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Guia de Estudos - Justificação Pela Fé Somente - CFL

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Guia de Estudos Justificação Somente

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Ligonier Connect Guia de Estudos Traduzido do original em inglês Justified by Faith Alone Copyright©ano by Robert Charles Sproul ▪ Publicado por Nome da Editora Internacional Copyright©2017 Curso Fiel de Liderança 1ª Edição em Português 2017 ▪ Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Curso Fiel de Liderança da Missão Evangélica Literária PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO POR QUAISQUER MEIOS, SEM A PERMISSÃO ESCRITA DOS EDITORES, SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. ▪

Caixa Postal 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos – SP PABX: (12) 3919-9999 www.cursofieldelideranca.com.br

Diretoria Administrativa: Alexandre da Costa Oliveira Diretoria Acadêmica: Tiago José dos Santos Filho Diretoria Executiva: James Richard Denham III Coordenação Pedagógica: Laise Helena Oliveira Tradução: Alan Cristie Revisão: Yago Martins Diagramação: Laise Helena Oliveira Capa: Laise Helena Oliveira

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SUMÁRIO

O CURSO FIEL DE LIDERANÇA ................................................................................... 7 COMO USAR ESTE GUIA ........................................................................................... 8 1 - UMA DOUTRINA PARA HOJE............................................................................... 9 2 - MARTINHO LUTERO .......................................................................................... 16 3 - AS 95 TESES ....................................................................................................... 23 4 - A VISÃO CATÓLICA ROMANA ............................................................................ 30 5 - DEFININDO OS NOSSOS TERMOS ...................................................................... 38 6 - PELA FÉ SOMENTE ............................................................................................. 46 7 - A CARTA DE PAULO AOS ROMANOS ................................................................. 54 8 - AS CONSEQUÊNCIAS DA JUSTIFICAÇÃO ............................................................ 62 9 - PAULO VS. TIAGO? ............................................................................................ 69 PERGUNTAS E RESPOSTAS ..................................................................................... 77

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O CURSO FIEL DE LIDERANÇA O Curso Fiel de Liderança (CFL) é o ministério de educação teológica do Missão Evangélica Literária (Ministério Fiel). Este ministério, idealizado há mais de 20 anos pelo missionário Richard Denham Jr. Pr. Ricardo, fundador da “Fiel”, tem como alvo primário oferecer aos pastores, líderes, professores e estudantes de teologia uma oportunidade de refletir e aprofundar seus conhecimentos em temas bíblicos, baseados em uma cosmovisão reformada, que possam cooperar com o seu crescimento na fé e na sã doutrina, o que certamente será refletido em seu ministério de ensino e instrução do povo de Deus, na igreja local. No ano de 2011, o CFL ganhou corpo, com o planejamento do primeiro curso. As gravações das aulas deram início no ano de 2012 e, a partir deste momento, o número de cursos oferecidos pelo CFL têm crescido consideravelmente ano a ano. Atualmente, o CFL possui parceria com diversas instituições internacionais o que tem resultado em reconhecimento internacional. O corpo docente é composto por brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores em teologia, que têm se dedicado ao ensino e influenciado positivamente o cenário teológico contemporâneo. O Curso Fiel de Liderança tem se preocupado em zelar pela qualidade teológica dos cursos oferecidos para que você, ao estudar, seja enriquecido na Palavra. Rogamos a nosso Deus que ele se agrade em fazer uso do conteúdo deste curso para edificar sua vida e aquecer o seu coração. Que o Senhor o abençoe em seus estudos!

Equipe CFL 7


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COMO USAR ESTE GUIA Este Guia de Estudos foi desenvolvido para ser utilizado juntamente com as aulas do curso “Justificação Pela Fé Somente”. Se você é um aluno matriculado no CFL, tem permissão para fazer o download desse material que se encontra na Biblioteca Virtual. Este recurso tem a finalidade de colaborar com os seus estudos pessoais, através de um melhor aproveitamento do conteúdo do curso. Neste guia, para cada aula, você encontrará uma breve introdução; indicações de leituras bíblicas, as quais consideramos extremamente importantes, pois auxiliarão na fixação da matéria ministrada; uma descrição dos objetivos do processo de aprendizagem; uma ou mais citações que corroboram com o conteúdo ministrado em aula; o esboço da aula; exercícios de fixação (a quantidade de exercício proposta no Guia excede o número proposto ao longo do curso); questões para estudos bíblicos, que procuram relacionar o conteúdo estudado com a Palavra de Deus; questões para reflexão das quais algumas foram propostas ao longo do curso; e, finalmente, uma aplicação, que procura relacionar o conteúdo ministrado com a prática cristã. Assim, nossa recomendação é para que, embora tenhamos parte do Guia de Estudos nas atividades do portal, você o imprima e o utilize durante o acompanhamento das videoaulas, sabendo que essa atitude será enriquecedora para seus estudos particulares. Oramos para que este Guia de Estudos seja de bom proveito aos alunos do curso “Do Pó à Glória - Pentateuco”.

Equipe CFL

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1 - Uma Doutrina Para Hoje INTRODUÇÃO A doutrina da justificação pela fé somente é essencial para a nossa compreensão do próprio evangelho. Nesta lição introdutória, o Dr. Sproul defende que a justificação pela fé continua a ser, até o dia de hoje, uma doutrina com consequências eternas.

OBJETIVO DA LIÇÃO Demonstrar que a doutrina da justificação pela fé somente é tão importante hoje quanto era na época da Reforma.

LEITURA BÍBLICA O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração. - Números 14:18

RESUMO DA AULA A. A Reforma Protestante foi a mais profunda fratura em toda a história da Igreja, o que mostra a importância da doutrina da justificação pela fé somente. 1. Um historiador da Igreja comentou que a Reforma tinha acabado.

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a. A batalha do século 16 foi uma batalha feroz, mas se esfriou ao ponto de alguns erroneamente sugerirem que não é mais necessário haver debates sobre a doutrina da justificação. 2. A divisão na Igreja muitas vezes levou à violência. a. Uma monarca na Inglaterra foi apelidada de “Maria Sanguinária”. i.

Ela tentou restaurar o Catolicismo na Inglaterra através da perseguição radical.

ii.

As pessoas foram torturadas e mortas por uma questão que tem consequências eternas – a justificação pela fé somente.

3. A Igreja sempre teve que lidar com a divisão e com os debates por causa de teologia. a. No quarto século, Ário negou a divindade de Cristo, o que levou ao Concílio de Nicéia e ao Credo Niceno. b. No quinto século, a Igreja lutou contra Eutíquio e Nestório, formando o Concílio da Calcedônia para definir melhor a pessoa de Cristo. c. No entanto, todas essas controvérsias são pequenas em comparação com a divisão que ocorreu durante a Reforma Protestante.

B. Lutero estava disposto a permitir que a Igreja fosse dividida por causa da justificação. 1. Lutero permitiu isso em consideração aos que não estavam ouvindo o evangelho. 2. A frase em latim post tenebras lux significa “luz após as trevas”. a. Lutero cria que o evangelho havia caído em trevas,

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i.

A Idade Média foi um período de corrupção sem precedentes na Igreja.

ii.

O evangelho estava escondido sob as maquinações das liturgias da Igreja.

3. Lutero compreendeu a Reforma como o resgate e a recuperação de nada menos do que o próprio evangelho. a. Roma acredita que se as pessoas fossem autorizadas a ler a Bíblia à parte da interpretação da Igreja, seria aberta uma “comporta de iniquidades” que resultaria em incontáveis igrejas reivindicando ser a verdadeira Igreja. b. Lutero estava ciente de que isso poderia acontecer, mas acreditava que manter o evangelho longe do povo era inescusável. 4. Lutero cria que a doutrina da justificação pela fé somente é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. a. Ele cria que sem a doutrina da justificação pela fé, o Cristianismo estaria perdido. b. Sem o evangelho, a Igreja não teria razão para existir.

C. A doutrina da justificação pela fé somente responde à pergunta: “O que eu preciso fazer para ser salvo?” 1. O maior problema que nós enfrentamos é que Deus é santo e nós não somos. a. Como podemos nos reconciliar com Deus? b. Deus não pode simplesmente redimir as pessoas à parte do processo de justificação abrindo mão da sua própria justiça.

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c. Deus pode manter sua própria justiça e redimir pessoas injustas através de Jesus Cristo (Romanos 3:26). 2. A justificação pela fé não é uma doutrina irrelevante porque ela gira em torno da questão de como uma pessoa é salva. a. Calvino declarou que a justificação é dobradiça sobre a qual tudo dependura. i.

Calvino pode ter pensado nas muitas vezes em que Cristo usou a metáfora da porta para falar sobre a salvação (João 10:9).

ii.

Calvino entendia que a frase “justificação pela fé somente” era só outra maneira de falar sobre a “justificação por Cristo somente”.

b. Muitos entendem que metáforas como essa estão exagerando a importância da justificação pela fé somente e reduzem a Reforma a um mero mal-entendido. i.

Essas pessoas ignoram todas as tentativas fracassadas que foram feitas no século 16 com o objetivo de sarar essa divisão por causa da justificação.

ii.

Essas tentativas fracassaram porque as diferenças em torno da justificação não eram imaginárias – eram reais e continuam a existir até hoje.

D. Acreditar na doutrina da justificação pela fé somente não nos salva. 1. A crítica de que não somos salvos por acreditar em uma doutrina específica tem sido feita contra aqueles que defendem a teologia Reformada.

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a. Na verdade, a doutrina da justificação pela fé somente refuta a ideia de que você pode ser salvo por crer na doutrina da justificação pela fé somente. 2. Não é a doutrina que salva; é Cristo que salva. a. Justificação é colocar a nossa confiança em Cristo somente. 3. Simplesmente afirmar a doutrina da justificação pela fé somente não salva ninguém, mas o que acontece se você negar a doutrina da justificação pela fé somente? a. Se você negar a doutrina da justificação pela fé somente, você estará negando que é Cristo somente que salva. 4. Tanto católicos romanos quanto protestantes acreditam que o correto entendimento da doutrina da salvação é crucial a nossa redenção eterna. a. A doutrina da justificação pela fé somente não é uma questão pequena. É uma questão essencial para a compreensão que a Igreja tem do evangelho.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. A famosa declaração de que “a doutrina da justificação pela fé somente é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai” foi originalmente dita por ___________. a. R.C. Sproul b. Martinho Lutero c. João Calvino d. John Knox

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2. O Dr. Sproul menciona o século _____ como o século em que aconteceram as maiores controvérsias na história da Igreja. a. 4 b. 5 c. 16 d. Todas as alternativas acima.

