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Revista Status 10

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edição #10 raquel zimmermman

A CIDADE DO FUTEBOL

fomos aTé sialkoT, no paquisTão, onDe se proDuzem 70% Das bolas Do planeTa

O BRASILEIRO DAS MULTIDÕES

aqui poucos o conhecem, mas o DJ carioca amon Tobin é hoJe referência nos esTaDos uniDos e na europa E MAIS: uma entrevista com o misterioso Banksy, o melhor do carnaval, um ensaio de moda por J.r. duran, vôlei de praia no quintal da rainha da inglaterra e a sósia de kate middleton toda nua

proibida

venda

Fevereiro 2012

ano 2 edição #10 Fevereiro 2012 R$ 14,90

pACto rADiCAL a história dE dois nEpalEsEs quE saltaram dE paraglidEr do topo do EvErEst

exemplar de

A supermodel só não tirou o sApAto

O ANJO DA MORTE Falamos com o atirador do exército americano que matou 255 pessoas no iraque e não se arrepende

> assinante

raquel zimmermann

FEstA ÍntiMA Entramos na balada da produtora brasilEira Xplastic, chEia dE atrizEs pornôs E muita ação


Editorial Colaboradores Entrevista O mistério de Banksy Lá em casa Chave de cadeia Ícones de estilo Relógios Beleza Gastronomia Toys for Boys Corpo e Mente Ao ar livre Jogos Olímpicos Bonita por natureza Vivi Confidencial Pornopopeia Flashback

21

08 19 60 80 88 102 112 114 116 118 120 124 126 128 130 142 144 146

70 76 84 90

edição #10 raquel zimmermman

A CIDADE DO FUTEBOL

fomos aTé sialkoT, no paquisTão, onDe se proDuzem 70% Das bolas Do planeTa

O BRASILEIRO DAS MULTIDÕES

aqui poucos o conhecem, mas o DJ carioca amon Tobin é hoJe referência nos esTaDos uniDos e na europa E MAIS: uma entrevista com o misterioso Banksy, o melhor do carnaval, um ensaio de moda por J.r. duran, vôlei de praia no quintal da rainha da inglaterra e a sósia de kate middleton toda nua

O ANJO DA MORTE Falamos com o atirador do exército americano que matou 255 pessoas no iraque e não se arrepende

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pACto rADiCAL a história dE dois nEpalEsEs quE saltaram dE paraglidEr do topo do EvErEst

exemplar de

Fevereiro 2012

ano 2 edição #10 Fevereiro 2012 R$ 14,90

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A supermodel só não tirou o sApAto

FEstA ÍntiMA Entramos na balada da produtora brasilEira Xplastic, chEia dE atrizEs pornôs E muita ação

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raquel zimmermann

STATUS TAMBÉM NO IPAD, NO FACEBOOK E NO TWITTER WWW.REVISTASTATUS.COM.BR

TOP 104 SECRET 64 138 As festas privês da produtora pornô Xplastic FOTO PEDRO DIAS


APPROACH

Gastronomia, festas, viagens, cinema, literatura, tecnologia, comportamento e os segredos do bem viver

VAI ENCARAR? O atirador de elite do Exército americano que matou 255 pessoas e não se arrepende

FUTEBOL

Estivemos em Sialkot, no Paquistão, de onde saem 70% das bolas do planeta

PERFIL

Conheça Amon Tobin, o DJ carioca que arrebata multidões nos Estados Unidos e na Europa

ENSAIO CAPA Raquel Zimmermann, a supermodel internacional, mostra todo o seu sex-appeal

MODA

Um ensaio com as roupas mais elegantes para curtir um baile de gala no Carnaval

SANGUE-FRIO A dupla de nepaleses que escalou o Everest e saltou de paraglider de seu topo


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fevereiro 2012

EDIT-

Editorial

RAQUEL ZIMMERMANN é top model, übbermodel, supermodel... Não faltam adjetivos quando falamos de seu sucesso nas passarelas e de seu desempenho no universo da moda. Raquel é linda por natureza e ela sabe disso, não é daquelas belezas lapidadas em consultórios de cirurgiões plásticos. Portanto, essa exuberante catarinense, que figura entre as seis mais influentes do mundo no prestigioso site models.com, é muito segura de si. É só folhear as páginas desta edição para perceber que ela está à vontade e não precisa de muito, ou melhor, de nada, para ficar deslumbrante – um presente para os leitores de Status, a primeira revista brasileira a mostrar um ensaio sensual da cidadã do mundo Raquel Zimmermann. Para recebê-la em nossas páginas, tratamos de fazer uma edição cosmopolita. Contamos a impressionante história do atirador de elite do Exército americano Chris Kyle, que matou 255 pessoas na guerra do Iraque, mostramos quem é o DJ brasileiro que está levando multidões aos seus shows nos Estados Unidos e na Europa e fomos até o Paquistão conhecer a cidade de onde saem 70% das bolas de futebol do planeta. Trata-se de uma edição antenada com o que está acontecendo no mundo, mas sem deixar de lado a pimenta brasileira, a mesma que fez de Raquel uma modelo de sucesso internacional. Nosso ensaio de moda, com a elegância do black-tie mesclada com a sensualidade de lindas passistas do Carnaval, simboliza essa pegada de Status. Uma revista de homem que gosta das coisas boas da vida, mas, acima de tudo, gosta de mulher. CARLOS SAMBRANA

-ORIAL


EDITOR E DIRETOR RESPONSÁVEL DOMINGO ALZUGARAY EDITORA CÁTIA ALZUGARAY PRESIDENTE EXECUTIVO CACO ALZUGARAY diretor editorial CARLOS JOSÉ MARQUES diretor editorial-adjunto LUIZ FERNANDO SÁ

diretor de projeto Nirlando Beirão diretor de redação Carlos Sambrana editores Bruno Weis, Fabrícia Peixoto e Piti Vieira editora de imagem Ariani Carneiro produção executiva Michelle Kimura diretora de arte Renata Zincone editores de arte Cinthia Behr e Pedro Matallo

colaboradores

fotografia agência istoé

apoio administrativo projeto gráfico tratamento de imagens e pré-impressão copy desk e revisão operações

textos Betina Moura, Caio Vilela, Elaine Guerini, Elka Andrello, Juliana Vilas, Natália Mestre, Paulo Uchoa, Priscilla Portugal, Reinaldo Moraes, Suzana Borin, Tom Cardoso, Vanessa Barone e Vivi Mascaro ilustrações Luciana Bicalho e Thaís Ueda fotos Bruno Fernandes, Dede Fedrizzi, Frederic Jean, Gustavo Arrais, Henrique Gendre, JR Duran, Joaquim Nabuco e Rogério Cassimiro produção Cesar Fassina, Clessi Cardoso Holanda, Luis Fiod consultoria tipográfica Ariel Cepeda e Billy Bacon/Boldº_a design company fontes Dalton Maag e Yomar Augusto editor executivo Cesar Itiberê editor Max GPinto repórteres fotográficos Adriano Machado, João Castellano, Massao Goto Filho (Rio), Pedro Dias e Rafael Hupsel gerente Maria Amélia Scarcello secretária Terezinha Scarparo assistente Cláudio Monteiro auxiliar Lucio Fasan Renata Zincone (colaborou Sergio Cury) Retrato Falado Giacomo Leone, Lourdes Maria A. Rivera, Mario Garrone Jr., Neuza Oliveira de Paula e Regina Grossi diretor Gregorio França gerente geral Thomy Perroni assistentes Luiz Massa, André Barbosa e Fábio Rodrigo operações Lapa Paulo Paulino e Paulo Sérgio Duarte coordenador Jorge Burgatti analista Cleiton Gonçalves assistente sênior Thiago Macedo assistentes Aline Lima e Bruna Pinheiro auxiliar Caio Carvalho atendimento ao leitor e vendas pela internet Dayane Aguiar LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO DE ASSINATURAS coordenadora Vanessa Mira coordenadora-assistente Regina Maria assistentes Denys Ferreira, Karina Pereira e Ricardo Souza

marketing

diretor Rui Miguel gerentes Débora Huzian e Wanderley Klinger redator Marcelo Almeida diretor de arte Eric Müller assistentes de marketing Marciana Martins

assinaturas

diretor Edgardo A. Zabala diretor de vendas pessoais Wanderlei Quirino supervisora de vendas Rosana Paal diretor de telemarketing Anderson Lima gerente de atendimento ao assinante Elaine Basílio gerente de trade marketing Jake Neto gerente geral de planejamento e operações Reginaldo Marques gerente de operações e assinaturas Carlos Eduardo Panhoni gerente de telemarketing Renata Andrea gerente de call center Ana Cristina Teen gerente de projetos especiais Patricia Santana CENTRAL DE ATENDIMENTO AO ASSINANTE: (11) 3618-4566. De 2ª a 6ª feira das 9h às 20h30 outras capitais 4002-7334 demais localidades 0800-7750098

publicidade

diretor nacional José Bello Souza Francisco diretor de publicidade Maurício Arbex secretária da diretoria de publicidade Regina Oliveira gerentes executivos Eduardo Nogueira, Erika Fonseca, Fabiana Fernandes, Katia Bertoli e Luiz Sergio Siqueira executivas de publicidade Priscila Brisquiliari e Rita Cintra assistente de publicidade Valéria Esbano coordenadora adm. Maria da Silva assistente adm. Daniela Sousa gerente de coordenação Alda Maria Reis coordenadores Gilberto Di Santo Filho e Rose Dias auxiliar Marília Gambaro contato publicidade@editora3.com.br RIO DE JANEIRO/RJ: diretor de publicidade Expedito Grossi gerentes executivas Adriana Bouchardet, Arminda Barone e Silvia Maria Costa coordenadora de publicidade Dilse Dumar. Fones: (21) 2107-6667. Fax: (21) 2107-6669 BRASÍLIA/DF: gerente Marcelo Strufaldi. Fone: (61) 3223-1205/3223-1207. Fax: (61) 3223-7732. SP/Campinas: Mário Estellita - Lugino Assessoria de Mkt e Publicidade Ltda. Fone/Fax: (19) 3579-6800 SP/Ribeirão Preto: Andréa Gebin–Parlare Comunicação integrada Av Independência, 3201 -Piso Superior-Sala 8 Fone: (16) 32360016/8144-1155 MG/BELO HORIZONTE: Célia Maria de Oliveira – 1ª Página Publicidade Ltda. Fone/Fax: (31) 3291-6751 PR/CURITIBA: Maria Marta Graco – M2C Representações Publicitárias. Fone/Fax: (41) 3223-0060 RS/PORTO ALEGRE: Roberto Gianoni – RR Gianoni Comércio & Representações Ltda. Fone/Fax: (51) 3388-7712 PE/RECIFE: Abérides Nicéias – Nova Representações Ltda. Fone/Fax: (81) 3227-3433 BA/SALVADOR: Ipojucã Cabral – Verbo Comunicação Empresarial & Marketing Ltda. Fone/Fax: (71) 3347-2032 SC/FLORIANÓPOLIS: Paulo Velloso – Comtato Negócios Ltda. Fone/Fax: (48) 3224-0044 ES/Vila Velha: Didimo Benedito – Dicape Representações e Serviços Ltda – Fone/Fax: (27) 3229-1986 SE/ARACAJÚ: Pedro Amarante – Gabinete de Mídia – Fone/Fax: (79) 3246-4139/9978-8962 Internacional Sales: GSF Representações de Veículos de Comunicações Ltda - Fone: 55 11 9163.3062 – e-mail: gilmargsf@uol.com.br

marketing publicitário diretora Isabel Povineli gerente Maria Bernadete Machado coordenadora Simone F. Gadini assistentes Ariadne Pereira, Marília Trindade e Regiane Valente 3PRO diretor de arte Victor S. Forjaz redator Bruno Módolo

INSTITUTO VERIFICADOR DE CIRCULAÇÃO

A Revista Status é uma publicação mensal da Três Editorial Ltda.. Redação e Administração: Rua William Speers, 1.088, São Paulo/SP, CEP: 05067-900. Fone: (11) 3618-4200 – Fax da Redação: (11) 3618-4324. São Paulo/SP. Sucursal no Rio de Janeiro: Av. Almirante Barroso, 63, sala 1510 Fone: (21) 2107-6650 – Fax (21) 2107-6661. Sucursal em Brasília: SCS, Quadra 2, Bloco D, Edifício Oscar Niemeyer, sala 201 a 203. Fones: (61) 3321-1212 – Fax (61) 3225-4062. 2016 não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados. Comercializaçãoe distribuição: Três Comércio de Publicações Ltda, Rua William Speers, 1.212, São Paulo - SP. Distribuição exclusiva em bancas para todo o Brasil: FC Comercial e Distribuidora S.A., Rua Dr. Kenkiti Shimomoto, 1.678, Sala A, Osasco - SP. Fone: (11) 3789-3000 Impressão: Prol Editora Gráfica Ltda. Av. Luigi Papaiz, nº 581/CEP 09931-610, Diadema/SP


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Conselho

O TIME DA STATUS Todo mês, nossos conselheiros vão se reunir e discutir os assuntos mais relevantes para o nosso leitor e antecipar tendências ao redor do mundo

PAULO BORGES Empresário, diretor criativo do Fashion Rio e idealizador e diretor criativo do SPFW, semana de moda que conquistou o status de figurar entre as cinco mais importantes do mundo.

MARCUS ELIAS Dono da gestora Latin America Equity Partners, é especialista na recuperação de companhias em dificuldades. Adepto da meditação, faz duas horas de esporte por dia.

MARCOS CAMPOS Ele é sócio do club Disco e do bar Numero, ambos em São Paulo, e do Praia Cafe de La Musique, em Florianópolis. Também coordena a consultoria MC2 Managing Ideas.

MARIO BERNARDO GARNERO Arquiteto de negócios no mundo inteiro, traz o traquejo cosmopolita do pai, Mario Garnero, do Grupo Brasilinvest, e do avô Baby Monteiro de Carvalho.

VIVI MASCARO Colunista social do portal iG, circula nas mais disputadas festas. Adora reuniões informais com amigos e relaxa quando assiste a bons filmes ou pratica seu esporte preferido: pedalar.

FERNANDA BARBOSA Ex-modelo, é hoje uma das principais relações-públicas do Brasil quando o assunto é balada. Também é colunista da revista ISTOÉ Gente e tem paixão por viagens, cinema e vinhos.

JOÃO PAULO DINIZ O empresário investe em cultura, entretenimento, gastronomia e esporte. Também é triatleta e faz maratonas ao redor do mundo, com mais de 20 provas no currículo.

PAULO KAKINOFF Presidente da Audi Brasil, é o mais jovem executivo a liderar uma das filiais da marca alemã. Adora escutar Rolling Stones e praticar snowboard.

ALBERTO HIAR Conhecido como Turco Loco, foi deputado estadual e vereador. Hoje comanda a grife de streetwear Cavalera e é sócio da V.Rom e da The Jeans Boutique.

ANUAR TACACH Ele é sócio da InvestPromo, empresa com participação nas agências Pepper, Led, Setter, Zicard e Retail. Nos tempos livres, corre maratonas e ainda toca guitarra.

ERNESTO SIMÕES O empresário é um dos donos da Ecman, companhia do setor de óleo e gás, e fundador da holding Petro Energy. Nas folgas, curte surfar ao redor do mundo.

Caco Alzugaray Carlos José Marques

Luiz Fernando Sá Nirlando Beirão

Carlos Sambrana José Bello

CONSELHO INTERNO


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RES Colaboradores

CO LA BO RA DO J.R.DURAN

Aos 59 anos, este catalão já clicou as mulheres mais cobiçadas do País e, o que é melhor, muitas delas nuas. Também fez campanhas publicitárias e ensaios de moda para as principais publicações no Brasil e no Exterior. Nesta edição, Duran assina as fotos do ensaio de moda.

JULIANA VILAS

Ela mergulhou no universo da produtora de vídeos pornôs mais moderninha do Brasil e conta tudo nesta Status. Repórter desde 1999, já trabalhou na Istoé e na Folha de S.Paulo. Garimpeira de personagens anônimos, jamais deixa passar qualquer chance de ouvir, ver e viver – para depois recontar – uma boa história.

HENRIQUE GENDRE

Ele nasceu em Moçambique e mudou-se para o Brasil com 4 anos de idade. Aos 16, começou a fazer ilustrações para revistas e mais tarde formou-se em artes plásticas na Faap, em São Paulo. Hoje, é um dos nomes mais respeitados da fotografia internacional. Suas imagens podem ser vistas em publicações como L’Officiel (França), i-D (Inglaterra), Surface (EUA) e Cosmopolitan (Alemanha). Nesta Status, ele mostra o seu trabalho com o ensaio de capa da top model Raquel Zimmermann.

PAULO UCHOA Jornalista da BBC Brasil, esse carioca criado no Ceará se bandeou para Londres, em 2005, e nunca mais voltou. Mestre em política latino-americana, Pablo conversou com Chris Kyle, o atirador de elite mais letal da história dos Estados Unidos, com 255 mortes nas costas. Seu perfil você lê nesta edição de Status.

RES

FOTOS DIVULGAÇÃO

DO RA BO LA CO LUIS FIOD

Reconhecido internacionalmente como um dos melhores stylists brasileiros, ele é diretor criativo da Mint, primeira agência especializada em moda no País. Nascido em São Paulo, Fiod é referência mundial de moda e foi mencionado no respeitado models.com, que o reconhece pelo alto padrão dos trabalhos que assina, como o ensaio de capa com Raquel Zimmermann.

CAIO VILELA

Aos 41 anos, esse paulistano é jornalista, fotógrafo, geógrafo e ocasional guia de trekking no Himalaia. Já produziu reportagens em mais de 70 países e desenvolve um trabalho autoral de fotografia focado no futebol de rua e na paixão pelo esporte fora do estádio – o que pode ser visto na reportagem sobre a fabricação de bolas no Paquistão.


APPRO CH

status global esquenta de bar em bar passaporte água na boca perigo ignição poder

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v

APPRO CH AS COISAS BOAS DA VIDA 22 status global 24 esquenta 26 de bar em bar 28 passaporte 32 água na boca 34 perigo 36 ignição 38 poder 39 homem de status 40 design 42 o cara 43 lado B 46 play 48 projeção 49 entrelinhas 50 redenção 52 meninos e meninas 53 mapa da mina 54 versus 55 desejo 56 brinquedos 58 caiu na rede

v

foto Joaquim Nabuco


APPRO CH

status global esquenta de bar em bar passaporte água na boca perigo ignição poder

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global

Ideias, tendências e o que acontece de mais legal no mundo

Por Bruno Weis

Los Angeles • Na calada da noite

Praga • Reduto do jazz

Ao contrário de Nova York, a maior cidade da Costa Oeste americana tem hora para dormir. Depois das duas da madrugada, a lei proíbe a venda de álcool e bares abertos. Mas isso não significa que a balada acabe: na calada da noite, dezenas de festas secretas vêm sendo organizadas ilegalmente na cidade a cada fim de semana. Para chegar é preciso ser convidado por e-mail e entrar em uma van estacionada em um lugar previamente marcado. O destino são armazéns abandonados em áreas remotas onde o som alto e bebidas rolam até o sol raiar.

Uma das mais belas capitais europeias, Praga é conhecida por suas praças, pontes e bares. Mas a cidade também é um lugar cheio de clubes de jazz, muitos deles históricos, como o Reduta, aberto em 1958. Ali, a garantia de música boa em acústica impecável é acompanhada pela história do lugar: durante o regime comunista tcheco, o Reduta foi um dos únicos espaços de livre expressão artística do país. Não por acaso, em 1994 o então presidente americano Bill Clinton tocou seu sax por lá. www.redutajazzclub.cz

Banjul •

Grafiteiros engajados

Trancoso • Paraíso erudito A vila no sul do litoral baiano é destino badalado para o Carnaval, claro, mas também para depois – e para um público nada afeito a barulheira e algazarra. Isso porque o vilarejo recebe entre 17 e 24 de março a primeira edição do MeT – Música em Trancoso, festival de música clássica que vai reunir solistas internacionais com a Orquestra Juvenil da Bahia. Os concertos acontecerão sempre no fim da tarde nas famosas falésias do lugar, para que o pôr do sol emoldure as apresentações, gratuitas. musicaemtrancoso.org.br

Um dos menores e mais pobres países da África, a Gâmbia vem ganhando novas cores para buscar melhores caminhos para seu futuro. As cores, no caso, são dos grafites que artistas de diversos países vêm pintando em casas, escolas e centros comunitários de suas principais aldeias e vilas. Os desenhos são parte do projeto Wide Open Walls, do ativista local Lawrence Williams, que busca por meio da arte levar educação para os jovens da região e, de quebra, criar uma rota turística no país que possa atrair visitantes e gerar renda às comunidades. www.wideopenwalls.co.za


Aurland • Arquitetura nas alturas Como se não bastassem suas paisagens naturais, a Noruega ainda investe em arquitetura de alto nível para que turistas possam contemplar fiordes, rios, vales e montanhas de maneira bem especial. Um programa do governo vem apoiando a construção de mirantes, hotéis e restaurantes em pontos remotos do país, como o belvedere de Aurland, todo ele feito de madeira e vidro sobre um penhasco de tirar o fôlego. O projeto é assinado pela dupla Todd Saunders e Tommie Wilhelmsen. www.saunders-wilhelmsen.no

Batumi • Las vegas do Cáucaso A segunda cidade da Geórgia, às margens do Mar Negro, está passando por uma modernização voraz – a partir da entrada de capital estrangeiro sem precedentes –, deixando de ser um pacato balneário para se tornar uma espécie de Las Vegas do Cáucaso. A mudança inclui a transformação de um centro de recrutamento do Exército em um luxuoso nightclub, o sublime (foto), além da construção de dez hotéis cinco-estrelas, uma casa de ópera e uma esplanada ao longo da costa. É um destino a conferir.

Sydney • O templo da vodca Amantes do destilado mais consumido no mundo, tomem nota: a maior cidade australiana reserva um lugar feito para você. É o bar 36 degrees, especializado na bebida e que oferece 36 distintos rótulos de vodca, além de uma lista de coquetéis para todos os gostos. O bar está localizado dentro do cassino Star e de lá é possível observar um dos salões onde rola a jogatina. Outra vista panorâmica imperdível é a do porto da cidade, principalmente em dias de sol. www.star.com.au/ nightlife/36-degrees iLusTRAçãO LuCiANA BiCALHO | fOTOs divuLgAçãO

Tóquio • de volta ao passado Ir ao Japão não é necessariamente entrar em contato com a vanguarda da modernidade. Cada vez mais visitantes optam por ficar em uma hospedaria tradicional, as chamadas Ryokan. Nelas, o viajante veste quimono, dorme em tatames e toma banho em ofurôs coletivos. Tudo em ambientes marcados pela beleza e simplicidade da cultura milenar japonesa. Os Ryokan estão espalhados por todo o Japão, inclusive no centro de Tóquio, como o Kimi Ryokan. www.kimiryokan.jp


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esquenta

Baladas, festas e clubs do mundo

UMA CASA PARA CHAMAR DE SUA É impressionante, mas São Paulo não tinha uma casa de shows com infraestrutura decente e capacidade para até 1,5 mil pessoas. Para ocupar esse lugar vago, os sócios FACUNDO GUERRA, ANDRÉ JULIANI E LÚCIO RIBEIRO criaram o CINE JOIA, inaugurado em novembro passado. Conversamos com os três sobre o mercado de música ao vivo no Brasil.

DA ESQ. PARA DIR., FACUNDO, JULIANI E LÚCIO. NO ALTO, PANORÂMICA DO JOIA

Como surgiu a ideia de montar o Joia? LÚCIO Falando como produtor, a gente sabe que numa casa pequena, pelas exigências das bandas, temos que alugar mais equipamento de som, melhorar, e muito, o camarim (até chegamos a alugar móveis, porque tem lugar que tem cadeira para os caras sentarem depois do show). Então não foi uma ideia que apareceu do FOTOS CAROL QUINTANILHA, CHARLES NASEH / DIVULGAÇÃO

nada. Não estamos brincando de fazer shows. Foi uma necessidade. Qualquer cidade bacana tem isso. Por que São Paulo não pode ter? E o que o Joia tem que outras casas no Brasil não têm? FACUNDO Um dos destaques é o sistema de mapping 3D, o primeiro do mundo com portas fechadas. O primeiro piso tem uma planta cuja geometria lembra a de um diamante. O piso é inclinado, possibilitando que em qualquer ponto do lugar seja possível assistir aos shows. Além do piso térreo, o balcão superior também possui um bar e três pequenas plataformas com bancos e peitoris para acompanhamentos dos shows. Sob esse balcão, entre o primeiro e o segundo piso, tem a pista 1 ½, destinada apenas para as “after partys” das bandas que se apresentarem aqui. Além do tipo de música, vão variar, em cada perfil, as bebidas e comidas servidas. Tenho certeza de que o Joia vai virar um dos lugares mais legais do mundo para shows. E como é a casa de shows ideal? FACUNDO A casa do futuro comporta 1,5 mil pessoas, onde você consegue fazer um ingresso mais justo. Gosto de pensar o Joia como um primo-irmão do Circo Voador, no Rio, que vai marcar história em São Paulo. JULIANI É uma casa em que a gente gostaria de ir, com bebida a um preço justo, lugar para estacionar

o carro e próximo ao metrô, com som bom. Investir em música ao vivo é um bom negócio? FACUNDO A música hoje é secundária dentro de um club. Pode ser que isso retorne (a volta do DJ), mas estamos vivendo um período muito importante para a música ao vivo. Se não for ao vivo, as pessoas não se importam. A música mecânica acabou virando um acessório, uma extensão da rede social que acontece dentro da boate. O Joia reflete o espírito do tempo atual, de a música ao vivo se transformar numa coisa mais importante do que a música de club. Estou projetando um negócio para dez anos. Então as margens podem ser maiores. Não vamos ficar gananciosos, tentando recuperar o dinheiro em três anos. LÚCIO Fora que um show de rap, de banda pequena de rock, não pode custar o mesmo que um show de jazz. É tudo adaptável. A gente não quer que o público se adapte ao Joia. É o Joia que vai se adaptar ao público. Qual a banda dos sonhos que vocês querem ver tocando aqui? FACUNDO John Spencer and the Blues Explosion. JULIANI Primus. LÚCIO Morrissey.

www.cinejoia.tv


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de bar em bar Os melhores ambientes e bebidas

DOses De Brasil restaurantes como o mocotó, em são Paulo, valorizam e divulgam as cachaças artesanais, a bebida mais ligada à história e à cultura nacional

Os apreciadores da mais brasileira das bebidas não precisam rodar o Brasil para conhecer a diversidade e a qualidade das melhores cachaças produzidas no interior do País. Basta se aventurar na zona norte de São Paulo, mais exatamente na Vila Medeiros, bairro do Mocotó (www.mocoto.com.br), um dos restaurantes mais valorizados do momento. E também uma cachaçaria de respeito, onde cerca de 340 rótulos distintos esperam para ser degustados com a cerimônia que merecem. O passeio ao remoto boteco de alta gastronomia sertaneja permite o encontro com um dos poucos “sommeliers de cachaça” do Brasil, profissão em alta, assim

CORes e AROmAs 1

2

como o prestígio do destilado antes considerado maldito. “Oferecemos três brancas e três curtidas em barris de diferentes madeiras para o cliente perceber todas as sutilezas envolvidas no processo de produção artesanal”, diz Leandro Batista (foto), o tal especialista. “A gente precisa aprender a degustação, os aromas e sabores da bebida da mesma forma que fazemos com um bom vinho”. As três cachaças mais pedidas da casa, segundo ele, são: Weber Haus, do Rio Grande do Sul – “seu Zé”, dono da casa, por exemplo, só toma desta –, a paraibana Serra Limpa, do município de Duas Estradas, e a mineira João Mendes, da cidade de Perdões.

