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Revista Qual Viagem Edição 147 - Junho/2026

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junho 2026

Ruhr, Los Cabos e Circuito das Águas Paulista

@qualviagem

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Espírito Santo Da costa às montanhas

Qual Viagem

•Espírito Santo •FORT LAUDERDALE • MOBILE • RUHR • OURO PRETO • CIRCUITO DAS águas paulistas

+ Viagem

@revistaqualviagem

Ouro Preto

A joia barroca de Minas Gerais

Fort Lauderdale Entre canais e iates na Flórida

Mobile

E a origem do Mardi Gras


Edição 147 • Ano 12 • junho 2026 Editora e Produtora Qual eireli.

CNPJ 17.523.350/0001-35

Inscrição Estadual 140.490.598.110 Rua Campo Grande,385

Vila Hamburguesa - CEP 05302-051 São Paulo - SP - Brasil

Telefone +55 11 3024-9500 Publisher: Marcio L. Dadalti Administração e Logística: Patrícia Silva Editor: Cláudio Lacerda Oliva (Mtb 20.586/SP) Produção: RCS Designer Gráficos e Fotos

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Para anunciar: (11) 3024-9500 dadalti@editoraqual.com.br

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A seleção de destinos do mês está escalada Prezado leitor, Junho é o mês de planejar as férias de inverno e curtir a Copa, e a Qual Viagem chegou com uma edição recheada de lugares que atravessam o Brasil e o mundo, da serra capixaba ao coração industrial da Alemanha. Para todos os estilos de viajante, há sempre um próximo destino esperando. Abrimos a edição com o Espírito Santo, o menor estado do Sudeste, mas com uma diversidade turística que surpreende. De Vitória e Vila Velha às Montanhas Capixabas, passamos por roteiros de sol e praia, agroturismo e o legado da imigração europeia que encanta em cada parada. No sul da Flórida, visitamos Fort Lauderdale, pertinho de Miami. A cidade tem um ritmo tranquilo, com atrações que vão de praias de mar azul turquesa a uma rede de canais navegáveis, repleta de megaiates e mansões milionárias. Tem também ótimos restaurantes e centros de compras, entre outras boas surpresas. Ainda nos EUA, trazemos Mobile, no Alabama, que carrega mais de três séculos de história e guarda um segredo que poucos conhecem: foi ela, e não New Orleans, que inventou o Mardi Gras americano. De volta ao Brasil, a região do Circuito das Águas Paulista oferece opções de turismo rural e de bem-estar pertinho da capital paulista, com hospedagens de destaque. Fomos conferir algumas delas em Serra Negra, Águas de Lindóia, Amparo e Itapira. Mergulhamos também na história de Ouro Preto, a joia colonial de Minas Gerais. Da Praça Tiradentes às igrejas barrocas de Aleijadinho e Mestre Ataíde, a antiga Vila Rica é um destino que vai muito além do que qualquer foto consegue transmitir. Na Alemanha, apresentamos Ruhr, uma região que transformou seu legado industrial em um destino cultural com gasômetros transformados em espaços expositivos, siderúrgicas em parques públicos e o complexo Zollverein, patrimônio da UNESCO. Nossa coluna Qual Entrevista recebe Theodoro, influenciador que esteve em Kissimmee e descobriu que a Capital Mundial das Casas de Férias entrega muito mais do que parques temáticos. Por fim, em Los Cabos te contamos nossa experiência de hospedagem no icônico Hard Rock Hotel.

Boa leitura, boa viagem e até a próxima edição!

EDITORA QUAL


31 espírito santo

sumário

Alta temporada no destino paulista.

28

GTA - Global Travel Assistance

Há 36 anos transformando a cultura do seguro viagem no Brasil.

Radar Qual Viagem

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Notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros, voos e muito mais.

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gastronomia

Feliciana: onde a França encontra a Louisiana.

Qual entrevista

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jUnHO 2026

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•Espírito santo •FORT LAUDERDALE • MOBILE • RUHR • OURO PRETO • CIRCUITO DAS ágUAS PAULISTAS

Circuito das Águas

+ Viagem

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Ruhr e Circuito das Águas Paulista

@qualviagem

@qualviagem

Espírito santo Da costa às montanhas

ouro prEto

A joia barroca de Minas Gerais

Fort LaudErdaLE Entre canais e iates na Flórida

fort lauderdale

Um convite para navegar e relaxar.

foto: ©istock.com / Carmen K Sisson

foto: Emergent Media_VISIT FLORIDA

Theodoro em Kissimmee: a hospedagem vira parte da experiência.

57

Mobile, Alabama

A cidade que inventou o Mardi Gras.

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MobiLE

E a origem do Mardi Gras

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Ruhrgebiet

Legado industrial e futuro verde no coração da Alemanha.

Los cabos

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Sofisticação, natureza e experiências únicas na Baja California.

foto: ©istock.com / Cristian Lourenço

A capital barroca brasileira.

Qual Viagem

13

Do mar às montanhas, um roteiro de múltiplas experiências.

ouro preto


visitmalta

© Francesca Vincenti

Olhos no Mar:

A Tradição Viva dos Barcos de Madeira de Malta

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foto: (C) 2021 We Seek Travel - Olly Gaspar

urante séculos, o mar moldou a vida maltesa e em nenhum lugar essa relação é mais visível do que nos barcos tradicionais da ilha. Símbolos flutuantes de artesanato, crença, presságios e continuidade, essas embarcações de madeira permanecem parte viva da identidade costeira de Malta, e não meros artefatos de museu. De portos de pesca em atividade ao transporte de passageiros e corridas cerimoniais no Porto Grande, os barcos tradicionais malteses continuam a contar histórias da habilidade, resiliência e espírito comunitário desse povo mediterrâneo. Entre as embarcações mais reconhecíveis

está o Luzzu, o maior dos barcos tradicionais locais, uma robusta embarcação de madeira geralmente pintada em cores vibrantes como azul, amarelo, vermelho e verde. Tradicionalmente com proa e popa simétricas e construído para as condições do Mar Mediterrâneo, o Luzzu evoluiu de tipos de barco mais antigos, como a Ferilla. Reflete uma longa linhagem de conhecimento marítimo e, embora muitos Luzzus ainda se dirijam ao mar para a pesca, alguns dos exemplares maiores e mais recentes foram gradualmente reaproveitados e são usados hoje como barcos de recreio ou de transporte de passageiros, e até mesmo como barcos de mergu-


Marsaxlokk

Explore mais

tradições


visitmalta

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de seus barcos na praia ou no cais, lixando a madeira, reparando pequenas rachaduras e repintando os belos cascos com cores vibrantes. Essas cores não são apenas decorativas; elas protegem a madeira do sal e do sol e conferem identidades únicas, muitas vezes seguindo tradições de cores ligadas à família ou à localidade. Observar essa manutenção feita à mão reforça a sensação de que esses barcos são cuidados individualmente, e não substituídos levianamente. Uma das características mais marcantes dos barcos malteses é o par de olhos pintados na proa, comumente chamado de Olho de Osíris ou Olho de Hórus. Acredita-se que esse símbolo, de origem fenícia, datando de 800 a.C., proteja os marinheiros dos perigos do mar e da incerteza dos elementos. Os olhos voltados para a frente conferem ao barco personalidade e significado.

Foto: divulgação

lho, permitindo que os visitantes experimentem as águas costeiras em uma embarcação profundamente enraizada na tradição maltesa. Igualmente central para a história marítima de Malta é o Dgħajsa, que outrora era o táxi aquático diário do Grand Harbour. Esses barcos esguios e de formato elegante, semelhantes às gôndolas de Veneza, costumavam transportar pessoas entre os navios ancorados e Valletta, Senglea, Birgu e Cottonera, muito antes de os sistemas de transporte modernos conectarem a área portuária. Embora em menor número hoje em dia, os Dgħajjes ainda são construídos, mantidos e usados, principalmente como embarcações turísticas de passageiros e cruzeiros pelo porto, para atravessar o Grand Harbour, ou Sliema para Valletta e ao redor de Birgu, Senglea e Kalkara, onde sua silhueta permanece parte da linguagem visual da região. A arte de construir e manter esses barcos sobrevive graças a pequenas oficinas e ofícios familiares transmitidos de geração em geração. Construtores navais tradicionais ainda podem ser encontrados em galpões e garagens escondidos perto da área do porto e até mesmo em Zabbar ou Kalkara, bem como em Xewkija (Gozo). Nesses locais, os cascos de madeira são moldados e curvados à mão, utilizando métodos aprendidos por gerações, em vez de planos formais, com cada curva refletindo a experiência acumulada ao longo de décadas. A construção naval em Malta sempre se baseou na intuição, bem como na instrução, com os artesãos lendo o mar com a mesma atenção que dedicam à madeira selecionada com a qual trabalham. Em vilas de pescadores como Marsaxlokk, a tradição de cuidar dessas relíquias de família continua abertamente ao longo da orla marítima. Durante o dia, é comum ver pescadores cuidando


Foto: divulgação


Foto: divulgação

visitmalta

Elas continuam sendo um poderoso exemplo de como os antigos sistemas de crenças perduraram por séculos e fazem parte do cotidiano dos malteses. Os nomes também desempenham um papel significativo na cultura maltesa, e dar um nome ao seu barco ou à sua casa é uma prática comum. Os barcos costumam receber nomes de santos, membros da família ou virtudes simbólicas, refletindo a fé e a conexão pessoal. Dar um nome a um barco o estabelece como mais do que um objeto; ele se torna parte da família e da comunidade, merecendo cuidado e respeito.A fé também se manifesta nas bênçãos tradicionais anuais dos barcos de pesca, que ainda acontecem em vilarejos costeiros, principalmente antes de temporadas de pesca específicas. Essas cerimônias reúnem as comunidades para celebrar a continuidade, pedir proteção e reconhecer o papel do mar na vida diária. Os barcos tradicionais também são protagonistas durante os eventos marítimos de Malta, principalmente nas regatas históri10

cas realizadas no Grand Harbour no Dia da Liberdade, em março, e no Dia da Vitória, em setembro. Durante essas regatas, barcos a remo tradicionais, como dgħajjes, kajjikki e frejgatini, competem sob os baluartes de Valletta e do Forte de Santo Ângelo. Esses eventos transformam embarcações de trabalho em barcos de corrida, celebrando o trabalho em equipe, o orgulho local e a habilidade marítima em um dos portos naturais mais impressionantes da Europa. Juntos, os barcos tradicionais de Malta representam muito mais do que transporte ou decoração. Eles incorporam conhecimento, crenças e continuidade herdados, moldados por mãos que ainda entendem de madeira, água e vento. Seja repousando em portos, competindo sob fortificações ou tranquilamente mantidos ao longo das margens das vilas, esses barcos permanecem uma expressão marcante do patrimônio marítimo vivo de Malta. Informações: www.visitmalta.com


Descubra Ouro Preto: a capital barroca brasileira

foto: ©istock.com / Fred_Pinheiro

Texto por Isadora Lacerda e Rebeca Dias


Mergulhe na história colonial, conheça

belas igrejas e apaixone-se pelas paisagens da

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foto: Pedro Vilela/MTur

A

cidade de Ouro Preto, localizada no estado de Minas Gerais, é uma verdadeira joia colonial que abriga vestígios de um passado histórico marcado pela extração aurífera e pela inconfidência mineira. A antiga Vila Rica, como era chamada originalmente, foi fundada em 1711, época em que o conjunto de arraiais - onde os bandeirantes se fixaram quando as primeiras pepitas de ouro foram descobertas - elevou-se à categoria de vila. Com o rápido povoamento e a separação da Capitania de Minas Gerais, Vila Rica torna-se capital da província e tem sua importância elevada ao ponto de transformarse em um polo de arte e arquitetura. Foi lá que floresceu o trabalho de Aleijadinho, Antônio Francisco Lisboa, e de Mestre Ataíde, que juntos ornamentaram diversas igrejas suntuosas, financiadas pelo ciclo da mineração do ouro. Uma dica para visitar a cidade em sua plenitude é contar com um guia ao seu lado, não só para uma melhor experiência, mas para o completo entendimento das curiosidades históricas. Destaca-se o trabalho do Guia Eude Barbosa, um profissional excelente, com ótima didática e conhecimentos vastos.

foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

antiga Vila Rica.


foto: ©istock.com / Fred_Pinheiroa


Do Barroco ao rococó:

foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

Nenhuma outra cidade de Minas Gerais tem oferta tão grande de belas igrejas abertas à visitação quanto Ouro Preto. A importância dessas igrejas não se limita somente à fé religiosa, mas às verdadeiras obras de arte barrocas encontradas em seu interior. Desde as gravuras, à “Capela Sistina Brasileira”, conhecer cada uma delas é um verdadeiro presente. Seus custos de visita são simbólicos, variando de R$5 a R$10. São duas as igrejas matrizes: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias e Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. A existência delas reflete a formação da cidade e a divisão dos arraiais Antônio Dias e o do Ouro Podre. A primeira, construída por volta de 1727, por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, é dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Desde 1968, o local abriga também o Museu Aleijadinho que reúne diversas obras do grande artista mineiro. Já a Nossa Senhora do Pilar foi construída na primeira metade do século XVIII, substituindo uma

foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

conheça as igrejas de Ouro Preto


foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda foto: Pedro Vilela/MTur

antiga capela. A igreja encanta desde a fachada, mas é impossível não se impressionar ao passar pela porta e se deparar com um intenso brilho. A decoração e a luz dourada refletida causam uma verdadeira emoção nos visitantes. A Igreja de São Francisco de Assis, por sua vez, é reconhecida como símbolo do barroco e do rococó mineiro. Grandes nomes participaram na ornamentação de seu interior, com trabalhos de Aleijadinho e Mestre Ataíde, que se dedicou à pintura do teto da nave da Igreja, uma representação da Assunção da Virgem Maria. Localizada ao lado do Museu do Oratório, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo é estonteante por fora, com uma vista privilegiada da cidade e uma bela fachada, e por dentro. Manuel Francisco Lisboa também é reconhecido pelo projeto de construção da Igreja setecentista, uma das mais belas da região. Já a Igreja de Nossa Senhora do Rosário destaca-se pelo formato abaulado. Construída no século XVIII, é considerada a expressão máxima do barroco colonial, é composta por formatos circulares em sua fachada e um formato oval no interior, circundada por seis altares. Por fim, a Igreja de Santa Efigênia está localizada no alto de uma ladeira, podendo ser um 17


foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

impasse para quem percorre a cidade a pé. No entanto, a vista perfeita para fotos e seu interior recompensam a subida. Sua história está ligada aos negros escravizados e sua resistência, uma vez que tradições locais contam que a construção teria sido financiada pelas minas de Chico Rei.

