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Guia de estudos panorama do Novo Testamento - parte 1 - CFL

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Guia de Estudos Panorama do Novo Testamento – Parte 1


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Panorama do Novo Testamento – Parte 1 Guia de Estudos

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Ligonier Connect Guia de Estudos Traduzido do original em inglês Dust To Glory Copyright©ano by Robert Charles Sproul  Publicado por Nome da Editora Internacional Copyright©2017 Curso Fiel de Liderança 1ª Edição em Português 2017  Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Curso Fiel de Liderança da Missão Evangélica Literária PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO POR QUAISQUER MEIOS, SEM A PERMISSÃO ESCRITA DOS EDITORES, SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. 

Caixa Postal 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos – SP PABX: (12) 3919-9999 www.cursofieldelideranca.com.br

Diretoria Administrativa: Alexandre da Costa Oliveira Diretoria Acadêmica: Tiago José dos Santos Filho Diretoria Executiva: James Richard Denham III Coordenação Pedagógica: Laise Helena Oliveira Tradução: Alan Cristie Revisão: Yago Martins Diagramação: Laise Helena Oliveira Capa: Laise Helena Oliveira

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SUMÁRIO

O CURSO FIEL DE LIDERANÇA ............................................................................... 7 COMO USAR ESTE GUIA ....................................................................................... 8 O PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO – AULA 1 ....................................................... 9 JOÃO BATISTA – AULA 2 ..................................................................................... 16 O NASCIMENTO DE JESUS – AULA 3 .................................................................... 23 PRIMEIROS ANOS DA VIDA DE JESUS – AULA 4 ................................................... 30 O BATISMO E A TENTAÇÃO DE JESUS – AULA 5 ................................................... 38 O DISCURSO INAUGURAL DE JESUS E SEU MINISTÉRIO PÚBLICO – AULA 6 .......... 44 ENSINO DE JESUS: PARÁBOLAS – AULA 7 ............................................................ 52 INTERPRETANDO PARÁBOLAS – AULA 8 ............................................................. 59 OS MILAGRES DE JESUS – AULA 9 ....................................................................... 66 A CONFISSÃO DE CESAREIA DE FILIPE – AULA 10 ................................................. 71 A TRANSFIGURAÇÃO – AULA 11 ......................................................................... 78 A ENTRADA TRIUNFAL – AULA 12 ....................................................................... 83 A CRUZ (CONTINUAÇÃO) – AULA 13 ................................................................... 90 A RESSURREIÇÃO – AULA 14 ............................................................................... 95 A ASCENSÃO – AULA 15.................................................................................... 103

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O CURSO FIEL DE LIDERANÇA O Curso Fiel de Liderança (CFL) é o ministério de educação teológica do Missão Evangélica Literária (Ministério Fiel). Este ministério, idealizado há mais de 20 anos pelo missionário Richard Denham Jr. Pr. Ricardo, fundador da “Fiel”, tem como alvo primário oferecer aos pastores, líderes, professores e estudantes de teologia uma oportunidade de refletir e aprofundar seus conhecimentos em temas bíblicos, baseados em uma cosmovisão reformada, que possam cooperar com o seu crescimento na fé e na sã doutrina, o que certamente será refletido em seu ministério de ensino e instrução do povo de Deus, na igreja local. No ano de 2011, o CFL ganhou corpo, com o planejamento do primeiro curso. As gravações das aulas deram início no ano de 2012 e, a partir deste momento, o número de cursos oferecidos pelo CFL têm crescido consideravelmente ano a ano. Atualmente, o CFL possui parceria com diversas instituições internacionais o que tem resultado em reconhecimento internacional. O corpo docente é composto por brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores em teologia, que têm se dedicado ao ensino e influenciado positivamente o cenário teológico contemporâneo. O Curso Fiel de Liderança tem se preocupado em zelar pela qualidade teológica dos cursos oferecidos para que você, ao estudar, seja enriquecido na Palavra. Rogamos a nosso Deus que ele se agrade em fazer uso do conteúdo deste curso para edificar sua vida e aquecer o seu coração. Que o Senhor o abençoe em seus estudos!

Equipe CFL 7


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COMO USAR ESTE GUIA Este Guia de Estudos foi desenvolvido para ser utilizado juntamente com as aulas do curso “5 Solas”. Se você é um aluno matriculado no CFL, tem permissão para fazer o download desse material que se encontra na Biblioteca Virtual. Este recurso tem a finalidade de colaborar com os seus estudos pessoais, através de um melhor aproveitamento do conteúdo do curso. Neste guia, para cada aula, você encontrará uma breve introdução; indicações de leituras bíblicas, as quais consideramos extremamente importantes, pois auxiliarão na fixação da matéria ministrada; uma descrição dos objetivos do processo de aprendizagem; uma ou mais citações que corroboram com o conteúdo ministrado em aula; o esboço da aula; exercícios de fixação (a quantidade de exercício proposta no Guia excede o número proposto ao longo do curso); questões para estudos bíblicos, que procuram relacionar o conteúdo estudado com a Palavra de Deus; questões para reflexão das quais algumas foram propostas ao longo do curso; e, finalmente, uma aplicação, que procura relacionar o conteúdo ministrado com a prática cristã. Assim, nossa recomendação é para que, embora tenhamos parte do Guia de Estudos nas atividades do portal, você o imprima e o utilize durante o acompanhamento das videoaulas, sabendo que essa atitude será enriquecedora para seus estudos particulares. Oramos para que este Guia de Estudos seja de bom proveito aos alunos do curso “Do Pó à Glória - Pentateuco”.

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O PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO – AULA 1 Introdução da mensagem Os Evangelhos abrem o Novo Testamento com o anúncio de que a plenitude dos tempos chegou e que Deus estava prestes a revelar seu Messias ao mundo. A vinda do prometido Redentor acabou com um período de silêncio de quatrocentos anos entre o Antigo e o Novo Testamento. Deus trouxe seu povo de uma antiga a uma nova aliança, e as palavras dos profetas começaram a ver seu cumprimento em Jesus, o Messias. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute o Período Intertestamentário.

Leitura bíblica Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

Objetivos de aprendizado 1. Descrever o período histórico entre o Antigo e o Novo Testamento. 2. Apontar os principais impérios que controlaram a Palestina durante o Período Intertestamentário. 3. Traçar a evolução do judaísmo durante o Período Intertestamentário.

Citações Os quatrocentos anos entre o profeta Malaquias e o nascimento de Cristo foram anos importantes na história de Israel. Durante este tempo, a nação testemunhou a queda do Império Persa, a ascensão e a queda do Império Grego e a ascensão do Império Romano, e Israel não

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testemunhou tais eventos de longe. As crises e sofrimentos experimentados durante esses anos levaram à produção de diversos escritos. Em tais escritos, as esperanças do povo judeu são expressas. Eles anseiam pela vinda de um Messias, um que julgaria seus inimigos e estabeleceria o reino de Deus para sempre. — Keith Mathison

Esboço da palestra A. Os Evangelhos abrem o Novo Testamento com o anúncio do pleroma, que é a “plenitude dos tempos”. 1. A história da redenção alcança o período de fruição com o advento de Cristo no Novo Testamento. 2. O Antigo Testamento reconta o longo período de tempo no qual Deus estava preparando o mundo para a vinda de seu Filho.

B. O registro histórico do Antigo Testamento se fecha aproximadamente por quatrocentos anos antes dos eventos iniciais do Novo Testamento.

C. A reconstrução dos muros de Jerusalém foi completada em 445 a.C. sob a liderança de Neemias. 1. A pequena nação judaica pós-exílio lutou para sobreviver no Oriente Médio antigo. 2. A Palestina continuou a ser um contestado istmo1 geopolítico entre os principais poderes militares.

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Nota do revisor: Uma porção estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes

extensões de terra, geralmente ligando uma península ao continente.

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D. O Império Persa permaneceu como o poder dominante no Oriente Médio antigo até 331 a.C., quando foi conquistado por Alexandre, o Grande.

E. Alexandre, o Grande, concluiu sua conquista dos persas aos 24 anos de idade. 1. Alexandre era filho de Filipe da Macedônia e pupilo do filósofo grego Aristóteles. 2. Aristóteles era pupilo de Platão, e Platão era pupilo de Sócrates.

F. Aristóteles enfatizou a unidade e a busca pelo sistema que unificaria todos os ramos do conhecimento. 1. Uma grande hoste de cientistas e filósofos acompanhava Alexandre em sua conquista do mundo antigo para ajudar Aristóteles a avançar seus estudos.

G. Ao longo de seu império, Alexandre enfatizou o Helenismo, que era a propagação da língua e da cultura gregas. 1. O império de Alexandre seria unido em língua, costumes e filosofia. 2. O Novo Testamento foi escrito em grego em grande parte devido à bem sucedida helenização do mundo antigo.

H. Alexandre morreu em 327 a.C. na Babilônia e seu reino foi dividido entre quatro generais.

I. Eventualmente o Império Grego foi divido entre duas dinastias: Os Ptolomaicos e os Selêucidas. 1. Os ptolomaicos governavam a Palestina e o Egito, e os selêucidas governavam a Síria e a Ásia Menor.

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2. Ptolomeu I anexou a Palestina em 320 A.C. 3. A Palestina foi conquistada por Antíoco III (223-187 a.C.) para os Selêucidas em 198 a.C. 4. Antíoco acelerou o processo de helenização da Palestina.

J. O processo de helenização foi ferozmente resistido por judeus conservadores. 1. Os hassidim, ou “os piedosos”, lutaram em vão contra a crescente influência grega nos judeus. 2. Muitos grupos lutaram para manter a pureza de suas tradições, incluindo os fariseus, que aparecem frequentemente no Novo Testamento. 3. Os fariseus, ou “os separados”, deviam ser zelosos à aliança e obedientes a todo aspecto da lei. 4. Os fariseus se degeneraram em legalismo hipócrita e ritualismo no tempo de Cristo.

K. Antíoco IV Epifânio (175-164 a.C.) se tornou rei dos Selêucidas em 175 a.C. 1. Epifania significa “manifestação”, e Antíoco IV Epifânio era considerado o “deus manifesto”. 2. Antíoco enlouqueceu em seus últimos anos de vida.

L. Antíoco IV Epifânio cumpriu a profecia do Antigo Testamento da “abominação de onde vem o assolador” (Dn 9:27). 1. Antíoco IV Epifânio inaugurou um programa radicalmente antissemita na Palestina e foi apelidado de Antíoco Epimânio, que significa “insano” ou “louco”. 2. Antíoco fez a observação do Sabbath, da circuncisão e de possuir uma cópia das Escrituras hebraicas, crimes capitais.

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3. Antíoco fez ser sacrificado um porco no altar do templo de Jerusalém em 167 a.C.

M. A Revolta Macabeia começou em 164 a.C. 1. Um judeu devoto chamado Matatias, que tinha cinco filhos, levantou-se em protesto contra as abominações de Antíoco. 2. A família macabeia lançou uma guerrilha contra as forças de Antíoco. 3. Após a morte de Matatias, a liderança da revolta recaiu sobre seu terceiro filho, Judas “O Martelo” Macabeu. 4. A Revolta Macabeia foi bem sucedida em assegurar concessões de Antíoco, incluindo liberdade religiosa e a abertura do templo para cerimônias religiosas. 5. A reabertura e rededicação do templo ainda são comemoradas hoje no feriado judeu do Hanucá.

N. Os judeus asseguraram sua liberdade de povos estrangeiros em 142 a.C., e continuou independente até 63 a.C. 1. Os romanos conquistaram a palestina em 63 a.C. sob o comando de Pompeu. 2. Pompeu era um membro do primeiro grande triunvirato de Roma.

O. Um líder edomita chamado Herodes, o Grande, foi nomeado como rei local sobre os judeus em 40 a.C. 1. Herodes, o Grande, fundou uma dinastia e reconstruiu o templo de Jerusalém. 2. Herodes foi nomeado por Marco Antônio e Octávio, ou César Augusto.

P. O Novo Testamento começa com o povo judeu padecendo sob o domínio dos romanos e de um rei opressor.

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Estudo bíblico Embora nenhum livro inspirado das Escrituras tenha sido escrito durante o Período Intertestamentário, muitos outros livros não canônicos foram escritos. Alguns são contados entre os apócrifos. Tais livros não são inspirados como a Escritura, mas como muitos outros meros escritos humanos, podem ser úteis para ajudar a entender os desenvolvimentos históricos e religiosos que ocorreram durante esses quatrocentos anos entre o fim do Antigo Testamento e o início do Novo. Entre os mais úteis desses livros para entender os desenvolvimentos históricos, estão 1 e 2 Macabeus. Quem se interessa pelos desenvolvimentos religiosos e literários dessa era também pode querer ler alguns outros livros apócrifos como Tobias, Judite ou Sabedoria de Salomão.

Discussão 1. É importante para os cristãos ter algum entendimento dos eventos que ocorreram nos quatrocentos anos antes do nascimento de Jesus? Isso é necessário? Por que isso pode ser útil para a interpretação do Novo Testamento?

2. Os livros apócrifos foram formalmente declarados como parte do cânon pela Igreja Católica Romana no Concílio de Trento, em 1546. A Confissão de Fé de Westminster, pelo contrário, declara que tais livros “não são parte do cânon da Escritura” e que eles devem ser usados como não mais do que “escritos humanos” (I:3). A Confissão Belga diz a respeito dos apócrifos: “Dos quais a igreja pode ler e tomar instrução, enquanto eles concordem com os livros canônicos...” (Art. VI). É apropriado publicar tais livros apócrifos junto com os livros bíblicos, como foi feito, por exemplo, na Bíblia de Genebra e na Bíblia King James de 1611, mesmo que sejam publicados em uma seção separada, à parte dos livros do Antigo e do Novo Testamento? Por que? 14


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3. Os reformadores rejeitaram conceder aos livros apócrifos uma autoridade canônica que eles não tinham e não têm, mas não desaprovavam a leitura de tais livros. Muitos protestantes, contudo, parecem ter ido além, corretamente rejeitando seu status canônico, mas ignorando tais livros completamente. Quantos cristãos usam livros, como aqueles entre os apócrifos, de maneira correta hoje?

