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a reinvenção digital da embalagem Sistema de transporte inteligente Crise nas Nuvens SPS 2025: presente e futuro da automação industrial SoftBank usa faixa de 7GHz em ambientes urbanos
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Possibilita novos conceitos no design de máquina: XTS. O sistema de transporte linear da Beckhoff.
Trilhos de guia mecânicos Módulos de motor retos ou curvos, livremente combináveis
Movers sem fio, totalmente móveis
www.beckhoff.com.br/XTS Com o altamente compacto eXtended Transport System (XTS), criam-se novas possibilidades no design de máquinas: combinado à tecnologia de controle baseada em PC e EtherCAT, o XTS, que consiste em apenas três componentes – motor, movedor e trilho de guia – cria máxima liberdade no design. É possível configurar as mais diferentes geometrias para implementar conceitos inteiramente novos em máquinas para transporte, manejo e montagem. A elevação da eficiência na produção e a redução da dimensão das máquinas são apenas algumas das vantagens do XTS. Até as mais exigentes aplicações de movimento do ponto de vista mecânico podem ser concretizadas por software de forma conveniente e flexível. O XTS eleva o design de máquinas a um novo patamar.
Beckhoff Automação Industrial Ltda. Santo André – SP Telefone: (11) 4126-3232 info@beckhoff.com.br
SUMÁRIO
talking about
A nova equação da embalagem: dados, automação e a corrida pela circularidade
COVER PAGE
29. A reinvenção digital da embalagem
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A embalagem deixou de ser apenas um invólucro. Tornou-se um ponto de convergência entre engenharia, cadeia logística, experiência de consumo e política pública — e, cada vez mais, uma fonte contínua de a reinvenção dados. Para engenheiros de automação, profissionais digital da de TI/TO e executivos de diretoria, esse movimento embalagem impõe uma pergunta: como transformar linhas de embalagem para que elas também produzam informação, garantam sustentabilidade e gerem vantagem competitiva? O contexto econômico é relevante: o mercado global de embalagens foi estimado em torno de US$ 1,18 trilhão em 2025 e projeta chegar a aproximadamente US$ 1,39 trilhão em 2030, com um crescimento que combina consumo, matérias-primas e sustentabilidade. No Brasil, as projeções indicam um valor da ordem de US$ 38–39 bilhões em 2025, com crescimento previsto de cerca de 4% ao ano até 2030 – segundo a Mordor Intelligence. Dentro desse crescimento, porém, há transformações que redistribuem esse valor: o segmento de embalagens sustentáveis cresce com intensidade maior, criando demanda por materiais recicláveis, reciclados e por tecnologias que viabilizem circularidade econômica e operacional. Essas cifras, somadas a pressão regulatória e de mercado explicam por que arquitetura industrial, automação e TI deixaram de ser temas puramente operacionais: são temas estratégicos para CEOs e diretores responsáveis por custos, compliance e reputação. Essa última edição do ano faz um passeio por essas tendências, traz uma retrospectiva dos eventos mais importantes do período e um noticiário que completa aquele que levamos a você, leitor, diariamente pelas mídias sociais e semanalmente pelas duas newsletters gratuitas – é só pedir pra receber. Que 2026 chegue, então, com o espírito de coragem para decifrar o que vem pela frente e criatividade para reinventar o que parece indecifrável. Que seus dias sejam claros e potentes. E que você encontre, em cada gesto, um pequeno milagre lógico — desses que mudam tudo.
capa
Ano 26 - nº299 - 2025
C&I NEWS
pág.04
Sistema de transporte inteligente
Crise nas Nuvens
SPS 2025: presente e futuro da automação industrial
CIBERSEGURANÇA pág.14
SoftBank usa faixa de 7GHz em ambientes urbanos
SPECIAL
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ART.COM
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IMPRESSIONS
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YOUTH
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FLASH
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Boas Festas! Boa leitura! O editor.
ENERGIES
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Colaboraram nesta edição com informações e imagens, as assessorias de imprensa
MARKET
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próxima edição ISSN 0101-0794
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METROLOGIA + Instrumentação para SEGURANÇA, ANÁLISE e TESTES
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Ypê adota voice picking e registra ganhos de produtividade @Divulgação
Com 15 fábricas e sete centros de distribuições espalhados pelo Brasil, a Ypê iniciou um processo de ganho de produtividade tecnológica com o apoio da Seal Sistemas. O projeto envolveu a implementação de redes Wi-Fi de última geração, renovação do parque de coletores de dados e a adoção da solução de “voice picking Speak2Go”. De acordo com o diretor Executivo de Operações da Ypê, Eduardo Beira, a adoção de novas tecnologias para melhoria do processo logístico da empresa, permite oferecer mais agilidade, segurança e eficiência no atendimento dos clientes, que são parte central da estratégia da companhia. “Nessa direção, o projeto representa o futuro da empresa, mais conectada, mais inteligente e, acima de tudo, nos coloca na vanguarda da Indústria 4.0”
Eduardo Beira, Executivo de Operações da Ypê
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A parceria com a Seal Sistemas resultou em três frentes principais de atuação que impactaram as operações da empresa. Além da implantação da rede Wi-Fi da Propriedade, que passou a cobrir todas as unidades fabris da companhia, e a aquisição e implantação de 280 equipamentos da Zebra, a Ypê também adotou o “voice picking Speak2Go”. A solução foi utilizada inicialmente no CD 4.0 de Amparo e já está em operação também nos centros de distribuição de Salto (SP) e Itapissuma (PE). Até 2026, a tecnologia será expandida para todas as unidades da empresa. No caso do voice picking, por exemplo, a Ypê registrou ganhos de produtividade entre 25% e 35%, dependendo da operação e do perfil dos materiais movimentados. A modernização dos coletores de dados reduziu quebras e trouxe padronização com o uso de dispositivos modernos.
Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas Controle & Instrumentação
“Esse projeto mostra como a integração de diferentes tecnologias pode transformar operações logísticas e industriais de ponta a ponta. A Ypê é um dos exemplos de como a inovação fortalece a competitividade e gera ganhos tangíveis de produtividade e eficiência”
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@Divulgação
Fapesp e Finep anunciam investimento conjunto no FIP GovTech
A Fapesp e a Finep - Financiadora de Estudos e Projetos firmaram um compromisso para investir no FIP GovTech Brasil, fundo de investimento em participações voltado para startups que desenvolvem soluções tecnológicas para governos. A Fapesp comprometeu R$ 30 milhões e a Finep aportará R$ 40 milhões, respeitando o limite de até 15% do patrimônio líquido do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Além dessas duas instituições, o FIP conta com a participação de outras agências de fomento, como Badesul, Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) e GoiásFomento, bem como com o capital privado de empresas beneficiárias da Lei da Informática – Positivo e Multilaser. Os cotistas consolidam uma base robusta de capital para fomentar a inovação no setor público. O fundo é cogerido pela KPTL e Cedro Capital, com administração do Banco Day-
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coval, e tem como objetivo investir em empresas inovadoras que promovam eficiência, transparência e digitalização dos serviços públicos, em áreas como transformação digital e automação de processos; inteligência de dados e analytics; cibersegurança e infraestrutura tecnológica; e serviços digitais para governos. O setor GovTech vem crescendo globalmente, com estimativas que apontam para um mercado de US$ 1 trilhão até 2030, impulsionado pela necessidade de governos modernizarem processos e oferecerem serviços digitais mais eficientes. No Brasil, segundo dados do Radar GovTech, existem mais de 500 startups dedicadas a soluções para o setor público atuando em áreas como gestão de dados, automação, transparência e participação cidadã. Esse movimento é essencial para aumentar a eficiência administrativa, reduzir custos e melhorar a experiência do cidadão com os serviços públicos.
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Foi publicado decreto oficial que reforma a Lei Alfandegária Mexicana @Divulgação
O Braumiller Law Group PLLC conta que, em 19 de novembro de 2025, o decreto oficial que reforma a Lei Alfandegária Mexicana foi publicado no DOF (diário oficial mexicano). Essa nova lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026. A reforma representa uma transformação para os atuais sistemas aduaneiros mexicanos, bem como para os sujeitos das operações de comércio internacional, introduzindo, modificando e derrogando obrigações. Um resumo de algumas das principais mudanças que essa reforma contém são as seguintes: • Criação de acordos entre as Autoridades Alfandegárias e a Agência de Transformação Digital e Telecomunicações para análise de dados. • O Recinto Fiscalizado Estratégico (Zona de Comércio Exterior Estratiguense) agora opera sob o programa de diferimento de impostos. • Penalidades e sanções mais altas para violações. • Os operadores de comércio exterior podem realizar consultas com as autoridades para classificação tarifária.
Novas responsabilidades para os corretores aduaneiros
Os corretores aduaneiros agora têm responsabilidade conjunta pela veracidade das informações declaradas às autoridades alfandegárias, como contribuições de pagamento, regime aduaneiro e classificação tarifária. As licenças agora serão limitadas a 20 anos, posteriormente sujeitas a renovação, e eles precisarão passar por um processo de certificação a cada 3 anos.
Obrigação para com os importadores:
• Permita que a autoridade tenha acesso completo e constante aos seus sistemas eletrônicos de inventário. • Adicione novas informações ao arquivo eletrônico para importações: CFDI, faturas, transporte, custos de apólices e serviços, valor da transação dos bens. • Controle da chegada de mercadorias no horário estabelecido ao depósito geral de depósito (Depósito Fiscal) • Novos motivos para o cancelamento de programas e permissões. • Introdução do Conselho Alfândega que se pronunciará sobre as políticas e critérios das autoridades aduaneiras.
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@Emanuelle Sena/AscomAGU
AGU lança nova edição do Guia de Compras Sustentáveis
O advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, lançou a oitava edição do Guia Nacional de Contratações Públicas Sustentáveis, uma publicação produzida pela Consultoria-Geral da União que fornece orientações aos órgãos públicos para a implementação de contratações que levem em consideração critérios ambientais, sociais, econômicos e culturais. O anúncio da edição 2025 do guia foi feito durante o painel “Contratações Públicas Sustentáveis e o enfrentamento às mudanças climáticas”, montado no Pavilhão do Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP 30. Roman expressou orgulho pela oportunidade de fazer o lançamento do Guia na COP30. “Essa publicação é uma obra de referência para todo o setor público brasileiro e se tornou mais que um manual técnico. Ele é o resultado de um esforço coletivo em favor de um Estado inovador, responsável e comprometido com o futuro, como é o espírito desta COP”, disse. A nova edição é dividida em duas partes complementares: uma parte geral, que funciona como um livro gratuito sobre licitações sustentáveis, abordando fundamentos constitucionais, princípios e metodologias; e
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uma parte específica, com mais de 40 tabelas sobre objetos contratuais (bens, serviços e obras), indicando legislação aplicável, normas infralegais e sugestões de cláusulas jurídicas para a inclusão da sustentabilidade em editais e contratos. “Esse instrumento oferece aos gestores segurança jurídica e respaldo robusto, permitindo que a sustentabilidade seja incorporada às contratações de forma objetiva, sem receios ou dúvidas interpretativas”, explicou Roman. Outra novidade é a inclusão de previsões antidiscriminatórias nos contratos administrativos de terceirização. “Essa medida busca fortalecer um ambiente público inclusivo, respeitoso e livre de preconceitos, reforçan-
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C&I NEWS do a ideia de que sustentabilidade e direitos humanos são indissociáveis, pois não há sustentabilidade verdadeira onde há exclusão, discriminação ou desigualdade estrutural”, disse Roman. Para o advogado-geral da União, a incorporação das compras públicas ao aparato de mitigação de danos ambientais e climáticos tende a ser cada vez maior à medida em que o poder de compra do Estado fica mais evidente. “As contratações públicas representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do País”, disse Roman. “Esse poder de compra do Estado tem potencial significativo para atuar como verdadeiro indutor do desenvolvimento sustentável nacional”, explicou. A Professora da Faculdade de Direito da USP, Patrícia Faga Iglecias, que participou do painel, chamou a atenção para o mesmo
ponto: o poder das contratações públicas para mudar a realidade climática e ambiental do planeta. “O mais importante desse novo modelo de contratação é que ele incorpora a responsabilidade ambiental e climática em todas as etapas da licitação, o que reduz o impacto da produção no meio ambiente e estimula a economia verde e a bioeconomia”, analisou. Flavio Roman disse que a realização de um painel específico sobre contratações públicas sustentáveis na COP 30 é, acima de tudo, um chamado à ampliação da responsabilidade institucional. “Temos consciência de que cada passo dado até aqui reforça nossa missão de servir ao país com ética, transparência e compromisso com as futuras gerações”, disse o advogado geral da União substituto.
Bancadas de calibração elevam controle e produtividade “Quando eficiência e precisão se unem, a performance acontece. Em ambientes onde desempenho, segurança e conformidade são cruciais, uma calibração confiável faz toda a diferença. Calibrações inadequadas geram retrabalho, paradas, não conformidades e, no fim, mais custos e menos produtividade. Para garantir rastreabilidade, controle de incerteza e atendimento às normas, é essencial contar com processos precisos e consistentes. Por isso, desenvolvemos a Bancada de Calibração - uma solução completa que reúne design modular, equipamentos Fluke de última geração e operação simplificada, em três versões (Pressão, Temperatura e Elétrica), a solução ideal para laboratórios, indústrias e centros de manutenção.
O resultado? Menos dependência de terceiros, mais eficiência, mais precisão e mais performance. Essa é a tecnologia EDGE a serviço da excelência industrial.” Renan Souza, Líder de Negócios de Sensores e Dispositivos Inteligentes da EDGE
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@Divulgação Invest Minas
MG inaugura primeira fábrica de motores de ar-condicionado do estado
Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, ganha mais um impulso para sua vocação tecnológica com o início oficial da operação da primeira fábrica de motores de ar-condicionado do estado, da Welling Motor, subsidiária industrial do Grupo Midea. O projeto, com investimento de R$ 70 milhões e previsão de criação de 150 empregos diretos até 2026, consolida a chegada de uma das mais importantes fabricantes de motores elétricos do mundo ao Vale da Eletrônica, como é conhecida a região. A expansão se tornou realidade graças ao
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ambiente de negócios favorável construído pela atual gestão do Governo de Minas, que oferece competitividade, segurança jurídica e mão de obra qualificada para antigos e novos parceiros, com intermediação da Invest Minas, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG). “O investimento da Welling Motor é resultado da missão à Ásia, realizada em junho, e prova que Minas está no caminho certo para gerar mais oportunidades para a população. Desde o início da gestão, ampliamos rotas
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@Divulgação Invest Minas
e fortalecemos a logística para atrair novos projetos e diversificar a economia’, afirma a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa. Foco de atuação A nova planta é dedicada à fabricação de motores DC para unidades externas de ar-condicionado, com processos completos de injeção, estamparia, montagem e embalagem. A unidade segue padrões globais de eficiência energética e automação. A Invest Minas atuou na identificação do imóvel onde foi inaugurada a planta fabril, nas articulações com a Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí e com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), apoiou o licenciamento ambiental, orientou sobre incentivos tributários, auxiliou na obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), além de ter auxiliar no adensamento da cadeia local de fornecedores do grupo. “Este investimento simboliza o tipo de desenvolvimento que queremos: tecnológico, sustentável e com impacto direto na vida das pessoas. A nossa atuação foi para garantir agilidade, segurança e proximidade com o investidor, permitindo que esse projeto se materializasse no tempo certo e no lugar certo”, celebrou o diretor-presidente da Invest Minas, Rodrigo Tavares. A inauguração marca a concretização de um dos quatro projetos anunciados pelo
Grupo Midea durante a Missão China, realizada em junho de 2025, pelo Governo de Minas. Na ocasião, a empresa confirmou R$ 198 milhões em novos investimentos, com previsão de criação de 830 empregos diretos.
Além da fábrica da Welling Motor, o pacote anunciado inclui:
• Um centro de Distribuição Midea Carrier em Extrema, também no Sul do estado, com operações previstas para serem iniciadas ainda em 2025, com o objetivo de ampliar a capacidade logística da companhia na região Sudeste do país; • Uma fábrica dedicada à produção de embalagens para equipamentos em Pouso Alegre, com implantação prevista para o primeiro quadrimestre de 2026; • Uma fábrica de refrigeradores, também em Pouso Alegre, considerado um dos maiores projetos industriais da Midea no Brasil, com operação prevista para 2028. Esses investimentos se somam à presença consolidada do Grupo na região e reforçam a posição de Minas como um dos estados que mais atraiu investimentos privados no Brasil nos últimos anos, beneficiado por políticas de simplificação tributária, segurança jurídica e forte atuação técnica da Invest Minas para transformar negociações em projetos concretos.
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Epson reforça papel da inovação em prol do clima na COP30
@Divulgação
A Epson participou das discussões oficiais da COP30 através de Fábio Neves, vice-presidente de Vendas e Marketing da empresa para as Américas, em um dos painéis temáticos da conferência. O executivo integrou a sessão “High-Level event: maximizing adaptation & mitigation synergies”, que reuniu representantes internacionais para debater a integração entre soluções de mitigação e adaptação climática. O painel aconteceu na Special Event Room Parnaíba e contou com a participação de Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima do Brasil e CEO da COP30, como Keynote Speaker. Em sua fala, Neves destacou como a inovação tecnológica se consolidou como peça-chave para acelerar a transição sustentável, ampliando eficiência energética, reduzindo emissões e apoiando novos modelos de desenvolvimento. O executivo também ressaltou a necessidade de aproximar tecnologia, políticas públicas e impactos sociais, especialmente em regiões estratégicas como a Amazônia. “Estamos em um momento em que não há mais espaço para adiar decisões. A crise climática exige respostas rápidas, e a tecnologia desempenha um papel essencial nessa virada. As soluções já existem,
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e empresas como a Epson estão preparadas para apoiar essa velocidade, com soluções maduras que ajudam a acelerar essa agenda, ampliando eficiência e reduzindo emissões de forma concreta. Levar essa discussão para a COP é fundamental para que governos, setor privado e sociedade avancem juntos em direção a uma transição que precisa acontecer agora”, afirmou Fábio Neves. Esta COP30 utilizou 170 impressoras da linha WorkForce em áreas operacionais, delegações e estruturas da ONU. As soluções adotadas utilizam tecnologia de impressão a frio PrecisionCore®, que reduz o consumo de energia e a geração de resíduos. A estimativa é de que mais de 355 mil impressões tenham sido realizadas durante os 12 dias de evento, com até 53% menos resíduos gerados¹ em comparação aos equipamentos tradicionais a laser. Além do apoio à operação do evento, a Epson contou com um estande na Green Zone, onde apresentou iniciativas de responsabilidade ambiental e metas institucionais, incluindo a Visão Ambiental 2030, que prevê a redução das emissões totais de gases de efeito estufa nos próximos cinco anos, e o compromisso de se tornar carbono negativa até 2050.
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CIBERSEGURANÇA
Crise nas Nuvens
@Cloudflare
Em pouco mais de um mês, dois dos principais pilares da infraestrutura da Internet — a Cloudflare, provedora de rede de entrega de conteúdo (CDN) e serviços de segurança, e a Amazon Web Services (AWS), maior nuvem pública do mundo — sofreram incidentes graves que expuseram riscos estruturais e operacionais profundos. Esses eventos reacenderam um debate fundamental para profissionais de tecnologia, SREs, arquitetos de nuvem e gestores de risco: até que ponto a dependência em provedores hiperescaláveis representa um risco sistêmico para negócios críticos e para a própria Internet?
componente de reputação de IPs usado para segurança de e-mail. A causa, segundo a Cloudflare, se relacionou a uma mudança de permissão no seu banco de dados ClickHouse, que levou a consultas duplicadas de metadados. Esse comportamento gerou um “feature file” usado pelo sistema de Bot Management muito maior do que o previsto. O aumento de tamanho além do esperado disparou uma condição de panic nos proxies da Cloudflare, que não souberam lidar com a quantidade de dados e entraram em falha.
Panorama geral
Na manhã de 18 de novembro de 2025, a Cloudflare sofreu uma interrupção massiva que afetou múltiplos de seus serviços centrais: CDN, Workers KV, Access, Turnstile, dashboard, entre outros. Segundo o post-mortem oficial publicado pela empresa, o incidente começou com erros HTTP 5xx generalizados, falha de autenticação no Access, latência elevada, e até instabilidade no
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CIBERSEGURANÇA Então a Cloudflare interrompeu a propagação do arquivo defeituoso, restaurou uma versão anterior limpa (rollback) e reiniciou seus proxies centrais. A recuperação total, segundo a empresa, foi concluída por volta das 17:06 UTC. Em 20 de outubro de 2025, a AWS experimentou um apagão centrado na região US-EAST-1 (Virgínia), uma das mais críticas de sua infraestrutura. Segundo análise da ThousandEyes e outras fontes, o problema técnico começou com perda de pacotes (packet loss) nos roteadores de borda da AWS por volta das 06:49 UTC, indicando que a raiz era interna à rede da AWS. O ponto crítico, de acordo com a AWS e com as investigações externas, foi uma “race condition” no sistema de DNS usado por seu banco de dados DynamoDB. A AWS descreve sua arquitetura de DNS com dois componentes: o DNS Planner (que elabora planos de quais IPs devem ser usados) e o DNS Enactor (que aplica esses planos nos registros DNS via Route 53). O bug ocorreu quando um enactor “atrasado” começou a aplicar um plano antigo, enquanto outro já havia aplicado uma versão mais nova. Ao completar o plano mais recente, disparou-se um processo de limpeza que apagou gerações antigas de configurações DNS — exatamente no momento em que o enactor atrasado reaplicou sua versão antiga. Então o registro DNS para o endpoint regional do DynamoDB ficou vazio (empty record), o que deixou o DynamoDB inacessível para clientes e para muitos sistemas internos da AWS. Apesar de a AWS ter restaurado manualmente os registros DNS por volta das 09:25 UTC, a recuperação não foi imediata para todos os serviços. A ThousandEyes identifica fases distintas de recuperação: primeiro a restauração de DNS, depois a correção de sistemas dependentes (como sistemas de “leases” em EC2), e finalmente a limpeza das filas e estados acumulados durante o tempo de indisponibilidade.
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Hipóteses Levantadas e Análises Alternativas
A explicação oficial da Cloudflare foi centrada em uma falha interna de configuração — mas analistas e profissionais de SRE levantaram algumas hipóteses adicionais: • Ataque DDoS disfarçado? No início do incidente, algumas pessoas especularam se não havia sido um ataque massivo. A Cloudflare, inclusive, menciona que avaliou tráfego anômalo nos sistemas de Bot Management como parte das primeiras hipóteses. No Reddit, alguns comentaram que parecia “modo pânico” em seus servidores, algo que poderia confundir uma vítima de falha com alvo de ataque. • Risco de pipeline de configuração Muitos engenheiros apontam que, embora confiável, o pipeline interno que gera configuração (feature files) é um vetor de risco: arquivos de configuração não são apenas metadados — se crescerem além do previsto, podem desencadear falhas catastróficas. Em ambientes de alta criticidade, defendem que pipelines de configuração sejam tão validados e protegidos quanto dados de usuário. • Risco sistêmico e dependência crítica A falha mostra que até provedores com alta confiabilidade podem ter pontos internos de falha. A dependência de serviços como o Bot Management, cujo “feature file” é crítico para proxy, revela que componentes de observabilidade, segurança ou autoproteção podem se tornar vetores de risco quando mal gerenciados.
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CIBERSEGURANÇA As explicações técnicas da AWS e as investigações externas também geraram reflexões profundas sobre arquitetura e resiliência: • “Race condition” e a falha de validação A condição de corrida entre os componentes do DNS Planner e Enactor expõe como automações sofisticadas, quando não cuidadosamente sincronizadas, podem introduzir risco de corrupção lógica. A própria AWS admitiu que a interferência entre gerações de plano DNS, e a limpeza automática, permitiu que um enactor atrasado reescrevesse um estado obsoleto. • Dependência crítica do “control plane” A análise de Ismail Kovvuru destaca que parte da arquitetura de controle do DynamoDB depende bastante de metadados armazenados na própria região US-EAST-1. Isso implica que, mesmo para clientes que distribuíram seus dados, a falha em um plano de controle pode tornar um ponto de redundância local em um ponto de falha sistêmico. • Efeito cascata nos serviços dependentes A falha de DNS não afetou apenas o DynamoDB. Outros serviços da AWS — como EC2, NLB (Network Load Balancer), Lambda, Redshift — sofreram em cadeia porque dependem, de forma direta ou indireta, do DynamoDB para manutenção de estado ou coordenação. • Limitações das zonas de disponibilidade Apesar de a AWS ter diversas zonas de disponibilidade (AZs) em regiões, a falha revelou que não basta replicar instâncias se o plano de controle é centralizado e vulnerável. Especialistas veem nisso um lembrete para arquitetos: a resiliência real exige pensar não apenas em dados, mas em “plano de controle” e em isolamento lógico.
