Geografia ANGELA RAMA
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MARCELO MORAES PAULA
COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
2O. ANO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
MANUAL DO PROFESSOR MATERIAL DIGITAL
São Paulo | 1a. edição | 2018
Encontros Geografia – 2o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Angela Rama, Marcelo Moraes Paula, 2018
Diretor editorial Lauri Cericato Gerente editorial Silvana Rossi Júlio
Editora Natalia Taccetti Equipe de edição Ofício do Texto Projetos Editoriais Gerente de produção editorial Mariana Milani
Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes
Gerente de arte Ricardo Borges
Coordenadora de ilustrações e cartografia Marcia Berne Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin
Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno
Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Rama, Angela Encontros geografia, 2º ano : componente curricular geografia : ensino fundamental, anos iniciais / Angela Rama, Marcelo Moraes Paula. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01340-6 (aluno) ISBN 978-85-96-01341-3 (professor) 1. Geografia (Ensino fundamental) I. Paula, Marcelo Moraes. II. Título. 17-11602 CDD-372.891 Índices para catálogo sistemático: 1. Geografia : Ensino fundamental 372.891
EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Material disponibilizado em licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição não comercial (CC BY NC – 4.0 International). Permitida a criação de obra derivada com fins não comerciais, desde que seja atribuído crédito autoral e as criações sejam licenciadas sob os mesmos parâmetros.
Sumário Apresentação ........................................................................................................ 4 1o bimestre Plano de desenvolvimento: A sala de aula: objetos, localização e organização ........... 15 Projeto integrador: Livro de receitas ................................................................................ 19 1a sequência didática: Localização e representação espacial ....................................... 27 2a sequência didática: Mundo do trabalho ...................................................................... 34 3a sequência didática: Orientação e organização espacial: jogo de percurso .............. 41 4a sequência didática: Formas de representação espacial ............................................ 45 Proposta de acompanhamento da aprendizagem .......................................................... 50
2o bimestre Plano de desenvolvimento: A escola e seus arredores................................................... 72 Projeto integrador: Como uso a água na minha escola? ................................................ 75 1a sequência didática: A escola: espaço e tempo ........................................................... 83 2a sequência didática: Os arredores da escola vistos do alto ........................................ 88 3a sequência didática: Diferentes paisagens, escolas e atividades ............................... 93 Proposta de acompanhamento da aprendizagem .......................................................... 98
3o bimestre Plano de desenvolvimento: Moradias e caminhos ........................................................ 129 Projeto integrador: O corpo e os movimentos ............................................................... 134 1a sequência didática: Moradias e caminhos ................................................................ 142 2a sequência didática: Moradias e caminhos ................................................................ 146 3a sequência didática: O sujeito e seu lugar no mundo ................................................ 150 Proposta de acompanhamento da aprendizagem ........................................................ 154
4o bimestre Plano de desenvolvimento: Trabalho, comunicação e transporte ............................... 177 Projeto integrador: As estrelas que desenham o céu ................................................... 181 1a sequência didática: Profissões das pessoas que conheço ..................................... 189 2a sequência didática: Reconhecendo os meios de transporte.................................... 192 3a sequência didática: Formas de se comunicar........................................................... 196 Proposta de acompanhamento da aprendizagem ........................................................ 199
Geografia – Apresentação
Apresentação No texto a seguir apresentamos a organização do Manual do Professor – Material Digital, identificando cada tipo de documento disponibilizado e explicando sua função e ordenação, bem como sua relação com a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em seguida, fundamentamos as escolhas de conteúdo e organização do material a partir da proposta teórico-metodológica da coleção, mais uma vez explicitando sua relação com a BNCC.
Organização deste material digital O material digital desta coleção está organizado em bimestres. Cada um deles apresenta os documentos a seguir: Plano de desenvolvimento, Sequências didáticas, Proposta de acompanhamento da aprendizagem e Projeto integrador. Esses documentos complementam as propostas do livro didático impresso e oferecem outras possibilidades de trabalho. O objetivo é apresentar subsídios que possam enriquecer o dia a dia do docente. É importante enfatizar que todas as propostas deste material são sugestões, tendo o professor total liberdade para adequá-las à sua realidade escolar.
Plano de desenvolvimento No Plano de desenvolvimento são indicados os conteúdos tratados e os objetos de conhecimento e habilidades da terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (2017), relacionando-os com as práticas didático-pedagógicas sugeridas. No plano, também são sugeridas práticas que auxiliam a realização do trabalho em sala de aula, de acordo com a proposta da coleção. Há, por exemplo, sugestões de organização do espaço da sala de aula, dinâmicas com os alunos, resolução de possíveis conflitos, maneiras de inserir os alunos no processo de aprendizagem, entre outras sugestões. Ao conceber o plano também foram consideradas as competências gerais e específicas previstas na BNCC, que buscam, além da construção de conhecimentos e habilidades, a formação de valores e atitudes, incluindo, por exemplo, autonomia, senso crítico, respeito à diversidade e empatia. A partir do conteúdo previsto e das práticas sugeridas, espera-se que os alunos desenvolvam essas e outras competências, contribuindo para sua formação integral, conforme exposto na BNCC: [...] a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral, reconhecendo que a educação básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global [...], o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos alunos e, também, com os desafios da sociedade contemporânea, de modo a formar pessoas autônomas, capazes de se servir dessas aprendizagens em suas vidas. (BRASIL, 2017. p. 17.)
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Geografia – Apresentação
No subtítulo “Foco”, há orientações quanto ao trabalho com dificuldades que os alunos possam apresentar em cada bimestre, garantindo a possibilidade de aprendizagem para todos, respeitando, dentro do possível, os diferentes tempos e abordagens que cada aluno necessita. Ao final do documento, há sugestões de sites, leituras, vídeos e passeios que podem auxiliar o trabalho proposto, seja no conteúdo a ser desenvolvido, seja nas atividades previstas.
Sequência didática As Sequências didáticas constituem atividades planejadas aula a aula, em uma sequência que permite o alcance dos objetivos propostos. São sugeridas sequências para aprofundar conteúdos, ampliá-los ou trabalhá-los de forma alternativa aos conteúdos propostos no Livro do estudante e no Manual em U. É importante ressaltar que as sequências podem ser adaptadas de acordo com as possibilidades e realidade de cada escola e turma. Nas próprias sequências há indicações de momentos nos quais é interessante a realização de pesquisa complementar a fim de aproximar o conteúdo da realidade dos alunos, por exemplo. Há também um esforço para que as sequências possam ser realizadas em qualquer escola. Ao sugerir atividades que requerem o uso de recursos tecnológicos, como aparelhos conectados à internet, por exemplo, são oferecidas opções para trabalhar o conteúdo sem prejudicar o desenvolvimento das habilidades relacionadas aos conteúdos. O número de aulas mencionado em cada Sequência didática também é uma sugestão, assim, elas podem ser realizadas em maior ou menor tempo, a critério do professor, que deve considerar o planejamento bimestral e a familiaridade da turma com o conteúdo trabalhado. Cada sequência contém um quadro indicando os objetos de conhecimento e habilidades da BNCC desenvolvidos, parcial ou integralmente, os objetivos de aprendizagem traçados para as atividades propostas e os conteúdos trabalhados. As sequências estão divididas em aulas e são sugeridos procedimentos para cada uma delas, material de apoio, como textos e imagens, e questões avaliativas e outras formas de verificação do desempenho do aluno. Há um subtítulo, “Avaliação”, com sugestões de como realizá-la e o que deve ser considerado a partir das atividades propostas. No subtítulo “Para trabalhar dúvidas”, foram previstas dificuldades que podem ser apresentadas pelos alunos e orientação ao professor quanto às melhores maneiras de auxiliar na superação delas. Em “Ampliação”, são sugeridas atividades complementares às aulas da sequência didática, a fim de aprofundar ou ampliar o conteúdo trabalhado.
Projeto integrador O Projeto integrador objetiva integrar diferentes áreas do conhecimento, de modo a atribuir maior sentido aos componentes curriculares e seus conteúdos, aproximando-os da realidade dos alunos, preferencialmente a partir de situações que fazem parte de suas vivências. Os Projetos integradores, neste material digital, são entendidos conforme a descrição a seguir: Um método sistemático de ensino que envolve os alunos na aquisição de conhecimentos e de habilidades por meio de um extenso processo de investigação estruturado em torno de questões complexas e autênticas e de produtos e tarefas cuidadosamente planejados. (Buck Institute for Education, 2008.)
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Geografia – Apresentação
Nos projetos são apresentados temas, disciplinas envolvidas, objetivos e produto final. Um projeto pode acompanhar o desenvolvimento do conteúdo de todo o bimestre, ou focar em alguns temas em cada disciplina, dependendo de como foi pensado. Os componentes curriculares devem ser trabalhados de maneira equilibrada, sem grande ênfase para uma disciplina, em detrimento de outras. A interdisciplinaridade é um aspecto do projeto, propiciando momentos muito ricos e, às vezes, raros na Educação Básica, que é relacionar conteúdos buscando compreender algum fenômeno da realidade em sua totalidade e em suas diferentes dimensões. A justificativa do projeto consiste em uma questão que guia seu desenvolvimento, tendo relação com a realidade dos alunos e com os conteúdos trabalhados no bimestre. Os projetos também têm o subtítulo “Objetivos”, no qual são listados os objetivos gerais e específicos do trabalho proposto. Seguindo os objetivos, são elencadas as competências gerais da terceira versão da BNCC e as habilidades específicas de cada disciplina a serem desenvolvidas. Posteriormente, é apresentado mais detalhadamente o produto final do projeto, que pode ser muito variado, mas em geral sugerimos que seja apresentado à comunidade de alguma forma, aproximando a escola de seu entorno. Após a lista de materiais, que pode ser adequada de acordo com a necessidade de cada professor, há as etapas do projeto, descritas passo a passo. Sua realização está prevista para um período predeterminado de aulas. É recomendável que o professor se aproprie do projeto com antecedência e planeje a distribuição das aulas dentro das disciplinas correspondentes, explicitando o máximo possível a relação entre o tema e cada disciplina e entre elas. Por se tratar de um trabalho mais longo, é importante fornecer as informações referentes ao planejamento do projeto aos alunos e relembrá-los de cada etapa, de modo que possam ter a dimensão do trabalho como um todo, fazendo as conexões entre as etapas. As avaliações são realizadas em diferentes momentos, durante a realização do projeto, e de formas variadas. Algumas são atitudinais e outras referentes ao conteúdo e podem ser usadas para avaliação dos alunos ou do trabalho, fornecendo informações para que o professor determine a melhor maneira de prosseguir. Durante as descrições de cada aula e etapa do projeto, são feitas sugestões ao professor e orientações referentes a possíveis dificuldades que os alunos apresentem, na tentativa de prever questões e facilitar o trabalho do professor sugerindo formas de lidar com elas. Também são detalhados os procedimentos que devem ser seguidos na confecção do produto final e de que forma ele pode ser apresentado e avaliado. Após a finalização de todas as etapas previstas para o projeto, há um subtítulo “Avaliação”, no qual organizamos, em uma tabela, todas as possibilidades de avaliação, aula a aula, sugerindo o que o professor pode observar e analisar. Em “Avaliação final”, sugerimos estratégias de autoavaliação para o professor, a fim de auxiliá-lo a repensar sua prática pedagógica e a realização do projeto, identificando os pontos fortes e fracos de sua elaboração, e também para os alunos, proporcionando a eles um momento de percepção e análise do processo que vivenciaram. No final do documento, há referências bibliográficas complementares, indicações de sites, vídeos, livros e passeios que podem auxiliar os alunos e/ou o professor no desenvolvimento de temas ou atividades trabalhados no projeto.
Proposta de acompanhamento da aprendizagem A Proposta de acompanhamento da aprendizagem tem como objetivo verificar, a cada bimestre, o desenvolvimento das habilidades previstas, acompanhando, assim, o desempenho dos alunos. O documento contém 15 questões, prontas para impressão, seguidas pelas mesmas questões acompanhadas dos respectivos gabaritos, indicação das habilidades trabalhadas e orientações para o professor sobre as possíveis interpretações dos alunos ao indicar as respostas. 6
Geografia – Apresentação
É importante orientar os alunos na interpretação textual para que compreendam o que está sendo proposto em cada questão. As questões abertas possibilitam diferentes formas de expressão, algumas são escritas, outras podem solicitar que o aluno faça um desenho, relacione colunas, localize e indique elementos em imagens a partir de alguma classificação, entre outras possibilidades. Ao final de cada proposta, há a “Ficha de acompanhamento individual”, a ser preenchida pelo professor, com o objetivo de registrar o desempenho de cada aluno, especificando seus avanços e suas dificuldades.
Proposta teórico-metodológica da coleção A proposta teórico-metodológica da coleção e que norteia o material digital tem o espaço geográfico como objeto de estudo e o aluno como sujeito, tanto no seu lugar de vivência quanto na construção do conhecimento. Entende-se que a Geografia deve contribuir para o aluno compreender o mundo e pensar em caminhos e atitudes propositivas para uma sociedade mais justa. Também deve buscar responder de que formas e com quais objetivos os seres humanos produzem o espaço geográfico, revelando contradições e conflitos. A busca por tais respostas é feita com o apoio dos conhecimentos escolares, visando à superação do senso comum. Nesse processo, a escola tem papel fundamental. Ao trabalhar os conteúdos propostos, buscamos valorizar as experiências pessoais dos alunos, fazendo a relação, sempre que possível, com os lugares de vivência, para que os alunos se entendam como parte da realidade estudada. Enfatiza-se, assim, a importância social da Geografia, que consiste em desenvolver habilidades e competências ligadas ao saber geográfico, formando um cidadão consciente que atua e atuará no espaço.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o ensino de Geografia A terceira versão da Base Nacional Comum Curricular, publicada em 2017, define as principais habilidades e competências que devem ser desenvolvidas em cada ano do Ensino Fundamental, em cada disciplina, e também de forma geral nessa etapa da Educação Básica. O foco proposto pela BNCC, em Geografia, é o desenvolvimento do pensamento espacial, “estimulando o raciocínio geográfico para representar e interpretar o mundo em permanente transformação e relacionando componentes da sociedade e da natureza” (BRASIL, 2017, p. 312). Para o desenvolvimento do pensamento espacial, a BNCC indica o trabalho com os princípios do raciocínio geográfico, propostos por autores como Ruy Moreira, José Alberto Rio Fernandes, Lourenzo Lópes Trigal e Eliseu Savério Spósito, sendo eles: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem. Na coleção, há atividades que visam trabalhar esses princípios com os alunos. Também são trabalhadas categorias como paisagem, lugar, território, região e natureza. A paisagem é uma categoria importante em todos os livros, sendo privilegiada no terceiro ano. É importante atentar, em muitos momentos, para a interdisciplinaridade presente no estudo das paisagens, em especial com a História, promovendo a análise da transformação das paisagens e observação de mudanças e permanências. O lugar é trabalhado principalmente a partir da localização e dos vínculos afetivos, criados a partir da vivência dos alunos, estando muito presente nos três anos iniciais do material.
