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pantera que abalou o jet set nos anos 70 e sumiu do mapa
7 day-spas imperdíveis no Brasil e no mundo BBCream, o Creme que é tudo as melhores novidades dos sex shops EXCLUSIVO
MariSa tOMEi “sou solteira e nÃo tenHo nem FacebooK nem tWitter”
hÁ reCeita para ser FeliZ? POR JORgE FORbES
amores de verão duram POR FabRICIO CaRPInEJaR
os astros em 2013: não adie os Começos POR LYDIa VaInER
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DICaS DE COnSUmO patricia pillar FOTOGRAFADA POR criStiaNO MaDUrEira
janeiro / 2013 ano 13 nº 693 > R$ 14,90 I S SN
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patricia pillar
A Atriz e A felicidAde sem ingenuidAdes
PORTFÓLIO
DOSE TRIPOLLI As histórias dos 48 anos de carreira do fotógrafo Luiz Tripolli, como a foto de Federico Fellini feita em três minutos no Cinecittà, na Itália, e os retratos emblemáticos das mais lindas mulheres brasileiras por Simone BlaneS / fotos luiz tripolli
O café expresso repousa ainda quente, na metade da xícara, enquanto Luiz Tripolli abre o laptop na mesa da calçada do restaurante Le Vin, nos Jardins, em São Paulo, perto de sua galeria. Os olhos atrás dos óculos de lente arredondada e haste retangular miram os arquivos onde ele guarda um pouco de seus 48 anos de fotografia. Para o seu lamento, muitas fotos se perderam em extintos jornais e revistas por onde passou. Mas quando Tripolli acessa seu portfólio digitalizado, como num abre-te césamo virtual, surgem preciosidades. De Paulo Autran a Ana Paula Arósio ainda adolescente. De Pelé a Christiane Torloni na juventude. O iPhone toca e aparece “Amor Drica”. Ele interrompe a conversa. É a mulher, a fotógrafa Adriana Lobo, com quem é casado há 21 anos. Quinze minutos depois, ela e sua filha Carmela, 8 anos, chegam e se juntam à mesa. Enquan-
to as fotos passam na tela do laptop, Tripolli narra as histórias de cada retrato, com o prazer de quem ama fotografar. O carioca Luiz Tripolli descobriu a mágica da fotografia aos 14 anos, nos anos 60, quando pela primeira vez, em um laboratório de revelação, viu imagens surgirem no papel. Estagiava na Escola de Belas Artes, no Rio, por intermédio de uma prima que era professora de escultura. “Como eu aprontava muito, minha tia pediu a ela que arrumasse algo para ocupar meu tempo”, conta. Um dia o mandaram levar para revelar um filme com fotos de esculturas. O laboratorista perguntou se ele, menino curioso, queria ver como era. “Fiquei encantado. Quando vi a imagem aparecer no papel, soube que era aquilo que eu queria fazer na minha vida.” Era só o começo de uma carreira que o transformou em um dos mais importantes
V e ra FiSC Her | Sテグ PAULO | 1978 Istoテゥ Gente
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p e lÉ | SÃO PAULO | 20 0 5
fotógrafos do País. “Comecei fotografando prostitutas em Copacabana”, conta ele. “Eram as únicas que se prestavam a fazer ensaios fotográficos. Queria estudar a luz incidindo no corpo da mulher, então ficava até 5 horas da manhã esperando que elas terminassem o trabalho na boate para fazer os ensaios.” Um dos mais marcantes aconteceu na praia da Barra da Tijuca, em 1967, com uma prostituta de codinome Sanny. Tripolli levou as fotos para o cartunista Ziraldo, na época diretor de arte da revista Fairplay, uma das primeiras publicações masculinas no Brasil. “Quando cheguei com as fotos, ele me disse: ‘Não foi você que fez isso.’” Ele conta que Ziraldo só compraria as fotos se ele levasse a mulher fotografada para confirmar a autoria das fotos e assinar uma autorização. “Assim fiz. Levei a Sanny, ela confirmou e Ziraldo comprou o material.” Em 1969, mudou-se para São Paulo. Nessa época, fez fotos para o filme A Ilha dos Paqueras, de Renato Aragão. Ele ainda não tinha estúdio e morava de favor na casa de uma tia, no bairro da Barra Funda. “Sempre fui anarquista, gostava de correr riscos e nunca segui padrões técnicos como os fotógrafos faziam. Por isso as portas começaram a se abrir”, diz. “Em 1970, já era um fotógrafo conhecido e respeitado. Fiz muita coisa bem à frente daquele tempo na fotografia de moda.” Ele assinou o primeiro ensaio da revista Vogue, em 1974, com a editora Regina Guerreiro. Três minuTos com Fellini
Nessa mesma época, em uma viagem para a Itália, Tripolli cavou a chance de fotografar Federico Fellini. Era 1971 e o cineasta italiano estava filmando Roma de Fellini nos estúdios Cinecittà. “Eu era fã dele. Sou descendente de italianos e em um trabalho que fiz para a Air France fui para a Itália.” Lá, Tripolli tinha um tio que morava em Roma e um primo cabeleireiro amigo de uma produtora que trabalhava com Fellini. Fez plantão por três dias na porta do Cinecittà, na esperança de clicar o diretor. “Lembro que a garota dizia que era impossível porque o maestro odiava tirar fotos, mas o venci pelo cansaço”, conta. “No terceiro dia, após o almoço, ela me chamou para dentro.” Foram apenas três minutos, mas dali saiu um dos cliques mais emblemáticos da carreira de Tripolli. “Entrei
naquele estúdio gigantesco e tremia com a minha maquininha na mão. Aí o vi descendo pela grua e me procurando: ‘Cadê o menino do Brasil?’” Fellini sentou-se na cadeira de diretor, e Tripolli abaixou-se para fazer a foto. “Ele disse: ‘Por que fotógrafo tem mania de abaixar para fotografar os outros?’ Fez uma cara de bravo, colocou a mão no rosto, mas eu sabia que estava fazendo de propósito. Praticamente posou para mim.” Tripolli fez seis cliques e o tiraram da frente de Fellini. “Essa é a história e a foto é fantástica.” Polêmicas do arTisTa
Nos anos 70, Tripolli também fez ensaios nus memoráveis, mas não gosta quando dizem que ficou conhecido por fotografar mulheres nuas. “Isso é papo furado. As pessoas adoram rotular, mas fotografo divinamente mulheres porque amo mulheres e amo o que eu faço. Assim como fotografo divinamente qualquer coisa porque tenho um olhar diferenciado”, diz. Ele afirma que não fotografa mais para revistas masculinas. “Querem transformar a mulher em um pedaço de carne e mandam fazer foto de perna aberta, o que eu não concordo”, critica. “Esses caras que hoje fotografam mulheres não gostam delas. São publicitários. Para eles, a mulher é um produto.” O que Luiz Tripolli tem de genial, também tem de polêmico. De personalidade forte, não hesita em dizer, por exemplo, que não respeita os fotógrafos de hoje, com raras exceções, ou as agências de publicidade que recorrem ao photoshop para retocar imagens. “Meu trabalho não tem photoshop. Eu sei iluminar. Aliás, quem não sabe, não pode fotografar. E a maioria hoje não pode”, diz. “Tem um bando de apertadores de botão e por isso a fotografia está toda igual. É lavada, chapada e dada para um cara que retoca e fica aquela coisa mentirosa. Não é real, porque nós temos imperfeições. Meu trabalho é inegociável.” Tripolli é voz feroz pelo respeito à liberdade de criação. Para ele, é raro quem aceita um trabalho autoral, com respeito ao estilo e à história do profissional. “Isso é a escolha mais inteligente porque você respeita o artista e ao mesmo tempo vai ter o melhor dele”, defende. Nessa hora, a tela do laptop para em um retrato do cine-
