Outubro 2026
Um roteiro pelos encantos de Istambul
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Viagem
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CROÁCIA Descubra um dos destinos mais desejados da Europa
Qual Viagem
•croácia •brasília •serra da canastra • qual entrevista • radar qual viagem • gastronomia • curaçao • istambul
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CURAÇAO
O Caribe em outros ritmos
BRASÍLIA
Além dos cartões-postais
SERRA DA CANASTRA Sabores e natureza de Minas
Vienna waits for you!
Descubra mais aqui!
Edição 151 • Ano 12 • outubro 2026 Editora e Produtora Qual eireli.
CNPJ 17.523.350/0001-35
Inscrição Estadual 140.490.598.110 Rua Campo Grande,385
Vila Hamburguesa - CEP 05302-051 São Paulo - SP - Brasil
Telefone +55 11 3024-9500 Publisher: Marcio L. Dadalti Administração e Logística: Patrícia Silva Editor: Cláudio Lacerda Oliva (Mtb 20.586/SP) Produção: RCS Designer Gráficos e Fotos
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Viagens que aproximam Prezado leitor, Uma viagem pode começar pelo desejo de conhecer uma paisagem, visitar um monumento ou assistir a um show. Mas é no encontro com as pessoas, os sabores e as histórias de cada lugar que ela ganha significado. Nesta edição, reunimos destinos que convidam a ir além dos cartões-postais e descobrir diferentes formas de se conectar com o mundo. Em nossa matéria de capa, mostramos um roteiro essencial pela Croácia, país que conquista cada vez mais viajantes de todo o mundo. Com uma mistura perfeita entre história, paisagens deslumbrantes junto ao Mar Adriático, elegância e badalação, a Croácia aparece como um destino indispensável no Leste Europeu. Reunimos dicas e os principais pontos turísticos de três cidades: a capital Zagreb, Split e Dubrovnik. Em Brasília, o olhar vai além da arquitetura modernista e dos espaços que concentram o poder político. Entre parques, o Lago Paranoá, museus e palcos de música, descobrimos uma capital marcada pela natureza do Cerrado e pelas histórias de quem ajudou a construí-la. Já Istambul nos leva a um encontro entre Europa e Ásia, às margens do Bósforo. Mesquitas, palácios, cisternas e bazares revelam diferentes camadas da história da cidade, enquanto os aromas das especiarias e o movimento das ruas aproximam o visitante de suas tradições. De volta ao Brasil, a Serra da Canastra convida a desacelerar entre montanhas, cachoeiras e mesas fartas. Queijos artesanais, cafés especiais, visitas a produtores rurais e iniciativas de artesanato mostram uma Minas Gerais que se conhece tanto pela paisagem quanto pelos saberes de sua gente. No Caribe, Curaçao apresenta uma diversidade que vai muito além do azul do mar. Entre passeios e shows, conhecemos também iniciativas que aproximam turismo, criatividade e conservação ambiental. Por fim, na seção Qual Entrevista deste mês, conversamos com Samuel Malave, gerente de pesquisa criativa da Getty Images para a América Latina, sobre como as imagens influenciam nossas escolhas de viagem.
Boa leitura, boa viagem e até a próxima edição!
EDITORA QUAL
Além do Plano Piloto.
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foto: ©istock.com / Natael Júnior
Um destino para viver.
Notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros, voos e muito mais.
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Gastronomia
A cozinha como identidade.
CROÁCIA Descubra um Dos Destinos mais DesejaDos Da europa
Qual Viagem
Como visualizar o turismo em 2026.
Radar Qual Viagem
Viagem
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cUraÇao
O Caribe em outros ritmos
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BraSÍLia
Além dos cartões-postais
SErra Da caNaSTra Sabores e natureza de Minas
Curaçao
Uma ilha de muitas culturas.
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qual entrevista
Um roteiro pelos encantos de Istambul
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Serra da canastra
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Uma viagem pelo azul do Adriático.
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38 croácia
Brasília
foto: marcio dadalti
sumário
Istambul
Maravilhas entre Europa e Ásia.
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visitmalta
Por Francesca Vincenti – Autoridade de Turismo de Malta (MTA)
Laranjas maltesas -
Um cítrico mediterrâneo singular
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laranja maltesa está associada há séculos às ilhas de Malta e é reconhecida na tradição culinária mediterrânea como uma fruta cítrica de alta qualidade. Evidências históricas indicam que os cítricos foram introduzidos em Malta durante o período árabe, no século IX, enquanto a expressão “laranja maltesa” começou a ser utilizada há aproximadamente 250 anos. Sua reputação se estendeu à gastronomia europeia, incluindo a criação do molho francês maltaise, preparado com suco e raspas de laranja de excelente qualidade. As laranjas maltesas geralmente apresentam tamanho médio e formato ligeiramente oval, em vez de perfeitamente redondo. A fruta é conhecida por sua casca relativamente grossa, com uma camada branca interna perceptível, mas que permanece fácil de descascar. A polpa é macia e suculenta, com um sabor que equilibra a doçura e uma leve acidez. Em algumas variedades, especialmente aquelas expostas à luz solar intensa ou que permanecem por mais tempo na árvore, a casca e a polpa podem apresentar uma discreta pigmentação avermelhada.
Onde o solo encontra o clima
O cultivo organizado de laranjas em Malta se desenvolveu entre os séculos XIV e XV, quando as variedades locais se adaptaram às condições ambientais específicas das ilhas. O solo maltês é formado principalmente por calcário globigerina, rico em carbonato de cálcio, que proporciona condições ligeiramente alcalinas, ideais para o cultivo de cí-
tricos. Essa composição favorece a absorção de minerais e oferece boa drenagem, fatores que contribuem para o sabor equilibrado e característico dos cítricos malteses. Naturalmente, o clima mediterrâneo também desempenha um papel fundamental. Malta apresenta invernos amenos e verões quentes e secos, condições que permitem o amadurecimento gradual das frutas cítricas. A elevada incidência de luz solar favorece o desenvolvimento dos açúcares, enquanto os índices relativamente baixos de chuva ajudam a concentrar o sabor. As brisas costeiras também contribuem para moderar as temperaturas, proporcionando condições estáveis de cultivo ao longo da estação. A temporada de cítricos em Malta geralmente começa em dezembro e se estende até maio, com maior disponibilidade entre janeiro e março.
Dos jardins da nobreza às cortes europeias
Durante o período dos Cavaleiros de São João, especialmente entre os séculos XVI e XVIII, as laranjas maltesas ganharam importância além das ilhas e passaram a integrar redes comerciais estabelecidas entre Malta e os mercados europeus. As laranjeiras eram cultivadas nos terrenos dos palácios, nos jardins dos conventos e em propriedades particulares, refletindo tanto sua utilidade prática quanto sua associação com o prestígio social. Registros da época mostram que as laranjas eram consumidas frescas e também uti-
Mellieha, Malta
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cores
visitmalta lizadas no preparo de bebidas e conservas. Documentos de 1635 registram seu consumo habitual por autoridades de alto escalão. No século XVIII, a fruta conquistou uma reputação especial na França, onde era considerada um produto de luxo devido ao seu sabor e aroma, sendo fornecida a círculos da elite, incluindo a corte de Versalhes. A demanda levou membros da família real francesa, especificamente as irmãs do rei da França, a investir em um laranjal em Malta, em 1780, para garantir um fornecimento constante da fruta.
O que torna as laranjas maltesas especiais
Foto: divulgação
As laranjas maltesas se destacam por suas qualidades aromáticas e pelo sabor equilibrado. Sua casca contém óleos essenciais que contribuem tanto para o sabor quanto
para o aroma, enquanto a polpa mantém uma suculência consistente. Em comparação com algumas outras variedades de cítricos encontradas pelo mundo, a casca das frutas locais geralmente apresenta um amargor menos intenso, tornando-as adequadas tanto para o consumo fresco quanto para aplicações culinárias. Devido à pequena extensão territorial das ilhas, a produção ocorre em escala reduzida. Muitas laranjeiras são encontradas em jardins particulares, propriedades históricas e pequenas áreas agrícolas administradas por famílias. Curiosamente, essa característica favorece a colheita manual e um cultivo cuidadoso, com práticas sustentáveis que continuam sendo fundamentais para a preservação das variedades locais. Por isso, ao longo dos séculos, o consumo
Foto: divulgação
da fruta fresca tornou-se uma tradição nos lares malteses.
A fruta é muito utilizada no preparo de bebidas, e as fatias de laranja são um ingrediente indispensável para apreciar um dos refrigerantes locais mais populares das ilhas, chamado Kinnie. As raspas e o suco também são utilizados em sobremesas e doces tradicionais preparados em diferentes épocas festivas do ano, além de pratos salgados, nos quais ajudam a equilibrar os sabores. As variedades de laranja amarga são reservadas para a produção de geleias caseiras de consistência espessa e para o preparo de água de flor de laranjeira. Já as cascas cristalizadas são produzidas a partir da cidra, outra fruta cítrica, e utilizadas em diversos produtos de confeitaria.
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Do jardim à mesa: usos tradicionais em Malta
visitmalta
Uma celebração dos cítricos nas ilhas
Foto: Copyright (c) 2019 SDebono/Shutterstock
Não é de surpreender que as ilhas de Malta celebrem essa magnífica fruta todos os anos, em janeiro! Com a temporada de cítricos se estendendo de dezembro a março, janeiro é o mês em que as árvores ficam carregadas de frutos em diferentes tons de laranja e amarelo. Nessa época, é possível apreciar uma grande variedade de produtos frescos, preparados e assados nos diversos festivais de cítricos realizados em Malta e Gozo.
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As laranjas eram, de fato, as frutas cítricas preferidas de muitos grão-mestres dos Cavaleiros de São João, assim como dos inquisidores romanos que estavam estabelecidos em Malta. Esses ingredientes eram essenciais no preparo de seus sorvetes, que, curiosamente, eram feitos com gelo triturado transportado diariamente da Sicília, exclusivamente em uma galera destinada a essa finalidade.