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O território é entendido, no sentido clássico, a partir de limites legais, como fronteiras nacionais, especialmente no quarto ano, mas também há seu uso como campo de forças, que se refere a outros atores sociais, como a sociedade; esse sentido é trabalhado desde o segundo ano. O conceito de região, entendida como a subdivisão de um espaço a partir de características comuns, é mais diretamente trabalhado no quarto ano, e também utilizado no quinto ano. A natureza está presente em todos os anos, com destaque para as questões ambientais, especialmente as que colocam os alunos como agentes das transformações na natureza.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as expectativas de aprendizagem A Base Nacional Comum Curricular determina aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas por todos os alunos na Educação Básica, mantendo a liberdade dos entes federados de construir seus próprios currículos de acordo com suas realidades, mas oferecendo um documento que indica as habilidades a serem desenvolvidas, proporcionando igualdade de oportunidades. Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN), a BNCC soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. (BRASIL, 2017. p. 7.)
As expectativas de aprendizagem são organizadas em competências e habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo do Ensino Fundamental. As competências são mais amplas e trabalhadas durante os nove anos do ciclo. Há competências gerais, que não estão ligadas a nenhuma disciplina em específico, que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva; competências específicas de Ciências Humanas, que são relativas à interpretação do mundo, processos e fenômenos sociais, políticos e culturais, e a compreensão do aluno do seu papel em tais processos; e por fim as competências específicas de Geografia, que tratam da formação da identidade e do desenvolvimento do raciocínio geográfico. Fazem parte das competências, as competências socioemocionais, ou seja, o desenvolvimento de atitudes e valores, como empatia, autonomia e respeito. Elas devem ser alcançadas a partir do trabalho com os conteúdos e também das práticas de sala de aula, onde o professor deve atentar a todo o momento para o respeito à diversidade, deve incentivar os alunos na conquista da autonomia, deve reconhecê-los como agentes da realidade, valorizar suas experiências etc., enfim, criar um ambiente propício ao desenvolvimento integral do aluno. Paul Tough (2012 apud PORVIR, 2014) afirma que as competências socioemocionais “são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar”. A formação integral concebe a educação escolar muito além da transmissão de conteúdos, visando ao desenvolvimento humano global, incluindo o trabalho consciente e direcionado com as competências socioemocionais, mesmo porque o desenvolvimento destas impacta positivamente o aprendizado dos conteúdos conceituais. No material digital, são sugeridos, por exemplo, diversos momentos de trabalho em grupo que contribuem para o desenvolvimento de diversas competências, em especial as socioemocionais, ao promover situações de respeito, escuta e cooperação entre os alunos. 8
Geografia – Apresentação
As habilidades apresentadas na BNCC são mais específicas que as competências e são organizadas por disciplina e ano, de modo a orientar o trabalho do professor, garantindo que todas as competências e habilidades sejam desenvolvidas ao final do Ensino Fundamental. As habilidades estão relacionadas, no Ensino Fundamental de Geografia, a cinco unidades temáticas: O sujeito e seu lugar no mundo; Conexões e escalas; Mundo do trabalho; Formas de representação e pensamento espacial; e Natureza, ambientes e qualidade de vida. A cada ano, variam os objetos de conhecimento de cada unidade e as habilidades correspondentes. Portanto, as unidades temáticas devem ser trabalhadas concomitantemente, de forma integrada, analisando situações e fenômenos por diferentes perspectivas. Importante destacar também que foi observada a progressão do conhecimento na distribuição das habilidades de um ano para outro: Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e expectativas quanto o que ainda precisam aprender. Ampliam-se a autonomia intelectual, a compreensão de normas e os interesses pela vida social, o que lhes possibilita lidar com sistemas mais amplos, que dizem respeito às relações dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história, com a cultura, com as tecnologias e com o ambiente. (BRASIL, 2017. p. 55.)
Educação, Geografia e tecnologia Vivemos na “era da informação” ou “era digital”. Precisamos considerar, ao trabalhar com crianças, que elas têm, cada vez mais cedo, contato com aparelhos que permitem a troca de informações de maneira muito rápida. O presente material visa incluir as novas tecnologias, que estão em outros campos da vida, também na educação, atentando para um uso responsável e crítico. É essencial lembrar que, apesar de vivermos uma propagação significativa de novas tecnologias e meios de comunicação, esse processo ainda não ocorre de modo democrático, havendo muitas comunidades e lugares que não têm acesso às inovações tecnológicas. Além disso, estudos comprovam que a escolaridade é fator decisivo para a inclusão digital do brasileiro (IBOPE, 2013). Não basta acesso às ferramentas se a pessoa não está preparada para fazer bom uso delas, por falta de familiaridade com processos de pesquisa ou interpretação de texto, por exemplo. A escola, portanto, deve tomar para si o compromisso de possibilitar o uso de ferramentas digitais orientando os alunos e incluindo-as, sempre que possível, na rotina da sala de aula. Deve estimular, também, a inclusão da tecnologia na produção dos próprios alunos, incentivando e viabilizando, entre outros, a criação de materiais audiovisuais e a pesquisa na internet de forma sistematizada. É muito importante também apresentar aos alunos formas seguras de utilizar alguns recursos, garantindo a adoção de comportamentos importantes, como a checagem de fontes das informações e limites de autoexposição na internet, por exemplo. O trabalho com tecnologias digitais está previsto na competência geral número 5 da BNCC, evidenciando sua importância para a formação integral dos alunos na atualidade:
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Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. (BRASIL, 2017. p. 18.)
O ensino de Geografia busca contribuir para a formação de um pensamento crítico, por meio do estudo da relação sociedade-natureza e da produção do espaço. Acompanhar as mudanças tecnológicas que ocorrem atualmente e analisá-las é passo fundamental nesse caminho. A tecnologia aparece como conteúdo em diversos momentos da coleção, ao tratarmos, por exemplo, de comunicação, localização e direções, temas nos quais a tecnologia atual tem grande relevância, pelo crescimento no uso de ferramentas como GPS e de imagens de satélite. No tema comunicação e tecnologias, por exemplo, no segundo ano, o destaque é para a segurança no uso da internet e aparelhos eletrônicos; no quinto ano, o tema é retomado, trazendo para o debate a questão da desigualdade e do acesso. Todo esse trabalho visa proporcionar ao aluno meios para compreender a realidade em que vive, fazendo relações com suas experiências, seus lugares de vivência e outros espaços.
A diversidade A diversidade é tema recorrente no ensino de Geografia, pois essa disciplina está comprometida com questões relacionadas à identidade e a diferentes modos de vida e realidades, conforme previsto na competência específica de Ciências Humanas número 4: “Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas.” (BRASIL, 2017, p. 309). É imprescindível que o professor esteja atento para criar um ambiente seguro e respeitoso, no qual os alunos possam se expressar livremente, com a certeza de que serão respeitados, independentemente de sua origem, classe social, gênero, orientação sexual, entre outros. O desenvolvimento de tais valores está previsto na Base Nacional Comum Curricular em alguns momentos, como na competência específica de Geografia número 6 (BRASIL, 2017, p. 318.); na competência específica de Ciências Humanas 1: “Reconhecer a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural.” (BRASIL, 2017, p. 309.), e na competência geral número 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. (BRASIL, 2017. p. 19.)
Por fim, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica reafirmam a importância do respeito à diversidade ao colocar a educação como direito universal:
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[...] Isso significa que todas as pessoas, independente do seu sexo; origem nacional, étnico-racial, de suas condições econômicas, sociais ou culturais; de suas escolhas de credo; orientação sexual; identidade de gênero, faixa etária, pessoas com deficiência, altas habilidades/superdotação, transtornos globais e do desenvolvimento, têm a possibilidade de usufruírem de uma educação não discriminatória e democrática. Reconhecer e realizar a educação como direito humano e a Educação em Direitos Humanos como um dos eixos fundamentais do direito à educação, exige posicionamentos claros quanto à promoção de uma cultura de direitos. Essa concepção de Educação em Direitos Humanos é refletida na própria noção de educação expressa na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). [...] (BRASIL, 2013. p. 516.)
Desenvolvimento do conteúdo No primeiro ano, o trabalho envolve várias atividades lúdicas e temas bastante próximos aos alunos, de forma a valorizar sua vivência e promover uma transição tranquila da Educação Infantil ao Ensino Fundamental. O foco na alfabetização deve estar presente nas atividades de todas as disciplinas durante os dois primeiros anos. As regras de convivência são trabalhadas no primeiro bimestre e devem ser reforçadas e renegociadas sempre que necessário. Algumas rotinas podem ser adotadas, a fim de começar a trazer o aluno para seu próprio processo de aprendizagem, como a agenda e as pautas diárias. É feito um trabalho com noções espaciais como lateralidade e referências espaciais; caracterização de diferentes espaços; diferenciação de materiais, períodos do dia e condições climáticas, sempre tendo como referência lugares de vivência dos alunos, como a sala de aula, a escola e a moradia. Uma ampliação das noções espaciais e culturais dos alunos é feita no quarto bimestre do primeiro ano, ao trabalhar brincadeiras em diferentes tempos e lugares, ainda assim, partindo de suas experiências para, em seguida, conhecer outras. No segundo ano, conceitos e temas são ampliados ou aprofundados, sem descuidar do momento de alfabetização, partindo de lugares de vivência como a sala de aula, a escola e a moradia, expandindo o estudo para o entorno da escola. Além dos lugares de vivência dos alunos, outros espaços são trabalhados, ampliando-se o universo cultural dos alunos, aprofundando o trabalho com habilidades espaciais, como orientação e localização, e favorecendo o desenvolvimento das habilidades ligadas às formas de representação. Também no segundo ano é introduzido o tema dos meios de comunicação (sua função e relação com a Geografia é explicitada no tópico “Educação, Geografia e tecnologia”), bem como meios de transporte, trazendo a circulação para o estudo de espaços. No terceiro ano, com base na leitura da paisagem, são possibilitados questionamentos ligados à transformação da paisagem e seus elementos naturais e humanos, introduzindo, também, a noção de que o próprio aluno é transformador do espaço. A representação é trabalhada a partir do estudo de diferentes paisagens, possibilitando também o contato com a diversidade cultural. O trabalho com questões socioambientais no terceiro ano visa desenvolver a consciência ambiental dos alunos, colocando-os como agentes transformadores do espaço, apresentando os principais problemas ambientais, seus causadores e alternativas sustentáveis. No quarto ano, a escala de análise é ampliada, sendo iniciado o trabalho com o Brasil, mas ainda fazendo as relações com os espaços de vivência dos alunos e os temas tratados. 11
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Com base no ponto de vista espacial, a diversidade é tratada em muitos momentos, mas especialmente ao trabalhar com o Brasil e com a relação cidade-campo, sempre com o cuidado de promover o respeito às diferenças, valorizando as mais variadas contribuições sociais, culturais e econômicas de diferentes grupos. Esse trabalho também favorece o desenvolvimento de competências ligadas à ética e ao respeito. No quinto ano, seguimos trabalhando o Brasil, aprofundando questões sobre a caracterização da população brasileira, estudando temas como demografia, migrações e desigualdade social. No entanto, a escala de análise é expandida, localizando o Brasil na América e no mundo.
Metodologias no ensino de Geografia Como afirmado anteriormente, nesta coleção, o espaço geográfico é objeto central de estudo, e o aluno é sujeito atuante na produção do espaço e na construção do conhecimento. Sendo assim, todo o material é pensado para que o trabalho com cada tema inicie, sempre que possível, o mais próximo da realidade do aluno, usando conceitos e conhecimentos presentes em seu cotidiano e sistematizando-os para, em seguida, expandir o estudo para outras realidades e relacionar as escalas trabalhadas. A BNCC traz a preocupação do trabalho com a vivência dos alunos nos anos iniciais do Ensino Fundamental: As características dessa faixa etária demandam um trabalho no ambiente escolar que se organize em torno dos interesses manifestos pelas crianças, de suas vivências mais imediatas para que, com base nessas vivências, elas possam, progressivamente, ampliar essa compreensão, o que se dá pelas mobilizações de operações cognitivas cada vez mais complexas e pela sensibilidade para apreender o mundo, expressar-se sobre ele e nele atuar. (BRASIL, 2017. p. 54-55.)
Na coleção, há uma progressão nas escalas espaciais de análise, partindo, inicialmente, da sala de aula, a escola, seguindo para o bairro, o município e o Brasil. Sempre que necessário e possível, as escalas são relacionadas e há uma ampliação dos temas com base na vivência dos alunos, na coleção como um todo, ano a ano.
Trabalho de campo e estudo do meio Trabalho de campo é um passeio ou visita a determinado lugar com a finalidade de coletar informações, enquanto o estudo do meio é um trabalho com várias etapas, que inclui trabalho de campo. Esse tipo de metodologia é fundamental no ensino de Geografia, uma vez que o objeto de estudo dessa ciência é o espaço geográfico. O contato e a observação do espaço e seus elementos naturais e humanos (ou culturais) permitem, por exemplo, a verificação empírica de informações e conceitos trabalhados em sala de aula. Além disso, o trabalho de campo possibilita a interdisciplinaridade, posto que a realidade não é apreendida exclusivamente com as ferramentas da Geografia. Esse tipo de trabalho costuma ter grande potencial de atração dos alunos, envolvendo-os ativamente no seu processo de aprendizagem. Sugerimos alguns passeios a fim de observar e interpretar a paisagem e determinados elementos. Geralmente são realizados na escola ou no seu entorno, de acordo com a proposta de partir dos espaços de vivência dos alunos e, também, viabilizando sua realização na maioria das escolas do país. 12
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O trabalho de campo deve sempre ser precedido de um planejamento de percurso e objetivos. Realizado pelo professor, em um primeiro momento e, em seguida, com os alunos, deve também envolver alguma forma de registro e um trabalho de análise posterior.