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JOÃO BATISTA – AULA 2 Introdução da mensagem João Batista é uma das figuras mais importantes do Novo Testamento. Ele recebeu a incumbência de preparar o povo para o Messias que viria e anunciar a iminência do reino de Deus. Através de um ministério de pregação e batismo no deserto, João preparou os corações para o ministério de Jesus e condenou as autoridades religiosas por sua hipocrisia e por seus corações endurecidos. Convertendo os corações dos pais aos filhos e dos filhos aos seus pais, João Batista reviveu o ministério profético de Elias e cumpriu a profecia de Malaquias sobre um profeta que viria. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute o caráter e a carreira de João Batista.

Leitura bíblica Mateus 3, 11, 14:1-12; Marcos 1; Lucas 1, 3, 7; João 1, 3

Objetivos de aprendizado 1. Discutir o papel de João Batista na história da redenção. 2. Interpretar a profecia de Malaquias sobre o retorno do profeta Elias. 3. Descrever a mensagem e os meios do ministério de João Batista.

Citações O interesse de João é no Cristo, e em nada menos... Ele expressa a grandeza daquele que haveria de vir se referindo à sua própria indignidade pessoal. Ele não era digno de desatar as correias da

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sandália do Grandioso. Desatar as correias da sandália era a tarefa de um escravo; não se esperava que um discípulo fizesse isso. Existe um ditado rabínico: “Todo serviço que um escravo executa por seu senhor, deve um discípulo executar por seu mestre, exceto desatar as correias de sua sandália”. João seleciona justamente aquela tarefa que o ditado rabínico enfatiza como humilhante demais para qualquer discípulo, e declara a si mesmo como indigno de executá-la. Ele é indigno de realizar a mais humilhante tarefa por aquele que viria após ele. Dificilmente a humildade tomaria um lugar mais baixo. — Leon Morris

Esboço da palestra A. Jesus identifica João Batista como o profeta mais importante na Antiga Aliança. 1. “E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele” (Lc 7:28). 2. João, como estava sob a Antiga Aliança, era parte do período de preparação antes da chegada do reino de Deus. 3. Aqueles que vivem sob a Nova Aliança desfrutam de um estado maior de bênção do que qualquer um daqueles que viveram sob a Antiga Aliança.

B. Uma das figuras mais subestimadas do Novo Testamento é João Batista. 1. Apenas dois dos quatro evangelhos relatam o nascimento de Jesus, enquanto que todos os quatro discorrem sobre a vinda de João Batista. 2. “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito na profecia de Isaías: ‘Eis que envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, 17


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endireitai as suas veredas’; apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Mc 1:1-4). 3. Marcos começa seu evangelho discorrendo sobre a importância de João Batista. 4. João é mencionado mais frequentemente do que Jesus pelos antigos historiadores pagãos.

C. A aparição de João foi muito significativa porque a voz da profecia esteve em silêncio por quatrocentos anos antes de sua vinda.

D. O profeta Malaquias falou da vinda de João na última profecia do Antigo Testamento. 1. “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml 4:5-6). 2. Os profetas falaram frequentemente sobre o dia da vinda do Senhor no qual haveria o derramamento da ira de Deus para os perversos e redenção para os fiéis. 3. Malaquias profetizou que antes do Dia do Senhor um Elias viria para o povo.

E. Após uma ausência de profecias por quatrocentos anos, João Batista vem do deserto vestido como o profeta Elias e falando como ele. 1. A simples mensagem de João era que se arrependessem, pois o reino de Deus estava próximo.

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F. A mensagem dos profetas do Antigo Testamento era que o reino de Deus viria algum dia; enquanto que a mensagem de João era que o reino de Deus estava próximo. 1. João declarou que o machado estava posto à raiz da árvore, evocando a imagem de Isaías do julgamento contra os impenitentes (Is 6). 2. João também declarou que Deus tinha sua pá à mão para separar o justo do injusto como o grão é separado da palha. 3. João soou o alarme de que o reino estava próximo e seu estabelecimento significaria redenção para os arrependidos e julgamento para os perversos.

G. João emitiu um chamado de arrependimento e batismo no Rio Jordão. 1. Israelitas fiéis demonstravam sua obediência à aliança através da circuncisão. 2. Gentios que queriam se unir à comunidade da aliança eram obrigados a fazer uma profissão de fé, passar por um ritual de circuncisão e ser batizados. 3. João, como um profeta judeu, chamou seus ouvintes judeus a serem batizados e lavados de seus pecados como se fossem meros gentios. 4. As autoridades judaicas protestaram que tinham Abraão por pai e não precisavam ser lavados através do batismo. 5. Judeus comuns se submeteram ao batismo e se arrependeram de seus pecados.

H. “Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: ‘Quem és tu?’ Ele confessou e não negou; confessou: ‘Eu não sou o Cristo’. Então, lhe perguntaram: ‘Quem és, pois? És tu Elias?’ Ele disse: ‘Não sou’. ‘És tu o profeta?’ Respondeu: ‘Não’. Disseram-lhe, pois: ‘Declaranos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito

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de ti mesmo?’ Então, ele respondeu: ‘Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías’” (Jo 1:19-28). 1. João é questionado pelas autoridades se ele é Elias, e ele diz que não. 2. “Mas os discípulos o interrogaram: ‘Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?’ Então, Jesus respondeu: ‘De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles’” (Mt 17:10-12). 3. De acordo com Jesus, o profeta Elias veio na pessoa de João Batista. 4. João Batista cumpriu a profecia da vinda de Elias. 5. “Disse-lhe, porém, o anjo: ‘Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno’” (Lc 1:13-15). 6. João Batista estremeceu no ventre de Isabel quando encontrou Maria, dando assim testemunho de Cristo mesmo antes de seu nascimento. 7. “E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc 1:16-17). 8. O ministério profético de Elias foi revivido na missão de João Batista.

I. O aspecto mais importante da missão de João foi testificar a Jesus, o Messias. 1. Jesus fez com que João o batizasse, apesar de sua relutância.

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2. Jesus não tinha pecados próprios, mas se submeteu ao batismo de João para cumprir todos os aspectos da lei. 3. João desempenhou um papel muito importante na história da redenção.

Estudo bíblico 1. Leia Mateus 3:2. Quais são as duas partes principais da mensagem de João Batista?

2. Em Mateus 3:3, João Batista cita Isaías 40:3, que é parte de uma profecia da futura restauração na qual Isaías retrata a salvação vindoura de Israel em termos de um novo êxodo. Ao citar esta passagem, o que João está dizendo a respeito da vinda de Cristo?

3. Compare Mateus 3:4 e 2 Reis 1:8. Com quem João se parece em seu jeito de se vestir? O quão importante isso é à luz de Malaquias 4:5-6?

4. Compare Lucas 3:3 com Atos 19:5. O batismo de João é idêntico ao batismo cristão?

5. Leia Lucas 3:7-14. O que João está avisando àqueles que não se arrependem?

Discussão 1. Como nós vimos, Malaquias 4:5-6 profetizou que Elias viria antes do Dia do Senhor. João se vestia como Elias (Mt 3:4), mas ele era Elias? Leia a declaração de Jesus em Mateus 11:14 e compare-a com a declaração de João em João 1:21. Como Lucas 1:17 nos ajuda a reconciliar tais declarações?

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2. Quando nos lembramos do contexto histórico do ministério de João — séculos de silêncio profético — como os judeus do primeiro século viam seu ministério? Como eles devem ter visto a importância de suas palavras e suas obras? Como João entendeu seu próprio ministério?

3. Na era do Antigo Testamento, muitos profetas ansiaram por um derramamento futuro do Espírito. A profecia de Joel 2:28-32 é particularmente significativa a este respeito. O que João ensinou a respeito do cumprimento de tais profecias (veja Mt 3:11)? Como seu ministério se relacionou com o cumprimento de tais profecias?

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O NASCIMENTO DE JESUS – AULA 3 Introdução da mensagem Foi um grande choque para muitos que Deus tenha enviado seu Filho para nascer de uma jovem camponesa virgem de fora de Jerusalém. Muitos estavam esperando que o Messias fosse uma grande figura militar ou da realeza. Contudo, Jesus veio não apenas para morrer, mas também para viver. Sua vida começou em circunstâncias muito humildes quando um anjo do Senhor veio a uma pobre adolescente judia e lhe informou que ela daria à luz o Filho de Deus. Este foi o início da humilhação de Cristo. Uma vida que desceu da glória, foi vivida em serviço e sacrifício para restaurar muitos à glória. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o nascimento de Jesus.

Leitura bíblica Mateus 1-2; Lucas 1-2:20; João 1

Objetivos de aprendizado 1. Enfatizar a identidade e a missão de Cristo como o segundo Adão. 2. Destacar o papel dos milagres no nascimento e na vida de Jesus. 3. Identificar o papel do Espírito Santo na concepção divina de Cristo.

Citações Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como

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usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. — Filipenses 2:5-11

Esboço da palestra A. Foi um grande choque para muitos que Deus tenha enviado seu Filho para nascer de uma jovem camponesa virgem de fora de Jerusalém. 1. Muitos estavam esperando que o Messias fosse uma grande figura militar ou da realeza.

B. Jesus veio não apenas para morrer, mas também para viver. Ele veio para ser o segundo Adão. 1. O segundo Adão cumpriria o que o primeiro Adão falhou em cumprir. 2. A missão de Jesus era estar em submissão a todas as exigências de Deus. 3. Jesus se revestiu de natureza humana e nasceu como filho de uma mulher e como filho de Davi. 4. Jesus cresceu em graça diante de Deus e dos homens, aprendeu a obediência e expandiu seu entendimento de sua missão.

C. O nascimento de Jesus começa a humilhação do Cristo. 24


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1. Aquele que era igual a Deus não guardou com ciúmes sua posição, mas se esvaziou de si mesmo e tomou o papel de servo. 2. Para cumprir sua gloriosa ascensão aos céus, Cristo primeiro tinha que experimentar sua descida à terra.

D. “No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo onde ela estava, disse: ‘Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo’. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação” (Lc 1:26-29). 1. Maria foi escolhida por Deus para uma profunda e especial bênção. 2. Ela está confusa por estar surpresa pela visita de um anjo de Deus.

E. “Mas o anjo lhe disse: ‘Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim’” (Lc 1:30-33). 1. O Magnificat parece demonstrar que Maria tinha um entendimento extenso das profecias do Antigo Testamento a respeito do Messias que viria. 2. No mínimo dos mínimos, Maria entendeu que ela seria a mãe de um rei. 3. É mais provável que Maria tenha entendido que ela daria à luz ao Messias que restauraria o trono de Davi e derrotaria os inimigos de Israel.

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F. “Então, disse Maria ao anjo: ‘Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?’” (Lc 1:34). 1. Maria imaginou como ela teria um bebê se ela não era sexualmente ativa com um homem.

G. “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente” (Mt 1:18-19). 1. A gravidez de Maria é uma aparente vergonha para José, então ele resolve terminar o noivado secretamente.

H. “Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles’” (Mt 1:20-21) 1. O evangelho de Mateus conecta prontamente o nascimento de Jesus com a profecia de Isaías de uma virgem dando à luz a um filho chamado Emanuel.

I. O testemunho da Escritura é claro quanto ao fato de que as circunstâncias que cercam o nascimento de Jesus são miraculosas. 1. O nascimento virginal de Cristo foi atacado por muitos que se recusam a acreditar no relato bíblico. 2. A vida de Jesus é envolta em milagres. Sua vida terrena começa e termina com um milagre.

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3. O liberalismo do século XIX avançou os estudos que desmitificaram a carreira sobrenatural de Jesus e o diminuíram a uma figura humana.

J. A própria virgem foi a primeira a lutar para crer no nascimento virginal: 1. “Respondeu-lhe o anjo: ‘Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril. Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas’” (Lc 1:35-37).

K. O anjo tranquilizou Maria dizendo a ela que a criança seria concebida dentro dela pelo poder do Espírito Santo. 1. A estrutura de palavras aqui é muito similar aos primeiros versículos do relato da Criação em Gênesis 1. 2. O Espírito flutuava como um pássaro nas águas primitivas para gerar vida no início da Criação. 3. O Espírito envolverá a virgem para gerar vida em seu útero. 4. O anjo aponta Isabel para Maria como um exemplo do poder sobrenatural de Deus sobre o útero.

L. O Novo Testamento enfatiza que o que é impossível para o homem, é possível para Deus. 1. Não era impossível que uma virgem desse à luz um filho através do poder de Deus. 2. Era impossível que a morte retivesse o Filho sem pecado de Deus.

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M. “Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela” (Lc 1:38). 1. A declaração de Maria é às vezes chamada de o fiat ou a ordem de Maria ao anjo para fazer acontecer a concepção. 2. São Tomás de Aquino entendeu que tal declaração significava a rendição de Maria à vontade de Deus. 3. Apesar de seu medo, a vontade de Maria se rendeu ao plano de Deus.

N. “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se” (Lc 2:1). 1. Deus utiliza o decreto do mais poderoso homem na terra para soberanamente cumprir o nascimento de seu Filho. 2. Jesus nasce em Belém em cumprimento da profecia de Miqueias a respeito da terra natal do Messias.

Estudo bíblico 1. O evangelho de Mateus começa com a declaração: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (1:1). Como tal declaração conecta o nascimento de Jesus com as promessas do Antigo Testamento?

2. Leia Isaías 7:14. O que Isaías profetiza aqui? Compare a profecia de Isaías com o relato de seu cumprimento em Mateus 1:21-23. Visto que “Emanuel” significa “Deus conosco”, o que isso diz a respeito do significado do nascimento de Jesus?