Entre as localidades que recebem esses eventos, não deixe de visitar a Festa Citru, realizada nos jardins do Palácio de San Anton, em Attard. O palácio foi construído pelo príncipe português e grão-mestre Manoel de Vilhena. As localidades de Lija, em Malta, e Nadur, em Gozo, também celebram a rainha dos cítricos das ilhas: a própria laranja maltesa. Por isso, da próxima vez que planejar um roteiro pelas ilhas de Malta, considere incluir uma festa dedicada aos cítricos ou uma experiência gastronômica que valorize as laranjas locais. Afinal, essa fruta reflete uma combinação singular de introdução histórica e adaptação às condições ambientais, características que a transformaram em um elemento único e marcante da paisagem agrícola e da gastronomia maltesas. Para mais informações sobre o que fazer ao planejar seu roteiro, visite: www.visitmalta.com © Francesca Vincenti
DESTINOS | BRASIL
Brasília além do Plano Piloto
Muito mais que um centro político, descubra a capital do Brasil por um novo ângulo, marcado por áreas verdes, tradições culturais e uma cena musical diversa. Por Isadora Lacerda
foto: ©istock.com / Brastock Images
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foto: ©istock.com / AngelaMacario
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onsiderada o marco da arquitetura modernista no Brasil e planejada justamente para ser a capital do país, a cidade de Brasília é reconhecida principalmente por ser um grande centro político e administrativo. Como a única cidade contemporânea do mundo a receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, Brasília é, de fato, uma obra de arte a céu aberto. Com seus prédios, famosos pelas linhas curvas, formas plásticas em concreto e suspensos por pilotis, a cidade combina elementos arquitetônicos, de marca registrada de Oscar Niemeyer, com o projeto urbanístico de Lúcio Costa, que aplicou as principais características do modernismo na escala de uma cidade inteira. Ambos os aspectos estão materializados no Plano Piloto de Brasília, o coração da cidade. O Plano Piloto é composto pelos chamados eixos: o Eixo Monumental, que representa o “corpo do avião” e corre de Leste a Oeste, é onde se concentram os palácios governamentais, museus e os principais monumentos de Brasília; enquanto o Eixo Rodoviário, representa as “asas do avião”,
cruzando a cidade de Norte a Sul, e abrigando áreas residenciais. É neste local que estão concentrados pontos turísticos de destaque, como a Praça dos Três Poderes, ponto de partida da maioria dos roteiros de Brasília. Justo ao seu lado, erguem-se os edifícios do Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, de duas cúpulas, com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Desde a praça, é possível contemplar todos os monumentos em suas áreas externas, mas também existem visitas guiadas internas, mediante agendamento e em dias específicos. Mas Brasília não se resume apenas aos espaços que concentram o poder político. Pontos turísticos como a Catedral Metropolitana, de dezesseis colunas curvas e vitrais impressionantes; a Torre de TV, que proporciona um mirante com visual de 360° para toda a cidade; e o Planetário, voltado à educação e divulgação científica para todas às idades; também atraem diversos turistas como locais de interesse ao visitá-la. Além disso, o famoso Lago Paranoá é um grande lago artificial localizado em meio à cidade que,
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inicialmente construído para servir como reservatório de água, fonte de energia e entretenimento, atualmente também rende ótimas opções de passeios e diversão. Aliás, um dos locais prediletos de moradores e turistas é o Pontão do Lago Sul, na orla do lago, o ponto ideal para assistir um belo pôr do sol e jantar em um delicioso restaurante; enquanto no horizonte, mais uma obra arquitetônica de prestígio, a Ponte JK, pode ser contemplada. Esta, que cruza o lago com três arcos, é considerada uma das pontes mais bonitas do mundo.
Brasília e a natureza: Aliado ao plano urbanístico da cidade, a capital brasileira também possui, em toda a sua extensão, diversas áreas de vegetação e parques urbanos que a fazem ser uma das mais verdes do Brasil. O Jardim Botânico de Brasília encanta a todos pela grande oferta de atividades, com trilhas e jardins temáticos, entre eles, o Jardim Evolutivo, o Jardim de Cheiros, o Jardim Japonês e o Jardim de
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entre parques e o Cerrado
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Contemplação; além do orquidário, cactário e herbário. Já o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, ou apenas Parque da Cidade, é considerado o maior parque urbano do mundo, e o local perfeito para praticar esportes e relaxar, contando com pistas de corrida e ciclismo, quadras poliesportivas, áreas para piquenique e até um parque de diversões chamado Nicolândia. Por fim, o Parque Ecológico Dom Bosco combina o turismo ecológico e cultural com o lazer contemplativo. Situado às margens do Lago Sul, possui áreas para banho, com uma “praia” de gramado e pedras, e um pôr do sol dos mais famosos, devido à sua posição privilegiada.
Brasília cultural:
memória, arte e música Se até o momento, a cidade de Brasília im18
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pressionou pelas suas formas de concreto e pela grandiosidade de seus monumentos, é na cultura que ela revela uma de suas faces mais bonitas e humanas. Por trás de todos os palácios e edifícios, existe uma história formada por pessoas vindas de diversas partes do Brasil que constituíram a cidade e sua cultura como ela é. Espaços como o Museu Vivo da Memória Candanga contam a história dos trabalhadores pioneiros que construíram a cidade. Com entrada gratuita, é um local de preservação da memória dos operários e o desbravamento do Cerrado. Por outro lado, o Memorial dos Povos Indígenas é um importante centro cultural projetado por Oscar Niemeyer, que têm o objetivo de valorizar, pesquisar e difundir a rica diversidade cultural dos povos originários do Brasil; enquanto o Memorial JK também carrega homenagens ao guardar a história e os restos mortais de Juscelino Kubitschek, com galerias de fotos e exposição de objetos de época do presidente fundador da atual capital.
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Além dos museus e memoriais, Brasília é amplamente reconhecida por seus espaços de integração cultural, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que oferece exposições de arte, peças de teatro, shows e sessões de cinema com programação variada, atendendo à todos os gostos. Por fim, é no chamado Clube do Choro que encontramos a verdadeira identidade cultural da cidade. Um verdadeiro patrimônio cultural e imaterial, este espaço promove diversos shows de grandes nomes da música nacional com ingressos de valores acessíveis, ou até mesmo gratuitos.
além de esportes náuticos e pesca esportiva. Além disso, o destino abriga um dos resorts mais completos do estado: o Tauá Resort Alexânia. Localizado no coração do Cerrado e às margens do Lago Corumbá, o empreendimento reúne estrutura de lazer, piscinas, atividades recreativas e opções gastronômicas, sendo uma alternativa para quem deseja estender a viagem e combinar os passeios culturais de Brasília com momentos de descanso e diversão. Informações adicionais podem ser encontradas no site oficial.
Alexânia e Tauá Resort: Situado a cerca de 50 minutos de Brasília encontra-se o município de Alexânia, ideal como opção de lazer e hospedagem pertinho da capital. Com o Lago Corumbá IV e a Ilha do Amor, a cidade atrai visitantes para o turismo ecológico de águas doces, 20
foto: Joseane Azevedo
lazer e hospedagem
52 HOTÉIS · PORTUGAL · BRASIL · CUBA · ESPANHA
DESDE 1986, SEMPRE PERTO DE VOCÊ
D E S T I N O S | m in a s g e r a is
Serra da
Canastra: um destino para viver
Minas Gerais de verdade
Queijos premiados, cafés especiais, cachoeiras, montanhas e experiências autênticas fazem da Serra da Canastra um dos destinos mais encantadores de Minas Gerais. Por Patricia Fernandes
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foto: ©istock.com / Natael Júnior
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valorizando os empreendedores locais, os produtos do território e a identidade da região. O resultado é um roteiro que aproxima o visitante das pessoas, dos sabores, das histórias e dos modos de fazer que tornam a Serra da Canastra um destino único. Falar da Serra da Canastra é também falar de gastronomia. O famoso Queijo Canastra, patrimônio e símbolo da região, pode ser encontrado em diferentes maturações, estilos e interpretações. As queijarias locais proporcionam experiências que vão muito além da degustação. Na Queijaria Porto Canastra, por exemplo, o visitante pode conhecer o processo de produção, acompanhar o cuidado com o rebanho e participar de experiências gastronômicas com café da manhã e harmonização de queijos com vinhos. Já a Queijaria Reserva do Lago apresenta diferentes maturações, queijos de casca florida e criações autorais, incluindo uma produção que utiliza café durante o processo de maturação. Na Queijaria Vale da Gurita, a tradição artesanal
foto: ©istock.com / Rodrigo Moreira
e existe um destino capaz de reunir natureza exuberante, gastronomia, cultura, aventura e hospitalidade em uma única viagem, ele está em Minas Gerais. A Serra da Canastra convida o visitante a desacelerar, respirar o ar das montanhas e descobrir uma região onde cada experiência revela um pouco da alma mineira. Localizada em uma das paisagens naturais mais impressionantes do estado, a Canastra é um destino perfeito para quem busca turismo de experiência. Por ali, o visitante pode percorrer estradas panorâmicas, conhecer cachoeiras de águas cristalinas, visitar produtores rurais, degustar queijos artesanais e cafés especiais e ainda descobrir iniciativas de sustentabilidade que transformam os recursos da região em produtos únicos. E essas experiências não surgem por acaso. Elas foram estruturadas pelo Sebrae Minas por meio do programa Check in Turismo, iniciativa que contribui para qualificar e organizar experiências turísticas,
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A Cachoeira Zé Carlinhos, com suas quedas d’água e poço de águas cristalinas, é uma ótima opção para quem deseja contemplar a natureza e aproveitar momentos de tranquilidade. Já a Cachoeira do Ouro reúne três quedas d’água sequenciais e piscinas naturais, oferecendo estrutura para quem pretende passar o dia ou se hospedar na região. A Canastra também surpreende pela capacidade de transformar sustentabilidade em arte. O grupo Arteiras da Canastra é um exemplo dessa força. As artesãs aproveitam a fibra da bananeira, incluindo resíduos da cultura da banana, para criar bolsas, cestas, crochês, peças decorativas e papéis de fibra. O trabalho mostra que o turismo também pode contribuir para fortalecer a economia criativa, gerar oportunidades e valorizar saberes tradicionais. Para completar a viagem, a gastronomia mineira aparece em restaurantes e propriedades rurais espalhados pela região. No Restaurante Lá da Serra, o visitante encontra pratos típicos e produtos que remetem diretamente à tradição culinária de Minas Gerais, como frango caipira, carne de porco na lata e os tradicionais biscoitos.
