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ISTOÉ GENTE 672

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camila pitanga no set da próxima novela das seis • a casa de Supla

istoegente.com.br

Andréa Beltrão: “Tenho preguiça dos aspirantes a famosos” Bruno Mazzeo: “Meu pai foi minha maior escola”

grávida de 6 meses, carol FranciSchini volta ao brasil: “eu me sinto julgada”

Débora

NascimeNto por marcos caruso, o “leleco” De aveNiDa brasil

O ator escreve sobre a colega, que vive a “Tessália” na novela das nove:

“Ela mE EsTimula”

Filha de delegado, a atriz passeava de viatura na infância, aprendeu tailandês quando foi modelo e não se achava bonita I S SN

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25/jul/2012

ano 13 n° 672

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Zico na Disney: “Não volto para o Iraque se não pagarem os cinco meses de atrasados”


Maternidade

“Eu me sinto

julgada”

Grávida de 6 meses e apontada como pivô da separação entre Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, a top Carol FranCisChini chega ao Brasil após temporada em Miami. Ela falou à Gente POR Simone BlaneS fOtOS marcelo liSo / ag. iStoÉ


instagram

Feliz com a gravidez, a modelo chegou a São Paulo (à esq.) exibindo a barriguinha saliente e os seios fartos (à dir.)

• Às 6 horas da manhã da quarta-feira 18, a modelo Carol Francischini, 23 anos, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vinda de Miami, nos Estados Unidos. Grávida de 6 meses – ela espera um menino –, a top foi recebida pela mãe, Mariluce Capovilla, na casa de quem ela vai ficar, na cidade de Lindoia (SP), onde já há até um quarto preparado para o bebê. “Estava com saudades de casa e da minha família. Passei os últimos anos da minha vida longe, sempre correndo. Agora, está sendo bom ficar por aqui”, disse Carol, em entrevista à Gente. Apontada como pivô da separação entre os atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, a modelo assumiu estar emocionalmente abalada, mas se mostrou feliz e orgulhosa da barriga. “Eu e o bebê estamos ótimos.” Ela mantém a decisão de não revelar o nome do pai do seu filho. Gagliasso, com quem Carol teve um affair no início de março, é apontado como provável pai da criança. • Como você e o bebê estão? • Carol. Eu estou muito bem e o neném também. Sempre estou com a mão na barriga. Parece uma forma de protegê-lo. E converso com ele o tempo todo, principalmente quando sinto que ele está se mexendo. 25/7/2012

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A modelo ainda no aeroporto (à esq.) e entre amigos e familiares (à dir.), fazendo pose com a barriga

instagram

Maternidade

• Por que resolveu voltar para o Brasil? • Estava com saudades de casa e da minha família. Passei os últimos anos da minha vida longe, sempre correndo com o trabalho. Está sendo bom ficar por aqui, fazer planos. • Já decidiu se vai ter o bebê no Brasil? • Minha estrutura aqui, no Brasil, é maior. Minha família está aqui. Mas ainda não decidi. • E sobre o nome do bebê? • Tenho dois nomes em mente. Mas vou esperar ele nascer para decidir. Comprei o enxoval agora, nos Estados Unidos. O quarto, na casa da minha mãe, já está quase pronto. Essa fase é bem gostosa. Estou amando. • Você está se alimentando bem? Já teve algum desejo esquisito? • Eu me alimento bem e sinto vontade de dormir o tempo todo. Não tive nenhum desejo maluco. Apenas como muitas frutas. • Passou por alguma emoção mais forte? • Minha gestação não está sendo comum, né? O lado emocional fica abalado. • Você postou no Twitter que se sente julgada. • Sim. Eu me sinto julgada. E não poderia ser diferente. Todos somos julgados quando fazemos coisas que a sociedade não vê como dentro do padrão. Ainda existe um preconceito imenso em ser mãe solteira hoje em dia. Mas, graças a Deus, eu sou muito mais feliz. Estou adorando as mudanças no meu corpo. Eu me sinto mais mulher. • Continua com a decisão de não revelar a identidade do pai? • Sim. Eu sou a mãe, e ponto. Meu filho é o único que tem o direito de saber quem é o pai. E eu, o dever de contar a ele. •


Após desembarcar no aeroporto, em SP, Carol foi recebida pela mãe, Mariluce Capovilla (à dir.): “Estava com saudades da família”, diz ela

“Ainda existe um preconceito imenso em ser mãe solteira hoje em dia. Mas, graças a Deus, eu sou muito mais feliz”

Bruno GaGliasso e Giovanna EwBank eStãO fORa dO BRaSil... ... mas em destinos completamente diferentes. Enquanto o ator passa alguns dias em Barcelona, na Espanha, acompanhando a programação do Festival Grec, que aborda teatro e dança, Giovanna seguiu para Nova York, nos Estados Unidos, com a mãe – Deborah Ewbank – e uma amiga. No Instagram, ela postou uma foto de suas malas prontas (acima), sem revelar para onde iria. O casal, que se separou devido a um affair de Bruno com Carol Francischini, segue conversando por meio de torpedos e telefonemas. Bruno insiste em encontrar a ex-mulher. Para isso, já enviou flores e recados de amor para ela. Mas Giovanna mantém firme a decisão de não ver o ex-marido. Segundo amigos do casal, o grande problema apontado pela atriz é o fato de Bruno poder ser o pai do filho que Carol está esperando.

