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Cultura de Paz - 7º ano

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Daniel Guimarães Valdenize Ferreira Lima

CULTURA DE PAZ

POR UMA ESCOLA MAIS SEGURA

7 João Pessoa • 1ª edição • 2017


Uma coprodução

Copyright © 2017 da Edição: Editora Eureka

Gerente admnistrativo: Marcelo Almeida Gerente comercial: Roberto Marques Editor executivo: Marco Saliba Editora: Luana Vignon Gerente de arte: Raphael Mendonça Projeto gráfico e diagramação: Rafael Mendonça

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Guimarães, Daniel; Lima, Valdenize Ferreira Cultura de paz: por uma escola mais segura - Ensino Fundamental II – 7º ano – Daniel Guimarães e Valdenize Ferreira. – Fortaleza: Egeiros Educacional, 2016. ISBN 978-85-92714-25-3

1. Escolas – Educação Sexual 2. Ensino Fundamental. Prática de ensino 4. I. JC Editora II. Luana Vignon. III. Título 12-06673

CDD-371.784 Índices para catálogo sistemático: 1. Saúde: Educação 372.8


Apresentação

O objetivo deste documento é mostrar a importância do trabalho sobre valores dentro das escolas para qua possamos propagar a Paz. Isto só é possível através de atividades que envolvam toda a escola e também a comunidade escolar. Para entender a dimensão e importância da cultura da paz nas escolas e, em extensão, nas comunidades, devemos ter conhecimento claro do que ela significa:

“Para continuarmos vivos, precisamos de certas coisas. Comida, água, moradia, roupas que nos protejam, ajuda quando estamos doentes ou machucados... Paz é ter as coisas de que se precisa.” (Livro Tempos de Paz, Ed. Global, 1999. Katherine Scholes e Robert Ingpen).

Paz é quando conseguimos encontrar o ponto de equilíbrio entre o pensamento, a palavra e a ação sendo o primeiro grande princípio da construção da paz a não-violência e os princípios morais. Valores morais e paz andam juntos em todos os sentidos. Cada ser humano tem sua própria história e a cada dia constrói uma nova página. Por este motivo, torna-se perfeitamente acessível o poder se remodelar com novas atitudes, mais coerentes e menos egocêntricas. Todo o ser humano é passível de se reeducar e educar os demais para a construção de um mundo melhor. Educar para a Paz consiste em transformar valores da Cultura de Paz em realidade na vida cotidiana. Neste volume da coleção, trataremos da importância da educação emocional nas escolas, da importância do autoconhecimento na adolescência, de saber quais são os seus dons e talentos, suas virtudes e defeitos, de saber silenciar e perceber os sentimentos dos outros, entre outros. No decorrer da leitura, diferentes opções de leitura extra estão distribuídas em QR Codes, aproveite e acesse todos, assim você poderá entrar em contato com opiniões diversas a respeito desse tema.

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Sumário Apresentação .............................................................. 1 Capítulo 1 – Identidade e autoconhecimento................... 7

Crise de identidade.....................................................................................................................14 Quem sou eu ..............................................................................................................................16

Capítulo 2 – O que são problemas? .............................. 36

O que está acontecendo comigo? ...............................................................................................38 Criatividade ................................................................................................................................52

Cap tulo

dentificando sentimentos ........................ 60

Descrevendo as emoções ......................................................................................................... 66 Empatia ..................................................................................................................................... 77 A importância do silêncio ......................................................................................................... 80

Capítulo 4 – Inclusão ...................................................86

Inclusão social .......................................................................................................................... 88 Os direitos dos adolescentes .................................................................................................... 92 Outros tipos de inclusão ...........................................................................................................100

Capítulo 5 – Pluralidade cultural ................................. 102 Nossa pluralidade ................................................................................................................... 105

Referências .............................................................. 127 Sites consultados ...................................................... 127

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Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. Sócrates

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CAPÍTULO 1

Identidade e autoconhecimento 7 CULTURA DE PAZ 7 ANO.indd 7

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Cultura de paz É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo. Entender os processos que marcam essa fase é tão importante quanto vivê-la intensamente, por isso tudo o que você, adolescente, puder coletar de informação sobre si mesmo vai contribuir, e muito, para suas realizações agora e no futuro. A transformação tem início por volta dos 11 anos. Surge, de repente, uma vontade de conhecer o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis? A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância. Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto (1908-1988), autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais. Na adolescência, essas duas percepções são abaladas. A puberdade (conjunto das transformações ligadas à maturação sexual) faz com que a imagem real se modifique - a descarga de hormônios desenvolve características sexuais primárias (aumento dos testículos e ovários) e secundárias (amadurecimento dos seios, modificações na cintura e na pélvis, crescimentos dos pelos, mudanças na voz etc.). É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a rejeitar as mudanças por medo do desconhecido.

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Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.

O afastamento dos pais, por exemplo, muito comum nessa etapa da vida, revela a necessidade de outros modelos. A dificuldade em lidar com o corpo está diretamente relacionada à nova relação que o jovem tem de construir com seus pais. Isso porque, na adolescência, o amadurecimento sexual faz com que o Complexo de Édipo, descrito pelo criador da Psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), seja revivido. De acordo com Freud, a criança desejaria inconscientemente tomar o lugar da mãe ou do pai no par amoroso. Como eles são as primeiras referências masculinas e femininas que a criança tem, ao querer substituir uma delas, a relação com o "concorrente" fica confusa, alternando-se entre o amor e ódio o que pode, mais tarde, fazer com que a pessoa tenha dificuldades no relacionamento amoroso. Se a criança aceita o fato de não poder se unir ao pai ou à mãe, ela passa a lidar de forma equilibrada com as duas referências e internaliza a proibição do incesto.

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Saiba mais! Complexo de édipo O Complexo de Édipo foi um conceito criado por Sigmund Freud, embora descrito e batizado com a expressão ‘complexo’ por Carl Jung. O criador da psicanálise foi influenciado, em suas observações e pesquisas, pela tragédia Édipo Rei, de Sófocles. Nesta peça Édipo, sem saber que Jocasta é sua mãe, se casa com ela, após assassinar o próprio pai, Laio, inconsciente do parentesco entre ambos. Ao descobrir a verdade, ele cega a si mesmo enquanto a mãe se suicida. Este conceito essencial e universal da psicanálise desperta na criança sentimentos opostos, de amor e ódio, direcionados para aqueles que lhe são mais próximos, os pais. Isto ocorre quando ela atravessa a fase fálica, durante a segunda infância, e se conscientiza da diversidade entre os sexos. Normalmente ela se sente atraída, então, pelo sexo oposto, escolhido no ambiente que lhe é próprio, o familiar. Este Complexo tem início quando o bebê, habituado a receber total atenção e proteção, ao atingir cerca de três anos de idade, passa a ser alvo de várias proibições que são para ele desconhecidas. Agora a criança já não pode fazer o que bem entende, porque já está ‘crescidinha’, não pode mais compartilhar o tempo todo o leito dos pais, deve evitar andar nu à vontade, como antes, entre outras interdições. Quando a criança percebe que não é mais o centro do universo, e se dá conta das distinções entre ela e seus genitores, ela ingressa em uma das várias fases de passagem em sua vida, talvez a mais importante, porque definirá seu comportamento na idade adulta, principalmente o referente à sua vida sexual. Geralmente, a criança sente uma forte atração pelo sexo oposto – a menina pelo pai, o menino pela mãe – e hostiliza, ao mesmo tempo em que ama, seu adversário – no caso da garota, a figura materna; no do garoto, a imagem paterna -, sentimentos conflitantes que configuram o Complexo de Édipo.

Édipo e a Esfinge, pintura de Gustave Moreau, (1864).

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Na adolescência, resquícios de um Complexo de Édipo mal resolvido podem vir à tona. Surge daí a necessidade inconsciente de buscar outros modelos de homem e mulher além do pai e da mãe. O distanciamento também é uma forma de reelaborar a imagem idealizada dos pais e provar que não se é mais criança. "Esse comportamento serve para que o adolescente exercite a definição de uma identidade baseada em experiências mais amplas", diz Miguel Perosa, terapeuta e professor de Psicologia da Adolescência na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso não quer dizer que o adolescente não possa ter saudade da dependência infantil e de comportamentos que aludam a ela. Mas, uma vez nessa fase, ficam cada vez mais constantes as saídas em grupo e a oposição verbal e física às referências paternas e maternas, como indica a fala de João, 13 anos.

“Meu pai ñ me entende! Meu pai e minha mãe sempre me seguram em ksa... É um saco... Quero sair com meus amigos e eles ficam implikando. Cansei de ficar em ksa conversando com eles. É sempre a mesma coisa. Eles querem que eu tenha a vida + chata do universo!” Esse contato com a subjetividade é essencial para sedimentar suas vivências - desde que o adolescente não substitua as relações do dia a dia por um isolamento permanente. A exploração do mundo interior, além do reajuste emocional, também favorece a intelectualização. A psicanalista Anna Freud (1895-1982) concluiu que, para fugir momentaneamente das pulsões sexuais, os adolescentes costumam transferir essa energia para a racionalização e incorporação de informações. Não à toa, eles adoram emitir opiniões sobre tudo.

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Cultura de paz Nesse caso, também deve-se atentar para os exageros. Aquele aluno que se preocupa de forma exagerada com o desempenho na escola pode estar querendo fugir de questões internas com as quais tem muita dificuldade em lidar. O fato é que, apesar de ser um processo difícil, confuso e doloroso, a adolescência é um período em que se descobre como usar novas ferramentas emocionais para se relacionar com o mundo. À medida que integra as concepções que grupos, pessoas e instituições têm a respeito dele, compreendendo e assimilando os valores que constituem o ambiente social, o jovem reforça o sentimento de identidade. A escola tem um papel fundamental nesse processo. Ela jamais deve reduzir o comportamento do adolescente à pecha de rebeldia. Integrá-lo e respeitá-lo são as melhores formas de educar seres humanos confiantes e sadios. Fonte: Nova Escola. Autor: Ana Rita Martins. Disponível em: http://novaescola.org.br/conteudo/401/a-busca-da-identidade-na-adolescencia. Acesso em: 01 dez. 2016.

Biblioteca A Causa dos Adolescentes Adolescência Normal - Um Enfoque Psicanalítico Este é o livro-fonte sobre psicodinâmica da adolescência. As características da síndrome normal da adolescência proposta pelos autores, que pressupõe um tênue limite entre a normalidade e a patologia como esperado para essa fase do desenvolvimento, e a descrição dos lutos a serem superados pelo jovem para superá-la com sucesso são úteis para se ajudar os jovens e seus pais a entenderem e melhor manejarem os inevitáveis conflitos.

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O autoconhecimento, segundo a psicologia, significa o conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo. A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independente de serem positivas ou não. Tal controle emocional provocado pelo autoconhecimento pode evitar sentimentos de baixa autoestima, inquietude, frustração, ansiedade, instabilidade emocional e outros, atuando como importante exercício de bem-estar e ocasionando resoluções produtivas e conscientes acerca de seus variados problemas. Toda pessoa possui o refúgio dos seus recursos pessoais, mas esse pode ser acionado de forma a não se desgastar se houver o controle das emoções ou ainda ser utilizado de forma a obter futura recomposição. Ela também consegue permanecer equilibrada em casos de fatores externos, como críticas, perda de emprego, término de relacionamento e outros que vulneram o emocional. O conhecimento de si próprio não dá prioridade a opiniões ou respostas e sim estimula seus fatores positivos a detectar os negativos a fim de modificá-los favoravelmente. Pode-se buscar o autoconhecimento a partir da detecção dos defeitos e qualidades, sendo esses externos (corporais) e internos (emocionais). O equilíbrio entre os fatores internos e externos deve ser buscado para que não haja espaço para manipulação e fragilidade. Também pode haver reflexão de vida, analisando o comportamento obtido até então e as atitudes tomadas para que se consiga detectar maus atos e comportamentos para que não mais ocorram.

Teste seu nível de autoconhecimento 1. Quem eu sou na essência? 2. O que me faz feliz? 3. O que me diverte? 4. O que me deixa triste?

5. Quais são os meus dons, talentos e habilidades? 6. Quais são os meus pontos de melhoria e como trabalhá-los? 7. Quais são os meus valores, pelo que eu me guio? Qual é o meu norte? 8. Que tipo de pessoas me interessam?

9. Com o que eu me identifico? 10. Como a minha família me vê? 11. Quais são os meus defeitos? 12. Que tipo de música eu curto? 13. Eu confio nas pessoas? 14. Sou uma pessoa confiável? 15. O que eu desejo para mim?

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Crise de identidade O período da adolescência é marcado por diversos fatores, mas, sem dúvida, o mais importante é a tomada de consciência de um novo espaço no mundo, a entrada em uma nova realidade que produz confusão de conceitos e perda de certas referências. O encontro dos iguais no mundo dos diferentes é o que caracteriza a formação dos grupos de adolescentes, que se tornarão lugar de livre expressão e de reestruturação da personalidade, ainda que essa fique por algum tempo sendo coletiva. Essa busca do “eu” nos outros na tentativa de obter uma identidade para o seu ego é o que o psicanalista Erik Erikson chamou de “crise de identidade”, o que acarreta angústias, passividade ou revolta, dificuldades de relacionamento inter e intrapessoal, além de conflitos de valores. Para Erikson, o senso de identidade é desenvolvido durante todo o ciclo vital, onde cada indivíduo passa por uma série de períodos desenvolvimentais distintos, havendo tarefas específicas para se enfrentar. A tarefa central de cada período é o desenvolvimento de uma qualidade específica do ego. Para esse autor, dos 13 aos 18 anos a qualidade do ego a ser desenvolvida é a identidade, sendo a principal tarefa adaptar o sentido do eu às mudanças físicas da puberdade, além de desenvolver uma identidade sexual madura, buscar novos valores e fazer uma escolha ocupacional.

Segundo Erikson (1972), em termos psicológicos, a formação da identidade emprega um processo de reflexão e observação simultâneas, um processo que ocorre em todos os níveis do funcionamento mental, pelo qual o indivíduo se julga a si próprio à luz daquilo que percebe ser a maneira como os outros o julgam, em comparação com eles próprios e com uma tipologia que é significativa para eles; enquanto que ele julga a maneira como eles o julgam, à luz do modo como se percebe a si próprio em comparação com os demais e com os tipos que se tornaram importantes para ele.

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Portanto, a construção da identidade é pessoal e social, acontecendo de forma interativa, através de trocas entre o indivíduo e o meio em que está inserido. Esse autor enfatiza, ainda, que a identidade não deve ser vista como algo estático e imutável, como se fosse uma armadura para a personalidade, mas como algo em constante desenvolvimento. Como vimos, entre os aspectos importantes no desenvolvimento da identidade está o controle vital, ou seja, as fases ou períodos da vida que o indivíduo atravessa até chegar à idade adulta, que são marcados por crises apresentadas como situações a serem resolvidas. Como afirma Erikson (1972), entre as indispensáveis coordenadas da identidade está o ciclo vital, pois partimos do princípio de que só com a adolescência o indivíduo desenvolve os requisitos preliminares de crescimento fisiológico, amadurecimento mental e responsabilidade social para atravessar a crise de identidade. De fato, podemos falar da crise de identidade como o aspecto psicossocial do processo adolescente.

Desta forma, o grande conflito a ser solucionado na adolescência é a chamada crise de identidade e essa fase só estará terminada quando a identidade tiver encontrado uma forma que determinará, decisivamente, a vida que virá. É importante entender que o termo crise, adotado por Erikson, não é sinônimo de catástrofe ou desajustamento, mas de mudança; de um momento crucial no desenvolvimento onde há a necessidade de se optar por uma ou outra direção, mobilizando recursos que levam ao crescimento. É no período da adolescência que o indivíduo vai colocar em questão as construções dos períodos anteriores, próprios da infância. Assim, o jovem assediado por transformações fisiológicas próprias da puberdade precisa rever suas posições infantis frente à incerteza dos papéis adultos que se apresentam a ele.

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Conteúdo extra! Assista a um vídeo sobre crises de identidade na adolescência.

A crise de identidade é marcada, também, por uma confusão de identidade, que desencadeará um processo de identificações com pessoas, grupos e ideologias que se tornarão uma espécie de identidade provisória ou coletiva, no caso dos grupos, até que a crise em questão seja resolvida e uma identidade autônoma seja construída. É exatamente essa crise e, consequente confusão, de identidade que fará com que o adolescente parta em busca de identificações, encontrando outros “iguais” e formando seus grupos. A necessidade de dividir suas angústias e padronizar suas atitudes e idéias, faz do grupo um lugar privilegiado, pois nele há uma uniformidade de comportamentos, pensamentos e hábitos. Com o tempo, algumas atitudes são internalizadas, outras não, algumas são construídas e o adolescente, paulatinamente, percebe-se portador de uma identidade que, sem dúvida, foi social e pessoalmente construída. Fonte: Projeto de alunos do 3º ano da escola Basilides de Godoy. Disponível em: https://basilidesbg.wordpress.com/2011/11/28/2c-puberdade-a-crise-de-identidade-na-adolescencia/. Acesso em: 01 dez. 2016.

Videoteca Confissões de uma adolescente em crise Lola é uma adolescente ambiciosa que sonha em se tornar uma famosa atriz de teatro. Mas quando sua família se muda da cidade de Nova York para um subúrbio de Nova Jersey, seu sonho de se apresentar na Broadway fica em segundo plano. Agora, Lola se concentra em conquistar o título de garota mais popular da escola, só que para isso, terá que enfrentar a traiçoeira Carla Santini.

Quem sou eu? Quem é você? Quando alguém nos faz essa pergunta, geralmente respondemos dizendo nosso nome, idade, profissão, onde moramos e duas ou três coisas que gostamos de fazer. Mas é realmente isso o que há de mais importante em nossa própria definição? Todos nós somos, por dentro, muito mais do que esta descrição básica e temos muitas outras características e preferências além destas.

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A questão é que não é fácil falar sobre elas, principalmente porque sabemos muito pouco sobre nós mesmos. Vivemos tão concentrados no mundo exterior que raramente fazemos uma pausa para olharmos exclusivamente para dentro de nós. Conhecer a si mesmo traz uma infinidade de benefícios: aumenta o autocontrole, te torna mais seguro, mostra que pontos você precisa mudar ou reforçar, faz você enxergar a si mesmo e o que acontece à sua volta com mais clareza e saber perfeitamente o que quer e o que não quer. Resultado: você se torna mais forte e consciente e passa a respeitar suas vontades e buscar mais daquilo que te faz feliz, pois sabe o caminho e compreende muito bem suas próprias necessidades. O autoconhecimento é um processo que nunca tem fim. Você sempre terá o que aprender sobre si mesmo, até porque todos nós mudamos muitas vezes durante a vida e estas mudanças trazem novos questionamentos, sentimentos e comportamentos. Às vezes elas nos mudam completamente e precisamos recomeçar a nos entender desde o início. Se você quiser impulsionar este processo e entender um pouco mais sobre quem é agora, pode começar fazendo alguns exercícios de análise, visualização e observação.

e Proposta de atividad s tópiDesenhando máscara . Pode escrevê-las em ica át pr a vid a su na er fend a situação. acha que precisa se de defender dessa mesm se ra pa is ea Crie situações que você id o m co nalidades que você tem çadoras, cos. Depois, crie perso er das situações amea eg ot pr te ra pa l ea id o /que personagem é agens. Depois de definir quem máscaras desses person as e nh se de , cê vo r ar, pode criar po escolhidas ens. Se você se empolg ag on rs pe s do e m no o ser bem real! rma a situação e onagem tem: ele pode Compartilhe com a tu rs pe se es e qu , lar fa e jeitos de trejeitos, como manias

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Cultura de paz Faça listas Colocar assuntos em tópicos deixa-os mais organizados e fáceis de entender. Você pode fazer inúmeras listas sobre você e sua vida. Comece listando suas qualidades e defeitos, sendo totalmente sincero sobre você mesmo. Depois pode escolher cinco, dez, ou quantos preferir, momentos que marcaram a sua vida. Faça também uma lista de coisas que você ama fazer. Liste suas maiores prioridades na vida, seus sonhos atuais e os que já teve (e separe-os em listas de quais realizou e quais não). Outras duas listas interessantes de fazer são as de coisas que todo mundo gosta e você não e coisas que ninguém gosta e você sim. Pensar nisto é ótimo para descobrir quais são os seus diferenciais. Só o exercício de criar estas listas já é uma excelente maneira de te conduzir a uma profunda reflexão sobre você mesmo.

Descubra o que você realmente gosta de fazer Esqueça sua profissão, as obrigações do dia a dia e os estudos. Pense no que você verdadeiramente adora fazer, o que te diverte e que te deixa animado, relaxado e feliz. Você adora animais? Gosta de cantar? Dançar? Jogar video game? Assistir a filmes de fantasia, cuidar da decoração da casa, praticar jardinagem, fotografar? Gosta de passar o tempo na praia, no shopping, no parque, em casa? Ama comer, viajar, dirigir, andar de skate, jogar vôlei, ler, escrever, ir ao teatro, brincar com crianças, cozinhar, fazer piadas? Anote tudo – tudo mesmo – que você gosta de fazer, sem se preocupar se considera estas coisas importantes ou não. Talvez você descubra que está fazendo pouco daquilo que gosta, ou que anda fazendo escolhas erradas e indo contra o que te faz verdadeiramente feliz. Questione-se e analise as respostas Você pode começar com algumas perguntas simples, como: o que eu vejo quando me olho no espelho? O que eu mais gosto em mim? E o que menos gosto? Quais são os sentimentos mais frequentes

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na minha vida? O que me motiva? O que me desmotiva? O mais importante é que, além de respondê-las, você pense sobre suas respostas e reflita sobre o que elas indicam a respeito de você. Faça este exercício com calma e, a cada resposta, antes de passar para a próxima pergunta, analise o que você respondeu e tente entender algo sobre si mesmo. Faça uma linha do tempo

Para este exercício o ideal é fazer anotações no papel, porque você dificilmente conseguirá se lembrar de tudo na mesma hora e vai precisar acrescentar conforme as lembranças surgirem. Desenhe uma linha e coloque nela todas as coisas marcantes que aconteceram na sua vida, tanto as boas como as ruins, desde a infância até hoje. Marque os anos em que aconteceram e vá fazendo na ordem. Caso não se lembre, coloque mais ou menos entre os anos que você imagina que elas ocorreram. Anote tudo que você considerar importante: sua formatura do ginásio, do colegial e da faculdade, as festas que foi, quando começou e terminou um relacionamento, perdeu alguém próximo, viajou, trocou de emprego, mudou radicalmente o visual etc. Quando sua linha do tempo tiver um bom número de anotações, olhe cada um dos fatos e pense em como eles te afetaram e qual a ligação de cada um com quem você é e com a sua personalidade. Você vai se surpreender ao perceber que tudo o que é hoje está relacionado a momentos que viveu no passado. Por mais que não possa mudar o que já passou, ter consciência de como suas experiências definiram quem você se tornou é uma forma de obter um alto grau de autoconhecimento e entendimento sobre si próprio. Analise suas atitudes diante de cada tipo de situação Como você reage quando alguém da sua família faz algo que você desaprova? E quando alguém no seu trabalho faz isso? Como você costuma se sentir quando está enfrentando um grande problema? E diante de uma injustiça? Se conseguir analisar seu comportamento em vários tipos de situação, vai perceber que em determinados momentos você reage quase sempre da mesma forma. Examinando tudo, descobrirá em que situações consegue se manter mais forte e quais te deixam mais fragilizado, e também irá enxergar quais comportamentos seus você desaprova e gostaria de mudar. Não é uma tarefa fácil, mas conhecer suas atitudes mais comuns é o primeiro passo para entender profundamente o seu comportamento. Preste atenção em seus pensamentos Este exercício tem o objetivo de analisar se você pensa mais positiva ou negativamente. Sempre que estiver perdido em pensamentos aleatórios e se lembrar de fazê-lo, pare e reflita sobre a energia do que estava pensando. Era sobre algo bom ou ruim? Como você estava se sentindo ao pensar sobre isso? No início é difícil se lembrar, mas aos poucos você se acostuma a ser um observador da própria mente e vai conseguir, cada vez mais facilmente, observar, controlar e direcionar seus pensamentos.

