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EDITORIAL Sou o tipo de cara que gosta de textão, de livros volumosos, com muitas páginas, muita coisa escrita, muito conteúdo. Não sinto falta de ilustrações. Não me incomodo de escutar falas longas, que se aprofundam nos assuntos ao invés de ficar na superfície. Vídeos longos também são bem vindos. O negócio é ter sustança. Tem de ter caldo, além de ser sólido. Saber ser sólido mantendo a fluidez. Sou o tipo de cara que ainda faz zine e mantém a versão impressa. Sou o tipo de cara que não se adapta aos chamados novos tempos. Nem quero. Não acho agradável estes tempos de alienação e desinformação. A informação está aí, mas de forma superficial e inofensiva. Manipulação completa. Todo mundo muito bonzinho e fofinho. O bundamolismo dominando. A juventude estéril. Nenhum dos extremos me representa. Extremos que se retroalimentam. “Nenhuma das opções acima” seria a resposta correta. Um fóssil vivo quase extinto. Alguém que não tem mais paciência para o que chamam de evolução, que não passa de comércio e consumo vazio. Sou alguém que não faz parte deste triste tempo estático e depressivo. Não faz parte e não quer fazer. Jogado a margem. A margem é sua casa, seu corpo e seu ser.
Como apoiar a caminhada: Existem várias formas de apoiar um zine e manter a coisa funcionando. Contando que o zine é um difusor de ideias, divulgar e abrir espaço para ele é difundir estas ideias. Não sendo um veículo com fins lucrativos, manter a iniciativa funcionando é sempre um desafio. Mesmo sendo uma forma de comunicação barata, é preciso reproduzir, colar, grampear, enviar pelo correio, envelope e por aí vai. Então as contribuições voluntárias e demais formas de apoio financeiro tornam-se fundamentais quando o editor vive no aperto. O Reboco Caído sobrevive há mais de dez anos graças a essa galera que valoriza de verdade o trabalho e está sempre disposta a ajudar. Quer chegar junto? Entre em contato e saiba como. Vamos ampliar nosso raio de ação .
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Vinicius Capiroto Quem quer ser santo? – As palavras de um blasfemo louco Mesmo nesses tempos de tédio e mesmice, ainda existem os que pensam com a própria cabeça, sem manuais de instruções ou receitas de fácil digestão. Estes seres caminham pelas sombras, com a mente relampejando e as ideias ricocheteando em várias direções, sem a necessidade de pastores iluminados. Não querem guiar ou ser guiados. Eles não temem o equivoco e não precisam ser aceitos nos grupinhos, pequenas manadas. Grupinhos que não param de se fragmentar, formando um punhado de mentes limitadas e escravas. Mas não percamos tempo com estes grupelhos que são revolucionários apenas no mundo dos sonhos e do algodão doce. Voltemos para os seres que andam pelas sombras e que em seus questionamentos, dúvidas e contradições possuem um potencial revolucionário real. Pessoas que não precisam se obrigar a ter apenas sentimentos nobres. Pessoas que podem errar, se frustrar, ter raiva e que não tem a obrigação de respeitar quem lhe mata. Não precisam provar nada a ninguém ou representar papéis no reino da hipocrisia. Pessoas que querem mais que a paz e a inércia. Afinal, a mudança exige o oposto disso. Para o ser pensante, em constante estado de evolução e revolução, a chama tem de estar ardendo, o ritmo é acelerado e cada minuto não pode ser desperdiçado com retóricas vazias e esperas por momentos que nunca chegam. Não poderia dizer que este capiroto que entrevistei seja exatamente isso ou aquilo. Não poderia dizer que ele se enquadra na definição dada ou não. Seria presunção ficar aqui enquadrando, tentando aprisionar esta força da natureza, este espírito livre, que questionando nos faz questionar e refletindo nos faz refletir. Sem verdades prontas ou mentiras estudadas, Vinícios Capiroto abre o peito e deixa cair a pedra que o esmaga. - FSB -
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O início de tudo: Eu comecei muito novo no mundo do Rock/ Heavy Metal Clássico, mas rapidamente fui apresentado ao Metal Extremo. Entretanto, apesar de ser chamado de “Extremo”, eu ainda queria algo à mais. Eu sentia que dentro de mim existia algo Sujo, Bruto, Mórbido, Decrépito, Cadavérico. Então busquei no Grindcore e no Goregrind algo que me fizesse bem quando eu compunha minhas AntiMúsicas. Agora, falando especificamente da Ascoroso: A ASCOROSO surgiu de um desejo íntimo mórbido de me expressar como um “Psycho Killer”(Sem relação com a música). Minha infância e adolescência foram regadas a Bullying e sempre tive vontade de fazer algo contra quem me fazia me sentir mal. O sentimento só cresceu e ainda cresce. A Ascoroso foca bastante nas temáticas patológicas. Falemos sobre a definição por esta temática. Foi quando ainda jovem me interessei por Serial Killers! Minha Genitora comprou alguns livros dessa temática. Fiquei fascinado pelo Modus Operandi e Causa Mortis de certos casos. Não irei citar pessoas e casos, mas ainda me influencio tanto nas temáticas do projeto quanto na minha vida pessoal.