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3. Leia e compare os anúncios do nascimento de João Batista em Lucas 1:13-17 e o nascimento de Jesus em Lucas 1:30-33. Quais são as similaridades e as diferenças? Especialmente, qual diferença é evidente quando você compara o versículo 15 e o versículo 32?

4. À luz de muitas profecias do Antigo Testamento a respeito da restauração vindoura de Israel, qual é a importância do anúncio em Lucas 1:32?

5. Leia Lucas 2:1-7. Como Deus providencialmente administra o cumprimento de Miquéias 5:2 em tais eventos?

Discussão 1. No século XIX, muitos liberais rejeitaram a doutrina do nascimento virginal (ou mais especificamente, da concepção virginal). Como a aceitação dessa doutrina está intimamente conectada com a visão de uma pessoa da autoridade bíblica? Como a aceitação dessa doutrina está intimamente conectada à visão de alguém dos milagres? Como as duas se relacionam? a) Alguns rejeitam a doutrina do nascimento virginal, dizendo que Jesus não poderia ser completamente humano se ele só tivesse um pai humano. Como você responderia a essa objeção? Adão e Eva são relevantes para a discussão? Se sim, como?

2. Quais são algumas das diferenças entre a maneira que o nascimento de Jesus é lidado nas narrativas dos evangelhos e a maneira que é lidada nos conceitos contemporâneos do Natal?

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PRIMEIROS ANOS DA VIDA DE JESUS – AULA 4 Introdução da mensagem Pouco se sabe sobre os primeiros anos de Jesus, mas o que as Escrituras deixam claro é que, desde o nascimento, Jesus foi uma criança muito singular. O nascimento de Cristo fez com que muitos irrompessem em canções pela alegria da chegada do Messias. Maria cantou o Magnificat celebrando o resgate dos humildes e a humilhação dos poderosos. Simeão aceitou a morte de bom grado, contente com o fato de que ele tinha visto o Cristo. A visita de Jesus ao templo aos doze anos de idade deixou claro até mesmo para seus pais que seu filho havia nascido para cumprir a missão messiânica. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre os primeiros anos da vida de Jesus.

Leitura bíblica Lucas 1-2

Objetivos de aprendizado 1. Descrever as principais características do gênero do evangelho. 2. Explicar o significado do Magnificat. 3. Explicar o cumprimento da profecia de Simeão.

Citações Muito antes de Jesus começar seu ministério público, Lucas revelou que ele estava ciente de seu relacionamento singular com Deus. Já aos

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doze anos de idade ele sabia que era o Filho de Deus e que possuía um chamado único. — Robert Stein

Esboço da palestra A. Deus nos deu quatro evangelhos, ou quatro registros da vida de Cristo nas Escrituras.

B. Mateus, Marcos e Lucas são conhecidos como os Evangelhos Sinóticos. 1. João é um evangelho assinótico.

C. Os Evangelhos Sinóticos oferecem ao leitor um panorama, ou uma “sinopse” da vida de Cristo. 1. O evangelho de João se concentra no ensino de Jesus e, primariamente, na semana de sua paixão. 2. Os evangelhos não são biografias completas de Cristo. 3. Há pouca informação nos evangelhos a respeito da infância de Jesus. 4. O relato de Lucas da visita de Jesus ao templo aos doze anos de idade é o único evento registrado entre a infância de Jesus e seu ministério.

D. Os evangelhos gnósticos escritos no segundo século incluíram relatos espúrios de Jesus na infância para preencher os detalhes desses anos perdidos. 1. Jesus cria pássaros vivos a partir do barro em um dos evangelhos gnósticos. 2. A igreja rejeitou a credibilidade e a ortodoxia dos evangelhos gnósticos logo no início.

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E. Lucas investigou extensivamente seu material na escrita de seu evangelho. 1. A tradição sugere que Lucas entrevistou Maria para a composição de seu evangelho, o que explica seu papel proeminente no evangelho de Lucas.

F. Canções representam um papel importante no evangelho de Lucas, incluindo o Cântico de Zacarias, o Magnificat de Maria e o Cântico de Simeão. 1. Canções representam um papel importante no Antigo Testamento, incluindo o Cântico de Moisés, o Cântico de Miriã e o Cântico de Débora. 2. Vitórias militares ou celebrações festivas frequentemente eram as ocasiões para a composição de uma canção. 3. A celebração em volta do nascimento de Jesus inspira diversas canções. 4. O povo de Deus cantará um novo cântico no dia da vitória, de acordo com o livro de Apocalipse (Ap 5:9-10).

G. Há mais histórias dos encontros de Jesus com mulheres no evangelho de Lucas do que todos os outros evangelhos juntos.

H. “Então, disse Maria: ‘A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada’” (Lc 1:46-48). 1. O tema da humilde, tímida e jovem serva que é transformada também está presente no Magnificat. 2. Maria se alegra profundamente porque ela foi notada ou considerada por Deus em seu estado humilde.

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3. Todos os que recebem a misericórdia de Deus foram notados pelo Príncipe e são elevados de seu estado humilde.

I. “Porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes” (Lc 1:49-52). 1. Maria antevê os governantes deste mundo reinando com arrogância e opressão diante da poderosa majestade de Deus. 2. Deus olha com julgamento sobre os governantes deste mundo e os derruba de suas posições de poder.

J. “Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais” (Lc 1:53-55). 1. Maria entende o nascimento de seu filho como o cumprimento das promessas feitas a Abraão.

K. “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele” (Lc 2:25). 1. “A Consolação de Israel” era um dos títulos do Messias. 2. Isaías emitiu o chamado profético de “Consolai, consolai meu povo” (Is 40:1).

L. “Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino

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Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel” (Lc 2:26-32). 1. Simeão reconhece Jesus como a consolação de Israel e, portanto, o Messias. 2. Jesus foi trazido ao templo para ser circuncidado, para receber seu nome, e como o primogênito, ele era dedicado a Deus. 3. A oferta de dois passarinhos que José e Maria deram no templo indica sua profunda pobreza. 4. Simeão pode morrer em paz agora que ele viu o Messias.

M. “E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia. E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações” (Lc 2:33-35). 1. Lucas provavelmente entrevistou Maria para escrever seu evangelho. 2. Maria provavelmente lembrou-se dessa profecia de Simeão sobre seu coração sendo traspassado enquanto ela esteve ao pé da cruz.

N. A profetiza, Ana, também bendisse aos pais de Jesus e falou sobre Jesus para muitos no templo.

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O. “Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos” (Lc 2:41-44). 1. As famílias que viajavam para Jerusalém frequentemente viajavam em caravanas com os homens separados das mulheres. 2. José provavelmente assumiu que seu filho estava com Maria, e ela assumiu que Jesus estava com José. 3. José e Maria descobrem que eles, acidentalmente, deixaram seu filho em Jerusalém.

P. “E, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: ‘Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura’” (Lc 2:45-48). 1. Jesus não tinha pecado, mas Maria questiona sua obediência aqui.

Q. “Ele lhes respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?’” (Lc 2:49). 1. Desde novo, Jesus era profundamente consciente de sua missão messiânica. 2. O restante dos evangelhos revela a história da missão de Jesus.

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Estudo bíblico 1. Leia o cântico de Maria (o Magnificat) em Lucas 1:46-55. De que maneiras Maria fala como representante de Israel? Como Maria descreve a Deus naquela canção? Como o cântico de Maria é semelhante ao Cântico de Ana em 1 Samuel 2:1-10?

2. Após o nascimento de João Batista, nós lemos a oração de Zacarias em Lucas 1:6779. Como Zacarias amarra os papeis redentivos de João e Jesus aqui? De acordo com Zacarias, quem é Jesus?

3. Leia o relato do anúncio do anjo aos pastores na noite do nascimento de Jesus. Como o anjo do Senhor identifica o recém-nascido no versículo 11?

4. Quando Jesus é trazido ao templo, um homem chamado Simeão pega a criança em seus braços, a abençoa e depois a seus pais (vide Lucas 2:25-35). O que Simeão diz a respeito de Jesus ao abençoá-lo? O que ele diz ao abençoar seus pais, e como tais palavras se comparam a Isaías 8:14-15?

5. Leia o relato de Jesus no templo em Lucas 2:41-51. O que é revelado nessa história sobre a consciência de Jesus a respeito de sua missão? Como a singularidade de Jesus é revelada àqueles à sua volta, mesmo ele sendo tão jovem, aos doze anos de idade?

Discussão 1. Em biografias modernas, os autores gastam bastante tempo falando sobre a infância de seu objeto de escrita. Por que os autores dos evangelhos falam tão pouco sobre a infância de Jesus? 36


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2. Em Lucas 2:52, nós lemos que “crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. Em 1 Samuel 2:26, uma linguagem similar é usada para descrever Samuel, e em Provérbios 3:4, uma linguagem similar é usada para descrever um filho que segue a instrução do pai. Então, o que esse texto em Lucas está nos falando sobre Jesus em sua natureza humana?

3. No mundo antigo, as mulheres não recebiam lugar de proeminência. Como os primeiros capítulos de Lucas enfatizam o papel da mulher nos primeiros anos da vida de Jesus? Por que isso é importante?

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O BATISMO E A TENTAÇÃO DE JESUS – AULA 5 Introdução da mensagem As Escrituras registram três ocasiões nas quais a voz de Deus falou dos céus anunciando a Jesus como Filho de Deus. O primeiro anúncio ocorreu no batismo de Jesus, que foi também o momento em que Jesus foi ungido pelo Espírito e comissionado como o Messias. Imediatamente após seu batismo, o mesmo Espírito o levou ao deserto para ser tentado por Satanás. Na aridez desolada do deserto da Judeia, Jesus suportou o ataque total de Satanás contra sua identidade como Filho de Deus. O anúncio de seu Pai seria de extrema importância conforme Jesus batalhava contra o Maligno com a Palavra de Deus em jogo. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o batismo e a tentação de Jesus.

Leitura bíblica Mateus 3:13-4:11; Marcos 1; Lucas 4:1-13; João 1

Objetivos de aprendizado 1. Discutir o tema do segundo Adão no Novo Testamento. 2. Discutir o relacionamento entre a tentação e a integridade da Palavra de Deus. 3. Descrever as tentações de Cristo no deserto.

Citações Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa

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semelhança,

mas

sem

pecado.

Acheguemo-nos,

portanto,

confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. — Hebreus 4:15-16

Esboço da palestra A. Os Evangelhos não dão nenhuma informação sobre a vida de Jesus entre os 12 e os 30 anos de idade.

B. Jesus presumidamente cresceu com José e Maria e aprendeu a profissão de carpinteiro. 1. Jesus frequentemente usou ilustrações de agricultura em seu ensino, mas ele mais frequentemente usou ilustrações de alvenaria. 2. Os carpinteiros do primeiro século eram construtores que trabalhavam mais com a pedra do que com a madeira. 3. Jesus era provavelmente bem forte e musculoso por causa de sua profissão.

C. Jesus se submeteu voluntariamente a cada elemento da lei de Deus durante sua vida, incluindo o rito do batismo. 1. O Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Cristo em seu batismo como um símbolo de sua ordenação ou comissionamento divino. 2. Deus falou audivelmente dos céus e declarou que Jesus era seu Filho em seu batismo. 3. O mesmo Espírito que ungiu a Jesus em seu batismo o guiou para o deserto para ser tentado por Satanás por quarenta dias.

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D. Um tema importante do Novo Testamento é que Jesus, o segundo Adão, teria sucesso onde o primeiro Adão falhou. 1. Jesus experimentou um período de teste no deserto da Judeia antes do início de seu ministério público.

E. O deserto da Judeia era um território muito desolado, seco e rochoso, com apenas alguns poucos coelhos, cobras, escorpiões e pássaros. 1. Jesus foi levado pelo Espírito a esse território para ficar só por seu período de tentação e prova.

F. Adão passou por esse período de prova em um paraíso lindo e exuberante, com liberdade para comer de todas as árvores, exceto uma. 1. Jesus passou por esse período de prova em um deserto desolado no meio de quarenta dias de jejum.

G. Adão tinha o auxílio de Eva durante sua prova, mas Jesus estava sozinho no deserto.

H. O argumento de Satanás para atacar Eva era levantar questões a respeito da veracidade e da confiabilidade da Palavra de Deus.

I. “Então, o tentador, aproximando-se, disse-lhe: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3). 1. O argumento de Satanás para atacar Jesus no deserto era contra as palavras de Deus em seu batismo: “Este é meu Filho amado em quem me comprazo”.

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2. Jesus entendeu as palavras do diabo como um ataque contra a Palavra de Deus e, portanto, respondeu com a Palavra de Deus. 3. “Jesus, porém, respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” (Mt 4:4). 4. Jesus, o segundo Adão, teria sucesso onde o primeiro Adão falhou, obedecendo a Palavra que procedia da boca de Deus.

J. “E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: ‘Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua’. Mas Jesus lhe respondeu: ‘Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto’” (Lc 4:5-8). 1. Satanás ofereceu a Jesus os reinos deste mundo sem o sofrimento da cruz. 2. Jesus repreendeu a Pedro mais tarde por sugerir qualquer trajetória que o tirasse do caminho da cruz e do sofrimento.

K. “Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: ‘Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra’” (Lc 4:9-11). 1. Satanás citou a Escritura para continuar seu ataque contra a Palavra de Deus.

L. Jesus demonstrou que uma porção da Escritura não deve contrariar outra porção da Escritura. 1. A Escritura é o mais importante intérprete da Escritura.

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2. “Respondeu-lhe Jesus: Dito está: ‘Não tentarás o Senhor, teu Deus’” (Lc 4:12).

M. “Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno” (Lc 4:13). 1. Satanás apartou-se e os anjos de Deus serviram a Jesus no deserto. 2. A Palavra de Deus é provada como sendo verdadeira quando fala que ele guarda o justo com seus anjos.