Auditorias, Investigações e Responsabilidade
Dúvidas recorrentes: quem investiga? E como garantir transparência? Ausência de Auditoria Forense Pública até o momento, não há confirmação pública de que a Cloudflare ou a AWS tenham con-
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tratado empresas independentes de segurança (como Mandiant, CrowdStrike, Deloitte, KPMG, etc.) para realizar uma auditoria forense completa dos incidentes: • No post-mortem da Cloudflare não há menção a auditorias externas, apenas a explicação técnica da falha e os remédios aplicados internamente. • No caso da AWS, embora haja um post-event summary e comunicações oficiais, não se encontrou anúncio público de uma auditoria oficial forense externa até onde a mídia, blogs técnicos e fontes de monitoramento investigaram. Em vez disso, há análises independentes por empresas como a ThousandEyes, que usaram dados de monitoramento da Internet para reconstruir a sequência de falhas e oferecer insights sobre a causa. Investigação Regulatória - Também não há, até agora, informações confiáveis ou públicas de investigações regulatórias formais (como processos administrativos por agência de telecom ou autoridade de concorrência) abertas exclusivamente por causa desses incidentes — pelo menos, publicamente divulgadas por essas empresas ou pela mídia especializada. O que pode acontecer porque: o regulador pode achar que o incidente se enquadra como falha operacional, não como violação de regra regulatória concreta; a investigação pode estar em curso, mas não foi divulgada externamente (ou pode demorar para produzir um relatório público); as empresas podem ter optado por uma abordagem de comunicação controlada, com foco no cliente, fornecendo post-mortem técnico e suporte, sem expor publicamente os detalhes mais sensíveis da estrutura interna.
Responsabilidade e Ressarcimento
Do ponto de vista contratual, tanto a Cloudflare quanto a AWS oferecem Service Credits conforme seus contratos estipulem quando acontecem indisponibilidades, e ainda não pagamentos diretos por perdas operacionais ou danos financeiros: • Na Cloudflare, os clientes Enterprise /
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CIBERSEGURANÇA Business têm direito a créditos de serviço. • Na AWS, serviços como DynamoDB têm pontos específicos e políticas de crédito (“Service Credit”). A AWS normalmente limita a compensação a créditos de serviço e não assegura compensações por lucros cessantes. Essa limitação é comum em contratos de nuvem, especialmente em provedores de infraestrutura de larga escala, que raramente garantem reembolso por “tudo que se perdeu” em termos de negócio. Por isso, muitos analistas e arquitetos defendem estratégias adicionais: • Desenho arquitetural resiliente: usar multi-região, multi-cloud, ou arquiteturas que suportem degradação gradual. • Planos de compensação interna: ter seguro (cyber, interrupção de negócio) para cobrir perdas operacionais. • Mecanismos de comunicação: definir claramente com provedores os processos de crédito e manter histórico de incidentes para possíveis reivindicações futuras. Lições para Profissionais de Tecnologia e Automação Esses dois incidentes trazem aprendizados que devem ser considerados por equipes de SRE, arquitetos de sistema, engenheiros DevOps, líderes de infraestrutura e diretores de tecnologia: Atenção ao “plano de controle” Muitas estratégias de resiliência focam apenas em dados, instâncias ou balanceamento de carga. O que esses incidentes revelam é que componentes de controle, como DNS ou orquestradores internos, podem ser pontos de falha críticos. Então é vital mapear dependências de control plane; testar falhas em automações complexas (por exemplo, simular condições de corrida); garantir rollback seguro e mecanismos de “kill switch” para pipelines configuracionais. Validação e limites em pipelines de configuração No caso da Cloudflare, o pipeline de configuração (feature file) se mostrou vulnerável à duplicação e ao crescimento excessivo.
Para evitar isso, uma sugestão é validar o esquema, tamanho, número de linhas antes de propagar configurações; usar limites (thresholds) para proteger proxies ou outros componentes que dependem de configurações; ter rollback automatizado e manual. Modelagem de dependência e teste de crise Arquiteturas devem levar em conta: • Dependências entre serviços • O efeito cascata de falhas: se um serviço crítico falhar, quais outros serão afetados e como se recuperar? • Cenários de falha complexos: nem todo erro se resolve com “reiniciar instância” — pode haver necessidades de intervenção manual, reconciliação de estado, limpeza de filas, etc. Observabilidade de várias camadas Os incidentes mostraram que a ThousandEyes observou inicialmente perda de pacotes (rede), depois timeouts (aplicação), até HTTP 503 — cada camada revelou parte da falha; uma visibilidade apenas na camada de aplicação não é suficiente para explicar a origem do problema nem a progressão da recuperação; é importante ter monitoração e alertas em rede, aplicação, sistema de controle de configuração e planos automatizados. Preparação para longas janelas de recuperação As mais de 15 horas de impacto na AWS não foram apenas por causa da falha, mas também por causa do tempo necessário para resolver os efeitos em cascata: recuperar DNS, esperar expiração de caches, limpar backlogs de workflows, reconstruir leases, etc. Então as equipes devem: • Planejar “tempo de recuperação realista” maior do que o tempo para consertar a raiz técnica. • Definir runbooks para múltiplas fases: corrigir, restaurar controle, reconciliar estado, processar backlog. • Comunicar aos stakeholders (cliente, negócio) essas fases de recuperação para ge-
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CIBERSEGURANÇA renciar expectativas. Reforço de estratégia de resiliência contratual • Negociar SLAs mais favoráveis ou complementar com seguro de interrupção de negócio (business interruption). • Avaliar estratégias de multi-cloud ou failover que minimizem dependência de um único provedor. • Documentar incidências, manter registros de crédito, usar análises independentes (como a da ThousandEyes) para reforçar justificativas de reivindicação.
Reflexão Crítica: Riscos Sistêmicos da Nuvem Hiperescalável
Esses incidentes são mais do que falhas pontuais: são sintomas de um risco sistêmico mais amplo na computação em nuvem. Mostram uma concentração de infraestrutura - poucas empresas (AWS, Google, Microsoft) dominam grande parte da computação crítica e se parte dessa infraestrutura falha, o impacto pode ser massivo; enquanto automação traz eficiência e escalabilidade, ela também introduz riscos lógicos (estado obsoleto, sincronização, “clean-up” automático) que não são triviais de testar; a transparência é limitada - apesar dos post-mortems, a au-
sência de auditorias forenses públicas levanta questões sobre responsabilidade, prestação de contas e confiança; os modelos de remediação de crédito não são suficientes para empresas que sofreram perdas financeiras significativas ou reputacionais.
Conclusão
O incidente da Cloudflare e o apagão na AWS US-EAST-1 não foram apenas falhas técnicas — foram alertas de que a infraestrutura crítica da Internet ainda esconde pontos frágeis, muitos deles no plano de controle lógico e na automação. A explicação oficial de ambas as empresas é tecnicamente sólida, mas as hipóteses levantadas pela comunidade e as análises independentes mostram que os riscos são reais e complexos. Para profissionais de tecnologia, a lição é clara: resiliência não é só redundância física, mas também isolamento lógico, validação de automações e estratégia contratual bem pensada. Empresas e arquitetos devem reavaliar sua dependência de provedores de nuvem, construir planos de contingência robustos e exigir mais transparência e responsabilidade de seus fornecedores. Dados até 28/11/25
Solução que reduz em até 90% os alertas de vulnerabilidade A Stefanini Cyber, unidade de negócios do Grupo Stefanini, apresentou a solução Purple Team, uma plataforma inovadora que integra Inteligência Artificial (IA) para fortalecer a segurança cibernética em ambientes cloud. A solução AI-First une as competências de ataque (Red Team) e defesa (Blue Team) em uma metodologia inteligente e automatizada para detectar ameaças avançadas, que passam despercebidas pelos métodos tradicionais.
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“O grande diferencial do Purple Team é funcionar como uma equipe autônoma que ataca e defende simultaneamente, encontrando vulnerabilidades que os especialistas em segurança não conseguem identificar com rapidez”
Leidivino Natal, CEO global da Stefanini Cyber
A solução opera em ambientes de nuvem e incorpora o framework Mitre ATT&CK, referência global em mapeamento de técnicas e táticas usadas por hackers. Dessa forma, o Purple Team permite antecipar e neutralizar ataques em tempo real. Entre os resultados expressivos que a Plataforma apresenta estão: • Redução de até 90% nos alertas de vulnerabilidade, o que diminui a fadiga e aumenta o foco dos times de segurança; • Resposta a incidentes em menos de um segundo, com bloqueio instantâneo das ameaças identificadas; • Capacidade de identificar e corrigir falhas cruciais em minutos, acelerando a tomada de decisão com alta assertividade; • Forte aderência para organizações que migram ou operam em cloud, aumentando a resiliência digital com proteção preventiva e proativa. “O Purple Team é uma solução que vai além do tradicional, oferecendo uma abordagem preventiva que antecipa os riscos de segurança em vez de apenas reagir a eles”, comenta Natal. Além de aportar tecnologia de ponta, com o Purple Team a Stefanini oferece um processo de onboarding dedicado, valorizando a cultura das empresas para garantir que a solução seja integrada de forma customizada e eficaz ao dia a dia dos negócios. A solução Purple Team já está em operação em grandes grupos globais do setor de educação, confirmando seu potencial trans-
formador. “Buscamos constantemente incorporar as melhores práticas e inovações em tecnologia e segurança, para proteger os ativos de nossos clientes sem prejudicar a experiência dos usuários”, afirma o executivo. O Purple Team está disponível em todo o mundo, adaptando-se às particularidades locais e, ao mesmo tempo, aproveitando o conhecimento global da empresa sobre vetores de ataque e comportamentos das ameaças cibernéticas. “Cada região possui suas especificidades, mas com nossa base global integrada de conhecimento, somos capazes de oferecer uma proteção diferenciada e eficaz para todo tipo de negócio”, complementa Leidivino Natal. Atualmente, a Stefanini Cyber conta com uma equipe de mais de 1.000 especialistas e seis Centros de Operações de Segurança (SOCs). São mais de 500 clientes ativos distribuídos nas regiões onde o grupo atua. Esse alcance evidencia a maturidade da Stefanini Cyber no mercado, com um crescimento baseado em relações duradouras, renovação de contratos-chave e um modelo de entrega sustentado em eficiência e proximidade. Com a recente finalização da aquisição de 100% da empresa romena Cyber Smart Defence, a Stefanini Cyber fortalece sua operação em nível internacional. A integração traz talentos especializados, soluções ainda mais robustas e eficientes, além de posicionar a empresa com uma abordagem de defesa cibernética proativa, automatizada e coordenada, baseada em Inteligência Artificial.
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Estudo revela falhas profundas nos sistemas de segurança dos principais modelos de linguagem do mundo @Divulgação/CiscoBlogs
Os sistemas de inteligência artificial generativa evoluíram com velocidade impressionante nos últimos dois anos. Modelos de linguagem de grande porte (LLMs) deixaram de ser ferramentas experimentais para se tornarem plataformas centrais em aplicações de atendimento ao cliente, suporte técnico, automação industrial, engenharia de software, análise de dados, educação, pesquisa científica e comunicação corporativa. Contudo, enquanto sua utilidade cresce, cresce também o risco: uma nova investigação conduzida pela Cisco AI Defense, intitulada “Death by a Thousand Prompts: Open Model Vulnerability Analysis”, revela que até mesmo os LLMs mais avançados tendem a “perder a capacidade de se proteger” à medida que uma conversa se prolonga. Pesquisadores de segurança da Cisco AI Defense Amy Chang e Nicholas Conley realizaram uma avaliação comparativa de segurança de IA em oito modelos de linguagem de código aberto (LLMs), revelando uma profunda suscetibilidade à manipulação adversária, particularmente em cenários de múltiplas interações, onde as taxas de sucesso observadas foram de 2 a 10 vezes maiores do que em ataques de interação única. Utilizando
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a plataforma de Validação de IA da Cisco, que realiza testes automatizados de vulnerabilidade algorítmica, avaliamos modelos da Alibaba ( Qwen3-32B ), DeepSeek ( v3.1 ), Google ( Gemma 3-1B-IT ), Meta ( Llama 3.3-70B-Instruct ), Microsoft ( Phi-4 ), Mistral ( Large-2 , também conhecido como Large-Instruct-2047), OpenAI ( GPT-OSS-20b ) e Zhipu AI ( GLM 4.5-Air ). O estudo demonstra que restrições de segurança, conhecidas como guardrails, se tornam progressivamente menos eficazes quando submetidas a ataques de múltiplas interações - ou seja, não é necessário um grande ataque sofisticado para romper salvaguardas, bastam algumas mensagens para manipular o modelo. Os testes mostram que, em média, os LLMs liberaram conteúdo perigoso em 64% das conversas avaliadas, um índice de falha considerado extremamente elevado. Os alvos do estudo incluem modelos da OpenAI, Google, Microsoft, Meta, Mistral, Alibaba e DeepSeek, além de outros fornecedores que disponibilizam modelos de peso aberto (open-weight). A maioria desses modelos alimenta chatbots amplamente usados em ambientes corporativos e por milhões de usuários no mundo inteiro.
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CIBERSEGURANÇA O que a Cisco testou
A Cisco realizou 499 conversas simuladas com modelos de linguagem populares, utilizando uma técnica chamada multi-turn attacks — ataques de múltiplas interações. Ao contrário dos tradicionais jailbreaks que tentam romper a segurança diretamente, esse método explora um padrão recorrente: LLMs tendem a ser cooperativos e adaptáveis ao longo de uma conversa. Em outras palavras, eles “afrouxam” a vigilância conforme tentam “ser úteis” ao usuário, mesmo quando esse usuário é mal-intencionado. Cada conversa tinha entre 5 e 10 trocas de mensagens e buscava levar o modelo a produzir conteúdos como: • instruções para crimes, fraudes ou ataques físicos; • código malicioso; • explorações de vulnerabilidades tecnológicas; • recomendações de bypass de segurança; • informações sensíveis ou proibidas; • desinformação direcionada. Em muitos casos, os modelos resistiram nas primeiras interações, mas sucumbiram após desgaste; é como se, ao longo do diálogo, a barreira de segurança fosse corroída lentamente — daí o título metafórico “Morte por mil prompts”.
Desgaste progressivo da segurança
O estudo identificou um padrão comum em praticamente todos os modelos testados: quanto mais longa a conversa, maior a probabilidade de o modelo violar suas próprias regras. Esse fenômeno, já percebido informalmente por pesquisadores independentes, foi medido em escala e com rigor estatístico pela Cisco. A explicação técnica passa por vários fatores: *Muitos LLMs utilizam classificadores simples para detectar intenções maliciosas. Esses classificadores tendem a se basear no texto mais recente — e não na intenção global da
conversa. Assim, quando o usuário constrói uma narrativa gradual, evita palavras proibidas e cria contexto enganoso, o filtro não identifica o risco. *Os modelos foram treinados para ajudar, continuar uma conversa e responder todas as perguntas. Isso cria um conflito entre ser útil e manter a segurança — conflito no qual o modelo frequentemente cede. *Modelos mais avançados têm janelas de contexto de centenas de milhares de tokens. Isso permite manter conversas muito longas — mas também amplia o espaço para manipulação. *Modelos open-weight podem ser reconfigurados, ajustados ou usados sem proteção adicional; muitos contam com guardrails apenas básicos, o que significa maior vulnerabilidade.
O que os números revelam
Os resultados variaram enormemente entre os modelos analisados: • Google — cerca de 26% de vulnerabilidade, melhor desempenho do grupo, sugerindo avanços consistentes no alinhamento de segurança; • OpenAI, Meta, Microsoft, Alibaba e DeepSeek — resultados intermediários, variando entre cerca de 40% e 70% de vulnerabilidade, dependendo do modelo testado; • Mistral Large-2 — até 93% de vulnerabilidade Essa discrepância tem explicações técnicas: empresas como Google e OpenAI têm investido pesado em sistemas de segurança externos ao modelo, como moderation layers, classifiers dedicados e filtros contextuais dinâmicos. Já modelos open-weight
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CIBERSEGURANÇA costumam ser distribuídos como “caixas de ferramentas” com controles mais simples. Mas os dados acendem um alerta: um LLM submetido a uso corporativo sem camadas adicionais de segurança está, estatisticamente, fadado a falhar.
Tipos de conteúdo liberado
A Cisco classificou as violações em cinco categorias principais: Conteúdo relacionado a crimes - desde explicações sobre evasão policial até instruções para fraudes e obtenção indevida de dados; Conteúdo cibernético nocivo - instruções detalhadas para ataques, exploração de falhas, criação de malware, phishing e engenharia social; Desinformação - geração de narrativas falsas, com aparência de legitimidade, potencialmente utilizáveis em manipulação de opinião pública; Conteúdo perigoso físico - orientações sobre fabricação de substâncias ou equipamentos proibidos; Informações sensíveis - em alguns casos específicos, modelos reproduziram padrões de informações similares a dados pessoais ou corporativos — mesmo sem acesso direto a bancos de dados, indicando fragilidades nos filtros semânticos.
Riscos para empresas, governos e indústria
Os resultados têm implicações para organizações que dependem de sistemas de IA para automação, suporte, atendimento e tomada de decisão. Entre os principais riscos estão vazamento ou geração de conteúdo inseguro; confiabilidade reduzida em ambientes críticos; exposição a ameaças internas e externas; compliance e responsabilidade legal - o uso corporativo de IA sem camadas de supervisão pode configurar negligência regulatória, dependendo da legislação vigente.
Porque isso importa
O Brasil está entre os países com uso crescente de IA generativa em:
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• automação industrial; • atendimento varejista; • serviços financeiros; • educação; • comunicação pública; • pesquisa científica; • engenharia de petróleo, energia e biocombustíveis. Empresas brasileiras frequentemente utilizam modelos abertos para reduzir custos — exatamente o tipo mais vulnerável segundo a Cisco. Além disso, a adoção de sistemas de automação inteligente vem crescendo irreversivelmente na indústria 4.0 nacional. Para um país que recentemente ampliou discussões sobre seu próprio marco regulatório de IA, o estudo funciona como alerta estratégico: não existe adoção segura de IA sem governança robusta, monitoramento ativo e camadas de defesa externas ao LLM.
Recomendações da Cisco
Implementar camadas de segurança externas; Limitar acesso a modelos open-weight; Adotar detecção de intenção multiplataforma; Criar políticas internas para uso de IA; Investir em testes multi-turn antes de implantação - simulações curtas não são adequadas para certificação de segurança.
IA segura exige mais do que modelos
O estudo reforça uma visão cada vez mais consensual entre especialistas: a segurança real em IA não reside no modelo, mas na arquitetura que o cerca, incluindo mecanismos independentes de análise de intenção; camadas de filtragem semântica; supervisão humana em pontos críticos; políticas robustas de governança; frameworks de auditoria contínua. Para um ecossistema que se move rapidamente em direção ao uso massivo de IA generativa, o relatório da Cisco serve como aviso: a tecnologia evolui, mas os riscos também. Empresas que ignorarem a dimensão
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CIBERSEGURANÇA de segurança podem enfrentar consequências operacionais, legais e reputacionais significativas.
Fornecedor /Modelo
Tipo (open-weight /proprietário)
Taxa de Vulnerabilidade Aproximada (ASR)
A corrida global pela inteligência artificial mais poderosa ganhou um lembrete claro: poder sem alinhamento é vulnerabilidade.
Pontos Fortes
Pontos Fracos
Google (modelos testados – não especificados no estudo público)
Proprietário
~26% (melhor desempenho)
Guardrails mais robustos; bom alinhamento; resistência maior em diálogos longos.
Pode ser mais restritivo; menor flexibilidade.
OpenAI (modelos públicos e open-weight associados)
Proprietário / open-weight
~40–60%
Forte histórico de alinhamento; filtros externos maduros.
Vulnerável em interações longas; modelos open-weight associados têm menor segurança.
Microsoft (modelos associados)
Proprietário
~50%
Integração forte com infraestrutura corporativa; filtros avançados.
Falhas progressivas em contextos extensos.
Meta (LLaMA open-weight)
Open-weight
40–80%
Código aberto avançado; excelente desempenho técnico.
Guardrails fracos; fácil de manipular sem filtros adicionais.
Alibaba (Qwen)
Open-weight
50–70%
Modelos eficientes, multilíngues e amplamente usados.
Resistência limitada a ataques multi-turn.
DeepSeek (modelos open-weight)
Open-weight
60–80%
Desempenho competitivo; foco em uso corporativo.
Guardrails reduzidos.
Mistral Large-2
Open-weight
~93% (pior desempenho)
Alto desempenho técnico; velocidade e versatilidade.
Quase nenhuma resistência multi-turn sem filtros externos.
Observação: Os percentuais são aproximados e refletem os números divulgados por veículos internacionais que analisaram o estudo. O relatório técnico completo não divulga todos os números individualmente, mas confirma a ordem geral das vulnerabilidades.
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Vulnerabilidade crítica de execução remota de código sem clique no Outlook Foi divulgado um código de prova de conceito (PoC) para explorar uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) no Microsoft Outlook (CVE-202421413). Apelidada de MonikerLink, essa falha permite que invasores contornem os mecanismos de segurança do Outlook, em especial o “Modo de Exibição Protegido”, para executar código malicioso ou roubar credenciais. A divulgação desta prova de conceito destaca o risco contínuo representado por essa vulnerabilidade e serve como ferramenta de treinamento para profissionais de segurança entenderem o vetor de ataque. A vulnerabilidade, classificada com uma pontuação CVSS de 9,8, reside na forma como o Outlook interpreta hiperlinks específicos conhecidos como “Links de Moniker”. Normalmente, o Modo de Exibição Protegida restringe conteúdo potencialmente prejudicial, abrindo-os em modo leitura, mas a falha MonikerLink permite que um atacante contorne essa proteção usando o protocolo file:// seguido por um ponto de exclamação e texto adicional em um link especialmente criado. Quando a vítima clica nesse link, o Outlook tenta acessar o recurso sem os avisos de segurança usuais, o que pode desencadear uma conexão SMB com um servidor controlado pelo invasor, levando ao vazamento das credenciais NTLM locais da vítima. Em cenários mais graves, a vulnerabilidade pode facilitar a execução remota de código, dando aos atacantes controle significativo sobre o sistema comprometido. A nova prova de conceito (PoC) baseada em Python, disponível no GitHub, demonstra como explorar essa vulnerabilidade em um ambiente controlado. O autor da prova
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de conceito observa que o script pressupõe uma configuração específica, como a ausência de autenticação TLS, para simplificar o processo de teste para fins educacionais. Pode-sem detectar tentativas de explorar essa vulnerabilidade monitorando padrões específicos no tráfego de e-mails. O pesquisador de segurança Florian Roth lançou uma regra YARA projetada para identificar e-mails que contenham o elemento `file:\\` usado na exploração. Essa regra ajuda as organizações a sinalizarem mensagens suspeitas que possam estar tentando explorar a vulnerabilidade MonikerLink antes que elas cheguem ao usuário final. A Microsoft lançou atualizações oficiais para corrigir a vulnerabilidade e lembra que a disponibilidade de código de exploração público, mesmo para fins educacionais, aumenta a probabilidade de agentes maliciosos adotarem técnicas semelhantes. Aponta ainda que as equipes de segurança devem garantir que todas as instâncias do Microsoft Office estejam atualizadas e considerar o bloqueio do tráfego SMB de saída (porta 445) para evitar o vazamento de credenciais NTLM para servidores externos.
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SPECIAL
Eficácia do espectro de ondas centimétricas* em áreas urbanas em preparação para o 6G SoftBank verifica a cobertura de área ampla e a comunicação de alta qualidade usando a faixa de 7GHz em ambientes urbanos.