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Cultura de paz Preste atenção à sua linguagem corporal Nosso corpo dá vários sinais de como estamos nos sentindo em diversas situações. Muitas vezes, inclusive, ele nos trai, denunciando sentimentos que gostaríamos de esconder quando, na verdade, estamos demonstrando-os sem perceber. Quando se está interessado em alguém, por exemplo, os pés automaticamente se viram em direção à pessoa. Se você está em pé e cruza as pernas, isto indica desconforto ou tensão. Ao contar uma mentira, alguns gestos podem te denunciar: você pisca os olhos mais vezes, leva a mão à boca e a voz muda. Estes são alguns exemplos, mas existem muitos outros sinais que o nosso corpo dá e que dizem muito sobre nós mesmos.

e d a id v ti a e d ta s o p o r P Você se conhece? você? do alguém mente para O que você sente quan to? lação a esse sentimen O que você faz com re ? a do que está sentindo nt co r da se ra pa a or m Quanto tempo você de ucos amigos? Você tem muitos ou po eles seus sentimentos? Você compartilha com m você? E eles compartilham co

Autoestima A falta de autoconhecimento resulta em baixa auto-estima. Por quê? Uma criança forma sua auto-imagem desde o nascimento, observando como é vista e tratada, ou seja, a partir do que os seus modelos de autoridade mais próximos (geralmente os pais) tinham quando cuidaram, ou não, de suas necessidades de alimentação, de segurança, de amor, de respeito e de realizações. Mas, os pais a trataram conforme suas possibilidades, personalidades e os desafios que viviam naquela fase de suas vidas. Muito pouco desta vivência refletia o valor ou o merecimento desta criança que, de acordo com as suas tendências de personalidade e sua precária condição de discernimento, crescerá entendendo que realmente É a imagem que formou de si. Assim se forma o seu ego, como um conjunto de idéias, vontades e crenças que a movem e desenvolvem sua perspectiva diante da própria vida. Se sua infância e adolescência foram razoavelmente saudáveis, no processo de se tornar adulta, ela tem boa conexão com o self, ou o Si mesmo, de acordo com Jung. Assim, o caminho do autoconheci-

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mento é fácil e ela faz um processo de seleção, separando, aos poucos, como foi vista e tratada do que realmente é. Disto decorre, naturalmente, uma identidade plena e única. Se assim fizer, centrará seu poder e suas opiniões principalmente em si mesma, fortalecendo-se e adquirindo boa auto-estima para buscar o sucesso nas diferentes áreas. Por outro lado, dependendo da fragilidade do seu ego, não completará este processo de individuação e continuará colocando o poder do seu bem estar e de suas realizações no outro, avaliando o seu valor pelo olhar e tratamento deles. Além disto, ela pode projetar a autoridade dos pais em pessoas do seu convívio mais próximo, como um namorado, o marido, o chefe, onde buscará toda a aprovação, aceitação e afeto que não recebeu antes. Este é o processo de tornar-se manipulável, desrespeitada e abusada. O que fazer, nestes casos? Culpar os pais? Certamente não. Importante é assumir a responsabilidade de completar o processo de individuação através do autoconhecimento, observando-se e, corajosamente, corrigindo rotas, isto é, conectar-se com o seu verdadeiro eu que pode perfeitamente suprir a aceitação, o amparo, o amor e tem todas as melhores respostas para sua vida.

Conteúdo extra! Acesse o QR Code e assista a um documentário sobre autoconhecimento e autoestima!

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Saiba mais! Carl Gustav Jung

"Minha vida foi singularmente pobre em acontecimentos exteriores. Sobre estes não posso dizer muito, pois se me afiguram ocos e desprovidos de consistência. Eu só me posso compreender à luz dos acontecimentos interiores. São estes que constituem a peculiaridade de minha vida e é deles que trata minha autobiografia." Carl Gustav Jung foi um dos maiores estudiosos da vida interior do homem e tomou a si mesmo como matéria prima de suas descobertas - suas experiências e suas emoções estão descritas no livro "Memórias, Sonhos e Reflexões".

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” Filho de um pastor protestante, Carl Gustav Jung, ainda pequeno, mudou-se para a cidade da Basileia, na época um dos maiores centros de cultura da Europa. Lá realizou seus primeiros estudos. Formou-se em medicina pela Universidade da Basileia, no ano de 1900, iniciando a seguir sua vida profissional no hospital psiquiátrico Burgholzi, em Zurique. Dois anos depois casou-se com Emma Rauschenbach, com quem teria cinco filhos.

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Em 1903 publicou sua primeira obra, "Psicologia e Patologia dos Fenômenos ditos Ocultos", fruto de sua tese de doutoramento. Publicou nos anos seguintes mais três trabalhos, relacionadas à descoberta dos complexos afetivos e das significações nos sintomas das psicoses. Em 1905 tornou-se livre docente na Universidade de Zurique.

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Na imagem, Freud e Jung.

Em 1907 Jung visitou Sigmund Freud, o criador da psicanálise, em Viena, iniciando uma estreita colaboração com o mestre, que se mostrou impressionado com o talento do jovem discípulo. Os dois viajaram juntos aos Estados Unidos em 1909, proferindo palestras num centro de pesquisas. Em 1910 foi fundada a "Associação Psicanalítica Internacional", da qual Jung foi eleito presidente. As primeiras divergências entre Jung e Freud surgiram em 1912 e logo se tornaram inconciliáveis. A partir do rompimento com Freud, o analista suíço vivenciou um período de depressão e introversão, que o levou a trilhar seu próprio caminho no campo da psicologia. Em 1917, Jung publicou seus estudos sobre o inconsciente coletivo no livro "A Psicologia do Inconsciente" e, em 1920, apresentou os conceitos de introversão e extroversão na obra "Tipos Psicológicos". A partir daí, Jung construiu as bases da psicologia analítica, desenvolvendo a teoria dos arquétipos e incorporando conhecimentos das religiões orientais, da alquimia e da mitologia.

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Sua produtiva carreira se materializou na publicação de dezenas de estudos, trabalhos, seminários e outras obras. Já octogenário, reuniu em livro as memórias de toda a sua vida. Carl Gustav Jung morreu aos 86 anos, como um dos mais influentes pensadores do século 20.

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Cultura de paz

Insiste em ti mesmo Insiste siste em ti mesmo; nunca imites. A todo o momento, podes exibir o teu próprio dom com a força cumulativa de toda uma vida de estudo; mas do talento imitado de outro tens apenas posse parcial e momentânea. Aquilo que cada um sabe fazer de melhor só pode ser ensinado por quem o faz. Ninguém sabe ainda o que seja, nem o pode saber, enquanto essa pessoa não o demonstrar. Onde está o mestre que pudesse ter ensinado Shakespeare? Onde está o mestre que pudesse ter instruído Franklin, ou Washington, ou Bacon, ou Newton? Todo o grande homem é único. Ralph Waldo Emerson, in "Essays"

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Após a leitura do poema, reflita se você tem sido você nas mais diferentes situações da vida. Perdoe-se, faça a página virar.

Um tempo para chamar de seu.

Libere serotonina

Você em primeiro lugar.

Cuide da alimentação

Afirmações são poderosas

Organize sua vida

Valorize o que você tem!

Pare e pense Foi fácil ou difícil escrever sobre suas qualidades e defeitos? Pois é, muitas vezes apontamos as falhas do outro (colega, vizinho, professor, parente, ...) com muita facilidade, mas temos dificuldades para reconhecer nossas próprias falhas! É muito importante que reflitamos sobre nosso próprio “eu” para que possamos reconhecer nossos defeitos e trabalhar para corrigi-los.

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Cultura de paz

A importância do autoconhecimento A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha maior controle de suas emoções, independente de serem positivas ou não. Esse controle emocional provocado pelo autoconhecimento pode evitar sentimentos de baixa estima, frustração, inquietude, ansiedade, instabilidade emocional e outros, atuando como importante exercício de bem estar e ocasionando resoluções produtivas para os seus mais diversos problemas. Toda pessoa tem seus próprios medos pessoais, ninguém esta livre deles. O que diferencia as pessoas é o modo como eles reagem e enfrentam seus medos.

Autoconhecimento é o conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo. Por isso é tão importante o autoconhecimento e a reflexão sobre si mesmo. Quanto você se conhece? Muito ou pouco? A maior parte das pessoas acha que se conhece, mas na verdade se conhece muito pouco. Você ama alguém ou confia em alguém que mal conhece? Não, né. Pois é, então como você vai se amar, se admirar se não conhece sua própria capacidade. Você precisa se conhecer para poder entender quem você é, quem você quer ser e o que deve fazer para chegar lá.

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Por isso o autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor por si mesmo e desenvolver a autoestima. Percebemos que a autoestima fica baixa quando desenvolvemos sentimentos como: insegurança, incertezas, perfeccionismo, sentimentos de incapacidade, não se permitir errar, querer agradar a todos, precisar da aprovação de todos. Isso acontece quando a principal fonte de sua autoestima está no externo (no que esta fora, no que vem de fora), sempre querendo fazer algo pelas pessoas em busca de aprovação ou de reconhecimento. Este é o caminho mais curto para se machucar, pois você deposita todas suas expectativas nas respostas do que é externo, nas pessoas e não em si próprio, e como quase sempre as respostas não correspondem as suas expectativas você se frustra. O importante é desenvolver suas capacidades de se realizar e ter consciência de que suas ações são reflexos de quem você é de fato. Ao reconhecer seus pontos negativos você terá a oportunidade de mudar um a um. E reconhecendo seus pontos positivos se sentirá mais confiante em sua capacidade de conseguir o que quer independente das críticas e do que pensam sobre você.

Pare e pense Quando seus pais, avós, tios ou professores te mandam fazer alguma coisa ou te orientam a intenção é sempre te fazer o bem. Você entende isso? Às vezes mesmo entendendo, por ser imaturo, a reação pode ser desobedecer ou brigar. Mas agora você já sabe o quanto o autocontrole é importante. Então escreva nos balões abaixo palavras que você usaria para demonstrar autocontrole (que demonstre que você sabe se controlar e não gritar, não xingar, não se enfurecer, nem ser violento com as pessoas) nos diálogos com sua família, professores ou amigos.

Texto complementar Adolescentes descobrem a literatura como instrumento para o autoconhecimento Existem quase 3 milhões de leitores entre 14 e 17 anos no Brasil, e uma boa parte procura obras que ajudem a entender o mundo Certa vez, um professor levou um grupo de alunos para um passeio em um jardim em forma de labirinto. Cada um deveria procurar a saída. Alguns logo conseguiram. Outros, preocupados, escutavam as vozes dos amigos que haviam encontrado um atalho em meio aos arbustos e folhagens. A sensação era a de que permaneceriam ali por toda a

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Cultura de paz eternidade, mas não demorou muito até que todos descobrissem a passagem. Atividade concluída, o professor reuniu os aprendizes e, de um ponto mais alto, mostrou como o caminho – surpresa geral – era simples. Tomando essa história como metáfora da adolescência, a escritora e psicopedagoga Cybelle Weinberg escreveu Por que Estou Assim? (Sá). – A sensação é igual. Uns saem numa boa, sem grandes dificuldades, e outros penam à beça – define a autora no livro publicado há três anos. Nele, a especialista registrou as principais questões que tiram o sono de meninos e meninas. A publicação se junta a um número crescente de livros de autoajuda para adolescentes. O gênero, presente no mercado editorial desde os anos 1960 – época pródiga em publicações sobre autoconhecimento e sexualidade -, volta agora seus olhos para um público mais jovem. A Ediouro, por exemplo, acaba de entrar nessa seara com o lançamento de O Segredo – versão teen, de Paul Harrington, diretor do filme O Segredo (baseado na obra homônima de Rhonda Byrne). Segundo a editora Márcia Batista, esse é um nicho a ser desbravado: – Não sabemos como vai ser, até porque alguns livros conquistam um público maior do que imaginamos. Temos diversos títulos de autoajuda, mas para esse público específico este é o primeiro. No Brasil, calcula-se que 2,9 milhões de meninos e meninas, entre 14 e 17 anos, leem livros fora do segmento didático. Os romances ainda são os favoritos dessa faixa etária, correspondendo a 41% das leituras realizadas, enquanto os livros de autoajuda correspondem a apenas 9%, segundo dados de 2008 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-livro. Os supostos benefícios proporcionados por esse tipo de literatura não são ponto pacífico. Para a psicóloga Tomásia Ticconi, que há 20 anos trabalha com adolescentes, os livros de autoajuda propõem “fórmulas” que devem ser questionadas. – Os adolescentes não querem modelos a serem seguidos, mas, sim, alguém com quem possam conversar e, por meio desse vínculo, encontrar a sua maneira de enfrentar o mundo. O importante é clarear os conflitos para que eles possam fazer suas próprias escolhas – pondera. Mas será que os adolescentes estão lendo autoajuda? Conversamos com Gabriela, 13 anos, Júlia e André, 15 anos, e perguntamos a quem eles recorrem para pedir conselhos e tirar dúvidas. E se livros podem ser bússolas eficientes durante esse período de incertezas.

Ler para se conhecer Aos nove anos, Júlia Zakarewicz se encantou pela leitura com a saga do bruxinho Harry Potter, de J.K. Rowling. Curiosa, até hoje

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lê diversos gêneros. Desde romances e contos a livros de filosofia e sobre espiritismo. Assim como Gabriela, Júlia também descobriu no livro de autoajuda O Segredo, de Rhonda Byrne, o primeiro guia para entender que, quando se quer algo, basta acreditar. – Pensei em desistir de estudar para as provas de física, sempre tão difíceis. Não era o meu forte. Mas aí decidi persistir. As conquistas com suor dão muito mais alegria – garante. No grupo de amigos da escola, não considera comum a leitura de autoajuda: – Tem gente que lê e se baseia nas lições positivas desses livros, e outros que não estão nem aí, mas também não as conhecem. Ao se recolher no quarto, Júlia mergulha na história. Como se naquelas páginas de autoajuda, ou mesmo de ficção, encontrasse um refúgio para problemas do cotidiano: – Todo mundo cobra muito de você. É muita pressão, obrigação e ainda tem o vestibular. Tudo ao mesmo tempo. Por isso, a leitura também a ajuda a entender um pouco mais sobre si e sobre o momento pelo qual está passando. De cada uma, ela tira lições de vida. Talvez por isso mesmo escolha criteriosamente o que vai ler e se aquela leitura vai acrescentar algo àquele momento que está experimentando: – Eles falam sobre relações, problemas de autoestima, relacionamentos, amizade entre irmãos. Acho que tudo o que eu leio tem um ponto bom, uma moral da história. E isso fica no meu inconsciente. Na prática Mais do que um livro de reflexões, o best-seller The 7 Habits of Highly Effective Teens (Os Sete Hábitos de Adolescentes Eficientes) é um guia passo a passo criado pelo americano Sean Covey. Dividido em cinco partes, o livro fala sobre os desafios da adolescência. Num dos capítulos, dicas para os adolescentes contornarem a insegurança: 1. Da próxima vez que você se olhar no espelho, fale algo positivo sobre você. 2. Mostre consideração sobre o ponto de vista de outra pessoa hoje. 3. Pense num paradigma que lhe atrapalha, como: “Eu não sou extrovertido”. Agora, faça algo hoje para contrariar esse paradigma. 4. Pense em alguém que você ame ou em algum amigo que vem se comportando de forma diferente nos últimos dias. Reflita sobre a razão para ele agir assim. 5. Quando você não tem nada para fazer, o que ocupa seus pensamentos? Lembre, o que for mais importante vai se tornar o centro da sua vida.

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Cultura de paz 6. Comece hoje a tratar os outros da mesma forma como você gostaria de ser tratado. Não seja impaciente, nem fale mal de alguém a não ser que você queira o mesmo tratamento. 7. Em algum momento da semana, procure um lugar calmo em que você possa estar sozinho. Pense sobre o que realmente importa para você. 8. Escute cuidadosamente as letras das músicas que você ouça com frequência. Avalie se elas estão em harmonia com os seus princípios. 9. Quando você precisar fazer seu dever de casa ou trabalhar à noite, exercite o princípio do levar a sério o trabalho. Vá além e faça mais do que esperam de você. Fonte: ZH. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/07/adolescentes-descobrem-a-literatura-como-instrumento-para-o-autoconhecimento-2983853. html. Acesso em: 02 dez. 2016.

e Proposta de atividad responda: De acordo com o texto imento? 1. O que é autoconhec e o autocontrole? 2. Por que é important controle pode evitar? 3. O que um bom auto autocontrole? m fazer você perder o de po es çõ ua sit ue Q 4. a? 5. Por que você se am cê? ando alguém critica vo qu ão aç re a su a l ua Q 6.

Biblioteca O Espantalho Um espantalho, feliz com sua nova vida no campo, tenta fazer amizade com os pássaros. Mas estes sempre fogem, assustados. - Este livro destaca a importância do autoconhecimento ...

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Fada Consciência: uma Amiga Muito Especial Ricamente ilustrado, o livro envolve a criança do início ao fim. Uma fada encantadora e uma história alegre e divertida, em que as crianças aprendem a lidar com suas emoções e sentimentos, experimentando o autoconhecimento.

Que tipo de inteligência eu tenho? Você sabia que as pessoas têm também maneiras de aprender diferentes? Da mesma forma que uma pessoa ama com profunda intensidade e presença e outra ama com certa distância, com mais necessidade de espaço e inventividade, acontece com as formas de pensar e entender o mundo.

Como funciona a sua cabeça? Você pode ter uma inteligência hiper criativa, estimulada pela vontade de se expressar, de criar, de cantar, de desbravar, de filosofar sobre a vida. Por outro lado, pode ser que alguém tenha uma inteligência prática, uma forma de pensar de modo a relaizar certas coisas, com aquilo que é certo, seguro e prudente, um tipo de inteligência que é aplicada na produtividade, aquele amigo que adora praticar os exercícios que aprende, que adora escrever, colocar em prática tudo o que assimila.

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Cultura de paz Há, simultaneamente, um tipo de inteligência, que é a emocional. A pessoa aprende pelo afeto, pelo reforço positivo, pelo carinho, pelas amizades, pelo envolvimento emocional que tem com o que estuda. Às vezes, uma pessoa que tem esse tipo de inteligência pode ter muita dificuldade para aprender aquilo com o que não se envolve, que não faz sentido para ela, então pode se sentir paralisada, sem forças para estudar. Há, ainda, outro tipo de inteligência, que é a inteligência comunicacional, aquele que adora comunicar para aprender, que gosta de aprender ensinando, participando de grupos de estudo, de estudos coletivos de trocar enquanto aprende. Definitivamente, este não é um tipo de pessoa que gosta de estudar sozinho.

e d a id v ti a e d ta s o p o r P ligência? e de autocoQual é seu tipo de inte ercício de autorreflexão ex um é te Es . cia ên seu tipo de intelig Reflita sobre qual é o igos, nhecimento. r seus três melhores am na io lec se rá ve de cê , vo uém para seu tipo de inteligência Se você não tiver ning . as im óx pr Depois de descobrir o ais m o sã de ivem com você, que o tipo de inteligência ar or pl ex ra pa s en ag três pessoas que conv person lema, você pode criar escolher, não tem prob s, compartilhe! cada um deles. iar os seus personagen cr ou , os id lh co es us ir sobre se recebeDepois que você reflet mbre-se você também Le o. m es m si e br so ra ceber uma visão de fo Assim, o outro pode re os sobre nós, rá um retorno. uito o que não sabem m há e qu r be sa em speito e nhecimento implica r seus colegas com re ta cu es ra pa to Esteja aberto, autoco er ab a-se scar! Então, mantenh por isso decidimos bu humildade.

Texto complementar Quatro tipos de livro que aumentam a inteligência “Há livros escritos para Carlos Drummond de Andrade

evitar

espaços

vazios

na

estante.”

Estamos perante a era da informação, onde existe muito material para leitura —chega a ser tanto o volume de informação disponível que acaba tornando difícil eleger um conteúdo que realmente faça a

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diferença em nossas vidas. Acontece que perdemos muito tempo lendo livros que são esquecidos rapidamente, embora o correto seria investir o tempo lendo livros que cultivam a inteligência e sabedoria, gerando beneficio para o resto da vida. Claro que também é necessário para fins de negócios e para a vida cotidiana se manter atualizado quanto a notícias e tendências, porém não vamos tratar sobre isso nesse artigo. O objetivo aqui é incentivar a leitura de livros que aumentam a inteligência permanentemente, trazendo como resultado uma vida próspera e gratificante.

Livros sobre ciência Livros sobre ciências vão muito além de textos científicos, eles aumentam nossa compreensão do mundo natural. Isso inclui livros sobre ciências biológicas, naturais, humanas, sociais e exatas. Com o conhecimento adquirido a partir desses livros você pode provar e explicar diversos acontecimentos. Livros científicos nos ensinam a investigar a nossa intuição e a validá-las com provas. Eles também promovem admiração e respeito ao mundo físico e ao nosso próprio intelecto.

Biblioteca Fique bem com seu cérebro Este livro foi escrito para quem deseja alcançar o bem-estar e torná-lo algo cada vez mais intenso e freqüente em sua vida. Uma das mais renomadas neurocientistas brasileiras, Suzana Herculano-Houzel mostra o melhor caminho para a conquista desse objetivo: ficar de bem com o próprio cérebro, isto é, cuidar para que ele funcione da melhor maneira possível - sempre. Aqui você conhecerá uma série de descobertas recentes da neurociência e saberá de que modo elas podem ajudar você a manter o cérebro saudável.

Livros sobre filosofia Se a ciência nos ensina a compreender o mundo exterior, a filosofia nos ensina a entender a nós mesmos. Filosofia poderia ser muito bem chamada de “Ciência da vida humana”. Além das clássicas obras filosóficas, esta categoria também inclui os grandes textos religiosos: A Bíblia, Alcorão, Bagavadguitá, etc, que inspiram milhões de pessoas a viver de uma forma mais piedosa e amorosa. Ler um livro sobre filosofia aumentará sua compreensão dos desejos e necessidades humanas,conhecimento no qual é essencial para o desenvolvimento de ideias e entender o comportamento humano.

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Livros de ficção Muitos criticam obras de ficção pelo fato de “faz-se histórias” A verdade é que existem grandes obras de ficção que contém mais verdade do que qualquer outro gênero literário, isso porque a ficção proporciona ao leitor experimentar uma nova realidade e cria experiencias que fazem elevar o nível de inconsciência. Por outro lado, a ficção real contém uma grande quantidade de filosofia, psicologia e história. Você já ouviu dizer que um bom romance vale mais do que um estudo científico? Com o objetivo de aumentar a inteligência humana individual, digo que uma obra de ficção vale mais do que qualquer outra obra real. Sobretudo, dominar várias formas de linguagens é fundamental para torna-se um bom escritor, além de desenvolver uma capacidade de ser um melhor pensador, orador e conversador.

Biblioteca O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger. Em suas páginas aparecem temas como o álcool, sexo e prostituição. O fato de o assassino de John Lennon, Mark Chapman, portar um exemplar do romance na hora em que matou o Beatle conferiu à obra um caráter mitológico, para bem ou para mal, fazendo com que fosse proibido em algumas escolas ou transformado em leitura obrigatória em outras. Para Casals, a história do jovem Holden Caulfield, narrada em primeira pessoa, é “todo um romance de iniciação da vida adulta”. O livro é tão radical quanto seu protagonista, que precisa decidir se cresce ou não. Um dilema e tanto.

Histórias de Cronópios e de Famas, Julio Cortázar. “Quando você lê Cortázar pela primeira vez, abre-se uma nova dimensão na linguagem, sua narrativa pode descobrir um universo paralelo em uma mente receptiva”, diz Mercedes Hernández, chefe do departamento de Livros da Fnac Espanha. Se depois de ler este livro seus filhos ficarem encantados, você pode ir à biblioteca e buscar outra obra-prima de Cortázar, como Rayuela.

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Maus — A História de Um Sobrevivente, de Art Spiegelman. Esta crônica de gatos — nazis — e ratos — judeus —, que lembra a história de um sobrevivente do extermínio nazista, foi o primeiro romance gráfico a ganhar o Prêmio Pulitzer. Não só evoca a história do holocausto, mas também foca na difícil convivência entre gerações após o horror sofrido. Para Hernández, é, sem dúvida, “a melhor maneira de aterrissar no romance gráfico: devido à própria história e por como é contada”.

Livros sobre poesia Quando falamos em poesia, vem em nossas cabeças imagens de atores Shakespearianos recitando rimas floridas não é mesmo? Não é à toa que muitas pessoas achem que poemas não tem substancia e aplicabilidade. Manter essa opinião significa ignorar um grande feito da inteligência humana e subestimar o misterioso poder das palavras. A leitura de uma boa poesia produz uma sensação que não pode ser adequadamente descrita, um sentimento de temor e reverência para com o poder das palavras. Se trata de umas das formas de artes mais antigas da humanidade. Ler poesia aguça as habilidades de linguagem e desenvolve a eloquência.

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Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida. Sócrates

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CAPÍTULO 2 O que são problemas?

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Cultura de paz A adolescência pode ser uma fase maravilhosa da vida. E para muitos realmente é. Não são poucos os adultos que lembram com saudade do tempo em que eram adolescentes. Se você é adolescente, como pode lidar com os desafios que enfrenta?

O que está acontecendo comigo? “Foi como se eu acordasse um dia e tudo tivesse mudado. Eu era uma pessoa diferente num corpo diferente.” — Sam. O que é adolescência? Em termos simples, é o período da vida entre a infância e a vida adulta. Trata-se de uma fase em que você passa por grandes mudanças físicas, emocionais e até sociais. Em certo sentido, é emocionante tornar-se adolescente. Afinal de contas, é sinal de que você está se desenvolvendo para a vida adulta. Por outro lado, você também passa a experimentar novas sensações, e algumas delas podem deixá-lo confuso ou até mesmo assustado. Mas não precisa ficar apavorado. É verdade que a adolescência traz as suas angústias. Mas também lhe dá a maravilhosa oportunidade de fazer uma transição satisfatória para a vida adulta. Vejamos como isso é possível. Primeiro, analisemos alguns dos desafios que os adolescentes enfrentam.

