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ISTOÉ GENTE 665

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especial namorados: histórias de amor de casais famosos e um guia de presentes

istoegente.com.br

O ator no Muro das Lamentações reynaldo gianecchini faz tour por israel e planeja lançar livro sobre sua vida

Galisteu e Vittorio Um DIA NA CASA DA AVÓ

A farra e a intimidade de mãe e filho no apartamento de Emma Galisteu: “Quero ter mais um filho até os 40”, diz a apresentadora, aos 39 anos

PAULO GOULART

6/jun/2012

ano 13 n° 665

R$ 9,90

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I S SN

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LUTA CONTRA O CÂNCER


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Farra na casa da

minha avó

Adriane Galisteu brinca com os cabelos compridos de Vittorio sob o olhar da avó Emma

A intimidade de Vittorio e AdriAne GAlisteu, na casa da mãe da apresentadora, QG do herdeiro de 1 ano e 8 meses. no lar doce lar da vovó, dona emma, ele faz o que quer – e adora sair com ela para andar de ônibus. Adriane pensa em aumentar essa bagunça e quer outro filho até 2013: “Vittorio precisará entender que o mundo não gira em torno dele.” POR Thaís BoTelho fOtOs João casTellano/ag. IsToé


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Na sala da casa da vovó, coleção de carrinhos e brinquedos diversos


Mãe e filho em noite de farra na cama de Emma

• Na sala de estar da casa de Emma Galisteu, 69 anos, uma placa de acrílico Louis Vuitton protege a mesa de centro onde estão empilhados carrinhos de todas as cores e formas. São mais de 15. Ela não é colecionadora de miniaturas. É avó de um menino de um 1 ano e 8 meses. Vittorio, filho de Adriane Galisteu e Alexandre Iodice, passa as manhãs com a avó materna e na casa dela encontra o território sem lei que tanto fascina as crianças. Na mesa também há helicópteros e bonecos que vão ao chão com a chegada dele. “Está vendo? Aqui ele pode tudo. Ele é rei para os avós. Único neto, né?”, diz Adriane. “Em casa tento manter as coisas mais organizadas, apesar de ter cavalinho e autorama pela sala também”, conta ela, que, no entanto, não entra na velha intriga familiar de queixa contra avós que mimam os netos. “Eu tive uma avó muito presente e que me ensinou coisas que levo para sempre. Faço questão que o Vittorio tenha isso também”, diz a apresentadora. Às terças-feiras, o menino fica com a avó paterna, Sueli Iodice. Nos outros dias da semana, fica com Emma, a responsável por levá-lo para a escolinha inglesa onde ele começou a estudar há quatro meses. “Minha mãe queria trazê-lo de volta quando ele começava a chorar. Mas ele tinha de se acostumar aos poucos”, conta Adriane. “Ele é tão pequeno e não queria ir. Me partia o coração”, relembra Emma, rindo. E já que só se fala em Vittorio, ele também tem voz. O menino ainda só balbucia palavras, mas já sabe dizer o que quer. Ao ser perguntado sobre o que gostaria de fazer, ele fez sinal para chamar o ônibus. O primogê-

“Quando o Vittorio não está em casa, sinto muita falta e já quero ter outro filho. Estou com 39 anos e seria legal acontecer antes dos 40” 6/6/2012

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“Eu e o Alê vamos de férias para oMarrocos agora em junho Quem sabe, nessa viagem, a gente não faz mais um bebê?”

nito da apresentadora e do empresário adora passear de transporte público pela cidade. Ele sai com a avó, com o padrinho, Nelson Sacho, ou mesmo com o pai. “Sempre que possível, alguém tem de levá-lo para andar de ônibus por pelo menos três pontos”, diverte-se Adriane. Vittorio também faz o sinal de “tutu”, para pedir uma moeda de R$ 1 para comprar uma bolinha de plástico, daquelas vendidas em bancas de jornal. Num início de noite fria em São Paulo, mãe, filha – e neto – conversaram com Gente sobre o que há de melhor nessa relação.

• Herança familiar

• Adriane Galisteu conta que costumava passar bastante tempo com sua avó materna. “Foi ela quem me ensinou a rezar, que escovava os dentes comigo todas as noites e era quem acordava de madrugada para fazer qualquer coisa que eu pedisse para comer. Não tinha ‘não’ para minha avó. Eu amava ficar com ela. E vejo que a história se repete.”


Capa

• Onde tudo pode acontecer

• “Aqui ele pode tudo. Avó é para isso, né?”, diz Emma. “O lugar preferido dele aqui é o meu quarto. Ele pula na cama, se esconde atrás do travesseiro para brincar. É uma graça. Vejo coisas da mãe nele, como, por exemplo, a dificuldade para comer. Quando ela queria colocar uma roupa, era aquela e não tinha negociação. Vejo que meu neto é igual. Já mostra personalidade forte.”

• Bye-bye, Vittorio

• A rotina de Vittorio começa cedo. Ele acorda às 7h30. “Maria, que cuida dele desde bebê, toma café da manhã com ele e, depois de ficar um pouco com o pai, ele vem para a casa da minha mãe”, descreve Adriane. Depois do almoço, Vittorio vai para a escola inglesa. Adriane conta que, no início, era difícil vê-lo chorando porque não queria ir. “Foi uma adaptação. Hoje ele adora. Já até diz ‘bye-bye’. Faz natação também, mas se dependesse de mim não rolaria. Me dá desespero de ver mergulhar a criança na água... Mas sei que é importante e o pai dele adora. Fazem várias coisas juntos.”