Imagem de instalação das estações base experimentais de 7GHz / Visão geral do veículo de medição usado para avaliação de campo
A SoftBank Corp. demonstrou com sucesso a eficácia do espectro de ondas centimétricas na faixa de 7GHz — que está sendo considerada como faixa de frequência para 6G — para cobertura de larga distância e qualidade estável de comunicação em ambientes urbanos. O teste de verificação ao ar livre, realizado em cooperação com a Nokia, está em andamento desde junho de 2025. Neste teste, o SoftBank instalou três estações base experimentais suportando o Massive MIMO no distrito de Ginza, em Tóquio, e confirmou que a faixa de 7GHz permite tanto cobertura de larga distância quanto desempenho de comunicação de alta qualidade, mesmo em ambientes urbanos densos.
À medida que vários serviços impulsionados por IA se tornam cada vez mais comuns, espera-se que o tráfego de dados móveis aumente drasticamente. Para apoiar uma sociedade de IA, as futuras redes 6G precisarão oferecer tanto transmissão de dados de alta capacidade quanto cobertura extensa. Os resultados deste experimento indicaram que a banda de 7GHz pode atender a esses requisitos e é eficaz para implantação urbana.
Visão Geral e Resultados do Teste de Verificação O SoftBank obteve uma licença experimental para a faixa de 7GHz e realizou verificações externas na região de Ginza, em
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SPECIAL Tóquio, usando as estações base e equipamentos de teste da Nokia. Ao instalar três estações base de 7GHz suportando o Massive MIMO junto com estações base comerciais 5G de 3,9GHz, o SoftBank avaliou a continuidade da cobertura, qualidade da comunicação e características de propagação de ondas de rádio. Usando um veículo de medição, o SoftBank mediu a potência de sinal recebida (RSRP) e qualidade da comunicação dentro e ao redor da área-alvo. Forte potência de sinal recebida foi observada em áreas de linha de visão, como as ruas principais, enquanto a recepção bem-sucedida do sinal também foi alcançada em áreas sem linha de visão, como becos estreitos. Esses resultados con-
firmaram que a cobertura de área ampla pode ser alcançada usando a faixa de 7GHz. Análise estatística do SINR (Relação Sinal/Interferência mais Ruído medido), um indicador de qualidade da comunicação, mostrou valores de 0dB ou mais em todas as áreas, confirmando conectividade estável. A SINR mediana era de 5,9dB, indicando que toda a área estava coberta com boa qualidade de comunicação. Esse resultado é atribuível às características de propagação de ondas de rádio da banda de 7GHz — embora a difração em áreas fora da linha de visão seja limitada, a interferência entre estações base adjacentes é menos provável, resultando em qualidade de comunicação estável com degradação mínima.
Resultados de medição da potência recebida do sinal em 7GHz (quanto mais próximo do verde, maior a potência recebida do sinal)
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SPECIAL
Resultados de medição do SINR de 7GHz (quanto mais próximo do verde, melhor a qualidade da comunicação)
Avaliação das características de propagação de ondas de rádio
Com base nos dados de potência de sinal recebidos coletados de terminais a várias distâncias de cada estação base, o SoftBank também avaliou a perda de propagação de ondas de rádio (o grau de atenuação do sinal) tanto para ambientes de linha de visão quanto não direta. Em áreas de linha de visão, a perda de propagação de ondas de rádio na banda de 7GHz foi quase idêntica à de 3,9GHz, com uma diferença mediana inferior a 1dB. Embora os modelos teóricos prevejam que os sinais de 7GHz devem sofrer cerca de 6dB de perda maior, medições reais mostraram diferenças menores — provavelmente devido a reflexões de sinais nos
edifícios ao redor que ajudaram a manter a cobertura. Por outro lado, a perda de propagação de ondas de rádio na banda de 7GHz em áreas fora da linha de visão era geralmente maior do que a da banda de 3,9GHz, com uma diferença mediana de aproximadamente 10dB. Essa diferença é consistente com estimativas baseadas em modelos típicos de propagação de ondas de rádio sem linha de visão e acredita-se ser devido a diferenças nas características de difração e nas propriedades de reflexão dos exteriores dos edifícios nas faixas de frequência. No geral, o experimento demonstrou que sinais de 7GHz podem fornecer cobertura de área ampla com conexões de alta qua-
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SPECIAL lidade quando implantados como estações base macro de alta potência em distritos comerciais urbanos. O Instituto de Pesquisa em Tecnologia Avançada da SoftBank Corp. promove P&D e a criação de negócios para tecnologias avançadas que apoiam infraestrutura social de próxima geração, incluindo IA-RAN e Beyond 5G/6G, além de telecomunicações,
IA, computação, tecnologias quânticas e tecnologias nos setores espacial e de energia. Por meio da colaboração entre indústria e academia e pesquisa conjunta com universidades, instituições de pesquisa e empresas parceiras no Japão e no exterior, o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Avançada SoftBank contribui para a criação de negócios globais e para uma sociedade sustentável.
“Esta avaliação serve como uma evidência altamente valiosa do Japão que demonstra a eficácia do design de redes 6G usando a banda de 7GHz. Com base nos insights obtidos com essa verificação, continuaremos a promover a formação de um ecossistema global de banda 7GHz e sua implementação social por meio da cocriação entre indústria, academia, governo e parceiros internacionais,”
Dr. Akihiro Nakao, Professor da Escola de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade de Tóquio e Co-Presidente do Fórum de Promoção de Dispositivos Móveis XG (XGMF). *Ondas centimétricas são ondas de rádio com comprimentos de onda de 1 a 10 cm (frequências entre 3 e 30 GHz). A faixa de 7–24 GHz, definida como FR3 (Faixa de Frequência 3) no 3GPP, espera-se que seja uma das novas faixas de frequência para 6G.
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COVER PAGE
a reinvenção digital da embalagem A indústria de embalagens — tradicionalmente marcada pela combinação de materiais, máquinas de conversão e processos de envase — atravessa uma profunda transformação tecnológica. O avanço de sensores inteligentes, visão artificial, IA, digital twins, rastreabilidade 2D, robótica colaborativa e sistemas de execução sincronizados vêm remodelando a operação inteiramente. Se antes a automação era sinônimo de velocidade, agora ela é sinônimo de visibilidade, previsibilidade, flexibilidade e sustentabilidade.
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O setor é pressionado por exigências crescentes de eficiência, redução de perdas, rastreabilidade, personalização, conformidade regulatória e circularidade — ao mesmo tempo em que enfrenta margens comprimidas e uma pressão inédita para reduzir impactos ambientais. Nesse contexto, digitalização e Indústria 4.0 deixaram de ser uma “opção estratégica” para se transformarem no pilar central da competitividade, tanto no Brasil quanto no cenário global. A digitalização se consolidou em várias frentes. Historicamente, as embalagens dependiam de automação rígida: esteiras, seladoras, formadoras, enchedoras e rotuladoras sincronizadas mecanicamente. Com o avanço da robótica de precisão e dos cobots, o setor migrou para arquiteturas flexíveis, capazes de ajustar-se rapidamente a novos SKUs, formatos e materiais. Robôs colaborativos assumiram posições antes ocupadas por operadores – estão encarregados de pick and place de alta precisão; inserção de divisórias; montagem de kits; encaixotamento; paletização adaptativa; manipulação de embalagens instáveis ou irregulares. A adoção cresce em alimentos, bebidas, higiene pessoal, cosméticos, farmacêuticos e bens não duráveis. No Brasil, esse movimento é particularmente intenso em empresas de papel/cartão, cartonadas, PET, flexíveis e metal-printing. A qualidade é um dos pontos mais críticos do setor: selagem imperfeita, bolhas em laminados, falhas de impressão, problemas
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de colagem, desalinhamento de rótulos e deformações durante o envase são responsáveis por perdas bilionárias. Mas nos últimos anos, sistemas de visão baseados em aprendizagem profunda revolucionaram esse cenário. Eles detectam imperfeições invisíveis ao olho humano, analisam padrões de falha, classificam defeitos por gravidade e ajudam a identificar causas raízes contínuas — transformando inspeção de fim de linha em inteligência de processo. E as aplicações mais comuns desse “olho” são a inspeção de soldas e selagens em flexíveis; leitura de códigos (1D, 2D, datamatrix); verificação de nível de enchimento; detecção de corpos estranhos; validação de rótulo e impressão; verificação de integridade de tampas e lacres; triagem de embalagens deformadas. Assim, o setor migra rapidamente para IA embarcada: câmeras que aprendem automaticamente o padrão de boa qualidade e se autoajustam a variações de turno, operador ou lote. A transformação digital não se completa sem visibilidade operacional. A coleta contínua de dados — velocidade, pressão, torque, temperatura, vibração, consumo energético — possibilita análises baseada em fatos, e não em percepção. E aí os avanços recentes incluem sensores conectados ao IIoT instalados diretamente em rolos, nip points, motores e unidades de corte; MES integrados a ERP e chão de fábrica; telemetria para variáveis críticas do processo; painéis de OEE em tempo real; rastreabilidade por lote, SKU, máquina e turno; alertas au-
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COVER PAGE tomáticos para desvio de processo. As linhas de conversão e envase se tornaram sistemas vivos, com monitoramento contínuo e acionamentos digitais que alimentam algoritmos de manutenção preditiva. A simulação digital de embalagens e linhas de produção está se tornando padrão porque o digital twin permite modelar embalagens sob compressão, impacto e empilhamento; testar desempenho térmico (bebidas e alimentos sensíveis); prever estabilidade
em paletização; simular setup e troca de formato; validar trajetórias robóticas; estimar produtividade antes do comissionamento. Algumas empresas brasileiras já usam gêmeos digitais para reduzir tempo de desenvolvimento de embalagens de semanas para dias e aplicam simulações 3D em máquinas de envase para validar formatos complexos e evitar colisões, vibrações e falhas de roscamento ou tampamento.
Rastreabilidade e Circularidade Digital A relação entre embalagem e sustentabilidade evoluiu para um modelo orientado a dados. A rastreabilidade por QR 2D, serialização unificada, identificação digital e digital watermarks permite acompanhar o ciclo completo da embalagem — do design à reciclagem. A circularidade digital inclui marcas d’água digitais para triagem avançada; senso-
res NIR combinados com IA para separação de materiais; bancos de dados que relacionam composição, destino e reciclabilidade; sistemas de ciclo de vida (LCA) integrados ao PLM; digital twins ambientais para testar materiais e impactos. Esse movimento aproxima a indústria do conceito de “embalagem inteligente sustentável”.
Tecnologia
Aplicações
Benefícios
Setores/Materiais
Visão + IA
Inspeção de selagem, rótulos, nível, falhas
Redução de refugo, detecção precoce
PET, vidro, metal, flexíveis, cartonados
Robótica/Cobots
Paletização, pick & place
Versatilidade, segurança, menor footprint
Alimentos, bebidas, higiene, cosméticos
MES/IIoT
Dados em tempo real
OEE, previsibilidade, padronização
Todas as linhas
Digital Twin
Simulação de linha
Redução de setup e comissionamento
Envase, conversão, cartonagem
Impressão Digital
Customização, tiragens curtas
Personalização escalável
Etiquetas, flexíveis, papel-cartão
Marcas d’água digitais
Triagem avançada
Aumento da reciclabilidade
Plásticos rígidos e flexíveis
Inteligência preditiva
Manutenção e qualidade
Evita paradas e falhas
Máquinas rotativas, seladoras
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COVER PAGE As consultorias identificam a digitalização como o principal vetor de valor na cadeia de embalagem. A McKinsey, por exemplo, observa que a indústria apresenta baixa maturidade digital; maior potencial está em manuseio, envase e fim de linha; o retorno mais rápido vem de visão + IA e manutenção preditiva; e para converter pilotos em escala, é vital integrar tecnologia à gestão. A PMMI - Association for Packaging and Processing Technologies – aponta que a de-
manda por máquinas inteligentes cresce mais rápido do que a por máquinas convencionais, que os sistemas “plug-and-produce” ganham força em linhas de pequeno e médio porte e que a robótica vem crescendo a dois dígitos ao ano em embalagens. A WPO - World Packaging Organisation acredita que o futuro da embalagem está no ID digital universal, mas é preciso atenção porque as iniciativas de circularidade exigem dados confiáveis.
Por que a digitalização é diferente nas embalagens? A embalagem é o único elemento industrial que interage fisicamente com o produto; é manipulada por pessoas e máquinas; precisa se comunicar visualmente com o consumidor; integra requisitos logísticos, sanitários e regulatórios; impacta diretamente o meio ambiente após uso. Por isso, tecnologias digitais não são apenas otimizações internas, elas redesenham a função da embalagem no ecossistema. Fábio Mestriner, professor e especialista em Design e Inteligência de embalagem, passou um ano e meio trabalhando com a AWS na construção da inteligência de embalagem 5.0, a primeira inteligência artificial exclusiva e 100% dedicada ao setor de embalagem. “Eu descobri por que que não tinha nenhuma IA especializada; porque o setor de embalagem é muito complexo e multidisciplinar. Montei uma lista com 78 temas envolvidos no ecossistema de embalagem, que se desdobram em mais de 180 subtemas! Então, por exemplo, quando você vai pesquisar sobre tampas para incorporar na base de conhecimento da IA, você tem tampa que impede criança de abrir, tampa que facilita a abertura por pessoas de idade e assim por diante. O tema Tampa se desdobra
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@AutomationFair2025/R ockw
ell
numa porção de temas. E o mesmo acontece com tecnologia, ciência dos alimentos, ciência dos materiais, engenharia de produção, enfim, os temas vão se somando e, conforme você vai avançando na pesquisa, vai descobrindo que a complexidade do setor é muito maior. Eu achava que entendia de embalagem; nem imaginava a complexidade do tema. E Inteligência Artificial é um território fascinante, é uma coisa espetacular. A incorporação de dados, tecnologias emergentes, tudo isso está avançando num ritmo acelerado. E a IA vai ser adotada por todo mundo, da mesma forma que a internet... Lembra? Quando surgiu a internet, as pessoas perguntavam, qual é seu e-mail? Aí perguntavam, qual que é o site da sua empresa? Então todo mundo teve que ter um e-mail e toda a empresa teve que ter um site. E o mesmo vai acontecer com a inteligência artificial. Mas o futuro da inteligência artificial são as IAs dedicadas a temas específicos. E veja, são lançadas cerca de 50 novas inteligências artificiais todos os dias, especializadas nos mais variados temas. A Internet teve que ser construída do zero; já a inteligência artificial se apropria de tudo o que a internet construiu. E a IA está permitindo a integração das mais diversas tecnologias. Em usos práticos, aplicados”
@AutomationFair2025/Rockwell
A Rockwell Automation mostrou que os gêmeos digitais não são apenas ferramentas futuristas; eles estão se tornando essenciais para as operações de embalagem nas instalações das marcas, acelerando a resolução de problemas, reduzindo o tempo de inatividade, fortalecendo o lançamento de novos produtos e diminuindo os riscos de projetos de investimento antes mesmo da chegada dos equipamentos ao chão de fábrica. Com a implementação correta, os gêmeos digitais podem agregar valor tanto para os fa-
Os usos das tecnologias disruptivas no setor de embalagens também foi tema de discussão na Automation fair, evento anual da Rockwell. Um dos cases apresentados foi o de um fabricante de bebidas em lata que utilizou um gêmeo digital de sua linha de embalagem de caixas e bandejas para diagnosticar uma falha persistente de “efeito ioiô”: ao realizar os testes virtualmente, em vez de na linha de produção, pode acelerar a solução em 10 vezes, reduziu o tempo de inatividade em 52% e melhorando a OEE (Eficiência Global do Equipamento) em 14%.
bricantes de equipamentos originais (OEMs) quanto para seus usuários finais como pontuaram Robb Skruck, líder global da Kalypso, uma empresa Rockwell Automation, e Dwayne Negron, líder global de gêmeos digitais da Rockwell Automation, durante a Automation Fair deste ano. Segundo Skruck,
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COVER PAGE o valor começa com a otimização precisa na fase de projeto. “Uma das vantagens de um gêmeo digital é que ele permite fazer modelagem offline, ou modelagem preditiva. Você transforma entradas em saídas para prever o futuro e possibilitar a experimentação. Você pode permitir que os clientes finais testem suas operações antes mesmo de implementá-las, o que é muito poderoso para eles”, disse Skruck. Os gêmeos digitais também podem agilizar o processo de comissionamento, aumentando a confiança no cronograma do projeto e dando suporte às inicializações. “Se você não estiver usando um gêmeo digital para fazer o comissionamento virtual, veremos os OEMs ultrapassando o tempo de inicialização em 20% a 40%. A vantagem dos gêmeos digitais para comissionamento é que você não ultrapassa o prazo, não incorre em custos que potencialmente não serão reembolsados e não afeta o cronograma de inicialização e de engenheiros de serviço”, afirmou Skruck. Esses sistemas trazem benefícios muito além da inicialização. Os usuários finais podem usar gêmeos digitais para monitorar e aprimorar continuamente suas operações, explicou Negron. “Conseguimos realizar melhorias contínuas usando gêmeos digitais. Oferecemos tempo de teste virtual, o que nos permite testar o ativo, a linha ou a instalação sem precisar interromper o processo físico. Usando um gêmeo digital, você pode multiplicar por 10 o número de testes realizados sem nunca precisar tocar em uma linha física. Venho desenvolvendo esses processos há aproximadamente seis anos… e nesse período minha equipe desenvolveu cerca de cem”, disse Negron. Para o fabricante de bebidas em lata, que já havia gasto seis meses em tentativas de solucionar o problema antes de colocar a equipe da Rockwell em operação, Negron e a equipe da Kalypso construíram um gêmeo digital completo da linha usando a plataforma Emulate3D, incluindo um modelo 3D dinâmico, PLCs virtualizados executando o
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código de controle da máquina em tempo real e acesso às mesmas telas HMI que os operadores usam no chão de fábrica. Ele enfatizou que os gêmeos digitais nesse nível não são apenas visualizadores; eles se comportam como o ativo real. “Você não só tem um modelo 3D em execução, como também está executando controladores virtuais que executam código de controle em tempo real, além de ter acesso às suas IHMs”, disse Negron – e essa fidelidade é o que torna possível a resolução de problemas altamente técnicos em um ambiente simulado. No caso da empresa de bebidas, isso significava que os engenheiros podiam recriar o comportamento instável dentro de uma simulação segura, fazer ajustes coordenados na interface homem-máquina (IHM) e nos controles, testar novas ramificações lógicas e observar as interações mecânicas subsequentes, tudo isso sem interferir na produção real. O resultado foi uma correção significativamente mais rápida e confiável do que a fábrica jamais conseguiria implementar em uma linha de envase em funcionamento. As linhas de embalagem são as que mais se beneficiam com a implantação da tecnologia no curto prazo: por serem mais complexas, altamente automatizadas e sensíveis a interações sutis entre equipamentos distintos, elas geram comportamentos mecânicos e de controle interligados que são difíceis de diagnosticar em tempo real. Os gêmeos digitais oferecem aos engenheiros de bens de consumo algo que raramente têm: um sistema seguro e livre de pressão para explorar ideias, testar alterações, reproduzir falhas, validar a lógica do fabricante original e treinar operadores sem interromper a produção. A experiência da fabricante de bebidas mostrou como um problema que desafiou seis meses de solução de problemas no mundo real pôde ser resolvido em dias, assim que os engenheiros passaram a ter um modelo virtual que se comportava como a máquina real.
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Inteligência de embalagem 5.0 A indústria brasileira de embalagem passa a contar com uma ferramenta única de disseminação de conhecimento, a plataforma de Inteligência de Embalagem 5.0. Por suas características inovadoras, a IE 5.0 garante maior interação com os usuários ao funcionar como “guru/mentor” e ao ajudar a elaborar perguntas melhores que levarão a respostas mais precisas. A iniciativa, idealizada pelo Professor Fábio Mestriner, e pelo estrategista de marketing digital, Carlos Eduardo Raia, é fruto de uma startup brasileira que reuniu tecnologia, curadoria de conhecimento e participação ativa da comunidade de especialistas do setor. O projeto conta com créditos do AWS Activate para Startups da AWS (Amazon Web Services), que também oferece suporte técnico e infraestrutura computacional. A base de conhecimento da IE 5.0 foi construída ao longo de um ano e meio, com curadoria humana especializada, garantindo a seleção de informações qualificadas e validadas, sem recorrer a dados genéricos ou de origem duvidosa. Outra preocupação foi com o alto nível da curadoria científica. Para garantir profundidade técnica, a IE 5.0 consultou repositórios internacionais de teses e artigos científicos, publicações especializadas e bases de dados de instituições como WPO (World Packaging Organization), ONU, Unido, FAO, FDA, ANVISA e União Europeia. Além das dissertações e teses sobre embalagem, a IE 5.0 reúne conteúdo proveniente de associações setoriais, revistas técnicas, manuais de tecnologia e eventos globais como interpack, Pack Expo e Fispal Tecnologia. Inspirada no conceito da Indústria 5.0, na
qual a supervisão humana complementa a automação e os algoritmos, a IE 5.0 foi concebida para unir inteligência artificial e inteligência humana. Portanto, seu treinamento é contínuo e colaborativo, conduzido por um Painel de Especialistas formado por profissionais de destaque da indústria brasileira de embalagem. Mais do que uma ferramenta tecnológica, a IE 5.0 propõe um modelo de construção coletiva de conhecimento, a partir do treinamento ativo da IA orientando-a com base nas demandas reais e nas particularidades de cada especialidade dentro da cadeia produtiva. Dado o potencial transformador da iniciativa, oito entidades representativas da indústria de embalagem já declararam apoio institucional ao projeto: ABRE, Abeaço, Abividro, Abipet, ABIEF, Abflexo, Abigraf e Abiplast. Os idealizadores planejam o lançamento internacional da versão Business Pro da IE 5.0, na Alemanha, em maio de 2026, durante a interpack, maior feira mundial de embalagem.
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COVER PAGE Não faltam exemplos de implantação de robôs e tecnologias disruptivas como IA e digital twins no Brasil e no mundo: um grande fabricante de papel-cartão implementou sensores IIoT em seções críticas de conversão (vinco, corte e colagem). A análise preditiva
reduziu refugo em 18% e aumentou o throughput em 12%. A empresa adotou visão IA para validar alinhamento de impressão com precisão micrométrica, eliminando inspeção manual em 70% dos lotes.
Visão computacional da WEG em rótulos da indústria farmacêutica
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@Fitascreen
Uma indústria de bebidas instalou cobots para encaixotar garrafas PET e vidro. A flexibilidade permitiu trocas de SKU em menos de 5 minutos, e a redução de acidentes foi significativa. O robô adapta seu grip automaticamente ao peso e ao formato detectado por IA. Convertedoras de filmes flexíveis passaram a usar câmeras hiperespectrais combinadas a IA para detectar microfissuras em laminação de alta velocidade. O sistema antecipa falhas antes do corte, reduzindo desperdício em até 25%. E empresas de latas adotaram sensores de torque e modelos preditivos para validar fechamento antes, ajustes eram manuais e dependiam de operadores especialistas.