3. Martinho Lutero não sabia das dificuldades que surgiriam com a publicação da Bíblia em língua comum. a. Verdadeiro b. Falso

4. João Calvino usou a metáfora da _________ para descrever a justificação. a. Casa b. Dobradiça c. Fechadura d. Chave

5. Alguns estudiosos desconsideram a importância da Reforma. a. Verdadeiro b. Falso

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Por que a doutrina da justificação pela fé somente tão relevante em nossos dias quanto era na época da Reforma?

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2. Alguns estudiosos modernos afirmam que a Reforma acabou. O que eles estão ignorando em sua afirmação?

3. Qual é a diferença entre depositar a nossa confiança na doutrina da justificação pela fé somente e depositar a nossa confiança em Cristo somente?

4. Qual é o perigo de negar a doutrina da justificação pela fé somente?

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2 - Martinho Lutero INTRODUÇÃO O papel de Martinho Lutero na Reforma não pode ser suficientemente enfatizado. Nesta lição, o Dr. Sproul explica como a vida de Martinho Lutero é essencial para o panorama histórico da Reforma e a importância central da sua vida para a doutrina da justificação pela fé somente.

OBJETIVO DA LIÇÃO Olhar para os momentos decisivos da vida de Martinho Lutero que levaram à sua descoberta pessoal da doutrina da justificação pela fé somente.

LEITURA BÍBLICA “...o castigo que nos traz a paz estava sobre ele...” – Isaías 53:5b

RESUMO DA AULA A. Compreender a vida de Martinho Lutero nos ajudará a compreender melhor a doutrina da justificação pela fé somente. 1. Lutero nasceu em 1483 em Eisleben na Alemanha. a. A data exata do seu nascimento é desconhecida (dia 20 de novembro ou dia 7 de dezembro). 16


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2. Embora ele tenha passado a maior parte da sua vida fora de Eisleben, ele morreu lá em 1546. 3. O pai de Lutero, Hans Lutero, queria que Martinho se tornasse um advogado. a. Lutero estudou direito na Universidade de Erfurt e foi um excelente aluno. 4. A vida de Lutero revela que ele tendia a ter uma crise a cada cinco anos. a. Sua primeira crise começou em 1505 quando ele era um aluno em Erfurt. B. Em 1505, Martinho Lutero jurou que se tornaria um monge. 1. Lutero estava a caminho da Universidade de Erfurt depois de visitar os seus pais quando houve uma violenta tempestade. 2. Lutero gritou: “Salva-me, Sant'Ana! Eu me tornarei um monge!” a. Sant'Ana foi a mãe de Maria e era a padroeira dos mineiros a para todos os que tivessem envolvimento com atividades perigosas. 3. Lutero sobreviveu à tempestade e, ao retornar à Universidade de Erfurt, juntou os seus pertences, se despediu e foi até o Mosteiro Agostiniano de Erfurt. a. Lutero se tornaria um monte, algo que deixou seu pai muito abalado. 4. Lutero foi ordenado em Erfurt em 1507. a. A ironia da ordenação de Lutero é que o bispo que condenou Jan Huss foi enterrado em Erfurt um século antes. i.

Jan Huss foi acusado de heresia porque ele negava a infalibilidade da Igreja.

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ii.

Antes de ser queimado na fogueira, Huss declarou: “depois de mim virá um cisne que vocês não poderão silenciar".

b. Em sua ordenação, Lutero estava prostrado em forma de cruz na base do altar no mosteiro de Erfurt. i.

Lutero foi ordenado em cima de onde foi sepultado o bispo que tinha condenado John Huss.

ii.

Em uma versão apócrifa dessa história, você pode imaginar a resposta do bispo a declaração de Huss: “Só por cima do meu cadáver”.

c. Lutero é considerado o cisne que foi predito por Jan Huss.

C. A vida de Martinho Lutero como monge foi cheia de ansiedade e aflição. 1. Lutero era um monge extremamente produtivo e bem-comportado, mas ele era extremamente meticuloso com suas confissões diárias. 2. Lutero era conhecido por passar até duas horas confessando os pecados que ele tinha cometido no dia anterior. a. Com frequência, Lutero lembrava de um pecado que ele tinha esquecido de confessar e, antes mesmo de chegar ao seu quarto, ele perderia a paz que tinha sentido mediante a absolvição. b. Alguns historiadores entendem que o comportamento de Lutero nessa época é evidência de que Lutero era louco, mas Lutero lidava com a lei de Deus com a mente de um advogado. 3. Lutero compreendeu que ele não era capaz de amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e ao seu próximo como a si mesmo.

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a. Lutero compreendeu que este era o maior mandamento e a sua incapacidade de cumpri-lo deve ter sido a maior transgressão. 4. Lutero não era capaz de fugir da culpa que ele experimentava por transgredir a lei de Deus. a. Lutero entrava em períodos de autoflagelação e jejuns extremos, mas essas coisas não surtiam efeito. Nem mesmo a sua vocação religiosa era capaz de consolá-lo. D. Em 1510, Martinho Lutero foi convidado para representar o Mosteiro de Erfurt em uma visita a Roma. 1. Lutero ficou feliz por ser escolhido porque ele acreditava que uma das coisas mais significantes que alguém poderia fazer para adquirir a salvação era fazer uma peregrinação. a. Os dois grandes locais de peregrinação eram Jerusalém e Roma. b. A peregrinação a Roma, a Cidade Santa, valia uma quantidade significativa de indulgências. c. Lutero não poderia aplicar essas indulgências a si mesmo, então ele dedicou a peregrinação aos seus avós. 2. Lutero viajou durante meses a pé, da Alemanha até Roma, somente para experimentar a crua desilusão. a. Os sacerdotes em Roma estavam abertamente envolvidos com a prostituição, tanto de homens quanto de mulheres. b. Os sacerdotes estavam cobrando para rezar a missa e rezavam a missa o mais rápido possível a fim de aumentar os lucros. c. Júlio II, um Bórgia, era o papa na época da peregrinação de Lutero e ele era um dos papas mais corruptos da história.

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3. A maior desilusão de Lutero aconteceu durante a sua visita à Scala Sacra, a escada santa na Igreja de Latrão. a. A Scala Sacra foi a escada que Jesus subiu e desceu durante seu julgamento perante Pôncio Pilatos. b. Os cruzados desmontaram a escada e levaram-na para Roma. c. A escada se tornou o local central de qualquer peregrinação a Roma. i.

Rezar um “Pai Nosso” e uma “Ave Maria” de joelhos a cada degrau garantiria indulgências suficientes para reduzir o tempo em que a família teria que permanecer no purgatório.

ii.

A Scala Sacra continua a ser visitada até hoje e há uma placa que informa o valor das indulgências por subir aquela escada.

d. Lutero subiu a escada com as mãos e de joelhos e quando ele chegou ao topo, ele se levantou e murmurou consigo mesmo: “Quem sabe se isso é verdade?”

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. Martinho Lutero jurou a ___________ que se tornaria um monge. a. Maria b. Sant’Ana c. Santa Ágata d. Santa Marta

2. Martinho Lutero pertencia ao mosteiro ___________ em Wittenberg. a. Beneditino b. Dominicano

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c. Agostiniano d. Franciscano

3. Martinho Lutero foi ordenado em ____________. a. Wittenberg b. Eisleben c. Erfurt d. Roma

4. Jan Huss foi acusado de heresia por causa do seu ponto de vista sobre a justificação pela fé somente. a. Verdadeiro b. Falso

5. Martinho Lutero dedicou sua peregrinação a Roma __________. a. Ao seu mosteiro b. Aos seus avós c. À sua mãe d. Ao seu pai

6. A Scala Sacra foi originalmente construída em Roma. a. Verdadeiro b. Falso

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QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. De que maneira o Dr. Sproul defende Martinho Lutero e sua incessante confissão de pecado da acusação de que ele era louco?

2. O que a vida de Lutero como monge nos ensina sobre a maneira com que devemos enxergar os nossos pecados?

3. Por que a vida dos sacerdotes em Roma deixou Lutero tão transtornado?

4. O que a Scala Sacra revela sobre a importância atual da Reforma?

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3 - As 95 Teses INTRODUÇÃO A descoberta de Martinho Lutero da imputação da justiça de Cristo ao crente mudou tudo. Nesta lição, o Dr. Sproul explica como essa descoberta foi uma percursora da Reforma.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Comunicar a significância da conversão de Martinho Lutero 2. Explorar a história que levou às 95 Teses.

LEITURA BÍBLICA Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé. - Romanos 1:17a

RESUMO DA AULA A. Em 1515, Martinho Lutero experimentou a crise suprema que foi, em última análise, a motivação para a Reforma inteira. 1. Lutero estava estudando teologia e estudos bíblicos para o doutorado em Erfurt. 2. Em 1510, Frederico, Eleitor da Saxônia, iniciou uma nova universidade em Wittenberg.

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a. Frederico queria um corpo docente extraordinário e convidou Lutero para lecionar na universidade. b. Lutero lecionou na universidade por dois anos e voltou para Erfurt. c. Lutero voltou para Wittenberg e iniciou uma série de aulas sobre os Salmos e, em 1515, ele iniciou uma série sobre Romanos. 3. Lutero estava preparando suas aulas sobre Romanos quando ele leu um ensaio de Agostinho, “O espírito e a letra”. a. Agostinho citou Romanos 1:17: “...visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”. b. Agostinho escreveu que a justiça a que Paulo estava se referindo é uma justiça que Deus providencia para pessoas que não são justas. 4. Lutero considerava a sua descoberta da imputação da justiça de Cristo como sendo o momento da sua conversão. a. A conversão de Lutero depois de todos esses anos de culpa e aflição o fez capaz de resistir à hostilidade do que parecia ser o mundo inteiro. b. Lutero começou a ver a justificação em praticamente todas as páginas da Bíblia, o que confirmava a sua nova compreensão de Romanos 1.