• Brincadeira de meninos

Como a mãe, na cozinha da avó, Vittorio dá um baile na hora do jantar

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• Vittorio adora brincar com o pai. “O Alê faz bagunça com ele. Joga tudo para o ar, faz brincadeiras mais bruscas de carrinho e acha o máximo”, conta Adriane. “Quando o Vittorio não está em casa, sinto falta. Já quero ter outro filho. Estou com 39 anos e seria legal acontecer antes dos 40. O Vittorio precisará entender um dia que o mundo não gira em torno dele.” Adriane parte na primeira quinzena de junho para uma viagem de férias para Marrocos e Londres com o marido. “ Quem sabe, nessa viagem, a gente não faz um bebê?”•


Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

MÚSICA •

Selah Sue Descoberta pela internet, a cantora belga é apontada como “a nova Adele” com suas músicas confessionais e referência ao som dos anos 50 Júlia Leão

“Nós três somos mulheres fortes Na música e temos vozes marcaNtes”, diz selah sobre a comparação com adele e amy WiNehouse

A nova diva DO nEO sOul

• Aos 23 anos, a cantora belga Selah Sue é a nova sensação musical do neo soul. A história dela é aquela conhecida: primeiro, fez sucesso na internet e logo virou fenômeno. Seus vídeos já somam mais de 25 milhões de views e o primeiro álbum, Selah Sue, lançado agora no Brasil, já vendeu 400 mil cópias apenas na Europa. Com o sucesso de “Raggamuffin” vieram as comparações com outras jovens cantoras que usam de referência da música dos anos 50: Adele e Amy Winehouse. Selah diz que, em comum, elas só têm a força e a voz, mas que seu som é diferente, mais voltado ao hip-hop. Quem a ouve, vê semelhanças também nas letras confessionais de canções como “This World”, em que canta que “está tudo desmoronando / mas sei que vou segurar essa barra”. “Eu tive um momento difícil na adolescência e acredito que cada coisa que passei me faz escrever letras que correspondem com esse universo”, explica. • Como você se sente sendo comparada com Adele e Amy Winehouse? • É muito típico compararem artistas, mas nossas músicas são bem diferentes. Eu faço mais hip-hop, Adele faz mais música romântica e Amy cantava música negra. Cada uma de nós tem sua particularidade, no som e na voz. Mas eu não fico brava, pois nós três somos mulheres fortes na música e temos vozes marcantes.


• Quando você tinha 17 anos, negou um contrato com uma gravadora americana. Por que você não aceitou a oportunidade na época? Estava segura de que no futuro teria outra chance? • Eu nunca tive grandes ambições e nunca achei que pudesse ser famosa. Quando comecei a tocar, pensava que meus amigos e alguns conhecidos pudessem vir a saber quem eu era. Cresci pensando que seria uma pessoa normal, nada de glamour ou holofotes. Achava que seria aquela mãe que trabalha das 9h às 17h, que teria uma vida em nada diferente da das minhas amigas. O sucesso não é importante na minha vida. Disse “não” para aquele produtor porque sabia que não estava pronta naquele momento. Eu estava procurando minha identidade, entendendo quem eu era. Não era a hora, mas agora é! • Já parou para pensar que o segmento do neo soul possa estar esgotado, uma vez que há tantas cantoras do mesmo estilo? • Não. Na verdade, eu não me importo se está ou não. Estou fazendo minha música e é o que interessa. De qualquer maneira, eu só fiz um álbum. Nos próximos, não penso em fazer com este mesmo ritmo. Posso fazer outro tipo de som sem perder minha identidade. O próximo pode, por exemplo, ter muito mais hip-hop e eletrônico. • O que costuma ouvir? Gosta de música belga? • Música belga nunca foi meu tipo favorito de música, por isso quase nunca escuto. Eu sempre procuro novos sons, principalmente da Inglaterra e dos Estados Unidos. No momento, tenho ouvido muita músi-

Fotos JB Mondino/Divulgação

• Quem foi sua inspiração para começar a cantar e tocar? • Lauren Hill. O start veio quando eu estava assistindo a um DVD dela, o MTV Unplugged No. 2.0. Desde então, fiquei apaixonada pela voz dela. Eu queria cantar como ela, queria tocar como ela, ser como ela. Aprendi sozinha, não fiz aula.

‘‘Cresci pensando que seria uma pessoa normal, nada de glamour ou holofotes. Achava que seria aquela mãe que trabalha das 9h às 17h, que teria uma vida em nada diferente das minhas amigas” ca eletrônica. Eu gosto de Eskimo, mas tenho também músicas do Fugees (grupo americano de hip-hop e soul da década de 1990) e do Flying Lotus.

difícil me entender e entender a minha personalidade. Acredito que isso seja comum na adolescência, mas no meu caso foi bem séria a rejeição.

• Você estudou psicologia. O curso a ajudou a enxergar e entender melhor o ser humano? • Eu só estudei por dois anos. Tive de trancar a faculdade porque não tenho tempo para estudar. Aprendi muito com o curso, mas aprendo muito mais na vida, com as pessoas. Livros sãos bons, mas não como o convívio com o ser humano.

• Você foi descoberta pela internet. Do anonimato, hoje você está dando uma entrevista para uma revista brasileira. Já havia sonhado com isso? • Bom, eu tenho uma personalidade forte. Sou quem eu sou. Eu adoro viajar e conhecer o mundo. Tive muita sorte de ser jovem e ter toda a experiência que estou tendo. No momento, é muito bom ser quem sou e falar com quem for. Não só pelo sucesso que estou fazendo, mas por saber quem eu sou.

