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ISTOÉ GENTE 687

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istoegente.com.br

excluSivo larissa Maciel

raSPa o cabelo eM enSaio Para gente

SP faShion week IsabelI Fontana, alesssandra ambrósIo e Fernanda lIma nas passarelas

Parabéns,

Giane!

“quero viver de verdade”

A FESTA DOS 40

E A VIDA NOVA DE rEyNAlDO GIANEcchINI “o sexo fica melhor aos 40 anos” “vencer o câncer era quase excitante”

Ensaio miro

I S SN

1 5 1 6 - 8 2 0 4

7/nov/2012

ano 13 n° 687

R$ 9,90

9 7 7 1 5 1 6

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“Estou

muito melhor hoje do que aos

20 anos

”

Prestes a completar 40 anos e ainda mais lindo, Reynaldo Gianecchini fala com exclusividade à Gente. e encara todos os assuntos: beleza, preconceito, Marília Gabriela, o câncer, os planos de ser pai, sexo. “aos 40, o sexo fica bem melhor” POR Klester CavalCanti e simone Blanes fOtOS miro / FujoCKa photodesign EDIÇÃO DE MODA Yan aCioli

7/11/2012

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Paletó Canali, Calça Canali, Camisa Ricardo Almeida, Cinto Ricardo Almeida e Lenço Ricardo Almeida

“Eu me sinto um moleque nesse sentido (sobre sexo). Aos 18 anos, a coisa é hormonal, mas a ansiedade não deixa você curtir como poderia. Aos 40, o sexo fica muito melhor”


• Nos seus aniversários na infância era sempre igual: um monte de gente em casa, bolo, bexigas, música alta... e ele não aguentava aquilo. Diferentemente de dez entre dez crianças, Reynaldo Gianecchini odiava o “Parabéns pra você”... “Eu achava uma obrigação chatíssima”, conta. Suportou até os 11 anos, quando perguntou à sua mãe – dona Heloísa –, se era realmente necessário fazer festa. E ficou feliz com a negativa da mãe. Os anos passaram e esse sentimento mudou. Sobretudo agora. No próximo sábado, 10, o ator vai celebrar a chegada dos 40 anos – que ele só completa dois dias depois – com uma festança no Espaço Mega Eventos, em São Paulo. A lista de convidados tem estrelas como Claudia Raia e Mariana Ximenes. O bolo vai ter três andares, que ele ainda não escolheu o sabor. Giane só sabe de uma coisa: quer festejar a vida. “Depois de tudo o que passei, quero viver de verdade”, diz, referindo-se aos dois grandes traumas que enfrentou no ano passado. Em agosto, ele soube que estava com câncer. Dois meses depois, enquanto lutava contra a doença, viu o pai morrer em seus braços, vítima da mesma enfermidade. Sofreu. Chorou. Mas pegou toda a dor que a vida lhe impusera e transformou em força para superar tudo e continuar vivendo. Nessa nova fase, Giane coloca alegria em tudo o que faz. Como no seu atual trabalho, na novela Guerra dos Sexos, da Globo, na qual interpreta o motorista Nando. “É um personagem com pegada cômica. Estou adorando.” E evita se aborrecer com coisas que antes o deixavam estressado. Como o trânsito. Outro dia, em São Paulo, ele estava no carro, quando um veículo fez uma ultrapassagem forçada. O ator não gostou. Sentiu o sangue ferver. Quando estava prestes a xingar o motorista folgado, pensou em tudo o que passou nos últimos 12 meses e segurou a língua. “A vida é muito preciosa para a gente se estressar com bobagens.” É nesse momento de força e alegria que Giane chega aos 40 anos, sem dar espaços a crises de idade. “Estou melhor hoje do que aos 20 anos. Aos 40, o sexo fica muito melhor”, diz, sorrindo. Nesta entrevista exclusiva a Gente, o ator fala com franqueza das dores pelas quais passou, dos desafios, das vitórias. E não se esquiva de nenhum assunto: as críticas, a primeira vez no sexo, a relação com a exmulher. “A Marília (Gabriela) é um amor muito presente na minha vida.” E confessa que tem pensado em ser pai. “Só falta encontrar a mulher certa.” O quarentão mais lindo e cobiçado do Brasil está com tudo.

• Você está prestes a completar 40 anos. Já pensou naquela história de que a vida começa aos 40? • Gianecchini. Essa frase tem um sentido muito bom. É maravilhoso ter 40, porque você ainda tem o vigor, a juventude. Mas o grande diferencial está na cabeça. Aos 40, você passa a viver mais o presente, sem se preocupar muito com o passado ou ter aquela ansiedade pelo futuro. Você vive de verdade. Mas tem de cuidar da cabeça e do corpo. Se relaxar com o corpo, aí fica chato ver tudo definhando. Estou muito melhor hoje do que aos 20 anos. • E em relação à beleza física? • Eu me acho muito mais bonito hoje. Mas não entro muito nesse papo de beleza. No meu caso, isso é um reflexo da fantasia criada pela tevê. Acho importante você se sentir bonito e cuidar do seu corpo, do seu ser, da sua alma. Quero me cuidar e estar bem para passar coisas boas. Afinal, eu trabalho com a minha imagem. Busco beleza em tudo, no que cada pessoa tem de único. Às vezes, a pessoa não tem aquela beleza clássica, mas tem uma atitude, um jeito de ser tão lindo que a faz especial e que a torna muito bonita. • Aos 40, o que muda na sexualidade do homem? • Eu me sinto um moleque nesse sentido. A qualidade do sexo fica muito melhor. Com a maturidade, você aprende a relaxar para curtir o sexo e percebe que ainda tem muito vigor. Aos 18 anos, a coisa é hormonal, mas a ansiedade não deixa você curtir como poderia. Aos 40, o sexo fica muito melhor. • Você já declarou que tinha vontade de ser pai. Algum tempo depois, disse que havia desistido dessa ideia. • Ser pai nunca foi um plano na minha vida. Mas perder o meu pai (morto em 2011) e ter passado pelo que eu passei com a doença me fez pensar se era importante dar continuidade à minha vida, ter um filho. Mas ainda não tenho isso decidido na minha cabeça. Se aparecer a mulher certa, eu vou topar na hora. Ou se, de repente, bater uma vontade muito grande de ser pai. Mas eu teria de encontrar uma mulher bacana. • Eu suspeito que não faltarão candidatas. • Com certeza (risos). Mulher não falta. Sempre aparece um monte de periguetes, mulheres que se aproximam só porque eu sou ator. O difícil é encontrar a mulher certa para ser a mãe do meu filho.