Cultura e memória: Ao percorrer Ouro Preto, além das diversas igrejas e basílicas, outros locais aos quais se deve a atenção são aqueles que relatam e preservam a cultura e a memória do passado colonial. Primeiramente, é imprescindível o destaque ao Museu da Inconfidência. Localizado na Praça Tiradentes, este ocupa a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica. Em seu acervo, reúnem-se mais de 4 mil itens, entre peças históricas e artísticas e testemunhos culturais da Conjuração Mineira, além de guardar lápides com os restos mortais de 16 inconfidentes, incluindo o poeta Tomás Antônio Gonzaga, no Panteão dos Inconfidentes. Escondido no adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Museu do Oratório oferece peças refe18

foto: Clara Mey, Frederico Pugliese, Rebeca Dias e Isadora Lacerda

Ouro Preto além da fé


foto: Pedro Vilela/MTur foto: Pedro Vilela/MTur

foto: Pedro Vilela/MTur

rentes à arte e cultura dos oratórios em uma verdadeira viagem antropológica pela história do Brasil. Instaurado em uma casa seiscentista de três andares, conta com uma coleção de 162 oratórios e 300 imagens dos séculos XVII ao XX. A Casa Dos Contos, por sua vez, já teve sua estrutura utilizada como residência, casa de contratos, refúgio dos Inconfidentes e posteriormente prisão para os mesmos. Seu nome, no entanto, passou a ser usado quando o local se tornou sede administrativa da capitania de Minas Gerais. Foi adicionado uma nova função ao local na contemporaneidade: a de museu, com exposições de objetos e móveis da época. Além disso, vale muito a pena percorrer a senzala do local e o Horto dos Contos, notando a dualidade de sua história. Já o Museu Aleijadinho foi criado em 1968, com a finalidade de reunir, em um só espaço, peças de arte sacra e documentos gráficos do acervo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Sua denominação se deve em homenagem ao artista ouro-pretano Antônio Francisco Lisboa. Entre algumas de suas obras expostas no museu, estão leões de madeira, uma imagem de roca de São Francisco de Paula em pedra-sabão e o Crucificado. Entrar na Casa da Ópera (Teatro Municipal) significa fazer uma viagem ao passado. O Teatro foi fundado em 1770, um dos mais antigos da América Latina em funcionamento. Ao passar pelo local, não tem como imaginar sua grandiosidade e glamour: são três andares, com 300 lugares divididos em plateia, frisa, galeria e camarote.

O Ciclo do ouro O Ciclo do Ouro em Minas Gerais, impulsionado pelo movimento das Bandeiras, teve seu pico em Vila Rica e sua história fundamentada no trabalho incansável de escravizados na atividade mineradora. Algumas das minas mais famosas localizam-se no Centro Histórico da cidade e no entorno da Rua Chico Rei. De acordo com a tradição oral, Chico Rei, trazido como escravo para o Brasil, era na verdade, o Rei do Congo. Ele teria conseguido comprar sua alforria com o ouro que escondia consigo, posteriormente adquirindo a mina da Encardideira e libertando seus conterrâneos. Atualmente, é possível visitar algumas das minas de onde foram retiradas toneladas de pedras preciosas, em meio às péssimas condições laborais em que os escravizados eram submetidos. Entre elas, destacam-se Mina do Bijoca, Mina da Passagem, Mina do Chico Rei e Mina Jeje.

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Circuito das Águas se prepara para a alta temporada

ilustração: rcs

Por Cláudia Costa


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Circuito das Águas Paulista organiza uma das redes turísticas mais consistentes do interior de São Paulo ao articular estâncias hidrominerais com perfis complementares. A curta distância da capital, a região opera com base em deslocamentos rodoviários rápidos e oferta diversificada de hospedagem, gastronomia e lazer. No inverno, esse sistema ganha escala: a queda de temperatura coincide com o aumento da demanda por viagens à região. A seguir organizamos os principais atrativos de algumas das cidades mais procuradas do período, com sugestões de hospedagem.

Serra Negra foto: Monica Quinta

Em Serra Negra, os atrativos se distribuem entre áreas urbanas e zonas rurais estruturadas para visitação. O teleférico que liga o centro ao Cristo Redentor local segue como um dos principais eixos de circulação turística, enquanto o Mirante Alto da Serra organiza o fluxo no fim da tarde, com vista aberta para a Mantiqueira e presença constante de

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foto: Cláudia Costa

A Pousada Villa dos Leais (abaixo e ao lado) oferece conforto e tranquilidade em Serra Negra.


foto: Monica Quinta foto: Cláudia Costa foto: Cláudia Costa

visitantes. No centro, o comércio de malhas, couro e produtos artesanais mantém operação contínua, com lojas concentradas em ruas de fácil acesso. Fora do núcleo urbano, o turismo rural ganha escala com roteiros organizados que incluem visitas a produtores de café, queijo, vinho e cachaça. Propriedades abertas ao público operam com degustações e experiências guiadas, enquanto trilhas, mirantes e passeios off-road ampliam o uso do território. As diversas opções entre compras, gastronomia e natureza sustentam a permanência média do visitante. A hotelaria é um dos fortes da cidade e se distribui entre pousadas de pequeno porte e empreendimentos com estrutura mais ampla. A Pousada Villa dos Leais opera em uma área elevada, a cerca de 1.100 metros de altitude, com 21 chalés voltados para privacidade e vista de vale. As unidades combinam lareira, varanda e, em categorias superiores, hidromassagem e piscina privativa. A área comum inclui piscina coberta aquecida, piscina externa, sauna a vapor e salão de jogos com ambientação retrô, além de espaço fitness. No mesmo destino, o Grand Resort Serra Negra adota outra escala. Instalado em edifício histórico 23


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foto: Cláudia Costa

da década de 1940, reúne mais de 100 acomodações e estrutura voltada tanto ao lazer quanto a eventos. O conjunto inclui piscinas (coberta e externa), saunas, academia, quadras esportivas e áreas abertas distribuídas em um terreno de aproximadamente 40 mil m². O empreendimento também mantém centro de convenções com salas moduláveis, além de restaurantes e áreas panorâmicas integradas à topografia da serra. Já o Serra Negra Palace Hotel concentra sua operação no centro urbano. Com 98 apartamentos, passou por retrofit recente e mantém estrutura enxuta, porém funcional, com piscina externa, academia, área de convivência e restaurante próprio. A localização próxima ao comércio e aos principais pontos turísticos, incluindo a Fontana di Trevi, reduz a dependência de deslocamentos, característica valorizada em estadias curtas.

foto: Cláudia Costa

foto: Cláudia Costa

O Grand Resort Serra Negra tem estrutura completa e fica em um prédio histórico.


Já o Serra Negra Palace Hotel se destaca pela localização, em frente à Fontana di Trevi.

Em Águas de Lindóia, a estrutura urbana se organiza em torno da Praça Adhemar de Barros, que funciona como ponto de encontro e área de circulação. O espaço concentra jardins planejados, áreas de descanso e acesso ao Balneário Municipal, onde estão as fontes de águas minerais que estruturam a identidade da estância. A proximidade entre parque, comércio e equipamentos turísticos favorece deslocamentos a pé. A cidade também se apoia em eventos e na ocupação contínua dos espaços públicos. O calendário cultural e as feiras ao ar livre ajudam a manter o fluxo ao longo do ano, enquanto o entorno oferece alternativas como passeios em morros e mirantes. A topografia suave e a organização urbana contribuem para um perfil de turismo mais contemplativo, com baixa necessidade de deslocamentos longos.

foto: ©istock.com / Marco Martins de Almeida

foto: Divulgação

foto: Divulgação

foto: Divulgação

Águas de Lindóia


foto: Divulgação

Quanto a hospedagem, o Hotel Monte Real representa um modelo de grande porte voltado ao público familiar. São 243 apartamentos e um complexo de lazer que inclui três piscinas cobertas e aquecidas, além de seis outras ao ar livre. A estrutura é complementada por saunas, quadras esportivas, brinquedoteca, playground, academia e salões de jogos. O hotel opera praticamente como um ambiente autossuficiente, com áreas de convivência distribuídas e oferta integrada de serviços.

Amparo Em Amparo, o turismo se ancora no patrimônio histórico preservado e na relação com o ciclo do café. O centro reúne casarões, igrejas e edifícios que mantêm características arquitetônicas do século XIX, organizados em um traçado urbano que permite percursos a pé. Museus e espaços culturais funcionam como pontos de interpretação da história local. No entorno, antigas fazendas foram incorporadas à atividade turística, com visitas guiadas, gastro26

foto: Divulgação

O Hotel Monte Real possui 243 apartamentos e um complexo de lazer bem equipado.

nomia regional e experiências ligadas à produção agrícola. A paisagem rural, com relevo ondulado e áreas de mata, amplia as possibilidades com trilhas e atividades ao ar livre. Outro destaque da região é o Polo Astronômico, com planetário e observatório. Na cidade, o Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness está instalado em uma antiga fazenda de café do século XIX, ocupa uma área extensa de mais de 1,5 milhão de metros quadrados. As 42 acomodações estão distribuídas entre diferentes núcleos da propriedade, preservando a arquitetura original. A estrutura inclui trilhas, lago, piscina externa e piscina coberta aquecida. O Quintaessência Spa centraliza a proposta de bem-estar, com espaços dedicados a terapias, banhos e experiências sensoriais.


A Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness está instalada em uma antiga fazenda de café em Amparo.

O Quinta das Águas passou a ser administrado recentemente pela Summit Hotels.

foto: Divulgação

foto: Divulgação

foto: Divulgação

Itapira O município de Itapira, cidade do entorno do Circuito das Águas Paulista, apresenta ativos relevantes ligados ao ambiente rural e à história local. A cidade mantém áreas verdes, propriedades agrícolas e construções que remetem ao período cafeeiro, além de parques urbanos que funcionam como espaços de convivência para moradores e visitantes. O Parque Juca Mulato se apresenta como ideal para caminhadas e atividades em família, enquanto a zona rural oferece experiências ligadas ao turismo de campo, com trilhas, pesqueiros e produção artesanal. Na região, o hotel Quinta das Águas by Summit Hotels mantém características de propriedade rural histórica. Instalado em uma propriedade rural com raízes no século XIX, o hotel preserva a essência da antiga Fazenda Esperança, conhecida pela produção de café e leite e pela abundância de águas cristalinas que cortam a região. As acomodações seguem padrão colonial, com vista para jardins e áreas que antes integravam a produção cafeeira. A infraestrutura de lazer inclui piscinas, sauna, sala de jogos, quadra de beach tênis, trilhas ecológicas, lagos para pesca esportiva e playground. Uma capela dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, construída pela família fundadora, reforça o valor histórico e afetivo do local.


GTA - Global Travel Assistance

Há 36 anos a GTA transforma

foto: Celso Guelfi_Acervo GTA

a cultura do seguro viagem no Brasil

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foto: ©istock.com / Pla2na

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iajar mudou. Mudaram os destinos, os hábitos, a tecnologia e a forma de planejar cada experiência. Acompanhando essa transformação, a GTA - Global Travel Assistance construiu, ao longo de 36 anos, uma trajetória marcada por inovação, relacionamento próximo com o mercado e um compromisso contínuo com a proteção do viajante. Fundada em 1989, a empresa começou com uma equipe enxuta e apenas três produtos. Hoje tornou-se uma das principais referências em seguro viagem no país, presente em mais de 7 mil agências e reconhecida pela excelência no atendimento. Desde o início, o fundador Celso Guelfi enxergou uma tendência que, à época, ainda era pouco comum entre os brasileiros – a segurança também deveria fazer parte do planejamento da viagem. Num período em que o seguro viagem ainda era pouco difundido, a GTA ajudou a impulsionar uma mudança de comportamento e a fortalecer essa cultura no turismo nacional. A evolução acompanhou também os avanços tecnológicos. Do fax aos primeiros disquetes, a empresa investiu continuamente em soluções capazes de


foto: Premiação top aviesp 2025_Acervo GTA

foto: EAVEM 2025_Acervo GTA

foto: Hush Naidoo Jade Photography via Unsplash

tornar a jornada mais prática e segura para agentes e passageiros. Atualmente, o portfólio contempla diferentes perfis de viajantes – lazer, corporativo, intercâmbio, esportes, turismo religioso e marítimo –, com coberturas que chegam a US$ 350 mil. Nos últimos anos a modernização ganhou novo ritmo. Entre as novidades estão benefícios como parcelamento em até dez vezes sem juros, plano multiviagens anual, telemedicina, acesso a salas VIP e até soluções voltadas aos pets. Um dos destaques é a tecnologia de telemedicina com scan facial. Baseada em tecnologia israelense, a ferramenta permite analisar sinais vitais em tempo real por meio da câmera do celular, ampliando a agilidade do suporte médico remoto, especialmente em situações emergenciais.