• Você disse que momentos de depressão e medo a ajudam a escrever boas músicas. Do que você tem medo? • Quando tinha 17 anos passei por um período difícil. Eu odiava tudo na minha vida, cada parte do meu corpo. Olhava no espelho e só via coisa feia. Foi muito

• Qual seu maior sonho? • É ter filhos, fazer pelo menos mais dez álbuns. Quero poder continuar sendo eu mesma e com minhas músicas e atitudes fazer diferença no mundo. • 6/6/2012

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Ensaio

Ellen

Cupido na tevê, EllEn Jabour diz que não sabe como fazer um namoro dar certo, assume que ficou com axl rose e que tem por seu ex-namorado rodrigo Santoro um amor eterno

& o amor

POR Juliana Faddul fOtOS gabriel chiarastelli / ag. istoÉ

• Enquanto subia de elevador ao bar do Terraço Itália – onde posaria como diva dos anos 50 para Gente –, Ellen Jabour logo reconheceu de ouvido “Don’t Tread on Me” vindo do iPod de um garoto. “Esse álbum do Metallica é ótimo, né?”, sobre o Black Album. O garoto, atônito pela beldade de 1,80 m ter puxado um papo despretensioso, se limitou a responder: “É...” Enquanto ele era seduzido pelo vasto repertório de rock do mulherão ao lado, a VJ da MTV falava desencanada. O andar chegou e o papo terminou. “Tchau. Continua com o bom gosto musical”, pediu ela. O garoto, estagiário de uma firma de advogados, meio que sem acreditar no que acontecera, acenou e agradeceu. Seus colegas de trabalho, aliás, garantem que nunca o viram chegar tão feliz em plena sexta-feira. Voltando a Ellen, sua relação com música é intensa. E nem estamos falando dos affairs que teve com o “guns” Axl Rose e o brasileiro Pe Lanza, da banda Restart. “Dei só uns beijos nele e pronto”, disse ela, referindo-se ao episódio onde fora flagrada com o rapaz no festival SWU, em novembro de 2011. Sobre o relacionamento com Axl, ela prefere ser ainda mais discreta. “Nós ficamos”, resume. Mas, como a própria apresentadora diz, Ellen não sabe bem definir e distinguir suas relações. “Acho que se eu soubesse o que fazer para um relacionamento dar certo eu estaria namorando (risos).” Controverso, já que a loira, de 34 anos, apresenta há nove meses uma atração na MTV exatamente sobre namoros. No programa Luv, ela banca o cupido e se diverte. “Eu morro de amores pelo que faço. Fico rindo do co-

Camisa de seda com colarinho em cetim de seda Reinaldo Lourenço

EdiçãO dE mOda bianca Zaramella StyliSt cÉsar cortinove/ abá mgt


Ensaio

meço ao fim. Ali sou mais eu, não preciso mudar meu jeito de falar como já aconteceu quando trabalhava na Globo (ela foi repórter do Vídeo Show em 2008)”, conta. Ellen deu pausa na rotina no Rio – entre aulas de piano e bateria, trabalhos voluntários e caminhadas na orla da Barra com seu cãozinho vira-latas Pluft – para protagonizar este ensaio à la diva sexy dos anos 50. E falou com Gente sobre música, amores e da amizade com o ex, Rodrigo Santoro.

• Musa heavy metal

• “Antes de ligar a luz do quarto eu ligo o som. É minha mania. Escuto música o dia inteiro. Peguei gosto com os amigos que tinham uma banda de heavy metal na adolescência. Eu era meio roadie, ajudava a carregar as coisas e ficava ligada nos comentários deles. As pessoas acham que sou mais glam porque me conheceram quando eu estava modelando. Mas não sou assim.”

• Sonho de consumo

• “Eu tenho vontade de um dia morar num lugar que tenha água potável, cachoeira, na-

tureza. Achei bem legal quando a Ana Paula Arósio fez isso. Ir morar com os cavalos. Um dia quero que falem: ‘Cadê a Ellen? Ah, foi morar com os macacos’.”

• Relacionamento

• “Acho que se eu soubesse o que fazer para uma relacionamento dar certo eu estaria namorando (risos). Eu não estou namorando porque eu não estou a fim. Aparecem umas pessoas meio interessantes, mas não sei. Até brincam dizendo que é o karma de ser cupido, que tem uma missão de fazer casais, mas não faz a magia si mesmo.”

• Traição

• “Não aceito. Já passei por isso, tanto como traída como traidora. Vi que o pior é você trair. É um arrependimento, um sentimento horrível. A partir do momento que você mente, tudo virou uma mentira. Mesmo mentirinhas brancas.”

• Homem ideal

• “Descobri uma coisa: não gosto de mauricinho. Não sou muito ligada à aparência física,


Saia lápis de tule com recortes em couro Vitor Zerbinato. Soutien Malu Monteiro

‘‘Não faço sexo para me divertir. Sexo é a sua maior entrega. Vejo de uma forma meio sagrada. Não gosto de me entregar para qualquer um. Tem que ser especial’’


Lorem Ensaio

“A gente tem um ótimo pósrelacionamento. Nos falamos em datas especiais (...) Eu o amo para sempre”, sobre o ex Rodrigo Santoro mas, atitude e o estilo contam muito. Ele nem precisa ser bonito, mas se for charmoso... Cruzou a perna igual mulher para mim acabou. Gosto de homem roots, não rude.”