B. Em 1517, Martinho Lutero afixou as 95 Teses sobre a venda de indulgências na porta da igreja do Castelo em Wittenberg. 1. A dinastia Hohenzollern queria ter mais poder e influência na Alemanha. a. Em 1513, três dioceses (Magdeburgo, Halberstadt e Mainz) estavam vacantes e Alberto, um príncipe da família Hohenzollern, queria ocupar as três.

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b. A arquidiocese de Mainz era a mais alta autoridade eclesiástica em toda a Alemanha. 2. O papado era muito corrupto nessa época. A única maneira de conseguir as três dioceses seria comprando-as com o papa, mas a venda de ofícios eclesiásticos violava proibições bíblicas e eclesiásticas. a. A prática de vender ofícios eclesiásticos era chamada de “simonia” por causa da tentativa de Simão Mago de comprar o poder do Espírito Santo (Atos 8:9-24). b. Ninguém poderia ocupar mais de uma diocese ao mesmo tempo. c. Alberto tinha somente vinte e três anos – muito jovem para ser consagrado ao episcopado. 3. Mesmo assim, Alberto negociou a arquidiocese de Mainz com o papa por um valor de 10.000 ducados e ainda assegurou as outras dioceses. a. Os Fuggers, o maior banco na Alemanha, mediou o negócio entre Alberto e o papa. 4. Um programa de indulgências foi introduzido com o objetivo de arrecadar fundos para pagar pelas dioceses. a. As indulgências passaram a estar ligadas ao sacramento da penitência e às obras de satisfação que alguém poderia praticar para ser restaurado à fé quando essas obras de satisfação passaram a incluir as esmolas. b. As indulgências, que eram capazes de reduzir o tempo que seria necessário passar no purgatório, tornaram-se capazes de libertar completamente do purgatório. c. As esmolas tinham que ser dadas com sinceridade de coração para que fossem contadas como uma obra de satisfação.

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5. A Igreja expandiu o programa de indulgências para que o papa Leão X arrecadasse fundos para terminar a construção da Basílica de São Pedro e Johann Tetzel foi encarregado de trazer o novo programa de indulgências para a Alemanha. a. Tetzel era um excelente vendedor que, semanas antes de chegar nas aldeias alemãs com a bula papal, anunciava com muita pompa que a venda de indulgências aconteceria. b. Tetzel usava uma grande procissão em que a bula papal era carregada pela cidade em uma almofada bordada a ouro ou em uma almofada de veludo. c. Tetzel dizia: “Ao tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando do purgatório". 6. Johann Tetzel vendia indulgências muito perto do Eleitorado da Saxônia, que é onde ficava Wittenberg, e muitos da congregação de Lutero usufruíram da venda de indulgências de Tetzel. a. Por uma preocupação pastoral, Lutero ficou indignado com a venda de indulgências. 7. Lutero afixou as 95 Teses para convidar o corpo docente da Universidade de Wittenberg para discutir a questão das indulgências. a. Lutero postou as teses em latim, que era um sinal seguro de que ele queria promover um colóquio acadêmico e não fazer uma declaração pública. b. Alunos da universidade ficaram tão impressionados com as 95 Teses que eles traduziram para o alemão.

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c. As 95 Teses se espalharam por toda a Alemanha com a ajuda da imprensa de Gutenberg. d. Lutero jamais seria capaz de prever que isso aconteceria. 8. Lutero acabou sendo levado à Dieta de Worms em 1521. a. Lutero se recusou a se retratar.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. Lutero lutou com a ideia da _________ de Deus. a. Ira b. Justiça c. Retidão d. Todas as alternativas acima

2. Lutero começou a compreender a justificação pela fé quando ele estava preparando suas aulas sobre os Salmos. a. Verdadeiro b. Falso

3. Foram as ideias de _________ que ajudou Martinho Lutero a compreender a “justiça de Deus”. a. Atanásio b. Aquino c. Agostinho d. Anselmo

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4. A justiça de Cristo sendo creditada ao cristão é chamada de ___________. a. Justificação b. Propiciação c. Expiação d. Imputação

5. As 95 Teses foram a declaração formal de Lutero sobre a doutrina da justificação pela fé somente. a. Verdadeiro b. Falso

6. __________ autorizou a venda de indulgências a. Júlio II b. Johann Tetzel c. Alberto d. Leão X

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Por que Lutero ficou indignado com a venda de indulgências?

2. Por que a prática de vender ofícios eclesiásticos era chamada de “simonia”?

3. Que evidência nós temos de que Lutero não esperava pelo início da Reforma quando afixou as 95 Teses?

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4. Como Lutero foi capaz de enfrentar as críticas da universidade, da Igreja e de praticamente o mundo inteiro?

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4 - A Visão Católica Romana INTRODUÇÃO A melhor maneira de compreender a visão Reformada da justificação é comparando-a com a visão católica romana da justificação. Nesta lição, o Dr. Sproul analisa a doutrina católica romana da justificação definida no Concílio de Trento.

OBJETIVO DA LIÇÃO Apresentar a visão católica romana da justificação para contrastá-la com a doutrina Reformada da justificação pela fé somente.

LEITURA BÍBLICA Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados. - Colossenses 1:13-14

RESUMO DA PALESTRA A. A melhor maneira de compreender o conceito de justificação da Reforma é contra o pano de fundo da doutrina católica romana da justificação. 1. Martinho Lutero escreveu as 95 Teses para levantar questionamentos sobre o sistema de doutrinas que estava associado com as indulgências.

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a. As 95 Teses não lidavam primariamente com a justificação, mas Lutero levantou questões que associava o entendimento de Roma sobre as indulgências com sua visão sobre a justificação. 2. A doutrina católica romana da justificação demorou séculos para se desenvolver. a. O sistema de salvação de Roma é chamado de “sacerdotalismo”. b. Sacerdotalismo é o meio pelo qual a salvação é operada através das ministrações da Igreja e do sacerdócio. 3. A doutrina da justificação de Roma foi completamente definida como parte da tríplice reação da contrarreforma contra o protestantismo. a. A Inquisição Espanhola buscava descobrir e torturar protestantes. b. Os jesuítas foram fundados por Inácio de Loyola para lidar com as questões intelectuais da época. c. Um concílio ecumênico internacional, o Concílio de Trento, foi convocado.

B. A sexta sessão do Concílio de Trento lidou com a visão católica romana da justificação. 1. Alguns pontos importantes precisam ser observados antes de discutir a visão de Roma sobre a justificação. a. As referências à decisão de Trento são as vezes chamadas de “Tridentinas”. b. O papado ainda afirma inequivocamente os decretos e cânones do Concílio de Trento.

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c. Protestantes e católicos deturpam uns aos outros na questão da justificação. 2. Roma ensina que o primeiro passo na justificação é o sacramento do batismo. a. O batismo é a “causa instrumental da justificação”. i.

Distinções aristotélicas de causalidade (a causa formal, a causa material, a causa eficiente e a causa final) são comumente usadas para discutir a justificação.

ii.

O batismo é o instrumento pelo qual uma pessoa é inicialmente justificada.

b. Uma pessoa é infundida com a justiça de Cristo durante o batismo. i.

Isto se chama “graça justificadora”.

ii.

Roma usa a linguagem de uma substância (a graça) sendo derramada na alma em que ela passa a habitar.

iii.

Protestantes não pensam na graça em linguagem substantiva, mas como uma atividade de Deus.

iv.

O batismo funciona ex opere operato: se você é batizado, você recebe a infusão de graça e está em um estado de justificação.

3. Em seguida, uma pessoa precisa cooperar com a graça infusa para permanecer no estado de justificação. a. Se uma pessoa coopera com a graça infusa, então ele é justo diante de Deus por ser inerentemente justo. b. Uma pessoa permanece no estado de justificação até cometer um pecado mortal. 4. Roma diferencia entre o pecado venial e o pecado mortal.

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a. O pecado venial é realmente pecado, precisa ser confessado e perdoado, mas não destrói a graça salvífica. b. O pecado mortal mata a graça da justificação que é infusa na alma. c. Uma pessoa pode ter fé salvífica e ainda cometer um pecado mortal, mas se ele cometer um pecado mortal e morrer no pecado mortal, ele irá para o inferno. 5. Roma vê a fé como uma condição necessária para a justificação, mas não como uma condição suficiente. a. Católicos creem que uma pessoa pode ter verdadeira fé sem ser justificada. b. Protestantes creem que uma pessoa que tem verdadeira fé é justificada. 6. Roma ensina que a fé tem uma função tripla no que diz respeito à justificação. a. A fé é a iniciação, o primeiro passo, da justificação. b. A fé é o fundamento sobre o qual a justificação é estabelecida. c. A fé é a raiz, o núcleo, da justificação. C. O sacramento da penitência estava no núcleo e no centro da controvérsia no século 16. 1. O sacramento da penitência responde à pergunta: “Como alguém recupera sua justificação depois de cometer um pecado mortal?” a. Não é possível ser rebatizado porque o batismo é uma marca indelével que nunca pode ser perdida. b. Roma declarou em Trento que uma pessoa precisa da “segunda tábua da justificação” para recuperar o estado de justificação. 2. A confissão é a primeira parte do sacramento da penitência.

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a. Uma pessoa precisa confessar seu pecado a um sacerdote. b. A confissão precisa ser sincera. i.

A atrição é o arrependimento que decorre do medo da punição.

ii.

A contrição é o arrependimento que decorre de um coração quebrantado e contrito.