O início da puberdade As mudanças biológicas que ocorrem na adolescência preparam o corpo para a capacidade de gerar filhos. Esse processo, chamado de puberdade, leva anos para se completar e afeta muito mais do que apenas o desenvolvimento dos órgãos reprodutores, conforme veremos.

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As meninas geralmente entram na puberdade entre 10 e 12 anos, e os meninos, entre 12 e 14. Mas, dependendo da pessoa, esse processo pode começar antes ou depois dessa faixa. De acordo com The New Teenage Body Book (Novo Livro sobre o Corpo do Adolescente) “cada indivíduo possui seu próprio relógio biológico que dita quando começarão as transformações da puberdade”. O livro acrescenta: “O período considerado normal varia muito.” Assim, não há nada de errado se você entrar na puberdade antes ou depois de seus colegas. Não importa quando começa, a puberdade pode afetar sua aparência, suas emoções e a maneira de você encarar as coisas. Vejamos alguns dos aspectos fascinantes, mas muitas vezes desafiadores, dessa fase sem igual na vida.

‘O que está acontecendo com o meu corpo?’

A puberdade começa com um aumento nos níveis hormonais — principalmente o estrogênio nas meninas e a testosterona nos meninos. As mudanças hormonais são em parte responsáveis pela espantosa transformação física que se segue. De fato, desde que você era bebê, seu crescimento físico nunca foi tão rápido quanto no início da puberdade. Nessa fase os órgãos reprodutores começam a amadurecer, mas esse é apenas um dos aspectos do desenvolvimento físico. É comum haver um aumento rápido na altura, ou uma “esticada”, como se costuma dizer. Embora quando criança você talvez crescesse uns cinco centímetros por ano, agora você pode crescer o dobro disso no mesmo período. Nesse tempo, talvez se sinta meio desajeitado. Isso é normal, pois lembre-se de que diferentes partes do corpo podem estar se desenvolvendo a ritmos diferentes. Mas tenha paciência. Você não vai ser desajeitado pelo resto da vida. Essa fase vai passar.

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Cultura de paz Na puberdade as meninas começam a menstruar, ou seja, a ter um fluxo mensal de sangue, secreções e restos de mucosa uterina.

O período menstrual geralmente é acompanhado de cólicas bem como de uma queda no nível hormonal. Visto que isso afeta tanto o físico como o emocional, a menina pode ficar assustada quando começa a menstruar. “De uma hora para outra eu tive de me acostumar com todas essas mudanças”, lembra-se Teresa, hoje com 17 anos. “Fiquei emocionalmente instável e sentia dores. E todo mês era a mesma coisa!” Você não precisa ficar assustada quando começa a menstruar. Afinal de contas, é sinal de que o seu corpo está funcionando normalmente. Com o tempo, aprenderá a amenizar o desconforto. Algumas mulheres, por exemplo, descobriram que exercícios regulares ajudam a diminuir a dor das cólicas. Mas cada organismo reage de um jeito. No seu caso, talvez descubra que precisa reduzir drasticamente as atividades físicas durante a menstruação. Aprenda a reconhecer os sinais que o corpo dá e faça o que for necessário para se sentir bem. Na adolescência, jovens de ambos os sexos passam a se preocupar cada vez mais com a aparência. “Foi nessa fase que eu realmente comecei a notar e a me preocupar com o que os outros achavam da minha aparência”, confessa Teresa. “E para falar a verdade, a maior parte do tempo eu ainda não gosto da minha aparência”, continua. “Meu cabelo não coopera, minhas roupas não caem bem e nem consigo encontrar roupas de que eu goste.” Você pode ter outras surpresas desagradáveis com o seu corpo. Por exemplo, as glândulas sudoríparas ficam mais ativas na puberdade, o que pode fazer com que transpire mais. Para controlar o odor do corpo, convém tomar banho regularmente, não vestir roupa suada e usar desodorante ou antiperspirante. Também, durante a puberdade as glândulas sebáceas se tornam mais ativas, propiciando o surgimento de espinhas e de acne. ‘Parece que o meu rosto fica cheio de espinhas justamente quando quero ficar bonita para alguma ocasião’, lamenta Ann. “Até parece que elas adivinham e fazem isso de propósito.”

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Teresa também tem problemas com acne. “Quando tenho acne, eu me acho feia e me sinto mal”, diz ela, “porque quando as pessoas me olham, eu acho que elas estão olhando para a acne e não para mim”.

É claro que os rapazes também podem ser afetados por problemas de pele. De fato, segundo alguns especialistas, os rapazes são mais suscetíveis a apresentar o problema do que as meninas. Mas independentemente do sexo, uma medida simples que ajuda é lavar com regularidade as áreas oleosas do corpo — incluindo o rosto, o pescoço, os ombros, as costas e o peito. Além disso, lavar os cabelos com freqüência evita que a oleosidade do couro cabeludo passe para a pele. Há também disponíveis no mercado produtos próprios para combater a acne e as espinhas. “Meus pais me ajudaram a encontrar loções de limpeza e produtos adequados para aplicar na pele”, diz Teresa. “Eles também me ajudaram a não me entupir de alimentos sem valor nutritivo. Quando não como alimentos sem valor nutritivo e bebo bastante água, a acne geralmente desaparece.” Outra mudança física que afeta principalmente os rapazes tem a ver com a voz. Na puberdade, as cordas vocais geralmente engrossam e se alongam, fazendo com que a voz fique mais grossa. Bill diz que no caso dele isso aconteceu sem que ele nem reparasse. “Só fui perceber que minha voz tinha mudado quando, ao falar ao telefone, as pessoas pararam de confundir a minha voz com a da minha irmã ou a da minha mãe”, diz ele. Às vezes a voz que está nesse processo de mudança falha, ou seja, fica aguda de repente. “Era muito embaraçoso”, diz Tyrone, lembrando-se de quando era jovem. “Isso acontecia sempre que eu ficava nervoso ou emocionado. Eu procurava controlar as minhas emoções, mas não conseguia.” Ele acrescenta: “Depois de um ou dois anos, a minha voz voltou ao normal.” Se isso está acontecendo com você, não se desespere. Sua voz também logo vai se estabilizar num tom mais grave e mais forte.

‘Por que me sinto assim?’

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Cultura de paz Muitas vezes os adolescentes passam por uma série de situações que os magoam. Por exemplo, você talvez se dê conta de que o relacionamento entre você e seus melhores amigos de infância não é mais o mesmo. Não que tenha havido algum desentendimento. Você simplesmente descobre que já não tem mais tanta coisa em comum com eles. Mesmo os seus pais — para quem você corria em busca de consolo e segurança — de repente podem lhe parecer antiquados e inacessíveis. Tudo isso pode fazer com que o adolescente se sinta socialmente excluído. “Segundo alguns pesquisadores, a solidão é mais freqüente e mais intensa na adolescência do que na infância e na idade adulta”, diz certa obra de referência. Com medo de que o considerem estranho, você pode acabar se fechando. Ou talvez não queira se aproximar de outros, achando no fundo que ninguém o quer como amigo. A maioria dos adolescentes, assim como muitos adultos, tem os seus momentos de solidão. Mas o importante é lembrar-se de que, com o tempo, esses sentimentos geralmente passam. Tenha em mente que, por ser adolescente, praticamente tudo em você está mudando. Seu conceito sobre a vida, sobre outros e até sobre você mesmo muda constantemente. De fato, muitas vezes nem você se reconhece. Talvez se sinta como Steve, de 17 anos, que admite: “É muito difícil você dizer que se conhece quando está mudando tão rapidamente.” Uma das melhores maneiras de combater a solidão é se interessar por outras pessoas. Assim você pode conhecer pessoas de outras faixas etárias.

“Quando eu era criança, achava que meus pais eram perfeitos. Mas ao me tornar adolescente, percebi que não era bem assim. Quer dizer, eu me dei conta de que eles não eram perfeitos, e aquilo me deixou confusa. Infelizmente isso fez com que eu começasse a questionar os conceitos e as opiniões deles. Tive de aprender a duras penas que eles tinham razão em muitas coisas. Reconheço agora que eles não são perfeitos, mas na maioria das vezes estão certos. E mesmo quando não têm razão, eles merecem ser respeitados, pois são meus pais. Aos poucos a gente está se tornando mais como amigos. Acho que é comum acontecer isso na relação entre pais e filhos.” — Teresa, 17 anos.

Biblioteca Alguns Medos e Seus Segredos, Ana Maria Machado Três histórias: uma de lagartixa, uma de bicho-papão e uma de lobo mau. Assim, a escritora que ocupa a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras mostra aos pequenos leitores que cada um tem seus medos – até mesmo nossa mãe! –, e que isso não é uma bobagem.

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O Medo que Mora Embaixo da Cama, Mariza Tavares Basta as luzes do quarto se apagarem para que João arregale os olhos. Será que tem um monstro embaixo da cama? E dentro do armário? Aos poucos, ele percebe que as cobras e dragões nada mais eram do que peças de roupa ou brinquedos espalhados por ali. Simples e divertida, a história traz uma boa abordagem para esse medo clássico da infância.

Quem Tem Medo de Quê?, Ruth Rocha Da coleção Quem Tem Medo, a obra traz uma deliciosa rima que fala de pavor de vampiro, injeção, cachorro, avião e até piolho! O texto divertido da premiada autora Ruth Rocha combina perfeitamente com as coloridas ilustrações da também consagrada Mariana Massarani, deixando o assunto bem mais leve para as crianças.

O Menino que Tinha Medo de Errar, Andrea Viviana Taubman Não é só de bicho, monstro e escuro que criança tem medo. Pedro tem medo de errar e, por isso, perde a chance de fazer muitas coisas legais. Até que ele sonha com uma fada que o leva para conhecer o Reino da Perfeição – e então entende que ninguém acerta o tempo todo.

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Por que me sinto sozinho?

Por que eu não tenho amigos? Você está na internet e vê as fotos de uma festa que aconteceu há alguns dias. Todos os seus amigos estão lá, e está na cara que eles estão se divertindo muito. Mas está faltando alguma coisa. Ou melhor, alguém está faltando: você! ‘Por que me deixaram de fora?’, você pensa.

A sua curiosidade logo se transforma em mágoa. Você se sente traído! Todos os seus relacionamentos desmoronam como um castelo de areia. Uma maré de solidão vem e toma conta de você. Daí, você se pergunta: ‘Por que eu não tenho amigos?’

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Sobre amizade e solidão Ter um monte de amigos não é uma garantia de que você nunca vai se sentir sozinho.

“Eu gosto dos meus amigos, mas às vezes parece que eles não estão nem aí pra mim. O pior tipo de solidão é quando você está cercado por muitos amigos, mas parece que eles não amam nem precisam de você.” — Anne. Entrar para uma rede social não é uma garantia de que você nunca vai se sentir sozinho.

“Tem gente que coleciona amigos como coleciona miniaturas. Só que um quarto cheio de bonecos não faz ninguém se sentir amado. Se os seus contatos virtuais não forem seus amigos de verdade, vão valer o mesmo que miniaturas sem vida.” — Elaine. Enviar muitas mensagens não é uma garantia de que você nunca vai se sentir sozinho.

“Às vezes, você se sente sozinho e fica olhando toda hora no celular pra ver se algum amigo mandou uma mensagem. E quando você já está meio mal, e vê que ninguém mandou nada, acaba se sentindo ainda pior!” — Serena. Fazer coisas pelos outros não é uma garantia de que você nunca vai se sentir sozinho.

“Eu tento sempre ser generoso com os meus amigos, mas sinto que eles não fazem o mesmo por mim. Eu não acho ruim ajudar quando eles precisam, mas acho meio estranho eles nunca retribuírem o que eu faço.” — Richard. Na verdade, a solidão tem muito a ver com o modo de se encarar as coisas. “Ela vem de dentro da pessoa, e não de fora”, disse uma jovem chamada Jeanette. Uma situação-problema: o que fazer? Fábio vivia com a sua avó, em uma cidade pequena no estado de Goiás. Quando completou 10 anos foi viver com seu pai em São Paulo. Fábio foi matriculado em uma escola próxima a sua nova casa. Estava ansioso, pois teria novos amigos, professores tudo era muito novo para ele. Entretanto, já nos primeiros dias de aula percebeu que não seria fácil se adaptar aos novos costumes da escola, tendo dificuldades em saber qual era o modo correto de se comportar.

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Cultura de paz O professor de educação física só levava os alunos para a quadra se estivessem todos em fila e em ordem de tamanho, a professora da hora do conto só entrava na sala se todos os alunos estivessem em seus lugares sentados. Fábio sempre se confundia formava fila quando era para ficar sentado e ficava sentado quando era para formar fila. Tornando alvo dos colegas de sala que lhe deram vários apelidos: - “Senta-fila”- gritava um. - “Confuso” – chamava outro. Fábio ficava muito chateado e não conseguia acertar como deveria se comportar. Os professores sem compreenderem o seu comportamento achavam que ele estava de brincadeira. Fábio ia se tornando a cada dia mais triste e chateado. Como você pode perceber, Fábio está diante de uma situação-problema. Mas deve existir uma solução. Vamos procurá-la. Não se esqueça de que, resolvendo problemas assim, você estará se preparando para enfrentar as situações difíceis de sua própria vida.

e Proposta de atividad

história. um dos personagens da da ca de ir ag de a eir te do Pense sobre a man de você tomaria dian itu at ue Q . ica fís ão ucaç cê é o professor de ed Faça de conta que vo bio? comcomportamento do Fá você tomaria diante do de itu at ue Q o. nt co do é a professora da hora Faça de conta que você portamento de Fábio? sta situação-problema? de ir sa ra pa ria fa cê vo e e você é o Fábio. O qu Agora, faça de conta qu de Agora você é o juiz você vai julgar a atitu a or Ag ia. ór st hi da s onagen faria cada um dos pers Você imaginou o que desses personagens. Na sua opinião: ente. ica agiu mais corretam fís ão aç uc ed de r so es a. o prof te. o agiu mais corretamen nt co do ra ho da ra so b. a profes agiram corretamente. c. os dois professores te. sores agiu corretamen es of pr s do um nh ne d.

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Texto complementar Dez chaves para compreender a adolescência Os neurologistas descobriram que o cérebro começa a reorganizar-se na puberdade e provoca um tremendo alvoroço que é responsável, em grande medida, pelas atitudes dos mais jovens. Em 1955, o filme Rebelde Sem Causa, de Nicholas Ray, criou um estereótipo que subsiste no imaginário colectivo: o adolescente como figura indómita. Na película, Jimmy Stark (James Dean) era a imagem viva de um jovem torturado. Desde então, essa etapa da vida caracterizada pela oposição a tudo tem sido estudada a fundo. Psicólogos e sociólogos tentam descobrir se o comportamento adolescente obedece a um rito social, se é provocado por uma acumulação de factores biológicos ou uma combinação de ambos. Procurámos dar resposta a algumas das questões fundamentais que se colocam entre os onze e os dezanove anos de idade.

Porque comem como frieiras? A surpreendente voracidade dos adolescentes ocorre por motivos biológicos: à medida que se alcança a puberdade, a necessidade de nutrientes aumenta, pois nessa etapa o crescimento é um processo muito rápido. No entanto, parecem estar sempre esgotados: uma fadiga que é geralmente atribuída a alterações hormonais, problemas de adaptação ou esforço excessivo. Outra das causas para essa quebra poderia ser um atraso no relógio biológico que controla os ritmos do sono. Segundo investigadores australianos da Universidade Tecnológica de Swinburne, os jovens na puberdade vivem num desfasamento horário que os faz despertar um par de horas antes do que seria normal. Isso traduz-se numa sensação de atordoamento e de falta de energia.

A que se deve a cara de zombie? A dificuldade sentida por muitos adolescentes para conseguir dormir a horas consideradas normais também está relacionada com uma alteração no ritmo circadiano. Segundo esta hipótese, o seu relógio biológico inverte-se relativamente à infância e à maturidade; isto é, o corpo pede aos adolescentes para adormecer e despertar mais tarde. Uma espécie de jet lag permanente. Agora, um estudo do Instituto Politécnico Rensselaer de Berlim, publicado na revista Neuroendocrinology Letters, veio revelar um dos factores envolvidos nessa alteração biológica: a falta de luz natural. Numa experiência, os cientistas pediram aos voluntários que usassem, durante vários dias, óculos especiais que evitavam os comprimentos de onda mais curta, ou luz azul.

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Cultura de paz O truque fez que levassem mais 30 minutos, em média, para adormecer. Os especialistas sublinham que a ausência de luz diurna atrasa o início da produção de melatonina, uma hormona que indica ao organismo a necessidade de dormir. Ora o aparecimento da referida hormona levou seis minutos em cada dia com exposição limitada à luz azul. As conclusões coincidem com dados de outros estudos, segundo os quais o pico da melatonina nos adolescentes se verifica de manhã, às horas em que as restantes pessoas despertam.

Porque não pensam nas coisas? Aos olhos dos adultos, os jovens de 15 ou 16 anos parecem estar sempre mergulhados no caos. Da sua mente surgem ideias que não têm nada a ver com a sua personalidade e tomam decisões que parecem baseadas em critérios incoerentes e instáveis. Contudo, uma equipa de investigadores da Universidade Temple (Filadélfia, Estados Unidos) negou, na revista American Psychologist, que o problema se deva apenas a uma suposta irracionalidade. A verdade é que os jovens dessa faixa etária chegam a conclusões do mesmo modo que os adultos, mas não possuem as aptidões sociais necessárias para impor e manter as suas decisões. Não adquiriram suficiente capacidade de coordenação entre o que pensam e o que fazem. A experiência, realizada por faixas etárias, permitiu chegar à conclusão de que a capacidade de resolução dos jovens alcançava de imediato o nível de qualquer adulto. Os adolescentes demonstraram ser capazes de optar, de forma reflectida, entre as alternativas que lhes tinham sido colocadas sobre diferentes aspectos do quotidiano, fosse saúde ou problemas jurídicos. No entanto, verificou-se que a maioria perdia a capacidade de raciocínio quando os seus colegas intervinham no processo.

Não se conseguem concentrar? Muitas vezes, temos a impressão de que, ao menor estímulo, um adolescente abandona qualquer actividade que os pais considerem importante. Não se trata, porém, de preguiça. Segundo um estudo do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, os adolescentes conservam parte da estrutura cerebral da infância. Assim, o cérebro continua a executar tarefas desnecessárias mesmo nos momentos em que o indivíduo deveria estar concentrado numa única coisa. Através de exames de ressonância magnética, os investigadores constataram que o cérebro de um jovem, quando este tenta concentrar-se numa tarefa e ignorar os estímulos que o possam distrair, apresenta uma grande actividade no córtex pré-frontal, uma área envolvida na tomada de decisões. Isto é, ao mesmo tempo que tenta focar a mente na tarefa, está também a pensar nos problemas com o namorado, nas discussões com os amigos ou nos estudos.

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O que os atrai tanto nas drogas? Cientistas da universidade norte-americana de Yale descobriram dados relevantes sobre as bases fisiológicas de outro fenómeno clássico desta faixa etária: uma maior vulnerabilidade a todo o tipo de dependências. A imensa maioria das pessoas que dependem de substâncias como o tabaco, o álcool ou a cocaína iniciaram o seu consumo durante a adolescência. A questão é saber se existem, para além de factores psicológicos como a importância atribuída à opinião dos pares e ao papel que o indivíduo desempenha no grupo, factores biológicos que possam desencadear e explicar a propensão para fumar, beber ou consumir drogas. Um estudo publicado na revista American Journal of Psychiatry defende que as zonas do cérebro que exercem autocontrolo sobre os impulsos ainda não estão completamente formadas na adolescência. Assim, a tendência para se tornar dependente não seria apenas um distúrbio do comportamento como, também, um problema de desenvolvimento neuronal. Segundo estes especialistas, as grandes alterações bioquímicas que se produzem nesta etapa da vida levam o jovem a procurar novas experiências sem que os mecanismos fisiológicos de contenção estejam preparados para isso.

Porque são tão temerários? Existe igualmente uma causa orgânica por detrás do comportamento imprudente de muitos adolescentes. Um estudo da Universidade do Texas em Austin, dirigido por Russell Poldrack, professor de psicologia cognitiva, veio determinar que se regista, nessa etapa da vida, uma grande actividade no sistema mesolímbico, região em que o neurotransmissor predominante é a dopamina. O mensageiro químico está muito envolvido no sistema cerebral de recompensa: todas as experiências satisfatórias naturais (provocadas, por exemplo, pela comida ou pelo sexo) e artificiais (induzidas pelas drogas) coincidem com uma libertação de dopamina. Quanto mais se activa o sistema dopaminérgico, maior a sensação de euforia do indivíduo. Por outro lado, a dopamina está mais relacionada com a expectativa de prazer do que com a recompensa em si; isto é, produz-se maior libertação com o desejo do que com a própria satisfação. Os comportamentos de risco, como praticar desportos radicais ou fazer experiências com drogas, são estimulados pela substância. O facto é confirmado pelo estudo da Universidade do Texas, segundo o qual os adolescentes libertam grande quantidade de dopamina em determinadas alturas, o que os torna propensos a actividades arriscadas das quais se poderão arrepender quando os níveis do neurotransmissor baixarem.

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Porque têm mudanças de humor? As alterações fisiológicas explicam, em grande parte, a razão pela qual os adolescentes costumam estar de mau-humor mais vezes do que parece normal. As descargas de hormonas no organismo podem produzir transições rápidas da tristeza para a alegria ou da afabilidade para a fúria. Porém, há outro factor que se revela fundamental, segundo um estudo recente da organização Sleep Scotland (Edimburgo, Escócia): a falta de sono. A investigação detectou que as alterações no estado de humor coincidem com épocas em que dormimos poucas horas. No caso de jovens na fase da puberdade, deve-se sobretudo à grande quantidade de tempo que dedicam, todas as noites, aos videojogos, à TV ou à internet: muitos apenas dormem entre quatro e cinco horas por noite, o que influi de forma determinante nas suas drásticas alterações emocionais.

A opinião dos colegas conta muito? A psicóloga Helen Jones Emmerich, da Universidade do Estado de Nova Iorque em Stony Brook, constatou experimentalmente, em meados da década de 1970, algo que parecia fazer parte do senso comum: os adolescentes dependem mais do que os amigos acham do que da opinião dos pais. Essa influência ocorre, sobretudo, em áreas como o modo de vestir, os hábitos de diversão ou a forma de resolver problemas escolares. Em assuntos como a escolha de uma profissão ou a resolução de um conflito moral profundo, têm menos peso, mas a influência dos pares continua sempre presente. De acordo com alguns especialistas, os adolescentes dependem tanto do critério alheio porque existem, nessa faixa etária, muitos factores psicológicos que apenas se optimizam quando obtêm um bom feedback dos amigos. Por exemplo, num estudo recente, os psiquiatras David Moreno, Estefania Estevez, Sergio Murgui e Gonzalo Musitu chegaram à conclusão de que a reputação social do jovem é responsável, em grande parte, pelo seu maior ou menor sentimento de solidão, auto-estima ou satisfação global. Por outro lado, os investigadores advertem que, na referida faixa etária, parece essencial satisfazer as expectativas do grupo de referência, o que pode constituir um factor positivo para determinados jovens mas também promover, em simultâneo, o seu lado mais violento e anti-social.

Porque são tão susceptíveis? Os jovens são melindrosos quando lhes dizem piadas sobre certos temas: é algo que todos já constatámos ao ver a cara que o adolescente faz quando considera que foi alvo de uma brincadeira de mau gosto. Porém, poucos investigadores se teriam lembrado de relacionar essa vulnerabilidade com as alterações hormonais. O dermatologista Sam Shuster, do Norfolk and Norwich University Hospital, no Reino Unido, tinha o hábito de passear pelas ruas de monociclo. Ao fim de algum tempo, começou a verificar que as reacções dos transeuntes

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eram semelhantes e que podiam ser facilmente agrupadas por idade e género. A observação fê-lo pensar que devia haver um factor biológico subjacente, pelo que decidiu efectuar um estudo. O resultado, publicado há três anos no British Medical Journal, confirma que a descarga de androgénios, como a testosterona, produz uma reacção mais agressiva relativamente ao que é percebido como chocante. De facto, as atitudes mais violentas (por exemplo, de peões que tentavam derrubá-lo do monociclo) provinham quase sempre de rapazinhos com cerca de onze anos. A reacção é, depois, canalizada com a idade e deriva em ataques verbais, típicos da adolescência. Todavia, persiste a mesma tendência bioquímica de rejeição de qualquer acto que o jovem considere uma excentricidade da parte do adulto. É como se houvesse uma propensão para ficar pessoalmente ofendido quando acha que uma pessoa madura está a fazer um papel ridículo. Vergonha alheia, necessidade de colocar os pais no devido lugar ou simples falta de sentido de humor? Quem sabe? Fonte: Superinteressante. Disponível em: <>. Acesso em: 05http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&id=368:a-idade-da-crise&Itemid=104 dez. 2016.

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Criatividade

O que você faz no seu tempo livre tem muita relação com seu desempenho na escola. Para melhorar, há alguns hobbies que poderão ajudar a desbloquear sua criatividade de forma simples e fácil.

