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ISTOÉ GENTE 673

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o fim do sonho: kristen stewart assume traição e pede perdão a robert pattinson

istoegente.com.br

como Gente antecipou, gisele está grávida. e o bebê nasce em 6 meses

ana paula padrão: a musa da tevê na olimpíada. “É tanta correria que já emagreci”, diz ela

A VOLTA DE

sthefany brito

“NãO muDAriA NADA DO quE fiz” Aos 25 anos, ela fala de amadurecimento, separação, conta tudo sobre o novo namorado e diz que ainda acredita no casamento I S SN

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1º/ago/2012

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A cresceu

princesa

Sonhos, desilusões e o renascimento da atriz Sthefany Brito, que viveu um conto de fadas, viu tudo desmoronar e virou a página. agora, ela acredita num amor mais real. e sem um pingo de faz de conta POR Simone BlaneS fOtOS GaBriel ChiaraStelli/aG.iStoÉ Styling GeorGe KraKowiaK/ aBá mGt Beleza CelSo Ferrer/ aBá mGt

• A bonança chegou para Sthefany Brito. Depois de dias de tempestade em sua vida pessoal e profissional, tudo leva a crer que o sol voltou a brilhar para a atriz. Com apenas 25 anos recém-completados em 19 de junho, Sthefany – cujo nome foi inspirado no da princesa de Mônaco, Stephanie – já viveu lições muitas vezes só aprendidas com o dobro de sua idade. A maior delas, a do conto de fadas que se desmanchou em abril de 2010: o seu casamento com o jogador Alexandre Pato, após quase dois anos de namoro. Uma história que teve seus primeiros capítulos contados nos salões nobres do Hotel Copacabana Palace, no Rio, em julho de 2009, com um festão avaliado em R$ 1 milhão. E que terminou nove meses depois, com a atriz sem seu sapatinho de cristal, perambulando pelo noticiário como uma gata borralheira acuada pela madrasta opinião pública. O “Fim”, como todos sabem, ainda acontece nos tribunais, assunto que ela prefere tratar com discrição.


Vestido Lycra Lolitta Sapato Azul Aveludado Iza Lopes


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“Tenho a cabeça que tenho hoje por tudo o que eu passei”


Blusa Bege Com Aplicacao Na Gola Tufi Duek Saia Franjas Iodice Sapato Chumbo Studio Tmls Pulseiras Preta Opto

Um conto que poderia deixar sequelas emocionais em qualquer mortal. Mas parece que não em Sthefany. “Não mudaria nada do que eu fiz. Tenho a cabeça que tenho hoje por tudo o que passei”, afirma, com maturidade. Lições aprendidas, página virada. “Agora me esforço para manter só as coisas boas. Sou muito grata a tudo que eu passei e a tudo que aquele momento me trouxe”, diz ela à Gente, numa suíte de hotel em São Paulo, no início de julho. O rumo agora é outro, garante. Ela retomou a carreira já no final do ano passado, com o papel de Alice, no bemsucedido folhetim A Vida da Gente, da Globo, terminado em março de 2012. Atualmente, Sthefany vê sua popularidade aumentar participando do quadro Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão.

• Apaixonada

• A vida amorosa também ganhou novos ares. O príncipe agora chegou via internet. Uma história divertida aliás. Igor Raschkovsky, jovem empresário carioca de 23 anos, viu a atriz em um restaurante do Rio, em outubro de 2010. Interessado, perguntou ao maître do lugar se poderia abordar ou mandar uma mensagem a ela, mas teve sua intenção repreendida. Então, ele pagou a conta e foi embora. O episódio foi contado a Sthefany e virou assunto entre as moças da mesa. Dias depois, “um tal de Igor” envia um convite de amizade na página da atriz no Facebook. Era ele. Pedido aceito, papo que vai, números de celulares trocados e um jantar marcado em São Paulo. “Nesse dia não rolou nada. Mas, no dia seguinte, toca o interfone e recebo flores dele. Não entendia como ele tinha meu endereço se eu nunca havia dado”, diverte-se ela. O namoro só engatou mesmo em abril do ano seguinte e, desde então, Sthefany conta que vem sendo surpreendida positivamente. No último Dia dos Namorados, por exemplo, ela conta que Igor armou um jantar romântico em um dos restaurantes mais charmosos da cidade, no bairro de Santa Tereza – com direito a flores em casa na manhã seguinte. “É um príncipe moderno, que veio via Facebook. E que adora me fazer surpresas.” O momento faz a atriz esquecer do passado e pensar no futuro. E nele há, inclusive, uma possibilidade de voltar a subir num altar. “Separação é sempre uma coisa triste, mas é natural quando seu coração volta a bater de novo e você encontra o amor verdadeiro, em todos os sentidos, é normal pensar em casar, ter filhos e ficar velhinhos juntos. Não sei se

“Acho que tive de passar por tudo isso para dar valor ao que tenho hoje, as pessoas que estão à minha volta e até meu namorado, que me trata com tanto cuidado e carinho” será de véu e grinalda ou se vou só morar junto, mas acredito sempre no amor”, diz. Mais tranquila, mais madura, mais feliz. Esta é a Sthefany Brito que viveu um sonho no primeiro casamento, viu seu castelo de areia desmoronar e hoje não fantasia mais a realidade. Apenas aproveita cada minuto – seja ao lado do namorado, da família ou dando expediente no Projac. “Acho que tive que passar por tudo isso para dar mais valor a tudo que tenho hoje, às pessoas que estão à minha volta e até ao meu namorado, que me trata com tanto cuidado e carinho”, avalia. O tempo ajudou nessa construção da nova Sthefany. Como ela mesma diz, está “mais velha e sentimental”. Estar com seus pais num almoço de domingo, com o namorado ou falando com o irmão, o ator Kayky Brito, que passa uma temporada fora do País, a emocionam. “Essas coisas hoje são muito mais importantes para mim”, diz. Uma visão realista de quem, sobretudo, não acredita mais em contos de fada. •

