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ISTOÉ GENTE 684

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as estrelas, os looks e os destaques da festa da novela Salve Jorge no rio

no brasil, sharon stone concilia trabalho e o aniversário do namorado Diários De Paris: a consultora Chris Pitanguy, soPhia alCkmin e três blogueiras chiques narram a semana de moda francesa

malga Di Paula, viúva de chico anysio: “ele precisou ir embora para eu continuar minha vida”

fotos exclusivas do aniversário do filho de letícia Birkheuer e alexandre Furmanovich

Todo o poder de

CAROLINA FERRAZ

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Musa aos 43 anos, ela se despede da irresistível Alexia de Avenida Brasil, diz que beleza não é mérito e brinca: “Sou uma coroa enxuta, né? E vou ficar melhor”

17/out/2012

ano 13 n° 684

R$ 9,90

Ensaio ALÊ DE SOUZA


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Carolina,

a bela

Arrasadora aos 43 anos e feliz com a carreira repleta de personagens que o Brasil não esquece, CAROLINA FERRAZ conta como foi exercitar sua veia cômica com a Alexia de Avenida Brasil, diz que envelhecer tem sido libertador e se define como “mulher projeto” com 325 ideias para realizar POR Sandra BraSil fOtOS alê de Souza EdiçãO dE MOda alê duprat e rodrigo grunfeld

• Quem vê Carolina Ferraz no papel da exuberante Alexia, em Avenida Brasil, imagina que uma mulher tão bonita e talentosa não tenha qualquer problema com o espelho. Ledo engano. Aos 43 anos, a atriz anda insatisfeita com um detalhe estético em seu rosto perfeito: o atual formato arqueado de suas sobrancelhas. Pois é. Ela prefere o modelo mais reto que as sobrancelhas tinham há uma década. Antes que alguém arrisque dizer que a mudança é uma consequência da aplicação de botox no rosto, ela vai direto ao ponto. Afirma que aposentou o procedimento estético há algum tempo e que não pretende mais recorrer a ele. A artista não gostou da falta de expressão em sua face. “Fiquei assustada quando vi que meu rosto não mexia”, conta ela, cheia de graça. Essa é só uma pequena demonstração do quanto Carol – como é chamada pelos amigos – é uma atriz com “A” maiúsculo. Para ela, a qualidade do seu trabalho vem em primeiro lugar. Nem mesmo a intensa rotina de gravação no final da novela de João Emanuel Carneiro, reduziu a disposição da artista, que esbanja

charme e elegância. De bem com a vida e, como sempre, cheia de planos profissionais, Carolina é uma competente administradora do seu tempo, do tipo que consegue atuar bem em várias frentes. “Sou a mulher projeto porque tenho sempre 325 ideias para realizar.” Nas poucas horas de folga da novela, já estuda o roteiro da peça Três Dias de Chuva, com estreia prevista para o primeiro semestre de 2013, sob a direção de Jô Soares, prepara material para o site (www.carolinaaugusta. com.br), frequenta aulas de balé clássico três vezes por semana e não descuida dos passeios com seu cachorro, Frederico, pela orla no Leblon, o bairro em que mora no Rio. O médico Marcelo Marins também tem acompanhado a atriz nas caminhadas pela zona sul carioca. Ele tem sido apontado como a nova paixão de Carol. Mas, como uma aguerrida defensora de sua privacidade, ela resume: “Nunca falei de namorado, ex-namorado, ex-marido e muito menos da minha filha, Valentina.” A jovem de 17, que é fruto do casamento de 13 anos de Carolina com o publicitário Mario Cohen, estuda no Exterior


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“Já fiz vilã, mulher pobre e heroínas modernas, que são as minhas favoritas. Só não me ofereceram ainda um papel de mulher feia. Se esse convite vier, aceito.Vamos nessa” Carolina Ferraz 14/01/2011