Em 2025, a GTA expandiu novamente seu portfólio com produtos inéditos, incluindo cobertura de até R$ 5 milhões para acidentes aéreos, seguro específico para o Canadá, cartão virtual para despesas médicas em cruzeiros e proteção para esportes profissionais. No mesmo período, a empresa fortaleceu seu ecossistema de parceiros com marcas como Protec Bag, especializada em proteção de bagagens, e a e-SIM’s, provedora global de chips internacionais. O investimento em capacitação também segue entre as prioridades. Em 2025, a empresa alcançou a marca de 11 mil agentes treinados e conquistou, pelo 17º ano consecutivo, o prêmio TOP AVIESP - Melhores Parceiros. 29


GTA - Global Travel Assistance

Seguro viagem é o item mais indispensável da mala

Foto: Entur_Mauro Fanha Fotografia

Se antes o seguro viagem era visto como opcional, hoje ele se tornou imprescindível para evitar dores de cabeça e imprevistos que podem transformar férias ou viagens a trabalho em situações estressantes. Uma simples consulta médica no exterior pode gerar custos elevados. Além disso, situações como extravio de bagagem, atrasos ou cancelamentos de voos e necessidade de assistência emergencial fazem parte dos desafios que podem surgir durante qualquer trajeto. Mais do que assistência médica, a proteção oferece suporte em diferentes cenários e permite que o viajante tenha tranquilidade para focar no que realmente importa: aproveitar a experiência.

2026: a GTA segue

protagonizando o mercado de proteção Para quem vai viver a emoção da Copa do Mundo, a GTA lançou um seguro desenvolvido especialmente para os torcedores que acompanharão a evento no Canadá, Estados Unidos e México. O produto foi criado para passageiros que circularão pelas 16 cidades-sede por meio de uma única apólice, simplificando a experiência durante a viagem. Disponível em cinco categorias: Silver, Gold, Platinum, Max e VIP, o plano oferece coberturas de até US$ 500 mil e acesso às salas VIP W Premium em todas as modalidades. Outro diferencial é o Ingresso Protegido, benefício que garante reembolso de até US$ 1 mil por CPF em caso de impossibilidade de comparecimento à partida. O plano também contempla situações como doenças graves, lesões acidentais, internações, urgências médicas, complicações gestacionais, além de cenários inesperados como cancelamento de voos, acidentes, roubo de veículo e outros imprevistos que podem alterar os planos do viajante. 30

Para explorar o Brasil A GTA ampliou ainda sua atuação no turismo nacional com o novo Plano Nacional, que passou a oferecer cobertura de R$ 100 mil para quem deseja explorar destinos brasileiros com mais segurança. Para 2026, a expectativa é encerrar o ano com 12 mil agentes capacitados por meio da Academia GTA, famtours, road shows, imersões e ações realizadas em feiras e eventos. Mais do que acompanhar as mudanças do turismo, a empresa segue investindo em soluções humanizadas e personalizadas para tornar cada jornada mais tranquila, independentemente do destino, com escuta ativa ao agente de viagem e sendo a melhor amiga dos passageiros durante a experiência.


Do mar às montanhas, um roteiro de múltiplas experiências no

Espírito Santo

foto: eliria buso

Por Cláudio Lacerda Oliva e Eliria Buso


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Praias, ilhas, montanhas e pedras chamam a atenção neste destino que abriga inúmeras possibilidades de roteiros. O agroturismo é a “bola da vez”.

foto: ©istock.com / viti

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foto: ©istock.com / LeoMercon foto: ©istock.com / GianlucaFF

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Espírito Santo é o menor estado da região Sudeste, mas desdobra-se em um verdadeiro mosaico de experiências turísticas enriquecedoras e revela-se como um destino turístico seguro, econômico e encantador, disponível durante todo o ano. A facilidade de acesso, combinada à diversidade geográfica que abrange desde praias deslumbrantes até montanhas exuberantes, torna-o um roteiro completo para diversos tipos de públicos. Vitória, a capital, e Vila Velha, sua vizinha, são joias urbanas repletas de praias, história e cultura. As Montanhas Capixabas, por outro lado, oferecem um contraste refrescante com seu legado de imigração europeia, natureza exuberante e agroturismo florescente. Além disso, tem ainda Guarapari, Anchieta, Iriri e o Parque Nacional do Caparaó, que merecem um capítulo à parte e ficarão para uma outra ocasião. 33


Vitória é um dos destinos turísticos mais seguros e encantadores do Brasil. A Praia de Camburi, sempre movimentada e repleta de belas paisagens, é um dos lugares mais frequentados na região, especialmente durante as férias. O longo calçadão oferece atrativos como o Píer de Iemanjá, de onde partem passeios náuticos, além de bares e restaurantes perfeitos para aproveitar até o anoitecer. Vale também experimentar a moqueca capixaba, iguaria da culinária local e Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A Praia do Canto e a Praça dos Namorados são partes essenciais do complexo urbanístico de Vitória desde 1978, se estendendo da Praia da Curva da Jurema até a Praça do Papa. Esta região, frequentada principalmente pelos moradores e localizada próxima ao “Triângulo das Bermudas”, área boêmia da cidade, oferece uma excelente estrutura para atividades ao ar livre como piqueniques, caminhadas e banhos de mar. Aos fins de semana, a feirinha local é um programa imperdível, oferecendo desde objetos de decoração até comidas típicas e artesanato. As praças dos Desejos e da Ciência, próximas, completam o

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Vitória e Vila Velha, o portal de entrada

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Entre mar e cidade, Camburi é um dos cartões-postais mais conhecidos da capital capixaba


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complexo de lazer para todas as idades. Já o Palácio Anchieta, sede do governo estadual e localizado em frente ao Porto de Vitória, é um tesouro para os interessados em história e arquitetura. No salão do Palácio, são realizadas exposições de arte, cultura e ciência, proporcionando uma excelente oportunidade para se aprofundar na cultura local. Já na vizinha Vila Velha, as praias da Costa e Itaparica oferecem atividades de lazer e esportes, atraindo um público jovem e animado, similar às famosas praias cariocas de Copacabana e Ipanema. A cidade orgulha-se de seu passado histórico e o Convento Nossa Senhora da Penha é um marco histórico e turístico do Espírito Santo, oferecendo uma vista espetacular da região, localizado em um penhasco cercado pela Mata Atlântica. A subida até o convento, seja a pé ou de van, revela três mirantes e uma escadaria de 365 degraus até a igreja. A pracinha que abriga a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, de 1535, é outro ponto de interesse. Frequentado por boêmios e notívagos, o local conta com lojas de artesanato e bares com deliciosos petiscos. Este passeio por Vitória e Vila Velha oferece uma visão ampla das atrações turísticas da região, combinando praias, história, cultura e lazer em um cenário repleto de belezas naturais.

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Na Curva da Jurema, Vitória revela um de seus cenários mais agradáveis para lazer ao ar livre


Montanhas Capixabas:

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explorando o legado da imigração europeia Para quem deseja uma alternativa ao litoral, a combinação de destinos das Montanhas Capixabas é uma excelente opção. Essa jornada permite a descoberta das maravilhas naturais da região e a vivência do agroturismo, herança dos imigrantes italianos e alemães que se estabeleceram na área no início do século 20. Partindo de Vitória, siga pela BR-262 até alcançar a entrada da Rota do Lagarto, caminho para o Parque Estadual da Pedra Azul. Este local encantador, que parece saído de um filme, está entre os mais emblemáticos do estado por seu clima e paisagens únicas. As atividades incluem trilhas pelo parque, passeios a cavalo no Fjordland e, dependendo da época, a colheita de morangos orgânicos. Outro atrativo é o centro de Domingos Martins, cidade fundada por imigrantes alemães. O local é pequeno, mas repleto de atrações turísticas, especialmente ao redor da Praça Dr. Arthur Gerhardt e da Rua do Lazer, que oferecem diversas opções de bares e restaurantes.

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Cachoeiras e áreas preservadas reforçam a vocação de ecoturismo nas montanhas do Espírito Santo


foto: Divulgação -Descubra o Espírito Santo

foto: Matheus Clemente foto: Matheus Clemente

Ainda na região das montanhas, há algumas cidades menos conhecidas, porém que compõem um roteiro rico em história, cultura e gastronomia. Ali, os traços dos imigrantes alemães e italianos que escolheram o Espírito Santo como seu lar são vividamente preservados. Este percurso, marcado pela presença cultural em cada detalhe, oferece também paisagens deslumbrantes, fruto de uma natureza exuberante. Seguindo pela região serrana além dos cartões -postais mais conhecidos, o roteiro revela uma faceta ainda mais autêntica das Montanhas Capixabas, marcada pela forte presença da Mata Atlântica preservada e por experiências imersivas de ecoturismo. É nesse contexto que o chamado Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande ganha protagonismo, conectando áreas protegidas e formando um dos mais relevantes remanescentes do bioma no estado, com abundância de recursos hídricos, biodiversidade expressiva e paisagens que alternam entre florestas densas, cachoeiras e piscinas naturais. Em Vargem Alta, a experiência ganha contornos mais exclusivos com a visita à Reserva Ambiental Águia Branca, uma área de mais de 2.200 hectares que abriga espécies


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foto: Divulgação/ Eco Lodge Natureza foto: Divulgação/ Eco Lodge Natureza foto: eliria buso foto: Divulgação/ Eco Lodge Natureza

raras da fauna e flora da Mata Atlântica. Integrado a esse cenário, o Eco Lodge Natureza surge como base ideal para explorar a região, combinando conforto com atividades ao ar livre. Trilhas guiadas e autoguiadas levam o visitante por caminhos em meio à floresta, onde é possível observar aves, macacos e até preguiças. Ali, o contato com a natureza vai além do contemplativo, com experiências como o “banho de floresta”, prática inspirada no shinrin -yoku japonês, que propõe uma imersão sensorial no ambiente natural. Outro destaque é a Reserva Kaetés, uma RPPN com 667 hectares reconhecida pelo ICMBio, que reforça o compromisso da região com a conservação ambiental. A visita inclui trilhas guiadas e subida a uma torre de observação, de onde se descortina o verde contínuo da floresta, além de oportunidades de avistamento de aves e outras espécies nativas. O espaço também abriga centro de visitantes e de pesquisa, ampliando o caráter educativo da experiência. Já no município de Castelo, o Parque Estadual do Forno Grande oferece uma das paisagens mais impressionantes das montanhas capixabas. Com mais de 2 mil metros de altitude, o parque reúne trilhas que levam a cachoeiras, grutas e mirantes naturais, como o que revela uma vista privilegiada da Pedra Azul e de todo o conjunto montanhoso da região. Para os mais aventureiros, a subida ao pico é um desafio recompensador, enquanto opções mais leves, como os Poços Amarelos e a Cachoeira do Forno Grande, garantem experiências acessíveis em meio à natureza. Para equilibrar as atividades ao ar livre, a região também se destaca pela gastronomia. No final da Rota do Lagarto, o Quadrado de São Paulinho é um polo de convivência e sabores além do tradicional, reunindo cerca de 20 empreendimentos em um charmoso vilarejo. Ali, restaurantes, cafés, chocolaterias e cervejarias artesanais valorizam a produção local e criam um ambiente que combina rusticidade e sofisticação. Nomes como o Restaurante Túia, Café Alice, a bean-to-bar Ocakau, a gelateria Le Gustô e a Cervejaria Azurra refletem essa nova fase da região, que vai muito além do turismo de inverno e se consolida como destino completo durante todo o ano.


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Entre Mata Atlântica preservada, ecoturismo e produtos locais, a região se destaca por suas belezas e sabores

Nos arredores, algumas paradas ajudam a reforçar a vocação gastronômica da serra. O Alecrim Restaurante, por exemplo, se tornou referência na região ao unir cozinha autoral e ingredientes locais. Sob o comando da chef Cecília Cunha, o restaurante mistura sabores brasileiros com influências de cozinhas clássicas internacionais em pratos criativos servidos em um ambiente acolhedor com clima de casa de fazenda. Ali também nasceu a Lab Kombucha, produzida na própria região e hoje encontrada em diferentes sabores, levando ao público uma bebida fermentada artesanal que traduz esse novo momento gastronômico das montanhas capixabas. Outro nome em evidência é a Ronchi Beer, cervejaria artesanal da região que reúne bar, restaurante e vista privilegiada para a Pedra Azul. Com doze rótulos próprios, três cervejas especiais, tornou-se parada frequente para quem busca encerrar o dia apreciando a Pedra Azul bem de frente acompanhada da produção local. 39


foto: ©istock.com / Leoaraujo7

A região de Pedra Azul concentra algumas das paisagens mais marcantes das Montanhas Capixabas

Aposta forte no Agroturismo nas belas montanhas

As influências europeias, especialmente italianas, também refletem no cultivo da terra na região das Montanhas Capixabas. Por lá, a agricultura familiar é o grande destaque e, cada vez mais, os produtores rurais vêm encontrando no turismo uma outra forma de desenvolvimento. O Sebrae-ES tem apostado de maneira intensa em treinamentos, capacitação e, recentemente, na feira de turismo a ESTour, que vendeu o potencial turístico local para mais de 400 agentes de viagem de todo o Brasil, além de 30 jornalistas que puderam conferir as belezas locais. O roteiro de turismo rural e agroturismo é repleto de experiências únicas. Os visitantes podem não só conhecer os produtos típicos dali, como o socol e o café de Jacu, como também explorar as belezas das paisagens capixabas e a riqueza cultural fruto da convergência entre descendentes de imigrantes e locais. A rota pelas propriedades inclui, principalmente, as cidades de Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano e, mais recentemente, Vargem Alta. Para fazer o roteiro seguindo o caminho natural da estrada, o mais indicado é partir de Marechal Floriano, onde se encontra o Empório Pedra Bonita. O lugar oferece cafés e refeições com produtos locais, incluindo carnes, embutidos e outras. 40

Pindobas tem o verdadeiro turismo de experiência na Casa Nostra

Em Venda Nova do Imigrante, a Casa Nostra é uma atração imersiva que convida o visitante a um retorno ao passado com a vivência em uma típica casa de imigrantes italianos. Ela conta com o olhar apurado e a delicadeza do trabalho do artista capixaba Ronaldo Barbosa. Dono de uma história de quase 50 anos de carreira, o designer é o responsável pela curadoria da Casa Nostra e da exposição instalada dentro da novíssima sede do Polo Sebrae de Turismo de Experiência, que também fica dentro do Complexo de Pindobas. A experiência é complementada por conteúdos audiovisuais. “Fizemos uma sala de imersão com projeções em três paredes, mostrando a história da imigração no Espírito Santo. Ao sair dessa sala, o visitante passa por um jardim italiano e entra na Casa”, conta Ronaldo. O artista avalia que, tanto socialmente quanto culturalmente e economicamente, a exposição Casa Nostra é um grande impacto para o estado. “É uma sensação de pertencimento que acontece com quem passa por ali. As pessoas se emocionam muito quando chegam nesse ambiente porque revivem memórias. A exposição está no nível de qualquer outra desse porte”.