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coisas que você não sabe sobre Sthefany Brito o primeiro beijo, o maior sonho, os micos na adolescência e a carreira que seguiria se não fosse atriz. Confira essas e outras curiosidades sobre a vida da atriz de 25 anos POR Simone BlaneS

1. Seu primeiro beijo foi técnico

“Foi na novela Um Anjo Caiu do Céu, um selinho no Jonatas Faro. Aí, com a boca mais abertinha, foi em O Clone, quando eu tinha 14 anos. Só que eu pensava: ‘Como é que eu vou saber fazer isso se nunca tinha feito de verdade?’ Beijo mesmo só aos 16, com um namorado do colégio. E foi bem melhor que o da novela (risos).”

2. Teve de devolver um presente do namorado

“Era o meu primeiro namoradinho, da escola, eu tinha uns 6 anos. Teve um dia que ele chegou e me deu uma presilha de cabelo de presente. Fiquei toda feliz! Cheguei em casa e mostrei para a minha mãe. Só que, no dia seguinte, a mãe dele veio perguntar da presilha, porque era dela. Minha mãe devolveu e o menino ainda levou uma bronca, tadinho.”

3. Fez regime para engordar

“Aos 17 anos, eu era tão magrinha que cheguei a fazer regime de engorda, mas me arrependi. Engordei errado: em vez de ganhar peito e curvas fiquei gordinha mesmo, com bochechas e roliça. Hoje estou com tudo em cima, adoro meu corpo.”

4. Ela tem silicone

“Eu botei sim, mas não mexeria em mais nada, não. Não sou contra mexer em algo que te incomoda, mas eu gosto de mim assim.”

5. Posar nua jamais!

“Por dinheiro nenhum. Não é o que eu quero para mim. E meu namorado é bonzinho, mas só até a página dois (risos).”

6. Sabe ser sexy

“Eu acho que sou sexy, sim. Quando quero, quando preciso, eu sou. Porque para mim, ser sexy tem a ver com o você se gostar, se admirar, se conhecer. E eu me gosto, gosto do meu corpo, me admiro, me conheço e me respeito.”

7. Gosta de ser seduzida com as palavras

“Sabe o que eu acho muito sexy? Um bom papo. Sabe aquela pessoa que tem uma boa conversa, que te envolve e te dá vontade de querer conhecer mais? Acho sexy.”

8. Já paqueraram seu nariz

“Uma vez, um cara chegou e disse que eu tinha o nariz lindo. Foi a cantada mais estranha que já ouvi.”

9. Tem seis cachorros em casa

“Sou louca por eles. Lembro que o primeiro que ganhei foi a Theka, uma poodle que minha mãe deu pra mim e pro meu irmão Kayky para ficar com a gente logo que mudamos para o Rio. O nome dela, aliás, é a junção do meu apelido, Thé, e o início do nome dele, Ka.”

10. Ela chora no trabalho voluntário

“Sou voluntária em um orfanato de crianças abandonadas, chamado Romão Duarte e sempre me emociono. Outro dia, estava com meus pais e chamei as crianças para apresentar. Aí veio uma menininha e me falou: “Nossa, você tem mãe, você tem pai?” Chorei muito.”


“(Posar nua) Por dinheiro nenhum. Não é o que eu quero para mim. E meu namorado é bonzinho, mas só até a página dois (risos)”


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“Agora me esforço para manter só as coisas boas. Sou muito grata a tudo que eu passei e a tudo que aquele momento me trouxe” “(Se não fosse atriz, seria) Manicure. Adoro fazer a unha dos outros. Faço da minha mãe, das minhas amigas... E faço bem, viu?”

11. “Paga os pecados” com a cólica

“Ela é muito forte! Passo muito mal e pago meus pecados. Tenho de me entupir de remédios.”

12. Tem pânico de ratos

“Tenho muito medo, pavor. Me dá calafrios só de ver quando aparece imagem na tevê.”

13. Teve meningite na infância

“Fiquei internada 20 dias no hospital quando tinha 1 ano apenas. Começou com uma otite forte que evoluiu para uma meningite viral. Para piorar, deram remédios errados para mim e a doença e a dor não passavam. Tive de ir para outra médica, bem novinha, que foi quem acertou o diagnóstico e me curou.”

14. Custou a largar a chupeta

“Tinha uns 6 anos e meus pais me ofereciam até presentinhos para eu largar a chupeta. Mas eu não queria. Até que um dia levei a chupeta escondida para a escola e outras crianças viram e começaram a tirar o sarro. Chorei muito e larguei a chupeta na hora (risos).”

15. Tem trauma de leite!

“Mamei muito pouco e não gosto de leite. Tenho pavor, aliás. Me dá ânsia só de pensar. Mas tem uma explicação: minha mãe substituía por suco ou colocava gemada na caixinha do Toddynho. Lembro que eu falava que tinha um gosto estranho, mas ela dizia que não. Aí perguntava para o Kayky, mas como ele sempre comeu de tudo, era um tourinho, não fazia a menor diferença para ele (risos).”