• Sexo

• “Sou super-resguardada. Por mais que eu fale que sou rock’n roll, livre, eu sou assim. Não sei se é pudor, mas não faço sexo para me divertir. Sexo é a sua maior entrega. Vejo de uma forma meio sagrada. Não gosto de me entregar para qualquer um. Tem que ser especial. Ai, pareço uma adolescente virgem!” • “A gente tem um ótimo pós-relacionamento. Não dá para ser muito amigo de ex, mas, se desse, a gente seria amigo para sempre. Nos falamos em datas especiais ou quando queremos algo um do outro, como ‘você ainda tem o nome daquele cara da viagem?’. Eu o amo para sempre. A gente se ama para sempre.”

• Pe Lanza

• “Cara, eu não vou falar disso porque eu não quero estender essa história. Ele é um amigo, fofo. Demos uns beijos e pronto. Foi do momento. Na semana seguinte, peguei avião com a Giovanna Lancellotti (ex-namorada dele) e conversamos sobre o que aconteceu. Ela foi uma fofa. Adorei a ter conhecido.”

• Axl Rose

• “O Axl é uma pessoa que eu admiro muito. As pessoas têm uma imagem muito distorcida dele. É um cara sensível, preocupado com o outro. Não parece, mas ele é supergeneroso, carinhoso, inteligentíssimo. Além de ser uma ótima companhia, conta piada. Ele tem lá suas mazelas, assim como todo mundo, mas eu tenho uma grande admiração por ele. Nós trocamos e-mails esporadicamente. Mas tenho um carinho muito grande por ele.” • BElEza • Liege WisnieWski aSSiStEntE dE BElEza • PauLa Vida agRadEcimEntO • Terraço iTáLia/ são PauLo 6/6/2012

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Vestido de cetim com franjas de canutilhos Alphorria. Sandálias Luiza Barcelos

• Rodrigo Santoro


“Qual o problema de ser certinha?”

Aos 37 anos, casada há 11 e mãe de dois filhos, GAbrielA DuArte questiona o julgamento que se faz dela e diz que tem em sua personalidade um pouco de cada personagem que fez: da chata da Maria eduarda, em Por Amor à fogosa Jessica de Passione POR Maiara CaMargo fOtOS rafael hupsel/ ag. istoÉ

• Das críticas ao papel de Maria Eduarda em Por Amor aos aplausos por sua divertida Jéssica em Passione passaram-se 13 anos. E as mudanças foram muitas na carreira e na vida pessoal da atriz Gabriela Duarte. Muitas delas, pontuais. O casamento com o fotógrafo Jairo Goldflus veio em 2001. A primeiro filha, Manuela, sete anos depois e o caçula, Frederico, que acabou de chegar: nasceu em dezembro de 2011. Mas uma mudança notável no perfil da filha de Regina Duarte é seu jeito de ser, mais seguro e mais leve com o passar do tempo. Reflexo disso pode ser visto no ar, em horário nobre, com o papel da mulher louca por sexo vivida em Passione (2010). Gabriela estava divertida, solta, arrancou risadas dos telespectadores e mudou o conceito deles sobre ela. Isso porque, em 1997, sua atuação como Maria Eduarda, a problemática filha de Helena (vivida por sua mãe, Regina), em Por Amor, ganhou uma antipatia tal do público que logo foi transferida à figura pessoal de Gabriela. Em cartaz em São Paulo com a peça A Garota do Adeus, ela também faz uma outra mulher diferente dela mesma, uma protagonista acostumada a trocar de namorados, exercendo sua liberdade sexual até. A atriz, porém, não renega nenhuma das três personagens. “Todas elas são parte de

mim e vão ser para sempre”, diz. Personalidade múltipla? Não. Aliás, a cabeça de Gabriela anda bem afinada, graças, segundo ela, aos 21 anos de análise que faz. “Eu comprei a cabeça estruturada que eu tenho. E foi caro, viu? Mas foi o melhor investimento que já fiz.” O que Gabriela questiona é sobre o rótulo de certinha chata que ganhou pósMaria Eduarda. Ela diz não entender por que ter uma cabeça bacana, casamento sólido e uma família bonita seja sinônimo de chatice. “A gente vive em que planeta, onde essas qualidades são ruins? É de se pensar, não?” Estes e outros pensamentos se revelam nesta entrevista à Gente. Dá para imaginar que a tal tediosa de outrora, hoje, assume que vai a sex shops para renovar o repertório? Surpreenda-se com essa nova Gabriela. • Como está essa jornada dupla com o bebê em casa e peça em cartaz? • Gabriela. Está tudo bem. Tenho uma pessoa ótima que fica com o Frederico e eu chego para dar a mamada da noite e da madrugada. Mas, ele é tranquilo, bonzinho, risonho, totalmente de bem com a vida. É um sagitariano simpático e bonachão. Ele se deita para mamar e fica de barriga para cima, a coisa mais linda do mundo.