Sistema de visão para inspeção
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O papel dos centros tecnológicos: a contribuição do ITAL/CETEA na digitalização das embalagens Centros de desenvolvimento nacionais, como o da Klabin e o CETEA/ITAL, utilizam simulações digitais, engenharia de materiais e laboratório integrado para validar protótipos. A digitalização permite testar dezenas de cenários sem consumir recursos físicos, acelerando P&D. No contexto da digitalização acelerada do setor, a posição dos centros de pesquisa brasileiros é essencial para entender o ritmo real de adoção tecnológica no país. As pesquisadoras Silvia Tondella Dantas, diretora do CETEA, e Ana Paula Reis Nolêtto, gerente técnica, ambas do CETEA/ITAL – Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos, destacam que a transformação digital avança de forma consistente, mas com particularidades importantes no Brasil. Segundo as pesquisadoras, o CETEA ainda não utiliza inteligência artificial e machine learning diretamente em processos de avaliação de desempenho, análise de defeitos, simulação de vida útil ou desenvolvimento de novos materiais. No entanto, a IA já vem sendo aplicada em processos de suporte técnico, principalmente para análise de dados e elaboração de relatórios e textos especializados, evidenciando uma fase inicial de incorporação dessas tecnologias no ambiente laboratorial. Elas apontam que uma parte significativa dos equipamentos do CETEA já opera com sistemas automáticos e digitalizados, desde injeção automatizada de amostras em cromatógrafos até mesas de vibração utilizadas em ensaios de simulação de transporte, que contam com alto nível de automação. Isso coloca o centro em linha com tendências internacionais de laboratórios que vêm modernizando seus protocolos de ensaio e monitoramento. Em termos de pesquisa avançada, o CE-
Silvia Tondella Dantas
Ana Paula Reis Nolêtto
TEA confirma que há iniciativas em desenvolvimento para implementação de simulação computacional voltada à modelagem
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COVER PAGE do comportamento físico de embalagens sob esforços ao longo da distribuição, o que representa um passo em direção ao uso mais amplo de gêmeos digitais e ferramentas de modelagem estrutural, cada vez mais utilizadas por centros de embalagem na Europa e nos EUA. As pesquisadoras observam que a demanda por tecnologias como sensores inteligentes, IoT e sistemas baseados em blockchain existe e cresce no ambiente empresarial brasileiro. Contudo, fatores econômicos internos e globais têm imposto certa lentidão na implementação de tecnologias de ponta, especialmente entre empresas de médio porte — algo também relatado por consultorias internacionais ao avaliar a maturidade digital da indústria latino-americana. Para Silvia Dantas e Ana Paula Nolêtto, a digitalização deve transformar profundamente a logística, a rastreabilidade e o ciclo de vida das embalagens nos próximos anos. Sistemas digitais permitirão não apenas indicar
a localização em tempo real de embalagens, mas também monitorar condições ambientais críticas, como temperatura, umidade e vibração durante o transporte, elementos decisivos para a qualidade de alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. As pesquisadoras destacam ainda que a ampliação da identidade digital das embalagens deve beneficiar o controle de estoques no varejo e atacado, além de contribuir diretamente para redução de perdas e desperdícios — um dos grandes desafios da cadeia de alimentos no Brasil. Essa visão converge com iniciativas internacionais como GS1 Digital Link, códigos 2D expandidos e programas de reciclagem orientados por dados. O CETEA reforça que a transformação digital das embalagens no Brasil está em curso, mas depende de investimentos estruturados, estabilidade regulatória, fortalecimento de competências técnicas e integração cada vez maior entre pesquisa aplicada e indústria.
O Futuro: Tendências 2025–2030 Tecnologias como digital twins, machine learning, inteligência artificial e outras estarão cada vez embutidas nas indústrias – como preconiza o professor Mesteiner. No setor de embalagens, a IA generativa no design (GenAI for Packaging) proporcionará geração automática de layouts, estruturas, cálculos de resistência, otimização de formato e simulação em milissegundos. As linhas autônomas serão comuns, com máquinas que se ajustam sozinhas, calibram pressão, torque e temperatura – elas ainda serão capazes de mudar totalmente de formato sem intervenção humana; os robôs e as câmeras estarão sincronizados inclusive agregando suas versões em gêmeos digitais. A engenharia de materiais integrada a dados permitirá modelagem preditiva para substituir, reduzir ou reformular materiais. E cada embalagem terá um ID único e rastreável globalmente.
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A digitalização não é uma extensão da automação: é uma reconfiguração total do papel da embalagem, de produto físico para objeto inteligente, rastreável, analisável e conectado. A indústria que conseguir integrar automação, IA, IIoT, rastreabilidade e engenharia digital terá vantagem indiscutível em custo, qualidade, sustentabilidade e velocidade de inovação.
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Sistema de transporte inteligente como componente de alimentação econômico, compacto e altamente flexível em embalagens de biscoitos LINKEDIN
Stefan Ziegler, Gerente de Relações Públicas, Beckhoff Automation
©Cavanna
A primeira aplicação XTS da Cavanna é um sistema de transferência de 90 graus para embalar os chamados slugs de biscoitos.
A Cavanna Packaging Group, da Itália, é especialista no segmento de embalagens flow-pack para produtos alimentícios e não alimentícios. Começando com seu segmento de embalagens de biscoitos, a Cavanna recentemente tomou a decisão estratégica de equipar suas máquinas flow-pack com o sistema de transporte inteligente XTS e a tecnologia de comunica-
ção EtherCAT da Beckhoff. A Cavanna foi fundada em 1960 na região de Piemonte, na Itália, como um dos primeiros fabricantes de máquinas flow-pack eletromecânicas. Com o passar do tempo, a empresa familiar concentrou-se em máquinas totalmente eletrônicas e linhas completas de embalagem: flow-packs primárias para produtos individuais e grupos de produ-
tos, flow-packs secundárias ou embalagens em caixas e embalagens terciárias em caixas de display. Atualmente, cerca de 6.000 máquinas Cavanna estão instaladas em mais de 900 clientes em todo o mundo. As principais áreas de aplicação são todo o setor alimentício e o setor não alimentício, especialmente as indústrias de cosméticos e farmacêutica. O amplo es-
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ART.COM pectro de aplicações alimentícias abrange desde embalagens uniformes e mistas de biscoitos, chocolates, produtos para o café da manhã e lanches doces e salgados até produtos que substituem o pão, bem como queijos, cápsulas de café e produtos
congelados. Seja qual for o produto, a Cavanna se concentra na proteção do produto e na manutenção da qualidade do produto por meio de embalagens adequadas. O consumidor também deve ser capaz de abrir a embalagem com facilida-
de. Todos esses requisitos devem ser considerados no projeto das máquinas flow-pack em combinação com a alta qualidade da embalagem, a disponibilidade da máquina e o menor custo total possível.
Parceria tecnológica para um projeto de máquina otimizado ©Cavanna
Os slugs são inclinados em 90 graus antes de serem manuseados pelos movers XTS.
Para atender a todos esses requisitos de forma otimizada e inovadora, a Cavanna procurou um parceiro de tecnologia globalmente ativo. O principal objetivo, de acordo com a Cavanna, era melhorar a flexibilidade das máquinas para trocas de produtos e, ao mesmo tempo, reduzir o espaço ocupado, os requisitos de tempo e
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o custo. A empresa também teve que atender às crescentes exigências em relação ao manuseio suave e eficiente de produtos, para o qual o controle baseado em PC da Beckhoff forneceu a solução ideal de controle e acionamento. A Cavanna também apreciou o fato de a Beckhoff ser caracterizada pela mesma filosofia da empre-
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sa italiana, com sua paixão pela qualidade, excelência tecnológica e confiabilidade. A inovação tecnológica e o desenvolvimento contínuo do controle baseado em PC foram especialmente importantes para a Cavanna porque permitem que eles avancem de acordo com as mudanças nas exigências
ART.COM dos clientes. O principal exemplo disso é o sistema de transporte inteligente XTS,
que, em combinação com a poderosa comunicação EtherCAT, proporciona uma
flexibilidade excepcional de transporte de produtos em um espaço muito pequeno.
O XTS oferece suporte a novos recursos de manuseio de produtos Do ponto de vista da Cavanna, o XTS abriga um enorme potencial de inovação devido às suas altas funcionalidades de software com recursos de configuração principalmente automáticos e suas variações e geometrias modulares e específicas para aplicações, o que facilita a implementação de uma ampla gama de aplicações para o transporte individual de produtos em combinação com um fluxo contínuo de materiais. Com
sua alta eficiência energética e uma pegada significativamente reduzida, o XTS oferece a melhor solução possível em termos de custo, tamanho e inovação para as máquinas de embalagem da Cavanna. Um sistema tão compacto e confiável com movimentos controláveis individualmente abre as portas para um novo mundo de aplicações de embalagem que permitem aos fabricantes adaptarem suas máquinas de forma ainda mais efi-
caz às necessidades de seus clientes. De acordo com a Cavanna, a alta velocidade e a sincronização precisa são os objetivos de todos os avanços baseados no XTS. A empresa planeja estender o sistema para outras áreas de aplicação com a ajuda dos especialistas da Beckhoff, que já foram fundamentais para as melhorias contínuas da Cavanna em suas máquinas atuais.
Alimentação de biscoitos em embalagens slug Como sua primeira aplicação XTS, a Cavanna desenvolveu um novo sistema de empacotamento que pode embalar 4.200 biscoitos após terem sido compilados nos chamados slugs. Mais uma vez, a alta flexibilidade do sistema foi um grande benefício, pois os biscoitos podem ter formato redondo, retangular ou quadrado. Além disso, a máquina pode embalar os biscoitos em vários formatos de flow-pack a velocidades de até 130 pacotes por minuto, com até 32 biscoitos por pacote. O XTS funciona como
uma unidade de alimentação nesse sistema. Dois movers XTS recebem os slugs de biscoito de uma esteira de pinos depois de terem sido girados em 90 graus. Em seguida, os movers transportam os slugs para o saco tubular para a embalagem final da flow-pack. De acordo com a Cavanna, a principal vantagem do sistema XTS é que todas as configurações necessárias para mudar para um novo formato de produto são armazenadas no software de controle e podem ser executadas automaticamente. Dessa forma, o XTS pode se adaptar ao produto
“on the fly”, o que representa uma grande melhoria em relação às soluções convencionais baseadas em servomotores que exigem extensas conversões mecânicas. Outro exemplo de como a Cavanna usa o XTS é um sistema de transferência de pilhas de produtos de uma esteira de pinos para outra com distâncias variáveis entre os separadores em cada pino. A Cavanna também usa o XTS como um sistema de distribuição para dividir um fluxo de entrada de produtos em dois fluxos a baixo custo e com flexibilidade excepcional.
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Atmosferas explosivas na era dos dados: quando a segurança encontra a inteligência digital LINKEDIN
Raphael Diniz, Coordenador Global de soluções Ex da Schmersal
Sensores, inteligência artificial e manutenção preditiva estão redefinindo a proteção em áreas classificadas e mostrando que inovação e segurança precisam caminhar juntas Historicamente, o desenvolvimento de soluções para atmosferas explosivas concentrou-se na adoção de estruturas robustas e na aplicação de técnicas de proteção passiva, como invólucros à prova de explosão (Ex d), pressurização (Ex p), preenchimento (Ex q) e proteção intrínseca (Ex i). Essas estratégias, fundamentais para a contenção de fontes de ignição, foram concebidas para garantir que, mesmo diante de uma falha, não houvesse propagação de chamas, arcos ou superaquecimento capaz de acionar uma explosão. Na prática, tratava-se de uma abordagem essencialmente reativa, baseada na resistência dos materiais e na contenção física de potenciais riscos. Esse modelo consolidou-se ao longo de décadas, mas com limitações claras: ausência de capacidade preditiva, pouca integração com sistemas de controle e dependência de inspeções manuais periódicas para ve-
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rificação de conformidade. Além disso, prevaleceu durante muito tempo o entendimento de que dispositivos eletrônicos ou sensores inteligentes não poderiam ser aplicados em zonas classificadas devido ao risco inerente de ignição, o que afastou essas áreas do avanço da automação industrial. Frases como “sensor não pode falhar” ou “qualquer faísca é um problema” expressam essa resistência histórica. Com a evolução da engenharia aplicada à segurança Ex e da normalização internacional, esse paradigma começou a mudar. Hoje, sensores certificados para atmosferas explosivas já operam com segurança em zonas 0, 1, 2 (gases) e 20, 21, 22 (poeiras combustíveis), monitorando variáveis como temperatura, pressão, vibração e concentração de partículas com precisão. Esses dispositivos, quando integrados a redes de dados industriais com protocolos seguros e sistemas de análise em
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tempo real, viabilizam a manutenção preditiva — permitindo a identificação de condições de risco antes que evoluam para falhas críticas. Em contextos em que qualquer ignição pode representar um risco à vida e ao meio ambiente, a previsibilidade deixa de ser apenas um ganho operacional e passa a ser um requisito estratégico de segurança. Esse movimento está alinhado à evolução normativa. A série IEC 60079 — especialmente as normas IEC 60079-14 (instalação) e IEC 60079-17 (inspeção e manutenção) — já contempla o uso de tecnologias que promovam a inspeção contínua, coleta de dados e rastreabilidade de condições em áreas classificadas. A versão brasileira, ABNT NBR IEC 60079, reforça que o estado de conformidade deve ser mantido ao longo de todo o ciclo de vida do sistema, com evidências documentadas e metodologias consistentes de verificação. O conceito
ART.COM central aqui é a manutenção do estado de integridade dos
equipamentos, evitando que o risco se eleve com o tempo
ou com alterações não controladas.
Inteligência artificial e análise preditiva Ao integrar sensores e conectividade, torna-se possível utilizar sistemas de análise de dados para prever falhas com base em correlações técnicas complexas. Por exemplo, em terminais petroquímicos, algoritmos de inteligência artificial podem identificar microvibrações em bombas e cruzar essas informações com registros de falhas elétricas prévias em painéis, emitindo alertas antes de qualquer intervenção humana. Essa abordagem permite atuar em falhas po-
tenciais antes que evoluam para situações críticas, reduzindo o tempo de exposição ao risco e o número de intervenções corretivas. No setor agroindustrial, sensores Ex já estão sendo utilizados para monitorar poeira combustível em armazéns de grãos, detectar superaquecimentos em motores de ventilação e avaliar condições de risco em secadores térmicos. Essas aplicações são baseadas em limites ocupacionais estabelecidos por normas de higie-
ne industrial e segurança de processo, como os limites inferiores e superiores de explosividade (LEL/UEL). A aplicação se estende também a segmentos como químico, farmacêutico e papel e celulose, onde atmosferas explosivas podem se formar com base na combinação de substâncias inflamáveis, poeiras ou solventes. O uso de IA nesses casos amplia a capacidade de análise cruzada de variáveis que, isoladamente, poderiam passar despercebidas.
Certificação, integração e formação profissional Para que a digitalização contribua efetivamente com a segurança em áreas classificadas, os equipamentos precisam ser devidamente certificados conforme o tipo de zona e o modo de proteção adequado. A seleção de sensores, a definição dos níveis de segurança funcional (SIL/PL) e a compatibilidade dos protocolos de comunicação com as exigências de segurança intrínseca ou contenção de ignição são fatores essenciais. A integração de sistemas deve considerar os requisitos desde a fase de projeto, passando pela engenharia de aplicação, validação em campo e comissionamento com relatórios técnicos completos. O uso
de gateways seguros, barreiras Zener e blocos de isolamento Ex i são práticas que integram o projeto à segurança operacional. Outro aspecto essencial é a formação profissional. O conhecimento sobre áreas classificadas ainda é tratado de forma isolada em muitos currículos técnicos e universitários, sem conexão direta com disciplinas de automação, elétrica ou instrumentação. A atualização da formação é indispensável para que os profissionais compreendam o risco, conheçam a legislação aplicável e saibam integrar tecnologia com conformidade. Programas de certificação Ex, como os baseados na IECEx CoPC (Cer-
tification of Personnel Competence), podem auxiliar na formação continuada e reconhecimento internacional de competências. Com um parque industrial diversificado e desafios estruturais relevantes, o Brasil está entre os países com maior potencial para liderar iniciativas que combinam segurança industrial e inovação. Para isso, é necessário posicionar a digitalização não como substituta da segurança tradicional, mas como uma extensão de seus mecanismos. Em contextos em que os riscos são invisíveis, a capacidade de antecipar eventos pode ser decisiva para garantir continuidade operacional e proteção de vidas.
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Vanguarda global da refrigeração: como tecnologia e eficiência energética se alinham à agenda climática da COP 30 Claudio de Pellegrini, Chief Technology & Quality Officer na Nidec ACIM
A indústria de refrigeração, seja na área residencial ou comercial, está passando por um momento muito importante. Com as mudanças climáticas e os desafios am-
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bientais atuais, sentimos a necessidade de adotar regras mais rígidas para incentivar a redução do uso de energia e minimizar o impacto no aquecimento global, uma
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realidade que afeta todo o mundo. Por isso, é fundamental criar e usar soluções altamente eficientes, que consumam menos energia e contribuam para reduzir as
IMPRESSIONS emissões de carbono, contribuindo para alcançar metas ambientais importantes. Nesse cenário, a tecnologia inverter, ou de velocidade variável, emblemática na atuação pioneira da marca Embraco na refrigeração, surge como peça-chave. Os compressores que utilizam essa tecnologia ajustam automaticamente sua velocidade conforme a necessidade, otimizando o desempenho e economizando energia. Os compressores Embraco FMS, fabricados na Nidec ACIM, em Joinville/Santa Catarina, reconhecida no Brasil por sua atuação como indústria carbono-neutra, estão ajudando a democratizar essa tecnologia e a viabilizar projetos de refrigeradores mais eficientes, com menor consumo de energia. Um exemplo disso são os refrigeradores ROC31 PRO e ROC35 PRO, da Esmaltec, que utilizam compressores FMS e são referência em economia segundo o Selo Procel na categoria de refrigeradores com congelador. O refrigerador Esmaltec ROC35 PRO, por exemplo, é considerado o refrigerador com congelador mais econômico do Brasil e consome apenas 16,5 kWh por mês (220V), garantindo máxima eficiência e mais economia na conta de energia dos consumidores. Além de facilitar o acesso a refrigeradores mais econômicos, o compressor FMS
oferece uma grande vantagem: é 30% menor em sua principal dimensão. Essa redução ajuda a diminuir as emissões de carbono, pois permite transportar mais produtos por palete e consome menos recursos na fabricação. Outro ponto a destacar é o uso de refrigerantes naturais. No FMS, o fluido utilizado é o R600a (isobutano), que tem potencial de aquecimento global quase zero e não prejudica a camada de ozônio. Vale lembrar que, em 2024, 77% dos compressores Embraco vendidos no mundo já utilizam refrigerantes naturais. Nesse contexto, podemos perceber como a tecnologia inverter mostra como a inovação pode apoiar a sustentabilidade, sendo um excelente exemplo do “made in South”. Esse tema será bastante discutido na COP 30, evento de importância mundial, em que estaremos presentes com duas ações. Participaremos do painel “Competitividade, inovação e infraestrutura tecnológica” da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e apoiaremos a presença do Coletivo Joinville Lixo Zero, de Joinville, Santa Catarina. Ações como essas demonstram que, para a Nidec ACIM, a jornada rumo a uma indústria de refrigeração mais sustentável e eficiente não tem volta. Assim, somos mais do que um
agente de inovação, somos uma parte ativa de um ecossistema que busca soluções concretas para os desafios ambientais globais. Claudio de Pellegrini ingressou na Nidec como estagiário de engenharia em 2001 e foi contratado em 2003 como Engenheiro de Pesquisa, após dedicar dois anos ao mestrado. Sua trajetória na empresa começou cinco anos antes, quando atuava como Pesquisador Científico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma parceira relevante da Nidec ao longo dos últimos 43 anos, com nove patentes e oito artigos acadêmicos publicados sobre a análise e a melhoria de compressores de refrigeração. Com mais de 20 anos de experiência na organização, Pellegrini atualmente ocupa os cargos de Chief Technology Officer (CTO) e Diretor Sênior de Governança de Qualidade. Sua atuação abrange pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos e interface técnica com clientes. Claudio de Pellegrini possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mestrado em Qualidade Sonora pela mesma instituição e formação em liderança pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD).
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20 anos de Lei do Bem: a evolução do incentivo que aumentou em 2.800% os investimentos em inovação no Brasil Andressa Melo, Diretora LATAM de Inovação - FI Group Thais Santana Maia, Coordenadora da equipe de Tax & Legal - FI Group
O ano de 2025 é um importante marco na história recente da modernização econômica no Brasil, considerando que a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), o ponto de virada na política de incentivo à inovação tecnológica nacional, completa 20 anos, oferecendo benefícios fiscais para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e garantindo maior competitividade aos empreendimentos que utilizam essa ferramenta. No mundo globalizado, produtos e serviços tendem a se tornar obsoletos rapidamente e, à medida que no-
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vos concorrentes entram no mercado, a inovação torna-se crucial para superar esses obstáculos. Dessa forma, o ecossistema corporativo desempenha um papel central neste processo, sendo o principal agente da aplicação prática de novas ideias e tecnologias. Por isso, sancionada em novembro de 2005, a Lei do Bem consolidou-se como o principal instrumento de estímulo à inovação no setor privado, visando o fortalecimento da etapa mais crítica para as empresas, a de incerteza na obtenção de resultados econômicos e financeiros com o desenvolvimento
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e teste de novas tecnologias ou aprimoramentos. Nesse cenário, a legislação permite com que as empresas compartilhem os riscos tecnológicos do projeto com o governo, proporcionando maior segurança para o desenvolvimento da inovação empresarial. Na prática, o benefício atua por meio da exclusão adicional de despesas com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica aplicáveis ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), podendo alcançar até 34% de recuperação desses tributos.
IMPRESSIONS Histórico e principais resultados da Lei do Bem A Lei do Bem foi regulamentada pelo Decreto nº 5.798, de 7 de junho de 2006. Em agosto de 2011, foi editada a Instrução Normativa RFB nº 1.187, de 29 de agosto de 2011, que disciplinou os incentivos. Desde sua criação, essa ferramenta de estímulo a P&D sofreu poucas alterações legislativas, ou seja, não se atualizou ao longo do tempo. Nesses 20 anos de existência, alguns trechos foram revogados, mas, de modo geral, a norma não acompanhou efetivamente as transformações do mercado brasileiro, cujo cenário de inovação vem se provando altamente competitivo e globalizado. Ao longo desse período, a Lei do Bem tem registrado um aumento constante no
número de novas candidaturas ao incentivo, com uma elevação superior a 2.900% entre 2006 e 2023. Esse avanço reflete a tendência de que cada vez mais empresas estão adotando a inovação como estratégia para impulsionar suas atividades operacionais, mesmo com a volatilidade econômica no decorrer dos anos. No total, o benefício já contabilizou mais de 27 mil candidaturas, incluindo tanto novos entrantes anuais quanto empresas que se mantêm constantemente ativas no programa. Além disso, desde a ativação do mecanismo de incentivo, houve um crescimento superior a 2.800% nos investimentos em inovação no país, totalizando mais de R$ 235 bilhões e apresen-
tando taxa de crescimento anual na casa dos 29%. Já em relação à renúncia fiscal, o benefício contabiliza um aumento acima de 4.200% nos 20 anos de Lei do Bem, o que representa mais de R$ 51 bilhões. Os dados indicam que a Lei do Bem tem sido eficaz em promover um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo. O aumento dos investimentos em P&D contribui para o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e processos, fortalecendo a posição das empresas brasileiras no mercado global. Além disso, a renúncia fiscal associada a esse aporte financeiro alivia a carga tributária das empresas, permitindo que elas reinvistam esses recursos em outras áreas estratégicas.
Mudanças tributárias no Brasil Embora esse seja o contexto do progresso técnico no país, o Brasil vem passando por diversas mudanças em seu sistema tributário, incluindo, recentemente, a reforma tributária introduzida pela Emenda Constitucional nº 132/2023. Outra alteração relevante, com impactos nos incentivos voltados à inovação, foi a inserção do adicional da CSLL por meio da Lei nº 15.079/2024, com a finalidade de estabelecer tri-
butação mínima efetiva de 15% para multinacionais que aufiram receitas anuais de € 750 milhões ou mais nas Demonstrações Financeiras Consolidadas da Entidade Investidora Final em pelo menos dois dos quatro anos fiscais imediatamente anteriores ao analisado. Essa medida integra o processo de adaptação da legislação brasileira às regras GloBE. Além disso, o ambiente contábil no país passou por profundas transformações,
tanto em termos de obrigações acessórias quanto na digitalização das informações fiscais. Nos primeiros anos da Lei, as empresas que usufruíam do incentivo precisavam apresentar a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) para comprovar seus investimentos em inovação. Com a substituição da DIPJ pela Escrituração Contábil Fiscal (ECF), a partir do ano-calendário de 2014, o processo tornou-se
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IMPRESSIONS mais detalhado e digitalizado, exigindo maior integração entre as áreas contábil, fiscal e de inovação dentro das empresas.