“Sempre aparece um monte de periguetes, que se aproximam só porque sou ator. O difícil é encontrar a mulher certa para ser a mãe do meu filho’’ • Você não é muito de fazer festa de aniversário. Este ano vai ter? • Aos 11 anos, virei para a minha mãe e perguntei: “Tem de fazer festa de aniversário?”. Eu achava uma obrigação chatíssima. Daí, ela me disse que não. E nunca mais fizemos. Este ano, a Tatiane (Zeitunlian, assessora de imprensa do ator e sua amiga) resolveu fazer a festa para os meus 40 anos. Eu não sei o que vai acontecer. Mas disse a ela para não contar comigo na organização de nada. Só quero me divertir com meus amigos, dançar até amanhecer. • Você era um adolescente muito bonito? Tinha várias namoradas? • Nunca fui um cara lindo, do tipo que tem algo que chama muito a atenção, como um cabelo maravilhoso ou um olhão azul. Mas sempre fui muito gentil e educado. Isso era uma coisa que até me incomodava na adolescência. Eu achava um saco ser todo educadinho. As meninas gostam dos caras rebeldes, né? E eu era todo certinho, por causa da educação que meus pais me deram. Hoje, acho lindo ser educado e gentil. Mas na época de garoto, isso era um saco. Por outro lado, sempre fui divertido, alto-astral. E isso me ajudava com as meninas. Todas as garotas que eu paquerava, acabava rolando (risos). • E como foi a sua primeira vez no sexo? • Foi nessa época de colégio, com uma namoradinha. Eu tinha 16 anos. 7/11/2012

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Paletó,calça e camisa Noir, Le Lis Lenço Alexander McQueen

“Minha primeira vez no sexo foi muito aquém do que eu imaginava. O cara fica tão ansioso, que nada sai direito”


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Paletテウ Daslu Homem Calテァa e cinto Noir, Le Lis Camisa: Sergio K, テ田ulos Persol Steve McQueen


Capa

• Por falar em trabalho... como foi estrear em novelas (Laços de Família, em 2000) ao lado de atores consagrados, como Tony Ramos, Vera Fischer e Marieta Severo? • Foi muito louco. De repente, eu estava ali, trabalhando ao lado desses gigantes da tevê, que eu via nas novelas desde garoto. Foi um aprendizado enorme. Ao mesmo tempo, era muito surreal. Às vezes, durante as cenas, eu me pegava pensando: “Caramba! Estou trabalhando com a Vera Fischer, o Tony Ramos!”. • E como esses grandes atores agiram com você nessa fase da sua carreira? • Foram muito generosos e amorosos. Eu era totalmente inexperiente em tevê. E o volume de trabalho era enorme. Eu tive de aprender na raça. Fazer tevê sem experiência é quase um suicídio. E ter gente como o Tony, a Marieta e a Vera por perto era maravilhoso. Eu via a técnica que eles têm e tentava sugar um pouco daquilo. • Você sofreu preconceito por ser bonito e por ter sido modelo antes de começar a atuar? • Por parte desses grandes atores, não. Eles sempre foram muito generosos comigo. • E por parte de outras pessoas? • Sim. Sofri muito preconceito no início da carreira. Era minha primeira novela e eu já tinha papel de destaque. Mas eu não estava ali porque queria aparecer na tevê, ficar famoso. Eu estava ali porque queria ser ator, queria aprender. Mas sempre tem gente que faz birra. As pessoas têm dificuldade em aceitar o sucesso alheio, em ver o cara ganhando dinheiro. Às vezes, eu sentia como se algumas pessoas quisessem que fosse outro ator no meu lugar, que tinha gente mais capacitada do que eu para aquele papel. E talvez tivesse mesmo. Quando iniciei na tevê, parecia que eu tinha de pagar pedágio por ser bonito. Achava que se eu fosse um feinho da favela, as pessoas seriam mais condescendentes comigo.

• Como você recebe críticas? • Quando a crítica é consistente, pode ajudar você a melhorar. O problema é quando a pessoa quer te ridicularizar. Quando falta respeito com o cara que rala pra caramba, que se esforça para fazer o melhor trabalho possível. Aí, eu fico chateado. Mas já fui machucado suficientemente para aceitar críticas. Pode mandar, que eu mato no peito e saio para o jogo. • O que há de bom e de ruim na fama? • De ruim, a perda de privacidade e o fato de todo mundo se achar no direito de falar o que quiser sobre você. Isso é um saco, mas faz parte do jogo. De bom, eu acho que é a chance de alcançar milhões de pessoas por meio do seu trabalho. A fama abre portas e traz dinheiro.