O trabalho com a cartografia A cartografia está bastante presente no material, que desenvolve a cada ano diferentes habilidades ligadas à unidade temática “Formas de representação e pensamento espacial”, da Base Nacional Comum Curricular. São promovidos o contato e leitura de diferentes formas de representação espacial e a elaboração de representações em diversos formatos, a fim de desenvolver cada habilidade. A cada ano, é aumentada a complexidade das representações trabalhadas, iniciando com noções simples como lateralidade e pontos de referência, e chegando à análise de imagens de satélite e comparação entre mapas temáticos, por exemplo. Busca-se o domínio da linguagem cartográfica para uso no dia a dia, como leitura de mapas para circulação, e também para maior aprofundamento dos estudos em Geografia, pois a representação cartográfica é uma linguagem essencialmente geográfica que nos ajuda a visualizar e relacionar diferentes fenômenos espaciais. A cartografia é atrelada ao trabalho com conteúdos pensados para desenvolver o raciocínio geográfico, atribuindo sentido aos conteúdos cartográficos e evitando o uso do mapa como fim em si mesmo, conforme atenta a BNCC.
A avaliação No material digital há sugestões de diferentes instrumentos e formas de avaliação, incluindo questões abertas e fechadas, autoavaliação, avaliação da participação, avaliações individuais, em duplas, grupos, atividades práticas, entre outras. É privilegiada a avaliação em diversos momentos pois deve fazer parte do processo de ensino-aprendizagem, servindo como acompanhamento do desempenho dos alunos e guia para planejamento de atividades. Tem-se, assim, uma avaliação formativa, que auxilia no desenvolvimento do aluno, fazendo parte do processo de aprendizagem. As avaliações estão atreladas ao desenvolvimento das competências e habilidades da BNCC, indicadas em cada material disponibilizado.
Considerações finais O material digital foi elaborado com a finalidade de oferecer alternativas que colaboram para o desenvolvimento das competências e habilidades exigidas pela Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais. O presente material também viabiliza maior inserção de tecnologias digitais na educação, desafio há muito tempo presente em nosso país, cuja superação contribui para a democratização dos meios de comunicação, sendo um passo no caminho do combate à desigualdade. Simultaneamente ao trabalho com noções, conceitos, habilidades e competências específicos da Geografia, buscamos orientar para o desenvolvimento de valores e competências socioemocionais, tão importantes para a formação integral dos alunos, entendendo a educação como o principal meio de construção de um mundo mais justo. Lembramos, ainda, que o material apresentado pode e deve ser adaptado de acordo com as necessidades de cada turma e professor.
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Geografia – Apresentação
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – Versão final. Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ publicacao.pdf>. Acesso em: 2 dez. 2017. BRASIL. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília, DF: MEC/SEB, 2013. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 9 dez. 2017. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 dez. 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 10 dez. 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Programa de Apoio a Leitura e Escrita PRALER. Caderno de Teoria e Prática 6 – avaliação e projetos na sala de aula. Brasília, DF: FNDE/MEC, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/praler/tp/tp6.pdf>. Acesso em: 3 dez. 2017. BUCK INSTITUTE FOR EDUCATION. Aprendizagem baseada em projetos: guia para professores de ensino fundamental e médio. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. CETIC.br. O uso da internet por alunos brasileiros de Ensino Fundamental e Médio. Panorama Setorial da internet, Ano V, n. 2, ago. 2013. Disponível em: <http://cetic.br/media/ docs/publicacoes/6/Panorama%20Setorial%20AGOSTO%202013_FINAL.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2017. CHAVES, Luis Fernando Prado. A desigualdade social no acesso à internet está, mais do que nunca, escancarada. Carta Capital, 2016. Disponível em: <http://justificando. cartacapital.com.br/2016/09/29/desigualdade-social-no-acesso-internet-esta-mais-do-quenunca-escancarada/>. Acesso em: 10 dez. 2017. HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. IBOPE. Escolaridade é fator decisivo para inclusão digital do brasileiro. Grau de instrução é mais importante que infraestrutura e renda. Ibope Notícias, 14 fev. 2013. Disponível em: <http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Escolaridade-e-fator-decisivo-para-inclus ao-digital-do-brasileiro.aspx>. Acesso em: 10 dez. 2017. COMPETÊNCIAS socioemocionais. Saiba o que são e como desenvolver competências socioemocionais a partir de experiências e recomendações voltadas a preparar os alunos para enfrentar os desafios do século 21. Porvir, 23 set. 2014. Disponível em: <http://porvir.org/especiais/socioemocionais/>. Acesso em: 10 dez. 2017.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento
Plano de desenvolvimento: A sala de aula: objetos, localização e organização Neste plano de desenvolvimento são sugeridas algumas práticas cotidianas nos espaços escolares, em especial na sala de aula, envolvendo noções de localização e orientação, organização espacial da sala de aula e a constituição de alguns objetos do dia a dia, quanto às matérias-primas. Essas atividades também buscam promover o desenvolvimento da autonomia, do protagonismo e da sociabilidade dos alunos nesses espaços.
Conteúdos
Orientação e localização espacial Organização espacial da sala de aula Posição de objetos e seu ponto de vista Origem dos produtos
Objetos de conhecimento e habilidades Objeto de conhecimento
Localização, orientação e representação espacial
Habilidades
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
Relação com a prática didático-pedagógica
Observar se o aluno é capaz de identificar objetos da sala de aula e de outros espaços escolares. Orientar os alunos quanto à importância da atenção à localização de materiais escolares, móveis e outros objetos para melhor se organizarem em suas atividades. Sempre que possível, fazer desenhos, croquis e mapas mentais na lousa de espaços escolares, indicando a localização de trajetos para os alunos.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento
Objeto de conhecimento Habilidade Relação com a prática didático-pedagógica
Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.
Aproveitar os objetos de uso cotidiano para instigar os alunos a identificar as matérias-primas que os compõem e a origem delas.
Práticas de sala de aula Ao trabalhar com orientação e localização espacial com o aluno, também é importante fazê-lo de forma rotineira, como parte das atividades diárias. Uma atividade possível é a de perguntar aos alunos se, no ano letivo anterior, costumavam ocupar um lugar fixo da sala de aula ou o lugar mudava de acordo com a atividade realizada. Espera-se que os alunos apresentem as respostas utilizando referencias espaciais, como à direita, à esquerda, em cima, embaixo, em frente e atrás. Além das habilidades relacionadas à localização e à orientação espacial, nesse bimestre será trabalhada a origem de alguns produtos e das matérias-primas utilizadas em sua produção. Os alunos irão identificar os principais materiais que compõem os objetos de uso cotidiano e conhecer exemplo de transformação de matéria-prima em produto acabado. A seguir são sugeridas práticas que podem ser realizadas cotidianamente, em diversos momentos, sem necessidade de uma maior sistematização. Localização dos objetos Para desenvolver e aplicar noções de localização usando referenciais espaciais, em diversos dias e momentos, é importante indicar aos alunos (e também solicitar que eles indiquem) a localização de elementos da sala de aula. Podem ser aqueles objetos que ocupam um lugar fixo (porta, janela, lousa, armário etc.) ou que têm localização variável, de acordo com o uso (objetos de uso coletivo, como globo terrestre, materiais de arte, brinquedos etc.). Questionar os alunos sobre a posição dos objetos em dias diferentes. Para isso, eventualmente, mude alguns objetos de lugar quando os alunos não estão presentes para, depois, solicitar que os encontrem e indiquem a localização. Também é importante orientar os alunos a prestarem atenção na localização dos materiais escolares de uso individual, como mochilas, lápis, cadernos e livros. Esse tipo de atividade também pode ser feita em outros espaços da escola como o parque, o refeitório etc. Além de auxiliar os alunos a encontrar os materiais facilmente sempre que deles precisar, esse tipo de atividade contribui para o desenvolvimento da autonomia do aluno, a manutenção da organização da sala de aula e dos pertences do aluno, a maior interação com os espaços escolares, além de auxiliar na orientação espacial, pois objetos, móveis e outros elementos podem ser usados como referenciais espaciais.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento
Representação espacial da sala de aula
Bentinho
Organizando o espaço da sala de aula.
Oportunizar aos alunos momentos para analisar e propor formas de organizar a sala de aula, de acordo com as atividades realizadas. Assim, estarão identificando as características desse lugar, as dinâmicas de usos e as possíveis adaptações. A cada início de aula, explicar para os alunos o que será trabalhado e incentivá-los a propor uma organização adequada às atividades. Por exemplo: se for realizada uma atividade em pequenos grupos, como eles sugerem dispor as mesas? As mesas são necessárias para a atividade? E as cadeiras? É preciso um espaço aberto para a atividade? Após decidir de forma coletiva como a sala de aula será organizada, fazer um desenho na lousa, como um croqui, para representar essa organização, ou sugerir que os alunos façam o croqui no caderno. Alguns formatos de organização da sala de aula são ótimos para debates como o formato em círculo ou em U, enquanto outros são bons para realização de tarefas em grupo, com a disposição lado a lado das carteiras. O mais importante é escolher o formato mais adequado para cada atividade. Ou, durante a conversa sobre a melhor organização, os alunos podem desenhar na lousa formatos diferentes de arranjos espaciais das carteiras da sala de aula e, depois, podem escolher os preferidos da turma. Saber que há outras opções de disposição espacial do mobiliário de uma sala de aula é importante para o aluno, pois ele mesmo pode propor mudanças quando achar necessário. Esse tipo de atividade promove, assim, o protagonismo, a autonomia e a autoconfiança dos alunos, pois têm a oportunidade de pensar sobre seu lugar de vivência e nele agir. O incentivo à participação dos alunos nas decisões sobre os diferentes tipos de arranjos da sala de aula também promove uma gestão mais democrática desse espaço escolar. Tal estratégia pode facilitar a audição, a interação com o professor e com os colegas de turma, viabilizando a sua integração. Composição de um objeto Em diversos momentos das aulas, pode-se fomentar a identificação e investigação da composição dos objetos presentes no cotidiano, questionando os alunos sobre as matérias-primas constitutivas dos produtos que consomem, assim como a origem delas, seja ela animal, vegetal ou mineral.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento
Após os alunos tentarem desvendar (por obsevação direta ou pesquisa) a composição de um objeto, explicar a importância de conhecer a matéria-prima que o constitui. Atividades como essa devem ser recorrentes, pois também auxiliam na compreensão da maneira como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza.
Foco É importante orientar os alunos a deixarem a sala de aula arrumada após as atividades desenvolvidas, pois se trata de um espaço coletivo, podendo ser usado por outras turmas ou até mesmo para organizar melhor as demais aulas da turma naquele espaço. Quanto às dificuldades de orientação espacial e de localização, o professor pode utilizar-se diariamente de referenciais situados dentro ou fora da sala de aula, solicitando também que os alunos façam o mesmo. Um problema mais ou menos comum, com crianças dessa faixa etária, é a perda de objetos pessoais nos espaços escolares. Já que estão sendo trabalhadas a localização e a organização da sala, é pertinente que todos façam pequenos exercícios, como o de colocar nomes nos pertences, para auxiliar em um momento de perda, e o de contribuir com a organização da sala, guardando os materiais de uso individual e coletivo em lugares adequados que não atrapalhem os demais colegas nem o professor.
Para saber mais
Salas flexíveis: Os designs possíveis das salas de aula para o século XXI. Disponível em: <http://www.playground-inovacao.com.br/a-sala-de-aula-ideal-para-o-seculo-21/>. Acesso em: 4 dez. 2018. Daqui pra lá, de lá pra cá: Neste jogo, os alunos colocarão em prática as noções de localização espacial ajudando um personagem a seguir um trajeto pelas ruas da cidade. Disponível em: <https://novaescola.org.br/arquivo/jogos/daqui-pra-la/>. Acesso em: 4 dez. 2018. TEIXEIRA, Madalena Telles; REIS, Filomena. A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa. Rio de Janeiro: Meta, Avaliação, 2012. LINARES, Alcy. Tô dentro, tô fora. São Paulo: Formato, 2005. Apresenta ilustrações que tratam das noções espaciais, da posição de objetos e ajudam o leitor na compreensão dessas dimensões espaciais.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
Projeto integrador: Livro de receitas
Conexão com: MATEMÁTICA, LÍNGUA PORTUGUESA, CIÊNCIAS, HISTÓRIA e GEOGRAFIA Este projeto propõe a criação de um livro de receitas culinárias, resgatando tradições familiares de preparação dos alimentos. Espera-se que os alunos, ao construir um livro de receitas, tenham contato com conhecimentos transmitidos por outras gerações e percebam a importância de conservar esses saberes.
Justificativa A ação de cozinhar é uma habilidade muito praticada pela humanidade a partir da descoberta do fogo. O preparo dos alimentos varia muito de acordo com a região, cultura e momento histórico. A alimentação ultrapassa as necessidades básicas de sobrevivência, caminha em conjunto com o desenvolvimento da preservação dos alimentos e abre espaço para a busca por novos sabores e receitas ao longo da história. No início, registros de receitas e sabores eram transmitidos apenas oralmente. Após a invenção da escrita e, muito posteriormente, o desenvolvimento da imprensa, houve a propagação dos livros impressos, e as receitas foram então amplamente divulgadas pelo mundo. Hoje, as receitas culinárias são destaques em livrarias, blogues, programas de televisão e compartilhadas em redes sociais, passando de geração em geração em muitas famílias. Assim, a ação de cozinhar rompeu barreiras, preconceitos, fronteiras, e hoje ser chef de cozinha ou saber cozinhar o próprio alimento é uma habilidade muito valorizada na sociedade. A metodologia utilizada permite aos alunos mobilizar conhecimentos das áreas de Ciências, História, Geografia, Matemática e Língua Portuguesa, desenvolvendo um trabalho colaborativo para planejar as etapas do projeto e realizar as atividades, elaborando ao final um livro de receitas culinárias.
Objetivos
Reconhecer a importância da culinária e da produção dos alimentos para o consumo. Pesquisar sobre diferentes receitas. Organizar e classificar as informações pesquisadas. Identificar a origem e matérias-primas dos alimentos. Produzir um livro de receitas.
Competências e habilidades
Competências desenvolvidas
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. 4. Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações,
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Geografia: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. (EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.
Habilidades relacionadas*
História: (EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar. (EF02HI08) Compilar histórias da família e de conhecidos registradas em diferentes fontes. Língua Portuguesa: (EF02LP19) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF02LP20) Escrever listas de nomes ou de objetos, associando, quando pertinente, texto verbal e visual, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF02LP23) Produzir pequenos relatos de observação de processos, de fatos, de experiências pessoais, mantendo as características do gênero textual, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF02LP26) Reler os textos produzidos, com a mediação do professor e colaboração dos colegas, para fazer cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (EF02LP27) Reescrever o texto incorporando as
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica e de inclusão de título e autoria. Matemática: (EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de centenas) pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero). Ciências: (EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas e analisar as relações entre as plantas, os demais seres vivos e outros elementos componentes do ambiente. * A ênfase nas habilidades aqui relacionadas varia de acordo com o tema e as atividades desenvolvidas no projeto.