• Fácil assim? Pensa em ter mais filhos? • Ah, acho que parei (risos). Dois é um número bom e um casal é o ideal. Estou me sentindo completa, cumprindo essa missão de mãe com muito louvor. • É verdade que a Manuela, sua filha mais velha, já dá sinais de querer ser atriz? E o que você acha da ideia? • Olha, se ela não for atriz, para mim, será uma grande surpresa. Ela já dá todos os sinais, conta histórias e troca qualquer coisa para vir comigo ao teatro. Ela fala: ‘Mãe, eu posso ir ao seu trabalho?’. O que eu vou fazer? Aliás, quem sou eu para falar alguma coisa, não é? Eu quero que ela seja feliz, que ela faça uma escolha consciente, como eu fiz. Eu só comecei efetivamente aos 16 anos. • Foi seu pai (o administrador Marcos Flávio Cunha Franco) que a impediu de começar antes. Você foi convidada a fazer uma novela na Globo aos 8 anos e ele não deixou. Isso te marcou muito? • É um dos marcos na minha vida. Eu gosto de frisar, todos esses anos depois, que eu tenho que agradecer por isso. Por eu ter uma mãe tão famosa, eu precisava que essa escolha fosse consciente. E foi. Meu pai foi uma peça fundamental nesse destino, digamos. Ele era mais racional, mais centrado. 6/6/2012

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“Claro, tem que ter isso (brinquedos eróticos) na vida! Tudo é legal quando você vive com naturalidade”

‘‘Você é uma pessoa que construiu uma vida bacana, fez sua terapia por anos e anos para ter uma cabeça bacana, um casamento estruturado, tem uma família bonita. Isso é ruim? A gente vive em que planeta, onde essas qualidades são ruins?”

A atriz comemora a boa fase na carreira e a felicidade em casa com os filhos Manuela e Frederico. “Minha vida é ótima e eu a conquistei”

• Então, sua mãe te incentivou? • Não. Minha mãe ficou em cima do muro no melhor sentido da expressão. Ela não se opôs quando eu disse que queria, mas também não me incentivou. • Falando em Regina Duarte, você voltaria a interpretar a filha dela em um folhetim como em Por Amor (1997)? • Eu acho que eu já fiz isso. Então, agora, é hora de procurar outras coisas. Essa profissão é tão vasta que eu não vejo por que fazer uma coisa que já foi feita. • Aliás, foi nessa novela que sua personagem, a Maria Eduarda, foi taxada de chata pelos telespectadores. Ganhou até sites do tipo “Eu Odeio a Maria Eduarda”. Isso foi um marco na sua carreira? • Engraçado, são coisas que fazem parte da trajetória das pessoas. Ela era uma chata mesmo e isso teve uma repercussão. Mas ela faz parte da minha vida, assim como a Chiquinha Gonzaga e outras. Todas elas são parte de mim e vão ser para sempre. • Acredita que sua redenção na tevê foi com Jéssica , em Passione? • Eu não sei, acho que foi um processo. Agora, o humor tem mesmo uma unanimidade. É muito prazeroso fazer as pessoas rirem. As pessoas, inclusive, se sentem mais autorizadas a te abordar. A Jéssica foi um período muito feliz porque eu estava me divertindo de verdade. • As pessoas sempre te acharam muito certinha. Você sente isso? • Eu nunca tinha pensado nisso. Agora, qual é o problema de ser certinha? Você é uma pessoa que construiu uma vida bacana, fez sua terapia por anos e anos para ter uma cabeça bacana, um casamento estruturado, tem uma família bonita. Isso é ruim? A gente vive em que planeta, onde essas qualidades são ruins? É de se pensar, não? • Você faz terapia há muito tempo? • Desde os 16 anos. E tenho muito orgulho de dizer que a minha vida é o que é graças a isso. Eu comprei a cabeça estruturada que eu tenho. E foi caro, viu? Mas foi o melhor investimento que já fiz. Sou uma pessoa que deita a cabeça no travesseiro e está feliz. Eu durmo feliz. Minha vida é ótima e eu a conquistei.

• Você ficou com alguma coisa da Jéssica? Ela tinha uma coisa escrachada, uma relação ótima com sexo... • Ah, ela me ensinou muita coisa. Era como se ela fosse uma eterna adolescente, que descobriu o sexo e quer toda hora. Se as pessoas levaram isso para suas vidas como uma coisa boa, que te estimula de alguma forma, melhor. • Jéssica dizia que sexo uma vez por semana era muito pouco e... • Ah, eu não fico questionando isso (risos). Temos que levar em conta a realidade em que vivemos. Vamos combinar que hoje tenho um casamento de 11 anos (com o fotógrafo Jairo Goldflus), dois filhos... Agora, nós preservamos muito essa questão da intimidade, de estar junto como amantes e não só como pai e mãe de família. • A (atriz) Ingrid Guimarães contou em uma entrevista que vocês duas foram juntas a um sex shop em Londres. Você gosta desses brinquedinhos? • Claro, tem que ter isso na vida! Nós duas nos divertimos muito. Tudo é legal quando você vive com naturalidade. É o meu lema. Graças a Deus eu tenho um marido maduro que não é um moleque. Não forço a barra para ser uma tarada e nem para me tornar uma senhora de 80 anos – que eu não sou. É saber viver os momentos como eles se apresentam. Vamos ser felizes com leveza e alegria. •

‘‘Por eu ter uma mãe tão famosa, eu precisava que essa escolha (ser atriz) fosse consciente. E foi. Meu pai foi uma peça fundamental nesse destino’’ Gabriela Duarte


Estilo Casa • Por Silviane Neno


A cantora Tiê no canto da casa que inspirou a música “Na Varanda da Liz”. Ao lado, o piano usado para suas composições

o jardim secreto

de Tiê

Cheia de graça, um dos novos talentos da música brasileira escolheu um refúgio em pleno caos de São Paulo para viver com estilo e personalidade. Uma casa prontinha para inspirar RepoRtagem Juliana Faddul FotoS Marcelo Navarro/Ag.IstoÉ

