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30/NOV/2012 • ANO 13 • N° 691
R$ 9,90
Personalidade do Ano 2012
Milton Nascimento
Reynaldo Gianecchini
MÚSICA
TELEVISÃO
Débora Nascimento
João Emanuel Carneiro
Izabel Goulart
REVELAÇÃO
PERSONALIDADE DO ANO
MODA
Especial
Personalidade do Ano Revelação
DÉBORA NASCIMENTO Nasce uma
musa
Aos 27 anos de vida – e dez de carreira –, a atriz paulistana se consagra como novo ícone de beleza brasileira depois de brilhar como Tessália, sua personagem em Avenida Brasil POR Fabiano Mazzei FOtOs e beleza alê de Souza styling alê duprat
30/11/2012
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Terno Givenchy e sapato Schutz
Vestido Pedro Lourenรงo para Alberta e sapato Schutz
Especial
‘‘Aprendi muito com Tessália, entendi melhor o meio televisão. Atuar com o (Marcos) Caruso foi incrível também. Saio muito mais madura como atriz’’ • A imagem é emblemática. Final de tarde da segunda-feira 22 de outubro. Num daqueles carrinhos de golfe, a atriz Débora Nascimento percorre pela última vez as ruas do bairro do Divino, na cidade cenográfica montada no Projac, na zona oeste do Rio. Passou pelo bar do Silas, pela casa do Leleco – personagens da novela Avenida Brasil – e um nó se formou na garganta da atriz. As lágrimas vieram sem fazer força. Dali, vendo o cenário se distanciando aos poucos, Débora se despedia de Tessália, seu papel na trama de João Emanuel Carneiro. A novela acabara três dias antes, mas a atriz ainda precisou gravar uma participação em um especial do programa Vídeo Show ainda como a personagem. Foi só na segunda, então, que ela disse “adeus”. E chorou. Muito. Não era para menos. Tessália transformou a vida de Débora. Ela mudou de cidade, trocou São Paulo pelo Rio. Mudou a rotina. Mudou de namorado. Mudou seu mundo, como ela mesmo diz. Uma nova Débora surgiu pósnovela, mais madura e segura de si. Agradecimentos? Muitos. Três especiais: ao autor, João Emanuel Carneiro, ao diretor da trama, Ricardo Waddington, e ao parceiro de cena, Marcos Caruso. “Devo tudo a eles”, diz. Aos 27 anos, a paulistana conquistou o público e o prêmio de Revelação do Ano de 2012, concedido por Gente. Justa homenagem para quem deixa o horário nobre como a mais nova musa do Brasil.
• O assédio nas ruas mudou? • Ah, muito, mais na época da novela. Você sai e parece que tem um monte de colegas. Todo mundo te conhece! E eu entendo. E eu tenho cuidado com estes fãs, mas me respeito também. Na época, meu carro foi cercado num semáforo na Barra porque eu estava andando com a janela aberta e fui reconhecida. No mercado não dava para ir porque ficava dando autógrafos, posando para fotos... Agora, depois que a novela acabou, consigo ir ao mercado rapidinho, de óculos de sol e, meio disfarçada (risos).
• Como Tessália mudou sua vida? • Alessandra. Eu aprendi muito com ela, entendi melhor o meio televisão. Atuar com o (Marcos) Caruso foi incrível também. Saio muito mais madura como atriz, mais confiante de que é preciso se divertir, unir o útil ao agradável. E com vontade de arriscar mais daqui para a frente.
• E no que você investe o dinheiro que está ganhando agora? • Quero poder ter minha casinha, no meu nome. Tem que ter quintal, para a minha cachorra, que é pequetita. Não sou uma pessoa gastadeira não, sou de poupar. Trabalho desde os 15 anos e, naquela época, o que eu mais queria era comprar uma calça jeans, sem precisar ser Natal ou Réveillon, sabe? Aprendi com a minha mãe, Maria Lúcia, que sempre me falou: “Seja independente”. Sempre juntei dinheiro para comprar o meu carro, nunca fui de abusar dos meus pais com dinheiro. Tudo o que eu ganho invisto da melhor maneira possível. Não sou dessas mulheres malucas que gastam fortunas numa bolsa. Não jogo dinheiro fora, não.
• O sucesso veio na hora certa? • Sim, acredito que sim. Depois de 487 “nãos”, Avenida veio no momento em que eu pude recebê-la, o tamanho de uma novela como aquela. Acho que se tivesse pego um trabalho dessa proporção antes, eu não conseguiria lidar. Estou tranquila e recebo isso com serenidade.
• Dá para ir à praia ao menos? • Não. Tem de ir naquelas mais sossegadas, porque se não, ou minha bunda sai nos sites ou fico atendendo fãs por horas... é um precinho meio caro este de perder a privacidade. E eu falo para as pessoas, calma, sou uma mulher normal, que faço coisas que todo mundo faz, às vezes eu acordo e meu cabelo tá um fuá, eu tenho TPM, tenho celulite, sou normal, gente! • Mas tem o lado bom da fama, sobretudo com novos trabalhos, campanhas publicitárias... • É impressionante isso. Meu empresário (Antonio Amâncio), que sempre acreditou em mim, no meu talento, tinha me alertado disso. E agora, não estou parando em casa.