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Capa

“Ela veio para

ficar”

Na novela Avenida Brasil, eles formam um insólito e carismático casal. Convidamos o ator MArCos CAruso para escrever sobre sua parceira de cena, a atriz DéBorA NAsCiMeNto. Generosamente, o consagrado ator atendeu ao pedido de Gente POR Marcos caruso, especial para Gente

fOtOS alê de souza e Felipe lessa EDIÇÃO DE MODA rodriGo GruNFeld e ale dupraT

Dupla perfeita: em cena, Caruso e Débora mostram química e humor. O casal é um dos destaques da novela Avenida Brasil


hot pants Adriana Degreas, braceletes dourados Ausländer e cinto dourado Nk Store

Capa

“É uma atriz que tem todas as características para se tornar um sucesso. Ela tem talento e beleza. Ela vai fundo e se entrega nas cenas” Marcos Caruso, ator

“Marcos Caruso é um ser humano incrível. Aprendo demais com ele. É uma aula a cada cena”, devolve Débora


camisa transparente negra Daslu, hot pants Adriana Degreas e cinto dourado Santa Ephigenia

• Todas as cenas são intensas. Ela vai fundo e se entrega de corpo e alma. Tenho isso também. Eu proponho e ela me acompanha. Eu me lembro da primeira vez que a conheci. Foi em setembro, durante um teste, quando estava fazendo a novela Cordel Encantado. Saí do estúdio onde eu estava gravando, troquei de roupa e segui para o outro, onde estaria uma atriz que eu não conhecia. Seria parceiro no teste dela. E lá estava a Débora. Maquiada, belíssima e com o texto decorado. Dei-lhe um beijo no rosto. Disse-lhe que era linda e desejei boa sorte. No fim do teste, achei aquela mulher encantadora e carismática. Ela acabou se saindo muito bem na concorrência com as outras moças. Passou para um segundo teste. Fizemos juntos novamente. O que mais admiro em Débora Nascimento é o lado humano que a diferencia na profissão. Aconteça o que acontecer, ela está o tempo todo em contato com a mãe, o pai, os amigos. Tem um histórico de vida forte. Nasceu numa família simples, em São Paulo, de pessoas tímidas, e era muito tímida. É uma pessoa boa. Não esquece da família em nenhum momento. E acho que, nesse ponto – esse lado familiar, caseiro –, ela se identifica com a Tessália, sua personagem. Vez ou outra, fala deles durante um intervalo de gravação.

• E a cama quebrou duas vezes

• Hoje nos damos muito bem como “Leleco” e “Tessália”. Formamos um casal carismático na novela Avenida Brasil. O sucesso maior é sem dúvida mérito do autor, João Emanuel Carneiro. Débora é divertida, engraçada, tem umas tiradas de humor ótimas. Eu me lembro de uma cena em que rimos muito. Acho que foi lá pelo capítulo 30. A Tessália estava com uma roupa muito ousada, e o Leleco, superciumento, brigou com ela. Na hora de fazer as pazes, ela já estava deitada para dormir e ele chega bem devagar para beijá-la quando... a cama quebrou! Tivemos de parar a cena, chamar o pessoal da marcenaria e tudo. Tentamos mais uma vez e... quebrou de novo! Ela se divertiu muito, eu também. Mas logo Débora recuperou o foco na cena. É engraçado como as pessoas podem achar que eu não aprendo com os mais jovens. Mas eu aprendo. Às vezes, chego pronto para gravar uma cena e tenho certeza de como será ou como a Débora vai reagir. Mas acabo sendo surpreendido, pois ela tem o jeito dela, às vezes inexperiente, e me desarma. Não vejo essa coisa de ela ser uma atriz revelação, mesmo sendo seu primeiro papel com mais destaque, em uma novela das nove. É uma atriz que tem a

aprender ainda, mas tem muito talento. Contraceno com uma atriz que tem todas as características, profissionais e físicas, para se tornar um sucesso. Aliás, a televisão sempre estará aberta para mostrar talento e beleza. É uma vitrine. E Débora tem os dois. Acredito que a beleza não é fundamental. Mas é agradável. Rugas de expressão e rosto marcado mostram maturidade e experiência, que você passou pela vida artística. Ela é uma atriz jovem (27 anos) interessada em aprender. Outro dia, estávamos assistindo a uma cena da Adriana Esteves com o Marcelo Novaes e ela estava superatenta. Era uma cena de briga dos dois e eu disse: “É legal vir para o estúdio muitas vezes e assistir aos colegas ensaiando.” Eu lhe dei pouquíssimos conselhos. Mas, como tenho mais experiência com comédia, acabo sugerindo o caminho cômico em muitas cenas. Ela assimila e vai na minha, no meu exemplo. É atenta, sabe o texto de cor e conhece o personagem muito bem. Acredito que quanto mais informações você acrescenta, mais confunde a cabeça da pessoa. Mas não tenho essa relação de dirigi-la. Débora é estimulante. Me estimula o tempo inteiro. Estou muito feliz com o nosso trabalho. Ela se soma ao meu e eu me somo ao dela. Só posso lhe desejar o melhor: que continue brilhando muito. Ela veio para ficar. (depoiMeNTo cedido à Thaís BoTelho)