14/01/2011 6/6/2012

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Estilo Casa

POST-IT ido Canto preferho carinho por en Ah, nenhum! T todos os cantos

écor Achado de d Texas vos trazidos do Dois pôsteres no

Na wish listra fazer pão Uma máquina

pa

Abaixo, o lounge da casa, com esteiras japonesas. Acima, a sala principal e, ao lado, com a filha Liz, de 2 anos e meio


• Nos fundos da casa na Vila Romana, um enorme gramado retangular faz a alegria da pequena Liz. “Aqui que me apresento para fazer meus shows”, fala a pequena, de 2 anos e meio, no local que serviu de inspiração para a música “Na Varanda de Liz”. Se deixasse, a cantoria ia longe. Todavia, o concerto foi interrompido com a chegada da mãe. É Tiê quem se apresenta. Explicados, portanto, o talento e a intimidade com a música da menina. “Ela tem estímulo o tempo todo. Quando o show é cedo, umas 20 horas, acabo levando-a também. É o que ela vive”, explica Tiê, orgulhosa. “Mas acho que ela está mais para Emicida, já que fica lançando uns repentes”, justifica. A varanda, sem dúvida é o ponto alto da construção. Além de servir às brincadeiras de Liz, há também uma horta para produtos orgânicos. A família cultiva vários deles, além de especiarias e frutas, como banana, laranja, limão, goiaba. “Aqui não dá muita coisa não, mas mesmo quando compramos vegetais, optamos pelos orgânicos”, fala. O grande desafio da artista, contudo, é incluir os momentos de inspiração que surgem com as tarefas diárias. “Entre uma escovada e outra vou trabalhando”, fala enquanto escova os dentes de Liz. “Claro que em época de disco isso intensifica. Tenho que sentar e colocar as ideias em ordem.”A inspiração vem de qualquer forma, às vezes, do simples ato de deitar no jardim “para sentir a terra”. Mas a prática do processo – ordenar as ideias e escrever as letras – acontece mesmo na mesa e no piano.

Fotos de infância e do casal, antes e depois de Liz. Ao lado, o armário feito a partir de móvel reciclado

O lugar tem, de fato, pinta de casa de artista. As paredes estão abertas aos desenhos de Liz e de quem quiser experimentar. Aliás, foi pensando na filha que Tiê e o marido, o produtor Leandro HBL, optaram pela mudança, há cerca de dois anos. O décor reflete a paixão pelas cores. “Eu tenho um gosto meio kitsch e o meu marido, como virginiano, é mais organizado. Então, às vezes, compro algo para a casa e ele esconde.” A atmosfera sugere o conforto. Com objetos e mobiliário em comunhão com o lifestyle da família que vive ali. Há esteiras japonesas e pufes que convidam a ficar um pouco mais. Lugar perfeito para receber amigos, que frequentam a casa quase que semanalmente. Por conta de Liz, a família ficou mais caseira, mas não menos festeira. “A Liz era pequena e não podíamos ficar muito tempo fora, então chamávamos as pessoas para vir para cá.” Da ideia surgiu o projeto Na Cozinha ou No Jardim, que convoca os amigos para fazer música e transmitir ao vivo pelo Twitter (@tiemusica). Criolo, Tulipa Ruiz e a francesa Soko já foram alguns dos convidados. Bem no estilo “Deixa a vida para lá/ para variar”. • 6/6/2012

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Solidariedade

FESTA NOS PALCOS E NOS bASTidOrES

Gente acompanhou tudo o que rolou nos camarins do show Roberto Justus e Convidados, com presença de Claudia leitte e Hebe CamaRGo, que lançou uma nova autodefinição: “Sou uma garota dVd – deito, viro e durmo” POR Simone BlaneS


Fotos Francisco Cepeda/ag. News

• A festa era no palco, mas começou ainda nos bastidores. Hebe Camargo, claro, era a mais animada das convidadas para cantar com Roberto Justus em show beneficente, com renda destinada à construção da Casa Mulher, um centro de prevenção e combate ao câncer de mama. A apresentação teve também Claudia Leitte, Luiza Possi, Paulo Ricardo, Leo Maia e Agnaldo Rayol. Ticiane Pinheiro, mulher de Justus, e Ana Hickmann foram as mestras de cerimônia do evento, realizado no Teatro GEO, em São Paulo. Hebe começou a animação ao propor um encontro das loiras. Sem pedir licença, foi entrando no camarim onde estavam Ticia-

ne, Ana Hickmann e Luiza. “Amei essa ideia”, disse Hebe, feliz com a própria invenção e tascando um beijinho no peito de Ana Hickmann. “Ela é muito alta. É onde eu alcanço”, gargalhou. Ao sair do camarim, parou para perguntar: “Não acha que estou bem?” A bordo de um vestido longo preto e com um salto alto, disse que está se sentindo feliz. “Sem dor e me comportando muito bem. Estou uma garota DVD – deito, viro e durmo.” Hebe dividiu o camarim com Claudia Leitte, que curte os últimos meses de palco antes de parar para dar à luz Rafael. “Foi o Davi que escolheu o nome. Ele estava vendo

À esq., Roberto Justus com Claudia Leitte, grávida de Rafael. “Foi Davi que escolheu o nome do irmão.” Acima, Hebe, a animadora dos bastidores e Ticiane Pinheiro