• Você sempre teve sorte na vida? Porque você estoura na novela das oito e ainda ganha um namorado. Como assim? • (Risos) Não! Nunca ganhei bingo, sorteio, nem cara ou coroa (risos). Não foi sorte não. Tem de correr atrás. Recebi muito “não” na vida, tanto que a Tessália foram vários testes para conseguir o papel. Foi uma angústia, um quase sofrimento... Sorte não existe. • Então, dá a entender que você lutou pelo (José) Loreto também? Foi lá, colocou o rapaz na parede e... • Não, imagina! (Risos) Com o José foi uma amizade que começou e eu sou muito intensa. Eu me jogo e deu nisso aí. • Já estão morando juntos? • Não! Está tão bom do jeito que está. É muito começo, vai saber o que vai acontecer no dia de amanhã e eu estou focada no meu trabalho neste momento. Estou apaixonada pela Taís (seu próximo papel em O Caribe é Aqui, próximo folhetim das 19h na Globo), uma mulher alegre, espontânea, anda de buggy em Natal (RN), divertida, romântica. Então, na verdade, estou namorando a Taís no momento. Não penso em outra coisa. • O que vai lembrar de 2012? • Segundo o Calendário Maia, o mundo iria acabar em 2012, né? (risos) E eu tenho uma teoria: 2012, na verdade, iria transformar o mundo de cada pessoa. O meu mundo, como era antes, acabou de verdade. A Débora continua a mesma, mas aquele mundo, aquela rotina do ano passado, acabou. É uma transformação total na minha vida, pessoal e profissional. Então, para mim, esta do calendário já supervaleu (risos). • E o que espera deste “mundo novo” em 2013? • Ah, serenidade... Se eu tiver metade do que vivi em 2012, já agradeço. Que 2013 seja sereno e intenso, ao mesmo tempo.•
PROduçãO de mOda • Renato telles assistente de beleza • Felipe RodRigues 30/11/2012
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Especial
Personalidade do Ano Música
Milton nasciMento o dono do
baile
O músico que cantou os bailes da vida chega aos 70 anos comemorando também os 50 de carreira, os 45 anos do lançamento de “Travessia”, os 40 do emblemático Clube da Esquina e fazendo planos de seguir na estrada cantando POR AinA Pinto
30/11/2012
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Fotos Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Especial
“Essa é uma das maiores honrarias recebidas por alguém no Brasil. Quando me avisaram que eu poderia ser um dos homenageados, fiquei extremamente feliz” sobre o prêmio de Gente • No dia 26 de outubro deste ano, Milton Nascimento esperava receber apenas algumas pessoas da família, em sua casa no Rio. No dia seguinte, ele teria de viajar e se apresentar em Pirinópolis (GO). “Mas apareceu tanta gente sem eu esperar que acabou virando uma festa mesmo”, conta Milton, rindo. A festa foi uma das celebrações que fizeram para homenageá-lo este ano, que marca algumas datas importantes: os seus 70 anos de vida, os 50 de carreira, os 40 do Clube da Esquina e os 45 anos da apresentação de “Travessia”, no Festival Internacional da Canção de 1967, a canção que fez com que o País conhecesse a sua arte. Para encerrar o ano, Milton é homenageado como Personalidade do Ano na Música no prêmio de Gente. Pouco antes, em novembro, ele esteve em Los Angeles para outra premiação. Lá, depois de gravar parte da trilha sonora de Rio 2, previsto para estrear em 2014, ele participou da festa do Grammy Latino, da qual era um dos convidados mais importantes. Ele recebeu o prêmio de Excelência Musical. “Foi uma das coisas mais emocionantes de que participei na vida, porque é um prêmio diferente, que não tem a pressão da concorrência. E eu tive o privilégio de recebê-lo junto com uma das atrizes que mais amo na vida, a grande Rita Moreno”, conta ele, referindo-se à porto-riquenha que é a única latina a ter ganhado todos os grandes prêmios da indústria do entretenimento: Oscar, Tony, Emmy e Grammy. “Quando ela chegou ao salão da cerimônia, ela me viu e gritou meu nome. Eu quase morri de alegria por saber que ela me conhecia.” Mas Milton é conhecido por muita gente. Na Academia de Artes e Ciências Fonográficas dos Estados Unidos, o nome dele é lembrado há décadas. Já teve várias indicações ao
Grammy americano e, em 1997, ganhou o de melhor disco de world music por Nascimento. E é conhecido por gente como Quincy Jones, Wayne Shorter, Paul Simon, Peter Gabriel e Sarah Vaughan, entre outros inúmeros músicos internacionais que trabalharam com ele ou gravaram suas músicas. Entre os muitos clássicos compostos por Milton, estão “Coração de Estudante”, “Nos Bailes da Vida”, “Maria Maria” e “Caçador de Mim”, todas parte do repertório que ele apresenta no show 50 Anos de Voz nas Estradas e com o qual segue em turnê já a partir da primeira semana de janeiro. O show encerra com “Travessia”, a primeira de suas canções a fazer sucesso. “Aquele ano em que cantei essa música foi fundamental na minha carreira. Sem o Festival, talvez as coisas ainda fossem demorar muito para acontecer na minha vida, ou talvez nem acontecessem”, considera.
• Dilma: velha conhecida
• A carreira já vinha de muitos anos. Milton era um garoto quando começou a se apresentar como cantor. “Comecei a tocar na noite aos 14 anos, junto com o Wagner Tiso. Éramos tão jovens que tínhamos de nos esconder na cozinha dos lugares em que a gente tocava para fugir dos agentes do Juizado de Menores. Lembro os bailes que a gente fazia, as viagens pelo sul de Minas. Essas coisas foram importantes na minha carreira.” 2012 foi um ano cheio de trabalho, com shows, premiações e homenagens, como os musicais Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, de Charles Moeller e Claudio Botelho, e Ser Minas Tão Gerais, que o prêmio de Personalidade do Ano na Música celebra. “Essa é uma das maiores honrarias recebidas por alguém no Brasil. Quando me avisaram
que eu poderia ser um dos homenageados, fiquei extremamente feliz. Além disso, posso aproveitar a oportunidade para encontrar amigos de todas as áreas e pessoas de quem eu gosto muito”, diz Milton, referindo-se aos outros homenageados de Gente e das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, além da presidenta da República Dilma Rousseff, que ele conheceu quando jovem. “Frequentávamos os mesmos lugares no começo dos anos 1960 em Belo Horizonte, mas nunca fomos amigos próximos. Eu me lembro bem dela, mas como ela entrou muito cedo contra a ditadura, só fui reencontrá-la quando ela já era Chefe da Casa Civil no governo Lula.” O próprio Milton não pegou em armas, mas fez músicas como “Menino”, em homenagem a um estudante morto por militares, e o disco Milagre dos Peixes, que teve várias músicas censuradas e gravadas apenas de maneira instrumental. Milton diz que sempre fez o que quis. Agora, anda com novos planos: o de ser ator. “Não foi minha primeira vez como ator”, conta, referindo-se ao trabalho em Ser Minas Tão Gerais. “Já trabalhei em filmes de Ruy Guerra, Werner Herzog, Paulo Cesar Saraceni. Mas eu gostaria mesmo é de atuar mais, principalmente em cinema, que eu amo. Inclusive, gosto de falar nas minhas entrevistas que estou completamente à disposição dos diretores para qualquer convite. Eu amo mesmo esse negócio de atuar”, avisa. Por enquanto, nos planos para o futuro, estão um novo disco e continuar com o pé na estrada comemorando. “Tudo o que aconteceu na minha vida até hoje eu considero muito especial. Nunca fiz cálculo ou projeção de carreira. As coisas foram naturais. Se eu disser que gosto de todos os meus trabalhos, você dificilmente iria acreditar”, diz. A gente acredita. • 30/11/2012