O que será desenvolvido Os alunos deverão produzir um livro de receitas de tradições culinárias das famílias deles, que ficará disponível na biblioteca da escola para a consulta por todos.
Materiais
Livros, revistas e jornais Lápis de cor, lápis grafite, caneta preta ou canetas hidrocor Folhas avulsas de papel A4 Cola Tesoura sem ponta Computadores ou tablets conectados à internet (se disponível)
Etapas do projeto Cronograma
Tempo de produção do projeto: 1 mês/4 semanas/2 aulas por semana Número de aulas sugeridas para o desenvolvimento das propostas: 7 aulas
Aula 1: Sensibilização e apresentação do projeto Perguntar aos alunos se participam da preparação dos alimentos em seu cotidiano, quem mais cozinha na casa deles, se costumam comer mais em casa ou em estabelecimentos comerciais, se participam da compra desses alimentos. Pedir-lhes que listem as comidas de que mais gostam e aquelas que são as mais preparadas na casa deles, tanto pratos doces quanto salgados.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
Promover com os alunos uma reflexão sobre a importância de uma refeição saudável e balanceada, com muitas cores no prato, destacando frutas e legumes como acompanhamento. Pautar na discussão em grupo a importância do momento da refeição; apresentar aos alunos esse ambiente como criador de laços afetivos e espaço de troca de experiências e saberes. Perceber sempre a realidade deles e entender que, caso esse lugar não exista no cotidiano de alguns, é possível inspirá-los a promover essa troca. Incentivar os alunos a buscar receitas recorrentes nos grupos familiares deles. Apresentar-lhes a proposta do projeto (incluindo explicações sobre o livro de receitas e suas características, assim como o cronograma), usando como exemplos as experiências do(a) próprio(a) professor(a) e experiências do(da) funcionário(a) da escola responsável pela merenda como meio de motivação e questionamento em relação à realidade da escola que frequentam. Solicitar aos alunos que busquem as receitas culinárias de tradição familiar que gostariam de compartilhar com os colegas. Orientá-los a escrever a receita em uma folha avulsa e a pesquisar sobre a experiência da degustação feita pelos familiares, na primeira vez que esse alimento foi preparado. Cada aluno deve escrever um pequeno texto (5 a 10 linhas), que vai compor o livro de receitas. Salientar que as receitas simples também são interessantes, e que essas tradições familiares podem ser novidade para todos, se compartilhadas. Pedir aos alunos que tragam anotada em folha avulsa na aula seguinte a receita favorita deles, doce ou salgada. Explicar-lhes que a produção do livro de receitas será um trabalho coletivo e que é muito importante todos fazerem essa pesquisa em casa, conversando com as pessoas da família. É importante haver no livro uma receita de cada aluno, e também uma receita dos(das) professores(as).
Aula 2: Conhecendo o tema Por meio de uma conversa coletiva, apresentar aos alunos as receitas pesquisadas e enfatizar a importância das histórias registradas por eles. Sugerir um momento de leitura, para criar ambientes de oralidade e respeito entre os alunos na hora da exposição dessas histórias. Definir em conjunto como será esse momento, e sempre incentivar a importância de todos participarem. Respeitar o tempo de leitura de cada um e as dificuldades enfrentadas na hora da leitura. Perguntar aos alunos de que receitas mais gostaram, quais delas tiveram vontade de experimentar, quais pareciam desafiadoras e com quais já estavam familiarizados. Ater-se às observações dos alunos e perguntar a eles se conhecem todos os ingredientes, se são alimentos acessíveis, se conhecem a origem desses alimentos e como são produzidos. Verificar com antecedência se haverá condições para os estudantes fazerem na aula seguinte uma pesquisa na internet sobre a origem de alguns alimentos, como sal, açúcar, arroz, feijão, trigo, leite e batata. Solicitar à escola o uso de tablets ou da sala de informática; se não houver disponibilidade, utilizar o acervo da biblioteca da escola ou do município para fazerem a pesquisa. Se for utilizada a biblioteca na escola, solicitar ao(à) bibliotecário(a) que separe alguns materiais relevantes para a pesquisa dos alunos. Após a consulta às fontes de pesquisa, propiciar um momento de compartilhamento entre os alunos. Retomar o cronograma com os alunos e avisá-los sobre as atividades que serão realizadas na aula seguinte.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
Sugestões de materiais para a pesquisa dos alunos
KEZO, Luciano Ariabo. Boloriê: a origem dos alimentos. São Carlos: Leetra/UFSCar, 2015. Ilustracões de Eld Johonny e Pedro Alberto Ribeiro Pinto. Disponível em: <https://issuu.com/grupo.leetra/docs/bolorie_-_a_origem_dos_alimentos>. Acesso em: 28 dez. 2017. RANDALL, Ronne. De onde vem minha comida? Explicando a origem dos alimentos. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2010.
Aula 3: Pesquisa de dados Auxiliar os alunos a pesquisar em livros, jornais ou na internet a origem de alguns produtos muito comuns em receitas culinárias brasileiras que estão listados na tabela a seguir. Conhecer a origem de um produto é importante, pois permite identificar o produtor, se o produto é local ou se vem de muito longe, se é orgânico, se é de origem mineral, vegetal ou animal, como é feita sua produção – em larga ou em pequena escala –, como é o modo de cultivo – se respeita o solo ou o agride. Pedir aos alunos que completem a tabela a seguir, marcando um X na origem do produto, identificando se vem diretamente do campo para nossas casas, ou se é necessário passar por um processo industrial que vai transformá-lo. Observação: possibilitar aos alunos que modifiquem as indicações no quadro de acordo com as observações e indagações deles. PRODUTO
PASSA PELA INDÚSTRIA
X
X X
X
CARNE
X
AÇÚCAR
X
ORIGEM MINERAL
X
X
GOIABA
MANGA
ORIGEM VEGETAL
X
X
CEBOLA SAL
ORIGEM ANIMAL
X
ALFACE LEITE
VEM DIRETO DO CAMPO
X X X
X
X
Em seguida, solicitar aos estudantes que respondam no caderno às questões sobre os ingredientes do quadro acima que são comuns em receitas culinárias. Orientá-los a pesquisar com os familiares.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
1. VOCÊ JÁ COMEU ALGUM DOS ALIMENTOS DA TABELA? DE QUAIS GOSTOU E DE QUAIS NÃO GOSTOU? ESCREVA POR QUÊ. 2. SUA FAMÍLIA JÁ PLANTOU EM CASA ALGUM DESSES ALIMENTOS OU OUTRO TIPO DE PLANTAS? QUAIS? 3. VOCÊ JÁ COMPROU ALIMENTOS DE PRODUTORES LOCAIS OU EM ALGUMA FEIRA LIVRE? SE JÁ COMPROU, QUAIS FORAM OS PRODUTOS?
Solicitar aos alunos que tragam na aula seguinte essas informações e suas observações para que todos compartilhem a pesquisa. Incentivar a interação entre os colegas e observar os hábitos alimentares da comunidade escolar.
Sugestão de material para a pesquisa dos alunos:
CHRISTO, Maria Stella Libanio. Fogãozinho: culinária infantil em histórias para as crianças aprenderem a cozinhar sem usar a faca. São Paulo: Mercuryo, 2005. A autora mostra as mais variadas receitas culinárias, todas elas adaptadas para que crianças possam praticá-las de maneira saudável e divertida.
Aula 4: Sistematizando as informações Após compartilhar as respostas dos alunos às questões da aula anterior, a proposta é que eles comecem a produção de texto escrevendo as páginas do livro de receitas. Após pesquisa e roda de conversa, propor aos alunos a produção de texto das receitas que vão compor o livro coletivo. Combinar com o grupo quantas receitas serão inseridas no livro e como serão catalogadas. Criar essa catalogação coletivamente. A partir da receita trazida de casa, eles vão reescrever os ingredientes em uma ordem numérica crescente da quantidade; por exemplo: 1/2 dúzia de ovos, 1 litro de leite, 1 xícara de açúcar, 2 colheres de fermento, 3 pedaços de queijo provolone, e assim por diante. O importante aqui é que a quantidade de ingredientes esteja em ordem crescente. Caso os alunos já tenham estudado em Matemática o dobro e triplo, pedir-lhes como atividade que eles aumentem ou diminuam a receita para outra quantidade de pessoas. Escrever na lousa um rascunho com informações quantitativas da receita, pesquisadas na aula 1. Em seguida, escrever o modo de preparo da receita. Revisar esse texto posteriormente, junto com os alunos. Todos devem participar de todo o processo de elaboração do livro. Com o auxílio do(da) professor(a), os alunos vão elaborar coletivamente o sumário do livro da maneira como todos acharem mais interessante. Se possível, trazer referências de tipos de sumários diferentes para pesquisarem antes de criá-lo do jeito deles.
Aula 5: Criando os textos do livro de receitas Revisar coletivamente o texto das informações quantitativas; formar pequenos grupos para os alunos ajudarem-se mutuamente nessa tarefa. Corrigir também o texto das experiências dos familiares ao provar pela primeira vez a receita preparada e as histórias coletadas em casa. Explicar aos alunos a importância de deixar um espaço no livro para as histórias das famílias e os relatos da memória de cada uma sobre as receitas.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
Aula 6: Ilustrando o livro Esta aula servirá para fazer as ilustrações e dar o acabamento ao livro. Os estudantes podem utilizar este momento para pensar nas sequências dos trabalhos dentro do livro, como tudo será organizado, quais serão as imagens aplicadas. O importante é a participação de todos em cada passo da produção e entender que um livro é feito em etapas.
Aula 7: Criando um livro de receitas Este é o momento de finalizar o livro de receitas. Orientar os alunos a pensar coletivamente como será a capa e como será produzida a imagem aplicada nela. Apresentar a eles possibilidades de materiais para que possam criar livremente. Incentivar a elaboração de desenhos, trazer revistas e livros para a produção de colagens, trazer referências de capas de livro, revistas, discos etc. Pensar em soluções para o material da capa: Deverá ser um material resistente? Qual material é melhor para a confecção da capa? Posteriormente, organizar o sumário e a sequência decidida pelo grupo. Furar as páginas para que os alunos iniciem a montagem do livro. É possível montar o livro de diversos modos: espiral, amarração, grampo, costura; eles devem decidir a maneira mais adequada para fixar as páginas do livro. O livro de receitas estará pronto para ser exposto em uma reunião de pais ou evento da escola, e até mesmo reproduzido em cópias para todos os alunos.
Avaliação No quadro a seguir são sistematizadas as propostas de avaliação presentes neste projeto. Elas são sugestões e devem ser ampliadas e/ou modificadas de acordo com a realidade de cada turma. Aulas 1
Propostas de avaliação Verificar se os alunos ouviram com respeito as histórias dos colegas.
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Conferir se os alunos trouxeram de casa uma receita de família anotada.
3
Verificar a participação deles na pesquisa on-line e/ou na biblioteca sobre a origem dos ingredientes da receita como também as respostas deles às questões da tabela.
4
Verificar se souberam enumerar em ordem crescente os números e quantidades.
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Avaliar a criação de um texto com a história familiar ligada à culinária.
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Verificar o trabalho em equipe e os desenhos individuais.
7
Avaliar a colaboração de todos na montagem final do livro de receitas.
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2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Projeto integrador: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História e Geografia
Avaliação final Conversar com os alunos sobre a proposta deste projeto e as impressões que eles tiveram ao longo do processo de produção do livro de receitas, contando sobre o que acharam difícil, de que gostaram na produção desse livro de receitas e por quê. Quanto à prática pedagógica, o(a) professor(a) pode avaliar a ocorrência de influências externas ou eventos externos favoráveis ou desfavoráveis à obtenção dos resultados e como foram as interações com os alunos. Descrever quais foram as dificuldades deles na implantação do projeto e quais foram as causas, apontando as medidas adotadas para superar os obstáculos. Avaliar, ainda, se o cronograma foi suficiente para a implantação do projeto e se os objetivos definidos no início foram alcançados de maneira satisfatória ou insatisfatória e por quê.
Referências bibliográficas complementares
BARBOSA, Jacqueline Peixoto. Receita: trabalhando com os gêneros do discurso. São Paulo: FTD, 2003. FRANCA, Thyago Madeira; PORTO, Aparecida Clemilda. Receita: conhecendo e produzindo gêneros do cotidiano. 2011. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ fichaTecnicaAula.html?aula=26736>. Acesso em: 28 dez. 2017. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. São Paulo: Autêntica, 2007.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
1a sequência didática: Localização e representação espacial Nessa sequência didática são trabalhadas noções de localização, com aplicação de referenciais espaciais. Os conteúdos são encaminhados numa escala mais próxima dos alunos, ou seja, os locais de vivência, como a moradia, a escola e a sala de aula, tanto in loco como em representações. Ser capaz de localizar-se no espaço e utilizar-se de referenciais espaciais (direita, esquerda, em frente, atrás etc.) é fundamental para o desenvolvimento da autonomia dos alunos nos deslocamentos no dia a dia e, de forma associada, da autoestima. Além disso, conhecer características dos espaços de vivência, analisar a forma de organização espacial e indicar a localização de objetos e outros elementos favorece o desenvolvimento de noções espaciais.