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Solidariedade

Fotos Francisco Cepeda/ag. News

Ticiane e Ana Hickmann dançam assistindo ao show Maythe Birman e Emerson Fittipaldi

As loiras Claudia Leitte e Hebe

televisão quando veio até mim e disse: ‘Mãe, aqui dentro tem meu irmãozinho Rafael.’ Me emocionei”, conta. Claudia ainda confessou à Gente que adoraria ser uma grávida como Angelina Jolie. “Porque ela fica toda magra e só engorda a barriga. Eu engordo tudo, olha só, o quadril, as bochechas, até o nariz. Mas estou muito feliz.” Claudia cantou “Garota de Ipanema”, feita por Tom Jobim e Vinicius de Moraes para Helô Pinheiro, sogra de Justus. Hebe foi a última a subir o palco para um dueto com o empresário-cantor. Foram de “Emoções” e “Como É Grande o meu Amor por Você”. Ela também doou uma pulseira de ouro cravejada de diamantes para o leilão realizado na mesma noite. A joia foi comprada por Alexandre Correia, marido de Ana Hickmann, por R$ 17 mil. No fim da noite, Justus estava satisfeito com o montante de R$ 552 mil arrecadado. “Foi uma noite inesquecível. Graças à união de todos e à garra da Valéria Baraccat, fundadora do Instituto Arte de Viver, a Casa da Mulher, muito em breve, ajudará muitas mulheres”, disse. •


Drama

• Aos 79 anos, o ator Paulo Goulart anda trabalhando como nunca. Como sempre. São palestras sobre artes cênicas pelo Brasil, workshops e uma participação especial em O Tempo e o Vento, novo filme do diretor Jayme Monjardim, que o tem feito viajar a Bagé (RS) nas últimas semanas. Com uma agenda de trabalho dessas fica mesmo difícil imaginar que o ator esteja sofrendo de uma doença grave. Pois está. Em janeiro deste ano, bem próximo de seu aniversário, no dia 9, foi diagnosticado um câncer no mediano, canal na região entre os pulmões. “Fui fazer exames de rotina e descobriram esse nódulo”, conta o ator, que perdeu dez quilos desde então, em depoimento exclusivo dado à Gente (leia a entrevista na página 87). O ator estava acompanhado da mulher, a atriz Nicette Bruno. Segundo ela, foi detectado um gânglio na região do mediastino. Uma biópsia detectou células atípicas em sua formação e logo o gânglio foi retirado. Para Nicette, a enfermidade requer discrição, firmeza e segurança. “Se tem alguma doença, temos que cortar o mal pela raiz. Graças a Deus não será preciso uma internação”, desabafa. Quem acompanha o caso é o oncologista Fernando Maluf. Ele explica que o câncer de Paulo é resultado de uma reincidência de um tumor nos rins retirado anos atrás. “As células cancerígenas voltaram”, confirmou o médico. Maluf disse que o ator não passará por nova cirurgia. Apenas um tratamento quimioterápico, com remédios que inibem a formação de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. “Ele é forte e tem uma atitude privilegiada, pois é sereno. Clinicamente está respondendo bem ao tratamento”, afirma o médico.

“Estou atacando a doença de frente” Aos 79 anos, o ator PAulo GoulArt descobre um câncer no tórax e, com o apoio da família e da mulher, a atriz Nicette BruNo, conta como está enfrentando a doença com coragem POR Júlia leão

Paulo Goulart com a mulher, Nicette Bruno, em um evento em São Paulo em março deste ano, dois meses depois de descobrir o câncer

Gianecchini se emociona no enterro do pai: “Ele chegou ao hospital apreensivo para conseguir ver o pai. Ficou satisfeito que deu tempo”, contou uma pessoa próxima à família


14/01/2011

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Francisco cepeda/Ag. News


Drama

• “Eu Estava pEsando 105 quilos. agora Estou com 95. EmagrEci, mas é sEmprE bom ficar Em forma” • Paulo Goulart


• Susto

• A família recebeu a notícia com preocupação, principalmente pela idade do ator. “Foi um susto, mas agora já estão confiantes. Até porque o Paulo está sendo tratado em um centro referência em tratamentos contra o câncer na cidade de São Paulo, que é a Beneficência Portuguesa”, continua o médico. O próprio Paulo é quem lidera o otimismo em casa. “Estou atacando a doença de frente”, diz. O surgimento do câncer, porém, fez o ator mudar um pouco sua rotina profissional. Ele confessa que se tornou mais seletivo na escolha de novos trabalhos por conta do cansaço que o tratamento tem lhe causado. Mas acredita que, em julho, já estará a pleno vapor novamente. “Sempre fui um trabalhador e não vai ser agora que vou parar”, afirma. Não é bem assim. Paulo terá de ter outros cuidados enquanto estiver fazendo a quimioterapia, nos próximos três meses. Cortes na pele e sangramentos deverão ser evitados porque os remédios afetam sua cicatrização. “Todo tratamento tem uma reação no organismo, mas no caso dele o cabelo não cairá, os enjoos serão esporádicos e quase não haverá mal-estar”, ameniza o médico. Com todas essas informações positivas, Paulo tem elevado o seu astral. O dele e dos demais pacientes onde ele tem se tratado. O ator vem ajudando a instituição com doações de livros. Já entregou diversos exemplares de romances, livros didáticos e infantis. •