Algumas das caipirinhas criadas no Mocotó, restaurante e cachaçaria de São Paulo, famoso por valorizar produtos brasileiros

3

1 TRês limões: supercítrico, o coquetel leva limão-cravo, taiti e siciliano. 2 YAkulT: a mais inusitada caipirinha do local leva a bebida láctea com bastante limão e resulta em um sabor entre o doce e o adstringente. 3 uvA e AbACAxi: uma das

mais saborosas da casa, inclui em sua mistura um delicioso vinagre de tangerina e é muito refrescante


mAPA DA bRANQuiNHA Algumas das principais regiões produtoras no Brasil “branquinha” do Brasil, a Anísio santiago cuja garrafa pode custar cerca de r$ 1.000. pernambuco, paraíba, são paulo, rio Grande do sul, Bahia e santa Catarina também destilam caninhas bem valorizadas. a cidade de Paraty, no litoral fluminense, é um local importante na história da produção de boas cachaças artesanais.

O interior de Minas Gerais é o berço das melhores cachaças artesanais do país. salinas e Januária, no norte do estado, são suas regiões mais famosas, mas a produção de qualidade se dá em praticamente todo o território mineiro. a seleta, de salinas, é a cachaça de alambique mais vendida no país. em Januária, é produzida a mais famosa O bê-Á-bÁ DA CACHAÇA:

para saBer Mais: mAPADACACHACA.COm.bR para COMprar: WWW.CACHACAexPRess.COm.bR

• Existem dois tipos desse destilado: o de alambique e o de coluna. O de alambique, chamado artesanal, é produzido em pequena escala e separa a cana em “cabeça”, “coração” e “calda”, utilizando apenas o “coração”, parte central da planta, em sua produção. O de coluna é produzido em grande escala e utiliza toda a cana. As madeiras: as mais utilizadas no envelhecimento de cachaça são a amburana, o bálsamo, a ariribá, o jequitibá, o jatobá e o carvalho. em contato com a cachaça, provocam reações químicas que modificam cor, aroma, sabor, adstringência e teor alcóolico.

• As diferentes categorias da bebida standard: é a cachaça de vários produtores que é padronizada por uma grande marca antes de ser comercializada sob o mesmo rótulo. envelhecida: a bebida fica, no mínimo, um ano em barris de até 700 litros e pode ser misturada com cachaça nova. premium: quando o destilado é envelhecido de um a três anos sem ser misturado. extrapremium: quando a cachaça passa por um processo de envelhecimento em barris de madeira superior a três anos.

Para meninas Quem acha que pinga é bebida de homem pode mudar de opinião se provar o novo drinque do restaurante tavares, em são paulo. feito com a cachaça premium Nega fulô, o Brasileirinho leva licor de banana e xarope de maçã. Custa r$ 19. www.casatavares.com.br

CACHAÇA É CULTURA a bebida que acompanha a história do Brasil desde seus primórdios recebeu no fim do ano uma bela homenagem em forma de livro: Cachaça, com textos de Manoel Beato e fotografias de Araquém alcântara. além de ampla documentação histórica, a obra traça a trajetória da bebida cuja produção em escala já era registrada desde os idos de 1600. integram o livro

fOtOs rafael hupsel

ilustrações dos séculos 17 e 18, fotografias de nomes como Pierre Verger, além de rótulos antigos de bebidas. as imagens de alcântara, um dos mais renomados fotógrafos de natureza do país, fazem um retrato do universo da cana-deaçúcar, como engenhos, fazendas e alambiques. uma obra para quem gosta de beber e conhecer mais da cultura nacional.

puriNha e eXClusiVa No fim do ano chegaram ao mercado exclusivos nove lotes de apenas 100 unidades cada um da santo Grau Coronel Xavier Chaves século XViii. produzida a partir de uma das melhores safras do engenho mineiro, em 2002, a cachaça descansada por quase dez anos tem sabor suave, ideal para ser degustada pura em temperatura ambiente ou bem gelada. a garrafa sai por r$ 128 e pode ser adquirida apenas pelo telefone (11) 3875-1223. www.santograu.com.br


aPPRO CH

de bar em bar passaporte água na boca perigo ignição poder homem de status

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passaporte

Hotéis e viagens para seduzir

Por Betina moura

ABRE ALAs... o carnaval nÃo é feito apenaS de eScolaS de SamBa e trioS elétricoS. foliaS de SalÃo, marchinhaS e até meSmo rocK e funK podem Ser uma alternativa

PRePARem AS mÁScARAS Aquecendo as guitarras Não espere ouvir cuíca ou pandeiro no show da banda Retrofoguetes. mas nem por isso o trio baiano deixa a desejar no clima carnavalesco. Com um som instrumental à base de guitarra, baixo, e bateria, o show Retrofolia tem em seu setlist sucessos de trios elétricos tradicionais, como o de Armandinho, dodô e osmar, sempre acompanhados de muita confete e serpentina. Há cinco anos na praça, os Retrofoguetes foram um dos primeiros grupos a resgatar os bailes de salão na capital baiana, abrindo caminho para uma nova tendência na cidade. o show está marcado para o dia 11 de fevereiro, no Senac Pelourinho. www.reverbnation.com/ retrofoguetes

Folga no samba o Carnaval do Recife é tão multifacetado que este ano recebe o rapper paulista Criolo e a banda nova-iorquina de música eletrônica psicodélica Silver Apples. Os dois tocam no festival Rec-Beat – uma ótima opção para quem quer dar um tempo no som carnavalesco. serão ao todo 21 atrações, como Yusa, de Cuba, que mistura rock, jazz e pop à tradicional rumba cubana. outro nome confirmado é o do carioca Sany Pitbull, com mais de 20 anos de funk no currículo e expert em batidas fortes. o festival acontece no tradicional Cais da Alfândega, de 18 a 21 de fevereiro. www.recbeat.com

Depois de redescobrir os blocos de rua, cada vez mais animados (e lotados), o folião do Rio de Janeiro agora tem também a chance de reviver o clima dos antigos bailes de Carnaval. Produzido pelo trio de empresários Alexandre Accioly, Luiz Calainho e Ricardo Amaral, o projeto Bailes do Rio soma este ano oito festas, incluindo o Baile Devassa, o Baile à Fantasia e o Baile dos Blocos, que começam no dia 16 de fevereiro e vão até a Quarta-Feira de Cinzas. Desta vez o salão será montado no Jockey Club, na Gávea, em um espaço com capacidade para nada menos que três mil pessoas. No som, baterias de escolas de samba e orquestras tradicionais do Rio de Janeiro. www.ingresso.com


OURO PRETO – MG

Atrás do bloco

LaGUna – SC

Que nem PiPOcA

O Sul pode não ter tanta tradição em Carnaval, mas animação e muvuca não faltam em Laguna, no litoral de Santa Catarina. Com blocos de rua, escolas de samba e axé, o resultado é uma miscelânea carnavalesca, perfeita para quem curte de tudo e está em boa forma para enfrentar a maratona. E não se espante se de repente o sol raiar: muitos blocos não têm hora para acabar. Onde ficar: Ravena Cassino Hotel Preço: R$ 1.760 (duas pessoas, cinco noites) www.ravenacassinohotel.com.br

fEstA do iNtERioR Se você eStá acoStumado a paSSar o carnaval no rio ou em Salvador, é hora de mudar de rota: exiStem ótimaS alternativaS BraSil afora

S. LUiz dO PaRaiTinGa – SP

À moda antiga um dos melhores carnavais de rua do país está, acreditem, no interior paulista. todo ano, a pequena São Luiz do Paraitinga, a 170 quilômetros da capital, chega a receber 25 mil forasteiros à procura de uma festa de momo bem tradicional, a céu aberto, e com muita gente bonita. A regra é seguir as bandas de marchinhas vestido com uma fantasia simples e divertida. Nada mal para uma cidade que viu o Carnaval vetado por um padre na década de 20, ficando de castigo por 60 anos. A folia voltou com força total na década de 80 e virou coisa de gente grande. Onde ficar: Pousada Vila Verde Preço: R$ 2 mil (duas pessoas, quatro noites) www.vilaverdeparaitinga.com.br fotos divuLgAção

As já populares repúblicas estudantis de Ouro Preto ficam ainda mais abarrotadas durante o Carnaval. E não é para menos: chamariz de gente jovem, a cidade histórica tem sempre uma programação intensa de festas. A arquitetura antiga e o sobe e desce das vielas contribuem ainda mais com o clima de Carnaval de séculos passados. Ouro Preto ainda guarda pérolas, como o Clube dos Lacaios, considerado o mais antigo bloco carnavalesco em atividade no Brasil. Criado em 1867, a agremiação tem sempre a honra de abrir a festa, faça chuva ou faça sol. Onde ficar: Grande Hotel Ouro Preto Preço: a partir de R$ 1.555 (duas pessoas, quatro noites) www.grande hotelouro preto.com.br


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passaporte

Hotéis e viagens para seduzir

CARNAVAL EXCLUSIVO

Por Betina Moura

NA FESTA MAIS DEMOCRÁTICA DO MUNDO, TAMBÉM HÁ ESPAÇO PARA EVENTOS VIPS, COM SOM PARA TODOS OS GOSTOS

Balada da gema

Tamborim eletrônico No complexo Jurerê Internacional, norte de Florianópolis, os tambores cedem lugar às pickups, abrindo espaço para um Carnaval repleto de música eletrônica – o som típico na ilha catarinense. O Stage Music Park recebe, a partir do dia 17 de fevereiro, DJs nacionais e internacionais, entre eles o francês Bob Sinclar, responsável por grandes sucessos das divas da música pop Madonna e Rihanna.

Já no P12 Parador, são esperadas duas mil pessoas para uma balada movida ao melhor do house. Detalhe para a nova área da casa, inaugurada em novembro, com o dobro do número de camarotes. É lá que acontecem os grandes shows e as apresentações dos principais DJs. Preços: a definir www.musicpark.com.br www.parador12.com.br

FORA DAS RUAS

O Camarote Energia & Cia é o espaço premium do Carnaval de Diamantina. A estrutura tem facilidades que a galera da rua vai invejar, como as dez horas de open bar por dia. Localizado no prédio histórico do Mercado Velho, tem ainda área coberta para se esconder da chuva, lounge com sofás, bares e seguranças exclusivos, além de acesso ao Bloco BiriBiri. A festa rola no coração da cidade mineira, que já se consagrou como um dos melhores locais do País para os foliões e espera receber 30 mil este ano. Preço: R$ 600 www.camaroteenergiaecia.com.br

FOTOS DIVULGAÇÃO | SHUTTERSTOCK

Quem é ruim da cabeça ou doente do pé, como diria Dorival Caymmi, e mesmo assim desembarcou no Rio de Janeiro, pode curtir os sete dias de festa do Rio Music Conference, já em sua 4ª edição, na Marina da Glória. Entre 17 e 25 de fevereiro, duas pistas simultâneas representarão a diversidade da música eletrônica. O palco Copacabana receberá os grandes medalhões da e-music, enquanto o palco Ipanema apresentará um som mais experimental, com novas tendências e artistas da vanguarda da música eletrônica. Na edição deste ano, o Ipanema terá algumas inovações sonoras, juntando a música eletrônica com outras vertentes musicais, como o funk carioca. Preço: R$ 180 www.ingresso rapido.com.br


ÓCULOS ESCUROS Não adianta:

a chance de você perder os óculos na folia é grande. Mas, como não dá para ficar sem eles, prefira um modelo mais barato e ao mesmo tempo bacana. Sugestão: Chilli Beans. Preço: R$ 98

MOCHILA DE HIDRATAÇÃO

Tem gente guerreira que coloca cerveja nessas mochilas, mas você não precisa chegar a tanto. A peça vale mesmo para carregar alguns itens. E água, claro. Esta é da Camelbak. Preço: R$ 199

O KIT DO FOLIÃO STATUS ENTRA NO CLIMA DA BRINCADEIRA DE CARNAVAL E SUGERE ALGUNS ITENS INDISPENSÁVEIS PARA A FESTA

CÂMERA FOTOGRÁFICA

Durante o Carnaval, o ideal é registrar a festa com uma máquina à prova de água, choque e poeira – ou seja, resistente a você. A Lumix TS3 dá conta do recado. Preço sugerido: R$1.999

CELULAR Vai deixar o smartphone

em casa? Cara esperto. Leve um modelo mais básico que, se sumir, quebrar ou molhar, não vai destruir seu ânimo em plena folia. O Nokia X3-02 é simples, mas tem internet e câmera. Preço: R$ 299

CAMISINHA

Não pode faltar. Simples assim. E, para não passar sufoco, prefira logo as mais grossas, com superproteção. Sugestão: Jontex Ultra. Preço: R$ 3 o pacote com 3 unidades

BERMUDA Uma peça estilo beach TÊNIS Você não precisa chegar à

quarta-feira com os pés destruídos. Deixe o chinelo para a praia e encare o samba com um tênis de bom amortecimento, como o Asics GEL-DS Racer. Preço: R$ 359,90

wear é a melhor opção para quem sai da praia diretamente para a folia. Uma bela estampa também ajuda a entrar no clima. Na foto, uma Track & Field. Preço: R$ 189 COOLER Loiras geladas rodeando você no Carnaval. Sonho? Opte por um modelo pocket, inflável e fácil de carregar na bagagem. Este da foto está à venda na Imaginarium. Preço: R$ 79,90


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água na boca

Só o cardápio não basta

Por Priscilla Portugal

Poder na mesa Com a recente morte do ditador Kim Jong-il, voltou à tona um personagem curioso da história, que atende pelo pseudônimo de Kenji Fujimoto. O chef japonês cozinhou para o governante norte-coreano de 1988 a 2001 e, em 2003, lançou o livro I was Kim Jong-il’s cook, contando suas preferências – e extravagâncias – gastronômicas. Kim levava comida a sério e tinha uma coleção de livros de culinária. Seu paladar era tão sensível que ele podia detectar se tinham acrescentado poucos gramas a mais de açúcar ao arroz do sushi. Este, aliás, era preparado com rigor: antes de cozinhar o cereal, a equipe da cozinha tinha que inspecionar cada grão individualmente e descartar irregularidades na forma ou na cor. O ditador também apreciava toro (como é conhecido o atum gordo) e barbatanas de tubarão. Ao longo da história, outros governantes já haviam se mostrado verdadeiros gourmets no poder. Confira:

Winston Churchill Quem cozinhava para o ex-primeiro-ministro britânico (1874-1965) era Georgina Landemare. Ela contou que o rosbife com yorkshire pudding (espécie de muffin à base de trigo, ovos e leite) era seu prato predileto. Rainha Elizabeth ii O chef Darren McGrady, que trabalhou em Buckingham por 11 anos, disse que ela é louca por doces de chocolate e dispensa o alho, que considera “antissocial”. Barack Obama Já se tornou famosa sua paixão pelas pizzas de Chicago, altas e cheias de queijo. Lula O chef Caio Henri Santos, que cozinhou para Lula no primeiro mandato do petista, revelou sua predileção por rabada com angu. O frango com polenta do restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo, também é apreciado pelo ex-presidente. Dilma Rousseff A presidenta já bradou aos quatro ventos sua paixão por bife à cavalo.

APLICAtIVOS PArA GLutÕES Aproveitando o lançamento do iPhone 4S, que acaba de sair do forno, indicamos quatro aplicativos para momentos gourmand divertidos: Evernote Food: diário gastronômico que cataloga pratos. Basta fazer as fotos e digitar os nomes que o aplicativo organiza. Ideal para repetir (ou não) aquela massa com molho incrementado que você provou e da qual não lembra o nome. Guia do Churrasco: traz dicas e a história do churrasco. Ajuda a calcular quantias de carnes e bebidas de acordo com o número de convidados. iFood: bateu aquela fome junto com uma preguiça de cozinhar? Esse aplicativo mostra várias opções de delivery perto do seu CEP. teach me sushi: surpreenda fazendo sushi com o passo a passo para iniciantes.

FOtOS DIVuLGAÇÃO | SHuttErStOCK


Feijoada mar e campo

COZINHA DE AutOr O chef Ivo Faria é um dos mais premiados de Belo Horizonte graças ao seu Vecchio Sogno, que há 16 anos apresenta uma cozinha italiana mesclada a ingredientes brasileiros, como taioba e torresmo. Ele esteve no XI Festival Harmonia dos Sabores, do hotel Sofitel Guarujá Jequitimar, e contou à Status sobre um novo empreendimento que deve inaugurar em março: Quais são as suas novidades para 2012? No Vecchio Sogno, estou lançando um cardápio novo, e minha aposta é um prato à base de carne de porco. Além disso, vou inaugurar uma nova casa em BH, em abril, que

deve se chamar Via Del Capo. Será uma pizzaria e butique de massas, onde você pode comprá-las frescas ou congeladas e levar para casa. Qual o segredo da feijoada mar e campo? O primeiro é a manga, que deve ser mais ácida, quase verde, para dar um contraste de sabores interessante. O segundo, o chuchu. Muita gente não dá valor a esse vegetal, mas, se for bem preparado, ele é muito saboroso. Nesta receita, é picado em cubinhos para acompanhar o tamanho do feijão. E tem que ficar bem crocante para complementar a textura dos outros ingredientes.

De frente para o Mar do Caribe O Amanyara Villas, resort luxuoso à beira do Mar do Caribe, fica em um destino ainda pouco explorado pelos brasileiros: em Providenciales, nas Ilhas Turcas & Caicos, a uma hora de voo de Miami. Para se hospedar lá, escolha entre 40 pavilhões de madeira e 20 villas privadas, mas o que chama a atenção mesmo é o restaurante. Com algumas mesas ao ar livre e vista paradisíaca, ele é comandado pelo chef Fritz Zwahlen, que serve um mix de culinária asiática e medi-

terrânea, com ênfase em frutos do mar recém-pescados. Não perca a salada verde com lagosta marinada e coco e o bacalhau negro acompanhado de vegetais baby caramelizados. A ViStA: Em uma praia de areia branca de mil metros de extensão, o hotel – e seu restaurante e bar – permite avistar o Parque Nacional Northwest Point. Ele é famoso por suas paredes de recifes de coral que o tornam um ponto obrigatório para fãs de mergulho.

Ingredientes: 30 g alho amassado • 100 ml azeite • 35 g alho picado • 200 g cebola picada grossa • 30 g colorau • 200 g tomate concassê • 400 g camarão • 400 g peixe namorado • 400 g polvo cozido • 400 g lula • 250 g mexilhão • 100 g vôngole • 2 litros caldo de peixe • 450 g feijão-branco • 4 folhas de louro • 1 maço de salsa • 1 maço de coentro • 1 cebola ao meio • 200 g bacon em cubos finos • chuchu em cubos • manga verde em cubos • 50 ml vinho branco Modo de preparo: Coloque o feijão de molho por 6 horas e depois o cozinhe com o alho amassado, 30 g da cebola, 30 g do bacon e o louro em água e sal. Tempere os frutos do mar a gosto. Em uma frigideira, refogue camarão, lula, mexilhão e vôngole em azeite com metade do alho picado e parte da cebola. Reserve. Em outra frigideira, refogue azeite com o restante do alho e da cebola, colorau e tomate. Junte os mexilhões, o vinho branco e o caldo. Deixe ferver e junte o feijão. Retifique o tempero, acrescente salsa e coentro e deixe apurar. Junte os frutos do mar. Acrescente o chuchu bem refogado, a manga e jogue bacon frito por cima.


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perigo

Homem na cozinha

Por Bruno Weis

HOMEM AO MAR! COM ASPECTO RÚSTICO E GOSTO DE PRAIA, POUCOS PRATOS PODEM SER TÃO SEDUTORES QUANTO UM FETTUCCINE COM FRUTOS DO MAR NA TINTA DE LULA

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Se há sabores intrínsecos ao verão, são os dos frutos do mar. Camarões, lulas, mexilhões e vieiras frescos têm gosto de praia, sol e brisa leve sob a sombra das árvores. O paraíso, em suma. O bom é que, sem grandes complicações, você pode se atrever a fazer no próprio fogão uma receita que transporte você e sua convidada para este idílio à beira-mar, sem sair de casa. É essa a mágica do fettuccine com camarão e mexilhão na tinta de lula, considerado o carro-chefe do Rex, bistrô paulistano inaugurado no ano passado sob o comando do CHEF CASSIO MACHADO, um dos mais irrequietos restaurateurs de São Paulo. “Simplicidade, rapidez e frescor são os segredos desta receita”, diz Machado. “Você pode variar a massa para pappardelle ou espaguete e também os frutos do mar.” A tinta de lula, porém, é obrigatória – e responsável pelo visual “masculino” da receita: rústico e saboroso.

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UMA BOA MASSA

Antes de começar, confirme que você tem cerca de 200 gramas de camarão e mexilhão limpos, alho grosseiramente picado e ervas frescas, como tomilho, alecrim, manjericão e ciboulette (ou a parte verde da nossa cebolinha). Separe ainda 250 gramas de uma boa massa (1). SUJE AS MÃOS

A tinta de lula (2) você vai comprar pronta no mercado mais próximo. No fogão, enquanto uma panela com 2 litros de água esquenta até ferver, refogue em uma frigideira bem quente o alho com bastante azeite e coloque todos os frutos do mar, salteie por dois minutos e reserve os camarões e mexilhões à parte. PARA DAR LIGA

Aproveitando o azeite da frigideira, verta 200 ml da tinta de lula e mexa até levantar fervura, acrescentando uma boa colher de manteiga para dar liga. Enquanto isso, controle o cozimento da pasta na outra panela e não deixe passar do ponto! ERVAS FRESCAS

Com a massa pronta, misture-a na frigideira com os frutos do mar e a tinta de lula, mexendo rapidamente para o molho pegar. Com as mãos, pique bastante das quatro variedades de ervas por cima (3) e mexa mais um pouco até o perfume tomar conta da sua cozinha.

FOTOS RAFAEL HUPSEL


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ignição

Os brinquedinhos dos sonhos

por Natália Mestre

AVIÃO VERSÁTIL NA GARAGEM DE CASA O Icon A5 é extremamente compacto, com capacidade para apenas duas pessoas, e foi projetado para reduzir os custos com o aluguel de um hangar. Por isso suas asas são dobráveis, para facilitar o transporte e permitir que ele fique guardado na garagem de casa. Além disso, seus instrumentos são fáceis de manusear – dos equipamentos de navegação de voo até o sistema de entretenimento da aeronave. POUSO NA ÁGUA Construído em fibras de carbono, o avião possui o chamado design anfíbio, que possibilita o pouso em rios e no mar. Isso porque sua parte inferior possui uma plataforma hidrodinâmica que garante estabilidade sobre as águas.

É SÓ DECOLAR CAPACIDADE dois passageiros VELOCIDADE MÁXIMA 120 mph (aproximadamente 193 km/h) ALTURA MÁXIMA DE VOO 10 mil pés (cerca de 3 mil metros)

AUTONOMIA DE VOO 555 km PREÇO US$ 139 mil FOTOS: DIVULGAÇÃO

Um avião com aparência de helicóptero, painel semelhante ao de um carro esportivo de luxo, com casco de jetski para pousar sobre as águas e que, no final da viagem, ainda pode ser guardado na garagem de casa. Esse novo conceito de aeronave já existe e atende pelo nome de Icon A5. O produto é uma criação da Icon, empresa sediada na Califórnia que, desde 2005, vem trazendo ideias inovadoras para a aviação. Toda essa criatividade é embasada na experiência de Kirk Hawkins, um ex-piloto de caça F-16 da Força Aérea americana e fundador da companhia.


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poder

Quem tem, quem quer ter

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2. RONALDO – Quando soube da ousadia de Cantona, tratou se tuitar uma frase autoencorajadora do tipo: “O que vocês acham da ideia de um jogador concorrer à Presidência?” Aposentado, homem de negócios, mas ainda o mais querido jogador do futebol brasileiro, Ronaldo aceitou recentemente o cargo político de embaixador da Copa de 2014. Mas, para disputar a Presidência, tem primeiro de combinar com seu amigo Aécio Neves.

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3. GEORGE WEAH – O liberiano jogou um bolão no Milan, a ponto de ter ganho em 1995, da Fifa, o Prêmio de Melhor do Mundo – o mesmo que Messi acaba de receber pela terceira vez. Em 2005, voltou a seu país, devastado por uma guerra civil, e se apresentou como candidato a presidente. Vítima daquela conhecida crítica de não possuir instrução além do primeiro grau incompleto, ainda assim Weah foi para o segundo turno. Perdeu para a atual presidente, Ellen Johnson Sirleaf, que tem diploma de economia em Harvard.

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NO CAMPO DA POLÍTICA

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QUEM SÃO OS EXJOGADORES QUE PRETENDEM SE AVENTURAR COMO PRESIDENTES DE SEUS PAÍSES

4. ROMÁRIO – É quem, aqui no Brasil, parece mais próximo do objetivo. Sua estreia como deputado federal (pelo PSB do Rio) revelou promissor talento político. Encarou os podres poderes da CBF e promete se transformar numa espécie de ombudsman da Copa de 2014 – vigiando minuciosamente os gastos. O Baixinho não é o primeiro esportista que se aproveita do prestígio do gramado para construir sua vida no Parlamento. Mas, bom de cintura, tem sabido driblar as armadilhas da política. 5. DIEGO MARADONA – A Presidência da República seria pouco para o grau de idolatria que os argentinos têm por ele. Papa, sim, quem sabe. Santo, melhor ainda.

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6. PELÉ – Tem carisma para ser o que quiser, mas consegue gastar desastradamente seu capital de prestígio. Chegou a ser ministro do Esporte no primeiro governo Fernando Henrique. Ninguém sabe, ninguém viu.

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1. ERIC CANTONA – É uma figuraça. Mas, no futebol, o francês corre o risco de ser lembrado muito mais pela voadora que deu num espectador que o hostilizava, à beira do campo, do que pelo futebol vibrante, pegador, cheio de gols que praticou ao longo de 17 profícuos anos. A cena ocorreu quando Cantona defendia o Manchester United, no qual passou cinco temporadas, ganhou quatro campeonatos e estabeleceu a mística da camisa 7, herdada por David Beckham e, depois, por Cristiano Ronaldo. “Bad boy”, para os adversários, “King Eric”, para os fãs, Cantona arriscase, aos 45 anos, à jogada mais audaciosa de sua vida: anunciou ao jornal Libération que está colhendo assinaturas para concorrer, como candidato independente, a presidente da França, na eleição de abril. Sua enésima provocação? Mais um exercício de sua nova carreira de comediante? Ou um exemplo a ser seguido, a sério, por outros craques?

7. DAVID BECKHAM – Sir, ele já é. Cavaleiro do Reino Unido. Numa monarquia constitucional, o ápice de poder é o cargo de primeiro-ministro. Melhor do que o poodle Tony Blair haveria de ser. 8. PEP GUARDIOLA – Se ele conseguisse fazer a Espanha atuar com o nível de eficácia e brilhantismo com que joga o Barcelona, seria o primeiro-ministro dos sonhos de uma nação. Mas, naquela embrulhada étnica e cultural que é o país, ele nem sequer se diz espanhol. É catalão, fala catalão – e ninguém tem mais desprezo pela Espanha do que os catalães.