foto: ©istock.com / Mailson Pignata
alcançou reconhecimento internacional, com premiações em competições de queijos no Brasil e no exterior. A experiência gastronômica continua na Fazenda Café Serra Preta e Benedita Porcelli, onde o café especial é produzido em sistema agroflorestal. O cultivo integrado com outras plantas contribui para um modelo de produção que valoriza a biodiversidade e o território. Na xícara, aparecem notas de chocolate, mel e frutas cítricas e tropicais. A degustação harmonizada com queijo Canastra é uma experiência que traduz perfeitamente a proposta do destino: colocar na mesma mesa produtos que nascem da terra e carregam a identidade da região. Para quem busca aventura e contato com a natureza, a Serra da Canastra é um verdadeiro convite à descoberta. O Caminho do Céu está entre os grandes destaques. A rota panorâmica e off-road atravessa a crista da serra e proporciona vistas de 360 graus, passando por altitudes que chegam a 1.352 metros. A região do Vale da Gurita também reúne alguns dos cenários mais bonitos do destino.
foto: ©istock.com / Leila Melhado
O espaço também oferece experiências como degustações de queijos, harmonizações com cervejas artesanais e até voos de balão pelo Vale da Gurita. Depois de um dia de trilhas, cachoeiras e degustações, o visitante encontra na Pousada Aqualume um espaço para descansar e recarregar as energias. A hospedagem integra o roteiro como mais uma oportunidade de aproveitar a tranquilidade da região e viver o ritmo mais calmo do interior mineiro. Mais do que conhecer pontos turísticos, viajar pela Serra da Canastra é se permitir viver experiências. É sentar à mesa com produtores, descobrir como um queijo é feito, entender de onde vem o café servido na xícara, percorrer caminhos entre montanhas, mergulhar em cachoeiras e conhecer pessoas que ajudam a manter vivas as tradições de Minas Gerais. A estruturação dessas experiências pelo Sebrae Minas, por meio do programa Check in Turismo,
reforça justamente essa proposta de transformar os atrativos e saberes locais em experiências organizadas, qualificadas e capazes de aproximar o turista da verdadeira identidade do território. A Serra da Canastra é um daqueles lugares que não precisam de grandes argumentos para conquistar o visitante. Basta chegar. É um destino para quem gosta de aventura, para quem procura tranquilidade, para os apaixonados por gastronomia, para quem aprecia bons cafés e queijos e para aqueles que simplesmente querem fugir da rotina e se conectar com a natureza. Entre montanhas, cachoeiras, estradas de terra, fazendas e mesas fartas, a Canastra revela uma Minas Gerais autêntica, acolhedora e cheia de histórias. Se a ideia é escolher o próximo destino para uma viagem que reúna natureza, sabor e experiências genuínas, coloque a Serra da Canastra no roteiro. Minas Gerais está esperando por você. 27
Q U A L E N T R E V I S T A | S A M U E L M A L AV E
Como
Por Monica Quinta
visualizar o turismo em 2026 “
Nosso trabalho não consiste apenas em identificar o que está se tornando esteticamente popular, mas em compreender o que essas mudanças revelam sobre os valores, as expectativas e as inquietações das pessoas.
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foto: divulgação
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QUAL ENTREVISTA
77% E buscam mais conexões presenciais, em vez de virtuais.
scolher uma viagem deixou de ser apenas apontar um lugar no mapa e passou a ser, cada vez mais, ir atrás de uma sensação. É o que sugere o estudo “Como visualizar o turismo em 2026”, da plataforma de inteligência visual VisualGPS, da Getty Images, que cruza o que as marcas mais influentes do mundo licenciam, o que os consumidores dizem querer e a análise para entender como as imagens moldam nossas decisões de viajar. Para entender mais sobre esses achados, a Qual Viagem conversou com Samuel Malave, gerente de pesquisa criativa da Getty Images para a América Latina, profissional que analisa imagens e vídeos como dados culturais. Nesta entrevista, ele explica por que a emoção pesa mais do que o destino, como a foto espontânea e levemente torta virou sinônimo de verdade, o que o esporte tem a ver com o desejo de viajar, onde a inteligência artificial ajuda e onde atrapalha, e o que faz o brasileiro se conectar de um jeito próprio com as imagens. Os percentuais citados ao longo da conversa são do estudo VisualGPS.
QV - Vamos começar do início: o que significa, na prática, ser um pesquisador criativo? Como funciona esse trabalho de identificar tendências por meio das imagens? SM - Um pesquisador criativo analisa imagens e vídeos como dados culturais. Na Getty Images, ocupamos uma posição única, pois conseguimos combinar o que algumas das marcas mais influentes do mundo estão licenciando e pesquisando, o que os consumidores dizem que desejam ver e como todos esses elementos se conectam por meio de nossa análise visual. Nosso trabalho não consiste apenas em identificar o que está se tornando esteticamente popular, mas em compreender o que essas mudanças revelam sobre os valores, as expectativas e as inquietações das pessoas. Essa inteligência nos ajuda a orientar os briefings e as produções de conteúdo realizadas por nossa rede exclusiva de criadores e oferecer aos clientes insights que os auxiliam a tomar decisões muito mais embasadas sobre as estratégias visuais capazes de gerar relevância, confiança e ação entre seus públicos-alvo.
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QV - O estudo faz uma afirmação contundente: na hora de escolher uma viagem, a emoção pesa mais do que o destino. Isso significa que já não viajamos para um lugar, mas em busca de um sentimento? SM - O destino continua sendo importante, naturalmente, mas o que muitas vezes diferencia uma escolha da outra é a promessa emocional associada a ele. As pessoas se perguntam, de maneira consciente ou não: como vou me sentir lá? Quem serei durante essa experiência? Vou me conectar, descobrir, recarregar as energias, sentir pertencimento? Isso transforma o papel das imagens de viagem. Uma praia bonita pode mostrar para onde alguém poderia ir; já uma imagem de pessoas compartilhando um momento inesperado nessa mesma praia pode ajudá-las a imaginar como seria, de fato, estar ali. Para os profissionais de marketing, essa diferença é fundamental, porque a emoção transforma um destino de algo a ser admirado em uma experiência na qual alguém consegue se projetar.
QV - O cartão-postal clássico e perfeito parece estar saindo de moda, enquanto a foto espontânea e levemente torta ganha protagonismo. O que aconteceu para que o “imperfeito” se tornasse o novo belo?
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Autenticidade está relacionada à credibilidade e não à estética. samuel malave
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SM - Eu não diria que as pessoas deixaram repentinamente de valorizar imagens bonitas, o que mudou foi a definição do que torna uma imagem ou um vídeo atraente. Os consumidores se tornaram extremamente sofisticados visualmente, eles veem milhares de imagens e vídeos todos os dias e conseguem reconhecer rapidamente quando algo parece exageradamente construído ou genérico. O apelo da espontaneidade está nos sinais de realidade como movimento, composição imperfeita, expressões genuínas e interações inesperadas. Esses detalhes fazem com que uma experiência pareça vivida, em vez de encenada. Para as marcas, a lição não é produzir deliberadamente imagens com aparência imperfeita, mas compreender que autenticidade está relacionada à credibilidade e não à estética.
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QV - Há uma frase do estudo que me marcou: para a maioria dos jovens, viajar é uma maneira de dizer quem são. Você concorda que as viagens se tornaram uma forma de nos apresentarmos ao mundo? SM - Sem dúvida. Mais que nunca, as viagens passaram a fazer parte da identidade pessoal. As pessoas escolhem cada vez mais experiências que comunicam algo sobre seus valores, interesses e sobre as comunidades com as quais se identificam. É por isso que o mesmo destino pode ter significados muito diferentes para cada viajante. Uma pessoa pode procurar por gastronomia, outra, o esporte, sustentabilidade ou imersão cultural. Para os profissionais de marketing, isso significa que a segmentação não pode mais se basear apenas em critérios demográficos ou no destino. A narrativa visual precisa refletir diferentes motivações e identidades, para que as pessoas reconheçam não apenas um lugar que poderiam visitar, mas também uma versão de si mesmas que desejam vivenciar.
QV - Sejamos sinceros: existe algum tipo de foto de viagem que já não convence ninguém? O que parece ultrapassado hoje? SM - O que parece mais ultrapassado são as imagens que poderiam pertencer a qualquer marca, destino ou viajante. A praia vazia, o casal anônimo observando o pôr do sol ou uma interação encenada ainda podem ser visualmente atraentes, mas geralmente dizem muito pouco sobre a experiência real. Para os profissionais de marketing, o risco está na falta de diferenciação visual. Se for possível substituir o logotipo e a campanha continuar funcionando exatamente da mesma forma, provavelmente aquelas imagens não estão construindo muita diferenciação. Hoje, uma comunicação forte no turismo precisa apresentar nuances culturais, comportamentos humanos reconhecíveis e especificidade suficiente para fazer com que a experiência pareça única e confiável.
QV - As buscas por imagens relacionadas a esportes cresceram muito. O que faz um viajante querer transformar um grande evento ou uma modalidade esportiva em uma viagem? O que ele realmente busca, além do evento em si? SM - O esporte é um forte impulsionador de viagens porque reúne elementos que as marcas de turismo estão constantemente tentando criar: expectativa, comunidade, identidade e emoção compartilhada. Nossas buscas por imagens relacionadas a esportes cresceram 48%, enquanto as pesquisas por “Copa do Mundo” e “Olimpíadas” aumentaram 500%. Ainda assim, apenas 8% das imagens de viagem retratam esportes ou experiências esportivas. Essa lacuna representa uma grande oportunidade de negócio. As pessoas não viajam apenas pelos 90 minutos de uma partida. Elas viajam pelas ruas antes do jogo, pelas pessoas que conhecem, pela gastronomia, pelas comemorações e pela sensação de fazer parte
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de algo maior. Com a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 sendo realizada no Brasil, os profissionais de marketing já deveriam pensar além das imagens de estádios e considerar todo o ecossistema de experiências ao redor do evento.