3. A absolvição sacerdotal é a segunda parte do sacramento da penitência. a. A Bíblia ensina que nós devemos confessar os nossos pecados uns aos outros e que Deus é fiel para perdoar, então a confissão e a segurança do perdão não são coisas ruins (Tiago 5:16; 1 João 1:9). b. O sacerdote não está exercendo algum poder inerente de perdoar pecados; ser consagrado ao sacerdócio lhe dá a autoridade para pronunciar o perdão de Deus sobre uma pessoa penitente. 4. As obras de satisfação são a terceira parte do sacramento de penitência. a. As obras de satisfação são onde as obras entram em jogo na equação católica romana de justificação. b. Rezar a “Ave Maria” e o “Pai Nosso”, dar esmolas e realizar outras boas obras fazem parte das obras de satisfação para obter a justificação. c. As obras de satisfação produzem mérito congruente na pessoa. i.

O mérito condigno é por obras que requerem uma bênção ou recompensa de Deus.

ii.

O mérito congruente é por obras que tornam que fazem com que seja apropriado Deus recompensá-las restaurando uma pessoa ao estado de justificação.

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5. Uma pessoa somente pode permanecer no estado de justificação se ela não cometer um pecado mortal, mas é sempre possível retornar de novo e de novo por meio do sacramento da penitência. a. Se uma pessoa morre em pecado mortal, ela vai para o inferno. b. Se uma pessoa morre com alguma impureza, ela vai para o purgatório. i.

O purgatório é um lugar que purga as pessoas de suas impurezas.

6. Em última análise, uma pessoa não entrará no Céu a menos que seja intrinsecamente justa. a. Essa é a versão de Roma do evangelho. b. Está em contraste radical com a visão da Reforma da justificação, em que se uma pessoa tem fé, ela tem o Céu.

PERGUNTAS PARA ESTUDO 1. A visão romana da fé é que ela é necessária e suficiente para a salvação. a. Verdadeiro b. Falso

2. A doutrina católica romana da justificação não havia sido definida oficialmente até _________. a. Latrão I b. Trento c. Vaticano I d. Vaticano II

3. Inácio de Loyola estabeleceu ___________ como parte da contrarreforma.

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a. A Inquisição espanhola b. O Concílio de Trento c. A Companhia de Jesus d. Todas as alternativas acima

4. O centro da controvérsia durante o século 16 era o sacramento ___________. a. Do batismo b. Da confirmação c. Da eucaristia d. Da penitência

5. O batismo é a causa __________ da justificação no sistema romano de salvação. a. Instrumental b. Material c. Formal d. Final

6. A justificação é exclusivamente por mérito de acordo com o ensino da Igreja Católica Romana. a. Verdadeiro b. Falso

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QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Qual é o significado da reafirmação do Concílio de Trento no Catecismo da Igreja Católica em 1992?

2. De que maneira protestantes entendem erroneamente a visão católica romana da justificação?

3. O que os protestantes geralmente não entendem sobre a absolvição sacerdotal?

4. De que maneira a versão de Roma do evangelho está em contraste radical com a versão da Reforma?

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5 - Definindo os Nossos Termos INTRODUÇÃO A definição de termos é fundamental para compreender e comunicar a posição protestante sobre a justificação. Nesta lição, o Dr. Sproul conclui o nosso estudo sobre a visão católica romana e começa a definir os termos na frase justificação pela fé somente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Concluir o panorama básico do entendimento católico romano sobre a justificação 2. Definir justificação e pela na frase justificação pela fé somente 3. Comparar a visão católica romana com a visão protestante da justificação

LEITURA BÍBLICA ...para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé... - 1 Pedro 1.4-5

RESUMO DA AULA A. Temos que analisar a tesouraria de méritos para concluir a nossa análise do sistema católico romano de justificação.

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1. A tesouraria de méritos é fundamental para todo o conceito de indulgências. a. Quando Lutero afixou as 95 Teses, ele ainda cria na essência do sistema romano, mas a tesouraria de méritos foi uma das áreas que o fizeram começar a seriamente questionar o sistema. 2. O conceito de indulgências desenvolveu-se gradualmente na história da Igreja Católica Romana a. Em última análise, é baseado na autoridade que Cristo deu a Pedro ao dar-lhe as chaves do reino (Mateus 16.19). b. Isso implicava a autoridade para dispensar indulgências. 3. A tesouraria de méritos existe para conceder mérito ao que não têm mérito próprio suficiente. a. Cristo é o principal depositante da tesouraria de méritos, mas o conceito de tesouraria de méritos ainda existe na comunhão romana. b. Os méritos de Maria e os méritos dos santos são acrescentados à tesouraria de méritos. 4. A tesouraria de méritos existe para que as pessoas possam entrar no Céu. a. Pouquíssimas pessoas que morrem vão diretamente para o Céu, de acordo com a visão católica romana. b. A maioria das pessoas que morrem vão para o purgatório para que suas impurezas sejam purgadas. i.

O purgatório não é o inferno; não é um local de castigo.

ii.

As pessoas no purgatório não têm méritos suficientes para ir diretamente para o Céu.

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c. Os poucos que vão diretamente para o Céu têm méritos suficientes e também méritos supererrogatórios. i.

Obras que vão além das obrigações produzem méritos supererrogatórios.

ii.

Méritos supererrogatórios são mais do que é exigido para ir para o Céu, fazendo com que o excesso seja depositado na tesouraria de méritos.

d. Quando indulgências são compradas, saques são feitos da tesouraria de méritos por aqueles que estão no purgatório. 5. A visão católica romana da justificação está em contraste direto com a justificação pela fé somente.

B. Começamos a apresentar a visão protestante da justificação pela definição dos termos na frase “justificação pela fé somente”. 1. “Justificação” vem do latim iustificare, que significa “fazer justo”. 2. Os Pais latinos desenvolveram a doutrina da justificação a partir de seu estudo da Vulgata Latina. a. Iustificare em latim é extraído da estrutura jurídica do sistema romano de direito. b. “Fazer justo” significa que uma pessoa que não é justa é feita justa em si mesma. i.

Sob a perspectiva Reformada, o processo de ser feito realmente justo é chamado de santificação.

ii.

Nós cremos que a justificação é seguida pela santificação.

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c. A santificação prece a justificação na visão romana porque Deus não declararia alguém justo se ele não tivesse verdadeiramente se tornado justo. 3. A palavra dikaioō em grego significa “atribuir” ou “reconhecer” como justo. a. Dikaioō leva à visão Reformada de que, mesmo que ainda sejamos injustos, Deus nos declara justos, aplicando-nos a justiça de Cristo pela imputação. 4. O lema de Lutero simul justus et peccator define o estado das coisas por meio do qual Deus nos considera justos mesmo não sendo justos em nós mesmos. a. Simul justus et peccator significa “ao mesmo tempo, justo e pecador”. b. Isso não viola a lei da não contradição, que diz que algo não pode ser “A” e “não-A” ao mesmo tempo e na mesma relação. c. Em nós mesmos, continuamos sendo pecadores, mas somos justos em virtude da justiça de Cristo. 5. Imputação sempre foi a única coisa que fez com que as muitas tentativas de resolver o conflito teológico da Reforma fracassassem. a. Roma sempre rejeitou a ideia de que nós somos justificados com base em uma justiça imputada. b. Lutero se referia à justiça imputada como alenum iustitiam, uma “justiça alienígena”, uma justiça que é extra nos, “fora de nós”.

C. A segunda palavra na frase “justificação pela fé somente” que precisa ser definida é a palavra pela.

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1. Pela é um termo simples que tem a ver com os meios pelos quais algo acontece. a. Lembre-se que na visão católica romana, o meio instrumental de justificação é o batismo. b. É importante olhar para a linguagem filosófica usada para descrever movimento e mudança para compreender uma expressão como meio instrumental. 2. Aristóteles desenvolveu um sistema de classificação para descrever a maneira com que as coisas mudam usando a ilustração de uma escultura. a. A causa eficiente, a causa principal de mudança, seria o escultor. b. A causa material, a matéria da qual alguma coisa é mudada, seria a laje de mármore. i.

Observe que não há causa material para a criação, então Deus é tanto a causa eficiente quando a causa suficiente porque ele criou o mundo ex nihilo.

c. A causa formal, a forma para a qual algo é mudado, seria a ideia ou modelo que o escultor tem em mente para criar a escultura. d. A causa final, a razão pela qual algo é mudado, seria o propósito da escultura. e. A causa instrumental, as coisas usadas para realizar a mudança, seria o martelo e o cinzel. i.

Roma acredita que o batismo é a causa instrumental pela qual uma pessoa é infundida pela graça e justificada.

ii.

Protestantes creem que a fé é a causa instrumental da justificação.

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3. Tanto católicos quanto protestantes explicaram as categorias de Aristóteles pelo acréscimo de outra causa específica chamada de “causa meritória”. a. A visão romana seria que a causa meritória de Deus declarar que uma pessoa é justa é que essa pessoa é justa. b. A visão Reformada seria que a causa meritória de Deus declarar que uma pessoa é justa é que Cristo é justo. 4. A frase justificação pela fé somente é simplesmente outra maneira de dizer justificação por Cristo somente. a. A justificação é pela graça somente, por meio da fé somente, e em Cristo somente.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. O purgatório é um lugar de castigo. a. Verdadeiro b. Falso

2. As pessoas que não vão para o purgatório não têm _______________ para chegar no céu. a. Méritos necessários b. Méritos suficientes c. Méritos de condigno d. Os méritos de Cristo

3. _____________ são depositados na tesouraria de méritos. a. Os méritos de condigno

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b. Os méritos congruentes c. Os méritos supererrogatórios d. Todas as alternativas acima

4. O principal depósito na tesouraria de méritos é a soma total de todos os méritos do santo. a. Verdadeiro b. Falso

5. Dikaioō significa _____________ justo”. a. “Fazer b. “Declarar c. “Tornar-se d. Nenhuma das alternativas acima

6. A palavra pela na frase justificação pela fé somente está mais intimamente relacionada à causa ____________. a. Final b. Formal c. Material d. Instrumental

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Quais são as implicações da tesouraria de méritos conter não somente os méritos de Cristo, mas também os méritos de Maria e dos santos?

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2. Qual é a semelhança entre a visão romana da justificação e a visão protestante da santificação? Qual é a diferença?