“Débora é estimulante. Me estimula o tempo inteiro. Estou muito feliz com o nosso trabalho. Ela se soma ao meu e eu me somo ao dela. Só posso lhe desejar o melhor: que continue brilhando”


Débora Nascimento

“Isso do meu pai ser delegado caía por terra quando o conheciam. Ele é brincalhão. Adorava quando ia me buscar na escola de viatura. Eu me sentia toda importante”

Capa


14/01/2011

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jaqueta dourada Daniella Martins, biquíni dourado Vix, hot pants Ausländer e cinto Alexandre Herchcovitch


Capa

“Não esperava

por tudo isso”

Criada na periferia de são Paulo, filha do delegado Valdecir “Cabra Bom”, DéBorA diz que choraria ao encontrar silvio santos e conta que se casou um mês após conhecer o marido POR aNa cora liMa

• Débora Nascimento cresceu na Vila Matilde, periferia de São Paulo. É filha do delegado Valdecir Aparecido do Nascimento. Dr. Valdeci “Cabra Bom”, saudado por comunidades da zona leste paulistana por ajudar a erguer casas populares, hoje é corregedor do Detran em São Paulo. Débora passava os domingos com a avó, assistindo aos programas de Silvio Santos. E não entendia como as pessoas faziam para entrar no aparelho de tevê. Hoje, aos 27 anos, ainda se surpreende em ser destaque da novela Avenida Brasil: • Como é contracenar com Marcos Caruso, um dos grandes da dramaturgia brasileira? • Débora É uma honra, uma aula a cada cena. Parece um sonho. Aprendo demais. O Caruso é um ser humano incrível. É supergeneroso, respeita todos os funcionários da Globo. • Como está o assédio? • Impressionante. Com dois meses de novela, eu já não podia ir ao shopping. “Tessália, cadê o Leleco?” era a frase que eu mais ouvia. A repercussão é gigantesca. Sinceramente, eu não esperava por tudo isso, o carinho das pessoas. • Como se avalia como atriz? • Estou caminhando. Tenho muito a aprender, mas sou uma esponja: absorvo rápido. Fico quietinha, só aprendendo. Trabalhar com o Caruso, com o José Luiz Villamarim e com a Amora Mautner é uma escola. Quando a Adriana Esteves, o Murilo (Benício) e a Débora Falabella gravam, assisto no estúdio, prestando atenção na cena. É um privilégio. • Você começou como modelo aos 15 anos. Só três anos depois quis ser atriz? • Fazia teatrinho na escola. Mas nunca levei

a sério. Comecei a trabalhar como modelo e a coisa andou com cursos de interpretação, para ajudar na profissão. Fiz cursos de teatro e descobri que era o que queria fazer. Estudei com Fátima Toledo, Wolf Maya. Até que uma vez viajei triste. Havia um curso interessantíssimo de teatro e eu tinha de viajar como modelo. Quando voltei, tomei a decisão. • É verdade que queria entrar no aparelho de televisão quando era criança? • Sim! Devia ter uns 6 anos e ficava pensando como a pessoa entrava na tevê. Era por causa da minha avó, Nita, que adorava o Silvio Santos. Ela via todos os programas dele e dizia que o sonho dela era conhecê-lo. • Já conheceu Silvio Santos? • Não. Se um dia conhecê-lo, me debulho em lágrimas, por causa da minha avó, que faleceu. Uma vez, estava num evento e vi a Hebe Camargo. Meu coração foi na boca. Ainda bem que ela não falou comigo. Eu ia pagar o maior mico. Mas o Silvio é uma coisa de família, de domingo. A gente tinha uma tevê pequena. Sempre fomos bem humildes. Minha avô sentava no chão e estendia um lençol no tapete. Ficávamos todos ali, vendo o Silvio. •Imaginava sair da Vila Maltide para ser atriz de novela das nove? • Nunca. Quando vou na casa da minha mãe, é uma muvuca, não posso sair de casa! Tem gente que hoje fala que era minha amiga de infância. Era nada! Nem falava comigo. •Como foi crescer linda e filha de delegado? Não era muito bonita na adolescência. Não gostava do meu corpo. E era moleca. Eu e meu irmão subíamos em árvore, rolávamos na

grama. E isso do meu pai ser delegado caía por terra quando o conheciam. Ele é brincalhão, comunicativo. Sempre falou para eu aproveitar as oportunidades. Adorava quando chegava sexta-feira. Era o dia que meu pai ia me buscar de viatura na escola. Eu me sentia toda importante. A escola era perto da minha casa, dava para ir andando. Mas ficava feliz quando ele ia me pegar na viatura. • Não gostava do seu corpo? • Até o meu corpo ser como é hoje, passei por vários momentos. Até os meus 13 anos, eu era cheinha. Sempre fui tímida, eu me escondia atrás dos óculos. E ainda tinha o meu cabelo, que usava preso porque não sabia lidar com os cachos. Dei uma crescida rápida, mas fiquei sem forma. Não tinha peito, não tinha bunda. • Faz dieta? • Já fiz dietas malucas como modelo. Hoje evito comer carboidratos à noite. Bebo dois litros de água por dia. Pedalo e faço pilates todos os dias. Num ritmo forte de trabalho, não faço. Mas não fico sem malhar três vezes por semana. Às vezes corro cinco quilômetros. E pedalo 15 km por dia. Adoro pedalar. Me mudei para o Rio e a bicicleta veio. Estou amando o Rio. Não volto mais para São Paulo. • Das viagens que fez trabalhando como modelo, qual mais gostou? • Tailândia. É um país lindo. O povo é educado e solícito. Falava com eles em inglês e em tailandês. Aprendi tailandês. Passei 8 meses lá. Retornei ao Brasil e fiquei 2 meses aqui. Voltei de novo para a Tailândia e morei mais 6 meses. Amo demais aquele lugar. Tenho vontade de comprar um casinha lá.


