AAAHHrte !!!
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Galeria de zines e acontecimentos criativos
Nesta edição, temos mais uma ótima capa do projeto Fanzinotecapa, uma arte de Mr. Klauzz. A seguir, abrimos nossa galeria com uma amostra do contundente trabalho de João da Silva, e seguimos com mais uma pequena enxurrada de dicas de boas produções acontecendo por aí. AAAHHrte é uma produção de agner nyhyhwhw, disponibilizada pela Editora Merda Na Mão. contatos: agner nyhyhwhw - http://partesforadotodo.blogspot.com – nyhyw@yahoo.com.br (NOVO VELHO EMAIL) . Editora Merda Na Mão: https://editoramerdanamao.blogspot.com Acompanhe as edições do AAAHHrte e outras publicações da Editora Merda Na Mão em: https://editoramerdanamao.blogspot.com/p/catalogo.html .
As edições do AAAHHrte podem também ser vistas/baixadas através da ZINETECA DIGITAL COLABORATIVA (https://drive.google.com/folderview?id=1VOSRYuN_id71RG9ks00clzH9nSTGxyGE )
ou pedidas no nyhyw@yahoo.com.br (NOVO VELHO EMAIL) .
Sobre o projeto Fanzinotecapa: " QUE TAL UMA CAPA DO SEU ZINE FEITA PELO COLETIVO DA FANZINOTECA? FANZINOTECAPA é uma ação da Fanzinoteca IFF Macaé que propõe o desenvolvimento de capas de zine, colaborativamente, como apoio às iniciativas de publicações independentes e zines. Para receber uma arte de capa da Fanzinoteca, basta solicitar sua arte com antecedência de um mês, enviando para o email projetoifanzine@gmail.com as seguintes informações: 1) Formato do zine em cm; 1) Nome/título do zine; 2) Se tiver um "logotipo" do zine, enviá-lo em resolução de 300dpi. Se preferir, podemos desenvolver um logotipo exclusivo; 3) Demais informações/legendas a serem veiculadas na capa; 4) Breve descrição da imagem pretendida para a capa do zine; A arte exclusiva e original será desenvolvida pelo Coletivo Fanzinoteca ou serão ofertadas, como sugestão, artes dos integrantes do Coletivo, formado pelo coordenador da Fanzinoteca, Beralto, e estudantes do Instituto Federal Fluminense campus Macaé, que atuam na Fanzinoteca. Em contrapartida, solicita-se, conforme as possibilidades, de publicação do flayer do projeto Fanzinotecapa no zine contemplado com a capa e o envio de um ou dois exemplares do respectivo zine para o acervo da FANZINOTECA (podendo ser arquivo pdf nos casos de e-zine). --------------------------------------A FANZINOTECA IFF MACAÉ está localizada no Instituto Federal Fluminense Campus Macaé (RJ), instituição de ensino da rede federal de ensino público profissionalizante e funciona de segunda a sexta de 13h30 às 16h30 (sendo que desde março de 2020 está com atividades presenciais suspensas em decorrência da pandemia do covid-19. Para ampliação do acervo, hoje em torno de 2000 exemplares, e fortalecimento do projeto e sua manutenção, necessitamos de doações de publicações independentes e zines, que serão incorporados ao acervo
e disponibilizado para apreciação do público. Se você edita fanzines ou tem zines antigos para doar, ou se quer participar de intercâmbio, enviando e recebendo em troca zines editados por nosso projeto, entre em contato, nos interessa todo tipo de publicação, inclusive arquivos digitalizados de zines. Além de promover a troca de publicações independentes, o projeto FANZINOTECA mantém uma convocatória permanente para quem se interessar em colaborar com a publicação de quadrinhos autorais no zine PEIBÊ. A Fanzinoteca IFF Macaé, em pouco mais de um ano já recebeu mais de 3000 visitantes, realiza oficinas e feiras de publicações independentes e promove a cultura zineira junto às novas gerações. Para maiores informações sobre o projeto e contatos: Emal: projetoifanzine@gmail.com facebook.com/iffanzine/ instagram.com/projetoiffanzine/ iffanzine.blogspot.com.br Endereço para correspondência: Alberto Carlos P . Souza CAIXA POSTAL 109766 Rua Paranaíba 126 Rio das Ostras – RJ CEP 28893970 "
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O TRAMPO DE JOÃO DA SILVA : "Que sacada genial". Esse é o pensamento que me vem várias vezes ao apreciar os trabalhos do João da Silva. A sátira aos costumes ou a crítica social direta ou relatos históricos ou reflexões diversas são elaboradas com muita criatividade na forma de quadrinhos, textos, charges e etc. Segue abaixo uma amostra de alguns de seus zines que pude conhecer, produzidos nos últimos 5 anos. Uma curiosidade que achei bem legal é que os zines são costurados ao invés de grampeados, um processo bem artesanal. SÓ LOMBRA DE MOCORORÓ é uma coletânea de quadrinhos, charges, desenhos, contos e poemas. RASCUNHOS PARA MAIS UM ENSAIO SOBRE A LOUCURA retrata a doidice humana. HISTÓRIAS DE PACAJUS relata a história dos índios paiacus e o extermínio dos povos indígenas, que ainda segue nos dias atuais. TODAS E TODOS NA LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA é uma cartilha feita na época em que a última reforma da previdência era ainda uma proposta, mostrando a farsa sobre a necessidade dessa pseudo-reforma. PS: e depois das farsantes reformas trabalhista e previdênciária vem aí mais uma: reforma administrativa, pra destruir de vez esse país...