Essa mudança, associada à consolidação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), trouxe mais transparência e rastreabilidade aos
dados enviados à Receita Federal, mas também aumentou o nível de complexidade técnica na apuração e comprovação dos incentivos.
ser atribuídas a restrições impostas pela legislação. A necessidade de manter a regularidade fiscal e, principalmente, apresentar lucro para se qualificar aos benefícios da Lei do Bem são fatores determinantes. Além disso, a complexidade burocrática envolvida no processo de adesão pode ser um grande obstáculo. A dificuldade em cumprir os procedimentos operacionais e legais frequentemente desencoraja as empresas, especialmente aquelas que não possuem departamentos dedicados exclusivamente à gestão de benefícios tributá-
rios. Enquanto outros países buscam modernizar seus incentivos, transformando-os em Crédito de Tributo Reembolsável Qualificado, o marco dos 20 anos da Lei do Bem contribui para a reflexão sobre o futuro do cenário brasileiro de inovação e como empresas inovadoras de todos os portes podem utilizar dessa política nacional, consequentemente mantendo o Brasil cada vez mais competitivo a nível global e estimulando graduações, projetos e pesquisas, seja no âmbito privado ou em parcerias público-privadas.
Desafios para adesão
Apesar de sua relevância, a aplicação da Lei do Bem ainda enfrenta entraves estruturais. Das mais de 230 mil empresas elegíveis pelo enquadramento no regime de Lucro Real, até 2023 apenas 3.878 companhias aproveitavam os benefícios do incentivo. Esse valor indica uma subutilização significativa do benefício, sugerindo que muitas companhias ainda não estão cientes ou não compreendem plenamente as vantagens oferecidas pelo mecanismo. A baixa participação e a redução na perenidade das ações a longo prazo podem
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Estudantes do ICMC conquistam primeiras colocações em maratona de programação A 8ª edição do Hackaton-USP reuniu 75 participantes em uma imersão de 36 horas dedicada à criação de tecnologias voltadas à inclusão digital Virar a madrugada desenvolvendo uma solução tecnológica não é tarefa simples. Mas foi exatamente isso que 75 estudantes de 14 equipes diferentes fizeram nos dias 1º e 2 de novembro, durante a 8ª edição do Hackaton-USP. Organizado pelo grupo de extensão USPCodeLab e pelo Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU), o hackathon desafiou os participantes a criar, em apenas 36 horas, soluções tecnológicas de impacto social. Realizado em São Paulo, o evento consagrou duas equipes formadas por alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que conquistaram o primeiro e o segundo lugar da competição. O primeiro lugar ficou com os estudantes Renan Scarpin, Pietra Gullo, Gabriel Barbosa, Gabriel Antunes, Otávio Biagioni e Carol Guerreiro, que desenvolve-
O tema desta edição, revelado somente no início da maratona, foi Tecnologias inovadoras para acessibilidade e inclusão digital. A escolha, segundo os organizadores, reflete uma preocupação crescente com os efeitos sociais da inteligência artificial (IA).
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YOUTH ram o EyeTapper, um aplicativo voltado a pessoas com deficiências neuromotoras ou dificuldades de fala. Já a segunda colocação ficou com a equipe formada por Giovanna Noventa, Chris-
tyan Nantes, Arthur Martins, Caio Petroncini, Juan Passos e Arthur Santana. O grupo criou o Hermes, um sistema de navegação interna projetado para auxiliar no deslocamento de pessoas com deficiência visual.
“A IA tem potencial para impulsionar a inclusão e a acessibilidade, mas também pode aprofundar desigualdades quando esses debates são deixados de lado. Queríamos propor um desafio que colocasse essas questões em primeiro plano”, explica Letícia Jonck, presidente do USPCodeLab Sanca.
Os prêmios oferecidos foram de R$ 4 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro colocado. “Ter ganhado a competição foi extremamente gratificante pois foi um reconhecimento das nossas capacidades. Além disso, o evento trouxe visibilidade e destaque para o nosso projeto e para o grupo-alvo, que muitas vezes é ignorado nas soluções usuais de acessibilidade”, afirma Renan Scarpin.
Soluções propostas Desenvolvido em Kotlin, uma linguagem de programação utilizada para criar aplicativos, a ideia do EyeTapper é permitir que o usuário consiga digitar sem utilizar as mãos e sem depender de comandos de voz. No protótipo, rastreamento ocular e predição de caracteres trabalham juntos para exibir na tela um conjunto reduzido de letras, facilitando a seleção apenas com o olhar. Segundo a equipe, a tecnologia pode beneficiar pessoas com Parkinson em estágio avançado, esclerose lateral amiotrófica e outras condições que comprometem a fala e o movimento.
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De acordo com Renan, a principal dificuldade enfrentada durante o desenvolvimento foi o tempo limitado da maratona e o fato de o sistema Android não possuir um recurso nativo de rastreamento ocular. Para contornar essa limitação, o grupo criou uma versão inicial e simplificada, usada apenas para demonstrar que a ideia é tecnicamente viável, utilizando o recurso disponível no iOS. “Em paralelo, desenvolvemos também uma versão preliminar para Android baseada na movimentação da cabeça, que já permite avaliar a experiência de uso”, explica.
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YOUTH O código do protótipo foi disponibilizado no GitHub para que outros desenvolvedores possam contribuir. A equipe ainda discute a continuidade do projeto, já que transformá-lo em uma solução amplamente utilizável exigiria um período maior de desenvolvimento e novos ciclos de testes e aprimoramentos. Já o Hermes, foi pensado para auxiliar
pessoas com deficiência visual e a ideia do desenvolvimento surgiu da adaptação de tecnologias utilizadas em veículos autônomos, que combinam sensores e visão computacional para interpretar o ambiente. No contexto do hackathon, o grupo aplicou o conceito a espaços fechados, como museus, shoppings e mercados - locais onde barreiras de acessibilidade ainda são frequentes.
“O foco foi criar algo simples e de baixo custo para os estabelecimentos, além de intuitivo para o usuário final, que recebe orientações principalmente por áudio. A arquitetura foi pensada para ser escalável, econômica e capaz de evoluir para funcionalidades mais avançadas, como desvio automático de obstáculos e mapeamento automático dos ambientes”, destaca Christian Nantes.
Após o evento, a equipe responsável pelo Hermes iniciou conversas com o NEU para avaliar a continuidade do projeto e a possibilidade de transformar o protótipo em um produto funcional. Para os participantes, o evento agregou muito à formação acadêmica e profissional. “Participar da competição e sair premiado é muito bom. Mostra que conseguimos idealizar e prototipar rapidamente algo inovador e com potencial de impacto social real. Além disso, o hackathon proporciona um networking valioso com pessoas que já estão em um nível elevado de suas carreiras, o que pode abrir portas importantes no futuro”, afirma Christyan. Renan Scarpin também destaca o crescimento pessoal proporcionado pelo evento: “Aprendemos muito sobre tecnologias que raramente aparecem na graduação. Mas, mais do que isso, crescemos socialmente, trabalhamos em equipe e aprendemos a apresentar um projeto de maneira objetiva para um júri especializado”.
Ao longo das 36 horas de maratona, as equipes participaram de palestras sobre estrutura de um bom pitch, receberam orientação de mentores durante todo o período, inclusive de madrugada, e passaram por sessões de pré-apresentação para receber feedback antes da avaliação final. A infraestrutura do evento incluiu coffee breaks, jantar e suporte das empresas parceiras. Nesta edição, o hackathon contou com apoio das empresas Irya Solutions, Wex, Alice, Fundo Patrimonial da FEA-USP e Red Bull. Já a avaliação dos projetos ficou a cargo de especialistas como Cristian Munoz, do Mercado Livre, Rodrigo Dias, da Wex, Diego de Araújo Martinez Camarinha, da Irya, Pedro Dias da Canastra e Amanda Caroline Ramos Paiva Lira. Para do USP Codelab Sanca, a experiência de organizar o Hackathon-USP representou uma oportunidade de fortalecer a atuação do grupo na comunidade acadêmica e, ao mesmo tempo, ampliar o impacto das iniciativas de empreendedorismo tecnológico dentro da USP. Segundo ele, o processo trouxe aprendizados valiosos.
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Programa para acelerar lideranças e fortalecer sua agenda de transformação digital A Ypê lançou o Programa Acelera Ypê, uma iniciativa inédita voltada ao desenvolvimento e aceleração de profissionais com perfil de alta performance e experiência consolidada. O programa reforça a ambição da empresa de continuar crescendo, inovando e preparando sua base de lideranças para os desafios da transformação digital, da cultura de inovação e da sustentabilidade. “O Acelera Ypê reforça a nossa estratégia de preparar a companhia para os próximos ciclos de crescimento. Investir em líderes é investir na perenidade do negócio. Esse programa foi estruturado para desenvolver profissionais capazes de tomar decisões com base em dados, liderar projetos complexos e apoiar a nossa agenda de transformação digital, sempre alinhados ao propósito e aos valores que sustentam a Ypê há 75 anos.”, disse Waldir Beira Júnior, CEO da empresa.
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Os participantes - de todos os gêneros e PCDs - têm histórico relevante, formados entre 2017 e 2021, com perfil de liderança, experiência em projetos estratégicos e forte viés analítico e tecnológico. O modelo de participação inclui tanto profissionais internos da empresa quanto talentos externos. O programa surge em momento-chave, quando a Ypê amplia seu compromisso com a sucessão estratégica e a cultura de inovação. “Este programa foi desenhado para potencializar talentos, ampliar repertórios e preparar profissionais para liderar com propósito, inovação e consistência. Acreditamos que gente preparada transforma o negócio, inspira times e sustenta o futuro que queremos construir.”, pontuou Cristiane Lacerda, Diretora Executiva de Gente, Cultura e Responsabilidade Social da Ypê. Diferente dos tradicionais programas, a executiva adianta que a proposta da marca está voltada para profissionais com experiência consolidada e maturidade técnica. “O Acelera Ypê não é um programa de trainee. Os programas de trainee são voltados para perfis iniciantes… O foco aqui não é introduzir alguém ao mercado, e sim acelerar profissionais que já possuem repertório, visão de negócio e capacidade de liderança,” explicou Cristiane. O programa oferece trilhas personalizadas de desenvolvimento, mentoria executiva, desafios reais de negócio e acesso à plataforma de educação com parceiros como FGV, Berkeley, Cambridge e Wharton.
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Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM
uma das decisões mais importantes da minha trajetória e, hoje, ao observar o impacto que vocês têm gerado nas empresas, nas entidades e em todo o setor, tenho a certeza absoluta de que tomamos a decisão correta. Aproveitem este encontro, fortaleçam seus laços, ampliem seus conhecimentos e sigam contribuindo para o crescimento e a renovação do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”, declarou Benatti. @NTC&Logística
O Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, aconteceu em Mogi das Cruzes (SP). O evento, já consolidado no calendário nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, marca a finalização das ações oficiais e atividades da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística) no ano de 2025. Na abertura do evento, o vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da CNT e patrono da COMJOVEM, Flávio Benatti, foi o primeiro a subir ao palco e, na ocasião, salientou o papel da COMJOVEM para o desenvolvimento do setor e a felicidade de ver, ano após ano, a evolução da comissão. “É uma grande satisfação participar deste evento, que marca a ‘maioridade’ do Encontro Nacional da COMJOVEM, chegando à sua décima oitava edição. Ver este projeto, que nasceu de um sonho e de uma convicção sobre o potencial das novas gerações, alcançar essa dimensão é algo que me enche de orgulho. Criar a COMJOVEM Nacional foi
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“É uma honra representar a CNT em um encontro que evidencia a força da nova geração do transporte. Ver o crescimento técnico, institucional e, sobretudo, feminino dentro da COMJOVEM nos mostra que estamos no caminho certo. O Sistema Transporte existe para fortalecer as bases do setor, promovendo qualificação, desenvolvimento e segurança para que o transporte brasileiro siga gerando emprego, competitividade e progresso para o país. Ver jovens empresários engajados, unidos e fortalecendo o associativismo nos dá a certeza de que o futuro do TRC está em excelentes mãos”, afirmou Valter Souza.
O diretor de Relações Institucionais da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Valter Souza, representando o presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL), Vander Costa, destacou a relevância da COMJOVEM para a renovação das lideranças do setor, acrescentando dados e pilares do Sistema Transporte.
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Representando o presidente da entidade anfitriã, FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), Carlos Panzan, o vice-presidente da federação e diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, agradeceu a participação e o empenho de todos para que a realização do evento fosse um sucesso. “A Comissão é um sucesso consolidado e tenho convicção de que este encontro seguirá a mesma trajetória, reunindo conhecimento, integração e novas oportunidades para todos vocês. Minha mensagem aos jovens empresários e executivos que aqui estão é clara: valorizem o associativismo. Sem ele, o nosso setor enfrentaria desafios ainda maiores. É por meio da união, da participação ativa e do engajamento de cada um que fortalecemos o Transporte Rodoviário de Cargas, essencial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Aproveitem este momento, construam conexões e sigam contribuindo para um TRC cada vez mais forte e representativo”, ressaltou José Maria Gomes.
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O coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, saudou os presentes e reforçou a importância da união dos Núcleos Regionais da COMJOVEM e do trabalho desenvolvido ao longo do ciclo. “É
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YOUTH muito especial olhar para esta sala cheia de jovens empresários e líderes do nosso setor e perceber o quanto a COMJOVEM evoluiu. Hoje, vemos resultados concretos desse trabalho, por meio de diversos integrantes da Comissão ocupando funções nas entidades, empresas e projetos, mostrando que a renovação das lideranças está acontecendo de forma planejada, responsável e consistente. A COMJOVEM só é forte porque conta com o apoio de grandes lideranças do transporte, como o presidente Eduardo Rebuzzi, o patrono Flávio Benatti e tantos outros que acreditam na importância dessa Comissão. Nosso papel na coordenação nacional é direcionar; quem faz a diferença, na prática, são os integrantes. Este é o momento de celebrar, reconhecer o esforço de cada Núcleo Regional e agradecer a confiança em nos permitir representar uma Comissão que se tornou referência no Brasil e no mundo.”
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Finalizando os pronunciamentos iniciais, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatizou a importância do associativismo e o papel estratégico das entidades na construção de um setor mais moderno, competitivo e representativo. Lembrou que o TRC vive um período de transformações profundas e reforçou que a união entre empresas, federações, sindicatos e comissões é fundamental para garantir estabilidade institucional e sustentabilidade econômica. Rebuzzi aproveitou o momento para
anunciar algumas iniciativas, como o primeiro evento Carbono Neutro da NTC&Logística e do transporte de cargas, em parceria com a Domani Global, e a campanha de doação de órgãos “Rota da Vida”, que a NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, lançou e que entra oficialmente no calendário da entidade. Rebuzzi também ratificou a relevância da COMJOVEM na construção do futuro do TRC, destacando o crescimento da participação feminina, o engajamento dos núcleos e a capacidade da Comissão de inspirar novas trajetórias. “É um orgulho ver a força dos jovens empresários e executivos que atuam em seus Núcleos Regionais com disciplina, engajamento e espírito de liderança. A COMJOVEM é parte essencial do presente e do futuro da nossa entidade. Este encontro simboliza continuidade, renovação e compromisso com o fortalecimento do setor em todo o país. Tenho a certeza de que, juntos, seguiremos ampliando a importância do TRC e construindo um ambiente cada vez mais moderno, preparado e representativo.” O evento marcou o encerramento do ciclo de liderança de André de Simone à frente da Coordenação Nacional da COMJOVEM. Após nove anos contribuindo para o fortalecimento da Comissão, ele assume o cargo de vice-presidente extraordinário para Novos Negócios da NTC&Logística. A nova coordenação será liderada por Hudson Rabelo, ao lado da vice-coordenadora Jéssica Caballero e do novo vice-coordenador nacional, Ítalo Grativol, iniciando uma nova etapa para a COMJOVEM. “É difícil expressar tudo o que sinto neste momento. Entrei na COMJOVEM a convite de um fornecedor, para participar de uma reunião, e esses encontros transformaram a minha vida pessoal e profissional. Passei por diferentes estados, conheci pessoas que admiro profundamente e sempre me inspirei em lideranças como o presidente Rebuzzi e os coordenadores que vieram antes de mim. A
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YOUTH COMJOVEM me deu visão, coragem e amigos para a vida inteira. Este reconhecimento
é especial, mas meu maior agradecimento é por tudo o que construímos juntos.”
Da esquerda para a direita, estão: Valéria Melnik, Hudson Rabelo, Joyce Bessa, André de Simone, Ana Jarrouge, Priscila Zanette, Jéssica Caballero, Ítalo Grativol e Eduardo Rebuzzi.
Generation trust O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália (MASE), lançou o Generation Trust: A Global Climate Story in the Making, documentário de longa-metragem que destaca a ação climática liderada por jovens em cinco regiões. Produzido pela iniciativa Youth4Climate do PNUD, implementada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália e apoiada pelo programa 8x1000 do Instituto Budista Italiano Soka Gakkai, o documentário Generation Trust acompanha cinco jovens líderes climáticos da Libéria, Uganda, Paquistão, Bolívia e Colômbia en-
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ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO
YOUTH quanto enfrentam desafios climáticos locais complexos com criatividade, coragem e espírito comunitário. O filme, produzido em colaboração com o premiado estúdio What Took You So Long, destaca a evolução do Youth4Climate desde seu lançamento na pré-COP26 até se tornar uma iniciativa consolidada liderada pela Itália e pelo PNUD, focada no diálogo intergeracional e no engajamento significativo da juventude na ação climática. Até o momento, o Youth4Climate destinou recursos para soluções climáticas lideradas por jovens em 59 países. O filme foi exibido na COP30, em 21 de novembro, no Salão da ONU, na plataforma virtual Maloca, reforçando o apelo da COP30 por maior cooperação intergeracional e inclusão dos jovens na governança climática, um espírito incorporado pela ênfase do Mutirão Global na ação climática coletiva e liderada pela comunidade.
Enquanto a maior geração jovem da história enfrenta riscos climáticos e sociais crescentes, a Generation Trust serve como um apelo à ação e uma celebração de soluções climáticas lideradas por jovens, muitas delas apoiadas pelo Youth4Climate Call for Solutions, uma iniciativa do PNUD financiada pelo Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália e pelos fundos 8x1000 do Instituto Budista Italiano Soka Gakkai. O Youth4Climate é apenas um exemplo do que se torna possível quando os jovens recebem a confiança necessária, não apenas para expressar suas ideias, mas também para receber financiamento, recursos e apoio para concretizá-las. O Generation Trust demonstra que a transição que se avizinha não acontecerá para os jovens; acontecerá com eles. A mudança começa quando escolhemos confiar neles.
“Este filme nos lembra do que é possível quando deixamos de ver os jovens como futuros líderes e começamos a confiar neles como os líderes que já são”, disse Agostino Inguscio, Coordenador do Centro do PNUD em Roma. “Trata-se de pessoas reais, histórias reais e do tipo de ação que só acontece quando os jovens têm espaço, apoio e confiança para liderar.”
“Acompanhar esses cinco jovens líderes mudou a forma como vemos a crise climática. Não se trata apenas de ciência ou política, mas de coragem, frustração, esperança e das relações que tornam a mudança possível”, disseram Clara Wetzel e Fanny Lindström, codiretoras da Generation Trust. “O que mais nos impressionou foi o quanto eles compartilhavam, apesar de viverem em mundos completamente diferentes. No fundo, havia confiança: confiança em si mesmos, uns nos outros e nas organizações que acreditam neles. Cada um carrega uma enorme responsabilidade, tentando mudar sistemas que parecem muito maiores do que eles, mas seguem em frente com clareza e sensibilidade. Ao longo do caminho, percebemos que a própria narrativa pode ser um espelho, não apenas um registro, ajudando-os a refletir, sonhar e encontrar um propósito.”
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Relatório aponta impacto da GenAI no supply chain e na maturidade digital das empresas Segundo o relatório ISG Provider Lens® Supply Chain Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG, o uso ampliado de IA generativa tem modernizado operações, tornando processos mais integrados, ágeis e eficientes. Ao mesmo tempo, a adoção dessas soluções impulsiona um novo patamar de maturidade operacional, no qual automação inteligente e agentes de IA atuam como aceleradores tanto de implementação quanto de gestão. Para o relatório, a modernização impulsionada pela GenAI no supply chain se apoia em dois pilares principais. O primeiro mantém elementos tradicionais, como o planejamento estratégico e a visão integrada de longo prazo. O segundo, porém, acrescenta soluções digitais com roadmaps contínuos de atualização. Nesse conjunto, ganha força o conceito de Digital Integrated Supply Chain, que envolve o uso de ferramentas digitais integradas, amigáveis e flexíveis. Contudo, a adoção plena desse modelo exige investimentos consistentes em gestão de mudanças, comunicação e capacitação, já que a transformação somente avança com uma cultura organizacional alinhada aos novos processos. O estudo também indica que projetos baseados em abordagens digitais se tornaram mais assertivos, entregando resultados mais rápidos e com maior clareza tecnológica. A união entre soluções precisas e fornecedores experientes tem reduzido barreiras e acelerado a evolução rumo a um supply chain mais digital, eficiente e resiliente. Outro movimento importante observado
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é a expansão da GenAI no supply chain em serviços de Business Process Outsourcing (BPO). Ferramentas como Demand Planning as a Service, gêmeos digitais, torres de controle e RPA agora convivem com novos agentes inteligentes para procurement, logística, vendas e armazenagem. Além disso, essas soluções ampliam o valor humano ao incorporar profissionais especializados, que trazem experiência prática e transferem conhecimento, fortalecendo a operação e suas boas práticas. O relatório também destaca o avanço dos Circular Supply Chain Services, refletindo maior alinhamento dos fornecedores brasileiros às práticas sustentáveis e à integração entre economia circular e ESG. Essa convergência favorece tanto os objetivos ambientais quanto a eficiência operacional. A edição 2025 do ISG Provider Lens® Supply Chain Services avaliou 39 fornecedores distribuídos em quatro quadrantes: Supply Chain Operations Modernization Services, Supply Chain BPO Services, Circular Supply Chain Services e Supply Chain TMS Implementation Services. O relatório nomeia Accenture e Deloitte como Líderes nos quatro quadrantes. Além disso, destaca EY e Peers como Líderes em três quadrantes cada, e Exed Consulting e TCS em dois quadrantes cada. IBM, ILOS, Sequor e Stefanini aparecem como Líderes em um quadrante cada. Também foram classificadas como Rising Stars — empresas com “portfólio promissor” e “alto potencial futuro” — Alvarez & Marsal, Exed Consulting, ILOS, Peloton, TCS, Wipro e Xcelis Solutions.
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Protocolo padroniza integrações entre agentes de IA e sistemas corporativos
@Divulgação
A IRRAH Tech apresentou o Model Context Protocol (MCP), um padrão de integração criado para facilitar a comunicação entre agentes de IA e softwares corporativos. “Sem dúvida, é uma das atualizações mais significativas de nossa história. O MCP torna possível conectar inteligência artificial a CRMs, ERPs, plataformas de atendimento e muito mais, sem fricção. Significa que a integração acontece de forma fluida, simples e sem barreiras técnicas ou burocráticas. Estamos colocando nas mãos das empresas o poder de escalar suas automações com liberdade total”, afirma Jenifer Calvi, Head de Negócios do GPT Maker. A atualização amplia a compatibilidade com mais de 8 mil sistemas e elimina a necessidade de programações complexas, permitindo que integrações sejam feitas de forma mais direta. Entre os recursos apresentados estão dashboards redesenhados com indicadores personalizados, suporte mul-
timídia para treinamento de agentes — incluindo vídeos, áudios e documentos — e uma busca inteligente que oferece respostas mais contextuais. “Além disso, o MCP conta com a possibilidade de revisar atendimentos anteriores, o que significa que o agente consegue aprender com conversas passadas, identificar padrões e aprimorar interações futuras”, acrescenta Calvi. Com sede no Paraná e atuação em mais de 70 países, a IRRAH Tech avalia que a padronização das integrações tende a colocar agentes de IA no centro da produtividade corporativa. “Estamos falando da fusão entre pessoas, processos e máquinas inteligentes. O futuro da IA não está apenas em responder perguntas, mas em agir de forma inteligente dentro do contexto das empresas, conectando-se aos sistemas que elas já utilizam no dia a dia. É justamente essa transição que o MCP acelera”, conclui Calvi.