Estudo bíblico 1. Leia o relato do batismo de Jesus em Mateus 3:13-17. Como a profecia de Isaías 11:1-9 começa a ser cumprida no batismo de Jesus? Compare a linguagem de Mateus 3:17 e Isaías 42:1. Se as palavras de Mateus ecoam as palavras de Isaías, o que isso diz a respeito de Jesus?

2. Compare a tentação de Jesus em Mateus 4:1-11 com a tentação de Adão e Eva em Gênesis 3. Quais são as similaridades e diferenças entre ambas?

3. Quem guiou Jesus para ser tentado no deserto (Mt. 4:1)? Por que isso pode ser significativo?

4. Leia Mateus 4:3 e 4:6. De quê Satanás está tentando fazer Jesus duvidar? O que Deus disse em Mateus 3:17?

5. Qual a semelhança em todas as três respostas de Jesus a Satanás em Mateus 4:4, 7 e 10? A quê Jesus apela para vencer as tentações de Satanás?

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Discussão 1.

Em Mateus 4:8-9, Satanás faz uma oferta de dar a Jesus todos os reinos do

mundo se Jesus se curvar e adorá-lo. Tais reinos eram de Satanás para que ele pudesse dá-los? Como as passagens a seguir contribuem para a discussão: João 12:31; 14:30; 2 Coríntios 4:4?

2. Mateus parece traçar vários paralelos nos capítulos iniciais de seu evangelho entre a vida de Cristo e a história primitiva de Israel. O batismo e a tentação de Jesus, por exemplo, ecoam de algumas maneiras nos eventos do êxodo e da peregrinação pelo deserto. Se tais paralelos são reais, o que Mateus está tentando nos ensinar sobre Jesus?

3. Quais são as semelhanças e as diferenças, se houver, entre o batismo de João e o batismo cristão? Como tais semelhanças e/ou diferenças influenciam nosso entendimento da prática do batismo cristão?

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O DISCURSO INAUGURAL DE JESUS E SEU MINISTÉRIO PÚBLICO – AULA 6 Introdução da mensagem O chamado de Jesus a seus discípulos para segui-lo era muito mais extraordinário do que pode parecer à primeira vista. Jesus viveu sua vida como um rabi itinerante, viajando de um lugar para o outro, ensinando nas sinagogas e nas ruas. Conforme seus discípulos viajavam com ele, eles testemunhavam curas sobrenaturais e ouviam um ensino libertador. Ainda assim, a vida à qual Jesus lhes chamava não era glamorosa nem recompensadora de acordo com o que este mundo valoriza. Portanto, ele pronunciou suas bem-aventuranças ou bênçãos sobre aqueles que choram, lamentam, têm fome e são perseguidos nesta vida. Pois as provações temporárias que eles suportariam nesta vida não seriam nada comparadas com a glória que lhes seria dada no reino vindouro. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o discurso inaugural de Jesus e seu ministério público.

Leitura bíblica Mateus 4:12, 7; Lucas 4:14, 6. João 2, 4

Objetivos de aprendizado 1. Descrever a apropriação de Jesus da missão messiânica. 2. Discutir a diferença entre um apóstolo e um discípulo. 3. Descrever o ensino revolucionário de Jesus nas bem-aventuranças. 44


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Citações As bem-aventuranças vêm como um relâmpago do céu azul para todo aquele que pensa na religião como um assunto triste e miserável. Talvez a “religião” seja. Mas o reino de Deus é bastante diferente. Ao participar dele, passamos a ser da maneira que Deus quer que sejamos, então é inevitavelmente uma vida feliz. E é isso que “bem-aventurado” significa: feito feliz por Deus. É como se Jesus estivesse dizendo que a vida no reino com ele é uma vida de profunda alegria, uma alegria que nenhuma pessoa e nenhuma circunstância podem roubar. E tal bemaventurança não é reservada para um futuro nebuloso. É para agora! É a marca daqueles que realmente se renderam ao Rei e provaram de sua graça, embora, é claro, haja um futuro no qual se regozijar também. — Michael Green

Esboço da palestra A. Jesus é guiado ao deserto pelo Espírito para ser tentado pelo diabo e depois retorna à Galileia no poder do Espírito. 1. Jesus inicia seu ministério público com um ensino extraordinário.

B. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lc 4:16). 1. Jesus atuava como um rabino itinerante, sem um local definido para ensinar ou dormir.

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C. “Então, deram- lhe o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor’” (Lc 4:17-19). 1. As pessoas sentavam no chão da sinagoga para ouvir o ensino de um rabi. 2. O rabi sentava em uma cadeira ou um banco para explicar o texto hebraico, e os participantes do culto sentavam a seus pés. 3. Jesus leu o texto de Isaías e depois sentou na postura de um rabi para explicar o texto.

D. “Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: ‘Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir’” (Lc 4:20-21). 1. Isaías 61 é a descrição da função do Messias, e Jesus aponta para si mesmo como cumprindo aquele papel.

E. “Então, passou Jesus a dizer-lhes: ‘Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir’. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: ‘Não é este o filho de José?’ Disse-lhes Jesus: ‘Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra’. E prosseguiu: ‘De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra’” (Lc 4:21-24). 1. Este é um momento dramático na vida de Jesus, porque ele identifica a si mesmo com a missão do Messias.

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F. Jesus selecionou seus discípulos no início de seu ministério na Galileia após passar uma noite inteira em oração.

1. Um discípulo e um apóstolo não têm o mesmo ofício no Novo Testamento. 2. Jesus escolheu muitos discípulos, ou “aprendizes”, para segui-lo em seus ensinamentos e suas viagens. 3. De seus discípulos, ele escolheu um grupo seleto de doze para serem seus apóstolos, ou representantes, que falariam em seu nome. 4. Um apóstolo tem a autoridade de um embaixador representando um grande soberano para falar ou negociar em seu nome.

G. “Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou. E da Galileia, Decápolis, Jerusalém, Judeia e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam” (Mt 4:23-25). 1. Este é o contexto que Mateus dá imediatamente antes de Jesus pregar o Sermão do Monte. 2. Jesus prega o Sermão após ele identificar a si mesmo com Aquele que é ungindo para trazer conforto aos que choram, liberdade aos cativos e cura aos enfermos e quebrantados.

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H. “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: ‘Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus’” (Mt 5:1-3). 1. Os profetas do Antigo Testamento apresentavam suas mensagens através de oráculos de ventura e de desventura. 2. Jesus adota a forma de um oráculo de ventura para apresentar declarações sobre as bênçãos ou as bem-aventuranças de Deus. 3. Jesus não fala de uma felicidade superficial, mas de uma alegria encontrada nas profundezas da alma. 4. Jesus vira as banalidades deste mundo de cabeça para baixo, celebrando aqueles que choram, os pobres, os humildes, os famintos, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores e os perseguidos. 5. Jesus, como Messias, está pronunciando o cumprimento da promessa de Deus de consolar seu povo, conforme profetizado em Isaías 40.

I. Em cada anúncio de bem-aventurança, ele anexa uma promessa para o futuro. 1. Os pré-requisitos para a bem-aventurança estão em dramática contradição com os valores deste mundo.

J. “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5:10-12).

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1. A moda do liberalismo do século XIX era remover os elementos sobrenaturais e miraculosos da vida de Cristo. 2. Jesus era retratado estritamente como um grande mestre de ética, porém humano.

K. Aquele que pregou o Sermão do Monte não está apenas compartilhando sua sabedoria, mas também está declarando quem são aqueles que herdarão o reino de Deus e os que não herdarão. 1. Ele anuncia uma bênção sobre aqueles que são perseguidos por amor de seu nome. 2. Jesus não está compartilhando fatos no Sermão, mas também está revelando a si mesmo e o reino que ele estabelecerá.

L. “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizerme: ‘Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?’ Então, lhes direi explicitamente: ‘nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade’” (Mt. 7:21-23). 1. Esse aviso de exclusão é o clímax do Sermão do Monte. 2. Muitos no último dia fingirão intimidade com Jesus e declararão que fizeram muitas coisas por ele. 3. Jesus declarará que nunca os conheceu e os lançará fora.

M. O teste definitivo para a cidadania no reino de Jesus não será se você conhece a Jesus, mas: ele conhece você?

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Estudo bíblico 1. Em Lucas 4:14-30, que descreve a rejeição de Jesus em Nazaré, Jesus lê de Isaías 61:1-2 na sinagoga. A profecia em Isaías fala da salvação que o Messias trará em termos do Jubileu (Lv 25:1-12). O que Jesus está dizendo ao povo de Nazaré em sua leitura da profecia de Isaías?

2. Leia o relato do início do ministério de Jesus na Galileia em Mateus 4:23-24. Como as ações de Jesus descritas aqui indicam uma amostra da reversão da maldição que caiu sobre a humanidade no tempo da Queda no Éden?

3. Em Mateus 5:17, Jesus diz que ele veio para cumprir a Lei os profetas. Leia Mateus 11:13. De acordo com esse versículo, o que a Lei e os profetas fizeram “até João”? Isso lança alguma luz em como devemos entender o significado de “cumprir” em Mateus 5:17? Como esses versículos acentuam o fato de que tudo o que o Antigo Testamento prefigurou e simbolizou se tornou realidade em Cristo?

4. Leia as palavras de Jesus sobre ira, lascívia, divórcio, juramentos, vingança e amar aos inimigos em Mateus 5:21-48. Qual a semelhança entre todos os anúncios? O que essa semelhança diz a respeito da autoridade de Jesus?

5. Em Mateus 6:1-18, Jesus instrui seus ouvintes sobre os tópicos doação, oração e jejum. O que tais instruções sobre cada um desses três tópicos têm em comum?

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Discussão 1. Em Mateus 6:25-34, Jesus fala a seus discípulos sobre o tópico da ansiedade e da preocupação. Ele lhes diz que eles não devem se preocupar com comida e vestimenta, pois Deus proverá. As palavras de Jesus são uma ampla condenação a toda preocupação e/ou ansiedade? Há algum exemplo de ansiedade “piedosa” na Escritura? Há na vida de Jesus? Isso depende de como definimos ansiedade?

2. O que significa os discípulos de Cristo buscarem primeiro o reino de Deus (Mt 6:33)?

3. Jesus adverte seus discípulos sobre julgar em Mateus 7:1-5. Quais as três razões que Jesus dá para explicar o porquê de não devermos julgar? Como esse texto é abusado em nossos dias?

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ENSINO DE JESUS: PARÁBOLAS – AULA 7 Introdução da mensagem O ensino de Jesus era considerado extraordinário em sua época porque ele falava com autoridade. Hoje em dia, mesmo aqueles que rejeitam a Cristo como Senhor e Salvador ainda guardam um alto respeito por seu ensino. Conteúdo profundo foi tornado claro com ilustrações e a parábola era sua forma favorita de ilustração. Ele usava parábolas como charadas para confundir seus oponentes ou como simples contos para encorajar seus discípulos. Seu ensino revelou os mistérios do reino a seus seguidores e escondeu sua glória daqueles que tinham os corações endurecidos. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o ensino de Jesus.

Leitura bíblica Mateus 10-12; Marcos 2-3; Lucas 10-15

Objetivos de aprendizado 1. Explicar como Jesus ensinava com autoridade. 2. Definir o dispositivo literário da parábola. 3. Identificar princípios importantes ao interpretar parábolas.

Citações O formato de parábola aparece no Antigo Testamento e era parte do repertório de ensino dos sábios judeus. Então, ao usar o formato de parábola, Jesus declara ser um mestre na tradição de sabedoria do

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Antigo Testamento. Devemos sentar a seus pés e ouvir seu competente ensino. A parábola se encaixava nos propósitos de Jesus por outras razões. Ela oferecia vislumbres das realidades que as pessoas não estavam preparadas para entender em sua totalidade. As parábolas revelavam as verdades sobre o reino de Deus e, ao mesmo tempo, escondiam-nas em mistério. A parábola era o veículo de ensino ideal para assuntos além da compreensão humana. Parábolas falam a nós em uma linguagem poética de ilustrações. As parábolas nos ensinam sobre coisas que não conhecemos comparando-as com coisas que conhecemos em nossa experiência diária. —Tremper Longman III

Esboço da palestra A. “Então, os que dentre o povo tinham ouvido estas palavras diziam: ‘Este é verdadeiramente o profeta’; outros diziam: ‘Ele é o Cristo’; outros, porém, perguntavam: ‘Porventura, o Cristo virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, donde era Davi?’. Assim, houve uma dissensão entre o povo por causa dele; alguns dentre eles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. Voltaram, pois, os guardas à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: ‘Por que não o trouxestes?’ Responderam eles: ‘Jamais alguém falou como este homem’” (Jo 7:40-46).

B. Jesus era conhecido por ser uma pessoa que falava e ensinava com autoridade. 1. Ele não falava superficialmente, mas com substância.

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2. “Respondeu-lhes Jesus: ‘O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo’” (Jo 7:16-17).

C. O conteúdo, assim como a postura do ensino de Jesus, era considerado extraordinário. 1. Mesmo aqueles que rejeitam a Jesus como Senhor e Salvador o reconhecem como um mestre exímio. 2. Jesus era conhecido especialmente por suas parábolas.

D. Parábolas são raras no Antigo Testamento, frequentes nos Evangelhos Sinóticos e totalmente ausentes no evangelho de João e no resto do Novo Testamento.

E. As parábolas precisam ser distinguidas de outras figuras de linguagem. 1. Símiles e metáforas oferecem uma comparação entre duas coisas. 2. Uma hipérbole é um exagero intencional para ressaltar ou enfatizar certo ponto.

F. Uma tradução literal da palavra parábola é “algo lançado junto com outra coisa”.

G. A regra mais importante ao interpretar uma passagem da Escritura é o contexto, e um elemento muito importante no ensino dinâmico é a ilustração. 1. A principal forma de ilustração de Jesus, que ele lançava junto com suas declarações da verdade, eram as parábolas.

