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Entre a selva, o mar e uma
cultura que encanta malásia
ilha do cardoso
Natureza intocada no litoral sul paulista
Glaciares, cordeiro e o silêncio do fim do mundo patagônia argentina


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diSPoníVEl nAS PlAtAForMAS diGitAiS:










Prezado leitor,
Abril chegou com tudo em um ano de Copa do Mundo, uma dezena de feriados, eleições e muitas outras emoções. Nossa edição deste mês, por sua vez, é para quem entende que viajar é muito mais do que chegar, é sobre o que a viagem transforma em você.
Abrimos com uma matéria especial sobre a Copa do Mundo, com um guia pelas 16 cidades-sede do maior evento esportivo do planeta, que pela primeira vez acontece em três países: Canadá, Estados Unidos e México. Entre junho e julho, essa é uma ótima oportunidade para quem também quer conhecer os destinos que vão receber os jogos.
Ainda nas Américas, apresentamos o Panamá, um destino que muda o modo de ver o mundo. Pequeno no mapa, mas gigante em experiências, surpreenda-se do Canal ao Casco Antiguo.
Mais perto de casa, o charme do outono transforma Monte Verde em um dos destinos mais aconchegantes da Serra da Mantiqueira, com arquitetura alpina, acesso cênico pela BR-381 e a tradicional arte da Bauernmalerei.
No litoral paulista, levamos você à Ilha do Cardoso, um dos últimos refúgios de natureza intocada da região, reunindo praias desertas, Mata Atlântica, golfinhos no Lagomar e a revoada dos guarás vermelhos.
Com a retomada dos voos diretos entre Guarulhos e Ushuaia, mostramos que a Patagônia Argentina nunca esteve tão perto. Das passarelas do Glaciar Perito Moreno ao cordeiro no espeto em El Calafate, um roteiro de inverno inesquecível.
Do outro lado do mundo, a Malásia encanta entre a selva e o mar, com mergulho de nível mundial, gastronomia asiática e uma diversidade cultural que surpreende a cada parada.
E, para fechar, trazemos um olhar especial sobre Aparecida, maior destino de turismo religioso do Brasil: entre a organização exemplar do Santuário Nacional e os desafios e o enorme potencial da cidade ao redor.
boa leitura, boa viagem e até a próxima edição!
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A Amazônia desembarca na Hélio Pellegrino. CoPA do Mundo

APArECidA
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Maior destino de turismo religioso do Brasil, Aparecida revela contrastes entre a organização do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e a dinâmica urbana fora de seus limites.
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ilHA do CArdoSo
Um refúgio natural do litoral paulista.
indiSPEnSáVEiS dE ViAGEM
Os gadgets mais úteis para quem não abre mão de viajar bem equipado.
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52 MAláSiA
Descubra um oceano de experiências sustentáveis.

Por dentro das cidades-sede do mundial de 2026

3 países-sede e muito o que explorar
61
O país que transformou geografia em estratégia.
72 PAtAGôniA
O guia definitivo para o inverno na Patagônia Argentina.
MontE VErdE
79
Sabores e paisagens de outono.
88 rAdAr QuAl ViAGEM
Notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros, voos e muito mais.

Opatrimônio das Ilhas Maltesas não é algo que você simplesmente observa, é algo que você sente. Ele vive nas ruas de calcário polidas por séculos de passos, nas capelas silenciosas situadas no topo de colinas e nas histórias que os moradores compartilham com um orgulho natural. A cultura aqui está entrelaçada à vida cotidiana, moldada por milhares de anos de chegadas, partidas e reinvenções. O resultado é um lugar onde a história parece próxima o suficiente para ser tocada, mas
nunca pesa sobre as ilhas; ao contrário, confere a elas caráter, calor e um senso de continuidade.
Camadas de história em cada canto
As Ilhas Maltesas abrigam algumas das estruturas independentes mais antigas do mundo, incluindo os Templos de Ġgantija, em Gozo, e os complexos de Ħaġar Qim e Mnajdra, listados pela UNESCO. Esses sítios pré-históricos oferecem um vislumbre de





uma civilização que floresceu muito antes das pirâmides, deixando para trás megálitos alinhados com o sol e altares esculpidos que ainda despertam curiosidade hoje. Ao caminhar por Valletta, a história muda para a era dos Cavaleiros de São João.
A malha de ruas estreitas da cidade, suas grandiosas hospedarias e bastiões imponentes refletem um período de estratégia militar e ambição artística. A Co-Catedral de São João, com seu interior dourado e a obra-prima de Caravaggio, continua sendo uma das expressões mais marcantes dessa época.
Cultura viva moldada pela comunidade
O que torna a cultura maltesa especialmente envolvente é o quão viva ela permanece. Artes tradicionais — como filigrana,
renda e escultura em pedra — ainda são praticadas por artesãos que aprenderam suas habilidades com gerações anteriores. Padarias de vilarejos continuam produzindo ħobż biż-żejt e ftira usando métodos que não mudaram em décadas.
E os mercados locais, desde as barracas de peixe de domingo em Marsaxlokk até o movimento diário de Victoria, oferecem uma janela para a vida cotidiana.
A música e a performance também desempenham um papel central. As ilhas recebem concertos de música clássica em locais históricos, exposições de arte contemporânea, teatro ao ar livre e eventos folclóricos que celebram a língua e a identidade maltesas.
Muitos desses eventos acontecem em patrimônios restaurados, misturando o antigo e o novo de forma natural, e não artificial.
O verão é especialmente rico em celebrações culturais. Festas de vilarejos em homenagem aos santos padroeiros enchem as ruas de cor, música e tradição. Reencenações históricas, festivais marítimos e concertos ao ar livre animam fortalezas e portos que antes defendiam as ilhas de invasores. Esses eventos não são apenas espetáculos — são expressões do orgulho e da continuidade da comunidade.
A culinária maltesa é outra porta de entrada para o patrimônio das ilhas. Influências da Sicília, do Norte da África e do Oriente


Médio se misturam em pratos como ensopado de coelho, sopa de peixe aljotta e kapunata. Doces sazonais, como os figolli na Páscoa ou o qagħaq tal-għasel no Natal, refletem o ritmo do calendário cultural. Comer aqui muitas vezes parece participar de uma tradição, e não apenas desfrutar de uma refeição.
O que diferencia Malta é o quão acessível sua cultura parece. Você não precisa ser especialista para apreciar uma fortificação centenária ou entender uma celebração de vilarejo.
Os moradores compartilham histórias com facilidade, explicam costumes e convidam visitantes a participar da experiência.
O patrimônio aqui não está trancado atrás das portas de museus — ele é vivido, compartilhado e celebrado.
Para eventos culturais, exposições e festivais em Malta e Gozo, o calendário oficial do VisitMalta oferece as informações mais atualizadas: www.visitmalta.com

Aevibrante culinária do Norte ganha um novo e amplo endereço em São Paulo. Após o sucesso de sua unidade no Centro Histórico, o restaurante
DaSelva acaba de inaugurar sua segunda casadesta vez, com muito mais espaço, no comecinho da Avenida Hélio Pellegrino. O menu é um mergulho profundo nos sabores do Amazonas e do Pará, executado com a técnica de quem entende que o ingrediente é a estrela.
A experiência começa com um carinho: o caldinho de pirarucu como cortesia de boas-vindas. Servido no clássico copo americano, é o equilíbrio perfeito de sal e conforto. Para refrescar, o Ceviche Amazônico é parada obrigatória. O lombo de pirarucu ganha vida com o leche de tigre e o coentro, finalizado com o crocante indispensável da banana-da-terra.
Para o prato principal, o Risoto de Tucupi e Jambu prova que a culinária regional também abraça os vegetarianos com maestria. O prato chega à mesa fumegante, com a acidez característica do tucupi e aquela cremosidade que surpreende o paladar.






Se você, assim como eu, não abre mão de uma boa “crocância”, prepare-se para se apaixonar pela farinha uarini. Ela eleva o nível de qualquer prato e brilha intensamente na sobremesa: o Mousse de Bacuri. A fruta, suave e doce na medida certa, ganha contraste com as castanhas defumadas e a textura marcante da uarini.
Dica de ouro: Se estiver em grupo, a famosa Banda de Tambaqui (disponível para duas, três ou quatro pessoas) é o carro-chefe que justifica a visita. Tudo isso, claro, acompanhado pelo legítimo Guaraná Baré, para a experiência ser completa.
O DaSelva é um pedaço do Brasil profundo servido com elegância e muito sabor no coração de São Paulo. Vale muito conhecer!
Serviço - DaSelva
Endereço: Av. Hélio Pellegrino, 204São Paulo/SP.
Dica da Colunista: Não deixe de provar o caldinho de pirarucu e peça a farinha uarini extra para acompanhar os pratos principais, a crocância é incomparável.
Mais informações: @daselva_br




Maior destino de turismo religioso do Brasil revela contrastes entre a organização do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e a dinâmica urbana fora de seus limites.