3. Qual é a diferença entre o termo latino que significa justificação e o termo grego?

4. Por que o lema de Lutero simul justus et peccator não viola a lei da não contradição?

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6 - Pela Fé Somente INTRODUÇÃO Quais são os elementos essenciais da fé salvífica e onde ela deve ser posta? Nesta lição, o Dr. Sproul continua a definir os termos na frase justificação pela fé somente, olhando mais de perto para uma fé salvífica que em Cristo somente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Definir os termos fé e somente na frase justificação pela fé somente 2. Destacar as diferenças dentro da fé salvífica 3. Enfatizar a importância da imputação

LEITURA BÍBLICA Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. - Efésios 2.8

RESUMO DA AULA A. O que significa a palavra fé na fórmula justificação pela fé somente? 1. Católicos romanos criam que Lutero estava ensinando a licenciosa libertinagem ou o antinomianismo. a. Lutero não estava ensinando que as pessoas poderiam viver da maneira que quisessem porque as obras não eram necessárias para a justificação. 46


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b. Lutero foi encarregado de definir o que realmente era a fé salvífica. 2. Historicamente, os estudiosos têm divergido sobre a maneira com que os Reformadores desenvolveram um entendimento sobre os elementos da fé salvífica. a. Francis Turretin incluiu até oito elementos com diferenças sutis para a fé salvífica. b. Gordon Clark cria que há somente dois componentes para a fé salvífica. c. A compreensão reformada habitual sobre a fé salvífica é que existem três elementos distintos.

B. Os três elementos distintos da fé salvífica são notitia, assensus e fiducia. 1. Notitia é a informação que precisa ser crida para que alguém seja justificado. a. Nós precisamos de informações básicas sobre Cristo para sermos justificados. b. Notitia consiste nos fundamentos do evangelho. 2. Assensus é assentir à verdade dessa informação. a. Nós temos que crer que a informação sobre Jesus – sua pessoa e obra – seja uma realidade. b. A fé salvífica exige um assentimento intelectual e cognitivo à veracidade da informação. c. Os demônios têm até mesmo a notitia e o assensus porque eles conhecem a informação e sabem que é verdadeira. 3. Fiducia é confiar na informação que é verdadeira.

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a. Fiducia requer confiança, juntamente com a consciência intelectual e o assentimento. i.

Isso é fundamental para a doutrina da justificação pela fé.

b. Nossa confiança e dependência em relação à obra de Cristo somente é o componente mais importante para a profissão de fé. i.

Um grande problema é diferenciar a fé da profissão de fé.

ii.

Jesus Cristo advertiu sobre a profissão falsa (Mateus 7:21-23; 15:8).

iii.

O perigo da falsa profissão é aparente nos métodos de evangelismo decisional que tentam manipular as pessoas.

c. Notitia e assensus são fundamentais para a fiducia. i.

Dave Hume compreendia que as pessoas podiam tomar decisões para fazer as coisas por diversos tipos de razões, mas as pessoas não podem decidir acreditar em algo que não acreditam.

ii.

Uma pessoa não apenas decide acreditar em Jesus como Senhor e Salvador, mas é persuadida e capacitada a confiar nele.

C. O que a palavra somente significa na fórmula da justificação pela fé somente? 1. A palavra somente significa que não há mistura de obras em nossa fé como base para Deus nos declarar justos. 2. Uma maneira de simplificar as diversas visões sobre a justificação é criando uma equação simples que se assemelha a 2+2=4. a. A fórmula católica romana é fé + obras = justificação. b. A fórmula antinomiana é fé = justificação – obras

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i.

Antinomianos creem que uma pessoa pode ser verdadeiramente crente e nunca ter quaisquer obras.

c. A fórmula Reformada é fé = justificação + obras i.

A verdadeira fé se manifesta por obras de obediência depois da justificação.

ii.

As próprias obras não contribuem em nada para a justificação porque a justificação já ocorreu.

iii.

Lutero disse perfeitamente: “A justificação é pela fé somente, mas não por uma fé que está só”.

3. A justificação pela fé somente é a justificação por Cristo somente. a. Não podemos acrescentar nada nem subtrair nada dos méritos de Cristo. b. Cristo nos salva, então podemos verdadeiramente dizer, “Nós cremos na justificação pelas obras” porque são as obras dele. c. Cristo cumpriu a lei perfeitamente em sua obediência ativa e Deus transfere a justiça de Cristo à nós. d. Mesmo que “ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3:20a), nós somos justificados pela fé naquele que guardou as obras da lei.

D. Há outras diferenças entre a visão católica romana e a visão Reformada da justificação e imputação. 1. A visão católica romana é analítica.

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a. Uma declaração analítica não acrescenta nada ao predicado que não é encontrado no sujeito porque uma declaração analítica é verdadeira por definição. i.

“Um homem solteiro é um homem que não é casado” é uma declaração analítica porque um homem solteiro é, por definição, um homem que não é casado.

b. A visão católica romana é analítica porque Deus somente declara uma pessoa como justa se ela for justa. 2. A visão Reformada é sintética. a. Uma declaração sintética é uma declaração em que há informação sendo acrescentada no predicado que não pode ser encontrada no sujeito. i.

“O homem solteiro é um homem rico” é uma declaração sintética porque ser um homem solteiro não significa ser rico.

b. A visão Reformada é sintética porque Deus acrescenta a justiça de Cristo à injustiça dos pecadores. 3. Tanto católicos como protestantes usam o termo forense. a. O termo forense é usado porque a justificação é uma declaração legal pela qual Deus judicialmente nos declara justos. b. Justificação forense é uma maneira de descrever a visão protestante da justificação. i.

Na visão católica romana, a justificação ocorre quando Deus declara que uma pessoa é justa, então os católicos também podem usar o termo forense para descrever a justificação.

ii.

Nos dois casos, é Deus quem declara uma pessoa justa.

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iii.

A diferença é se alguém tem uma justiça inerente ou uma justiça alienígena.

4. O grupo Evangélicos e Católicos Juntos acreditou ter chegado a um acordo significativo sobre a justificação. a. A verdade é que Roma sempre ensinou uma justificação forense. O cerne da questão é a imputação. i.

Ou nós somos justificados por nossa justiça ou somos justificados pela justiça de outro.

b. A palavra somente enfatiza que a justificação só pode ser encontrada em Cristo.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. A fé salvífica consiste em _________ elementos distintos. a. Dois b. Três c. Sete d. Oito

2. Assensus significa afirmar os dados intelectuais da fé salvífica. a. Verdadeiro b. Falso

3. A visão Reformada da justificação é ___________. a. Analítica b. Forense

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c. Sintética d. Dialética

4. “O homem solteiro é um homem rico” é uma declaração analítica. a. Verdadeiro b. Falso

5. O termo “forense” na frase “justificação forense” é um termo _____________. a. Eclesiástico b. Teológico c. Histórico d. Legal

6. ____________ é a principal questão que separa protestantes e católicos. a. Fé b. Imputação c. Justificação forense d. Todas as alternativas acima

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Qual é uma acusação comum contra aqueles que acreditam que a justificação é pela fé somente? Como você responderia a tal acusação?

2. Por que fiducia é o mais importante elemento da fé salvífica?

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3. Qual é a maior preocupação com o evangelismo decisional?

4. Em que sentido é possível que protestantes fielmente declarem que são justificados por obras?

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7 - A Carta de Paulo aos Romanos INTRODUÇÃO A carta aos Romanos é onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé de maneira mais exaustiva. Nesta lição, o Dr. Sproul nos leva até as passagens mais importantes de Romanos e explica os conceitos teológicos contidos na doutrina da justificação.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Analisar a doutrina da justificação pela fé somente na Escritura 2. Expandir a doutrina da justificação para que inclua a propiciação e a expiação, bem como a obediência ativa e passiva de Cristo.

LEITURA BÍBLICA ...para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. - Romanos 3.26b

RESUMO DA PALESTRA A. A doutrina da justificação pela fé somente é amplamente desenvolvida na carta de Paulo aos Romanos. 1. A primeira seção de Romanos estabelece a doutrina da justificação pela fé. a. Paulo começa com a ideia do julgamento universal de Deus sobre a humanidade caída que suprime o conhecimento dele. 54


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b. Paulo mostra como os efeitos do pecado tomaram conta de todas as pessoas, judeus e gregos. c. Paulo põe o mundo inteiro diante do tribunal da justiça de Deus. 2. Paulo explica a natureza da pecaminosidade humana citando os Salmos. a. Ele começa a citar os Salmos em Romanos 3.11 e só termina em Romanos 3.18. 3. Paulo usa a metáfora da “boca calada” diante do tribunal de Deus. a. É um ato de pura futilidade dar uma desculpa a Deus por nossa desobediência a santidade, a justiça e o juízo dele estão evidentes.

B. Romanos 3.20 tem sido o tema de muitos debates na história da teologia e é importante para a nossa compreensão da doutrina da justificação. 1. Alguns acreditam que “pelas obras da lei” se refere aos requisitos cerimoniais da lei do Antigo Testamento. a. Ninguém será justificado por meio do sistema sacrificial e das práticas cúlticas associadas ao tabernáculo e ao templo. b. Esta é uma aplicação muito restritiva do texto. 2. A vasta maioria dos comentaristas acreditam que “pelas obras da lei” se refere a todas as obrigações da lei de Deus, incluindo as obrigações morais. a. Nenhuma boa obra faz parte das causas da justificação. 3. Outros acreditam que “pelas obras da lei” se refere às obras de obediência antes da regeneração. a. A visão protestante e a visão romana da justificação estão em desacordo quanto a isso, pois as obras são reintroduzidas para a justificação.

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i.

As obras podem contribuir para o nosso galardão no céu, mas nunca fazem parte da nossa justificação.

C. Há uma diferença entre ser perdoado e ser justificado. 1. A justificação não é simplesmente o perdão divino. a. O perdão é emitido depois que uma pessoa é declarada culpada, mas a essência da justificação é declarar uma pessoa justa. b. O perdão não é necessário para alguém ser declarado justo. 2. A justificação vai além do perdão de pecados. a. Não somos somente perdoados; somos declarados justos diante de Deus. 3. A imputação da justiça de Cristo é fundamental para a nossa compreensão da justificação. a. Romanos 3.21-22 reafirma a “justiça de Deus” encontrada em Romanos 1.17, que é a justiça que Deus nos dá.

