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UM MONSTRO NO MEU QUARTO

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Copyright © 2024

Toni & Laíse (texto e ilustração)

Direção editorial

Aloma Carvalho

Assistente editorial

Jessica Spilla

Revisão

Maria Gabriela Alzueta

Diagramação

Indaia Emília S. Pelosini

A Bamboozinho apoia a Aliança Global pela Alfabetização (UNESCO) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 (ODS-ONU) ao fazer livros que promovem a leitura em família de forma prazerosa, incentivando crianças e adultos a lerem e a aprenderem. Nossos livros despertam amor e curiosidade pela natureza e por pessoas de diversas partes do mundo, principalmente do Brasil e da América do Sul.

2. Ficção: literatura infantojuvenil - 028.5 www.bamboozinho.com.br

A fonte utilizada neste livro é a OpenDyslexic, uma fonte amiga das pessoas portadoras de dislexia, tornando a leitura mais agradável para todos.

Fazendo livros, espalhando leituras!

NOSSA MISSÃO

Publicar livros de qualidade que permaneçam na mente dos nossos leitores como fonte preciosa de conhecimento e de entretenimento.

DADOS INTERNACIONAIS PARA CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO - CIP

TONI. Um monstro no meu quarto. / Toni & Laíse (texto e ilustração). 1ª edição. São Paulo: Bamboozinho, 2024.

28 p. : il. colorido, 21 x 28 cm CDD 028.5

ISBN 978-85-93655-41-8

1. Ficção infantojuvenil brasileira. 2. Literatura Infantojuvenil brasileira. I. Laíse. II. Título.

ÍNDICES PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO

1. Ficção: literatura infantil - 028.5

2024 - Todos os direitos reservados.

Esta publicação, em seu todo ou nas suas partes, não pode ser reproduzida, reimpressa ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio – eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou outros – sem a prévia autorização por escrito do editor.

Bamboozinho é um nome fantasia da Bom Bini Editora Ltda.

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Para Danilo e Susana.

Foi logo depois do meu aniversário que eu o vi pela primeira vez.

Já sabia que ele estava lá, já tinha ouvido uns barulhos estranhos, mas tinha medo de olhar. Mas agora já tinha oito anos e estava grande demais para ter medo. Então, naquela noite, quando ouvi um dos tais barulhos, reuni toda minha coragem, me apoiei na borda do colchão e olhei. E dois grandes olhos amarelos me olharam de volta.

Dei um berro e saí correndo. Entrei no quarto dos meus pais, corri para a cama deles e me enfiei debaixo das cobertas, no meio dos dois. Eles ficaram tão assustados quanto eu e, quando me perguntaram o que tinha acontecido, respondi gaguejando que tinha um monstro embaixo da minha cama.

“Ora, mas que bobagem…”, disse o meu pai.

“Você já não está meio grandinho para isso, filho?”, perguntou a minha mãe.

E não adiantou pedir: eles não deixaram eu dormir com eles. Meu pai me levou de volta para o meu quarto, acendeu a luz e me fez olhar embaixo da cama: não tinha mais nada lá. Ele ficou me dizendo que tinha sido só um pesadelo, tudo culpa desses programas que eu assisto na TV, que monstros não existem, etc.

Depois disse que eu tinha que levantar cedo para ir à escola no dia seguinte, me beijou, apagou a luz e saiu, fechando a porta. Eu fiquei uns bons cinco minutos ali, totalmente imóvel, em completo silêncio.

Virei de lado e já estava achando que meu pai tinha razão e que tinha sido tudo um sonho mesmo, quando ouvi o barulho da descarga no banheiro. Depois, passos no corredor, cada vez mais perto, até que minha porta se abriu, depois fechou de novo e os passos foram chegando cada vez mais perto da minha cama. Não tive coragem de me virar e olhar.

Senti um solavanco na cama. O monstro estava de volta. Ele só tinha ido ao banheiro. Não consegui olhar para debaixo da cama de novo. Passei a noite toda acordado, ouvindo os barulhos esquisitos que ele fazia.

Na manhã seguinte, fui para a escola dormindo no ônibus e, durante a aula, eu estava morrendo de sono.

Só acordei direito na hora da Educação Física, quando levei uma bolada na cara, jogando no gol (pelo menos, não foi gol).

Não tive coragem de contar pra ninguém da escola sobre o monstro. Tinha certeza de que se eu contasse ia ser a maior gozação. Claro, se outro menino me contasse uma coisa assim, acho que eu também ia rir muito da história dele.

Naquela tarde, fui ao supermercado com a minha mãe e mais de uma vez me deu a maior coceira de tocar no assunto.

Ela percebeu e, como a mãe da gente sempre, ou quase sempre, sabe o que a gente está pensando, ela foi logo me perguntando se eu não achava que, se fosse verdade que tinha um monstro embaixo da minha cama, a faxineira já não ia ter topado com ele.

E, se ela tivesse topado com um monstro embaixo da minha cama, o mínimo que ela ia fazer era pedir um aumento…

É, eu tive que admitir que fazia sentido. Imagine: a faxineira morria de medo de barata (a minha mãe também); se ela tivesse topado com um monstro quando fosse limpar embaixo da minha cama, ia dar

um berro que o condomínio inteiro ia ouvir.