QV - Vivemos grudados ao celular, inclusive durante as viagens. O estudo fala em “jornadas sem telas”. A tecnologia pode ajudar em uma viagem sem se tornar o tipo de interferência que estraga o momento? SM - Essa é exatamente a tensão que estamos observando. As pessoas não querem necessariamente usar menos tecnologia; elas querem menos atrito e menos distrações. Sessenta por cento afirmam se sentir sobrecarregadas pelo excesso de informações, mesmo que as ferramentas digitais continuem desempenhando um papel importante no planejamento e na navegação durante as viagens. A oportunidade está em tornar a tecnologia quase invisível, ajudando com tradução, localização, recomendações ou logística, para que o viajante possa dedicar mais tempo a vivenciar o destino. A comunicação visual também deve refletir esse equilíbrio, mostrando que a tecnologia só faz sentido quando está a serviço da experiência humana.
QV - Há uma descoberta curiosa: as pessoas preferem ver outras pessoas interagindo a ver tecnologia nas imagens. O que isso diz sobre o que realmente queremos sentir quando viajamos? SM - Isso nos mostra que viajar continua sendo uma experiência fundamentalmente interativa. Sessenta por cento dos consumidores preferem imagens que mostrem interações humanas, em vez do uso da tecnologia. Podemos utilizar ferramentas digitais para organizar uma viagem, mas aquilo de que nos lembramos costuma ser uma conversa, uma refeição, uma comemoração, um encontro ou uma descoberta compartilhada. Esse é um insight importante para os profissionais 33
de marketing de turismo, porque as imagens funcionam como uma espécie de prévia emocional. Antes de comprar a viagem, o conteúdo visual ajuda as pessoas a se imaginarem vivendo aquela experiência. Tenho certeza de que as marcas de turismo estão realizando grandes avanços e investimentos tecnológicos que desejam mostrar aos clientes, mas o foco deve estar em como essa tecnologia aprimora as interações humanas. Isso oferece ao público muito mais informação emocional do que a simples presença de um dispositivo, comunicando acolhimento, pertencimento, curiosidade e possibilidades.
QV - Falando em IA, que hoje está em tudo: no turismo, em que situações uma imagem gerada por inteligência artificial ajuda e em quais ela acaba destruindo justamente a autenticidade que todos procuram? SM - A IA pode ser extremamente útil para a exploração criativa, a conceituação e a produção de imagens de cenários difíceis ou impossíveis de fotografar. No turismo, porém, existe uma questão particularmente importante relacionada às expectativas, pois as imagens geralmente representam uma experiência que o consumidor está considerando comprar. Se o conteúdo visual cria um destino, hotel, paisagem ou experiência que não corresponde à realidade, a questão deixa de ser apenas criativa e passa a ser um problema de credibilidade. Autenticidade não diz respeito ao fato de uma imagem ter sido produzida com uma câmera ou com inteligência artificial, mas à honestidade daquela representação visual com o público. Em resumo, as pessoas não querem se sentir enganadas. Quanto maior a influência das imagens sobre uma decisão de compra, mais importante se torna essa transparência.
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QV - E os brasileiros? Temos uma maneira própria de nos conectar com imagens de viagem? Somos tocados por elementos diferentes daqueles que sensibilizam o restante do mundo? SM - No contexto das companhias aéreas, os brasileiros se destacam porque, segundo o VisualGPS, tendem a confiar mais nas imagens dessas marcas do que os consumidores globais: 77% contra 67%. Isso representa uma oportunidade visual interessante para as companhias aéreas que desejam se comunicar com o público brasileiro, e as diferenças não param por aí. Quando analisamos o que atrai especificamente os brasileiros nas imagens de companhias aéreas, percebemos que eles querem ver, em situações cotidianas, pessoas que representam quem gostariam de ser no futuro. Globalmente, essa preferência tem menos peso: ocupa o primeiro lugar entre os desejos dos brasileiros em relação às imagens de companhias aéreas, mas aparece apenas na quarta posição no cenário global. Os brasileiros também preferem cores mais suaves e discretas, enquanto globalmente existe uma preferência por paletas vibrantes nesse tipo de comunicação. As companhias aéreas que desejam atrair o público brasileiro precisam considerar essas nuances visuais: cores menos intensas e uma espécie de “nostalgia do futuro” podem ter grande apelo entre os viajantes do país.
QV - Para encerrar nossa conversa: que conselho você daria a alguém que deseja registrar melhor as próprias viagens, de modo que as imagens realmente reflitam aquilo que a pessoa viveu? SM - Fotografe menos aquilo que comprova que você esteve em determinado lugar e mais o que explica como foi se sentir ali. A imagem ou o vídeo que permanece com você nem sempre é o mais tecnicamente perfeito. Pode ser um gesto, a luz sobre uma mesa, uma pessoa que você conheceu, o movimen-
to de uma rua ou algo completamente inesperado. Curiosamente, o mesmo princípio se aplica às marcas. As imagens de viagem mais eficazes não apenas documentam um destino, mas oferecem detalhes emocionais suficientes para que as pessoas consigam se imaginar vivendo aquela experiência. É nesse momento que o conteúdo visual deixa de ser apenas bonito e passa a ser significativo. Sob a perspectiva do marketing, essa diferença pode se traduzir em conexão, consideração e conversão. Estudo VisualGPS “Como visualizar o turismo em 2026”, da Getty Images. Os dados citados são de responsabilidade da fonte. 35
radar qual viagem Tierra Patagonia amplia experiências na Patagônia chilena
foto: divulgação
O Tierra Patagonia abriu a temporada 2026/2027 com novas experiências em Torres del Paine, no Chile. Entre as novidades estão expedições de caiaque pelo Rio Grey, pesca com mosca, a partir de 15 de outubro, e passeios de helicóptero sobre Torres del Paine e o Campo de Gelo Sul da Patagônia, a partir de 18 de outubro. A programação mantém atividades como trilhas, passeios de bicicleta elétrica e observação de pumas pelas vastas estepes da Patagônia. O empreendimento conta com 40 suítes com vistas do Lago Sarmiento e do Maciço Paine. Além disso, o lodge recebeu três Chaves MICHELIN e ficou em segundo lugar entre os melhores resorts da América Central e da América do Sul no Readers’ Choice Awards 2025, da Condé Nast Traveler. A temporada também pode ser combinada com o Tierra Atacama.
Vila da Mônica Gramado renova experiência gastronômica
foto: divulgação
A Vila da Mônica Gramado renovou sua proposta gastronômica com novos cardápios assinados pelos chefs Fábio Hyppolito e Ricardo Campos. No Restaurante da Vila, Hyppolito apresenta pratos de inspiração fusion, combinando referências de diferentes tradições culinárias. Entre os pratos está a tilápia grelhada ao molho de cogumelos Paris, com purê de mandioquinha e farofa de amêndoas. Já o Empório Nhô Lau amplia a oferta de confeitaria com criações de Campos, formado em Gastronomia e especializado em confeitaria europeia. Entre as opções estão croissants, cheesecakes, brownies, tortas e sobremesas clássicas. A partir deste mês, o parque também oferece o Passaporte Gastronômico, de R$ 129, que inclui consumo no restaurante ou empório e acesso a uma área para registros.
Hot Beach anuncia nova montanha-russa aquática em Olímpia
foto: divulgação
O Hot Beach Parques & Resorts anunciou para 2027 a primeira montanha-russa aquática com formato Dueling do Brasil. Desenvolvida pela canadense ProSlide, a atração será instalada em uma nova área de mais de 2 mil m² e combinará duas pistas simultâneas, curvas inclinadas e jatos de água que impulsionam os botes. A estrutura permitirá que grupos disputem uma corrida aquática em duas pistas, com capacidade estimada de até 720 visitantes por hora. O espaço também terá piscina, bar molhado, cabanas e outras atrações, ampliando as opções de lazer do complexo. A novidade acompanha o crescimento de Olímpia e a expansão do grupo, que atualmente possui 1.292 apartamentos em quatro resorts e prevê superar 2 mil unidades até 2030. No primeiro semestre de 2026, a ocupação hoteleira do complexo cresceu 7,2%.
Joinville prepara Natal com mais de 50 dias de atrações
foto: Divulgação
Joinville prepara uma programação de Natal de 14 de novembro a 3 de janeiro, com mais de 50 dias de atrações gratuitas. A cidade espera superar 600 mil visitantes e combina tradição germânica, cultura, tecnologia e entretenimento. A abertura terá mais de 180 artistas em um espetáculo inspirado nas grandes produções internacionais, com atores, bailarinos, solistas e coralistas. A programação inclui Vila do Noel, Mercado de Natal, parque indoor, oficina de confeitaria, cinema e o Bosque Encantado, que retorna após atrair mais de 50 mil pessoas em 2025. Nos fins de semana, a Parada de Natal reunirá mais de 100 artistas e carros alegóricos. O evento também terá recursos de acessibilidade, como Libras, audiodescrição, monitores de apoio e estrutura especializada para pessoas com TEA.