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há um ano. “Morro de saudades dela”, diz a atriz, que adora interpretar heroínas modernas na tevê. No papel de mãe, no entanto, é do tipo “mais careta possível”. Nascida em Goiânia, Carolina mantém o manequim 36 há décadas com muito exercício físico e uma alimentação balanceada. A numeração não mudou nem mesmo com os três quilos que ganhou – pesa 56 quilos, bem distribuídos em 1,72 metro de altura – depois que largou definitivamente o cigarro há oito anos. A beleza, contudo, não lhe pesa como um fardo, tampouco a coloca em um pedestal. “O ator bonito deve correr atrás para crescer profissionalmente”, ensina. Aos 14 anos, Carol enfrentou o drama de ter o pai assassinado. Desde então, a terapia passou a fazer parte da sua vida. E só colheu bons frutos com isso. Além de administrar o episódio, ela é bem resolvida com a idade, e estreou nos 40 de mãos dadas com a beleza e no auge da profissão. “Envelhecer tem sido libertador”, revela ela à Gente. Uma liberdade vivida em alto-astral e um elaborado senso de humor. • Como é interpretar Alexia, que faz parte de um dos núcleos mais cômicos de Avenida Brasil? • Carolina. Foi muito legal ter saído de uma personagem mais dramática como a Amanda (O Astro, 2011) para fazer Alexia. Foi isso que me fez aceitar esse projeto, além da vontade de trabalhar numa novela do João Emanuel Carneiro, de quem eu já era fã. No nosso núcleo, é todo mundo bem-humorado. A gente se diverte tanto nas gravações que nós é que deveríamos pagar para trabalhar (risos). • Alexia começou a novela como amante e depois aceita dividir o amado com as duas ex-mulheres dele. Você admitiria algo parecido ou mesmo um casamento aberto? • Em obra de ficção, vale tudo. Minha avaliação é sempre hipotética, nunca particular. Em tese, as três mulheres do Cadinho (Alexandre Borges) são as mais modernas da novela. Agora, é irrelevante o que penso, em particular, sobre o assunto. Essa coisa de artista ter a responsabilidade de se pronunciar sobre todos os assuntos é muito complicada. Nunca me sinto com competência para emitir publicamente minha opinião. Falar sobre isso é como dar opinião sobre política. Não entendo de política e também não entendo da vida alheia.

‘‘Ser bonito não é mérito. É um dom que a natureza te dá. Há mérito em ser honesto e inteligente’’ • Em mais de 20 anos de carreira, qual dos papéis que fez mais se parece com você? • Todas sempre se parecem um pouco porque sou a atriz que dá vida a elas. Ao mesmo tempo, todas não têm nada a ver comigo. Amanda e Milena (Por Amor, de 1997) eram parecidas na forma de vestir e, numa escala mais profunda, por serem mulheres muito apaixonadas. Da Alexia, tenho aquele jeito engraçado. • Há algum tipo de mulher que você ainda não tenha interpretado? • Já fiz vilã, mulher pobre e heroínas modernas, que são as minhas favoritas. Só não me ofereceram ainda um papel de mulher feia. Se esse convite vier, aceito. Vamos nessa (risos). • Por que você decidiu se afastar das novelas em 2008? • Eu precisava parar um pouco para reciclar. Queria rever algumas coisas, até mesmo a minha postura diante da profissão. Meu sabático deveria ter durado um ano e meio, mas passei o dobro desse tempo. Aproveitei para fazer 500 coisas, como obra, teatro, escrever meu livro de culinária e montar meu site. Sou workaholic e não consigo fico parada. Digo que sou a “mulher projeto” porque tenho sempre 325 ideias para realizar. • Seu sabático teve relação com a chegada aos 40? Como você lida com a idade? • Não me afastei da tevê porque envelheci. Mas quer saber? Estou achando ótimo envelhecer. Tem sido libertador. Acho até que as pessoas, de um modo geral, têm sido muito mais generosas comigo. Ser jovem e impetuoso atrapalha. A gente amadurece, fala menos bobagem, se comporta de maneira mais obje-