Ouvir música Ouvir música em um volume moderado enquanto você faz suas tarefas aumenta a capacidade de processamento do cérebro, levando a outros níveis de interpretação e promovendo o pensamento abstrato – o que favorece demais a criatividade!

Ler um livro A leitura de um livro num lugar calmo por alguns minutos não é só um hobbie: é uma maneira simples de ativar a imaginação. Dessa forma, as palavras na página, bem como a narrativa, estimulam sua criatividade, fazendo com que você alcance um estado alterado de consciência.

“Ler faz com que seu cérebro fique mais ágil e leva você a experimentar as mesmas sensações do personagem.” (Emory University, 2013)

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Caminhar em qualquer lugar O pensamento criativo aumenta em 60% enquanto você está caminhando, com seus efeitos durando ainda algum tempo depois. Isso vale tanto para caminhadas ao ar livre como em ambientes fechados, seja um pátio, escritório ou esteira na academia.

Jogar videogame A resolução de problemas de maneira criativa e o famoso “pensar fora da caixa” são habilidades que exigem flexibilidade cognitiva – algo que pode ser desenvolvido por exemplo quando se joga videogame, mas escolha jogos que produzam alguma emoção, deixando você feliz ou mesmo triste, já que são os sentimentos mais eficazes para a criatividade.

Aprender outra língua O aprendizado de uma nova língua estrangeira melhora significativamente todas as quatro habilidades do pensamento criativo, ou seja, fluência, elaboração, originalidade e flexibilidade.

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e d a id v ti a e d ta s o p o r P as ideias? to Você sabe defender su rtante no relacionamen po im o uit m é , las êdefend . Por za as próprias ideias, e s aquilo que pensamos tro ou s ao r Saber expor com clare iti m ns tra os Às vezes não conseguim plicar. com as outras pessoas. es das que queremos ex nt re fe di s isa co em nd pessoas ente as possam isso, nessas ocasiões as , de modo que seus coleg eia id a um er nd fe de á qual você procurar Vamos fazer um jogo no te. gundo entendê-la corretamen popular brasileira; o se ica ús m a er nd fe de irá s dois três grupos. O primeiro sará o desempenho do ali an e qu do A classe será dividida em ra ju o rá se o ica estrangeira; o terceir grupo defenderá a mús s primeiros. eias com clareza. Todo id as o nd iti m ns tra , a opinião sentar para a classe a su assunto. Cada grupo deverá apre exporá uma parte do um da ca : lar fa o rã ve de o debatios membros do grupo ntadas e sobre o assunt se re ap s sa fe de as e br o dará sua opinião so No final, o terceiro grup alguma conclusão. do, tentando chegar a ens s mais Descobrindo personag encontrou pessoas do já cê vo a, vid a su Na tras. diferentes uma das ou tros. As pessoas são muito , preguiçosos, entre ou os os di tu es s, ste tri , es o. diversos tipos: alegr dos personagens abaix um da ca e br so s se fra escreva algumas de invenPense nisto e, a seguir, legas. Não se esqueça co us se ra pa -o te en es es personagens e repr Agora, escolha um dess nagem. tar falas para seu perso

Texto complementar O novo sentido da Lei leva à felicidade e ao entendimento O time da escola é chamado de o “time dos encrenqueiros” é conhecido por este apelido por causa das brigas que provoca quando perde.

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Depois que Carlos entrou para o time e tratou todos com respeito, atenção e valoriza os componentes de ambos os times, conseguiu levar seus parceiros de time a refletirem e mudarem de comportamento. O que Carlos fez foi valorizar os parceiros de time para que aprendessem a melhorassem suas atitudes levando-os a modificarem o ambiente, as condições de vida e a convivência. A pessoa que valoriza e respeita os outros não quer e nem permite que as outras pessoas vivam em condições ruins, sejam desrespeitadas em seus direitos ou maltratadas. Ela deseja que as pessoas consigam viver em mais harmonia consigo mesmas, com os outros e com o ambiente a sua volta. Com este modo de viver ela demonstra nossas dificuldades, nossas falhas e desperta em nós o desejo de melhorarmos. Ao tomarmos consciência de que não somos perfeitos, passamos a respeitar mais os outros e compreendemos suas dificuldades. Damos-lhes assim condições de pensar, querer e decidirse a mudar para melhor sua maneira de viver, de modo a se integrarem na comunidade para serem mais felizes. A melhoria de vida em comunidade pode ser incentivada por uma pessoa, mas sempre requer disposição interior e colaboração de todos para que a mudança aconteça. Assim a mudança no nosso modo de pensar e agir ajuda-nos a transformarmos o ambiente em que vivemos para melhor. Isso é possível quando a pessoa não guarda só para si suas descobertas, suas experiências de bom convívio e relacionamento, mas vai de encontro de outro para que ele também descubra o seu valor como pessoa.

e d a id v ti a e d ta s o p o r P

de Carlos? ueiros” com a entrada nq re nc “e s do e tim no anças O que ocasionou mud que vivemos? elhoria do mundo em m a ra pa ar or lab co Como podemos

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“Quando reconhecemos a consciência como tema central do universo, fica claro que toda criatividade é subjetiva. De fato, ela é a tábua de salvação para a consciência. Dessa forma, começamos a ver que cada um dos tipos de criatividade tem um papel a desempenhar para que adotemos nosso potencial total. E, assim, vemos perfeitamente que a criatividade não se limita aos gênios; todos nós temos o potencial de ser criativos, em qualquer idade”. Goswami (2008) Ao refletirmos sobre os avanços da humanidade temos consciência que são frutos da imaginação criadora de pessoas que tiveram a ousadia de manifestar pensamento divergente dos demais, mas embora diferentes são considerados gênios. Nos questionamos será que somos todos criativos? Será que

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a criatividade é apenas uma questão de raciocínio inteligente e habilidoso? Será que a criatividade é um impulso do inconsciente? Qual o propósito da criatividade? A imaginação criativa na criança e no adolescente é mais rica que na idade adulta? Quais os traços de personalidade que caracterizam os indivíduos altamente criativos? É possível ativar o potencial criativo reprimido? Que fatores do ambiente familiar, escolar e social contribuem para o desenvolvimento do potencial criador? Que fatores do ambiente familiar, escolar e social constituem obstáculos à ativação do potencial criativo, à imaginação e realização de produções criativas? Que técnicas facilitam a emergência do processo criador? A criatividade de um indivíduo pode expressar-se em vários campos distintos ou se revelar unicamente em um domínio específico?

Personalidade Criativa Em psicologia diversas teorias foram criadas para explicar às diferenças individuais das pessoas, buscando responder o que somos, como somos e porque somos. Os grandes teóricos da psicologia em seus estudos sobre a personalidade da pessoa criativa apontam que estas apresentam características muito peculiares em relação à forma de processos de pensamento, a variedade e riqueza de percepção, a sensibilidade, as emoções, a flexibilidade diante dos problemas, a coragem, o comportamento manifesto anticonvencional, a inovação, a originalidade.

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Cultura de paz Características cognitivas e afetivo-emocionais na personalidade da pessoa criativa Sternberg (2000) descreve que a pessoa criativa apresenta as seguintes características: maior abertura para novas experiências, a preferência pela complexidade, a intuição, a disposição para enfrentar riscos, a tolerância com aspectos incoerentes ou conexões estranhas, demonstra informalidade do pensamento, a percepção e atenção aguçada para aspectos que geralmente passam desapercebidos ou são irrelevantes para outras pessoas. Características do adolescente criativo e inteligente Os estudantes talentosos revelam-se como sujeitos disciplinados,metódicos, constantes, trabalhadores e extremamente produtivos, não necessariamente originais. Estudam mais para ser aprovado e não por satisfação, são organizados e se conduzem mais pela lógica e racionalização do que intuição. Estes não se destacam como líderes e as relações interpessoais são pouco afetivas com o grupo de colegas. São estudantes preferidos e elogiados pelos professores. Os líderes de grupos são estudantes hábeis demonstram muita popularidade, são comunicativos respondem mais as expectativas do grupo de iguais do que dos professores. É um ser falante, sociável, agradável, manifesta um comportamento que visa o reconhecimento diante dos pares, seus valores giram em torno do hedonismo. É mobilizador de grupos, luta por causas muitas vezes utópicas, não demonstram estarem realmente preocupados com os problemas que afetam uma população. Portanto o adolescente talentoso estuda para os exames, o intelectual lê sobre o existencialismo, o líder busca o reconhecimento de seus seguidores.

O intelectual criativo se revela como sujeito inconformado, discordante dos colegas e professores, se sente atraído por valores intelectuais em diversas áreas (literatura,filosofia,psicologia,arte,ciências ocultas), é hiperreativo, perturbador, tornando-se desagradável, inconveniente diante dos demais com seus questionamentos,imaginação fluente às vezes original, desprovido de humor.As adolescentes, desse tipo se revelam autosuficientes, não se integram nem com colegas e professores devido às perdas sociais e manutenção de tradições.O adolescente intelectual criativo é um leitor compulsivo reclama liberdade na aprendizagem, materiais e métodos, desintegrado e difícil assimilação de idéias,demonstra-se ascético e idealista, fala muito e pouca ação, tem mais consciência do que inclinação social.

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O adolescente rebelde é uma mescla do intelectual com o líder, eterno inconformado, infiltra-se entre colegas para liderar pequenos grupos, despreocupado com a intelectualidade e ascensão sociais se reduz em outsider.São oriundos de extratos sociais com baixa responsabilidade social, podem caminhar para a delinqüência.Embora não manifestem fluidez e praticidade, demonstram habilidades técnicas podem até sobressair-se em seu campo de interesse. Ainda que rompido com as estruturas sociais, descriminados e rechaçados pelos seus grupos pares, podem diante dos problemas que tem algum significado para si reagir diante de novas idéias e desafiar contra-argumentando. Estes sujeitos através de uma orientação terapêutica adequada se tornam mais adaptados socialmente (Torre,1995). O desenvolvimento da Criatividade na Escola O inicio da vida escolar nas primeiras séries (ensino fundamental), as experiências vividas pela criança, o clima social e emocional da sala de aula, atitudes do professor e suas contribuições poderão contribuir para a formação de uma auto-imagem e auto-estima positiva do estudante; ou então vir a reforçar suas crenças, sentimentos de fracasso, incompetência, inferioridade, nada criativo e vir a apresentar um desempenho inferior aos demais alunos e ser rotulado de incapaz; ou pode até ser separado de seus companheiros ‘exclusão velada’, justificada pelo baixo desempenho acadêmico manifesto. Se a criança e o adolescente não encontram no ambiente familiar quem o incentive a usar todo seu potencial criador, a escola através dos educadores deverá contribuir para formar no aluno o pensamento crítico e criador, capaz de produzir conhecimentos, e não exclusivamente preocupar-se com sua capacidade de reproduzir informações transmitidas ao longo de seu desenvolvimento intelectual. A escola, bem como as literaturas infantis devem estimular a curiosidade, a espontaneidade, o pensamento crítico e outros traços associados à criatividade. Acredita-se que a criatividade promove identificações estruturantes das dimensões para a estruturação inconsciente, ou seja, para a formação da “personalidade” a uma socialização que supere os aspectos negativos do contexto e escape `a banalização ou a robotização. O bom desenvolvimento psicoemocional da criança e do adolescente depende de suas vivências e formas de canalização destas dimensões. As experiências clínicas como psicanalista e psicoterapeuta junto a jovens drogadictos comprovam que estes sofrem de profundas carências imaginativas e criativas, identificatórias e psicoafetivas.

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Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito. William Shakespeare

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CAPÍTULO 3

Identificando sentimentos

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Cultura de paz Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, emoções não são coisas subjetivas que acontecem apenas dentro da mente humana. Trata-se de experiências que envolvem reações orgânicas, bioquímicas e comportamentais. As emoções modificam a frequência cardíaca, a respiração, coloração da pele, tonicidade muscular, além de provocar diversas outras alterações no organismo. As emoções são comportamentos observáveis, ou seja, um observante externo pode compreender que tipo de emoção um sujeito está sentindo, desse modo, as emoções podem ser objetos de estudo científico. Para que entender as emoções?

Elas são responsáveis por boa parte das nossas decisões, muitos dos nossos comportamentos são determinados por elas. Se não bastasse isso, pesquisas recentes têm comprovado que as emoções possuem grande influência sob o sistema imunológico e consequentemente no surgimento e cura de diversas doenças. Por esses motivos vale a pena entender melhor o que são emoções.

Para que servem as emoções? Além de deixar o organismo preparado para uma resposta adequada ao estímulo que se apresenta as emoções facilitam na identificação e ainda promovem uma reação rápida a situação. Do mesmo modo que o medo as outras emoções e sentimentos intensos liberam certos hormônios para que o organismo reaja à situação na qual se encontra da maneira mais adequada.

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Qual a diferença entre sentimentos e emoções? As emoções são reações puramente instintivas, já os sentimentos são as emoções processadas pela razão humana. Colocando em termos biológicos, enquanto as emoções acontecem principalmente no sistema límbico, os sentimentos perpassam pelo lóbulo frontal do cérebro. Desse modo os sentimentos tendem a estar ligados a uma emoção. Alguns teóricos sugerem que a emoção é a parte observável enquanto o sentimento é a parte subjetiva do mesmo fenômeno.

e Proposta de atividad e souO jogo da cebola tou sentindo? Depois qu es eu e qu o : -se te un rg sentimento, está sentindo agora. Pe te-se: por detrás deste un rg pe a, Identifique o que você or ag cê vo está m esse que está aí co : que outro sentimento ta un rg pe a m es m ber que sentimento é a ça se fa está aqui? Em seguida, que outro sentimento e deste? até chegar por detrás deste e deste madas de sentimento ca e as ad m ca as do an como uma cebola, tir oções. Dessa forma, você fará reza de suas prórpias em cla e ça en es pr de ão a uma profunda sensaç

Desenvolver consciência do diálogo interno O seus pensamentos são como que um diálogo interno. Usualmente temos uma média de cerca de seis mil pensamentos por dia, a maioria dos quais costumamos repetir para nós mesmos. Em muitos casos, você aprendeu a ter esses pensamentos a partir de experiências na interação com os seus familiares na infância, e foram repetidos a partir desse momento.

Ao longo da vida, as aprendizagens que fazemos seguem o mesmo princípio. Considerando que as habilidades cognitivas não ficam plenamente desenvolvidas até entrarmos na casa dos vinte anos, consegue facilmente imaginar quantos dos pensamentos que construiu até essa data podem não lhe servir mais.

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Cultura de paz Qual a razão para desenvolver consciência do diálogo interno? A sua capacidade de escolher como pensa acerca de si mesmo, gira em torno de conseguir autorregular-se, ou escolher a sua resposta a acontecimentos desencadeantes. Primeiro, porque ao tornar-se consciente do que diz a si mesmo, permite que você, ao invés das suas emoções, intencionalmente direcione as suas escolhas. A sua felicidade, bem-estar e sucesso dependem disso. No entanto, existe o reverso da medalha, podendo tornar-se crítico, porque os seus pensamentos ativam os processos emocionais dentro de você. Como sabemos as emoções são poderosas, a nosso favor ou contra nós elas libertam uma tremenda energia que conduz na grande maioria das vezes os nossos comportamentos. Então temos de encarar a verdade nua e crua, de que na grande maioria das vezes não temos plena consciência dos nossos pensamentos e consequentemente do nosso diálogo interno. Por vezes ativamos emoções e sentimentos que vão condicionar as nossas escolhas, influenciando a seu belo prazer os nossos comportamentos.

Os seus pensamentos, e as crenças que os suportam acionam automaticamente as emoções. Ainda que os acontecimentos e ações de algumas pessoas possam provocar em nós reações e sentimentos desagradáveis, elas não os causam. O que verdadeiramente está na causa daquilo que sentimos e fazemos é o que dizemos a nós mesmos. E, a maioria do que dizemos a nós mesmos acontece subconscientemente. Isto decorre das crenças que mantemos num determinado momento, as quais orientam inconscientemente o nosso diálogo interno e consequentes comportamentos. No fundo, é como se deixássemos de ouvir os nossos próprios diálogos e nem sequer tomássemos consciência dos nossos pensamentos, que por sua vez alimentam as nossas emoções, e vice-versa, por vezes num ciclo automático. Como se estivéssemos a ser aquilo que somos, sem consciência alargada do que estamos a ser, impedindo que possamos mudar alguns dos nossos comportamentos.

Quando você, ao invés das suas emoções, fica no comando do que pensa, fica igualmente no comando dos seus comportamentos, e assim consegue influenciar deliberadamente os acontecimentos na sua vida. Desenvolver o autoconhecimento é o primeiro passo para transformar os seus pensamentos. Segundo, para entender o poder das suas emoções. As emoções são uma tremenda energia em movimento, fornecem-nos motivo para a ação, influenciando aquilo que pensamos e a forma como pensamos. Neste sentido, as suas emoções são os seus “sinais de ação” ou “indicadores“. Tal como uma bússola, os seus sentimentos fornecem-lhe informação (subtil) relativamente aos seus acontecimentos de vida. Você é informado se as coisas que estão a acontecer estão ou não de acordo com os seus objetivos, ou visão!

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O seu sucesso na superação de problemas está diretamente relacionado à sua capacidade de experienciar uma alargada gama de emoções, e estas, por sua vez informam-no momento a momento se a sua decisão lhe serve ou não. Aprender a ler as suas emoções desagradáveis As emoções agradáveis ou que o fazem “sentir-se bem“, como por exemplo, a alegria, confiança, felicidade, dizem-lhe que as suas necessidades ou impulsos internos estão a ser satisfeitos, no entanto, esses sentimentos podem ser enganosos. Nem todas as coisas que criam sentimentos felizes são saudáveis e benéficos, como por exemplo, alimentos viciantes, substâncias aditivas ou atividades perniciosas. No caso de algumas emoções desagradáveis, elas são sentidas através de sinais ou sintomas que na grande maioria das vezes identificamos como stress, angústia, nó na garganta, borboletas no estômago, tensão muscular, agitação motora, sudação, batimento cardíaco acelerado, entre outros. Muitos dos acontecimentos que causam stress, como por exemplo, lidar com uma questão importante ou fazer um exame, são emocionalmente, mentalmente e fisicamente saudáveis. Toda a ativação fisiológica (por vezes interpretada como desagradável) ajudam-no a aprender, crescer, realizar, desempenhar, criar e fazer coisas extraordinárias! É especialmente vital, portanto, aprender a conectar-se e a levar em consideração algumas das suas emoções que considera dolorosas, desagradáveis ou que o fazem “sentir-se mal“, tais como raiva, culpa, vergonha, dor e ansiedade. Elas fornecem uma grande quantidade de informações essenciais que as emoções agradáveis não lhe dão. Servem-lhe como “sinais de ação” ou “indicadores“, indicando-lhe onde você está relativamente ao que quer, aspira ou deseja ser. Tal como as emoções baseadas no medo, grande parte das outras emoções negativas (desagradáveis) permitem que você entenda que possíveis ações e mudanças melhor apoiariam os seus objetivos ou visão.

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Videoteca Divertidamente Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Conforme ela e suas emoções, Alegria , Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza se esforçam para adaptar-se à uma nova vida, uma enorme agitação toma conta do centro de controle em sua mente. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflitos, às vezes muito divertidos, sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Conteúdo extra! Acesse o QR Code e assista a uma animação sobre nossas emoções.

Descrevendo as emoções A emoção é uma reação neural provocada por estímulos psicofisiológicos. A unidade responsável é chamada de sistema límbico que é constituída por neurônios e pelo lobo límbico.

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A emoção acontece quando o córtex cerebral recebe informações fisiológicas. Ao término desses recebimentos, o organismo continua reagindo emocionalmente durante algum período, fazendo com que se acredite no envolvimento de outros fatores relacionados à emoção. Há dois tipos de emoção: • Emoção-choque: caracterizada por um curto período, relacionada a um imprevisto. • Emoção-sentimento: caracterizada por períodos duradouros e intensos, designados apenas por sentimentos. • Durante a emoção, o comportamento pode ser: • Imediato: caracterizado por reações imediatas de curta duração como surpresa, vergonha e outros. • Secundário: caracterizado pela preparação da adaptação de circunstâncias como tranquilidade ao receber uma notícia, abatimento e outros. • Permanente: no qual o organismo exprime somente sentimentos bons e paixões, anulando os desagradáveis. A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE). A Inteligência Emocional é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente. Ou seja, de nada adianta ser um gênio se você não souber lidar com as críticas, por exemplo.

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Cultura de paz Veja cinco pontos-chave para desenvolver a Inteligência Emocional: 1. Vínculos Afetivos: os laços familiares exigem empenho de ambos os lados para se firmarem. É muito importante confiar nos pais e/ou responsáveis. Compartilhe seus anseios, seus sonhos com seus familiares, eles podem te ajudar a realiza-los ou pelo menos mostrar o melhor caminho. Não guarde mágoas, converse sobre o assunto, exponha seus sentimentos. Isso vai aliviar seu coração e ainda pode lhe ajudar a buscar soluções. É muito importante que você fale sobre seus sentimentos, mas também é importante saber ouvir o que o outro sente. 2. Autoestima: é o que vai lhe permitir se sentir mais seguro, confiante no próprio potencial. É realmente importante e satisfatório receber elogios, mas o mais importante é sentir-se realizado e satisfeito com suas próprias atitudes e ações, ainda que você não receba elogios por ela. 3. Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Desenvolver a capacidade de lidar com os problemas, de se superar, de trabalhar a resiliência e otimismo no dia a dia protege contra a depressão, aumenta a satisfação com a vida e melhora a aprendizagem. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, permite que você entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar. 4. Frustrações: Uma boa dose de frustração nos dá algo muito importante: um choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo pode fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar durante a vida, quando se deparar com um “não”. Saiba que no decorrer da vida você vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. O que você precisa é entender o porquê. Assim, vai adquirir uma consciência crítica e transformará essa frustração em aprendizado. Se vier a vontade de chorar: chore. Se a raiva vier: sinta. Entenda os porquês dos seus sentimentos. Entenda porque você sente raiva ou se decepciona, e aprenda a lidar com isso. 5. Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que te incomoda e você não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP). Quando uma criança brinca de casinha e se põe no lugar da mãe, tem a chance de refletir sobre as ações e características do imitado. Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.

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Biblioteca Inteligência Emocional – Daniel Golemen. O cerebro emocional. A natureza da inteligencia emocional. Inteligencia emocional aplicada. Momentos oportunos. Alfabetizacao emocional.

Como usar a inteligência emocional – John Seymor. Textos diretos e exemplos práticos mostram como empregar as técnicas da programação Neurolingüística (PNL) para melhorar constantemente seu desempenho profissional, junto com fotos, ilustrações e diagramas que ajudam a entender cada etapa do processo que envolve o domínio da inteligência emocional.

“De todos os conhecimentos possíveis, o mais sábio e útil é conhecer a si mesmo.” William Shakespeare Uma pessoa não é o que os demais pensam dela Acreditar que somos o que opinam de nós é um erro muito comum tanto no pensamento infantil, quanto no de um adulto. Além disso, em certas idades, as crianças tendem a colocar rótulos em quase tudo, inclusive nas pessoas. A princípio, estas classificações podem supor uma estratégia importante para nos relacionarmos com o mundo. Contudo, são prejudiciais para o reconhecimento de nossa identidade, e acabamos acreditando que, basicamente, somos o alto, o gordo, o bonito ou o inteligente. Isto, é claro, não define uma pessoa, mas acaba determinando seus comportamentos e seus pensamentos se ela estiver, durante um longo tempo, submetida aos rótulos e às expectativas externas.

A criança tem que entender que, da mesma forma que ele possui um mundo interno muito distinto, os outros também o possuem.

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Cultura de paz Se a criança entende que seu companheiro de classe não é apenas “o que melhor joga futebol”, mas que também pensa, sente, ri e chora, então teremos a metade do caminho andado para que compreenda que somos todos independentes. Não devemos deixar que nossas emoções nos governem

“Conhecer bem os outros é inteligência, conhecer bem a si mesmo é sabedoria”. Einstein A criança deve compreender que antes que uma emoção se manifeste com força (por exemplo, o descontentamento), esta nos deu vários avisos e se mostrou, de forma sutil, em diversos níveis. Podemos usar a metáfora da receita. Esta consiste em que a criança reflita sobre o sabor de suas emoções e, aos poucos, reconheça cada um dos seus ingredientes. Podemos começar o jogo pelo início ou pelo fim, ou seja, com o prato cozido ou ainda cru e, assim, debulhar cada ingrediente ou particularidade que compõe o sabor da emoção. Os propósitos não nos definem, nossas atitudes, sim! É muito comum que façamos a maravilhosa pergunta: o que você quer ser quando crescer? Então as crianças nos respondem: médico/a, enfermeiro/a, cabeleireiro/a, carpinteiro/a… Em seguida, como se já não fosse suficiente, perguntamos por que fizeram esta escolha. O “querer ser adulto”, no final das contas, é uma brincadeira de crianças, mas… isso os define? É claro que não! Este é apenas um exemplo, mas as crianças devem entender que não somos simplesmente o que queremos ser, estamos administrando constantemente nossa identidade. Por isso, as crianças precisam entender que a sua busca e a sua atitude irão formar o seu futuro, e não suas expectativas ou ambições. Devemos deixá-los explorar mentalmente suas possibilidades e o caminho que necessitam percorrer, fomentando sempre uma atitude pró ativa e independente em direção ao seu futuro. Isto os ajudará a não travar diante de si mesmos. É importante reservar um espaço próprio e íntimo a cada dia

“Ver é algo a mais que olhar. Ver consiste em prestar atenção nos detalhes. Para ver bem uma flor, é necessário olhar com lupa, por dentro.” Alain (filósofo e ensaísta francês) O reconhecimento do seu estado de ânimo e de seus pensamentos permitirá o desenvolvimento de suas competências sócio emocionais de maneira adequada. Contudo, fazer com que nossos filhos alcancem este grau de desenvolvimento emocional requer o investimento de tempo e esforço. A primeira coisa a fazer é evitar a contaminação pela pressa e os maus hábitos que a sociedade adulta atual mantém. Deve-se facilitar e possibilitar que a criança adquira o hábito diário de refletir sobre o que fez, como se sentiu, quais são as coisas de que gosta e como pode consegui-las. Trata-se simplesmente de convidá-lo a começar o jogo de pensar sobre seu dia, sobre suas aptidões e seus desgostos. Uma maneira ideal de fazer isso é estabelecendo uma analogia entre sua mente e uma máquina de pensar, fazendo assim que se entenda a importância de conectar-se com o seu interior. Fonte: A mente maravilhosa. Disponível em: <http://amenteemaravilhosa.com.br/4-maneiras-estimular-autoconhecimento-infantil/>. Acesso em: 02 dez. 2016.