Aparecida é, sem dúvida, o principal destino de turismo religioso do Brasil. Reconhecida pela devoção à Nossa Senhora Aparecida, a cidade recebe milhões de peregrinos todos os anos, consolidando-se como um dos maiores centros de fé da América Latina. No entanto, uma análise mais atenta revela uma realidade marcada por contrastes que chamam a atenção de quem visita o destino.


dentro do santuário: organização que acolhe e orienta
Ao adentrar o Santuário Nacional, o peregrino encontra um ambiente que vai além da espiritualidade. Há ali uma estrutura consolidada, organizada e pensada para acolher bem.
A gestão conduzida pelos missionários redentoristas demonstra uma visão integrada entre fé, acolhimento e organização. A chamada Central do Peregrino, com sua ampla praça de alimentação, reflete uma estrutura que dialoga com o grande fluxo de visitantes, oferecendo conforto e funcionalidade.
A experiência dentro do Santuário é marcada por organização, limpeza constante, presença de segurança e uma sinalização eficiente que orienta o visitante em todos os espaços, do museu à Capela das Velas, da torre aos demais pontos de visitação.
Esse cuidado se traduz em algo essencial: o romeiro se sente seguro, bem acolhido e respeitado em sua jornada de fé.
Ao deixar o Santuário e caminhar pela cidade, a percepção muda. Aparecida enfrenta desafios comuns a destinos que cresceram a partir de um forte fluxo turístico, mas que ainda estão em processo de organização urbana e turística. Em algumas áreas, é possível perceber uma dinâmica comercial intensa, com comunicação visual diversa e pouco
O Santuário Nacional de Aparecida ocupa uma área de 1,3 milhão de m² e recebe, em média, 12 milhões de peregrinos por ano
integrada, além de pontos que demandam maior atenção em relação à limpeza e ordenamento. Outro aspecto que surge nesse contexto é o crescimento de novos empreendimentos, incluindo alguns que ainda estão em processo de formalização. Esse movimento, natural em destinos em expansão, reforça a importância de um acompanhamento mais próximo, tanto do ponto de vista da orientação quanto da regulamentação. Em conversas com visitantes, também aparecem percepções relacionadas à segurança fora do Santuário. Embora haja presença policial, parte dos peregrinos relata que ainda não sente o mesmo nível de tranquilidade encontrado dentro do complexo religioso




O contraste entre o interior do Santuário e a cidade evidencia um ponto central: Aparecida ainda está em processo de construção de uma atuação mais integrada enquanto destino turístico.
O Santuário já apresenta um modelo consolidado de organização e acolhimento. A cidade, por sua vez, tem a oportunidade de evoluir nesse mesmo ritmo, fortalecendo a articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.
A evolução do destino também passa pela iniciativa privada. Parte dos empreendimentos já demonstra um bom nível de atendimento e acolhimento, mas ainda há espaço para avanços na qualificação, especialmente no que diz respeito à experiência do visitante.
O turismo religioso exige mais do que estrutura. Ele exige sensibilidade, respeito e compreensão do perfil do peregrino, que busca não apenas serviços, mas uma vivência significativa.
Aparecida já é referência no turismo religioso, mas possui potencial para ampliar sua oferta turística.
A cidade carrega história, cultura e identidade que podem ser melhor exploradas por meio de produtos ligados ao turismo cultural, à economia criativa e às experiências locais. Esse movimento pode contribuir para aumentar o tempo de permanência do visitante e diversificar a economia.
Aparecida vive um momento importante de reflexão sobre seu futuro.
O Santuário Nacional demonstra que é possível unir fé, organização e acolhimento com excelência. A cidade, por sua vez, tem diante de si a oportunidade de avançar nesse mesmo caminho, fortalecendo sua estrutura e ampliando sua capacidade de receber bem.



Mais do que um destino de passagem, Aparecida pode se consolidar como uma experiência completa. E, para isso, é fundamental que todos os atores caminhem juntos, porque o peregrino não vivencia apenas o Santuário. Ele vivencia a cidade.
A presente análise parte de uma visita técnica realizada pelo turismólogo e especialista em Turismo Religioso Sidnesio Moura, reconhecido como uma das principais referências do segmento no Brasil, que é autor de diversos artigos e matérias publicadas em veículos de alcance nacional. Sidnesio também é CEO do Fórum Nacional de Turismo Religioso, considerado o único evento técnico, científico e de articulação institucional do Brasil dedicado exclusivamente ao turismo religioso. O Fórum reúne lideranças públicas, privadas, acadêmicas e religiosas de todo o país, consolidando-se como um espaço estratégico para o fortalecimento da governança, da inovação e do desenvolvimento sustentável do segmento no Brasil.





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entre nadar com golfinhos e visitar praias desertas, conhecer reservas ambientais ou observar o voo dos guarás vermelhos ao pôr do sol, escolha tudo na ilha do Cardoso.

No extremo sul do litoral paulista, quase na divisa com o Paraná, a Ilha do Cardoso, um distrito do município de Cananéia, permanece sendo reduto de preservação de natureza praticamente intocada do Sudeste brasileiro. Com travessias feitas por barcos, a ilha é o destino ideal para viajantes que buscam o contato direto com a natureza, dias desconectados e experiências diversas com as comunidades tradicionais.
O ecoturismo é o principal motor da economia desta região, porém muitos pesquisadores e estudiosos também compõem parte dos visitantes anuais do destino.
Como um santuário que reúne conservação ambiental e vida tradicional das comunidades que ali residem, este local possui um rígido controle de visitação, já que, reunindo apenas 600 habitantes, a capacidade de ocupação é limitada. Assim, tem
como objetivo permitir o turismo sem comprometer a integridade de sua flora e fauna, manguezais, restingas e praias.
A ilha é protegida pelo Parque Estadual da Ilha do Cardoso (PEIC), uma unidade de pesquisa e preservação que, criada em 1962, tem como função conservar a biodiversidade, garantindo proteção legal contra desmatamento, ocupação desordenada, caça e exploração comercial.
A Ilha do Cardoso abriga residentes de comunidades caiçaras, indígenas e pescadoras que apresentam uma origem secular e contribuem em grande parte para sua preservação. A história da ilha remonta ao período colonial, em que a Cananéia

A Ilha do Cardoso reúne em uma só paisagem a biodiversidade mais rica do litoral paulista
se via apropriada pelos navegadores portugueses. Há quem diga, inclusive, que a região foi ocupada antes mesmo de São Vicente e seria a primeira cidade do Brasil.
Ainda no século XVI, a Ilha do Cardoso recebeu esse nome em homenagem a um morador português que morava na Cananéia, João Cardoso. Entretanto, desde o início da presença portuguesa, a área já era habitada pelos povos originários, esses que sempre mantiveram o território de forma equilibrada e sustentável. Esses grupos, majoritariamente dos troncos Tupi e Guarani, desempenharam um papel indispensável na formação dos ecossistemas que hoje caracterizam o lugar.
Com suas técnicas de manejo capazes de garantir a renovação dos recursos naturais, estes povos cultivavam um pertencimento coletivo, promovendo a conservação dos ambientes costeiros, das restingas e das áreas de mata, de maneira respeitosa e consciente. É desta forma que as iniciativas contemporâneas, como políticas de proteção ambiental na ilha e em todo o Vale do Ribeira, tentam manter as tradições.

A Ilha do Cardoso é um local de grande riqueza biológica, sendo um verdadeiro mosaico da vida selvagem brasileira. Seus manguezais abrigam caranguejos, peixes e aves aquáticas, enquanto na Mata Atlântica preservada, se encontram macacos, jaguatiricas, quatis e diversas espécies de aves.
A restinga, juntamente com as praias desertas da ilha, serve de lar para tartarugas marinhas, já os rios e lagoas, são os locais perfeitos para observar pei-
Protegida pelo Parque Estadual da Ilha do Cardoso, a ilha reúne manguezais e restingas
xes e lontras em seu habitat natural. Assim, entre as principais espécies dos grupos, se encontram mamíferos como botos-cinza, golfinhos, bugios, preguiças; aves como os guarás vermelhos, garças e maçaricos; além de espécies marinhas como os cardumes, tartarugas marinhas, estrelas-do-mar e corais de águas rasas. Além da fauna, a flora da ilha é extremamente diversificada, incluindo bromélias, palmeiras, orquídeas e espécies nativas de árvores de grande porte. E é justamente essa diversidade ecológica e a conservação equilibrada que permitem que os visitantes experimentem a sensação de estar em um ambiente intocado, em meio a uma biodiversidade realmente surpreendente.

As praias da ilha oferecem contato direto com a natureza e presença constante de aves costeiras e vida marinha


O acesso à Ilha do Cardoso é feito exclusivamente por barco, que parte da cidade de Cananéia em travessias de 30 a 50 minutos. A ilha não possui carros, inclusive não é permitido o acesso de veículos motorizados nela, reforçando o compromisso com a preservação ambiental.
Além disso, a energia elétrica é limitada, o que reforça o clima de isolamento e autenticidade. Com infraestrutura simples, contém pequenas pousadas e restaurantes, garantindo uma experiência completa com o meio ambiente preservado.
Assim, a melhor época para as visitas é entre os meses de abril e setembro, em que as chuvas diminuem, tornando a travessia mais segura e as trilhas mais acessíveis. Por fim, para que seja possível aproveitar inteiramente a Ilha do Cardoso, é recomendável que se reserve ao menos 3 dias, sendo 4 ou 5 ideias para uma imersão completa.





Reunindo um dos cenários naturais mais ricos e impressionantes do litoral paulista, a Ilha do Cardoso oferece diversas atividades. Conheça as principais delas:


Como um dos atrativos mais populares da região, a Cachoeira Grande está localizada em meio à Mata Atlântica densa, no Núcleo Marujá e é um dos pontos mais refrescantes da ilha. Com quedas que formam piscinas naturais de águas cristalinas, tem seu trajeto realizado por uma trilha moderada, com acompanhamento de um guia ou monitor ambiental credenciado.
Localizada no no Parque Estadual, a Trilha do Morro do Cardoso é um percurso de nível de dificuldade alto, que oferece vistas deslumbrantes da Mata Atlântica e acesso a praias isoladas.



Com mar calmo e faixa de areia extensa, a Praia do Morretinho é ideal para quem busca sossego. Selvagem e preservada, a praia tem presença constante de aves costeiras, e é acessível por meio de trilhas. Pouco frequentada, é perfeita para longas caminhadas e observação do horizonte.
Por ser uma das áreas mais rústicas da ilha, a Praia de Foles é conhecida por abrigar espécies naturais e selvagens, como os golfinhos, frequentemente vistos próximos à costa. Além disso, a praia combina mar aberto, dunas baixas e longos trechos de areia deserta, com uma piscina natural.
O Marujá é o principal núcleo de visitação e uma das áreas mais conhecidas da ilha, por concentrar comunidades tradicionais e pequenas pousadas familiares. Chamada de “capital da ilha”, tem praia de mar tranquilo, areia clara e um entorno de natureza preservada. É um ótimo ponto para quem busca hospedagem, refeições típicas e atividades com guias locais.


Outro local de mais fácil acesso, a Praia do Pereirinha, localizada no chamado Núcleo Perequê, abriga um dos principais pontos de recepção de visitantes da ilha. Esta praia simboliza o encontro perfeito entre a água doce dos rios, e a salgada do mar, apresentando águas de coloração mais escura, devido à matéria orgânica dos manguezais próximos.