Contato: João da Silva http://netodestrovocanhota.blogspot.com
MAIS ARTES DE JOÃO DA SILVA
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https://issuu.com/marcelodola
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Clarisse da Costa:
A Vida do Deficiente no Brasil
Vivemos num mundo muito visual. Para muitas pessoas a aparência está em primeiro lugar e isso inclui o corpo perfeito. A estética é do padronismo não importando o caráter e os sentimentos da pessoa. Quero deixar claro que eu escrevo essa matéria com base a minha realidade e a realidade de muitas pessoas. Eu sou deficiente físico, assim como costumam me falar. Eu superei muitas coisas, até o supermercado. Consigo comprar coisas para mim. Eu uso um andador para caminhar na rua e talvez por isso a rejeição de muitas pessoas. Eu fui rejeitada em 2018 por um homem que dizia me amar por conta disso. Eu sou escritora, faço cursos, tenho conhecimento e mesmo assim a minha capacidade é sempre testada. Mas eu nunca tive vergonha de mim sempre me aceitei. Porém, o meu maior desafio é namorar. Eu sou linda demais como dizem as pessoas, mas não aceitável por conta das minhas limitações físicas. Nas fotografias eu sou a mulher perfeita. Como eu disse no início dessa matéria vivemos num mundo muito visual. O preconceito é tão grande na humanidade que já existe aplicativos para pessoas com deficiência arrumarem namorado. Tudo isso porque os ditos normais não aceitam não assumem. Querem perfeição e não amor. Muitos que topam se relacionar é por curiosidade. Nada algo sério, apenas uma noite. Normalmente é sempre as escondidas, nada algo em público para as pessoas não verem. Meu pai sempre me conta que na sua adolescência as pessoas eram presas dentro de casa pelas suas famílias, pois tinham vergonha de seus filhos. Infelizmente a deficiência ainda é relacionada à incapacidade. Eu percebo como as pessoas me tratam principalmente os homens. A maioria dos homens buscam uma mulher que não existe eles gostam da beleza externa. O corpo da mulher é sempre símbolo de prazer.
Como podemos perceber a deficiência não é encarada com normalidade. No passado as pessoas com deficiências, seja física e mental, eram tratadas como indivíduos possuidores de demônios e por consequência eram queimados como bruxas. Mas com o passar dos anos isso foi mudando um pouco com o surgimento de hospitais de caridade e asilos. Ali eles eram abrigados e cuidados. No período do final da década de 70 deu-se início ao movimento das pessoas com deficiência. Até meados de 1979 as pessoas eram consideradas invisíveis. Elas eram dignas de caridade e não de cidadania. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dados de 2020, no Brasil temos mais 12,5 milhões de brasileiros com deficiência. Isso corresponde 6,7% da população no país. Mas não tem como falar de deficiência sem falar de inclusão. A inclusão social traz oportunidades. No entanto, enquanto a pessoa com deficiência não for tratada com naturalidade, como indivíduo capacitado a inclusão não será posto em prática no país todos. É muito chato ter que depender da piedade das pessoas! Muitas vezes a ajuda oferecida não vem de bom coração. E ainda nos perguntam: Você consegue? Nem sequer nos dão a oportunidade de tentar.
Clarisse da Costa é cronista, poetisa e artesã em Biguaçu SC Contato: clarissedacosta81@gmail.com
PINTURAS DIGITAIS DE CLARISSE DA COSTA :
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Blueseria 07 " Zine dedicado ao universo do Blues com artigos, biografias, shows e ilustrações exclusivas. Colaboram: Alex Doeppre (RS), Francisco Vilachã (SP), Henry Jaepelt (SC), Jader Correa (RS), Marcelo Tomazi (RS), Márcio Sno (SP), Oly Júnior (RS) e Sandro Andrade (RS). Capa: Bira Dantas (SP). São 22 páginas, formato A5, xerox, capa colorida, R$ 10,00 + frete. Versão digital gratuita! Solicite por e-mail: tchedenilson@gmail.com ou instagram: @tchezine " -Denilson Rosa dos Reis Perfil: https://tchedenilson.webnode.com/
Tchê 44 " Fanzine mais longevo do Brasil, editado desde 1987, chega ao número 44 mantendo a estrutura de mistura artigos e quadrinhos. Entre os quadrinhos temos a colaboração de: Azevedo Paulo (SP), Bira Dantas (SP), Daniel Esteves (SP), Fafá Jaepelt (SC), Francisco Vilachâ (SP), Gazy Andraus (SP), Henry Jaepelt (SC), Law Tissot (RS), Maurício Lima (PI), Sandro Andrade (RS) e Sandro Leonardo (RJ). Ilustrações de: Sandro Andrade (RS) e Luke Ross (RS). Sketchs de: Dave McKean (ING), José Luis García-López (EUA) e John Romita Jr. (EUA). E ainda: entrevista com Wally Vianna, ex-fanzineiro e colaborador no início da trajetória do fanzine Tchê, artigos de Denilson Reis e a tradicional seção de cartas. Capa de Júlio Shimamoto (RJ). São 40 páginas, capa colorida e miolo p&b, impressão digital, formato A5, R$ 10,00 + frete. "
-Denilson Rosa dos Reis Perfil: https://tchedenilson.webnode.com/
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MEGAROCK 73 Esta edição do Megarock traz entrevista com Biohazard, resenhas de sons, e resgate das clássicas HQs do Arroz Integral, de Cleuber Cristiano.