“SOu um caRa que vIve de ORgaSmOS. tEnho tanto prazEr Em fotografar quanto Em ficar com a minha família. a viDa é fEita DE momEntoS DE prazEr. ESSa é a mágica“ luiz tripolli asta Bruno Barreto, lendo uma revista e sentado em um vaso sanitário. Foi um momento em que o cineasta se entregou às ideias do fotógrafo. “Ele me falou para fazermos umas coisas diferentes, aí eu disse: então vai cagar (sic). E ele foi.” Nem a moda, palavra que ele diz odiar, escapa da língua afiada de Tripolli. “É apenas um momento em que alguém inventa algo para vender e os trouxas vão atrás. Acho legal roupa, estilo. Um artista desenha e você veste. Não essa padronização, esse monte de Barbies burras, vestidas iguaizinhas”, diz. Ele cita uma foto recente sua, na qual uma modelo entra dentro de uma mala, para um editorial de moda intitulado “Fuck the Fashion”. Na sua visão, a fotografia de moda atual é “caótica” e se resume a um estereótipo do que um dia já foi algo maravilhoso. “Antes, a fotografia de moda era um comportamento, com musas fantásticas. As mulheres começavam as carreiras mais tarde e não com 13 anos, quando mal saíram da escola, não conhecem nada da vida”, diz. “Hoje, parece que foram ao necrotério e pegaram umas 20 mulheres mortas, magérrimas e colocaram na passarela. Se colocassem um fio com cabides seria mais engraçado.” Um exemplo que salva, para ele, é o desfile da grife Victoria’s Secret, no qual as modelos interagem com a plateia. “São mulheres mais gostosas, que riem, articulam e é o desfile de maior sucesso no mundo.” O mestre Tripolli proclama-se herói da resistência. “Minha vida inteira é uma briga. Deveriam entender e valorizar um cara com caráter, estilo, e que fotografa no Brasil há tanto tempo. Mas o que acontece é que os medíocres se unem e querem apagar a luz de quem tem talento. Tenho minha galeria, meus projetos e estou aí”, diz. Sua grande aposta é pelo prazer. “Sou um cara que vive de orgasmos. Tenho tanto prazer em fotografar quanto em ficar com a minha família, filhos, amigos. A vida é feita de momentos de prazer e é isso que busco.” Essa é a mágica em dose Tripolli. < Istoé Gente
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a n a pau l a a roSio | Sテグ PAULO | 19 88 Istoテゥ Gente
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Fr e D e riCo F e llin i | rOMA | 1971
B runo Ba rreto | Sテグ PAULO | 2 0 1 0 Istoテゥ Gente
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CAPA
A MAIS PERFEITA TRADUÇÃO Para decifrar Patricia Pillar, conjugue a beleza solar e a alma complexa da atriz que, aos 49 anos, sabe levar a felicidade para o chão do dia a dia, mesmo que não se permita mais “certas ingenuidades”. Vestida pelo estilista Samuel Cirnansck neste ensaio, ela fala com carinho do ex Ciro Gomes e brinca que há 20 anos pensa em largar a profissão POR NIRLANDO BEIRÃO / FOTOS CRISTIANO MADUREIRA EDIÇÃO DE MODA SAMUEL CIRNANSCK / BELEZA DUDA MOLINOS / CAíCO DE QUEIROz
Em sentido horário: Patricia Pillar usa vestido de gorgorão com silicone dos lados Samuel Cirnansck, clutch Daniela Motti, anel Maria Antonelle para Gharimpeira e sapato Schutz Patricia Diogo, design de interiores, veste Samuel Cirnansck e scarpins Schutz Julia Enne, jornalista, veste acervo pessoal Bruno Ventura, modelo, veste smoking preto risca de giz, camisa branca, gravata e abotoaduras Alfaiataria Camargo e sapato Jorge Lunardelli Lucas Coppini, modelo, veste smoking preto risca de giz, camisa branca, gravata e abotoaduras Alfaiataria Camargo e sapato Kitsch
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“Eu me sinto bem defendendo o que penso. Mas guardo espaço para mudar de opinião” Patricia Pillar Vestido de lã e cinto Samuel Cirnansck e anel de brilhantes Sara
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atricia Pillar. Patricia Pillar, ponto. Alguma coisa mais a dizer? Não é a primeira vez que, ao entrevistála, ela me desafia, me intriga e me desconcerta. Por mais gentil que Patricia seja, alegre, solar, falante, disponível, generosa, quase sempre extrovertida, ela me induz a um desconforto ambíguo, difícil de explicar, como se tudo o que aqui fosse dito a respeito de Patricia Pillar estivesse aquém da complexidade de sentimentos, emoções, ideias, dons, desejos, atitudes e convicções concentrados na criatura que, 49 anos atrás (11/1/1964), foi batizada em Brasília como Patricia Pillar. Ou então pode ser que a inibição venha ao vê-la tão ciosa de si mesma, de sua vida, de sua biografia, que escrever qualquer coisa a respeito dela seria como invadir, mesmo pedindo licença, um espaço íntimo cujo acesso ela resguarda – não exatamente por pudor vitoriano digno de matrona de folhetim (como a falida Constância Assunção que ela encarna em Lado a Lado) – com a chave de sua integridade. Só Patricia Pillar conseguiria ser 100 por cento fiel a Patricia Pillar. Moça de atitude, tem pânico de parecer artificial, fútil, fake – uma perua. Claro que não é nada disso. Mas ainda que se aferre com unhas e dentes à defesa de sua própria imagem, dá para perscrutar, nessa Patricia que também sabe ser de uma languidez enigmática, a fresta de algum mistério que nem sequer ela própria talvez tenha percebido. De mais a mais, certezas também podem ter prazo de validade. “Não sou arrogante, não sou rígida”, assegura. “Eu me sinto bem defendendo o que penso, mas guardo espaço para mudar de opinião.” A primeira vez que a entrevistei, mais de dez anos atrás, ela me alertou: “Eu não usufruo desse glamour que me atribuem. A verdade é que trabalho desde os 15 anos.” A frase não prescreveu, Patricia gosta de lembrar isso. Insiste, com firme delicadeza: não é que queira se ocultar do olhar dos outros, é que não gosta de ver projetado nela valores, ou expectativas, ou fantasias que não tenham nada a ver com ela. Agarra-se ao direito de brigar contra isso, mesmo sabendo de antemão que essa é uma briga difícil de vencer.