Relação entre BNCC, objetivos e conteúdos Objeto de conhecimento
Localização, orientação e representação espacial
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
Habilidades
Objetivos de aprendizagem
Conteúdos
Utilizar-se de referenciais espaciais para localizar-se no espaço e indicar a localização de pessoas e objetos Ser capaz de identificar direções a partir do próprio corpo Identificar espaços de vivência e indicar a localização usando referenciais espaciais. Localização Referenciais espaciais Lugares de vivência Representação do espaço
Materiais e recursos
Folhas de papel sulfite Lápis Caderno Lápis de cor Canetas hidrocor 27
Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
Desenvolvimento
Quantidade de aulas: 5 aulas
Aula 1 Esta aula consiste numa conversa inicial e algumas práticas para explorar referenciais espaciais associados a ações e objetos do dia a dia. Fazer algumas perguntas para os alunos localizarem alguns objetos e pessoas na sala de aula. As perguntas devem explorar as noções de em cima e embaixo, em frente e atrás, dentro e fora. Seguem algumas sugestões que devem ser adaptadas de acordo com a realidade: Perguntar, de forma coletiva, o que há em cima e o que há embaixo da mesa da professora (ou de outra mesa). Deve-se, antecipadamente, deixar alguns objetos em cima e embaixo. Providenciar uma caixa de livros ou de brinquedos. Alguns dos livros ou brinquedos devem estar fora. Outros devem estar dentro. Perguntar se há mais livros fora ou dentro da caixa, Perguntar a um aluno quem ou o que está na frente dele. Depois, perguntar quem ou o que está atrás dele. Fazer as mesmas perguntas para alguns outros alunos. De forma coletiva, pedir que alguns alunos indiquem a localização de algum colega, usando atrás e em frente. Eles poderão dizer, por exemplo: João está na frente da Gabi e atrás do Rafa. Depois, organizar a turma numa roda de conversa e encaminhar as atividades sugeridas a seguir. Pedir aos alunos para levantarem a mão que escrevem. Façam uma contagem de quantos escrevem com a mão direita e quantos escrevem com a mão esquerda. Solicitar que escrevam seu nome no caderno com a mão que estão acostumados a escrever. Em seguida, pedir aos alunos que escrevam seu nome abaixo do anterior, dessa vez com a mão contrária a que ele escreve habitualmente. Depois disso, é importante explicar que uma forma prática de desenvolver as noções de direita ou esquerda é associando ambas as direções à mão que costumam escrever. Lembrar que provavelmente outras tarefas importantes da vida cotidiana do aluno, como escovar os dentes, são feitas com a mesma mão que utilizam para escrever. Explicar a diferença entre uma pessoa destra e canhota. Lembrar que a maioria dos objetos são feitos para destros e perguntar se, na opinião deles, isso causa dificuldades para quem é canhoto. Espera-se que eles citem, por exemplo, da dificuldade de escrever o nome com a mão com a qual não estão acostumados a escrever. Pedir para os alunos identificarem e experimentarem alguns objetos em sala e dizerem quais são os menos adequados para canhotos (auxiliar mostrando objetos que são construídos para destros como tesouras, cadernos com espiral, botões de ajuste de relógios de pulso, abridor de latas, carteiras escolares de um braço, mouse de computador, violão entre outros). Para finalizar a conversa perguntar aos alunos se eles sabem em qual lado fica o coração na maioria das pessoas. Após as respostas dos alunos, explicar que o mais comum é que esse órgão fique do lado esquerdo do peito, mas que existe algumas poucas pessoas que possuem o coração no lado oposto. Pedir para eles investigarem seus próprios corpos colocando a mão no peito e escutando os batimentos do coração. Após a atividade, peça que identifiquem em qual lado do peito seu coração se localiza.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
Aula 2 Nesta atividade, a sala de aula deve ser organizada em círculo, conforme imagem a seguir. Providenciar folhas de sulfite, com uma sequência de três linhas traçadas horizontalmente, de forma que o aluno tenha espaço para escrever o nome dele e de outros dois colegas (de acordo com as próximas etapas). Distribuir uma folha para cada aluno e pedir para que escreva o próprio nome na linha do meio. Depois, pedir que escreva, do lado direito do nome dele, o nome do colega que está imediatamente à direita dele, e depois, à esquerda, o nome do aluno que está à esquerda.
Marcos de Mello
Sala de aula em formato circular.
Ao terminar de escrever, cada aluno deve entregar a folha ao colega sentado à direita para que confira se o nome dele está escrito do lado correto. Após a conferência, solicitar que o colega devolva a folha ao aluno que escreveu os nomes para que repita a operação com o colega sentado à esquerda. Além de trabalhar noções de lateralidade (direita e esquerda), esta atividade promove a sociabilidade entre os colegas da turma. Com as folhas em mãos, pedir que os alunos se levantem e fiquem de costas para o centro do círculo. Depois, pedir que observem novamente os nomes nas folhas e os colegas que estão em cada um dos lados. A partir daí, devem ser encaminhadas algumas questões problematizadoras:
1. O QUE ACONTECEU?
Espera-se que os alunos observem que, agora, a posição dos nomes no papel não corresponde à posição dos colegas.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
2. POR QUE O ALUNO QUE ANTES ESTAVA À ESQUERDA, AGORA ESTÁ NA DIREITA? O COLEGA QUE MUDOU DE LUGAR? Espera-se que os alunos concluam que isso aconteceu pois, agora, ele está voltado para a direção contrária. Não foi o colega que mudou de lugar. A ideia, aqui, é trabalhar o espelhamento da lateralidade e que o aluno comece a perceber que referenciais espaciais, como direita e esquerda são relativos.
Aula 3 Nesta aula os alunos farão um passeio pela escola. Planejar um trajeto no qual os alunos identifiquem todos, ou quase todos, espaços escolares. Ou pode ser feito um trajeto mais curto, como da sala de aula até o pátio. O objetivo é que os alunos identifiquem espaços escolares e a localização deles, utilizando-se de referenciais espaciais, como à direita e à esquerda, atrás e em frente. Ao longo do trajeto, devem ser feitas algumas perguntas como as sugeridas abaixo, podendo ser adaptadas de acordo com o espaço da escola:
1. 2. 3. 4. 5.
O QUE HÁ EM FRENTE DA NOSSA SALA DE AULA (OU OUTRO ESPAÇO ESCOLAR)? O QUE HÁ ATRÁS DA LANCHONETE (OU OUTRO ESPAÇO ESCOLAR)? O QUE FICA À DIREITA DA QUADRA DE ESPORTES (OU OUTRO ESPAÇO ESCOLAR)? QUE ESPAÇOS FICA À ESQUERDA DA BIBLIOTECA (OU OUTRO ESPAÇO ESCOLAR)? FALE A LOCALIZAÇÃO DA SECRETARIA (OU OUTRO ESPAÇO ESCOLAR)?
No retorno à sala de aula, pedir que os alunos façam um mapa mental do trajeto. Orientar os alunos a recordar o trajeto que fizeram e os espaços que observaram. Não há necessidade de exigir total correspondência entre o desenho e a realidade, deixando os alunos livres para representar o que lembrarem. Se houver tempo, esse desenho pode ser feito na sala de aula, logo após o passeio, ou pode ser solicitado como tarefa de casa.
Aula 4 Mostrar a figura para os alunos e encaminhar algumas perguntas de forma coletiva. Se achar oportuno, levando em conta o momento do processo de alfabetização que os alunos se encontram, peça para registarem algumas respostas no caderno.
EstudioMil
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
1. QUE CÔMODO DA CASA ESTÁ REPRESENTADO? COMO VOCÊ SABE DISSO?
Um quarto. Espera-se que os alunos respondam que os objetos e móveis desse cômodo são os que geralmente há num quarto, como a cama e o armário.
2. FALE OUTRO ESPAÇO OU CÔMODO QUE HÁ NUMA MORADIA.
Nesse momento pode ser feita uma lista com os nomes dos espaços citados pelos alunos. É um momento oportuno para trabalhar o gênero lista.
3. FALE UMA DIFERENÇA ENTRE DOIS ESPAÇOS DE UMA MORADIA.
Os alunos poderão citar diferenças em relação ao uso e aos elementos que compõem cada espaço ou cômodo. Por exemplo: no quarto há cama e é usado para dormir e descansar; na cozinha há fogão e geladeira e é usada para preparara a comida e comer.
4. O QUE HÁ EMBAIXO DA MESA? E EM CIMA?
Embaixo da mesa há uma mochila. Em cima há uma luminária e um livro.
5. A JANELA ESTÁ NA PAREDE DA DIREITA OU DA ESQUERDA? A janela está na parede da direita.
6. IMAGINE QUE VOCÊ ESTÁ ENTRANDO NO QUARTO. AGORA, RESPONDA: A) QUE OBJETO ESTARÁ BEM À SUA FRENTE? Uma cadeira. B) O ARMÁRIO ESTARÁ À SUA ESQUERDA OU À SUA DIREITA? À esquerda.
Aula 5 Nesta aula, a sugestão é que os alunos desenhem, em folha avulsa, o cômodo ou espaço que mais gosta da sua casa ou de outro lugar de vivência, juntamente com os elementos que o compõem (objetos, móveis etc.). Com os desenhos prontos, organizar os alunos numa roda de conversa e encaminhar as perguntas de forma oral:
1. QUE ESPAÇO FAVORITO VOCÊ DESENHOU? Resposta pessoal
2. DESCREVA COMO É ESSE ESPAÇO E OS OBJETOS QUE HÁ NELE.
Orientar o aluno a fazer uma descrição física do local, relatando a quantidade de portas, janelas, o tipo de piso entre outros elementos, além de descrever os elementos nele contidos, como, móveis, brinquedos entre outros objetos.
3. ONDE SE LOCALIZA ESSE SEU LUGAR FAVORITO?
Se o espaço fica na casa, por exemplo, incentivar os alunos a falar de que cômodo se trata e onde se localiza, aplicando os referenciais de localização do espaço, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora.
4. POR QUE VOCÊ GOSTA DESSE ESPAÇO?
Incentivar o aluno a descrever os principais motivos que o faz gostar desse lugar.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
5. PARA QUE VOCÊ UTILIZA ESSE LUGAR? COM QUEM VOCÊ COMPARTILHA ESSE LUGAR? Espera-se que o aluno descreva os usos desse espaço e identifique quais pessoas o frequentam.
6. ESSE ESPAÇO PODERIA SER ORGANIZADO DE OUTRO JEITO? COMO VOCÊ MUDARIA ESSE LUGAR? Espera-se que o aluno descreva outras possíveis formas de organização desse espaço, trocando de posição os móveis entre outros objetos, adaptando-o para seus diversos usos e finalidades.
Após o encaminhamento das perguntas, expor os desenhos dos alunos num mural ou num varal, buscando incentivar a valorização da produção de cada um. Incentivar os alunos a observarem qual espaço foi mais representado, de que maneiras um mesmo espaço foi representado; qual desenho mais chamou a atenção etc.
Ampliação Uma atividade simples que pode ser desenvolvida para que todos os alunos trabalhem coletivamente, é a seguinte: Pedir para os alunos dividirem-se em dois grupos, aleatoriamente ou, se preferir, estabeleça um critério, como ordem alfabética (grupo 1: nomes que começam com as letras d A a J; grupo 2: L a Solicitar que todos fiquem ao fundo da sala. Em seguida, dar alguns comandos e o grupo de alunos seguirá as orientações, como por exemplo: o grupo 1 se sentará nas carteiras localizadas do lado esquerdo da sala, de frente para a lousa, enquanto o grupo 2 se sentará do lado direito da sala. O professor também pode trabalhar mais individualmente, indicando que apenas alunos com nomes iniciando com determinada letra do alfabeto se locomovam com a cadeira que estão sentados para a frente e se sentem de costas para a lousa e de frente para os demais alunos. Essa disposição diferente dos alunos e das carteiras pode levar ao desenvolvimento de outras atividades que trabalhem com as noções de lateralidade, localização, organização e orientação espacial.
Avaliação A avaliação deve ser feita de forma contínua, verificando os avanços e as possíveis dificuldades dos alunos durante as produções individuais e o desempenho nas atividades coletivas. Para o registro da avaliação, sugerimos utilizar o quadro a seguir. Considerar: P – Plenamente satisfatório; S – Satisfatório; I – Insatisfatório. Nome: Turma: Objetivos Utiliza referenciais espaciais para localizar-se no espaço. Indica corretamente a localização de pessoas e objetos. É capaz de identificar direções a partir do próprio corpo. Coisas que aprendi:
P
S
I
Minhas dúvidas:
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 1a sequência didática
Para trabalhar dúvidas Nesta fase do Ensino Fundamental, o trabalho com as noções de lateralidade pode apresentar maiores desafios para os alunos. Para aqueles que não atingiram os objetivos de forma plena ou satisfatória envolvendo essas noções, recomenda-se aplicar outras atividades, como sugeridas abaixo:
1. Pedir que levantem o braço direito e depois o esquerdo. Perguntar se ele escreve com a mão direita ou esquerda. Perguntar se ele chuta a bola com o pé direito ou esquerdo. 2. Mostrar a figura e encaminhar as atividades.
Leo Teixeira
Crianças dispostas lado a lado.
A) FALE O NOME DAS CRIANÇAS COMEÇANDO PELA SUA DIREITA. Da direita para a esquerda do aluno(a), temos posicionados: Silvia, Bianca, Vinícius e Mateus. O aluno mais baixo é o Vinícius e a aluna mais alta é a Bianca. B) OBSERVE A CRIANÇA MAIS BAIXA. AGORA, FALE O NOME DA CRIANÇA QUE ESTÁ À DIREITA DELA. A criança mais baixa é o Vinícius. À direita dele está Mateus. C) OBSERVE A CRIANÇA MAIS ALTA. FALE O NOME DE QUEM ESTÁ À ESQUERDA DELA. A criança mais alta é Bianca. À esquerda dela está Silvia.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
2a sequência didática: Mundo do trabalho Nesta sequência será abordada a origem de alguns os produtos que utilizamos e as principais fontes de matérias-primas que os constituem. Também são abordados exemplos de transformação da matéria-prima em produtos prontos para o consumo.
Relação entre BNCC, objetivos e conteúdos
Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.
Objetivos de aprendizagem
Identificar a proveniência de um produto. Compreender o processo de transformação da matéria-prima. Reconhecer a origem animal, vegetal ou mineral de um objeto.
Conteúdos
Origem dos produtos Fontes de matérias-primas
Objeto de conhecimento Habilidade
Materiais e recursos
Folha de papel sulfite Lápis Caneta Borracha Pedaço de couro Roupas feitas de lã (luva, cachecol ou blusa) Mel (caso não seja disponível, usar somente uma imagem)
Desenvolvimento
Quantidade de aula: 2 aulas
Aula 1 Nesta aula, os alunos sentarão em duplas e colocarão alguns materiais escolares em cima da carteira, como lápis, cadernos e livros. Depois, perguntar aos alunos se eles sabem de que materiais são feitos cada um desses objetos, explorando o conhecimento prévio deles. Incentivar a participação dos alunos de forma a garantir que cada dupla faça sua contribuição. Em seguida, organizar os alunos em duplas e ler o texto abaixo para eles:
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
A produção do papel O papel é feito da extração da madeira de árvore, como o eucalipto. Os troncos das árvores são levados para a indústria, onde é cortado e descascado. Os pedaços de madeira são colocados em um grande tanque para cozinhar, junto com algumas substâncias químicas. Depois de algumas horas, obtém-se uma pasta de celulose, que é levada para uma máquina que a transforma em uma grande folha. Essa folha passa por rolos que a prensam para retirar o excesso de água e alisam o papel. Em seguida, o papel é cortado em tamanhos menores, para compor, por exemplo, cadernos, livros etc.