Conhecida como a Capital Nacional do Agroturismo, Venda Nova do Imigrante, por sua vez, tem opções onde os viajantes podem vivenciar o cotidiano da vida rural em propriedades que produzem queijos, licores, cachaça, socol e café. Esse último, inclusive, é um dos principais destaques regionais. Afinal, o café do Espírito Santo é considerado um dos melhores do Brasil. Para conhecer os sabores da bebida queridinha dos brasileiros, a dica é visitar lugares como a Fazenda Carnielli, que oferece uma experiência de cerca de 1h40 contando desde os detalhes da produção até a degustação final. Assim como a Fazenda Camocim, famosa internacionalmente pela produção do Café do Jacu. O lugar, cercado de uma reserva florestal, abriga mais de 140 mil pés de café e, seu grande destaque, são os grãos selecionados a pelo jacu - ave de porte avan-

tajado típica de florestas - e produzidos a partir de suas fezes. Para se ter uma ideia, o produto é considerado o café mais caro do país, sendo que seu quilo custa cerca de R$1200. As visitas à fazenda ocorrem de quarta a domingo, e o lugar também abriga uma cafeteria e uma lojinha de seus produtos. Venda Nova também é conhecida por sua Festa da Polenta, mais uma tradição remanescente dos italianos vindos da região do Vêneto que acontece anualmente.

Ibiraçu e o famoso Buda Gigante

No caminho para o litoral norte capixaba, a cidade de Ibiraçu, distante pouco mais de 70 quilômetros de Vitória, abriga a estátua que é considerada a segunda maior do mundo e a maior do Ocidente, ficando atrás apenas do Buda de Leshan, da China.

foto: eliria buso

Em Ibiraçu, o grande Buda do Mosteiro Zen Morro da Vargem surpreende quem segue pela BR-101

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Manguinhos preserva o clima de vila de pescadores em um dos trechos mais tranquilos do litoral capixaba

foto: ©istock.com / Felipe Meneses

Com 35 metros e cerca de 350 toneladas, a figura feita em ferro, aço e concreto chama a atenção de quem passa pela estrada (a BR-101), já que surge entre as típicas montanhas capixabas. O buda fica na Praça Torii, na entrada do Mosteiro Zen Morro da Vargem. No lugar, além do gigante, há também outras quinze estátuas menores, em posições meditativas, cada uma com 2,5 metros de altura. Assim como um jardim zen, uma escola de cerâmica e um torii, portão tradicional dos templos budistas. O templo, fundado em 1974 e considerado o primeiro Mosteiro Zen da América Latina, também está aberto à visitação aos domingos e oferece um espaço contemplativo com jardins e construções características do budismo em meio à natureza do Morro da Vargem.

Manguinhos e Nova Almeida:

foto: ©istock.com / LeoMercon

delícias praianas do litoral norte Embora muitos turistas sejam atraídos para o litoral sul do Espírito Santo, especialmente pela fama de Guarapari, há preciosidades escondidas que merecem atenção indo para o norte. Uma delas é o município de Serra, vizinho à Vitória, onde se encontra o balneário de Manguinhos. O lugar encanta com seu mar de águas calmas e o cenário pitoresco da antiga vila de pescadores, ideal para quem busca tranquilidade. É importante notar, porém, que o mar aqui não apresenta o azul típico ou a temperatura elevada das praias do extremo norte do estado. No coração da vila, a praça principal abriga o renomado Maresias, do chef David de Jesus Santos, uma referência em gastronomia capixaba. Continue sua jornada até Nova Almeida, ainda em Serra. Siga as indicações para a Igreja dos Reis Magos, uma das mais antigas do Brasil. Lá, admire o cenário deslumbrante e a vista panorâmica do alto da falésia. Vale também explorar e conhecer o museu local que retrata de maneira responsável a importante passagem dos jesuítas pelo estado. Essa é uma região repleta de belezas naturais e vilarejos charmosos que oferece uma escapada perfeita de no mínimo três dias. As extensas praias praticamente intocadas se mesclam harmoniosamente com os rios que fluem para o mar, criando um refúgio de tranquilidade que parece herdar o sossego da vizinha Bahia. Atravessando apenas um pequeno


foto: Marcio Auriema

riacho, é possível se encontrar em território nordestino. Ideal para viagens em família, a dois ou com amigos, este destino promete uma experiência inesquecível. Itaúnas, um distrito de Conceição da Barra situado a cerca de 260 quilômetros de Vitória, emerge como um paraíso de calmaria. Suas praias de areias douradas, rios que beijam o oceano, dunas majestosas e a rica Mata Atlântica desenham um cenário impressionante. Ao chegar ao centro da vila, o visitante se depara com uma praça de terra batida, uma pequena igreja de tonalidades brancas e azuis, o forró é uma das boas atrações noturnas desse “quase nordeste capixaba”

Chef David Jesus Santos, do restaurante Maresias

serviço Como chegar

O Aeroporto Eurico Salles de Aguiar (VIX) recebe voos dos principais destinos brasileiros diariamente. Saindo de São Paulo, há opções de rotas pela Gol, Latam e Azul. De lá, é possível fazer todos os roteiros indicados de carro, portanto a dica é alugar um carro para conhecer tanto o litoral, quanto a região serrana.

ONDE ficar

Em Vitória Hotel Golden Tulip Porto Vitória porto-vitoria.goldentulip.com Em Domingos Martins Hotel Fazenda China Park chinapark.com.br Pousada Rabo do Lagarto rabodolagarto.com.br Em Vargem Alta Eco Lodge Natureza naturezaecolodge.com.br

Informações turísticas

foto: Marcio Auriema

setur.es.gov.br

Os jornalistas viajaram a convite do Sebrae-ES e do Natureza Eco Lodge respectivamente e foram cobertos pelo seguro de viagem da GTA.

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radar qual viagem Parque cultural Aramat é nova opção de lazer em São Pedro

foto: divulgação

A Estância Turística de São Pedro, no interior paulista, acaba de inaugurar o Aramat, parque cultural que une arte, natureza e educação em uma área de 420 mil m². Com cinco lagos naturais, quatro pavilhões multifuncionais e cerca de 100 mil m² preservados, o empreendimento incorpora práticas ambientais como o plantio de 200 mil mudas e recuperação de nascentes. A proposta é atender diferentes perfis, de turistas a estudantes e artistas, com experiências imersivas ao ar livre. A iniciativa reforça o papel do turismo na economia local, responsável por cerca de 30% da atividade, e se alinha ao planejamento municipal voltado à ampliação da competitividade regional. Com mais de 1 milhão de visitantes anuais e boa infraestrutura, São Pedro busca consolidar um novo ciclo de crescimento apoiado na integração entre cultura, meio ambiente e lazer qualificado.

O LEGOLAND Florida Resort lançou recentemente o “Florida 7-Attraction Ticket”, passe que integra sete atrações entre Orlando e Winter Haven com foco em economia e conveniência. Com validade de 14 dias, o ingresso permite uma visita a cada experiência, incluindo os parques LEGOLAND® Florida Resort, LEGOLAND® Water Park, SEA LIFE Florida Aquarium, Peppa Pig Theme Park Florida, Madame Tussauds Orlando, SEA LIFE Orlando Aquarium e a roda-giganteThe Orlando Eye. A proposta atende famílias que buscam planejamento flexível e otimização de custos, com preço inicial promocional de US$ 114. Os ingressos expiram em 31 de dezembro deste ano. O modelo facilita a logística ao concentrar atrações próximas e estimula permanência mais longa no destino.

foto: divulgação

Novo passe turístico reúne sete atrações da Flórida Central

Azul fará voos entre São Paulo e Cuiabá a partir de setembro

foto: César dos Reis

A Azul ampliará sua malha aérea com voos diretos entre Congonhas (SP) e Cuiabá (MT) a partir de setembro de 2026. A operação terá 26 frequências semanais, com duas partidas diárias em cada sentido, utilizando aeronaves Embraer E2. A rota resulta de parceria com o governo de Mato Grosso e busca fortalecer a conectividade entre o principal centro financeiro do país e uma região estratégica para o agronegócio. A nova ligação também amplia as possibilidades de conexão via Congonhas para outros 15 destinos nacionais. Com mais de 14 mil assentos mensais, a operação atende tanto o público corporativo quanto o de lazer, contribuindo para a mobilidade e integração econômica. A iniciativa reforça o posicionamento da companhia em mercados de alta relevância e amplia a capilaridade aérea no Centro-Oeste.

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Cabines temáticas renovam parque Mundo a Vapor em Canela

foto: Divulgação

O Parque Mundo a Vapor, em Canela (RS), passa a oferecer cabines temáticas na roda-gigante, voltadas a experiências para casais. As opções Romântica (com decoração delicada) e Romance em Paris (inspirada no imaginário da capital francesa), incluem ambientação cenográfica e serviço de bebida durante duas voltas, cada uma com duração de 20 minutos. A operação será permanente ao longo do ano. A atração integra a estratégia de renovação do parque, que reabriu após reformas com novas salas imersivas e roteiro guiado focado em tecnologia a vapor. Com 52 metros de altura e 30 cabines climatizadas, a rodagigante se destaca como um dos pontos centrais da visita. A novidade reforça o investimento em experiências personalizadas e na diversificação do público, ampliando o as opções de turismo tradicionais da região.

O Termas dos Laranjais, em Olímpia (SP), voltou a figurar entre os 10% de atrações mais bem avaliadas do mundo no TripAdvisor, com base nas avaliações dos visitantes ao longo de um ano. O parque, que recebe cerca de 2 milhões de pessoas anualmente, reúne mais de 60 atrações com águas naturalmente quentes e mantém expansão contínua, com média de uma novidade por ano. Nos comentários, os visitantes destacam especialmente a variedade de atrações, a infraestrutura voltada para famílias, a organização do parque e o atendimento oferecido pelas equipes. O ranking é elaborado a partir de avaliações espontâneas publicadas por milhões de viajantes de diferentes países, considerando critérios como qualidade da experiência, atendimento, estrutura e satisfação do público.

foto: Divulgação

Termas dos Laranjais ganha reconhecimento do TripAdvisor

foto: Grupo Tauá-Divulgação

Tauá lança programa de cashback entre unidades da rede Às vésperas da inauguração da unidade de João Pessoa, prevista para o início de julho, o Grupo Tauá apresenta ao público o Tauá Cashback. Toda reserva de hospedagem vai gerar 10% de cashback, que pode ser utilizado em até quatro meses. Para clientes do programa Mais Tauá, o percentual chega a 12%, além de benefícios adicionais, como descontos, promoções e cupons em mais de três mil marcas parceiras. O acesso é feito de forma digital, pelo aplicativo do programa, onde o cliente acompanha e utiliza os créditos. A iniciativa busca ampliar a recorrência de hóspedes e fortalecer o relacionamento com clientes. O programa incentiva a circulação entre unidades da rede, ampliando o engajamento com a marca e incentiva a visitação à nova unidade no Nordeste.

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Gastronomia - Feliciana (Covington, Louisiana)

Feliciana:

Por Monica Quinta

onde a França encontra a Louisiana Um restaurante transforma a cidade tranquila em destino gastronômico, e prova que as melhores descobertas raramente estão onde todo mundo já foi

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fotos: monica quinta

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em sempre a melhor mesa está na cidade mais óbvia. Às vezes ela está do outro lado do lago, numa rua arborizada de uma cidade que a maioria dos roteiros ignora. Foi assim que Covington, a cerca de 50 quilômetros de Nova Orleans, às margens do Lago Pontchartrain, ganhou um endereço que mudou o tom das conversas sobre gastronomia no Sul dos Estados Unidos. O Feliciana abriu suas portas no início de 2026 com a elegância contida de quem não precisa se anunciar. O grupo BRG Hospitality, responsável por alguns dos restaurantes mais queridos de Nova Orleans, escolheu o centro histórico de Covington para sua aposta mais recente, e a escolha diz muito sobre a intenção: aqui, o ritmo é outro. As ruas convidam a caminhar devagar, a arquitetura guarda histórias, e agora há uma mesa que faz jus a tudo isso. A alma do lugar foi buscada na obra de Walker Percy, escritor que viveu em Covington e dedicou sua literatura a questões de pertencimento e identidade. Não por acaso, o Feliciana tem a atmosfera de quem também busca algo, referências literárias escondidas nos detalhes, objetos de coleção, uma luz que te desacelera. A elegância francesa está lá, mas filtrada pelo olhar particular desta cidade, que ainda guarda segredos.