FOTOS REUTERS/GUSTAU NACARINO | NICK ONKEN/DIVULGAÇÃO | AGÊNCIA BRASIL | DIVULGAÇÃO | DOMINIQUE FAGET/AFP | JUSTJARED.COM


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homem de status

Os maiores ícones masculinos de todos os tempos

JEFF BRIDGES ATOR CARISMÁTICO, MÚSICO TALENTOSO, PAI DE FAMÍLIA, BUDISTA... O PROTAGONISTA DO CULTUADO O GRANDE LEBOWSKI É REALMENTE UMA FIGURAÇA

Jeffrey Leon Bridges é daqueles caras que nascem com o destino traçado. O destino, no caso, é o de ser um dos mais importantes atores de sua geração. E músico talentoso. E um sujeito muito gente boa. Filho dos também atores Dorothy e Lloyd Bridges, praticamente veio ao mundo em um set de filmagens – sua estreia diante das câmeras se deu aos quatro meses de idade e, ainda criança, participou de diversos episódios da série televisiva estrelada por seu pai. Não tardou para conseguir papéis de destaque em produções grandiosas, como King Kong (1976) e Tron – uma odisseia eletrônica (1982). Ele voltou a encarnar o gênio da programação de jogos eletrônicos no ano passado, com a sequência blockbuster Tron – o legado. Mas nenhum papel de sua extensa filmografia de mais de 75 produções lhe caiu melhor do que o de “The Dude” (o cara, em tradução livre), o protagonista de O Grande Lebowski (1998). No longa, Bridges é Jeffrey Lebowski, um dos mais cativantes “losers” da história do cinema, que só quer saber de jogar boliche com os amigos e relaxar na banheira. O maior reconhecimento de seu talento, porém, só ocorreu em 2010, quando levou o Oscar de melhor ator por Coração louco, no qual interpreta um astro da música country que luta contra o alcoolismo. A música, por sinal, é outra de suas paixões. No ano passado, lançou um elogiado disco com canções de sua própria autoria. Casado desde 1977 com Susan, pai de três mulheres e avô de Grace, o ator de 62 anos converteuse há alguns anos ao budismo – medita uma hora por dia – e divide seu tempo entre sua cidade natal, Los Angeles, e seu rancho em Montana, onde cria cavalos. Mais figuraça impossível. FOTO KEVIN WINTER

“Fazer um filme é um compromisso que o leva além da morte, pois o resultado é algo duradouro” Jeff Bridges, em recente declaração ao site www.brainstorm9.com.br


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design

Arte e decoração

Por Fabrícia Peixoto

De cara nova O tradicional ônibus da cidade de Londres acaba de ganhar uma versão mais moderna. A cor vermelha e os dois andares foram mantidos, mas o projeto do novo veículo, assinado pelo designer inglês Thomas Heatherwick, é bem mais contemporâneo. O destaque fica por conta das janelas maiores, que facilitam a vida do turista e ainda deixa

entrar mais luz natural. O protótipo começa a circular neste mês, mas segundo o prefeito da cidade, Boris Johnson (foto), os saudosistas não precisam se preocupar: alguns dos ônibus tradicionais, da década de 50 (detalhe), continuarão trafegando pelas ruas da capital inglesa.

À PRoVa De PeRniLonGo esta é para quem curte a natureza, mas não a ponto de encarar um saco de dormir, ao relento. Totalmente transparente, a bolha projetada pelo designer francês Pierre Stephane Dumas vem com sofá, cama dobrável, guardaroupa e eletricidade. Tanto a temperatura ambiente como a circulação do ar são garantidas por uma bomba específica, a mesma usada para inflar a cabana. A versão básica foi feita para duas pessoas, mas um segundo “cômodo”, para crianças, pode ser acoplado à bolha principal. O aluguel dessa barraca cinco-estrelas sai por 400 libras (US$ 620) a noite e quem quiser compra-la terá de pagar 7,5 mil libras (US$ 11,6 mil). www.bubbletree.fr FOTOS DIVULGAçÃO


SAnTO LAnçAmenTO Sem monotonia

Cor é o que não falta nessa luminária de mesa, criada pelo designer sueco Fredrik Mattson. À base de aço e alumínio, os anéis da PXL Lamp permitem que a luz reforce o colorido, mas sem exagero. A peça, com o mesmo desenho, também está disponível na versão para o teto. Preço: 940 libras (US$ 1,46 mil) www.fredrikmattson.se

CADA Um nO SeU qUADRADO O pesadelo de ter que dormir no aeroporto, espremido entre cadeiras, foi a inspiração para esse projeto do escritório Arch Group, da Rússia. Com 4 m2, a Sleepbox tem uma estrutura leve, em mDF, criada justamente para uma fácil remoção. Além de cama e tevê, as “caixas de dormir” são equipadas ainda com Wi-Fi e cofre. no aeroporto de Sheremetyevo, em moscou – único até agora a adotar a ideia –, a hora na Sleepbox sai por US$ 15. Para comprar uma dessas, é preciso desembolsar cerca de US$ 20 mil. www.arch-group.com

A editora Taschen acaba de lançar uma verdadeira bíblia para os fãs dos quadrinhos. O livro DC Comics – 75 anos traz duas mil imagens, entre ilustrações originais, fotografias e capas que fizeram a história no universo das tirinhas. O trabalho é fruto da pesquisa de Paul Levitz, escritor e ex-presidente da DC, que foi a fundo para contar os 75 anos de história da maior editora de quadrinhos de todos os tempos, responsável por personagens como Super-Homem, Batman e The Flash. Detalhe: o livro é grande, daqueles que ainda servem como peça de decoração. Preço: US$ 200. www.taschen.com


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o cara

Por que ele é invejado

RYAN GOSLING NOME DA VEZ EM HOLLYWOOD, O ATOR COMEÇA O ANO AO LADO DE EVA MENDES O canadense Ryan Gosling é um dos nomes em alta entre as jovens estrelas de Hollywood. Aos 31 anos, Gosling superou uma infância sem fartura e a forte religiosidade da família mórmon para trabalhar no cinema. Foi indicado ao Oscar de melhor ator em 2007 pela sua atuação em Encurralados. E também o segundo mais jovem ator a receber tal reconhecimento da Academia, atrás apenas de John Travolta. No ano passado, protagonizou Tudo pelo poder, novo drama político de George Clooney. Fora das telas vem enfileirando casos com colegas de set como Sandra Bullock e Rachel McAdamns. Hoje namora a sensacional Eva Mendes e divide seu tempo entre filmagens, a banda de rock Dead Man’s Bones e seu restaurante de comida marroquina em Nova York, onde vive atualmente.

EVA MENDES Aos 37 anos, a atriz nascida em Miami, filha de cubanos, é sinônimo de sensualidade latina nos Estados Unidos. Com 92 cm de busto, 63 cm de cintura e 92 cm de quadril, a musa ainda tem uma irresistível pinta na bochecha. E faz o estilo mignon, com apenas 54 quilos perfeitamente distribuídos em 1,70 metro. FOTOS DIVULGAÇÃO

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lado B

A outra versão da história

QUER UMA LAMBIDA? OS SORVETES DA APHRODISIAC ICE CREAM PODEM ATÉ SER DELICIOSOS. MAS QUEM SE IMPORTA? O QUE VALE MESMO SÃO AS VENDEDORAS Quando o caminhão de sorvete da Aphrodisiac Ice Cream passa pelas ruas de Miami, alguns pais correm para colocar seus filhos para dentro de casa. Não é dieta, mas sim o temor de que os pimpolhos fiquem vidrados nas vendedoras – todas ex-modelos, seminuas, lambendo sorvete com uma cara bem safada ou, ainda, fazendo pole dance na parte de cima do caminhão. A ideia surgiu no ano passado, quando a ex-modelo Jacqueline Suzanne saiu bêbada de uma balada atrás de um sorvete. Sem conseguir matar a vontade às 4 horas da manhã, decidiu entrar para o ramo, usando sua grande vantagem competitiva: um corpo perfeito, pele bronzeada e cabelos negros. Além da bela empresária, outras quatro funcionárias compõem o time de vendas: duas loiras, uma morena e uma asiática. O cliente escolhe sua vendedora preferida, o sabor e aí é só lamber. O sorvete, claro.

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design o cara lado B play projeção entrelinhas redenção meninos e meninas mapa da mina

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play Discos, shows e o que mais interessar no mundo da música

AS DEZ MELHORES MARCHINHAS DE CARNAVAL

Por Piti Vieira

DE VOLTA

O cantor, compositor e instrumentista Edu Krieger é bicampeão do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas (2009 e 2011), realizado anualmente no Rio de Janeiro, um pouco antes do Carnaval. Este ano, Edu faz parte do júri e não pode concorrer. Pedimos a ele que elegesse as dez melhores marchinhas de todos os tempos. Confira a lista: 1. “Abre alas!” Primeira marcha a animar a folia, foi composta por Chiquinha Gonzaga há mais de um século. 2. “Mamãe, eu quero!” (Jararaca/Vicente Paiva) Deliciosa brincadeira imortalizada por Carmen Miranda. 3. “As pastorinhas” (Noel Rosa/João de Barro) Obra-prima da dupla. Tão boa que chega a ser covardia. 4. “Bandeira branca” (Laércio Alves/Max Nunes) Belíssima e poética marcha-rancho. 5. “A jardineira” (Benedito Lacerda/Humberto Porto) Anima qualquer baile e tem uma bela melodia. 6. “Máscara negra” (Zé Keti/Pereira Mattos) Começa num andamento lento e acelera no refrão, criando um efeito irresistível. 7. “Tem gato na tuba” (João de Barro/Alberto Ribeiro) Braguinha tinha um talento especial para abordar o universo infantil. 8. “Touradas em Madri” (João de Barro/Alberto Ribeiro) Mais uma parceria dessa dupla genial, cantada a plenos pulmões pelo Maracanã lotado na Copa de 1950. 9. “Marcha do Cordão da Bola Preta” (Nelson Barbosa/Vicente Paiva) Hino do bloco carioca que arrasta milhões de foliões todos os anos. 10. “Cidade Maravilhosa” (André Filho) Tornou-se o hino oficial da cidade do Rio de Janeiro.

FOTOS DIVULGAÇÃO | RODRIGO SCHMIDT

Corre a notícia de que a famosa dupla americana White Stripes vai voltar em 2012. Mesmo se essa informação não se confirmar, o selo carioca Lab 344 vai editar os quatro primeiros álbuns do ex-casal, formado pelo guitarrista Jack White e pela baterista Meg White, para a felicidade dos saudosos fãs. Os discos são: The White Stripes (1999), De Stijl (2000), White Blood Cells (2001) e Elephant (de 2003), o mais famoso deles, que contém o hino Seven Nation Army. O pacote, que já está nas lojas e tem previsão de preço para cada CD de R$ 24,90, faz parte de uma série chamada Lab. Rocks, que vai incluir ainda, com edições programadas até março, discos e DVDs de bandas como Pixies, Libertines e The Cult.


agenda

O REI VEM AÍ Ou quase. Uma mostra gigante de itens pessoais e um show com ex-parceiros de Elvis Presley marcam no Brasil os 35 anos da morte do Rei do Rock, encontrado morto em Memphis, no dia 16 de agosto de 1977. A mostra The Elvis Experience será inaugurada em São Paulo no dia 18 de setembro. São mais de 500 objetos raros, como utensílios, documentos e fotos, a maior parte deles nunca vista fora de Graceland, a casa-museu de Elvis localizada em Memphis, Tennessee. Entre os itens que serão embarcados para o Brasil estarão o famoso carro MG vermelho (abaixo) que aparece no filme Feitiço Havaiano – Blue Hawaii, um telefone folheado a ouro do quarto de dormir de Elvis e seu famoso figurino branco, usado no especial de tevê de 1968. Além da mostra, São Paulo verá o show Elvis Presley in Concert no dia 2 de outubro, com performances do cantor projetadas em um telão acompanhadas ao vivo por uma orquestra completa, formada por um grupo de cantores e músicos que tocavam na banda de Elvis. www.elvis.com

PROGRAMA-SE PARA NÃO PERDER ESTES SHOWS ZECA PAGODINHO Dia 11 de fevereiro, no Stage Music Park, em Florianópolis.

ÚLTIMO CAPÍTULO O documentário Shut up and play the hits é o último capítulo da biografia do LCD Soundsystem, que acabou no auge do sucesso, com um emocionante show de despedida – com ingressos esgotados e transmitido pela internet – no Madison Square Garden, em Nova York, em abril do ano passado. O filme acompanha todos os passos de James Murphy, o líder da banda nova-iorquina de eletrônico-disco-popindie, no dia do show e na manhã seguinte à apresentação. Ainda não há previsão de estreia no Brasil, mas deve virar DVD ou cair inteiro na internet em breve.

MONOBLOCO No dia 25 de fevereiro, domingo após o Carnaval, a banda sai com trio elétrico pela av. Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a partir das 9 horas. THE SISTERS OF MERCY A banda britânica de rock gótico toca em Porto Alegre, no dia 8 de março, e em São Paulo, dois dias depois. MICHAEL BUBLÉ Considerado pela crítica o grande crooner da década, o cantor se apresenta no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, e no dia 1º de abril, em São Paulo.

PALINHA Um dos destaques da nova música brasileira, a cantora Tulipa Ruiz, do aclamado disco Efêmera, mostra suas preferências musicais e outras curiosidades Música favorita do ano passado: O Deus que devasta, mas também cura, de Gui Amabis e Lucas Santtana. Três músicas antigas favoritas: Love is strange, do Wings, Canção bonita, do Grupo Rumo, e Tiptoe through the tulips, do Tiny Tim. Artista novo favorito: Rafael Castro. Minha colaboração dos sonhos: Fazer uma música com [o poeta mato-grossense] Manoel de Barros. Último grande show a que assisti: Tô tatiando, de Zélia Duncan, com músicas de Luiz Tatit e direção de Regina Braga. Equipamento musical ou instrumento favorito: Kazoos [instrumento de sopro que modifica a voz] de plástico ou metal, bem coloridos. Disco preferido que comprei: Court and Spark, de Joni Mitchell. Melhor cidade para se tocar: Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Coisa mais estranha que já recebeu de um fã: Um alargador. O cara tirou da orelha e me deu. Meu toque de celular: Farinha do desprezo, de Jards Macalé.


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Os bastidores da sétima arte

Por Tom Cardoso

QUANDO A POLÍTICA IMITA A ARTE Eddie Murphy está confirmado como protagonista do novo filme de Spike Lee. O ator de Um tira da pesada irá interpretar o controvertido ex-prefeito de Washington Marion Barry, que em 1990 foi preso por consumo e posse de crack. Os produtores brasileiros estão marcando toca. A política brasileira, assim como a americana, também é farta de histórias rocambolescas, perfeitamente adaptadas para qualquer gênero, do policial à comédia dramática. A coluna criou algumas sinopses. Fiquem de olho, diretores. FILME: “O MENSALÃO”

FILME: “COMISSÃO DE FRENTE”

FILME: “IRMÃOS CARA DE PAU”

GÊNERO: SUSPENSE ATOR: ROBERTO JEFFERSON Um homem disposto a contar tudo: a promiscuidade entre os interesses públicos e privados, o fisiologismo político, o tráfico de influência, a corrupção impune.

GÊNERO: ERÓTICO ATORES: ITAMAR FRANCO (1930-2011) E LILIAN RAMOS Presidente da República e modelo vão ao desfile das escolas de samba do Rio. Tudo pode acontecer.

GÊNERO: COMÉDIA ATORES: JOSÉ GENOINO E JOSÉ NOBRE GUIMARÃES Político da base governista se envolve em confusão depois que dólares são encontrados na cueca do assessor de seu irmão. RODRIGO SANTORO, O DE NIRO BRASILEIRO?

DZI CROQUETTES

Imagine um grupo de dança carioca quebrando tabus sociais e sexuais em plena ditadura militar. Pois é, este grupo existiu e se chamava Dzi Croquettes. É impossível contar a história da contracultura no Brasil sem citá-los. Dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez, o documentário está à altura do legado deixado pela companhia. Vale cada centavo.

ANDERSON SILVA, O LUTADOR Dirigido por Pablo Croce, o documentário Anderson Silva: como água, que acompanha a preparação do atual campeão mundial peso médio do UFC na luta que pode lhe render o recorde de 12 vitórias consecutivas, vai finalmente estrear no cinema em 2012. Premiado em festivais americanos, o documentário tem influência da série Rocky, estrelada por Silvester Stallone. Só faltou a imagem de Anderson correndo na praia, com um saco de cimento nas costas e a famosa musiquinha ao fundo.

O ator Rodrigo Santoro tem recebido convites de produtores para interpretar personagens tão diferentes entre si que daqui a pouco vai ser chamado de versão brasileira de Robert de Niro, ator famoso pela versatilidade. O produtor Rodrigo Teixeira já convidou Santoro para interpretar o roqueiro Lobão nos cinemas. Já os irmãos Caio e Fabio Gullane sonham em vê-lo fazendo o papel de Ayrton Senna. Ah, e a produção de Roberto Carlos já fez o convite: ele seria o nome certo para interpretar o Rei. Ao trabalho, Santoro.

FOTOS: DIVULGAÇÃO | PEDRO DIAS


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Tudo sobre o mundo da literatura

Profissão repórter Caco Barcellos é hoje o tiozinho de 61 anos que comanda jovens jornalistas no Profissão repórter, programa da TV Globo. Nos últimos anos, por excesso de trabalho, não teve tempo de voltar à literatura, terreno em que sempre foi bem-sucedido. São dele dois petardos, dois ótimos livros-reportagem: Rota 66, a História da polícia que mata e Abusado, sobre o tráfico de drogas do Rio. Caco espera em 2012 avançar com seu novo livro, que vai contar a origem da violência no Brasil. E o novo livro, sai ou não sai? É, vai sair. Vamos ver se agora eu consigo acelerar a reportagem. É muito difícil conciliar

a vida de escritor com o programa na TV Globo. Mas não desisti, não. É um livro importante para mim. Tenho a ambição de explicar a origem da violência no Brasil. É um trabalho longo. Como você viu a nomeação do tenentecoronel Salvador Modesto Modia, réu no inquérito do Carandiru, em 1992, para comandar a Rota, da PM paulista? Olha, perturbaram tanto a minha vida com essa história que eu não vou dar pano pra manga. Só daria mesmo uma opinião se estivesse por dentro do que acontece hoje na Rota. Como estou intensamente envolvido no Profissão repórter, não vou comentar.

A BIOGRAFIA DE MILTON NEVES O polêmico jornalista será tema de uma biografia escrita pelo jornalista Cláudio Júlio Tognolli, que já tem experiência em escrever livros sobre personagens controversos. Tognolli é autor de 50 anos a mil, obra que narra a trajetória do roqueiro Lobão. O livro, previsto para 2012, sairá pela editora Lazuli.

O QUE ESTOU LENDO? PAULO VANZOLINI

Estou relendo The little drummer girl (A garota do tambor), do (John) Le Carré. É um livro excepcional sobre a questão de Israel e da Palestina. Não tem nada dessas bobagens que se leem por aí. É um livro policial (que virou filme, em 1984, estrelado por Diane Keaton). Eu adoro os livros de espionagem de Carré. Esse é um dos meus preferidos.

FOTOS: DIVULGAÇÃO | RIVALDO GOMES/FOLHA IMAGEM | U.DETTMAR/FOLHA IMAGEM

O centenário do anjo pornográfico Nelson Rodrigues completaria 100 anos em 2012. A editora Nova Fronteira negocia com os herdeiros como será a reedição da rica obra literária do dramaturgo. Um livro já está garantido: Nelson Rodrigues – pai e filho, escrito por Nelson Rodrigues Filho, sobre a tumultuada relação entre eles, sobretudo durante o regime militar. Nelsinho, militante político, ficou preso por quase oito anos.

NÃO PERCA

Durante o tempo em que escreveu suas crônicas na Folha de S. Paulo, no comecinho dos anos 90, Otto Lara Resende (1922-1992) se meteu em tudo quanto é assunto. O presidente era Fernando Collor de Mello, que fez a alegria dos cronistas e, claro, do escritor mineiro. Não deixe, portanto, de ler Bom dia para nascer (Companhia das Letras, 440 páginas, R$ 42), a imperdível coletânea com mais de 70 crônicas de Otto.


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redenção

Fotógrafos incríveis e suas mulheres maravilhosas

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Lente global Ele nasceu no Brasil, mas pode ser considerado um cidadão do mundo. Afinal, já morou em Nova York, onde estudou artes na New York University (NYU), e expôs o seu trabalho em cidades como Zurique, Madri, Paris, Roma, Atenas e, é claro, São Paulo. Basta olhar as imagens acima para entender o que faz de Dede Fedrizzi um dos grandes nomes da fotografia nacional. Ele é autor de grandes campanhas publicitárias, editoriais de moda e ensaios sensuais. Seu segredo? Com um olhar singular, consegue captar a beleza feminina com simplicidade e, ao mesmo tempo, ousadia.


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O que elas pensam de nós

POR VANESSA BARONE

RESOLUÇÕES DE ANO-NOVO A essa altura, você já deve ter começado a colocar em prática sua lista de resoluções de Ano-Novo. Assim espero. Há coisas que não podiam mais ser adiadas em nome do bom gosto, da boa convivência e, arrisco dizer, para o bem da humanidade. O mundo não acabou e isso deve ser um sinal: a hora da mudança é agora e a velha desculpa “as pessoas têm de gostar de mim como eu sou” é totalmente démodé. Dito isso, aquela coleção de cuecas desbotadas e sem elástico, por exemplo, já pode ir para o lixo. Não há por que esperar a próxima parceira olhar com cara de nojo. Aproveite as liquidações que já começaram e faça um enxoval íntimo todo novo. Nele, você pode incluir novas meias e aproveitar para limar do armário as furadas, as que perderam o par e as meias de tricô feitas por sua tia-avó. As pantufas compradas em Campos do Jordão em 1985 também merecem destino melhor: a doação.

E já que estamos falando de vestuário, aproveite para se livrar de toda e qualquer peça de roupa que você já não consiga vislumbrar a cor original. Eu sei, roupa velha é confortável, já tem o seu cheiro, a sua marca. Mas não há desculpa para manter em casa a camiseta da Oktoberfest de 1992 ou a calça de moletom com remendos nos joelhos. Roupa também envelhece e perde a forma, não é só você. Do seu hall de manias, pense com carinho em eliminar o hábito de lamber a colherinha, depois de mexer o café. Aquela gotinha vai mesmo fazer falta? Acho que não. Que tal aprender a arrumar a cama? Deve ter curso para isso. Você é um amante maravilhoso, já sabemos disso. Mas incorporar a camareira, vez ou outra, não vai abalar sua masculinidade. Dar o destino correto para as roupas sujas é outra lição preciosa a ser aprendida neste ano que começa. Uma dica: o lugar delas não é o chão do quarto.

SE HOJE NÓS TEMOS DE LEVAR O CARRO NA REVISÃO,

VOCÊS BEM QUE PODERIAM DAR

UMA PASSADA DE OLHOS NO ÍNDICE DAS REVISTAS FEMININAS –

NEM QUE SEJA

ESCONDIDO, NO BANHEIRO. E APROVEITE PARA TIRAR DE LÁ BOAS DICAS

SOBRE AS NOSSAS PREFERÊNCIAS NA CAMA. OU VOCÊ ACREDITA MESMO QUE ESTÁ ATUALIZADO SOBRE O ASSUNTO?

Outra coisa importante: se ainda não parou, pare agora de separar o que é “coisa de homem” ou “coisa de mulher”. Se hoje nós temos de levar o carro na revisão, vocês bem que poderiam dar uma passada de olhos no índice das revistas femininas – nem que seja escondido, no banheiro. E aproveite para tirar de lá boas dicas sobre as nossas preferências na cama. Ou você acredita mesmo que está atualizado sobre o assunto?

Falando em sexo, se estiver seguro de sua orientação, pare de falar mal de gays e correlatos. O fato de haver homens que dormem com homens e mulheres que dormem com mulheres não é problema seu. Aliás, uma maior população de homens homossexuais deveria deixá-lo feliz: o mundo fica mais interessante, divertido e cheio de mulheres avulsas que podem cair no seu charme. Mas, desde que você prometa que, em 2012, vai diminuir essa “pança”, tratar essa rinite (que o faz roncar) e tomar banho todos os dias. Promete? FOTO ANA VITALE


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Quando a tatuagem é reveladora

QUE SOFÁ GOSTOSO

ELA É PUBLICITÁRIA, GOSTA DE DANÇAR E PRATICA LONGBOARD. SAIBAC OMOE NCONTRÁ-LA

Esta gata de 29 anos de idade, gerente de uma agência de publicidade, não perde a chance de desfilar na pista de dança para curtir boa música e seu lugar predileto é a balada alternativa Talco Bells, no bairro paulistano de Pinheiros. Carioca de nascença e paulista por opção, ela também malha, pratica longboard e adora um boteco de rua. “Para tomar vodca e cachaça”, avisa. “Detesto cerveja.” Quer dividir a mesa com ela? Vá atrás dessas tatuagens em seus braços: uma coroa no direito e desenhos japoneses no esquerdo. A julgar pelas fotos, vai ter fila.

FOTOS KELSEN FERNANDES


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Rivalidade saudável

BELAS E MALVADAS Quem assistiu a um capítulo de Sex Appeal, minissérie global de 1993, custa a acreditar que aquelas duas atrizes com jeito de menina e olhar doce são mesmo CAROLINA DIECKMANN e LUANA PIOVANI. Digamos que hoje, quase 18 anos depois, doçura não é exatamente o forte dessas duas gatas. Além de consagradas na dramaturgia, ambas têm em comum a fama de encrenqueiras, chatas e até arrogantes – e, inclusive, já andaram se alfinetando. Verdade ou intriga da oposição? Na dúvida, mude de calçada ao cruzar com uma delas.

Carolina Dieckmann

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Luana Piovani

Quem é quem

35 anos, 1,78m de altura, natural de Jaboticabal (SP). Foi modelo mirim e estreou como atriz em 1993, aos 17 anos, ao lado de Carolina em Sex Appeal.

Currículo

Essa paulista de sotaque carioca já fez seis novelas, além de oito filmes e sete peças.

A atriz não é afeita a affairs passageiros. Aos 19 anos, já estava casada com o ator Marcos Frota, com quem ficou por seis anos. Um ano depois começou a namorar seu atual marido, o diretor de tevê Thiago Worcman, com quem está até hoje.

Relacionamentos

Noiva do surfista Pedro Scoob há menos de um ano, Luana coleciona namorados famosos, entre eles os empresários João Paulo Diniz e Ricardo Mansur, além dos atores Rodrigo Santoro, Marcos Palmeira, Paulo Vilhena, Guilherme Fontes e Dado Dollabela.

Amiga de infância do ator Dado Dollabela, Carolina chegou a chamar de “teatro” e “palhaçada” a acusação de violência doméstica que pesou contra ele, durante seu namoro com Luana. Para muitos, essa seria a origem da birra entre as duas.

Troca de farpas

33 anos, 1,60m de altura, natural do Rio de Janeiro (RJ). Modelo na infância e na adolescência, começou como atriz aos 15 anos, na minissérie Sex Appeal (1993), da TV Globo. A bela carioca tem na bagagem 14 novelas, dois filmes e seis peças de teatro.

Considerada arrogante por muitos, Carolina viu sua fama de chata explodir depois de processar o humorístico Pânico na TV por invasão de privacidade. Ganhou a disputa e, desde 2006, a Rede TV! é proibida de citar seu nome.

Barraco

Conhecida por não ter papas na língua, Luana vem usando o Twitter como arma. No fim do ano passado, mirou em Carolina: “Avisem à tampa que gostosa tem que ter peito... Está parecendo um tronquinho”, disse, referindo-se à magreza da carioca. Hiperativa no Twitter, recentemente a atriz soltou sua ira sobre os fotógrafos que a perseguem: “vcs vao todos a merda q n tenho q ser simpatica c ninguem qto mais c paparazi e gente q me filma sem autorizaçao a imagem é minha! get a life”.

FOTOS NANA MORAES | DENIS NETTO / DIVULGAÇÃO


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O que dar para ela

ENSAIO PRIVÊ? Nem toda mulher precisa ganhar de presente uma máquina fotográfica rosa e com poucos botões. Para surpreendê-la nessa categoria, vale recorrer a uma câmera de qualidade inquestionável e um design que lembre, com charme, as antigas máquinas analógicas. Se a peça for assinada por uma das marcas mais consagradas da história da fotografia, melhor ainda. Estamos falando da grife alemã Leica. A da foto, uma X1, é compacta e digital (12 megapixels), mas com alguns recursos manuais, como controle de velocidade e de abertura. Complexo? Nada que os dois não possam aprender juntos, numa noite. E com um presente desses, ela certamente vai topar fazer aquelas fotos. Preço sugerido: R$ 5.950. Foto Frederic Jean Por Ariani Carneiro Produção Michelle Kimura MODELO LAYANNE SOUZA (ELO MANAGEMENT) MAKE/HAIR BRUNO MIRANDA ASSISTENTE DE MAKE/HAIR FERNANDO VIEIRA ASSISTENTE DE FOTOGRAFIA TOM RODRIGUES TRATAMENTO DE IMAGEM DANIEL COSTA

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Gadgets, games e inovações

Substituídos por fones de ouvido cada vez menores, os modelos supra-auriculares, aqueles grandões e almofadados, mais conhecidos como “fone de DJ”, voltaram a fazer a cabeça de muitas pessoas mundo afora. Unindo design moderno com tecnologia de ponta, marcas como Skullcandy, Beats, Eskuché e WeSC estão recriando uma cultura que estava morrendo. Pelo visto o já aquecido mercado dos headphones, irá pegar fogo em 2012!