Na Ilha do Cardoso, algumas experiências ultrapassam a simples visita e convidam os turistas à se integrarem com a natureza. Uma delas é a observação da revoada dos guarás vermelhos ao entardecer, um espetáculo natural formado quando bandos inteiros de pássaros desta espécie sobrevoam os manguezais. A observação é realizada pelos visitantes durante os passeios de barco que se dirigem aos locais de mangues.
Outra experiência bastante comum e muito marcante ocorre durante os trajetos de barco no Lagamar, em que se pode observar golfinhos e botoscinza acompanhando as embarcações. Também é possível aproveitar os recursos da ilha, como as belíssimas praias, cachoeiras e restingas, fazendo o birdwatching. Esta prática, comum entre os amantes de aves, não se restringe apenas aos guarás-vermelhos, mas passarinhar espécies endêmicas, migratórias e raras que a ilha abriga.
























Entre 11 de junho e 19 de julho, todos estarão de olho na Copa do Mundo da FIFA, maior torneio de futebol do planeta, que será pela primeira vez disputada em três países - Canadá, Estados Unidos e México - e com a participação de 48 seleções. A seguir, a QUAL VIAGEM preparou um guia completo pelas 16 cidades que vão sediar as partidas, com destaque para os palcos já confirmados para receber os jogos do Brasil na primeira fase: Nova York / Nova Jersey, Filadélfia e Miami.


ORio Hudson separa a cidade de Nova York do estado de Nova Jersey, destinos que, juntos, são uma das principais sedes da Copa do Mundo de 2026, já que a final do torneio será no MetLife Stadium, localizado em East Rutherford. Apesar de estar em Nova Jersey, o estádio fica a pouco mais de 10 km de Manhattan, em meio à ampla região metropolitana de Nova York, que compreende mais de 20 milhões de habitantes.
Como principal base para quem visita a área e vai curtir os jogos, Nova York é uma cidade vibrante, com um ritmo próprio e capaz de te envolver e encantar desde o primeiro segundo. Em constante renovação (afinal, é a “cidade que nunca dorme”), suas opções de entretenimento são praticamente infinitas e novas atrações surgem a cada esquina. A lista de pontos interessantes para visitar é imensa e, independente do tempo que você ficar por lá, sempre fica a sensação que ainda há muito para conhecer.
As opções compreendem museus, monumentos históricos, lojas, restaurantes das mais variadas especialidades culinárias, cafés, arranha-céus, parques e até bairros inteiros. A cada nova rua, a cada prédio observado, a impressão é que tudo é muito emblemático, tanto que você vai reconhecer muitos cenários que já apareceram em filmes e séries de TV.
Algumas das atrações mais clássicas incluem a Estátua da Liberdade, a Times Square, a Ponte do Brooklyn, a 5ª Avenida, a estação Grand Central e o Central Park – este último com 341 hectares de área verde em pleno coração de Manhattan. Para curtir a cidade ao ar livre, vale ainda conhecer o Bryant Park, onde está a Biblioteca Pública de Nova York, o High Line, parque linear construído em uma antiga linha férrea a oito metros do chão, o Washington Square Park, conhecido pelo monumento semelhante ao Arco do Triunfo, e o Battery Park, na ponta sul da ilha de Manhattan.
Nova York também é um dos principais centros culturais do planeta, sendo a casa do Metropolitan Museum of Art (MET), cujo acervo conta com mais de 400 mil itens, do Museum of Modern Art (MoMA),



referência mundial na área, do Museu Americano de História Natural, do Museu do Brooklyn e do Guggenheim, entre outras instituições. Em torno da Times Square fica o Theater District, que concentra grande parte dos teatros da Broadway, famosos por seus musicais renomados. Vale mencionar ainda o Lincoln Center for the Performing Arts, que conta com uma ampla programação de música, teatro, dança, cinema e ópera.
Para ver a imensidão de Nova York do alto, as dicas são os observatórios do Empire State Building (86º e 102º andares), do Top of the Rock no Rockefeller Center (70º andar), do One World Observatory (do 100º ao 102º andar, no topo do maior edifício do hemisfério ocidental) e do SUMMIT One Vanderbilt (do 91º ao 93º andar). Há ainda outros pontos que chamam a atenção pela arquitetura, como o Flatiron Building, o The Vessel, o Oculus e o parque flutuante Little Island.
A gastronomia também é um capítulo à parte em Nova York, dos tradicionais carrinhos de cachorroquente aos restaurantes de chefs premiados, pas-





sando pelas típicas delis e mercados gastronômicos como o Chelsea Market e o Gansevoort Market. Quem quer fazer compras pode conferir as grandes lojas de departamento (entre elas, a Macy’s da Herald Square, considerada uma das maiores do mundo, a Bloomingdale’s e a Saks Fifth Avenue), e as boutiques descoladas e estilosas em bairros como o Greenwich Village e o SoHo.
Aliás, Nova York tem diversos bairros e distritos célebres. Apenas caminhar por eles já é um passeio surpreendente, como Chelsea, Meatpacking District, Tribeca, Chinatown, Harlem, Upper East Side, Lower East Side, Williamsburg e Dumbo – só para mencionar alguns. Como o acesso é simples, vale ainda atravessar o Rio Hudson para chegar a Nova Jersey, seja de carro ou mesmo de transporte público. De locais como o Liberty State Park, em Jersey City, e da pequena cidade de Hoboken, é possível apreciar algumas das melhores vistas para o icônico skyline de Manhattan.

Maior cidade do estado da Pensilvânia e fundada em 1682, a Filadélfia foi um dos centros da Guerra de Independência dos Estados Unidos, uma das capitais do país ainda no século XVIII e é considerada o berço da nação. No local onde hoje é o Independence Hall foi assinada a Declaração de Independência, no dia 04 de julho de 1776, assim como a Constituição dos Estados Unidos, em 1787.
Muito além de sua importância histórica, a Filadélfia hoje é uma metrópole agitada, moderna e repleta de atrações turísticas. Além de receber seis jogos da Copa do Mundo no Lincoln Financial Field, a cidade também vai realizar em 2026 uma série de eventos especiais em comemoração aos 250 anos dos Estados Unidos. Para quem quer embarcar nesta história, a Filadélfia é um prato cheio, com diversos monumentos bem preservados. E um passeio que já garante um roteiro histórico completo é caminhar pelo Independence National Historical Park, uma



grande área no centro da cidade conhecida como a “milha quadrada mais histórica dos EUA”, que compreende construções famosas, prédios governamentais, museus e igrejas. Os locais mais visitados são o próprio Independence Hall, que integra a lista de patrimônios mundiais da UNESCO, e o Liberty Bell Center, que guarda o sino que se tornou um símbolo de liberdade e dos direitos civis ao longo dos séculos, desde a época dos abolicionistas. Há ainda outras atrações interessantes, como o Benjamin Franklin Museum, o Congress Hall, o National Constitution Center, o Museum of the American Revolution e muito mais.
Ainda no centro da cidade, o Museu de Arte da Filadélfia também faz parte da história, mas, desta vez, do cinema. As escadarias que levam à entrada do museu foram eternizadas por Rocky Balboa, o icônico personagem de Sylvester Stallone na franquia de sucesso. Tanto que receberam o nome de “Rocky Steps”. No topo dos 72 degraus está uma estátua do próprio Rocky em sua pose de vitória –um dos pontos mais fotografados da cidade. E não faltam turistas replicando a famosa cena do treino do personagem escadas acima.
Depois, não deixe de visitar o museu em si, um dos maiores do país, com mais de 240 mil itens no acervo. A partir desse ponto, também vale uma caminhada pela Benjamin Franklin Parkway. Inspirada



na Champs Élysées de Paris, a via é repleta de amplas áreas verdes, espaços culturais e obras de arte públicas.
Para explorar um lado mais moderno da Filadélfia, siga para a área às margens do Rio Delaware, que separa os estados da Pensilvânia e de Nova Jersey. Ali, os píeres foram revitalizados e transformados em espaços públicos cheios de personalidade, como o Cherry Street Pier e o Race Street Pier, próximos à Benjamin Franklin Bridge.
Outra característica famosa da Filadélfia é sua cena gastronômica, sempre muito democrática. Aliás, o prato mais icônico da cidade – e uma pedida obrigatória para qualquer visitante – é o Philly cheesesteak, um sanduíche muito bem recheado, feito de fatias



finas de carne bovina, queijo derretido e, opcionalmente, cebolas grelhadas em uma baguete. Definir o local que faz os melhores sanduíches é um debate sem fim entre os moradores, mas as casas mais famosas são as vizinhas (e rivais) Geno’s Steaks e Pat’s King of Steaks, localizadas no cruzamento da South 9th Street com a Passyunk Avenue.
Mais delícias típicas da cidade podem ser provadas no Reading Terminal Market. Este tradicional mercado público, um dos mais antigos dos Estados Unidos, abriga dezenas de restaurantes e outros estabelecimentos gastronômicos, como o Tommy DiNic’s, famoso pelo sanduíche de porco assado. Experimente ainda outros clássicos, como os pretzels (macios, com sal grosso e servidos com mostarda) e os hoagies (sanduíches de inspiração italiana, que levam frios, queijos e outros acompanhamentos).
Na Flórida, Miami, um dos destinos mais famosos dos Estados Unidos e reconhecido principalmente pelas compras e belas praias, vai receber partidas da Copa do Mundo no Hard Rock Stadium, localizado na região de Miami Gardens. O estádio, casa do time de futebol americano Miami Dolphins, passou por modernizações recentes e conta com estrutura voltada a grandes eventos internacionais, incluindo cobertura parcial, áreas premium e logística de acesso por vias expressas. Além da agenda esportiva, a cidade
reúne pontos de interesse distribuídos entre áreas costeiras, distritos culturais e regiões comerciais. Em South Beach, a orla concentra fluxo constante, com faixa de areia extensa, ciclovia e o conjunto arquitetônico do Art Deco Historic District, onde edifícios das décadas de 1920, 1930 e 1940 abrigam hotéis, bares e restaurantes, sendo considerada a maior concentração de arquitetura Art Deco do mundo. Mais ao norte, praias como Mid-Beach e North Beach apresentam perfil mais residencial e menor densidade de visitantes.