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Especial
Personalidade do Ano Televisão
Reynaldo Gianecchini O galã
vOltOu Brilhando na novela Guerra dos Sexos, da Globo, o ator fala da nova vida, do projeto de fundar uma instituição para cuidar de crianças e idosos, da biografia que lançará em breve e do que 2012 representou para ele POR Laís Moraes FOtOs DanieL Benassi styling aLê Duprat
30/11/2012
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Camisa Jeans Sérgio K, calça John John Denim e tênis Sérgio K
Especial
“2012 foi o ano em que peguei minha vida na mão”
• No ano em que completou quatro décadas de vida, Reynaldo Gianecchini teve muitos outros motivos para comemorar. Além da superação plena do câncer, o ator voltou a mostrar o seu talento – no teatro e na televisão – e conquistou papel de destaque na tevê, na novela Guerra dos Sexos, na qual interpreta o motorista Nando e mostra que também tem veia cômica. “Eu assisti à versão original da novela, nos anos 80. É engraçado recontar uma história que curti na adolescência. E tem o prazer de ser uma comédia”, diz Giane, com seu sorriso marcante. Nesta entrevista exclusiva, ele fala, também, do plano de fundar uma instituição de apoio a crianças, adolescentes e idosos, em Birigui, sua cidadenatal, no interior de São Paulo. Talentoso, vitorioso e com uma admirável força interior, o ator foi eleito Personalidade do Ano na Televisão, pela Gente. “Estou muito feliz com o prêmio. Acho que é a prova de que, este ano, eu tive algo importante para falar”. Com a palavra, Reynaldo Gianecchini. • O que significa, para você, ganhar o prêmio de Personalidade da Televisão em 2012? • Reynaldo. Prêmio não é algo que eu persigo. Nunca faço um trabalho pensando em ganhar prêmios ou se vou ser criticado. O bacana de ganhar um prêmio é a ideia de que consegui me comunicar de uma forma contundente. Por isso, estou muito feliz com o prêmio da Gente. Acho que é a prova de que, este ano, eu tive algo importante para falar. E ainda tem o fato de que a presidenta Dilma Rousseff estará presente na cerimônia de entrega. Tenho um grande respeito por ela. • Como é estar atuando no remake de uma novela (Guerra dos Sexos) que fez tanto sucesso nos anos 80? • Tem um sabor especial. Eu assisti à versão original e gostei muito. É engraçado recontar uma história que curti na adolescência. E tem o prazer de ser uma comédia. E eu estou num time ótimo. É muito bom trabalhar com o Tony Ramos, a Irene Ravache, a Glória Pires e a Mariana Ximenes. • Existe algo em comum entre você e o seu personagem na novela, o motorista Nando? • Sim. O fato de ele ser do interior e falar “caipirês” (Giane nasceu em Birigui, interior de São Paulo). E também tem o lance de ele ser ingênuo, não ter malícia. Até hoje, ainda tenho isso muito forte dentro de mim.
• Em breve, você lançará um livro com a sua biografia. Como surgiu essa ideia? • Resolvi fazer esse livro porque já tinha recebido vários convites de diversas editoras, mas nenhuma delas tinha me tocado. Até que duas coisas me fizeram aceitar. A primeira foi o fato de o livro ser escrito pelo Guilherme Fiuza, um jornalista que respeito muito, autor do livro Meu Nome não é Johnny. Eu sabia que ele ia contar uma história muito legal, e não um livro babaca de autoajuda. Fiquei curioso para ver como ele contaria a minha história. A segunda coisa é que esse livro será um passo muito importante para fundar a minha instituição, um desejo que tenho há muito tempo. Só estava esperando a hora para concretizar. O livro vai me trazer o dinheiro necessário para iniciar esse projeto. Será uma instituição de apoio a crianças, adolescentes e idosos, em Birigui. Já tenho tudo formatado. Minha ideia é ter tudo pronto no primeiro semestre do ano que vem. • O que 2012 significou para você? • 2012 foi o ano em que eu peguei minha vida na mão. Tive total certeza do que eu quero da vida e do que quero de mim, que é viver o dia a dia com muito prazer e com um olhar gostoso sobre as cosias. Depois do que eu passei (em relação ao câncer), tive uma mudança na base. Fiquei diante da morte. Tive de passar por aquilo sozinho.
‘‘Continuo o mesmo cara. Só mudou o meu olhar sobre as coisas. Não fiquei mais religioso nem mais zen. Nada disso. Mas o meu olhar sobre a vida mudou’’
• O que mudou em você depois dessa experiência? • Continuo o mesmo cara. Só mudou o meu olhar sobre as coisas. Não fiquei mais religioso nem mais zen. Nada disso. Mas o meu olhar sobre a vida mudou. Hoje, se estou estressado com alguma coisa, meu tempo de recuperação é muito mais rápido. Respiro e logo volto a ficar leve. • E hoje, o que toca o seu coração? • A minha fundação é o que tem me tocado. Eu perdi a vontade de ficar fazendo planos a longo prazo. Tenho deixado a vida me levar. Os sonhos ou os trabalhos que vão aparecer, não são o mais importante. Quero muito continuar trabalhando, que minha carreira cresça. Mas isso não é o mais importante. O mais importante é viver o dia a dia com prazer, inclusive no trabalho. Pode ser em qualquer lugar, qualquer personagem, desde que eu esteja fazendo com prazer e com pessoas legais ao meu lado. •
Beleza • Alice Brown PROduçãO de mOda • renAto telles agRadecimentO • instituto MoreirA sAlles/ rio De Janeiro 30/11/2012
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Especial
Personalidade do Ano Moda
Izabel Goulart O pulO da
camaleOa A top abraçou o mundo em 2012: conseguiu se consolidar tanto como modelo dos desfiles internacionais mais conceituados quanto como estrela de importantes campanhas de moda e, de quebra, ainda estreou como apresentadora de tevê. Não surpreende ela classificar o ano como “explosivo” POR Simone BlaneS fOtOS michelle Silva/aBá-mGT Styling Juliana RoSSoni
30/11/2012
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Vestido de renda Mares
Especial
• Desde 2008, todo ano é de sucesso para Izabel Goulart. Foi quando a top brasileira assinou com a Victoria´s Secret e se tornou uma das angels da marca norte-americana. “Eu não era ninguém quando fui contratada por eles, mas depois consegui virar até garota Givenchy”, comenta a modelo. Paulista de São Carlos, ela percorreu o caminho inverso da über model Gisele Bündchen, que saiu das passarelas das grifes conceituadas para o universo sexy da rede de lingeries. Mas então, o que faz 2012 tão especial na trajetória de Izabel, eleita Personalidade do Ano na Moda por Gente? Aos 28 anos, a modelo tomou duas decisões que afetaram positivamente a sua imagem. Foram manobras ousadas, de quem é arrojada ao gerir a vida profissional e não tem medo de arriscar. A primeira aposta foi abrir mão de algumas campanhas importantes para estar mais presente nas semanas de moda internacionais. “Fotografo muito para Victoria´s Secret, H&M, Givenchy, além das revistas, e quando chega as temporadas, só dá para fazer no máximo um desfile, quando dá. Este ano, cancelei vários trabalhos para estar em Paris, Milão e Nova York. São desfiles fortíssimos, disputados, e quem faz recebe uma atenção especial dos responsáveis pelos castings para as campanhas. Por isso, acabaram rolando muito mais trabalhos depois”, explica ela, que subiu nas passarelas das grifes Michael Kors, Dolce&Gabbana, Roberto Cavalli, Givenchy, Chanel e Balmain este ano.