EFEITO SONORO 1. DUETO A Skullcandy se

uniu com a Roc Nation (gravadora de música e empresa de entretenimento do rapper Jay-Z) para lançar os fones com design retrô RocNation Aviator. Disponíveis em preto, branco ou marrom, possuem cabo antirruído e corpo fabricado em aço inoxidável com detalhes em alumínio. PREÇO: US$ 150 www.skullcandy.com

5. FUTURISTA A marca sueca de moda WeSC trata os fones como se fossem parte do vestuário. O modelo Snare tem design futurista e uma performance de áudio absurdamente potente, apesar de sua aparência modesta. Um item definitivo se você quiser parecer cool. PREÇO: US$ 50 www.wesc.com 1

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fones high-end da marca alemã Sennheiser, tem design fora do usual, com o formato das conchas feito para valorizar a propagação e o eco do som dentro delas. A reprodução de áudio vai de 10 mil a 42 mil Hz. Segundo a grife, a distorção do som deve chegar, no máximo, a 0,03%. PREÇO: US$ 1.000 www.sennheiser.com

2. GRIFE Com design de Philippe

Starck, o Parrot Zik é feito de couro e aço escovado, tem cancelamento ativo de ruídos e pode ser usado só com a carga da bateria interna, ou conectado à fonte de som. Deve começar a ser vendido ainda em 2012 e não há estimativa de preço. www.parrot.com 3. SUCESSO O rapper Dr. Dre

lançou os fones Beats há pouco mais de três anos e hoje eles são sucesso mundial, usados por celebridades e até esportistas famosos. A versão sem fio não sofreu mudanças estéticas. No entanto, os novos modelos têm botões de controle do lado direito para ajuste de volume, troca de faixas e liga/ desliga. PREÇO: US$ 280 www.beatsbydre.com 4. CLÁSSICO O 45s é a versão de elite da Eskuché. Mantendo a linha de influência do design hi-fi clássico dos anos 70 da marca americana, o modelo tem fones de metal e textura personalizada, inspirada nos melhores equipamentos de som antigos. PREÇO: US$ 130 www.eskucheme.com

6. PREPARADO Um dos

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7. POTÊNCIA A coleção criada pela Logic3 em parceria com a italiana Ferrari é composta por dois headphones, o T250 on-ear e o T350 over-ear (foto). Esses fones fazem parte de uma coleção desenvolvida pela Cavallino, a linha de lifestyle da marca de carros de luxo. PREÇO: US$ 460 www.ferrari-by-logic3.com 8. ÍCONE Os fones Major FX incorporam o melhor do legado Marshall. O mesmo vinil utilizado nos icônicos amplificadores cobre a superfície do acessório, que até apresenta a textura Marshall original. Além disso, os fones proporcionam um som impressionante. PREÇO: US$ 140 www.marshallheadphones.com


JOBINHO Este não é o primeiro boneco do falecido Steve Jobs (1955-2011) a surgir no mercado, mas certamente é o último sem a permissão oficial da poderosa Apple. Em janeiro, a In Icons, empresa de Hong Kong, que já criou um boneco em homenagem a Barack Obama, começou a promover o novo brinquedo por meio do seu site, apesar de ainda não se saber qual a opinião da família de Jobs ou da Apple sobre o assunto. Resultado: teve que voltar atrás na venda do mini-Steve, que teria 30 centímetros de altura e viria acompanhado do kit CEO completo da marca: blusa preta de gola alta, tênis New Balance e jeans da Levi’s.

BAT FERRARI

A Ferrari Millenio ainda é só um conceito, mas já pode ser considerada o supercarro do futuro. A carroceria é feita de adamantium reforçado – o mesmo metal das entranhas do Wolverine –, que é mais forte que o aço e mais leve do que a fibra de carbono. E a máquina acelera com dois motores elétricos que podem ser recarregados por painéis solares ou por um sistema indutivo de transferência de energia. Resta saber a potência desses motores politicamente corretos.

CALMANTE

O GAEMS G155 é um equipamento que permite a você levar seu Xbox 360 ou Playstation 3 a qualquer lugar, impedindo-o de entrar em estado de abstinência. Ele possui tela LED HD 720p de 15,5 polegadas, altofalantes estéreo integrados, travas de segurança, fones e espaço interno (de espuma) para o armazenamento dos consoles, dos controles e outros acessórios. PREÇO: US$ 300 www.projectgaems.com

TOCA AQUI

Paculele é a junção das palavras Pac man + uquelele (instrumento da mesma família do violão). Pouco menor que uma guitarra e com quatro cordas de náilon em vez de seis, o uquelele surgiu em Portugal, mas ficou conhecido como “guitarra havaiana”, pois é muito comum na terra das ondas grandes. O paculele é feito somente sob encomenda. PREÇO: US$ 600 www.etsy.com

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Escaneando sites de relacionamento, blogs e o melhor da internet

O MAIOR MEME DE TODOS A esta altura, Luiza já deixou o Canadá faz algumas semanas. Depois de ficar confinada em um hotel de São Paulo para gravar um comercial e ser entrevistada em rede nacional por quatro jornais da TV Globo, a adolescente de 17 anos que virou um dos maiores memes – fenômeno em que uma expressão, ou uma imagem, é usada repetidas vezes pelos usuários da rede – está de volta a João Pessoa, sua cidade natal. Luiza ganhou fama instantânea quando seu pai, o colunista social Gerardo Rabello, estrelou um comercial de uma imobiliária na Paraíba com toda a família, “menos a Luiza, que está no Canadá”. A hashtag (palavras ou frases antecedidas pelo símbolo “#”, que designam o assunto discutido no Twitter), criada pelo jornalista paraibano Hyldo Pereira, 28 anos, se espalhou pela internet, foi usada por celebridades como o cantor Lenine e o ex-jogador Ronaldo e ficou entre os dez assuntos mais comentados do microblog durante alguns dias. Conversamos com o criador sobre a sua criatura.

Luiza

Hyldo Pereira

Como você criou a hashtag? Estava na casa de uma amiga e achei desnecessária a frase do comercial. Comecei a questionar, via twitter, usando a hashtag #LuizaEstáNoCanadá. Várias pessoas foram retuitando e deu no que deu. Surgiu como uma crítica. Depois fui tirando onda e fui para o lado mais cômico da história. Você conhecia a Luiza? Conheci o pai dela. Ela não. E ele ou ela já falaram com você depois do episódio? O Gerardo falou comigo. Ele entendeu o tom das críticas e até agradeceu. Você imaginava a proporção que essa história tomaria? Não tinha ideia da proporção que tomaria. Muita gente está me procurando. Fiquei famoso à custa de Luiza. Será que ela vai dividir os lucros com você? Meus colegas estão dizendo isso, mas não tenho pretensão alguma em receber dinheiro dela. Quantos seguidores e novos amigos você ganhou no Twitter e no Facebook por causa disso? Em dois dias ganhei mais de 200 seguidores no Twitter. No Facebook foi a mesma proporção.

O APP QUE MEDE A SUA FELICIDADE O Mappiness é um aplicativo criado por pesquisadores da Faculdade de Economia e Ciência Política de Londres com o objetivo de mapear a felicidade na capital britânica – mas pode ser utilizado em outros países. Para ver gráficos da sua felicidade e descobrir em quais situações você é mais feliz, é preciso responder a algumas perguntas feitas pelo app. Como você está se sentindo ou onde você está e o que você está fazendo são algumas delas. As suas respostas são enviadas anonimamente e confidencialmente para o banco de dados dos pesquisadores, que analisam o quanto fatores geográficos e ambientais podem contribuir no bem-estar dos cidadãos.


A TRISTEZA DO TWITTER O Twitter está ficando mais triste com o passar do tempo. Não tiramos essa conclusão baseados na onda raivosa que assola o microblog. Pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, pediram que participantes avaliassem vocábulos em uma escala de 1 a 10 de felicidade. Assim, a palavra “risadas” recebeu um valor médio de 8,5, contra 1,3 de “terrorista”, por exemplo. A partir disso, a análise cruzou a frequência de mais de 46 bilhões de palavras enviadas nos últimos três anos pelos membros do Twitter para chegar à conclusão de que, com o tempo, as mensagens enviadas à rede estão cada vez mais tristes, com pequenos picos de felicidade nos feriados e depressões profundas quando ocorrem desastres naturais e eventos de comoção pública.

INSTAGRAM SENSUAL Sem a censura que exerce o Facebook, na rede social para iPhone é muito fácil achar fotos sensuais de mulheres, que exibem, para quem quiser ver, seus dotes artísticos. Até a ex-estrela americana de filmes pornôs Jenna Jameson está nessa. Não são grandes produções fotográficas, mas é tudo real. Além disso, as imagens podem revelar ângulos muito particulares de cada garota. Confira a pequena seleção que fizemos.

DESINTEGRADOR DE HITS Não consegue tirar da cabeça o hit do Michel Teló? O site www.desescute.com.br garante desintegrar essa música da sua memória rapidinho, mas o preço pode ser alto. Ainda em versão beta, a página promete substituir a melodia grudenta por outros hits clássicos de artistas como Ricky Martin, Cia. do Pagode, Lady Gaga e Katinguelê. O problema é o efeito colateral.

PERFIL DE BÊBADO TEM DONO Setenta e cinco por cento das pessoas com conta no Facebook têm fotos de quando estavam sob o efeito de álcool, de acordo com pesquisa do grupo YouGov, feita no Reino Unido. Para piorar, 65% das pessoas ainda assumiram que tiraram fotos de pessoas bêbadas com o intuito de causar embaraço.

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por Elaine Guerini, de Toronto

gerard butler O atOr de 300 fala sObre cOmO lida cOm O assédiO, sua ex-namOrada brasileira, sua fama de machãO e sua ObsessãO pOr sexO


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“É preciso ser muito macho para usar um kilt. Como usamos sem cueca por baixo, é melhor você ter o que mostrar caso a saia levante.’’ A declaração é do escocês Gerard Butler, que conquistou a indústria do cinema com seu jeito despachado e muito brincalhão. Nada no seu comportamento lembra a afetação característica de muitos atores de Hollywood. “Jamais conseguiria me levar tão a sério, como muitos fazem nesse negócio’’, afirma o ator de 42 anos, conhecido por sempre conferir muita

masculinidade aos seus personagens. “O cinema precisa de homens de

verdade’’, diz, soltando uma gargalhada.

Parte do seu charme vem dessa postura, de quem não se desculpa por encarnar o arquétipo do machão. “Se me der vontade, sou ca-

paz de arrotar ou de coçar

o meu traseiro em público. Qual o problema?’’ Na verdade, nenhum. Desde que se projetou internacionalmente, no papel do rei Leônidas de “300’’ (2006), o ator de porte atlético passou a ganhar, em média, US$ 15 milhões por filme justamente para exalar testosterona nas telas. É só lembrar os tipos rústicos que ele interpretou em “Rock’n’Rolla – A Grande Roubada’’ (2008), “A Verdade Nua e Crua’’ (2009), “Código de Conduta’’ (2009), “Caçador de Recompensas’’ (2010) e “Redenção’’ (2011). E há muito mais homens

fortões, desbocados e de pavio-curto para reforçar a sua coleção. Em “Playing the Field’’, com estreia no Brasil em abril, seu personagem é um treinador de futebol infantil que faz sucesso com a mulherada (as mães dos alunos, claro). Ainda no primeiro semestre, Butler será visto em “Coriolanus’’, no papel de general do Exército inspirado na obra de Shakespeare. Em “Off Men and Mavericks’’, em pós-produção, o ator foi escalado para interpretar o

mentor do surfista Jay Moriarty (morto em acidente de mergulho em 2001, aos 22 anos, nas Maldivas). “Alguém tem de

fazer o trabalho sujo’’, brinca o ator, comprometido com mais duas produções a ser filmadas este ano. Ele viverá um soldado americano em guerra no Iraque em “Thunder Run’’ e o capitão de um submarino em “Hunter Killer’’.

“Tenho um prazer enorme em exercer plenamente a minha masculidade nos papéis de durão. E o melhor: ainda sou pago para isso’’, diz, com um

sorriso cínico. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida à Status

em Toronto. O ator abriu a conversa pedindo para ser chamado de Gerry. “Só a minha mãe me chamava de Gerard, quando eu era pequeno. E isso quando eu estava muito

encrencado...’’

Status – É tão aventureiro quanto muitos de seus personagens? Gerard Butler – Muito. Do contrário, não estaria aqui hoje. Você precisa se lançar no mundo, se quiser conquistar alguma coisa. Principalmente se você vem da cidadezinha de Paisley, como eu. Um dia posso estar na Índia, outro na Islândia. Adorei rodar Beowulf & Grendel (2005), na Islândia, justamente pela chance de explorar o país. Eu e outros membros da equipe ficamos presos por um dia e meio numa área isolada de montanhas, depois que a bateria do nosso jipe pifou. Achei que ia morrer por lá (risos).

Você está no Rio, cara! É o máximo rodar pela cidade e se deparar com as praias de um lado e as montanhas do outro. Me dá vontade de sorrir só de pensar no Rio. – O que pensa da mulher brasileira? – Já tive uma namorada brasileira. Ela foi a minha garota de Ipanema (risos). Nós nos conhecemos durante a filmagem de “Duelo de Campeões’’. Depois ela veio passar uma temporada comigo em Londres. Era o tipo de mulher que eu gosto, morena e de cabelo encaracolado. Mas não era uma brasileira típica.

– E o que achou do Brasil, onde filmou Duelo de campeões, em 2004? – Amei! Adoro o País, que já visitei várias vezes depois da- – Como assim? quela filmagem. No Rio de Janeiro, principalmente, há algo – As brasileiras me dão a impressão de terem muito orguno ar que é difícil de explicar. Há uma energia incrível. Sem- lho da sua beleza e sensualidade. Nada de errado com isso, pre que estou lá, olho para o céu e repito para mim mesmo: o que as torna muito animadas e descoladas. Isso é bom. fotos Matt Carr/Getty


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“nãO há cOisa mais chata que Ouvir um atOr reclamandO da atençãO. O que issO quer dizer? nO cOmeçO da carreira, quandO era um merO descOnhecidO, ele queria. e agOra que O públicO já sabe O seu nOme ele nãO quer mais? issO é ridículO”


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O problema é quando elas usam o que têm para manipular – Você já interpretou alguns tipos obsessivos. Tem alguma obsessão? os homens. Minha namorada não era assim. Era mais ver- – Tenho tantas que anos de terapia não conseguiram me dadeira e autêntica, sem fazer joguinhos. curar. Não vou entrar em detalhes, mas a principal delas é o sexo (risos). Como a minha agente está olhando feio para – Por ser um ator conhecido, como lida com toda a atenção que recebe? mim (Butler aponta para o fundo da sala), vamos fazer de conta Principalmente das mulheres? que eu estou brincando, ok? Por favor, coloque no texto que – Tento aproveitar o máximo que posso (risos). De certa eu falei de brincadeira. forma, todo ator deve estar pronto para isso. Alguém sempre o reconhecerá em algum lugar. Depois de 300, claro – Seu nome sempre aparece na lista dos corpos mais sarados de que isso mudou consideravelmente na minha vida. Quase Hollywood. Como faz para ficar em forma? entrei em pânico. Mas fui acostumando com o assédio e – Muitas vezes são os papéis que moldam o meu físico. passei a apreciá-lo. Afinal, se trabalhamos, seja no que for, Acabei de rodar um filme sobre surf, o que me obrigou a é porque queremos ter reconhecimento e respeito na nossa praticar o esporte alucinadamente. Eu surfava todos os dias, área, não? Por isso não há coisa mais chata que ouvir um ator além de fazer muito exercício e ioga. E antes disso vivi um reclamando da atenção. O que isso quer dizer? No começo ex-jogador de futebol, o que me levou a me aperfeiçoar no da carreira, quando era um mero desconhecido, ele queria. campo, o que nunca foi muito o meu forte. E agora que o público já sabe o seu nome ele não quer mais? Isso é ridículo. Hoje eu aprecio até quando me reconhecem – Está satisfeito com os personagens que caem em suas mãos? A maioria no banheiro público masculino. deles tende para o machão, como também acontece com Russell Crowe e Mel Gibson. – Isso sempre acontece? – Não tenho problema em ser um macho alfa do cinema. – Outro dia, usando o banheiro de um aeroporto, um dos É um papel que faço com prazer. Mas acho que intercalei caras que estavam lá comigo gritou no nada “This is Sparta!’’ alguns brutamontes com tipos mais leves e divertidos, como (o que Leônidas de 300 diz aos berros, antes de empurrar o inimigo no o marido morto de Hillary Swank de P.S. Eu te amo (2007) poço). Todos caíram na risada, inclusive eu. Depois todos nós ou o cientista pai de Abigail Breslin em A ilha da imaginação voltamos naturalmente ao que estávamos fazendo. (2008). A verdade é que tenho várias facetas. Um dia posso acordar com vontade de vencer todos os inimigos na porra– Como consegue distinguir entre as mulheres que realmente gostam de da. No outro, sinto um tédio mortal e não quero nem sair da você e as que só buscam a companhia do astro de cinema? cama. Nada me impede de, às vezes, mostrar um lado mais – Sou muito intuitivo. Por mais que não goste de julgar os charmoso e sensível. O escocês é assim. outros, é importante ter uma boa primeira impressão. E sou bom em julgar o caráter das pessoas. Consigo enxergar de – O que há de especial nos escoceses? longe quando a mulher tem segundas intenções. Minhas – Somos apaixonados pela vida e temos um lado obscuúltimas namoradas foram garotas bacanas. Isso nunca foi ro, uma qualidade que considero positiva. Nosso senso de problema para mim. humor é um pouco diabólico, e eu gosto muito disso. As melhores risadas da minha vida aconteceram numa roda de – Você se considera um cara de sorte, por ter alcançado o sucesso enquanto amigos escoceses. Nós esculachamos todo mundo, incluinainda está solteiro? Um homem casado talvez não pudesse aproveitar do nós mesmos. Talvez isso venha da nossa história difícil, todas as oportunidades. o que nos deu uma habilidade de rir nos piores momentos. – Num dia bom, eu me sinto o cara mais sortudo do mun- Na Escócia, o humor muitas vezes nasce da tragédia. Nós do, por estar vivendo o meu sonho hollywoodiano enquanto realmente rimos muito. Até nos funerais (risos). tenho liberdade para fazer o que bem entender. Não sou do tipo que gosta de coleira. E muito menos de dar explicações dos meus atos. – E num dia ruim? – Aí, há momentos em que eu preferia ter uma companheira. Até porque viajo muito e passo muito tempo sozinho num quarto de hotel. Cinco-estrelas ou não, não há muita graça quando você não tem ninguém te esperando lá. Alguém para massagear as minhas costas (risos). Muitas vezes, quando ouço alguém falando dos filhos, percebo que isso faz falta na minha vida. O bom é que não tenho pressa. Deixa rolar.


top secret

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Quer entrar na festa? Além de criar filmes pornôs artísticos, uma produtora brasileira encontrou uma forma original de entreter seus clientes mais fiéis: baladas privês com performances bem quentes por juliana Vilas | fotos pedro dias


tatiana marx (Ă frente) e chris lima sĂŁo duas das estrelas do elenco de atrizes da produtora xplastic, e protagonizam este ensaio com exclusividade Ă status


top secret

Aos 12 anos, a atriz

e dançarina gaúcha que atende pela alcunha de “Sweetie Bird”, lia Kama Sutra e Ana Z antes de dormir. Nessa fase, ela só queria ser popular na escola. “Não consegui nada, só o apelido de enciclopédia ambulante.” Mas, quando os seios começaram a crescer, passou a fazer sucesso entre os meninos. “Descobri que seios fartos atraem mais do que bons livros e conhecimentos teóricos sobre sexo”, diz Sweetie, dona de corpo curvilíneo, pele claríssima e um par de olhos azuis penetrantes. A stripper norte-americana Dita Von Teese é a principal inspiração de Sweetie, que se considera uma espécie de nerd do sexo, e continua estudando proficuamente o tema. A diferença é que, com quase 30 anos, não só estuda sexo. Mas também faz. E bastante. Ela gosta de transar com meninos e meninas. Sweetie é atriz da Xplastic,

a única produtora de vídeos “alt porn”, ou pornô alternativo, do Brasil. Para a Xplastic, baseada em São Paulo, sexo bom é sexo com conteúdo.

A paulistana Chris Lima, 26 anos, também trabalha na produtora. Para ela, tudo começou em meados de 2005, quando decidiu produzir festas com performances eróticas. “Eu entrava em contato com clientes que queriam fazer uma festa di-


O sexo explícito entre elas é o ponto alto nas festas fechadas

ferente e negociava os shows de atrizes e modelos que já trabalhavam no ramo. Mas, quase sempre, quando ia negociar, os clientes perguntavam se eu participava.” Um dia, ela resolveu experimentar. Chegou em casa, tirou da gaveta a lingerie mais sexy, colocou o espelho na sala, escolheu uma música inspiradora e começou a dançar. “Ensaiei durante vários dias, antes de mostrar para o meu parceiro de trabalho. Ele curtiu, mas a gente sabia que ia chocar, porque eu tinha cabelo colorido, tatuagens e piercings”, lembra. O primeiro show de Chris, numa pequena casa noturna em 2006, surpreendeu. “A plateia gostou, mas pareceu ter ficado meio confusa. Era sexy, mas muito diferente do padrão. Apostei nisso como um diferencial.” As histórias de Sweetie e Chris ajudam a ilustrar o conceito que está por trás da Xplastic e seu “pornô alternativo”. Assim como suas nada convencionais estrelas, a produtora aposta em tudo que não possa ser rotulado como por- mico e concentrado nas chamadas preliminares. status esteve em uma dessas festas. Em um bar nografia tradicional. Nada a ver com as velhas produções de roteiro previsível, trilha sonora cafona e loiras bombadas que gemem sem parar. Assim de cervejas importadas na Vila Madalena, em São como Sweetie e Chris, as atrizes da Xplastic são Paulo, nada de quartos escuros ou inferninhos. Na gostosas, mas cada uma tem estilo e personalida- pista improvisada de uma casa antiga, os holofotes de próprias, o que se traduz em olhares, curvas, brilham sobre os espartilhos das dançarinas burtatuagens ou piercings bem particulares. Elas lescas. Telões espalhados por todos os ambientes dão vida a personagens ímpares, que seduzem e mostram, sem som, cenas do filme japonês Impétransam sem tirar os óculos de estudante nerd, rio dos sentidos, um dos maiores clássicos da porpor exemplo. Essa nova pornografia parece decretar: é tempo de divas nografia na sétima arte. Nas rodas de conversa da com atitude, de sexo sem fronteiras e claramente segmentado. festa, falou-se muito sobre as inter-relações entre Tudo isso fica claro nas festas fechadas e quase secretas promovidas pela arte e sexo. Os limites entre um e outro, a história produtora paulistana de filmes. Nesses eventos, os convidados – assinantes da arte, a história do sexo na sociedade e na arte. fiéis do site da Xplastic – costumam ser presenteados com performances Sexo verbal, virtual, cinematográfico. Tem para tofetichistas e burlescas, com direito a sexo explícito entre mulheres. No palco, dos os gostos. elas usam chicotes, coleiras, revólveres, línguas e mãos. Fazem muitas caras Na festa, porém, ninguém ficou pelado. Nem as e bocas. O clima e o roteiro do show são definidos de acordo com a tempe- atrizes e modelos já habituadas às performances ratura do público. As performances sempre terminam com nu total, mas os de nu total ou parcial. Curiosamente, o clima era assinantes mais saidinhos podem conseguir a permissão para interagir com as de pré-estreia de teatro. Entre os convivas, mulhemodelos, no palco. Mas nada de penetração. O erotismo, neste caso, é epidér- res tatuadas, montadas ou não, homens de várias


idades, além da presença de Chris Lima, uma das primeiras atrizes da Xplastic, e Tatiana Marx, a mais recente “aquisição” da produtora. Chris e a mais nova estrela da casa posaram juntas para o ensaio exclusivo que ilustra esta reportagem de status. Tatiana afirma que sempre teve por hobby fazer ensaios sensuais. “No ano passado, o pessoal da Xplastic viu algumas fotos minhas na web e me convidou. Não acho que alguém possa nos confundir com garotas de programa. Para mim, é muito claro que se trata de arte”, delimita a atriz. “Claro, o sexo é a essência e os fetiches, a inspiração. Mas as performances são artísticas. Nos filmes, transo com mulheres, e até com homens quando o enredo pede. Mas é profissional, não é só sexo por sexo. É bonito, é natural.” Ao buscar uma nova fórmula de cinema pornô, a Xplastic parece encontrar uma maneira de sobreviver à era da internet, principal algoz do mercado de filmes adultos. “O modelo de negócios da indústria pornográfica está falido, sobrevive nos Estados Unidos porque os atores e produtores são unidos e sindicalizados. A internet teve impacto irreversível nesse cenário”, diz a socióloga Carolina Parreiras, da Unicamp, que defende tese de doutorado sobre pornografia na web. “A indústria pornô tradicional acabou, já não produz mais nada hoje”, afirma a pesquisadora. Assim, a reinvenção da produção

cinematográfica adulta segue um caminho rumo ao alternativo, ao inovador, o que inclui apostar em conteúdos multimídia e no casamento do sexo com a música, as artes plásticas, a dança, o teatro. Uma orgia com todos os tipos de arte, podemos dizer. Para conhecer essa relação entre sexo e arte, Status esteve com um grupo de 20 pessoas no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em uma cinzenta tarde de sábado no fim de 2011. O encontro tinha um propósito picante: analisar as obras de arte com contornos pornoeróticos incluídas na exposição Em nome dos artistas, que ficou em cartaz por cerca de dois meses na Bienal. Entre um pavilhão e outro, o grupo seguia, com clima de seriedade e bloco de anotações em punho, a guia Mayara Medeiros, arte-educadora e produtora da Xplastic (e também uma das integrantes programa Big Brother Brasil 12), e o professor Valter José, pós-doutorando em filosofia alemã e ex-diretor de filmes pornô, que explicavam e discutiam obras assinadas por Marquês de Sade, Damien Hirst, Jeff Koons e Cindy Sherman. O tour de arte-sacanagem incluía um show de nu total numa das salas da Bienal. Uma espécie de strip-tease cabeça protago-

nizado por uma atriz de codinome Pink. “Vira para cá, abre mais a perna, coloca o chapéu, tira a calcinha, fica de quatro agora”, diziam os voyeurs que desenhavam e fotografavam a modelo que se exibia sobre um pequeno tablado. O

desempenho de Pink excitava os presentes, mas o clima era de papo de intelectual: uma reflexão sobre a história da arte relacionada ao sexo. Pois é, pornografia virou arte. E sexo é assunto sério, que merece discussão, reflexão e inspiração. É o que diz Rufião, o homem por trás da marca Xplastic, organizador do evento na Bienal, e um dos gurus do movimento “alt porn” no País. O paulistano adotou o sugestivo codinome depois da maioridade. “A gen-


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te consumia muita pornografia. Ninguém pegava mulher com aquele jeitão adolescente desajeitado”, lembra ele, que hoje trabalha no mercado financeiro de dia e dedica-se à produtora depois do expediente. Rufião e alguns amigos planejaram o golpe perfeito para resolver de vez as questões hormonais típicas da fase. Arrumaram uma “filmadora” de VHS e convidavam as amigas para fazer ensaios eróticos e vídeos caseiros. A turma descobriu Estela Santos, que se expunha de modo apimentado, via webcam. Convidada a colaborar com a Xplastic, aceitou prontamente. “Colocamos no ar um site com filmes pornôs e por ali a gente vendia um fanzine. Os assinantes recebiam pelo correio. E quem mandasse R$ 1, também pelo correio, recebia de volta um filme adulto em VHS.” Em 2002, Rufião comprou uma câmera miniDV e catapultou a Xplastic ao admirável mundo da tecnologia digital. Logo começou a fazer conteúdo pornô para celular. Agora Rufião já fala de um modelo de negócios capaz de garantir a sobrevivência da empresa. A Xplastic incorporou a pirataria como parte do negócio. Já faz tempo que deixou de ser problema o fato de copiarem e espalharem vídeos da produtora na rede. Parte do conteúdo, inclusive, é aberto. Mas só assinantes do

“Nos filmes, transo com mulheres, e até com homens quando o enredo pede. Mas é profissional, não é só sexo por sexo. É bonito, é natural”. chris lima, atriz

site podem ver vídeos e ensaios exclusivos, com os mais variados tipos de mulheres, além de podcasts (programas de rádio em formato digital) e programas de tevê sobre sexo. Os formatos são bem variados. A Xplastic produz desde entrevistas bem-humoradas com roqueiros de bandas independentes até programas de culinária em que a cozinheira trabalha apenas de lingerie – ou só vestindo um pequeno avental. “Nosso diferencial é o tratamento estético, e o estilo das meninas, que foge da convencional dobradinha magrapeituda-boa-de-bunda”, explica Rufião. TV digital, podcasts, ensaios temáticos e tours culturais com especialistas em história da arte acabaram transformando a produtora na queridinha das mulheres, dos motoqueiros, dos roqueiros tatuados, dos modernos e dos geeks que curtem uma boa sacanagem. É o novo público da pornografia no Brasil, um grupo heterogêneo e difícil de ser rotulado – seja bem-vindo.

assistente de fotografia: felipe gaBriel | produÇão executiva: Kelsen fernandes


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Texto Pablo Uchoa

na mira do anjo da morte ElE matou 255 pEssoas E não sE arrEpEndE dE nada do quE fEz. ConhEça o amEriCano Chris KylE, ConsidErado um hErói nos Estados unidos E o “diabo dE ramadi” no iraquE


acima, kyle em ação, durante a guerra do iraque


va i e n c a r a r ?

