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ISTOÉ Gente 663

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A MORTE DE DONNA SUMMER, A RAINHA DA ERA DISCO

istoegente.com.br

CANNES 2012

EvA lONgORiA, OS mEHORES lOOkS E A pOlêmICA DO mACHISmO NO fEStIvAl

EXCLUSIVO

“O bom da morte é que você não sabe quando ela vem”

ENTREVISTA com RodRigo SantoRo “ESToU PRoNTo PARA SER PAI” MaRia Rita ESPERA Um FILHo do mÚSIco daVi MoRaES

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a emoção De entrar no mar

I S SN

hebe

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Depois de dez anos sem pisar numa praia, a dama da tevê celebra a vida em águas baianas na primeira viagem após a cirurgia que a salvou do câncer

23/mai/2012

ano 13 n° 663

R$ 9,90


Capa

“EU APRENDI COM

A vIDA”

Dois meses depois da cirurgia que lhe salvou do câncer, Hebe Camargo celebra sua recuperação em aguas baianas, depois de dez anos sem entrar no mar. ela fala de vida e morte e conta que herdou dos pais a sua força e alegria POR Gisele Vitória, de Comandatuba (ba) fOtOS eduardo lopes / aG. istoÉ

• Ninguém reparou nas comandás, sementes nativas que brotam em abundância na beira da praia de 21 quilômetros e 20 mil coqueiros, e de onde se origina, em tupi, a palavra Comandatuba. De verdade, o que brotava aos borbotões naquela hora era uma certa energia contagiante, sem medida de tempo e de espaço. Uma energia que leva o nome e o sobrenome de Hebe Camargo. O sol das 13 horas no domingo era quente na ilha baiana, a 70 quilômetros de Ilhéus, mas a brisa não deixava arder na pele o calor de 30 graus. A água do mar, morna a 23, 24 graus, era convidativa. Dentro de um caftã verde, maiô por baixo, brincos de brilhante com pedras brasileiras nas orelhas e sapatilhas douradas nos pés, Hebe abriu o sorriso e apertou os olhos ao avistar o horizonte. Sentada no carrinho que faz o transporte dos hóspedes do hotel Transamérica, ela era levada pelo motorista Danilo, que atravessava a última fileira de coqueiros na fronteira do resort com a praia, para entrar, enfim, no areião a perder de vista. “Praia é vida. Você olha para o mar, essa coisa imensa que não tem fim... É vida sem fim”, divagava ela, no auge de seus 83 anos. “Ter peninha de morrer é isso: não dá pena de perder isso aqui? Olha que beleza!”


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aFP

Em Comandatuba, ela mostra a joia que virou um amuleto, alĂŠm dos seus inseparĂĄveis diamantes


“Já tirei a peruca da primeira vez que a doença apareceu, mas ainda não está bonito. O cabelo cresceu só um pouquinho”

Era a sua primeira viagem dois meses após a cirurgia de emergência que retirou do seu intestino um tumor maligno equivalente ao tamanho de uma laranja e, depois dos dias tensos, a deixou dois meses em repouso. Hebe tinha sido convidada pelo empresário João Doria para participar do 11o Fórum empresarial de Comandatuba, que reuniu 300 empresários e autoridades. Ao chegar ao evento, na hora do almoço, ela foi aplaudida de pé. “Senti muita emoção. Eu nunca externo tanto, mas as pessoas vêm correndo, contam que rezaram por mim”, conta. “É bonito saber que alguém que não te conhece pessoalmente rezou por você, pela sua saúde.” Na praia de areia batida, o carrinho ganhou velocidade. “Que delícia esse passeio!”, disse, enquanto falava da vida, e refletia sobre a morte (leia entrevista na pág. 51). “Que ódio desse corpo!”, gritou Hebe para a modelo Marina Sanvicente, que curtia a praia e acenou de longe. Ao pararmos para as fotos, com seu jeito maroto a dama da televisão se ofereceu: “Você quer que eu entre no mar?”. Ela tirou a sapatilha, e, pé na areia, dirigiu-se devagar até a areia molhada. Nas primeiras