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“Foi legal ter saído de uma personagem mais dramática como a Amanda (O Astro, 2011) para fazer a Alexia. A gente se diverte tanto nas gravações que nós é que deveríamos pagar para trabalhar” tiva e evita problema. Até esteticamente, não tenho do que reclamar. A natureza foi muito generosa comigo e sou grata por isso. Sou uma coroa enxuta, né? (risos) E vou ficar melhor. É só a gente não querer ser brotinho ou fazer de conta que é gata. Isso é que não dá. • Como foi o retorno em O Astro, em 2011? • Voltei mais madura e com muita energia para trabalhar. Não pretendo parar depois de Avenida Brasil. Em 2013, estarei em cartaz na peça Três Dias de Chuva, com direção do Jô Soares. Sou apaixonada pelo meu trabalho. Sei que sou privilegiada por fazer o que gosto, com gente que curto e ainda ganho dinheiro. Um luxo, né? Acho que sou feliz. Aí, meu Deus (risos), minha vida é boa demais. • Em algum momento, a beleza foi empecilho para o seu talento? • O Brasil é um país que não trabalha tão bem com a estética. Ser bonito não é mérito. É um dom que a natureza te dá. Há mérito em ser honesto e inteligente. Na Europa e nos Estados Unidos, um ator pode ser bom ator ou mau ator, se ele for bonito é só um plus a mais. Aqui, é diferente. A Alinne Moraes teve que reclamar: “Quero fazer cinema e não me dão um papel bom porque sou bonita. Sou boa atriz e vou arrebentar.” Depois dessa queixa, ela começou a receber um monte de roteiro. • Mas você passou por isso? • Alinne tem 30, é de outra geração. Estou com 43 e não posso dizer que passei por isso, mas sinto que existe. Há uma certa má vontade com a beleza. Mas acho que é muito culpa também de quem é bonito e se acomoda. Tem gente que fica sentado atrás dessa suposta proteção da beleza sem levar em

conta que tem 500 pessoas lindas por aí. O ator bonito deve correr atrás para crescer profissionalmente. Meu pai, que era lindíssimo, dizia que sempre vai ter alguém mais bonito, inteligente, rico, magro, alto e melhor que você em alguma coisa. Então, a gente deve ter um ofício e se esforçar para ser bom nele. • Fale sobre as cenas de sexo tão intensas com Rodrigo Lombardi, em O Astro. • Aquilo foi realmente difícil para mim. Gente, eu fiquei pelada na tevê em cadeia nacional! Era muita exposição. Mas entendo que, como atriz, às vezes, vou ter que fazer esse tipo de trabalho. Fiz da melhor maneira possível. Nas cenas (de sexo) com o Cadinho, é tudo mais fácil porque o tom é de comédia, que deixa tudo mais leve. • Você tem uma relação afetiva com os óculos. Cirurgia para correção de miopia ainda está fora de cogitação? • Sim, gosto de usar óculos e não uso lente de contato quando gravo ou faço teatro. Tenho 6,5 graus de miopia num olho e 6,75 graus no outro. O fato de eu não enxergar direito tem um lado positivo porque me ajuda na concentração. Quando atuo, parece que fico com os todos os outros sentidos mais aguçados. Sinto, por exemplo, se o colega está me olhando e percebo se há uma cadeira entre nós. Nunca dei um único tropeção no cenário. Mas, uma vez, entrei em pânico quando me toquei que estava vendo a plateia. • Ficou com medo da plateia? • Não, fiquei com medo de enxergar que alguém estava cochilando ou olhando o relógio, situações corriqueiras em qualquer peça. Uso óculos desde os 11 anos e comecei a atuar aos 20. Sempre fui uma atriz quase cega.


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• Por falar no passado, como o assassinato do seu pai marcou sua vida? • Não me vejo como uma vítima na minha vida. Foi um crime bárbaro, que aconteceu há muito tempo, quando eu tinha apenas 14 anos e, desde então, falo sobre o episódio. Por isso, acho que já está mais do que absorvido e a terapia ajudou bastante.

• A morte do seu irmão, portador de HIV, foi outra grande tragédia de vida, certo? • Essas são as duas tragédias que as pessoas conhecem. Tive outras, que foram vividas no âmbito particular e privado. Toda vida tem suas tragédias. Meu irmão descobriu a doença e sobreviveu a ela sete anos, mas só ficou efetivamente mal seis meses. • Como vai o namoro com o médico Marcelo Marins? • Nunca falei e nunca vou falar nada relacionado à vida pessoal. Disso não falo mesmo. • Certo, mas poderia nos contar qual sua receita para manter a forma? • Poderia dizer apenas que bebo muita água, mas é claro que não faço só isso. Malho, como e durmo direitinho. Não tem mistério. Deus dá, mas a gente ajuda, não é? • É adepta do botox? Já fez plástica? • Já fiz botox, mas me assustei quando vi que meu rosto não mexia. Até faria de novo, mas para atuar prefiro estar sem. Nunca fiz plástica, mas não tenho nada contra. Agora, quando chegar aos 65 anos, vou relaxar e comer chocolate e fritura de manhã, à tarde e à noite! • Como é ser mãe “gata” de uma adolescente de 17 anos? • Não sei. Sou só mãe, do tipo convencional e mais careta possível. Não estou nem um pouco preocupada em ser moderninha. A minha relação com ela é de mãe para filha. Parece que deu certo porque ela é uma boa menina. •