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medir a diStÂncia. calcular o Ângulo. oBSerVar o Vento. manter a diSciPlina. “Se Vou matar alguÉm, eSPero um dia, uma ou duaS SemanaS”, conta kyle

A mulher que passeia

pelas ruas de Nassíria, a 370 km ao sul de Bagdá, parece inofensiva. Ela caminha vagarosamente, observa o movimento na rua até seus olhos encontrarem um grupo de fuzileiros navais americanos. Repentinamente, sua expressão muda, os passos aceleram e ela saca uma granada, pronta para explodir. Mas seus movimentos são acompanhados pela mira do atirador Chris Kyle, um novato nessa arte, estrategicamente posicionado no alto de um prédio. O garoto não havia sido treinado para matar mulheres, mas recebe a ordem de seu comandante. “Atire!” Kyle titubeia. Será que isso é certo? O comandante repete: “Atire!” Uma pressão de leve no gatilho, a mulher cai. A granada explode. Um novo tiro se segue. “Eu odeio o fato de ela ter me colocado naquela situação em que eu tive de atirar”, explica à Status. “Foi meu primeiro tiro no Iraque, e eu tive de tirar a vida de alguém. Não só tive de vencer uma batalha interna para decidir se eu era mesmo capaz de matar alguém, como, para piorar, ainda era uma mulher”. Essa cena se passou em 2003 e, de lá para cá, Kyle, 37 anos, nunca mais vivenciou um dilema como esse. Pelo contrário, se tornou uma máquina de matar: segundo sua contagem, 255 pessoas sucumbiram à sua implacável mira. De acordo com registros oficiais do Pentágono, entretanto, foram 150. Qualquer que seja o número, Kyle é, indiscutivelmente, o atirador mais letal das Forças Armadas dos Estados Unidos, uma espécie de anjo da morte, idolatrado no Exército e personagem central do livro American sniper, lançado no mês passado, em que reúne suas memórias. Status conversou com esse personagem para entender o que se passa na cabeça de um homem com tantas mortes nas costas. Algum remorso? “Matei pessoas que eram do mal”, diz Kyle. “Quando eu for me encontrar com Deus, há muitas coisas pelas quais vou ter de responder. Ter matado

aquelas pessoas não é uma delas”, completa o oficial, sem qualquer pudor em apresentar uma consciência tranquila. Kyle é um atirador de elite das forças especiais Seal – uma combinação das palavras sea, air e land, ou mar, ar e terra, em alusão aos terrenos onde combatem – da Marinha dos EUA. Sua companhia, Charlie, foi uma das primeiras a desembarcar na península de Al Faw, no fim de março de 2003, na primeira fase da guerra decretada pelo então presidente, George W. Bush. Na época, seu primeiro filho tinha acabado de nascer. Kyle, um texano que aprendeu a usar um rifle aos oito anos de idade, atuou como atirador no Iraque em quatro missões, ao longo de cinco anos. Na última, em 2008, era pai recente de uma menina. Kyle não parece o tipo durão que povoa o imaginário em relação aos Seals. Afinal, foram soldados dessa divisão que liquidaram o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden. Foi o sexto grupo dessa força especial, o Team 6, que invadiu, em maio passado, uma residência no Paquistão e matou o mandante dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. Mas, ao telefone, Kyle é o oposto disso. Ele é moderado, educado e extremamente respeitoso, costuma usar as expressões muito usais entre militares (“yes, sir”; “no, sir”). Desde jovem, diz Kyle, nutriu dois sonhos na vida: tornar-se caubói de profissão ou soldado. Foi peão até um acidente sério com um touro lhe tirar a perspectiva de


À eSquerda: kyle (Sem camiSa) aoS quatro anoS, PoSa com um riFle; neSta Foto, treina atiradoreS. aBaiXo, com SeuS colegaS de eXÉrcito

futuro na competição. A pedido dos pais, entrou para a faculdade. Viu essa fase da vida como um período para beber e se divertir, antes de abraçar a guerra. Aos 24 anos de idade, achou que estava na hora de defender seu país. eXterminador “Defender” é uma palavra quase inapropriada para uma guerra assimétrica como foi a do Iraque. Não que as tropas ianques tenham ido a passeio: Fallujah, Ramadi e Sadr City viram algumas das mais sangrentas batalhas da guerra, cortesia da insurgência iraquiana. Kyle esteve lá e deixou sua marca. Na primeira, contou 40 insurgentes mortos por seu rifle; na segunda, aterrorizou o inimigo de tal maneira que ganhou o apelido de “Diabo de Ramadi”. Conhecido pelos colegas como “A Lenda” e “O Exterminador”, fez tanto estrago que os inimigos iraquianos colocaram uma recompensa de US$ 80 mil pela sua cabeça. Um de seus colegas chegou a receber um valor maior, o que o deixou – acredite – levemente enciumado. O tempo mostrou, porém, que não havia motivos para isso. Kyle é um matador equiparado aos mais selvagens dos animais – não pelo seu estilo, mas pela técnica. Saber atirar bem é apenas uma pequena parte das habilidades necessárias. O mais importante, explica, é manter certa intimidade com a presa: observar como se move, como se comporta, seus trejeitos. Medir a distância. Calcular o ângulo. Observar o vento. Manter a disciplina. “Se vou matar alguém, espero um dia, uma ou duas semanas”, conta Kyle. Psicologicamente, os atiradores de elite são como soldados perfeitos, matadores convictos. Uma bala, uma vida. Uma impressionante estatística indica que, durante a Guerra do Vietnã, a infantaria americana disparou cerca de 50 mil tiros para cada soldado vietcongue derrubado. Os atiradores de elite registraram uma média de 1,39. fotos tylEr hiCKs/thE nEW yorK timEs/latinstoCK | diVulGação

ENTRE OS

INIMIGOS IRAQUIANOS, A CABEÇA DE KYLE CHEGOU A VALER

US$ 80 MIL


KYLE MATOU UM HOMEM A 1,5 KM DE DISTÂNCIA.

“DEUS SOPROU AQUELA BALA”, DIZ O ATIRADOR

na guerra urBana, a PoSição tÍPica de um SniPer É no toPo de um ediFÍcio, de onde Pode adotar uma ViSão PriVilegiada e dar coBertura aoS SoldadoS que eStão no cHão

“Na hora, você precisa deixar de lado o viés humano e pensar que o inimigo é do mal”, ensina Kyle. “Você precisa salvar alguém, fazer aquilo e ir embora.” Ele alude ao fato de, curiosamente, os atiradores de elite estarem em uma função defensiva por natureza. Na guerra urbana, como em Bagdá ou Fallujah, a posição típica de um sniper é no topo de um edifício, de onde pode adotar uma visão privilegiada e dar cobertura aos soldados que estão no chão. Como todo atirador, Kyle foi treinado para pensar dessa forma, o que talvez explique a tranquilidade com que fala de seu currículo. “Para mim, ser um atirador não significa matar pessoas, porque na maioria das vezes eu estava protegendo outras”, resume. Indagado se todas as suas vítimas mereciam mesmo o trágico destino, ele é enfático. “Sim, definitivamente. Foi culpa deles. Eles estavam tentando perpetrar violência contra os soldados americanos, civis iraquianos ou aliados dos EUA. Tive de matá-los”. enViado diVino Mas ninguém vai parar na tropa de elite – e ainda mais na tropa de elite da Marinha americana – por acaso. Kyle gosta de guerra. “Quando você é pago para matar alguém, começa a ficar criativo”, diz ele em suas memórias. Uma de suas maiores proezas foi ter alvejado o inimigo a quase 1,5 km de distância, do outro lado de um pântano à beira do rio Eufrates, nos arredores de Fallujah. O tiro deixou seus colegas embasbacados. “Deus soprou aquela bala”, diz ele. Um enviado divino? “Não quero dizer que Deus matou aquele homem, apenas que tive muita sorte. O Sol, a Lua e as estrelas se alinharam e eu consegui acertar um tiro que jamais conseguiria”. Anos depois, conseguiu novamente. A quase 2 km de distância, quando um corpo humano não passa de uma silhueta mesmo em uma mira poderosa, Kyle derrubou um homem que se preparava para lançar um foguete contra um comboio americano. “Levou uns quatro ou cinco segundos para a bala sair do meu rifle e atingir o homem”, descreve Kyle. Foi um recorde pessoal – o recorde mundial para um tiro de sniper é cerca de 2,5 km. Em abril de 2008, em sua quarta viagem ao Iraque, beirando as 200

mortes, Kyle se sentia invencível. Mas uma noite em Sadr City, um subúrbio pobre nos arredores de Bagdá, o fez mudar de ideia. Passava da meianoite e o atirador fazia parte de um grupo de cerca de 30 militares que, obedecendo às ordens dadas contra todo bom-senso, caminhava pelas ruas estreitas de uma favela. Kyle e seus colegas se aproximaram de uma casa e pediram que um homem abrisse a porta. Mas o homem correu. Os militares arrebentaram o portão e entraram para vasculhar a casa. Os dois primeiros andares estavam vazios. Ao chegar ao terceiro piso, um quarto cuja sacada dava para a rua, Kyle parou na soleira para deixar os colegas passarem. Naquele momento, uma explosão balançou a sala. “Granada!”, alguém gritou. À distância, insurgentes utilizavam um lançador para o ataque. Os soldados se reagruparam. Balas cruzavam os ares de Sadr City. As paredes da casa eram muito finas para aguentar o ataque. “Para fora!” Quando os soldados saíram à rua, uma bomba explodiu, fazendo o chão tremer. Os ouvidos zumbiam. Quando tentou invadir outra residência para se esconder, um tiro atingiu Kyle na cabeça. “Foi minha primeira noite em Sadr Cit e parecia que seria a última na Terra”, relembra. Por sorte, a bala pegou no capacete, ricocheteou nos óculos de visão noturna e escapou. Mal tentou se levantar, Kyle foi atingido por uma rodada de tiros nas costas, que foram contidos pelo colete à prova de balas. Dois tiros na mesma ação, duas fotos diVulGação


vezes renascido. Foi a primeira vez que o atirador percebeu, de verdade, que era mortal. Passou a sofrer de pressão alta e vivia psicologicamente abatido. Naqueles últimos dois anos, a guerra havia lhe cobrado seu valor de face. Em 2006, seu pelotão já havia perdido dois soldados, que para Kyle eram como irmãos. Marc Lee havia sido baleado durante uma batida noturna a uma casa, e Ryan Job perdera a visão quando um tiro de sniper atingiu seu rifle e mandou estilhaços que lhe penetraram o olho. Morreu alguns anos depois por complicações de uma operação. Kyle estava ao lado dos dois quando os incidentes aconteceram. Até hoje, fica monossilábico quando fala deles. “Yes, sir; no, sir”. O tom fica embargado e os detalhes desvanecem. Mas não foi o estresse do trabalho que o fez decidir abandonar a guerra. A pressão veio mesmo de casa: sua filha recém-nascida havia sido diagnosticada com leucemia e podia morrer a qualquer momento (o diagnóstico, porém, foi revisto depois, e a doença, descartada). O caubói atirador, para quem o lema Deus-pátria-família era o que mais lhe importava na vida, precisava mudar a ordem de suas prioridades. Ele diz que, agora, “a família está firmemente acima do país”. Ainda assim, o retorno não foi fácil. “Eu achava que ia voltar para casa e que esse seria o momento mais feliz da vida, mas, na verdade, Taya estava levando a vida dela e a casa. E de repente chega esse estranho”, conta. Mais de três anos depois, a agitação inicial e o estresse com os pequenos obstáculos cotidianos passaram, e hoje ele dá aulas de tiro para novos iniciantes. Mas o “diabo de Ramadi” confessa que ainda tem pesadelos – não com as 255 “presas”, que fique bem claro. “Tenho pesadelo com as pessoas que eu não consegui salvar”, diz. Será?

“VOCÊ PRECISA TIRAR UM POUCO O LADO HUMANO DA COISA E PENSAR QUE ELES SÃO O MAL” de sua casa, no texas, o atirador Chris Kyle conversou com a Status. acompanhe alguns trechos da entrevista: como é que você lida com o fato de ter matado tanta gente? tento não ver a coisa como matar gente, porque na maioria das vezes eu estava protegendo outras pessoas. Você precisa tirar um pouco o lado humano da coisa e pensar que eles são o mal. e você tem certeza de que entre esses não havia civis? absoluta. para eu dar um tiro, eles precisam estar cometendo um ato de violência ou se preparando para isso, fosse contra um americano, um aliado ou contra a população iraquiana. Eu estava ali para proteger as pessoas. então, quando você mata, a culpa é do alvo? Sim, definitivamente. Ele estava tentando perpetrar violência contra os soldados americanos, civis iraquianos ou aliados dos Eua. qual o peso do lado psicológico no momento de atirar? o mais importante é a capacidade de observar, de aprender sobre o ambiente ao seu redor, ver quem se comporta fora do normal. Você precisa estudar a situação. Se não consegue justificar 100% o tiro, então não dispare. Você não tem pesadelos? essas mortes não perturbam o seu sono? tenho pesadelos, mas não por causa das pessoas que matei, e sim pelas que não pude salvar. quando seus irmãos morrem do seu lado, você leva isso para a vida toda. o que o levou a escrever o livro? Eu queria falar para um público mais amplo, sobretudo para os civis, para que soubessem das dificuldades que os militares enfrentam nas guerras. o livro não é sobre minhas proezas militares. quem me critica por escrever esse livro é porque não o leu. e o que acha das críticas à guerra do iraque? nos alistamos não por uma questão política, mas porque somos patriotas. há muitos militares que não concordam com tantas guerras, mas nós não decidimos aonde vamos. quem não gosta, que vá criticar o Congresso, os políticos.


internacional

texto e fotos Caio Vilela, do Paquistão

Funcionários da adnan sports se divertem na “piscina” de bolas da Fábrica. na outra página, o centro de sialkot, com o monumento ao principal produto local


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a meca do futebol o Paquistão está longe de ser uma Potência do esPorte, mas é lá que fica o maior centro Produtor de bolas do mundo: a caótica sialkot, de onde saem 70% das redondas chutadas neste exato momento nos camPos do Planeta

S ã O O I t O d A m A N h ã na região do Punjab, e o sol já está mais violento que em Cuiabá ao meio-dia. Após quatro horas chacoalhando a bordo de um 4x4 blindado, chego a Sialkot, a capital do futebol paquistanês. Longe de tudo, quente como o inferno, sem nenhum atrativo cultural ou natural, e com um milhão de habitantes circulando sobre uma precária infraestrutura urbana, ninguém vai lá a turismo. Acompanhado do motorista Nazir, traço um plano de ação: vamos logo visitar os bastidores desse negócio durante o dia, e voltar para a zona de conforto da capital Islamabad antes de escurecer. Uma bola dourada sobre um pedestal erguido na principal confluência de avenidas marca o centro da cidade. Reverenciando seu ícone máximo, o monumento urbano escondido na caótica fiação elétrica fornece a primeira pista de que essa é uma cidade paquistanesa diferente das outras. Longe da influência do Taleban e das zonas tribais junto ao Afeganistão, porém colada à eternamente tensa fronteira com a Índia, Sialkot merece um pontinho no mapa graças ao milagroso futebol. Não por ter algum craque nativo, coisa difícil de encontrar nessa terra onde o esporte nacional é o críquete. Mas por sua produção e exportação de aproximadas 50 milhões de redondas que goleiam o mercado mundial de artigos esportivos a cada ano. Artigos que já foram vendidos até no Brasil em grande quantidade nos anos 1990, mas que hoje circulam em maior número na Ásia, Europa, África e em todo o subcontinente indiano. Até a Copa do mundo de 2006, todas as bolas oficiais da Fifa eram costuradas à mão e produ-

zidas em Sialkot. Na década de 80, a cidade viveu seu apogeu com a bola Tango, usada na Copa de 1982, na Espanha. A primeira bola oficial à prova d’água – e a última feita inteiramente com couro animal – protagonizou jogadas históricas de Zico, Sócrates e Falcão, entre outros grandes craques daquela inesquecível Seleção Brasileira. Isso sem falar dos dribles e gols feitos pelas várzeas e campinhos brasileiros. A grande mudança veio com o modelo usado na Copa de 2010, na África do Sul. A polêmica Jabulani foi a primeira bola oficial a ser fabricada por meio de um processo inteiramente mecanizado e simboliza um passo evolutivo na manufatura das bolas oficiais, embora haja quem discorde. A Adidas, responsável pela grande mudança, introduziu a tecnologia na China no fim dos anos 1990, e a indústria moderna segue firme nas cidades de Zhejiang e Guangdong. Oito fatias coladas em um processo industrial térmico de repente substituíram os tradicionais 32 gomos hexagonais cosidos com carinho e maestria. Segundo o comitê técnico da Fifa, bolas feitas à mão podem desenvolver “zonas mortas” em áreas próximas à costura ao longo do tempo. A ressalva, em teoria, serviria para enterrar o velho mode-


joven de sialkot observam pelada em bairro dA CidAdE ApóS SAÍrEM dA MESquiTA LoCAL

lo. mas a modernização na China não ameaçou o velho produto paquistanês, que, no fundo, segue sendo mais popular que nunca fora dos estádios. Um bafo quente e úmido acompanhado de um cheiro de decomposição orgânica invade o interior do carro ao baixar o vidro da janela. Após estacionar em um empoeirado beco, adentramos um sobradão comprido caindo aos pedaços. Ainda na garagem, somos recebidos com um largo sorriso e uma xícara de chá-preto pelo proprietário da Adnan Sports, sr. Adnan Sarwar. “Sialkot pode ter perdido posição para a ameaçadora e numerosa indústria chinesa, mas no fundo a novidade tecnológica pouco afetou nosso mercado”, conta o empresário, revelando também que os produtores de Sialkot já estão providenciando a importação da tecnologia dos gomos colados. “Fato que deverá se consumar em escala industrial em um futuro próximo”, afirma convicto, porém sem muita precisão, o empresário. A fábrica funciona a todo o vapor sete dias por semana. Entra gente e sai gente em um movimento calmo e relativamente silencioso. O modelo da pequena empresa de Adnan é comum. Ocupando a área do sobrado cheio de puxadinhos, o diretor coordena uma folha de pagamento com 50 funcionários. Em um tour rápido pelos cômodos, conferimos a cadeia produtiva passando pelo pessoal

que recebe o couro, a turma que corta os gomos, cola letreiros e adesivos, enverniza, costura, lava, até os que fazem o transporte, serviço de entrega e postagem. Livre para fotografar, circulo acompanhado do atencioso empresário até o relógio marcar meio-dia. Em um movimento simultâneo e silencioso, todos os funcionários interrompem os afazeres para lavar as mãos e iniciar o ritual islâmico de submissão a Alá. Com as mãos estendidas para o céu, os paquistaneses repetem as palavras do profeta Maomé eternizadas no Alcorão. O ritual não demora mais do que dez minutos. depois Adnan segue por escadas contorcidas para mostrar a etapa mais desconfortável para os funcionários: o envernizamento. Antes da metade dos degraus, um cheiro químico muito forte ecoa como um soco de impacto irreversível nos pulmões. Ao chegar à laje superior, dois jovens funcionários tossindo e trabalhando com camisas enroladas no rosto se apuram para acabar logo o “trabalho sujo”. dentro de uma sala sem janelas, forrada com tapetes e com o ar-condicionado ligado no máximo, Adnan e seu irmão hammad falam ao telefone sem parar, lado a lado, atravessando o dia tomando chazinho e interrompendo o trabalho apenas para rezar. As mulheres da família não aparecem na fábrica. Cuidam das crianças, da casa e da comida fazendo com que o ambiente dentro da Adnan Sports seja inteiramente masculino. c h o q u e c u lt u r a l Nos anos 1990 o orgulho comercial do Punjab foi parar nos rodapés das notícias internacionais com imagens explícitas de crianças trabalhando na indústria. Até 1996, empresas como Nike, decathlon, Puma, Adidas ou Reebok importavam bolas feitas com mão de obra infantil em Sialkot. Estima-se que, nessa época, sete mil crianças trabalhavam costurando bolas. hoje o panorama mudou. Essas empresas todas têm seus programas


o corte dos gomos, a pintura (na pág. ao lado) e a costura do couro são as principais etapas na Fabricação das bolas, ExporTAdAS A uS$ 5 A uNidAdE

depois de rezar na mesquita local, jovens do subúrbio de sialkot observam partida entre times do bairro

sociais. Não se veem mais crianças trabalhando nas fábricas tão frequentemente como acontecia no século passado, embora seja muito provável que se escondam nos bastidores da jornada de trabalho, principalmente em dias de visita de jornalistas. de todo modo, se há crianças ajudando a costurar no fundo das casas, isso não choca ninguém. Faz parte do cotidiano da cidade: “É natural por aqui. Todo pai põe o filho para trabalhar o mais cedo possível”, conta Nazir, com seu inglês mal articulado. Basta algumas horas perambulando a pé pelas calçadas de Sialkot para perceber que, no Paquistão, assim como na Índia, China e África em geral, muitas crianças trabalham. É fácil vê-las em ação nas zonas urbanas e rurais. Quanto mais pobre é a região, mais cenas chocantes são presenciadas. Crianças trabalham nos mercados, carregam água, fazem limpeza, ajudam na cozinha, pastoreiam ovelhas. “Para os padrões paquistaneses, costurar uma bola está longe de ser pior para as crianças”, esclarece o motorista. Em um país onde a renda per capita é menor que uS$ 2 mil por ano, a população que sobrevive com cinco dólares por dia não costuma recusar trabalho, seja ele qual for. A prova é que cerca de 30% da população economicamente ativa da cidade está envolvida em alguma das etapas da produção das esféricas. A vocação econômica de Sialkot remete ao século XIX, quando o futebol ainda era uma nova

moda no Reino Unido e começava a se espalhar pelo mundo. Naquela época, colonizadores britânicos procuraram um costureiro local em Sialkot para confeccionar uma bola improvisada. O produto saiu tão bem-acabado que a própria população local se encarregou de produzir mais. Até que a moda pegou de forma definitiva. A tradição do negócio foi passando de pai para filho, entre irmãos, sogras, caçulas, primos, vizinhos e quem mais viesse. pa r a a m e r i c a n o v e r Sigo para uma fábrica de menor porte, não distante do centro. Assim, como o empresário Adnan, o concorrente Rehan Soni, diretor-proprietário da Alberta Sports Ltd., exercita sua natural cordialidade com prazer e revela algumas histórias de bastidores. “O selinho made in Pakistan, perto do bico de inflar, muitas vezes é substituído por Made in China para vender no mercado norte-americano.” Ele também confirma que a demanda segue em alta. “Somos o principal fornecedor para Nike e Adidas, além de produzir modelos especiais sob encomenda para, por exemplo, a Federação dinamarquesa de Futebol.” O papo está ótimo. A hospitalidade paquistanesa se compara aos momentos mais especiais que tive confraternizando com a gente do Nordeste brasileiro. mas segurança é prioridade nessa empreitada, e voltar com luz do dia é o mais prudente a ser fazer nas estradas desse país politicamente volátil. O regresso à capital Islamabad se inicia pela mesma estrada. À margem da rodovia, um número impressionante de campinhos com jovens jogando bola, sob a luz dourada do entardecer, prova que o futebol se populariza a cada dia nesse canto remoto do Oriente. É gratificante ver a molecada jogando bola, em vez de trabalhar em sua fabricação. talvez o crescimento do esporte sirva para trazer algum alívio e felicidade para o cotidiano sofrido do povo paquistanês. Quem sabe o futebol consiga funcionar como idioma universal e ajude o conturbado Paquistão a se entender melhor com o mundo ocidental. deus queira, ou melhor, Inshallah!