16. Era fã de Ayrton Senna

“Foi meu ídolo de infância. Eu não perdia uma corrida de domingo! Já era hábito nós irmos para a casa da minha avó ver a corrida de manhã. Chorei muito quando ele morreu porque eu queria ser amiga dele um dia.” 1/8/2012

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17. Perdeu a timidez no teatro

“Sempre fui muito tímida, tinha vergonha de tudo e foi no teatro que eu extravasei, me encontrei. Lembro que comecei fazendo aula com o Beto Silveira de manhã e implorava para ele frequentar o curso à noite também. Ele não gostava muito, porque era uma turma de adultos, mas ele sempre dava um jeito de me encaixar.”

18. Sempre foi apaixonada por uma câmera

“Comecei minha carreira muito cedo. Lembro que sempre fazia os teatros da escola e apresentações de balé, embora fosse bem descoordenada. Tem até um vídeo em que na coreografia, todas as meninas iam para a direita e eu para a esquerda. Isso porque vi que minha mãe estava filmando e só conseguia prestar atenção na filmagem, aí errei tudo.”

19. Ficou amiga do Tarcísão

“Na novela Um Anjo Caiu do Céu, eu contracenava com o Tarcísio Meira e lembro que levei a minha avó na gravação e ela ficou chocada como eu interagia com ele, bem à vontade. Ela me dizia assim: ‘Você sabe quem é ele? Tudo o que ele fez?’. Ele era o grande galã dela.”

20. Fazia festa no apê na Argentina

“Foi para gravar a novela Chiquititas. Fui com a minha mãe, Sandra, e depois meu irmão acabou indo para lá também. Morávamos em um prédio de brasileiros, então era fácil fazer amigos. E tudo era motivo para dar festas lá, o que sempre acabava com a polícia batendo na porta.”

21. Se não fosse atriz, seria...

“Manicure. Adoro fazer a unha dos outros. Faço da minha mãe, das minhas amigas... E faço bem, viu? Sempre recebo elogios. A minha é que é difícil, porque eu sou ansiosa demais e acabo roendo as unhas, acredita?”

22. Pagou mico aos 18 anos

“Logo que fiquei maior de idade, quis tirar a carta de motorista e ir morar sozinha. Mas nenhuma das duas coisas deu muito certo (risos). Assim que peguei a carta, fui fazer um rally e, claro, não conseguia fazer o jipe sair do lugar. Um mico enorme! Já morar sozinha, não rolou porque a verdade é que eu não gosto de ficar sozinha. Estou acostumada a viver com a casa cheia de pessoas, telefone tocando, gente entrando e saindo, cachorros latindo. Típica família italiana, sabe?”

23. É apaixonada pelo irmão

“Sou muito ligada a ele. Agora o Kayky está passando um tempo em Nova York e eu morro de saudades. A gente se fala todos os dias. Ele é muito tranquilo e na dele, mas quando eu preciso, está sempre ao meu lado. Tenho o maior orgulho dele pelo caráter e também porque ele é um gato, né?”

24. Seu maior sonho é ser mãe

“Desde sempre penso nisso. Quando criança, gostava das bonecas grandes porque elas se pareciam mais com bebês de verdade. Tenho uma família grande, muitos primos e quero, sim, ter três filhos e adotar um. Minha mãe que fala para eu não demorar muito, porque ela quer ser uma avó inteirona (risos).”

25. Ela pensa em casar de novo

“É natural, quando seu coração volta a bater por alguém e você encontra este amor verdadeiro, em todos os sentidos, pensa em construir uma vida juntos. Quando tudo vai se encaixando, é normal pensar em casar, ter filhos, ficar velhinhos juntos. Não sei se vou me casar de véu e grinalda ou se apenas vou morar junto. Mas acredito sempre no amor.”

“Ele é um príncipe moderno, que veio via Facebook” sobre o namorado, Igor Raschkovsky

ASSISTA AO VÍDEO COM O MAKING OF DESTE ENSAIO EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

aSSiStente De MODa • CAROLINE CASTELLA


blusa canutilhos Giovana Parizzi shorts jeans Calvin Klein


Especial Olimpíada

O belO rOstO

da Olimpíada Os dias da apresentadora AnA PAulA PAdrãO em londres têm sido tão corridos, que ela já emagreceu um quilo por aqui. “E mais dois vão embora até o fim dos Jogos”, diz POR Edson Franco EnviadO EsPEcial a lOndREs fOtO FrEdErIc JEan/aG. IsToÉ

• Até o próximo dia 12 de agosto, data de encerramento da Olimpíada, todas as noites ela precisará aparecer com a pele boa, ar saudável, o cabelo milimetricamente ajustado e a voz cristalina. Pela correria que está enfrentando desde que chegou a Londres, a apresentadora Ana Paula Padrão, da Record, sabe que a tarefa não é simples. Com disciplina e planejamento, ela espera chegar ao fim dos Jogos sem os espectadores perceberem que seus dias têm sido tomados por poucas horas de sono, refeições apressadas, longas jornadas de trabalho e reuniões ao longo do dia. Num dia normal de trabalho na capital britânica, ela acorda às 8h30. “Parece moleza, né? O problema é a hora que vou dormir”, diz Ana Paula. “O Jornal da Record termina à 0h40 daqui. Depois, perco mais uma hora para voltar ao hotel.” Quando lá chega, a jornalista não consegue dormir rapidamente. Aproveita para falar com o marido, Walter Mundell, por Skype. Mais relaxada, se entrega a um sono que, em geral, não dura mais de cinco horas.Aproveitar o café da manhã servido no hotel significaria dormir ainda menos. Para acelerar o processo, abasteceu o quarto com torradas, queijo, manteiga e café solúvel. “Se eu comer mais, não almoço. E preciso almoçar, pois nunca tenho tempo para jantar.”