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H. Jesus ensinou longas parábolas como a Parábola do Filho Perdido e a Parábola do Bom Samaritano, mas também parábolas mais curtas como a Parábola do Cego Guiando Cegos.

I. Parábolas podem frequentemente funcionar como charadas em situações de conflito para confundir um oponente em um debate. 1. Os fariseus debateram entre si quem era seu próximo e, portanto, a quem eles deveriam amar. 2. Jesus conta a Parábola do Bom Samaritano para surpreender os fariseus na maneira de pensar deles.

J. “E Jesus disse: ‘Quem tem ouvidos para ouvir, ouça’. Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o interrogaram a respeito das parábolas. Ele lhes respondeu: ‘A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas, para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles’” (Mc 4:9-12). 1. As parábolas serviram ao duplo propósito de esconder e revelar os segredos do reino de Deus. 2. Assim como nos dias de Isaías, Deus havia trazido seu dia de julgamento contra aqueles que não queriam ouvir sua Palavra, escondendo-a deles.

K. Há princípios importantes para lembrar quando se está interpretando uma parábola.

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L. Uma parábola normalmente não é uma alegoria. 1. Cada elemento de uma parábola não representa outra coisa.

M. A maioria das parábolas é projetada para apresentar um único ponto.

N. Muitas parábolas demonstram a “regra de três”, como a Parábola do Filho Pródigo com três personagens, e a Parábola do Bom Samaritano com três homens que encontram o homem que foi roubado. 1. A “regra de dois” é frequentemente empregada para delinear um contraste em uma história, como o conflito entre o filho mais velho e o filho pródigo.

O. Uma comparação usando a frase “quanto mais” também é frequentemente usada nas parábolas. 1. O julgamento do juiz injusto é colocado em contraste com o julgamento do Deus Todo-Poderoso.

P. O tema primário das parábolas é o reino de Deus.

Estudo bíblico 1. Leia a parábola do semeador e das sementes em Marcos 4:3-20. O foco da parábola é o semeador, a semente, o solo ou a colheita?

2. Jesus conta várias parábolas para revelar verdades sobre o reino de Deus. Leia cada uma das curtas parábolas a seguir e indique o ponto a respeito do reino de Deus que cada uma revela:

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 A Semente que Cresce (Mc 4:26-29)  O Trigo e o Joio (Mt 13:24-30)  A Semente de Mostarda (Mt 13:31-32)  O Fermento (Mt 13:33)  O Tesouro (Mt 13:44)  A Pérola (Mt 13:45-46)

3. Leia a Parábola do Bom Samaritano em Lucas 10:25-37. Tendo em mente que Jesus via os samaritanos como mestiços, pessoas impuras, qual é o significado do ensino de Jesus nessa história?

4. A Parábola da Figueira Seca é encontrada em Lucas 13:6-9. Essa parábola lança alguma luz nas palavras de Jesus em Mateus 21:18-22? Se sim, o que quer dizer?

5. Leia a Parábola do Fariseu e do Coletor de Impostos em Lucas 18:9-14. Contra que tipo de oração Jesus está nos avisando?

Discussão 1. Em Marcos 4:10-12, Jesus indica que uma das razões para ele usar parábolas é para que alguns não entendam. Por que Jesus esconde propositadamente seu ensino de alguns e não de outros?

2. Qual a relevância das Parábolas do Grão de Mostarda e do Fermento (Mt 13:31-33) em nossa escatologia — nosso entendimento das últimas coisas?

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3. Leia Deuteronômio 26:13-15. Qual a diferença entre o que Deus ordena que seu povo faça nesta passagem e o que o fariseu faz na Parábola do Fariseu e o Coletor de Impostos (Lc 18:9-14)?

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INTERPRETANDO PARÁBOLAS – AULA 8 Introdução da mensagem Um importante aspecto da missão de Cristo era buscar e salvar os perdidos. Os perdidos que ele buscava eram os injustos, os párias e os falidos espiritualmente. Alcançar tais pecadores atraiu o desprezo dos fariseus e os olhares chocados dos hipócritas. Esperando explicar seu amor pelos perdidos, Jesus contou uma série de parábolas registradas em Lucas 15, projetadas para comunicar a alegria do Pai quando até mesmo um único pecador é encontrado e restaurado. Nesta palestra, o Dr. Sproul interpreta as parábolas de Jesus registradas em Lucas 15.

Leitura bíblica Mateus 13; Marcos 4; Lucas 15-21

Objetivos de aprendizado 1. Defender a variedade de temas e formatos entre os autores dos evangelhos. 2. Explicar o propósito de Jesus ao contar as parábolas de Lucas 15. 3. Destacar o tema central das parábolas registradas em Lucas 15.

Citações As parábolas de Jesus frequentemente têm um elemento inesperado ou um elemento surpresa nelas. A maioria das parábolas projeta um mundo familiar, mas depois introduz um elemento radicalmente alheio,

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algo inesperado. É tal elemento surpresa que provoca ao ouvinte um reexame de sua cosmovisão, comparando-a com o ‘ponto principal’ da parábola. — Dan McCartney e Charles Clayton

Esboço da palestra A. A Parábola do Filho Pródigo é agrupada no evangelho de Lucas com duas outras parábolas sobre algo perdido que foi achado.

B. Os autores dos evangelhos frequentemente organizam seu material com diferentes abordagens, mas o conteúdo é fiel aos ensinos originais de Jesus. 1. Críticos atacam os textos dos evangelhos por repetições e organizações variantes do material. 2. Os autores dos evangelhos usaram várias abordagens para comunicar seu material, incluindo formatos geográficos, tópicos e cronológicos. 3. Autores modernos e pregadores também repetem materiais importantes em vários formatos e modelos.

C. “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: ‘Este recebe pecadores e come com eles’” (Lc 15:1-2). 1. Os depravados e párias se arrebanhavam ao ensino de Jesus, mas o estabelecimento religioso o condenava junto com seu ensino. 2. Jesus dá uma série de parábolas para expressar sua missão ao perdido e ao injusto, e sua repreensão dos fariseus hipócritas.

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D. “Então, lhes propôs Jesus esta parábola: ‘Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento’” (Lc 15:3-7). 1. Jesus ativamente buscou os perdidos e necessitados e os atraiu para si mesmo, ao invés de esperar passivamente que viessem a ele. 2. É importante que a igreja não perca a parte de sua missão de sair e ativamente buscar os perdidos.

E. “Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende’” (Lc 15:8-10). 1. Jesus reitera seu tema: quando os perdidos são buscados e encontrados, isso traz grande regozijo.

F. “Continuou: ‘Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dáme a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente’” (Lc 15:11-13).

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1. Uma “terra distante” é sempre o lugar que preferimos ir para pecar, para que não arruinemos nossa reputação na frente daqueles que nos conhecem. 2. O filho rapidamente gasta o que o pai levou anos para ganhar.

G. “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartarse das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada” (Lc 15:14-16). 1. A degradação do filho é especialmente comovente para um público judeu que considerava o porco um animal imundo. 2. Nós frequentemente buscamos a voz de Deus apenas quando chegamos ao fundo do poço. 3. O pai do filho pródigo havia lhe dado tudo, mas ele desprezou os presentes de seu pai. Agora ninguém lhe dava nada.

H. “Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!’” (Lc 15:17). 1. Avivamentos espirituais foram chamados por muito tempo de “despertares”, como se as pessoas tivessem sido acordadas de seu sono para as coisas de Deus. 2. O filho não cai em si por si próprio, mas é despertado pelo Espírito Santo.

I. “Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores’” (Lc 15:17-19).

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1. O filho reconhece seu pecado e sua indignidade até mesmo para ser filho de seu pai.

J. “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou” (Lc 15:20). 1. O pai não recua com uma carranca e um olhar de condenação, mas corre em sua direção.

K. “E o filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’. O pai, porém, disse aos seus servos: ‘Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’. E começaram a regozijar-se” (Lc 15:21-24). 1. O pai dá ao filho tudo o que o filho não merece.

L. Os fariseus são representados pelo filho mais velho na história. 1. “Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: ‘Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde’. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado’” (Lc 15:25-30).

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M. O pai aponta o filho mais velho para a importância do retorno de seu filho, e também destaca a hipocrisia dos fariseus. 1. “Então, lhe respondeu o pai: ‘Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’” (Lc 15:31-32). 2. Jesus contou essa parábola para explicar o motivo de ele comungar com pecadores e também para explicar que ele veio para buscar e salvar os perdidos.

Estudo bíblico 1. As parábolas de Lucas 15 servem ao contexto do conflito de Jesus com os fariseus quanto a se associar com coletores de impostos e pecadores. Como cada uma das três parábolas em Lucas 15 contribui para o tema geral das boas novas aos párias?

2. Compare a Parábola da Ovelha Perdida em Lucas 15:4-7 com Ezequiel 34:4-24. Quais temas de Ezequiel Jesus toma em sua parábola? Quais são as semelhanças e as diferenças entre Ezequiel 34 e Lucas 15?

3. Quais são os pontos de semelhança e diferença entre a Parábola da Ovelha Perdida (Lc 15:4-7) e a Parábola da Dracma Perdida (Lc 15:8-10)? Alguma das diferenças tem potencial importância teológica?

4. Leia a Parábola do Filho Pródigo em Lucas 15:11-32. Quem é representado pelo irmão mais novo, pelo irmão mais velho e pelo pai? Como essa parábola aborda o problema expressado em Lucas 15:1-2?

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5. Qual é a diferença entre as atitudes do pai e do irmão mais velho respectivamente para com o arrependimento do irmão mais novo? Como Jesus usa essa história para convidar os fariseus a adotarem a atitude de Deus para com o arrependido?

Discussão 1. Leia a Parábola da Ovelha Perdida em Mateus 18:12-14 e em Lucas 15:4-7. Muitos estudiosos notam as diferenças entre as duas versões e dedicam considerável energia em descobrir qual versão é a mais próxima à parábola original conforme dita por Jesus. Há alguma razão para supor, contudo, que Jesus não poderia contar histórias similares ao longo de três anos de ministério de ensino?

2. Na Parábola da Ovelha Perdida (Lc 15:4-7), qual, se houver, é o significado das 99 ovelhas que não precisam de arrependimento? Jesus está dizendo que há seres humanos que não têm nenhuma necessidade de se arrepender? Ele está fazendo um ponto mais sutil sobre a diferença entre aqueles que são obviamente pecadores e aqueles que se adequam externamente aos padrões da Escritura?

3. Se o irmão mais velho na Parábola do Filho Pródigo representa os fariseus, por que os comentários sobre o irmão mais velho são essencialmente positivos? Como isso nos ajuda a ver que nem todos os detalhes da parábola têm significado teológico?

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OS MILAGRES DE JESUS – AULA 9 Introdução da mensagem O Novo Testamento é frequentemente rejeitado como confiável e inspirado por causa de seus diversos relatos de milagres. Milagres frequentemente acompanham uma nova revelação de Deus nas Escrituras. Assim, não é surpreendente que muitos milagres acompanharam a maior revelação de Deus na pessoa de Jesus Cristo. Jesus apelou para seus milagres como credenciais de sua natureza messiânica e sinais de que ele era endossado e abençoado por Deus. A ressurreição de Cristo foi o maior milagre de todos, provando para sempre a identidade de Jesus. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre os milagres de Jesus.

Leitura bíblica Mateus 8-9, 14-15; Marcos 5-7; Lucas 8-9; João 5-11

Objetivos de aprendizado 1. Discutir o relacionamento entre os milagres e a revelação divina. 2. Identificar o papel dos milagres na vida de Jesus. 3. Explicar o uso da palavra “milagre” no Novo Testamento.

Citações Do meu ponto de vista, Jesus é o embaraço definitivo da filosofia. Reconhecido como nada mais que um grande mestre, um gênio

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religioso e um homem de compaixão destemida, sua vida é misturada com eventos tão estarrecedores que virou moda tentar manter Jesus humano editando todas as máculas de milagres dos registros. Tal tentativa de distinguir o Jesus histórico do Cristo divino da fé não foi bem sucedida e parece envolver uma desonestidade intelectual que não hesita em reescrever dados para sustentar uma teoria préconcebida. Pois a pergunta ‘quem foi Jesus?’ mal pode ser respondida assumindo como base que ele era nada mais do que um rabino talentoso, justificando, ignorando ou reinterpretando qualquer coisa que toque o sobrenatural. — James Gustafson

Esboço da palestra A. Rudolf Bultmann acreditava que os relatos dos evangelhos dos milagres de Jesus eram histórias mitológicas. 1. O Novo Testamento é frequentemente rejeitado como confiável e inspirado por causa de seus diversos relatos de milagres.

B. Uma multidão de milagres tende a acompanhar uma nova e significativa revelação de Deus nas Escrituras. 1. Diversos milagres acompanharam a vida de Moisés para ajudá-lo em seu chamado monumental. 2. Vários milagres acompanharam as vidas e os ministérios de Elias e Eliseu. 3. O maior agrupamento de milagres ocorre com o advento de Cristo.

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C. O naturalismo do século XIX negou a existência de milagres, e o neoliberalismo do século XX rejeitou sua realidade histórica. 1. A Crítica de Forma examina o texto bíblico e busca identificar as formas literárias nas quais o texto aparece. 2. As histórias de milagres demonstram um padrão singular de trama de aflição, cura que resulta em assombro. 3. Os crentes do primeiro século não eram pessoas primitivas e ingênuas, mas sim espantadas com as obras de Cristo. 4. Os inimigos de Cristo durante seu ministério diziam que Cristo executava seus milagres pelo poder de Satanás.

D. Nicodemos entendeu que Jesus não seria capaz de fazer o que fez se não viesse de Deus. 1. A natureza extraordinária dos milagres seria perdida se fossem acontecimentos comuns. 2. Tudo o que ocorre neste mundo é pelo poder de Deus, mas há uma diferença entre a operação ordinária e a extraordinária do poder de Deus.