O circuito de compras inclui o Bayside Marketplace, com lojas e restaurantes à beira-mar, a Lincoln Road, voltado ao consumo e à convivência em espaço aberto, o Dolphin Mall, com foco em outlets, e o Brickell City Centre, que concentra marcas premium. O Bayside Marketplace funciona também como ponto de embarque para passeios de barco pela baía de Biscayne. Ali também é possível visitar a Skyviews Miami Observation Wheel, roda-gigante que garante uma vista panorâmica da região.
Miami se destaca na área cultural, com opções como o Pérez Art Museum Miami e o Phillip and Patricia Frost Museum of Science, que formam um eixo voltado a exposições e atividades educativas. Entre os pontos históricos da cidade, o Vizcaya Museum and Gardens, conhecido como Villa Vizcaya, reúne arquitetura inspirada no Renascimento italiano e jardins formais voltados para a Baía de Biscayne. Construída no início do século XX como residência de inverno, a propriedade preserva ambientes internos com acervo artístico europeu e áreas externas que combinam paisagismo clássico com vegetação tropical.
Já para quem viaja em família, uma boa sugestão é o Miami Children’s Museum, que aposta em exposições interativas com simulações do cotidiano e atividades educativas. Outros bairros ampliam o roteiro. Wynwood abriga o conjunto de murais conhecido como Wynwood Walls, com obras de artistas internacionais distribuídas em galerias a céu aberto. Já Little Havana mantém forte presença da comunidade cubana, com destaque para a Calle Ocho, onde se concentram cafés, lojas e espaços culturais ligados à música e à gastronomia latina. Para quem busca áreas verdes, o Bayfront Park e o South Pointe Park oferecem espaços abertos com vista para o mar e infraestrutura para caminhadas. Já o Lummus Park se estende ao longo de South Beach com áreas de lazer, quadras esportivas e acesso direto à praia, funcionando como eixo de circulação entre a areia e a Ocean Drive. A cerca de 40 minutos do centro, o Everglades National Park permite visitas guiadas em áreas de manguezais e pântanos, com passeios de airboat e observação de fauna local.








A oferta de hospedagem acompanha a diversidade geográfica. Em South Beach, hotéis como o Loews Miami Beach Hotel e o The Ritz-Carlton South Beach ficam próximos da praia e de pontos de entretenimento. Em Brickell, o EAST Miami e o JW Marriott Marquis Miami atendem ao público corporativo, com fácil acesso ao centro financeiro. Já em áreas próximas ao estádio, como Miami Gardens, redes internacionais oferecem alternativas com acesso mais direto aos dias de jogos.
A mobilidade na cidade depende de diferentes veículos. O sistema elevado Metromover atende gratuitamente parte do centro, enquanto o Metrorail conecta regiões mais amplas, incluindo o Miami International Airport. Aplicativos de transporte e locação de veículos são amplamente utilizados, especialmente para deslocamentos entre bairros e acesso ao estádio.
Toronto, a maior cidade do Canadá e a quarta maior da América do Norte, é moderna, organizada, plural e abraça culturas de todas as partes do mundo. Bastante urbanizada, oferece muitas opções de restaurantes e festivais culturais durante todo o ano. Em 2026, o BMO Field será o primeiro estádio canadense a receber um jogo da Copa do Mundo.
Já entre os destaques turísticos do destino, é possível citar a CN Tower, um dos ícones de Toronto. Também vale a pena caminhar pelos largos quarteirões de Downtown, conhecendo Yonge-Dundas Square, principal praça da cidade, o centro comercial Eaton Centre e o St. Lawrence Market, um mercado com uma variedade gastronômica impressionante. Não deixe de fora dessa lista o PATH, o maior complexo comercial subterrâneo do mundo. Com cerca de 30 km de extensão, o PATH conta com praças de alimentação, mercados, restaurantes, lojas, bancos e outros serviços.


Localizada na província da Colúmbia Britânica, no Canadá, o destino oferece as facilidades de um grande centro urbano e cultural com algumas características de uma cidade pequena. Há de tudo um pouco em Vancouver: burburinho do comércio, boas lojas, parques aconchegantes e bairros tranquilos. Um espaço icônico e muito procurado para fotos é o Canada Place, que tem um calçadão com vista para North Vancouver, próximo ao simulador FlyOver Canada, uma experiência única na qual você se sente voando pelas mais belas paisagens do país. Vale a pena fazer um passeio no Stanley Park, que é considerado um dos parques mais lindos do Canadá, e, a partir de lá, é possível visitar o Vancouver Aquarium.
Conheça também o icônico relógio a vapor de Gastown, bairro antigo da cidade que atualmente reúne alguns bares perfeitos para os amantes da vida noturna, e dê uma voltinha na Robson St., sentindo o coração vibrante da cidade. Outro bairro muito interessante é Chinatown, onde está o Dr. Sun YatSen, belo jardim chinês, ideal para quem gosta de aprender sobre outros países e seus costumes. Considere também conhecer a Granville Island, uma península ideal para se passar uma tarde relaxada: lá é possível encontrar restaurantes, lojas e um mercado público para almoçar. O próprio BC Place Vancouver, estádio que vai receber os jogos da Copa do Mundo, é um destaque arquitetônico da cidade.
Construída sobre as ruínas de Tenochtitlán, antiga capital do Império Asteca, a Cidade do México é um destino vibrante que reúne arte, história e cultura em um só lugar. Importante centro cultural e econômico, além de uma das capitais mais populosas do mundo, oferece uma mistura entre o antigo e o moderno. Seu centro histórico, principal ponto de partida dos turistas, conhecido como Zócalo, abriga a Plaza de La Constitución, o Palácio Nacional e a Catedral Metropolitana de La Asuncíon de María. Além disso, um passeio até Teotihuacán, sítio arqueológico que contém as Pirâmides do Sol e da Lua, revela a grandeza das civilizações pré-hispânicas. A experiência se completa com a rica gastronomia local, nomeada Patrimônio Imaterial da Humanidade e que se destaca pela mistura de tradições indígenas e espanholas. A cidade vai receber o jogo de abertura da Copa do Mundo, no icônico Estádio Azteca.
Conhecida como “Capital Americana da Cultura” e o berço do mariachi e da tequila, a cidade de Guadalajara, no estado de Jalisco, oeste do México, reúne o maior acervo de tradições mexicanas. Com diversos monumentos de arquitetura colonial, barroca e neoclássica, concentra em seu centro histórico a Plaza de las Armas, a Catedral de Guadalajara, o Teatro Degollado e o Palácio do Governo. Além disso, o Hospicio Cabañas, fundado em 1791 para servir como um orfanato e hospital, atualmente abriga algumas das obras de arte e arquitetura mais impressionantes da cidade, como os Murais de José Clemente Orozco e o “Hombre de Fuego”. Já na gastronomia, a cidade se destaca pelas tortas ahogadas e, fazendo jus à fama, participa da “Rota da Tequila”, em que se podem conhecer plantações de agave e destilarias. No esporte, o Estádio Akron, que vai sediar quatro jogos da Copa, chama a atenção pelo formato semelhante a um vulcão.

Acidade de Monterrey, no nordeste do México, capital de Nuevo León, é uma metrópole industrial moderna e rica, cercada pela Sierra Madre Oriental. Conhecida como a Cidade das Montanhas, é também uma das mais ricas do México, destacando-se por seu centro industrial e seus pontos turísticos. Entre os principais estão o Parque Fundidora, local urbano e central cercado de áreas verdes; a Macroplaza, uma das maiores praças do mundo, que abriga a Catedral de Monterrey e o Palácio do Governo; e o Paseo Santa Lucía, um canal artificial navegável que liga o parque à praça. Além disso, como monumento natural, o Cerro de la Silla é uma icônica montanha e símbolo da cidade, que apresenta quatro picos principais. Assim, é possível fazer trilhas e caminhadas para observar as vistas panorâmicas que ela oferece. Na Copa do Mundo, os jogos serão realizados no Estádio BBVA, um dos mais modernos do país.


Boston, a capital e maior cidade do estado de Massachusetts, é repleta de história e ao mesmo tempo muito jovial. Quem circula pela cidade revive alguns dos mais importantes momentos para os norte-americanos – basta seguir a rota da Freedom Trail para descobrir os lugares históricos da região. Entre os atrativos destacam-se espaços dedicados às artes, como o Museum of Fine Arts, que contém o segundo maior acervo do país, e o Isabella Stewart Gardner Museum. Ademais, a orla do Fort Point, ou, como é conhecida, Harbor Walk, é um passeio delicioso. Na área, você encontra o navio que simula a Boston Tea Party, além do Children’s Museum e o Institute of Contemporary Art. Seguindo o percurso do Charles River e do Porto de Boston, belos cenários são apresentados aos visitantes. O trecho é repleto de restaurantes e oferece vários passeios de barco. Na Copa do Mundo, os jogos acontecem no Gillette Stadium, em Foxborough.

Acidade de Atlanta, no estado da Geórgia, conta com estrutura voltada a grandes eventos e uma conexão logística preparada para atender o grande público. O principal equipamento é o Mercedes-Benz Stadium, localizado na região central e integrado ao sistema de transporte público chamado MARTA, que conecta aeroporto, hotéis e áreas de interesse. Entre os pontos relevantes estão o Centennial Olympic Park, legado dos Jogos Olímpicos de 1996, além do Georgia Aquarium e do World of Coca-Cola, abertos ao público. No campo cultural, o High Museum of Art e o Fox Theatre concentram parte da programação. Bairros como Midtown e Buckhead reúnem rede hoteleira, restaurantes e comércio. A cidade também é um dos principais hubs aéreos dos Estados Unidos, com o aeroporto Hartsfield-Jackson operando voos domésticos e internacionais.