“A Marília é um amor muito presente na minha vida. Ela está por mim para tudo, assim como eu estou por ela para tudo. Não paro de admirá-la”

• Como é a sua relação com o dinheiro? • Saudável. Ter dinheiro é bom para você ter tranquilidade, para ter opções do que fazer. Já passei por fases na minha vida em que não tinha dinheiro nem para ir ao cinema. É muito triste. • Você tem sonhos de consumo? • Nenhum. Não tenho vontade de comprar iate, helicóptero, nada disso. Gosto de gastar meu dinheiro viajando, conhecendo lugares bacanas, em jantares com amigos, com a família. Adoro presentear as pessoas que amo. • Tem algum arrependimento? • Tenho: de ter deixado algumas pessoas entrarem na minha vida. Mas não vou citar nomes. Por ingenuidade, abri um grande espaço na minha vida para algumas pessoas que eu considerava irmãos, mas depois descobri que eram interesseiras. É triste, mas esse tipo de coisa me deixou menos ingênuo. Até essas pessoas acabaram somando para a minha vida. Elas me ajudaram a ser mais firme em certas situações. Sou um cara doce, mas aprendi que, às vezes, tenho de dar uma porrada na mesa. Aprendi que não posso abrir espaço na minha vida para qualquer pessoa. • Por outro lado, você abriu a sua vida para pessoas que até hoje parecem estar ao seu lado. Como Marília Gabriela, por exemplo, sua ex-mulher. • A Marília é um amor muito presente na minha vida. O amor que sentimos um pelo outro apenas mudou. Às vezes, o casamento atrapalha o amor.

Paletó, calça e camisa Noir, Le Lis

• Foi legal? • Que nada (risos). Minha primeira vez no sexo foi muito aquém do que eu imaginava. O cara fica tão ansioso, que nada sai direito. Com o tempo, o sexo vai ficando melhor. Hoje, prestes a completar 40, estou muito melhor nessa área do que antes (risos). Com a idade, tudo melhora: o sexo, a cabeça, o trabalho...


14/01/2011

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Capa

Terno Daslu Homem e camisa Sergio K

“Nunca achei que perderia a luta para a morte. Resolvi que iria encarar aquilo como um desafio. Vencer o câncer era quase excitante”


• Como assim? Casamento traz estresse à relação, pode tirar o brilho. Hoje, na minha relação com a Marília, ficou só a parte boa do amor. Uma amizade linda e eterna. Ela está por mim para tudo, assim como eu estou por ela para tudo. Não paro de admirá-la. Ela é uma mulher linda, inteligente, generosa, divertida. • Você já disse que o fato de ter superado o câncer fez com que você passasse a viver sempre pensando no presente... • Eu mudei muito. É um exercício diário. Tento evitar o estresse. Mas às vezes não dá. Eu me estresso no trânsito, no trabalho. Mas não deixo o estresse durar muito tempo. A vida é muito preciosa para a gente perder tempo e energia se estressando com coisas pequenas. Quero viver cada dia com prazer. Hoje, sempre vou dormir muito feliz. Sei que investi o meu dia em ter prazer com as pessoas à minha volta e com o meu trabalho. • Você acha que essa sua mudança na forma de encarar a vida será permanente ou você pode voltar a ser como era antes? • No início, imaginei que eu ia ficar assim por um tempo, mas voltaria a ser o mesmo cara de antes, vivendo naquela correria maluca. Mas a mudança é profunda. Quando você sente que sua vida realmente pode acabar, tudo muda. As pessoas vivem como se a morte fosse algo muito distante. Mas ela é uma presença constante e real. Depois do que passei, eu só penso que quero viver de verdade. • Em algum momento você achou que perderia a batalha para a doença? • Nunca achei que perderia a luta para a morte. Mas quando os médicos me disseram que eu estava com câncer, abriu um buraco enorme no chão. Senti um grande vazio. Mas resolvi que iria encarar aquilo como mais um desafio a ser vencido. Sou muito bravo nesse sentido. Vencer o câncer era quase excitante.

• Essa experiência mudou a sua relação com a fé? • Minha relação com Deus ficou muito mais forte. Certo dia, falei para a minha mãe: “Nós somos pessoas de muita fé”. Só que uma coisa é você dizer que tem fé. E outra coisa muito mais complexa é colocar essa fé em prática. Eu tive de fazer isso. Tive de exercitar a minha fé. Mesmo doente, eu encontrava forças para confortar as pessoas que me amam. Ou seja, apesar de estar doente, era eu quem consolava as pessoas. • Você sabia que era tão forte? • Não. Descobri que sou muito mais forte do que eu imaginava. A mesma coisa aconteceu quando meu pai morreu, há 1 ano (em 17 de outubro do ano passado). Lidar com a morte de alguém tão próximo, tão querido, é sempre um fantasma. A gente nunca sabe que reação vai ter. Mas eu fiquei tranquilo. A passagem do meu pai foi uma das coisas mais bonitas e naturais da minha vida, com muita luz e entendimento. Havia muito amor. Meu pai morreu nos meus braços, mas não houve desespero. Entendi que o que importa é a qualidade dos dias que você vive, e não a quantidade dos dias.

‘‘Meu pai morreu nos meus braços, mas não houve desespero. Entendi que o que importa é a qualidade dos dias que você vive, e não a quantidade dos dias’’

• A morte do seu pai mudou em alguma coisa a sua relação com a sua mãe? • Sempre tive uma relação de muita proximidade com a minha mãe. Com a morte do meu pai, tenho tentado ficar ainda mais próximo dela, até fisicamente mesmo. Sinto que tenho de cuidar mais dela. • Se Deus existir, o que você gostaria de ouvir dele quando chegar ao céu? • Legal. Você fez o que tinha de fazer. •

MAkE • Marcelo leMos PRODUÇÃO DE MODA • lIKa rIBeIro CONCEItO • sIMoNe BlaNes CAMAREIRA • MarIsa eugêNIa da sIlva