1. DE ACORDO COM O TEXTO, O PAPEL É FEITO A PARTIR DE QUAL ELEMENTO DA
NATUREZA? Espera-se que os alunos consigam identificar as árvores como elemento da natureza presente na fabricação do papel.
2. FAÇAM UM DESENHO DO QUE VOCÊS ENTENDERAM SOBRE A PRODUÇÃO DO PAPEL.
Se houver necessidade, repetir passagens do texto para que os alunos relembrem as etapas de produção do papel. Os registros dos alunos devem servir para compor o processo de avaliação contínua.
Aula 2 Esta aula explora um exemplo de matéria-prima de origem animal, o couro. Iniciar a aula perguntando aos alunos que objetos são feitos de couro. Espera-se que eles citem, por exemplo, calçados, bolsas e roupas. Numa roda de conversa, encaminhar um diálogo e alguns esclarecimentos sobre o couro. Como é um material muito utilizado no dia a dia das pessoas, é importante que os alunos reconheçam a origem desse produto e um pouco da sua utilização pelas indústrias. O que hoje é conhecido como couro legítimo é feito a partir da pele de animais e é um tipo de couro presente na vida dos seres humanos há milhares de anos. Hoje em dia, as peles de animais são usadas principalmente na indústria têxtil e de calçados, mas atualmente têm sido menos utilizadas como matéria-prima. Um dos motivos é a pressão de organizações não governamentais, e também governamentais, para restringir esse uso, principalmente o da pele de animais que correm risco de extinção. Hoje em dia há alternativas ao couro de origem animal: o couro sintético (feito de substâncias químicas provenientes do petróleo) e o couro vegetal (feito a partir de produtos vegetais, como é o caso do couro feito a partir do látex, extraído de seringueiras). O uso de matérias-primas alternativas à pele animal contribui para a diminuir a morte de animais usados para esse fim. Após a conversa, instigar os alunos com a seguinte reflexão:
1. VÁRIOS OBJETOS QUE UTILIZAMOS SÃO FEITOS DE COURO. QUAL É A ORIGEM DESSE
TIPO DE MATERIAL? REFLITA COM OS COLEGAS SE AINDA DEVEMOS OU NÃO UTILIZAR PELES DE ANIMAIS EM PRODUTOS COMO ESSES.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
Espera-se que o aluno responda que o couro provém da pele de animais, mas que também há o chamado couro sintético e o couro vegetal. Comentar com os alunos que diversas espécies animais são usadas para aproveitamento da pele. Além da pele dos bovinos, para a produção de couro são usadas, por exemplo, peles de cobra, de jacaré, de raposas, de coelhos, de urso entre outras. É importante instigar os alunos a emitirem opinião sobre o assunto, apresentando argumentos para sustentá-las. A participação e o envolvimento da turma no debate sobre o assunto podem ser analisados como um instrumento avaliativo. As respostas das questões propostas buscam reforçar a compreensão dos alunos sobre a origem dos produtos que utilizamos e do processo de produção de alguns deles, como o papel. Procure verificar se os alunos conseguem emitir suas opiniões sobre o assunto e se a turma chegou ou não a um consenso sobre a substituição do couro proveniente da pele de animais pelo couro sintético ou vegetal.
Para trabalhar dúvidas Após as aulas 1 e 2, caso os alunos apresentem dificuldade em compreender a origem dos objetos pode-se encaminhar a atividade a seguir:
Desconstrua para construir: por dentro de um produto Solicitar aos alunos que observem a ilustração da menina vestindo uma touca, blusa e luvas feitos de lã. Perguntar a eles se sabem de onde vem a lã. Se possível, leve alguns desses objetos para a sala de aula Ressaltar que, hoje em dia, assim como o couro, há lãs sintéticas, além das lãs de origem animal, como a originada do pelo da ovelha. Outro exemplo de matéria-prima de origem animal, usada para produzir roupas, é a seda, oriunda do bicho da seda. Reforçar que também há tecidos que contêm o algodão (oriunda da planta, denominada algodoeiro).
Léo Fanelli/ Giz de Cera
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
Avaliação Primeiro, avaliar as respostas dos alunos sobre às matérias-primas utilizadas na produção dos objetos escolares do cotidiano. Em seguida, verificar se os alunos conseguem compreender o processo produtivo do papel. Analisar o debate e os argumentos apresentados pelos alunos quanto à utilização da pele de animais na produção de objetos de consumo. Indicar na tabela avaliativa a seguir se eles identificam e reconhecem as diferentes origens dos objetos e suas fontes de matéria-prima. Para a avaliação, sugere-se utilizar os critérios da tabela. Considerar: P – Plenamente satisfatório; S – Satisfatório; I – Insatisfatório. Nome: Turma: Objetivos
P
S
I
Compreende como é produzido o papel. Argumenta sobre a utilização da pele de animais na fabricação de produtos. Identifica a origem de alguns produtos (animal, vegetal e mineral). Reconhece as matérias-primas principais de um produto. Coisas que aprendi: Minhas dúvidas:
Aula 3 Nesta atividade será abordada a origem do mel. Como forma de despertar o interesse dos alunos, se possível, levar um pouco de mel para a sala de aula, mostrando aos alunos e oferecendo-o para degustação, experiência que torna a aula mais dinâmica. Perguntar aos alunos se já tinham comido mel e incentivá-los a contar algumas das experiências deles com o alimento. Aproveitar para contar como o mel pode ser utilizado na culinária. Para complementar as informações, podem ser providenciados e exibidos imagens e vídeos sobre a produção do mel pelas abelhas. Após a degustação e a conversa inicial, realizar alguns questionamentos aos alunos sobre a origem e a utilização desse produto:
1. QUE ANIMAL PRODUZ O MEL?
Espera-se que os alunos respondam que o mel é produzido pelas abelhas.
2. COMO UTILIZAMOS O MEL?
Utilizamos o mel para preparar vários alimentos, como bolos e doces. Também pode ser utilizado para adoçar alimentos e bebidas, e para o tratamento de algumas enfermidades, como a dor de garganta.
3. VOCÊ COME ALGUM ALIMENTO QUE CONTÉM MEL OU COLOCA MEL EM ALGUM
ALIMENTO ANTES DE COMÊ-LO? SE A RESPOSTA FOR SIM, QUAIS? Resposta pessoal. Os alunos devem pensar se algum alimento que consomem contém mel. Alguns deles podem relatar que utilizam o mel para adoçar alimentos e bebidas como substituto do açúcar.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
Avaliação Para uma avaliação das atividades propostas, sugere-se utilizar os critérios da tabela a seguir. Considere: P – Plenamente satisfatório; S – Satisfatório; I – Insatisfatório. Nome: Turma: Objetivos
P
S
I
Entende que o mel é de origem animal (abelhas) Identifica utilizações do mel na alimentação. Coisas que aprendi: Minhas dúvidas:
Ampliação Para trabalhar um pouco mais o conteúdo, propor aos alunos que visitem uma área verde da escola ou um jardim com flores e descrevam que tipo de inseto são encontrados no local, e se as abelhas estão presentes entre os insetos encontrados. A partir dos relatos dos alunos, explicar o papel dos insetos como agentes polinizadores, numa atividade interdisciplinar com Ciências. Encaminhar as perguntas abaixo, conversando com os alunos sobre o assunto.
1. VOCÊ SABE COMO OS INSETOS AJUDAM NA PRODUÇÃO DE FRUTAS?
Pedir para o aluno observar a variedade de insetos que aparecem nos jardins de lugares que costuma frequentar. Explicar que eles são atraídos pelas flores por suas cores e cheiros. Os insetos têm um importante papel na reprodução das plantas, pois carregam o pólen (minúsculos grãos) de uma flor para a outra. É por meio desse processo, chamado polinização, que as plantas se reproduzem e geram novos frutos e sementes. As abelhas e as borboletas estão entre os principais insetos polinizadores, ao realizarem o transporte de pólen, para a reprodução de espécies vegetais.
2. NA SUA OPINIÃO, COMO AGIR AO ENCONTRAR UMA COLMEIA DE ABELHAS?
Podemos encontrar colmeias de abelhas, isto é, os abrigos construídos pelas abelhas, não somente nas áreas verdes e nas áreas rurais, mas também em construções urbanas. Ao se deparar com uma colmeia, procure não se aproximar dela, não fazer barulho e nunca provocar as abelhas com o lançamento de qualquer tipo de objeto na colmeia. Se esta estiver colocando em risco pessoas ou animais, deverá ser chamado o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de sua cidade, ou mesmo os bombeiros para fazerem, com segurança, a retirada das abelhas daquele ambiente. Deve-se lembrar que as abelhas são muito importantes para a reprodução das plantas e, portanto, destruí-las causa danos ao ambiente.
Avaliação Avaliar a participação do aluno na observação de insetos e flores nos jardins. Em um segundo momento, verificar se os alunos compreenderam a importância dos insetos na reprodução das plantas. As atividades a seguir também podem ser utilizadas como instrumento de avaliação.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
1. OBSERVE A IMAGEM E RESPONDA AS PERGUNTAS A SEGUIR: A) FALE OS NOMES DOS PRODUTOS. Leite, ovos, linguiça, salsicha, frango, casacos. B) ESSES PRODUTOS TÊM ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL? Origem animal. C) ESCOLHA TRÊS PRODUTOS E ESCREVA O NOME DE UM OU MAIS ANIMAIS QUE DÃO ORIGEM A CADA UM. Respostas sugeridas: Leite: vaca, cabra, ovelha e búfala; Jaqueta: couro de vaca, cobra e jacaré; Ovos: galinha, pata, codorna; Frango: frango (galo jovem); Linguiça/salsicha: porco e frango
Edson Farias
PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL.
Ampliação O lápis antigo era construído de um pedaço de grafite entre dois pedaços de madeira. Ao longo do tempo o lápis mudou de formato, mas manteve as matérias-primas básicas: a madeira e o grafite. Perguntar aos alunos se, na opinião deles, o mesmo ocorreu com os livros, comentando que os primeiros materiais utilizados como suporte dos registros escritos foram as tabuletas de argila ou de pedra, em seguida, o papiro, depois o pergaminho, até o papel, ainda hoje usado nos livros impressos.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 2a sequência didática
Comentar com os alunos que há livros, cadernos e outros materiais feitos com papel reciclado. Se possível, encaminhar a produção de papel reciclado com os alunos, como sugerida abaixo. Fazendo papel reciclado Materiais necessários: Papéis usados (não podem estar sujos); bacia rasa; bacia funda; liquidificador; 1 colher de sopa; amido de milho; desinfetante; jornais; panos; peneira grande. Procedimento: Pique os papéis e coloque-os na bacia rasa e, depois, cubra-os com água, deixando a mistura de molho por um dia. Após esse período, coloque essa mistura em um liquidificador e adicione mais água, (na proporção 3 partes de água para 1 de papel). A cada litro de água utilizado na mistura, adicione 8 colheres de amido de milho e 20 gotas de desinfetante. Bata todos os ingredientes no liquidificador. Depois, coloque essa mistura em uma bacia funda com água até a metade do recipiente e misture bem. Em seguida, espalhe na peneira uma camada dessa mistura e pressione-a para escorrer a água. Cubra o material da peneira com um pano e aperte-o para secar a superfície. Vá trocando de pano até que a massa não esteja mais molhada. Depois, vire a peneira para baixo, em um jornal seco, para que a folha formada descole da peneira. Prense a folha produzida com a ajuda de livros pesados e grandes. Depois de um dia de secagem, o papel reciclado está pronto e o professor pode utilizá-lo com seus alunos para fazer outros materiais de papel.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 3a sequência didática
3a sequência didática: Orientação e organização espacial: jogo de percurso Em geral, os alunos passam a maior parte do seu tempo escolar na sala de aula. Por isso, é bastante oportuno aproveitar esse espaço para trabalhar noções espaciais relacionadas à localização, direções, organização do espaço, entre outras. A proposta desta sequência é um jogo de percurso, construído pelas próprias crianças que, além de trabalhar as noções espaciais, pode promover o trabalho com competências socioemocionais, como saber trabalhar em grupo e integrar-se com a turma.
Relação entre BNCC, objetivos e conteúdos Objeto de conhecimento
Localização, orientação e representação espacial
Habilidade
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
Aplicar princípios de localização e organização espacial. Objetivos de aprendizagem Integrar-se e sociabilizar-se com os colegas. Cooperar com o professor o espaço de vivência cotidiana. Conteúdos
Caracterização do espaço da sala de aula Organização espacial da sala de aula
Materiais e recursos
Folha de papel panamá ou outro tipo de papelão Lápis de cor Tesoura Canetas hidrocor Fita adesiva
Desenvolvimento
Quantidade de aula: 2 aulas
Aula 1 Produzir em conjunto com os alunos um jogo de percurso, como um jogo de tabuleiro, mas feito no chão. O jogo consiste em percorrer um trajeto do fundo da sala de aula até a porta de entrada, passando por obstáculos que dificultam o alcance do destino final pelos jogadores. Para a realização da atividade, deve-se, primeiramente, discutir com os alunos como vai ser o percurso, fazendo um desenho na lousa (como um croqui). Decidir com os alunos: O traçado do percurso: é importante que tenha mais de um sentido de direção para tornar a brincadeira mais divertida e desenvolver as habilidades relacionadas à orientação espacial; 41
Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 3a sequência didática
Quantas casas haverá no percurso: deve-se fazer um cálculo aproximado do número de casas, levando em conta a extensão do percurso. Depois de feito o desenho do percurso, dividir as tarefas entre os alunos para a confecção do jogo. Cada aluno ou dupla poderá produzir uma casa do percurso. Para isso, providenciar com antecedência papel panamá ou outro tipo de papelão (pode ser papelão reaproveitado de caixas) cortados do tamanho das casas. Cada pedaço de papel ou papelão corresponderá a uma casa do jogo. O percurso consiste em uma sequência de casas numeradas, desde o número 1. Auxiliar a turma na confecção das casas, de forma a garantir todo o trajeto e combinando qual casa será confeccionada por cada dupla. Alguns alunos deverão escrever números nas casas, outros deverão fazer desenhos relacionados aos obstáculos. Uma das casas deve conter a palavra “largada” e a outra “chegada”. Números, desenhos e palavras devem ser grandes, para melhor visualização dos jogadores. Algumas das casas que representam obstáculos podem ter um desenho de ponte que significa “siga em frente”, um desenho de rio, que significa “saia à direita”, um desenho de pedras que significa “saia à esquerda”, e desenhos de árvores, que significam “abaixe-se”. Com todas as casas prontas, auxiliar os alunos a fixá-las no chão, montando o percurso. As casas dos desafios devem ser intercaladas com as que contenham números. Providenciar fita adesiva suficientemente resistente para fixar as casas. É importante, também, adequar o espaço da sala, rearranjando as mesas e cadeiras e ampliando o espaço livre para realização da atividade.