No Texas, Dallas entra na Copa do Mundo 2026 como uma das sedes mais importantes do torneio, com nove jogos no AT&T Stadium. O estádio dos Cowboys é um dos mais modernos do mundo, com capacidade para 80 mil pessoas e telas gigantes que fazem qualquer jogo virar espetáculo. Fora do esporte, Deep Ellum é o bairro certo para bares e arte urbana, e o Sixth Floor Museum, no Dealey Plaza, local do assassinato de John F. Kennedy, é visita obrigatória. Outros pontos de interesse na cidade incluem a Reunion Tower, com vistas panorâmicas de Dallas, o Dallas Museum of Art e o Bishop Arts District, área repleta de lojas e restaurantes. O aeroporto DFW é um dos maiores hubs das Américas, com boa conectividade para o Brasil.

Os jogos da Copa do Mundo 2026 em Seattle, no estado de Washington, serão realizados no Lumen Field, próximo ao centro e um dos principais equipamentos esportivos da cidade. Entre os atrativos, o mercado público Pike Place Market mantém funcionamento contínuo desde o início do século XX, enquanto a Space Needle oferece vista panorâmica da área. A orla de Elliott Bay e parques como o Discovery Park e o Kerry Park compõem opções de passeios ao ar livre. Outras atrações incluem o Museum of Pop Culture, o Museum of Flight e a roda-gigante The Seattle Great Wheel. O sistema de transporte inclui metrô, ônibus, trens e bondes, facilitando o deslocamento pela cidade. A economia voltada à tecnologia e serviços contribui para a oferta de hospedagem, distribuída entre Downtown, South Lake Union e Capitol Hill.

Acidade mais diversa dos Estados Unidos, Houston, também no Texas, recebe sete jogos da Copa no NRG Stadium. Para além do futebol, o Space Center Houston é um dos centros de visitantes da NASA no país, junto ao centro de comando dos voos tripulados para o espaço. A cidade tem ainda o Museum District, que concentra uma série de museus e outros centros culturais, o shopping The Galleria e o Discovery Green, parque ideal para admirar os grandes arranha-céus que marcam o centro de Houston. A gastronomia é mais um show à parte: o bairro Montrose mistura culinárias do mundo inteiro em poucas quadras. A comunidade brasileira na cidade é grande, o que facilita muito a vida de quem chega do Brasil. Houston também é conhecida por sua grande conectividade aérea.

Pouco conhecida pelos brasileiros, mas chamada de capital nacional do futebol, Kansas City, no Missouri, é uma das apostas da Copa de 2026. Serão seis jogos no Arrowhead Stadium, casa do Kansas City Chiefs. Mas o verdadeiro cartão-postal da cidade é gastronômico: o Kansas City BBQ é eleito por muitos o melhor churrasco dos Estados Unidos. Completam o roteiro locais como o Nelson-Atkins Museum of Art, com entrada gratuita, o National WWI Museum and Memorial, dedicado à Primeira Guerra Mundial, a Union Station, com espaços culturais diversos, o Country Club Plaza, área repleta de prédios históricos, lojas e restaurantes, e o animado Power & Light District, com sua vida noturna vibrante.

Em Los Angeles, Califórnia, os jogos serão realizados no SoFi Stadium, arena multiuso com capacidade para mais de 70 mil pessoas, localizada em Inglewood, a cerca de 20 km do centro. O estádio é atendido por vias expressas e linhas de ônibus, com conexão ao sistema metroviário da região. Para quem chega de fora, o acesso principal é pelo Los Angeles International Airport, que concentra voos internacionais e domésticos. Entre os pontos mais visitados da cidade estão a Hollywood Walk of Fame, com mais de 2 mil estrelas distribuídas ao longo da Hollywood Boulevard, e o Griffith Observatory, atração gratuita onde é possível aprender mais sobre o espaço e ter uma vista estonteante da cidade.
A faixa litorânea reúne áreas como Venice Beach e Santa Monica Pier, na região metropolitana, com ciclovias, comércio e espaços públicos. O Los Angeles County Museum of Art (LACMA) reúne um dos acervos mais amplos dos Estados Unidos. O complexo também se destaca por instalações ao ar livre, como o conjunto de postes de iluminação “Urban Light”. Outro destaque é o Getty Center, com acervos de arte e jardins abertos à visitação. Para hospedagem, regiões como Downtown Los Angeles, Hollywood e Santa Monica concentram hotéis de diferentes categorias e acesso a transporte e serviços.
Em São Francisco, também na Califórnia, os jogos da Copa serão no Levi’s Stadium, em Santa Clara, a cerca de 70 km do centro. O deslocamento pode ser feito por trem, metrô e ônibus, com integração ao sistema regional. O estádio recebe grandes eventos esportivos e shows, com capacidade superior a 60 mil pessoas. Um dos principais atrativos da cidade é a icônica Golden Gate Bridge, que conecta a cidade ao norte da baía e permite travessias a pé ou de bicicleta, com acesso ao Golden Gate Park, que abriga museus e áreas verdes extensas.
O bairro Fisherman’s Wharf concentra restaurantes e píeres, incluindo o Pier 39, conhecido pela presença de leões-marinhos. Já a famosa ilha de Alcatraz mantém visitas guiadas à antiga prisão federal, com saídas de barco pelo Pier 33. Outro ponto que vale a visita é a Lombard Street, conhecida como a rua mais sinuosa do mundo e que se tornou famosa após figurar em produções de Hollywood. O bairro de Chinatown é um dos mais antigos do país e reúne comércio e restaurantes típicos, além de detalhes arquitetônicos que rendem boas fotos, como o Dragon Gate. O Palace of Fine Arts é um espaço para eventos, mas atrai por conta da beleza de sua edificação. Para quem quer focar em compras e desfrutar de bons restaurantes e teatros, uma boa opção é a Union Square.

Viajar em 2026 exige mais do que um bom rotei ro; exige ferramentas que nos permitam viver a experiência com intensidade, sem o peso do excesso. Para esta edição, selecionei seis itens que elevam o conceito de “essencial”, unindo tecnologia invisível, conforto térmico e o design minimalista que transforma qualquer deslocamento em um evento de estilo.

2. Sapatilhas da Wishin: Sofisticação
Dobrável

Para quem deseja capturar a essência de um destino sem a barreira de uma câmera entre os olhos e a paisagem. A nova geração dos óculos Ray-Ban Meta permite transmissões ao vivo em 4K e conta com um assistente de IA integrado que traduz cardápios e placas em tempo real, projetando as informações diretamente na lente. É a tecnologia a serviço da liberdade.
3. Moft Snap Invisible Tripod: Origami Tecnológico
O dilema entre conforto e elegância em longas caminhadas termina aqui. Esta sapatilha de couro nobre possui um solado tecnológico que permite dobrá-la ao meio, ocupando o mínimo espaço na bolsa. Com palmilha de memória, é a transição perfeita do dia de exploração em centros históricos para um jantar sofisticado à noite.

Scribe Colorsoft:
O Planejamento
Colorido
A fluidez da escrita no papel com a potência do digital. Este caderno inteligente agora conta com tela colorida, ideal para destacar guias de viagem, anotar em mapas e organizar roteiros com cores vibrantes. É a ferramenta definitiva para manter todos os seus insights de viagem centralizados em um único dispositivo elegante e fino.
Cinema Particular
O fim dos tripés pesados e desen gonçados. Em couro vegTransforme a parede do seu hotel ou até a lateral de uma van de expedição em uma tela de cinema. Do tamanho de uma lata de refrigerante, este projetor a laser oferece som espacial 360° e bateria para até 5 horas. É o item indispensável para rever os “takes” do dia em grande estilo e com qualidade cinematográfica.


O fim dos tripés pesados e desengonçados. Em couro vegano e com fixação magnética (Magsafe), este acessório se desdobra como um origami para oferecer estabilidade vertical ou horizontal ao seu smartphone. Quando fechado, é tão fino que se torna invisível no bolso do jeans, garantindo aquele ângulo perfeito para suas fotos e vídeos em qualquer lugar.
6. Jaqueta Columbia Joy Peak Infinity: Brilho e Calor
Um espetáculo visual e técnico. Esta peça utiliza a tecnologia Omni-Heat™ Infinity, com minúsculos pontos dourados metálicos no forro que refletem o calor do corpo. O resultado? Uma jaqueta extremamente fina, leve e elegante, que elimina o volume excessivo das roupas de inverno tradicionais sem abrir mão da proteção térmica rigorosa.


No coração da Ásia, entre a selva e o mar, cidades futuristas cheias de experiências luxuosas e templos centenários, o destino revela uma experiência vibrante, diversificada, surpreendente e única!


Cercada por águas tropicais do mar do Sul da China e do mar de Celebes, a Malásia une cenários submarinos bem preservados e uma fusão de culturas. Esse é um convite aberto para explorar o melhor da Ásia em um só lugar.
O destino promove ativamente o turismo responsável em seus destinos marinhos. Muitas ilhas fazem parte de parques marinhos protegidos e incentivam práticas sustentáveis, como o respeito aos recifes de corais, a proibição de tocar a vida marinha, manter a flutuabilidade adequada durante o mergulho, a utilização de protetor solar reef safe, não alimentar nem manipular animais marinhos e escolher centros de mergulho comprometidos com a conservação ambiental.
Das profundezas lendárias de Sipadan aos recifes acessíveis de Redang e Perhentian, a Malásia revela um universo subaquático tão diversificado quanto impressionante. Um destino onde o azul não apenas encanta, mas convida a explorar, respeitar e proteger a vida marinha. A sustentabilidade e o respeito com o ambiente marinho é um dos atrativos que mais encantam os amantes do ecoturismo, que podem explorar a natureza de forma segura e vivenciar momentos inesquecíveis por lá.
Além disso, parques nacionais como Gunung Mulu, Kinabalu e Royal Belum protegem espécies endêmicas e paisagens que parecem saídas de outro mundo. A natureza está em todos os lugares, desde ilhas até trilhas em meio à selva, espeleologia em cavernas milenares, observação de aves, glamping, passeios por rios e cachoeiras escondidas, além de escaladas em montanhas como o icônico Monte Kinabalu. Nada é impossível nessa nação tropical.