A jornalista, na bancada do Jornal da Record. Ela ĂŠ um dos principais nomes na cobertura dos Jogos OlĂ­mpicos de Londres


Ela lembra que, do começo da noite até a madrugada, não pode se dar ao luxo de parar para comer, pois isso travaria a produção do telejornal. A área reservada para jornalistas no Parque Olímpico conta com alguns restaurantes, mas nada caiu plenamente no gosto da apresentadora: “No McDonald’s tem uma saladinha bacana com grelhado. O bandejão eu não curto. É tudo muito gorduroso, pesado”, destaca. “Por isso, estou magra assim. Já perdi um quilo aqui. E acho que mais uns dois vão embora durante a cobertura.”

• De bike na terra da rainha

• A agenda carregada tem deixado pouquíssimo tempo para malhar. Desde que chegou a Londres, no meio de julho, ela conseguiu se exercitar apenas uma vez. Chegou a dar umas voltas de bicicleta pela cidade. Mas até isso era parte do trabalho, quando fez uma reportagem sobre como é circular pela cidade em duas rodas. Diz ter fé que haverá mais brechas para se cuidar com o início das competições, que têm hora para começar e acabar, o que possibilita planejamentos. Guarda-roupa é uma das suas menores preocupações em Londres. Quase o tempo todo, usa roupas fornecidas pela emissora. “Não tirei quase nada da mala. Só estou usando uniformes. Vim com essa blusa diferente só porque sabia que iria me encontrar com vocês (referindo-se à blusa estampada da página ao lado)”. Ana Paula aprova as peças fornecidas. Na cor e com o logotipo da Record, há terninhos, calças jeans, camisas polo, saias, tênis e sapatos de salto. Completam o visual as joias que o designer Renato Guelfi desenvolveu especialmente para ela e a ocasião: “Tudo feito com inspiração olímpica”.

rede record/divulgação

Especial Olimpíada


Frederic Jean/Ag. Istoé

“O futebol é uma guerra. Na Olimpíada, mesmo quando o seu país perde, se a vitória do opositor for bonita, você bate palmas”

Frederic Jean/Ag. Istoé

Ela não para: Ana Paula pedalando por Londres (à esq.), nos estúdios da Record (acima) e sendo maquiada

Com o visual externo garantido, a apresentadora reserva os maiores cuidados para a voz. “A oscilação de temperatura é grande. Aqui fora está um calor medonho. Na redação, tenho de colocar um casaco.” Por isso, a jornalista sempre carrega na bolsa um chale, utilizado também para combater a queda de temperatura nas madrugadas londrinas. Outra precaução que ela toma é nunca falar alto. Se percebe que está diante de uma situação em que é preciso alterar a voz para se fazer ouvida, simplesmente silencia. “Eu conheço a minha voz, sei quando ela pifa.” Ana Paula ama trabalhar em eventos esportivos. Cobriu a Olimpíada de Sydney, em 2000, os Jogos de Inverno de Vancouver, em 2010, o Pan de Guadalajara, no ano passado, e as Copas do Mundo de 1998, na França, e de 2002, no Japão e na Coreia. Diz que, entre Copa e Olimpíada, prefere a segunda. “O futebol é uma guerra. Aqui, é o esporte da paz. Mesmo quando o seu país perde, se a vitória do opositor for bonita, você bate palmas.” Seus esportes preferidos são os coletivos. Por isso, lamenta saber que não poderá acompanhar as finais do vôlei, programadas para um horário em que ela já estará na bancada, prestes a entrar no ar. “Mas vou me organizar para ver as competições matinais a cada três dias. Adoraria assistir à ginástica artística e vou correr para estar na arena quando a Maurren Maggi saltar.” Não são só os atletas que suam em Londres. •

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

AVALIA: ★★★★★ INDISPENSÁVEL ★★★★ MUITO BOM ★★★ BOM ★★ REGULAR ★ FRACO

MÚSICA •

MORAES MOREIRA

“ATURO O CULTO AOS NOVOS BAIANOS NUMA BOA”

O músico fala sobre a adoração pelo grupo do qual fez parte, revela que ainda há material inédito daquela época e, lançando disco solo, A Revolta dos Ritmos, conta de quando soube que vai ser avô do filho de Davi Moraes com Maria Rita Mauro Ferreira

“ACABOU CHORARE ESTÁ SENDO CELEBRADO POR MIM COM A JUVENTUDE, NÃO COM OS COROAS QUE GOSTAVAM DO DISCO NA ÉPOCA EM QUE ELE FOI LANÇADO”

Fotos Marcio Almeida/Divulgação

• Quando pensava em gravar um disco de sambas, Moraes Moreira compôs “Cuidado Moreira”, em que se criticava por pisar um terreno sagrado. Só que o disco de sambas virou um disco de gêneros musicais variados. Primeiro álbum de inéditas do compositor em sete anos, A Revolta dos Ritmos chega às lojas no momento em que Moraes se prepara para ser avô do segundo filho de Maria Rita, o primeiro do relacionamento da cantora com Davi Moraes. Pai e filho têm divido o palco no show que celebra os 40 anos do segundo álbum dos Novos Baianos, Acabou Chorare (1972). Nesta entrevista à Gente, o compositor celebra a união das duas famílias musicais e anuncia a existência de gravações inéditas dos Novos Baianos. • Por que o samba domina esse seu primeiro disco de inéditas em sete anos? • Eu estava com uma série de sambas prontos. Por isso, pensei em fazer um disco somente de sambas. Para mim, não seria algo estranho, porque eu tenho essa história com o samba desde os Novos Baianos. Mas um dia eu estava na minha casa, pensando no disco, e os outros ritmos começaram a bater forte.