Na cozinha, o chef Patrick Eagle, formado nos melhores endereços do grupo, traduz tudo isso em pratos que respeitam a técnica sem abrir mão da generosidade. A soupe de crabe com açafrão e lagosta chega à mesa como uma declaração de intenções: ingredientes locais, alma clássica. Os blue crab beignets com aioli de trufa merecem sua atenção. O Poulet Grand-mère reconforta com a intimidade de um prato que parece fazer parte da sua história de família. E o ribeye au poivre com gratin dauphinois lembra, sem cerimônia, por que a cozinha francesa resistiu a todas as trends. Quem sobe ao Paradise, o lounge no andar de cima, com vista para a cidade e coquetéis à altura da carta de vinhos, entende que o Feliciana não é apenas um restaurante. É um convite a apreciar a noite, a prestar atenção, a descobrir que Covington merecia esse momento há muito tempo.

Serviço - Feliciana

Endereço: 405 E Gibson St, Covington, LA 70433, Estados Unidos Horários: Quarta a sábado: almoço e jantar | Domingo: brunch | Segunda e terça: fechado Mais informações: @feliciana_covington 47


Theodoro em Kissimmee: A hospedagem vira parte da experiência

foto: ©istock.com / Javier_Art_Photography

Por Monica Quinta


Qual Entrevista

O influenciador mais ‘feliz no simples’ do Brasil visitou Kissimmee e descobriu que a Capital Mundial das Casas de Férias entrega, do café da manhã na mansão ao jantar com estrela Michelin

O entrevistado Felipe Theodoro, conhecido simplesmente como Theodoro ou “Theo”, é um dos influenciadores digitais mais populares do Brasil, com uma audiência que ultrapassa os 5 milhões de seguidores no Instagram. Eleito pela revista Forbes como um dos Top Creators do Brasil, ele diverte seus fãs com bordões como “feliz no simples”, “muito boa tarde” e “sou global”, este último conquistado recentemente após ser confirmado no elenco do novo programa de Sabrina Sato no GNT e Globoplay. Carioca, Theo vive um momento de ascensão. Quem o acompanha nas redes sociais vê uma vida com bastante luxo, repleta de viagens e participações em eventos importantes, ele esteve, por exemplo, na Semana de Moda de Milão, convidado para o desfile do designer Philipp Plein. Mas foi justamente esse paradoxo, luxo vivido com leveza — que tornou Theodoro a voz perfeita para falar sobre Kissimmee e suas famosas mansões de férias.

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foto: ©istock.com / ImageegamI

foto: monica quinta

As casas que viraram destino Muito além de ser a porta de entrada para os parques temáticos mais visitados do planeta, Kissimmee construiu uma identidade própria que poucos destinos no mundo conseguiram replicar. Conhecida como a Capital Mundial das Casas de Férias®, a cidade oferece uma ampla variedade de acomodações, com acesso aos parques temáticos mundialmente famosos e a apenas alguns minutos do Aeroporto Internacional de Orlando (MCO). Com aproximadamente 50.000 opções de acomodação, incluindo grandes hotéis e resorts, e mais de 30.000 casas de férias que variam de apartamentos com dois quartos a mansões com 15 quartos, o destino foi pioneiro em transformar a hospedagem em protagonista da viagem. É o mercado brasileiro que tem dominado o aluguel das casas de férias em Kissimmee, sejam celebridades ou viajantes comuns. Foi dentro desse universo que a Experience Kissimmee, autoridade oficial de turismo do Condado de Osceola l, lançou a série de vídeos “Inside the Vacation Home Capital of the World®”, que leva o espectador para dentro das propriedades mais espetaculares: desde quartos temáticos de 15.000 pés quadrados e piscinas imensas até boliches privados, salas de jogos épicas e spas particulares. A ideia é simples e poderosa: mostrar que, em Kissimmee, onde você fica é metade da aventura. Uma das joias desse portfólio é o Reunion Resort & Golf Club, um complexo de cinco estrelas a apenas 15 minutos de Walt Disney World. O programa oficial de aluguel de casas de férias do resort oferece propriedades de 3 a 13 quartos com áreas de estar e jantar espaçosas, cozinhas gourmet, pátios e varandas, cada uma com seus próprios diferenciais, como piscinas privativas, salas de cinema, quartos temáticos e até greens de golfe individuais. Os hóspedes contam com três campos de golfe e uma academia de golfe, quadra de tênis, academia fitness e concierge, além de sete restaurantes dentro do complexo. Foi em uma dessas mansões que Theodoro passou cinco noites, e saiu de lá com muito mais do que fotos para o feed. 51


Qual Entrevista Você passou 5 noites em uma vacation mansion no Reunion Resort, bem diferente de um hotel tradicional. O que te atrai nesse modelo de hospedagem, e como você acha que isso muda a dinâmica d e uma viagem em grupo?

foto: Nathan Nguyen

foto: Nathan Nguyen

foto: monica quinta

“Acho que a grande diferença é que a viagem deixa de ser só “onde dormir” e vira parte da experiência. A casa aproxima as pessoas, seja família ou amigos, de um jeito muito natural. Café da manhã sem pressa, risadas na cozinha, as salas de jogos que são uma diversão à parte, cada um vivendo seu momento, mas todo mundo junto. Tem um clima muito mais leve, íntimo e divertido. É aquele tipo de viagem que cada momento rende memória o tempo inteiro.”

Os parques temáticos são o cartão-postal da região, mas Kissimmee tem uma vida própria com gastronomia, compras e experiências locais. O que você viveu fora dos parques que merece a visita do viajante brasileiro? “O que mais me marcou foi justamente desacelerar um pouco e descobrir que Kissimmee vai muito além dos parques. A cidade tem um clima gostoso, acolhedor, aquele equilíbrio entre diversão, descanso e várias possibilidades gastronômicas. Vivemos experiências das mais simples às mais glamourosas: o restaurante do premiado chef Akira Back, que fica no Ette Hotel, o famoso Salt and the Cellar, a experiência chique de uma personal stylist exclusiva para as minhas compras no The Mall at Millenia, e o day off de descanso no suntuoso Gaylord Resort and Spa. Foi uma viagem com cara de férias de verdade.”


Kissimmee é conhecida como a Capital Mundial das Casas de Férias, mas também tem uma cena de compras que vai além do consumo comum. Para alguém que vive moda e estilo no dia a dia como você, como é fazer compras em Kissimmee e região? É lazer, pesquisa, ou os dois?

foto: monica quinta

“Com certeza os dois (risos). Para quem gosta de moda, viajar também é repertório. Observar tendências, combinações, comportamento… tudo inspira. E em Kissimmee isso acontece de uma forma muito leve, porque você consegue misturar compras com lazer o tempo inteiro. E o brasileiro ama, né, não fica cansativo, para compras nunca! Você passa o dia vivendo experiências e, no meio disso, ainda encontra peças incríveis e referências novas.”

foto: ©istock.com / Jonatas Conceicao

Se um seguidor seu estiver planejando uma viagem para a região agora e te perguntar “vale a pena escolher Kissimmee como base?”, o que você responde, e para qual tipo de viajante você indicaria com mais convicção? “Eu responderia: vale muito. Principalmente para quem quer viver Orlando de um jeito mais confortável, espaçoso e tranquilo. Kissimmee te dá liberdade. Você consegue aproveitar os parques, fazer compras, descansar e ainda ter aquela sensação gostosa de “voltar para casa” no fim do dia. E isso tem muito valor quando pensamos em férias com prazer. Indicaria muito para famílias, grupos de amigos, casais, e até para quem gosta de viajar com mais calma.” 53


Qual Entrevista Seu roteiro incluiu um café da manhã temático dentro da sua mansão de férias e uma ida às compras com personal stylist. Como é para você ter uma viagem desenhada em torno da sua personalidade, e o que isso diz sobre o que Kissimmee tem a oferecer?

foto: monica quinta

“Isso deixa tudo mais especial, né? Porque a gente sabe viver, e viver “Feliz no Simples” . E eu tive um roteiro assim, personalizado de verdade. Não é só visitar lugares, é viver experiências que fazem sentido. Achei muito legal perceber como Kissimmee consegue atender a todos os estilos de viajantes: desde quem quer descanso até quem ama moda, gastronomia e entretenimento. Tem espaço para todo mundo viver a viagem do seu jeito.”

Para quem ainda não colocou Kissimmee no mapa de viagens, o que você diria para convencer essa pessoa de que vale a pena ir? “Eu diria para ir sem tentar comparar com nenhum outro lugar. Kissimmee tem uma energia própria. É divertida, confortável, acolhedora e cheia de experiências que transformam momentos simples em memórias muito especiais. Às vezes a melhor parte da viagem nem é o roteiro perfeito, é a sensação de felicidade leve que você vive durante ela. E Kissimmee entrega muito isso. Tá esperando o que para ser Feliz no Simples? Muito boa tarde!.”

Experience Kissimmee foto: monica quinta

Informações:

experiencekissimmee.com/pt @experiencekissimmee.br

Reunion Resort

Reservas e informações:

reunionresort.com


foto: monica quinta


5 MOTIVOS PARA VIAJAR PARA A TAILÂNDIA A agência Tailandiando responde:

1 Brasileiros não precisam de visto; 2

O Real (R$) é mais valorizado que o Thai Baht, a moeda da Tailândia;

3

A cultura e gastronomia tailandesa encanta e cativa todos os viajantes;

4

A Tailândia é considerada um dos países mais seguros do mundo;

5

As paisagens exóticas são de tirar o fôlego.

Confira mais motivos para conhecer a Terra dos Sorrisos

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foto: monica quinta

Gulf Coast Tours Historical Trolley

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foto: monica quinta

À

s margens da Mobile Bay, no Alabama, a cerca de duas horas de carro de New Orleans, Mobile carrega mais de três séculos de história em cada esquina, cada varanda, cada receita que chega à mesa. Fundada pelos franceses em 1702 como a primeira capital da Louisiana francesa, a cidade passou pelas mãos de ingleses, espanhóis, confederados e americanos sem nunca perder o fio da própria identidade. Seis bandeiras, um único espírito. É exatamente essa mistura - francesa, espanhola, africana, Creole, grega, indígena - que dá a Mobile aquele tempero impossível de imitar que o Sul americano reserva para seus lugares mais especiais. E foi aqui, e não em New Orleans, que o Mardi Gras americano nasceu. Em 1703, os colonos franceses organizaram a primeira celebração oficial do Carnaval nos Estados Unidos - décadas antes que qualquer desfile rolasse pela Louisiana. A tradição sobreviveu a guerras e mudanças de domínio, e ainda hoje Mobile realiza uma das temporadas de Mardi Gras mais longas do país, com as chamadas mystic societies desfilando em carros alegóricos

enquanto distribuem ao público colares de contas, doubloons e Moon Pies. A cidade tem um orgulho genuíno e bem fundamentado de ter sido o berço de tudo isso - e não perde a oportunidade de lembrar quem quiser ouvir.


foto: monica quinta


foto: ©istock.com / Carmen K Sisson

Uma cidade construída para durar Passear por Mobile é entender que a cidade não preservou sua história por obrigação ou para o turista fotografar. Preservou porque acredita nela. Sete distritos históricos reconhecidos pelo National Register of Historic Places formam o coração do downtown e do midtown - cada um com personalidade própria, cada um com histórias que valem o desvio. O Church Street East é um dos mais antigos, com casas do século 19 que resistiram a guerras e ao tempo. O De Tonti Square, coberto por um dossel de carvalhos centenários na borda norte do downtown, guarda uma das concentrações mais belas de arquitetura antebellum da cidade. O Lower Dauphin - chamado carinhosamente de LoDa - é o mais vivo dos sete: bares, galerias, restaurantes e o LoDa ArtWalk, que na segunda sexta-feira de cada mês transforma a Dauphin Street numa celebração coletiva de arte e comunidade. O Oakleigh Garden District tem as casas mais fotografadas de Mobile, 60

com varandas que poderiam ser cenário de qualquer romance sulista. O Old Dauphin Way, maior dos distritos com mais de 3 mil estruturas únicas, tem aquela atmosfera de bairro de verdade, com moradores que passeiam com o cachorro e crianças andando de bicicleta entre residências de um e dois andares que existem há mais de cem anos. O Leinkauf, em homenagem a um imigrante húngaro que marcou a comunidade no século 19, abriga o mais antigo colégio público em funcionamento contínuo do Alabama. E o Ashland Place, mais a oeste, completa o mapa com residências que atravessaram várias eras históricas sem perder o caráter. Caminhar por qualquer um desses distritos tem um efeito peculiar: o tempo desacelera. As varandas são largas e usadas. Os carvalhos formam túneis de sombra sobre as calçadas. As magnólias florescem na primavera com aquela exuberância que parece calculada para impressionar. Mobile entendeu, antes de qualquer tendência urbanística, que a memória de uma cidade mora nas suas ruas - e tratou de cuidar das suas.