PROduçãO dE MOda • Renato telles e Marco frigie MaquiagEM • alê de souza CabElO • Claudio BelizaRio tRataMEntO digital • leandRo Galan

Carolina veste: camisa de tricoline Sacada, blazer Stella McCartney para NK, calça Tufi Duek, faixa de smoking Daslu

• Você precisou fazer terapia por muito tempo para superar o drama? • Sempre fiz terapia, continuo fazendo e acho que todo mundo merecia fazer. Terapia é um presente que todo mundo deveria se dar.


‘‘Sou uma coroa enxuta, né? (risos) E vou ficar melhor. É só a gente não querer ser brotinho ou fazer de conta que é gata. Isso é que não dá’’


“Chico precisou ir embora para eu continuar minha vida”

Viúva de Chico Anysio, MAlgA di PAulA conta pela primeira vez, com exclusividade para gente, os detalhes da morte do marido e da difícil tarefa de seguir no dia a dia sem ele, durante uma viagem destinada aos devotos de São Jorge

• O cenário é a bela região da Capadócia, na Turquia. Em uma noite de céu estrelado em meio à geografia particular da região, no interior de uma casa escavada nas rochas, o silêncio da natureza é interrompido pela canção “A Noite do meu Bem”, de Dolores Duran. Brasileiros e turcos ouvem emocionados Malga di Paula, a viúva de Chico Anysio (19312012), cantar a música que marcou a história do casal. “Daqui a alguns dias será o aniversário de 14 anos do nosso primeiro encontro”, conta com os olhos cheios d’água. “A gente se conheceu e depois de 12 dias já nos casamos. Foi uma paixão instantânea”, relembra. Após dois anos se dedicando a cuidar do marido e passados cinco meses da sua morte, Malga está tentando, em passos lentos e dolorosos, retomar as suas atividades. Uma delas é o roteiro turístico intitulado Marcas de São Jorge, uma viagem destinada aos devotos do santo que passa pela Capadócia, Istambul e Jerusalém, visitando os lugares e igrejas por

onde ele teria passado. A ideia desse projeto começou em sua primeira visita à Turquia, em 2007, quando ela entrou em uma das igrejas antigas cavadas dentro das rochas e ficou completamente tocada com a imagem de São Jorge. “Comecei a chorar e tive a sensação de que estava reencontrando um antigo amigo”, conta ao grupo de brasileiros que fazem a estreia desse roteiro e do qual Gente fez parte. Malga prometeu então que construiria um memorial em homenagem a São Jorge na Capadócia. O memorial já tem desenho e local destinado, mas ainda está para ser construído. No local, apenas uma árvore de pedidos foi plantada. Emocionada, Malga escreveu uma carta em homenagem ao marido e a enterrou na árvore. Foi num quarto de hotel em Jerusalém, o segundo destino da viagem, que Malga resolveu falar pela primeira vez, com exclusividade para Gente, sobre a morte de Chico e das dificuldades de seguir a vida sem ele.

Philippe lima e Roberto Filho /Ag. News

POR Natália Mestre, da CapadóCia (turquia) e JerusaléM (israel) fOtOS eNy MiraNda/Cia da Foto


Malga di Paula na Basílica da Natividade, em Belém, Israel. Na página ao lado, ela e Chico Anysio em 2011

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“A Zélia (Cardoso de Mello, ex-mulher de Chico) sempre esteve comigo. Foi minha grande companheira nessa jornada” • Como é o dia a dia sem o Chico? • Malga. Estou procurando focar no que tenho para fazer, nas pessoas que tenho para ajudar, no Instituto Chico Anysio (que promove ações antitabagismo e pesquisas com células-tronco para o tratamento de enfisema pulmonar) e no roteiro de viagem Marcas de São Jorge. O trabalho me traz alegria e motivação. Tem horas que acredito que o Chico precisou ir embora para eu poder continuar a minha vida, já que eu estava havia dois anos me dedicando exclusivamente a cuidar dele. Mas me dói demais pensar dessa maneira. • E como é seguir a vida sem ele? • É horrível. Sinto a falta dele em todos os momentos. Até quando estou escrevendo um e-