Menina fantástica
• A segunda atitude da top model foi aceitar o convite da Rede Globo para ser apresentadora de tevê. Desde agosto, ela comanda a quarta edição do quadro “Menina Fantástica”, do Fantástico, um concurso que busca novas modelos por todo o Brasil. “Me ligaram e disseram que tinha que ser eu, que não poderia dizer não. É bem diferente de estar na frente de uma câmera fotográfica. Na televisão tem de seguir um roteiro, o tempo é bem mais curto, mas estou conseguindo fazer isso com naturalidade. Me sinto super à vontade. E adoro trabalhar em equipe. São 60 pessoas em um set para desenvolver algo que já está pré-determinado. Diferente de uma foto que é algo mais solo, você e o fotógrafo”, comenta Izabel, quem tem tido sua performance elogiada e virou uma celebridade além do mundo fashion. Portanto, 2012 foi de muito trabalho, mudanças e transições, segundo ela. “Foi um ano superexplosivo! De projetos especiais, muito importantes para a minha vida. Consegui me consolidar como modelo no mercado fashion e comercial ao mesmo tempo, e também me tornei algo além disso, mas em um projeto que tem a minha cara”, analisa ela, que vai passar o Réveillon em Punta del Este com amigos e já tem 40 dias agendados de 2013 para ensaios fotográficos. “Também quero continuar na televisão porque é incrível conseguir falar com tantas pessoas ao mesmo tempo e me aproximar da vida real de todas elas.” É a vitória do estilo camaleoa de ser da modelo, que sabe ser sexy, séria, pin up, masculina ou o que mais um diretor criativo quiser. “Sou segura dentro da minha própria pele. Não é um vestido que me faz, eu faço o vestido. Ser sexy já me atrapalhou,perdi muito trabalho por ter curvas, mas aprendi a usar isso ao meu favor. Gosto de mulher bonita, desse universo onde a mulher é saudável, tem curvas, seios, bumbum. A mulher brasileira é a mais perfeita.” Izabel está aí para provar. •
‘‘Sou segura dentro da minha própria pele. Não é um vestido que me faz, eu faço o vestido. Ser sexy já me atrapalhou, perdi muito trabalho por ter curvas, mas aprendi a usar isso ao meu favor’’
Beleza • RodRiGo coSTa aSSiStente de PROduçãO de mOda • camila ShaefeR aSSiStente de fOtOgRafia • ana feRRiani tRatamentO de imagem • máRcio moRaiS
Hot pants Gloria Coelho, camiseta acervo pessoal e anel Carla Amorim
“É bem diferente de estar na frente de uma câmera fotográfica. Na televisão tem de seguir um roteiro, o tempo é bem mais curto, mas estou conseguindo fazer isso com naturalidade” 30/11/2012
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Ensaio
A
do
B ela pelotão Fernanda Paes Leme • O telespectador a viu crescer. Dos 29 anos
cresceu e apareceu na tevê. agora, aos 29 anos, se mostra mais serena, mais madura como atriz – no papel da tenente márcia, na novela salve Jorge –, mas sem perder a ternura jamais
POR Laís Gomes FOtOs, beleza e styling andré nicoLau/ aG. istoé
de vida, 14 deles ela esteve lá, na telinha, em alguma atração da Rede Globo. Começou em 1999, no seriado Sandy&Jr. Fez novelas, minisséries, cinema, teatro. Agora está de volta, em Salve Jorge, no horário nobre da emissora como a tenente Márcia, e é bom ver como Fernanda amadureceu como atriz, sem perder o rostinho de menina. Nesta entrevista concedida à Gente no Rio, a atriz fala desse novo desafio. De vaidade e sensualidade. Da chegada dos 30 anos e do sonho de casar e ter filhos – ou não. Sempre com aquele jeito despachado, a geminiana é rápida no raciocínio e não deixa pergunta sem resposta. Apenas quando o assunto é seu recente namoro com Bruno Moraes, assistente de produção da mesma emissora onde trabalha, ela prefere ser reservada. “Enquanto eu puder preservar a minha relação, vou fazer isso. Sentimento não se fala, é uma coisa que nunca vai ser tirado da minha boca”, disparou ela, com a mira calibrada, apontada aos paparazzi e fofoqueiros de plantão.
30/11/2012
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Vestido Bo.bo e sapatos TopShop
Ensaio
• Quartel
• “Fiz um mergulho grande para viver a Márcia. Esse universo do Exército era uma novidade para mim. Descobri um ambiente de muito respeito, mas eles são piadistas, família... As mulheres é quem mandam neles dentro de casa, eles só mandam ali no regimento. E lá dentro elas têm de se impor, dar ordens, sem perder a feminilidade.”