E. Jesus apelou para seus milagres como credenciais de sua natureza messiânica.

F. “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

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dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade” (Hb 2:1-4). 1. Deus testificou da identidade de Jesus através de milagres. 2. “A função primária do milagre na Bíblia é ser o crédito daquele que o executa” (John Locke). 3. Milagres provam a honestidade daquele que os está executando e provam que ele é endossado e abençoado por Deus.

G. A palavra “milagre” não ocorre no Novo Testamento, mas sim as palavras: “sinais”, “poder” e “maravilhas”. 1. Maravilhas ou Prodígios são obras que estimulam uma sensação de reverência. 2. Poder é uma habilidade extraordinária super-humana. 3. Sinais são eventos que manifestam a atividade de Deus.

H. A ressurreição de Cristo foi o maior sinal que provava a identidade de Jesus.

Estudo bíblico 1. Leia Lucas 8:22-25, o relato de Jesus miraculosamente acalmando a tempestade. O que esse episódio revela sobre ele? Como isso pode ter desafiado o que os discípulos pensavam que sabiam a respeito do Messias de Deus?

2. Leia Mateus 12:38-40; 16:14 e Lucas 11:16, 29. O que as pessoas estão realmente pedindo nesses versículos, e por quê? Elas já não tiveram o que pediram? O que tais versículos revelam sobre aquelas pessoas?

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3. Após ler Lucas 2:34 e 11:30, como Jesus pode ser ele mesmo considerado um “sinal”? O que sua presença significava?

4. Qual foi o maior propósito dos milagres de Jesus (veja Jo 2:11; 3:2; 10:25; 14:11 e At 2:22)?

5. De acordo com o propósito anterior, qual era o resultado pretendido sobre as testemunhas de seus milagres (veja Mt 11:20-24; Lc 10:12-15; Jo 20:30-31)?

6. Leia João 7:2-5. Qual propósito Jesus não incluía como fator ao executar milagres?

Discussão 1. Por que é importante ver que as ideias de Rudolf Bultmann sobre o assunto dos milagres estão erradas? O que está em jogo?

2. Por que a ressurreição de Jesus é tão central para seu papel como Messias?

3. Considerando tudo o que a Escritura diz sobre os milagres de Jesus, qual foram o propósito e a função dos milagres executados pelos apóstolos?

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A CONFISSÃO DE CESAREIA DE FILIPE – AULA 10 Introdução da mensagem Jesus Cristo é a figura central no Novo Testamento e em toda a Escritura. Ele é o Filho do Homem, o Filho de Deus e o Messias há muito aguardado. Ainda assim, Jesus manteve certo mistério com relação a sua identidade enquanto esteve na terra e distanciou-se das expectativas messiânicas comuns da época, como a de que ele seria uma figura política e militar que traria livramento de Roma. Contudo, ele revelou suas verdadeiras identidade e missão apenas para aqueles que lhes eram mais próximos. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a Confissão de Cesareia de Filipe.

Leitura bíblica Mateus 16; Marcos 8; Lucas 9:18-27

Objetivos de aprendizado 1. Definir o Segredo Messiânico. 2. Definir os nomes de Jesus e Cristo. 3. Identificar e definir os títulos que são dados a Jesus nos evangelhos.

Citações Jesus não fez essa pergunta para buscar informação. Ele estava perfeitamente ciente do que os outros homens o estavam chamando. O que ele queria era preparar os Doze para a pergunta das perguntas. Qual era sua concepção a respeito dele? Ele havia tido sucesso em

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transmitir a eles qualquer entendimento quanto a sua identidade e sua missão? Eles o haviam observado por, possivelmente, três anos. Mas eles o haviam discernido? Que havia algo incomum com relação a Jesus, era evidente em suas respostas à sua primeira pergunta. Mas isso não era o suficiente. Se os Doze compartilhassem tais ideias populares a respeito dele, então ele havia falhado. Mas chegara o tempo em que ele precisava saber. Então ele, talvez aguardando ansiosamente pela resposta, os coloca sob a suprema pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”. — Herschel H. Hobbs

Esboço da palestra A. Jesus Cristo é a figura central no Novo Testamento e em toda a Escritura. 1. Jesus é a tradução do nome hebreu Josué, que significa “o Senhor salva”. 2. Cristo é a tradução grega do título hebreu Messias.

B. O “Segredo Messiânico” é o mistério de Jesus a respeito de sua identidade messiânica. 1. Jesus apresentou a si mesmo mais frequentemente como o “Filho do Homem”.

C. As expectativas messiânicas dos judeus do primeiro século eram de um conquistador militar ou de um líder político que removeria as forças romanas da Palestina. 1. Muitos judeus do tempo de Jesus buscaram estabelecer uma nação independente com o Messias como seu rei.

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2. Jesus era relutante em identificar a si mesmo com o título messiânico por causa de todas as imediatas expectativas políticas depositadas sobre tal título.

D. “Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” (Mt 16:13). 1. Jesus direciona essa importante pergunta a seus discípulos.

E. “E eles responderam: ‘Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas”’ (Mt 16:14). 1. O ministério de Jesus parecia assemelhar-se à mensagem de João Batista para algumas pessoas, então alguns acreditavam que João havia ressuscitado. 2. Jesus também era identificado como Elias devido à profecia de Malaquias do retorno de Elias (Ml 4:5-6). 3. A opinião mais popular era que Jesus era um grande profeta.

F. “’Mas vós’, continuou ele, ‘quem dizeis que eu sou?’” (Mt 16:15). 1. Jesus agora direciona essa importante pergunta a seus discípulos.

G. “Respondendo Simão Pedro, disse: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’” (Mt 16:16). 1. Pedro identifica a Jesus como o Messias, o Filho de Deus.

H. Os três títulos de “Filho do Homem”, “Cristo” e “Filho de Deus” são atribuídos a Jesus nessa passagem. 1. O título “Filho de Deus” é concedido àqueles que demonstram obediência ao Pai, pois a natureza de filho é identificada pela submissão.

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2. Jesus identificou os fariseus como filhos do diabo porque eles obedeciam ao Maligno ao invés de obedecer ao Pai. 3. O título “Filho do Homem” é uma alusão à visão celestial registrada em Daniel 7, na qual “um como filho de homem” vem para julgar a terra. 4. Ao identificar a si mesmo como o Filho do Homem, Jesus podia manter o segredo de seu ofício messiânico e reivindicar autoridade divina.

I. “Então, Jesus lhe afirmou: ‘Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus’” (Mt 16:17). 1. O Espírito Santo iluminou a mente de Simão para que ele pudesse identificar a Jesus como o Messias.

J. “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 16:18-19). 1. A Igreja Católica Romana baseia sua crença no papado nessa passagem. 2. As igrejas protestantes normalmente interpretam essa passagem como significando que a igreja seria edificada sobre a confissão de Pedro de que Jesus é o Cristo.

K. “Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo” (Mt 16:20). 1. A missão fundamental da igreja é declarar que Jesus é o Cristo. 2. Jesus encorajou os outros a manterem sua missão messiânica em segredo durante seu ministério.

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L. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: ‘Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá’” (Mt 16:21-22). 1. Pedro não consegue ver a Jesus simultaneamente como o Messias e o servo sofredor.

M. “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: ‘Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens’” (Mt 16:23). 1. Jesus reconhece as palavras de Pedro como outra tentativa de Satanás de desviar Jesus do caminho da cruz.

Estudo bíblico 1. Leia Mateus 16. Essa passagem começa e termina com referências ao fato de que ninguém, a não ser os discípulos, conhecia a verdadeira identidade de Jesus. A metade do capítulo contém a confissão de Pedro de que Jesus é o Cristo, o que leva à promessa das chaves do reino dos céus. O que essa passagem ensina sobre o reino?

2. De acordo com Mateus 16 e outras passagens, quais concepções errôneas da identidade de Jesus estavam circulando neste ponto do ministério de Jesus? Como Pedro chega a uma concepção precisa de Jesus como o Cristo?

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3. Tem sido sugerido que a “pedra” (v. 18) sobre a qual Jesus edificaria sua igreja era Pedro, Jesus, a confissão de Pedro, ou Pedro como tipificando todos os crentes. Qual(is) visão(ões) o texto suporta mais claramente?

4. Qual é o relacionamento entre Jesus edificar sua igreja sobre “esta pedra” e ele dar as chaves “a ti” (dar-te-ei; no grego, o “te” está no singular)? Por que isso teria sido importante para a igreja primitiva (para quem os evangelhos foram escritos inicialmente)?

5. Qual é o significado dos títulos que Pedro atribui a Jesus em Mateus 16:16? Como Jesus cumpre as exigências para cada um destes papeis? 6. Qual é o contexto do Antigo Testamento para o título “Filho do Homem” (veja Dn 7:13-14)? Por que Jesus usou esse título mais frequentemente para identificar a si mesmo?

Discussão 1. Por que Jesus adverte seus discípulos quanto aos ensinamentos dos fariseus e dos saduceus em Mateus 16:5-12? Quais eram as características primárias dos seus ensinamentos? Como tais ideias estão presentes em nosso meio hoje em dia?

2. Em que sentido a igreja prevalece contra os portões do inferno (Mt 16:18)? Que tipo de autoridade a igreja tem na terra para ligar e desligar (v. 19)?

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3. Em Mateus 16:21-23, Pedro vai quase imediatamente da verdadeira confissão à rebelião e ao engano. O que isso diz sobre a natureza do homem, quer tenhamos ou não a verdade do evangelho de Deus revelada a nós?

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A TRANSFIGURAÇÃO – AULA 11 Introdução da mensagem A glória de Deus é um tema de suprema importância nas Escrituras. Quando Jesus encarnou como homem, ele deixou de lado a glória em que ele sempre se deleitara no trono de seu Pai e humilhou a si mesmo. Ele humilhou-se ao revestir-se de natureza humana e humilhou-se ainda mais ao sofrer e morrer como um sacrifício inocente pelos pecadores. Ele, então, foi exaltado em sua ressurreição e ascensão, e hoje está assentado ao lado de seu Pai, intercedendo por seu povo. Ainda assim, a glória que Jesus exala hoje foi exibida brevemente a Pedro, Tiago e João durante o ministério terreno de Jesus. Ele deu a esses três uma visão da glória vindoura do reino que eles nunca esqueceram. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a transfiguração.

Leitura bíblica Mateus 17-20; Marcos 9-10; Lucas 9:28-36

Objetivos de aprendizado 1. Identificar o significado da palavra glória nas Escrituras. 2. Entender a tendência da humilhação à exaltação na vida de Cristo. 3. Avaliar o significado da transfiguração de Jesus.

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Citações [Tal] evento dá uma percepção a estes discípulos privilegiados sobre para onde se direcionava o plano de Deus. Jesus não é apenas um humilde mestre galileu, nem deveria ser visto como alguém que meramente nos chama a amar uns aos outros, o que talvez seja a imagem mais popular de Jesus atualmente. Ele não se iguala a Moisés, Maomé ou Joseph Smith. Tais percepções populares atuais de Jesus são uma grande distorção de quem ele é. Ele é o glorificado escolhido de Deus que um dia se manifestará com toda a glória que a cena do monte revelou. — Darrel L. Bock

Esboço da palestra A. A palavra hebraica para glória é kabod. 1. A raiz da palavra kabod implica “peso” ou “massa”. 2. A palavra transmite a ideia de suprema importância ou dignidade nas Escrituras hebraicas.

B. As Escrituras falam frequentemente a respeito da glória de Deus.

C. Jesus coloca sua glória de lado para encarnar como um homem e entrar em sua humilhação. 1. O progresso do ministério de Jesus se move da humilhação à exaltação. 2. O nascimento, a rejeição e a paixão de Jesus foram partes da humilhação de Jesus. 3. A ressurreição e a ascensão foram partes da exaltação de Jesus.

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D. Apesar de uma tendência geral da humilhação à exaltação na vida de Jesus, há momentos quando a glória de Deus é verdadeiramente exibida na vida de Cristo.

E. “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles” (Mt 17:1-2a). 1. Uma transfiguração é uma metamorfose ou transformação. 2. A transfiguração de Jesus é uma demonstração temporária da glória de Deus.

F. “E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (Mt 17:2). 1. Saulo foi cegado pela glória de Deus, que é descrita como mais clara que o sol do meio-dia (At 9). 2. O olho humano se contrai ao olhar para o brilho do sol. 3. Marcos declara que as vestes de Jesus se tornaram mais brancas que qualquer lavadeiro poderia alvejá-las (Mc 9:3). 4. A glória de Jesus não era simplesmente uma glória refletida. 5. Moisés foi privilegiado ao ver as costas da glória de Deus em Êxodo 33, e os israelitas não podiam suportar olhar para seu rosto sem véu depois disso. 6. Em meio aos medos dos discípulos quanto aos dias que viriam, Deus lhes dá uma visão da glória de seu Filho.

G. “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: ‘Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias’. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em

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quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo’” (Mt 17:1-6). 1. Moisés representa a lei e Elias representa os profetas, pois ambos falaram da vinda de Cristo. 2. Uma voz vinda do alto manda que os discípulos ouçam a Jesus. 3. Jesus os toca e lhes diz que se levantem. 4. Esse é um momento decisivo para os discípulos, e eles prosseguem com Jesus para Jerusalém.

Estudo bíblico 1. Leia Êxodo 33:17-34:9. Por que o rosto de Moisés brilha? Como isso se compara à razão pela qual Jesus irradia glória? Por que isso seria significativo para israelitas que estavam tentando verificar as reivindicações de Jesus?

2. Volte a Mateus 17:1-8. A reverência de Pedro por Moisés como o mediador da lei e por Elias como um proeminente profeta é evidente em seu desejo de construir-lhes tabernáculos. Como poderia Pedro saber que tal desejo era inapropriado? O que isso revela sobre o entendimento de Pedro da identidade de Jesus? O que a resposta do Pai revela sobre a própria identidade de Jesus.