• Mas não houve nenhum momento em que você sentiu que poderia morrer? • Na verdade, teve sim. Houve um dia em que pensei que tudo iria terminar. Eu estava sozinho, no hospital. Pensei: “Se tiver de ser assim, eu estou pronto”. Mas, logo em seguida, tive certeza de que venceria a doença. • Você se sente completamente curado? • Totalmente. Na verdade, já me sentia curado desde o começo. 7/11/2012

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Em 14 horas, Larissa MaciEL ficou ruiva, loira, morena e, finalmente, careca nas mãos do hair stylist celso Kamura. O look radical é por conta de sua personagem na nova minissérie da record, sua nova emissora até 2017 POR Simone BlaneS fOtOS michelle Silva / aBá-mgt Styling mauricio mariano e aleSSandro lázaro | aBá mgt Beleza celSo Kamura

2h30 Cabeça raspada após 14 horas de ensaio, e quase careca: “Gente, como estou sexy! Parece um tapetinho.” O ritual fechou às 3h

Rcamaleoa apte-me,

Vestido Lia Souza, brincos, colar e anel Mellina Dulizia

Ensaio


Antes e depois: com muitos cachos no primeiro clique do dia, num look que começou a ser preparado às 13h. “Huuum, que diferente”

Vestido Lia Souza, cinto Strass Fashion, brincos Tiffany &Co

14h

7/11/2012

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Ensaio

18h

Rocker, com fios repicados e tons de rosa perto das pontas: atitude. “Nossa, é a primeira vez que vou descolorir a raiz do cabelo.”

Brincos Mellina Dulizia, colar Lulu Souto, anel pedra Mellina Dulizia, anel caveira Maria Dolores, anel spykes Raphael Falci, blusa de crochê Giovanna Dias, sutiã Puket, colete Lia Souza, calça Mixed

“Recebi uma boa proposta de trabalho e estou muito feliz porque, como atriz, o que eu quero é contar boas histórias”


Vestido Mares, bracelete e colar Maria Dolores, brincos Raphael Falci

21h30 Blond, à la Marilyn Monroe: sedutora. Kamura descoloriu o cabelo e pintou de loiro. “Sou loira pela primeira vez”

14/01/2011

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Ensaio

• O desafio era passar por cinco cortes de cabelo em pouco mais de 12 horas. O último e definitivo visual seria também o mais radical: raspar completamente os fios. Quem topou a ideia foi Larissa Maciel. Afinal, o look servirá para a próxima personagem da atriz, a egípcia Sati, na minissérie José - De Escravo a Governador, da Rede Record, prevista para janeiro de 2013. O dia de “camaleoa express” de Larissa começou cedo. Às cinco horas da manhã da quinta-feira 25, ela já estava em pé. Pegou a ponte aérea no Rio de Janeiro em direção a São Paulo, onde encontrou o hair stylist Celso Kamura. “Não estou sofrendo, já desapeguei do cabelo em abril, quando soube da minissérie. Em nenhum momento houve qualquer imposição para que eu raspasse a cabeça, até porque existe tecnologia para fazer a pessoa parecer que está careca, mas acho que só me sentirei inteira em cena se raspar. Sati é uma mulher sedutora. Como é que poderia ser sensual sem o cabelo? Só vou conseguir saber isso se sentir na pele”, disse a atriz. A maratona começou um pouco depois das 13 horas e durou até as três da manhã. Nesse período, ela foi ruiva, loira, morena e até uma roqueira de mechas pink. “Já que vou raspar mesmo, então não vou correr o risco de estragar o cabelo, né?”, comentou, divertida. No primeiro look, Kamura aproveitou o tom avermelhado das madeixas da atriz e apostou em um penteado cheio de volume. “Todos os looks que fiz nela estão antevendo as tendências de cabelo e maquiagem para o verão”, explicou ele. Larissa não perdia a empolgação. “Vou fotografar todos os visuais para mandar para o meu marido”, disse. Ela é casada há três anos com o administrador

“Até existe tecnologia para fazer a pessoa parecer que está careca, mas acho que só me sentirei inteira em cena se raspar”

André Surkamp, mas estão juntos há 12. E como é para ele ter uma esposa careca? “Ele está mais ansioso do que eu. Estava louco para que eu chegasse em casa logo. Ele sempre me apoia em tudo. Quando eu contei da minha decisão em raspar a cabeça, sua primeira reação foi perguntar se eu queria que ele raspasse junto. E ele sabe que minha preocupação em entender uma personagem é muito maior do que qualquer vaidade”, conta. O segundo look veio rock’n’roll, com cabelo repicado e mechas cor-de-rosa. Em seguida, Marilyn Monroe baixou no salão e Larissa encarnou a loira fatal, com os fios mais curtos e totalmente descoloridos. Antes de passar a máquina de vez, ela ainda ficou morena, com os cabelos bem curtinhos, ao estilo Twiggy nos anos 60. Larissa curtia cada mudança, cada personagem que encarnava. “Gente, pensa! Nunca tive coragem de fazer nada tão radical no meu cabelo. E agora, depois de raspar, quando ele começar a crescer, vou ter a oportunidade de ousar em vários cortes diferentes.” Eram quase duas horas da manhã quando chegou o grande momento. “Está tudo bem! Não tenho xodó pelo cabelo e não tem tristeza aqui. Estou fazendo por um trabalho, porque eu quero. Não é por causa de nenhuma doença, como estamos acostumados a relacionar mulheres com o cabelo raspado.”