Se, para Patricia Pillar, o prazer que ela reconhecidamente aspira e busca plenamente exercer é o prazer da liberdade, a melhor parte disso é a liberdade de ser o que ela de fato é. A liberdade de escavar, e encarar, sua própria verdade – não a dos outros. Parece simples, mas, para quem está sob o permanente escrutínio do holofote midiático, não é pouco. Atriz é, por natureza, alguém que se exibe. “Exibicionismo é diferente, é um tipo sórdido e barato de sedução. Vaidade, narcisismo, isso envenena e desonra ”, acha ela. Patricia é linda, loira, magra, diretora de cinema (é dela o documentário sobre o brega-cult Waldick Soriano), atriz de teatro premiada (“minha casa é o palco”), estrela da Globo, ganha um salário para lá de decente (“pela dedicação e exposição que cobra da gente, devia ser muito mais”), está de bem com a vida, venceu um câncer, viveu até dezembro de 2011 uma relação apaixonada de 12 anos com um homem que chegou perto de fazê-la primeira-dama da República (por mais que odeie essa expressão “primeira-dama” e despreze o papel decorativo geralmente conferido à mulher do presidente). Está tudo certo, não está? “Está”, ela aceita. “Só não posso, a esta altura da vida, é me permitir certas ingenuidades.” Acreditar na felicidade será uma dessas ingenuidades? Não, a felicidade é possível e Patricia consegue trazê-la para o chão do dia a dia sem qualquer solenidade. “Desprendimento, simplicidade, troca, contato, vento, música, amor...” – eis a fórmula, se é que alguma fórmula é necessária. “Você está namorando?” – pergunto. “Isso só diz respeito a mim” – responde, sem hostilidade, ao contrário, com um daqueles sorrisos que iluminam o rosto dela. “Você me respondeu” – provoco. “Não respondi nada” – de novo, com um sorriso. “Essa cara, essa expressão, não deixam dúvida” – digo, mas logo me arrependo e me desculpo. “Comentário machista, o meu, né? Como homem fizesse bem à pele de uma mulher.” Patricia releva a derrapada: “Vai ver que faz, sim.” Não há como não saborear certo desencanto – mesmo sabendo-se que é puro ego-
“Não usufruo do glamour que me atribuem. A verdade é que trabalho desde os 15 anos” Patricia Pillar
Saia de veludo Samuel Cirnansck, sutiã Jogê, óculos ray-Ban Wayfarer Ótica Ventura, colar em ouro 18k com diamante Monte Carlo e scarpins Schutz
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“Exibicionismo é diferente, é um tipo sórdido e barato de sedução. Vaidade, narcisismo, isso envenena e desonra” Patricia Pillar
Vestido em tafetá com renda bordada Samuel Cirnansck. Anel Maria antonelle para Gharimpeira e sapatos Samuel Cirnansck por Jorge Bischoff
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“Amo Ciro para sempre. Ele foi um companheirão quando o câncer me fragilizou o corpo, mas também o espírito” Patricia Pillar Fui entrevistá-la num hotel de São Paulo em domingo de altas glórias futebolísticas (ela, Flamengo de arquibancada, sentiu certa ternura pelo título mundial dos loucos). O iPod de Patricia desfilava uma seleção de hits de Jorge Benjor em que eu pensei ouvir Seu Jorge, mas que na verdade ela me esclareceu serem Los Sebozos Postizos, braço do Nação Zumbi (na música, Patricia é roots, adepta da nova MPB e do pop rock brasileiro, embora uma Julie London possa eventualmente entrar na playlist dela). Espreitei, com curiosidade, o estilista Samuel Cirnansck modelar naquele corpo de bailarina os looks do ensaio. Ouvi-a falar e me lembrei de ter revisto, na véspera, um velho filme de Ingman Bergman, A Paixão de Ana, em que Liv Ulmann dialogava longamente com Max Von Sidow sobre sua obcecada razão de viver: a verdade. “A minha verdade”, repetia mil vezes a Ana/Liv. Eu observava Patricia Pillar e via Liv Ulmann. Não há nada mais parecido com Liv Ulmann do que Patricia Pillar na cena brasileira. “Você está com mania de interpretar...” – “Vilãs?”, ela me interrompe. “Não, aristocratas”, eu corrijo. É como se a tevê só dispusesse da ex-sem terra Luana (de O Rei do Gado, de 1996) quando precisa hoje oferecer allure nobiliárquica a alguma de suas personagens. Patricia, que já foi baronesa (imponente) em Cabocla e agora é baronesa (decadente) em Lado a Lado, a atual novela das seis, ameniza assim, no prazer do contraponto, aquela vontade enorme de um dia deixar o folhetim. “Há 20 anos penso em largar a profissão”, ri. A novela, não a tevê. O cinema espreita, next door. Na pele da baronesa Constância, Patricia se imiscui no imaginário da elite que, na virada do século 19, sentia saudades da escravidão. A baronesa suspira “pela volta dos bons tempos” – da submissão, dos grilhões, da chibata. “Não é muito diferente do que muita gente ainda pensa hoje”, diz Patricia. Ela sorri, mas traz no sorriso, clarão do universo, o travo de uma sincera amargura. <
ísmo – em relembrar o belo casal que Patricia Pillar e Ciro Gomes foram e já não são mais. Especialmente se você chegou a frequentá-los com alguma assiduidade. A história registra que Ciro aproximou-se de Patricia depois de ler um elogio público feito por ela. Patricia pressentia no ministro e ex-governador do Ceará um político diferente dos outros. Ciro seria candidato a presidente, pela primeira vez, em 1998. A política os aproximou, a paixão os arrebatou (“paixão não é amor, mas a paixão é profundamente necessária para que o amor apareça”, me disse ela, certa vez). Patricia Pillar se encantou de tal forma que, se houvesse papel suficiente, seria capaz de embrulhar o mundo de presente para Ciro Gomes (esta frase não é minha. Só mesmo um escritor do pedigree de Truman Capote para escrever uma coisa dessas sem temer a perigosa proximidade com a fronteira do camp e do kitsch). AMOR ETERNO
“Amo o Ciro para sempre”, diz Patricia. “Ele foi um companheirão quando o câncer me fragilizou não só o corpo, mas também o espírito.” Os dois se falam com frequência e Patricia continua identificando em Ciro Gomes – que no entanto parece desencantado com a política – um ideal de Brasil justo, menos desigual, “no quadro de uma visão moderna e sensível e de um jeito competente e realizador”. Patricia conheceu Ciro no meio de uma campanha presidencial, jogou-se em outra, de corpo e alma, quatro anos depois, em 2002. Era até ingenuidade perguntar a Patricia Pillar, à época, se ela iria subir no palanque do seu bem-amado. Patricia foi, de certa forma, o próprio palanque. Se você lhe perguntasse se estava preparada para o ônus da política, ela diria que ia, ainda assim, correr o risco. “Na política, as pessoas usam de artifícios mais cruéis, pode ser que eu venha a me chocar...” O fato é que aguentou com firmeza militante e com desvelo amoroso. Ciro largou bem, em 2002, e por um instante chegou a se iludir com a vitória. “A campanha foi uma carnificina”, lembra Patricia, horrorizada. O Brasil recusou-se a ter em Patricia Pillar a Carla Bruni que anos depois os franceses teriam. “O pior é que se inaugurou essa fase de mediocridade polarizada entre PT e PSDB, faces da mesma moeda”, comenta ela. “A última campanha presidencial (entre Dilma e Serra) foi um lixo, reflexo de uma democracia claudicante a quem a imprensa presta um permanente desserviço.” <<