Destino preferido de mochileiros e jovens viajantes, as Ilhas Perhentian permitem observar tartarugas e cardumes de peixes


No estado de Sabah, na ilha de Bornéu, está Sipadan, amplamente reconhecida como um dos melhores pontos de mergulho do mundo. Esse santuário marinho, de acesso limitado e altamente protegido, impressiona por suas paredes verticais que descem centenas de metros em direção ao azul profundo e abrigam uma biodiversidade excepcional, com tartarugas-verdes e de pente, barracudas, grandes cardumes de xaréus e corais coloridos. O rigoroso controle de permissões diárias garante a preservação do ecossistema, proporcionando aos mergulhadores certificados uma experiência exclusiva e profundamente conectada à natureza.

Muito próxima à Sipadan, Mabul é um destino ideal tanto para snorkeling quanto para mergulho voltado ao registro de detalhes extremos de pequenos organismos. Seus recifes rasos facilitam a observação de peixes-sapo, cavalos-marinhos, polvos e uma surpreendente diversidade de espécies de pequeno porte, transformando cada imersão em uma exploração minuciosa do ecossistema marinho. A ilha também se destaca por suas opções de hospedagem com foco em práticas sustentáveis e pela proximidade com comunidades locais, oferecendo uma experiência mais íntima e consciente.

Na costa leste da península malaia, em frente ao estado de Terengganu, encontra-se a Ilha de Redang, uma das nove ilhas que compõem um parque marinho protegido. O destino é sinônimo de águas azul-turquesa, praias de areia branca e recifes ideais para snorkeling e mergulho recreativo. Corais duros e moles, peixes tropicais e tartarugas marinhas fazem da ilha uma opção acessível e impressionante para viajantes que buscam unir descanso, natureza e atividades aquáticas.

sem pressa
Também localizadas na costa leste, as Ilhas Perhentian são conhecidas por seu clima descontraído e pela riqueza de sua vida marinha.
O snorkeling diretamente da praia permite observar tartarugas e cardumes de peixes, enquanto os pontos de mergulho oferecem recifes bem conservados e correntes suaves.
O destino é ideal para jovens viajantes, mochileiros e amantes do mar que buscam uma conexão autêntica com a natureza, longe de grandes multidões.

É difícil escolher apenas alguns pontos turísticos e atrativos para se visitar quando se tem uma gama de opções tão variadas como a que se encontra na Malásia. Esse destino é ideal para quem busca experiências autênticas, contato com a natureza, cultura vibrante, adrenalina ou descanso. É uma oportunidade de se conectar com culturas milenares, admirar paisagens inexploradas, saborear a história, reencontrar a natureza e descobrir um país que acolhe o mundo com calor e hospitalidade. O que não faltam são opções de lugares para visitar e coisas para fazer!
Cidades como George Town e Melaka, declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO, são históricas e definitivamente não podem ficar de fora do roteiro. Além de conterem pontos turísticos abrangentes, tem uma gastronomia fascinante que une os melhores sabores da Ásia, shoppings para quem ama compras, mercados de artesanato, marcas de luxo e outlets com grandes descontos, hotéis 5 estrelas e spas com inspiração asiática.



Outros destaques são Kuala Lumpur, a vibrante capital da Malásia, Penang, famosa mundialmente pela arte urbana e Johor Bahru, para os amantes do estilo contemporâneo
Já para os turistas amantes de aventura, as opções variam de esportes aquáticos, golfe, mountain bike, paraquedismo e até esportes motorizados. Eventos como o MotoGP e o Super GT também atraem milhares de fãs ao Circuito Internacional de Sepang. Experiências premium incluem cruzeiros pelo arquipélago, travessias de iate, expedições em veículos 4x4 e excursões marítimas de alto padrão.
Além disso, para viajantes em busca de mergulho e snorkeling de nível internacional, aliados a um forte compromisso com a conservação ambiental, o país se consolida como um destino imperdível, capaz de encantar tanto em terra quanto sob o mar.




o país que transformou geografia em estratégia
O Canal do Panamá conecta os oceanos
Atlântico e Pacífico e influencia diretamente rotas comerciais globais

oPanamá não deveria ser tão relevante. Pequeno, com menos habitantes que a cidade de São Paulo, sem exército, sem território continental vasto. E ainda assim, o que acontece ali pode influenciar o preço da soja brasileira, o frete internacional e as rotas comerciais entre Estados Unidos e China. Para entender esse destino, é preciso olhar além dos cartões-postais e aceitar que alguns países aprendem a transformar geografia em poder. Esse momento acontece diante das eclusas do Canal do Panamá, quando um navio atravessa lentamente o sistema de comportas e você percebe que aquilo é, além de engenharia impressionante,
a engrenagem do comércio mundial funcionando diante dos seus olhos.
No Centro de Visitantes de Miraflores, a água sobe, a embarcação avança e o silêncio do público revela a dimensão do que está acontecendo: toneladas de mercadorias vindas de todos os continentes se deslocam como se obedecessem a uma lógica invisível, mas impecavelmente real. O Panamá pode parecer pequeno no mapa, mas ali, o mapa ganha outra escala. Visitar o canal não é simplesmente “o que fazer no Panamá”; é vivenciar como a geografia, quando inteligentemente administrada, se torna não apenas passagem, mas pivô econômico global.
A Cidade do Panamá impressiona de imediato. Arranha-céus espelhados se erguem diante do Pacífico como se a cidade tivesse decidido olhar permanentemente para o mar - e para o mundo. Mas aquela verticalização não é capricho estético. É consequência direta do canal. Ao estruturar sua economia em serviços, logística e intermediação financeira, ao adotar o dólar como moeda corrente e ao investir em portos, aeroportos e zonas francas, o país transformou sua posição geográfica em vantagem competitiva concreta.
Caminhar pela Cinta Costera, com a brisa do Pacífico e corredores de corrida à beira-mar, é sentir no corpo o diálogo constante entre cidade, mar e comércio global, como se cada passo fosse parte da engrenagem que você viu nas eclusas.


No coração dessa metrópole emergente, o POIN Panamá sintetiza a pulsão contemporânea do país. Ali, história, cidade e aventura se encontram num único ponto de observação suspenso entre o concreto e o horizonte. Em mais de 150 metros de altura, plataformas de vidro e mirantes de 360 graus oferecem vistas que fundem o moderno skyline, a Calzada de Amador, o Canal e o Casco Antiguo numa única sequência visual. A experiência se estende com tirolesas urbanas, balanços sobre o vazio e tours virtuais que fazem do presente urbano um espelho das decisões históricas que moldaram o país.
O destino também conta com bairros modernos que contrastam com o Casco Antiguo
E então vem o contraste. No Casco Antiguo, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, ruas de pedra e varandas coloniais contam outra camada da história. É ali que a modernidade dialoga com seus precedentes: os modos de vida, as marcas arquitetônicas, as marcas de uma cidade que foi construída, destruída e reconstruída muitas vezes. Entre casas coloridas, bares e cafés, o Museu do Canal do Panamá revela o drama humano por trás da obra monumental, narrando histórias de trabalhadores anônimos, epidemias devastadoras e as ambições frequentemente conflitantes de franceses, norte-americanos e panamenhos.



O Biomuseu narra como a formação do Istmo do Panamá, há cerca de 3 milhões de anos


No BEC Experience Center, no Casco Antiguo, o Panamá se revela por meio dos sentidos. Nesse espaço imersivo, luzes, projeções, aromas e sons convidam o visitante a aprender sobre o país de dentro para fora: não apenas por meio de fatos, mas por meio de experiências que traduzem cultura, produtos e narrativas vividas. Mostrando desde o processo do café até as marcas de chocolate e cervejas locais, o BEC transforma o cotidiano em conhecimento.
Não muito longe dali, no impacto visual do Biomuseo, projetado por Frank Gehry na Calzada de Amador, a narrativa muda de escala novamente, desta vez para a história natural. Este museu de história natural, cuja arquitetura vibrante destaca o papel do Panamá como ponte física entre dois con-

No Centro de Visitantes de Miraflores, é possível observar navios com mercadorias de todos os continentes

tinentes, conta como a formação do istmo, há cerca de 3 milhões de anos, alterou correntes oceânicas e permitiu o intercâmbio de espécies entre América do Norte e do Sul, contribuindo para moldar a biodiversidade mundial.
Ali, entre galerias que exploram troca de espécies e esculturas que simbolizam a vida em conexão, o visitante é convidado a pensar no Panamá não apenas como hub econômico, mas como peça-chave na história ecológica do planeta; uma dimensão muitas vezes negligenciada, mas tão fundamental quanto o comércio que o canal simboliza.
O canal esteve sob controle dos Estados Unidos até 1999, quando sua devolução marcou uma virada simbólica na soberania panamenha. Esse gesto, aparentemente administrativo, redesenhou não apenas a política interna do país, mas também sua posição no xadrez global.
Hoje, com investimentos crescentes da China em infraestrutura e logística na América Latina, o Panamá navega uma relação delicada entre atrair capital externo e preservar autonomia política. Essa tensão raramente aparece em placas turísticas, mas está presente em debates estratégicos, concessões portuárias e decisões de Estado que ressoam além de suas fronteiras. Entender isso muda o modo de viajar, afinal, não se trata mais de ver um lugar, mas de compreender por que ele importa.
Entre a geopolítica e o cotidiano, o Panamá também se revela nos sabores locais, nas festas de rua e nos passeios animados
Se a capital é vitrine, Colón é bastidor. A Zona Livre de Colón ocupa mais de 1 mil hectares na costa caribenha do Panamá e é a maior zona franca das Américas, desenhada para receber, armazenar, reembalar e redistribuir produtos de todas as partes do mundo, servindo como centro logístico que conecta o comércio global às economias regionais. Nesta plataforma de circulação e redistribuição, mercadorias que vêm da China, dos Estados Unidos e de outros polos industriais do planeta encontram seu caminho para destinos tão diversos quanto mercados brasileiros e centros consumidores do Caribe.
O Colón 2000 Duty Free, shopping estrategicamente construído ao lado do terminal de passageiros de cruzeiros com centenas de lojas, gastronomia e áreas de lazer, materializa essa vocação comercial, dando ao visitante uma dimensão palpável do que significa ser um polo de redistribuição.