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realmente destrói os nossos bairros são as grandes companhias que pregam gigantes os grafites assustam as pessoas e são o símbolo do declínio da sociedade. Mas quem os grafites, porque pensa que nada tem o direito de existir se não dá lucro. Dizem que ce” (Century, 2006), dedicado à sua arte. Diz: “Quem governa as cidades não entende Banksy ama jogos de palavras. Ele conta sua visão do mundo no livro “Wall and Pieignorada e direcionada para o lado errado. de “Elephant in the room”, expressão inglesa para indicar uma verdade óbvia que foi les, onde se apresenta com um elefante em carne e osso, todo pintado! Ele o chama sado como Monet e Hopper.Não diz nada a respeito de Barely Legal, em Los AngeDepois, se pôs a produzir “pinturas subvertidas”, inspirando-se em clássicos do paspinta animais vivos, provocando protestos dos defensores dos direitos dos animais. sagração chega com Turf War, o grande show de 2003 onde, entre outras coisas, primeiros grafites são de 1992, a primeira mostra é de 2002, em Los Angeles. A conDizem que ele nasceu em 1973 e cresceu em Bristol, mas ele não confirma. Os do israelita West Bank, durante uma viagem de Banksy pelos territórios palestinos. contagioso, apareceu em ruas, pontes, edifícios de todo o mundo, incluindo o muro rialista, anticapitalista, antiautoritária, antifascista. O “fenômeno Banksy” se tornou macacos e gorilas... A sua ideologia? Anárquica, existencialista, pacifista, antiimpede impressão. Os seus assuntos: grandes raptos, crianças, policiais, soldados, velhos, mistura o humor dark com grafites realizados com uma única e inconfundível técnica cular. Conquistou a mim também, com a sua arte de rua, sua escrita subversiva que esperar todo o tempo necessário. No final, consegui. Banksy tem uma energia partieu era. “Deve ser paciente e esperar”, me dizia. Ok, eu respondia, estou disposta a aceitar a entrevista, um amigo seu me telefonou muitas vezes, para entender quem seus amigos, outros artistas, manager, galeristas, um verdadeiro pesadelo… Antes de ser reconhecido.Mesmo para fazer essa entrevista, eu tive que passar por mil pessoas: escondida e escurecida de propósito no computador e tem a voz alterada, para não gh the Gift Shop”, candidato ao Oscar. No filme, Banksy é um homem com a face diante delas”, faz questão de dizer. Como faz no seu documentário-filme “Exit Throude, confundir as pessoas, obrigá-las a se perguntar se sou eu mesmo aquela pessoa decidiu permanecer anônimo. “Faz parte da minha arte esconder a minha identidaJude Law, mas também diante da oferta de prêmios ou grandes reconhecimentos, seus clientes, se orgulha de ter Christina Aguilera, Kate Moss, Angelina Jolie, Brad Pitt, Onde e quando, porém, não se sabe: Banksy é totalmente imprevisível. Entre os muros, onde Banksy ama “impressionar”. a respeito dos valores. Seus fãs ficam de olho nas ruas, nos zoos, nos parques e nos de 300.000 libras esterlinas. A estrela e os colecionadores não chegam a um acordo quer. No momento, suas obras são vendidas a 25.000, 90.000, 100.000 e até mais ta, porque o mais famoso grafiteiro britânico, ativista político, diretor e pintor, não é Banksy? A sua identidade nunca foi revelada e tampouco será com esta entrevisS E R Á E L E O U N Ã O S E R Á ? Este é o problema. Quem sabe exatamente quem

o Misterioso bANksY NINGUÉM SABE COMO É SEU ROSTO E MUITO MENOS SUA IDENTIDADE. MAS CONSEGUIMOS ENTREVISTAR O ARTISTA MAIS POLÊMICO DA ATUALIDADE por Alessandra Mattanza/MAX


apeNas a sombra de baNKsY É Vista No doCumeNtÁrio-filme EXIT THROUGH THE GIFT SHOP

foto bANksY fiLM

S E R Á E L E O U N Ã O S E R Á ? Esse é o problema. Quem sabe exatamente quem é Banksy? A sua identidade nunca foi revelada e tampouco será com esta entrevista, porque o mais famoso grafiteiro britânico, ativista político, diretor e pintor, não quer. No momento, suas obras são vendidas a 25 mil, 90 mil, 100 mil e até mais de 300 mil libras esterlinas (US$ 465 mil). A estrela e os colecionadores não chegam a um acordo a respeito dos valores. Seus fãs ficam de olho nas ruas, nos zoos, nos parques e nos muros, onde Banksy ama “impressionar”. Onde e quando, porém, não se sabe: Banksy é totalmente imprevisível. Entre os seus clientes, se orgulha de ter Christina Aguilera, Kate Moss, Angelina Jolie, Brad Pitt, Jude Law, mas também, diante da oferta de prêmios ou grandes reconhecimentos, decidiu permanecer anônimo. “Faz parte da minha arte esconder a minha identidade, confundir as pessoas, obrigá-las a se perguntar se sou eu mesmo aquela pessoa diante delas”, diz. Como faz no seu documentário-filme Exit through the gift shop, candidato ao Oscar. No filme, Banksy é um homem com a face escondida e escurecida de propósito no computador e tem a voz alterada para não ser reconhecido. Mesmo para fazer esta entrevista, eu tive que passar por mil pessoas: seus amigos, outros artistas, manager, galeristas, um verdadeiro pesadelo… Antes de aceitar a entrevista, um amigo seu me telefonou muitas vezes para entender quem eu era. “Deve ser paciente e esperar”, me dizia. Ok, eu respondia, estou disposta a esperar todo o tempo necessário. No final, consegui. Banksy tem uma energia particular. Conquistou a mim também, com a sua arte de rua, sua escrita subversiva que mistura o humor dark com grafites realizados com uma única e inconfundível técnica de impressão. Os seus assuntos: grandes raptos, crianças, policiais, soldados, velhos, macacos e gorilas... A sua ideologia? Anárquica, existencialista, pacifista, anti-imperialista, anticapitalista, antiautoritária, antifascista. O “fenômeno Banksy” se tornou contagioso, apareceu em ruas, pontes, edifícios de todo o mundo, incluindo o muro do israelita West Bank, durante uma viagem de Banksy pelos territórios palestinos. Dizem que o artista nasceu em 1973 e cresceu em Bristol, mas ele não confirma. Os primeiros grafites são de 1992 e a primeira mostra é de 2002, em Los Angeles. A consagração chega com Turf war, o grande show de 2003 no qual, entre outras coisas, pinta animais vivos, provocando protestos dos defensores dos direitos dos animais. Depois, se pôs a produzir “pinturas subvertidas”, inspirando-se em clássicos do passado como Monet e Hopper. Não diz nada a respeito de Barely legal, em Los Angeles, em que se apresenta com um elefante em carne e osso, todo pintado! Ele o chama de Elephant in the room, expressão inglesa para indicar uma verdade óbvia que foi ignorada e direcionada para o lado errado. Banksy ama jogos de palavras. Ele conta sua visão do mundo no livro Wall and piece (Century, 2006), dedicado à sua arte. Diz: “Quem governa as cidades não entende os grafites porque pensa que nada tem o direito de existir se não dá lucro. Dizem que os grafites assustam as pessoas e são o símbolo do declínio da sociedade. Mas quem realmente destrói os nossos bairros são as grandes companhias que pregam gigantescos slogans em edifícios e ônibus para nos fazer sentir inadequados se não comprarmos


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as obras do famoso grafiteiro saíram das ruas para museus e galerias de arte

seus produtos ou serviços. Querem “disparar” mensagens de qualquer superfície disponível, mas não querem nos deixar responder. Eles que começaram a luta, e os muros são a arma que escolhemos para a nossa resposta. Algumas pessoas se tornam policiais porque querem que o mundo seja um lugar melhor. Outras se tornam “vândalos” porque querem fazer do mundo um lugar melhor de se ver”.

Como você decidiu se tornar um artista? Um dia caiu nas minhas mãos uma latinha de spray de tinta e eu a apontei para uma parede. Apoiei o dedo no aplicador e a tinta saiu. Assim me tornei um artista.

Chamaram-no de o andy Warhol inglês. o que você acha? E você, o que acha? Eu chamo isso de lazy reporting Não tenho prazos. “Time moves. A building stays still” (o tempo se move, um edi(jornalismo preguiçoso). Dá para ver que não conse- fício permanece). guiram nada melhor para dizer.

o que o inspira? Você reproduz as imagens com uma técnica Um por cento é inspiração, 99% é transpiração e trabalho duro (é uma famosa especial de estampa, usando papel recorta- frase de Thomas Edison, significa que o gênio é o resultado de trabalho duro, mais do para obter as formas com as cores den- que de um flash de inspiração). tro. Como você desenvolveu essa técnica? É difícil pintar boas fotografias à mão livre. Então, deci- Qual a importância da música na sua produção? di pegar um “atalho”, mesmo assim, mantive a discipli- Escuto frequentemente a rádio quando trabalho, exatamente como faria um dena férrea para pintar e desenvolver a minha arte, para corador em uma obra, em sua atividade cotidiana. experimentar e aprender continuamente.

Você tem alguma obra preferida? Você disse: “Nem sempre os grafites estra- Neste momento tenho muito orgulho do meu filme Exit through the gift shop. Foi gam os edifícios. Às vezes, é o único modo de candidato ao Oscar e viajou pelo mundo. Foi visto por milhões de pessoas, não melhorá-los.” por que então muita gente os podia desejar mais que isso. considera ainda uma forma de vandalismo? Existem os grafites e existe o vandalismo. São duas Você é muito amado pelas estrelas de Hollywood e pelo mundo coisas diferentes. O problema é que frequentemente todo. o que pensa disso? são confundidas erroneamente.

Tornar-se famoso é como começar uma viagem. Você não sabe como é até ter feito, e não pode voltar atrás e recomeçar do começo.

É difícil criar em segredo? Você nunca sente Você ainda tem um sonho? medo de ser descoberto? “Never worry, never hurry” (“Nunca preocupar-se, Na noite passada tive um: eu criava um pedaço da lua. Não seria uma má ideia... nunca ter pressa”), esse é meu mote. É assim que eu gosto de trabalhar. Se tem um problema e não posso Você pode provar que é o verdadeiro banksy? trabalhar no dia estabelecido, volto no dia seguinte. Os seus leitores que decidam! Mas quem me conhece sabe que sou eu mesmo. fotos Picture Hooked/LooP iMAGes/corbis | GAbrieL bouYs/AfP PHoto | cArL de souZA/AfP PHoto


perfil

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por Piti Vieira

dj set

AMon toBIn é UM doS MAIS InflUEntES ArtIStAS dE MúSICA ElEtrônICA ExpErIMEntAl do MUndo. poUCo ConhECIdo no BrASIl, o CArIoCA ChAMoU dESIgnErS E progrAMAdorES pArA trAnSforMAr A tUrnê dE SEU últIMo dISCo EM UM doS MAIS InCrívEIS ESpEtáCUloS AUdIovISUAIS Já CrIAdoS Não é de se estraNhar que o produtor e dJ carioca amon adonai santos de araújo, 39 anos, seja um desconhecido do público brasileiro. amon tobin, como ele se apresenta, saiu do Brasil aos 2 anos de idade. Mudou-se primeiro para o Marrocos, depois passou por diversos países até o padrasto irlandês, de quem toma emprestado o sobrenome artístico, e a mãe brasileira fixarem residência na Inglaterra. E foi na terra da duquesa de Cambridge e do filho do príncipe Charles que ele se interessou por música eletrônica e, principalmente, pelo uso de samples (trechos de músicas reaproveitados de maneira diferente por outro artista). tobin se tornou muito bom nisso, um dos melhores do mundo. tanto que ficou conhecido nos EUA, na Europa e no Japão como “cientista do som”. “Meus discos não são para todos e eu sabia disso desde o início. Sempre foi assim comigo. Mas minhas apresentações ao vivo são, principalmente a atual.

Não sei por que não sou convidado a fazer shows no Brasil. Espero que isso mude”, diz ele à status, por telefone e em inglês, em seu tom de voz extremamente zen e monocórdico. o produtor e dJ, que atualmente mora em são Francisco, na Califórnia, tem uma carreira que se estende por quase duas décadas. Começou tocando violão, teclado e gaita em barzinhos e até mesmo


amon tobin começou tocando violão em barzinhos e não tinha as técnicas de um dj; hoje, se apresenta pelo mundo todo com essa impressionante estrutura de palco (foto ao lado), cercado de tecnologia

para ver na rua, quando vivia em Portugal, e teve que aprender a ser dJ por pressão da gravadora independente inglesa Ninja tune, que o queria na estrada, apresentando seu trabalho. hoje, tobin tem nove álbuns lançados pela Ninja tune e trilhas sonoras compostas para os videogames splinter Cell: Chaos theory, série de ação criada pelo escritor best-seller tom Clancy, e inFamous, da produtora sucker Punch, recentemente comprada pela sony. sua música – desconcertante, sem limites ou concepções, difícil de ouvir e digerir – é resultado

de incansáveis experimentos sonoros desde os anos 90, quando ele lançou seu primeiro disco, Adventures in oam, sob o nome de Cujo. Fã confesso de tom Jobim, Jorge Ben Jor e Milton Nascimento, tobin não gosta muito da mítica de exotismo que o envolve pelo fato de ser brasileiro. E com razão, já que ele mal fala o português e só voltou ao Brasil duas vezes desde que deixou o país. “passei dessa fase faz um tempo. Estou indo muito mais longe, explorando e processando os sons de uma forma totalmente nova”, afirma tobin, que recentemente excursionou por 30 cidades americanas e dez capitais europeias, sempre com ingressos esgotados semanas antes das apresentações. “A música de Amon é única. Ele é uma das grandes estrelas da música eletrônica mundial”, elogia Mike patton, o vocalista da banda faith no More. “Amon tobin foi uma das razões de eu ter assinado com a Ninja tune. ele sempre me apoiou antes de eu ter alcançado o sucesso como artista”, emenda o americano diplo, que tocou em dezembro do ano passado no Brasil.


por Nirlando Beirão

fotos Marcio Lorem

o produtor e dj queria sair de trás do laptop. no show de isAm, seu último disco, desempenha o papel de maestro dentro de um cubo central (foto acima), de onde controla a música e parte do mapeamento visual

Mas a sua obra-prima é o show de ISAM, uma instalação multimídia, com técnicas avançadas de animação e projeções em 3d. “o show levou cinco meses para ser montado; o disco levou mais de dois anos. é uma parte muito grande da minha vida. há coisas que acontecem no álbum que não tinham acontecido antes na minha música. estou em seu mais recente álbum, ISAM, lançado no ano passado, tobin evoluiu orgulhoso e espero que as pessoas sejam atraídas da “samplagem” de outras obras para a criação direta dos seus próprios sons até ele pelo aspecto visual do show.” e a reinvenção de si próprio, comprovando estar com a criatividade em alta, mas ainda fazendo jus à sua reputação de difícil. Mesmo assim, colheu elogios concerto do futuro das publicações mais distintas, da Billboard à Wired, do The Independent ao Não é sempre que uma performance de um dJ – The Wall Street Journal. “Se as pessoas curtem minhas músicas ou não, elas que já tocou ao lado de Moby, participou do disco vêm para o show e têm uma experiência incrível de qualquer maneira. E en- Tanto tempo, da Bebel Gilberto, e foi convidado por tão fica a esperança de que alguém fique mais curioso sobre o disco em si.” Beck para participar do álbum de remixes de phillip Para fazer ISAM, tobin transforma sons e ruídos da vida real para criar algo glass – deixa os fãs sem palavras, em vez de suados. que até então não existia. há de tudo um pouco, do rangido de cadeiras ao Mas é este o objetivo de amon tobin no momenchiado de modems, tudo modificado e desconstruído com a ajuda de um to em que decidiu levar ao reino visual o show de haken Continuum (uma série de sensores cobertos por uma base única de ISAM. “A intenção não é sacudir a pista de dança neoprene que responde à pressão dos dedos). Sua obsessão é reinventar a ou levar as pessoas ao delírio”, diz ele. “parece que tradição musical com uma alucinada colagem de gêneros e conceitos. Para algumas pessoas vêm ao show esperando um dJ isso, criou um projeto que vai muito além do álbum em si, desdobrando-o em set, e o que eu acabo vendo na plateia é um tipo de olhar hipnotizado. No meu caso, não poderia pedir interpretações visuais que misturam artes gráficas, plásticas e digitais. o primeiro passo de tobin foi chamar a artista inglesa tessa Farmer, que pro- uma resposta melhor.” Pela primeira vez em sua carreira, tobin se afasta duz instalações cenográficas taxidermistas delicadamente coreografadas com insetos, animais e ossos, e pedir-lhe que fabricasse cenas para cada uma das das apresentações autocentradas de um dJ para músicas do disco. o resultado é a exposição e o livro vendido junto ao disco trazer uma experiência audiovisual em grande esControl over nature (Controle sobre a natureza), com imagens de esculturas cala e ao vivo ao público. o show apresenta uma imde insetos. permitindo que cada música existisse no espaço físico de uma pressionante estrutura de palco em forma de vários galeria, ele alcançou um grupo inteiramente novo de pessoas que poderiam não conhecer sua música.


cubos – de 7,5 metros de altura por 4,5 metros de comprimento e 2,5 metros de largura –, que muda de formato e envolve o produtor. essa instalação 3d multidimensional funciona como uma tela, em que são projetadas imagens usando a técnica de mapping, um software que cria ilusões ou sobressalta a forma existente. “o show não é uma grande produção com paredes gigantes de lEds piscando constantemente e um conteúdo visual sem sentido sendo projetado até você vomitar. é completamente original e realmente muito bizarro”, diz tobin. a apresentação leva o público a uma viagem por paisagens de ficção científica enquanto dobra os limites de tempo e espaço. o resultado é um mundo onde fogo, gelo e fumaça se misturam a constelações e ao caos de thrillers futuristas como o filme Blade Runner (1982) e O quinto elemento (1997), por exemplo. Assim, superfícies ganham vida e o impacto visual é tremendo. “Comparações poderiam ser feitas com deadmau5 e daft Punk, que fazem música eletrônica e se cercam de tecnologia enquanto se apresentam”, diz o músico. “Mas, ao contrário disso, ISAM é uma experiência muito mais cinematográfica, e é mais guiado por uma narrativa, com o visual e a música trabalhando juntos.” A ideia para a apresentação não ortodoxa de tobin começou com o desejo de criar um dJ set que girasse estritamente em torno do disco e não o fotos divulgação

deixasse apenas debruçado sobre um laptop ou mixando instrumentos eletrônicos no palco. em vez disso, ele desempenha o papel de maestro, atrás de um cubo central branco embutido na estrutura gigante. Por trás do véu de vidro opaco, tobin controla a música, bem como uma parcela da tecnologia de mapeamento visual. (enquanto uma equipe de efeitos digitais controla as projeções, tobin também opera uma câmera montada atrás do cubo que acompanha seus movimentos e projeta-os na face da estrutura 3d como um avatar estranho do mundo do filme Tron.) “A ideia desde o início era apenas ampliar os meus movimentos até o ponto onde realmente eu sou apenas uma pequena parte do que você está vendo”, diz ele. “Eu poderia ser a fonte de tudo o que está acontecendo, mas eu não sou o foco visual. porque visualmente, eu não sou tão interessante de se olhar.” Quem desenvolveu o programa ao lado de tobin foi o premiado estúdio de efeitos especiais de hollywood, o v labs Squared, que tem no currículo nomes de peso da música como 50cent, paul oakenfold, Korn e red hot Chilli peppers. o diretor de criação é o americano Alex lazarus, que já trabalhou com Massive Attack, lady gaga, Snoop dogg e dr. dre. Por trás de toda a magia da técnica do novo show está a emoção de dar aos fãs um gostinho de algo que eles nunca viram antes. “é uma estranha mistura da experiência de cinema e um aspecto do desempenho do produtor ao ponto onde sinto que estou quebrando um paradigma”, conta tobin. “Essa é a coisa que todos os envolvidos na produção têm, um sentimento de verdadeira contribuição à música.”


lá em casa

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Graças ao verde do terreno, rafic pode se dar ao luxo de ter vidros no luGar de paredes. abaixo, objetos de uso pessoal e enfeites se misturam a uma certa baGunça. “afinal, sou homem”, justifica.


é pau, é pedra, é vidro enquanto no quarto as paredes não têm acabamento, na sala há somente janelas, formando um ambiente 100% transparente. assim é a casa do arquiteto e designer rafic farah F o r a m q u a s e c i n c o m e s e s dormindo em uma cabana, ao lado de outros quatro pedreiros, no canteiro de obras de sua futura casa, no bairro do sumaré, em são Paulo. sofrendo de insônia, o arquiteto e designer Rafic Farah ia para lá quase toda noite, com comida e uma garrafa de uísque para o grupo. na roda, muitos “causos” e histórias de amor. “Certa noite, um desses cabras confessou ter matado três conterrâneos, que lhe botaram uns bons chifres”, conta Rafic, que, apesar de paulistano, prefere se apresentar como um “caboclo de coração”. “amo esses caras, amo o nordestino”, resume esse profissional de 63 anos, especialista em logomarcas e criador de campanhas publicitárias para empresas como C&A e Zoomp. Depois de ouvir Rafic falar sobre a fase da cabana e de sua relação quase íntima com os peões, fica mais fácil entender o conceito da casa. são duas unidades, construídas em momentos diferentes. A primeira delas, com quarto, banheiro e cozinha, foi erguida há dez anos. ali, as paredes não têm acabamento: ou são em barro ou em pedra, com vigas em madeira. alguns objetos também remetem à cultura nordestina, como uma peixeira enfeitando o corredor. “se você olhar bem, é até tosco”, resume o arquiteto. “Desde o início imaginei um ambiente com a cara da mão de obra”, completa. Tudo isso fica incrivelmente charmoso nas mãos de Rafic Farah. uma das paredes do quarto, por exemplo, foi toda transformada em janela – permitindo a entrada direta da luz natural e abrindo espaço para a vista do jardim. Rafic não sabia ainda, mas a obra não estava terminada. Inspirado em Oscar Niemeyer, Rafic desenhou uma segunda estrutura, dessa vez toda em concreto e rodeada pela transparência do vidro, que se conecta à casa de barro por um corredor. Como os imóveis vizinhos são extremamente arborizados, o arquiteto consegue manter uma relativa privacidade naquele ambiente, usado como sala de estar e de criação. Sem vigas, os 65 m2 de espaço parecem flutuar diante do verde do terreno. Dali, ele consegue enxergar claramente as águas de março, que tanto gosta de citar junto com outras composições de seu ídolo Tom Jobim. “aquele, sim, entendia da poesia das formas”, diz Rafic.

fotos bruno fernandes


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rAqueL talento de CaMaleão. Beleza MúltiPla. Para o Models.CoM, la ziMMerMann é uM dos dez íCones fashion do Mundo. ela agradeCe e não estressa. Pega a PranCha e vai surfar no havaí Fotos henrique gendre | edição Luis Fiod (Mint) Beleza Max WeBer usando Chanel e l’oréal Professionel | Coordenação editorial ariani Carneiro | Produção exeCutiva zeCa zieMBik | trataMento de iMageM faCtory retouCh

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a g r a n d e va n ta g e M d e t e r raquel zimmermann perto da gente é que ela nunca parece ser uma só – ela é, como vocês veem aqui, surpreendentemente múltipla. resultado de um talento maduro que começou a se manifestar já aos 14 anos. em maio de 2007, a Vogue América a nomeava entre “as próximas top models”, ao lado de Chanel iman, Coco rocha, Carol trentini e outras menos votadas. hoje, aos 28 anos, raquel não só confirmou a previsão como já frequenta, ao lado das mais madurinhas, aquele que é o mais respeitado ranking das tops das tops. o site models.com confere a ela a condição de ícone fashion. ícone, para valer: aquelas de quem a indústria não pode prescindir de jeito nenhum. raquel está em sexto lugar, à frente de lendas vivas como Claudia Schiffer, Stella Tenant, Naomi Campbell (gisele é a primeira, kate Moss, a segunda). outra coisa que faz a diferença em favor de raquel é que ela é cool e ela é cult. Quando lady gaga precisou de uma figuração linda, fina e chique para o seu vídeo Born this way, foi à gauchinha de Bom retiro do sul que ela recorreu. aliás, é bom esclarecer essa coisa de “gauchinha de Bom retiro do sul”. raquel tem orgulho das origens, mas sua cidade é nova york, o verão é nos hamptons e quando dá nela aquela irresistível vontade de surfar – paixão que compete com a música – ela vai ao havaí. foi o que aconteceu nesse mês de janeiro. raquel sobraçou suas pranchas e foi pegar seus tubos lá no Pacífico nada pacífico, frustrando aquele trêfego mundinho que aguardava por ela na são Paulo fashion Week. e quem disse que este ensaio não compensa toda e qualquer frustração? Status se a gente passear por um álbum de fotos suas, dá a impressão de que não há uma raquel Zimmermann, mas várias. Afinal, quantas são? raquel Zimmermann somente uma! eu! Mas me divirto com a chance de encenar, de interpretar. em um trabalho existem muitos aspectos, ou seja, fotógrafo, maquiador, luz, stylist... isso tudo é muito inspirador e excitante. Cria a possibilidade de interpretações, nuances, personagens... Status esse seu lado camaleão quem descobriu e como se revelou? Algum fotógrafo? Alguma coisa inata em você? A propósito, nunca pensou em ser atriz? raquel foi acontecendo... foi natural. nada programado. Cada trabalho, uma inspiração e um novo personagem. tantas pessoas estão me sugerindo ser atriz... Quem sabe? Status de dezembro de 2007 a fevereiro de 2010 você encabeçou a lista das tops das tops no site


models.com. Muda o patamar do cachê? Como é ter esse reconhecimento no meio de tantas mulheres deslumbrantes? raquel Fiquei impressionada por ficar no topo desta lista de ícones por tanto tempo. e, claro, lisonjeada e feliz de ficar ao lado de Linda Evangelista, a quem admiro muito. Status É a meditação transcendental que mantém você tão cool? raquel [rindo] é isso mesmo. a meditação faz eu me sentir super-cool, em harmonia com o nosso maravilhoso universo! Me tranquiliza, me dá concentração e foco. faz com que eu entenda e enxergue as coisas na proporção delas. e me faz ter uma vida mais saudável, em todos os sentidos. Status o mundo fashion ilude muita gente com uma aura de glamour e sofisticação. Como é a vida de fato, nos bastidores, nos camarins? Muita competição? Muita ciumeira? raquel na verdade, as lembranças que eu tenho do tempo de desfiles sempre foram de muita união e companheirismo entre as meninas.

Status Você toca violão, é muito ligada à música, de reggae a rock pauleira, passando por rock brasileiro. quais são as bandas que você levaria para uma ilha deserta? raquel Meu gosto é muito eclético mesmo. greatfull dead, Pink floyd, Marisa Monte, Mozart, Moby, Caetano veloso... só para citar alguns. Status no seu cardápio musical, incluiria aquele outro Zimmermann tão famoso quanto você? Robert Allen Zimmermann, aliás Bob Dylan? raquel Com certeza, eu amo Bob dylan! e seu histórico musical que influenciou toda uma geração. Minhas músicas preferidas são Mister Tambourine Man, Lay lady lay e Knocking on haven’s door. Status O que é que os homens não sabem das mulheres (bonitas) que deveriam saber? raquel Que algumas delas são inteligentes, ah, ah, ah!!!

Nirlando Beirão

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Status Você já passou por experiências, digamos, extravagantes, como gravar clipe com Lady gaga e comercial da gucci com o cineasta david Lynch. eles são iguais ao que parecem ser? raquel não. david lynch não foi nada do que eu esperava, ele é uma pessoa calma, alegre e querida. foi ele que me fez interessar pela meditação transcendental. lady gaga foi encantadora e simples, me apresentou à sua mãe, seu pai e irmã. ela é superfamília.