• Vaidade
• “Eu não sou tão vaidosa, sou normal. Meu nariz não é de princesa, mas também se não fosse ele eu não teria essa personalidade forte que tenho. Meu peito é de verdade, então tenho o maior orgulho. Hoje em dia tem peitos lindos por aí, mas acho bacana ser natural. Meus gambitinhos – porque não tenho perna, tenho gambito – sei lá, esse conjunto todo me faz feliz. Acho que está tudo certo.”
• 30 anos
• “Sem drama. Meus batimentos cardíacos estão tranquilos, minha pressão continua baixa como sempre... É a lei natural da vida. Eu ainda quero viver muita coisa, profissionalmente, estou sempre em busca de algo mais. Ainda espero um grande momento, de virada, acredito que esse momento vai chegar.”
• Festão?
• “Estou na dúvida, sou geminiana! Tem hora que penso numa festa que vai parar o Rio de Janeiro e noutra que me dá uma preguiça... A gente vai ficando mais velha e eliminando parasitas da sua vida. Você vai tendo cada vez menos pessoas que você pode contar, amigos de verdade.”
• Ser sexy
• “É difícil falar disso. Sem parecer prepotente, acho que tenho um ‘borogodózinho’, diferente de algumas pessoas. Talvez um sal... tem muita gente sem sal. Acho que tenho uma pimentinha (risos).”
• Casamento&filhos
• “Acho que casamento nunca sai de moda, tudo depende do momento. Acho que posso esperar para decidir se quero ou não mais para frente. Acho lindo, acho que tenho essa vontade, mas não sei ainda... Filhos também, mas tá tudo certo. Ainda tenho 29 anos e um caminho longo pela frente.” •
Leia a íntegra desta entrevista eM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR
Vestido Auslander, colar Juliana Manzini e sapatos TopShop
‘‘Sem parecer prepotente, acho que tenho um ‘borogodózinho’, diferente de algumas pessoas. Talvez um sal... tem muita gente sem sal”
Diversão & Arte
cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia
avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco
MÚSICA •
“Falar de amor é um AtO dE CORAgEm”
Teresa CrisTina A cantora se junta ao restrito time de intérpretes autorizados a gravar um disco inteiro com músicas de Roberto Carlos e conta que chorou quando soube que o Rei havia liberado as músicas para ela
Daryan Dornelles/Folhapress
Mauro Ferreira
“Já estou um pouco cansada de tristeza”, diz teresa, sobre a vontade de fazer um disco mais de rock e não de samba
• Teresa Cristina chorou quando ouviu no seu celular um recado do produtor Guto Graça Mello com a notícia de que Roberto Carlos havia liberado seu repertório para a cantora gravar um disco. Nas lojas neste mês de novembro, o CD Teresa Cristina & Os Outros Cantam Roberto Carlos sai pela Deck, a mesma gravadora que, há dez anos, lançou a cantora e compositora carioca no mercado com disco dedicado ao repertório de Paulinho da Viola. Com seu primeiro projeto fora do universo do samba, Teresa Cristina se une a um seleto time de intérpretes – formado por Nara Leão (1942 – 1989), Maria Bethânia, Cauby Peixoto e Padre Marcelo Rossi – que conseguiram autorização do Rei para gravar discos somente com músicas de seu repertório. Nesta entrevista à Gente, Teresa fala da emoção de fazer o disco com músicas que canta desde a infância e de seu gosto pelo rock. • Como surgiu a ideia do show que você fez em maio de 2011 no Rio, com as músicas do Roberto Carlos? • Sempre gostei de Roberto Carlos. As primeiras músicas que eu cantei na minha vida foram do Roberto, por causa da minha mãe. São músicas que fazem parte da minha infância. Fazer um show com músicas dele era um sonho. Só que,
Divulgação
“Nunca passou pela minha cabeça cantar Roberto em ritmo de samba. Isso ia desagradar todo mundo, a começar por mim” como cantora de samba, eu nunca pensei que pudesse cantar Roberto profissionalmente. Ignorante, eu achava até que o Roberto proibia os shows com as músicas dele. • Como surgiu a interação com a banda Os Outros? • Sou amiga do Diego Paiva, irmão do Vítor (baixista da banda). Em 2010, eles me convidaram para fazer uma participação num show deles. Há lugares que eu alcanço cantando rock e aos quais eu não chego no samba. Não que o samba seja limitado, mas é que eu tenho uma melancolia, uma tristeza... E consegui no samba um lugar para essa tristeza. Mas já estou um pouco cansada de tristeza. Não que eu vá virar cantora de axé! (risos) Eu nunca me imaginei à frente de uma banda de rock, cantando no grito. E gostei. Esse show mudou minha vida. • Como você conseguiu a liberação das músicas? O Roberto é um artista avesso a liberações. Poucos artistas gravaram um disco com suas músicas. • Acredito que tenha sido o (produtor) Guto Graça Mello. Quando o encontrei, falei do disco e ele me disse: “Se eu puder, eu falo com o Roberto.” Um dia, ele me ligou e eu não vi a ligação. Mas ouvi o recado que dizia que o Roberto tinha liberado as músicas para o projeto do disco. Eu comecei a chorar. Aí, a gente mandou as músicas para a editora do Roberto e o processo transcorreu normal. • O disco abre com uma das músicas mais proibidas de Roberto, “Ilegal, Imoral ou Engorda”, que ele não liberava para ninguém... • Quis abrir o disco com ela para já dar logo o meu recado. Nunca passou pela