Tem muito samba no disco, sim. Mas também entrou caboclinho, valsa, baião, bolero... Fiz um disco tranquilo, para o meu deleite intelectual. • Você critica o Brasil nos versos de uma faixa deste novo disco, indo na contramão da opinião corrente de que o País vive um grande momento. A que você se refere na letra da moda de viola “O Brasil Não Tá Pronto”? • Com a discussão de Copa do Mundo e de Olimpíada, veio à tona essa questão. O Brasil não está pronto. Teve uma evolução aqui, uma melhoria acolá. Isso ninguém pode negar. Mas não partilho esse entusiasmo da época de Lula de que somos uma Nação poderosíssima. Há um monte de coisa para fazer, muita falta de infraestrutura em saúde, educação. Achei uma forma gostosa de dizer isso por meio da música. Estou valorizando mais minhas letras. Agora não há um show ou disco meu que não tenha declamação. Virei Maria Bethânia! (risos) • No momento em que o disco Acabou Chorare completa 40 anos, o que acha de a música dos Novos Baianos continuar sendo tão cultuada? Sua obra solo é muito importante, mas parece que todo mundo fala somente no grupo... • Vou ter de aturar isso. Mas numa boa. Tanto que estou comemorando. Montei um show com Davi Moraes para celebrar os 40 anos do disco. • Mas qual a razão desse culto aos Novos Baianos? • É uma religião. Eu acho que é o seguinte: na internet, a meninada foi descobrindo o som do grupo e foi compartilhando, encantada com a poesia, a tessitura dos arranjos, os instrumentos brasileiros. E aí esse culto somente fez crescer. Quando eu fiz o livro, foi porque eu não aguentava mais ficar contando a história dos Novos Baianos (Moraes se refere a História dos Novos Baianos, livro editado em 2009). Aí, foram chegando os 40 anos do Acabou Chorare. O negócio é que esse disco está sendo celebrado por mim com a juventude, não com os coroas que gostavam do disco na época em que ele foi lançado. O som do Novos Baianos continua jovem.

‘‘É claro que o filho de Davi e Maria Rita pode ir pelo mesmo caminho musical. Vai ser pressão de todo lado para ele ser músico! (risos)” • Davi Moraes vai ser pai este ano pela primeira vez. Você já tem outros netos. Como é a experiência de ser avô? • É deliciosa. A última de avô que eu fiz foi um show de forró pé-de-serra na festa junina do colégio onde meus netos estudam. Levei sanfoneiro, zabumbeiro. Foi uma loucura! Meus netos gostam muito de música. É claro que o filho de Davi e Maria Rita pode ir pelo mesmo caminho musical. Vai ser pressão de todo lado para ele ser músico! (risos) • Qual a sensação de ser sogro de Maria Rita, a filha de Elis Regina? • Eu tinha contato com a Elis. Ela nunca gravou uma música minha, e ser gravado por ela era o sonho de todo compositor, mas sempre nos demos bem. Elis tinha uma simpatia muito grande por mim. E, com Maria Rita, agora, o relacionamento é muito bom, tranquilo. Eu brinco muito com ela. Ela ri das minhas coisas. O astral é sempre muito bom. • Como soube que ia ser avô de um filho de Davi e Maria Rita? Estava fazendo o show do Acabou Chorare em São Paulo. Estávamos

no camarim eu, Davi e ela. Aí, notei eles rindo. Comecei a olhar para a minha roupa para ver se tinha algum problema. E eles rindo, rindo, rindo. Depois fui saber que o motivo do riso era para me contar que ela estava grávida. Fiquei emocionado, todo mundo chorou. Davi deu muita sorte, né? • Você continua vendo Pepeu Gomes, seu colega no Novos Baianos? • A velha intimidade da gente continua. Quando a gente se encontra para tocar, é muito bom. Pena que a gente se veja pouco, pois ele mora muito longe, num sítio. Com os outros integrantes dos Novos Baianos, também está tudo certo. Não ficaram mágoas, discordâncias. Mas sinto que não tem clima para a gente se juntar para fazer Novos Baianos de novo. A obra está aí para ser celebrada, comemorada. A gente ainda vai beber muito daquela água. Existem muitas gravações inéditas para lançar. Tem um filme feito pela TV alemã ainda por ser lançado no Brasil. Tem discos inéditos, com gravações de shows da fase pré-Ferro da Boneca (primeiro álbum do grupo, de 1970) e pré-Acabou Chorare. • 14/01/2011

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Especial Olimpíada

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O descanso dos

euses olímpicos

Antes de embarcar para Londres, atletas brasileiros foram clicados em raros momentos de relaxamento. As fotos em preto e branco vão virar livro e exposição POR Thaís BoTelho FOtOs Zeca sanTos

• Cesar Cielo sempre usa uma toalha com estampa de golfinho, que é quase um amuleto de sorte. Fabiana Beltrame, do remo, tem o Parque Lage, recanto natural idílico do Rio de Janeiro, como um de seus locais preferidos. A ginasta Daniele Hypólito é viciada em enviar e receber torpedos. Esses detalhes da intimidade de alguns dos principais atletas brasileiros aparecem no projeto Relax Olímpico – O Descanso dos Deuses, do fotógrafo e exnadador Zeca Santos. São imagens de 14 participantes da Olimpíada de Londres, clicados em momentos de relaxamento, fora de seus habitats competitivos. “Amo fotografar. Sou escritor, professor e estava trabalhando num projeto para recuperar a memória do esporte olímpico do Flamengo, quando surgiu a ideia deste ensaio”, diz Zeca. Ele levou cerca de um

mês para fazer as fotos, todas em preto e branco. “Foi tudo muito rápido, tentando conciliar com a agenda dos atletas.” Carioca e amigo pessoal de vários esportistas, Zeca disse que a ideia é montar uma exposição e um livro, com direção criativa do jornalista e stylist Alexandre Schnabl. A publicação deve estar pronta até a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Como inspiração para o trabalho, Schnabl sugeriu personagens da mitologia greco-romana, como Apolo, deus dos esportes e da arte. Segundo a lenda, ele acreditava, entre outras coisas, que a concentração para alcançar o primeiro lugar e as atividades para revigorar a mente estavam justamente nos momentos de relax. Sem o equilíbrio entre esforço e descanso, a vitória se torna impossível. •