foto: monica quinta

History Museum of Mobile

A cidade vista do trolley:

i Serviço

Passeios: Gulf Coast Tours Historical Trolley Sites: mobiletrolleytours.com | gctbus.com Saídas: pelo Visit Mobile Welcome Center e pelo USS Alabama Valor: $20 por pessoa Menores de 15 anos: gratuito

foto: ©istock.com / Carmen K Sisson foto: monica quinta

A melhor forma de se situar em Mobile é embarcando no tour de trolley da Gulf Coast Tours, uma experiência de 90 minutos que passa pelo centro histórico, pelos distritos que guardam casas vitorianas, renascentistas gregas e de estilo italiano, e ainda pelo Battleship Park, onde o USS Alabama está ancorado. A narração traz à vida a história de Mobile desde a colonização francesa até a cidade portuária e cultural de hoje, com a leveza de quem conta uma boa história, não decora um livro didático. Quem parte do Visit Mobile Welcome Center ainda leva de bônus a história do Moon Pie gigante que a cidade faz cair na virada do Ano Novo - uma tradição local que diz muito sobre o bom humor que permeia tudo por aqui. Desembarcado o trolley, o centro histórico se revela a pé com aquela generosidade de cidades que têm história para dar e vender mas não precisam gritar para mostrar. A Cathedral-Basilica of the Immaculate Conception, a Bienville Square com sua fonte centenária, o Colonial Fort Condé parcialmente reconstruído e uma sequência de fachadas que misturam influências arquitetônicas de três séculos formam um roteiro que é ao mesmo tempo educativo e simplesmente bonito de ver. A Dauphin Street, artéria central da vida noturna e comercial do downtown, tem bares, restaurantes e aquela energia de cidade que sabe muito bem se divertir. A sensação que fica, depois de andar por esses quarteirões, é a de que Mobile é uma cidade que viveu muita coisa - e que tem paz com isso. Não há nada de museu ao ar livre aqui: é uma cidade viva, que usa sua história como parte do cotidiano, não como decoração.

foto:©istock.com / krblokhin

história em cada quarteirão


foto: monica quinta

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USS Alabama

O USS Alabama:

quando a história tem 40 mil toneladas Há experiências que a gente descreve e há aquelas que a gente simplesmente sente. Subir a bordo do USS Alabama é definitivamente das segundas. O navio de guerra classe South Dakota foi comissionado em 1942 e participou ativamente da Segunda Guerra Mundial por 37 meses, acumulando nove Battle Stars e liderando a frota de entrada em Tóquio no V-J Day, o dia da vitória sobre o Japão, em 1945. Com 680 pés de comprimento e mais de 40 mil toneladas carregadas, o Alabama é um dos navios de guerra mais poderosos já construídos - e está ancorado às margens da Mobile Bay desde 1964, quando os cidadãos do estado, incluindo crianças que doaram moedas do lanche e da mesada para salvar o navio do desmanche, garantiram sua preservação. O Battleship Memorial Park é um parque memorial de 175 acres que vai muito além do navio principal. O submarino USS Drum - tombado como National Historic Landmark ao lado do Alabama - pode ser 62

explorado por dentro numa experiência que mistura claustrofobia e admiração em proporções iguais. Mais de 30 aeronaves completam o acervo, incluindo um B-52D Stratofortress e o impressionante A-12 Blackbird. A bordo do USS Alabama, são 12 conveses para explorar: é possível entrar nas torres de canhões, visitar a cela (o Brig), assumir o posto de um dos canhões de 12mm e subir até a ponte de comando, com uma vista sobre a Mobile Bay que vale cada degrau das escadas estreitas e íngremes que você vai precisar enfrentar para chegar lá. O parque abre todos os dias exceto o Natal, e a entrada dá acesso completo ao navio, ao submarino, às aeronaves e aos memoriais espalhados pelos 175 acres. Reserve pelo menos meio dia - a maioria das pessoas fica mais.

i Serviço

Visitação: USS Alabama Battleship Memorial Park Site: ussalabama.com Local: 2703 Battleship Pkwy, Mobile Contato: (251) 433-2703 Funcionamento: Diariamente 8h-17h (exceto Natal), bilheteria fecha às 16h


foto: monica quinta

foto: monica quinta

Acessórios da era Vitoriana History Museum of Mobile

History Museum of Mobile

História em 20 mil pés quadrados: Quem quiser entender de verdade como Mobile chegou até aqui tem um endereço obrigatório no centro: o History Museum of Mobile, que em mais de 20 mil pés quadrados de espaço expositivo narra a história da cidade desde o contato pré-colonial até a metrópole portuária contemporânea. São quatro locais integrados - o museu principal, o Colonial Fort Condé, o Phoenix Fire Museum com suas bombas d’água e escadas de incêndio históricas, e a Africatown Heritage House, dedicada à história do Clotilda, o último navio negreiro a chegar aos Estados Unidos, cujos descendentes dos africanos trazidos à força fundaram uma comunidade que existe até hoje às margens de Mobile. A coleção vitoriana é uma das mais ricas e surpreendentes do museu. Casas de bonecas em escala minuciosa, carruagens originais do século 19, a estátua da Deusa da Liberdade com suas águias, uniformes e artefatos da Guerra Civil, réplicas de residências históricas que deixam ver como a elite de

foto: monica quinta

o museu que conta tudo

Mobile vivia. Uma das exposições mais comentadas mergulha nas práticas funerárias da Era Vitoriana trajes de luto, joias feitas com o cabelo do falecido, caixões e memento moris que revelam como o século 19 processava a morte com uma ritualidade elaboradíssima. É o tipo de exposição que começa parecendo estranha e termina com o visitante entendendo muito mais sobre a condição humana do que esperava. O museu principal é o ponto de partida ideal para qualquer visita a Mobile: com a história da cidade organizada e contextualizada, tudo o que vier depois - os prédios, os museus, as ruas - vai fazer muito mais sentido.

foto: monica quinta

i Serviço

Visitação: History Museum of Mobile Site: historymuseumofmobile.com Local: 111 S. Royal St., Mobile Funcionamento: Ter-Sab 9h-17h, Dom 13h-17h

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O museu que parece um navio - e é

Parte interna do USS Alabama

Se o History Museum conta a história de Mobile em palavras e objetos, o National Maritime Museum of the Gulf - antigo GulfQuest - a conta em simuladores, teatros imersivos, réplicas em escala real e quase 100 experiências interativas que tornam praticamente impossível sair sem ter pilotado um navio. O prédio em si já é uma declaração de intenções: construído para parecer um cargueiro em movimento em direção à Mobile Bay, o museu de 120 mil pés quadrados está ancorado no waterfront do centro histórico e foi eleito Atração do Ano pelo Departamento de Turismo do Alabama em 2016. O destaque favorito de qualquer visita é o simulador de ponte de comando no andar superior: o visitante escolhe um tipo de embarcação - navio costeiro, porta-containers, cutter da Guarda Costeira - e precisa navegar até o porto de Mobile. Parece simples, não é. Outros destaques incluem a réplica em tamanho real de um navio cargueiro instalada no interior do museu, suspensa sobre uma lâmina d’água e ocupando três andares; o teatro multimídia que documenta os furacões e as tragédias que moldaram o Golfo do México; e as estações interativas sobre arqueologia marinha, naufrágio e até o “tanker surfing” - o surfe nas ondas de proa dos petroleiros, prática proibida e fascinante que virou exposição. Reserve pelo menos três horas. Com crianças, planeje mais.

foto: monica quinta

i Serviço

Visitação: National Maritime Museum of the Gulf Site: nmmog.org Local: 155 S. Water St., Mobile Funcionamento: Qua-Sex 9h-16h, Sab 10h-17h

foto: monica quinta

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National Maritime Museum of the Gulf


Sanduíche de peru do Parc Le Tralour

foto: monica quinta

Tomates verdes fritos do Rubby Slipper

foto: monica quinta

Mobile não brinca em serviço quando o assunto é comida. A cidade herda da tradição Creole e da proximidade com o Golfo uma cozinha que tem personalidade, ingredientes frescos e uma relação muito honesta com o prazer de comer bem. E a prova disso aparece logo no café da manhã, no Ruby Slipper um diner instalado dentro de um banco histórico no centro, que serve brunch todos os dias com aquela mistura de Sul americano e New Orleans que funciona tão bem. Os biscuits são enormes, feitos na hora, amanteigados na medida certa - e os fried green tomatoes, aqueles tomates verdes empanados e fritos que são um clássico sulista, chegam à mesa cobertos de remoulade e bacon onion jam numa versão que justifica qualquer fila de espera. Vale chegar cedo ou entrar na fila virtual online - o lugar é disputado e o motivo fica claro no primeiro garfada. Para quem quer algo mais íntimo e com personalidade autoral, o Penton’s Bistro, na Conti Street, é uma daquelas descobertas que fazem você querer voltar no dia seguinte. O menu muda com frequência, o chef Penton afinou seu talento ao lado de cozinheiros estrelados antes de abrir o próprio bistrô, e o resultado é uma cozinha que mistura conforto e criatividade sem esforço aparente. O bread pudding da casa venceu o Nappie Award de Melhor Sobremesa de Mobile em 2025 - e quem prova entende o motivo sem precisar de mais explicação. O jantar mais memorável da cidade, no entanto, acontece 34 andares acima do nível do mar. O Dauphin’s, instalado no topo do RSA Trustmark Bank Building, combina culinária costeira clássica - com toques Creole e caribenhos, ingredientes locais e ervas do próprio jardim no telhado - com uma vista panorâmica de 75 milhas náuticas que abrange o downtown, a Mobile Bay e, nos dias mais claros, a Ilha Dauphin no horizonte. O piano bar e o lounge criam uma atmosfera que não precisa de mais nada além da paisagem para ser memorável. A entrada exige traje “classy casual” - o Sul americano tem suas regras, e cumpri-las vale cada detalhe da experiência.

foto: monica quinta

À mesa em Mobile:

do brunch clássico ao jantar nas alturas

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Serviço Restaurante: Ruby Slipper Site: rubyslippercafe.com Contato: (251) 355-0448 Local: N Royal St., Mobile Funcionamento: Seg-Sex 7h30-14h, Sab-Dom 7h30-15h Restaurante: Penton’s Bistro & The King Bleu Corner Bar Site: pentons-bistro.com Local: 219 Conti St., Mobile Funcionamento: Seg-Sex 11h-21h, Sab 17h-21h, Dom 10h30-14h Restaurante: Dauphin’s Site: godauphins.com Contato: (251) 444-0200 Local: 107 St. Francis St., 34º andar, Mobile Funcionamento: Seg-Qui 11h-21h, Sex 11h-22h, Sab 16h-22h, Dom 11h-15h

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A hospitalidade do Alabama:

Vista da cidade de Mobile, Alabama

você é estranho por no máximo cinco minutos Tem uma coisa que o Sul dos Estados Unidos faz que nenhum roteiro consegue preparar completamente: a hospitalidade. Não a hospitalidade de protocolo, de boas-vindas treinadas e sorrisos de obrigação. A do Sul é outra coisa - é genuína, curiosa, generosa com o tempo e com a história. Em Mobile, isso se manifesta na velocidade com que um desconhecido vira interlocutor, na forma como um guia de museu abandona o roteiro para contar uma história que não está em lugar nenhum, no garçom que conhece de cor não apenas o menu mas os ingredientes, a origem, o nome do fazendeiro que entregou o peixe naquela manhã.

foto: monica quinta

foto: monica quinta

Arthur da Gulf Course Tours Historical Trolley

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A cidade tem orgulho das suas camadas - e gosta de compartilhá-las. Você vai ouvir sobre o Mardi Gras de Mobile com a ênfase de quem sabe que foi o primeiro e cansou de ver o crédito ir para outro lugar. Vai ouvir sobre o Clotilda e a comunidade de Africatown com uma honestidade que às vezes surpreende. Vai ouvir sobre os navios que saem e chegam ao porto todos os dias, sobre a identidade de uma cidade que ficou à sombra dos grandes nomes do Sul mas cultivou, nessa sombra, algo muito próprio e muito valioso. Essa disposição para contar e para escutar é talvez o maior atrativo de Mobile. O que você aprende ao vivo, conversando com quem vive ali, não tem equivalente em nenhum museu - e o Sul americano entendeu isso antes de qualquer um.


Onde dormir:

história, charme e um spa que faz jus ao nome Nossa base em Mobile foi o Battle House Renaissance Hotel & Spa - e desde a chegada ficou claro que a escolha era das boas. Inaugurado em 1852 e completamente renovado, o hotel é membro do Historic Hotels of America e fica no coração do downtown, conectado ao RSA Tower, o prédio mais alto do Alabama. O lobby impressiona com aquela grandiosidade sulista que mistura charme histórico e elegância contemporânea - o tipo de entrada que já prepara o humor para o que vem a seguir. Os 238 quartos e suítes são grandes, lindamente decorados com móveis em cerejeira, acentos em azul e dourado mostarda, banheiros revestidos de mármore com banheira, camas com roupa de cama premium e janelas do chão ao teto. Algumas suítes chegam a ter cozinha equipada, tornando a estadia ainda mais confortável para quem fica mais dias. O hotel tem três restaurantes próprios - o Trellis Room, único restaurante AAA Quatro Diamantes de Mobile, com ingredientes locais em menu sazonal; o Royal Street Tavern, com drinques especiais, petiscos e música ao vivo; e o Joe Cain Café, mais casual, com pizzas, sanduíches e saladas. Mas o verdadeiro prêmio depois de um dia in-

foto: monica quinta

foto: monica quinta

Saguão do The Battle House Renaissance Mobile Hotel & Spa

The Battle House Renaissance Mobile Hotel & Spa

tenso de turismo é o spa de serviço completo, com massagens, faciais, manicure e pedicure - o tipo de pausa que o Sul americano sabe oferecer com a devida cerimônia. A piscina no rooftop com hot tub, a academia com Peloton Bikes e o Club Lounge exclusivo para hóspedes de nível superior completam uma oferta que transforma a hospedagem de base logística em parte da experiência da viagem. Depois de muito andar, muito aprender e muito comer, voltar para o Battle House é, por si só, um programa.

i Serviço

Hotel: The Battle House Renaissance Mobile Hotel & Spa Site: marriott.com/mobbr Contato: (251) 338-2000 Local: 26 N. Royal St., Mobile

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foto: ©istock.com / Sean Pavone