humano. Quer se influenciar com o dito “MAL”?! Foda-se! Pessoas matam pessoas sem motivo. Depois colocam a culpa em filmes, jogos... Pessoas más fazem o Mau. Pessoas colocam a culpa em qualquer coisa para praticarem seus delírios mais prazerosos. E sobre outros projetos? O que está por vir? Tenho meu Projeto One Man Band, a MxAxBx HC 666, que é Hardcore/Crust Satânico Antifamília BolsoBosta. Sobre nossos tempos de Bolsonarismo e extrema direita se infiltrando em todas as partes: Farei e faremos de tudo para acabar com essa merda bolsonarista. Neo-Nazi na rua vai apanhar com vara de pau. Bolsonarista de merda vai ficar com a cabeça aberta de tanta surra. Racista, homofóbico e outros... é melhor nem aparecer na minha frente! Uma ideia pros que estão lendo esta entrevista: Tudo que sangra, irá sangrar, será comido e dilacerado! Kill E’M All! Mensagem final: Eu sou o Capiroto, filho Ascoroso de Satanás! Nos acompanhe! Que a Carnificina Continue! May the Carnage Continues! www.instagram.com/vinicius_ascoroso www.instagram.com/ascoroso www.facebook.com/ascorosogore666/ www.youtube.com/channel/ UCM0yuLfXkY1I6L07m7iVKWg/videos vociferocangaco.bandcamp.com/ (Esse é o meu Selo com bandas Undergrounds)
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Memórias que se vão / Prosa poética Rasgando meu passado em minúsculos [pedaços São fotos, registros e cartas desenhos, riscos e traços simplesmente deixando de existir Foi bom ter esse contato com as memórias perdidas ainda mais sabendo que foi pela última vez Prosas poéticas nascendo sob este céu cinza onde não existem segredos apenas as nuvens carregadas que [conseguimos enxergar Abrindo espaço pro que está por vir mesmo parecendo que nada mais vem Dou sorrisos a me ferir Mais um recipiente cheio encaminhado para o lixo como as prosas poéticas que desperdiço por aí
Incinero todos os dias, nos meus tímpanos, adeuses inusitados, e conflitos, e espasmos, e tédios, acreditando que em algum paraíso perdido no espaço entre as pernas, eu possa repousar desilusões, torturas, e toda espécie de responsabilidade suicida. Pode parecer incrível que outra noite eu tenha surtado e, nas paredes do quarto, eu tenha pintado pirilampos azuis, mas na verdade tudo não passa de uma metáfora idiota que eu e você criamos para justificar o desencanto. Pode ser que lá no céu algum herói destemperado surja, e grite, e me dependure na marquise de uma ponte solitária, afim de forçar minha rendição. No entanto, eu tenho becos, ruas, escadas, além do mormaço tatuado na íris, e os fantasmas mortos em confronto com as milícias do estado são meus amigos fieis. Não adianta esperar que compreendam isso tudo da mesma forma que eu. A mãe que grita sua dor diante do colete à prova de balas também findará tendo que tomar seu café sorrindo para o vento que bate a janela, esperando o filho que nunca vem, da mesma forma que espero o retorno de amores que se perderam no ócio de domingo. Paz é apenas uma palavra pixada na parede de um jazigo. - Rojefferson Moraes -
Barra pesada Tudo termina no túmulo ou em uma pira qualquer quem sabe em uma vala comum ou em desaparecimento assim
A barra está pesada A vida está fosca Mas você ainda pode pensar com sua própria cabeça
São tantas formas de inexistir e este choro a fluir como o éter, o formol e o gás neste riso triste
Não precisamos de mestres líderes pastores ou ovelhas Não precisamos dos seus heróis deuses guias ou guiados