minha cabeça cantar Roberto em ritmo de samba. Isso ia desagradar todo mundo, a começar por mim. Fiz um disco com as músicas de um Roberto roqueiro, mais Jovem Guarda... • Cantar rock mexeu com você? • Mudou muita coisa. Esse repertório aprimorou a minha postura. Nunca me considerei uma artista de palco. Mas, na hora de cantar as músicas do Roberto, a artista vem com uma força que eu nem sabia que tinha. Sempre defendi a liberdade das pessoas. • Nem todo mundo no meio do samba aceitou bem sua incursão pelo rock. Como lida com essa crítica? • Não procurei saber muito disso, não. A internet é um paraíso de covardes. Você cria um nickname e ataca os outros. Não vou dar a essa crítica um peso que ela não tem. A primeira pessoa que eu queria agradar com esse disco foi minha mãe. E ela adorou. Todo o carinho que eu tenho pela obra do Roberto vem dela. Eu cantava as músicas dele antes mesmo de aprender a falar direito. • Você gosta muito de rock, não? • Sim. Comecei a compor sambas com 27 anos! E o samba entrou mais forte na minha vida quando eu fui morar na zona sul do Rio (região mais nobre da cidade), não quando eu morava no subúrbio. Lá, eu ouvia metal, Iron Maiden. Na zona sul,
vi muita gente fazendo samba e tudo isso ficou muito forte em mim. • Não teve medo de gravar músicas já tão bem gravadas pelo próprio Roberto? • Não é que eu não tenha tido medo. Eu tive. Mas tive coragem junto. Fui fazer um show em Vitória e fui passar o som. Os garis que trabalhavam no local começaram a ouvir e um deles começou a chorar, ligou para a mãe dele no Piauí, dizendo que ela tinha de ver meu show. Eu peguei um amor por aquele gari! As pessoas não disfarçam a emoção com a música de Roberto. Já vi homens chorando no meu show. Para mim, é como se eu estivesse cantando Roberto no meu quintal, com minha mãe lavando roupa. • Por que Roberto provoca essa emoção tão forte em você e nas pessoas? • Porque falar de amor é uma coisa muito moderna. As pessoas tendem a jogar a fala do amor na vala do cafona, do brega... Mas falar de amor no mundo de hoje é um ato de coragem. Roberto é um cara muito pra frente, sempre foi. • Você ainda ouve muito rock? • Sim, mas não sei se é rock. Tenho ouvido muito Radiohead. O Thom Yorke tem uma coisa perturbada que me agrada. Gosto muito do The Cure. E agora, depois de velha, eu estou com a discografia toda dos Beatles. • 30/11/2012
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“Viajar é conviver com imprevistos” Do passageiro que ronca no assento ao lado ao hotel lotado bem na hora do seu check in. Gloria Kalil lança novo guia de etiqueta, repleto de histórias divertidas e reais, para saber como se portar em uma viagem, mesmo nas situações mais adversas POR Simone BlaneS fOtOS Pedro diaS / ag. iStoÉ
• Diz a máxima que educação vem de berço. Que as boas maneiras se aprendem em casa – e devem ser mantidas fora delas, principalmente. Com o turismo aquecido no mundo todo, é essencial se levar na mala uma certa... elegância. O novo livro da consultora de estilo Gloria Kalil, Viajante Chic - Dicas de Viagem por Gloria Kalil, é um guia precioso para saber lidar com as mais diversas situações: da mala extraviada ao passageiro ao lado, que ronca feito turbina de jato. São casos reais, vividos pela autora e por seus colaboradores, internautas que enviaram suas histórias através do site Chic. “Tem gente que reclama de aeroporto cheio. Eu acho bom! Realmente muitas pessoas entraram nesse ‘playground’ e, as que já estavam, têm de aprender a se portar com o ‘playground’ cheio”, acredita Glória. Um livro para marinheiros de primeira viagem e viajantes profissionais. Que ensina as diferenças entre fazer a mala para uma viagem de avião ou de navio. Que fala de destinos exóticos e dá dicas para evitar cometer gafes nestes lugares, cujos costumes divergem tanto dos brasileiros.
‘‘(Para a mala perfeita) O ideal é escolher duas cores e coordenar com tudo. Dá para se dar a volta ao mundo só com duas cores de roupa’’
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“Se você sentar ao lado de uma criança e ela chorar a noite toda, vai fazer o quê? Matar o pai e a mãe? É assim, criança não tem controle”
• Qual a proposta do livro? • Glória. É um livro para todo mundo. Quem viaja muito, precisa de lembrete. Quem viaja pouco, precisa saber o que vai acontecer. Tem de tudo: as providências, os planos de viagem, dicas de como fazer malas, de avião, de navio... Tem um capítulo só de turismo exótico porque quando vai para Índia, Japão, China, você tem que saber o mínimo dos costumes para não ficar naquele horror de cometer uma gafe atrás da outra. É um guia completo e permeado de histórias reais. • O que de pior já lhe aconteceu em uma viagem? • A mala não chegar. Uma vez que fui à Espanha, em uma viagem de primeira classe, diga-se de passagem. Em 2011, quando voltei de Istambul para Paris, a mala chegou um dia depois. E neste ano, para Barcelona, fiz uma escala em Paris e a mala só chegou à noite. Mas sempre chegou, o horror final nunca me aconteceu. • Algo inevitável... e como controlar o estresse nessas horas? • Em viagem você tem que já ir preparado com o espírito zen. Por exemplo, se você senta ao lado de uma pessoa que ronca. Ou o hóspede do quarto ao lado do seu no hotel é insone e vê tevê a noite inteira. O que você pode fazer? Nada. • Reclame com o gerente! • Não adianta. O máximo que pode ser feito é o hotel lhe arrumar um fone auricular. E casal em lua de mel, então? Na França ainda, que não ligam a mínima. Aí quando isso me aconteceu, eu que ligava a televisão alta. E o casal reclamava. Enfim, viajar é saber conviver com os imprevistos. • Nenhuma passagem mais... agradável? • Sim, já tive ótimas surpresas. Uma vez reservei um quarto no Copacabana Palace, no Rio, para passar o carnaval. Na época, o dono era o Luiz Eduardo Guinle. Quando eu cheguei, eles me falaram que infelizmente o quarto estava ocupado. E agora? O gerente então veio e me disse que o Luiz Eduardo tinha pedido que me dessem a suíte presidencial, que estava vaga. Eu passei o carnaval naquela suíte, que é um andar inteiro, no teto.