Aula 2 Para a realização do jogo, providenciar um dado, dividir a turma em equipes (a sugestão é que joguem duas equipes por vez) e explicar as regras para os alunos conforme apresentadas a seguir: Cada equipe escolhe o primeiro representante para andar no tabuleiro. Nas jogadas seguintes, os jogadores devem se revezar, permitindo a participação dos outros alunos. O jogador lança o dado e anda o número de casas que saiu. Cada jogador/equipe joga o dado uma vez em cada rodada. Quando o jogador cair em uma casa com desafio, deverá realiza-lo imediatamente. Informar as casas dos desafios para os alunos e seus significados: ponte: “siga em frente”; rio: “saída à direita”; pedras: “saia à esquerda”; árvore: “abaixe-se”. Se o jogador parar em alguma casa que contenha desafios que o conduza para fora da trilha, como sair à direita ou à esquerda, ele perde a vez e a equipe recomeça o jogo, lembrando de revezar os jogadores. Se cair na casa que corresponde ao desafio “siga em frente”, deve pular uma “casa” adiante. Se cair na casa correspondente ao desenho de árvore, o aluno deve abaixar-se e o grupo fica uma rodada sem jogar. A equipe que chegar em primeiro lugar ao final do percurso ganha o jogo. Ao final do jogo, as casas podem ser reorganizadas para a montagem de outros percursos, de forma a exercitar um pouco mais as noções de orientação espacial
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 3a sequência didática
Leo Teixeira
Jogo de percurso de tabuleiro.
Avaliação Avaliar a participação dos alunos na produção do jogo e no desempenho na execução dos desafios de orientação espacial. Importante reforçar o caráter lúdico desse tipo de atividade e o viés de integração da turma. Conversar com os alunos sobre o que acharam do jogo e da produção. Para o registro da avaliação, sugerimos utilizar o quadro a seguir. Considerar: P – Plenamente satisfatório; S – Satisfatório; I – Insatisfatório. Nome: Turma: Objetivos
P
S
I
Aplica princípios de localização, orientação e organização espacial. Coopera com os colegas em atividades em grupo e organização do espaço. Apresenta competências socioemocionais como sociabilização e integração com o grupo. Localiza referenciais espaciais como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora. Coisas que aprendi: Minhas dúvidas:
Para trabalhar dúvidas Se os alunos apresentarem dificuldades na realização da atividade, adaptar o jogo, montando caminhos mais curtos para trabalhar um pouco mais os conteúdos propostos. Outra possibilidade de trabalho é a atividade a seguir.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 3a sequência didática
TRAÇANDO UM CAMINHO COM DUAS ROTAS, QUE DIREÇÃO LEVA À PORTA DA SALA? Uma outra atividade lúdica mais simples pode ser executada na sala de aula. Pedir a cada aluno que siga por uma linha traçada com fita adesiva no chão. No final da reta há três opções de caminho; uma à frente, outra à direita e mais outra à esquerda. Uma delas deve levar à porta da sala, mas o aluno, antes de prosseguir pelo caminho escolhido, deve dizer em voz alta a direção correta para alcançar o destino final.
Ampliação Nesta atividade, os alunos deverão observar as características da sua sala de aula. Orientar os alunos a observar atentamente, e em silêncio, os detalhes da sala: cores, formas, quantidade e localização dos objetos como mesas, armários, portas, janelas, materiais de uso coletivo etc. Pedir também que atentem para os barulhos interiores e exteriores, e tantos outros detalhes que puderem observar. Após esse exercício de observação, encaminhar as seguintes questões de forma oral:
1. QUANTOS ALUNOS HÁ NA SALA DE AULA HOJE? ALGUÉM FALTOU? SE SIM, QUEM? 2. QUANTAS MESAS E CADEIRAS HÁ NA SALA? ESSE NÚMERO É ADEQUADO PARA O
NÚMERO DE ALUNOS? ESTÁ SOBRANDO OU FALTANDO MESAS E CADEIRAS? 3. ESCREVA A SUA LOCALIZAÇÃO NA SALA DE AULA. ORIENTAR OS ALUNOS A USAR OS OBJETOS DA SALA COMO REFERENCIAIS DE LOCALIZAÇÃO (AS JANELAS, A MESA DO PROFESSOR E A LOUSA ETC.) E APLICAR AS NOÇÕES ESPACIAIS COMO EM FRENTE E ATRÁS, DIREITA E ESQUERDA ETC. 4. FECHE OS OLHOS E RESPONDA SE AINDA SABE EM QUAL DIREÇÃO SE ENCONTRAM AS JANELAS, A MESA DO PROFESSOR E A LOUSA. 5. DE OLHOS FECHADOS, INDIQUE A LOCALIZAÇÃO DE UM COLEGA NA SALA DE AULA. Respostas pessoais.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática
4a sequência didática: Formas de representação espacial Nesta sequência didática será trabalhada a representação dos espaços de vivência dos alunos.
Relação entre BNCC, objetivos e conteúdos Objeto de conhecimento
Localização, orientação e representação espacial
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
Representar lugares de vivência, reconhecendo diferenças e semelhanças entre eles Identificar características dos lugares de vivência, como a organização espacial e tipos de objetos que neles costumam ser encontrados Aplicar noções de representação do espaço
Representação do espaço Lugar de vivência
Habilidade
Objetivos de aprendizagem
Conteúdos
Materiais e recursos
Folhas de papel resistente (ou pedaço de papelão) Massa de modelar de várias cores
Desenvolvimento
Quantidade de aula: 2 aulas
Aula 1 Nesta aula, a proposta é que os alunos representem dois lugares de vivência: um quarto e uma sala de aula. Inicialmente, organizar a turma em duplas e distribuir duas folhas de papel para cada dupla. Não podem ser folhas muito finas pois servirão de base para as peças feitas com massa de modelar. Em uma das folhas será representado um quarto de criança e, na outra, uma sala de aula. Entregar pedaços de massa de modelar de várias cores aos alunos. A opção por esse material é que ele é de fácil manuseio e permite que o aluno elabore e reelabore diversas formas para representar móveis e outros objetos.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática
Orientar os alunos a conversarem entre si sobre que objetos vão representar e como vão representar. É importante que cada dupla experimente várias possibilidades de formas e tamanhos. Pode ser que alguns alunos representem os objetos de maneira mais realista, outros de maneira mais simbólica, valendo-se da imaginação. Assim, pedaços pequenos de massinha, em formato de bolinhas podem representar os objetos da sala de aula como as mesas, os armários e a lousa. Outros formatos podem ser modelados para representar a mobília do quarto, como a cama, o armário entre outros itens. Não é necessário exigir que os alunos representem muitos itens, pois o objetivo é que reconheçam diferenças entre os espaços de vivência. Durante a produção, instigar os alunos a pensar na disposição e distribuição dos objetos em cada lugar e também na relação entre os objetos quanto ao tamanho (proporcionalidade). Uma cama, por exemplo, é maior que uma cadeira. Orientar os alunos a utilizar a massa de modelar para delimitar os espaços na folha, formando um quadrado ou retângulo com rolinhos bem finos de massinha. As produções podem ser expostas nas mesas dos alunos ou colocadas todas juntas numa mesa grande para que todos possam visualizar. Os alunos deverão observar as produções dos colegas, verificando diferenças e semelhanças entre elas. Depois, reservar a produção dos alunos para que sejam exploradas na aula seguinte.
Aula 2 Nesta aula cada dupla vai comparar as representações que confeccionaram, a partir de algumas perguntas:
Avalone
Massa de modelar.
1. QUE OBJETOS VOCÊS REPRESENTARAM NO QUARTO? E NA SALA DE AULA? FAÇA UMA LISTA DOS OBJETOS EM CADA LUGAR. Os alunos deverão citar os dois tipos de mobiliários presentes em cada espaço representado, como mesas, cadeiras e lousa para a sala de aula e cama e armários para o quarto. Aproveitar para trabalhar como gênero “lista”, orientando os alunos a organizá-las.
2. EXISTEM OBJETOS EM COMUM NOS DOIS LUGARES REPRESENTADOS? FALE QUAIS SÃO. Os alunos poderão citar livros, mochilas, armários, cadeiras, mesa, quadros, ventiladores, brinquedos, tapetes entre outros itens.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática
3. QUAL DOS LUGARES, NA SUA OPINIÃO, É MAIS ADEQUADO PARA ESTUDAR? POR QUÊ?
Resposta pessoal. Incentivar os alunos a emitirem suas opiniões e apresentarem argumentos para defendê-las. Espera-se que eles levem em conta que a sala de aula é um espaço voltado para os estudos e atividades escolares; o quarto também pode ser utilizado para estudar, embora geralmente esta não seja a função principal desse espaço. Quando o quarto é usado para estudar, alguns objetos facilitam a organização dos estudos e realização de atividades, como escrivaninha, cadeira, estante para livros e outros materiais de estudo.
Avaliação Nestas atividades, a avaliação se dá pela análise do processo e dos resultados obtidos no trabalho em dupla, envolvendo a elaboração das representações com massa de modelar. Verificar como os alunos organizaram os objetos nas representações e se a organização e os objetos têm relação com a realidade, o que revela se eles identificam e reconhecem os espaços de vivência. É importante verificar também se os alunos consideraram o tamanho proporcional entre os elementos representados. As respostas sobre as diferenças entre os lugares e seus usos também servirão como instrumento de avaliação.
Para trabalhar dúvidas Para as duplas de alunos que tiveram dificuldade na execução da atividade, propor que façam com a massa de modelar apenas um dos elementos do quarto, como a cama, ou, no caso da sala de aula, a mesa que ele ocupa durante as aulas. Após a elaboração da representação dos objetos, propor a questão abaixo:
1. QUAIS OBJETOS FORAM PRODUZIDOS COM A MASSINHA? EM QUE ESPAÇOS COSTUMAM SER ENCONTRADOS? Pedir para o aluno descrever o que ele representou com a massa de modelar. Questionar que outros elementos diferenciam um quarto de uma sala de aula.
Avaliação Para o registro da avaliação sugerimos utilizar a tabela abaixo. Considere: P - Plenamente Satisfatório; S- Satisfatório; I – Insatisfatório. Nome: Turma: Objetivos
P
S
I
Elabora representações espaciais dos lugares de vivência, aplicando noções de proporção e organização espacial. Identifica semelhanças e diferenças entre seus lugares de vivência quanto aos elementos que constituem cada lugar e à organização do espaço. Coisas que aprendi: Minhas dúvidas:
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática
Ampliação Ainda com a massa de modelar, pedir para os alunos construírem outros espaços da escola, como o pátio, o refeitório, e seus respectivos elementos, como mesas, bancos e cestos de lixo. Também devem ser inseridas em tais representações elementos da natureza como as árvores, entre outros tipos de plantas, e os animais que eventualmente aparecem nesses espaços.
Daniel Bogni
Pátio de uma escola
Algumas questões sobre a identificação e a organização dos espaços escolares podem complementar a atividade de representação:
SIDNEY MEIRELES/ GIZ DE CERA
Representação pictórica de exemplos de áreas verdes de uma escola.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática
1. QUE ESPAÇOS HÁ NA NOSSA ESCOLA? VOCÊ ACHA QUE PODERIA TER OUTROS ESPAÇOS? SE SIM, QUAIS? Resposta pessoal.
2. HÁ ALGUMA ÁREA VERDE, COMO JARDIM OU HORTA? QUAIS ATIVIDADES PODEM SER REALIZADAS NESSES LUGARES? Resposta pessoal.
3. QUAL ESPAÇO DA ESCOLA VOCÊ MAIS GOSTA? ESCREVA O PORQUÊ. Resposta pessoal.
4. VERIFIQUE COM SEUS COLEGAS QUAIS FORAM OS ESPAÇOS PREFERIDOS DELES E POR QUE ESCOLHERAM ESTE LUGAR. Resposta pessoal.
5. VOCÊ JÁ TEVE AULA EM ESPAÇOS FORA DA ESCOLA? SE SIM, ONDE? Resposta pessoal.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
Proposta de acompanhamento da aprendizagem Avaliação de Geografia: 1o bimestre NOME: _______________________________________________________________________________________ TURMA: ________________________________________________DATA: _______________________________
1. OBSERVE UMA PARTE DA SALA DE AULA. QUAL A LOCALIZAÇÃO CORRETA DA ESTANTE DE LIVROS?
Dualororua/Shutterstock.com
(A) (B) (C) (D)
A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ ENTRE A LOUSA E A MESA. A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ À DIREITA DA LOUSA. A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ À ESQUERDA DA LOUSA. A ESTANTE DE LIVRO ESTÁ NA FRENTE DA LOUSA.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
2. OBSERVE A FIGURA A SEGUIR E DESCREVA O CAMINHO DESSE PRODUTO, DESDE A FAZENDA ATÉ A PADARIA OU SUPERMERCADO.
Marcos Machado
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
3. OBSERVE OS ALUNOS E OS OBJETOS DA SALA DE AULA E ASSINALE O QUE FOR CORRETO.
Gabriela Vasconcelos
(A) A LOUSA ESTÁ ATRÁS DOS QUATRO ALUNOS E A MESA ESTÁ BEM ATRÁS DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS. (B) A MESA ESTÁ NA FRENTE DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS. (C) A LOUSA E A MESA ESTÃO NA FRENTE DOS QUATRO ALUNOS. (D) A MESA ESTÁ AO LADO DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
4. IDENTIFIQUE A ORIGEM DESTES TRÊS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS: SAL, LEITE E MAÇÃ, ESCREVENDO QUAL É DE ORIGEM VEGETAL, QUAL É DE ORIGEM ANIMAL E QUAL É DE ORIGEM MINERAL.
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
5. OBSERVE O CAMPINHO DE FUTEBOL E O RIO. A LOCALIZAÇÃO CORRETA DELES É:
Tél Coelho/Giz de Cera
(A) O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ LOCALIZADO À DIREITA DA IGREJA, E O RIO ESTÁ À ESQUERDA DA ESCOLA. (B) O RIO ESTÁ LOCALIZADO À ESQUERDA DO BANCO, E O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ À ESQUERDA DO POSTO DE GASOLINA. (C) O RIO ESTÁ LOCALIZADO À DIREITA DO BANCO, E O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ À ESQUERDA DA ESCOLA. (D) O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ LOCALIZADO À ESQUERDA DA IGREJA, E O RIO ESTÁ EM FRENTE AO BANCO.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
6. OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR.
Kanyarwee/Shutterstock.com
OS BISCOITOS SÃO DE UVA-PASSA. QUAL É A ORIGEM DESSE PRODUTO: ANIMAL, MINERAL OU VEGETAL? VOCÊ JÁ EXPERIMENTOU ESSE ALIMENTO? GOSTOU? ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
7. A MOCHILA DO RAFA É A QUE ESTÁ DO LADO DIREITO E EM CIMA. QUE COR É A MOCHILA DELE?
Luchenko Yana/Shutterstock.com
(A) COR DE LARANJA. (B) VERMELHA. (C) CINZA. (D) VERDE.