D. Precisamos diferenciar entre a obediência passiva e ativa de Cristo e entre a propiciação e a expiação. 1. A obediência passiva de Cristo refere-se à sua disposição de morrer por nossos pecados em obediência ao Pai. a. Paulo refere-se a isto como “a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24). 2. A propiciação e a expiação são realizadas na morte de Cristo na cruz e a cruz também é uma maneira simples de descrever a diferença entre os dois.

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a. A cruz pode ser usada para descrever a diferença entre a propiciação e a expiação porque a cruz tem uma barra vertical e uma horizontal. b. A barra vertical descreve a propiciação como uma transação vertical na qual as justas exigências de Deus são satisfeitas. i. Que Cristo foi um sacrifício perfeito é também um elemento da sua obediência ativa. c. A barra horizontal descreve a expiação como uma transação horizontal em que Cristo afasta para longe de nós os nossos pecados como o Oriente está longe do Ocidente. 3. A propiciação e a expiação também são projetadas de acordo com o sistema sacrificial do Antigo Testamento no Dia da Expiação. a. O sangue de um animal era derramado no propiciatório da arca da aliança como uma cobertura e reconciliação para satisfazer a justiça de Deus. b. O sacerdote colocava suas mãos em um segundo animal, o bode emissário, para simbolizar a transferência de pecados do povo para o bode emissário, que era enviado ao deserto. i.

Entendia-se que o deserto era fora do arraial, fora da presença de Deus.

ii.

Cristo sofreu fora do arraial, tendo os pecados do povo colocados nele enquanto ele morria a morte amaldiçoada da cruz.

4. A obediência ativa de Cristo refere-se a sua perfeita vida sob a lei.

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a. Cristo é o novo Adão e ele viveu uma vida de perfeita obediência, diferente do velho Adão, que caiu em desobediência e ruina. b. Cristo teve que viver uma vida de perfeita obediência para que o seu mérito fosse transferido a nós. i.

Cristo fez mais do que meramente pagar por nossos pecados porque ele viveu uma vida perfeita em vez de simplesmente vir morrer em nosso lugar.

ii.

Ele se submeteu completamente à lei de Deus.

5. Em nossa justificação, a justiça de Cristo é transferida a nós, como o nosso pecado foi transferido a ele na cruz. a. Deus demonstrou que o sacrifício de Cristo foi satisfatório ao ressuscitálo para a nossa justificação (Romanos 4.25). i.

Sua obediência passiva e ativa satisfez o Pai.

ii.

O Pai o ressuscitou para mostrar que a obra da redenção realmente trouxe reconciliação.

6. Por que Deus teve que nos salvar dessa maneira? a. Deus nunca abrirá mão da sua justiça. Ele nos salva de uma maneira pela qual sua justiça é preservada. b. Deus preserva sua justiça ao imputar nossos pecados em Cristo e sua justiça em nós.

E. Com base na vida de Abraão, Paulo prova a sua posição de que a justificação é pela fé à parte das obras da lei. 1. Paulo inicia a sua análise de Abraão depois de concluir que “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3.28.

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a. Não há razão para a jactância. 2. Abraão creu nas promessas de Deus e isso lhe foi imputado para justiça (Gênesis 15.6). a. Observe que Deus considera Abraão como justo no momento em que ele deposita sua fé e confiança em Deus. 3. Abraão é contado como justo antes dele ser circuncidado e antes dele oferecer Isaque no altar.

F. A justiça está indelevelmente ligada à graça. 1. Sola fide e sola gratia estão inseparavelmente relacionadas na tradição Reformada porque a justificação que recebemos é claramente pela graça. a. Deus não imputa a nós os pecados que merecemos, mas sim imputa os nossos pecados em Cristo, que nos cobre (Salmo 32:1-2). 2. A ideia de cobertura pode ser encontrada por toda a Bíblia. a. Deus fez roupas para cobrir a vergonha de Adão e Eva depois da queda. b. O sangue cobre o propiciatório no Dia da Expiação. c. Cristo cobre a nossa nudez, nossos trapos imundos, com seu manto de justiça. 3. A única justiça que precisamos para estar diante de Deus foi providenciada para nós.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. Roma entende que “obras da lei” em Romanos 3.20 referem-se _____________. a. à todas as obras da lei

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b. às obras da lei moral c. às obras da lei cerimonial d. às obras da lei antes da regeneração

2. A justificação está intimamente relacionada com a ideia de perdão divino. a. Verdadeiro b. Falso

3. Deus afastando os nossos pecados como o Oriente está longe do Ocidente é uma ilustração da ___________. a. Expiação b. Propiciação c. Justificação d. Imputação

4. ____________ envolve a satisfação das justas exigências de Deus. a. A expiação b. A propiciação c. A justificação d. A imputação

5. Tanto a propiciação como a expiação fazem parte da obediência ativa de Cristo. a. Verdadeiro b. Falso

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6. Paulo usa _________ para provar sua posição sobre a justificação pela fé. a. Isaque b. Davi c. Raabe d. Abraão

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. De que maneira a cruz pode ser usada como uma metáfora para nos ensinar sobre a diferença entre a propiciação e a expiação?

2. De que modo o bode emissário prefigurava Cristo?

3. Qual é a significância da ressurreição para a doutrina da justificação?

4. Como você responderia a alguém que se opõe à maneira pela qual Deus decidiu nos salvar, dizendo que poderia haver uma maneira melhor?

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8 - As Consequências da Justificação INTRODUÇÃO A justificação pela fé faz com que estejamos em paz com um Deus santo e permite que tenhamos acesso a ele e esperança nele. Nesta lição, o Dr. Sproul continua seu estudo sobre a justificação na carta de Paulo aos Romanos e fala sobre os resultados da justificação na vida do crente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Investigar os benefícios que decorrem da justificação 2. Reconhecer que a justificação precede a santificação

LEITURA BÍBLICA Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. - Romanos 5:9

RESUMO DA AULA A. Quais são as consequências da justificação? 1. Às vezes é importante fazer a simples pergunta, “E daí?”, ao refletir sobre questões teológicas. a. Ao considerar a pergunta, “E daí?”, em relação à justificação, estamos preocupados com as consequências ou resultados da justificação. 62


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2. Depois de provar a doutrina da justificação pela fé somente na vida de Abraão, Paulo começa o quinto capítulo de sua carta aos Romanos com um “pois”. a. “Pois” indica a conclusão de um argumento ou um ponto muito significativo que depende de tudo o que foi dito antes. 3. O que vem depois do “pois” é o “justificados pela fé”. a. Isto mostra com clareza que a justificação é um evento passado que já ocorreu. b. As consequências da nossa justificação são mencionadas depois.

B. A primeira consequência da nossa justificação é que “temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). 1. Um dos mais importantes conceitos relacionados à ideia de paz com Deus é a ideia de reconciliação. a. A ideia de inimizade é fundamental para compreender a reconciliação porque sem a quebra de relações não há a necessidade de reconciliação. b. O Novo Testamento deixa claro que, em nossa condição caída, estamos em inimizade com Deus e não queremos nada com ele. c. Aqueles que negam a existência de Deus, na realidade sabem que ele existe; eles têm um problema moral com Deus e precisam ser reconciliados com ele. d. A ideia transmitida na Escritura é que, em nosso estado natural, nós odiamos a Deus e estamos em guerra com ele.

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2. Quando Deus declara paz, estamos reconciliados com ele para sempre. a. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, o anúncio de paz foi uma ocasião alegre e emocionante, mas a paz entre as nações nunca dura. b. Quando Deus faz um acordo de paz, nunca mais pode haver a possibilidade de guerra. i.

Os cristãos têm a paz do Príncipe da Paz, mas frequentemente negligenciam falar sobre seu significado (João 14:27).

ii.

Lutero dizia que o pagão treme com o ruído de uma folha movida porque, em seu estado, ele teme a ira de Deus.

iii.

A salvação é simultaneamente por Deus e de Deus, de modo que o cristão não precisa temer a ira de Deus.

C. A segunda consequência da nossa justificação é que “por intermédio dele obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes” (Romanos 5:2). 1. Quando Adão e Eva foram banidos do jardim de Éden, Deus colocou um anjo com uma espada inflamada para impedi-los de voltar. a. Através de Cristo, essa espada inflamada foi removida. b. Da mesma forma, a cortina do templo foi rasgada. 2. Nós temos acesso como filhos que foram adotados na família de Deus. a. Todos nós podemos agora chamar a Deus de nosso “Pai”. 3. A Bíblia nos chama para nos aproximarmos de Deus e para nos prepararmos para entrar na presença de Deus. a. Deus está em todo lugar, mas há manifestações especiais de sua presença.

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b. Deus especialmente manifesta a sua presença na Igreja. i.

Isso deve influenciar a maneira com que nos vestimos para o culto, pois nós estamos entrando na presença do Santo, de quem já fomos banidos e proibidos de entrar.

ii.

Devemos ir à igreja com espírito de reverência e temor, um espírito de alegria e conforto, pela paz que temos com Deus.

c. Quando nos aproximamos de Deus, nos aproximamos de Deus em Cristo. i.

Nosso Redentor nos leva à presença de Deus.

4. A Bíblia nos ensina a “crer para dentro de Cristo”. a. A preposição grega eis pode ser se referir ao ato de atravessar uma porta para ir de um cômodo para outro. b. Neste sentido, somos chamados a crer para dentro de Jesus para a nossa justificação. 5. Paulo constantemente usa a linguagem de estar “em Cristo”. a. Nós estamos em Cristo e Cristo está em nós. b. Todo aquele que é justificado é trazido de fora para dentro. c. Isso deve influenciar a maneira dos cristãos amarem uns aos outros. i.

Como você pode odiar alguém que está em Cristo se você também está em Cristo?

ii.