• Nos destinos mais exóticos tem de planejar melhor? Por quê? • Para se evitar gafes com os costumes locais. Uma vez fui à Tailândia com o meu marido, José Kalil, e chegando no templos religiosos ele foi impedido de entrar de bermuda: acesso só com uma saia típica deles, de chita, floridinha. Imagina? Ele passou o dia todo com aquilo, se escondendo nas fotos atrás dos monumentos. José dizia: “Não quero sair de saia!”. Então fica atrás do Buda! • Por que se tem tanta dificuldade em se fazer a mala? • Porque todo mundo leva mais do que usa ou precisa. Quando se leva um vestido, tem de se lembrar que além dele vão bolsa, sapatos... O ideal é escolher duas cores e coordenar com tudo. Dá para se dar a volta ao mundo só com duas cores de roupa. É besteira, por exemplo, levar um paletó ou um vestido para usar uma vez. Para quê? Não precisa. • Mas como prever, por exemplo, mudanças de clima? • Leva para o calor e o frio. Dentro da mesma gama de cores, peças que deem para coordenar. Em Nova York, em pleno inverno, faz três dias de calor. Acontece, não é um imprevisto. Não dá mais para contar com o tempo. • E qual a dica para as mamães com bebê? • No livro tem uma lista de mala de bebê, que não fui em que fiz porque não tenho bebê nem perto. Fiquei impressionada com a quantidade de tralha que se leva. Bebê se suja, vomita, troca a fralda 300 vezes, quer o brinquedinho tal, só dorme com aquela fralda... Por isso que se você sentar ao lado de uma criança e ela chorar a noite toda, vai fazer o quê? Matar o pai e a mãe? É assim, criança não tem controle. Faz parte, como o cara que ronca... • Já passou por isso? • Já (risos). Você dorme com um sujeito que você nunca viu na vida, e ele ronca. Teve um que os roncos eram tão estratosféricos que a aeromoça até veio ver se estava tudo bem. Ele estrebuchava (risos)! Aí o cara acorda, morto de vergonha, se vira, dá cinco minutos e está igual. Mas a graça das viagens é isso! Carlos Drummond de Andrade já dizia: “Viajar é um prazer que nem sempre se saboreia em viagem”. •
‘‘Teve um que os roncos eram tão estratosféricos que a aeromoça até veio ver se estava tudo bem. Ele estrebuchava (risos)! Aí o cara acorda, morto de vergonha, se vira, dá cinco minutos e está igual’’
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Sociedade
O RiO aOs pés de sOphia LORen POR Bruna narcizo e Laís Gomes
Divulgação
Em jantar de gala para o lançamento do Calendário Pirelli 2013, no Píer Mauá, a diva italiana dividiu a mesa e os holofotes com o ex-presidente Lula
Fotos Catalano Alfonso/SGP
• A festa em pleno cais do porto carioca impressionava. O jantar de gala para o lançamento do Calendário Pirelli 2013, no Píer Mauá, na terça-feira 27, no Rio, pode-se dizer, resgatou parte daquele glamour carioca dos velhos tempos – ainda que o ex-presidente Lula tenha brincado com Rodrigo Santoro em seu discurso, que eles não usavam black-tie. Dos vestidos longos aos malabares em tecidos, o clima da corte em baile tinha um algo a mais. A presença de Sophia Loren, deslumbrante aos 78 anos, deixou todos de joelhos. A diva italiana nunca fez um filme de Federico Fellini, seu amigo e cineasta conterrâneo, mas teve cores fellinianas o momento em que ela e Lula, sentados à mesa de autoridades, conversaram calmamente enquanto fotógrafos e convidados se embolavam em busca de uma Gaia Bermani Amaral e Rodrigo Santoro
Lula recebe o presidente da Pirelli, Marco Tronchetti, sua mulher, Afef Jnifen, e a atriz Sophia Loren na festa da empresa italiana, no Rio
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Sociedade
“O cenário do Rio de Janeiro é maravilhoso, as cores... O Rio é belíssimo, fantástico”
Lula em seu discurso, ao lado de Marco Tronchetti, Sophia Loren e Rodrigo Santoro
Sophia e Santoro no palco da festa
Momento tietagem: primeiro o expresidente com Sophia...
... depois, o ator Owen Wilson veio pedir uma foto com Lula
AFP
Sophia Loren
foto da dupla insólita. Todos queriam tirar uma foto com Sophia. A conversa, ao pé do ouvido – intermediada por um tradutor –, prosseguiu por boa parte da noite. Sophia e Lula subiram ao palco para que a diva italiana entregasse um prêmio ao ex-presidente pela redução da pobreza no Brasil no seu governo. “Não poderia deixar de falar da alegria de estar aqui e de poder conhecer Sophia Loren. Aos mais novos, que não tiveram o presente de assistir a filmes como Casamento à Italiana, morram de inveja.”, brincou Lula, ao ler uma lista de filmes da atriz em seu discurso. Eles foram as grandes estrelas de uma noite em que não faltaram nomes de peso na terçafeira 27, no Píer Mauá, no centro do Rio. Dividiram a mesa número 1 com Eike Batista, os governadores Sérgio Cabral (RJ) e Jaques Wagner (BA), o prefeito carioca Eduardo Paes, a modelo Isabeli Fontana, o fotógrafo Steve McCurry, o presidente mundial da Pirelli, Marco Tronchetti, e Paolo Dal Pino, presidente da Pirelli no Brasil. Na mesa número 2, os atores Rodrigo Santoro e Owen Wilson, a modelo Fernanda Motta e o piloto de Fórmula 1 Felipe Massa estavam entre os convidados. No cardápio da noite, elaborado pelo restauranteFasano, quiche de legumes com
Gisele Vitória
Owen Wilson
Guilhermina Guinle com o namorado, Leonardo Antonelli
Gisele Vitória
Fernanda Motta
Alexia Deschamps
mix de folhas verdes, trança de filé-mignon recheada com presunto pata-negra e purê de mandioquinha e para a sobremesa, petit gateau de chocolate com sorvete de baunilha. O vinho tinto Pzero Rosso tinha a marca Pirelli no rótulo.Também o vinho branco La Toya. Depois do jantar, um show de Marisa Monte, uma das musas do Calendário 2013, com Carlinhos Brown fechou a celebração, organizada por José Victor Oliva. Entre smokings, vestidos longos e saltos altos, Sophia Loren desfilava soberana. O modelito de paetês prateados com decote imperioso, evidenciava como o tempo foi generoso com a atriz. “O cenário do Rio de Janeiro é maravilhoso, as cores... O Rio é belíssimo, fantástico”, disse a atriz. Sophia também foi una-