Turkish Airlines é eleita melhor companhia da Europa
foto: divulgação
A Turkish Airlines foi eleita pela 11ª vez “Melhor Companhia Aérea da Europa” no Skytrax World Airline Awards 2026, realizado em Londres. A empresa também recebeu, pela 10ª vez, o prêmio de “Melhor Catering de Bordo em Classe Executiva do Mundo” e, pela 13ª vez, o de “Melhor Companhia Aérea do Sul da Europa”. Ao todo, foram oito reconhecimentos nas categorias de classe executiva e econômica, consolidando a presença da companhia entre as principais empresas do setor. A Turkish Airlines ainda alcançou a quinta posição no ranking de melhores companhias aéreas do mundo. Detentora de uma extensa malha internacional, que abrange seis continentes, a empresa opera 14 voos semanais entre São Paulo e Istambul, conectando passageiros brasileiros a diversos destinos internacionais por meio de seu hub na Turquia.
foto: Guilherme Mion
Azul amplia voos para Foz do Iguaçu na alta temporada A Azul terá duas novas rotas sazonais para Foz do Iguaçu durante a alta temporada de verão, entre 5 de dezembro e 14 de fevereiro. A cidade terá ligações inéditas com Porto Alegre e Recife, ampliando a conectividade com as regiões Sul e Nordeste. A rota com a capital gaúcha terá 62 voos, nos dois sentidos, e cerca de 8,4 mil lugares. Já Recife terá 44 voos e 6 mil assentos. A capital pernambucana abriga o terceiro maior hub da Companhia e é porta de entrada para destinos no Nordeste. Somadas às novas operações e aos voos extras, serão 148 ligações adicionais para Foz no período. A companhia também reforçará as frequências regulares a partir de Viracopos, Curitiba, Confins e Congonhas. Em todo o país, a Azul programou cerca de 2,5 mil voos extras e 370 mil assentos adicionais para o período.
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Os encantos da
Croácia: uma viagem pelo azul do Adriático Um dos países mais badalados e surpreendentes do Leste Europeu, a Croácia é um verdadeiro mosaico entre a elegância continental, o ritmo adriático e a imponência medieval. Por Redação Qual Viagem
A
Croácia já se consolidou como um dos destinos mais magnéticos, sedutores e fotografados da Europa, e não é para menos. Percorrer o país em pleno verão, período em que o sol brilha intensamente e o Mar Adriático aparece como um convite irresistível para um bom mergulho, revela um território de transições geográficas e culturais fascinantes. Para vivenciar essa jornada de maneira autêntica e completa, a escolha ideal é cruzar o país por terra, permitindo contemplar a alma de suas paisagens em cada quilômetro percorrido. Todos os trajetos fundamentais do nosso roteiro (da capital Zagreb para Split e, posteriormente, de Split para Dubrovnik) foram realizados a bordo dos confortáveis, pontuais e modernos ônibus da FlixBus. Essa opção foi um acerto estratégico de viagem: além do excelente custo-benefício e da total comodidade, a estrada funcionou como um espetáculo à parte. Pelas janelas, foi possível admirar a transição gradual de cenários que iam de vales verdes e serras imponentes do interior do continente até trechos litorâneos espetaculares, emoldurados pelo azul profundo do Adriático.
Zagreb: alma acolhedora,
bondes azuis e modernidade charmosa
foto: ©istock.com / leonid_tit
Diferente do perfil litorâneo que costuma estampar a maioria dos cartões-postais do país, Zagreb recebe o visitante com uma atmosfera calorosa, arborizada, culturalmente rica e tipicamente europeia. A melhor maneira de capturar o ritmo e a pulsação da capital croata é observar o ir e vir de seus tradicionais bondes elétricos pintados na cor azul, que cortam as avenidas e ladeiras conectando com eficiência a dinâmica Cidade Baixa aos recantos históricos mais remotos. Dividida entre a charmosa Cidade Alta (Gornji Grad) e a cosmopolita Cidade Baixa (Donji Grad), Zagreb convida os viajantes a desacelerar e caminhar sem pressa. Na parte alta, ruas revestidas de paralelepípedos antigos e iluminadas por lampiões a gás, que continuam a ser acesos manualmente todas as noites em um ritual nostálgico, conduzem a marcos arquitetônicos icônicos, como a Igreja de São Marcos, mundialmente famosa por seu telhado de cerâmica colorida que exibe os brasões históricos da cidade e do reino. Ao lado, se ergue a grandiosa Catedral da Assunção da Virgem Maria (Zagreb Cathedral), cujas esbeltas torres neogóticas pontuam o horizonte urbano e guardam séculos de profunda devoção religiosa e imponência artística.
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foto: ©istock.com / marcutti
foto: ©istock.com / Sami Auvinen
O roteiro pela capital ganha ainda mais densidade com paradas indispensáveis na imponente Torre Lotrščak, de onde todos os dias, ao meiodia, o histórico canhão Grič dispara um tiro festivo que reverbera por toda a bacia da cidade. Logo ao lado, o Funicular de Zagreb (um dos mais curtos e antigos do mundo em operação) assegura a conexão imediata entre a agitação da Cidade Baixa e a calmaria da parte alta. Caminhar pelo romântico Passeio Strossmayer ao entardecer proporciona vistas panorâmicas e inesquecíveis dos telhados alaranjados. Já para os amantes da história urbana e das artes, a praça central abriga o grandioso Monumento ao Ban Jelačić, enquanto o suntuoso Pavilhão de Arte e o famoso Parque Zrinjevac, sombreado por plátanos centenários e embalado por concertos clássicos ao ar livre na Cidade Baixa, coroam a atmosfera refinada da capital. Entre as experiências culturais mais singulares da Cidade Alta destaca-se o aclamado Museu dos Relacionamentos Terminados (Museum of Broken Relationships). Trata-se de um espaço sensível, original e profundamente tocante que exibe objetos cotidianos doados por pessoas do mundo todo,
Torre Lotrščak e, abaixo, funicular de Zagreb e o Museum of Broken Relationships
foto: ©istock.com / Alexander Farnsworth
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acompanhados por breves e intensas histórias de amores que chegaram ao fim. Descendo para as imediações do centro fervilhante e a poucos passos da praça principal, a capital surpreende com inovações culturais de vanguarda, como o Moneterra, o Museu Monetário do Banco Nacional da Croácia. Instalado em um ambiente subterrâneo futurista que remete a um cofre blindado de segurança máxima, o museu interativo propõe uma jornada pela evolução histórica do dinheiro, da macroeconomia e das finanças de maneira leve, acessível e tecnológica. A energia vibrante de Zagreb pulsa ao ar livre no tradicional Mercado Dolac, também conhecido
Monumento ao Ban Jelačić
foto: ©istock.com / RobsonPL
foto: ©istock.com / todamo
como o “estômago da cidade”, com suas icônicas barracas protegidas por guarda-chuvas vermelhos, e na animada Rua Tkalčićeva, um corredor gastronômico repleto de cafés charmosos, bistrôs aconchegantes e mesas na calçada que fervem durante as longas noites de verão. Zagreb prova, com categoria, que capitais podem ser cosmopolitas e, ao mesmo tempo, aconchegantes e intimistas.
Pavilhão de Arte de Zagreb
Praça Nikola Subic Zrinski
foto: marcio dadalti
foto: ©istock.com / todamo
Museu Monetário do Banco Nacional da Croácia
foto: marcio dadalti
foto: ©istock.com / todamo
Rua Tkalčićeva
De Zagreb a Split de ônibus Para seguir rumo ao litoral sul, o trecho de ônibus da FlixBus partindo de Zagreb com destino a Split custa em média entre €17 e €25, com duração de cerca de 5 horas.
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Split: Império Romano,
Ao desembarcar na ensolarada costa da Dalmácia, o cenário muda de maneira radical, abrindo alas para o azul profundo do Mar Adriático e para a herança monumental de Split. A segunda maior cidade croata abriga um tesouro arquitetônico único em todo o planeta: o colossal Palácio de Diocleciano, erguido pelo imperador romano no século IV como sua moradia de aposentadoria. Muito além de um sítio arqueológico estático cercado por cordas de isolamento, o palácio é um organismo urbano vivo, pulsante e integrado. Suas muralhas milenares de pedra branca, colunas originais de mármore e passagens subterrâneas abrigam hoje centenas de residências particulares, hotéis boutique charmosos, ateliês, lojinhas e restaurantes.
foto: marcio dadalti
mar cristalino, luxo e alta gastronomia
foto: ©istock.com / Lazy_Bear
Vista aérea de Split
Estátua de Grgur
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foto: marcio dadalti
foto: ©istock.com / Francis Crisostomo
Cruzar o Peristilo (a praça central ao ar livre do antigo complexo imperial) é absorver o peso, a atmosfera e a grandiosidade de 1.700 anos de história fundidos ao cotidiano moderno. A poucos passos dali, erguem-se marcos arquitetônicos como o imponente Vestíbulo, a milenar Catedral de São Dômnio (que funciona no antigo mausoléu octogonal do imperador) e o enigmático Templo de Júpiter. Como manda a tradição local, os visitantes param para esfregar com carinho o dedão brilhante da enorme estátua de bronze de Grgur Ninski (Gregório de Nin), obra magistral de Ivan Meštrović instalada junto aos portões, na esperança de atrair boa sorte. Outro ponto alto é caminhar pela charmosa e histórica Praça do Povo (Narodni Trg), o coração medieval da cidade situado logo fora dos limites romanos. Já para quem busca conexão total com a natureza e vistas panorâmicas, a subida até o topo do Monte Marjan revela um vasto e tranquilo parque florestal repleto de pinheiros, mirantes debruçados sobre o golfo e capelas seculares em meio ao verde. Fora dos portões de pedra, a vida social ganha o
Palácio de Diocleciano, mostrado também na foto da página ao lado
ritmo leve e descontraído do Mediterrâneo na Riva, o animado calçadão de pedestres debruçado sobre a marina. É dali que partem os passeios de barco que revelam a verdadeira essência náutica da região dálmata. Uma das experiências mais marcantes do verão é embarcar em excursões de um dia inteiro pelas águas cristalinas, com paradas estratégicas onde os passageiros podem saltar diretamente do barco para nadar no Adriático. Nesses roteiros, a navegação costuma incluir passagens pela deslumbrante ilha de Hvar (famosa por seus campos perfumados de lavanda, vilarejos de pedra e atmosfera sofisticada) e paradas na emblemática Lagoa Azul (Blue Lagoon), cujas águas translúcidas em tons de turquesa convidam a banhos inesquecíveis. O circuito náutico contempla ainda momentos de puro relaxamento na acolhedora Marina Martini e na charmosa Bárbara Beach, um verdadeiro refúgio litorâneo intocado onde a calmaria e a pureza do mar proporcionam revigoramento absoluto. Além da riqueza insular, Split vivencia uma forte e crescente tendência de luxo à beira-mar através
foto: marcio dadalti
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foto: ©istock.com / Manuel Rey
Vista aérea do Monte Marjan e, acima, monumento em Split
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foto: ©istock.com / Dreamer4787
foto: marcio dadalti
foto: marcio dadalti
Marina Martini Riva de Split
Vista aérea do calçadão e do porto de Hvar
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Bárbara Beach
fotos: marcio dadalti
Taboo Beach Club
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Lagoa Azul
Restaurante Zoi
de seus sofisticados beach clubs. Um dos maiores símbolos dessa elegância contemporânea é o Taboo Beach Club: um verdadeiro oásis de bom gosto onde é possível desfrutar o dia em espreguiçadeiras e camas balinesas de altíssimo padrão, saboreando coquetéis autorais e pratos leves em um ambiente que harmoniza o relaxamento costeiro com o glamour do verão. Para os entusiastas da cultura pop, a cidade reserva ainda uma parada no Museu de Game of Thrones, que explora adereços, figurinos originais e cenários que recriam a forte ligação da região com a série. O polo gastronômico de Split brilha através de endereços de altíssimo nível. Um achado surpreendente é o premiado e encantador restaurante Mokosh, localizado na histórica Villa Tončić (uma joia arquitetônica Art Nouveau cercada por um jardim mediterrâneo isolado e árvores frondosas a poucos passos do palácio), que une sofisticação, design premiado e uma culinária autêntica com foco em frutos do mar frescos. Em contraponto, o Restaurante Zoi ergue-se sobre as muralhas de pedra do próprio Palácio de Diocleciano, oferecendo um terraço panorâmico debruçado sobre o porto onde é possível saborear pratos da culinária local reinterpretados com técnicas contemporâneas.