marolas, Hebe se desequilibrou e soltou uma gargalhada: “Faz muitos, muitos anos que eu não entro no mar”, contou, virando-se de costas enquanto molhava os pés. Fez as contas com o sobrinho Cláudio Pessuti, também seu empresário, e a mulher dele, Helena Caio, e eles concluíram: fazia dez anos que Hebe não punha os pés na areia e muito menos no mar. Naquela espécie de batismo depois de anos, sugeri que ela se desprendesse e, totalmente livre, também tirasse a peruca que esconde os efeitos da quimioterapia, da qual já está liberada. Mas ali, reagindo com olhos de surpresa, foi fácil enxergar na rainha da alegria um ligeiro e inofensivo pudor protegendo seu legítimo direito à vaidade. “Mas agora?”, Hebe respondeu, com um olhar tristinho – como ela diria. “Eu vou tirar depois. Já tirei da primeira vez que a doença apareceu. Mas ainda não está bonito. O cabelo cresceu só um pouquinho, mas tem uma mecha maior do outro lado.” Desculpou-se, lembrando ainda que uma cola prendia a peruca à cabeça. “Vai doer se eu tirar agora.” Deixamos a sugestão para lá. Pensei: esqueça

“Praia é vida. Você olha para essa coisa imensa que não tem fim. É vida sem fim. Ter peninha de morrer é isso” Hebe

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“A melhor coisa da morte é você não saber que dia você vai. Falei e disse”, diz a apresentadora

Hebe, vamos curtir. O momento era tão singular que não precisava de mais nada. Por 15 minutos ou um pouco mais, nos divertimos nas ondas, de roupa e tudo, durante as fotos. O caftã de Hebe molhou inteiro, minha calça jeans ficou ensopada. Um iPhone caiu na água, um disparador de flash molhou e estragou. Nada parecia ter a menor importância. Ali, brincando no mar, Hebe parecia voltar no tempo. Era simplesmente a menina batizada com nome de deusa da juventude na Mitologia grega, filha de Ester Camargo e Sigisfrego Camargo, Fego, um violinista que tocava em sessões de cinema na época dos filmes mudos. Oitenta e três anos nem pareciam ter se passado para a moça que em 1960 cantava “Nunca aos Domingos” (Never on Sunday, de M. Hadjidakis / Larue) entre outros sucessos, e que se mudou com a família para São Paulo aos 6 anos de idade. Na volta do passeio, o caftã secou no vento e ela

foi direto para o almoço, onde foi abraçada por dezenas de convidados, da filha de Jorge Amado, Paloma, ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que a convidou para estrelar uma campanha dirigida às mães para incentivar a frequência escolar. E as viagens não param por aí. Em junho, ela embarca para Miami, onde assistirá ao show de Roberto Carlos no dia 2, e acerta detalhes para gravar um programa para a Rede TV! na casa de Julio Iglesias. “Logo depois da cirurgia, ele me ligou e me convidou para um almoço em sua casa, em Miami. Avisei que queria gravar e ele adorou. Ele é uma gracinha.” Dos amigos queridos, Hebe, claro, não esquece nunca do Rei. “Roberto me ligou logo que cheguei em casa, e me disse (ela engrossa a voz): ‘Ô, Hebe, eu te amo’”. Depois de tantas emoções, ela tomou seu sorvete de creme depois do almoço e foi dormir, porque ninguém é de ferro. Nem Hebe Camargo. •

“Eu e a Nair Belo íamos a um velório e a gente tinha que se separar para não cair na gargalhada”


“Não tinha noção da gravidade” Esta conversa com Hebe aconteceu no passeio pela praia, no carrinho que a levava ao ponto mais deserto da ilha. Cabelos ao vento, sorriso no rosto, ela falou da vida, da morte, de seus pais e até do dia em que chorou quando perdeu Vivi, sua galinha-d’angola de estimação.