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O papel da arte

A arte, em geral, provoca emoções no ser humano. Por isso, quando você assiste a um filme ou a um a peça de teatro, lê um livro emocionante ou observa atentamente um quadro artístico, você experimenta uma emoção especial. Desde os primórdios da humanidade, a arte esteve presente nas cavernas, quando o homem ainda nao tinha domínio completo da linguagem e da escrita, apresentando, portanto, uma importância crucial nos processos de desenvolvimento psíquico, filogenético, social e cultural da humanidade. Através da semiótica da arte rupestre o homem pré-histórico foi capaz de transmitir informações entre si, no intuito de garantir sua sobrevivência, além de ser recurso propiciador de vinculo social. Esta arte estava interligada a economia, sendo também centro de comunicação que perpassava as relações sociais quando o homem ainda nao havia desenvolvido nenhum código linguístico.

Além da utilidade informativa e comunicativa, o homem desejava deixar sua marca à posteridade, por exemplo, quando se pintavam as mãos e as anexava às paredes, deixando-se a marca indelével de uma possível tentativa de autoafirmação, ou seja, sua assinatura, e quem sabe uma possibilidade de eternidade.

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Cultura de paz Sendo assim, a linguagem pictórica fez e ainda continua fazendo parte do desenvolvimento evolutivo do homem enquanto espécie e de seu desenvolvimento psíquico enquanto individuo. Estes estágios evolutivos da humanidade sao observados nos estágios de desenvolvimento psico-motor de nossas crianças, pois estas rabiscam e pintam antes da obtenção da escrita, perpassando e revivenciando o seu desenvolvimento individual enquanto criança, mas também enquanto espécie durante o período evolutivo do homem. Na condição de patrimônio da humanidade, e fazendo parte da formação psíquica evolutiva da espécie humana, a arte vai de encontro também com processos psicológicos mais profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo, tendo também importância contributiva na formação da nossa personalidade individual.

A linguagem artística apresenta uma semiologia própria, pois comunica mais além que a linguagem falada ou escrita, pois se trata da comunicação das emoções, do inconsciente, da ordem do indizível. Por este motivo, é utilizada com excelentes resultados nos processos terapêuticos, sendo instrumento de catarse, na expressão de sentimentos, pensamentos, idéias, fantasias, traumas e comportamentos emocionais mal elaborados, que impulsionam o indivíduo ao movimento de autoconhecimento, de cura e controle de alguma doença ou distúrbio. Na clínica infantil, a arte é uma importante ferramenta pois viabiliza o vínculo terapêutico, já que a criança ainda não é detentora de um discurso linguístico bem estruturado para falar de sua queixa, dificultando, portanto, um vínculo terapêutico. Igualmente importante são os casos traumáticos, onde em uma possível presença de dissociação psicológica, perde-se partes de um todo vivido, em que um discurso dissociado apresenta somente partes da cena do evento, pois determinados elementos, mais dolorosos, escapam à luz da consciência, configurando-se um importante mecanismo de defesa psíquico. Neste caso, a arte e principalmente a pintura, por não passar pelo crivo da racionalidade e

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por ter livre passagem sem nenhuma criticidade do intelecto, fazem emergir de maneira espontânea conteúdos psicológicos inconscientes que estavam latentes ou que não encontravam uma forma de comunicação de maneira tão precisa, visto que a linguagem escrita ou falada, muitas vezes, não dão conta do que se tenta exprimir, sendo a produção artística, um excelente aparato na clínica.

Neste caso, a arte se mostra um importante recurso não só como meio de autoconhecimento, mas também de catarse, melhorando a qualidade de vida do paciente, promovendo sua inclusão social, aumentando sua auto-estima e promovendo uma vida mais gratificante e feliz. Por ser "alquímica", transmuta sentimentos e emoções, materializa medos, receios, fantasias, indo de encontro a nossa própria essência, ao nosso eu, às nossas raízes genealógicas, históricas, sendo um importante recurso de autotransformação, pois como foi dito anteriormente, conteúdos que não eram da ordem da consciência passam a emergir de modo que possam proceder uma desconstrução e ressignificação de elementos que, embora não estavam à luz da consciência, não eram menos vivos e atuantes, muito pelo contrário. Estes conteúdos que não estavam clarificados, trabalham de forma mais viva e forte, exatamente por não estar no âmbito da consciência e consequentemente dificultando o controle e elaboração deles. A partir da elucidação e conscientização destes, se pode trabalhar elementos da história de vida do paciente, tais como dificuldades relacionais, interpessoais, intrapessoais e familiares, bem como a ansiedade e o estresse do dia a dia, resgatando através da arte o potencial criativo e ressignificando vivências do paciente. Psiconeurologicamente, através da produção artística, é dada ao paciente a oportunidade do desenvolvimento da sensibilidade e da capacidade intuitiva, visto que o exercício do hemisfério direito, a parte do cérebro responsável pela criatividade e intuição pode ser treinada e desenvolvida através de competências que, historicamente foram relegadas a escanteio pela cultura da racionalidade, do pragmatismo, da intelectualidade e do raciocínio lógico como preponderantes em uma sociedade ocidental capitalista, que visa a produtividade e o lucro.

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e d a id v ti a e d ta s o p o r P suas to, tente descrever as Baseando-se nesse fa e esta cor lhe inspira? 1. Quais as emoções qu

res a seguir:

emoções diante das co

e você sente?

o qu 2. E diante desta cor,

e lembra?

lh 3. E esta cor, o que ela

Diante das cores acima, você deve ter sentido diversas emoções. Isso acontece porque cada cor desperta uma emoção diferente dentre da gente. Diante do vermelho e do amarelo, por exemplo, temos sentimentos bastante desiguais. Dessa forma, estamos treinando a sensibilidade para apreciar a arte e a beleza presente a nossa volta. Movidos pelo sonho de continuar ajudando, enquanto houver uma só pessoa necessitada, vamos nos lembrar de quatro saberes importantes para deixarmos de ser solitários e nos tornarmos solidários: Alienação Estamos nos acostumando com as injustiças e criamos uma espécie de apatia coletiva que nos impede de agir para viabilizar um mundo melhor. Toda ação é válida, não importa quão pequena ela seja. Saúde coletiva Cada habitante da Terra desempenha seu papel na saúde do mundo. Não podemos dar as costas aos milhões que sofrem.

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Riqueza e pobreza Os recursos do planeta seriam suficientes para preencher as necessidades de todos os habitantes, desde que distribuídos com justiça. Desperdiçamos toneladas de alimentos e milhões passam fome. Poder pessoal Nossas atitudes podem ser transformadoras para o meio que nos cerca. Como uma alavanca que impulsiona um mecanismo, podemos gerar um poderoso movimento por meio de nossas atitudes. Seremos, então, coprotagonistas no palco de nossa história.

Texto complementar Pesquisas mostram como a música influencia o seu comportamento Ouvir música é algo extremamente relaxante para a maioria das pessoas. Enquanto muitos acreditam que ela se trata apenas de um hobby, pesquisadores tentam entender como ela pode influenciar a sua vida, as suas decisões e o seu próprio comportamento. Abaixo, listamos três estudos que mostram que sua vida pode, sim, ser influenciada pelos acordes que você escute:

A música pode prepará-lo para o amor Quem nunca chorou ouvindo uma canção romântica que desafine na primeira estrofe. Um estudo publicado em 2010 mostrou que você fica mais aberto às possibilidades de um romance depois de ouvir uma música considerada romântica. O estudo foi feito com mulheres entre 18 e 20 anos. Um grupo foi instruído a ouvir músicas consideradas “românticas” pelos pesquisadores, enquanto outro grupo escutou canções “neutras”. Depois disso, elas foram questionadas por um rapaz sobre seu número de telefone, e aquelas do primeiro grupos o forneceram muito mais facilmente que as outras.

Mas ela também pode prepará-lo para o ódio Em 2006, uma pesquisa alemã tentou entender como músicas consideradas sexualmente agressivas poderiam impactar nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Os homens que ouviram canções misóginas, ou seja, que denegriam as mulheres, tinham muito mais tendência a descrever o sexo oposto com atributos negativos do que os homens que escutaram músicas neutras. “Além disso, as músicas com letras ofensivas ao sexo masculino tiveram um efeito semelhante sobre as mulheres que as escutaram”, concluiu o estudo.

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Dependendo da música, você pode sentir um gosto melhor Um artigo do British Journal of Psychology, de 2010, mostrou que diferentes tipos de música podem melhorar o seu paladar. A pesquisa foi feita com 250 pessoas que beberam um vinho chileno enquanto ouviam quatro gêneros musicais diferentes. Quando a música tinha sons mais fortes e poderosos, o sentido das pessoas parecia ficar mais apurado para as “notas” do vinho. Isso diminuiu quando músicas mais calmas e suaves eram tocadas. A conclusão dos pesquisadores é de que os estímulos auditivos podem, sim, influenciar nossos outros sentidos, como o paladar, neste caso.

Fonte: Mega curioso. Disponível em:<http://www.megacurioso.com.br/>. Acesso em: 02 dez. 2016.

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Empatia Texto complementar Pelos seus olhos eu vejo Ana Holanda A empatia, ou a arte de se colocar no lugar do outro, é um valor que anda em falta ultimamente e cujo exercício poderia não apenas melhorar a nossa vida, mas transformar o mundo Patricia Moore é uma americana que, na década de 1980, revolucionou o design dos eletrodomésticos ao passar quase três anos (de 1979 a 1982) vivendo a rotina de uma senhora de 85 anos. Todos os dias, ela cumpria um ritual: aplicava camadas de látex no rosto para parecer enrugada, colocava óculos que lhe borravam a visão, tapava parcialmente os ouvidos para ter dificuldade de escutar, vestia suspensórios e enrolava bandagens para se manter encurvada, prendia talas nos braços e pernas que dificultavam a flexibilidade e, ainda, calçava sapatos desiguais que a obrigavam a andar de maneira trôpega. E assim seguia realizando tarefas que uma octogenária precisaria fazer no cotidiano. Ela cozinhava, utilizava eletrodomésticos, caminhava pelas ruas, tentava subir e descer escadas. Mas por que ela fez isso? A motivação de Patricia era entender o mundo pelo ponto de vista das pessoas mais velhas e descobrir os reais obstáculos pelos quais elas passavam diariamente. A partir dessa experiência, ela desenvolveu uma série de objetos e desenhou eletrodomésticos mais acessíveis para todos (só para lembrar, nessa época, muitos dos acessórios de uma cozinha, como a geladeira, eram incrivelmente pesados). Patricia Moore é considerada a fundadora do design inclusivo ou universal. Mais diálogo A inglesa Jo Berry tinha 27 anos quando o pai, um parlamentar conservador, foi morto por uma bomba numa conferência do partido do qual ele fazia parte. Era 1984. Entre os responsáveis pelo atentado estava Pat Magee, que foi preso e libertado anos depois, em 1999. Jo quis se reunir com ele para uma conversa. “Quis me encontrar com Pat para pôr um rosto no inimigo e vê-lo como um ser humano real”, conta. Os dois se sentaram frente a frente dezenas de vezes. E tiveram diálogos penosos para ambos, mas que ajudaram, cada um, a ter uma compreensão da perspectiva do outro sobre o atentado. O que a experiência trouxe para Jo? Ela fundou, junto com Pat, uma organização chamada Building Bridges for Peace (Construindo Pontes para a Paz,

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Cultura de paz em tradução livre), que incentiva a conversa entre inimigos declarados para que cada um passe a entender a ótica do outro e, assim, se aproximar da paz. “Compreendi que, seja qual for o lado do conflito em que você esteja, se tivéssemos todos nós vivido a vida uns dos outros, poderíamos ter feito o que o outro fez. Em outras palavras, se eu tivesse vindo de um meio republicano, poderia facilmente ter feito as mesmas escolhas que Pat fez”, acredita Jo Berry. O que Patricia Moore e Jo Berry têm em comum é que ambas conseguiram desenvolver verdadeiramente a empatia. Essas histórias fazem parte do ótimo livro O Poder da Empatia (Zahar), que traz histórias, pesquisas e projetos em que o mote é entender a importância de perceber o mundo pela visão do outro. O autor da obra, o filósofo australiano Roman Krznaric e um dos criadores da The School of Life, mergulhou por mais de dez anos no tema da empatia. Para ele, esse valor pode transformar o mundo, uma vez que melhoraria a compreensão mútua e a relação entre as pessoas. Como fazer isso na prática Quantas vezes dizemos: “Coloque-se no meu lugar” ou “coloque-se no lugar dele”? Como conseguimos sentir as emoções de outra pessoa ou mesmo pressentir suas intenções e compreender suas motivações? Um grupo de pesquisadores franceses se dedicou a responder essas perguntas. O estudo deu origem ao livro L’Émpathie (A Empatia, sem tradução para o português), uma obra coletiva que trata do tema sob diferentes aspectos – do fisiológico e psicológico ao neurológico, passando pelo filosófico e ético. De acordo com os especialistas envolvidos nesse estudo, sem a capacidade de adotar o ponto de vista do outro, o mundo seria habitado por psicopatas e autistas. Mesmo existindo também em alguns primatas e pássaros e nos golfinhos, é no homem que a empatia se desenvolve de forma mais elaborada. Mais do que pela linguagem, é pelo olhar que a empatia se manifesta em nós. Graças aos avanços dos estudos das imagens do cérebro, sabe-se que o contato do olhar ativa a amígdala (região do cérebro onde se processam algumas sensações) e todo o sistema de emoções. “A troca de olhar é a forma mais fundamental de compreensão e aceitação do outro”, nota Alain Berthoz, diretor do Laboratório de Fisiologia da Percepção e da Ação, do Collège de France. Segundo ele, na troca do olhar encontramos três componentes da empatia: eu te olho; você me olha, mas eu devo compreender o que esse olhar, experimentado por nós e dirigido para mim, significa; e nasce da troca do olhar um elo que não pertence nem mais a mim nem a você, mas ocorre entre nós. “Isto é, de repente percebo esse elo que nos liga no mundo como se sobrevoasse a cena. Eu nos percebo juntos como um objeto no mundo”, afirma Berthoz, explicando que essa empatia garante, nas relações, a escolha de pontos de vista próprios.

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Simpatia é outra coisa É preciso, antes de tudo, não confundir empatia com simpatia, assinala o francês Gérard Jorland, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Sociais, em Paris. Designa-se por empatia a capacidade de se colocar no lugar do outro para tentar compreender seus sentimentos sem necessariamente experimentar as mesmas emoções. A simpatia, ao contrário, é vivenciar as emoções do outro sem obrigatoriamente se colocar no lugar dele. A simpatia é um contágio de emoções, sendo o riso em cadeia um exemplo típico. Da mesma maneira que podemos chorar ao ver alguém chorando, mesmo sem saber o motivo disso. A empatia pode alimentar a simpatia, mas esta não é uma consequência necessária, acrescenta Élisabeth Pacherie, filósofa do Instituto francês Jean-Nicod. Compreender o sofrimento ou a alegria que ele sente, se colocando no lugar do outro, não implica o desejo de ajudá-lo. “O objeto da empatia é a compreensão, e o objeto da simpatia é o bem-estar do outro. Em resumo, a empatia é um modo de conhecimento e a simpatia, um modo de encontro com o outro”, define o psicólogo americano Lauren Wispe. No entanto, o que os pesquisadores franceses ou mesmo o escritor Roman Krznaric perceberam é que quando temos um olhar mais empático passamos a conhecer melhor o outro, o mundo e também a nós mesmos. Em uma sociedade egocêntrica, em que cada um se preocupa apenas consigo mesmo, desenvolver essa qualidade pode ser um caminho para um futuro de relações mais generosas e com mais afeto. Krznaric aponta algumas maneiras de fazer isso no nosso dia a dia. Um exercício poderoso é puxar conversa com um desconhecido. “Concentre-se não em trivialidades como o tempo ou os esportes, mas em temas importantes como as prioridades na vida, as ideias, esperanças e sonhos. Isso significa não excluir ninguém: todas as pessoas, não importa que aparência tenham ou de onde venham, podem ser um singular e cativante interlocutor, se você conseguir encontrar uma maneira gentil de ter acesso à sua alma”, escreve Krznaric. “Conversar com estranhos pode ser uma aventura em termos de aprendizado pessoal e compreensão, uma maneira de desafi ar suas ideias e descobrir novas. Em outras palavras, de compreender que a conversa pode ser boa para você”. Para fi nalizar, Krznaric dá um último motivo para que eu e você comecemos a desenvolver a empatia já: “O hábito de empatizar pode criar laços humanos que fazem valer a pena viver. Nosso bem-estar depende de sairmos do nosso próprio ego e entrarmos na vida de outros. Os prazeres que isso proporciona são reais e profundos. Sem isso somos seres menores, e apenas parte do que poderíamos ser”. Fonte: Vida Simples. Disponível em: http://vidasimples.uol.com.br/noticias/pensar/pelos-seus-olhos-euvejo.phtml#.WDx1q7IrLIU. Acesso em: 29 nov 2016.

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da, e? Pense bem e respon qu r po E o? çã en at a xto te chamou mais experimenQual das histórias do te pazes? Ou gostaria de as r ze fa e r sa er nv co em você gostaria de existe alguém com qu ção? tar viver alguma situa

A importância do silêncio “A palavra é prata, o silêncio é ouro.” Provérbio chinês

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Muitas e muitas vezes, não há palavras que possam dizer mais do que o simples e tão escasso silêncio. Ele nos faz pensar, meditar e porque não, sentir. É no silêncio que conseguimos colocar nossos pensamentos e ideias em ordem. É no silêncio que nossa mente vagueia e sonha acordada, planejando e fantasiando. Um filósofo americano, William James, ensinou certa vez que é preciso exercitar o silêncio. Ele disse:“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.” Nos dias de hoje, as pessoas ao redor do mundo andam tão apressadas que não dão valor à paz, ao sossego e à tranquilidade que essa ausência de som proporciona.

Texto complementar Silêncio - Uma fábula de Edgar Allan Poe "Escuta bem", disse o Demônio, pousando a mão em minha cabeça. "A região de que falo é uma região austera na Líbia, às margens do rio Zaire. E não existe quietude ali, tampouco silêncio. "As águas do rio exibem um insalubre matiz cor de açafrão; e não correm na direção do mar, mas pulsam por toda a eternidade sob o olho vermelho do sol com um movimento tumultuoso e convulso. Por milhas e milhas em ambos os lados do leito lodoso do rio estende-se um deserto pálido de nenúfares gigantescos. Eles suspiram uns para

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Cultura de paz os outros naquela solidão e esticam na direção do céu seus pescoços longos e espectrais e acenam aquiescentes suas cabeças perpétuas. E um indistinto murmúrio se eleva dentre eles como o rumor de água subterrânea. E eles suspiram uns para os outros. "Mas há uma fronteira para seu reino - a fronteira da floresta escura, horrível, elevada. Ali, como as ondas em torno das Hébridas, os arbustos se agitam incessantemente. Mas vento algum sopra em todo o céu. E as árvores altas e primevas balançam eternamente de cá para lá com um som poderoso de galhos despedaçados. E de seus distantes cimos, uma a uma, caem perpétuas gotas de orvalho. E junto às suas raízes jazem estranhas flores venenosas contorcidas em sono inquieto. E no alto, com um ruído forte e crepitante, as nuvens cinzentas correm para sempre no rumo oeste, até despencar, uma catarata, pela muralha flamejante do horizonte. Mas não há vento algum no céu. E às margens do rio Zaire não há quietude nem silêncio. "Era noite, e a chuva caiu; e, caindo, era chuva, mas, tendo caído, era sangue. E eu permanecia no palude entre os altos nenúfares, e a chuva caiu sobre minha cabeça - e os nenúfares suspiravam uns para os outros na solenidade de sua desolação. "E, de repente, a lua surgiu por entre a tênue névoa espectral, e sua cor era escarlate. E meus olhos pousaram sobre uma imensa rocha cinzenta que havia à margem do rio, e que foi banhada pelo luar. E a rocha era cinzenta, espectral, alta - e a rocha era cinzenta. Em sua face de pedra havia sinais gravados; e eu caminhei entre o palude de nenúfares até me aproximar da margem, de modo a conseguir ler os sinais escritos na pedra. Mas não pude decifrá-los. E já ia voltando ao palude quando a lua brilhou com um vermelho mais vivo, e me virei e olhei a rocha outra vez, e olhei os sinais; - e os sinais diziam desolação. "E ergui o rosto, e lá havia um homem sobre o cume da rocha; e ocultei-me entre os nenúfares de modo a espreitar as ações do homem. E o homem era alto e imponente em sua forma, e estava envolto dos ombros aos pés na toga da antiga Roma. E os contornos de sua figura eram indistintos - mas suas feições eram as feições de uma deidade; pois o manto da noite, e da névoa, e da lua, e do orvalho haviam revelado as feições do seu rosto. E sua fronte era elevada e pensativa, e seu olhar, perturbado de preocupação; e nos poucos vincos de suas faces li fábulas de tristeza, fadiga, repúdio à humanidade e anseio pela solidão. "E o homem sentou-se sobre a rocha, e apoiou a cabeça em sua mão, e contemplou a desolação. Ele baixou os olhos para os arbustos rasteiros e inquietos, e os ergueu para as árvores altas e primevas, e ergue-os ainda mais para o céu crepitante, e para a lua escarlate.

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E eu permaneci encolhido ao abrigo dos nenúfares, e observei as ações do homem. E o homem tremia na solidão; - mas a noite declinava e ele sentava sobre a rocha. "E o homem desviou sua atenção do céu, e contemplou o austero rio Zaire, e suas espectrais águas amarelas, e as legiões pálidas dos nenúfares. E o homem escutou os suspiros dos nenúfares, e o murmúrio que se erguia de entre eles. E eu permaneci encolhido em meu esconderijo e observei as ações do homem. E o homem tremia na solidão; - mas a noite declinava e ele sentava sobre a rocha. "Então me dirigi aos recessos de palude, e vadeei o alagadiço por entre a vastidão de nenúfares, e chamei os hipopótamos que habitavam os charcos nos recessos do palude. E os hipopótamos ouviram meu chamado, e vieram, com o beemot, até a base da rocha, e rugiram ruidosa e medonhamente sob a lua. E eu permaneci encolhido em meu esconderijo e observei as ações do homem. E o homem tremia na solidão; - mas a noite declinava e ele sentava sobre a rocha. "Então amaldiçoei os elementos com a maldição da comoção; e uma apavorante tempestade se formou no céu onde, antes, vento algum soprava. E o céu ficou lívido com a violência da tempestade - e as pancadas de chuva se abateram sobre a cabeça do homem - e houve cheias no rio - e o rio tornou-se um tormento espumoso - e os nenúfares guincharam em seus leitos - e a floresta foi destroçada pelo vento - e o trovão reverberou - e o raio caiu - e a rocha sacudiu em suas fundações. E eu permaneci encolhido em meu esconderijo e observei as ações do homem. E o homem tremia na solidão; - mas a noite declinava e ele sentava sobre a rocha. "Então tomei-me de fúria e amaldiçoei, com a maldição do silêncio, o rio, e os nenúfares, e o vento, e a floresta, e o céu, e o trovão, e os suspiros dos nenúfares. E foram amaldiçoados, e acalmaram-se. E a lua cessou de cambalear em seu trajeto celestial - e o trovão morreu - e o relâmpago não mais brilhou - e as nuvens pairaram imóveis - e as águas baixaram ao seu nível e aí permaneceram - e as árvores pararam de balançar - e os nenúfares não mais suspiraram - e o murmúrio entre eles não mais se fez ouvir, tampouco o menor vestígio de som em todo o deserto vasto e ilimitado. E eu contemplei os sinais na rocha, e os sinais haviam mudado; - e os sinais eram silêncio. "E meus olhos pousaram no semblante do homem, e seu semblante estava lívido de terror. E apressadamente ergueu a cabeça da mão onde ela se apoiava, e se pôs de pé sobre o rochedo e escutou. Mas nenhuma voz se ouviu por todo o deserto vasto e ilimitado, e os sinais na rocha diziam silêncio. E o homem estremeceu convulsivamente, e virou o rosto, e fugiu para longe, de modo que não mais o avistei."

