (confusão de objetos e de objetivos). Não se devem romper abruptamente estereotipias; é confusional para os integrantes do grupo. Indagar para aprender é um processo constituído de momentos que se sucedem ou se alternam, causando perturbações no grupo operativo. Cada momento implica a tomada de posição de determinadas condutas ou papéis por parte dos integrantes do grupo. Cada momento aparece normalmente no processo de aprendizagem, são papéis que os membros assumem. Os momentos podem ser resumidos em oito: 1. Momento paranoide: o objeto de conhecimento é perigoso, e os membros do grupo adotam uma atitude de desconfiança e hostilidade (ansiedade paranoide). 2. Momento fóbico: o objeto de conhecimento é evitado, e os membros mantêm-se “de longe”, evitando contato com o objeto. 3. Momento contrafóbico: contra o objeto de conhecimento irrompem compulsivamente ataques agressivos ou de ridicularização. 4. Momento obsessivo: tenta-se controlar e imobilizar o objeto de conhecimento, por meio de um ritual de perguntas diversificadas e até prolixas, mantendo a estereotipia do esquema referencial. 5. Momento confusional: advém quando fracassam as defesas (os quatro momentos referidos) e se estabelece uma confusão entre o ego e o objeto.

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6. Momento esquizoide: é uma organização estável de evitação fóbica; fica-se longe do objeto de conhecimento e ocorre uma espécie de retirada em direção aos objetos internos. 7. Momento epileptoide: há uma reação contra o objeto de conhecimento para destruí-lo. 8. Momento depressivo: aqui se incorporaram diferentes aspectos do objeto de conhecimento sobre o qual busca-se um processo de elaboração. Ainda segundo Jorge, tornando a definição de Enrique J. Pichon-Rivière, grupo operativo “é um conjunto de pessoas que têm um objetivo comum” – ou seja, um objetivo que as pessoas tentam abordar trabalhando em equipe. A estrutura de equipe só se consegue enquanto se opera. Assim, grande parte do trabalho do grupo operativo consiste, expressando de forma conclusiva, no exercício para operar como equipe. 3. Resposta B Segundo Chamone (1990), parece que se desconhece que toda ação humana é simbólica e que, portanto, o objeto concreto e sua fabricação também o são. Segundo Cirlot, esses objetivos concretos da ação humana, são:  Nada é indiferente. Tudo expressa algo e tudo é significativo.  Nenhuma forma de realidade é independente, tudo se relaciona de algum modo.  O quantitativo se transforma em qualitativo em certos pontos essenciais que constituem precisamente a significação da quantidade.  Tudo é serial.  Existem correlações de situação entre as diversas séries e os elementos que as integram. Em face da serialidade e das correlações possíveis, as séries simbólicas oferecem um sentido que alude ao desejo que é, assim, o significado profundo dos símbolos, que se unem entre si de maneira concomitante em razão da afinidade mútua entre eles. Sendo assim, pela serialidade, pelas correlações e pela concomitância que unem os objetos físicos, reais, ideais, metafísicos, a ordem simbólica se estabelece pela correlação entre o material e o espiritual, o visível e o invisível. O resgate de um no outro dá-se a partir da decomposição do símbolo tanto em sua origem quanto em sua significação. Assim, o terapeuta ocupacional decompõe o objeto concreto do paciente observando:  O objeto em si, sem nenhuma outra ligação.  O objeto em sua função utilitária.  O objeto em relação aos outros objetos.  Encontra a função simbólica na tendência dinâmica de uma qualidade relacionar-se com outras qualidades equivalentes. Resposta D 4. Segundo Ballone (2006), catarse é o método que visa a eliminar perturbações psíquicas, excitações nervosas, tensões, angústia, por meio da provocação de uma explosão emocional ou de outras formas e baseando-se na rememoração da cena e de fatos passados que estejam ligados àquelas perturbações. Ajuda o indivíduo a obter controle emocional e a enfrentar os problemas da vida. Segundo MacDonald (1990), os pacientes esquizofrênicos (psicóticos) tendem a se fixar na fantasia em vez de na realidade, e atividades culturais como a arte, a música, o teatro e o trabalho