fotos: marcio dadalti
Restaurante Mokosh
De Split a Dubrovnik Seguindo rumo ao sul pela costa, o trecho de ônibus da FlixBus entre Split e Dubrovnik custa em média de €15 a €22, em cerca de 4 horas de uma viagem pontual e repleta de vistas panorâmicas.
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Vista aérea da antiga cidade de Dubrovnik
foto: ©istock.com / Goran Safarek
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Dubrovnik:
Coroando o extremo litoral sul croata, Dubrovnik faz jus à sua fama mundial como a “Pérola do Adriático”. Para vivenciar a essência histórica da cidade, a grande recomendação dos especialistas é se hospedar dentro da Cidade Velha (Old Town). Dormir e acordar cercado por séculos de arquitetura medieval transforma a estadia em uma viagem no tempo. E caminhar por suas ruelas de pedras de calcário intensamente polidas durante a noite ganha um ar mágico e cinematográfico, impulsionado por um projeto de iluminação que valoriza cada detalhe dos monumentos seculares. A entrada oficial nesse santuário histórico ocorre através do imponente Pile Gate, o portal fortificado histórico que serve como principal ponto de acesso à cidade velha. Para desvendar a fundo os segredos da antiga e orgulhosa República de Ragusa, nada se compara a realizar um tour guiado pelo centro histórico com uma especialista local que domina o 48
fotos: marcio dadalti
a Pérola do Adriático e cenários de cinema
Detalhe de Old Town
foto: ©istock.com / Rudolf Ernst
fotos: marcio dadalti
fotos: marcio dadalti
Cenários de Old Town e, abaixo, o Pile Gate
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Grande Fonte de Onofrio
Torre do Relógio
foto: marcio dadalti
foto: ©istock.com / BMG_Borusse
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foto: marcio dadalti
Rua Stradun
idioma português: através do perfil @dubrovnik_ em_portugues, conduzido com enorme paixão e conhecimento pela guia licenciada Natasa Brailo, o visitante compreende lendas, contextos políticos e curiosidades ocultas que escapam aos olhares comuns. Esse passeio guiado funciona como o complemento para a clássica caminhada pelas imponentes muralhas da fortaleza, que circundam a cidade antiga oferecendo ângulos fotográficos memoráveis dos telhados de terracota em contraste com o azul vibrante do mar. Cercada por essa atmosfera monumental, Dubrovnik deslumbra o olhar em cada praça através de marcos icônicos, como a elegante e movimentada Rua Stradun, a histórica Grande Fonte de Onofrio, a refinada Torre do Relógio, o magnífico Palácio do Reitor e a imponente Fortaleza de Lovrijenac (o famoso “Gibraltar de Dubrovnik”), erguida sobre rochedos isolados fora das muralhas principais. A imersão cultural e cinematográfica ganha força na inconfundível Escadaria da Vergonha (Jesuit Stairs), palco da icônica cena da “caminhada da penitência” de “Game of Thrones”, bem como
Fortaleza de Lovrijenac
foto: ©istock.com / Rudolf Ernst
foto: marcio dadalti
foto: ©istock.com / Vedad Ceric
Palácio do Reitor
Escadaria da Vergonha
Dubrovnik Azur
foto: PHOTOS by BARBARA VEKARIC
Deliciosos pratos e sabores irresistíveis no Dubrovnik Azur! Monte Srđ
foto: ©istock.com / Yulbro daddy
na travessia de barco até a Ilha de Lokrum, uma reserva natural rica em trilhas sombreadas, jardins botânicos e pavões onde se encontra uma réplica oficial do Trono de Ferro, permitindo aos fãs sentarem-se gratuitamente para uma foto. Para os mais aventureiros, o passeio de caiaque ao redor das muralhas e da fortaleza proporciona remar rente às falésias escarpadas, complementado pela ascensão de teleférico até o Monte Srđ ao pôr do sol para um panorama de tirar o fôlego. O roteiro em Dubrovnik é coroado por sua alta gastronomia, destacando um trio de endereços. Entre eles, o Restaurant & Bar Rudjer consolida-se como uma escolha perfeita para um jantar inesquecível. Situado em uma localização estratégica e privilegiada, a primeira impressão do restaurante revela sua proximidade imediata com a mundialmente famosa Escadaria da Vergonha, situando o cliente no coração pulsante do circuito cultural e cinematográfico da Old Town.
foto: PHOTOS by BARBARA VEKARIC
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foto: marcio dadalti
Visual do Restaurant & Bar Rudjer
foto: Damir Fabijanić / divulgação
No Proto Fish Restaurant, boa gastronomia em um cenário cheio de charme
Restaurant & Bar Rudjer
O grande diferencial do Rudjer, contudo, reside em sua proposta de ambiente aberto: dispor de mesas charmosas ao ar livre inseridas nas tranquilas, históricas e reservadas praças jesuítas eleva a experiência sensorial a um patamar incomparável. Quando a noite cai e a iluminação cênica de Dubrovnik acende, banhando as pedras seculares em tons dourados suaves, jantar no terraço aberto do Rudjer converte-se em um espetáculo romântico. Sob a brisa acolhedora do Adriático, a casa harmoniza com maestria massas frescas artesanais, carnes e pratos da culinária local executados com rigor técnico e excelente custo-benefício. Para completar essa rota de prestígio, o tradicional Proto Fish Restaurant, em funcionamento contínuo desde 1886, atua como uma instituição histórica dedicada ao preparo de pescados nobres e frutos do mar frescos extraídos diretamente do Adriático, enquanto o inovador Dubrovnik Azur injeta frescor e criatividade ao propor uma bem-sucedida fusão de sabores mediterrâneos com influências asiáticas, servindo pratos marcantes em um ambiente moderno e descontraído. Dubrovnik encerra, com proporções épicas, uma jornada marcante e inesquecível pelo coração e pela alma da Croácia. O jornalista viajou com a proteção do seguro viagem da GTA – Global Travel Assistance.
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QUAL GASTRONOMIA
JONATÃ CANELA
A cozinha
como
identidade Chef Executivo do Hotel SENAC Barreira Roxa e embaixador do Feito Potiguar, Jonatã Canela defende uma gastronomia norte-rio-grandense feita de território, memória
foto: divulgação
e trabalho coletivo.
Técnica a serviço do ingrediente A trajetória que o formou é feita de contrastes. Do Culinary Institute of America, nos Estados Unidos, trouxe a base clássica, do universo do D.O.M., de Alex Atala, a consciência do território, do The Taste Brasil em 2018, onde dividiu a cozinha com Helena Rizzo, a lição da criatividade sob pressão. De tudo isso restou uma convicção simples sobre o ofício: “A técnica entra para valorizar o produto.” Não é o oposto de sofisticação, é o seu freio. “Não acredito em fazer algo complexo apenas para demonstrar que é complexo”, afirma. Sua cozinha, brasileira contemporânea e enraizada no Rio Grande do Norte, persegue “esse equilíbrio entre a memória e a transformação”, e uma exigência que ele repete como quem não quer deixar dúvida: um prato “precisa continuar sendo comida”. 56
foto: divulgação
H
á um caminho inteiro antes de um prato chegar à mesa, e Jonatã Canela gosta de percorrê-lo do começo ao fim. À frente da cozinha do Hotel SENAC Barreira Roxa, em Natal, o chef potiguar aprendeu que a técnica de uma operação de hotelaria só se sustenta com consistência, mas faz questão de lembrar que nada ali nasce de uma só pessoa. “A cozinha é um trabalho coletivo”, diz. “O chef pode estar à frente, mas nunca constrói nada relevante sozinho.” É com essa régua que ele se apresenta: menos como autor de um prato, mais como um elo entre o produtor, a equipe e quem senta para comer.
Um estado que não cabe num prato Ao perguntar a Jonatã qual prato resume o estado ele hesita, de propósito. “O Rio Grande do Norte não cabe facilmente em um único prato”, avisa, antes de ceder e colocar o cordeiro como protagonista de uma composição autoral, ao lado da manteiga do sertão e dos queijos artesanais. É que a despensa potiguar, para ele, é vasta e ainda pouco explorada: o queijo de manteiga, o mel de Jandaíra, as castanhas, a doçaria seridoense e a flor de sal. Ingredientes que, insiste, não são adereço exótico para turista. “O Brasil não precisa de uma gastronomia mais parecida com a de outros lugares”, afirma. “Precisa conhecer melhor a riqueza que já existe em cada território.” Quando um produto local ganha a mesa, diz, o que se serve junto é visibilidade e história.