8. A MADEIRA É USADA NA FABRICAÇÃO DO PAPEL E DO LÁPIS. FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR A ORIGEM DA MADEIRA.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
9. A FIGURA A SEGUIR MOSTRA ALGUMAS ETAPAS DA FABRICAÇÃO DE UM PÃO E TAMBÉM ALGUNS DOS INGREDIENTES.
Léo Fanelli/Giz de Cera
QUAIS SÃO OS INGREDIENTES DE ORIGEM ANIMAL NECESSÁRIOS PARA FAZER PÃO? (A) OVOS E FARINHA DE TRIGO. (B) SAL E AÇÚCAR. (C) OVOS E LEITE. (D) FARINHA DE TRIGO.
10. A FIGURA MOSTRA ALIMENTOS PRODUZIDOS PELA AGRICULTURA (PLANTAÇÕES) E PECUÁRIA (CRIAÇÃO DE ANIMAIS). MARQUE UM X NA RESPOSTA CERTA:
Waldomiro Neto
(A) A CARNE TEM ORIGEM NA AGRICULTURA E A BANANA E A ALFACE TÊM ORIGEM NA PECUÁRIA. (B) A BANANA, A ALFACE E A CARNE TÊM ORIGEM NA PECUÁRIA. (C) A BANANA, A ALFACE E A CARNE TÊM ORIGEM NA AGRICULTURA. (D) A CARNE TEM ORIGEM NA PECUÁRIA E A BANANA E A ALFACE TÊM ORIGEM NA AGRICULTURA.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
11. A PLACA A SEGUIR MOSTRA QUE UM MESMO CAMINHO PODE SER DIVIDIDO POR
PEDESTRES E CICLISTAS. ESCREVA QUAL É O LADO INDICADO PARA ANDAR A PÉ E O LADO INDICADO PARA ANDAR DE BICICLETA DE ACORDO COM A PLACA.
Bentinho
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
12. OBSERVE A FIGURA A SEGUIR E ESCREVA A LOCALIZAÇÃO DO LÁPIS, DA RÉGUA E DA FOLHA DE PAPEL EM RELAÇÃO À MENINA:
Bentinho
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
13. OBSERVE O CRUZAMENTO ENTRE AS RUAS E RESPONDA: SE VOCÊ CHEGASSE DE
BICICLETA PELA RUA DA ESCOLA (QUE ESTÁ NA PARTE DE BAIXO DO DESENHO) E PARASSE ANTES DA FAIXA DE PEDESTRE, QUAIS SERIAM AS 3 OPÇÕES DE CAMINHO A SEGUIR?
Paulo César Pereira
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
OBSERVE A IMAGEM DA SALA DE AULA E RESPONDA ÀS PERGUNTAS.
Fabiana Faiallo
14. JÚLIA ESTÁ PRENDENDO A FOLHA NO VARAL QUE ESTÁ NA PARTE DE CIMA DA LOUSA OU NA PARTE DE BAIXO DA LOUSA?
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
15. O QUE HÁ EM CIMA DO ARMÁRIO? ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
Proposta de acompanhamento da aprendizagem Avaliação de Geografia: 1o bimestre NOME: _______________________________________________________________________________________ TURMA: ________________________________________________DATA: _______________________________
1. OBSERVE UMA PARTE DA SALA DE AULA. QUAL A LOCALIZAÇÃO CORRETA DA ESTANTE DE LIVROS?
Dualororua/Shutterstock.com
(A) A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ ENTRE A LOUSA E A MESA. (B) A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ À DIREITA DA LOUSA. (C) A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ À ESQUERDA DA LOUSA. (D) A ESTANTE DE LIVROS ESTÁ NA FRENTE DA LOUSA. Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta: B. A estante de livros está do lado direito da lousa que, por sua vez, está à esquerda da estante. Distratores: A alternativa A está errada, pois a estante está à direita tanto da lousa quanto da mesa. A alternativa C informa a direção contrária à correta, ou seja, à esquerda da lousa. Na alternativa D, a informação está errada, pois a estante não está na frente da lousa.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
2. OBSERVE A FIGURA A SEGUIR E DESCREVA O CAMINHO DESSE PRODUTO, DESDE A FAZENDA ATÉ A PADARIA OU SUPERMERCADO.
Marcos Machado
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. Resposta sugerida: O leite da vaca é produzido em fazendas, em seguida é preparado para ser embalado na indústria e, depois, é transportado para o supermercado, padaria ou outros estabelecimentos comerciais. Outras respostas são possíveis: retirada do leite de outro animal (cabra, por exemplo) para ser embalado e, em seguida, levado para as casas das pessoas. Caso os alunos tenham dificuldade nesta questão, lembre-os de que muitos dos alimentos vendidos nos supermercados, por exemplo, são embalados para facilitar o transporte e, em muitos casos, para melhor conservação e durabilidade.
3. OBSERVE OS ALUNOS E OS OBJETOS DA SALA DE AULA E ASSINALE O QUE FOR CORRETO.
Gabriela Vasconcelos
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
(A) A LOUSA ESTÁ ATRÁS DOS QUATRO ALUNOS E A MESA ESTÁ BEM ATRÁS DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS. (B) A MESA ESTÁ NA FRENTE DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS. (C) A LOUSA E A MESA ESTÃO NA FRENTE DOS QUATRO ALUNOS. (D) A MESA ESTÁ DO LADO DO MENINO DE BRAÇOS CRUZADOS. Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta: A. Os quatro alunos estão de costas para a lousa e, portanto, esta está atrás deles. E o menino de braços cruzados está bem na frente da mesa e, portanto, esta está atrás dele. Distratores: A alternativa B está errada, pois a mesa está atrás do menino de braços cruzados. A alternativa D está errada, pois a mesa não está do lado do menino, mas sim, atrás dele.
4. IDENTIFIQUE A ORIGEM DESTES TRÊS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS: SAL, LEITE E MAÇÃ, ESCREVENDO QUAL É DE ORIGEM VEGETAL, QUAL É DE ORIGEM ANIMAL E QUAL É DE ORIGEM MINERAL.
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. Resposta sugerida: O sal é de origem mineral, o leite é de origem animal e a maçã é de origem vegetal. Outras respostas são possíveis, como: o sal é retirado do mar; o leite vem da vaca; e a maçã, da árvore denominada macieira. Talvez os alunos apresentem maior dificuldade quanto à origem do sal. Explicar-lhes que é retirado do mar e tem origem mineral.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
5. OBSERVE O CAMPINHO DE FUTEBOL E O RIO. A LOCALIZAÇÃO CORRETA DELES É:
Tél Coelho/Giz de Cera
(A) O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ LOCALIZADO À DIREITA DA IGREJA, E O RIO ESTÁ À ESQUERDA DA ESCOLA. (B) O RIO ESTÁ LOCALIZADO À ESQUERDA DO BANCO, E O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ À ESQUERDA DO POSTO DE GASOLINA. (C) O RIO ESTÁ LOCALIZADO À DIREITA DO BANCO E O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ À ESQUERDA DA ESCOLA. (D) O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ LOCALIZADO À ESQUERDA DA IGREJA, E O RIO ESTÁ EM FRENTE AO BANCO. Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. Resposta: D. O posicionamento do campo em relação à igreja e do rio em relação ao banco está corretamente descrito nessa alternativa. Distratores: As alternativas A, B e C estão incorretas, pois mostram posições erradas para os dois elementos representados em relação aos elementos indicados na questão.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
6. OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR.
Kanyarwee/Shutterstock.com
OS BISCOITOS SÃO DE UVA-PASSA. QUAL É A ORIGEM DESSE PRODUTO: ANIMAL, MINERAL OU VEGETAL? VOCÊ JÁ EXPERIMENTOU ESSE ALIMENTO? GOSTOU? ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. Resposta sugerida: Na primeira parte da pergunta espera-se que os alunos respondam que a uva-passa é um alimento de origem vegetal. As demais questões requerem uma resposta pessoal. Talvez o aluno não conheça uva-passa. Explicar-lhe que é uma uva desidratada, ou seja, da qual é retirada a água num processo de secagem.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
7. A MOCHILA DO RAFA É A QUE ESTÁ DO LADO DIREITO E EM CIMA. QUAL É A COR DA MOCHILA DELE?
Luchenko Yana/Shutterstock.com
(A) COR DE LARANJA. (B) VERMELHA. (C) CINZA. (D) VERDE. Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta: B. A mochila vermelha é a que corresponde à localização descrita. Distratores: A alternativa A está errada, pois a mochila de cor laranja está do lado esquerdo. A alternativa B está errada, pois a mochila cinza está na esquerda e embaixo. A alternativa C está errada, pois a mochila verde está na parte de baixo.
8. A MADEIRA É USADA NA FABRICAÇÃO DO PAPEL E DO LÁPIS. FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR A ORIGEM DA MADEIRA.
Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
Resposta sugerida: O aluno deverá desenhar uma árvore ou troncos de árvore já cortados. Embora na produção de madeira sejam usados principalmente eucaliptos e pinus, o aluno poderá desenhar qualquer espécie de árvore, demonstrando entender que a madeira é extraída de árvores.
9. A FIGURA A SEGUIR MOSTRA ALGUMAS ETAPAS DA FABRICAÇÃO DE UM PÃO E TAMBÉM ALGUNS INGREDIENTES.
Léo Fanelli/Giz de Cera
QUAIS SÃO OS INGREDIENTES DE ORIGEM ANIMAL NECESSÁRIOS PARA FAZER PÃO? (A) OVOS E FARINHA DE TRIGO. (B) SAL E AÇÚCAR. (C) OVOS E LEITE. (D) FARINHA DE TRIGO. Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. Resposta: C. Está correta porque os ovos e o leite são de origem animal. Distratores: A alternativa A está incorreta, pois apesar de o ovo ter origem animal, a farinha de trigo tem origem vegetal. As alternativas B e D estão incorretas, pois o sal, a farinha e o açúcar não são ingredientes de origem animal usados para fazer pão.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
10. A FIGURA MOSTRA ALIMENTOS DE VÁRIAS ORIGENS. MARQUE UM X NA RESPOSTA CERTA:
WALDOMIRO NETO
(A) A CARNE TEM ORIGEM NA AGRICULTURA E A BANANA E O ALFACE TÊM ORIGEM NA PECUÁRIA. (B) A BANANA, O ALFACE E A CARNE TÊM ORIGEM NA PECUÁRIA. (C) A BANANA, O ALFACE E A CARNE TÊM ORIGEM NA AGRICULTURA. (D) A CARNE TEM ORIGEM NA PECUÁRIA E A BANANA E O ALFACE TÊM ORIGEM NA AGRICULTURA. Habilidade trabalhada: (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares. Resposta: D. Está correta porque a carne é de origem animal, e a banana e a alface são de origem vegetal. Distratores: A alternativa A está incorreta, pois os elementos estão com suas classificações de origem invertidas. As alternativas B e C estão incorretas, pois não apresentam classificações de origem descritas corretamente.
11. PLACA A SEGUIR MOSTRA QUE UM MESMO CAMINHO PODE SER DIVIDIDO POR PEDESTRES E CICLISTAS. ESCREVA QUAL É O LADO INDICADO PARA ANDAR A PÉ E O LADO PARA ANDAR DE BICICLETA DE ACORDO COM A PLACA.
Bentinho
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ 67
Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta sugerida: A placa indica que o lado esquerdo deve ser reservado para ciclistas, enquanto o lado direito do caminho é reservado para pedestres. O aluno pode encontrar dificuldade se não entender os símbolos que representam pessoas na placa informativa. Por isso, pode ser necessário explorar o significado de cada desenho antes dos alunos fazerem a atividade.
12. OBSERVE A FIGURA A SEGUIR E ESCREVA A LOCALIZAÇÃO DO LÁPIS, DA RÉGUA E DA FOLHA DE PAPEL EM RELAÇÃO À MENINA:
Bentinho
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta sugerida: A régua está na mão esquerda da menina, o lápis está na mão direita da menina e a folha de papel está em frente à menina.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
13. OBSERVE O CRUZAMENTO ENTRE AS RUAS E RESPONDA: SE VOCÊ CHEGASSE DE
BICICLETA PELA RUA DA ESCOLA (QUE ESTÁ NA PARTE DE BAIXO DO DESENHO) E PARASSE ANTES DA FAIXA DE PEDESTRE, QUAIS SERIAM AS 3 OPÇÕES DE CAMINHO A SEGUIR?
Paulo César Pereira
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta sugerida: As opções de caminho seriam: virar à direita, virar à esquerda ou seguir em frente.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
OSBERVE A IMAGEM DA SALA DE AULA E RESPONDA ÀS PERGUNTAS.
Fabiana Faiallo
14. JÚLIA ESTÁ PRENDENDO A FOLHA NO VARAL QUE ESTÁ NA PARTE DE CIMA DA LOUSA OU NA PARTE DE BAIXO DA LOUSA?
______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta sugerida: Júlia está colocando os desenhos no varal de baixo.
15. O QUE HÁ EM CIMA DO ARMÁRIO? ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Habilidade trabalhada: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Resposta sugerida: Em cima do armário há um vaso e uma caixa com folhas.
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Geografia – 2o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – Proposta de acompanhamento da aprendizagem
Ficha de acompanhamento individual A ficha de acompanhamento individual é um instrumento de registro onde podemos verificar e avaliar de forma individual, contínua e diária, a evolução da aprendizagem. Ela serve para que nós, professores, possamos acompanhar o progresso de cada um de nossos alunos. BRASIL. Ministério da Educação. Programa de Apoio a Leitura e Escrita: PRALER. Brasília, DF: FNDE, 2007. Caderno de Teoria e Prática 6: Avaliação e projetos na sala de aula, p. 20.
Legenda Total = TT
Em evolução = EE
Não desenvolvida = ND
Não observada = NO
Nome: ___________________________________________________________________________________ Turma: _____________________________ Data: ______________________________________________ Data
Habilidade
TT
EE
ND
NO
Anotações
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