A cerca de duas horas da capital, Portobelo muda completamente o ritmo da viagem e da narrativa. Nessa vila caribenha, a história corporifica-se em pedra e cultura. As fortificações coloniais como o Fuerte de San Lorenzo e o Castillo de San Jerónimo são testemunhas silenciosas das disputas imperiais que moveram o Atlântico nos séculos XVII e XVIII, quando o ouro e a prata transatlântica exigiam defesas robustas.
No antigo prédio da alfândega funciona o Museo de la Real Aduana de Portobelo, onde documentos e artefatos lembram que o istmo sempre foi ponto de passagem e de disputa.
E então surge a dimensão humana. Na Casa Amarilla de Portobelo, manifestações culturais afro-caribenhas preservam a tradição Congo, reconhecida como patrimônio imaterial pela UNESCO, e traduzem em música, dança e festa a resistência daqueles povos que navegaram, trabalharam e transformaram essa região.




Entre uma reflexão e outra, o país também se apresenta nos detalhes: no frango frito da rede local Pío Pío, nas mesas caribenhas do Sabroso Panamá, nos passeios animados da Chiva Parrandera cruzando a cidade ao som de música latina. Porque nenhum país é só sua geopolítica. Ele é feito também de sabores, sons e gente.
Para nós, brasileiros, o Panamá é um espelho invertido. Somos vastos e produtores. Eles são compactos e conectores. Enquanto nossa economia se ancora na escala territorial, a deles se estrutura na intermediação. Um escolheu transformar extensão em potência agrícola e mineral. O outro decidiu transformar posição geográfica em centro logístico global.
Observar esse modelo de perto amplia o olhar sobre o nosso próprio papel no cenário internacional - e talvez ilumine a pergunta: como podemos transformar nossa própria geografia em estratégia?

Por MONICA QUINTA
inverno na América do Sul está batendo à porta e, com ele, a face mais ao sul do nosso continente. Nossa jornada desta vez cruza a fronteira para desbravar duas joias da Patagônia Argentina: Ushuaia, a cidade do fim do mundo, e El Calafate, o reino das geleiras eternas. Planejar essa travessia em 2026 se tornou um exercício muito mais fácil: a GOL retoma em junho seus voos diretos de Guarulhos (GRU) para Ushuaia (USH). Em pouco mais de cinco horas, o asfalto paulistano dá lugar ao branco absoluto da Terra do Fogo. Prepare o seu olhar, pois a Patagônia não é apenas um destino.
A chegada direta em Ushuaia, sem as escalas em Buenos Aires, permite que você desembarque por volta das 15h, justamente quando a “hora azul” começa a tingir os picos nevados. Após explorar a Terra do Fogo por alguns dias, a conexão para El Calafate é feita pela Aerolíneas Argentinas, em um voo curto de 1h20 que revela do alto a imensidão da estepe e os glaciares azul turquesa que parecem cristal. No inverno patagônico, a regra é - minimalismo funcional. Esqueça malas volumosas e foque no sistema de três camadas e roupas impermeáveis: uma segunda pele térmica de alta tecnologia, um fleece denso para reter o calor e um corta-vento impermeável com capuz. Como fotógrafa, deixo uma dica pessoal: leve luvas com pontas touch para acessar seu celular sem problemas e garantir as melhores fotos Não se esqueça dos carregadores portáteis e baterias extra, o frio intenso tende a drenar equipamentos eletrônicos com uma rapidez surpreendente.

A hotelaria na região parece se tornar parte da moldura. Em Ushuaia, o Arakur Ushuaia Resort & Spa é o ápice da sofisticação sustentável. Nadar em suas piscinas infinitas enquanto os flocos de neve caem sobre o Canal de Beagle é uma experiência única e inesquecível. Já o Los Cauquenes Resort + Spa oferece a intimidade de um refúgio boutique pé no gelo, com um chá da tarde de cair o queixo.
Em El Calafate, o conceito de “luxo do espaço” é definido pelo EOLO - Patagonia Spirit. Isolado no Vale de La Anita, suas janelas parecem pinturas que enquadram o nada absoluto da paisagem. Se a ideia é estar perto do burburinho charmoso da Avenida Libertador, o Hotel Kosten Aike une a estética alpina clássica a um serviço impecável.



A mesa patagônica é robusta, e umas das minhas favoritas. No Kaupé (Ushuaia), a estrela é a Centolla (caranguejo gigante), preparada com o minimalismo que um ingrediente tão nobre exige. Para uma imersão autoral, o Kalma Restó apresenta o olhar contemporâneo do chef Jorge Monopoli sobre os ingredientes locais.
Em El Calafate, o rito de passagem é o La Tablita. O Cordero Patagônico (cordeiro), assado lentamente no espeto de cruz, atinge uma crocância externa e uma suculência imperdível. Para encerrar, não ignore o sorvete de fruta Calafate na Ovejitas de la Patagonia, reza a lenda que quem prova a fruta, sempre retorna.


Não se fala em Argentina sem falar em vinho, mas a Patagônia oferece um terroir único, mais frio e ventoso que o de Mendoza. O destaque aqui são os Pinot Noir e os Merlot, que ganham uma acidez vibrante e notas minerais.
•Bodega Chacra: Seus Pinot Noirs são mundialmente reconhecidos pela pureza. É o vinho perfeito para acompanhar uma noite de lareira.
•Bodega del Fin del Mundo: Localizada em Neuquén, seus rótulos traduzem a força do vento patagônico em blends estruturados e elegantes, ideais para carnes de caça.


No inverno, a luz da Patagônia é suave e contínua, perfeita para capturar texturas. A navegação pelo Canal de Beagle revela o icônico Farol Les Éclaireurs em um cenário de espelhos d’água. O Trem do Fim do Mundo oferece uma jornada nostálgica pelos bosques nevados do Parque Nacional Tierra del Fuego. Para uma aventura completamente diferente de tudo o que você já viveu, a experiência “Aventura Blanca”, com motos de neve e jantar no refúgio, é obrigatória.
Em El Calafate, o Glaciar Perito Moreno é o protagonista absoluto. Caminhar pelas passarelas quase vazias no inverno permite que você ouça o “respiro” da geleira, os estalos do gelo milenar que ecoam como trovões. Se quiser ter uma perspectiva da base, o Safari Náutico leva você a poucos metros das muralhas de gelo azul de 60 metros de altura, uma escala que desafia os sentidos. Aqui você pode até degustar um drink com gelo recém colhido das geleiras turquesa. Para quem é mais radical, ou procura sempre as melhores fotos, a caminhada pela geleira com sapatos-garra especiais é o tipo de passeio que você não pode perder.







Ao retornar, traga consigo um pouco da alma austral. Além dos vinhos, as Geléias de Frutos do Bosque (especialmente Calafate e Rosa Mosqueta) são itens obrigatórios. Na parte de artesanato, procure por peças em Lã de Merino, como mantas e echarpes feitas em teares manuais. Outra iguaria que viaja bem é o Chocolate em Rama, clássico das confeitarias de luxo locais.
A Patagônia no inverno é um convite à contemplação. É a prova de que o luxo não está no excesso, mas na exclusividade de um horizonte infinito, na imersão cultural, no cultivo das tradições e no tipo de silêncio que você só vai escutar por lá.
chegada em ushuaia
Pouso no voo direto da GOL. Check-in no hotel e brinde de boas-vindas com um Pinot Noir patagônico apreciando a vista do Canal de Beagle.
o Batismo marítimo e a gastronomia
Manhã: Navegação pelo Canal de Beagle até o Farol Les Éclaireurs.
Almoço: Centolla no restaurante Kaupé.
Tarde: Caminhada leve pela orla e visita ao Museu do Presídio.

neve e história
Manhã: Trem do Fim do Mundo e Parque Nacional Tierra del Fuego (Posto de Correio mais ao sul do mundo). Noite: Experiência “Aventura Blanca” com motos de neve e jantar no refúgio. de ushuaia a el calafate
Voo curto para El Calafate. Tarde livre para caminhar pela Avenida Libertador e provar os chocolates locais. Jantar de boas-vindas no La Tablita (Cordeiro Patagônico).
estância e estepa
Visita a uma Estância Patagônica (como a 25 de Mayo) para entender a vida rural na região, com demonstração de tosquia de ovelhas e almoço campestre. Tarde de contemplação no Glaciarium (Museu do Gelo).
dia 1 dia 2 dia 3 dia 4 dia 5 dia 6 dia 7
o gigante de gelo
Dia inteiro dedicado ao Parque Nacional Los Glaciares. Caminhada pelas passarelas do Perito Moreno e o indispensável Safári Náutico para ver as paredes de gelo de perto.
despedida e compras
Manhã de compras de última hora (geleias e vinhos). Traslado para o aeroporto com a promessa de retorno.