j VEJA O MAKING OF DO ENSAIO EM ISTOEGENTE.COM.BR
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Patricia Pillar usa vestido em tule ilusion Samuel Cirnansck bordado com joia Gharimpeira, brincos com pavê de brilhantes brancos Monte Carlo, pulseira escrava de brilhantes e riviera e sandálias Samuel Cirnansck por Jorge Bischoff
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“Para este look criamos uma maquiagem suave, transparente e rejuvenescedora. Com uma base fininha líquida, corretivo cremoso, pó compacto só nas áreas de brilho excessivo e um leve rubor de blush nas maçãs do rosto para dar um ar de saúde. Nos olhos, sombras em tons de bege e marrom que ressaltam as pálpebras, várias camadas de máscaras para cílios e um discretíssimo delineador contornando a base dos cílios superiores. Para finalizar, um clássico e luxuoso batom cor de boca matte. O cabelo, com leve inspiração nos anos 1960 é propositalmente desestruturado. É volumoso, farto e livre ao sabor dos movimentos de Patricia, preparado com babyliss médio e modelado só com os dedos. O spray ajuda a fixar ao longo do dia e garante esse aspecto mais "ressecado" (desfiado), textura típica do cabelo das mulheres da época, mas de um jeito absolutamente contemporâneo.” Duda Molinos Todos os produtos usados são da linha Duda Molinos Make Up
Saia de veludo Samuel Cirnansck, sutiã Jogê, anel com diamantes brancos Sara e scarpins Schutz
Coordenação de produção Simone Blanes Edição de joias Bianca Zaramella Stylist masculino George Krakowiack/ ABÁ MGT Modelos: Bruno Ventura / Elian Gallardo e Lucas Coppini / Keemod Assistente de produção de moda de Samuel Cirnansck Karen Miyuki Kunitake Assistente de produção de moda masculina Vanessa Silveira Assistente de beleza Renato Silva Assistentes de fotografia Renan Vitorino e Marcel Gonzales Tratamento de imagem Jorge Morabito Agradecimento Hotel Tivoli São Paulo – Mofarrej
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Gente BONITA
Bem-estar
Templos de prazer
Fotos Divulgação
No meio do corre-corre diário ou mesmo numa viagem, vale a pena fazer uma pausa num day spa. Ser mimada com uma massagem, um banho relaxante ou um tratamento facial revigora forças, energias e, claro, a beleza Por Carla Gullo
Piscina interna do Hyatt: não hóspedes podem passar o dia entre banhos e tratamentos
A viagem pode ser ótima. Cheia de compras, passeios, novidades. Mas tem um momento que dá vontade de fazer uma pausa, massagear os pés, as costas. Descansar. O dia a dia, é ainda mais estressante. O trabalho, o cotidiano da casa, as contas. Vem o desejo de ser mimada, relaxar numa piscina, numa sauna, sem pensar em nada – nem que seja por algumas horas. Esse sonho é possível de se realizar nos chamados days spas. Muito comum atualmente em hotéis de luxo, esse tipo de clínica começou a fazer sucesso no fim dos anos 1990 na Europa e nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo. Por isso, é fácil revigorar as forças onde quer que você esteja. Aqui, escolhemos alguns bons days spas no Brasil e no Exterior para você se inspirar e começar 2013 totalmente zen. SÃO PAULO - AMANARY
É uma ótima opção para dar um tempo no corre-corre da cidade. O Amanary - que significa “rio formado pelas gotas de chuva”, em tupi-guarani - é o spa urbano do Grand Hyatt de São Paulo. Instalado em uma área de 700 m2 com entrada independente do hotel, piscina aquecida e sauna seca, o Amanary tem um menu interessante de tratamentos corporais e faciais e oferece com exclusividade a linha de produtos da marca francesa Mary Cohr. Entre os tratamentos, shiatsu, reflexologia, massagem com pedras quentes, aromaterapia e a thai, na qual utilizam-se as palmas das mãos, os polegares, pés, joelhos e cotovelos para ativar o corpo todo. “Essa massagem estimula os sistemas circulatório e linfático, permitindo o reequilíbrio físico, mental e emocional”, diz Ana Flores, gerente do spa. O Amanary oferece ainda terapias faciais, como o catio vital, que hidrata e elimina impurezas da pele e também o pedras quentes facial, para relaxar e estimular a circulação. O tratamento é finalizado com a aplicação de pedras frias, melhorando o tônus dos músculos e da pele da face. O spa do Hyatt funciona também como um clube – que inclui academia – e pode ser pago mensalmente (cerca de R$ 280). Mas também é possível fazer um pacote para o Day Spa. Inclui o uso das piscinas, sauna e academia, uma massagem sueca ou shiatsu e almoço. R$ 120. Quem quiser pode incluir outros tratamentos e montar um pacote exclusivo. AmAnAry.cOm.br
rIO DE JAnEIrO - LE SPA
Um dos mais luxuosos do Rio, o Le Spa fica no Hotel Santa Teresa, considerado um dos mais bonitos hotéis da América do Sul. Erguido em uma histórica fazenda colonial, o hotel-butique é hoje uma referência do design brasileiro no Rio. O spa pode ser desfrutado por não hóspedes e é possível não só fazer os tratamentos como também usar as piscinas do hotel, com vista cinematográfica do bairro de Santa Teresa e da Baía de Guanabara. Relaxar nas espreguiçadeiras, fazer uma sauna ou tomar um banho nos ofurôs são alguns dos privilégios oferecidos pelo spa. Entre os tratamentos, a massagem mais procurada é a Signature, um mix de técnicas que tem como objetivo relaxar e trazer bem-estar. “A massagem inclui uma drenagem linfática, que ajuda a eliminar líquidos – excelente para quem viaja”, diz Ana Santos, gerente do Le Spa. “Outra massagem bem gostosa e bastante procurada é a com velas. Derretida, a vela vira um óleo aromatizado que é passado no corpo. É ótimo para aliviar dores e tensão”, afirma Ana. Há várias opções de tratamentos e pacotes. O Day Use, por exemplo, um pacote de três horas que inclui a Signature, esfoliação corporal, banho de imersão em ofurô com pétalas de rosas, massagem na nuca e nos ombros, além de aplicação de uma máscara corporal de argila branca e massagem facial, sai por R$ 480.