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Edgar Allan Poe

Ora, há belas narrativas dos Magos - nos livros encadernados em ferro, os melancólicos livros dos magos. Neles, afirmo, há gloriosas histórias do Céu, e da Terra, e do poderoso oceano - e dos Gênios que governaram o oceano, e a terra, e o céu elevado. Muito saber havia também nos ditos que foram proferidos pelas Sibilas; e coisas muito sagradas foram escutadas em tempos antigos pelas folhas estioladas que tremiam nos arredores de Dodona - mas, tão certo quanto vive Alá, essa fábula que o demônio me contou quando sentávamos lado a lado à sombra da tumba, considero-a a mais maravilhosa de todas! E quando o Demônio encerrava sua história, ele caiu de costas no buraco da tumba e riu. E eu fui incapaz de rir junto com o Demônio, e ele me amaldiçoou porque fui incapaz de rir. E o lince que habita a tumba por toda a eternidade saiu dali e deitou-se junto aos pés do Demônio, e o fitou fixamente no rosto.

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Saiba mais! Quem foi William Shakespeare Um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permanecem vivos até os nossos dias, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, na televisão, no cinema e na literatura. Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores. Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Na sua última fase, escreveu um conjuntos de peças classificadas como tragicomédias ou romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como de sua autoria.

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Inclusão é sair das escolas dos diferentes e promover a escola das diferenças. (Mantoan)

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CAPÍTULO 4 Inclusão

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Cultura de paz É a capacidade que devemos ter de entender e reconhecer outra pessoa que, por alguma razão, esteve excluída da sociedade por algum tempo. Isso acontece não apenas com pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, mas também com negros, índios, mulheres, idosos, homossexuais, imigrantes, enfim, pessoas que, por razões das mais absurdas, muitas vezes são vistas como inferiores e, por isso, têm que lutar muito para ter seus direitos reconhecidos e respeitados.

O preconceito está presente nas relações humanas desde a mais remota história. Durante todo seu processo de experiência de vida, o ser humano vai incorporando valores, sentimentos e ideias que vão se perpetuando na mente, muitas vezes em defesa de um modo de pensar e de viver que não é praticado ou aceitável por todos.

Inclusão social Inclusão social. Essas duas palavras têm sido muito ditas nos noticiários, no transporte e, provavelmente, na sua escola. Se analisarmos somente o que elas querem dizer, podemos resumir em: incluir alguém em um meio social, certo? Mas, a inclusão social vai muito além disso.

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Se procurarmos a palavra “sociedade” no dicionário Aurélio vamos encontrar a seguinte concepção “sociedade é uma reunião de pessoas unidas pela origem ou por leis; a união de pessoas ligadas por ideias ou por algum interesse comum; reunião de pessoas que se juntam para conversar ou conviver” entre outras definições. Já a palavra “inclusivo” é uma referência ao ato de incluir, ou de “abranger, compreender, conter; inserir num ou fazer parte de um grupo”. Logo, uma sociedade inclusiva é aquela que reúne todas as pessoas ligadas umas às outras por algum interesse comum. Como na escola, por exemplo, em que todos da classe estão ali para aprender. O mesmo acontece no ambiente de trabalho, na sessão de cinema ou no parque da cidade. Quer dizer, isso é o que podemos entender na teoria, porque na prática é bem diferente. Quantas vezes nós mesmos já excluímos alguém do nosso convívio por alguma razão muito tola? A aluna nova que chegou à escola, tímida, e todos da classe a ignoram; o garoto gordinho que ninguém quer no time já pressupondo que ele não sabe jogar futebol porque está acima do peso; o outro que usa óculos e todos insistem em chamar de “quatro olhos”? Pois é, em nosso dia a dia podemos até não perceber, mas acabamos agindo de forma bastante contrária a uma sociedade inclusiva. Você pode até estar pensando: “ah, chamar alguém de ‘quatro olhos’ é só uma brincadeira!” Mas, acredite, as palavras têm um poder incrível e agem diretamente sobre as pessoas, sobretudo quando servem para discriminá-las. Um bom exemplo da força das palavras é quando nos referimos a uma pessoa “portadora de necessidades especiais” como “deficiente”. O termo “deficiência” significa “aquele que não tem ‘eficiência’, não é capaz, não tem competência ou é improdutivo”. Portanto, não pode ter nada a ver com uma pessoa “portadora de necessidades especiais”, certo? Um cadeirante, por exem plo, pode ser um excelente professor, pois o fato dele ter necessidades especiais não diminui sua capacidade intelectual. Percebeu como uma palavra errada pode fazer toda a diferença?

Um simples “pré-conceito”, pode ser determinante no futuro de uma pessoa, seja ela portadora de necessidades especiais ou não. Bem, agora que você já compreendeu a importância das palavras, podemos falar o que isso tem a ver com a sociedade inclusiva. Vivemos em um país democrático. O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Ou seja: você, a menina tímida, o garoto gordinho, o que usa óculos, o idoso, a moça da cantina, o negro, o índio, o professor cadeirante, enfim, toda essa diversidade humana que forma o nosso país tem os direitos exatamente iguais. Quando isso acontece de verdade, estamos vivendo em uma sociedade inclusiva. Entretanto, como na prática não é exatamente assim que funciona, para que as pessoas portadoras de necessidades especiais tivessem seus direitos garantidos, foi decretada em 24 de outubro de 1989, a Lei Federal nº 7.853, que estabelece os direitos básicos das pessoas portadoras de necessidades especiais. Essa e outras leis que foram promulgadas nos anos seguintes têm o objetivo de acabar com a discriminação e dar oportunidades iguais para todos os brasileiros.

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Mas uma sociedade inclusiva vai muito além de mudar o jeito de se chamar as pessoas. Precisamos mudar a nossa maneira de pensar. E nem é preciso ir muito longe para isso. Basta observar à sua volta. Sua escola tem um banheiro adequado para pessoas com necessidades especiais? E na rua onde você mora? As calçadas são regulares, sem buracos ou raízes de árvores saindo do cimento? Você já viu um livro escrito em braile, que é a escrita especial para as pessoas que não enxergam? Como uma pessoa surda faz para assistir televisão? Pois é. O caminho para uma perfeita sociedade inclusiva é longo. Mas, se todo mundo colaborar, com certeza a linha de chegada fica cada vez mais perto. Você chegou até aqui e pode estar se questionando: “na minha família não tem ninguém com necessidades especiais, então o que eu tenho a ver isso”? Quer saber a verdade? Você tem tudo a ver com isso! Afinal, vivemos em sociedade e ninguém é uma ilha isolada no meio do oceano. O que é bom para mim deve ser tão bom quanto para você e vice-versa. Além disso, como já dissemos, a questão da inclusão não se limita às pessoas com necessidades especiais, mas a todos que já foram citados, como os negros, os índios, os omossexuais, as mulheres, os idosos e aqueles que, de uma forma ou de outra, acabam sendo excluídos. Você sabia, por exemplo, que muitas mulheres recebem salários menores do que os homens, mesmo ocupando o mesmo cargo e exercendo a mesma função? Que muitas pessoas com 50 anos de idade, mesmo que tenham uma família para sustentar, têm dificuldade para arrumar um emprego porque são consideradas “velhas”? E que muitos empregadores não aceitam dar trabalho para negros apenas por causa da cor de sua pele, embora no Brasil mais de 50% da população seja de afrodescendentes? E então, você ainda acha que não tem nada a ver com isso? A mulher que recebe um salário menor do que o de um homem pode ser a sua mãe e o homem rejeitado na vaga de emprego pode ser seu pai ou seu avô. Mesmo que não seja com ninguém muito próximo, pode ser que na casa do seu melhor

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amigo esteja acontecendo isso, exatamente agora. Logo, é claro que todos nós temos a nossa parcela na construção de uma sociedade inclusiva. De que forma? Em primeiro lugar, modificando nossa própria atitude de acreditar que uma pessoa é inferior à outra por qualquer uma das condições que já falamos: cor, condição física, religião, gênero, etc.

e Proposta de atividad jetivo A troca de um segredo eendê-la melhor. O ob pr m co ra pa oa ss pe tra as das oulocar-se no lugar de ou ssoas são diferentes um pe as e qu Nem sempre é fácil co ar eit ac a ente esse, ajudá-lo dessa atividade é justam . é rna melhores ou piores tudo o que se precisa e tras, mas isso não as to s oa ss pe 15 o, im ín m, no m ldadade seja realizada co problema ou uma dificu um l pe pa no e ev O ideal é que esta ativi cr es s . Ninguém da um dos participante falar com outra pessoa ue eg ns co apenas lápis e papel. Ca o nã e qu is as esteja passando, m colega recolhe os papé um ou r so es of pr O de que possui ou que is. papé o de identificação nos de deve fazer qualquer tip fique diferente. Depois um e nenh qu ra pa a, rm fo a m um deve es e os dobra da m os participantes. Cada tre en te en iam or at ale vem ser distribuídos r dessa análise, pense de rti s pa ele A , u. os se ad e br ss do fo s se do o to com a que lhe foi entregue, ler e analisar o problem o problema. sobre como você solucionaria a sessão de discussões um á rir ab r so es of pr o o, e seu e moscontraram uma soluçã ceberam como se foss re e qu a Depois que todos já en lem ob pr tor, do rticipantes falarão fazer perguntas ao locu rá de po te an cip rti o assunto. Todos os pa pa um ser feitas, rada. Nessa fase, nenh e as perguntas podem qu é o lat re u trarão a solução encont se o r rra te depois que ele ence tes. apenas ouvi-lo. Somen pelos outros participan to an qu r, so es of pr lo tanto pe serve: dem ser abordadas, ob po e qu es tõ es qu as Entre ma? ao descrever o proble Como você se sentiu outro? plicar o problema de Como se sentiu ao ex r outro? oblema foi relatado po pr u se o do an qu iu nt Como se se oblema? compreendeu o seu pr tro ou o , er nd te en u No se na sua situação? Conseguiu se colocar pessoa? o problema da outra eu nd ee pr m co e qu Você sentiu do grupo? o aos outros membros çã la re em iu nt se se Como você outros? entos em relação aos Mudaram seus sentim

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Os direitos dos adolescentes É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Art. 227 da Constituição Federal Brasileira.

Para a lei brasileira as crianças são os individuos de até onze anos de idade e, adolescentes são aquelas pessoas que têm entre doze e dezoito anos. Por serem pessoas em desenvolvimento, crianças e adolescentes precisam ser especialmente protegidos pela sociedade e pelo Estado e é isso que diz o artigo 227 da Constituição brasileira, citado acima. Nesse sentido, a Constituição brasileira foi bastante inovadora já que se adianta às disposições da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança.

Conteúdo extra! Leia a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança na íntegra, aponte seu smartphone.

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Você já ouvir falar no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)? Você sabe quais são os direitos que ele garante? É hora de conhecer um pouco mais sobre este importante instrumento de defesa de nossos direitos para poder exercê-los e lutar para que sejam garantidos e respeitados.

O Estatuto da criança e do adolescente (ECA) é um documento que reúne as leis específicas que asseguram os direitos e deveres de crianças e adolescentes aqui no Brasil. Ele nasce da luta de diversos movimentos sociais que defendem os direitos de crianças e adolescentes, já que antes do estatuto existia apenas o “Código de Menores” que tratava de punir as crianças e adolescentes consideradas infratores. Desde 1990 com o ECA as crianças e os(as) adolescentes são reconhecidos como sujeitos de direitos e estabelece que a família, o Estado e a sociedade são responsáveis pela sua proteção, já que são pessoas que estão vivendo um período de intenso desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. "Crianças e adolescentes são sujeitos de Direitos" - Sujeitos de Direitos são pessoas que têm os seus direitos garantidos por lei. "Seus direitos devem ser tratados com prioridade absoluta" - Isso quer dizer que os direitos das crianças e dos/ das adolescentes estão em primeiro lugar. "Para tudo deve ser levada em conta a condição peculiar de crianças e adolescentes serem pessoas em desenvolvimento" - A criança e o adolescente têm os mesmos direitos que uma pessoa adulta e, além disso, têm alguns direitos especiais, por estarem em desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. As crianças e os adolescentes não conhecem todos os seus direitos e por isso não têm condições de exigir, então é muito importante que todos conheçam o ECA para que se possa conseguir uma sociedade mais justa para todos.

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Conteúdo extra! Aponte seu smartphone e acesse o QR Code, assita a um vídeo que explica o que é o Estatuto da Criança e do adolescente.

A Constituição Brasileira no artigo 227, também assegura a proteção integral à criança e ao adolescente:

"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão." Direitos = Compromissos Esses são alguns dos direitos que o estatuto garante, mas não podemos apenas pensar nos direitos, temos que pensar e colocar em prática nossos compromissos, pessoais e sociais com relação ao estatuto. Este compromisso social é uma forma de manifestar nosso respeito e solidariedade para com a comunidade que vivemos. Vamos pensar alguns desses compromissos sociais:

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Direito de ter escola e educação • Nosso compromisso é frequentar as aulas, estudar, cuidar da escola etc. • Direito a saúde e prevenção • Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações e orientação nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas as relações e práticas sexuais etc. • Direito à Liberdade, respeito e dignidade • Nosso compromisso é respeitar as pessoas, agir com dignidade e ética, usufruir com responsabilidade e conquistar nossa liberdade etc. Juventude e Direitos Faz pouco tempo que a juventude passou a ser reconhecida como um grupo com necessidades e particularidades específicas. Isto significa que nem sempre os/as jovens foram identificados/as como sujeitos de direitos. Após a criação da Secretaria Nacional de Juventude em 2005, os/as próprios/as jovens levaram os governantes a perceber a necessidade de garantia de seus direitos. Foi assim que em 2010, a palavra “juventude” foi agregada à Constituição Federal e em 2013 foi criado o Estatuto da Juventude representando um importante avanço na garantia dos direitos da juventude brasileira. Entre os principais desafios que a juventude do país enfrenta encontram-se o desemprego, a educação e a segurança, não necessariamente nessa ordem. Para o enfrentamento desses desafios é preciso que a juventude esteja saudável, educada, produzindo e engajada, podendo dessa forma quebrar um ciclo de pobreza e deixando de estar exposta às grandes vulnerabilidades sociais. O Estatuto da Juventude dispõe sobre os direitos dos/as jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE, compreendendo para efeito da Lei e diretrizes que os/as jovens são as pessoas com idade entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove) anos de idade.

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Direitos sexuais Você já parou para pensar que o direito de escolher com quem quer namorar ou ficar nem sempre é respeitado? Será que exercemos nossa sexualidade livre de preconceito, medo, vergonha ou culpa? A história dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos tem inicio junto com a luta das mulheres pela igualdade de Gênero, com ênfase nos direitos à educação e ao voto durante meados do século XIX e primeira metade do século XX. Até a década de 60, persistiu a luta pela igualdade, baseada nas relações sociais de poder entre homens e mulheres, que se fortaleceu nos anos 60 e 70, momento em que os grupos feministas começaram com a luta para romper com a opressão da mulher e com um intenso trabalho para desmontar as formas de construção dos papeis sociais de mulheres e homens. Nesse período a luta das mulheres se focalizou na conquista do direito para decidir sobre seu próprio corpo, Permitindo que as mulheres possam: • Conhecer e/ou (re)conhecer seu próprio corpo; • Pensar e refletir pela primeira vez nas questões relacionadas à vivência da sexualidade; • (Re)conhecer o direito ao prazer sexual; • Refletir sobre a construção dos papeis de homens e mulheres na sociedade. • No Brasil, os movimentos de mulheres tiveram uma atuação fundamental ao longo dos anos 80, lutando pelos direitos das mulheres pela justiça social e pela democracia, incorporando como prioritário na sua agenda, o tema da saúde da mulher e dos direitos reprodutivo. Conhecendo os Direitos Sexuais (DS) Os DS são os direitos que garante que toda e qualquer pessoa pode viver sua vida sexual com prazer e livre de discriminação. Incluem o direito: • De viver a sexualidade sem medo, vergonha, culpa, falsas crenças e outros impedimentos à livre expressão dos desejos; • Direito de viver a sua sexualidade independente do estado civil, idade ou condição física; • A escolher o/a parceiro/a sexual sem discriminação, e com liberdade e autonomia para expressar sua orientação sexual se assim desejar; • De viver a sexualidade livre de violência, discriminação e coerção; e com o respeito pleno pela independência corporal do/a outro/a; • Praticar a sexualidade independentemente de penetração; • A insistir sobre a prática do sexo seguro para prevenir uma gravidez não planejada e as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV-Aids; • À saúde sexual, o qual exige o acesso a todo tipo de informação, educação e a serviços confidenciais de alta qualidade sobre sexualidade e saúde sexual;

Exerça sua sexualidade, é seu direito! Fonte: SOS CORPO - Gênero e Cidadania.

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Direitos reprodutivos Você já parou para pensar que muitas mulheres não decidem com autonomia sobre se querem ou não ter filhos(as), quantos filhos(as) querem ter e a cada quanto tempo? A história dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos tem inicio junto com a luta das mulheres pela igualdade de Gênero, com ênfase nos direitos à educação e ao voto durante meados do século XIX e primeira metade do século XX. Até a década de 60, persistiu a luta pela igualdade, baseada nas relações sociais de poder entre homens e mulheres, que se fortaleceu nos anos 60 e 70, momento em que os grupos feministas começaram com a luta para romper com a opressão da mulher e com um intenso trabalho para demonstrar as construções sociais dos papeis de mulheres e homens e na sociedade. Nesse período a luta das mulheres se focalizou na conquista do direito para decidir sobre seu próprio corpo, permitindo que as mulheres pudessem: • Conhecer e/ou (re)conhecer seu próprio corpo; • Pensar e refletir pela primeira vez nas questões relacionadas à vivência da sexualidade, • (Re)conhecer o direito ao prazer sexual • Refletir sobre a construção dos papeis de homens e mulheres na sociedade. No Brasil, os movimentos de mulheres tiveram uma atuação fundamental ao longo dos anos 80, lutando pelos direitos das mulheres pela justiça social e pela democracia, incorporando como prioritário na sua agenda, o tema da saúde da mulher e dos direitos reprodutivo. Conhecendo os Direitos Reprodutivos (DR): Os DR compreendem o direito básico de todo casal e de todo indivíduo de decidir livre e responsavelmente sobre o número, o espaçamento e a oportunidade de ter filhos/as e de ter a informação e os meios de assim o fazer, gozando do mais elevado padrão de saúde sexual e reprodutiva. Incluem o direito: • Individual de mulheres e homens em decidir sobre se querem, ou não, ter filhos/as, em que momento de suas vidas e quantos/as filhos/as desejam ter; • De tomar decisões sobre a reprodução, livre de discriminação, coerção ou violência; • De homens e mulheres participarem com iguais responsabilidades na criação dos/as filhos/as; • A serviço de saúde pública de qualidade e acessível, durante todas as etapas da vida; • A doação e ao tratamento para a infertilidade;

Decida sobre seu corpo, é seu direito! Fonte: SOS CORPO - Gênero e Cidadania

Direito das pessoas que vivem com HIV Conheça os direitos das pessoas que vivem com HIV Em 1989, durante o Encontro Nacional de ONG que trabalham com Aids (ENONG), foi aprovado o documento da Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids que garante os seguintes direitos: • Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, cientificamente fundada sobre a aids, sem nenhum tipo de restrição. Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição;

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Cultura de paz • Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida; • Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação; • Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV, qualquer que seja sua raça, sua nacionalidade, sua religião, sua ideologia, seu sexo ou orientação sexual; • Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que tende a recusar aos portadores do vírus um emprego, um alojamento, uma assistência ou privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação nas atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei; • Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV; • Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para a aids sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais; • Ninguém será submetido aos testes de aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos, para controle de transfusões e transplantes, e estudos epidemiológicos e nunca para qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser informados por um profissional competente; • Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde ou o resultado dos seus testes; • Todo portador do vírus tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.

Conteúdo extra! Aponte seu smartphone e leia o documento: O direito de ser adolescente.

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Videoteca Escritores da Liberdade Uma nova professora chega a escola tentando mostrar aos estudantes que aquilo que trazem de casa os das ruas faz sentido também dentro da sala de aula. Problemáticas como racismo, desigualdade social e exclusão social dão o mote do filme. Baseado em fatos reais, o longa mostra como a professora Erin Grunwell transformou a relação de aprendizagem em uma escola dividida por tribos. Escola marcada pela resistência dos estudantes em lidar com as diferenças, é por meio da professora que a discussão de cor e raça é trazida para as atividades, que incluem escrever sobre a história de vida de cada um.

Olhos azuis O documentário mostra como foi o trabalho desenvolvido pela educadora norte-americana Jane Elliot, que realizou atividades de conscientização tanto com crianças quanto com adultos brancos, em 1968. O vídeo mostra o processo de conscientização realizado durante as oficinas, no qual os brancos poderiam sentir a discriminação sofrida por negros.

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Outros tipos de inclusão A inclusão da criança e do adolescente com deficiência na educação A questão da inclusão social dos jovens tem sido alvo de bastante preocupação no âmbito das intervenções e políticas públicas para a juventude. O termo “pessoas deficientes” começou a ser entendido como uma alegação de que a pessoa inteira era deficiente. Por isso, para mostrar que a deficiência era apenas uma das características de alguém, um valor agregado a tal pessoa, criou-se a expressão “portador de deficiência”. O termo foi adotado pela Constituição Federal de 1988 e por muitos órgãos que tratavam do assunto.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil tem quase 46 milhões de pessoas com deficiências. Para essas pessoas, a inclusão em todas as esferas da vida pública é um desafio que cada um de nós pode colaborar para que seja superado.

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A deficiência física é todo comprometimento da mobilidade, da coordenação motora geral e da fala, causada por lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas ou ainda por má-formação congênita ou adquirida (art. 3, inciso I). A deficiência mental é um atraso ou lentidão no desenvolvimento cognitivo adquirido até os 18 anos que pode ser percebido na maneira de falar, caminhar, escrever, autocuidado, entre outros. O grau de deficiência mental varia de leve a profundo (art. 3, inciso IV). A deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos em caráter definitivo e que não possa ser melhorada ou corrigida com uso de tratamento cirúrgico, clínico e/ou lentes. O Decreto nº 3.298 considera deficiente visual a pessoa que tem dificuldade ou impossibilidade de enxergar a uma distância de 6 metros o que uma pessoa sem deficiência enxergaria a 60 metros, após a melhor correção, ou que tenha o campo visual (área de percepção visual) limitado a 20%, ou com ambas as situações (art. 4, inciso III). A deficiência auditiva é a perda total ou parcial da capacidade de compreender a fala através do ouvido. Pode ser surdez leve – nesse caso, a pessoa consegue se expressar oralmente e perceber a voz humana com ou sem a utilização de um aparelho. Pode ser, ainda, surdez profunda (art. 4, inciso II). Existem diferentes tipos de deficiências e, em cada uma delas, há variações de grau. Para a construção de uma sociedade inclusiva, é preciso garantir que as esferas públicas sejam adaptadas a essa diversidade, garantindo direitos e acessos iguais para todos.

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Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade. Fernando Pessoa

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CAPÍTULO 5 Pluralidade cultural

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Cultura de paz A temática da Pluralidade Cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização de características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem no território nacional, às desigualdades socioeconômicas e à crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira. A afirmação da diversidade é traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, tendo a Ética como elemento definidor das relações sociais e interpessoais. Ao tratar este assunto, é importante distinguir diversidade cultural, a que o tema se refere, de desigualdade social. As culturas são produzidas pelos grupos sociais ao longo das suas histórias, na construção de suas formas de subsistência, na organização da vida social e política, nas suas relações com o meio e com outros grupos, na produção de conhecimentos etc. A diferença entre culturas é fruto da singularidade desses processos em cada grupo social. A desigualdade social é uma diferença de outra natureza: é produzida na relação de dominação e exploração socioeconômica e política.

Quando se propõe o conhecimento e a valorização da pluralidade cultural brasileira, não se pretende deixar de lado essa questão. Ao contrário, principalmente no que se refere à discriminação, é impossível compreendê- la sem recorrer ao contexto socioeconômico em que acontece e à estrutura autoritária que marca a sociedade. As produções culturais não ocorrem “fora” de relações de poder: são constituídas e marcadas por ele, envolvendo um permanente processo de reformulação e resistência.