3. Examine de perto Mateus 16:24-28, o prelúdio à transfiguração. A vinda de Jesus em seu reino é a mesma que sua vinda na glória de seu Pai? Por que ou por que não? Você acha que Jesus já ascendeu ao trono como Rei do Universo?

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4. Pouco após a transfiguração, o relato de Jesus e o imposto no templo são registrados (Mt 17:24-27). Como Jesus se identifica como o membro da casa real de um reino superior, enquanto ao mesmo tempo se submete às autoridades terrenas? O que isso sugere aos seguidores de Cristo em todas as épocas, que vivem como peregrinos e forasteiros no meio da tensão entre este mundo e o mundo vindouro?

5. Mateus 19:13-15 registra o famoso evento das criancinhas sendo recebidas por Jesus. O que essa passagem ensina claramente? O que havia nas crianças que Jesus desejava elogiar àqueles presentes?

Discussão 1. Compare a reação de Moisés à reação dos discípulos ao verem a glória de Deus. Como eles se assemelham? Como eles diferem? Como Deus responde a eles à luz de suas reações?

2. Como nossas visões sobre se Jesus já ascendeu ou não ao trono dos céus, que o reino de Deus já está a caminho, afetam nossas vidas da maneira que você percebe bênção e sofrimento e a natureza da guerra espiritual?

3. À luz de Mateus 20:20-28, o que deve caracterizar os líderes no reino de Cristo? Como Jesus fornece o perfeito modelo disso ao longo de sua vida (e morte; veja Is 50:4-11; 53:10-11)?

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A ENTRADA TRIUNFAL – AULA 12 Introdução da mensagem A entrada triunfal foi um dos mais importantes momentos na vida de Jesus. Ao entrar em Jerusalém montado num jumento em meio a gritos de “Hosana!” e proclamações reais, parecia que Jesus iria finalmente cumprir o papel de messias e derrubar os inimigos do povo. Finalmente Jesus usaria seu poder contra os opressores romanos. Contudo, se eram essas as expectativas da multidão, poucos dias depois ela foi amargamente desapontada, uma vez que Jesus veio, de fato, para derrotar os inimigos de seu povo, mas através do sofrimento, e não da espada. Entendendo erroneamente a missão de Jesus, o grito de “Hosana!” da multidão mudaria para “Crucifica-o!” poucos dias depois. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a entrada triunfal.

Leitura bíblica Mateus 21-25; Marcos 11-13; Lucas 19; João 12-17

Objetivos de aprendizado 1. Identificar o significado da entrada triunfal no ministério de Jesus. 2. Definir o significado e o simbolismo da palavra hosana. 3. Discutir o relacionamento entre os livros apócrifos e as Escrituras.

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Citações Anteriormente, durante seu ministério público, Jesus tinha, em geral, recusado ser honrado abertamente como Messias. Agora, contudo, havia chegado o momento em que ele, no centro da Terra Santa, anunciaria a si mesmo como o Rei prometido para que o povo pudesse finalmente escolher ficar a favor ou contra ele. No entanto, ele não aparecerá com poder externo, mas entrará na cidade santa como o Príncipe da Paz. — Norval Geldenhuys

Esboço da palestra A. O Novo Testamento dá grande importância à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

B. “E, dito isto, prosseguia Jesus subindo para Jerusalém. Ora, aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: ‘Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou; soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? Respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele’” (Lc 19:28-31).

C. A entrada triunfal foi uma das primeiras ocasiões nas quais Jesus se identifica com as profecias do Antigo Testamento a respeito do Messias.

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D. “Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. E a maior parte da multidão estendeu as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada. E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: ‘Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!’” (Mt 21:6-9). 1. Uma pessoa importante recebe honra quando estendemos um tapete vermelho para ela. 2. Jesus foi honrado quando as pessoas colocaram suas vestes sobre o jumento para que ele pudesse montar confortavelmente. 3. Vestes e ramos de palmeiras eram estendidos diante do caminho do jumento como um gesto de honra a Jesus.

E. As multidões clamavam “Hosana!” conforme Jesus entrava na cidade. 1. O termo pode indicar exaltação ou adoração. 2. Ramos de palmeira também eram conhecidos tradicionalmente como “hosanas” e usados para celebrar uma grande vitória. 3. As pessoas estavam celebrando a Jesus como o rei que lhes traria a vitória sobre seus inimigos. 4. O clamor da multidão de “hosana” seria substituído por “crucifica-o” dois dias depois. 5. As expectativas das pessoas de uma vitória militar sobre os romanos não foram satisfeitas e elas voltaram seu ódio contra Jesus.

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F. “E, quando se aproximava da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos passou, jubilosa, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto, dizendo: ‘Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!’ Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: ‘Mestre, repreende os teus discípulos!’” (Lc 19:37-39). 1. Jesus era uma ameaça ao estabelecimento religioso, e os líderes religiosos temiam sua popularidade com a multidão.

G. “Mas ele lhes respondeu: ‘Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão’” (Lc 19:40). 1. A majestade de Jesus tem importância cósmica, cujo domínio se estende por toda a terra.

H. A procissão da entrada triunfal começa descendo do Monte das Oliveiras, dando a volta ao Vale de Kidron e até os portões de Jerusalém. 1. O povo crê que Jesus veio para conquistar para seu reino.

I. Os livros apócrifos são uma coleção de livros escritos durante o Período Intertestamentário que não são livros canônicos ou inspirados, mas têm grande valor histórico ao nos ajudar a entender o Novo Testamento. 1. “Eu, Esdras, vi sobre o Monte Sião um grande povo que eu não podia enumerar, e todos eles louvavam o Senhor com canções. E no meio deles, havia um mancebo maior em estatura do que todos eles, e sobre cada cabeça ele colocou coroas, e ele era mais alto que os outros, o que muito me maravilhou. Então perguntei ao anjo e disse: ‘Quem são estes, meu Senhor?’ E o anjo me respondeu e disse: ‘Estes são aqueles que

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se despiram das vestes mortais e revestiram-se de vestes imortais e confessaram o nome de Deus e agora são coroados e recebem as palmeiras.’ Então eu disse ao anjo: ‘Que mancebo é este que coloca coroas sobre eles e lhes dá palmeiras em suas mãos?’ E ele me respondeu e disse: ‘Este é o Filho de Deus que eles confessaram no mundo,’ e então comecei a elogiá-los por terem eles vivido tão bravamente pelo nome do Senhor” (2 Esdras 2:42-47). 2. O povo aqui não possui as palmeiras, mas as recebem do Filho de Deus em suas mãos. 3. Os mártires recebem o símbolo da vitória em suas mãos e uma coroa em suas cabeças. 4. As Escrituras confirmam que aqueles que participam com Cristo em sua humilhação, também participarão com Cristo em sua exaltação. 5. O Rei que entra em Jerusalém em triunfo promete compartilhar a herança de seu reino com todos aqueles que confessam seu nome.

Estudo bíblico 1. Qual foi o contexto de batalha no qual Zacarias 9:9 foi escrito? Em que sentido a entrada triunfal em Jerusalém era um ato de guerra?

2. Quais ações e palavras da multidão indicam as expectativas do povo com relação a Jesus em seu papel como o Cristo? Quais ações e palavras de Jesus em Mateus 20:1721:17 indicam a concepção do próprio Jesus de si mesmo e seu papel? Como tais ideias sobre sua missão entram em conflito (ou não)?

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3. A multidão que deu as boas vindas a Jesus, o fez citando o Salmo 118:26 e o relacionando às palavras a Jesus. O que no Salmo 118 deve ter indicado à multidão que Jesus seria exatamente o tipo de Cristo que ele acabou sendo: um Salvador rejeitado e crucificado?

4. Como 2 Esdras 2:42-47 (citado no esboço), embora não seja inspirado, ainda assim nos ajuda a entender esse evento (a entrada triunfal)?

5. Como Jesus limpando o templo desafia os próprios ideais daqueles que lhe deram as boas vindas e pensaram que ele defenderia a Israel (Mt 21:12-17)? Por que Jesus se enfureceu com o que estava ocorrendo no pátio do templo?

Discussão 1. De acordo com o texto, as pessoas criam que Jesus era um profeta, mas os principais sacerdotes e escribas queriam matá-lo (Mt 21:11,46). Como a presença de Jesus desafiou os principais sacerdotes e fariseus? Como a majestade de Jesus ameaçou seu estilo de vida? Como a majestade de Jesus ameaça seu estilo de vida?

2. Mateus frequentemente chama a atenção para o fato de que a vida de Jesus cumpre as profecias bíblicas a respeito do Messias. Lembrando que a igreja primitiva estava no meio do sofrimento, como você pensa que eles ganharam confiança em Cristo através desse conhecimento? Tal conhecimento lhe dá confiança de que Jesus é o Cristo?

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3. Leia Mateus 23:25-26. Como os cristãos são frequentemente culpados, como os fariseus, de lavarem a parte de fora do cálice enquanto deixam a parte de dentro do cálice cheia de autopreservação e autoindulgência? De que maneiras você se esforça para parecer bom externamente, enquanto esconde secretamente motivos egoístas?

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A CRUZ (CONTINUAÇÃO) – AULA 13 A. Jesus não simplesmente se sentiu desamparado, mas foi verdadeiramente desamparado por Deus. 1. Jesus tinha que suportar a plena medida da punição divina para satisfazer as exigências da justiça de Deus. 2. Na cruz, Jesus se tornou a coisa mais obscena em toda a criação porque estava concentrada nele a perversidade coletiva de todo homem. 3. A punição do inferno e a plena medida do abandono divino foram depositadas sobre Jesus.

B. “Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?” (Gl 3:1). 1. Paulo discute a relevância da crucificação para os crentes gálatas. 2. “De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las’. E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: ‘Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá’. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar — porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro’” (Gl 3:9-13).

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C. Paulo discorre sobre o significado da morte de Cristo se referindo à lei judaica ao invés da lei romana. 1. Deus traçou uma série de bênçãos pela obediência e maldições pela desobediência. 2. Os desobedientes eram pendurados num madeiro como maldição, e Cristo tomou essa maldição sobre si mesmo.

D. O Dia da Expiação contava com dois atos simbólicos significativos. 1. Um cordeiro era morto para fazer expiação pelos pecados. 2. O pecado da comunidade da aliança era transferido para o bode expiatório, que era solto fora do arraial.

E. Paulo olha para a cruz de Cristo como satisfazendo a maldição da lei, porque Jesus se torna a maldição. 1. Os atos simbólicos do Dia da Expiação prefiguraram a obra de Cristo. 2. Jesus não foi apedrejado de acordo com a lei judaica, porque tal morte não cumpriria a lei de Deus.

F. Jesus foi entregue aos gentios de acordo com as palavras dos profetas.

G. Jesus foi crucificado no Gólgota, fora dos muros de Jerusalém, assim como o bode expiatório carregando os pecados do povo era enviado para fora do arraial.

H. Trevas descem à terra conforme Jesus morre na cruz.

I. Os sacerdotes abençoavam o povo de Israel com a seguinte bênção.

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1. “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6:2426). 2. A bênção suprema dos israelitas era o olhar favorável de Deus. 3. A última promessa para o israelita era a esperança de um dia ver a face de Deus em toda a sua glória.

J. O Deus Pai apaga as luzes e vira as costas para seu Filho enquanto ele se torna a encarnação do pecado humano. 1. Jesus clama a respeito do desamparo que ele sente e experimenta a plena agonia do abandono de Deus e do inferno.

K. Jesus declara: “Está consumado” e “Em tuas mãos entrego meu espírito” como suas últimas palavras. 1. No meio de seu abandono, Jesus confia em seu Pai e bebe o cálice da ira divina por nós.

Estudo bíblico 1. Que uso tinha o sangue de cordeiros e bodes sob a antiga aliança? Considere os seguintes versículos em sua resposta: Ex 24:8; Lv 8:22-24; 14:14, 25; Zc 9:11. Que uso tem o sangue na nova aliança (veja Jr 31:31; Mt 26:27-29)?

2. Leia Êxodo 16, João 6:35 e Hebreus 9:13-15. Qual o significado dos elementos em particular que Jesus escolhe usar durante a Última Ceia?

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3. Muito de João 19:1-16 é retratado no que é chamado de “ironia dramática”. Algo é considerado “irônico” quando há certo fator que o autor e o leitor sabem a respeito de um personagem que torna os eventos registrados mais significantes. Visto que você, o leitor, entende o retrato anterior que João faz de Jesus como o Deus eterno que encarnou, pergunte a si mesmo o que é irônico com relação: a) à maneira que Jesus está vestido nos versículos 1-3? b) à acusação feita contra ele no versículo 7? c) à pergunta de Pilatos no versículo 9? d) à alegação de poder de Pilatos no versículo 10? e) a quem está sentado no tribunal no versículo 13?

4. Como o maior momento de humilhação de Jesus também é um grande momento de triunfo? Como a cruz cumpre a promessa encontrada em Gênesis 3:15?

5. O que simbolizam os eventos dramáticos que ocorrem em conexão com a morte de Jesus registrada em Mateus 27:50-53?

6. O que Jesus quis dizer com as palavras “Está consumado”? O que estava consumado naquele momento? O que, consequentemente, começou?

Discussão 1. Olhando para João 19 e lembrando-se que o motivo do autor para escrever seu evangelho é “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”, como esse capítulo cumpre tal objetivo?

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2. Por que o anúncio da traição choca os discípulos de Jesus? Como Judas foi capaz de se infiltrar entre os outros onze ao longo do ministério de Jesus?

3. No Jardim do Getsêmani, Jesus ora: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Considere uma área de sua vida — tanto coletivamente enquanto igreja, como individualmente enquanto um membro do corpo — na qual essa oração poderia ou deveria se aplicar.