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Supercomputador da NVIDIA será o núcleo do Centro de Excelência em IA do Rio de Janeiro @Davi de Souza/IA BrasilNoticias
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inteligência artificial no município dependa de inovação aberta em parceria com universidades para enfrentar desafios urbanos. Ele reforçou que a abordagem local precisa estar integrada à Estratégia Brasileira de IA (EBIA). “A Europa já sinalizou que a concorrência com a China e os Estados Unidos não pode ser enfrentada isoladamente. Uma cidade sozinha não consegue montar uma estratégia de IA. Precisamos pensar de forma consorciada, articular com o país e, inclusive, vislumbrar uma estratégia Sul-Americana e do Sul Global. O objetivo é construir uma IA soberana que ajude o desenvolvimento nacional com linguagem própria, diminua vieses e seja mais inclusiva.” @Davi de Souza/IA BrasilNoticias
O Rio de Janeiro deve concretizar, em 2026, a compra de um supercomputador da NVIDIA para desenvolver soluções baseadas em IA para o município, segundo o subsecretário de Formação e Projetos Tecnológicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, durante o seminário INOVA IA 2025, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo Medina, serão compradas cinco máquinas B200, equipamento quinze vezes mais potente do que uma H100. “Este supercomputador será o coração de um Centro de Excelência em IA voltado para a criação de soluções para as cidades. A ideia é que este supercomputador ajude a organizar a produção acadêmica e científica presente no Rio para impulsionar soluções urbanas que melhorem a vida dos cariocas”, destacou. O subsecretário citou a Rio AI City, iniciativa da prefeitura para posicionar a cidade como referência nacional em inteligência artificial e sua estratégia inclui a construção do maior data center da América Latina, na Barra Olímpica, com previsão de entrega em 2027. Medina defendeu ainda que o avanço da
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Unicamp inaugura supercomputador de IA financiado pela Shell Brasil @Record.ai @Record.ai
O Laboratório de Inteligência Artificial (IA), Recod.ai, do Instituto de Computação da Unicamp, inaugurou uma das mais potentes infraestruturas de computação voltadas à IA já instaladas na universidade. O cluster foi adquirido com recursos da Shell Brasil advindos da cláusula de PD&I da ANP, no âmbito do Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO/Unicamp). O equipamento será utilizado em projetos de pesquisa que combinam IA e engenharia de petróleo para otimizar decisões operacionais em campos do Pré-Sal brasileiro. Batizado de Abaporu — em referência à obra modernista de Tarsila do Amaral e reinterpretado pelo grupo como o “devorador de dados” — o cluster reúne 28 placas gráficas NVIDIA H200 e L40s, as mais rápidas do mercado para aplicações em IA. O investimento inicial gira em torno de US$ 1 milhão. Instalado no datacenter do Instituto de Computação, o sistema atenderá prioritariamente aos projetos desenvolvidos em parceria com a Shell Brasil, podendo também ser utilizado em outras pesquisas do Recod.ai e Instituto de Computação, quando disponível. A cerimônia de lançamento teve a presença de Olivier Wambersie, acompanhado por outros três executivos da empresa, além do Prof. Anderson Rocha, coordenador do Recod.ai, da professora Ana Maria Frattini Fileti, pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, de Alessandra Davólio Gomes, vice-diretora associada do CEPETRO, e do prof. Denis José Schiozer, coordenador do Grupo de Pesquisa em Simulação e Gerenciamento de Reservatórios (UNISIM) do CEPETRO. O Recod.ai e a Shell Brasil mantêm uma colaboração de mais de seis anos voltada
ao uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina em desafios da indústria de energia. Na fase atual, o grupo avança em um novo ciclo de pesquisa — que se estende até 2028 — dedicado ao desenvolvimento de modelos de linguagem generativa aplicados à simulação e gerenciamento de reservatórios de petróleo. Esses modelos permitirão que engenheiros e geocientistas interajam com sistemas complexos de simulação por meio de linguagem natural, transformando comandos tradicionalmente técnicos em instruções conversacionais.
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“O Abaporu deve ser hoje o maior cluster de inteligência artificial da Unicamp, e um dos mais robustos dedicados à pesquisa universitária no país”, afirma o coordenador do Recod.ai, Prof. Anderson Rocha, líder do projeto. “Entre os objetivos da área de P&D da Shell está acelerar a utilização de tecnologia de ponta. Projetos como esse ampliam nossa capacidade de impulsionar a digitalização, aplicar inteligência artificial a desafios complexos da indústria de energia, integrando ciência, dados e inovação com impacto positivo nos negócios” Olivier Wambersie, diretor-geral de Tecnologia da Shell Brasil
“O objetivo é criar uma interface em que o engenheiro possa literalmente conversar com o reservatório e, eventualmente, com simuladores de petróleo. Hoje, para realizar uma simulação de produção, é preciso dominar inúmeros parâmetros e escrever scripts extensos. Com a IA generativa, a interação se torna mais intuitiva e rápida — é o conceito de inteligência aumentada, que diminui a fricção entre o especialista e o problema que ele quer resolver.” Anderson Rocha, Full-Professor and Scientist @ Recod.ai
Na prática, isso significa que um profissional poderá solicitar algo como “simule os próximos 12 anos de produção do campo X, considerando os poços Y e Z e variação de injeção de água”, e o sistema traduzirá automaticamente esse pedido para os formatos técnicos necessários, acionando simuladores clássicos de reservatórios. Caso faltem dados, a própria IA será capaz de questionar o usuário — “qual regime de injeção deve ser adotado?”, por exemplo —, tornando o processo interativo, dinâmico e guiado por diálogo. Além da interface conversacional, os algoritmos em desenvolvimento também têm potencial para integrar e analisar dados sísmicos, geológicos e de produção em larga
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escala, identificando padrões complexos e anomalias que escapam à observação humana. O objetivo é oferecer apoio à tomada de decisão em tempo quase real, tanto na otimização de estratégias de injeção e extração quanto na previsão de desempenho de poços — uma aplicação direta ao contexto dos campos do Pré-Sal brasileiro. Pesquisadores envolvidos O time conta com ao menos 35 integrantes entre os diferentes projetos, incluindo pesquisadores, pós-doutorandos, doutorandos e programadores. “É uma equipe interdisciplinar, que combina competências de ciência da computação, geofísica e engenharia de petróleo”, destaca o professor Rocha.
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INOVA IA 2025 O INOVA IA 2025 foi realizado no Centro de Inovação Senac RJ, no Rio de Janeiro, organizado pela Riosoft, e teve como tema central “Educação e Ciência: uso responsável da Inteligência Artificial (IA)”. Durante dois dias, reuniram-se educadores, pesquisadores, gestores públicos e representantes de edtechs para debater como a IA pode transformar a educação e a produção científica no Brasil, com atenção especial à ética, equidade e inclusão digital. O evento teve dois eixos de discussão: educação e ciência & inovação. No dia dedicado à educação, uma das principais atrações foi o lançamento de um estudo inédito sobre IA na educação, elaborado pelo Cetic.br. A pesquisa revela que a IA generativa tem transformado a relação entre educadores, estudantes e as práticas de ensino e aprendizagem. Nos grupos focais, docentes indicaram o potencial da IA para otimizar o tempo de planejamento, diversificar estratégias pedagógicas e personalizar o ensino. A tecnologia também pode, segundo eles, apoiar a análise de dados educacionais, a gestão escolar e a inclusão de diferentes perfis de aprendizagem. Para os estudantes, a IA pode apoiar a resolução de tarefas, ampliar o repertório e estimular a curiosidade. O estudo também aponta desigualdades quanto à adoção da IA entre as redes de ensino pública e privada. Estudantes e docentes de escolas privadas relataram maior familiaridade e acesso a ferramentas de IA, enquanto os de escolas públicas enfrentam maiores dificuldades de conectividade e falta de equipamentos. Para todos os grupos analisados, atividades formativas são consideras pontuais e ainda incipientes, mas há um forte interesse em sua ampliação e continuidade. “O estudo mostra que a IA já está presente no universo escolar brasileiro, mas o uso é realizado de modo espontâneo e desigual. Professores e alunos vivem o desafio de aprender a lidar com uma tecnologia que se disseminou rapidamente, colocando novas reflexões e demandas às políticas educacionais e à formação docente,” disse Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br/NIC.br.
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A pesquisa apontou uma ampla adoção da IA no ambiente escolar brasileiro, com 70% dos alunos do Ensino Médio e 58% dos professores utilizando ferramentas de IA generativa em atividades escolares. IA como motor da produção de conhecimento teve um dia inteiro para colocar em foco a pesquisa científica e o papel da IA na ciência. Um dos destaques foi a participação da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, representada por sua diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Iara Machado. No painel sobre IA em educação e pesquisa, ela enfatizou a importância de infraestrutura robusta: supercomputadores, centros de dados, redes de alta velocidade — elementos fundamentais para viabilizar pesquisas de ponta e democratizar o acesso a recursos computacionais. Iara detalhou que a RNP planeja construir uma “rede de alto desempenho de IA” com enlaces dedicados de 100 a 200 Gbps, além de uma “nuvem de GPUs” acessíveis remotamente — o que permitiria que grupos de pesquisa menores ou universidades fora dos grandes centros tivessem acesso a recursos de computação avançada. Outro ponto central foi o papel da governança e da confiabilidade científica em tempos de IA: garantir que resultados de pesquisa sejam robustos, auditáveis e replicáveis, mesmo com automações e uso intensivo de modelos de IA. Apesar do otimismo, os debatedores no INOVA IA 2025 não ignoraram os desafios: a adoção de IA na educação básica e profissionalizante exige cuidado para evitar vieses, discriminação algorítmica e reforço de desigualdades. O uso responsável e ético foi tema central. A infraestrutura de alto desempenho — redes, supercomputação, armazenamento — não está igualmente disponível em todas as regiões do país: a lógica de “nuvem de GPUs” e redes dedicadas busca justamente mitigar essa desigualdade. A governança da ciência alimentada por IA: como garantir qualidade, confiabilidade, transpa-
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rência e responsabilidade na produção científica acelerada por IA... O seminário deixou claro que o Brasil busca — por meio de políticas públicas, cooperação institucional e inovação — se colocar na vanguarda da IA aplicada à educação e ciência. E aposta em democratizar o acesso a supercomputação e recursos avançados para pesquisadores de diferentes regiões, por meio da infraestrutura da RNP; promover uma educação de base e técnica que incorpore IA de forma crítica e ética, preparando gerações para usar a tecnologia com consciência e cidadania; consolidar uma cultura de ciência aberta, colaboração e inovação que reduza assimetrias regionais e promova inclusão social via tecnologia. Para um país de dimensões continentais, como o Brasil, essas iniciativas têm o potencial de transformar não apenas centros de excelência — mas também o cotidiano de escolas, universidades e comunidades periféricas.
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SPS 2025: presente e futuro da automação industrial
@Mesago Messe Frankfurt GmbH/Arturo Rivas
Entre os dias 25 e 27 de novembro de 2025, a cidade de Nuremberg, na Alemanha, sediou a edição 2025 da SPS — Smart Production Solutions, considerada o principal evento global de automação e produção inteligente. Segundo os organizadores, o evento contou com 1.175 expositores distribuídos em 15 pavilhões e atraiu cerca de 56 mil visitantes profissionais. Em um contexto de transformações aceleradas da indústria global — com digitalização, exigências de eficiência, sustentabilidade e integração entre sistemas — a SPS 2025 reafirmou seu papel como vitrine e termômetro da automação industrial, convergindo automação tradicional, TI/OT, dados, inteligência e inovação. Destaques Uma das marcas desta edição foi a inteligência artificial aplicada à automação in-
dustrial. Diversos expositores apresentaram aplicações concretas: desde inspeção de qualidade assistida por IA, até sistemas de controle adaptativo, manutenção preditiva e automação inteligente baseada em dados em tempo real. Para muitos participantes, não se tratou apenas de demonstrações conceituais, mas de ver como a IA pode repensar sistemas inteiros de produção — não apenas como um plus, mas como elemento central das futuras linhas de automação. A Altus, em parceria com o Codesysgroup,
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FLASH reuniu tecnologias desenvolvidas para elevar os padrões de desempenho, segurança e conectividade na automação industrial. E destacou a nova linha Nexto XF, a CPU NX3008 e os CLPs compactos Nexto XP, soluções projetadas para atender os setores mais desafiadores da indústria e acelerar a transformação digital. A ponte entre automação tradicional e soluções TI/OT era evidente e tinha lugar especial, o “Automation meets IT” focado na convergência entre controle, dados, redes, software e sistemas integrados. Empresas como Mitsubishi Electric aproveitaram para mostrar como é possível implementar digitalização gradual com estratégias estruturadas, por meio de conceitos como o “SMKL (Smart Manufacturing Kaizen Level. Também chamaram a atenção as soluções de instrumentação e sensores com conectividade e integração digital, como as apresentadas por VEGA — cuja proposta combinou medição precisa (nível, pressão) com plataformas de dados, digital twin e interfaces IIoT, provendo uma base confiável para controle de processo e automação avançada. A SPS 2025 não foi só sobre grandes players e tecnologias consolidadas, mas também reservou espaços como a “Start-up Area” e o “young INNOVATORS” que mostraram a intensa atividade de inovação emergente. Além disso, promoveu iniciativas voltadas a jovens profissionais e estudantes — como a segunda edição de SPS Makeathon, onde times interdisciplinares trabalharam em desafios reais da indústria, e o “Young Talents Day”, com tours guiados, orientações de carreira e premiações. Essas iniciativas reforçam que a automação do futuro exige não apenas tecnologia, mas talento, adaptabilidade, criatividade e colaboração multidisciplinar — algo bem representado nessa SPS. A SPS 2025 buscou mostrar também soluções prontas ou em estágio avançado de maturidade: automação com drives e motores inteligentes, PLCs, integração IIoT, digital twins, softwares de engenharia, interfaces de
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usuário, sistemas de segurança, instrumentação, entre outros. Estavam presentes ainda soluções orientadas à energia, sustentabilidade e eficiência — em linha com as demandas contemporâneas de produção mais limpa, gestão de energia e menor pegada ambiental. As diversas palestras, tours guiados inclusive à planta de demonstração da SmartFactory KL e espaços de Meet-the-Speaker, favoreceram debates técnicos e estratégicos, facilitando a aproximação entre teoria e prática, e estimulando a reflexão sobre como implementar digitalização e automação em contextos reais. A SPS 2025 traduziu em realidade a convergência entre automação, TI/OT, dados, IA e inovação — evidenciando que a automação do futuro será digital, integrada, inteligente e colaborativa. Além disso, a ênfase em talento, startups, renovação e colaboração mostra que a próxima geração de automação será construída não apenas por grandes corporações, mas por comunidades diversas de engenheiros, desenvolvedores, pesquisadores e empreendedores — o que pode gerar impactos profundos para quem atua com inovação, automação e transformação digital. Para o público brasileiro, a SPS 2025 confirma que as tendências globais avançam, e que vale a pena acompanhar e preparar projetos pensando em automação inteligente, digitalização e flexibilidade, sob a ótica de dados, sustentabilidade e eficiência de processo.
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A agilidade industrial começa na borda. E foi justamente sobre esse tema que a WESTCON participou ativamente na SPS deste ano, apresentando uma prévia do Portal Industrial Edge — a nova plataforma da Portainer.IO que entrega visibilidade, controle e simplicidade diretamente nas mãos dos profissionais de OT. Ao longo da programação, o grupo discutiu como dimensionar a infraestrutura de edge de forma sustentável, considerando os desafios reais dos ambientes industriais. Erik Maran, diretor da WESTCON, contribuiu com uma apresentação sobre gestão de dispositivos de borda, ilustrando o tema com uma aplicação no segmento de óleo & gás. O evento ocorreu ao longo de um dia inteiro em um espaço especialmente dedicado para demonstrar como a transformação digital industrial se materializa quando tecnologia, padrões e experiência humana convergem para criar soluções inteligentes, escaláveis e sustentáveis em IIoT.
Na SPS 2025, a Beckhoff Automation confirmou a retomada do otimismo e estima um crescimento de 7% para o ano de 2025, o que significa um faturamento projetado de € 1,25 bilhão. O destaque da Beckhoff foi seu painel de controle revolucionário, o “MX”, que entrou em produção em série e enfatizado melhorias no padrão de comunicação fundamental EtherCAT, mas o foco principal foi a “IA física”, uma aplicação da IA diretamente no mundo físico para controlar ativamente máquinas e eixos, como robôs, e ajudar os humanos a alcançarem mais. O sistema MX da Beckhoff representa uma potencial disrupção na forma como o hardware de automação é alojado. O MX foi projetado para integrar todos os componentes necessários, incluindo IPCs, E/S e
Erik Maran - que fez uma apresentação sobre dispositivos de borda - e Giuliano Capecci, da Westcon, na SPS 2025.
inversores, em uma estrutura central de placa base. A estratégia da Beckhoff é tornar a implantação da automação industrial um esforço estruturado, baseado em projetos e focado na maximização da eficiência. Um representante da empresa observou que a flexibilidade inerente e a facilidade de montagem definem seu apelo de mercado, afirmando que o sistema MX é, em última análise, como um “Lego” para a construção de painéis de controle. A Beckhoff demonstrou como a IA é integrada diretamente à camada de controle por meio do software TwinCAT, com o TwinCAT CoAgent atuando como um assistente de IA em todo o ciclo de vida da automação. Em operação, ele permite que a equipe de serviço ou os operadores conversem com a máquina, analisando os dados da máquina
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FLASH utilizou um modelo de linguagem amplo (LLM) para análise visual, interagindo com objetos e determinando ações de forma autônoma, como calcular a próxima jogada em um jogo de xadrez. A Rockwell Automation focou no tema “Criando o Futuro das Operações Industriais” mostrando em estratégias práticas para que os fabricantes otimizem a produção por meio da integração perfeita das funcionalidades de projeto, operação e manutenção. Enfatizou soluções avançadas que utilizam gêmeos digitais, plataformas de E/S de última geração e operações impulsionadas por IA industrial, todas cruciais para o desenvolvimento de arquiteturas de máquinas mais rápidas, inteligentes e resilientes. A Rockwell apresentou seu software Emulate3D®, que permite a modelagem e o teste digital de projetos mecânicos. Essa validação virtual de sistemas de controle e conceitos de máquinas é usada para reduzir o tempo de desenvolvimento e mitigar riscos em setores de manufatura de ritmo acelerado. A ABB apresentou soluções para a redução sustentável do consumo de energia e dos custos operacionais. Isso incluiu sistemas como o ASKI , o sistema de monitoramento
Hans Beckhoff
para fornecer sugestões de soluções para mensagens de erro complexas da IHM. Na engenharia, ele auxilia no fluxo de trabalho gerando código PLC ou criando layouts de IHM. Além disso, o TwinCAT 3 Machine Learning Creator (TE3850) agora oferece suporte à criação de modelos de IA para análise de sinais e séries temporais, expandindo suas capacidades além do foco anterior em processamento de imagens. A Beckhoff apresentou um estudo conceitual de IA física. Essa capacidade é desenvolvida integrando interfaces do Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) aos sistemas de controle da Beckhoff, proporcionando assim aos agentes de IA acesso direto às máquinas para execução de comandos. A empresa demonstrou isso por meio do robô ATRO, que
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de energia InSite e os medidores de energia D11/D13, que fornecem dados precisos para a gestão energética ideal em edifícios industriais. Os motores de velocidade variável LV Titanium foram destacados como uma plataforma inovadora e pronta para uso, que combina um módulo de acionamento avançado com um motor de alta eficiência para reduzir significativamente o consumo de energia e as emissões. A ABB apresentou também tecnologias que apoiam a transição para a neutralidade climática, incorporando eletrificação, energias renováveis, armazenamento de energia e integração de redes inteligentes. A empresa apresentou o disjuntor de estado sólido SACE Infinitus , projetado para redes CC sustentáveis, oferecendo uma vida útil 100 vezes maior do que os
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disjuntores convencionais e permitindo uma redução de até 70% nas perdas de energia em toda a cadeia de valor. A ABB também apresentou o controlador de potência de tiristor DCT880 para aquecimento elétrico neutro em carbono e destacou seu papel como parceira tecnológica na produção de hidrogênio verde por eletrólise. A Siemens enfatizou a importância de aproveitar parcerias globais sólidas e a harmonização interna para escalar tecnologias rapidamente. A IA industrial foi um tema central como no Engineering Copilot TIA , uma ferramenta de IA generativa (GenAI) projetada para executar tarefas de engenharia de forma autônoma (incluindo programação de código, documentação, testes, geração de telas HMI e configuração de hardware), está agora se expandindo para mais clientes piloto após uma fase beta bem-sucedida. Simultaneamente, foi apresentado o Insights Hub Production Copilot , que utiliza IA generativa e agentes como uma camada de otimização para a manufatura orientada por dados. Essa solução permite que os operadores interajam com os dados usando linguagem natural, acelerando a análise da causa raiz e fornecendo correções operacionais rápidas. A Siemens mostrou que está adotando a SDA como estratégia para inserir metodo-
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logias de TI e flexibilidade em ambientes industriais. Na SPS, a empresa apresentou o sistema de automação Simatic AX, projetado para usuários de TI, que integra ferramentas nativas do GitHub e do Visual Studio Code. A base operacional dessa estratégia é a plataforma Siemens Industrial Edge , que serve como camada de convergência para implantação e gerenciamento centralizado de cargas de trabalho virtualizadas. A Siemens também anunciou a disponibilidade de duas novas versões de vPLC: uma que funciona como um PLC maior e outra com “um preço mais acessível”, porém com E/S e memória limitadas.
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Web Summit Lisbon 2025
Esta edição do Web Summit reuniu 71.386 participantes vindos de 157 países, segundo dados oficiais, um aumento expressivo no número de investidores: 1.857 investidores de 86 países, um salto de 74% em relação ao ano anterior. A exposição contou com 2.725 startups de 108 países, com destaque para IA e machine learning; destas, 40% têm fundadoras mulheres — dado que ressalta um avanço importante na diversidade do ecossistema. Subiram aos palcos 869 palestrantes de variadas áreas - tecnologia, negócios, cultura, esporte, mídia, governo, etc. , reafirmando o papel do Web Summit como hub global de tecnologia, inovação e investimento — com presença de big techs, startups, governos, investidores e mídia. O que dominou os debates técnicos e políticos do evento foram as tecnologias como
robótica, Inteligência Artificial e infraestrutura digital - sem surpresa. Mas o tema predominante foi a IA — tanto em termos de tecnologia pura (modelos, automação, ML, agentes de IA etc.) quanto sob aspectos sócio-políticos: soberania digital, regulação, impacto no emprego, energia e sustentabilidade. Também nesse evento, foi consenso que a IA já não é mais experimento ou futurismo; é infraestrutura de trabalho, automação e inovação. A adoção de IA transpassa setores — saúde, educação, agronegócio, indústria, mídia — e se torna parte integrante de processos de negócios, serviços e governança. Ao mesmo tempo surgiram alertas: crescimento do consumo energético da IA, necessidade de soberania digital, regulação de dados — ou seja, os desafios de escala, impacto e governança da tecnologia.
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Com centenas de startups participando, a ênfase esteve nas histórias de empreendedorismo, inovação e internacionalização. O evento foi uma ponte entre ecossistemas: startups usam o palco para captar investimentos, firmar parcerias, expandir mercados e integrar cadeias de valor globais. O dado de que 40% das startups têm fundadoras mulheres evidencia um movimento de inclusão e diversidade no setor — algo relevante dada a histórica predominância masculina no mercado de tecnologia. Além disso, governos e agências de fomento (como do Brasil, no caso da delegação brasileira) usaram o evento como vitrine, apresentando suas startups, buscando investimentos e conectando o ecossistema local ao global. Um contraponto à lógica de aceleração e automação: vários painéis refletiram sobre o papel humano na tecnologia, a importância da ética, da governança de dados, da inclusão, e do uso responsável da IA. A relação
@GovernodeSãoPaulo
Startups, diversidade e internacionalização
entre automação e valor humano (criatividade, autenticidade, propósito) foi tema recorrente — sobretudo em debates com pessoas do mundo da arte, esporte, mídia e cultura. Também houve atenção à sustentabilidade — não apenas como marketing ou ESG genérico, mas como engenharia: eficiência energética, infraestrutura digital responsável, minimização do impacto ambiental da expansão da tecnologia. A startup portuguesa Granter foi a vencedora do “Pitch da Web Summit 2025”. Ela oferece uma solução baseada em IA para simplificar o acesso a financiamento público e apoio a empresas no processo de candidatura a fundos europeus — tarefa que costuma ser complexa e burocrática. O CEO da Granter, Bernardo Seixas, declarou que a vitória “é um reconhecimento do impacto real que a tecnologia pode ter no acesso ao financiamento” e que o objetivo é permitir que empresas de qualquer porte se beneficiem de apoio público.