mail lembro dele, porque eu sempre costumava perguntar: “Amor, como escreve mesmo essa palavra?”. E ele me respondia. Sinto falta de ligar para ele e contar como foi o meu dia, do toque, do beijo, do abraço. Na minha cabeça a gente sempre está conversando... A morte é o processo mais agressivo que existe. • Como recebeu a notícia da morte dele? • Estava esgotada e todo mundo queria que eu fosse para a casa tentar descansar um pouco. De madrugada me ligaram do hospital dizendo que o Chico havia tido uma parada cardíaca. Já saí desesperada, achei que ele estava morto e os médicos não queriam me contar. Quando cheguei lá, a Zélia (Zélia Cardoso de Mello, uma das ex-mulheres do Chico) disse para eu me acalmar que

tudo estava sob controle, que ele tinha voltado da parada. Entrei no quarto e tudo parecia tranquilo. Eu fiquei abraçada com ele e pensei que já estava sendo egoísta demais, que ele estava mesmo sofrendo. Disse para ele: “Vai em paz, meu amor.” Ele então teve outra parada, morreu minutos depois. Tenho certeza que ele voltou para me dar tchau. • Quem esteve ao seu lado durante essa fase? • A Zélia sempre esteve comigo. Foi minha grande companheira nessa jornada. A minha secretária e uma grande amiga minha turca chamada Berna, que chegou a morar comigo e com o Chico por uns tempos, também foram companheiras essenciais e inclusive estavam comigo quando ele morreu.


“O Chico sempre será o grande amor da minha vida. Porque sinto que se eu amar alguém mais do que o amei vou explodir” Na Capadócia, região da Turquia, Malga com as mulheres da comunidade Güzelög, no terreno que ela comprou para construir um monumento a São Jorge

• Vocês ficaram casados por 14 anos e não tiveram filhos. Por quê? • Eu nunca quis ter filhos com ninguém, não teve nada a ver com ele. No começo, o Chico não entendia isso e achava que eu não queria filhos com ele, mas depois ele entendeu que era uma opção de vida. Com o tempo ele passou a dizer que eu era sábia, pois os filhos separam os casais.

• Sabe dizer por que se apaixonou por ele? • O Chico era um verdadeiro cavalheiro, um poeta, e me tratava muito bem. Eu me apaixonei pela sua eterna forma poética de viver a vida. Minhas amigas sempre dizem o quanto sou uma pessoa de sorte e que eu deveria agradecer por ter vivido um amor tão intenso como esse, mas eu só consigo pensar no quanto perder tudo isso é horrível.

• Esse foi o segredo do casamento de vocês ser o mais duradouro dele? • Acredito que um deles. Pude me dedicar inteiramente ao Chico, ele nunca precisou me dividir com ninguém. Eu dizia para ele que tudo tem o seu tempo, que ele não estava mais na idade de ter bebês chorando de madrugada, que era o momento de curtir os netos.

• O Chico era engraçado no dia a dia? • Ele era engraçado sim, mas não era um palhaço. Nunca gostou de humor pastelão e achava que não tinha nada mais sem graça do que tentar fazer graça a todo instante. O Chico tinha um humor refinado, umas tiradas inteligentes e rápidas.

• Quais os outros segredos então? • Eu tive o prazer de conviver com o Chico na melhor e na pior fase da vida dele. Quando eu o conheci ele já estava doente, já estava limitado e impedido de fazer várias coisas junto comigo. Mas por outro lado essa maturidade trouxe ao Chico uma grande sabedoria. As pessoas me diziam que ele era um cara difícil e mal-humorado antes, mas eu só conheci o homem sereno e de bem com a vida. Ele tinha uma cabeça aberta, era um homem à frente do seu tempo, por isso acho que a minha juventude era essencial para ele, assim como a maturidade dele era essencial para mim. A gente se alimentava dessa troca.

• Como você imagina o Chico se ele estivesse nessa viagem conosco? • Ele viveria essa viagem com muito respeito a minha fé. Apesar disso, a Turquia seria difícil para ele porque não gostava de destinos exóticos, de comida exótica. Ele era do tipo que gostava de arroz, feijão, rabada e dobradinha. • O Chico chegou a criar algum personagem especial para você? • Sim, o Batata. Ele criou esse personagem durante uma viagem nossa pela Jordânia. Ele colocava a camiseta dentro dos shorts para ressaltar a barriga, as meias pretas esticadas até os joelhos, fazia várias caras e bocas e corria atrás das crianças dizendo “batata”, pois a