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Ambas, desigualdade social e discriminação, articulam-se no que se convencionou denominar “exclusão social”: impossibilidade de acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade e de participação na gestão coletiva do espaço público — pressuposto da democracia. Entretanto, apesar da discriminação, da injustiça e do preconceito que contradizem os princípios da dignidade, do respeito mútuo e da justiça, paradoxalmente o Brasil tem produzido também experiências de convívio, reelaboração das culturas de origem, 122 constituindo algo intangível que se tem chamado de brasilidade, que permite a cada um reconhecer-se como brasileiro. Por isso, no cenário mundial, o Brasil representa uma esperança de superação de fronteiras e de construção da relação de confiança na humanidade. A singularidade que permite essa esperança é dada por sua constituição histórica peculiar no campo cultural. O que se almeja, portanto, ao tratar de Pluralidade Cultural, não é a divisão ou o esquadrinhamento da sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, pelo convívio e pelas opções pessoais, assim como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma sociedade mais justa. Reconhecer e valorizar a diversidade cultural é atuar sobre um dos mecanismos de discriminação e exclusão, entraves à plenitude da cidadania para todos e, portanto, para a própria nação. Há muito se diz que o Brasil é um país rico em diversidade étnica e cultural, plural em sua identidade: é índio, afrodescendente, imigrante, é urbano, sertanejo, caiçara, caipira... Contudo, ao longo de nossa história, têm existido preconceitos, relações de discriminação e exclusão social que impedem muitos brasileiros de ter uma vivência plena de sua cidadania, que bom que nos últimos tempos esta conversa faz parte do dia a do dia das escolas, vamos refletir um pouco a respeito desta temática tão importante para o nosso dia a dia ?

Nossa pluralidade Há muito se diz que o Brasil é um país rico em diversidade étnica e cultural, plural em sua identidade: é índio, afrodescendente, imigrante, é urbano, sertanejo, caiçara, caipira... Contudo, ao longo de nossa história, têm existido preconceitos, relações de discriminação e exclusão social que impedem muitos brasileiros de ter uma vivência plena de sua cidadania. Pluralidade é um substantivo feminino da língua portuguesa com significado de algo que possui em grande quantidade, o mais amplo, geral e múltiplo. A pluralidade está relacionada com a diversidade de coisas ou pessoas reunidas em um mesmo espaço físico. Também pode significar as diversas hipóteses disponíveis para solucionar determinada situação (pluralidade de alternativas). O termo é usado para demonstrar algo que estar em maior quantidade, quando são muitos ou vários. Exemplo: pluralidade de votos, pluralidade de moedas e etc. A temática da Pluralidade Cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem no território nacional, às desigualdades socioeconômicas e à crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira, oferecendo ao aluno a possibilidade de conhecer o Brasil como um país complexo, multifacetado e algumas vezes paradoxal. Este tema propõe uma concepção da sociedade brasileira que busca explicitar a diversidade étnica e cultural que a compõe, compreender suas relações, marcadas por desigualdades socioeconômicas, e apontar transformações necessárias.

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Considerar a diversidade não significa negar a existência de características comuns, nem a possibilidade de constituirmos uma nação, ou mesmo a existência de uma dimensão universal do ser humano. Pluralidade Cultural quer dizer a afirmação da diversidade como traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, e o fato de que a humanidade de todos se manifesta em formas concretas e diversas de ser humano. Por trabalhar com a diversidade humana, comporta uma ampliação de horizontes para o professor e para o aluno, uma abertura para a consciência de que a realidade em que vivem é apenas parte de um mundo complexo, fascinante e desafiador, na qual o elemento universal subjacente e definidor das relações intersociais e interpessoais deve ser a Ética. Propicia, ainda, a percepção de que essa característica sociocultural é expressão de uma pluralidade dinâmica para além das fronteiras do Brasil, a qual tem sido benéfica e estimuladora na definição de valores universais. Oferece, também, elementos para a compreensão de que respeitar e valorizar as diferenças étnicas e culturais não significa aderir aos valores do outro, mas, sim, respeitá-los como expressão da diversidade, respeito que é, em si, devido a todo ser humano, por sua dignidade intrínseca, sem qualquer discriminação. É importante, ao tratar este assunto, fazer-se a distinção entre diversidade cultural, a que o tema se refere, e desigualdade social. As culturas são produzidas pelos grupos sociais ao longo das suas histórias, na construção de suas formas de subsistência, na organização da vida social e política, nas suas relações com o meio e com outros grupos, na produção de conhecimentos, etc.

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A diferença entre culturas é fruto da singularidade desses processos em cada grupo social. A desigualdade social é uma diferença de outra natureza: é produzida na relação de dominação e exploração socioeconômica e política. Quando se propõe o conhecimento e a valorização da pluralidade cultural brasileira não se pretende deixar de lado essa questão. Ao contrário, principalmente no que se refere à discriminação, é impossível compreendê-la sem recorrer ao contexto social em que acontece e à estrutura autoritária que marca a sociedade. As produções culturais não ocorrem “fora” de relações de poder: são constituídas e marcadas por ele, envolvendo um permanente processo de reformulação e resistência. Ambas, desigualdade social e discriminação, se articulam no que se convencionou denominar “exclusão social”: impossibilidade de acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade, e de participação na gestão coletiva do espaço público — pressuposto da democracia. Por esse motivo, já se disse que, na prática, o Brasil não é uma sociedade regida por direitos, mas por 20 privilégios.

Os privilégios, por sua vez, assentam-se em discriminações e preconceitos de todo tipo: socioeconômico, étnico e cultural. Em outras palavras, dominação, exploração e exclusão interagem; a discriminação é resultado e instrumento desse complexo de relações. Entretanto, apesar da discriminação, da injustiça e do preconceito, que contradizem os princípios da dignidade, do respeito mútuo e da justiça, paradoxalmente o Brasil tem produzido também experiências de convívio e da interetnicidade, a reelaboração das culturas de origem, constituindo algo intangível que se tem chamado de brasilidade, que permite a cada um reconhecer-se como brasileiro. Encravada nas contradições de um sistema

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Cultura de paz econômico e social que se constituiu historicamente de maneira injusta, o Brasil tem essa contribuição a dar: a possibilidade de uma singularidade múltipla, multifacetada, de uma relação também (ainda que não só) amistosa e calorosa com o mundo e aberta para ele. Por isso, no cenário mundial, o Brasil representa uma esperança de superação de fronteiras e de construção da relação de confiança na humanidade. A singularidade que permite essa esperança é dada por sua constituição histórica peculiar no campo cultural. O que se almeja, portanto, ao tratar de Pluralidade Cultural, não é a divisão ou o esquadrinhamento da sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, pelo convívio e pelas opções pessoais, assim como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma sociedade mais justa. A coexistência da ampla diversidade étnica, lingüística e religiosa em solo brasileiro coloca a possibilidade da pluralidade de alternativas. De certa forma, é como se o plural que se constata, seja no convívio direto, seja por outras mediações, evidenciasse e ampliasse o plural que potencialmente está em cada um. Assim, o princípio de liberdade se afirma nas possibilidades múltiplas de cada um, na polissemia subjetiva que permite escolhas e novos encontros. Tratar da diversidade cultural, reconhecendo-a e valorizando-a, e da superação das discriminações é atuar sobre um dos mecanismos de exclusão — tarefa necessária, ainda que insuficiente, para caminhar na direção de uma sociedade mais plenamente democrática. É um imperativo do trabalho educativo voltado para a cidadania, uma vez que tanto a desvalorização cultural — traço bem característico de país colonizado — quanto a discriminação são entraves à plenitude da cidadania para todos; portanto, para a própria nação. É sabido que, apresentando heterogeneidade notável em sua composição populacional, o Brasil desconhece a si mesmo. Na relação do País consigo mesmo, é comum prevalecerem vários estereótipos, tanto regionais quanto em relação a grupos étnicos, sociais e culturais. Historicamente, registra-se dificuldade para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial/étnica. O País evitou o tema por muito tempo, sendo marcado por “mitos” que veicularam uma imagem de um Brasil homogêneo, sem diferenças, ou, em outra hipótese, promotor de uma suposta “democracia racial”. Na escola, muitas vezes, há manifestações de racismo, discriminação social e étnica, por parte de professores, de alunos, da equipe escolar, ainda que de maneira involuntária ou inconsciente. Essas atitudes representam violação dos direitos dos alunos, professores e funcionários discriminados, trazendo consigo obstáculos ao processo educacional, pelo sofrimento e constrangimento a que essas pessoas se vêem expostas. 21 Movimentos sociais, vinculados a diferentes comunidades étnicas, desenvolveram uma história de resistência a padrões culturais que estabeleciam e sedimentavam injustiças. Gradativamente conquistou-se uma legislação antidiscriminatória, culminando com o estabelecimento, na Constituição Federal de 1988, da discriminação racial como crime. Mais ainda, há mecanismos de proteção e promoção de identidades étnicas, como a garantia, a todos, do pleno exercício dos direitos culturais, assim como apoio e incentivo à valorização e difusão das manifestações culturais. Os povos indígenas, por exemplo, têm garantidos seus direitos de desenvolvimento de processos pedagógicos próprios, tradicionais, com liberdade de organização de suas escolas. A aplicação e o aperfeiçomento da legislação são decisivos, porém insuficientes. Os direitos culturais, a criminalização da discriminação, atendem aspectos referentes à proteção de pessoas e grupos pertencentes a minorias étnicas e culturais. Para contribuir nesse processo de superação da discriminação e de construção de

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uma sociedade justa, livre e fraterna, o processo educacional há que tratar do campo ético, de como se desenvolvem atitudes e valores, no campo social, voltados para a formação de novos comportamentos, novos vínculos, em relação àqueles que historicamente foram alvo de injustiças, que se manifestam no cotidiano. Mesmo em regiões onde não se apresente uma diversidade cultural tão acentuada, o conhecimento dessa característica plural do Brasil é extremamente relevante, pois, ao permitir o conhecimento mútuo entre regiões, grupos e indivíduos, consolida o espírito democrático. Da mesma forma, tratar de aspectos referentes à discriminação social mesmo em locais onde as situações de exclusão não se manifestam diretamente ou pelo menos não de maneira dramática, permitirá formar a criança e o adolescente para a responsabilidade social de cidadão que participa dos destinos do País como um todo, direcionando a proposta para a busca de soluções. A demanda social existe há muito tempo, a urgência é inadiável. Esta proposta considera, do ponto de vista social, os movimentos que há tanto lutam por essa valorização. O grande desafio proposto para a educação é estabelecer conexões entre o que se aprende na escola e a vida da população brasileira. Mudar mentalidades, superar o preconceito e combater atitudes discriminatórias são finalidades que envolvem lidar com valores de reconhecimento e respeito mútuo, o que é tarefa para a sociedade como um todo. A escola tem um papel crucial a desempenhar nesse processo. Em primeiro lugar, porque é o espaço em que pode se dar a convivência entre crianças de origens e nível socioeconômico diferentes, com costumes e dogmas religiosos diferentes daqueles que cada uma conhece, com visões de mundo diversas daquela que compartilha em família. Em segundo, porque é um dos lugares onde são ensinadas as regras do espaço público para o convívio democrático com a diferença. Em terceiro lugar, porque a escola apresenta à criança conhecimentos sistematizados sobre o País e o mundo, e aí a realidade plural de um país como o Brasil fornece subsídios para debates e discussões em torno de questões sociais. A criança na escola convive com a diversidade e poderá aprender com ela. Freqüentemente, contudo, as escolas acabam repercutindo, sem qualquer reflexão, as contradições que a habitam. A escola no Brasil, durante muito tempo e até hoje, disseminou preconceito de formas diversas. Conteúdos indevidos e até errados, notadamente presentes em livros que têm sofrido críticas fundamentadas, constituem assunto que merece constante atenção. Também contribuía para essa disseminação de preconceitos certa mentalidade que vinha privilegiar 22 certa cultura, apresentada como a única aceitável e correta, como também aquela que hierarquizava culturas entre si, como se isso fosse possível, sem prejuízo da dignidade dos diferentes grupos produtores de cultura. Amparada pelo consenso daquilo que se impôs como se fosse verdadeiro, o chamado, criticamente, “mito da democracia racial”, a escola muitas vezes silencia diante de situações que fazem seus alunos alvo de discriminação, transformando-se facilmente em espaço de consolidação de estigmas. Assim, o educador está sujeito a uma escolha inevitável — ainda que inconsciente — quanto a ser agente privilegiado da expansão ou da contração do preconceito e da discriminação. Portanto, embora não caiba à educação, isoladamente, resolver o problema da discriminação em suas mais perversas manifestações, cabe-lhe atuar para promover processos, conhecimentos e atitudes que cooperem na transformação da situação atual. O reconhecimento da complexidade que envolve a problemática social, cultural e étnica é o primeiro passo. Tal reconhecimento aponta a necessidade de a escola instrumentalizar-se para fornecer informações mais precisas para questões que vêm sendo indevidamente respondidas pelo senso comum, quando não ignoradas por um silencioso constrangimento.

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Pare e pense O que é estereotipo? Pode-se definir estereótipo como sendo generalizações, ou pressupostos, que as pessoas fazem sobre as características ou comportamentos de grupos sociais específicos ou tipos de indivíduos. O estereótipo é geralmente imposto, segundo as características externas, tais como a aparência (cabelos, olhos, pele), roupas, condição financeira, comportamentos, cultura, sexualidade, sendo estas classificações (rotulagens) nem sempre positivas que podem muitas vezes causar certos impactos negativos nas pessoas. Em alguns casos idéias estereotipadas são bem vindas como, por exemplo, a frase "Brasil, o país do futebol". Esta frase demonstra a paixão que os brasileiros têm em relação ao futebol. Obviamente, que existem brasileiros que não gostam de futebol, porém é uma idéia estereotipada que não causa impactos negativos. No entanto, existem idéias estereotipadas sobre outras nações que são preconceituosas, como por exemplo, afirmar que "o Paquistão é o país dos homens bomba". Essa generalização não é vista com bons olhos pelos paquistaneses, uma vez que a maioria dos habitantes que vivem lá é contra o terrorismo. O fato é que muitos estereótipos são geralmente adquiridos na infância sob a influência dos pais, familiares, amigos, professores e através da mídia. E quando um estereótipo é aprendido e armazenado no cérebro, a tendência é que seja passado para outras pessoas. Podemos classificar os estereótipos em: Estereótipos de gênero

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São estereótipos direcionados ao gênero masculino e feminino. Antigamente ouvia-se muito que o papel da mulher era casar e ter filhos e o homem era visto como o provedor financeiro e tinha que focar em sua carreira. Hoje estes estereótipos já não são tão predominantes como era há alguns anos atrás. Felizmente a mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho, e consegue fazer perfeitamente o seu papel de cuidar dos filhos e da casa, como também cuidar de sua carreira profissional. Os homens hoje, também não são tão cobrados na questão financeira, uma vez que suas parceiras ajudam nas despesas, e são ótimos auxiliares na arrumação da casa. Outros estereótipos de gêneros muito comuns são aqueles que dizem que as mulheres são melhores para cozinhar do que os homens. No entanto, os melhores chefes de cozinha do mundo são homens. Há ainda aqueles estereótipos que dizem que "os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”, "mulher no volante perigo constante", e outros estereótipos que estão associados ao preconceito. Estereótipos raciais e étnicos: São estereótipos direcionados a diferentes etnias e raças. Nesta categoria existem muitos estereótipos preconceituosos como aqueles que dizem "os colombianos são traficantes", "os muçulmanos são terroristas", "os índios são violentos", "todos os alemães são prepotentes", "os portugueses são burros" e outros menos impactantes como "quenianos são os melhores corredores do mundo", "os negros são melhores no basquete". Neste tipo de estereótipo ainda incluem aqueles relacionados ao racismo que é o tipo de preconceito mais frequente em nosso país. Estereótipos sócio-econômicos: São estereótipos relacionados com a questão financeira de indivíduos e grupo de indivíduos. Exemplos: "Os mendigos são mendigos por opção", "os sem-terra são preguiçosos", "patricinhas são mesquinhas", entre outros. Existem também estereótipos no meio profissional, direcionados a certas profissões, estereótipos em relação à opção sexual (gays, lésbicas e bissexuais), estereótipos no mundo da estética, e ainda aqueles muito comuns em escolas como os "nerds", que são alunos que se destacam pela sua inteligência e pelo seu jeito introvertido.

A pluralidade cultural existente no Brasil é fruto de um longo processo histórico de interação entre aspectos políticos e econômicos, no plano nacional e internacional. Esse processo apresenta-se como uma construção cultural brasileira altamente complexa, historicamente definida e redefinida continuamente em termos nacionais, apresentando características regionais e locais. Coexistem aqui culturas singulares, ligadas a identidades de origem de diferentes grupos étnicos e culturais. Essa composição cultural tem se caracterizado por plasticidade e permeabilidade, incorporando em seu cotidiano a criação e recriação das culturas de todos esses povos, sem diluí-las, ao mesmo tempo que permite seu entrelaçamento. Nesse entrelaçamento de influências recíprocas, configura-se a permanente elaboração e redefinição da identidade nacional, em sua complexidade. Convivem hoje no território nacional cerca de 206 etnias indígenas, guardando, cada uma delas, identidade própria, representando, em si, riquíssima diversidade sociocultural, além de uma imensa população formada pelos descendentes dos povos africanos e um grupo igualmente numeroso de imigran-

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Cultura de paz tes e descendentes de povos originários de diferentes continentes, de diferentes tradições culturais e de diferentes religiões. A própria dificuldade de categorização dos grupos que vieram para o Brasil, formando sua população, é indicativo da diversidade.

Mesmo para a elaboração de um simples rol, é difícil escolher ou priorizar certo recorte, seja continental ou regional, nacional, religioso, cultural, lingüístico, racial/étnico. Portugueses, espanhóis, ingleses, franceses, italianos, alemães, poloneses, húngaros, lituanos, egípcios, sírios, libaneses, armênios, indianos, japoneses, chineses, coreanos, ciganos, latino-americanos, católicos, evangélicos, batistas, budistas, judeus, muçulmanos, tradições africanas, situam-se entre outras inumeráveis categorias de identificação. Além disso, um mesmo indíviduo pode vincular-se a diferentes grupos ao mesmo tempo, reportando- 25 se a cada um deles com igual sentido de pertinência. Quando se trata de falar da situação atual da população, eventuais categorizações são ainda mais difíceis, tal a circulação que existe entre tradições e culturas, do ponto de vista individual, sem falar de aproximações espontâneas e voluntárias entre grupos, com fins associativos, de cooperação para fins comuns ou de diálogo com vistas ao entendimento. A diversidade marca a vida social brasileira. Encontram-se diferentes características regionais, diferentes manifestações de cosmologias que ordenam de maneiras diferenciadas a apreensão do mundo, formas diversas de organização social nos diferentes grupos e regiões, multiplicidade de modos de relação com a natureza, de vivência do sagrado e de sua relação com o profano. O campo e a cidade propiciam às suas populações vivências e respostas culturais muito diferenciadas que implicam ritmos de vida, ensinamentos de valores e formas de solidariedade distintas. Os processos migratórios colocam em contato grupos sociais com diferenças de fala, de costumes, de valores, de projetos de vida. Freqüentemente, porém, esse processo complexo presente na vida brasileira é ignorado e/ ou descaracterizado, particularmente em processos da indústria de bens culturais. Também na escola, onde essa diversidade está presente diretamente naqueles que constituem a comunidade escolar, essa presença tem sido ignorada, silenciada ou minimizada. São múltiplas as origens da omissão com relação à Pluralidade Cultural.

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Pluralidade religiosa Não se deve confundir pluralidade religiosa com diversidade religiosa. A diversidade ou variedade religiosa é definida pela existência de diversos cultos e formas de religião diferentes em um único espaço. Enquanto que, a pluralidade religiosa é entendida como um pensamento filosófico que diz ser todos os tipos de religiões verdadeiras e válidas. Para a pluralidade religiosa, todas as crenças religiosas são verdadeiras, contanto que busquem pelos mesmos objetivos: o bem celestial e a felicidade da alma. Para aceitar a ideia de pluralidade religiosa não precisa ser praticante de uma religião, já que esta é considerada uma filosofia religiosa e não uma religião em si.

Texto complementar Brasil se consolida como destino de imigrantes em busca de sobrevivência longe de casa. Apesar da fama de acolhedor, o país precisa fortalecer as políticas públicas de abrigo e emprego para que a projeção de um fluxo cada vez maior não se transforme em crise. "Eles não entenderam por que escolhi um país tão violento e tão longe", diz o sírio Abdulbaset Jarour, 25, sobre a reação dos parentes ao saberem que ele viria para o Brasil. Todos estavam cientes que não era esse o sonho de Jarour. Essas terras também não deviam estar nos planos de muitos europeus, orientais, africanos, haitianos e outros imigrantes. Mas todos aqueles que eram vítimas de algum horror ou tragédia, fossem refugiados ou não, viram aqui mais que a oportunidade de prosperidade longe de casa: vislumbraram a simples chance de sobrevivência. E essa salvação, mesmo em meio à destruição, pode vir com um mero carimbo diplomático. Foi esse aval burocrático, o "sim" para o pedido de asilo que havia sido recusado pelos "favoritos" Estados Unidos e Austrália, que tirou Jarour da guerra civil na Síria para colocá-lo no centro de São Paulo. Foi também nessa pegada de "Brasil? Ah, tá valendo!" que o ex-secretário de Educação da Síria, Mowfaq Hafez, 70, salvou sua família. Ele reconheceu no convite de uma palestra um amigo de infância, Ahmadali Saifi, que havia emigrado para o Brasil em 1965 e prosperado como empresário. A dupla não se via desde quando eram colegas de escola no Líbano, mas Hafez não hesitou em pedir ajuda. Recebeu de Saifi passagens para vir com a família a São Paulo o quanto antes. A viagem foi feita no dia em que uma bomba destruiu a casa de Hafez. "Eu e minha família saímos com a roupa do corpo", lembra o professor. Após uma tentativa de viver na Arábia Saudita, Hafez voltou ao Brasil no último dia 10. "Minha casa agora é o Brasil. Na Síria, tudo foi destruído", afirma.

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Cultura de paz Refúgio no Brasil O número de refugiados no país dobrou nos últimos dois anos - hoje são 8.400 reconhecidos pela Justiça. A alta é reflexo do aumento de imigrantes sírios que chegaram nesse período Síria, Angola e Congo são os principais países de origem dos refugiados que vivem no Brasil. O motivo para o deferimento dos pedidos de quem vêm dessas nações é o mesmo: violação dos direitos humanos Para quem chega ao Brasil pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o sofrimento começa em uma sala conhecida como Conector, alocada na área de desembarque. É lá onde os refugiados ficam enquanto aguardam a permissão para entrar no país. Muitos chegam sem qualquer documento, apenas com a roupa do corpo. "Fiquei no Conector por duas semanas, isso porque já havia falado com uma entidade que me ajudou a entrar em contato com as autoridades certas, mas tem gente que fica bem mais do que isso", afirma o bengali Partha Sarker, 37, há um ano e quatro meses no Brasil. Perseguido em seu país por ser de uma família hindu e criticar preceitos do Islã, Sarker foi sequestrado e alvo constante de ameaças. "Eu não conseguia viver, perdi meu emprego, quase perdi a minha vida não uma, mas algumas vezes. Eu, meu pai e minha irmã fomos ameaçados, então o melhor que eu fiz foi deixar meu país. Se eu ficasse, eu não estaria vivo hoje." Após passar por tudo isso, o maior desafio de Sarker atualmente é conseguir os documentos necessários para se tornar empreendedor e regularizar sua escola de inglês, em São Paulo. Outro exemplo de como a estratégia brasileiras nessa área ainda é muito frágil, e constituída conforme a necessidade, foi a maneira como a intensificação da imigração de haitianos acabou sendo tratada pelas autoridades no ano passado - ao menos 2.000 pessoas daquele país chegam ao Acre todos os meses. Refugiados e haitianos são vistos e tratados de forma diferente pela legislação. Enquanto os primeiros têm que obedecer a uma série de exigências para serem "legais" - como ser vítima de perseguição política, religiosa ou social, além de vir de um lugar com conflito armado -, os haitianos são beneficiados por uma resolução normativa promulgada em 2012 pelo CNIg (Conselho Nacional da Imigração) do Ministério do Trabalho e Emprego, que concede visto em caráter humanitário a imigrantes daquele país após o terremoto de 2010. Estima-se que 27.523 vivam no Brasil, segundo dados do Sincre (Sistema Nacional de Cadastramento de Registro de Estrangeiros) da Polícia Federal. Sem contar os 36 mil que aguardam a emissão de documentos para regularizar a papelada. Há quatro anos, não passavam de 700 os haitianos com visto de trabalho no Brasil. Fonte: TAB/Refugiados. Disponível em: <http://tab.uol.com.br/refugiados/>. Acesso em: 02 dez. 2016.

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Conteúdo extra! Acesse o QR Code e saiba mais sobre a vida de refugiado.

Biblioteca Hotel Ruanda O longa-metragem de 2004 conta a história do gerente de hotel que abrigou mais de 1,2 mil deslocados da etnia tutsi, perseguidos pelas tropas militares hutus, durante o genocídio de Ruanda. O conflito político de 1994 matou quase um milhão de pessoas em cem dias no país e ficou marcado como um dos mais violentos da História.

Neste mundo O filme britânico de 2002 acompanha a arriscada jornada de dois jovens afegãos que escapam de um campo de refugiados em Peshawar, no Paquistão, para chegar à Europa. A história dos primos que enfrentam traficantes e contrabandistas enquanto passam por lugares como Irã, Curdistão e Turquia levou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim.