‘‘Não sou do tipo de mulher que coloca sainha e blusa decotada para ficar mais sexy. Minha sensualidade é natural ” • Você se acha sensual? • Sou natural. Mas acho que sou sensual, sim. Muito por causa dos meus personagens. Minha sensualidade é natural, como a da Tessália. Não sou do tipo de mulher que coloca sainha e blusa decotada para ficar mais sexy. • Qual sua arma de sedução? • Meu olhar é a minha arma para tudo. Se estou num lugar e não estou gostando, quem me conhece percebe pelo meu olhar. • Não posaria nua? • Não. Ficar nua por um personagem, como fiz em Budapeste, tudo bem. Se a Tessália tiver de ficar pelada, ela fica. Recebi convites bons para posar nua. Mas não preciso. Graças a Deus. Se estivesse precisando, talvez fizesse. • Como você conheceu o seu marido (Arthur Rangel, 27 anos, empresário)? • Foi no aniversário de um amigo. Foi amor à primeira vista. Nos olhamos e puxamos assunto. Ficamos quatro horas conversando. Sabe aquilo de brilho nos olhos? Foi exatamente isso. Um dia, ele me pediu em namoro. Um mês e meio depois, a gente estava casando. • Quem é o ciumento da casa? • Sou mais possessiva. Hoje, estou mais tranquila. Arthur é da paz. Confia em mim. Com a novela, surgem comentários maldosos. Mas ele leva na boa. Sabe com quem casou. Temos três anos e meio de casamento. A maturidade me deixou mais tranquila. Estou um floral. • Pensa em ter filhos? • Sim. Mas daqui a oito anos. Não é número cabalístico (risos). É porque não me bateu a vontade de ser mãe. Digo oito anos para não dizer 10. Sei que daqui a oito anos vou querer ser mãe. • PRODUÇÃO DE MODA • MARCO FRIGE & RENATO TELLES tRAtAMENtO DE IMAGEM • LEANDRO GALAN ( GALAN MEGApIxEL) 14/01/2011

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

cinema •

Bruno Mazzeo Protagonista de E aí, Comeu?, o ator fala da inversão de papéis na paquera e conta que seguiu a etiqueta, mas levou um fora da mulher. “Ela disse que eu estava grudando!” Suzana Uchôa itiberê

• O mais recente sucesso do cinema nacional, E Aí, Comeu? chegou à marca de quase 1,5 milhão de espectadores até o domingo 15. O segredo do filme? “É uma comédia romântica atrevida”, diz Bruno Mazzeo sobre a adaptação da premiada peça de Marcelo Rubens Paiva. Dirigida por Felipe Joffily, a trama tem Mazzeo, Marcos Palmeira e Emílio Orciollo Netto como três amigos que não terminam o dia sem um acalorado papo de bar. O assunto? Sexo e mulheres. Afável, brincalhão e mais estiloso que seu personagem na novela Cheias de Charme, Mazzeo falou da inusitada origem da produção.

“Liguei NO dia SeguiNte e fui rejeitado”

TV Globo/Renato Rocha Miranda

“Meu pai foi Minha Maior escola”, diz Bruno soBre chico anysio

• E Aí, Comeu? parece uma versão masculina de Sex and the City. Os homens falam daquele jeito mesmo? • Pensei em Sex and the City também. Se nós, homens, nos divertimos com aquela série, as mulheres devem gostar de E Aí, Comeu?. Falamos sobre tudo no bar e o assunto “mulher” fica absorvido no meio de outras coisas. A gente também fala de futebol. Aí falamos de mulher, de futebol, de mulher... (risos). É uma oportunidade para as mulheres olharem pelo buraco da fechadura e notar que, na verdade, o homem late muito mais do que morde. • Sério que tudo começou em um Carnaval em Salvador? • Eu e o Emílio (Orciollo Netto) estáva-


mos recém-separados e fomos para Salvador, a catarse maior da solteirice. Não “comemos” ninguém, mas nos divertimos demais e notamos quanta coisa mudou enquanto ficamos fora do jogo. A mulher conquistou sua liberdade e independência. Ela preside um País, um clube popular de futebol, cria a família sozinha. Chegou aonde merecia. E aí o homem fala: “Onde me encaixo nisso?”. A etiqueta, por exemplo, mandava ligar no dia seguinte para a moça com quem saímos na noite anterior. Pois fiz isso e fui rejeitado. Ela disse que eu estava “grudando” (risos)! Caramba, será que estão se vingando da gente? Ainda naquele Carnaval, talvez em cima do trio da Ivete (Sangalo), pensamos em falar sobre isso. Me lembrei da peça do Marcelo Rubens Paiva e me animei em remontar, mas o Emílio sugeriu o filme. O roteiro, do Marcelo e do Lusa Silvestre, coloca os pingos nos “is”, mas com sensibilidade, sem ser cafajeste. O humor deve transgredir de algumas maneiras, mas não precisa incomodar. O que tem de incomodar é sapato apertado. O humor tem de divertir, causar identificação, e não chocar. • Sua relação com a Laura Neiva no filme confirma a inversão de papéis. • A personagem dela é muito mais nova e muito mais madura, talvez. Depois do Carnaval em Salvador, passei um Réveillon em Jurerê (em Florianópolis)