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“O Chico era um verdadeiro cavalheiro, um poeta, e me tratava muito bem. Eu me apaixonei pela sua eterna forma poética de viver a vida” Malga e Chico Anysio foram casados por 14 anos, o relacionamento mais longevo da vida do humorista

cada vez mais escassas. No hospital ele recebeu pouquíssimas visitas e os telefonemas eram raros. Eu me recordo de cada um que esteve ao lado dele porque realmente foram pessoas especiais. • Você pode me dizer alguns nomes? • O Ziraldo esteve o tempo todo com a gente, assim como o Boni, o Tom Cavalcante e o (o diretor) Maurício Sherman. Em 14 anos de casamento a pessoa que teve o maior gesto de generosidade foi o (ator) Nelson Freitas, que me ligou perguntando se a gente estava precisando de dinheiro. Ele disse que tinha ganhado uma quantia em dinheiro com uma peça que o Chico tinha dirigido e iria depositar a metade na minha conta. Nunca vou me esquecer desse ato.

palavra batata tem o mesmo significado para nós e para eles. A criançada da Jordânia ficou louca com ele, elas ficavam na porta do nosso quarto esperando ele sair. • Para a grande maioria das pessoas o Chico foi o maior humorista do Brasil. Ele tinha consciência disso? Ele sentiu ter ficado afastado da televisão nos últimos anos? • Só eu sei o quanto ele ficou mal em estar fora da televisão... O Chico era uma pessoa muito ativa, não parava nunca de produzir, estava sempre escrevendo e criando novos projetos com a esperança de que fossem ao ar. • Acredita que isso contribuiu para ele ter ficado doente? • Acho isso meio polêmico, não dá para afirmar. Mas eu acredito que quando as pessoas estão infelizes elas estão mais frágeis, e o Chico estava infeliz por não estar trabalhando. O que posso dizer com certeza é que nos últimos anos ele estava depressivo e fazendo tratamento psiquiátrico. Eu também convivo com a depressão e por isso a gente conseguia se ajudar muito. A sensação que tenho hoje é de que eu fiquei sozinha nessa jornada, e tem dias que isso é insuportável.

• Mas ele morreu sabendo o quanto era admirado pelo público? • Sim. Acho que ele era de uma sabedoria tão grande que talvez entendesse que o momento dele na televisão já tinha passado. Em todos os lugares que a gente ia as pessoas perguntavam quando ele iria voltar para a tevê. • Ele morreu com alguma mágoa em especial? • Ouvi o Chico dizer muito nos últimos anos sobre o quanto teve uma infância difícil. O Chico foi violentado, espancado, tinha tudo para se tornar bandido, mas achou no humor uma saída digna para a vida. Ele tinha uma mágoa profunda da família, especialmente do pai que teve várias famílias e fez com que ele quase passasse fome. Espero que tenha conseguido perdoar as pessoas antes de morrer. • E os amigos? Quem realmente foi amigo de verdade e ficou ao lado dele nos piores momentos? • Nos últimos anos as pessoas quase não frequentavam a nossa casa e isso me deixava muito triste. O Chico merecia mais dos amigos dele. Antes ele era rodeado de gente e no final as pessoas foram se tornando

• Vocês chegaram a passar por algum problema financeiro? • Não. E não posso de maneira alguma ser injusta com a Rede Globo porque eles foram perfeitos com a gente, pagaram todas as nossas despesas com hospital e médicos. A ação do Nelson tem valor pela atitude, não tanto pelo dinheiro em si. Foi a generosidade dele que me marcou. • Para terminar, você pode me contar o que está escrito na carta em homenagem ao Chico que você enterrou no pé da árvore de pedidos para São Jorge? • No verso da carta eu desenhei um coração e dentro dele escrevi ‘Malga e Chico eternamente’. Na parte da frente fiz uma espécie de lista de agradecimentos por todos os momentos maravilhosos que Ele me deu a honra de passar ao lado dele. Estou com 42 anos, sei que ainda tenho uma vida enorme pela frente e posso viver novos amores, mas acredito mesmo que o Chico sempre será o grande amor da minha vida. Porque sinto que se eu amar alguém mais do que o amei vou explodir. • a repórter Natália Mestre viaJou a CoNvite da sereNdipity ageNCy, que proMove o roteiro MarCas de são Jorge CoM a turkish airliNes, poteNCial travel e geNesis turisMo de israel