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A RESSURREIÇÃO – AULA 14 Introdução da mensagem O horror da crucificação esmagou qualquer esperança que restasse entre os discípulos de que Jesus era o Messias há muito aguardado. Seu desespero era tão poderoso que eles se recusaram a acreditar nos relatórios de que Jesus havia, de fato, ressuscitado. Os relatos das mulheres e do túmulo aberto eram sugestivos, mas era doloroso demais para elevar novamente suas esperanças. Apenas a aparição física do próprio Jesus e sua repreensão sobre a incredulidade deles finalmente os convenceu de que Jesus havia de fato vencido a morte. A ressurreição reavivou sua fé nele como seu Messias, e lhes deu a esperança de que eles também venceriam a morte através dele. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a ressurreição.

Leitura bíblica Mateus 28; Marcos 16; Lucas 24; João 20-21

Objetivos de aprendizado 1. Descrever o significado do Vale de Geena no pensamento judaico. 2. Descrever a reação dos discípulos à ressurreição de Jesus. 3. Discutir a aparição de Jesus no caminho para Emaús.

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Citações Nosso Senhor [...] deliberadamente apostou todas as suas alegações em sua ressurreição. Quando lhe pediram um sinal, ele repetidamente apontou para esse sinal como sua única e suficiente credencial (Jo 2:19; Mt 12:40). Os primeiros proclamadores do evangelho consideravam o testemunhar da ressurreição de seu Mestre como seu papel primário (At 1:22; 2:32; 4:33; 10:41; 17:18). Eles atribuíram a vívida esperança e a inabalável fé que brotaram dentro deles ao poder de tal testemunho (1Pe 1:33; 1:21; 3:21). Todo o evangelho de Paulo era o evangelho do Salvador ressurreto. — B.B. Warfield

Esboço da palestra A. A ressurreição é parte da exaltação de Cristo, mas provavelmente não o início. 1. O ponto mais profundo da humilhação de Cristo é sua morte na cruz.

B. Os corpos da maioria das vítimas de crucificação eram atirados em um depósito de lixo em chamas fora da cidade. 1. O Vale do Geena ficou associado na mente judaica ao inferno. 2. O lixo era jogado no Geena diariamente e, portanto, se tornou um lugar onde o verme não morre e as chamas não se apagam.

C. O corpo de Jesus não foi levado ao Geena, mas depositado no sepulcro de um homem rico, posse de José de Arimateia. 1. Isaías profetizou a respeito do enterro de Jesus dizendo: “Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte” (Is 53:9a). 96


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D. A ressurreição é uma característica central da exaltação de Cristo.

E. “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24:1-3). 1. A crença na ressurreição não repousa simplesmente na ideia de que havia um sepulcro vazio. 2. A crença na ressurreição é baseada nos relatos das testemunhas registrados no Novo Testamento.

F. “Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: ‘Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou’” (Lc 24:4-6a). 1. O anúncio da ressurreição de Jesus é um dos mais dramáticos em toda a Escritura.

G. “Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, quando disse: Importa que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. Então, se lembraram das suas palavras. E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os mais que com eles estavam. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas” (Lc 24:6b-11). 1. As pessoas que viviam na Palestina do primeiro século não eram pessoas simplórias, ingênuas e supersticiosas.

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2. Os discípulos inicialmente rejeitaram o relato de ressurreição proferido pelas mulheres que foram ao sepulcro.

H. “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24:12). 1. Os discípulos, todavia, estão curiosos o suficiente para investigar os relatos das mulheres.

I. “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer” (Lc 24:13-16). 1. Jesus não estava irreconhecível para esses dois discípulos, mas o Espírito de Deus impediu que eles o identificassem. 2. As esperanças dos discípulos foram completamente destruídas no dia da crucificação. 3. A tristeza dos discípulos os impediu de reconhecer a Jesus após sua ressurreição.

J. “Então, lhes perguntou Jesus: ‘Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais?’ E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: ‘És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?’” (Lc 24:17-18).

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1. Cleopas está chocado com a aparente ignorância de seu colega viajante quanto aos eventos recentes em Jerusalém.

K. “Ele lhes perguntou: ‘Quais?’ E explicaram: ‘O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel’” (Lc 24:19-21a). 1. Esses discípulos se entristecem porque suas expectativas de um Messias como um herói militar não foram atendidas.

L. “É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive” (Lc 24:22-24). 1. Os discípulos não acreditam no relato das mulheres porque eles não viram o próprio Jesus.

M. “Então, lhes disse Jesus: ‘Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?’ E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24:25-27). 1. Jesus mostra a esses dois homens como toda a lei e os profetas falaram a respeito de sua vinda.

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N. “Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: ‘Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina’. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles” (Lc 24:28-31). 1. Quando os discípulos comeram com Jesus, seus olhos foram brevemente abertos e eles o reconheceram antes que ele desaparecesse da frente deles.

O. “E disseram um ao outro: ‘Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?’ E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, os quais diziam: ‘O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!’ Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão. Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: ‘Paz seja convosco!’” (Lc 24:32-36). 1. A maioria dos pensadores modernos considera a ressurreição de um morto impossível. 2. Jesus carregou pecados de outros em sua morte, e não os seus próprios. 3. As Escrituras declaram que era impossível que a morte retivesse a Jesus. 4. A morte não poderia reter Jesus na sepultura, e o Pai não poderia esconder seu Filho sem pecado sem que o trouxesse à vida novamente.

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Estudo bíblico 1. Por que é tão importante para a autêntica fé cristã crer que Jesus ressuscitou? Visto que o próprio Jesus disse aos discípulos quem ele era e o que aconteceria com ele, por que você acha que os discípulos foram tão tardios em crer que ele havia ressuscitado?

2. Examine as três aparições sobrenaturais detalhadas em Lucas 24:1-49 (os anjos no sepulcro, Jesus no caminho de Emaús e Jesus em Jerusalém). O que as mensagens em cada situação têm em comum? Há qualquer diferença significativa?

3. Após a ressurreição de Jesus, os judeus espalharam um rumor de que o corpo de Jesus havia sido roubado e que os discípulos tinham forjado a história da ressurreição (veja Mt 28:11-15). Qual evidência nessa passagem refuta tal rumor? No relato de Lucas, quantas testemunhas atestaram ao fato de que o corpo de Jesus havia sido roubado? Quantas testemunhas atestaram ao fato de que ele ressuscitou? Quão confiáveis eram as testemunhas?

4. Como pode Jesus reivindicar autoridade e poder no céu e na terra após sua ressurreição (Mt 28:18)?

5. O que significa dizer que Cristo Jesus é “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25)?

Discussão 1. O que é irônico quanto ao desespero dos homens no caminho para Emaús? Como o desespero deles indica que eles tinham entendido errado o que Jesus lhes ensinara? De que maneiras seu pensamento reflete o pensamento deles? 101


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2. Quais são os argumentos mais fortes que você conhece contra a ressurreição corpórea de Jesus? Como você responde a eles?

3.

De acordo com Jesus, o Antigo Testamento ensina sobre ele e até mesmo fala

sobre sua morte e ressurreição. Conforme você lê o Antigo Testamento, você observa tais elementos? O que Lucas 24:45 sugere que é necessário para entender corretamente as Escrituras? Se você crê nesse versículo, como você mudaria sua abordagem de estudo bíblico?

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A ASCENSÃO – AULA 15 Introdução da mensagem Os corações dos discípulos estavam cheios de tristeza por causa do anúncio de Jesus de que ele iria deixá-los. Eles caminharam com seu Senhor desde o início de seu ministério, e o pensamento de sua ausência provocou apenas dor. Ainda assim, a ascensão de Jesus ao céu foi necessária para que ele preparasse um lugar para eles, e então eles poderiam se encontrar novamente. O Espírito Santo habitaria dentro deles nesse meio tempo e ministraria aos seus corações como pagamento inicial de sua futura herança. Apreciando tais promessas e cheios de esperança quanto ao futuro, os discípulos se alegraram grandemente e passaram a regozijar com a ascensão de Jesus aos céus. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a ascensão.

Leitura bíblica Lucas 24:50-53; Atos 1

Objetivos de aprendizado 1. Identificar a dor e o medo dos discípulos de Jesus na Última Ceia. 2. Detalhar as promessas de Jesus a seus discípulos na Última Ceia. 3. Descrever o propósito da ascensão de Jesus.

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Citações A importância da ascensão é frequentemente negligenciada na igreja moderna. Nós temos celebrações especiais e feriados para comemorar o nascimento (Natal), a morte (Sexta-feira Santa) e a ressurreição (Páscoa) de Cristo. A maioria das igrejas, contudo, fazem pouca ou nenhuma menção da ascensão. No entanto, a ascensão é um evento redentivo de profunda importância. Ela marca o momento do ponto mais alto de exaltação de Cristo antes de seu retorno. É na ascensão que Cristo entra em sua glória. — R.C. Sproul

Esboço da palestra A. João 14 é um dos capítulos mais populares da Bíblia. 1. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou prepararvos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14:1-3). 2. Jesus originalmente disse essas palavras em um contexto de medo e confusão entre os discípulos.

B. “Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente. Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscarme-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir. Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros;

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assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:31-35). 1. No cenáculo, Jesus prenunciou sua partida para a morte, mas seus discípulos não conseguiram entender. 2. Jesus disse a eles para não turbarem seus corações, pois ele sabia que eles seriam esmagados de dor pela humilhação de sua morte. 3. Jesus assegura a seus discípulos que se eles estivessem vivendo com uma falsa esperança a respeito da ressurreição dos mortos, ele lhes teria dito. 4. Se nós realmente crêssemos que Jesus nos deixou para preparar uma morada para nós, nosso anseio pelo céu aumentaria e toda a nossa visão do céu mudaria.

C. “Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim. Ora, estas coisas vos tenho dito para que, quando a hora chegar, vos recordeis de que eu vo-las disse. Não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco. Mas, agora, vou para junto daquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ Pelo contrário, porque vos tenho dito estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração” (Jo 16:1-6). 1. A dor da partida de Jesus era o foco dos discípulos na noite da Última Ceia.

D. Lucas fornece dois relatos da ascensão. Um no início de Atos e o outro no final de seu evangelho. 1. “E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, ‘a qual’, disse ele, ‘de mim ouvistes. Porque João,

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na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias’. Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: ‘Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?’ Respondeu-lhes: ‘Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra’. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: ‘Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir’ (At 1:4-11). 2. “Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo; e estavam sempre no templo, louvando a Deus” (Lc 24:50-53).

E. A importância da ascensão é frequentemente esquecida. 1. Os discípulos regozijaram grandemente e louvaram a Deus continuamente por causa da ascensão de Jesus aos céus. 2. Os discípulos foram capazes de se regozijar porque eles chegaram a um entendimento do motivo da partida de Jesus e o que ele estaria fazendo por eles.

F. Jesus ascende a seu trono celestial para sua coroação. 1. Ele é empossado como o Rei que venceu a morte por nós.

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2. A ascensão é motivo de alegria para todos os cristãos porque nosso Rei reina de agora em diante por nós. 3. A tarefa da igreja é tornar visível o reino invisível de Jesus Cristo através de nossa fidelidade, celebração e alegria. 4. Jesus retornará para consumar o estabelecimento de seu reino celestial na terra.

Estudo bíblico 1. Muitas pessoas creem que a ressurreição de Cristo é o ponto alto da história redentiva. Após estudar o evento conhecido como a ascensão, você pode repensar isso. Concentrando-se em Atos 1:1-11, quem está presente nessa cena? Quando ela aconteceu? Onde eles estavam? O que ela diz a respeito do progresso do evangelho? Como o livro de Atos detalha o cumprimento dessas palavras?

2. O que o Pai prometeu em Atos 1:4-5? Qual poder deveria ser recebido com a promessa? Qual era o propósito de tal poder? Como a promessa estava relacionada à ascensão de Jesus (compare com Jo 16:5-16)?

3. Examine a resposta de Jesus à pergunta do apóstolo sobre o reino de Israel (At 1:6). De qual reino os apóstolos falavam? Em quê Jesus reconcentrou a atenção deles? Jesus disse ou deixou implícito que o reino de fato seria restaurado a Israel?

4. Para onde Jesus foi quando ascendeu? De acordo com o relato do evangelho de Lucas sobre este evento (24:50-52), os discípulos regozijaram com sua partida. Por que eles fariam isso? Pode haver alguma conexão com o lugar para onde Jesus estava indo (Jo 14)? Por quê?

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5. Sempre foi um ponto da doutrina cristã que Jesus manteve seu corpo humano ressurreto quando ascendeu, embora muitos cristãos hoje em dia cometam o erro de associar o céu com coisas etéreas (e, assim, Jesus não continuou com seu corpo físico). O que os “varões de vestes brancas” dizem que aconteceu com o corpo de Jesus? Dados os rumores sobre a localização do corpo de Jesus, por que essa informação foi incluída?

6. Os dois homens de branco (provavelmente anjos) parecem reprovar os apóstolos por ficarem olhando para o céu procurando por Jesus. Explique suas declarações. Se Jesus voltará da mesma maneira que partiu, por que os apóstolos não deveriam ficar procurando por ele? Por que você pensa que os homens enfatizaram para os apóstolos que Jesus voltaria?

Discussão 1. Como a formação da igreja inicia o período de restauração do reino? Por quais meios a restauração do reino continua hoje? Qual evento completará a restauração do reino? É possível para a igreja inaugurar a restauração plena do reino pouco antes do retorno de Cristo? Por que ou por que não?

2. A ascensão é importante porque marca o início da divulgação do evangelho e da capacitação prometida do povo de Deus. Você percebe a si mesmo como um cristão plenamente capacitado? O que você pode fazer para parar de desacreditar em quem a Bíblia diz que você é em Cristo?

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3. Por que os discípulos se sentem compelidos a escolher outro discípulo para substituir Judas (At 1:22b)? Qual é a qualificação que eles buscam no homem para substituir Judas?

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