nimidade entre os convidados. Ela era madrinha da festa mas não estava no Calendário 2013, que, desta vez, voltou-se para as causas sociais e musas vestidas em cenários como as favelas cariocas. “Sou fã desta grande atriz”, exclamou Santoro, que dividiu o palco com ela durante a noite. Entre as modelos, a ansiedade era por conhecê-la. “Ela é um espelho pra mim”, suspirava Isabeli. Mas, Sophia não foi única. Seu brilho só foi ofuscado com a chegada de Lula. Assim que chegou, pouco depois das 21h, as atenções se viraram imediatamente para o ex-presidente. Até o ator americano Owen Wilson pediu para tirar foto com ele. Por fim, todos foram convidados para a balada no terraço do Píer, numa espécie de after party ao luar. Com a ponte Rio-Niterói
Isabeli Fontana
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Sociedade
No after party, Glória Maria se esbalda na pista em frente ao cais do porto, enquanto Owen Wilson engata um tête-à-tête com uma das convidadas (ao fundo)
O ator Stephen Dorff
Seedorf e Felipe Massa
Show circense na festa
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Gisele Vitória
Santoro reverencia a diva italiana
Oskar Metsavaht
Gisele Vitória, diretora de Istoé Gente, e Owen Wilson
Gisele Vitória
Ana Paula Junqueira e o piloto de F-1, Narain Karthikeyan
como cenário e embalados pelos sucessos do house music, todos ficaram até a madrugada. Glória Maria estava entre as mais animadas na rodinha que ainda contou com Ana Paula Junqueira, Alexia Dechamps, Guilhermina Guinle e o namorado, Leonardo Antonelli, e Owen Wilson. O ator do filme Meia Noite em Paris só perdia o humor quando percebia que alguém tentava fotografá-lo. “No pictures”, pedia. Em conversa com Gente, ele contou que adora o Brasil. “Já estive aqui quatro vezes. Adoro este país. Fui à praia e nadei hoje à tarde, mesmo sem o sol”, disse. Ele contou que voltaria aos Estados Unidos na quinta-feira 29. Já passava de meia-noite no Rio, e o astro de Midnight in Paris não se cansava de sorrir para as musas cariocas naquela noite de luar. •
Estilo Casa • Por Silviane Neno
A sala de estar é um dos cantos prediletos de Karina. Fotos da família estão dispostas pelo ambiente. Ao lado, a arquiteta brinca com a filha Gal
Sob o mesmo teto No lar da arquiteta Karina Afonso, natureza e alta tecnologia convivem em plena harmonia, integradas inclusive à vida da pequena Gal, a novíssima integrante de sua família texto Júlia Leão FotoS Marcelo Navarro/ Ag.IstoÉ
14/01/2011 30/11/2012
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Estilo Casa
Apaixonada por natureza, Karina coleciona peças artesanais, que completam o dÊcor de flores. Abaixo, a poltrona com pele de ovelha
O lustre de cristal dá charme clássico ao ambiente contemporâneo da área comum da casa
• A princípio o projeto do então sonhado apartamento seria somente para o recémcasal, a arquiteta Karina Afonso e o marido, o publicitário Marcelo Barbieri. Os 140 m² deveriam compor ambientes modernos, amplos e que traduzissem a paixão da dupla pela natureza. Tudo foi rapidamente organizado em três meses e meio, no início de 2009. Para isso, foi preciso uma reforma total no espaço. “Gosto de trabalhar essa mescla do verde com o tecnológico. Por isso, quando desenhei o projeto da minha casa, redesenhei a planta. Fiz uma automação no home e trouxe para dentro de casa as plantas de uma varanda”, conta Karina aos risos. Ela modificou tudo, mesmo. Um dos três dormitórios deu lugar ao living e ao closet. Portas e paredes foram derrubadas e conjugaram as salas para que ampliassem a área comum. As paredes foram revestidas ora pela cor preta, ora pela cinza ou branca. Tons que, de acordo com a arquiteta, trazem tranquilidade para o dia a dia. “Era nosso cantinho para descansar e receber amigos”, relembra. Mas, no início deste ano, o nascimento de Gal, de 11 meses, injetou disposição na dupla por mais mudanças. O escritório virou o quarto da pequena, que incluiu muito papel de parede, com ar de nostálgica fantasia, e marcenaria.
• Harmonia integrada
• A chegada da filha não inibiu o casal de continuar com sua vida social dentro de casa. A única alteração foi no décor: “Realoquei alguns móveis para preservar a beleza do design e das peças e o bem-estar da Gal.” Os famosos vasos de lavanda, orquídea e bambu hoje recebem mais luz na janela do home. Já os xodós do casal – os três troncos de madeira que arremataram na Casual –, hoje fazem vezes de pufê ou mesa lateral. Em contraponto, o sofá branco em seda rústica, de tapeçaria exclusiva da arquiteta, ainda é o móvel mais requisitado pela família. Sem contar a chaise longue de madeira de demolição, que Karina se encantou ao entrar no ateliê Mônica Cintra. A personalidade do ambiente ficou por conta de novos porta-retratos, com fotos do trio, que já pensa em mudar de endereço no início do próximo ano. “Mudança é muito bom. Renova os ares e as energias.” O endereço ainda é indefinido, só o bairro já é certeza: “Perdizes, pois aqui temos uma natureza dentro de São Paulo.” •
POST-IT ido Canto prefeinra e Marcelo relaxam ar O home. Lá K a di do no final
écor Achado de d le de ovelha que pe A poltrona com ual as C arrematou na
Na Wish listrm que já tem espaço Fo O sofá da F lex reço de en o im no próx
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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE nasce o filho de AdriAnA LimA • um ensaio com Giovanna LanceLLotti, a lindinalva de Gabriela Em vEnEza, Kate Hudson e outras istoegente.com.br istoegente.com.br estrelas ousam no look no festival istoegente.com.br de cinema
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depoIs do escândAlo de HARRY, A nudeZ de KATe middleTon ABAlA A reAleZA
Personalidade do Ano 2012
A top Heidi Klum Assume romAnce com seu guArdA-costAs
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PERSONALIDADE em jantar black-tie château dos reis Nascimento: franceses MODA Heloísa Périssé, Elianeno Giardini e ANO Fabíula DO Brasil trêsA VIAGEM gerações DO de mulheres que10 brilham CASAL E OS MESESemDEAvenida NAMORO :
“AOS 50, NãO hÁ TEMPO A PERDER. TEM quE VALER A PENA”
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Do DIVINo
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TELEVISÃO
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MÚSICA
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AS DIVINAS
Débora A modelo e o namorado, o bilionário João Emanuel Izabel Lírio Parisotto , Nascimento Carneiro Goulart aplaudem o Pianista PoPstar Lang Lang
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Milton Nascimento
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