sabores e paisagens de outono

oar mais frio começa a ganhar força na Serra da Mantiqueira e anuncia a chegada de uma das épocas mais agradáveis do ano em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no sul do Estado. A cerca de 1.554 metros de altitude, o destino serrano se prepara para a temporada de outono com paisagens envoltas por neblina, aroma de pinhão nas ruas e temperaturas ideais para caminhadas, boa gastronomia e momentos de descanso.
O acesso até a vila já faz parte da experiência. Quem chega pelo sul mineiro percorre cerca de 30 quilômetros de estrada sinuosa entre Camanducaia e o distrito, cercado por mata atlântica, fazendas e paisagens escarpadas belíssimas, dignas de uma pintura. O trajeto começa pela rodovia Fernão Dias (BR-381), principal ligação entre Belo Horizonte e São Paulo. Após entrar em Camanducaia, basta seguir as placas que indicam o caminho para Monte Verde, em uma subida que revela mirantes naturais e o clima característico das montanhas.
Apesar de ser um distrito pequeno, com menos de cinco mil moradores, Monte Verde consolidouse como um dos destinos turísticos mais estrutura-
dos de Minas Gerais. O local possui classificação A no Mapa do Turismo Nacional — categoria compartilhada com cidades como Belo Horizonte e Tiradentes — e também já figurou entre os destinos mais acolhedores do mundo em levantamento da plataforma Booking.com.
Grande parte da vida turística de Monte Verde acontece ao longo da Avenida Monte Verde, que funciona como principal eixo comercial e gastronômico do distrito. Em pouco mais de um quilômetro estão reunidas galerias, restaurantes, chocolaterias artesanais, lojas de artesanato e malharias.
As fachadas seguem o estilo alpino, enquanto bancos de madeira decorados com flores pintadas à mão reforçam a presença da técnica Bauernmalerei. Galerias como Suíça, Inverness e Celeiro concentram lojas de lembranças, roupas de inverno e produtos típicos da região.
Para se hospedar, não faltam boas alternativas no distrito. Algumas opções já conferidas pela reportagem foram as Pousadas Pedras e Sonhos e Jardim da Mantiqueira e a Villa Coração Guest House. A primeira oferece uma opção mais privativa, com fácil acesso e estrutura completa como lareira e hi-


dromassagem. A segunda se destaca por um duplo benefício: fácil acesso ao centro (dá pra ir à pé) ao mesmo tempo que está imersa na natureza. Já a Villa Coração se destaca por uma proposta exclusiva: são oito suítes numa casa antiga e preservada, com vista para as montanhas.
A história de Monte Verde começa na década de 1930, quando o imigrante letão Verner Grinberg chegou à região em busca de uma paisagem que lembrasse sua terra natal. Em 1936, ele subiu a serra abrindo caminho pela mata e, dois anos depois, adquiriu uma quantidade de terra no vale do rio Jaguari, onde construiu a primeira casa do local.
A partir do seu pioneirismo, imigrantes de diversas regiões da Europa e brasileiros decidiram se mudar para a região. Os europeus trouxeram com eles a arquitetura alpina e uma técnica de pintura





conhecida como Bauernmalerei, ou Bauer, típica da região e com origem na Alemanha, que hoje é reconhecida como patrimônio imaterial do distrito.
Já o nome Monte Verde tem origem no sobrenome Grinberg (Grün = verde e Berg = monte) e foi sugestão da esposa de Verner, Emília.
O outono é considerado uma das melhores épocas para explorar as trilhas de Monte Verde. As temperaturas mais amenas e o ar seco favorecem caminhadas e atividades ao ar livre, além de proporcionar visibilidade mais ampla das paisagens da Serra da Mantiqueira.
Entre os percursos mais conhecidos está a Trilha da Pedra Redonda. Com cerca de 926 metros de caminhada, o trajeto leva a um mirante localizado a 1.990 metros de altitude, de onde é possível observar uma vista panorâmica que marca a divisa entre Minas Gerais e São Paulo.
Outra parada curiosa é o Pinheiro Velho, cuja tri-

lha tem fácil acesso na própria Avenida Monte Verde. Com cerca de 1,70 metro de diâmetro na base, a árvore se tornou um símbolo local e costuma chamar atenção de visitantes que tentam abraçar o tronco. Já a Trilha do Platô agrada quem busca um passeio um pouco mais desafiador, sempre cercado por araucárias e paisagens típicas da Mantiqueira.
Para quem gosta de emoção, a vila oferece atividades como arvorismo, tirolesa, passeios a cavalo e passeios de quadriciclo, ideais para explorar a região de forma divertida e diferente.
Já se a intenção for um passeio para curtir o clima frio o destino oferece duas opções: o Ice Bar, bem no centro, que oferece a experiência de tomar drinks em uma temperatura abaixo de zero. O cenário é instagramável e há opções de bebidas para as crianças. Outra opção pertinho dali é a patinação no gelo, uma pista coberta com monitores e equipamentos apropriados para desfrutar dessa divertida atividade.


Entre as experiências diferenciadas disponíveis na região encontra-se também a Escola de Falcoaria, onde visitantes podem participar de sessões com aves de rapina mediante reserva antecipada. Já o Parque VillaLeta apresenta uma proposta temática inspirada na cultura viking, com réplica de embarcação nórdica e degustação de hidromel em meio à mata.
Outra parada imperdível é o Orquidário, que encanta pela variedade de espécies e pelo ambiente tranquilo.
A culinária local reflete a mistura entre o sabor típico mineiro e influências europeias. Durante o outono e o inverno, pratos quentes ganham destaque nos cardápios dos restaurantes. O fondue aparece em diferentes versões, desde a clássica combinação de queijo até rodízios que incluem carnes, trutas e chocolate. A truta, aliás, tornou-se um dos ingredientes mais associados à re-


gião desde que começou a ser criada em tanques de água fria na década de 1950.
Outro ingrediente típico da estação é o pinhão, fruto das araucárias presentes na serra.
Bares e restaurantes também oferecem rótulos de cerveja artesanal, com destaque para estabelecimentos da própria avenida principal, onde visitantes costumam reunir-se no final da tarde para aproveitar o clima serrano.
Já para quem gosta de doces vale a pena visitar alguma das chocolaterias artesanais da vila. O strudel, doce típico alemão, servido com uma bola de sorvete é outra boa pedida.
Além das paisagens e da gastronomia, Monte Verde mantém uma agenda de eventos que movimenta o distrito ao longo de todo o ano.
O calendário inclui eventos esportivos, como provas de trail running e ciclismo, encontros de motociclistas e exposições de carros antigos. Durante o inverno acontece o Festival Inverno nas Montanhas, enquanto setembro é marcado pelo Festival Gastronomia nas Montanhas.
No final do ano, a programação “Natal nas Montanhas” transforma ruas e praças com iluminação e decoração temática, prolongando a temporada turística até o verão.



O Governo de São Paulo implantará o primeiro Centro de Visitação
Subaquático do Brasil na Praia do Guaiúba, no Guarujá. A cerca de 8,5 metros de profundidade, altura aproximada de um edifício residencial de três andares, o espaço contará com 15 esculturas de concreto que formam uma trilha interpretativa inspirada na cultura brasileira e caiçara. A proposta é oferecer uma experiência acessível de mergulho contemplativo, com fácil acesso e baixo custo. Assinadas pelo artista plástico Adélio Sarro, natural de Andradina, as esculturas humanas em pé terão de 1,20 m a 1,80 m. O projeto também visa estimular o turismo e contribuir para a biodiversidade local. A iniciativa inclui monitoramento ambiental e impactos socioeconômicos, além de já prever expansão para outros destinos.

A experiência Amanhecer nas Cataratas, no Parque Nacional do Iguaçu, passa a operar com novos horários durante o outono. A partir de abril, o embarque será às 6h, acompanhando o início mais tardio dos dias nessa estação. Realizado às quintas, sextas e sábados até agosto, o passeio oferece acesso antecipado ao parque, permitindo contemplar as cataratas com menor fluxo de visitantes. O roteiro inclui caminhada pela Trilha das Cataratas e café da manhã no Restaurante Cocar, no Centro de Visitantes. O ingresso também garante permanência no parque ao longo do dia, até as 17h30. Moradores de cidades vizinhas contam com 20% de desconto em experiências selecionadas. A iniciativa busca melhorar a experiência do visitante e valorizar as características sazonais do destino.

A Wyndham Hotels & Resorts inaugurou seu primeiro hotel à beira-mar na região de Natal (RN), ampliando sua presença no Nordeste brasileiro. Localizado em Pitangui, o empreendimento conta com 128 acomodações com varanda e estrutura voltada ao lazer de casais e famílias. O projeto recebeu investimento de cerca de R$ 70 milhões e reforça a estratégia da rede de atuar em destinos emergentes, impulsionados pela busca por experiências diferenciadas. A inauguração também contribui para o desenvolvimento local, com geração de empregos e fortalecimento da cadeia turística. A região se beneficia pelo aumento da conectividade aérea e pelo interesse de turistas nacionais e internacionais. O hotel oferece infraestrutura completa, incluindo áreas de convivência, piscinas e acesso facilitado às paisagens naturais.

A GOL inicia uma nova fase como companhia intercontinental ao anunciar sua primeira grande rota de longo alcance, com saída do Rio de Janeiro para Nova York, com início previsto para 8 de julho. Além disso, haverá voos da capital fluminense para destinos como Orlando, Lisboa e Paris. A expansão será viabilizada pela incorporação de aeronaves Airbus A330 e consolida o aeroporto RIOgaleão como hub internacional. A companhia também lança a classe Business INSIGNIA, com serviços premium como assentos cama, gastronomia assinada, acesso a lounges e check-in e embarque prioritários. No programa Smiles, surge a categoria Magno, voltada a clientes frequentes com benefícios ampliados. A estratégia reforça a presença da GOL no mercado internacional e amplia a conectividade do Brasil com destinos estratégicos

A Disney Cruise Line anunciou o Disney Believe, novo navio da classe Wish com estreia prevista para o final de 2027. A embarcação seguirá a proposta temática da frota, trazendo como conceito central a ideia de sonhos e possibilidades. A experiência a bordo será inspirada em histórias como “Encanto”, “Frozen”, “Moana” e “A Pequena Sereia”, combinando narrativa imersiva e tecnologia. A expansão em andamento fará a frota crescer para 13 navios até 2031, incluindo o Disney Adventure, que realizou sua viagem inaugural em Singapura no dia 10 de março; o Disney Believe, previsto para o final de 2027; a introdução de uma classe totalmente nova de navios em 2029; e um acordo com a Disney e a Oriental Land Co., Ltd. (OLC) para introduzir cruzeiros Disney no Japão em 2029.

A United Airlines anuncia o United Relax Row, uma nova configuração de assentos da classe econômica que promete elevar o conforto em voos internacionais de longa distância. Trata-se de uma fileira de três poltronas com apoios ajustáveis que se transformam em uma espécie de sofá ou superfície reclinável, ideal para descanso durante o voo. O produto será voltado a famílias, casais e viajantes solo que buscam mais espaço sem migrar para classes superiores. Entre os diferenciais estão colchão personalizado, cobertor macio, travesseiros extras e kit infantil. A novidade será lançada em 2027 e deve estar presente em mais de 200 aeronaves Boeing 787 e 777 até 2030. A companhia também reforça sua estratégia voltada ao público familiar, com benefícios como assentos para crianças ao lado dos pais, refeições infantis e entretenimento dedicado.




