Sustentabilidade que sai do discurso Embaixador do movimento Feito Potiguar, Jonatã trata a palavra sustentabilidade com desconfiança de quem já a viu virar enfeite. “Sustentabilidade, na gastronomia, precisa sair do discurso e entrar na rotina”, defende. Para ele, ela mora nos gestos pequenos: a compra consciente, o planejamento da produção, a redução do desperdício, o respeito ao trabalho de quem plantou. Conhecer a origem do que se cozinha muda a relação com o ingrediente, e é isso que o leva até os produtores. Por trás de cada matéria-prima, lembra, “existe uma história, uma economia e um território”.
“O Rio Grande do Norte não cabe facilmente em um único prato.”
Natal pela boca Quando o assunto é orientar o viajante que chega ao Rio Grande do Norte, o chef abre o mapa sem hierarquia entre o sofisticado e o popular. A sugestão é começar pela cozinha contemporânea do Zeh Cozinha, mas sem partir sem o ginga com tapioca do Mercado da Redinha, “que tem a cara do nosso litoral”. Na sequência vêm a galinha caipira do Garibaldi, o chambaril do Cobra Choca, a tripa crocante do Boteco do Gordinho. E há o que ele faz questão de mostrar a quem vem de fora: goiamum, pirão de queijo, buchada, sarapatel, o surpreendente caldo de ova de curimatã. Sabores que dispensam vitrine, porque, para Jonatã, “ela não precisa se enfeitar para ter identidade”. O destino que mais gosta fica longe do circuito de praia, em Apodi: a Churrascaria do Bom, comida farta de estrada e mais de uma centena de sabores de pudim, “quase uma atração à parte”. A moral do passeio ele entrega numa frase: “Às vezes, vale mais pegar a estrada sem pressa do que seguir um roteiro pronto.”
para quem viaja atrás de comida de verdade: chegar “com curiosidade e deixar um pouco de espaço para o inesperado”, conversar com quem produz, e não confundir “comida autêntica com uma obrigação de rusticidade”. Porque a gastronomia de um território, como ele mesmo resume, “não é estática, ela se movimenta com as pessoas, as estações, as produções e os encontros.”
Onde acompanhar o chefe
Uma linguagem própria Jonatã acredita que a gastronomia potiguar tem tudo para crescer no mapa nacional, ingredientes, produtores, profissionais, o que falta é costurar esses fios e, sobretudo, narrá-los. “Que a gente conte melhor as nossas histórias”, pede, ciente de que o caminho não é imitar ninguém. “Precisamos construir uma linguagem própria.” É também o que deseja
@jonatacanela jonatacanela.com
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DESTINOS | CARIBE
Curaçao, uma ilha de
muitas culturas Por Elíria Buso
foto: ©istock.com / mikolajn
Música, patrimônio e gastronomia ajudam a contar a história de uma das ilhas mais diversas do Caribe.
DESTINOS | CARIBE
foto: eliria buso
foto: eliria buso
C
uraçao é um lugar onde diferentes referências culturais convivem de forma muito visível. Elas aparecem nas fachadas de Willemstad, nos ritmos que embalam a ilha, na gastronomia e até nas conversas do dia a dia. Ali, as heranças holandesas se misturam a influências africanas, latino-americanas e caribenhas, formando uma identidade própria, que não se explica por uma única origem. O papiamentu, idioma falado na ilha, talvez seja uma das expressões mais claras dessa mistura, reunindo palavras e sonoridades que podem soar familiares aos brasileiros, mas dentro de uma linguagem inteiramente particular. Situado no sul do Caribe, Curaçao integra o grupo das chamadas ilhas ABC, ao lado de Aruba e Bonaire. O destino há tempos desperta o interesse dos viajantes brasileiros por suas águas de tons intensos de azul e praias de areia clara. Mas, para além dessas imagens mais conhecidas, é justamente a diversidade cultural que ajuda a revelar outras camadas da ilha.
foto: eliria buso foto: eliria buso
E foi justamente a música que me levou até lá. Em setembro, o Curaçao North Sea Jazz Festival transformou a ilha em ponto de encontro para artistas e visitantes de diferentes partes do mundo. Embora carregue o jazz no nome, sua programação atravessa gêneros e fronteiras: a edição de 2026 reuniu nomes como Rubén Blades, Toto, The Jacksons, Sean Paul, Stephen Marley, J Balvin, Jon Batiste, PJ Morton, Branford Marsalis e Dianne Reeves. A origem do evento está no North Sea Jazz Festival, criado em 1976, na Holanda, que é considerado o maior festival de jazz do mundo. Já a versão caribenha realizou sua primeira edição em setembro de 2010, reunindo artistas como John Legend, Simply Red, George Benson e Sergio Mendes e estabelecendo, desde o início, uma combinação entre ritmos. Ao longo dos anos, essa diversidade ajudou a aproximar o festival da própria identidade multicultural da ilha. Após uma pausa durante a pandemia, o evento voltou a integrar o calendário cultural de Curaçao em 2024, com shows realizados no World Trade Center, em Piscadera Bay. 61
foto: eliria buso
DESTINOS | CARIBE
Uma cidade onde
A mistura supracitada pode ser percebida principalmente em Willemstad. A capital nasceu como um assentamento comercial holandês no século 17 e cresceu ao redor da Baía de Sint Anna. Punda, sua parte mais antiga, surgiu junto ao Fort Amsterdam; depois vieram outros bairros históricos, como Otrobanda, Pietermaai e Scharloo. Hoje, o conjunto histórico da cidade integra a lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO. A primeira imagem é conhecida: prédios estreitos e coloridos alinhados diante do mar. Olhando rapidamente, é fácil associá-los às cidades dos Países Baixos - mas com um pouco mais de cor! Porém, Willemstad não é simplesmente uma reprodução da arquitetura holandesa transportada para o Caribe. Ao longo dos séculos, os modelos europeus foram adaptados ao clima tropical e ao contato com outras culturas da região. A UNESCO identifica influências não apenas holandesas, mas também provenientes de cidades coloniais espanholas e portuguesas com 62
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as influências permanecem visíveis
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as quais Curaçao mantinha relações comerciais. Em bairros como Otrobanda e Scharloo, há ainda exemplos do chamado barroco de Curaçao, reconhecido, entre outros elementos, pelas empenas curvas de algumas construções. É justamente essa sobreposição de referências que torna interessante caminhar pela cidade. A cor chama a atenção primeiro, mas são os detalhes que começam a contar outra história; vielas, praças, casarões, pontes, antigas construções comerciais e edifícios restaurados que continuam ocupados por restaurantes, hotéis, galerias e lojas. Do outro lado da Baía de Sint Anna em relação a Punda está Otrobanda. É ali que uma das experiências mais interessantes da viagem ajuda a juntar passado e presente.
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Kura Hulanda,
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um pedaço da história transformado em experiência Entre pequenas ruas e construções históricas restauradas, o Kura Hulanda Village forma uma espécie de núcleo dentro de Otrobanda. Em vez de um único prédio ou atração, encontra-se um conjunto de casas, pátios e passagens que abriga hoje restaurantes, lojas e outros espaços. É um lugar que convida a diminuir o passo. A experiência está justamente em caminhar entre as construções, atravessar pequenas praças e observar como antigos imóveis ganharam novos usos sem que o conjunto perdesse sua relação com a história da cidade. Durante o Curaçao North Sea Jazz Festival de 2026, essa relação entre cidade e música ficou ainda mais evidente. Antes dos três dias principais de apresentações em Piscadera Bay, Kura Hulanda recebeu um show gratuito do músico cubano Afro 23, ampliando o festival para além de seu recinto oficial. No dia a dia, porém, uma das experiências mais curiosas do lugar acontece à mesa.
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Quando comer,
também ajuda a proteger os recifes
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Também no Kura Hulanda Village funciona o Lionfish Caribbean, iniciativa que transforma um problema ambiental em gastronomia, artesanato e educação. O protagonista é o peixe-leão, exótico, com suas nadadeiras longas, uma espécie invasora nos ecossistemas caribenhos. Sem predadores naturais suficientes na região, sua presença interfere na biodiversidade dos recifes. A proposta do projeto é estimular sua retirada do ambiente marinho e aproveitar diferentes partes do animal. Na cozinha, o peixe ganha preparações como ceviche, tacos, fish and chips e até uma versão de pizza asiática. Sua carne é branca, firme e de sabor suave. A iniciativa, contudo, não termina no prato. Partes do peixe que seriam descartadas são utilizadas na produção de joias e peças artesanais, enquanto workshops e atividades educativas explicam aos visitantes o impacto da espécie nos recifes. É uma pequena experiência gastronômica que ajuda a compreender uma Curaçao contemporânea; uma ilha que encontra na criatividade formas de relacionar turismo, conservação ambiental e economia local. 65
Uma hospedagem
entre a cidade, o mar e os palcos de convivência e espaços voltados para o Caribe fazem com que a propriedade, apesar de suas dimensões, mantenha uma atmosfera de resort praiano. Os quartos seguem a mesma lógica. Varandas ou terraços aproximam as acomodações do exterior, com opções voltadas para o mar, piscinas ou jardins. Entre os equipamentos disponíveis estão cafeteira, frigobar, cofre e smart TV. Na área externa, duas piscinas atendem a propostas diferentes. Uma recebe famílias; a outra, com raia e borda infinita, é destinada aos adultos. A praia em frente ao resort completa o cenário para quem prefere passar parte do dia sem programação. A gastronomia também permite permanecer no hotel sem repetir necessariamente a experiência. O Salty Iguana Ocean Grill funciona próximo à piscina e oferece opções rápidas e refrescantes, enquanto o Salty at the Beach aposta em refeições junto ao mar, especialmente na hora do jantar. Há ainda o
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e Willemstad foi o principal ponto de contato com a história da ilha durante a viagem, o Curaçao Marriott Beach Resort funcionou como base para todos os deslocamentos, e também como parte importante da experiência. Localizado em Piscadera Bay, o hotel ganha uma dinâmica particular durante o festival de música. O World Trade Center, onde acontecem os principais shows, fica bem próximo dali. Com isso, a rotina dos dias de festival pode ser dividida sem grandes deslocamentos entre momentos de descanso e noites que avançam madrugada adentro. Pela manhã, o ritmo é calmo. Depois de um café da manhã sem pressa no JFK Restaurant, a escolha pode ser simplesmente permanecer algumas horas diante do mar ou nas piscinas antes de voltar à programação da noite. O Great Room, lobby amplo e aberto, já estabelece essa relação com o ambiente externo. Jardins, áreas
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Koi Kòrá Sushi Bar, o Zala Gastro Lounge, o JFK Steakhouse e opções mais rápidas ao longo do dia no Papiamentu Marketplace. Durante um festival, essa variedade se torna especialmente conveniente. É possível passar o dia entre o mar e a piscina, jantar antes de seguir para um show e retornar ao hotel sem transformar cada etapa em um novo deslocamento. Mas talvez o maior mérito de ter o Marriott como base seja justamente permitir esse contraste. De um lado, a tranquilidade de um resort diante do Caribe. Do outro, Willemstad e suas muitas camadas históricas a poucos quilômetros dali. E, durante alguns dias de setembro, os palcos do North Sea Jazz acrescentam mais uma dimensão à viagem. A estrutura do hotel também reforça sua função como base para diferentes perfis de viagem. Localizado a cerca de 15 minutos do Aeroporto Internacional de Hato e a apenas cinco minutos da Ponte Queen Emma e da Handelskade, em Willemstad, o hotel permite combinar dias de descanso com passeios pelo centro histórico e deslocamentos por outras regiões da ilha, todas a menos de uma hora de distância. Completam a estrutura 328 quartos espaçosos e oito suítes de frente para o mar, kids’ club e academia com funcionamento 24 horas. Para eventos e viagens corporativas, a propriedade ainda conta com espaços à beira-mar e ao ar livre, salões de festas e sala de reuniões.