• Mudança de emissora

• Enquanto Kamura passava a máquina três, ela não abriu os olhos. Mas permaneceu o tempo todo sorrindo. Tudo pronto, Larissa se olhou no espelho e gritou: “Gente, ficou incrível. Olha como estou sexy! E que venha a Sati”, comemorou a atriz, que assinou um contrato de cinco anos com a Rede Record, depois de quatro na Globo, onde estreou como protagonista da minissérie Maysa, Quando Fala o Coração. “Recebi uma boa proposta de trabalho e estou muito feliz porque, como atriz, o que eu quero é contar boas histórias. Estou encantada com essa minissérie e espero emocionar as pessoas”. Para a atriz, é um erro pensar que só a Rede Globo faz boas novelas. “Essa minissérie tem um texto muito benfeito, que cada vez que releio, me surpreendo. Saí numa boa da Globo, fiz muitos amigos lá e trabalhei com grandes ídolos, como Tony Ramos e Vera Holtz, mas a vida é assim”, finalizou. • aSSiStente de fOtO: ana Ferriani aSSiStente de mOda: luanda jaBur tRatamentO de imagem: marcio moraiS

“Está tudo bem! Não tenho xodó pelo cabelo. Estou fazendo por um trabalho, porque eu quero”


Brincos e anel preto Vivara anel redondo preto Fabrizio Giannoni vestido Estratosfera

23h30 Morena, fios curtos, com clara inspiração na modelo-ícone dos anos 60, Twiggy: ousadia. “Esse cabelo quero ter”

7/11/2012

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Casamento

Um altar para lalá Blogueira de sucesso e herdeira de uma das famílias mais tradicionais de São Paulo, LaLá Rudge trocou alianças com o empresário Luigi Cardoso em cerimônia cercada de tradição seguida de festa para 1.300 pessoas POR Júlia leão


Fotos Flávia Vitória/divulgação

A troca de alianças e o beijo após o “sim” de Lalá e Luigi

• A festa de casamento da blogueira Lalá Rudge com o empresário Luigi Cardoso já era o evento mais comentado do mês. Na sexta-feira 26, ele fez jus ao burburinho que causou no high paulistano desde o anúncio do noivado do casal, há um ano. Ao chegar na igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, bairro nobre de São Paulo, a noiva parecia uma princesa. Com um clássico vestido em zibeline – inspirado no traje da boda de sua avó Maricy, Lalá trouxe a tradição familiar de volta aos anos 2000. O vestido foi assinado pelo estilista Sandro Barros e os detalhes mantidos a sete chaves ao longo do ano. Seguindo outra tradição familiar das Trussardi, a noiva também usou a famosa Diana, uma tiara de pérolas e brilhantes desmontável, que a cada cerimônia é reconstruída pelo ourives da família e forma uma coroa. Na igreja, só os amigos mais próximos dos noivos e da família. Lalá atravessou o tapete vermelho – que se destacava em meio à decoração de orquídeas e rosas brancas, com detalhes de velas em maga de vidro – ao som da 7/11/2012

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ag. News

Lorem Casamento

Fernanda Motta escolheu um vestido by Lethicia Bronstein

marcha nupcial interpretada pelo coral e orquestra Baccarelli. Na mão esquerda, trouxe o terço da avó e o buquê. A cerimônia durou pouco mais de meia hora e teve seu ponto alto durante a canção “Ave Maria” cantada por Agnaldo Rayol. Muitos não seguraram as lágrimas. Na hora do sim, muitos sorrisos e depois um beijo apaixonado. Já marido e mulher, Lalá e Luigi seguiram para a Casa Fasano onde a turma mais jovem se divertiu como se não houvesse amanhã. aFP

A cauda do vestido, assinado por Sandro Barros, tinha bordados de flores em tons de rosa, verde e azul-claro. Abaixo, à esquerda, a mãe do noivo Ângela Cardoso Alves e o padrasto Milciades Emílio de Moraes. Ao lado, os pais da noiva, Gisela e Zeca Rudge

• Para Bailar

• O cenário da festa teve décor de José Antônio de Castro Bernardes – flores brancas, toque em dourado e cristal nos lustres, além de uma imagem de Nossa Senhora que foi colocada na entrada da festa a pedido dos noivos. Os mil convidados do casal eram pura animação. O som ficou por conta de Paulo Velloso e do DJ queridinho de Saint Tropez, Jack E. Lalá e Luigi se jogaram na pista e dançaram até as três da manhã, quando o noivo parou para fazer uma declaração à esposa: “Casei com a mulher mais bonita do mundo!” Aplausos e gritinhos. Depois do jantar, o salão reservado aos doces foi o lugar mais visitado depois do bar construído no meio da casa. Lalá e Luigi, os noivos do ano, escolheram as Ilhas Maldivas para a lua de mel. • 7/11/2012

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

MÚSICA •

“NãO fiQuEi SENTAdA à beira do caminho”

wANDERLéA Aos 66 anos de vida e 50 de carreira, a cantora analisa sua trajetória pós-Jovem Guarda por conta de edição de caixa com álbuns dos anos 70, celebra sua fase de ruptura, mas diz que também é a “Ternurinha” Mauro Ferreira

Fotos Jairo Goldflus/Divulgação

• Embora esteja associada à imagem romântica da “Ternurinha”, vértice do triângulo central da Jovem Guarda ao lado de Roberto e Erasmo Carlos nos anos 60, Wanderléa também desbundou. Foi nos anos 70, quando gravou outros ritmos e se aproximou da MPB. Essa fase menos conhecida da cantora vem à tona com a edição da caixa Wanderléa – Anos 70, produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para o selo Discobertas. Homenagem aos 50 anos de carreira da cantora, a caixa embala álbuns como o cultuado ...Maravilhosa, disco de 1972 em que a artista aderiu ao samba-rock e posou com peruca black power na capa. Em entrevista à Gente, Wanderléa faz balanço dessa década de desbunde e, aos 66 anos, conta que prepara livro de memórias. Wanderléa diz que não usou drogas mesmo durante o desbunde: “nunca tive preconceito contra drogas, mas o meu instinto de preservação sempre foi mais forte”

• O Erasmo Carlos conta que ficou perdido após o fim da Jovem Guarda. Aconteceu o mesmo com você? • Não, não fiquei sentada à beira do caminho como Erasmo. Não tive essa sensação de não saber para onde ir. A minha motivação de trabalhar com música era tão forte que sempre achei que eu ia e podia fazer outra coisa. Fiquei feliz com a possibilidade de me reinventar. Achava que, na Jovem Guarda, já tinha feito tudo o que podia ser feito naquela época.