A benzina não satisfaz mais Mudaram a fórmula da cola Só nos restam as mágoas e amarguras - Fabio da Silva Barbosa -
Como não vomitar ao vermos toda nojeira da podre família tradicional brasileira Limpei o cu com a bandeira
- Fabio da Silva Barbosa -
Muitos criticam bandas que vão por esta trilha e dizem inclusive que falar sobre os assassinos em série incentiva tais atos. Na questão de ‘romantizar’ os crimes causados por esses criminosos, eu sou contra. Mas... Eu sou uma das pessoas que não se importa com isso (pode chamar de hipocrisia ou paradoxo). Sou MISANTROPO , não me importo de forma alguma com o bem estar do ser
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Direto de Salvador, Bahia, a banda Maw chega com um som rock’n roll metal punk de primeira, posicionando-se contra os fascistóides de plantão e todo reacionarismo careta que nos sufoca. Quem são os integrantes da Maw e como se juntaram para promover este impacto sonoro? Eu, Allan, no baixo e vocal, Icaro Calango, na guitarra e backing vocal, e Victorman na bateria. Há mais de 10 anos eu e Icaro temos o projeto dessa banda e em 2018 nós finalmente encontramos Victorman, insano o suficiente pra querer fazer parte disso, aprendeu a tocar bateria e assumiu as baquetas dessa loucura.
Por Edson Baptista
Baseado em texto de Fabio da Silva Barbosa
E a construção da letra e do som, como acontece? Nós três compomos juntos, mesmo que a música comece com um bom riff, base ou apenas uma boa frase de algum dos três. Nós finalizamos juntos no estúdio, polindo e afiando até a música ficar matadora o suficiente! HAHAHAHAH Quais as principais influências? Motörhead, Venom, sangue, suor e cerveja.
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De onde saiu o nome? A ideia era ter um nome que funcionasse em português e também em inglês, ou no mínimo fosse parecido. Não é exatamente o que acontece, mas funciona muito bem. Somos a mandíbula metálica comendo tudo pela frente e uma nova grafia pra “mal”. Como a banda se posiciona frente ao contexto mundial que ruma cada vez mais para a imbecilização coletiva e alienação total? Nós somos completamente contra esses movimentos de extrema direita e que flertam com o fascismo. A única música em português do nosso repertório atualmente se chama “reclame-o ou deixe-o” e deixa bem claro nosso posicionamento sobre isso.
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Laçamentos da Editora Merda na Mão - Saindo do forno Renovaceno Quadrinhos do Ciberpajé
Arachnophobia Poeas de Glauco Mattoso
Os integrantes possuem outros projetos? Eu toco baixo na Carburados e Icaro Calango toca baixo na Act of Revenge e também na Inner Call. O que está por vir? Temos uma demo recém lançada, panDEMOnic, com duas músicas do nosso EP intitulado Locked and Locked que está fermentando e vai ser lançado em breve. Lembrando que nós somos uma banda de ao vivo, estrada e rock’n’roll. Estamos sentido muita falta e ansiosos por encontrar com o público novamente, ver as rodas, caos e destruição… Assim que for possível, queremos estar em contato com isso novamente! Muito obrigado pelo espaço, Fabio, Editora Merda na Mão e toda galera que tá lendo isso. VOCÊS QUE FAZEM ESSA PORRA! \m/ Abração. MAW
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Michael Menenses e a arte de ser incansável Mais um guerreiro com seu trabalho múltiplo, intenso e incansável, mantendo a chama acesa.