O terminal A produção americana traz a vida de um cidadão da Europa Oriental que, ao chegar nos EUA, descobre que seu país sofreu um golpe de Estado e, por isso, não pode deixar o aeroporto. Passando meses no terminal, o personagem vive história semelhante à do iraniano que ficou preso em Paris ao ter seu passaporte roubado em 1988.

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A boa mentira Filmado nos EUA e na África do Sul, o drama lançado em 2014 mostra refugiados de guerra do Sudão do Sul acolhidos por uma jovem assistente social americana ao chegarem nos EUA. Os personagens vividos por atores sudaneses devem se adaptar à nova vida e encontram uma realidade muito diferente do seu país assolado pela guerra.

Matrizes da diversidade brasileira Tradição afro A cultura africana chegou ao Brasil com os povos escravizados trazidos da África durante o longo período em que durou o tráfico negreiro transatlântico. A diversidade cultural da África refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas. Os africanos trazidos ao Brasil incluíram bantos, nagôs e jejes, cujas crenças religiosas deram origem às religiões afro-brasileiras, e os hauçás e malês, de religião islâmica e alfabetizados em árabe. Assim como a indígena, a cultura africana foi geralmente suprimida pelos colonizadores. Na colônia, os escravos aprendiam o português, eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo. Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos. Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás. A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé. Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colonial.

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Moleque, quiabo, fubá, caçula e angu. Cachaça, dengoso, quitute, berimbau e maracatu. Todas essas palavras do vocabulário brasileiro têm origem africana ou referem-se a alguma prática desenvolvida pelos africanos escravizados que vieram para o Brasil durante o período colonial e imperial. Elas expressam a grande influência africana que há na cultura brasileira. O fato de as escravas africanas terem sido responsáveis pela cozinha dos engenhos, fazendas e casas-grandes do campo e da cidade permitiu a difusão da influência africana na alimentação. São exemplos culinários da influência africana o vatapá, acarajé, pamonha, mugunzá, caruru, quiabo e chuchu. Temperos também foram trazidos da África, como pimentas, o leite de coco e o azeite de dendê.

No aspecto religioso os africanos buscaram sempre manter suas tradições de acordo com os locais de onde haviam saído do continente africano. Entretanto, a necessidade de aderirem ao catolicismo levou diversos grupos de africanos a misturarem as religiões do continente africano com o cristianismo europeu, processo conhecido como sincretismo religioso. São exemplos de participação religiosa africana o candomblé, a umbanda, a quimbanda e o catimbó. Algumas divindades religiosas africanas ligadas às forças da natureza ou a fatos do dia a dia foram aproximadas a personagens do catolicismo. Por exemplo, Iemanjá, que para alguns grupos étnicos africanos é a deusa das águas, no Brasil foi representada por Nossa Senhora. Xangô, o senhor dos raios e tempestades, foi representado por São Jerônimo.

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Cultura de paz Tradição indígena Você sabe por que você toma banho todos ou várias vezes por dia? Sabe também por que utilizamos chás para o bem-estar do corpo ou para curar algum tipo de doença? Pois bem, esses costumes chegaram até nós pelos índios. Esse povo, como nós já sabemos, foi um dos primeiros a habitar o Brasil. Antes da chegada dos portugueses, eles já conviviam nesta terra em plena harmonia com a natureza e com o passar dos anos passaram e perpetuaram algumas de suas tradições para nós. Por isso, hoje, nós vamos homenagear e conhecer um pouco mais sobre a cultura indígena e seus costumes. Antes de mergulhar na cultura deste povo, você precisa entender que cada tribo indígena possui hábitos próprios, porém a maioria delas praticam algumas tradições comuns. A divisão de trabalho, por exemplo, segue basicamente critérios de idade, sexo e acúmulo de conhecimento. Os homens são responsáveis pela caça de animais selvagens, pela proteção da aldeia e pela produção de ferramentas. As mulheres devem cuidar dos filhos, das plantações, produzir objetos de cerâmicas e redes. O cacique é chefe político e administrativo da aldeia. Já o pajé atua como uma espécie de médico e curandeiro, além de, é claro, repassar aos mais novos as tradições por meio da oralidade. Muitas tribos indígenas modificaram o modo vida depois do contato que tiveram com o ‘homem branco’. Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Gostou? Confira a seguiruma pequena lista de mais costumes dos índios herdados pelos brasileiros.

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Costumes e tradições • Tomar banho várias vezes por dia em rios, lagos e riachos; • Se alimentar de alimentos retirados da natureza (peixes, carnes de animais, frutos, legumes); • Realizar cerimônias e rituais com muita dança e música; • Treinar as crianças desde pequenas para as atividades que deverão desempenhar na vida adulta; • Realizar rituais de passagem entre a fase de criança e a adulta; • Fazer objetos de arte (potes e vasos de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da natureza.

Saiba mais! Sincretismo religioso Sincretismo é a fusão de diferentes doutrinas para a formação de uma nova, seja de caráter filosófico, cultural ou religioso. O sincretismo mantém características típicas de todas as suas doutrinas-base, sejam rituais, superstições, processos, ideologias e etc. Etimologicamente, a palavra "sincretismo" se originou a partir do grego sygkretismós, que significa "reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum", que por sua vez foi traduzido para o francês syncrètisme, dando origem, consequentemente, à variante na língua portuguesa. O processo de sincretismo está intrinsecamente ligado às relações de comunicação entre grupos sociais heterogêneos, ou seja, com diferentes culturas, costumes e tradições. Quando ocorre o contato e se desenvolve um convívio entre estes grupos distintos, surgem "adaptações" nos vários aspectos culturais, fazendo com que um grupo "absorva" o sistema de crenças do outro. Um exemplo deste processo foi a adaptação e absorção que o cristianismo fez de conceitos das religiões pagãs na Europa durante a consolidação da Igreja Católica no continente. A Igreja utilizou os costumes e tradições dos pagãos em benefício da doutrina cristã, reconstruindo os discursos já estabelecidos nas sociedades pagãs em nome do cristianismo. Sincretismo religioso O processo de sincretismo mais conhecido e o mais estudado é o sincretismo religioso. O sincretismo religioso é a mistura de uma ou mais crenças religiosas em uma única doutrina. Este modelo de sincretismo, assim como o cultural, nasce a partir do contato direto ou indireto entre crendices e costumes distintos. No Brasil, por exemplo, o sincretismo religioso nasce desde a chegada dos primeiros colonizadores portugueses, se intensificando com a presença dos escravos africanos, que, em contato com a população nativa do Brasil (os indígenas), disseminou os seus costumes, rituais e tradições.

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Cultura de paz

Intolerância religiosa A liberdade de crenças e de cultos não permite que uma religião tire a liberdade deterceiros. Cultos que agridem a dignidade humana (exemplo: pacto de sangue forçado, sacrifícios humanos, roubo, cobrança compulsória de dinheiro e bens, conversão forçada, etc.) não são justificáveis e, por ferirem as leis e os direitos individuais, não devem entrar na categoria de liberdade religiosa. Como identificar a intolerância religiosa? Há casos de explícita agressão física e moral a pessoas de diferentes religiões. E ainda assim, muitas vezes o preconceito não é mostrado com nitidez. É comum o agressor não reconhecer seu próprio preconceito e ato discriminatório. Todavia, é de fundamental importância a vítima identificar o problema e denunciá-lo. O agressor costuma fazer uso de palavras ofensivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos seus elementos, deuses e hábitos. Há também casos em que o agressor desmoraliza os símbolos religiosos, queimando bandeiras, imagens, roupas típicas e etc. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode se tornar uma perseguição que visa o extermínio deum grupo, levando a crimes de assassinatos, torturas e enorme repressão. Como denunciar Ao denunciar um crime de intolerância religiosa a vítima deve exigir que o caso seja tratado com grande responsabilidade e que haja a elaboração de um boletim de ocorrência. Em caso de agressão física, é essencial que a vítima não limpe os ferimentos nem troque de roupas, já que esses fatores constituem provas da agressão. Além disso, a vítima deve exigir a ealização de um exame de corpo de delito para a avaliação da gravidade da agressão. É válido lembrar que

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se a ofensa ocorrer em templos, terreiros, na casa da vítima o local deve ser deixado da maneira como foi deixado para facilitar e legitimar a investigação das autoridades competentes. A denúncia e busca por justiça em casos de intolerância e perseguição religiosa são mais do que um direito do cidadão: também são um dever. Denunciar o preconceito ajuda a evitar futuras vítimas. Qualquer tipo de ofensa, tanto moral quanto física, deve ser denunciada. Todos os tipos de delegacia têm o dever de averiguar casos desse tipo.

Texto complementar A nossa dor e a dor dos outros Vivemos na atualidade o culto ao sofrimento. Tanto o que resulta de motivos concretos como o desamparo e a violência, quanto o que advém da experiência da angústia em relação à própria vida, uma espécie de convivência com o nada cada vez mais facilitada pela forma de vida em que nenhuma esfera nos dá garantia de sentido. Aprendemos, em nossa cultura, a viver com o sofrimento ao ponto de dar sentido a ele ou até mesmo gozar por meio dele. É um modo de se sobreviver ao nonsense. Muitos são felizes porque são infelizes. Eis um paradoxo nada difícil de compreender em nosso tempo. A dor parece ser mais do que sintoma corpóreo, ela parece residir na alma, a instância abstrata que agrega sentimentos sempre de certo modo inacessíveis à nossa capacidade de compreender. No corpo ela aparece como incômodo e mal-estar. No nível do sentimento ela é o nome próprio do horror de ser quem se é, de não poder ser outra pessoa. Até parece ser a dor o que nos resgata do absurdo da vida e nos responde sobre quem somos. Experimentada como algo íntimo, cada indivíduo em nossa cultura negligencia o que a dor possa significar para o outro. Imaginamos, pela força que a caracteriza como experiência pessoal, que ela é apenas nossa e não do outro. “Eu tenho a minha dor” diz a música enquanto o outro parece não ter nenhuma. É porque sentimos dor que cremos em nossa unidade. A dor, já foi o nome do “eu” no romantismo, corrente de pensamento e estilo de vida que desde o século XIX e pelo século XX afora criou seitas e adeptos nas artes, na literatura, mas também na vida. Novamente a dor retorna em amálgama com o eu à cultura definindo o eixo da depressão que, se para muitos é patologia e medicável, não podemos esquecer que é, acima de tudo, desajuste existencial. A este desacordo entre o “eu” e o mundo, a esta “dor de viver” marcadamente romântica, Schopenhauer, o filósofo que melhor entendeu o sofrimento como um aspecto inalienável da vida, erigiu sua visão de mundo. Um resumo de suas idéias define que “sofro porque desejo”, mas sofrer e desejar são dois reflexos da condição própria da vida.

Dor de viver Entre nós a metáfora da dor de viver se faz corpo. Eu que sou um corpo que vive e experimenta a vida, já não sou mais “um eu” que pensa ou sente, mas alguém que sofre. Eis o que sobra do sujeito moderno e do pós-moderno, que se estilhaçou, se perdeu de vista e, a cada dia com mais veemência emite o conhecido juízo acerca de seu lugar no mundo: estou deprimido. Poderia traduzir sua frase pelo “não desejo nada”. Neste caso, não estaria a dizer que “desejo não desejar”, mas que cessou o desejo. O paradoxo que surge

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Cultura de paz é que não desejar nada parece ser a solução para o sofrimento que vem do desejo, quem não desejasse estaria a salvo. Mas não desejar nada é que se mostra como sendo, na verdade, o sofrimento maior. Quem deprime sabe disso. Mas de onde tirar forças para reconstruir o desejo? A vontade sem sentido que nos liga à vida e nos faz dar sentido à vida? Muitas vezes a dor de viver apenas mascara a culpa que pomos no outro ao qual queremos responsabilizar por nosso próprio fracasso diante do mistério da vida. Por isso, a depressão é, muitas vezes, a máscara de um rosto chamado covardia.

O Espetáculo da dor Há um verdadeiro contentamento com a dor em nossa cultura. Tal gosto pelo sofrimento é, todavia, escandalização da dor e, paradoxalmente, sua banalização. De tanto ser vivida se tornou banal. A dor é um elemento de uma democracia perversa, parece ser só o que realmente nos esmeramos por compartilhar. As imagens da morte de indivíduos ou grupos, das catástrofes históricas ou da violência em escala cotidiana alegram os olhos de quem aprendeu a viver no mundo do espetáculo, o grande território que na sociedade atual, mede a vida, os corpos, os desejos, com imagens prévias do que devemos ser. O que chamamos espetáculo é ele mesmo um olho que nos vê e forja o nosso próprio modo de olhar. Que futuro há para uma cultura que vive o voyerismo da catástrofe, que goza com o sofrimento alheio pensando estar a salvo dele? Há solidariedade que possa nos salvar diante do apelo à morte do outro, ao ódio escancarado, a que nos convidam todos os dias as formas de vida – descaso e violência - que vivemos?

A compaixão O que há de comum entre a nossa dor e a dor dos outros? O que poderia romper o ciclo perverso de gozo e satisfação com o espetáculo da dor pessoal – na depressão - e alheia – na catástrofe assistida? Schopenhauer falou no século XIX sobre a compaixão para basear a ética. Seus críticos logo acordaram dizendo que a justiça e não a compaixão seria um melhor fundamento da ética. A justiça entendida como medida, como regramento, como o que sustenta a lei é realmente algo que pode manter a sociedade em ordem, mas a idéia da compaixão guarda um aspecto que não deve ser esquecido. A compaixão é a capacidade de perceber o sofrimento alheio e saber que ele não é bom. O termo, do latim, compassio, significa mais do que sofrimento comum: é o sentir a dor do outro como se fosse a sua. Uma sociedade que aprendesse que todos estamos mergulhados no sofrimento teria chance de verificar que previamente já há um elo que nos une e que nossa tarefa é ultrapassar sua força de destruição. Fonte: Marcia Tiburi. Disponível em: http://www.marciatiburi.com.br/textos/anossador.htm. Acesso em: 29 dez. 2016.

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Minha vida pelas figuras Materiais: Figuras diversas (pessoas, formas, animais) de jornais; revistas em branco e preto ou colorido.Procedimento: Individualmente, solicitar que os participantes pensem (ou escrevam) a história da sua vida (familiar, afetiva, profissional), por aproximadamente 10 minutos.Espalhar figuras pelo chão (ou mesa grande) para que cada um procure aquela que mais se identifica.Importante, nesta técnica, ter disponível muito maior número de figuras do que de participantes, para que fiquem à vontade na escolha.Sucintamente, solicitar que cada participante conte a história de sua vida através da figura, onde dirá o que chamou sua atenção sobre ela.Como você se sentiu ao realizar a atividade?Como foi falar de você para o grupo?Como foi ouvir os colegas falando sobre suas vidas?

Texto complementar

Somos diferentes Pais e filhos idealizam o aconchego da semelhança, mas é preciso aprender que diferença não é desigualdadeMães e filhas são sempre muito parecidas como peixes e seus filhotes: eu e minha filha, por exemplo. Só que ela é mais bonita e desenha melhor que eu. Talvez continuemos cada vez mais iguais, sobretudo se pensarmos nas nossas coincidências astrológicas e confiarmos na evolução dos mesmos gostos pelo desenho, pelos livros, por ficar em casa em plena vida contemplativa. Porém, toda regra só é regra porque existem as exceções. O igual só é igual porque existe o diferente. E vice-versa. Sobre o futuro das semelhanças nunca é possível fazer muitas apostas. No caso dos pais de filhos pequenos, tem-se pela frente a adolescência - que modifica, em geral, toda a vida de uma pessoa. Este tempo trará a força das diferenças que devem ser elaboradas, sobretudo no que se refere ao comportamento, à moral, à sexualidade. O que ainda não conhecemos dos nossos filhos - a diferença - deverá ser o novo encanto do nosso encontro. Não podemos sustentar que o futuro de nossos filhos seja a nossa continuação. O futuro que esperamos para eles precisa ter o nome da diferença entre o que somos e o que eles serão. A diferença sempre se elabora no tempo. As mães mais típicas esperam que a vida de suas filhas seja melhor: que sejam mais bonitas, tenham o sucesso, realização profissional, que estabeleçam relações matrimoniais mais justas, sejam felizes no amor, que possam escolher e decidir

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Cultura de paz sobre seus destinos. Querem que as filhas sejam mais felizes. Mas devem saber que isso implica mudanças no modo de vida que conheceram. Que terão de aprender a olhar para outro mundo. Mas, no fundo, o que desejamos é ser iguais. Ao contemplar imagens de famílias animais, muitas vezes temos a sensação de que com os humanos ocorre o mesmo mimestismo da natureza. Esse sentimento toca principalmente mães e crianças, pois é entre mães e seus filhos que o desejo de unidade é corpóreo e primitivo. A mãe, no seu sentido mais comum, é aquela que quer aconchegar. Por isso ela dá alimento, colo e carinho. A mãe é corpo. Ela é a primeira manifestação do mimetismo humano, o da proximidade sem a qual não nos tornamos pessoas capazes de uma vida boa e justa. Temos a sensação muito agradável que uma girafa e a girafinha, a ursa e seu ursinho, a vaca e seu bezerro correspondem a um ideal humano. Lembremos o filme sobre o pingüim imperador, cuja abordagem humanizava os animais. Os pingüins não sabiam nada sobre "ser ou não ser" humanos, mas os humanos sentem um radical desejo de projetar na natureza seus sentimentos. O filme, na visão do diretor, mostrava como queríamos ser como os pingüins. Estes eram como familiares. O que ele esqueceu de dizer é que projetamos na natureza o desejo de continuarmos participando dela e que ela seja o nosso verdadeiro ideal. O nosso desejo de ser igual ao outro, à natureza, equivale a querer o colo da nossa mãe. A capacidade de nos tornarmos iguais nos move. O segundo mimestismo humano é evidente na moda, ideais e princípios que compartilhamos. A democracia é o nome político do mimestismo. É uma vontade de proteção, mas também de mistura, que adquirimos no colo da mãe. Mas é preciso atingir o respeito à diferença e entender que ela não é desigualdade no sentido político dos direitos. Depois do colo, todo mundo aprende a andar sozinho. O colo vira uma lembrança que queremos atualizar com amigos e amores, mas também com a nossa profissão, nossos projetos. A gente acaba sempre em busca do paraíso perdido que era o colo da nossa mãe. Fonte: Marcia Tiburi. Disponível em: http://www.marciatiburi.com.br/textos/anossador.htm. Acesso em: 29 dez. 2016.

Passado, presente, futuro O objetivo dessa dinâmica é o foco em pessoas através do auto desenvolvimento, auto percepçaõ e a auto reflexão.Materiais: Fita adesiva colorida (3 cores); sulfite; canetas; lápis de cor; objetos de uso pessoal (individual).Procedimento: No chão da sala, o coordenador deve, com as fitas coloridas, colar 3 linhas paralelas (2m comprimento) mantendo um espaço de aproximadamente 2 passos largos entre elas.Os espaços representam, respectivamente, passado, presente e futuro, em relação à vida pessoal, profissional ou outra questão abrangente pertinente.Individualmente e em absoluto silêncio, cada participante coloca-se em pé dentro do espaço passado e verifica como se sente.Então, por meio de desenhos ou com um objeto pessoal, o participante vai representar esse sentimento e deixá-lo no espaço.O mesmo processo é feito para presente e futuro com o tempo aproximado de 5 minutos para cada espaço. Em grupo aberto cada um traduz em palavras seus sentimentos e o porquê dos desenhos e/ou escolha dos objetos.Dicas: Iniciar o processamento abrindo espaço para que os participantes façam comentários sobre sentimentos, dificuldades, facilidades e outros que o grupo julgar importantes.Observar as aspirações dos participantes, se estão se conhecendo e como reagem com as declarações dos colegas.

Texto complementar A adolescência é magia e conflito de identidade A infância e a adolescência são fases de buscas de identidade onde são vivenciadas várias etapas de desenvolvimento e auto-afirmação. A criança entra na adolescência cheia de conflitos, que enrique-

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cem e marcam ainda mais essa etapa tão especial da vida, em que a busca de uma referencia afetiva e comportamental torna-se o principal objetivo num imenso dilema existencial.Nessa fase da vida o indivíduo começa a ter consciência de si mesmo como ser único, com individualidade biológica e social. Começam as transformações provocadas pelas alterações hormonais, influencias genética e do contexto social ao qual o adolescente está inserido.Tais mudanças são marcadas por grandes alterações de crescimento, modificações físicas, características sexuais. Com isso, o adolescente se sente confuso e inseguro pois quer ser tratado como adulto, mas vive o luto da perda da infância.O adolescente começa a formar um conceito de si mesmoAtravés do convívio social, o adolescente começa a formar um conceito de si mesmo iniciando então o processo de socialização com pessoas da mesma idade, é a fase da socialização, das atividades realizadas principalmente em grupos com os quais se identificam mais. O conflito com os pais, o exagero ao criar um estilo próprio de se vestir e de relacionar-se, são formas de comportamento criados como símbolos de libertação, de autonomia e afirmação e também, uma maneira de chamar a atenção sobre si.Nessa constante busca do se "eu", muitas vezes se agarra a fantasias, mecanismos de defesa, ansiedades, depressões, que acabam levando o adolescente a constantes mudanças de humor e frequentes mudanças de idéias e atitudes . Pela manhã quer uma coisa, à noite seu desejo já é outro bem diferente. Assim, muitas vezes são incompreendidos e tachados de inconsequente, egoístas e volúveis. O egocentrismo faz parte do cotidiano do adolescente como forma de impor a aceitação dos outros.Buscam suas referências nos adultos mais próximos, em seus ídolos artísticos , professores ou outras pessoas que admiram ou em alguns casos de rebeldia, acabam se espelhando naqueles que a família reprova. Discordar dos valores impostos pela sociedade é uma atitude constante da adolescência.Mas não são só as transformações psicológicas que causam conflitos na adolescencia. Também as mudanças físicas assustam. Nesse período surgem os sentimentos de inferioridade são comuns diante da alteração de voz, surgimento de pelos pubianos e axilas, mudanças anatômicas no nariz. As meninas muitas vezes sentem constrangimento diante do crescimento dos seios, a primeira menstruação. É o reflexo no espelho que mostra a despedida da infância, porém o adulto ainda não chegou.Aí vem a pergunta: Quem sou eu? A resposta vem na seguinte forma: O adolescente é um ser especial por estar vivendo grandes transformações hormonais que influenciam totalmente nas mudanças psicológicas e físicas.Mesmo sem identidade definida certamente a adolescência é o momento mais mágico da vida, onde se vive várias emoções ao mesmo tempo, únicas, especiais dessa fase, que passa rápido dando lugar a maturidade e uma formação de caráter, que para se consolidar de forma positiva precisa muito da mediação da família, principalmente dos pais principalmente em forma de diálogo, na estruturação de valores.

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Carta a si próprio Como objetivo principal dessa dinâmica de autoconhecimento está a comunicação, assertividade e autoconfiança nas atitudes da vida pessoal e vida profissional.Materiais: Envelope; folha de papel sulfite; caneta.Procedimento: Individualmente, cada participante escreve uma carta a si próprio, como se estivesse escrevendo a seu(sua) melhor amigo(a).Dentre os assuntos, abordar: como se sente no momento, o que espera do evento (curso, seminário, etc.), como espera estar pessoal e profissionalmente daqui a 30 dias.Destinar o envelope a si próprio (nome e endereço completo para remessa).O coordenador recolhe os envelopes endereçados, cola-os perante o grupo e, após 45 dias aproximadamente, remete ao participante (via correio ou malote).Dicas: Questões para o processamento:Cada um pode falar um pouco sobre o conteúdo de suas carta, colocando suas expectativas em relação ao treimaneto e a sua vida.Questionar os participantes sobre como se sentem ao expor questões pessoais ao grupo e ao ouvir os colega.Perceber se o participante faz planejamentos antes de executar determinada tarefa.Verificar se o participante teria, tem ou terá algum tipo de comprometimento com a empresa.Observações: Esta dinâmica pode ser aplicada em grandes grupos.

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Referências GARDNER, H.(1996). Mentes que criam. Porto Alegre: Artes Médicas. GOSWAMI, A. (2008). Criatividade quântica: como despertar o nosso potencial criativo. São Paulo: Aleph. KROWCZUK,E.R. (2005). Criatividade e adolescência. In: Drogadicção na adolescência, políticas de ação e modelos educativos de prevenção: estudo comparativo entre estudantes da rede de ensino médio de Porto Alegre-RS-Brasil. [Teses doutor]. Santiago de Compostela, España-ES, Universidade de Santiago de Compostela, 2004,USC 26 Servizo de Publicacións e Intercambio Científico, 2005. 643p. Edic.Téc. Unidixital, Adobe PDF. ISBN: 84-9750-567-0, D.L.C-202-2005.

Sites consultados Adolescência. Disponível em: http://www.adolescencia.org.br/site-pt-br/direitos-das-pessoas-vivendo-com-hiv Arquivos MEC. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pluralidade.pdf MEC. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pluralidade.pdf Ministério da Saúde. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pagina/direitos-fundamentais UNICEF. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/pt/br_sabrep11.pdf

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Cultura de Paz - 7º ano by editoraegeiros - Issuu