Espreguiçadeiras e salas de tratamentos do Le Spa: luxo e conforto
SAntA-tErESA-hOtEL.cOm
Istoé Gente
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Bem-estar
St. bArth - GuANAhANi
Principal hotel de St. Barth, uma das ilhas mais badaladas do Caribe, é ponto certo de celebridades internacionais e brasileiras – Angélica e Luciano Huck já passaram férias nesse hotel. Não hóspedes podem passar o dia lá, escolher os tratamentos e também desfrutar das piscinas. Para hóspedes, programas específicos de tratamentos diários para uma semana ou menos. O Guanahani é o paraíso para quem gosta de spas. Tanto que há até uma “WellO Guanahani tem até uma suíte especial para o spa
ness Suíte”, com acesso direto ao spa e vista para o mar. Os produtos usados nas terapias são todos da marca francesa Clarins e os tratamentos faciais são bem interessantes, como o Radiance Reviver, que ameniza sinais de peles cansadas e o Energy Recharge, feito com alto teor de vitaminas. As massagens corporais vão desde reflexologia até shiatsu e ayurvédica. Os preços dos tratamentos giram em torno de US$ 100 a 200. LEgUAnAhAnI.cOm
SIEnA – FoNtEvERdE tuScAN
A tradição de cuidar do corpo e da mente com banhos em fontes das águas termais da região da Toscana, existe desde os tempos da ocupação dos etruscos, antes do início do Império Romano, por volta de 700 a.C. Para a cultura desses povos, tratar-se nessas águas termais era uma vontade divina e até um ritual sagrado que os colocava em contato os deuses. O interesse pelas curas termais prosseguiu durante o predomínio dos romanos, que desfrutaram das águas da região e criaram as termas em San Casciano dei Bagni, na região de Siena. Localizado em um antigo borgo no Val d’Orcia, o Fonteverde Tuscan Resort&SPA segue a filosofia milenar dos banhos em águas termais com a sofisticação dos hotéis cinco-estrelas da região. Seus tratamentos apostam nas mesmas técnicas usadas desde a Antiguidade para cuidar do corpo e da mente. Ervas naturais e o legítimo azeite toscano, integram o cardápio de banhos e massagens especiais do spa do hotel. Entre os mais disputados estão o Thalaquam, uma piscina de água salinizada direto do mar Morto para efeito desintoxicante (com direito a sons do fundo do mar) e a Salidarium, exclusiva cama de cristais de sal da Sardenha, que une componentes regenerativos do mar Mediterrâneo. fOntEvErDESPA.cOm
Fotos Divulgação
Gente BONITA
Piscinas do Fonteverde Tuscan: águas termais das colinas da Toscana
mIAmI - MANdARiN oRiENtAL
O novo Le Bristol: o spa foi totalmente reformado
O hotel fica no centro financeiro de Miami e tem um dos melhores spas da cidade. Faz parte do grupo hoteleiro com mais spas premiados no mundo. Na lista 2012 do Guia de Viagens da Forbes (referência em hotelaria), entre 30 spas tidos como cinco-estrelas no mundo, oito são do Mandarin Oriental – Miami, Nova York, Las Vegas, Boston, Macau, Cingapura e Hong Kong. O de Miami é o único da Flórida classificado como cinco-estrelas. A decoração é um dos pontos altos do spa. Detalhes étnicos estão por toda a parte, até mesmo nas salas de massagem – ao deitar de bruços na maca, por exemplo, em vez de olhar para o chão, o cliente vê uma flor, posicionada bem no seu campo de vi-
são. Na carta de terapias, claro, massagens com técnicas orientais e também tratamentos individuais, que misturam medicina chinesa e aromaterapia. O spa também oferece yoga, tai chi, meditação e sala de fitness e consultas individuais com nutricionistas. Há dois anos, o spa incluiu um tratamento facial exclusivo feito com produtos da linha Ivo Pitanguy. Com duas horas de duração, o Opulent Rejuvenescence começa com uma limpeza de pele, e a aplicação dos produtos é intercalada com massagens nos pés, nas mãos e no couro cabeludo. O preço das terapias varia e é possível fazer pacotes individuais. O Rejuvenescence, por exemplo, custa US$ 400.
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PArIS - LE SPA BRiStoL
Uma visita a este hotel deveria fazer parte do roteiro de quem vai a Paris. Localizado na rue du Faubourg Saint-Honoré, o Le Bristol resume a tradição e o luxo parisienses. O palácio do século 18 foi transformado em hotel em 1925, mas manteve o estilo da época, com quartos grandes e arejados, rodeados de um belíssimo jardim. O hotel passou por uma reforma recentemente, e o spa foi reaberto em setembro de 2012 em grande estilo. Desenhado por Maja Oetker e o renomado arquiteto Pierre-Yves Rochon, o Spa Le Bristol tem oito salas de tratamento, salão de cabeleireiro e uma piscina com vista panorâmica de Paris. Só isso já é um descanso para olhos e mente. Mas os mimos ali parecem não ter fim. Os produtos usados nos tratamentos são da La Prairie e o cardápio de terapias é bastante extenso. Há uma específica para aliviar o jet lag, uma das preferidas dos frequentadores do hotel. Depois de uma massagem nas costas, você reclina sobre uma camada de lama rica em minerais do mar, que extrai toxinas do corpo, enquanto os pés e o pescoço são mimados. O efeito é relaxante e revigorante ao mesmo tempo. Há ainda massagem a quatro mãos, nos pés, antiestresse, com óleo de Argan... Sem falar nos tratamentos faciais, de limpeza e tonificação da pele. Os preços variam muito – vão desde € 80 até 300 para uma massagem de quase duas horas. Mas, sem dúvida, é uma experiência inesquecível. LEbrIStOLPArIS.cOm
Mandarin Oriental: um dos melhores de Miami, inclui produtos da linha Ivo Pitanguy
Istoé Gente
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Calça TVZ Biquíni-faixa NEON para Lygia & Nanny Cinto Christopher Alexander para Alê Brito Brincos e pulseiras Brechó Minha Avó Tinha
MODA
LUZ DO sOL Ousadia e efeito sexy para o Alto-Verão 2013. O estilista Dudu Bertholini, editor de moda convidado, aposta em cores e formas dos anos 80 e 90 para criar looks de inspiração resort. Uma voyeur contemporânea que observa, ataca e conquista Por Bianca Zaramella / ConCePção & Styling DuDu Bertholini FotoS cassia taBatini / Beleza lau neves para nars
Suas imagens de moda são construídas a partir de uma estética vibrante que ele entende como ninguém. Dudu Bertholini se veste com estampas multicoloridas, tem fascínio por acessórios e entrou para a moda brasileira com a marca Neon que, criada em parceria com a estilista Rita Comparato, completa dez anos em 2013. Para o estilista, o retorno ao trabalho de styling é um exercício criativo. “Neste editorial, a moda praia se mistura à roupa urbana, e maiôs e biquínis são cúmplices de alfaiatarias arquitetônicas”, explica. No ensaio clicado pela fotógrafa Cassia Tabatini, suas referências dos 80’s & 90’s se misturam entre luzes e sombras, em uma exuberância sem pudores com a top Solange Wilvert, que personifica bem a era das supermodels como Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Naomi Campbell e Linda Evangelista. “Tons neutros, como branco, preto e nude, dão cobertura às cores fortes do verão.” Confira. < Istoé Gente