Há destinos que pedem planejamento, antecedência, pesquisa aprofundada. Mobile não é assim. Mobile é o tipo de lugar que você pode visitar sabendo quase nada e sair sabendo muito - sobre história americana, sobre culinária do Sul, sobre como uma cidade pode atravessar três séculos e emergir do outro lado com mais identidade, não menos. Quem combina Mobile com uma passagem por CC tem nas mãos um roteiro que conta o Sul dos Esta-

dos Unidos de uma forma mais completa e honesta do que qualquer um dos dois destinos conseguiria sozinho. São cidades irmãs com histórias entrelaçadas - e que competem, amigavelmente, pela mesma alma francesa que as fundou. Ir a New Orleans sem passar por Mobile é entender só metade da história. E a outra metade, como toda boa história sulista, é a mais interessante. Mobile cabe em qualquer roteiro de quem já foi ao óbvio e quer agora o que o Sul guarda para quem presta atenção. Está na hora de colocar essa cidade no mapa - o seu mapa.

foto: monica quinta

Mobile merece estar na sua lista


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Fort Lauderdale: um convite para navegar e relaxar A uma curta distância de Miami, Fort Lauderdale surge como uma boa surpresa no sul da Flórida, Estados Unidos. Famoso por seus canais navegáveis e megaiates, o destino oferece passeios e atrações para quem quer relaxar e curtir dias ensolarados em alto estilo.

foto: Emergent Media_VISIT FLORIDA

Por Patrícia Chemin


A

proveitar um dia de sol na praia, entre areias claras e um mar azul turquesa, ter um barco atracado no quintal de casa, que se abre para uma rede de rios e canais navegáveis, e usar essa embarcação como principal meio de transporte, com o qual você pode, por exemplo, chegar a um bom restaurante de frutos do mar à beira d’água. Para alguns, assim é a vida em Fort Lauderdale. E uma viagem ao destino pode te dar um gostinho desta almejada tranquilidade. Localizada na costa leste da Flórida, a apenas 40 km ao norte de Miami, a cidade é conhecida por seus icônicos canais, que renderam o apelido de “Veneza da América”. Porém, esse termo só dá uma vaga ideia do lugar. Fort Lauderdale tem sua própria personalidade, com um clima tropical e despreocupado que só a Flórida pode oferecer.

foto: Emergent Media_VISIT FLORIDA foto: Scott Barnett_VISIT FLORIDA

Water Taxi atravessa o New River em Downtown Fort Lauderdale

Canais, iates e mansões

Já deu para perceber que Fort Lauderdale está muito ligada à água. Para começar, são mais de 38 74

Fort Lauderdale Beach


foto: patrícia Chemin

Mansões milionárias às margens dos canais, vistas a partir do Water Taxi

km ao longo de oito praias em toda a região de Greater Fort Lauderdale (formada por 31 cidades e comunidades). A principal delas, Fort Lauderdale Beach, exibe uma grande coleção de resorts voltados para o mar, de marcas como Four Seasons, Conrad, W, The Westin e Ritz-Carlton. Junto à faixa de areia está um calçadão ladeado por palmeiras e perfeito para longas caminhadas sob o sol. Aliás, o destino é agraciado com calor praticamente o ano inteiro. Mas algo ainda mais característico de Fort Lauderdale é sua incrível rede de vias navegáveis, que somam 482 km de rios e canais. Estes últimos foram feitos pelo homem a partir da Intracoastal Waterway (canal que atravessa toda a costa leste da Flórida paralelamente ao Atlântico), como uma forma de ajudar na drenagem do solo e criar mais propriedades residenciais à beira d’água. O resultado foi um padrão quase geométrico de diversas ilhas e penínsulas compridas e estreitas, totalmente cobertas por mansões com docas particulares. Aliás, a cidade é conhecida também como “a capital mundial do iatismo”. Porém, saiba que navegar pelos

canais de Fort Lauderdale não é uma exclusividade de quem tem um iate à sua inteira disposição. O Water Taxi (transporte no sistema hop-on/hop-off) é a forma mais conveniente para um turista explorar a cidade – e também a que oferece as melhores vistas. A partir da água, entre a Intracoastal Waterway e o New River, é possível ver de perto as marinas repletas de grandes embarcações luxuosas e a infinidade de mansões milionárias que margeiam os canais, além de outros cenários deslumbrantes da cidade. Com o Water Taxi você também pode fazer uma atividade muito especial e típica de Fort Lauderdale: “dock and dine” (algo como “aportar e jantar”). Ou seja, sair do barco diretamente na doca particular de um restaurante e aproveitar uma refeição à beira d’água. Isso porque um dos pontos de parada do Water Taxi é no restaurante 15th Street Fisheries, localizado na Marina Lauderdale e famoso por seu cardápio de frutos do mar frescos. Perto dali, e também junto a um canal, também vale conhecer o restaurante Boatyard, com seu elegante estilo náutico e opções de carnes, frutos do mar e brunch. 75


foto: patrícia Chemin

Las Olas Boulevard

Riverwalk e Las Olas

Ao seguir pelo New River acima, o Water Taxi te leva até Downtown Fort Lauderdale, onde o cenário muda completamente. As praias tropicais e as mansões junto aos canais dão lugar a altos edifícios envidraçados e ruas movimentadas. O centro da cidade é como uma metrópole compacta, concentrando muito do agito da vida noturna e da oferta gastronômica local. Fort Lauderdale é um destino muito receptivo e longe de ser provinciano – na região residem pessoas provenientes de 70 países e falantes de 147 idiomas. E o Downtown District tem um pouco dessa atmosfera de cidade grande e cosmopolita. As ruas são planas, seguras e muito convidativas para um passeio a pé. Aproveite para andar pelo Riverwalk, um parque linear que margeia o New River. 76

Igualmente imperdível é caminhar pela Las Olas Boulevard. No trecho localizado no centro da cidade, bem arborizado, ela compreende uma sequência de boutiques chiques com itens únicos, lojas de marcas descoladas e alguns dos melhores restaurantes, bares e cafés de Fort Lauderdale. Nesta área, a dica é o restaurante Boathouse at the Riverside, que oferece um ambiente tranquilo junto ao rio e um cardápio leve de inspiração mediterrânea. Para uma bebida quente ou sobremesa, vale checar o New River Cafe & Bakery, bem ao lado. Já no The Wharf Fort Lauderdale, a gastronomia e a vida noturna se encontram em um agradável espaço ao ar livre. Também em Downtown e junto ao Riverwalk, o Broward Center for the Performing Arts é palco de musicais da Broadway, peças de teatro, óperas, shows e muito mais.


foto: Spark_VISIT FLORIDA

Canais são os cenários icônicos de Fort Lauderdale


Fort Lauderdale abriga um dos maiores e mais movimentados portos de cruzeiros do mundo. Do Port Everglades, que registra mais de 4 milhões de passageiros anualmente, companhias como Disney Cruise Line e Royal Caribbean partem para roteiros pelo Caribe – o que faz de Fort Lauderdale um ótimo destino para ser visitado antes ou depois de um cruzeiro. A região também é o endereço de um gigante das compras, muito conhecido entre os brasileiros. É o Sawgrass Mills, o maior outlet dos Estados Unidos, com mais de 350 lojas, entre grandes varejistas e marcas de luxo. Outra opção para compras mais próxima ao centro de Fort Lauderdale é o shopping Galleria, a uma curta distância de Fort Lauderdale Beach.

Port Everglades

foto: ©istock.com / NANCY PAUWELS

Dos cruzeiros aos outlets

foto: NPI Productions_VISIT FLORIDA

Fort Lauderdale Beach, a Intracoastal Waterway e, ao fundo, o Downtown District

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foto: patrícia Chemin

Entrada para o píer de Pompano Beach. Abaixo, o Jellyfish Museum e vista a partir do píer

foto: patrícia Chemin

foto: patrícia Chemin

Dos Everglades a Pompano Beach

Para completar o roteiro pela região de Greater Fort Lauderdale, vale conhecer a Bonnet House, uma propriedade histórica de 1920 transformada em museu de arte e com lindos jardins tropicais, Flamingo Gardens, um santuário da vida selvagem e jardim botânico, e o Sawgrass Recreation Park, parque natural com passeios de airboat pelos Everglades. Há ainda outras cidades litorâneas para explorar, como Hollywood, ao sul, e Pompano Beach, ao norte. Com um dos trechos de mar mais cristalinos e quentes do sul da Flórida e destino certo para mergulho e snorkeling, Pompano Beach surpreende com boas opções de lazer. O Fisher Family Pier marca o centro do Fishing Village, que abriga restaurantes, lojas e entretenimento à beira-mar, como o restaurante Oceanic at Pompano Beach Pier e o Lucky Fish Beach Bar & Grill. Já o curioso Jellyfish Museum é uma atração inteiramente dedicada às águas-vivas, abrigando em aquários especiais mais de 20 espécies de diferentes partes do mundo, capazes de deixar os visitantes hipnotizados com suas cores e movimentos. Informações: visitlauderdale.com

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DICAS E SERVIÇOS Omni Fort Lauderdale Hotel

foto: patrícia Chemin

Bem localizado, de frente para a Intracoastal Waterway e junto ao Port Everglades, o Omni Fort Lauderdale foi inaugurado em dezembro de 2025 e está integrado ao Broward County Convention Center. Com um estilo contemporâneo, o hotel oferece conforto, serviços e comodidades para todos os tipos de público, do lazer aos negócios. As 801 acomodações são amplas e contam com janelas do chão ao teto, proporcionando muita luz natural. Algumas têm capacidade para até quatro hóspedes. No 10º andar, o deck da piscina é um oásis de relaxamento ao ar livre, com vistas panorâmicas e cabanas privativas. O Omni oferece ainda spa, academia 24h, transfer gratuito para o porto e seis opções gastronômicas, incluindo um rooftop e um café. Informações: omnihotels.com

Aeroporto de Fort Lauderdale

foto: ©istock.com / Arkadiusz Warguła

O Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale -Hollywood (FLL) fica a cerca de 6 km do centro da cidade e bem ao lado do Port Everglades. A Azul Linhas Aéreas opera voos diretos entre o Brasil e o aeroporto, a partir de Campinas (Viracopos) e Belém. Informações: broward.org/airport


A jornalista viajou para o IPW 2026, com a proteção do seguro viagem da GTA – Global Travel Assistance.

foto: divulgação Brightline

Quem vem de Miami ou Orlando pode chegar a Fort Lauderdale de uma forma rápida e prática com a Brightline. É uma linha ferroviária moderna, com estações em alguns dos principais destinos da Flórida: Orlando, West Palm Beach, Boca Raton, Fort Lauderdale, Aventura e Miami. Os trens oferecem assentos confortáveis com tomadas, espaço para malas (checar restrições de tamanho), serviço de bordo e Wi-Fi gratuito. As estações também proporcionam alto nível de conforto, com estacionamento, bar e loja de conveniência, além de transfers para os aeroportos. As passagens PREMIUM garantem ainda mais benefícios ao passageiro, como serviço de bordo gratuito, acesso ao PREMIUM Lounge nas estações, assentos maiores e mais. De Fort Lauderdale até Miami, por exemplo, o trajeto dura cerca de 30 minutos. Informações: gobrightline.com

foto: patrícia Chemin

Brightline

Water Taxi

Melhor forma de explorar Fort Lauderdale, o Water Taxi funciona tanto como um passeio quanto como um meio de transporte. Dentro da validade do ticket, é possível embarcar e desembarcar de forma ilimitada em qualquer ponto das rotas. Os barcos navegam pela Intracoastal Waterway e pelo New River e fazem paradas em pontos estratégicos do destino (são 30 no total, entre três rotas: Fort Lauderdale, Pompano e Hollywood). No site, dá para checar onde está o barco mais próximo. Leva cerca de três horas para percorrer toda a rota principal e voltar ao ponto de partida. Ou você pode desembarcar e aproveitar atrações, praias, restaurantes e lojas pelo caminho. Desde junho, a empresa passou a oferecer também tours de 90 minutos sem paradas. Informações: watertaxi.com


Ruhrgebiet: legado industrial, futuro verde no coração da Alemanha

Por Camila Karam

foto: Tom Thöne

Da herança industrial à vanguarda verde, a região alemã ressignifica seu passado e se consolida como um dos destinos culturais mais surpreendentes da Europa


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Oberhausen

foto: ©istock.com / Wirestock

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urante décadas, o Ruhrgebiet foi definido pelo ritmo das máquinas, pelo peso do carvão e pelo brilho incandescente do aço. No coração da Alemanha, essa vasta região construiu sua identidade como um dos maiores polos industriais da Europa, onde cidades cresciam ao redor de minas e siderúrgicas e o horizonte era marcado por chaminés e estruturas metálicas. Hoje, porém, o cenário é outro - e surpreende. O que antes era símbolo de uma economia movida à indústria pesada transformou-se em um território onde cultura, natureza e inovação convivem de forma quase poética. Mais do que uma revitalização urbana, o entorno do Rio Ruhr passou por um profundo processo de ressignificação: em vez de apagar seu passado, decidiu incorporá-lo à paisagem contemporânea. O resultado é um destino que desafia expectativas e oferece ao visitante uma experiência singular, onde cada estrutura carrega memória e cada espaço revela novas possibilidades de uso. Essa transformação conecta diferentes cidades da região por meio de projetos culturais, áreas verdes, ciclovias e antigos complexos industriais convertidos em centros de lazer e inovação. O cenário atual é mais humano, sustentável e criativo - sem renunciar à própria história.