e me envolvi com uma jovem de 18 anos. Bateu o mesmo estranhamento que aflige o personagem. Ela ainda disse que eu havia sido seu segundo homem. Senti a maior responsabilidade, mas hoje há um avanço geral. Vejo pelo meu filho (João, fruto do casamento com Renata Castro), que tem 7 anos e fala de coisas que eu nem imaginava nessa idade. • Os três protagonistas são muito distintos. Você se identifica mais com algum deles? • Eles são diferentes porque era importante para a dramaturgia funcionar, mas me identifico com os três. Na vida, a gente dá pé na bunda, leva pé na bunda, chora, faz chorar, ama, se decepciona, decepciona os outros, sofre, fica feliz. Vivemos todos os papéis. Todo mundo vai se identificar com um pouquinho de cada personagem. • Há uma cena sua no elevador, em que você vira os olhos numa expressão que lembra demais seu pai, Chico Anysio. Como ele o influenciou? • Eu não percebo quando faço isso. Meu pai foi minha maior escola, quem eu mais vi na época em que tomava gosto pela coisa. Não o imito e estou há anos-luz do seu talento, mas com certeza sai algo parecido e não é só pela genética. É fruto do que aprendi com ele, que sempre falou da impor-

tância do gestual, da respiração, da pausa. Sou um cara que depende do texto, como ele. Não faço stand-up ou imitações. Parto do texto para fazer a piada funcionar. • O que sua mãe, alcione Mazzeo, acha de ter se tornado artista? • Ela é coruja. Meus pais sempre me estimularam, mas também alertaram, porque essa é uma profissão boa para 8 e ruim para 80. É um jogo que nunca está ganho. Tenho tido a sorte de emendar um trabalho no outro, mas não posso parar. Cochilou, o cachimbo cai. •

‘‘A mulher conquistou sua liberdade e independência. Ela preside um País, um clube popular de futebol, cria a família sozinha. Chegou aonde merecia. E aí o homem fala: ‘Onde me encaixo nisso?’”

Divulgação

eM cena coM eMílio orciollo netto e Marcos palMeira

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“Meu sonho era ser nadadora e ir à Olimpíada” AndréA Beltrão se define uma mãe antiga e diz que

mataria e morreria pelos filhos. A atriz, que brilha na série tapas e Beijos, critica o humor pesado de rafinha Bastos e dispara: “tenho preguiça dos aspirantes a famosos” POR Júlia leão

• Diferentemente das suas personagens nas séries Tapas e Beijos e A Grande Família, da Globo, Andréa Beltrão é uma mulher calma, centrada e discreta. Aos 47 anos, casada com o diretor Maurício Farias e com três filhos – Francisco, 16 anos, Rosa, 15, e José, 12 –, ela gosta de ficar longe dos holofotes quando o assunto é vida pessoal. Nesta entrevista, no entanto, a atriz fala de casamento, maternidade, conta como cuida do corpo e revela que não queria ser atriz: “Meu sonho era ser nadadora olímpica”. Considerada uma das atrizes de veia cômica mais talentosas de sua geração, critica o humor ácido e agressivo praticado nos dias de hoje. “Sou contra usar o humor para humilhar e ofender.” • Você fez parte do elenco de A Grande Família durante sete anos. Como foi deixar a série? • Andrea. Sinto falta do elenco, das brincadeiras, de tudo. Foi muito difícil sair. Mas eu já estava ficando inquieta com a rotina. Queria começar um novo trabalho. Durante o tempo em que fiquei na Grande Família, fiz

várias coisas paralelas. Foi aí que surgiu a ideia de Tapas e Beijos (série que ela protagoniza ao lado de Fernanda Torres). Eu acordava no meio da noite pensando na Marilda e falando como ela. Estava na hora de deixar A Grande Família. Na época, meu marido dizia que eu estava mais casada com a Marieta (Severo) do que com ele. • Marieta é sua amiga, sua sócia no Teatro Poeira. Você a vê como ídolo? • Já a vi como ídolo, como mãe, companheira, amiga, irmã. Temos uma intimidade que eu tenho somente com meu marido. É animal, selvagem, livre. E o mais engraçado é que, apesar da nossa diferença de idade, às vezes eu sou a mais velha. • Já pensou em parar de atuar? • De jeito nenhum. Minha vida ficaria muito chata. Eu venho de uma geração de artistas que trabalhavam na televisão e que viam coisas que fascinam o ator como, por exemplo, criar uma história sem nenhum aparato. Amo fazer televisão. Foi uma escolha, não uma obrigação.