Participações especiais O Cesar, mais completo centro de inovação e conhecimento do Brasil, encerra sua participação no Web Summit Lisbon 2025 reafirmando sua missão de quase 30 anos pautada pela inovação que nasce do propósito e se sustenta no desenvolvimento humano. Com uma atuação estratégica que uniu liderança de pensamento em um dos
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principais palcos do evento à demonstração prática de seu modelo de formação, o Cesar posicionou a educação e a capacitação de talentos como o verdadeiro alicerce da ponte de inovação entre o Brasil e a Europa. A visão estratégica da instituição foi apresentada pelo CEO Eduardo Peixoto, no painel “From Lisbon to Recife: shaping a Portugue-
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@Divulgação/Cesar
se tech identity”. Ao lado de Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, e com mediação da jornalista Amanda Lima (DN Brasil e CNN Portugal), Peixoto destacou que a identidade tecnológica lusófona está sendo construída sobre a base da cultura, da criatividade e, principalmente, do investimento em pessoas. “Nossa missão de transformar a vida das pessoas através da tecnologia não é um slogan, é o princípio que nos trouxe até aqui. Nascemos para criar oportunidades e reverter a ‘fuga de cérebros’, e hoje, no palco do Web Summit, mostramos que nosso ecossistema não só retém, mas atrai e capacita talentos para o mundo”, afirma Eduardo Peixoto, CEO do Cesar. “A inovação de impacto é uma consequência direta do nosso investimento em educação. É a prova de que fomentar o desenvolvimento humano é a estratégia de negócio mais sustentável e poderosa que existe.” Como consequência prática dessa filosofia, o CESAR, aprovado como ambiente de inovação da ApexBrasil, apresentou, no Pavilhão Brasil, uma vitrine de projetos e talentos de seu ecossistema. Nesse contexto, o CESAR convidou cinco startups brasileiras parceiras na execução de projetos tanto em Portugal quanto no Brasil. As iniciativas apresentadas (Capyba, Waba, Myndware, Oiko e Fintih) exemplificam como essa parceria promove visibilidade para tecnologias brasileiras no mercado europeu, ao mesmo tempo em que reforça o impacto do investimento con-
tínuo em formação e pesquisa para a geração de soluções inovadoras. O Diretor-Geral Adjunto do Departamento de Cooperação Internacional da Administração do Ciberespaço da China, Jianchao Wang, participou do Web Summit Lisboa 2025. E, pela primeira vez, o evento contou com o “China Summit”, dedicado a apresentar os avanços chineses em inteligência artificial e transformação industrial. Empresas como Huawei, Alibaba, Tencent, Unitree e New Horizon representaram a China, marcaram a primeira participação coletiva chinesa na Web Summit. Zhu Guangyao, funcionário do Ministério do Comércio chinês, afirmou que essas empresas refletem a vitalidade da economia digital chinesa e que a China e a Europa compartilham princípios comuns de governança digital, com amplas oportunidades de cooperação.
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FLASH A Web Summit, empresa mundial de eventos de tecnologia, em parceria com a Crunchbase, lançou o Relatório de Financiamento Web Summit x Crunchbase 2025, uma análise anual de como o financiamento se movimenta no ecossistema global de startups após a participação das empresas na Web Summit. O relatório, baseado na plataforma de análise de dados para startups da Crunchbase, que combina dados privados de empresas com insights de uso de mais de 80 milhões de usuários, destaca como a participação no Web Summit pode aumentar a atividade de financiamento, principalmente entre startups em estágio inicial. Entre outras coisas, o relatório mostra que quase 200 startups captaram investimentos após o evento: Quase 200 startups do Programa de Startups 2024 do Web Summit garantiram investimentos após o evento, totalizando US$ 715,5 milhões em financiamento; startups de IA e aprendizado de
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máquina receberam o maior financiamento no Programa de Startups do Web Summit 2024, arrecadando US$ 334,6 milhões, um aumento de 360% em relação ao ano anterior.
Política, regulação e soberania digital A presença de delegações governamentais (268 delegações de 82 países) reafirmou que IA e tecnologia deixaram de ser exclusivamente domínio do setor privado e passaram a integrar agendas de Estado. No caso de Portugal, por exemplo, o governo anunciou ambições de transformar o país em um polo europeu de IA — com planos de infraestrutura, centros de dados, capacitação de talentos e políticas de soberania digital. A combinação de tecnologia com agenda pública — regulação de IA, proteção de dados, inclusão, energia, governança — foi debatida com ênfase, sinalizando que o futuro da IA será tão técnico quanto político. Esta edição contou com exposição de múltiplas soluções baseadas em IA generativa, automação e plataformas low-code / no-code especialmente em áreas como marketing, automação de conteúdos, chatbots inteligentes, SaaS, saúde digital, fintech, cle-
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antech, entre outras. Apesar do entusiasmo, o Web Summit 2025 também evidenciou que a expansão acelerada da IA levanta questões éticas, de privacidade, de consumo de energia, de desigualdade de acesso: a “infraestrutura de IA” não pode ser tratada como neutra. Ainda, a globalização das startups pode gerar fuga de cérebros ou concentração de capital em polos centrais, desfavorecendo mercados locais. O ritmo de adoção pode superar a capacidade regulatória de muitos países — e boa parte da governança ainda não está estruturada. O que aumenta a preocupação de que o discurso de “tecnologia com propósito/ humanização” nem sempre se traduza em práticas concretas, sempre havendo risco de “greenwashing”, “diversity washing” ou de soluções que priorizam lucro sobre impacto social.
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EPE acelera planejamento da rede para suportar crescimento recorde de Data Centers
O REDATA (MP 1318/2025), publicado em 17 de setembro de 2025, teve como principal objetivo reduzir a carga tributária na importação e aquisição de equipamentos de TI (como GPUs, switches e racks) para data centers, tornando o processamento de dados no Brasil mais competitivo e incentivando investimentos no setor de economia digital, como computação em nuvem e inteligência artificial. Passado um pouco mais 60 dias da sua publicação, foi registrado um acréscimo de 6,4 GW em novos projetos de Data Centers com pedido de estudo de mínimo custo global protocolado junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) para obtenção de Portaria para conexão na Rede Básica. O montante total de projetos em processo no MME passou de 19,8 GW em setembro de 2025 para 26,2 GW em novembro de 2025.
Embora esses números apresentados sejam um importante indicador do potencial aumento de demanda para esse tipo de carga, é importante registrar que a concretização efetiva desses projetos no horizonte decenal está sujeita a múltiplos condicionantes. No caso dos data centers, não obstante o crescimento seja impulsionado pela digitalização da economia e pelo avanço da inteligência artificial, a maturação dos projetos depende de fatores como disponibilidade de infraestrutura do sistema de transmissão e de telecomunicações, viabilidade econômico-financeira e atendimento às novas regras de garantias para conexão. Tendo em vista a maior concentração dos projetos de Data Centers no estado de São Paulo, notadamente nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, constam da Programação de Estudos 2025 da EPE - Em-
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ENERGIES presa de Pesquisa Energética diferentes estudos de expansão da transmissão que abrangem essas regiões. Alguns desses estudos já foram concluídos e culminaram com a recomendação de um total de cerca de R$ 1,6 bilhão em novos investimentos de transmissão para o sistema de São Paulo, que destravam cerca de 4 GW em margem de conexão para novos projetos, seja para conexão na rede de distribuição, seja para conexão diretamente na Rede Básica. Os estudos para o estado de São Paulo seguem em andamento e a expectativa é de recomendação de novas obras que deverão compor os próximos leilões de 2026, que propiciarão, ainda, um acréscimo de cerca de 5 GW de margem de conexão em todo o estado. Para o estado do Rio de Janeiro, está prevista, em 2026 a realização de um estudo específico de inserção de grandes cargas, com foco na avaliação das condições elétricas e das alternativas de reforço necessárias para viabilizar a conexão da ordem de 4 GW em novos projetos no estado. Esse estudo analisará a capacidade remanescente das principais subestações e corredores de transmissão, considerando os critérios de confiabilidade e
limites de curto-circuito, de forma a identificar soluções eficientes que assegurem o atendimento adequado às novas demandas. Para o estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista o projeto em fase de estudo de Mínimo Custo Global no âmbito do MME, que prevê uma demanda total de até 5 GW, consta da programação de estudos de 2025 o “Estudo Prospectivo para Inserção de Cargas de Data Centers no Estado do RS”. Já para o Nordeste, encontra-se em andamento estudo que deverá aumentar em 4 GW a capacidade existente de conexão de grandes cargas. Por fim, também é importante destacar que os estudos têm considerado alternativas inovadoras como possibilidade de solução, tais como a implantação de dispositivos DLR (Dinamic Line Rating) para flexibilização de limites operativos de linhas de transmissão existentes conforme as condições ambientais momentâneas, equipamentos com eletrônica de potência (FACTS) para controle de fluxos (SSSC, por exemplo), baterias e recondutoramento de linhas existentes com condutores especiais termorresistentes (HTLS). Tais soluções inovadoras são potencialmente interessantes porque podem propiciar o atendimento de grandes cargas no curto/médio prazo.
CGN Brasil Energia lança nova empresa A CGN Brasil Energia lançou a CGN Fusion Energy S.A., sua nova subsidiária dedicada a serviços de operação e manutenção (O&M) para parques eólicos, solares e ativos de transmissão. A criação da empresa une a experiência global do Grupo CGN ao sólido histórico da CGN Brasil no setor de energias renováveis. O objetivo é suprir uma demanda crescente do mercado, oferecendo soluções especializadas, integradas e de alta performance para a gestão técnica e opera-
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ENERGIES
cional de ativos. Com foco em eficiência, segurança e inovação, a CGN Fusion disponibiliza um portfólio amplo, que inclui inspeções técnicas especializadas, análises de desempenho, gestão de peças sobressalentes, comissionamento, due diligence técnica e operacional, engenharia do proprietário e manutenção preventiva e preditiva.
Segundo Rafael Rezende, gerente de Operação e Manutenção da CGN Brasil Energia, a nova empresa nasce para apoiar o mercado na maximização da disponibilidade dos ativos e na redução das perdas de geração, fortalecendo a excelência operacional e assegurando a sustentabilidade de longo prazo. “O lançamento da CGN Fusion reforça o posicionamento da CGN Brasil como uma das principais empresas de energia renovável do país, expandindo nossa atuação para
serviços técnicos avançados. A iniciativa demonstra o compromisso da companhia com a inovação, com o fortalecimento da cadeia produtiva nacional e com o desenvolvimento de novas competências no mercado de O&M”, afirma Rezende. A CGN Fusion inicia suas atividades com uma estrutura robusta, sendo responsável pela gestão de 1,6 GW dos ativos da CGN Brasil. A empresa atuará em todo o território nacional, adotando uma estratégia de massificação operacional que permite otimizar recursos, aumentar a eficiência das equipes e reduzir custos fixos. Cada projeto, parque ou usina é tratado como uma oportunidade contínua de aprendizado, evolução e inovação. De acordo com Jorge Junior, coordenador comercial da CGN Fusion, a empresa busca inovação e desempenho superior tanto nos ativos quanto nos de seus parceiros. Com a escala global do Grupo CGN, a empresa aplica no Brasil estratégias de O&M consolidadas mundialmente, gerando valor no longo prazo. A CGN Fusion nasce alinhada às tendências mais avançadas do setor energético, com iniciativas que incluem usinas híbridas, testes com baterias e retrofits tecnológicos. A empresa também desenvolveu um software próprio de performance, que otimiza resultados internos e amplia as soluções disponíveis ao mercado. “A criação da CGN Fusion reforça a visão estratégica de longo prazo da CGN no Brasil e na América Latina, consolidando nosso papel como parceiro confiável na transição energética e na construção de um futuro mais limpo e sustentável”, conclui Rezende.
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O peso das hidrelétricas na matriz energética brasileira e a importância de manter sua eficiência para conter custos de energia Em um país que permanece como um dos líderes mundiais na geração de energia renovável, o papel das hidrelétricas continua inalterado, garantindo resposta rápida e estabilidade ao sistema elétrico brasileiro. Segundo dados da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, essa modalidade representa cerca de 63% da matriz energética brasileira, consolidando o país como um dos maiores produtores desse tipo de energia em todo o mundo. Segundo Cleiton de Lima Dalben, técnico em manutenção mecânica de hidrelétricas, o país sustenta e expande uma matriz majoritariamente renovável pelo auxílio das usinas hidrelétricas, que funcionam como um eixo de estabilidade para tecnologias intermitentes, como a solar e a eólica. Além de sua relevância operacional, Lima destaca que a eficiência das hidrelétricas é um fator determinante para manter os custos de energia sob controle. No Brasil, onde a tarifa de energia já é uma das mais altas da América Latina, as perdas operacionais causadas por fatores climáticos ou falta de manutenção adequada intensificam esse valor, resultando em um impacto direto no bolso do consumidor. “Manter o funcionamento das turbinas, dos sistemas hidráulicos e dos geradores vai muito além de uma questão técnica. É uma política de necessidade e contenção de custos. Uma falha mecânica mínima pode gerar um efeito cascata em todo o sistema”, ressalta. Outro desafio é a modernização de estru-
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@Itaipu/caiocoronel
turas antigas, visto que no país existe uma parcela significativa de hidrelétricas em operação há mais de 30 anos, o que torna a modernização um passo indispensável para manter a competitividade do setor. “Uma usina modernizada entrega mais energia sem precisar de mais água. Lembrando que é muito mais barato modernizar do que construir novos empreendimentos”, explica Lima. Em um cenário atual que promove o uso de energias limpas, o mundo busca fontes sustentáveis, estáveis e competitivas, e o Brasil tem nas hidrelétricas um ativo estratégico. Mas para que o país mantenha sua liderança em energia renovável, o investimento contínuo em manutenção, digitalização e modernização das usinas é um passo obrigatório, tanto para garantir segurança energética quanto para evitar o aumento das tarifas para os consumidores.
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COP30: Investimentos globais pressionam modernização energética A ampliação da meta global de investimentos em redes, transmissão e armazenamento para US$ 148 bilhões por ano, acima do compromisso inicial de US$ 117 bilhões anuais, foi um dos principais anúncios da Aliança de Empresas de Serviços Públicos para Emissões Líquidas Zero (UNEZA) durante a COP30. O avanço evidencia a necessidade de modernizar sistemas energéticos e acelerar a transição mundial para fontes renováveis. No Brasil, onde mais de 100 agentes de energia já utilizam tecnologias fornecidas pela Briskcom, provedora de soluções de conectividade via satélite, a empresa alerta que a falta de conectividade robusta nas regiões que concentram os parques geradores permanece como um dos maiores obstáculos para que o país acompanhe a velocidade internacional de inovação. O CEO da Briskcom, Cláudio Calonge, destacou que a digitalização do setor só avança com infraestrutura adequada para suportar tecnologias mais complexas. “A expansão das renováveis precisa de conexões estáveis, especialmente nas áreas remotas onde o Brasil produz grande parte de sua energia, caso contrário a transição energética perde ritmo e competitividade,” afirma o executivo. A necessidade de reforço estrutural também se apoia em estimativas da IRENA, que calcula em cerca de US$ 670 bilhões ao ano o investimento global necessário para fortalecer e modernizar as redes elétricas até 2030. E a COP30 ampliou esse debate ao realizar a sessão ministerial High-Level Meeting on Grids and Storage, dedicada à expansão de sistemas elétricos e à aceleração do armazenamento energético. Segundo lideranças
do encontro, sem financiamento e modernização das redes a escala da transição permanecerá limitada. A UNEZA projeta um pipeline de US$ 1 trilhão até 2030 direcionado justamente à renovação das infraestruturas que sustentam o crescimento das fontes renováveis. Considerando a extensão territorial brasileira e a presença de usinas em áreas ainda pouco conectadas, a Briskcom avalia que a expansão da infraestrutura digital é decisiva para tornar a transição energética efetiva. Diante disso, Calonge reforça a urgência em superar os gargalos de conectividade. “Quando a conectividade chega de forma confiável aos polos geradores, as empresas conseguem operar com mais eficiência e segurança, e a transição energética deixa de ser apenas um discurso para se tornar uma entrega concreta para o país,” conclui.
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Sistema de Monitoramento de Hidrogênio para Aplicações de Segurança em Baterias À medida que data centers, provedores de telecomunicações, concessionárias e instalações industriais expandem sua dependência de sistemas de energia de reserva, o risco de segurança representado pelo acúmulo de hidrogênio em ambientes de carregamento de baterias tornou-se mais urgente. O gás hidrogênio pode se acumular sem ser detectado ao carregar baterias aquosas de eletrólito (incluindo chumbo-ácido e NiCad), criando sérias preocupações de segurança. Detectores de hidrogênio existentes muitas vezes não fazem frente a esses desafios de segurança ao desviar da calibração, expirar ou fornecer leituras falsas que podem resultar em interrupções operacionais ou condições perigosas ocultas. A H2scan, empresa global de tecnologia de sensores de hidrogênio, lançou o HY-GUARD™ All-in-One Hydrogen Area Monitor, um novo sistema de monitoramento projetado especificamente para aplicações em baterias. O HY-GUARD se baseia no monitoramento de hidrogênio em aplicações críticas como transformadores, analisadores de processos e monitoramento de segurança industrial, trazendo sua confiabilidade para o setor de baterias a um custo acessível. “Soluções tradicionais de detecção de gás em ambientes de carregamento de baterias frequentemente proporcionam uma falsa sensação de segurança que pode resultar em consequências críticas”, disse David Meyers, CEO da H2scan. “O HY-GUARD foi projetado do zero para salas de baterias e supera produtos concorrentes ao oferecer alta precisão e nenhuma manutenção durante a vida útil do sistema de baterias.” O executivo pontua que o gerenciamento de hidrogênio em aplicações de carrega-
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mento de baterias não é opcional. As regulamentações de segurança contra incêndio da NFPA, IEC e IEEE para aplicações de baterias fixas estão promovendo uma conformidade mais rigorosa. A HY-GUARD previu essas mudanças, permitindo que as instalações atendam com confiança e confiabilidade às exigências exigentes dos padrões atuais e planejados – melhorando a segurança operacional. Desenvolvido com entrada direta de integradores de segurança da sala de baterias, o HY-GUARD preenche uma lacuna crítica de mercado entre detectores de baixo desempenho que geram alarmes de incômodo e sistemas de alta complexidade que são proibitivamente custosos. O resultado é uma proteção prática e confiável contra hidrogênio para praticamente qualquer instalação de bateria.
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@Divulgação
PremieRpet evita a emissão de 5.500 toneladas de CO2 com reciclagem de embalagens e agora amplia compensação para plásticos
Comprometida com práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), a PremieRpet ampliou sua parceria com a cleantech Polen, especializada em soluções sustentáveis com rastreabilidade. O objetivo é garantir a destinação ambientalmente adequada das embalagens pós-consumo da marca. Entre 2018 e 2024, a empresa compensou 8.863 toneladas de resíduos, evitando a emissão de cerca de 5.500 toneladas de CO2 na atmosfera. Agora, todo plástico usado nas linhas PremieR Nattu, PremieR Seleção Natural e GoldeN Seleção Natural está contemplado pelo programa de logística reversa. Somente em 2024, a PremieRpet compensou 1.719 toneladas de resíduos, o que resultou na redução de 1.100 toneladas deCO2 que seriam emitidos. Para ilustrar o impacto da iniciativa: esse volume equivale a aproximadamente 2 milhões de embalagens de 10 kg de alimentos secos, o suficien-
te para cobrir cerca de 80 campos de futebol se alinhadas lado a lado. Já a emissão evitada representa o que 2.580 árvores levariam anos para capturar da atmosfera. PremieRpet se torna a primeira marca pet do Brasil certificada Carbon Free® Neste ano, todos os produtos da empresa passam a exibir o Selo Carbon Free. O processo de certificação teve início com a conclusão do Inventário de Emissões de GEE de 2024, realizado de acordo com as diretrizes do GHG Protocol e abrangendo todas as operações da PremieRpet. A consolidação da certificação ocorre em 2025, com a neutralização de mais de 4.000 toneladas de CO2 e dos escopos 1 e 2, por meio de créditos de carbono que apoiam a geração de energia renovável e a conservação de áreas de floresta na Amazônia, complementando uma matriz produtiva que já operava com 100% de energia solar.
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Segundo Fernando Torres Maluf, VP de Exportação e Sustentabilidade, a integração entre logística reversa e descarbonização reforça a trajetória sustentável da empresa. “Nosso compromisso vai além de oferecer alimentos de qualidade para os pets. Queremos fazer isso com responsabilidade ambiental. E isso está no DNA da PremieRpet. A compensação das embalagens com a Polen e o Selo Carbon Free se somam a várias ações concretas que ajudam a preservar o planeta. Além disso, valorizamos e apoiamos o trabalho de quem atua na reciclagem no Brasil com essa nova parceria.”
“Nosso modelo foi desenvolvido para dar mais transparência às ações ambientais. A parceria com a PremieRpet é exemplo de como rastreabilidade pode gerar impacto ambiental real, inclusão social e fortalecer o compromisso de marcas com seus consumidores”, afirma Renato Paquet, CEO e fundador da Polen.
A certificação também inclui o plantio de mais de 600 árvores nativas, reforçando o caráter regenerativo previsto pelo Selo Carbon Free e consolidando a PremieRpet como a primeira marca de alimentos pet do Brasil a atingir esse patamar de descarbonização. Já a parceria com a Polen, que também passa a ter um selo nas embalagens dos produtos PremieRpet, possibilita que todo o processo — da coleta dos resíduos à destinação final — seja acompanhado em tempo real, com tecnologia de rastreabilidade e dados auditáveis, assegurando transparência e credibilidade às ações ambientais da PremieRpet. A preocupação com o impacto ambiental
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também orienta a atuação da PremieRpet fora do Brasil. Em 2024, a empresa expandiu sua parceria com a Polen para compensar 100% das embalagens da linha internacional Natoo, produzidas a partir de 2023. Foram 35,617 toneladas de plástico compensadas, evitando a emissão de 22,43 toneladas deCO2 e, com ações concentradas no Mato Grosso do Sul — região estratégica para a conservação da onça-pintada, um dos principais símbolos da biodiversidade brasileira. A iniciativa, além de reduzir emissões, patrocina a reciclagem de resíduos em áreas vulneráveis, remunera cooperativas de catadores e fortalece a cadeia de coleta e triagem, promovendo inclusão socioeconômica e valorizando o plástico pós-consumo.