Cesar Cielo Natação Começou a nadar aos 8 anos, depois de fazer judô e vôlei

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Especial Olimpíada

Diego HyPólito Ginástica artística Achava a ginástica um esporte ‘chato’. Foi graças à insistência da irmã Daniele que, aos 7 anos, aceitou experimentar.

Daniele HyPólito Ginástica artística É fã da série de livros teens Percy Jackson e viciada em conversar por meio de torpedos


Daynara De Paula Natação Foi a nadadora brasileira mais jovem nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008


Especial Olimpíada

luana BartHolo Remo A atleta posou para a foto no colo de um amigo, Paulo Equi, também remador

erlon silva (à esq. na foto) Canoagem O começo da carreira de Erlon, no interior da Bahia, foi no improviso. Mesmo sem equipamentos em boas condições, ele se apaixonou pela modalidade.

ronilson oliveira Canoagem Teve destaque logo nas primeiras aulas do esporte, mas não tinha dinheiro para continuar. Teve a matrícula paga por um treinador.


Kissya CatalDo Remo Começou a remar após ser convencida por um chefe do banco no qual estagiava. Posou para a foto com o amigo Sebastian Hernandez, remador da equipe olímpica da Argentina.

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Especial OlimpĂ­ada

FaBiana Beltrame Remo Em 2011, na EslovĂŞnia, ela tornou-se o primeiro atleta brasileiro a conquistar o ouro em campeonatos mundiais da modalidade.


rosiCléia CamPos Técnica do judô Londres é a sua sexta Olimpíada. Ela foi a única dirigente convidada para o livro, por ter sido eleita a melhor técnica de 2012.

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Beleza • RicaRdo MoReno (RM TRends) assistente de PROduçãO • MaRiana Mendes tRatamentO digital • Rafael Mósca www.Manipula.aRT.bR


Descosturando Amir Slama Aos 46 anos, o estilista mostra suas mil e uma facetas e conta como conquistou o espaço no mercado de moda praia mundo afora POR Júlia leão fOtOS Pedro dias / ag. istoÉ

• Ele já foi professor de história, pesquisador, bartender, garçom. Mas foi na moda que encontrou a realização profissional. Há 20 anos, Amir Slama trabalha com o mundo da estética no beachwear e é objeto de desejo nas praias do Brasil e do mundo. Antes de comandar a grife que leva o seu nome, lançada em 2010, foi diretor criativo por 17 anos da Rosa Chá. “Sou um autodidata da costura. Um dia, decidi que queria juntar pesquisa com algo que me rendesse dinheiro. Pensei em criar algo novo, assim surgiu a Rosa Chá e o conceito de lifestyle na praia”, conta Amir. De lá para cá, ele e a esposa, Riva (sua primeira namorada séria, com quem está casado há quase 30 anos) tiveram dois filhos, ergueram um império de moda praiana e assumem que vivem com um pé no mundo da fantasia e o outro na realidade. Em entrevista exclusiva, Amir Slama, 46 anos, conta para Gente sobre as dificuldades no início da carreira, da separação dolorosa da Rosa Chá, do sucesso das novas lojas no Rio de Janeiro e na Turquia e sobre uma possível reaproximação com sua primeira marca. • Você foi garçom, bartender, professor... • Amir. Na época da faculdade, enquanto estudava história, trabalhava no bar Piu Piu, no Bexiga (em São Paulo), para juntar algum dinheiro. Até ganhava uma mesada do meu pai,

mas como sempre fui muito independente, encontrei a saída como garçom. Trabalhava no café de quarta a domingo e durante a tarde dava aula de história para o ensino médio. Quando os alunos faziam bagunça, eu colocava todo mundo para fora da sala. • Como surgiu a vontade de trabalhar com moda? • Sempre quis mexer com pesquisa histórica. Estava frustrado, ainda muito jovem, por ficar enfurnado numa sala de aula. Daí, comecei a pensar em algo que pudesse juntar meu gosto por pesquisa com realização financeira. Na época, a Riva (mulher dele) trabalhava num banco. Falei para ela sair do emprego para trabalhar comigo. Desenvolvi um negócio pequeno, mas que sabia que daria certo. Foi assim que surgiu a grife Rosa Chá. Comecei desenhando peças de ginástica. Não sabia ao certo o que queria. Só sabia que minhas peças estariam relacionadas ao corpo. • Em que momento surgiu a moda praia? • Depois dessa primeira tentativa no mundo da ginástica, percebi que o universo da praia era mais abrangente e pouco explorado. Achei um espaço para criar essa moda genuinamente brasileira, para a mulher poder sair da praia e entrar na cidade com uma roupa leve. Criei um lifestyle do verão brasileiro.