foto: ©istock.com / BerndBrueggemann

O rio Ruhr em Duisburg


Instalação da exposição Mythos Wald

Oberhausen

foto: Camila Karam

O Gasômetro e a nova monumentalidade cultural Em Oberhausen, essa transformação se materializa de forma impactante no Gasômetro - uma imensa construção cilíndrica que, no passado, armazenava gás e hoje abriga exposições imersivas de grande escala. Ao entrar, a sensação é de estar diante de uma nova monumentalidade: não mais industrial, mas cultural. A antiga estrutura de armazenamento de gás foi transformada em um espaço expositivo monumental que se tornou referência cultural na Europa, recebendo grandes mostras imersivas de arte, ciência e meio ambiente. -Atualmente, o local apresenta a exposição Mythos Wald (“Mundos da Floresta”), dedicada às florestas do planeta. A mostra reúne instalações multimídia, fotografias, filmes e experiências sensoriais que exploram desde a biodiversidade da Amazônia e da Bacia do Congo até os impactos do desmatamento e das mudanças climáticas. Ao redor, áreas revitalizadas convidam a caminhadas tranquilas, revelando um ritmo urbano mais leve e acolhedor.

foto: ©istock.com / Phil7721

Gasômetro Oberhausen


Dortmund

Indústria, criatividade e patrimônio em transformação Em Dortmund, a herança industrial ganha novos significados por meio de projetos culturais, áreas verdes e espaços criativos que vêm redesenhando a paisagem urbana da cidade. Antigas estruturas industriais, antes ligadas à produção de carvão e aço, foram transformadas em centros culturais, polos de inovação e locais de convivência, refletindo a nova identidade do Ruhr contemporâneo. Entre os exemplos mais emblemáticos dessa re-

vitalização está a Hansa Coking Plant, antiga usina de coque construída entre 1927 e 1928 no distrito de Huckarde. Símbolo do passado industrial alemão, o complexo hoje se destaca como patrimônio histórico, espaço cultural e um dos principais pontos de turismo industrial da região. Aberta ao público desde 1999, a antiga usina passou a receber visitantes interessados em história, arquitetura e patrimônio industrial. Atualmente, o espaço abriga tours guiados, eventos culturais, atividades educativas, restaurantes, espaços gastronômicos e escritórios criativos, em uma combinação que une memória industrial, cultura e renovação urbana.

foto: Camila Karam

foto: Camila Karam

Instalações da Hansa Coking Plant

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A instalação de luzes no Landschaftspark

Duisburg

O parque onde a indústria encontrou a natureza

Zollverein e a reinvenção do patrimônio industrial Em Essen, essa narrativa ganha ainda mais profundidade com o complexo Zollverein, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO e referência internacional da arquitetura industrial. O que antes era uma das maiores minas de carvão da Europa é hoje um vibrante polo cultural, reunindo museus, centros de design, eventos e experiências que atraem visitantes do mundo inteiro. Caminhar por Zollverein é percorrer camadas de tempo - e entender, de forma concreta, como o passado pode ser transformado em ativo cultural. A poucos quilômetros dali, outro símbolo ajuda a contar a história da ascensão industrial da região: a Villa Hügel. Construída no século XIX pela influente família Krupp, uma das mais poderosas dinastias industriais da Alemanha, a imponente residência revela o lado aristocrático da era do aço e do carvão no Ruhr. Cercada por jardins e bosques às margens do Lago Baldeneysee, a mansão combina arquitetura monumental, memória histórica e exposições culturais, oferecendo um contraste interessante entre o universo operário das antigas minas e o estilo de vida da elite industrial que moldou o desenvolvimento econômico da região.

Zollverein, um ícone da arquitetura industrial alemã

foto: Camila Karam

Essen

A imponente Villa Hügel preserva a memória da dinastia Krupp

foto: Camila Karam

foto: Thomas Berns

É em Duisburg que essa nova Ruhr se revela de forma mais emblemática. O Landschaftspark Duisburg-Nord é talvez o maior símbolo dessa reinvenção: um antigo complexo siderúrgico transformado em parque público, onde altos-fornos tornaram-se mirantes, antigos reservatórios industriais deram lugar a espaços como uma das maiores instalações de mergulho indoor da Europa, e a vegetação cresce livremente entre estruturas metálicas. À noite, a iluminação cênica projetada pelo artista britânico Jonathan Park transforma o local em um cenário quase cinematográfico, reforçando o contraste - e a harmonia - entre natureza e indústria.


Ruhr e a IGA 2027

O futuro verde da antiga região industrial

Obras no Landschaftspark para abrigar a IGA 2027

foto: Camila Karam

O processo de revitalização do Ruhr ganha um novo capítulo com a realização da Internationale Gartenausstellung 2027 (IGA 2027), uma das mais importantes exposições de jardinagem e paisagismo do mundo, que acontecerá na região em 2027. Com investimentos do governo estadual e federal alemão, antigas áreas industriais estão sendo restauradas e integradas a novos espaços verdes, ciclovias, trilhas e áreas de convivência. A proposta reforça a transformação do Ruhr em uma região onde sustentabilidade, mobilidade e patrimônio caminham juntos. Mais do que um evento, a IGA 2027 simboliza a consolidação dessa nova identidade do Ruhr: um território que transforma seu legado industrial em paisagens urbanas mais humanas, acessíveis e conectadas à natureza.

foto: © wbp

Projeção do jardins do blooming Landschaftspark

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foto: Keyvisual_© IGA 2027

Projeção de um dos jardins que será construído na Hansa Coking Plant

foto: ©istock.com / JB

O Parque Paisagístico Duisburg-Nord

Um novo olhar sobre o Ruhr A visita à região, a convite do German National Tourist Board, revela um destino que vai muito além do que se imagina ao ouvir seu nome. O local não tenta esconder sua história - ele a exibe, valoriza e transforma em experiência. É justamente essa honestidade que o torna tão interessante. Em tempos em que muitos destinos buscam se reinventar, o Ruhr se destaca por fazer isso com autenticidade. Aqui, o aço não desapareceu. Foi ressignificado, integrado e suavizado pela presença crescente do verde, da arte e das pessoas. No fim, o que se encontra por lá não é apenas uma mudança de paisagem, mas uma nova forma de olhar para o próprio conceito de transformação. Um lugar onde o passado permanece visível - não como peso, mas como base para tudo o que vem a seguir. A repórter viajou a convite do Germany Travel com seguro da Affinity Seguro Viagem e conectividade OMeuChip 89


Los Cabos:

sofisticação, natureza e experiências únicas na Baja California

foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

Por Solange Dadalti


O Arco do Cabo San Lucas

foto: ©istock.com / Guillermo Aparicio

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o extremo sul da península da Baja California, está Los Cabos, uma região belíssima que engloba San José del Cabo, Cabo San Lucas e o corredor entre as duas cidades. Um dos destinos mais sofisticados e exclusivos do mundo, é cercado pelo Oceano Pacífico e pelo Mar de Cortés – considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. A parte mais incrível é encontrar o melhor dos três mundos em apenas um local: praia, montanha e deserto. O corredor turístico com mais de 30 km possui diversos resorts de luxo à beira-mar, com spas aconchegantes, restaurantes renomados, campos de golfe excepcionais, piscinas com uma vista de tirar o fôlego e outros bons serviços. San José del Cabo (a leste) é ideal para viajantes que buscam calmaria e experiências mais artísticas e gastronômicas, enquanto Cabo San Lucas (a oeste) é mais agitado, contando com esportes aquáticos, beach clubs e vida noturna ativa.

Vista da famosa Praia dos Amantes , Cabo San Lucas

Como chegar a Los Cabos?

foto: ©istock.com / Leamus

Apesar de Los Cabos ter aeroporto, não existe voo direto saindo do Brasil nas companhias aéreas. Você pode ir até a Cidade do México ou cidades dos Estados Unidos como Nova York, Los Angeles e outras para, então, voar para Los Cabos.

Qual é a melhor época para ir a Los Cabos?

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O balé das baleias é espetáculo imperdível nessa região

foto: ©istock.com / Spacewalk

Los Cabos é um destino para todos os gostos e momentos, sempre com atrações e atividades disponíveis. De maio, junho e agosto são os melhores meses para quem deseja um clima de verão, mais quente e seco, e eventos badalados na região. Setembro costuma ser chuvoso e traz a possibilidade de furacões, portanto, é a época menos indicada. Já o inverno desse destino mexicano, de dezembro a março, é muito procurado e perfeito para admirar a vida marinha. Essa temporada, principalmente em fevereiro, permite a contemplação dos ovos de tartarugas eclodindo e das baleias-jubarte chegando do Alasca ao Mar de Cortés, o “aquário do mundo”. Lá, estão concentrados 40% de todos os mamíferos marinhos, além dos três recifes de corais mais antigos da América do Norte.


foto: ©istock.com / Elijah-Lovkoff

São Jose del cabo. alegre, colorida, contagiante e colonial

foto: ©istock.com / shakzu

San José del Cabo

Uma das principais atrações da pitoresca San José del Cabo é o Art Walk, na San José’s Gallery District, nas noites de quinta-feira de novembro a junho. Nessa experiência Artsy, as galerias de arte e lojas abrem até 21h, os tradicionais mariachis se apresentam e carrinhos vendem comidas típicas da região em frente à catedral. Os artistas locais exibem seus trabalhos e vendem desde joias até roupas e acessórios. A cidade é charmosa e tranquila, mas mais afastada das praias, que ficam a cerca de 10 minutos de carro saindo da Plaza Mijares e da igreja de San José. O mar é mais agitado e rochoso para quem gosta de ficar nadando, mas é possível apreciar a paisagem e mergulhar com snorkel nas águas cristalinas. Ao norte da autêntica San José, está localizada a Flora Farms, uma fazenda com orgânicos que oferece aulas de culinária e deliciosas refeições ao ar livre no Flora’s Field Kitchen. Vale a pena a visita, principalmente para um tour com a família e tomar um café da manhã completo! 93


foto: ©istock.com / MattGush

Iates, barcos e vida noturna agitada marcam São José del Cabo

Enquanto San José del Cabo é uma cidade mais tranquila e charmosa, a badalada Cabo San Lucas é onde a festa acontece. A grande atração é a formação rochosa El Arco, esculpida pelo vento e pelas ondas, em que o Oceano Pacífico encontra o Mar de Cortés. Em um passeio de barco, saindo da marina, dá para chegar mais perto e apreciar a paisagem e os leões-marinhos, além de conhecer as paradisíacas Playa del Amor e Playa del Divorcio. A marina de Cabo San Lucas é repleta de iates luxuosos e lojas das mais conhecidas grifes ao redor, principalmente no shopping de marcas de luxo Puerto Paraíso. Também conta com restaurantes, bares, lojas Duty Free e baladas. A praia mais famosa da cidade, Playa El Médano, fica nessa região. No inverno (de dezembro a março), saindo da marina, é possível vivenciar a whale watching, uma experiência inesquecível de contemplação das majestosas baleias nadando. A 2 horas de carro, está La Paz, que também vale a visita. Lá, os viajantes mais aventureiros podem mergulhar com cilindro ou snorkel, reconectar-se com a vida marinha e até mesmo nadar com tu94

Os enormes paredões de pedras, envolto ao mar azul turquesa

foto: ©istock.com / Mary Baratto

Cabo San Lucas


A Praia Medano e sua beleza indescritível

barões-baleia (entre outubro e abril). As praias da cidade têm um mar calmo com águas turquesas, especialmente a Playa de Balandra. A extraordinária Isla Espiritu Santo, na costa de La Paz, é Patrimônio Mundial da Unesco e faz parte do parque marinho nacional. Nos arredores de Cabo San Lucas, a 1 hora de carro, também fica Todos Santos, conhecido como “pueblo mágico”. Inspirador, o local é pura cultura, cheio de cores e artesanato.

Hard Rock Hotel Los Cabos

Hard Rock , lazer, alta gastronomia e infinitas atividades

foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

foto: ©istock.com / bmswanson

A experiência no Hard Rock Hotel Los Cabos começa antes mesmo do check-in. A chegada já impressiona pelo cuidado e atenção aos hóspedes, que são recebidos com drinks variados e um atendimento acolhedor, fazendo você entrar imediatamente no clima de férias e exclusividade. Os quartos oferecem conforto e sofisticação em cada detalhe, com amenities premium, roupas de cama de primeira linha e uma estrutura pensada para proporcionar descanso, bem-estar e uma experiência verdadeiramente inesquecível.


A jornalista viajou a convite do Hard Rock com seguro da GTA. Onde ficar - https://hotel.hardrock.com/los-cabos

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foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

A gastronomia é outro grande destaque. Café da manhã, almoço e jantar trazem opções refinadas em oito restaurantes temáticos com o melhor da culinária internacional e mexicana. Tudo preparado com qualidade impecável, agradando até os paladares mais exigentes. Entre as experiências mais marcantes está o jantar sensorial Awaken your Senses onde degustamos pratos deliciosos de vários países numa única experiência. Tem também o jantar harmonizado com degustação de tequilas, enquanto o pôr do sol transforma o cenário em algo simplesmente espetacular. Para quem gosta de música e entretenimento, o hotel proporciona momentos únicos. No Music Lab, os hóspedes podem viver a experiência de ser uma verdadeira estrela do rock por uma noite. Já nas piscinas, o clima muda ao longo do dia: pela manhã, músicas relaxantes criam um ambiente perfeito para descansar e aproveitar o visual paradisíaco. Mais tarde, o DJ assume o comando e transforma o ambiente com uma seleção vibrante de rock e grandes clássicos. Além disso, o resort conta com piscinas incríveis, atendimento impecável, programação noturna, spa, atividades exclusivas, boliche e uma atmosfera sofisticada que faz cada hóspede se sentir especial do início ao fim da viagem. O Hard Rock Los Cabos não é apenas um hotel. É uma experiência completa de luxo, entretenimento, gastronomia e bem-estar em um dos cenários mais deslumbrantes do México.

foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

O mega resort abusa de decorações vibrantes, atuais e das cores


Apartamentos clássicos, confortáveis e amplos com vista de tirar o fôlego

foto: Hard Rock Hotel Los Cabos

Complexo aquático vai de encontro ao mar


ARTE, GASTRONOMIA E CONFORTO NO CORAÇÃO DE SÃO PAULO

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