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Agro aposta em dados e inteligência artificial para atender às novas normas ambientais internacionais @Freepik
O agronegócio brasileiro passou a enfrentar um novo tipo de desafio — tão importante quanto produtividade e rentabilidade: a necessidade de se adequar às normas ambientais, fortalecer práticas sustentáveis e comprovar a origem e a conformidade de sua produção. Em um contexto em que consumidores e mercados internacionais valorizam cada vez mais a responsabilidade socioambiental, as exigências por rastreabilidade e certificações ESG deixaram de ser tendência para se tornarem um verdadeiro passaporte de competitividade.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2024 as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 164,4 bilhões, representando cerca de 49% do total das exportações do país. O dado reforça a relevância do setor na economia nacional e evidencia a importância de atender aos requisitos de sustentabilidade para garantir acesso aos principais destinos comerciais, como a União Europeia e os Estados Unidos. Essa nova dinâmica impõe uma transformação profunda na forma como o campo
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Para Esteban Huerta, arquiteto de soluções da BlueShift, o uso estratégico da tecnologia no agronegócio representa um divisor de águas para o futuro da produção sustentável. “O Brasil tem um dos ecossistemas agrícolas mais complexos e potentes do mundo, e a tecnologia é o que permite transformar esse potencial em eficiência e transparência. Soluções baseadas em dados, IA e blockchain oferecem ao produtor a capacidade de antecipar riscos, comprovar práticas responsáveis e abrir portas para novos mercados”, afirma. O executivo ressalta ainda que o avanço digital no campo vai muito além do cumprimento de exigências ambientais — trata-se de um movimento de modernização e competitividade global. “Quando o produtor entende que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, a inovação passa a ser parte natural do negócio. É isso que impulsiona a nova era do agronegócio brasileiro”, completa o especialista. produz, monitora e comprova suas práticas. O desafio vai além da produtividade — envolve transparência, governança e adequação a legislações ambientais cada vez mais rigorosas. Com a implementação do novo regulamento europeu contra o desmatamento — que passa a ser aplicado em dezembro de 2025 para grandes e médias empresas, e em junho de 2026 para micro e pequenas —, exportadores brasileiros de soja, café, carne e outros produtos precisarão garantir, com precisão geográfica e documental, que suas cadeias produtivas não estão associadas a áreas desmatadas ou a práticas irregulares. Nesse contexto, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a ser um elemento estratégico para a sobrevivência e o crescimento sustentável do setor. A inteligência artificial (IA) tem se mostrado um dos maiores impulsionadores da transformação digital no agronegócio. Por meio de plataformas avançadas de análise de dados e sensores integrados, produtores e cooperativas conseguem acompanhar cada etapa do ciclo produtivo — do plantio ao embarque — com total visibilidade e precisão. Essas soluções permitem detectar anomalias, prever riscos ambientais e registrar
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digitalmente o histórico completo de cada lote, garantindo rastreabilidade total e transparência para auditorias e certificações. Mais do que automatizar processos, a IA possibilita decisões baseadas em dados que reduzem desperdícios, otimizam o uso de recursos naturais e contribuem diretamente para metas ESG e de descarbonização. Já o blockchain vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para garantir a autenticidade e a imutabilidade das informações da cadeia produtiva, assegurando que cada etapa — do campo à exportação — seja rastreável e auditável. Somadas, essas tecnologias tornam o agronegócio brasileiro mais eficiente, competitivo e preparado para atender às exigências globais de sustentabilidade e transparência. Com soluções que unem rastreabilidade, certificações e conformidade digital, a BlueShift contribui para um agronegócio mais transparente, sustentável e conectado às demandas globais. A tecnologia, antes vista como um diferencial, tornou-se o elo entre eficiência e responsabilidade — mostrando que o futuro do campo está nas mãos de quem sabe usar os dados para produzir com propósito.
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Definidos critérios para aposentadoria especial por calor
A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve, em julgamento realizado na Turma Nacional de Uniformização (TNU), a definição do Tema Representativo de Controvérsia nº 323, encerrando uma das discussões técnicas mais relevantes sobre a aposentadoria especial. Por unanimidade, o colegiado acolheu parcialmente recurso do INSS - Instituto Nacional do Seguro Social, estabelecendo critérios claros sobre a indicação da taxa de metabolismo do trabalhador nos laudos para comprovação de atividade especial por exposição ao calor.
O INSS foi representado pela Procuradoria Nacional Federal de Contencioso Previdenciário (Procprev), unidade da Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU. A Procprev recorreu à Turma Nacional de Uniformização contra decisões que reconheciam o tempo especial por calor sem que o Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) e o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) informassem a taxa de metabolismo do trabalhador. Nos memoriais apresentados, a AGU defendeu que a simples medição do calor, chamado o Índice de
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MARKET Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) não seria suficiente sozinho. Segundo o INSS, a taxa de metabolismo — que mede o gasto de energia do corpo para realizar uma atividade, seja ela leve, moderada ou pesada — é um requisito essencial. Sem ela, argumentou a AGU, é tecnicamente impossível saber qual é o limite de tolerância e o índice aplicável àquele trabalhador específico, impedindo a conclusão sobre a real nocividade do agente calor. A posição do INSS foi fortemente embasada por órgãos técnicos. A Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO) e a Fundacentro foram oficiadas e se manifestaram no processo, confirmando que a indicação da taxa de metabolismo é “imprescindível” para a correta avaliação Ao acolher parcialmente a posição do INSS, a TNU reconheceu a complexidade técnica e a necessidade da taxa de metabolismo na maioria dos casos, mas criou uma exceção para períodos mais antigos. A tese fixada pela TNU foi a seguinte: “a) para se apurar o limite de exposição ao agente agressivo calor entre 06/03/1997 e 18/11/2003, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço (quadro nº1 do anexo nº 3 da nr-15), não se faz necessária
a indicação no PPP - ou LTCAT - da taxa de metabolismo (kcal/h), pois o tipo de atividade(s) - leve, moderada ou pesada, desde que enquadrada em uma mesma categoria - é obtido pela descrição do labor exercido pelo segurado (quadro nº 3 do anexo nº 3 da nr15); b) para se apurar o limite de exposição ao agente agressivo calor entre 06/03/1997 e 18/11/2003, em regime de trabalho intermitente com período de descanso em local diverso daquele de prestação de serviço, ou no mesmo ambiente quando os tipos de atividades não se enquadrarem na mesma categoria - leve, moderada ou pesada -, é imprescindível a indicação no PPP - ou LTCAT - da taxa de metabolismo média ponderada para uma hora m (kcal/h), conforme quadro nº 2 do anexo nº 3 da nr-15; e c) para se apurar o limite de exposição ao agente agressivo calor, a partir de 1º/01/2004, ou, facultativamente, 19/11/2003, é imprescindível a adoção da metodologia e dos procedimentos NHO 06 da Fundacentro, bem como a indicação no PPP - ou LTCAT - da taxa de metabolismo média ponderada para uma hora m (w), conforme anexo nº 3 da nr15 (quadro nº 2 da portaria SEPRT nº 1.359, de 09/12/2019, e quadro nº 3 da portaria MTP nº 426, de 07/10/2021)”.
Segundo o procurador federal Fernando Maciel, coordenador-geral de Tribunais Superiores em Matéria Previdenciária da AGU, “essa decisão da TNU concretiza a exigência legal de que a concessão de uma aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição ao agente nocivo à saúde, o que no caso do calor torna imprescindível a indicação da taxa de metabolismo”.
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Data Centers X Sustentabilidade Expansão de data centers enfrenta dilema ambiental e requer adaptação de padrões globais, especialmente no consumo de energia. Mas a falta de mão de obra especializada é um dos principais gargalos, alerta especialista. Em meio aos debates da COP30, especialista levanta um contraponto sobre sustentabilidade e o crescimento exponencial da inteligência artificial (IA) e da computação em nuvem. Essas discussões colocaram os data centers no centro das preocupações sobre consumo massivo de energia e recursos hídricos. A empresa já trabalhou com centenas de projetos de data centers nos últimos 20 anos, dos mais diversos escopos, incluindo moving, ampliação, retrofit, construção, operação e manutenção. Nas últimas duas décadas, já faturaram algo em torno de R$ 1,5 bi com obras dessa natureza e preveem faturar aproximadamente R$ 5 bi até 2030. “O futuro da infraestrutura digital na Améri-
ca Latina depende da capacidade das empresas de adaptar normas internacionais às condições locais, especialmente climáticas. Já estão sendo pensadas soluções e iniciativas para que os data centers não consumam tanta energia”, comenta o especialista. Segundo ele, os grandes fabricantes do mercado têm investido grandes volumes de dinheiro em P&D para essa finalidade. “A última grande solução que vem sendo implantada e gerando bons resultados no resfriamento dos equipamentos é o liquid cooling, que está reduzindo significativamente o PUE (Power Usage Effectiveness) dos novos data centers”, afirma. Para Kazuo Nakamitsu, nesse momento de forte expansão de investimentos em data centers e infraestrutura digital na América Latina, o desafio que se impõe não é apenas tecnológico, mas também cultural e de engenharia. “O avanço digital na América Latina precisa ser sustentado por bases sólidas de engenharia e integridade. Não se trata de copiar modelos estrangeiros, e sim de reinterpretá-los com inteligência técnica e sensibilidade ao contexto local”, afirma.
“É urgente e necessária uma intersecção entre a agenda climática global e o setor de tecnologia da informação, com foco em soluções sustentáveis para a crescente demanda por processamento de dados, especialmente nos países tropicais como o Brasil”, destaca Reinaldo Kazuo Nakamitsu, Diretor de Engenharia da Engemon, um dos nomes mais respeitados em data centers e obras de missão crítica na América Latina.
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igus acelera a digitalização das fábricas com plataforma de automação acessível
A igus está ampliando o acesso à robótica industrial por meio da plataforma RBTX. Ela conecta empresas a tecnologias de automação de baixo custo, prontas para uso e adaptáveis a diferentes processos produtivos. Reunindo robôs modulares, sistemas lineares, controladores e componentes padronizados de diversos fabricantes em um único ecossistema, a plataforma tem proposta clara: tornar a automação mais democrática, rápida de implementar e financeiramente viável, mesmo para empresas que ainda estão iniciando sua jornada de digitalização.
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Robótica simples, escalável e acessível A plataforma RBTX permite que usuários configurem células robóticas completas de forma intuitiva, desde braços robóticos, robôs cartesianos e robôs Delta até periféricos como esteiras, ventosas e câmeras. Todos os equipamentos passam por testes de compatibilidade e podem ser combinados conforme a necessidade da aplicação. Além do catálogo on-line, a plataforma oferece suporte técnico local e ferramentas digitais que auxiliam no cálculo de custo total e retorno do investimento. Com isso, empre-
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MARKET sas de diferentes portes podem automatizar tarefas repetitivas ou manuais sem depender de projetos complexos e dispendiosos. Segundo a igus, a democratização da robótica está acelerando a transição para a Indústria 4.0, permitindo que fábricas modernizem etapas produtivas de forma gradual e eficiente. Os sistemas de automação acessível da igus, como os robôs colaborativos Fairino, integram-se perfeitamente à RBTX, oferecendo soluções completas e personalizáveis para diferentes segmentos.
Essa abordagem modular tem se mostrado essencial para aumentar a produtividade, reduzir custos de manutenção e liberar profissionais de tarefas repetitivas, permitindo foco em atividades de maior valor agregado. Ao combinar tecnologia acessível, componentes autolubrificantes e integração simplificada, a igus reafirma seu compromisso com o futuro da indústria. A RBTX mostra que automatizar não precisa ser caro nem complexo, e que a transformação digital pode ser alcançada por qualquer fábrica, em qualquer lugar.
A experiência do empresário Fernando Marangoni Molina, sócio- fundador da N2M Automação e Controle Ltda, mostra como a automação acessível pode transformar o dia a dia de uma empresa. Recentemente, a N2M adquiriu um braço robótico Fairino 5 por meio da RBTX e participou de um treinamento na sede da igus Brasil, em
Jundiaí (SP). “Imaginava que o manuseio e a programação seriam um pouco mais complexos. Mas encontrei uma ferramenta muito simples, intuitiva, de fácil entendimento. Em questão de 20 minutos a 30 minutos, já conseguimos fazer os primeiros movimentos no braço, e vamos simular ele em funcionamento”.
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Tetra Pak revela portfólio de automação e digitalização
A Tetra Pak lançou seu portfólio de Automação e Digitalização, o Tetra Pak Factory OS, um conjunto de tecnologias de fábrica inteligente “modulares, abertas e escaláveis” projetadas para a produção de alimentos e bebidas, com o objetivo de “lançar as bases” para fábricas preparadas para Inteligência Artificial. A empresa afirma que seu novo portfólio apresenta uma plataforma de integração de dados baseada em tecnologias abertas, análises e padrões da indústria. Ela conecta equipamentos e sistemas em toda a fábrica, unificando os dados em uma visão única e em tempo real. Com isso, espera ajudar os produtores de alimentos e bebidas a oferecer qualidade consistente aos produtos, aumentar a eficiência, reduzir o consumo de energia e diminuir o custo total de propriedade.
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O sistema operacional Factory OS da Tetra Pak padroniza a coleta de dados em todos os equipamentos, independentemente da idade ou do fornecedor, buscando garantir total compatibilidade e escalabilidade. Outros recursos incluem uma experiência de usuário unificada que permite a interação “perfeita” entre linhas de produção, equipamentos e salas de controle; um conjunto de aplicativos digitais para monitoramento em tempo real de materiais, qualidade, produção e desempenho de ativos; e insights de nível empresarial, impulsionados pela integração contextualizada em toda a fábrica. Desenvolvido em colaboração com a Accenture, a Tetra Pak acrescenta que o portfólio é suportado por um ecossistema que inclui a Siemens, a Rockwell Automation e a Inductive Automation.
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@ParthenonLabs
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Óculos de realidade mista reduzem erros de montagem em até 95% Eduardo Miller, engenheiro de computação e mestre em robótica, testemunhou o custo invisível de erros humanos: retrabalho, descarte de peças, atrasos e pressão constante sobre operadores. Essa lacuna motivou a criação da startup Parthenon Labs, que desenvolveu um sistema de realidade mista para linhas de montagem manual que, em uma aplicação real no setor automotivo, reduziu as 1.600 falhas diárias para apenas 80 — uma queda de 95%, afirma Miller A tecnologia da solução combina óculos de realidade mista — que permitem ver o ambiente real enquanto projetam informações digitais — com um sistema de orientação passo a passo. Diferentemente da realidade virtual, que isola completamente o usuário, a realidade mista o mantém conectado ao ambiente físico. Quando coloca os óculos, o operador vê hologramas que indicam qual peça pegar, onde ela está localizada e a instrução que orienta como ela deve ser montada. O sistema usa comando de voz, rastreamento de movimentos e resposta visual em tempo real. Se for selecionada a peça errada, o holograma fica vermelho. Se a montagem está correta, fica verde. O operador usa as próprias habilidades, mas é orientado de forma humanizada. Um dos diferenciais da solução é a forma como ela é implementada. Ao contrário de sistemas de automação rígidos, cuja reconfiguração pode demorar meses quando há mudança de produto, a plataforma da Parthenon Labs é facilmente personalizada. Tem um sistema de banco de dados em que tudo é cadastrado de forma modular. E sua flexibilidade é um diferencial importante em um mercado em que a variedade de produtos é crescente. O projeto começou com óculos HoloLens, da Microsoft, que não estão mais disponíveis para uso comercial, mas migrou para o Meta Quest 3, que é baseado em Android, mantendo a funcionalidade e reduzir custos. Embora o foco inicial seja a manufatura, as aplicações potenciais são vastas: treinamento, inspeções e manutenção preventiva. E a evolução da ferramenta aponta para integração com inteligência artificial - com modelos de linguagem avançados, o operador pode conversar com o sistema para receber orientações em tempo real. Controle & Instrumentação
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5ª geração do Sinumerik amplia acesso à manufatura digital A Siemens lançou a nova geração do Sinumerik 828D, comando numérico computadorizado (CNC) que passa a reunir, em um equipamento de porte intermediário, três demandas que hoje são cruciais para fabricantes e usuários de máquinas CNC: mais desempenho (processamento até 40% maior), mais conectividade para ambientes de Indústria 4.0 e acesso a recursos de digitalização que antes ficavam restritos aos comandos de topo da companhia. Na prática, o novo 828D permite que máquinas-ferramenta compactas – muito usadas por fabricantes de autopeças, bens de capital e metalmecânica – tenham ciclos mais curtos, programação mais segura e operação mais econômica, sem aumentar a complexidade da instalação. Com a atualização, o 828D passa a ser compatível com o Run / Create MyVirtual Machine, que viabiliza a criação de um gêmeo digital da máquina para simular programas, treinar operadores e validar processos sem parar a produção real. Além disso, conta com o Adaptive Control & Monitoring (ACM), que monitora o corte em tempo real e ajusta automaticamente o avanço e outros parâmetros para manter o melhor rendimento, reduzindo tempo de ciclo, consumo de energia e desgaste de ferramenta, recursos inéditos para o porte do produto. O modelo também está disponível em formato stand-alone (PU272.5), pensado para integradores e fabricantes de máquinas CNC que precisam de mais liberdade de montagem e retrofit, e vem com conectividade ampliada, o que facilita a integração com outros sistemas e soluções de automação já presentes na planta. Com isso, o comando se torna uma porta de entrada natural para quem quer começar a medir desempenho de máquina, organizar dados de produção e capacitar operadores em ambiente virtual.
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Maior desempenho, segurança e confiabilidade em ambientes industriais e inteligentes A Belden lançou novos produtos para aprimorar o desempenho, a segurança e a confiabilidade em ambientes de automação e infraestrutura inteligente. Os lançamentos incluem o primeiro ponto de acesso industrial da Belden para Wi-Fi 7 determinístico e de baixa latência, além de uma gama de cabos e produtos premium para atender às crescentes demandas de automação e infraestrutura inteligente. O novo ponto de acesso permite conexões simultâneas de 5 GHz/6 GHz, roaming rápido e diagnósticos integrados para conexões perfeitas que ajudam sistemas distintos a trabalharem em harmonia. Também o cabo Belden RemoteIP para uso interno/externo CMR/CMX é fabricado com a expertise da Belden em produtos premium e atende aos padrões de aplicação IEEE 802.3. O cabo RemoteIP atinge taxas de transmissão de 10 Mb/s a 215 metros, 100 Mb/s a 200 metros e 1 Gb/s a 130 metros. Os cabos Belden Safe-T-Line com condutores trançados e resistência ao fogo, com certificação LPCB, combinam a segurança certificada pela LPCB com uma instalação rápida. Fabricados com condutores trançados para maior flexibilidade, esses cabos atendem às normas BS 6387 CWZ e EN 50200, comprovando sua confiabilidade em condições de incêndio, e oferecem a exclusiva facilidade de decapagem sem ferramentas, reduzindo significativamente o tempo de instalação. O cabo de fibra óptica Belden DataTuff para mineração foi projetado para longa vida útil e baixa manutenção. Os cabos resistem a roedores, abrasão, impactos, fungos e fogo, além de suportarem monitoramento de segurança em tempo real e conexões perfeitas que abrem novas possibilidades em todas as camadas das operações de mineração. Os conjuntos de cabos de acionamento por pressão M12 da Lumberg Automation agora apresentam novas variantes angulares. O conjunto de cabos de acionamento por pressão M12 é fácil de instalar, mesmo em espaços reduzidos, sem necessidade de ferramentas ou parafusos. Está em conformidade com a norma IEC 61076-2-010 e atende aos padrões de resistência à vibração e à força externa. O Belden Single Pair Ethernet (SPE) REVConnect FlexPlug revoluciona a conectividade em edifícios comerciais, simplificando as instalações de Ethernet de par único para aplicações de edifícios inteligentes, permitindo maior alcance e economia de espaço. Os switches Ethernet GREYHOUND 125/126 de 19” da Hirschmann criam conexões melhores e possibilidades ilimitadas, simplificando a instalação e reduzindo o custo total de propriedade por meio de PoE — sem necessidade de fontes de alimentação extras. O firewall industrial Belden IAF-240 agora integra-se ao sistema de gerenciamento de rede Industrial HiVision, possui um módulo opcional de prevenção de intrusões Pro e oferece extensões flexíveis de assinatura de software. Este firewall industrial de última geração proporciona maior controle, escalabilidade e valor a longo prazo. Os cabos Belden Waterdog de nova geração para instalação direta no solo facilitam conexões mais eficientes entre dispositivos internos e externos. Os cabos Waterdog são robustos e possuem material impermeável para suportar condições adversas. E ainda aversão 6.4.0 do macmon NAC aprimora a segurança da rede e simplifica o gerenciamento com novos recursos Ethernet/IP para ambientes OT e EAP-FAST para autenticação 802.1X mais robusta, garantindo que apenas dispositivos autorizados se conectem e limitando efetivamente as superfícies de ataque em redes de TI/OT convergentes.
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Medidores de vazão eletromagnéticos para áreas classificadas com conectividade Ethernet-APL Os medidores de vazão eletromagnéticos ProcessMaster, a próxima geração da ABB, agora estão disponíveis com conectividade Ethernet-APL (Advanced Physical Layer), permitindo a transmissão de dados de campo em alta velocidade. Ao expandir seu portfólio de instrumentos com tecnologia APL, a ABB continua a levar os benefícios da comunicação Ethernet para as operações industriais. Os novos medidores de vazão ProcessMaster oferecem possibilidades de conectividade simplificada e coleta e análise em alta velocidade de uma grande quantidade de dados de processo e diagnóstico em fábricas químicas, operações de petróleo e gás e usinas de energia. Com a capacidade de medir vazão em qualquer aplicação de processo, o ProcessMaster com Ethernet-APL dá suporte ao processo de produção e abre novas possibilidades para engenheiros de processo e gerentes de planta. Os novos recursos permitem a tomada de decisões em tempo real e a manutenção preditiva com base em dados em tempo real, reduzindo significativamente erros e tempo de inatividade. Ethernet é a tecnologia de comunicação mais comum em aplicações industriais. No entanto, na maioria das indústrias de processo, sua aplicação permaneceu mínima devido a preocupações com segurança, custo e limitações no comprimento dos cabos, o que dificultou o estabelecimento de redes de comunicação em grandes instalações industriais. Essas questões foram abordadas com a introdução do Ethernet-APL, criado por meio da bem-sucedida cooperação de 12 grandes fornecedores da indústria de automação de processos, incluindo a ABB, e quatro organizações internacionais de padronização. O Ethernet-APL oferece taxas de dados aprimoradas de até 10 Mbps, conexão blindada de dois fios para transmissão segura de energia e dados pelo mesmo cabo e comprimentos de cabo de até 1.000 metros. A segurança intrínseca também é totalmente integrada, incluindo um perfil que limita a tensão e a corrente de alimentação para eliminar o risco de faíscas, permitindo que o Ethernet-APL seja implantado em ambientes perigosos. Ao fornecer um canal de alta velocidade para dados de processo, bem como informações de configuração e diagnóstico, o Ethernet-APL oferece uma solução facilmente escalável para conectar dispositivos em campo a um sistema de controle. Ele permite a criação de redes simplificadas com todos os instrumentos da planta, além de abrir novas oportunidades para a otimização de processos, utilizando dados valiosos que antes estavam inacessíveis. Os dispositivos possuem um servidor web integrado e suportam diversos protocolos, como Profinet e Modbus TCP. A experiência da ABB em cibersegurança, aliada ao seu padrão interno de Requisitos Mínimos de Cibersegurança (MCSR) para todos os dispositivos Ethernet-APL, garante proteção integrada para dados e sistemas, permitindo operações seguras em tempo real.
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vel, Densidade e Vazão com Selo Eletrônico O VDL10 da Vivace é um transmissor de pressão com selo eletrônico desenvolvido para medições de pressão diferencial, nível, vazão e densidade. Possui dois sensores capacitivos inteligentes e microprocessados, conectados por um selo eletrônico que possibilita operação segura e excelente desempenho em campo, com compensações de pressão e temperatura integradas, proporcionando alto desempenho e estabilidade das medições. O transmissor está disponível nos protocolos de comunicação HART® 7 e Profibus PA para configuração, calibração, monitoração e diagnósticos, que podem ser realizados pelo usuário com a utilização de um configurador apropriado ou ferramentas baseadas em EDDL® ou FDT/ DTM®. Além disso, os principais parâmetros podem ser configurados via ajuste local, utilizando a chave magnética. As bibliotecas DTM para os equipamentos HART e Profibus-PA podem ser encontradas nas descrições dos produtos VCI10-UH e VCI10-UP, respectivamente, no diretório Interfaces.
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Ló6 Controlador gico Programável
Plataforma de controle expansível formada por conjuntos de processadores independentes, distribuídos em uma comunicação horizontal de alta velocidade, o CPU800 da Nova SMAR é um controlador do sistema LC800 com protocolo Modbus-HSE que fornece maior conectividade e flexibilidade de aplicação ao sistema. Através de cartões de E/S, de protocolo HART e de dispositivos Modbus, centralizados no controle discreto via lógica ladder, permite um sistema único e integrado. Os dois canais Ethernet garantem alta disponibilidade de controle, comunicação peer-to-peer determinística entre CPUs, supervisão, e ainda suporta redundância, fornecendo ao processo alto nível de segurança. O CPU800 é a oitava geração de controladores da SMAR, e a nossa experiência acumulada em diversos ramos industriais está refletida neste controlador. É recomendado para as mais diversas instalações, simples e complexas, e em uma vasta gama de indústrias como petroquímicas, tratamento de água, farmacêutica, alimentícia, açucareira, geração de energia, siderúrgicas entre outras.
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