• Foi um começo difícil? • Muito. Eu não tinha estrutura de empresa. Desenhava e mandava as peças para uma modelista. Ela multiplicava e me trazia o produto final depois de 15 dias. Quando as peças chegavam, estavam totalmente diferentes do que eu tinha imaginado. Comecei a desenhar e a aprender como funcionam os moldes. Sou um autodidata da costura. A Riva fazia a parte de vendas. Ela ia de porta em porta nas lojas, com um Fusquinha azul que tínhamos, tentando vender. Muitas vezes, voltava chorando, porque as pessoas a maltratavam. Ela ficava a tarde toda esperando, e não compravam nada. Ninguém conhecia nossa marca. Entramos no mercado aos poucos e a procura começou a aparecer. Em 1998, abri a primeira loja em São Paulo (na rua Oscar Freire, funciona até hoje). • Em 2006, você fez uma parceria com a marca Marisol. Como foi essa fase? • Eu cresci muito rápido. Em 12 anos, já tinha lojas por todo o Brasil e também no Exterior. Cheguei num ponto no qual ou me juntava a alguém que suprisse meus pontos fracos, como logística e distribuição, ou reduzia o tamanho do negócio. Nessa época, surgiu o convite da parceria. Eu continuei com a parte da criação, mas as coisas foram degringolando. Não deu certo.


‘‘Tivemos um início difícil. A Riva (mulher dele) fazia a parte de vendas. Ela ia de porta em porta, nas lojas, tentando vender. Várias vezes, voltava chorando. As pessoas a maltratavam. Ela ficava a tarde toda esperando, e não compravam nada”


“Perdi 22 quilos em dois anos, de maneira gradual, com a ajuda de um endocrinologista e dieta. O bacana é sentir o corpo mudando” • O que houve? • No início, fiz acordo com o pai, presidente da empresa. Depois de um tempo, o filho assumiu. Ele se casou e a mulher dele achou que podia interferir também. O filho começou a se mostrar totalmente não profissional com o negócio. Eu me irritei. • E aí, o que aconteceu? • Eu tinha uma unidade de produção, com 250 funcionários, que produzia 20 mil peças por mês. Quando fiz a fusão, a empresa parceira construiu uma fábrica no Sul, com 500 pessoas trabalhando, e não conseguia produzir nem oito mil peças por mês. Eu não entendia o que acontecia. Vi que já não valia mais a pena. Eu compensava todo o meu estresse comendo. Comecei a engordar, ficar infeliz. Decidi vender minha parte. Ao final de tudo isso, não queria mais trabalhar com nada de moda. O jogo empresarial é muito chato e sujo. • Você se afastou da marca? • Eu acho que nunca vou me desapegar. Sempre digo que tenho dois filhos homens (Artur, de 22 anos, e Alex, de 20) e uma filha, que é a Rosa Chá. Penso que essa filha se casou mal e eu perdi o contato. Mas ela continua sendo minha filha, para sempre. • Você acompanha o caminho dessa filha? • Desde que eu comecei a desenvolver minha grife, não olho tanto. Mas sinto que ela se perdeu um pouco com a mudança da direção criativa. Mudou o jeito da mulher, que eu acho que ficou meio assexuada. O cliente percebeu isso e se ressentiu. • Já recebeu alguma reclamação de um cliente, que não sabia da sua saída? • Sim. As pessoas não sabem quem é o estilista. Perguntavam porque eu estava mudando a linguagem da marca, o que era aquele novo desenho. Agora, isso não acontece mais, porque a Rosa Chá não tem mais nenhuma loja. • Como é a sua relação com a top Naomi Campbell, musa da Rosa Chá? • A Naomi é uma grande amiga. Tudo começou quando ela vinha para o Brasil para ver amigos. Ela começou a comprar nossos biquínis para ela e para amigas. Um dia, a Fernanda Barbosa me ligou, dizendo que a Naomi estava vindo para o Brasil e que queria me conhecer. Foi muito legal. Em 2002, ela era a diva da moda.


‘‘A Naomi (Campbell) é uma grande amiga. Ela me ajudou no segundo desfile que fiz em Nova York. Ela entrou na passarela, levou vários amigos para a primeira fila, como a Beyoncé, e ainda fez uma festa depois. Ela ajudou a consolidar o meu nome no Exterior’’

• E como foi esse encontro? • A Naomi disse que adorava minhas peças. Nesse papo, comentei com ela que iria fazer um desfile em Nova York, em quatro meses. De imediato, ela disse: ‘Me liga. Quero te dar uma força lá’. Quando ela falou isso, achei que estava brincando. Não liguei. Um tempo depois, a Naomi me ligou e disse que ficou esperando meu contato. E cumpriu a promessa, me ajudando no segundo desfile que fiz em NY. Entrou na passarela e ainda levou vários amigos dela para a primeira fila, como a cantora Beyoncé. Ela fez até uma festa depois. Tudo isso ajudou a consolidar o meu nome no Exterior. Depois disso, ela continuou desfilando para mim por um bom tempo. • Ela usa a grife Amir Slama? • Claro. Desde o começo. Na última vez que a Naomi veio para o Brasil, comprou várias peças, pediu para ver os croquis da nova coleção e encomendou mais modelos. Temos uma relação muito legal. • Como está o plano de inaugurar lojas no Exterior? • O projeto inicial era abrir duas lojas aqui no Brasil (Rio e São Paulo), uma na França e uma em Nova York. Mas com o processo de estruturação, surgiu a ideia de abrir antes uma loja na Turquia. Será a primeira internacional e vai abrir no começo de 2013. A dos EUA vem depois. Mas eu já vendo peças Amir Slama para lojas na Itália, Portugal, Grécia e Líbano. É um trabalho gradual.