• Por que aderiu ao samba-rock em gravações dos anos 70? • Pela coisa rítmica, forte. Desde menina, fiz incursões fantásticas por vários ritmos. Cheguei a cantar com o (conjunto) regional de Canhoto na minha fase de cantora infantil. Antes da Jovem Guarda, já tinha cantado com Altamiro Carrilho (flautista morto em agosto). Cantava chorinho. Já tinha uma préhistória musical antes de gravar meu primeiro disco em 1962. Nunca fiquei engessada num ritmo só! Por isso, quando terminou a Jovem Guarda, falei: “Agora vou me esbaldar”. E fiz o ...Maravilhosa, álbum que marcou o início dessa minha fase de desbunde. • O disco com Egberto Gismonti, Vamos que Eu Já Vou, de 1977, representou o ápice dessa preocupação, não? • Sim, foi uma contestação dentro da gravadora (Odeon). Eles não compreendiam. Diziam: “Grava se quiser, mas não vamos estar nem aí para esse disco.” Tive de lutar por esse trabalho. • Como era sua relação com Roberto Carlos e Erasmo Carlos nesse período? • Nosso elo é indissolúvel, independe das fases pelas quais cada um esteja passando. É uma coisa de coração, de alma. No início dos anos 80, quando eu estava sem gravar, Roberto estava preocupado comigo e disse: “Vou fazer uma música para a Dequinha”. Eu já morava em São Paulo nessa época e ele veio sozinho aqui em casa. Ele me mostrou “Na Hora da Raiva”. Eu brinquei, disse que a letra era machista, mas gravei e a canção fez sucesso.

• Sua imagem nessa época é muito cultuada pelos gays... • É... A música “Você Vai Ser o Meu Escândalo”, que eu gravei em 1969, virou um hino gay. A maioria ainda tem dificuldade de se assumir. Mesmo com toda a modernidade, há muita repressão, há muito conceito retrógrado. E minha imagem sempre foi muito libertária. Fico feliz de ser tão querida pelos gays. • O Erasmo Carlos conta que sofreu preconceito na elite da música brasileira por ter vindo da Jovem Guarda. Você também sofreu esse preconceito? • Não senti isso tão fortemente, talvez por eu ter feito coisas diferenciadas. Eu fui a primeira a gravar Jorge Mautner. O Djavan ainda estava em início de carreira quando foi me mostrar “O Canto da Lira” (gravada por Wanderléa em 1978). O Chacrinha me apoiou completamente nesse momento de transição. São coisas que eu fiz logo depois da Jovem Guarda com a mesma euforia. • Quais são seus projetos para o futuro? • Eu estou começando a preparar um disco de estúdio e vou lançar também meu livro de memórias pela (editora) Record. O livro já está escrito, está pronto. Queria escrevê-lo de próprio punho. • Você é vaidosa? • Sempre tive cuidados normais. Vejo minha filha chegando das festas e indo

“Quando eu fui fazer numerologia, me disseram que eu sou uma mistura de cigana centenária com eterna teenager. Isso sou bem eu mesmo!” dormir sem tirar a maquiagem. Nunca fiz isso, não. Sou preocupada em cuidar da saúde e da mente. Sempre procurei salvar a cabeça. Nunca tive preconceito contra drogas, mas o meu instinto de preservação sempre foi mais forte. E lido bem com a idade. Por mais que o corpo vá se transformando, parece que com o tempo a gente vai se percebendo melhor. Vivo muito em função do meu trabalho. • Você se incomoda pelo fato de ainda ser associada pelo público à imagem da “Ternurinha” da Jovem Guarda? • Se esse encanto comigo é de amor, não vou discriminar um sentimento bonito como esse. Afinal, a gente vive buscando um reconhecimento de amor. Eu sou também a Ternurinha. Não rompi com nada. Apenas fui acrescentando coisas à minha carreira. Quando eu fui fazer numerologia, me disseram que eu sou uma mistura de cigana centenária com eterna teenager. Isso sou bem eu mesmo! •

• Qual a sensação de estar completando 50 anos de carreira fonográfica? • Não fico lidando com essa data como um peso, não. Por mais que fatos de minha vida pessoal tenham me feito sofrer e mexido comigo (Wanderléa teve um marido que ficou tetraplégico e perdeu o irmão e um filho), com contrastes fortes quando eu vivia momentos de realização profissional, sempre fui muito forte. Outro dia, abri um baú de vídeos com imagens dessa época de realização profissional. São registros fantásticos, de uma audácia, de uma ousadia. 14/01/2011

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“Odeio contar piada” Em cartaz com a peça Razões Para Ser Bonita no Rio, em que aborda a obsessão pela beleza, IngRId guImaRãES diz que quer evitar isso para a filha, Clara, de 3 anos, e admite que não é engraçada o tempo todo POR Thaís BoTelho fOtOS Marcos rosa / ag. IsToÉ