Fotos tV Globo/divulgação


Na série Tapas e Beijos, ao lado da amiga Fernanda Torres. “Para mim, ser chamada de comediante é como ganhar um título de nobreza”, diz Andréa

Já o teatro não é uma escolha. É orgânico. Mas não vejo separação entre as artes. O que me interessa é fazer coisas de que gosto. • E o que você gosta de fazer? • Gosto de personagens que me levem para uma viagem interior, que me exponham. Quero frequentar lugares dentro de mim que nunca visitei. Eu estudo para isso. Aí, num belo momento, consigo convencer o expectador de que dentro da Andréa Beltrão existe outra pessoa. Quando você chega nesse estágio, já não interessa mais o meio. • Você tem uma veia cômica muito forte. Que comediantes serviram de inspiração para você? • Para mim, ser chamada de comediante é como ganhar um título de nobreza. Descobri que era engraçada no Teatro Tablado (no Rio de Janeiro, onde ela começou a carreira). É muito legal provocar uma risada nos outros. Eu me inspirei em figuras como Walter D’Ávila, Costinha, Dercy Gonçalves, Golias, Chico Anysio, Jô Soares. Eu via muita televisão quando era criança. Sou filha única, então a tevê era a minha amiga. Sou viciada em tevê. Chego em casa e logo ligo a televisão. E deixo ligada enquanto cuido de tudo da casa. Ela é minha companheira. • Ja pensou em fazer um filme em Hollywood? • Adoraria, mas não sei falar inglês. Se surgisse um papel de brasileira... • O que acha do humor esdrúxulo de hoje? • Eu acho que quem é bom prevalece. O Chico Anysio vai ficar para sempre. Eu gosto de humor com dramaturgia, mas também gosto do CQC. Mas sou contra essa onda de usar o humor para humilhar e ofender. Isso eu não aprecio. O Rafinha Bastos, por exemplo, faz um humor pesado.

‘‘Estava na hora de deixar A Grande Família. Na época, meu marido dizia que eu estava mais casada com a Marieta (Severo) do que com ele”

• Como você é em casa? • Eu não sou de fazer gracinha em casa. Mas tenho boas sacadas, que meus filhos morrem de rir. Quando estou inspirada, ninguém me segura. Mas o humor do trabalho não interfere em quem sou em casa, assim como minha tristeza não atrapalha no trabalho e nem na relação com meus filhos e marido. O que ajuda é que não me levo nada a sério.


“Se puder, não atendo telefone, não uso computador, não estou em nenhuma rede social. Dou toda atenção aos meus filhos”

• Como foi misturar trabalho e vida pessoal nas vezes em que seu marido (o cineasta Maurício Farias) dirigiu filmes nos quais você atuava? • É fácil separar. Tentamos executar da melhor maneira possível. Sempre escuto o que ele fala. Somos um casal muito aberto. Não existe essa regra de não falarmos de trabalho em casa. Temos um casamento maravilhoso. • Como é esse dia a dia? • É bem atípico. Quando trabalhamos juntos, eu sempre sou a última a saber das coisas, tipo reuniões que todo mundo já foi avisado. Acho que a produção subentende que ele vai me cobrar, mas não é assim, é engraçado. Por exemplo, se temos de conversar sobre alguma cena, a produção me dava o roteiro e ficava esperando o Maurício. Se ele não chega, eles perguntam: “Você o avisou?”. Agora bronca, o Maurício me dava poucas. Mas eu também tenho mérito nessa história, porque sou uma atriz obediente. Se eu preciso lutar por uma cena, luto pela minha personagem, não me abstenho só porque ele é o diretor. Respeito muito, mas tenho gênio forte. Agora homem fala pouco, né? Outra coisa engraçada de set de gravação é quando um ator fala que falou sobre um assunto com o Mauricio e pergunta: “Mas ele não te falou?”. O Maurício sempre esquece das coisas. Mas acho saudável ele esquecer dessas coisas do trabalho, porque aí ele sempre vai pensar em mim como esposa, mulher dele.

atenção aos meus filhos. Mas eles são loucos por esse negócio de Facebook e Twitter. Acho legal que eles tenham. Só não pode virar a vida deles. Mas eu prefiro me relacionar com o outro de verdade. Quando estou em casa, quero me relacionar com meus filhos. • Uma vez você declarou que não mataria mas morreria por seus filhos... • Mãe sofre. E eu sou daquelas que sente culpa. Quando brigo com eles, fico triste, me sinto um lixo. Mãe sente dor com essas coisas de ficar longe dos filhos por causa do trabalho. E mesmo que eles peçam para você ficar, você tem de ir, porque tem uma plateia à sua espera. Eu tenho uma mãe maravilhosa e um maridão que são meus anjos da guarda. São eles que seguram o tranco em casa. Mas se fosse preciso, eu mataria, sim, e morreria pelos meus filhos. Já aconteceu de eu estar num evento e largar tudo porque um deles precisava muito de mim. Já fiz isso e faço novamente se for preciso.

• Gostaria que seus filhos trabalhassem no meio artístico? • Sim. Mas só será verdadeiro se eles tiverem um interesse genuíno. Se bem que acho difícil não contaminar os filhos com o que você faz. Mas eles têm uma relação muito saudável em relação a isso. Nenhum deles é deslumbrado com os holofotes. Até fico meio carente, porque dificilmente eles topam me acompanhar em algum evento. Eles respeitam muito minha profissão e ficam orgulhosos. Mas se quiserem seguir a carreira artística, espero que seja por vontade própria. Só assim eles serão plenamente felizes.