dicas rá pi das VOOS
Não há voos diretos do Brasil para Curaçao, mas é possível voar pela Copa Airlines via Cidade do Panamá;
ENTRADA
Brasileiros não precisam de visto para entrar no país, mas é preciso preencher um formulário prévio de imigração aqui;
MOEDA
A moeda oficial é o Florim Caribenho, mas o dólar americano é amplamente aceito na ilha;
PAGAMENTO
Cartões de crédito são aceitos na maior parte dos hotéis, restaurantes e lojas, mas é recomendável levar algum dinheiro para táxis e atrações mais afastadas de Willemstad;
ALUGUEL DE CARRO
Alugar um carro pode facilitar os deslocamentos para outras regiões da ilha. A CNH brasileira é aceita em Curaçao e a circulação acontece pelo lado direito da via. A jornalista viajou a convite da Marriott International e contou com seguro viagem GTA e chip internacional OMEUCHIP.
Maravilhas de
Istambul entre Europa e Ásia
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Por Isadora Lacerda
À
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De mesquitas e palácios à bazares e mercados, encante-se pela rica herança histórica e tradição cultural da única cidade do mundo que se encontra entre dois continentes.
s margens do estreito de Bósforo, entre o sudeste da Europa e a Ásia Ocidental, ergue-se a cidade de Istambul, a maior em extensão e população da Turquia - e também, a única do mundo a se estender por dois continentes. Com uma área urbana extensa, que conecta os continentes europeu e asiático, a antiga Constantinopla foi a capital de três distintos impérios durante seus milhares de anos de história: Romano, Bizantino e Otomano. As influências que estes diversos povos exerceram sobre a cidade ao longo dos anos, ainda podem ser vistas atualmente. Vestígios desta história são apreciados pelos visitantes que conhecem os principais pontos turísticos da cidade.
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A lista do que fazer em Istambul não é pequena. Reunindo desde de visitas à construções históricas e palácios centenários, a passeios pelas ruas e bazares tradicionais, Istambul é uma cidade espetacular, que encanta pelo seu horizonte repleto de mesquitas, áreas verdes e muita história.
Santa Sofia A Mesquita de Santa Sofia (ou Hagia Sophia, em turco) é o monumento mais icônico de Istambul, sendo famosa pela sua gigantesca cúpula e arquitetura bizantina. Construída no século VI, pelo então imperador Justiniano I, funcionou, durante mil anos, como a maior catedral cristã antes de ser convertida em mesquita pelos otomanos, já no século XIII.Integrando a lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO, o local também já operou como museu por décadas até ser reclassificado como uma mesquita ativa. Atualmente, os turistas pagam cerca de 25 euros para entrar e podem visitá-la entre às 9h e 19h, tendo acesso turístico suspenso temporariamente durante as 5 orações diárias muçulmanas.
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O QUE VISITAR
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Oficialmente chamada de Sultanahmet Camii, a Mesquita Azul é uma mesquita otomana, que se encontra em frente à Santa Sofia. Localizada na Praça Sultanahmet, foi construída durante o século XV e reúne em seu interior mais de 20 mil azulejos azuis de Iznik iluminados por cerca de 260 janelas. Além disso, o lugar é famoso por suas seis torres mirantes e sua grande cúpula central de mais de 40 metros de altura. Diferentemente da Santa Sofia, sua entrada é gratuita. O espaço fica aberto ao público entre 8h30 e 18h30. 72
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Mesquita Azul
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Grande Bazar
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Considerado o mais antigo e maior do mundo, o mercado coberto Kapalıçarşı (em turco), ou simplesmente Grande Bazar, é um verdadeiro labirinto medieval composto por 61 ruas e mais de 4 mil lojas. O local atrai milhares de turistas ao longo do dia e, por lá, é possível encontrar desde joias e perfumes a tapetes e têxteis, passando por luminárias e cerâmicas dos mais variados tipos.
Um dos principais símbolos de Istambul, a Torre de Gálata foi construída em 1348 como a Christea Turris (Torre de Cristo). Esta fortificação medieval tem estilo românico e possui quase 67 metros de altura, oferecendo uma vista panorâmica da cidade de 360 graus. A subida ao topo é feita pelo uso de um elevador e a entrada custa cerca de 30 euros.
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Torre de Gálata
Cisterna Basílica
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Um dos lugares mais impressionantes de Istambul, a Cisterna da Basílica (em turco, Yerebatan Sarnıcı, o “Palácio Submerso”) é a maior estrutura de armazenamento de água subterrânea da cidade, que abrigava até 80 mil metros cúbicos de água abastecendo o Grande Palácio Imperial. Com uma atmosfera enigmática e mística, o local apresenta passarelas que flutuam sobre a água para promover a visitação, que ocorre até às 22h.
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Como segundo maior mercado coberto de Istambul, o Bazar das Especiarias reúne os mais variados tipos de frutas secas, queijos, azeitonas, azeites, queijos e coloridos doces turcos, além de especiarias e outros artigos, como joias, lenços e lembrancinhas. Também conhecido como Bazar Egípcio, é um paraíso sensorial repleto de cores, chás perfumados, comidas tradicionais e temperos do mundo todo. O local abre todos os dias e tem entrada gratuita.
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Bazar das Especiarias
Hipódromo de Constantinopla O espaço que hoje se compreende como Praça Sultanahmet, o Hipódromo de Constantinopla, já foi o maior centro esportivo, social e político da capital do Império Bizantino. Onde antes eram arquibancadas de mármore, construídas para abrigar milhares de espectadores nas famosas corridas de bigas, agora apenas permanecem alguns antigos monumentos, como o Obelisco de Teodósio, monólito de granito rosa egípcio; a Coluna Serpentina, monumento grego de bronze dedicado à Apolo; e o Obelisco de Constantino, grande torre de blocos que narrava vitórias do imperador.
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QUANDO IR Por ser uma cidade que apresenta estações bem definidas e recebe turistas durante o ano inteiro, é recomendável visitar Istambul durante os meses de primavera (de abril e maio) ou outono (setembro e outubro), pois é quando as temperaturas ficam mais amenas, entre 15°C e 25°C; as chuvas são baixas e as atrações ficam menos lotadas do que no verão.
ONDE FICAR Em uma cidade grande e preparada para o turismo como Istambul, existe uma variedade de hotéis para os mais diversos orçamentos e perfis de viajantes. Dependendo do tipo de viagem que o turista escolhe realizar, a hospedagem pode ser escolhida baseada na localização em que se encontra. No lado europeu localiza-se Sultanahmet, a Cidade Velha, que é ideal para quem busca foco total em turismo histórico, já que concentra diversos pontos turísticos. Já a cidade nova, Beyoğlu, é perfeita para quem prefere vida noturna, restaurantes descolados e modernidade. Por fim, no lado asiático encontram-se tanto hotéis em bairros mais residenciais, voltados à imersão cultural, quanto hotéis de luxo no estilo palaciano, com lindas vistas para o Bósforo. 76
DICAS IMPORTANTES Viajar para Istambul é mergulhar em uma mistura de culturas milenares e tradições que se encontram em dois continentes. Para aproveitar melhor a experiência, vale chegar preparado para algumas particularidades locais. Confira a seguir: • Moeda: oficialmente apresenta as liras turcas (TRY) como moeda oficial, embora euros e dólares costumam ser aceitos em locais turísticos. Cartões de crédito e débito também são comumente usados em Istambul; • Idioma: o idioma oficial é o Turco e aprender algumas palavras básicas pode ser interessante para facilitar a comunicação, mesmo que o inglês seja entendido em locais mais turísticos; • Documentos: o passaporte válido é o principal documento requerido para entrar na Turquia; • Locomoção: conhecida pelo trânsito intenso e caótico, ao visitar Istambul, opte por utilizar o transporte público. A cidade conta com uma ampla rede de metrô, trem, ônibus, balsas e funiculares, sendo o Istanbulkart o cartão utilizado no sistema de transporte; • Vestimenta: utilizar roupas que cubram os ombros e joelhos, lenços que cobrem os cabelos (no caso das mulheres) e retirar os sapatos ao entrar nas mesquitas é um sinal de respeito à cultura e à religião do local.