Rancoroso manifesto Regado com os Venenos de um Grinder Filho da Puta Cheio de Puro Ódio Rançoso Devidamente Vomitado, Mijado e Cagado para Cima de Vocês Todos... (versão impressa) Para pedidos e contatos: editoramerdanamão@yahoo.com
Michael Meneses realmente vive a produção cultural com dedicação e foco. Não é daqueles que encaram o “FAÇA VOCÊ MESMO” como um hobby ou mera distração.
Para ele, isso é um estilo de vida, é o que faz sentido a estar fazendo. a vid va. nde Éo
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O que você destacaria de positivo e negativo nas mudanças ocorridas na cena? Muita coisa mudou desde os anos 1980, quando comecei a trocar material independente. Antes usávamos os correios que, aliás, segue trabalhando com excelência. Falo por mim, deixando claro que sou contra a privatização da empresa, mas não contra empresas de correspondências se instalarem no Brasil. Hoje, tudo ficou fácil com a internet. Você disponibiliza um trabalho em uma plataforma de compartilhamento e em segundos está no mundo. Mas tudo que vem fácil, vai fácil. O apego das pessoas pela arte está cada vez mais superficial. Antes, ao adquirimos um disco, livro, zine, revista, consumíamos por completo, apreciávamos, degustávamos e pesquisávamos de forma arqueológica um trabalho artístico. Hoje nos limitamos aos likes e reações virtuais, o que é bom, mas sinto falta do tato, aroma e do sabor da arte, de sentir o cheiro de um livro novo ao folhear suas páginas, de colocar um disco de vinil novo no braço e ver os cabelinhos subirem... Essas sensações não tem preço. A internet é uma maravilha, mas é preciso não se desconectar do analógico por completo e assim frear o caminho da humanidade em se tornar máquinas sem sentimentos.
Uma ideia pra galera que diz fazer parte da movimentação, mas não faz nada por ela, verdadeiros parasitas, e pros que estão na correria, produzindo e fortalecendo: Ao longo de quase 40 anos de cena, vi muita gente acomodada ou fazendo só por si. O que posso dizer é que muita dessa gente se acomodou tanto, que acabou se acomodando no tempo. Já os que seguiram na correria, produzindo e fortalecendo, seguem fazendo e na história.
Você é o atual editor do Portal Rock Press. Fale dessa experiência e quais as novidades. Leio revistas de rock desde 1985, conheci a Rock Press desde o início e foi paixão logo na primeira leitura. Achei perfeita, um jornalismo musical e cultural aberto a diversas tendências do rock, das HQs, do cinema... Graças aos zines, já fotografava shows desde 1993, sonhava ser fotógrafo de revista de rock e alimentei o sonho de ser fotógrafo da Rock Press. Comecei a colaborar com a revista em 2001 e segui fotografando, escrevendo e colaborando. Em 2006 a revista deixou de circular em bancas e ficou somente online. Em 2017 surgiu a oportunidade de comprar a marca, sendo acordado que eu deveria criar um novo site e não continuar com o então conteúdo do site da Rock Press. Desde 2017 venho conduzindo e dando oportunidade para novos jornalistas, escritores, fotojornalistas e design que trabalham com amor em twitter.coprol do rock e da arte. Nossas pautas estão m/portalro ckpress www.instagram.com/paraybarecords
Produtor cultural, fotógrafo, jornalista, professor... Como associar tantas atividades? Não sei como faço tanta coisa. Acho que a resposta está em levar o ideal do “Faça Você Mesmo” com o coração, dar a alma ao que faço e nunca fazer apenas por fazer ou sem comprometimento. Às vezes me falta tempo até para comer, tomar banho, dormir e tenho que adiar alguma dessas necessidades para me dedicar ao trabalho. Às vezes é cansativo e ao final o reconhecimento pode não pagar contas, mas é reconfortante e alimenta a alma.