• Aos 47 anos, você é uma mulher bonita e em forma. Qual o seu segredo? • Você está tornando o meu dia lindo (risos). A relação com o meu corpo surgiu quando eu era jovem. Eu não queria ser atriz. Meu sonho era ser nadadora, participar dos Jogos Olímpicos, ganhar uma medalha. Mas eu não correspondia às necessidades de atleta, não conseguia melhorar meus tempos. Daí, tive de mudar de sonho. Mas a disciplina com a saúde e a alimentação ficou enraizada em mim. Adoro acordar cedo, nado três vezes por semana, malho. Adoro correr na areia. Gosto de sentir a máquina do meu corpo funcionando. Eu sou uma Ferrari a ponto de bala, pronta para qualquer negócio. Acho ótimo me acharem bonita. Mas malho muito mais por ter esse aprendizado. Até porque, para estar no palco, você precisa estar bem. Eu quero ser como a Bibi Ferreira, que aos 90 anos está muito melhor do que muita gente. E eu adoro comer de tudo: doces, salgados, gordura. Como não vou abrir mão disso, tenho de me sacrificar de alguma maneira (risos).

• Como você é como dona de casa? • Eu sou aquela mãe antiga. Se puder, não atendo telefone, não uso computador, não estou em nenhuma rede social. Dou toda

• Você vive o mundo das celebridades de maneira discreta, sem se expor... • Sou desse jeito porque não acho a minha vida interessante o suficiente para ser mos-

trada. Não me preocupo em ser uma celebridade. Eu me preocupo em ser uma boa atriz. Respeito o espaço que me é dado quando estou lançando um filme, estreando uma peça ou algo na televisão. Mas tenho certeza de que esse espaço é concedido a mim pela artista que sou. Tenho pudores em revelar minha vida pessoal. Não sou como algumas pessoas por aí. Eu tenho preguiça dessas pessoas aspirantes a famosas. Neste nosso papo, por exemplo, falei de coisas pessoais, mas não foi nada por acaso. •

‘‘Quem é bom prevalece. O Chico Anysio vai ficar para sempre. Eu gosto de humor com dramaturgia, mas também gosto do CQC. Sou contra usar o humor para humilhar e ofender. O Rafinha Bastos, por exemplo, faz um humor pesado”

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Estilo Casa • Por Silviane Neno

A cadeira foi forrada com a estampa de uma camiseta da banda de Supla. Na foto maior, a mesa de sinuca confere um ar de pub inglês a um dos ambientes da casa

Like a Rolling Stone

Um pouco casa, um pouco estúdio, o cantor Supla faz de seu apartamento, no coração de São Paulo, sua Londres particular FOTOS Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ repOrTagem Juliana Faddul


Estilo Casa

Um dos quartos foi convertido em estúdio com isolamento acústico. Os ensaios e gravações da banda de Supla com o irmão João entram pela madrugada sem incomodar os vizinhos


Paredes forradas com tecido xadrez imprimem austeridade em contraste com objetos de atitude rock’n’roll

POST-IT ido Canto prefero viajo muito, adoro om Minha cama. C e deitar nela. sa ca voltar para

écor Achado de dzebra. Minha bateria

de

Na wish list Um piano.

• A escolha, quem diria, foi pelo olfato: “Há quatro anos, quando eu estava procurando um apartamento, me encantei pelo cheiro desse”, conta Supla, o feliz proprietário de um latifúndio urbano de 450 metros quadrados bem no Centro de São Paulo. “Um amigo meu falou que ele era enorme e que eu ia ouvir as correntes dos fantasmas, mas eu percebi que preciso desse espaço.” Além de morar ali, Supla também faz do endereço seu espaço criativo. Num dos ambientes ele instalou um superestúdio com paredes de acústica perfeita. Ali, ele e o irmão João ensaiam as músicas da banda da dupla os Brothers of Brazil. E ele garante, nenhum vizinho reclama. “É um luxo isso. Já viemos tocar aqui por volta das três horas da madrugada.” A escolha da região não foi por acaso. “Adoro o centro. Como artista acho importante estar onde as coisas acontecem. Aqui é um termômetro do que as pessoas estão achando, tanto culturalmente quanto politicamente”, conta o filho dos senadores Marta e Eduardo Suplicy. Mas ali, entre cortinas de onça, paredes forradas de tecido xadrex e dezenas de livros de música, ele é apenas o Supla. O apartamento não anda lá muito ocupado, já que ele tem vivido bem no espírito on the road. Além das turnês do Brothers, Supla arruma as malas para as gravações do programa Brothers na Gringa, da TV Mix, e do Ídolos, reality show da Record. O álbum, On My Way, foi pensado durante a última viagem aos EUA. “A gente vive muitas coisas durante as viagens. Por exemplo, fomos a uma fes-