• Eram quase 19h de uma quarta-feira e Ingrid Guimarães estava ansiosa pela manhã do dia seguinte. Sua filha, Clara, de 3 anos, voaria para São Paulo, para acompanhar a mãe nos ensaios de Razões Para Ser Bonita, peça do dramaturgo americano Neil LaBute. “Dá um café bem reforçado para a Clara e, por favor, não esqueça a certidão de nascimento dela, pois sem o documento ela não embarca”, disse a atriz pelo telefone à babá da pequena. “Já me importei com o que pensavam de mim, já tive preocupação com beleza, mas a maternidade me mostrou o que realmente importa na vida”, explicou depois. Beleza e julgamento são os motes do espetáculo encenado pela atriz, que passou por São Paulo e agora está em cartaz no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. Depois de 11 anos à frente do sucesso teatral Cócegas, com a amiga Heloísa Périssé, Ingrid queria fazer algo novo. Nesse tempo, chegou a ler alguns textos, mas nada que realmente lhe despertasse uma grande vontade. Foi por meio da atriz Deborah Evelyn, que lhe presenteou com um livro de LaBute, em 2009, que ela chegou a Razões Para

Ser Bonita. “Gostei muito e agora quis trazer este texto, pois aborda um tema tão atual”, contou Ingrid. A comédia ácida, com toques de drama, aborda a obsessão da sociedade moderna com a aparência. “É uma coisa muito americana que se espalhou pelo mundo”, disse. Num bate-papo com Gente, a atriz falou sobre esse trabalho, afirmou estar muito melhor fisicamente agora, aos 40 anos e, conhecida pelos papéis cômicos, admite: “Não sei e odeio contar piadas”. • Você está em cartaz com a peça Razões Para Ser Bonita, uma comédia ácida que aborda criticamente a importância das “embalagens” no mundo contemporâneo. Como você vê o tema? • Ingrid. Estava em cartaz há 11 anos com Cócegas e buscava outro texto. Quando li Neil LaBute me encantei, e o tema é muito atual. Será que as pessoas param para perceber o quanto a gente perde tempo se preocupando com o que o outro vai achar ou pensar da gente? E com a nossa aparência? O autor aborda a beleza e a mediocridade do dia a dia.

‘‘Me acho muito mais bonita agora aos 40, do que aos 20’’


7/11/2012

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“As pessoas têm essa tendência de achar que eu só fiz ou só faço comédia, e não é isso. Fiz muitos outros trabalhos que talvez as pessoas esqueçam” • O texto narra a relação entre quatro amigos e demonstra quanto o padrão de beleza vigente pode fazer sofrer . Já teve angústia similar às dos personagens? • O marido da Steph, minha personagem, diz que ela tem um rosto comum. E ele fala isso para a amiga dela, que é linda, personagem da atriz Aline Fanju. Ela entende “comum” como “feia” e isso desencadeia um processo que coloca em jogo até o amor que ela tem pelo cara. Louco, né? Acho que já passei por coisas absolutamente normais, como todo mundo. Daquele carinha que não fica com você e sim com a sua amiga, porque acha ela mais bonita, etc. Nada muito problemático e, na minha época não existia tanto essa preocupação, sabe? Tínhamos outra vida, outras ideias, e eu comecei a trabalhar muito nova. Falava dos meninos, claro, mas muito mais de teatro. • Na sua opinião, por que hoje ainda há muitas pessoas que se baseiam apenas na “embalagem”? • Com as mídias sociais, estamos sempre presos a uma imagem e mostramos o tempo inteiro o que fazemos. Eu uso as redes sociais moderadamente. Meu Instagram é fechado, pelo Facebook me comunico apenas com familiares que moram longe. A partir do momento em que as pessoas se viciam, acho muito nocivo. Claro que tem o lado bom da tecnologia, mas, neste mundo consumista, seguir e acompanhar tudo faz você gastar a vida. É o excesso da informação. Tudo depende de como lidar e não se escravizar. • O que é beleza para você? • Isso é muito relativo, né? Não existe um padrão. Hoje por exemplo me acho muito melhor aos 40 do que aos 20. • O que faz para se manter bem fisicamente aos 40? • Sou bastante vaidosa, mas na medida certa. Priorizo tudo o que vai me permitir ficar mais com a minha filha. Nunca perdi muito tempo com isso, pois existem coisas mais interessantes, como ler um bom livro, por exemplo. Nunca fiz plástica. Mantenho tratamentos preventivos, como laser para o rosto, mas me acho muito mais bonita agora aos 40, do que aos 20. • Como foi sua adolescência? • Me lembro que aos 16 anos eu já viajava o Brasil com a peça Confissões de Adolescente e nossas conversas giravam em torno do teatro,

meninos, claro, textos, livros... A preocupação com beleza e aparência era tão menor. Hoje mesmo fui almoçar com a Gabriela Duarte e estávamos relembrando isso. Acho que vivi tudo o que todo mundo viveu, como achar que fulano não ficou comigo porque a outra era mais bonita, ou por ser extremamente magra, como eu era. Mas não me lembro de ter grandes questionamentos ou problemas com isso. Era uma vida mais real. • Como a maternidade te transformou? Você é uma mãe palhaça? • Me mudou em absolutamente tudo e sou bastante palhaça. Tenho uma filha muito inteligente, criativa e adoro inventar histórias com ela. Nos divertimos muito, ela é muito falante. Tive minha filha tarde, aos 37 anos, mas depois de fazer e viver tudo o que eu quis. Já me importei com o que pensavam de mim, mas a maternidade me mostrou o que realmente vale na vida. Quero que Clara, quando adolescente, dê menos valor à vaidade e à opinião dos outros. • O rótulo de comediante te incomoda? • As pessoas têm essa tendência de achar que eu só fiz ou só faço comédia, e não é isso. Fiz muitos outros trabalhos que talvez as pessoas esqueçam. Tudo depende da oportunidade. • Em que momentos o seu humor aparece na sua vida privada? • Acredito que outra tendência das pessoas é achar que comediantes são engraçados o tempo inteiro, têm de fazer piada sempre. Eu odeio piada. Não vejo graça, não sei contar. Devo ser engraçada com meus amigos de mais de 20 anos, que conhecem a minha história fora dos palcos, sabem da minha vida, temos assunto em comum, sabe? Dou risada com amigos e família o tempo inteiro. • E em que momento a Ingrid fica tímida? • Quando me perguntam coisas da minha vida privada. Acho minha vida comum, nada que valha uma manchete de jornal ou revista, ou comentários na internet. • No filme De Pernas Pro Ar, você fez cenas com vibrador, calcinhas eróticas. Como foi isso? Teve algum pudor? • Nada! Ator está ali para fazer tudo, mas este “tudo” depende de como é feito. Em nenhum momento fiz qualquer tipo de apelo erótico e foi tão natural que as pessoas se identificaram, deram risadas. Essa é a graça! •