‘‘As pessoas me diziam que ele era um cara difícil e mal-humorado antes, mas eu só conheci o homem sereno e de bem com a vida” ‘‘O Chico merecia mais dos amigos dele. Antes ele era rodeado de gente e no final as pessoas foram se tornando cada vez mais escassas. No hospital ele recebeu pouquíssimas visitas e os telefonemas eram raros”

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Evento

Noite de estrelas no rio

Flávia Alessandra faz graça em sua chegada

O elenco de Salve Jorge se reúne em festa para comemorar o lançamento da nova novela de Gloria Perez no horário nobre POR Laís Gomes


Giovanna antonelli vestido Diane von Furstenberg, joias Carla Amorim, sapato Alexandre Birman

Carol DieCkmann vestido Stella McCartney, sapato A-Teen, brinco Jack Vartanian, anĂŠis Ara Vartanian

Roberto Filho

Fotos Ag. News

Cleo Pires vestido Issa, sapato Stella McCartney, brinco Silvia Furmanovich

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Evento

• A festa de lançamento de Salve Jorge, próxima novela das 21h da Globo, misturou as culturas do Brasil e da Turquia, países onde se passa a história. O evento foi realizado na quarta-feira 10, na Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro, e teve decoração inspirada na Turquia, com tecidos bordados, tapetes e esculturas. Em outro ambiente, uma cozinheira preparava empadas, croquetes e coxinhas de galinha, numa referência ao Morro do Alemão, um dos cenários da nova novela de Gloria Perez. A festa teve, ainda, a presença de uma bailarina da Capadócia, região turística da Turquia, que apresentou a tradicional dança dos sete véus. Os temas centrais da trama serão o tráfico internacional de mulheres e o plano de pacificação das favelas cariocas. “O tráfico de pessoas é algo real, grave e nós vamos alertar sobre isso”, destacou a autora. Durante o evento, Gente conversou com as estrelas que darão vida aos personagens do novo folhetim de Gloria. •

looks da noite

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Morena atRevida Nanda Costa, a protagonista da novela, causou frisson ao surgir com um vestido ousado da estilista Gloria Coelho que deixava seu corpo em evidência. “Estou malhando duas horas por dia, de segunda a sábado, com um personal trainner. Quero ficar com o corpo definido”, disse Nanda, que já declarou ser adepta de um visual mais despojado. Na festa, ela falou sobre a mudança de estilo. “Esta é a delícia de viver: poder perceber que o que você achava que era o ideal não é mais e passar a gostar de coisas que antes você não curtia.”

nanDa Costa vestido Gloria Coelho, sapato Schutz, bolsa Serpui Marie, joias Carla Amorim

Flávia alessanDra vestido Halston, bolsa Zara, joias Ara Vartanian

tânia kalil vestido Martha Medeiros, sapato Schutz


FernanDa Paes leme vestido Versace, sapato Schutz, bolsa Iódice, joias Carla Amorim

letíCia sPiller vestido Victor Dzenk, sandália Arezzo, bolsa Carmen Steffens

Paloma BernarDi vestido Lily Jean, bolsa Esse, sapato Schutz, joias Carla Amorim

Dira Paes vestido Reinaldo Lourenço, sapato NK Store, bolsa Armani, joias H. Stern

ClauDia raia vestido Dolce & Gabbana, joias Jack Vartanian, sapato Balenciaga

Fotos Ag. News

lisanDra souto vestido Lethicia Bronstein, bolsa Louis Vuitton, sapato A-Teen

mariana rios top, saia e brinco André Lima, sapato Louboutin, bolsa Daslu

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Evento

caindo dO CavalO A vida dos militares e cavaleiros do Exército será mostrada no folhetim. Protagonista da trama, Rodrigo Lombardi contou histórias curiosas sobre a preparação de Théo, seu personagem, além da viagem que fez à Turquia. “Tive de aprender a saltar a cavalo. É muito gostoso”, disse ele, que chegou a cair do animal durante as gravações. “Isso aconteceu na Turquia. Mas agora já estou me saindo melhor. Estou fascinado pela cavalaria.”

CRises de choro Carolina Dieckmann foi convidada para fazer uma participação, mas já grava o 20º capítulo. A atriz diz que não se acostumou com a sofrida história de Jéssica, uma jovem traficada para ser prostituta. “É a personagem mais sofrida que já fiz. Quando acabo de gravar, tenho crises de choro”, disse. “Vou à praia todos os dias, tomar banho de mar e descarregar tanta coisa ruim.”