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Produção executiva Michelle Kimura | assistente de make/hair Guilherme Casagrande | assistentes de foto Jonathas Santos e Caio Porto | tratamento de Imagem RG Imagem | agradecimento Tapetes Punto e Filo


C H AV E D E C A D E I A

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UM SHOW NO REVEILLON

DENIS* NÃO ESPERAVA QUE, AO TERMINAR COM SUA NAMORADA EM PLENA FESTA DE ANO-NOVO, FOSSE TESTEMUNHAR UMA SESSÃO DE SEXO EXPLÍCITO PROTAGONIZADA PELA PRÓPRIA EX-PARCEIRA VINGATIVA E DOIS DE SEUS AMIGOS ilustração Thais Ueda


ESTE FIM DE ANO FOI PARA MIM INESQUECÍVEL. Eu e minha namorada, Roberta, passamos a virada na casa de praia de uns amigos em Búzios. Muita chuva, mas também muita comida boa, bebida e animação. O que eu não imaginava é que a animação da Roberta fosse chegar aonde chegou. E que ela descontaria uma desavença nossa da forma que descontou. Na verdade a animação era muito mais dos outros convivas da festança, pois eu e Roberta estávamos em um clima meio azedo, naquela fase de estranhamento que, acreditava eu, todo casal passa de vez em quando. O Natal com as respectivas famílias não tinha ajudado muito, é fato. E acho que nosso namoro, de pouco mais de um ano, já tinha dado o que tinha que dar – hoje, sinceramente, vejo que estávamos em uma espécie de “sobrevida” do relacionamento. Estas “sobrevidas”, sei agora, valem a pena ser evitadas. O fato é que na noite do dia 31 a gente estava cada um bem na sua, ela com as amigas dela, eu mais de canto, meio bodeado, pois precisaria voltar para trabalhar no Rio logo na segunda-feira. Mas a festa foi esquentando, o povo começou a beber intensamente, Roberta inclusive, e o som alto foi levando todo mundo para o jardim, ignorando a chuva que caía inclemente. A ceia foi servida, os fogos de artifício pipocaram no céu de Búzios e muito mais bebida foi servida. Vinho, champanhe, cerveja, vodca e uísque para todos, com sobra. Nas primeiras horas do ano-novo o jardim tinha virado uma pista de dança com a rapaziada pulando alucinadamente, casais se beijando, o clima esquentando pra valer. Foi quando a Roberta chegou em mim, que estava de canto, fumando um cigarro, e com o vestido branco todo molhado, me olhou com uma cara safada e, pegando na minha mão, quis me levar para o quarto. Ela estava a fim de sexo, era óbvio. Mas eu estava demasiadamente cansado, achando aquela festa toda demais da conta para mim. E me desvencilhei da mulher, falei que estava com sono e que precisava acordar cedo para pegar a estrada. Roberta me encarou indignada. Como assim, não quer me comer? Ela deve ter pensado. E soltou a frase fulminante: – Agora entendi, a gente já era. Bom

começar o ano com as coisas claras. Vou me divertir, boa noite e me esqueça! Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, a mulher estava de volta ao jardim dançando e pulando entre seus amigos. Todo mundo muito bêbado e com as roupas molhadas. As mulheres, com seus vestidinhos brancos, estavam praticamente nuas, e a tensão sexual era latente. Fui para dentro colocar uma camisa seca, pegar mais uma cerveja e acender mais um cigarro. Quando voltei à varanda, diante do jardim, com o que é que me deparo? Roberta na maior agarração com dois de nossos amigos! Ela no meio, beijando um e se roçando no outro. Ela realmente tinha sido rápida no gatilho. Uma de suas mãos já apalpava as partes baixas de um dos parceiros, o clima esquentava e eu, de boca aberta, mal acreditava no que testemunhava. Calma. Não vamos exagerar. Não estava me sentindo traído ou algo do gênero. Tampouco me excitava ver minha namoradinha, ou ex-namoradinha, se entreter com dois amigos na frente de todos. Eu estava tão surpreso diante da reação louca de Roberta que só conseguia olhar fixamente para aquela comunhão de corpos se atracando sob a chuva. Mas a temperatura seguiu subindo e Roberta logo tirou o vestido, ficando apenas de calcinha. Que gostosa que ela é, meus amigos. Morena com coxas grossas, quadril largo e bunda generosa, cintura fina, uma boca carnuda e cabelos compridos em um corte todo desfiado. Baita mulher! Ato contínuo ao despir-se de Roberta, a festa meio que congelou. Todos os demais participantes da balada no jardim se afastaram do trio caliente como que para observá-lo em distância apropriada. Ou para não se misturar indevidamente ao que acontecia ali, na frente de todos. E o foco total sobre eles deve ter aumentado ainda mais a excitação de Roberta, porque em poucos segundos a louca

estava de joelhos, abaixando a calça de um de seus parceiros e, sem demora, colocando todo o membro ereto do sujeito em sua boca ávida. Começava ali uma ses-

são de sexo explícito ao vivo e em cores, sem aviso prévio, para todos os presentes que curtem esse tipo de entretenimento, ou não.

Eu seguia ali, paralisado, fumando um cigarro atrás do outro. Chocado com a ousadia da, até horas atrás, minha namorada. Roberta seguia em sua função oral sem sequer parar para respirar. O agraciado gemia cada vez mais alto. Sim, eu sabia o que ele sentia, pois a moça era espetacular na arte do cunilingus. A chuva seguia molhando a todos, mas a umidade que unia aquele trio era de outra natureza, certamente. Parecia que quanto mais as pessoas olhavam o showzinho do trio, mais eles se empolgavam. Tanto é que, na sequência, enquanto o acariciado por Roberta deitava na grama para usufruir ainda mais dos beijos gulosos da mulher, que se ajeitou de quatro para seguir na função, o terceiro elemento abaixou as calças e sem titubear penetrou Roberta por trás, em uma estocada seguida por outra. Os gemidos aumentavam em progressão geométrica, ao mesmo tempo que o silêncio excitado dos demais convidados também aumentava. Não é fácil ficar imune a um

espetáculo daqueles, onde dois homens e uma mulher se entregam ao prazer mais primitivo sem pudor, na nossa frente, a poucos metros dos nossos olhos.

Por muitos minutos Roberta chupava e era penetrada simultaneamente. Recebia e dava prazer de maneira desavergonhada, como se o mundo fosse acabar naquele instante, não o ano que estivesse começando. Eu, da minha parte, deitei em uma rede no lado oposto da casa e tentei esquecer, fazer crer que tudo aquilo tinha sido um sonho maluco. Na manhã seguinte, como tinha planejado, fui o primeiro a acordar. Ao colocar a mala no carro, passei por Roberta e seus parceiros aninhados em um canto do jardim, ainda seminus e molhados de chuva e sexo. Voltei para o Rio com a certeza de que, por maior que fosse o furacão sexual existente naquela mulher, o melhor para mim certamente seria partir para outra. *Denis, 41 anos, é dentista no Rio de Janeiro

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Beleza Cecília Macedo (Capa Mgt) | Produtor de moda Clessi Cardoso | Produção-executiva Michelle Kimura | Assistente de foto Frederico Hotero | Assistente de Beleza Patrick Pontes (Capa Mgt) | Modelos Thomaz de Oliveira (Joy), Bruna Barbosa (Oca), Veronica Salin (Oca) e Barbara Barreto (L’equipe)

Smoking Giorgio Armani R$ 10.200 | Gravata R$ 495 e faixa R$ 1.490 Emporio Armani | Camisa Gucci R$ 2.600 | Abotoaduras Ermenegildo Zegna R$ 1.220


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MODA

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SELECIONAMOS OS MELHORES TRAJES BLACK TIE PARA VOCÊ CURTIR O CARNAVAL EM GRANDE ESTILO fotos J.R. DURAN

edição de moda CESAR FASSINA (ICON MGT)


Nesta página: Summer Jacket, camisa, gravata (aluguel sob consulta) Black Time | Abotoaduras ouro 18k Tiffany & Co. R$ 6.530 | Óculos Tom Ford para Ótica Wanny R$ 1.282 Na página ao lado: Smoking R$ 3.358, camisa R$ 678 e abotoaduras R$ 368 Hugo Boss | Faixa R$ 960 e gravata R$ 490 Gucci | Sapatos Louis Vuitton R$ 1.670


Nesta pรกgina: Smoking R$ 1.590, camisa R$ 298, faixa R$ 260 e sapatos R$ 650 Daslu Homem | Abotoaduras Alexandre Bucci para Pretorian R$ 772 | Gravata Ricardo Almeida R$ 390 Na pรกgina ao lado: Blazer smoking R$ 2.698, calรงa smoking R$ 1.224, camisa R$ 860 e abotoaduras R$ 394 Ricardo Almeida | Gravata Daslu Homem R$ 90 | Relรณgio Versace para Corsage R$ 7.640


Nesta página: Smoking R$ 4.990, camisa | R$ 975, gravata R$ 395, faixa R$ 595 e sapatos R$ 1.750, Canali Abotoaduras Double Knot by Tiffany & Co. R$ 1.430 | Óculos Oliver Peoples para Ótica Morisson R$ 1.235

Na página ao lado: Smoking R$ 6.540, camisa R$ 1.035, gravata e faixa R$ 875 Ermenegildo Zegna | Abotoaduras Signature Cuff by Tiffany & Co. R$ 14.685 | Sapatos Salvatore Ferragamo R$ 2.390 | Relógio Ethos by H.Stern R$ 6.020

Agradecimento especial: Fantasias Ateliê Benassi (Mi Benassi) (11) 2987 5948 , João Carlos Martins (estilista) e sandálias Fernando Pires (11) 3068 8177 • Onde encontrar: Black Time (11) 3088 5807, Canali (11) 3552 1020, Corsage (11) 3758 4953, Daslu Homem (11) 3044 2490, Emporio Armani (11) 3897 9090, Ermenegildo Zegna (11) 3031 4771, Giorgio Armani (11) 3062 1386, Gucci (11) 3097 0442, H.Stern 0800 227442 , Hermès (11) 3552 4500, Hugo Boss (11) 3813 6390, Louis Vuitton (11) 3819 4807, Ótica Morisson (11) 3032 8803, Ótica Wanny (11) 3815 0135, Pretorian (11) 2344 2255, Ricardo Almeida (11) 3812 6947, Salvatore Ferragamo (11) 3758 4791, Swains (21) 22940815 e Tiffany & Co. (11) 3815 7000


ÍCONES DE ESTILO

por Priscilla Portugal

ESTILO ELES TÊM DE SOBRA, AFINAL, TRABALHAM COM ISSO E TÊM A VISÃO APURADÍSSIMA. MAS CADA UM O TRADUZ À SUA MANEIRA. ACOMPANHE AS LIÇÕES DE TUFI DUEK E OSKAR METSAVAHT

SOFISTICAÇÃO SOB MEDIDA

Sempre fashion O criador da Forum é carioca, mas sua moda aconteceu mesmo em São Paulo. Em 1975, aos 21 anos, lançou a marca Triton, de malharia jovem. Seis anos depois, apostou no jeans e criou a grife, de perfil superurbano, que o tornou conhecido mundialmente. Em 2008, vendeu seu grupo para o conglomerado catarinense AMC Têxtil e, um ano depois, saiu da companhia. Mas nunca deixou de lado o visual cosmopolita que consagrou suas grifes.

As peças escolhidas por ele são ajustadas ao corpo. “O costume é uma peça clássica, mas esse corte, cor e modelo nos remetem a um visual atual e muito refinado”, diz a consultora Maria Roberta Lapetina, especialista em estilo pelo Image Resource Center, de Nova York. Todas as peças têm linhas simples e estruturadas. Ele costuma eleger cores neutras, como cinza, preto, azulmarinho e branco.

O COURO NOSSO DE CADA DIA

A jaqueta de couro já se tornou uma marca registrada de Tufi Duek. Sempre impecável e com corte atual. “Ele é um homem contemporâneo, gosta de cuidar do visual, é antenado nas principais tendências e ousa apostar em combinações diferentes quando se encaixam no seu perfil, como calça e camisa sociais com tênis”, completa Maria Roberta.

ILUSTRAÇÃO PEDRO MATALLO | FOTOS MASTRANGELO REINO/ LEONARDO WEN – FOLHAPRESS | | TRICIA VIEIRA / FOTOARENA | JORGE BISPO/FOLHAPRESS


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MENINO DO RIO

Como mora em uma cidade litorânea e curte esportes, suas roupas refletem esse estilo de vida. A calça com barra dobrada e a camiseta com um leve decote são um exemplo do que isso significa. “Seus óculos modernos e relógios coloridos de borracha também. O corte de cabelo é despojado e não necessita de muitos cuidados”, diz Luciana.

ETERNAMENTE JOVEM

Aos 50 anos, Oskar Metsavaht mostra que é possível ter um estilo jovial e elegante ao mesmo tempo. “Em seu armário não faltam camisetas, jeans e tênis. As cores que escolhe são geralmente neutras, sendo que ele não gosta de muita estampa ou de peças que chamem a atenção. Mas esse casual – que aparece na malha da camiseta, no corte e na lavagem do jeans e no tênis descolado – tem uma pitada de modernidade e elegância”, diz Luciana Ulrich, sócia da Immagine, consultoria de imagem pessoal e corporativa.

Da medicina ao esporte A história dele é digna de roteiro de Hollywood: um jovem médico resolve jogar a carreira para o alto em 1989 e abrir sua própria grife. A moda entrou em sua vida por acaso, três anos antes, quando decidiu escalar o Aconcágua, na Argentina, pico mais alto da América do Sul. Ao arrumar as malas, não encontrou uma loja onde pudesse comprar roupas esportivas que aguentassem tanto frio. Resolveu criá-las. Foi tão elogiado que passou a produzir e comercializar trajes com o espírito sportswear que sempre o caracterizou. O resultado é a Osklen, que acabou se tornando a cara do Rio de Janeiro.


MODA

1. Dwiss-Emme R$ 4.400 2. TW Steel edição Emerson Fittipaldi para Joalheria Grifith R$ 3.640 3. Emporio Armani R$ 1.199 4. Armani Exchange R$ 1.050 5. Fossil R$ 750 6. IWC – Yacht Club Volvo Ocean Race 2011-2012 para Frattina (preço sob consulta) 7. Citizen R$ 2.100

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Onde encontrar Amsterdam Sauer (11) 3816 6225 | Armani Exchange 0800 055 4898 | Citizen (11) 3392 2820 | Diesel 0800 055 4898 | Dwiss www.dwiss.com | Fossil 0800 055 4898 | Emporio Armani 0800 055 4898 | Frattina (11) 3062 3244 | H.Stern 0800 022 7442 | Joalheria Grifith (11) 3552 2828 | Montblanc (11) 3552 8000 | The Graces (11) 3285 6668 | Victorinox (11) 5584 8188 | Agradecimento: Romeu Couros


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PONTEIROS DE ESTIRPE

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COM PULSEIRAS DE COURO, BORRACHA OU AÇO, OS RELÓGIOS ESPORTIVOS ESBANJAM VERSATILIDADE E PODEM SER USADOS COM MUITA CLASSE EM QUALQUER OCASIÃO FOTOS GUSTAVO ARRAIS EDIÇÃO ARIANI CARNEIRO PRODUÇÃO MICHELLE KIMURA

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8. Montblanc Sport R$ 8.151 9. Tag Heuer Carrera para H.Stern (preço sob consulta) 10. Diesel R$ 2.650 11. Breitling Chronomat 01 para Joalheria Grifith R$ 18.660 12. Omega Coleção Speedmaster Date para The Graces R$10.380 13. Victorinox R$ 2.367 14. Amsterdan Sauer Mercury (preço sob consulta)


VA I D A D E

por Suzana Borin

DE CARA NOVA

PEGOU PESADO NA BALADA? CONHEÇA ALGUNS PRODUTOS QUE AJUDAM A DISFARÇAR OS EFEITOS DA NOITADA A N O I T E F O I D A Q U E L A S , você bebeu todas e praticamente não dormiu. Ok, balada perfeita – a não ser pelo fato de que ainda é quinta-feira e você vai ter de encarar o chefe logo pela manhã. Mas nada de pânico. O mercado está sendo inundado por produtos antifadiga feitos especialmente para a pele masculina. À base de cafeína, que ajuda a diminuir a irritação ao redor dos olhos, e de ingredientes com propriedades calmantes, essas pequenas poções pós-balada prometem efeito imediato. “São componentes que melhoram a circulação e ajudam a clarear as olheiras”, diz a dermatologista Solange Pistori Teixeira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

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1. GEL PARA OLHOS VERDON, DA L’OCCITANE. COM EXTRATOS DE PLANTAS ORGÂNICAS, AJUDA A ENERGIZAR A PELE, ELIMINANDO OS SINAIS DE CANSAÇO. R$ 68. WWW.LOCCITANE.COM.BR 2. DÉFATIGANT VISAGE FATIGUE FIGHTER, DA CLARINS. REFRESCA A PELE CANSADA, ELIMINA MARCAS DE ESTRESSE E TORNA OS TRAÇOS MAIS LISOS. R$ 125. WWW.CLARINS.COM 3. DERMO SYSTEM SÉRUM YEUX TENSEUR DÉFATIGANT, DA DIOR. ALÉM DE DIMINUIR OS SINAIS DE ENVELHECIMENTO, DÁ AO CONTORNO DOS OLHOS UMA APARÊNCIA MAIS LISA E DESCANSADA, DIMINUINDO BOLSAS E OLHEIRAS. A SUGESTÃO É APLICÁ-LO DIARIAMENTE. R$ 236. WWW.DIOR.COM 4. ANTI-FATIGUE COOLING EYE GEL, DA CLINIQUE. INDICADO PARA REDUZIR AS OLHEIRAS, ELE PROMETE HIDRATAR A ÁREA DOS OLHOS INSTANTANEAMENTE. R$145. WWW.CLINIQUE.COM.BR 5 LIFTACTIV EYES, DA VICHY. ESTE É UM CONCENTRADO 3 EM 1: ESTIMULA A CIRCULAÇÃO, COMBATE BOLSAS E OLHEIRAS E ATUA SOBRE AS RUGAS. COM TEXTURA EM GEL, O PRODUTO É INDICADO PARA OLHOS SENSÍVEIS. R$ 113,90. WWW.VICHYHOMME.COM.BR

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6. AQUA SENSATION COM HYDRA QI, DA NIVEA. AGE NA REDUÇÃO DO INCHAÇO E DAS MANCHAS ESCURAS DO OLHAR CANSADO. À BASE DE EXTRATO DE PEPINO E MAGNÉSIO, O PRODUTO TEM AÇÃO HIDRATANTE E ANTIINFLAMATÓRIA, O QUE MELHORA A APARÊNCIA DA PELE. R$ 24,90 WWW.NIVEA.COM.BR

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7. FACIAL FUEL EYE DE-PUFFER, DA KIEHL’S. INDICADO PARA REDUZIR AS OLHEIRAS E O INCHAÇO ABAIXO DOS OLHOS, PROPORCIONA SENSAÇÃO DE FRESCOR. R$ 85. WWW.KIEHLS.COM 8. REVITALIFT ROLL ON OLHOS, DA L’ORÉAL. ENRIQUECIDO COM CAFEÍNA, TEM A VANTAGEM DE VIR NO FORMATO ROLL ON, O QUE FACILITA A APLICAÇÃO. R$ 39,90. WWW.LOREALPARIS.COM.BR


GASTRONOMIA

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MUITO ALÉM DO COQ AU VIN A ALQUIMIA NA COZINHA GANHA O REFORÇO DO ÁLCOOL NA PANELA, COM CHEFS APOSTANDO EM PRATOS À BASE DE CERVEJA, UÍSQUE, LICORES, SAQUÊ, ESPUMANTE E CACHAÇA por Priscilla Portugal

ACIMA, CRÈME BRÛLÉE COM CAFÉ E CACHAÇA, DO BLÚ BISTRÔ. À DIR., MAMINHA PUXADA NA CAMBRAIA, DO LÁ DA VENDA

O COQ AU VIN (galo ao vinho) é uma das mais conhecidas utilizações de bebida alcoólica na essência de uma receita culinária. O vinho, que amacia e tempera a carne, até batiza o prato. Mas, de um modo geral, a união de bebida e comida sempre ficou restrita à mesa, com a harmonização de vinhos e cervejas com carnes e massas. A novidade é a aplicação sem pudores de diversos tipos de alcoólicos na preparação de receitas sofisticadas. “Essa é uma tendência que veio para ficar. A bebida é um ingrediente importante e assume funções na cozinha: ameniza o doce de sobremesas, equilibra a gordura de alimentos pesados e ainda ajuda a marcar a origem do prato”, explica Raul Carrasquillo, professor do curso de gastronomia do Centro Europeu, em Curitiba. Até a brasileiríssima cachaça, vejam só, vira ingrediente nas mãos dos chefs. Os restaurantes paulistanos Dui e Lá da Venda, por

exemplo, fizeram um cardápio inteiro com pratos à base da versão envelhecida da cachaça Cambraia. Os menus, temporários, incluíram a maminha puxada na Cambraia, criada pela chef Heloísa Bacelar, e a dourada em crosta de castanha-do-pará com ervilha e tapioca ao molho de curry e Cambraia, de Bel Coelho. Também aposta no destilado-símbolo do País o chef Gastón Damian, do Blú Bistrô, em sua releitura do francês Crème Brûlée, temperado com café e cachaça. Embora a cachaça seja nossa produção mais icônica, não resta dúvida de que a cerveja é a bebida mais consumida por aqui. E essa cultura se reflete na gastronomia. No Brasil a Gosto, em São Paulo, a coxa de frango de leite na cerveja recheada com linguiça Blumenau grelhada, com purê de batata, creme de milho e couve-manteiga, da chef Ana Luiza Trajano, faz salivar qualquer cervejeiro de plantão.

CEVICHE MÁNCORA AO PERFUME DE BRANDY, DA SURI CEVICHERIA


PRATOS ETÍLICOS Como as bebidas alcoólicas podem ser aplicadas às receitas CACHAÇA Casamento perfeito: carnes vermelhas e doces Por que: amacia a carne Chef que costuma usar: Heloísa Bacelar, do Lá da Venda CERVEJA Casamento perfeito: embutidos e frango Por que: o amargor do lúpulo equilibra o sabor forte dos ingredientes Chef que costuma usar: Anna Meireles, do Konstanz SAQUÊ Casamento perfeito: salmão e pratos da cozinha japonesa Por que: o álcool equilibra a gordura do peixe Chef que costuma usar: Tsuyoshi Murakami, do Kinoshita CHAMPANHE Casamento perfeito: camarão Por que: por ser mais suave que o vinho branco, não anula o sabor do nobre ingrediente Chef que costuma usar: Ilda Vinagre, do Trindade BRANDY Casamento perfeito: doces e frutos do mar Por que: traz um toque de cereja à sobremesa e harmoniza com o adocicado dos frutos do mar Chef que costuma usar: Dagoberto Torres, da Suri Cevicheria UÍSQUE Casamento perfeito: salmão e sobremesas à base de chocolate Por que: deixa o peixe mais adocicado e concentra o sabor do doce Chef que costuma usar: Ina de Abreu, do Filipa

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SALMÃO MARINADO COM RESÍDUO DE SAQUÊ E PASTA DE SOJA, DO KINOSHITA

Mas as inovações não param por aí. Saquê, champanhe, rum, jerez e licores típicos de outros países, como o Pastis francês (à base de anis), o Brandy (de cereja) e o italiano Limoncello dão novo charme a sabores conhecidos. É o caso do salmão marinado com resíduo de saquê e pasta de soja do Kinoshita, em São Paulo, e do robalo ao molho de champanhe com purê de mandioquinha do Le Buteque. O Pastis, por sua vez, é usado em iguarias como o camarão.“Seu sabor herbáceo traz um gosto mediterrâneo ao crustáceo”, diz Renato Carioni, que criou o prato para o Così. Já Dagoberto Torres desenvolveu o ceviche máncora para a Suri Cevicheria, também em São Paulo, com mexilhões, lula e camarão ao molho de tomate grelhado, perfumado com brandy – o que garante um sabor mais doce. O toque adocicado de algumas bebidas, contudo, serve para equilibrar os alimentos mais pesados, principalmente os que são à base de carnes vermelhas. O chef Filipe Bronze, do carioca Oro, dá a receita. “O wagyu argentino, assado na lenha, com aipim crocante defumado e reduções de jerez traz equilíbrio entre a doçura da bebida, a acidez do vinagre e a gordura da carne”, diz. Se for tentar algum prato em casa, fica a dica: nunca coloque em uma receita algo de qualidade inferior ao que você beberia. “De nada adianta comprar um camarão magnífico e temperá-lo com um vinho ruim. Estraga o prato”, completa o chef Raul Carrasquillo, que acrescenta: “No caso de molhos à base de redução, a regra é primordial, pois, com a evaporação do álcool, o sabor da bebida fica ainda mais evidente.”

COXA DE FRANGO DE LEITE NA CERVEJA RECHEADA COM LINGUIÇA BLUMENAU, DO BRASIL A GOSTO


TOYS FO R BOYS

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CORPO E MENTE

NOVO EQUIPAMENTO DA MODA NO BRASIL, A PLATAFORMA VIBRATÓRIA PROMETE REDUZIR O TEMPO DE UM EXERCÍCIO DE 60 PARA 15 MINUTOS E AINDA EMAGRECER, FORTALECER OS MÚSCULOS E MELHORAR A CAPACIDADE CARDIOVASCULAR POR PITI VIEIRA

VIBRAÇÃO VIBRAÇÃO VIBRAÇÃO MÁXIMA MÁXIMA MÁXIMA


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A S P L ATA F O R M A S V I B R AT Ó R I A S não são novidade fora do Brasil – a técnica foi desenvolvida na década de 60 para ajudar astronautas russos a se recuperar dos efeitos da falta de gravidade –, mas o treino de vibração é um tema de crescente popularidade no mundo fitness nacional devido à sua capacidade de aumentar uma variedade de qualidades atléticas valiosas. Uma plataforma vibratória se assemelha um pouco àquelas balanças antigas de farmácia, mas com uma base um pouco maior. Essas máquinas têm plataformas que se movem em até três direções: de frente para trás, para os lados e para cima e para baixo (numa velocidade entre 30 e 50 vezes por segundo). O vaivém é praticamente imperceptível, mas causa um aumento da carga gravitacional. Ou seja: você tem a impressão de que a gravidade aumenta, mas, na verdade, a aceleração da plataforma soma-se à da gravidade e, com isso, os músculos trabalham mais, fazendo com que mais fibras sejam utilizadas em resposta ao estímulo. “É a variação da velocidade que gera um desequilíbrio em quem está em cima do equipamento”, relata o professor Paulo Sergio Gomes, coordenador do laboratório de treinamento de força da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Diferentemente do que muita gente pensa, a plataforma vibratória não é um exercício para quem não gosta de se exercitar. Não basta ficar imóvel, esperando a máquina trepidar. “O músculo já se contrai só de ficar em cima da plataforma, mas de passivo esse exercício não tem nada. Pelo contrário: você precisa fazer muita força, o que obriga o atleta a ajustar constantemente a atividade muscular usando reflexos neurológicos”, garante a professora Kenya Godinho, da academia Corpore, de Belo Horizonte, que há dois anos dá aula com o aparelho. “Um trabalho de meia hora queima até 800 calorias – dependendo do peso e da capacidade aeróbica da pessoa.” Para se ter uma ideia do que isso representa, é necessário correr dez quilômetros em uma hora para queimar a mesma quantidade de calorias.

POTÊNCIA Em cima da plataforma, dá para fazer qualquer tipo de movimento, de agachamento a flexão de braços e até abdominais. “A combinação das contrações com a ginástica feita sobre o aparelho potencializa o exercício, produzindo resultados em menos tempo de treino”, explica Rick Kowarick, da Kowarick Vibration Academy, em São Paulo, a primeira academia da América Latina especializada em exercícios com o equipamento.

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“As plataformas aqui na academia eram um item mais fisioterápico. Hoje, fazem parte do treinamento dos lutadores, um trabalho de agilidade, com agachamento, salto e equilíbrio, por exemplo”, diz Diogo Souza, coordenador técnico do MMA da Team Nogueira, o centro de treinamento dos gêmeos Rodrigo e Rogério Nogueira, ou Minotauro e Minotouro, respectivamente. “A transição de estímulos acaba deixando o corpo do atleta mais inteligente. A vibração, ao provocar uma elevação da temperatura corporal, reduz a resistência muscular ao estiramento, deixando os músculos mais flexíveis”, garante ele. Segundo especialistas, meia hora de exercícios em cima de uma plataforma trabalha o corpo todo (o equivalente a uma hora de malhação tradicional). E não adianta ficar mais tempo, pois cada grupo muscular pode receber, no máximo, seis minutos de estímulo. Se ultrapassar esse período, há o risco de causar fadiga. Já a frequência ideal é três vezes por semana. Os modelos mais simples do equipamento, de uso caseiro, custam cerca de R$ 3 mil. Os mais sofisticados chegam a R$ 40 mil.

OUTRO LADO Apesar dos ganhos de fexibilidade, há quem faça ressalvas ao uso do aparelho. “A maioria dos estudos não mostrou maior eficiência em relação a um método convencional para ganho de massa ou perda de peso. Já o treinamento de flexibilidade feito após a exposição à vibração apresentou maior eficiência, assim como foram observadas melhoras na força e potência musculares em pessoas idosas ou com baixo nível de treinamento”, conta Mauro Batista, do Laboratório de Adaptações Neuromusculares ao Treinamento de Força da Escola de Educação Física e Esportes da USP.