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literário tendem, assim, a manter seu interesse mais prontamente do que o trabalho manual. A Terapia Ocupacional deve visar inicialmente a levar o paciente ao contato com a realidade, evitando a fuga e a fantasia. A livre expressão na arte, na música ou no teatro, usada para fins catárticos, deve ser bem controlada pelo terapeuta ocupacional. Silveira (1981) afirma que a comunicação com o esquizofrênico, nos casos graves, terá probabilidade mínima de êxito se for iniciada no nível verbal de nossas relações interpessoais ordinárias. É aí que se insere a terapêutica ocupacional, propondo atividades que permitam a expressão de vivências não verbalizáveis por aquele que se acha mergulhado na profundeza do inconsciente, ou seja, no mundo arcaico de pensamentos, emoções e impulsos fora do alcance das elaborações da razão e da palavra. 5. Resposta E Segundo Rabelo (2000), a oligofrenia é uma enfermidade que se caracteriza por deficiência global de toda atividade psíquica, frequentemente classificada de acordo com seu nível de desenvolvimento mental – idiota (1 a 3 anos de idade), imbecil (3 a 6 anos de idade), débil mental (7 a 12 anos de idade) – por causas pré, peri ou pós-natais. A maior dificuldade do oligofrênico é com relação à aprendizagem (intrinsecamente ligada à memória). O idiota não consegue aprender a falar. O imbecil consegue aprender a linguagem de modo relativamente satisfatório. O débil pode até ser alfabetizado por métodos especiais. Sempre que você tiver que lhes dar uma instrução, seja simples e claro, e não espere que se lembrem por muito tempo das recomendações recebidas. Segundo Spoerri (2000), oligofrênico é o indivíduo que, seja na vida prática, seja em suas atividades intelectuais, é incapaz de resolver novas tarefas. O pensamento detém-se no concreto e habitual, pois apresenta distúrbio da capacidade de abstração e combinação de ideias, bem como da formação de conceitos e juízos. O cabedal mnêmico (a memória) é proporcionalmente reduzido. São chamados pouco inteligentes, ou seja, têm QI inferior a 90, que é o parâmetro da normalidade. Distinguem-se três graus de oligofrenia: debilidade mental (QI entre 90 e 75), imbecilidade (QI entre 75 e 50) e idiotia (QI inferior a 50). 6. Resposta D Segundo MacDonald (1990), a depressão psicótica é caracterizada pelo atraso da função mental e física descrita como uma adaptação do organismo a uma situação intolerável. As características a serem consideradas em Terapia Ocupacional são:  Sentimentos de inadaptação, mau humor, autodepreciação e culpa, que podem incluir ilusões de que foram cometidos crimes reais, juntamente com ansiedade e irritabilidade, de modo que o paciente considera impossível concentrar-se e trabalhar.  Fraqueza física resultante de falta de interesse pelo alimento, insônia ou exercício insuficiente.  Falta de insight. O paciente pode negar que está mentalmente doente, mas pode apresentar tendências hipocondríacas graves e queixar-se de saúde física precária, que o impede de trabalhar.  São evitados os fatos sociais e as pessoas.  Podem ficar afetados a fala e o pensamento, e pode haver dificuldade de conversar, de seguir uma sequência de pensamento, de iniciar ideias, de lembrar das coisas e de utilizar a ima­ginação.  Perda da força de vontade pode resultar em desleixo quanto à aparência pessoal.

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Sobre a organizadora Anatomia e Neuroanatomia

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Neurologia do Adulto Pediatria e Neurologia Infantil Reumatologia e Cardiologia Saúde Mental e Psiquiatria

Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia Andréa Fabíola C. T. Carvalho Elaine Rosa da Silva Peixoto

Terapia Ocupacional – Metodologia e Prática, 2a ed. Cláudia Pedral Sampaio de Sena Patrícia Moreira Bastos

Terapia Ocupacional – Uma Contribuição ao Paciente Diabético Regina Célia Toscano Costa

Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito, 2a ed. Andréa Fabíola C. T. Carvalho Helena Maria Nica Scatolini

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Andréa Fabíola C. T. Carvalho Terapeuta Ocupacional Graduada pela Escola de Ensino Superior Helena Antipoff (ESEHA), RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ. Terapeuta Ocupacional da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ. Especialista em Terapia Ocupacional Pediátrica, Educação a Distância (EAD) pela Universidade Candido Mendes (UCAM), RJ/DF. Especialista em Saúde Mental pelo Instituto Franco Basaglia/Instituto Philippe Pinel, RJ. Participou do curso de Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com a Fundação Geraldo Venâncio (FGV), Campos dos Goytacazes, RJ.

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Especialização em Saúde do Idoso pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA/SUS) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) – 2013/2014 (em curso). Participou do curso de Atualização em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa pelo Programa de Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e da Fundação Oswaldo Cruz (EAD/ENSP/Fiocruz). Autora do livro Memória na Prática da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, publicado pela Editora Rubio. Autora do livro Terapia Ocupacional na Complexidade do Sujeito – 2a edição, publicado pela Editora Rubio. Classificação em Concursos Públicos 3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ (2001).

Andréa Fabíola C. T. Carvalho

3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Quissamã, RJ (2001).

Organizadora

1º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Carapebus, RJ (2003).

Área de interesse

4º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, RJ (2003). 3º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2004). 2º lugar no Concurso para a Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, RJ (2012).

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