PRimeiRa vilã De volta à tevê, Vera Fischer pela primeira vez fará uma vilã. Será a gerente de um boate que faz tráfico de mulheres. Também está escrevendo um livro de ficção. “Chamará ‘Lucíola’. É sobre uma prostituta. Escrevo tudo à mão”, disse. “Não tenho intimidade com o computador.”

tRiO aniMado

Claudia Raia chegou com o namorado Jarbas Homem de Melo, e a filha Sofia. Longe da tevê desde Ti-TiTi, a atriz falou sobre sua nova vilã. “Ela é muito ruim. Estou preparada para ser odiada”, disse, sem querer se comparar à vilã de avenida Brasil. “Sai Carminha, entra Lívia! A Adriana está fazendo um trabalho espetacular”, disse Claudia.

Murilo Rosa foi à festa acompanhado da esposa, Fernanda Tavares, que está prestes a dar um irmão para o pequeno Lucas, filho do casal. Eles ainda não escolheram o nome do segundo herdeiro. “Quando o Lucas nasceu, já tínhamos escolhido o nome dele”, disse o ator. “Mas agora, a Fernanda quer olhar para a carinha dele antes de decidir. Perguntamos ao Lucas que nome ele gostaria que o irmãozinho tivesse, e ele disse: ‘Lucas 2’.” 14/01/2011

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Fotos Ag. News

É Menino!


Especial Paris

Fabiana Pastore, Gisela Rodenburg e Mariana Auriemo

Fotos Patricia Romano

glamour renovado Charlene Shorto e Coco Brandolini

Petit comité armado pela Louis Petit comité armado pela Louis Vuitton em Asnières, na França, Vuitton Asnières, nadaFrança, anuncia em a inauguração primeira anuncia a inauguração da primeira megaloja da marca na América megaloja marca nade América Latina, emdashopping São Paulo Latina, em shopping de São Paulo POR Júlia leão POR Júlia leão


Bruno Astuto, Jean Pigozzi e Alexia Niedzielski

José Auriemo Neto, Margarita Zimmermann, François Rosset e Jordi Constans A mesa de sinuca na sala de estar da Maison de Famille

As irmãs Sama e Haya Abu Khadra, com Alexia Niedzielski

Coco Brandolini e Derek Blasberg

• A notícia da inauguração de uma global store da Louis Vuitton em São Paulo, no Shopping Cidade Jardim (a antiga loja será fechada em 23 de outubro), já vinha agitando fashionistas e o mercado de luxo nacional há alguns meses. Mas o anúncio feito por François Rosset, presidente da LV para América Latina e África do Sul, em 3 de outubro, em Asnièressur-Seine, a oito quilômetros da capital francesa, deixou a turma ainda mais ansiosa. Não para menos, afinal, o novo lugar terá mil metros quadrados de área e venderá todos os produtos da maison. Será o primeiro espaço da marca nesse formato na América Latina. A novidade foi apresentada por Jordi Constans, que será o novo CEO da Louis Vuitton a partir de 2013, na Maison de Famille, a casa onde o fundador da marca morou desde 1859 e na qual funciona um atelier para as linhas mais exclusivas. O lugar é todo decorado em art déco com móveis centenários como uma escrivaninha de marchetaria

e madrepérola chinesa. Uma mesa de sinuca no meio da sala de estar dá um astral mais contemporâneo ao endereço.

• Bossa nova

• Ali um seleto grupo de convidados foi recebido por François e Jordi com um coquetel. A turma brindou a nova loja e festejou o desfile da marca, ocorrido horas antes, na Semana de Moda de Paris. José Auriemo Neto, presidente do grupo JHSF e dono do shopping Cidade Jardim era um dos mais entusiasmados. Ao som de clássicos da bossa nova tocados ao piano, os convidados brindavam – com champagne, claro – e cantarolavam “Garota de Ipanema”. No final, quem roubou a cena foi Margarita Zimmermann. A governanta argentina cuida da casa há 17 anos e se animou com a presença da trupe de brasileiros. A noite terminou com a turma comentando a decoração da Maison de Famille, repleta de porta-retratos da família Vuitton. • 17/10/2012

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Ensaio ALÊ DE SOUZA

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19/set/2012

NO PALÁCIO DE VERSAILLES AS DIVINAS

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CAROLINA EM NOITE DE GALA FERRAZ


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