• Como foi desfilar a primeira vez em NY? • Foi um marco para a moda brasileira e internacional. Como disse, além de o segmento moda praia ser uma nova aposta, a imprensa americana captou perfeitamente o que eu estava propondo para o mercado de beachwear. Eu havia criado o prêt-à-porter praia. Eles elevaram a categoria de beachwear a outro patamar. • Teve alguma história curiosa dessa época? • Várias (risos). Uma das mais inusitadas e divertidas ocorreu quando fiz meu primeiro desfile em Nova York, em 2000. Após o desfile, apareci na passarela com as modelos e as pessoas não entenderam o que estava acontecendo. Todo mundo achava que a coleção era da senhora Rose Chá (risos). Depois disso, decidi que seria melhor passar a assinar como “Rosa Chá by Amir Slama”. • Como surgiu a ideia de querer emagrecer? • Eu tenho 1,77 m de altura e estava pesando 94 quilos. Comecei a me incomodar com a barriga, o rosto redondo. Nenhuma roupa ficava legal em mim. Percebi que precisava emagrecer. Perdi 22 quilos em dois anos, de maneira gradual, com a ajuda de um endocrinologista e uma dieta equilibrada. Antes, eu não comia nada de manhã. Hoje, tomo café da manhã. Antes, comia na rua. Agora, só almoço o que fazem em casa, trago para o trabalho e não saio para reuniões na hora do almoço. O bacana é ver a mudança diariamente, sentir o corpo mudando.

• Como é a relação com sua esposa em casa e no trabalho? • Temos uma bela parceria. Uma relação que se renova. Vivemos diariamente, sem olhar para o passado. Não somos o que éramos quando nos conhecemos. Amadurecemos. É legal quando o parceiro desenvolve junto. Lutamos pelas mesmas coisas e crescemos como amigos. Eu e ela não separamos a relação em casa do profissional. Somos apaixonados pelo trabalho. A Riva é mais racional do que eu. Ela me puxa para a realidade quando estou no mundo da fantasia. • Voltando a Rosa Chá. Agora que a marca foi vendida para a Restoque, eles procuraram por você? • Ainda não quero falar sobre isso, pois é muito recente. Achei muito bacana a venda. Acredito que a equipe é muito séria, entende de moda. Eles estão cercados de gente muito bacana, que entende de moda e varejo. Acho que a marca que estava morta vai ressuscitar. • Pode ser uma reaproximação da filha? • É como falei: perto ou longe, filho sempre será filho. Pode acontecer uma reaproximação da família. Eu ainda não sei dizer como será, porque isso também é novo para mim. Mas é um caminho interessante. •

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

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Estilo Casa โ ข Por Silviane Neno

chanel morou aqui

Fotos Laurent Saint Jean

Roger Viollet/Getty Images

Conheรงa a casa na Riviera Francesa onde a estilista viveu romances e se refugiou durante a Segunda Guerra Mundial


Durante 25 anos, Coco Chanel viveu na mansĂŁo de quatro andares e cinco enormes salĂľes onde ela recebia os amigos em festas memorĂĄveis 14/01/2011

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Estilo Casa

Ao lado e abaixo, duas das sete suĂ­tes da casa e as salas de banho revestidas com mĂĄrmore italiano


Fotos Laurent Saint Jean

A propriedade fica num terreno de 43 mil metros quadrados entre as montanhas e o mar da Riviera Francesa. No jardim, oliveiras, acácias e jacarandás

• De um lado as montanhas. Do outro, o Mar Mediterrâneo. Nas noites quentes de verão, quando a dona da casa resolvia receber, era um acontecimento. Woody Allen daria tudo para invadir com sua câmera uma daquelas festas e encontrar ali, Pablo Picasso, Pierre Bonnard, o compositor Igor Stravinsky, o dramaturgo Jean Cocteau e a anfitriã, Gabrielle Bonheur Chanel, a Coco Chanel . Durante 25 anos, era nessa propriedade erguida num terreno de 43 mil metros quadrados, na cidade de RoquebruneCap-Martin, na Riviera Francesa, que a estilista que revolucionou a moda mundial passava longas temporadas de descanso ou desbunde. Tudo dependia de seu estado de espírito. Reza a lenda que a casa foi um presente de seu ex-amante, o Duque de Westminster, com quem ela viveu um romance até os anos 1930. O château ganhou um nome sugestivo: La pausa. Chanel se instalava em sua suíte em tons pastel cada vez que Paris a saturava. Mas com a explosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi ali que ela preferiu viver por longos anos. Até porque seu novo romance com um oficial alemão não era visto com bons olhos pela burguesia parisiense. Na época, ela fechou sua Maison na capital e só retornaria mais tarde em grande estilo e com a benção da ex-primeira-dama americana Jacqueline Kennedy. A mansão de Cap–Martin era grande o suficiente para abrigar seu guarda-roupa e relíquias. As sete suítes tinham decoração clássica e os cinco grandes salões, onde as festas giravam até o amanhecer, eram cercados por um jardim de oliveiras, jacarandás e acácias. Chanel viveu ali até 1953. Em 1954 ela reabriu sua Maison em Paris, mas preferiu morar na Suíça por um tempo. Seu refúgio na Riviera Francesa foi vendido para um empresário húngaro que a alugou para Winston Churchil. Há quem garanta que foi ali que o ex-premiê do Reino Unido escreveu sua biografia. Neste ano a casa foi novamente negociada pela Sotheby’s Internacional Realty por 40 milhões de euros. O nome do novo proprietário ainda é um mistério. Coco Chanel voltou a morar em Paris até sua morte em 1971. Viveu durante anos em um hotel. Não um hotel qualquer, é verdade. Ela tinha 88 anos quando fechou os olhos para sempre numa suíte do Ritz , o mesmo onde Lady Di foi vista com vida pela última vez. Morreu cercada pelo glamour que sempre soube cultuar. Chanel era uma dama e como toda dama, soube a hora certa de se retirar. • 1/8/2012

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