‘‘Nunca perdi muito tempo com isso (vaidade), pois existem coisas mais interessantes, como ler um bom livro, por exemplo. Nunca fiz plástica. Mantenho tratamentos preventivos, como laser para o rosto’’

A atriz conta que em sua adolescência a preocupação com a aparência era menor: “Era uma vida mais real”, diz


7/11/2012

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Estilo Casa • Por Silviane Neno

Risca romântica

A casa da estilista Lethicia Bronstein, em São Paulo, segue o estilo clássico e feminino que imprime em suas coleções de vestidos de noiva e habillé Por Júlia Leão FoToS Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ


Para ampliar as salas de jantar e estar, Lethicia apostou em uma parede de espelhos. Ao lado, ela posa no ambiente onde fez o bar da casa

14/01/2011 7/11/2012

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Estilo Casa

No alto, à esq., o closet de Lethicia. À direita, vasos com flores e velas Ladurée, que enfeitam a casa toda. No detalhe, o espelho e peças vintage garimpadas na Croácia


O home é o parque de diversões do casal. Enquanto Fred não perde uma disputa no videogame, Lethicia faz companhia com uma taça de vinho

• A charmosa fachada do prédio onde a estilista Lethicia Bronstein escolheu como novo endereço, no bairro dos Jardins, foi só mais um dos motivos para a escolha do apartamento duplex de 208 m². Além do mais, algumas comodidades como o serviço de concierge, café da manhã todos os dias e manobrista pesaram na decisão dela e do marido, Frederico Pompeu. “Viajamos muito, pelo menos uma vez por mês, e as facilidades que nos proporcionam pesou bastante na hora da escolha”, afirma Lethicia. Há pouco mais de dois meses no apartamento, a designer só pensa em tirar férias para curtir cada espacinho da casa, que ela mesma decorou com a ajuda da arquiteta Alessandra Andreoli. Muitos detalhes, cores claras e peças clássicas, bem no estilo dos vestidos de noiva e habillés que Lethicia Bronstein assina para sua marca homônima.

• Reorganizando

• Para deixar o espaço com cara de “lar doce lar” e pitada de modernidade, Lethicia fez uma reforma no apartamento para ampliar os ambientes. Foram oito longos meses que ela acabou aproveitando para comprar móveis, garimpar ideias e objetos de decoração. “Não via a hora de acabar o vai e vem de pedreiros. Queria ver o produto final, que hoje

é a nossa identidade. Acho que minha casa foge do inconsciente coletivo, pois ela é coletiva só para nós e nossos amigos.” Como o casal gosta de receber, a varanda foi acoplada à sala de estar. Para ficar mais aconchegante, fecharam o espaço com vidro. A escada que liga a área comum à sala com o bar, no segundo andar, também foi reformada. Alessandra mudou a planta e trouxe os degraus de mármore para o meio do ambiente. O antigo espaço deu lugar ao home. “É o parque de diversões do Fred. Enquanto fico no escritório alimentando meu blog, ele fica jogando videogame”, conta Lethicia, aos risos. Lá eles assistem à televisão e mantêm a adega feita especialmente para o casal. “Amamos tomar vinho e tudo é motivo para comemorar.”

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• De lá para cá

• Lethicia viaja o mundo para buscar novas inspirações para suas coleções. Muitos objetos que compõem o décor vieram dessas viagens. O primeiro destino foi Miami, onde comprou alguns móveis e tecidos para reformar as poltronas da sala. “Queria reutilizar as peças, mas dei uma repaginada no visual. Gostei do resultado”, confirma, satisfeita. De lá também trouxe os pufes da Missoni. Mimos que adora. Em seguida viajou para Paris. Na bagagem vieram as almofadas compradas

na Maison Hermès. As velas, espalhadas pela casa, são da Ladurée. As peças vintage, da Croácia, como os espelhos e corações de metal que garimpou em feiras de antiguidade do novo hot spot europeu. Mas há também os brasileiros. Romero Brito e Alexandre Rapoport têm espaço no salon. • 7/11/2012

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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE nasce o filho de AdriAnA LimA • um ensaio com Giovanna LanceLLotti, a lindinalva de Gabriela Em vEnEza, Kate Hudson e outras istoegente.com.br istoegente.com.br estrelas ousam no look no festival istoegente.com.br de cinema

Du Moscovis: musa do impeachment há 20 “Para o homem, anos, Thereza collor posa para o filho na mansão de alagoas sexo é bem mais descartável”

depoIs do escândAlo de HARRY, A nudeZ excluSivo de KATe middleTon larissa ABAlA A Maciel reAleZA raSPa o cabelo eM enSaio Para gente

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A FESTA DOS 40 Do DIVINo

A modelo e o namorado, o bilionário Lírio Parisotto, aplaudem o Pianista PoPstar Lang Lang E A VIDA NOVA DE em jantar black-tie châteaue Fabíula dos reis Nascimento: franceses Heloísa Périssé, Elianeno Giardini rEyNAlDO GIANEcchINI Brasil trêsA VIAGEM gerações DO de mulheres que brilham CASAL E OS 10 MESESemDEAvenida NAMORO :

Ensaio miro

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A top Heidi Klum Assume romAnce com seu guArdA-costAs

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