ta na casa da Carmen Miranda, que hoje é um estúdio de hip-hop, e encontramos o Snoop Dogg. Ele nos chamou de ‘playboy’, porque todas as meninas da festa estavam olhando para a gente. Fizemos a música “Hey Playboy” sobre esse dia”. (Confira a reportagem sobre o disco e o clipe On my Way no site www.istoegente.com.br) O estúdio caseiro funciona mais para finalização dos trabalhos e ensaios insones que varam a madrugada. Por mais que o visual extravagante possa sugerir um estilo de vida doidão, Supla é bastante organizado e, de certa forma, metódico. A característica chega até a provocar discussões com João. “Somos como qualquer irmão. A gente briga muito, porque cada um quer puxar a sardinha pro seu lado. Eu sou mais organizado e ele é mais tranquilo”. Diferenças à parte, ele se derrete. “Eu o amo. Acho que é um dos melhores guitarristas da atualidade.” De volta a casa, as escolhas entregam de cara o barato do dono. Vinis, cinzeiro dos Ramones, fotos dos Beatles e Rolling Stones e um certo estilo inglês. E, incrível, tudo no seu lugar. “Sou ariano, por isso sou organizado”, justifica, culpando a astrologia. A decoração foi acontecendo aos poucos. “Não tive nenhum arquiteto ou decorador. Tenho estilo, por isso minha casa é assim. Compro ou mando fazer o que acho legal.” Criativo, Supla revestiu algumas cadeiras da casa com camisetas antigas. As estampas eram de sua banda. Uma delas a bandeira da Inglaterra. Atitude cheia de bossa e muito rock’n’roll. •


Esporte

zico

Do iraque para a Disney Em dias de respiro como técnico da seleção iraquiana, o eterno Galinho de Quintino treina 90 garotos em sua “Zico Soccer Clinic”, em Orlando, e desabafa à Gente: “Se não acertarem os cinco meses de salários atrasados, não volto para o Iraque”

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POR Gisele Vitória


Divulgação

Lorem Esporte

• Até o Mickey queria jogar com ele. Foi a terceira edição da Zico Soccer Clinic, dentro do complexo ESPN Wide World of Sports, em plena Disney. Por cinco dias, o ídolo era onipresente – e ovacionado – num campo de futebol com 90 garotos de diversos países – Brasil, Espanha, Canadá, Jamaica, Argentina, China e Israel –, que treinaram na clínica sob seu comando. E não foi só para inglês ver. Até na hora de guardar os materiais, Zico estava lá, envolvido com todos. Direto do Oriente Médio para Disneyworld, a sensação de contraste era inevitável para o craque. “Saí de Jeddah, onde fazia 50º C, e cheguei a Orlando, num calor de 35º C. Mas deixar um ambiente de tensão e chegar num lugar de sonhos não poderia ser mais contrastante”, disse, de Miami. O último jogo da seleção iraquiana foi comandado por ele em sete de julho em Jeddah, na Arábia Saudida, contra a seleção daquele país. O Iraque venceu por 1 a 0 e conquistou o 3º lugar na Arab Cup. Nos dias de Zico Soccer Clinic, evento coordenado por seu filho, Arthur Junior, e pelo economista Fabio Malavazzi, o craque 25/7/2012

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mergulhou no treinamento de atletas de 8 a 18 anos e teve uma plateia efusiva de 50 pais nas arquibancadas. “Foi uma alegria ver a meninada animada, jogando e pedindo conselhos. Um menino brasileiro me perguntou se ele devia fazer faculdade ou seguir no futebol”, contou Zico à Gente. Ele orientou o “discípulo” a apostar no futebol sem abandonar o plano da faculdade. “Além de treinarmos, pude passar valores, contar o que foi a minha carreira, dar dicas e mostrar que a carreira de jogador não é fácil.” Entre os alunos, estavam um sobrinho de Rubens Barrichello e um dos filhos do jogador Felipe Mello (exSeleção Brasileira). Para o ano que vem, a Zico Soccer Clinic (informações no site www. zicosoccercamp.com) prossegue nas férias de julho na Disney. A criação de um centro permanente de treinamento para a Zico Academy está em fase de captação de recursos.

• Tensão no Iraque

• Foram dias de respiro também. Prestes a completar um ano como técnico da seleção do Iraque, Zico terminou a temporada na Disney sem saber se retornará para o posto no

time iraquiano. “A Federação de lá é muito complicada. Estou entrando no quinto mês sem receber salário. Se eles não acertarem os atrasados, não volto não”, disse.

• Sondagens da China

• Seu irmão e auxiliar, Edu Coimbra, e o preparador físico Moraci Santana há oito meses não recebem. De volta ao Rio para o fim das férias, Zico permanece no Brasil até que o problema seja solucionado. “O próximo compromisso do time é em 11 de setembro, no Japão. Nem podemos jogar lá. A Fifa proíbe, por razões de segurança”, informou. “É uma pena, os jogadores estão chateados. Temos boas chances de nos classificar para a Copa.” Até o fim do mês, se o imbróglio continuar, Zico entrará com recurso na Fifa. O contrato com o Iraque termina em agosto. Ele recusou uma proposta do Besiktas, da Turquia, porque o time não estava disposto a pagar a multa contratual pela rescisão com o Iraque. “Tive sondagens da China, mas não posso decidir nada enquanto estiver com esse problema.” •


ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE camila pitanga no set da próxima novela das seis • a casa de Supla

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Filha de delegado, a atriz passeava de viatura na infância, aprendeu tailandês quando foi modelo e não se achava bonita I S SN

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Zico na Disney: “Não volto para o Iraque se não pagarem os cinco meses de atrasados”


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