Qual a maior dificuldade da cena hoje? Tirando a pandemia que cortou o sustento de muita gente, acho que a pior coisa da cena nos últimos anos é a preguiça de alguns. A internet, por melhor que seja, acomodou muita gente. Quem se diz da cena precisa tirar o pé do chão, parar de olhar apenas para o próprio umbigo, olhar para quem está no mesmo barco, ser ajudado e ajudar. As pessoas precisam ser mais coletivas com a arte, os novos aprender com os velhos e estes com os novos. Meu pensamento é: “se não posso ajudar, não irei atrasar”.
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abertas para todos os segmentos culturais e novidades estão por vir em todo Portal e redes sociais. Deixe sua mensagem final. Agradeço o espaço e o reconhecimento do Reboco Caído, um zine de respeito na cena independente brasileira e que segue na luta nessa arte apaixonante de produzir fanzines. Aliás, fazer zines foi minha primeira escola de jornalismo. Editei entre os anos 1988 e 1992 o Other Side Zine. Foram poucas edições, mas que me ensinaram muito. Sobre as bandas, fanzineiros, produtores e escritores que queiram enviar seus trabalhos para a Rock Press ou ao Selo Cultural Parayba Records, ficaremos felizes em receber o material de quem está na luta pelo underground e que segue fazendo o diferencial na cena independente. Não desistam dos seus sonhos, sejam fiéis aos seus ideais, façam zines, toquem, escrevam, leiam, assistam filmes, fotografem e quando a pandemia acabar vamos todos nós aglomerar em shows, exposições, mostras e feiras de arte. Até lá, na medida do possível, fique em casa, e gritemos juntos: #ForaBolsonaro! Contatos: michaelmeneses@portalrockpress.com.br Portal Rock Press: Caixa Postal 30443, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 21351 – 970 Parayba Records: Caixa Postal: 30443, Madureira, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 21351 – 970 Fotojornalista Michael Meneses: Instagram: w w w.instagram.com/ michaelmenesesfotografia Fa c e b o o k : w w w.fa c e b o o k . c o m / Michael-Meneses-Fotografia1606812629621516
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Comecemos pela Parayba Records: O Selo Cultural Parayba Records começou em 2001 como uma distro. Montava stands em shows e eventos culturais e vendia CDs, LPs, livros, revista Rock Press, fanzines, fitasdemos, camisas de bandas... Rodei eventos undergrounds do Rio de Janeiro (capital, baixada fluminense, Grande-Rio...) e em estados como Sergipe e Rio Grande do Sul com a banquinha da Parayba Records. Em 2007 organizei o Parayba Rock Fest, evento com três edições, sempre com bandas autorais e escolhas ecléticas, metal, punk, garage-rock... tudo junto e misturado. Acredito que na cena estamos no mesmo barco e temos que remar juntos e não segregar remando sozinho rumo a lugar nenhum. Uma das bandas que tocou no fest foi a Repúdio (RJ). Na época gravavam seu disco e o baterista me procurou para apoiar o CD. Nesses 20 anos apoiamos sete CDs, livros, documentários, shows, exposições, palestras e outras ações independentes. Para ter o apoio do selo, entrem em contato enviando material, de preferência com ideia de lançamento já amarrada, tiragem, distribuição... que pode ser de um disco, livro, filme, zine... Outra coisa bem importante é que eu goste do trabalho. Fico muito feliz em vender algo que também compraria em outro selo. Como a ideia não é apenas lançar discos, e sim motivar iniciativas artística, temos “cultura” em nosso nome. O título Parayba Records veio do meu apelido aqui no Rio. Sou carioca, nasci em Irajá, em 1974, cria do subúrbio e filho de nordestinos, morei a década de 1980 em Sergipe. Lá conheci o rock e o underground, e em 1990, por conta do Rock in Rio II, voltei a morar no RJ. Com o sotaque nordestino, ganhei o apelido de Paraíba, algo por vezes preconceituoso, porém transformei isso em marketing, uma forma de responder com arte e atitude aos preconceituosos.
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