Os cristãos foram trazidos para a mesma família.

d. A conversão de Paulo nos ensina sobre a grande unidade que há entre Cristo e os crentes. i.

Enquanto Paulo estava viajando no caminho de Damasco, Jesus perguntou: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4)

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ii.

Ao perseguir os crentes, Paulo estava perseguindo a Cristo.

iii.

A união que um crente tem com Cristo é também uma união com outros crentes.

D. A terceira consequência da nossa justificação é que “gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5.2). 1. A esperança decorre da fé da justificação. 2. No Novo Testamento, a esperança não é um sentimento associado a um desejo. a. Esperança é a certeza do que virá no futuro. b. A esperança dá estabilidade aos crentes de que eles verão a glória de Deus. 3. Paulo prossegue dizendo que “a esperança não confunde” (Romanos 5.5). a. Nossa esperança não pode falhar porque Deus guarda as suas promessas. 4. A certeza das promessas de Deus é o fundamento da nossa santificação. a. Nós não desenvolvemos a nossa salvação com temor e tremor como se fosse algo incerto (Filipenses 2.12-14). b. A certeza da salvação leva à conformidade com Cristo em nossa santificação (2 Pedro 2.10). 5. A relação entre justificação e santificação é fundamental para conciliar o ensino de Paulo sobre a justificação com o ensino da epístola de Tiago.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. ___________ não é uma consequência da nossa justificação. a. A paz

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b. O acesso c. A esperança d. A fé

2. Um conceito que é fundamental para compreender a reconciliação é ___________. a. A inimizade b. A rebelião c. A guerra d. O exílio

3. As pessoas que questionam a existência de Deus provavelmente têm um problema intelectual com Deus. a. Verdadeiro b. Falso

4. Com frequência, os cristãos não enfatizam a importância ____________ como uma consequência da justificação. a. Da paz b. Da fé c. Da esperança d. Do amor

5. Em última instância, os crentes são salvos ____________. a. Do pecado

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b. Do inferno c. Da morte d. De Deus

6. Uma parte importante do acesso que temos à Deus em nossa justificação é ____________. a. A santificação b. A adoção c. A paz d. A esperança

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Por que os conceitos de reconciliação e inimizade são importantes para defender a fé cristão diante dos incrédulos.

2. Qual é a importância de Deus ser aquele que declarou paz conosco?

3. De que maneira o “acesso a Deus” deve influenciar o nosso culto?

4. De que maneira o entendimento da justificação muda a maneira com que nos relacionamos com outros cristãos?

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9 - Paulo vs. Tiago?

INTRODUÇÃO A epístola de Paulo aos Romanos não é irreconciliável com a epístola de Tiago. Nesta lição, o Dr. Sproul explica como devemos entender duas passagens aparentemente contraditórias da Escritura que lidam com a doutrina da justificação.

OBJETIVOS DA LIÇÃO 1. Conciliar o ensino de Paulo sobre a justificação com a epístola de Tiago. 2. Ampliar o entendimento sobre a natureza da regeneração e da fé.

LEITURA BÍBLICA Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade. Tiago 1:18a

RESUMO DA AULA A. Como conciliamos o que Paulo ensina em Romanos com a epístola de Tiago? 1. Católicos romanos usavam o segundo capítulo de Tiago para refutar a declaração de que a justificação é pela fé somente: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente” (Tiago 2:24) a. Esta é uma declaração explícita da Escritura que pareceria ser um golpe esmagador contra a doutrina da justificação pela fé somente. 69


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2. Muitas pessoas creem que não é possível conciliar o que Paulo ensina em Romanos com a epístola de Tiago. a. A fim de compreender como poderia surgir essa contradição aparente, alguns acreditam que é importante saber qual foi escrito primeiro. b. Alguns argumentam que Paulo está refutando Tiago enquanto outros argumentam que Tiago está refutando Paulo. c. A ortodoxia clássica diria que Paulo nem Paulo nem Tiago estavam tentando refutar um ao outro e que as duas posições não são contraditórias.

B. Parte da dificuldade é que Paulo e Tiago usam a mesma palavra para justificação e a mesma pessoa para argumentar. 1. Tanto Paulo como Tiago usam a palavra dikaiosunē para justificação e os dois usam Abraão para provar o argumento. a. Paulo se refere à justificação de Abraão, como encontrada em Gênesis 15, enquanto Tiago se refere à justificação de Abraão, como encontrada em Gênesis 22. 2. A dificuldade para conciliar Paulo com Tiago levou Lutero a certa vez questionar a canonicidade de Tiago. a. Lutero se arrependeu de seu julgamento de Tiago como uma “epístola de palha”. b. Há estudiosos que tentam distorcer a dúvida de Lutero sobre a canonicidade de Tiago para provar que ele não cria na inerrância da Escritura.

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c. Lutero estava questionando se a Escritura continha o livro de Tiago, não a inerrância da Escritura.

C. Dikaiosunē pode ter mais de um significado. 1. Cristo usou dikaiosunē quando declarou: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lucas 7.35). a. Isso obviamente não significa que a sabedoria é reconciliada com Deus por ter bebês. Significa que a sabedoria demonstra ser sabedoria por seu fruto. i.

Como um aparte, muitos estudiosos do Novo Testamento consideram o livro de Tiago como parte da literatura sapiencial da Bíblia.

ii.

Ele segue muitas das mesmas formas literárias encontradas na literatura sapiencial do Antigo Testamento.

b. O uso que Cristo fez da palavra “justificado” tem como objetivo demonstrar ou manifestar a verdade de alguma coisa.

D. É importante fazer a pergunta: “Qual é o problema que Tiago está tentando resolver?” 1. Tiago está lidando com o problema de pessoas que fazem uma profissão de fé, mas não manifestam nenhum fruto (Tiago 2:14). a. Por outro lado, Paulo está ligando com o problema de como uma pessoa injusta pode estar na presença de um Deus justo e santo.

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b. Em última análise, Paulo está preocupado com a justificação de uma pessoa diante de Deus enquanto Tiago está preocupado em diferenciar uma fé morta de uma fé viva (Tiago 2.17). 2. Tiago está preocupado em diferenciar uma fé morta de uma fé viva (Tiago 2.17). a. Lutero foi confrontado com a alegação de que a doutrina da justificação pela fé somente permite que as pessoas vivam da maneira que quiserem. b. Lutero acreditava que a fé que justifica é uma fides viva, uma fé viva, que se manifesta no fruto da obediência. c. Paulo também foi confrontado com essa linha de questionamento e respondeu com um ressoante “De modo nenhum!” (Romanos 6.2) 3. Tiago está olhando para a justificação sob uma perspectiva diferente. a. A única maneira de avaliar se a profissão de fé de outra pessoa é verdadeira é avaliando de que maneira ela se manifesta na vida da pessoa (Mateus 7.20). b. Deus conhece o coração e sabe quando a profissão de fé de uma pessoa é genuína.

E. Tiago e Paulo mencionaram diferentes partes da vida de Abraão. 1. Paulo prova que a justificação é pela fé citando Gênesis 15 onde Abraão é contado como justo por crer na promessa de Deus. 2. Tiago prova que Abraão foi justificado pelas obras citando Gênesis 22 onde Abraão estava pronto para sacrificar Isaque no altar.

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a. Tiago não está referindo-se à justificação de Abraão diante de Deus, mas à evidência da fé de Abraão diante dos homens. b. O único tipo de fé que salva é a fé viva que se manifesta nas boas obras, de modo que Abraão está demonstrando sua fé. c. Isto é contrário ao antinomianismo e à ideia do crente carnal. 3. Tiago está falando sobre Abraão sendo vindicado por sua profissão de fé com as obras que fluem dela. a. Não há contradição entre Paulo e Tiago.

F. A ordo salutis – ordem da salvação – é importante para que a nossa discussão sobre a justificação pela fé somente esteja completa. 1. A expressão, “a regeneração precede a fé”, captura a essência da teologia Reformada e responde à pergunta: “De onde vem a fé salvífica?” a. A fé não é um ato de nossa vontade trabalhando independentemente de Deus. b. Deus soberanamente muda a disposição de nossos corações e nos dá a fé salvífica pela obra imediata e sobrenatural do Espírito Santo. 2. A ordo salutis diz respeito à ordem lógica da salvação. a. A ordo salutis não descreve a ordem temporal da salvação. b. A justificação é simultânea com a fé salvadora, mas a fé precede a justificação em termos de sua ordem lógica. 3. A maioria dos cristãos evangélicos creem que a fé precede a regeneração. a. Eles creem que o novo nascimento é o resultado de crer em Cristo. b. Em vez disso, uma pessoa precisa nascer de novo e ser vivificada espiritualmente para ter fé (João 3.1-8; Efésios 2.5).

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c. Deus, o Espírito Santo, muda a disposição do coração para que a pessoa que se recusou a crer possa abraçar a verdade com fé. 4. O sermão de Jonathan Edwards, “Uma Luz Divina e Sobrenatural”, é sobre a obra do Espírito Santo na regeneração. a. O Espírito Santo trabalha de tal forma que nós não somente vemos a verdade de uma proposição, mas também sua amabilidade, para que o Espírito Santo crie a fé que nos justifica. b. Somos levados de um estado de morte espiritual para a vida espiritual e o resto da vida cristã é marcado pela guerra entre a carne e o Espírito. 5. A lista abreviada de Paulo da ordem de salvação em Romanos 8 nos ajuda a aprofundar a nossa compreensão da regeneração. a. Aos que Deus de antemão conheceu, também os predestinou, chamou, justificou e glorificou (Romanos 8:29-30). b. Paulo está se referindo ao chamado interior do Espírito Santo em oposição ao chamado exterior do Evangelho. c. É o chamado interior eficaz de Deus, pelo qual somos levados à uma fé que é viva, que somos justificados.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. Para conciliar Romanos com Tiago, é importante saber qual livro foi escrito primeiro. a. Verdadeiro b. Falso

2. Tanto Paulo como Tiago usam Abraão e _________ em seus argumentos.

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a. Isaque b. Raabe c. Dikaiosunē d. Iustificare

3. Certa vez, Lutero questionou a __________ de Tiago. a. Autenticidade b. Canonicidade c. Precisão d. Todas as alternativas acima

4. “A Luz Divina e Sobrenatural” de Jonathan Edwards é sobre o Espírito Santo e a ____________. a. Justificação b. Santificação c. Regeneração d. Glorificação

5. A ordo salutis se refere à ordem temporal da salvação. a. Verdadeiro b. Falso

6. ___________ respondeu aos desafios da justificação pela fé, enfatizando que a fé tinha que ser uma fides vive. a. Paulo

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b. Calvino c. Lutero d. Edwards

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Qual evidência da vida de Martinho Lutero nós temos para compreender a complexidade de harmonizar Paulo com Tiago?