Com um tom calmo na voz e tiradas espirituosas, o ator Paulo Goulart falou por telefone com Gente na quarta-feira 30 sobre o seu drama • Como recebeu a notícia do câncer? • Eu estava fazendo alguns exames preventivos, quando descobrimos que haviam algumas células atípicas. Detectamos o problema e agora estamos atacando de frente. • Como se sente? • Estou bem. A barba está me deixando com um aspecto não tão bom, mas, na verdade, estou bem. Para tirar essa impressão vou fazê-la hoje mesmo! Assim vão me olhar e ver que está tudo certo. • O senhor emagreceu? • Nos últimos meses sim. Estava pesando 105 quilos. Agora estou com 95. Emagreci, mas é sempre bom ficar em forma. • E caso perca os cabelos? • Não seria nenhum problema ficar careca, somente diferente. Mas, pelo que sei deste tratamento, não tem esse efeito colateral. • O senhor tinha cenas de ação em O Tempo e o Vento, com o ator Thiago Lacerda, mas optou por um dublê na hora de filmar. Por quê? • Eu até ensaiei com o Thiago Lacerda, mas, no final, acabamos usando um dublê. Não que eu não estivesse apto para fazer, mas como tinha exames no dia seguinte achamos melhor poupar minha saúde.

Fotos Albert Moreira/Divulgação

Em maio, o ator no set de O Tempo e o Vento, em Bagé (RS), sob a direção de Jayme Monjardim: dublê nas cenas de ação

Serenidade e bOm humOR

14/01/2011 6/6/2012

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DESTINOS Madri


Na terra de

Dom Quixote Nívea Stelmann e Juliana Knust vão a Toledo conhecer a milenar cidade espanhola que foi palco de grandes lutas históricas e ambientou parte do romance escrito por Miguel de Cervantes Por Bruna Narcizo Fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ

Nívea Stelmann e Juliana Knust no mirante diante da Academia de Infanteria 30/5/2012

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DESTINOS Madri

Acima, loja com espadas, escudos e armas medievais. Ao lado, o trem-bala na estação Atocha. Nesta foto, atrizes caminham pelas vielas de Toledo

“ Andar nas ruazinhas de Toledo dá a impressão de que estamos dentro de um filme

”

Nívea Stelmann


A dupla de atrizes de óculos Bulget, nas escadarias de Alcazár

D

epois da badalação da capital Madri, com sua noite efervescente, gastronomia de qualidade e seus parques e museus, nada melhor do que terminar o tour de seis dias pela Espanha em uma espécie de retiro cultural. E foi esse o destino de Nívea Stelmann e Juliana knust na despedida do país. As atrizes foram a Toledo, cidade medieval distante 70 km da capital, onde se defrontariam com o passado e a história espanhola. Momentos antes do embarque no trem que as levaria a Toledo, na estação Atocha, as duas viviam uma certa ansiedade. “Só ouvi coisas maravilhosas sobre lá, Quero chegar logo”, pediu Juliana. E chegou. Na verdade, são apenas 40 minutos de trem-bala, em um percurso tranquilo e bem confortável. O desembarque na cidade teve um gosto mais nostálgico para Nívea. Isso porque ela foi recordando, a cada passo, da primeira vez

que esteve por lá, com a mãe, há 18 anos. Caminhar pelas ruas milenares de Toledo é como viajar no tempo e reviver lutas, batalhas e grandes momentos da cidade espanhola, que surgiu antes de Cristo. Construída no alto de uma montanha rodeada pelo rio Tejo, Toledo é também o cenário onde viveu o mítico personagem Dom Quixote, criado pelo escritor Miguel de Cervantes no século XVII. O reencontro com o passado se dá a cada viela percorrida, cercada pelo casario antigo. E como toda cidade turística há um forte comércio de suvenires no local. O mais curioso, porém, é que, como Toledo conquistou sua independência graças a batalhas medievais, existem muitas lojas que vendem espadas e floretes em tamanho real, tal e qual a época. Ainda hoje, muitos artesãos produzem armas como as que seus antepassados usaram para defender a cidade. 30/5/2012

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“ É uma cidade com

DESTINOS Madri

uma arquitetura linda. Fiz muitas fotos dentro da Catedral

”

Juliana Knust

Emoção De volta ao giro pela cidade, um momento em especial levou Juliana às lágrimas. Diante da Catedral de Toledo, de estilo gótico e que começou a ser erguida em 1226, uma excursão de crianças a deixou com tanta saudade do filho Mateus, de 1 ano de 8 meses, que ela não se controlou e chorou. Coube a Nívea consolá-la em sua primeira viagem longe do filho. Recuperada, a atriz seguiu o passeio e foi conhecer o artesanato local. Em especial o damasquino, também conhecido como o “ouro de Toledo”. Trata-se de uma técnica trazida pelos árabes (damasquino se refere à cidade de Damasco, na Síria) onde são aplicados fios de ouro e prata sobre um metal comum – ferro ou cobre, por exemplo – enegrecidos. Desse bordado faz-se pingentes, mandalas, pulseiras e outros penduricalhos. No final da tarde, hora de voltar a Madri e ao Brasil. Com boas lembranças na bagagem.


Nívea e Juliana diante da Catedral de Toledo. À dir., as duas, deslumbradas com as esculturas folheadas a ouro e os afrescos no interior da igreja

30/5/2012

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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE especial namorados: histórias de amor de casais famosos e um guia de presentes

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O ator no Muro das Lamentações reynaldo gianecchini faz tour por israel e planeja lançar livro sobre sua vida

Galisteu e Vittorio Um DIA NA CASA DA AVÓ

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PAULO GOULART

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