contato: Fernando Cardoso contato_fernandocardoso@hotmail.com
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http://metalreunionzine.blogspot.com
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HQ de Diego Gomes sobre o Brasil, baseada no trabalho do professor Jessé Souza:
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https://coletivearts.blogspot.com/2021/02/malditos-teclados-bailarinos_16.html
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INTERVALO 47
contato: Francisco Filardi http://intervalocultural.blogspot.com intervalo.rj@gmail.com
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https://portalrockpress.com.br/caverna_e_garage_perpetuados_em_filmes_entrevist a_com_natane_vidal
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http://expressaoliberta.blogspot.com/2021/02/uma-obra-coreana-que-precisamosler.html
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https://linktr.ee/marciosno
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VALDIR RAMOS:
CONCRETUDE II
LACANIANA
HAI-QUAS'EPITAFIO
" Sem Título"
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Manoel Dama : manoelmacedo@yahoo.com
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https://coletivearts.blogspot.com/2021/03/contraponto.html
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http://maldohorror.com.br/ana-rosenrot/sem-retorno/
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http://ryotiras.com/interneto
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http://bit.ly/30anosdehumorgrafico1
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http://osdeusescomempao.blogspot.com/2014/07/poema-taxativo.html
Poema taxativo
Não há sentido na alvorada no amanhecer diário e monótono e milagroso. Não há sentido nas religiões e nas suas diversas dicotomias. Uma voz vinda não se sabe de onde sussurra baixinho que deus não vai ajudar, que a eternidade não existe, que a alma se dissolveu nos neurônios. O amor não existe ou é fogo ou indefinível sinal de teimosia. A vida se empilha nos prédios esparrama-se pelos cantos à noite cobre-se com papelões embaixo de marquises.
O vai-e-vem do dia-a-dia me deixa perplexo e vazio. O corpo esse pacote vertical de sangue apodrece a cada instante vivido. Uma voz vinda de qualquer lugar tem coragem de dizer que os médicos não vão ajudar. Mas é preciso viver Alimentar o ser vestir o pé, o peito, botar camisa o cinto corrige o corpo disforme. Afinal, viver é inevitável. Então levanto-me para a vida lavo meu rosto, visto-me escovo meus dentes cariados disfarço meu mal cheiro perfumo quem apodrece vivo. — É preciso viver! digo eu resoluto. Pego o elevador
cumprimento as pessoas. No ônibus dou bom dia ao motorista ofereço moedas ao cobrador. No trabalho sorrio cumpro todas as obrigações sem demonstrar cansaço. Volto apertado no ônibus (já não digo boa tarde, boa noite). Faço a compra do mês e durante os dias que se seguem vejo a despensa se esvaziar e me esvazio também. Um homem que vive só sabe que a vida não vale a pena qualquer jeito de viver. Em casa, sozinho no escuro, no silêncio, na ausência de tudo não é preciso fingir não é necessário saber.
Os acontecimentos do mundo sevem para quê? No entanto a solidão não suporta a ausência dos amigos. Por fim recorro ao telefone (este aparelho útil aos negócios) sei que não vão poder vir, sempre ocupados em enriquecer, mas haverá uma festa na casa da Joana ou da Letícia ou da Marília, pouco importa é uma amiga alegre. Então visto-me para a vida alegre enfrento o trânsito noturno a correria selvagem da cidade chego vivo. Todos me cumprimentam Olá! Quanto tempo! Você sumiu! Puxo a cadeira, pego o copo vazio bebo, levanto, abraço todos a vida parece valer a pena, canto às mulheres traídas
à nossa vida difícil. Então a vida é possível? Essa vida alegre, fingida e besta dos programas da tv? Volto bêbado para casa o apartamento que chamo de lar me recebe indiferente. O dia amanhece, levanto-me, visto-me, apronto-me para sair, mas não saio. Não posso continuar tão preocupado em sustentar um corpo volto para a cama, tento dormir. Que venha o silêncio, a fome, o mau cheiro, que o telefone toque. Deitado, espero pela morte, que não vem teimosa morte... tenhamos paciência com ela.
Marcos Teixeira http://osdeusescomempao.blogspot.com
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