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Blazer Reinaldo Lourenço Maiô NEON para Lygia & Nanny Brincos e pulseiras Brechó Minha Avó Tinha
Modelo Solange Wilvert / Joy Managment Produção de moda Marcello Martins Assistente de fotografia Marina Najjar Assistente digital Fabio da Motta Pós-produção Aaron Francis Walker Manicure Márcia Ferreira (Jacques & Janine) Istoé Gente
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COMPORTAMENTO
O PRAZER é nOssO! O crescimento do mercado dos sex shops no Brasil mostra que as mulheres saem na frente na busca do prazer independente. O erotismo está no ar. Com ele ou sem ele por Luciane angeLo
“A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama”, já dizia Nelson Rodrigues nos anos 1950... A frase, assim escrita, ainda soa impactante, mas... os tempos são outros. As mulheres estão cada vez mais com o espírito de que o prazer é uma forma de liberdade e não há nada de errado nisso. Um dos reflexos deste comportamento mais livre é o número estrondoso de vendas da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, com mais de 60 milhões de exemplares vendidos no mundo em 2011 (veja o quadro) e uma gama de publicações que seguiram nesse filão literário. Não à toa os romances eróticos estão fazendo sucesso. As mulheres predominam nas comprinhas de sex shop. Nos dez mil pontos de venda espalhados pelo Brasil, 68% são clientes mulheres. No mercado de internet elas seguem à frente com 55%. No delivery são 90% “Nos últimos três anos, o número de vendedoras de itens eróticos por catálogo saltou de dois mil para 85 mil”, disse Paula Aguiar, presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). É um fenômeno quase idêntico à explosão de vendedoras da Avon no final dos anos 1970, no Brasil. Na onda do sucesso das publicações eróticas, alguns itens começaram a ser disputados nas prateleiras dos sex shops. “A venda de chicotes e algemas teve um aumento de 50% e esses produtos não são tão procurados normalmente”, explica Paula. Os fenômenos pop de cultura in-
fluenciam as vendas no mercado erótico como, por exemplo, em 2005, com o vibrador Rabbit, divulgado pelo seriado Sex and the City. E por que as mulheres estão se sentindo mais à vontade para o sexo, o erotismo? Uma das explicações é a emancipação. “De uns dez anos para cá as mulheres saíram mais para o mercado de trabalho, estão se bancando mais. Antes a mulher era muito atrelada ao marido. Agora está mais livre para escolher”, explica Andrea Soutto Mayor, doutora em psicologia experimental pela Universidade de São Paulo (USP). Outro fator é a mudança no universo psicológico: “As mulheres estão mais liberais com os próprios sentimentos e emoções, com o corpo e a própria sensualidade, sexualidade e erotismo que não têm nada a ver com putaria e sim sensibilidade consigo mesma.” E a ida ao sex shop é somente um aliado natural, deixando de ser um tabu. “A mulher pode ter prazer sim, e até sozinha. Antigamente não podia e agora ela sabe como buscar.” O mercado erótico, por incrível que pareça, começou com uma mulher. Mais pre-
cisamente, uma alemã chamada Beate Uhse, em 1951. Ela vendia de porta em porta tabelinhas para controle de natalidade e, em seguida, preservativos e outros itens para casais. Vendo que havia público e interesse para esses tipos de produto, em 1962, Beate montou a primeira sex shop no mundo, na Alemanha. No Brasil
O negócio, que começou com apenas uma mulher, hoje movimenta no Brasil R$ 1 bilhão por ano e sete milhões e meio de produtos vendidos por mês. E a clientela feminina agradece toda a atenção que agora recebe nas lojas. Aquele ar nada sofisticado dos sex shops de antigamente deu espaço a butiques luxuosas e em bairros nobres das cidades. O sex shop virou um clube da Luluzinha. “Muitas lojas fecham horários para grupos de amigas e você só entra com hora marcada, as mulheres comemoram aniversários, fazem festas de 18 anos, chás de lingerie”, conta Paula Aguiar. O lugar impróprio para moças de fino trato virou ponto de encontro entre as amigas. Rumo ao ponto G. Ponto final. <
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somente sexo e amizade Em algumas décadas as relações serão abertas, sem privação de prazer e culpa, diz a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins Há duas décadas, a escritora e psicanalista prega que a mulher deve descobrir seu caminho para o deleite. Aos 63 anos e autora de 11 livros (o último, O livro do Amor Vol. 1 e Vol. 2, da editora Best Seller, lançado oficialmente em outubro, já com 16 mil exemplares vendidos), ela é convicta da liberdade da mulher. Em um papo com Gente, explicou como a mudança no cenário cultural culminou na busca do sexo por prazer, ao bel prazer. Como você vê a mulher do século 21? Existem dois tipos: uma que é autônoma e a outra que é independente. A autônoma é aquela que já quebrou barreiras quanto aos valores impostos por uma sociedade patriarcal, como a nossa. Ela não quer ser frágil, ter um relacionamento pautado na monogamia. Ela se vê como dona do seu corpo e dos caminhos que a levam para o bel prazer. Ela entra em sex shop e não se importa em ser julgada, pois a busca do prazer solitário já é natural. Quanto à independente, ela pode ser livre financeiramente de um homem, mas ainda tem amarras quando o assunto é sexo por sexo.
páginas calientes O BOxE ESpEciAL dA SAgA Cinquenta tons de Cinza
Os 60 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, da inglesa E L James, foram a sentença: as mulheres gostam mesmo de literatura erótica. Só no Brasil, a história de sedução sexy e rica de Christian Gray vendeu dois milhões e 370 mil exemplares, além de 53 mil livros digitais. O best seller já tem companhia nas prateleiras. Com o mercado quente, as editoras investem nos romances picantes. Confira alguns livros que seguem a mesma linha hot.
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Como será o futuro das relações de amor? O prognóstico é de que em algumas décadas as pessoas não terão relacionamentos onde há a privação do prazer e culpa. Eles serão abertos. Mas, mais que a liberdade, o bom dessa mudança é que nenhum modelo substitui outro, não vão existir modelos. As pessoas vão escolher e se adequar ao novo cenário. (Júlia Leão)
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sex toys Vibradores, algemas, massageadores e vendas são alguns dos produtos mais disputados nos sex shops. Veja o que usar a dois ou a sós!