Jantamos sem o meu pai nessa noite, pois ele ficou trabalhando até mais tarde. Chegou tão cansado que nem jantou. Foi direto para o banho e daí para a cama e, quando eu fui dar boa noite pra ele, ele já estava roncando. Tanto que até me fez lembrar do monstro.

Foi aí, nesse momento, que me ocorreu por que a faxineira nunca tinha visto o monstro. Ele era mais ou menos que nem o meu pai: só estava em casa de noite.

De dia, ele ia… bom, sei lá para onde ele ia durante o dia, mas de noite ele vinha para debaixo da minha cama.

Resolvi que ia esperar para ver ele chegar.

Passou uma hora, passaram duas… Li todos os meus gibis duas vezes, e nada do monstro chegar.

Estava quase adormecendo quando senti sede.

Fui bem devagarinho até a cozinha e sem acender nenhuma luz, para não acordar meu pai e minha mãe. Depois de beber um restinho de suco de manga que tinha sobrado do jantar, me bateu uma fominha também. Aí… bem, eu sabia que era errado, que eu não devia, que a minha mãe não ia gostar nada, nada se descobrisse, mas mesmo assim abri o armário e peguei um pacote de biscoitos recheados de chocolate.

Voltei para o meu quarto bem devagar. Pulei na cama, acendi meu abajur e, tentando não fazer muito barulho, abri o pacote. Depois, bem devagarinho e com o maior cuidado para não cair nenhum farelinho na cama ou no chão, comecei a devorar os biscoitos. Depois de comer uns dois ou três biscoitos resolvi abrir um deles no meio para lamber o recheio. Acho que fiz força demais, pois o biscoito escapou da minha mão e, após quicar na beirada da minha cama, foi parar no chão.

SOBRE A OBRA

As histórias ajudam as crianças a expandir a sua imaginação e a compreender as suas vivências e os seus sentimentos.

O livro “Um monstro no meu quarto” convida o leitor a refletir sobre aquele “medinho” que todo mundo um dia já sentiu durante a noite, sozinho, no escuro do quarto. Um medinho que muitas vezes se esvai conforme o sono chega, mas que às vezes dá um trabalhão para superar… Nossos sentidos se aguçam e transformam o mais leve som em um imenso ruído, a sombra mais passageira em um ser assustador.

O que fazer? No que acreditar? Como convencer os adultos que não é só imaginação? Será que os amigos vão rir se souberem?

Narrado em primeira pessoa, “Um monstro no meu quarto” conta como um menino para lá de esperto resolveu essa situação. Mostra também que medo não é coisa só de criança. Adulto também sente!

SOBRE OS AUTORES

Toni e Laíse Rodrigues são pais de Danilo e Susana. Eles moram numa grande cidade e acreditam em monstros embaixo da cama.

Ao fazer as ilustrações deste livro, os autores criaram um monstro diferente no tamanho, na cor e na forma a cada dupla de página. Alguns são bem assustadores; outros até parecem bem simpáticos. Mas o texto esconde parte da ilustração e o leitor é convidado a imaginar esses monstros como em um jogo de esconde-esconde no qual apenas uma parte do corpo fica para fora do esconderijo.

Feitas a partir de recursos da computação gráfica, as ilustrações deste livro convidam o leitor a soltar a sua imaginação e fazer da leitura um grande prazer.

DICAS PARA A EXPLORAÇÃO DO LIVRO

• A criança poderá ler o livro sozinha e depois contar à família e aos amigos da escola o que achou da história.

• Um adulto poderá ler o livro para a criança (ou para um grupo de crianças), fazendo pausas na leitura para comentar sobre cada um dos monstros que aparece no livro.

• Depois da leitura do livro, é possível desenhar um, dois, três… quantos monstros o leitor acreditar que um dia já viu debaixo da cama, dentro do armário, ao final do corredor, atrás da porta e onde mais a sua imaginação disser que eles existem (de verdade ou apenas de brincadeirinha).

AGORA QUE VOCÊ TERMINOU DE LER ESTE LIVRO, VOCÊ VAI GOSTAR DE SABER QUE ELE...

os autores, que são as pessoas que têm a ideia da história e escrevem o texto.

a editora, a empresa que faz o livro e o leva até você!

foi escrito por… TONI & LAÍSE

foi ilustrado por… TONI & LAÍSE

foi publicado por… BAMBOOZINHO

tem o número ISBN… 978-85-93655-41-8 (IMPRESSO)

está bem explicadinho aqui… www.bamboozinho.com.br @editorabamboozinho as redes sociais da editora, que trazem informações sobre o livro e seus autores.

Fazendo livros, espalhando leituras!

os ilustradores, ou seja, as pessoas que imaginam os personagens e os cenários e desenham todos eles.

que é o número que identifica o livro em qualquer lugar do mundo!

ALGUMA VEZ VOCÊ ACORDOU

NO MEIO DA NOITE COM A SENSAÇÃO DE QUE TINHA MAIS ALGUÉM NO SEU QUARTO?

JÁ SE PEGOU OLHANDO

EMBAIXO DA CAMA DEPOIS DE OUVIR UM RANGIDO?

NA SUA CASA, VOCÊ É O ÚNICO QUE PREFERE DORMIR

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SE VOCÊ RESPONDEU SIM PARA PELO MENOS UMA DESSAS PERGUNTAS, ESTE LIVRO É PARA VOCÊ.

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