• Hebe, qual foi o maior desafio de ter enfrentado pela segunda vez uma cirurgia para retirar um tumor? • Hebe. A segunda cirurgia foi muito mais grave do que a primeira. Mas eu não tinha noção da gravidade. • Nem uma intuição? • Nada, nada, nada. Até já disse numa reportagem que eu fui para a mesa de cirurgia como se tivesse ido para a drenagem linfática. Juro por Deus. Eu não senti nenhuma sensação de medo. Aquilo de pensar, ai meu Deus, que será que vai fazer, que será que vai acontecer. Depois que eu soube que a cirurgia durou quatro horas, que o tumor era do tamanho de uma laranja. E nunca acerto. Eu falo sempre que foi figado e rim e foi o que, Cláudio? • Cláudio. Intestino. (risos) • Hebe. Toda vez eu erro. Aí eu falo: foi no rim. E o Cláudio me corrige: foi no intestino, tia. Aí eu acerto. Por aí você vê que eu não tive noção. • E não teve um momento que caiu a ficha? Que tenha levado um susto, que tenha se dado conta, “meu Deus, eu podia ter ido...” • Não, não, não. Nem na primeira vez, nem na segunda. Engraçado isso... em nenhum momento eu pensei em morte.

• Você sempre fala esta frase : “Eu não tenho medo de morrer, eu tenho peninha...”. Numa entrevista três anos atrás, nos seus 80 anos, você falou também. • Imagina só: se eu morro, eu perco isso (ela aponta para o mar, para a praia). Não dá peninha? olha aí. Olha lá aquele homem com aquele corpo. (risos). Dá peninha de não poder ver. Não sei se lá em cima, ou lá embaixo, tem isso. • Foi um jeito de lidar com a morte que você construiu ao longo da vida? • Isso eu não copiei de ninguém. Por exemplo, o selinho veio da Rita Lee. Esse coração feito com as mãos é da Ana Maria Braga, o vapt-vupt é do Chico Anisio. “É uma gracinha” também é uma coisa só minha. Não sabia que ia pegar. • Hebe, explique para uma reles mortal como é não sentir medo de morrer? • Não adianta ter medo. Todos nós um dia vamos. O bom da morte é que a gente nunca sabe quando ela vem. Porque se você soubesse quando, no ano 2013, aí você sabe que 2013 está chegando, e isso é horrível. A melhor coisa da morte é você não saber que dia você vai. Falei e disse. Acho que eu não sou normal mesmo. Porque nunca sei o que eu vou falar. Você não pode premeditar as respostas. Você não sabe o que vão perguntar. Não pensei que você ia falar tanto de morte, se eu nunca pensei na morte. Agora te peguei! (Hebe avista um urubu na praia) Olha ali, é um bichinho, menininho o que é você? Ai que passeio gostoso esse.. Se não fosse vocês, a gente não estava aqui (Gente sugeriu o passeio de carrinho até o canto deserto da praia).

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• Agora, falando de vida, da sua energia de viver. Você sempre foi assim? • Sempre fui assim, desde pequena. • Nem quando ficava doente, quando era pequena? • Nunca fiquei doente. • Nem dor de barriga? • Não. Ultimamente, eu só ia ao hospital para fazer plástica. Ligava para o Pedro Albuquerque e falava: vamos dar uma puxadinha aqui? Fiz no seio, no rosto... para doença, nunca fui ao hospital. A primeira vez foi agora, na primeira cirurgia. Engraçado, né? Ultimamente está dando tanta doença. Câncer então.. virou moda. Todo mundo agora tem câncer. • Como é essa maneira de olhar a vida? A gente sabe que não é mole, não é Hebe? Nao é mole enfrentar uma quimioterapia. • Não, não é. Por sorte não tive enjoo. Mas a minha mãe, por exemplo, morreu sem ter nada. Ela morreu, simplesmente. Eu digo sempre, ela não morreu, ela acabou. Porque ela estava na caminha dela assim, deitadinha, praticamente fazendo que estava dormindo, mas estava se despedindo. Eu estava do lado dela, e dali a pouco ela fez assim: puff! (Hebe imita um suspiro). Acabou. Tinha 90 anos. • E nunca tinha ficado doente? • Não. Não. Papai sim. Papai ficou uma vez doentinho, mas eu não lembro o que era. Esse negócio de doença eu nunca tive muita informação, porque nunca tive, né? Uma vez, papai deitado na caminha virou para mim e falou: “Eu não quero morrer” (Hebe imita voz de choro). Virou-se e dormiu. Ele devia ter pena de morrer. Não era medo. Papai morreu com 83. Sete anos depois de mamãe.