2. O que o Dr. Sproul sugeriu como estratégia para compreender a epístola de Tiago em relação ao ensino de Paulo sobre a justificação?

3. De que maneira a menção que Paulo faz de Abraão é diferente da de Tiago?

4. De que maneira você pode usar a epístola de Tiago para combater o antinomianismo?

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PERGUNTAS E RESPOSTAS INTRODUÇÃO Nós já examinamos a doutrina da justificação histórica, teológica e biblicamente. Nesta lição final, o Dr. Sproul conclui o nosso estudo respondendo perguntas que ajudam a enfatizar o fato de que a justificação é realmente pela fé somente.

OBJETIVO DA LIÇÃO Responder às perguntas sobre a doutrina da justificação

LEITURA BÍBLICA Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. - Romanos 5:17

RESUMO DA AULA A. De que maneira um cristão pode saber que ele é salvo? 1. A questão da segurança não é uma curiosidade teológica abstrata. a. A questão é profundamente pessoal, pois tem a ver com a nossa condição diante de Deus. b. Pedro enfatizou a importância da segurança para a nossa santificação (2 Pedro 1:10). 77


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2. A abordagem prática para lidar com alguém que está questionando a própria salvação é fazer uma série de perguntas. a. Você ama a Cristo perfeitamente? b. Você ama a Cristo tanto quanto você deveria amá-lo? c. Você ama a Cristo, conforme ele é apresentado no Novo Testamento, em algum sentido? d. Como é possível que você tenha alguma afeição por Cristo, a menos que você tenha nascido do Espírito? 3. A abordagem teológica para lidar com alguém que está questionando a própria salvação é naturalmente derivada das perguntas acima. a. A conclusão correta a partir das perguntas acima ajudará uma pessoa a compreender que eles não seriam capazes de amar a Cristo à parte do novo nascimento. b. Se eles são participantes do novo nascimento, é porque Deus soberanamente escolheu regenerá-los. c. Deus completará a obra que ele começou e, desta maneira, uma pessoa pode estar completamente segura da sua salvação.

B. Deus coopera conosco em nossa santificação? 1. O texto clássico para responder a essa pergunta é: “desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:12-13). 2. A regeneração é a obra soberana e monergista de Deus, o Espírito Santo. a. Monergismo significa “o trabalho de um”. b. Deus é o único que é ativo na regeneração.

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3. O resto do processo de salvação é um trabalho sinérgico e cooperativo. a. Nós não somos passivos em nossa santificação. b. Nossa santificação deve ser um trabalho diligente que nós empreendemos sabendo que temos a graça de Deus operando em nós.

C. Qual é a importância do ensino sobre a obediência passiva e ativa de Cristo? 1. As últimas palavras de J. Gresham Machen em um telegrama para seus colegas no Seminário Teológico de Westminster na Filadélfia foram: “Sou grato pela obediência ativa de Cristo. Não há esperança sem ela”

.

a. Machen morreu de pneumonia quando, apesar de um frio severo, ele aceitou participar de um discurso na Dakota do Norte no meio do inverno. b. Machen compreendeu a importância da obediência ativa e passiva de Cristo. 2. Nas tentativas de superar a divisão por causa da doutrina da justificação, tem havido um ataque renovado especificamente contra a obediência ativa de Cristo. a. O único conceito que não pôde ser resolvido durante o século 16 e que continua até hoje é a imputação. b. Sem a imputação da obediência ativa de Cristo, não há fundamento para a justificação, o que significa que não há evangelho. 3. Dispensacionalistas rejeitam a distinção entre o pacto de obras e o pacto de graça. a. Rejeitar essa distinção faz com que rejeitem a obediência ativa de Cristo.

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4. No pensamento Reformado, o pacto de obras é o pacto original que Deus fez com Adão e Eva. a. Deus ainda fornece um caminho de salvação e promete esmagar a serpente, então toda relação com Deus depois da queda é graciosa. i.

Argumenta-se que, desde o princípio, Deus não tinha a obrigação de pactuar conosco, então a distinção entre pacto de obras e pacto de graça não é necessária.

ii.

Esse argumento não reconhece que a distinção existe por causa da obra de Cristo como o novo Adão.

b. Jesus toma sobre si a responsabilidade de cumprir o pacto original como o novo Adão em sua obediência ativa. i.

A desobediência de Adão trouxe morte; a obediência de Cristo trouxe vida (Romanos 5:12-21).

c. A negação da obediência ativa de Cristo ataca a distinção entre o pacto da graça e o pacto de obras. d. Sem a obediência ativa de Cristo, não há redenção.

D. Por que é difícil reconhecer a profundeza de nosso próprio pecado? 1. Uma das consequências do pecado original é que nos tornamos cegos para a pecaminosidade do pecado. a. Chegar a uma compreensão mais profunda da pecaminosidade do pecado é uma marca de santificação e crescimento na graça. 2. Temos uma tendência de nos proteger da realização plena de nossa pecaminosidade ao julgarmos a nós mesmos com base em nosso próprio padrão e com base naqueles que nos cercam.

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a. A parábola de Natã sobre o homem rico expôs Davi ao seu pecado e levou-o a escrever a oração modelo de confissão e contrição, o Salmo 51. 3. Em sua bondade, Deus não nos disciplina revelando as verdadeiras profundezas de nosso pecado de maneira instantânea, pois não seríamos capazes de lidar com ela. a. Satanás te acusa do mesmo pecado do qual o Espírito te convence. b. O propósito de Satanás é te destruir, mas o propósito do Espírito é te redimir. 4. A única maneira de compreender a seriedade do nosso pecado é estudando o caráter de Deus. a. Quando Isaías esteve diante de Deus, ele viu quem era Deus, compreendeu quem ele era diante de um Deus santo e pronunciou uma maldição contra si mesmo. 5. Uma grande quantidade de evangélicos e católicos romanos responderam à uma pesquisa recente dizendo que não acreditam que o menor pecado seja uma traição cósmica. a. Até mesmo o menor pecado é traição cósmica, embora nem todos os pecados sejam igualmente hediondos. b. Aqueles que pensam diferente não se deram conta que o caráter de Deus é o padrão para o nosso caráter.

E. Quais são os desafios para a doutrina da justificação hoje? 1. Há o desafio daqueles que não creem que precisam ser justificados.

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2. Há o desafio de que a doutrina da justificação não é tão importante quanto os Reformadores pensavam que era. a. Mesmo que as pessoas não estejam mais se matando por causa da questão da justificação, ela ainda está no cerne do evangelho. 3. Há tentativas de conciliar protestantes e católicos em detrimento da doutrina da justificação. a. A Igreja Luterana chegou a algum acordo com Roma sobre a justificação. b. A iniciativa Evangélicos e Católicos Juntos (ECJ) afirmou ter alcançado uma unidade de fé no evangelho. i.

Católicos que afirmam o Concílio de Trento assinaram a iniciativa.

c. ECJ lançou uma segunda versão da declaração, mas não houve nenhuma resolução sobre a imputação. 4. Houve controvérsias recentes sobre a doutrina da justificação. a. Um professor do Seminário Teológico de Westminster foi removido de sua posição na década de 1980 porque ele começou a crer que as obras eram uma parte necessária da justificação. b. N.T. Wright é um teólogo popular que acredita que a justificação é mais uma questão de status pactual no Judaísmo do Segundo Templo. c. Há ainda em curso o debate sobre o senhorio de Cristo. d. Alguns acreditam que Jesus pode ser seu Salvador sem recebe-lo como Senhor.

F. De que maneira as crises pastorais de Martinho Lutero afetaram sua teologia e de que maneira afetou seu trabalho?

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1. Lutero cria que cada geração tinha que lutar pelo evangelho porque quando o evangelho é pregado com clareza e ousadia, ele cria conflitos. 2. A preocupação de Lutero em escrever ao escrever as 95 Teses era proteger contra a possível influência corruptora da venda de indulgências para o povo de Deus. 3. É justo que a coragem de Lutero na recuperação do evangelho seja elogiada, mas ele nunca desenvolveu uma Cristologia em consonância com a Calcedônia.

QUESTÕES PARA ESTUDO 1. Pedro enfatizou que nós fazemos cada vez mais firme a nossa vocação e eleição por causa da nossa ___________. a. Justificação b. Regeneração c. Santificação d. Todas as alternativas acima

2. Sinergismo significa “o trabalho de um”. a. Verdadeiro b. Falso

3. A obediência ativa de Cristo é primariamente para ___________. a. A imputação b. A regeneração c. A santificação

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d. A propiciação

4. Segundo o Dr. Sproul, o menor pecado é um ato de traição _____________. a. Galáctica b. Cósmica c. Universal d. Celestial

5. Uma maneira apropriada de aprofundar o nosso conhecimento de nossa própria pecaminosidade é olhando para os pecados dos outros. a. Verdadeiro b. Falso

6. A oração modelo de confissão e contrição encontra-se no _____________. a. Salmo 119 b. Salmo 51 c. Salmo 23 d. Salmo 19

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. De que maneira você pode ajudar alguém que está tendo problemas com a certeza da salvação?

2. Por que a obediência ativa de Cristo é tão fundamental na discussão sobre a justificação?

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3. O que é uma marca importante na sua santificação e crescimento em graça?

4. Qual é diferença entre maneira com que Satanás lida com o seu pecado e a maneira com que o Espírito lida com o seu pecado?

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