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GENTE ENTREVISTA
“Sou mais feliz agora” Enquanto muitas atrizes de sua faixa etária reclamam que estão esquecidas por Hollywood, Marisa Tomei, aos 48 anos, roda um filme atrás do outro. Solteira e sem filhos, a morena do inesquecível Only You tanto pode fazer o papel de mãe – como na comédia em cartaz Uma Família em Apuros – quanto o da mulher sexy e provocante. E sem dublê por ElainE GuErini, dE los anGElEs
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Difícil imaginar, mas poucas mulheres no mundo, que já passaram dos 30, são capazes de esquecer o estonteante vestido branco que Marisa Tomei usou em Only You, em 1994, quando foi a mulher que todas nós gostaríamos de ser. Dezenove anos depois da parceria com Robert Downey Jr. na comédia romântica em que viveu uma professora que viaja para Veneza tentando encontrar uma alma gêmea que não conhece, ela continua a seduzir com seus expressivos olhos negros. Assim que recebe Gente na suíte do hotel Ritz-Carlton, em Los Angeles, dá para entender por que não se incomoda em revelar a idade – uma raridade entre os astros e as estrelas de Hollywood. “Tenho 48 anos’’, diz ela, segura de si. Tanto dentro quanto fora das telas, a nova-iorquina de 55 quilos e 1,65 m de altura prova que ser sexy não é exclusividade das atrizes na faixa dos 20 ou 30, algo que a enche de orgulho. “Sinto um grande prazer quando mulheres da minha idade me abordam nas ruas para me cumprimentar pelo trabalho em O Lutador. Acho que elas se sentem vingadas’’, conta Marisa, rindo, referindo-se à stripper que interpretou no filme de Darren Aronofsky (lançado em 2008), mostrando muita pele. “Infelizmente quase não há referências de sensualidade nas telas para o público feminino mais maduro. A maioria das atrizes com mais de 40 anos fica resignada a papéis de mãe ou avó, deixando as personagens mais calientes para as mais jovens, o que é injusto.”
“Sou solteira e não tenho nem facebook nem twitter” marisa tomei Com cerca de 50 longas-metragens na bagagem, Marisa até topa encarnar mães no cinema – desde que elas não sejam personagens limitadas dramaticamente, como “a namorada ou a esposa do protagonista”. “Tenho de sentir espaço para me expressar, para colocar para fora tudo o que aprendi. A experiência adquirida deve contar a meu favor e jamais contra. Até porque acho que tudo o que eu fazia antes, faço melhor hoje. Sou mais feliz agora’’, afirma a atriz, escalada para viver uma mãe neurótica em Uma Família em Apuros. No filme que estreia este mês nas telas nacionais, Alice Simmons, sua personagem, pede ajuda aos pais (Billy Crystal e Bette Midler) quando precisa viajar com o marido e deixar as crianças em casa. O problema é que ela não confia neles, como bons educadores, para os seus três filhos. “O papel não poderia ser
Foto AP IstoĂŠ Gente
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Marisa Tomei em cena com Bette Midler, na comédia Uma Família em Apuros. Acima, a inesquecível parceria com Robert Downey Jr. em Only You
mais distante de mim. Além de ser solteira, sem filhos, eu não tenho qualquer familiaridade com tecnologia. Minha personagem tem uma casa high tech, enquanto eu mal consigo mexer no computador. Não tenho página no Facebook nem conta no Twitter. Não gosto da ideia de restringir a minha experiência ao campo virtual.” A seguir, os principais trechos da entrevista. Você nunca teve filhos. Como buscou inspiração para sua personagem em Uma Família em Apuros? Quando li a descrição da personagem, como uma “mãe leoa”, confesso que não sabia o que significava. Meu agente teve de me explicar o que era. Eu tenho uma grande amiga que tem três filhos. Mas esse não é o meu ambiente. Há amigas que nunca vejo, pois elas mudaram muito com a maternidade. Geralmente as amigas com filhos que ainda fazem parte da minha vida deixam as crianças em casa quando saímos (risos). Elas me procuram justamente quando querem ficar longe dos filhos, fugindo um pouco da vida de mães. São poucas as mulheres com mais de 40 anos que não têm crianças. Como você lida com isso? Mesmo sem ter constituído a minha família, eu sou uma pessoa que gosta de estar com os pais, o irmão e os parentes. Sou próxima de todos. Principalmente dos meus pais (a professora de inglês Patricia Tomei e o advogado Gary Tomei), que eu vejo sempre que posso. Não é obrigatório ter filhos para entender o que é a vida em família ou para se sentir realizada no plano pessoal. Nem toda mulher nasceu para ser mãe. Você curte a vida de solteira? Sim. Cheguei a pensar em escrever um livro. Algo na linha Sex and the City? (Risos). Talvez algo mais engraçado. A vida muda para todo mundo e não apenas para as mulheres casadas e com filhos. Você tem de aprender a lidar com os filhos dos outros, quando sai com homens divorciados. Além disso, há muitas coisas engraçadas que acontecem na sua vida amorosa quando você continua solteira na minha idade. Dê um exemplo. Recentemente, conheci um cara bem mais velho, que já é avô. Enquanto eu me decidia se saía ou não com ele, esse cara brincou que, se eu quisesse, poderia ser a avó dos seus netos... Por um momento, pensei: se eu topar, terei o pacote todo, de filhos e netos, de uma vez só (risos).
“nem toDa muLher naSceu Para ser MÃe” marisa tomei No que a fama atrapalha? Não sou tão famosa assim (risos). Pelo menos não a ponto de não poder sair às ruas. Se você quer ser uma celebridade, precisa cultivar essa imagem. Ou seja, frequentar os lugares da moda para ser fotografada o tempo todo. Só que eu sempre tive medo de perder a minha privacidade e acabei me escondendo um pouco. Se eu tivesse me exposto mais, principalmente no início da carreira, teria tido mais oportunidades. Em Nova York, é sempre mais fácil passar despercebida, certo? Não desisto por nada do meu apartamento em Nova York porque tenho medo de não encontrar outro (risos). O mercado imobiliário naquela cidade é uma loucura. Como cresci no Brooklyn, tenho um carinho especial pela cidade. Foi lá que nasceu a minha paixão por musicais da Broadway, o que despertou o meu desejo de ser atriz. O fato de o cidadão nova-iorquino, sempre ocupado e correndo, não dar a menor bola por você fazer filmes é um bônus, claro. O que faz para manter esse corpo, quase aos 50 anos? Além de exercícios regularmente, procuro comer apenas coisas saudáveis. Não como alimentos processados, pois isso gruda em você, principalmente no abdômen, e não sai nunca mais (risos). Como tudo o que é natural e não industrializado. Minha maior tentação é o queijo, do qual tento fugir o tempo todo. Qual a melhor lembrança da noite em que faturou o Oscar, de melhor coadjuvante, por Meu Primo Vinny, em 1993? Não foi um momento de muita lucidez.