Benefícios Auxilia o alongamento Ganho de força Perda de medidas Drenagem linfática Enrijece os músculos Aumenta a densidade óssea (fortalecendo os ossos)


CORPO E MENTE

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AO AR LIVRE

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EQUIPAMENTOS E EVENTOS PARA MELHORAR SUA PERFORMANCE FÍSICA E MENTAL

TRILHA SONORA O fone de ouvido intraarticular Philips O’Neill foi desenvolvido para quem não abre mão de uma boa música até mesmo na hora de praticar esportes. Com alto-falantes de 9 mm, proporciona um som mais potente e com ótimo isolamento acústico. PREÇO: R$ 103 www.netshoes.com.br

HERDEIRA Extremamente leve, com um peso total de apenas 7,4 kg, a bicicleta BMW M tem quadro de carbono na cor antracite e o logotipo da marca alemã na barra superior. Outras referências à série de alta performance da montadora são as inserções em vermelho nas rodas, manoplas e selim PREÇO: R$ 15.410 www.bmw.com.br

COVA RASA A pá dobrável da marca americana Gerber, que fabrica equipamentos para o Exército americano, pesa apenas 1 kg. Usada em camping ou expedições, tem a pá feita em carbono e aço, o cabo em alumínio anodizado e a manopla em fibra de vidro e náilon. PREÇO: US$ 23 www.gerbergear.com

EXTERMINADOR O SteriPEN Classic é um purificador de água portátil (recarregado via USB ) que usa raios ultravioleta. Basta colocá-lo em meio litro de água, ligá-lo e em 48 segundos o dispositivo promete matar 99% das bactérias, vírus e protozoários – em um litro, o tempo passa para 90 segundos. PREÇO: US$ 120 www.steripen.com

AGENDA • No dia 4 de fevereiro, acontece a 10ª edição da Volta à Ilha de Santo Amaro, mais conhecido como Guarujá, litoral paulista. É a maior prova de revezamento em canoa havaiana da América Latina, com 75 km em mar aberto e em rio. www.canoahavaiana.com.br • A Win Sports Summer Night Run é uma corrida noturna realizada no dia 11 de fevereiro, na praia de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. Os percursos são de 5 km e 10 km. www.summernightrun.com.br • São Pedro, localizada no interior de São Paulo, realiza pela quarta vez o Carnaventura. O objetivo é oferecer aos participantes atividades físicas integradas com a natureza. De 18 a 21 de fevereiro. www.ativo.com FOTOS DIVULGAÇÃO


JOGOS OLÍMPICOS

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O PA L Á C I O D E B U C K I N G H A M , a residência oficial de sua majestade Elizabeth II e morada dos reis ingleses desde 1837, preserva, assim como a maioria da população britânica, as tradições que fazem da realeza um patrimônio cultural daquele país. E um dos rituais mais cultuados é a troca de guarda da rainha. Da janela do imponente castelo, onde 775 salas se dividem em 77 mil m2, Elizabeth consegue ver seus guardas fazer os movimentos milimetricamente sincronizados que se tornaram um programa turístico da capital inglesa. Mas, em breve, isso vai mudar. E, por incrível que pareça, os ingleses estão adorando. Não que eles tenham deixado de venerar a monarquia. É que, ali, bem no quintal da rainha, acontecerão os jogos de vôlei de praia das Olimpíadas de Londres – um espaço onde os ingleses poderão ver as mais belas atletas vestindo biquínis e caindo na areia no melhor estilo à milanesa. “O vôlei de praia é barulhento, colorido e vibrante. É um esporte diferente de todos”, diz Richard Callicott, da Federação Britânica de Vôlei. Para os ingleses, o vôlei de praia é relativamente novo – a única vez que seus atletas competiram foi em 1996, nos jogos de Atlanta. Por isso mesmo, um frenesi toma conta da população: quase todos os ingressos já estão esgotados, e a maior procura é pelas entradas dos jogos femininos. Afinal, ninguém quer perder o desfile das musas com corpos torneados e deliciosamente bronzeados. Pelo menos foi o que se viu em um torneio amistoso, organizado no fim do ano passado para testar o evento. Mais de 120 caminhões despejaram 2,2 toneladas de areia para criar uma quadra de competição, duas de aquecimento e mais duas de treino. Sucesso absoluto, o evento recebeu mais de 15 mil pessoas por dia, o mesmo número que acompanhará a competição nos Jogos Olímpicos. Do jeito que as quadras prometem ferver, vai ter gente querendo acabar de vez com a troca de guarda.

NO QUINTAL DA

RAINHA SEM MAR, A CIDADE DE LONDRES TRANSFORMARÁ O PÁTIO DO PALÁCIO DE BUCKINGHAM EM ARENA PARA O VÔLEI DE PRAIA, O QUE PROMETE SER A SENSAÇÃO DA OLIMPÍADA

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QUASE TODOS OS INGRESSOS ESTÃO ESGOTADOS. E A PROCURA É MAIOR PELOS JOGOS FEMININOS MAIS DE 15 MIL PESSOAS PAGARAM PARA ASSISTIR AO TESTE DAS QUADRAS

Patrocínio:


ensaio

bonita

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natureza

amante das atividades ao ar livre e s贸sia da duquesa kate middleton, a modelo deyse krieger desfila seu corpo dourado pelas praias do brasil, enchendo nossa vida de gra莽a fotos joaquim nabuco


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N ã o i m p o r ta s a b e r a s m e d i d a s da modelo catarinense deyse Krieger. basta olhar para as fotos deste ensaio para ver que elas são perfeitas, ou melhor, são na medida certa. ou você trocaria as curvas desta dama de olhos verdes por qualquer uma das mulheres-fruta? A gente, definitivamente, não. deyse revirou todos os nossos sentimentos desde a primeira vez que a vimos, montada em um cavalo, nua em pelo, cavalgando por uma praia paradisíaca. “Foi maravilhoso fotografar nas dunas das praias de Joaquina e moçambique, ambas em Floripa. Fiquei super à vontade”, conta ela, que também viajou por vários pontos do país fotografando para o livro “braziliangels”, do fotógrafo Joaquim Nabuco, lançado pela editora americana Schiffer e do qual ela é capa. Uma mulher gostosa como deyse, com o corpo escultural de uma scarlett Johansson e o sexy appeal da duquesa Kate middleton – de quem ela foi eleita sósia para uma campanha de tintura de cabelo –, não cruza seu caminho duas vezes nessa vida. por isso, caso você queira testemunhar sua beleza pessoalmente, vai ter que circular por alguns lugares do rio de Janeiro, como a praia de ipanema, onde ela joga frescobol e assiste ao pôr do sol; a Lagoa rodrigo de Freitas, onde pedala com frequência; o restaurante Juice Co, no Leblon, onde costuma jantar; e a feira hippie de ipanema,

onde vai para passear. “Aos 19 anos, me mudei para o Rio de Janeiro para ficar cinco meses e acabei me apaixonando por esta cidade maravilhosa”, diz ela. “mas sempre que posso vou para santa Catarina. Lá passo as férias ao lado da minha família e dos amigos, no meio do verde. em poucos minutos estou na praia brava, balneário Camboriú, estaleirinho, bombinhas...” a sósia de Kate aprecia homens charmosos, sinceros, alegres e companheiros – além de inteligentes – e nunca, mas em hipótese alguma, mentirosos. e mais: a beldade, de corpo e traços inesquecíveis, é 100% a favor do sexo com amor. e estamos conversados. mas isso não quer dizer que ela não tenha fantasias. “a vida é cheia de fantasias”, provoca deyse, que se descreve como sonhadora, romântica, corajosa e meio bipolar. Pausa. Defeitos são necessários, meu caro, afinal, você não gosta de brincar de barbie, correto? “posso ser doce e leve, tanto quanto ansiosa, sensível ou forte”, afirma ela, que também tem mania de arrumação – “não posso ver nada fora do lugar” – e é ciumenta – “mas na medida certa”. deyse se prepara no momento para invadir a televisão. Nem pense em reality shows, porque esse lado “artístico” não convence nossa musa. “Fiz um curso de interpretação para tevê por cinco meses, e este ano começo a fazer teatro no tablado”, conta ela, adicionando consistência ao seu delicioso molho.


ensaio

“foi maravilhoso paradisíacas pelo super

fotografar em praias brasil afora. fiquei à vontade”


sangue-frio

descida por Elka Andrello, do Nepal

radical


BABU E LAKPA, LoGo APÓs o sALto Do toPo Do EVEREst

alcançar o oceano a partir do topo do everest. parece delírio, mas foi o que fizeram dois nepaleses, que escalaram os 8.848 metros da montanha mais alta do mundo e decolaram lÁ de cima em um voo duplo de paraGlider até pousar na índia, de onde seGuiram rumo ao mar em um caiaque


sangue-frio

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rota íngreme China “ E u o l E v o at é o t o p o d o m u n d o e você me leva até o mar.” a proposta vinda do experiente guia de montanhas lakpa tsheri Sherpa, 37 anos, para o piloto de paraglider Sano Babu Sunuwar, 28 anos, rendeu uma extraordinária aventura com quebra Afeganistão de recordes históricos, acontecida na última temporada de escalada no Everest: decolar do cume da montanha de paraglider em voo duplo e descer de caiaque até a Baía de Bengal, na Índia. Foi a primeira vez na história que uma expedição não se contentou em “apenas” atingir o ponto mais alto do planeta, na cordilheira do Himalaia, na fronteira entre o nepal e o tibete, e voltar a salvo até o campo base Paquistão da montanha, a mais de cinco mil metros de altitude. da etnia sherpa, nascido e criado na região do Everest, lakpa, já chegou três vezes ao topo do planeta e é conhecido por sua competência em organizar expedições e levar pessoas e grupos em segurança até o alto das montanhas do Himalaia. “meu primeiro cume foi em 2003. Quando cheguei ao topo, pensei que não era tão difícil assim e que seria bom voar de lá”, conta lakpa. Com isso em mente, foi até Goa, na Índia, aprender paragliding, mas achou as festas mais interessantes e voltou para casa sem nenhuma experiência de voo. anos depois, aprendeu as técnicas do esporte em um curso de nove dias no nepal, mas, quando tentou voar, caiu e sofreu um acidente, sem maiores consequências. um de seus irmãos sugeriu que ele procurasse Babu, piloto que acumula 4.600 horas de voo e feitos como cruzar o nepal de leste a oeste de paraglider. do encontro entre o dois, começou não apenas uma grande amizade, mas uma expedição que, para iniciantes, levaria anos de treino, organização e busca de patrocinadores. para esses dois aventureiros, entretanto, demorou apenas três meses de preparação e praticamente nenhum patrocínio. para se ter uma ideia, eles gastaram pouco menos de uS$ 30 mil para completar toda a expedição. “apenas para levar uma pessoa para escalar o Everest, custa por volta de uS$ 45 mil”, diz lakpa. “durante toda a minha vida, meus sonhos foram mais caros do que eu poderia pagar. Se tivesse me prendido ao dinheiro, não teria feito tudo o que fiz”, diz Babu, figura querida e admirada por todos em Pokara, cidade onde mora, point que recebe de mochileiros a endinheirados. a área é vizinha ao Himalaia e dona de uma respeitável cena de paragliding.

esforço contínuo a dupla escolheu alcançar o cume do Everest pela face norte, que fica em território tibetano, o lado mais fácil de ser trilhado. Durante a subida, na região da Zona da morte – acima dos 8.000 metros, de extremo risco e grau de dificuldade –, Babu, que escalava uma montanha pela primeira vez, perdeu o galão e a máscara de oxigênio. “Eu nunca tinha usado grampões e andado no gelo antes”, conta ele. Sobrou para lakpa, mais experiente, dar seu oxigênio para o amigo e alcançar o cume apenas com o ar dos pulmões.

Nepal

Depois de aterrissar no Nepal, vindos de paraglider do cume do Everest, os aventureiros encaram a parte mais difícil da expedição: 45 dias por 700 km em rios caudalosos, dentro de um caiaque

Butão

Bangladesh

Índia

Burma Laos

Tailândia

Já no topo, sem equipamentos eletrônicos de auxílio, Babu contava somente com a experiência para decidir se era possível voar em segurança. “achei que a condição de voo era favorável e não pensei muito, apenas saltei. o cume do Everest é pequeno, não é uma plataforma onde há espaço para correr e inflar o paraglider”, conta ele. Curiosamente, lakpa voou sem o auxílio de um galão de oxigênio. “Fiquei sem conseguir respirar por uns cinco segundos. Depois disso, fiquei tão feliz que me esqueci de tudo e comecei a comemorar, cantar, chorar e acenar para as pessoas”, lembra o sherpa. “nós demoramos 45 dias (contando todo o tempo de aclimatização) para subir a montanha e descemos em 45 minutos. os alpinistas demoram cerca de sete dias para descer e ainda correm o risco de morrer no caminho.” a dupla aterrissou no aeroporto de lukla, no nepal. o plano era encontrar rios formados pelo degelo do Himalaia e seguir de caiaque até o mar. lakpa, que não sabe nadar, teria que entrar em um caiaque e enfrentar rios com grau de dificuldade V, a classificação mais perigosa em rafting. mas ele não sabia disso. “Babu me colocou no caiaque, deu os remos e me mandou remar”, conta o sherpa, rindo. “da mesma maneira que ele fez comigo durante a escalada e não


os nepaleses em momento de descanso improvisado na relva. ao lado, babu no topo do everest

Laos

ilândia

me alarmou nos momentos de perigo, eu não disse para ele que o rio era de grande dificuldade. Se falasse a verdade, ele ficaria com medo”, conta Babu, que também é instrutor de caiaque e rapidamente passou algumas informações básicas sobre rafting ao amigo. Foram 700 km percorridos em 45 dias de caiaque. durante o trajeto, quando escurecia, eles paravam e acampavam na natureza. Quando viam uma bananeira, paravam e comiam bananas. Se viam uma mangueira, paravam e comiam manga e, quando encontravam água potável, se abasteciam. tudo bem improvisado. “todas as etapas da expedição foram difíceis, mas o trajeto de caiaque foi o mais desafiador. Nós não tivemos tempo de preparar um mapa com a rota a ser seguida, não sabíamos o caminho, apenas sabíamos que queríamos chegar ao nível do mar. E vai saber onde é o nível zero, o Everest é fácil de ver”, diz Babu. Quase no fim do rafting, o caiaque virou e eles por pouco não morreram. Guias de uma empresa de rafting, que serviram como equipe de apoio em alguns pontos do percurso, por sorte, estavam por perto nesse momento e correram para resgatar lakpa. Como todos sabiam que Babu é um instrutor

babu (à esq.) e lakpa não se conheciam até três meses antes da expedição. juntaram us$ 30 mil e fizeram um pacto: realizar o sonho um do outro – saltar do alto do everest de paraGlider e ver o mar

fotos ARQUIVo PEssoAL

experiente de caiaque, socorreram apenas quem não sabia nadar, para azar de Babu, que ficou 45 minutos se debatendo para escapar com vida de um redemoinho. Quando Babu e Lakpa finalmente chegaram à divisa entre o rio e o mar, na Baía de Bengal, a travessia demorou o dia todo. “Foi muito difícil atravessar do rio para o mar. levava horas e demandava muito esforço remar para a frente, e o volume de água vindo do mar nos levava rapidamente de volta para o rio”, diz Babu. mas, ao completar a travessia, foram recebidos por golfinhos que nadaram junto ao caiaque. Era a primeira vez que ambos viam o mar. Enquanto ele apreciava a imensidão do oceano, o companheiro lakpa, acostumado ao ar rarefeito, reclamava da dificuldade em respirar. “Está muito quente e tem muito oxigênio”, dizia ele. “Esse sherpa é maluco. no Everest, a oito mil metros de altitude, o lakpa senta e fuma um cigarro, e aqui ele não consegue respirar”, brincou Babu, antes de relaxar na areia da praia.


confidencial

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v

Por ViVi mascaro

f e s t e i r o P r o f i s s i o n A l Henrique Alves Pinto não mede esforços nem dinHeiro quAndo se trAtA de celebrAr e reunir A nAtA do Pib mundiAl E s táva m o s a l m o ç a n d o n o R o d E i o d o s h o p p i n g i g uat E m i , em são paulo, eu despudoradamente entregue à tentação da irresistível picanha fatiada, e ele, comportadíssimo, resguardando sua silhueta num franguinho grelhado, quando um amigo meu, jornalista muito bem informado, veio me cumprimentar. apresentei um ao outro. meu amigo tratou de comentar: “ah, então é você, o maior festeiro do Brasil!” ninguém que visse henrique alves pinto – para nós, simplesmente henrique pinto, ou hp – ali na mesa de almoço do Rodeio, numa sexta-feira cinzenta de são paulo, haveria de supor que aquele mineiro discreto, de fala mansa, look comportado em jeans e camisa azul, empresário na casa de “algumas centenas de milhões de reais”, é o arquiteto dos melhores Réveillons com que alguém poderia sonhar e de celebrações que mobilizam os jetsetters do mundo inteiro, tanto faz em Copacabana quanto em trancoso ou em st.-tropez. a que ele deu, a bordo do iate Christina o., no verão mediterrâneo de 2011, foi a melhor festa que já fui, em toda a minha vida de cronista social. tinha de luigi Berlusconi, filho do dito cujo, à incansável Pamela Anderson. Inesquecível. henrique pinto pediu que nossa conversa fosse curta, porque tinha um compromisso logo após o almoço (fiquei sabendo depois o que era: um grupo estrangeiro negocia entrada na sociedade da água de Cheiro, indústria de cosméticos que pretende chegar a mil pontos de venda até o fim de 2012). É, gente, o sujeito trabalha, desde os 15 anos dá expediente, é uma fera nos negócios e por isso mesmo não se sente nem um pouco constrangido quando chega a hora de se divertir. “Eu me divirto”, diz ele. “mas do meu jeito.” Quer dizer, calmamente, mineiramente, “sem querer aparecer, sem vaidade, sem exibicionismo” – de fato ele nunca quis que a imprensa documentasse e reverberasse seus feéricos eventos. Desconfio que a principal diversão dele se encerre no prazer de divertir os amigos. armar uma festa é, para henrique pinto, uma operação tão meticulosa quanto uma reunião de trabalho. “Encaro minhas festas com a mesma seriedade com que encaro meus negócios”, diz ele. “se o Benjamin steinbruch [da Csn] fosse

organizar uma festa, seria tão boa quanto a minha. ou o Eike Batista... sem querer me comparar com os dois, claro. sou peixe miúdo perto deles.” Aquele senso profissional agudo, de planilha na mão e faro para as oportunidades, funciona tanto numa coisa quanto noutra. Em 2008, ele foi sondado pela megaconstrutora Gafisa para vender a menina dos olhos de seu conglomerado empresarial. Afinal, a Construtora tenda fora fundada pelo seu pai, engenheiro, em 1994 e ali, como sócio na base de 50-50, é que henrique descortinou, desde os 21 anos, sua vocação de empreendedor. a tenda acreditou, em meados da década de 90, que a estabilização da moeda tinha vindo para ficar e passou a investir em habitação popular – e a financiar diretamente a compra. muito antes do recente boom da classe C, a tenda já tinha se antecipado. “a gente acertou no atacado, teve alguns erros no varejo”, lembra henrique. mas foi um ótimo aprendizado. a tenda chegou a patrocinar o Cruzeiro, em contraponto à concorrente mRv, que apoiava o atlético mineiro – o que resultou na simpatia não exatamente entusiástica que hp tem pelo time dos senadores aécio neves e Zezé perrela.


Bem, a Gafisa insistiu e a família Alves Pinto passou o controle da tenda. sabem quando? Em setembro de 2008. hp deve ter uma bola de cristal. alguns dias depois – eu disse dias – a crise financeira estourou e um dos setores mais afetados, no mundo, mas também aqui no Brasil, foi o imobiliário. A Gafisa ainda hoje tenta recuperar o vigor que já teve. hp ainda tem um pé na área, com a globalbras properties. na verdade, imóveis são hoje uma ilhota no arquipélago de empresas que hp fez multiplicar nos últimos anos, sob o guarda-chuva da globalbras, a holding da qual é o CEo. para vocês terem ideia, cada vez que um baladeiro se refresca na night com uma latinha do energético Flying horse ou um adolescente mastiga uma batatinha pringles, henrique pinto fatura um dinheirinho (ele e João Paulo Diniz, sócio dele na Globalbev). Ele é também importador exclusivo da vodca stolichnaya. a Colt aviation compra e vende jatinhos, faz fretamento, manutenção, gerenciamento. É a segunda do gênero no Brasil, depois da líder. o dono? henrique pinto. E mais: investimento em agronegócio; importação e venda de mármores e granitos; fundo de venture capital. o empresário henrique pinto está explicado, não está? Então, podemos voltar ao henrique pinto das festas magníficas, dos convites disputados a tapas, com tal requinte de exclusividade que até o Rodrigo santoro, o mais internacional dos nossos atores, já foi barrado à porta. “Foi um mal-entendido”, explica hp. “Esperou, mas acabou entrando.” o segredo para ser um hp é – além de estar disposto a não fazer a conta das despesas antes de a conta chegar – dominar a famosa técnica do mix. “trato bem artista, empresário, pobre, não é verdade que só falo com rico”, diz ele. “aliás, de gente rica é que estou precisando menos.” no Réveillon que ele promoveu em trancoso, sul da Bahia, este ano, o mais recente dos que ele tem organizado ano após ano, desde o de 1999 para 2000 (numa cobertura de Copacabana), distribuiu 800 convites. no meio do caminho, percebeu que “tinha piB demais, alegria de menos”. tratou de chamar a molecada. “Eu transito por duas gerações”, orgulha-se, aos 37 anos de idade. tanto que no seu Réveillon estavam tanto a Donata Meirelles quanto a filha dela, a Heleninha Bordon. ah, e o Ronaldo Fenômeno. “Ficou até as 10h da manhã.” pois é, e ainda tinha quem quisesse que o Ronaldo continuasse jogando futebol.

foto daniel wainstein

nos seus eventos vão desde luigi berlusconi, filHo do ex-Premiê itAliAno, Até ronAldo fenômeno


PORNOPOPEIA

POR REINALDO MORAES

A ALMA HUMANA É INSONDÁVEL, dizem alguns. Já o corpo humano pode ser perfeitamente prospectado com o auxílio das modernas técnicas de diagnóstico por imagem, entre as quais as sondas eletrônicas do tipo usado na endoscopia e na colonoscopia. Não sei se você já fez ou viu fazer esse tipo de exame. O médico te enfia um canudo comprido pela boca (endo) ou pelo ânus (colono) e fica admirando num monitor as viscerais paisagens do seu trato digestivo captadas por uma microcâmera acoplada à extremidade do canudo. Tudo aclareado por uma potente microlâmpada LED. Existe uma outra modalidade mais avançada do mesmo exame em que eles te fazem engolir só a microcâmera do tamanho de uma pílula equipada com um microtransmissor de rádio. O negocinho se chama PillCam ESO e é tão acurado quanto uma endo/colonoscopia tradicional. Essa pilulinha esperta, uma vez engolida, escorrega por todo o tobogã das tuas tripas, do esôfago ao fiofó, por onde acaba saindo, um tanto atordoada, depois de transmitir para um receptor externo as excitantes imagens do seu mais palpável eu interior. Acontece que a prodigiosa microcâmera pode também ser afixada num órgão interno do freguês. Ou freguesa. O colo do útero, por exemplo, como

Sorria: seu pinto está sendo

filmado

O que um homem não faz para descobrir a traição da mulher. Até instalar câmera nos lugares mais impensáveis. Eis a era dos tecnocornos

ILUSTRAÇÕES PEDRO MATALLO


fevereiro 2012

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se fosse um DIU espião, capaz de monitorar o eventual trânsito de objetos intrusos pela vagina adentro – objetos carnais ou artificiais. Isto posto, vai ouvindo. (Por razões óbvias, terei de omitir nomes.) Cons-

ta que um certo ginecologista de uma afluente cidade brasileira, por coincidência amigo pessoal do desconfiado marido de uma de suas pacientes, foi convencido pelo sujeito a instalar uma versão da indiscreta microcâmera lá nos cafundós da vagina da patroa dele. A inter-

venção teria sido realizada durante uma consulta de rotina, sem o conhecimento da paciente, levemente dopada na ocasião. O dispositivo, uma microwebcam com transmissor de rádio digital, foi concebido de modo a enviar as imagens intravaginais para a antena mais próxima de telefonia móvel, de qualquer operadora, através de um sinal do tipo 3G. O aplicativo que rege o brinquedinho, desenvolvido pelo ginecologista em conluio com um hacker e um engenheiro eletrônico, “convence” a rede mundial de células da telefonia móvel a rebater o sinal codificado para a internet. A partir daí, é possível acessar, em tempo real, as imagens intravaginais enviadas pela camerinha indiscreta, bastando digitar uma senha em qualquer iBagulho de uso diário ligado à internet, como notebooks e smartphones. Nada de muito diferente do que acontece quando você entra num videochat via MSN ou Skype. Tortuosos são os caminhos virtuais de uma vagina real nos ultravigiados tempos que correm, com uma câmera espiã em cada canto, esquina, cubículo, quebrada ou víscera indefesa. Tanto que o ressabiado maridão dessa história pôde monitorar o trânsito no canal vaginal de sua consorte durante cerca de 30 dias, 24 horas por dia, seja lá onde ela ou ele estivessem, desde que nas imediações de uma antena de operadora de celular.

Não cheguei a ver nada disso com a infinita cupidez dos meus próprios olhos. É coisa que ouvi de fidedigna fonte, um respeitável médico, e mais não digo. Murmurando, minha fonte ressaltou o quão excitante e variado foi o espetáculo exibido na telinha do iPhone do tecnocorno em questão. Sim, pois o idiota (era outro médico, seu colega), inteiramente bêbado num american bar de hotel, em Hong Kong, durante uma convenção médica patrocinada por um megalaboratório, mostrou-lhe na tela de seu iPhone as mucosas íntimas de uma mulher sendo atacadas em tempo real por uma glande indômita. “Minha digníssima”, apresentou o tecnocorno, ao mesmo tempo que salgava o uísque que tinha nas mãos com suas lágrimas de corno de opereta. Verdade ou mentira? É o que você estará se perguntando agora, e é o que eu mesmo me perguntei ao ouvir esse relato algo mirabolante, reconheço. Minha fonte também murmurou – mas, aí, já me parece “passarinho” – que o nelson-rodrigueano ginecologista também se dispõe a realizar o procedimento em domicílio, com a paciente dopada pelo marido, noivo ou

namorado, graças a um kit “boa-noite, Cinderela” fornecido pelo próprio médico. Assim que a esposa apaga, o marido paranoico aciona o nefando Esculápio com alma de videasta experimental, que entra em cena para implantar a camerinha. Trinta dias depois, ela será retirada do mesmo jeito: mulher dopada, ginecologista em rápida intervenção clandestina, sendo que a bateria pode ser trocada e a microwebcam reposta no ato, se for o caso. De novo: dá pra acreditar nisso? Alguém aqui, ali e alhures, sempre pode estar mentindo. Como não é você o mentiroso, leitor probo, só pode ser eu ou a minha fonte murmurante. Em todo caso, si non é vero é verossímil pra chuchu. Se duvida da verossimilhança, dê uma olhada em www.tube8.com/hardcore/camera-inside-vagina-never-miss-it/10905/, quando não tiver ninguém por perto. (Devo a sensacional dica ao cineasta e produtor Nathaniel Leclery.) É trash total, mas tá lá na rede, livre como um táxi, e não fui eu quem botou. Desconheço a tecnologia usada ali, mas dá uma boa ideia do quão tudo isso é altamente pauzível. Plausível, digo.

Por isso, deixo aqui o meu paternal conselho: ao praticar o tradicional fuque-fuque com uma senhora comprometida, instrua o seu pênis a sorrir quando adentrar a área de lazer transcendental da parceira. Vai saber se o galã careca não está sendo filmado.


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Flashback NA VERSÃO FLEX OUTUBRO DE 1978 O F E T I C H E M A S C U L I N O D E T R A N S A R C O M D UA S M U L H E R E S J U N TA S parece ter sido transmitido para o marcianinho. Foi só ver as gatas se beijando à beira-mar para que o homenzinho verde tomasse uma poção mágica para ficar com o corpo feminino – a deixa para ser o convidado de honra na deliciosa festinha particular.

FOTO REPRODUÇÃO


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