Foi bastante surreal. Só consigo me lembrar do medo de cair, enquanto subia as escadas de salto alto (risos). O que me vem à cabeça são as cores e as luzes no palco daquela noite. Mais nada. Acho que tive um blecaute. Você conseguiu não se aprisionar num único gênero. Comédia ou drama? Para ser sincera, gosto mais de comédia. Decidi que queria ser atriz ainda criança, de tanto assistir a musicais. Eu adorava Cantando na Chuva e Amor, Sublime Amor. Até me inscrevi na escola de sapateado, quando era pequena. Como nunca consegui cantar, a comédia foi o mais próximo que eu encontrei do musical. O problema da comédia é que você raramente veste roupas mais glamourosas nos sets de filmagem. Adoraria fazer um épico, pelo menos uma vez na vida, para trocar o guardaroupa de mulher comum por trajes de rainha. Já imaginou me ver num vestido longo e bufante? A indústria do cinema exige a perfeição? Existe, sim, uma pressão sobre as mulheres. Há um sexismo velado em Hollywood, uma espécie de inconsciente coletivo que espera que as mulheres estejam sempre lindas, prontas para serem fotogradas. Eu acho um pouco cansativo ter de estar bonita e apresentável o tempo todo, mas é preciso. Como trabalhamos com a nossa imagem, se você não se cuidar, será colocada de lado. Quando você sonha em ser atriz, tem a ilusão de que os profissionais do cinema só pensam no aspecto artístico da obra. Mas não é bem assim. < Istoé Gente
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GENTE EXPLORA
arriba, Fernanda! Neste verão a bússola do velho hype aponta para as praias mexicanas da Costa Oeste. É o novo destino da turma da moda e de quem já cansou do circuito mainstream. A top Fernanda Motta foi a trabalho e dá dicas para quem vai a passeio por Júlia leão
Fotos Divulgação
Hotel Las Ventanas al Paraiso, em Los Cabos. Praticamente uma praia particular com serviço de primeira linha. Ao lado, Fernanda Motta brinca com os papagaios
O primeiro motivo para pegar um avião em direção ao México é a temperatura. O sol costuma ser generoso nas regiões próximas ao Equador. A costa mexicana anda disputada pelos turistas, principalmente a oeste onde se encontra o Oceano Pacífico com suas águas morninhas, a Riviera Nayarit e Los Cabos. Hotéis luxuosos com serviços exclusivos têm ajudado a atrair um público exigente, cansado de déjà vus. Fernanda Motta, e seus muitos carimbos no passaporte, aterrissou por lá numa de suas mais recentes viagens a trabalho. “É um lugar cosmopolita, com pano de fundo natural”, conta Fernanda. Encantos de A a Z. Além das águas azul-turquesa, que ora é uma piscina calma, ora é um mar ideal para a prática de esportes radicais aquáticos, os resorts cinco e seisestrelas são um capítulo à parte. “Os spas são excelentes e o visual é lindo.” Punta Mita é considerado um lugar de renovação espiritual. E Fernanda apostou na tradição. Localizado no extremo norte da baía de Banderas, na costa oeste do México, o vilarejo praiano abriga o Four Seasons Resort Punta Mita. A apenas 43 quilômetros de Puerto Vallarta, Fernanda passou dias relaxantes por lá com direito a menu especial al mare e um day spa revigorante. Destaque para o único campo de golfe natural em uma ilha. De lá, a top migrou para outro canto exclusivo e paradisíaco, Los Cabos, situado no Baixo Califórnia. “Foi o lugar que eu mais amei em toda a viagem”, relembra. Para ela, a temporada no hotel Las Ventanas é uma experiência imperdível. “Eles têm um sistema VIP, com serviço exclusivo por casal, que nunca havia experimentado na vida.” Para ela, o atendimento foi tão privé que se sentiu digna de uma coroa. “Lá pude recarregar minhas energias. É possível, inclusive, personalizar ainda mais o serviço: com a ajuda de mordomos, que até as malas arrumam.” Istoé Gente
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Foto Shutterstock
O pôr do sol em Los Cabos
No meio do mar
De olho em destinos mais exóticos, Fernanda cruzou o território mexicano até a costa leste para conhecer Holbox, pequena ilha no Golfo do México. A 170 km de Cancún, foram necessários somente 200 pesos (US$ 20) para atravessar a lagoa e chegar ao paradisíaco balneário. “Tirei um dia todo para conhecer essa ilha. Fiquei apaixonada.” Pouco conhecido pelos turistas, o arquipélago foi indicação de um amigo. “Adoro natureza e lá pude aproveitar para relaxar e curtir mais águas cristalinas. No final do dia ainda fiz snorkeling em Ojo de Agua Yalahau, um lago natural que desemboca no mar.” Uma viagem que junta a cultura local com uma vista maravilhosa e exótica. <
Fernanda curte o sossego e a paisagem natural das cidades da Costa Oeste mexicana
Dicas Da FÊ Nas águas As águas de Punta Mita e os recifes de coral são famosos entre os mergulhadores autônomos e praticantes de snorkeling. Ainda no mar, não deixe de passar uma manhã pescando. Guias especializados podem levar os hóspedes até pontos secretos para se fisgar peixe-espada, atum ou mahi-mahi. Em tErra firmE Lá existe um ótimo lugar para a prática do surfe, a praia de El Faro. E há também um campo natural de golfe para quem gosta de praticar esse esporte. ONdE ficar O Hotel Costa Careyes (localizado entre Puerto Vallarta e Manzanillo, na Costa Pacífica) por si só já é um espetáculo. Dentro há um castelo com vista para o mar. www.careyes.com.mx O luxuoso Hotel Las Ventanas al Paraíso (em Los Cabos) tem serviço luxuoso e o local possui uma vista imensa de praias desertas. www.rosewoodhotels.com
Fotos Arquivo pessoal
Não deixe de experimentar O famoso mojito, com rum branco, açúcar, limão e menta, que, apesar de ser cubano, é o drinque mais conhecido no México. E, claro, o carpaccio de peixe-espada, fresco.
Istoé Gente
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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE nasce o filho de AdriAnA LimA • um ensaio com Giovanna LanceLLotti, a lindinalva de Gabriela Em vEnEza, Kate Hudson e outras istoegente.com.br istoegente.com.br estrelas ousam no look no festival de cinema
Du Moscovis: musa do impeachment há 20 “Para o homem, anos, Thereza collor posa para o filho na mansão de alagoas sexo é bem mais descartável”
depoIs do escândAlo istoegente.com.br de HARRY, A nudeZ de KATe middleTon ABAlA A reAleZA
ODilE rUBirOSa localizamos a pantera que abalou o jet set nos anos 70 e sumiu do mapa
7 day-spas imperdíveis no Brasil e no mundo BBCream, o Creme que é tudo as melhores novidades dos sex shops EXCLUSIVO
MariSa tOMEi “sou solteira e nÃo
nem FacebooK AtenHo top Heidi Klum nem tWitter” Assume romAnce com seu guArdA-costAs hÁ reCeita para ser FeliZ? POR JORgE FORbES
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A modelo e o namorado, o bilionário Lírio Parisotto, aplaudem o Pianista PoPstar Lang Lang DICaS DE COnSUmO em jantar black-tie châteaue Fabíula dos reis Nascimento: franceses Heloísa Périssé, Elianeno Giardini trêsA VIAGEM gerações DO de mulheres que10 brilham A Brasil Atriz CASAL E OS MESESemDEAvenida NAMORO : e A felicidAde 9 7 7 1 5 1 6
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EM NOITE DE GALA NO PALÁCIO DE VERSAILLES
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os astros em 2013: não adie os Começos
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