Quase um caldo: “Que delícia esse passeio”, diz Hebe. Abaixo, com o sobrinho Cláudio Pessutti e sua mulher, Helena Caio

• Voce tinha que idade? • Ah, não lembro. Faz muitos anos. Não faz pergunta difícil. Essa eu não sei responder mesmo. • Então você herdou isso dos seus pais? • Acho que sim, essa alegria de viver. Papai tinha alegria de viver. Mamãe não era tanto, mamãe era assim... mais resguardada, reservada, introspectiva. Papai não. Como papai era músico, violinista, ele tinha muito contato com as pessoas. Mamãe contava que quando papai era jovem, as mulheres olhavam papai e se apaixonavam. Ele nunca foi um homem assim... que você olha e diz... que lindo, que Gianecchini. Você olha o Gianecchini e já

“É raro eu chorar. Mas chorei o dia inteiro quando a minha galinhad’angola morreu”


quer se apaixonar. Até careca ele está bonito. Papai não era um homem bonito, mas ele era tão simpático, tão carismático que a mulherada ficava louca, se apaixonava na hora. • Mesmo nesse paralelo com seus pais, e na força que você transmite, imagino que haja um momento seu, mais íntimo possível, em que você tenha o seu tempo para se recarregar, chorar ... • É muito raro eu chorar. Engraçado, e eu era chorona. Quando a coisa é tão bonita e tão espontânea, me dá alegria. E na alegria você não chora. Você chora com a emoção. Mas se me passa alegria, como vou chorar se estou alegre? Eu chorei um dia inteiro, quando a minha galinha-d’angola morreu. • Nós fotografamos você com ela, três anos atrás... Nós tinhamos mandado dedetizar a casa. A Vivi era uma graça, andava pelo jardim. Nessa ocasião, quase matei também um dos cachorros. O meu jardineiro, não quero agredir, botou a galinha na salinha de som, que tinha acabado de ser dedetizada, e estava totalmente contaminada e a galinha-d’angola morreu, sufocada pelo veneno. Chorei o dia inteiro. Chorei pela perda dela, pela maneira como ela morreu. Não como galinha-d’angola em restaurante nenhum. Porque tenho a sensação que estou comendo a Vivi. (risos). Os ovos da Guigui, a galinha que tenho agora, eu não como. Ela já pôs mais de 20 ovos. Eu não como, e digo: o ovo é dela. Ninguém pode comer. Estão lá guardados os ovos. Eu tenho essas coisas. Acho que é da velhice mesmo, né? São coisinhas mesmo de velhice. Não tem sentido você guardar o ovo. Agora, comer, eu não posso. Eu tenho amizade com ela, como eu vou comer? Eu não sou que nem homem, já conhece uma mulher e já quer comer... (ela gargalha)... cada besteira... • Enquanto você fala, me vem à cabeça aquele filme A Vida é Bela. • Tudo é motivo para você brincar, para você rir... eu sou assim mesmo. Às vezes, eu e a Nair Belo íamos a um velório e a gente tinha que se separar para não cair na gargalhada. Imagina, todo mundo sofrendo, e a gente tinha que se segurar para não olhar a coisa com humor. Ela era um pouco como eu. Tinha esse jeito de olhar a vida. • Qual é o lado bom de viver uma experiência como a de enfrentar um câncer? • Acho que muita coisa boa aconteceu, depois que tive a doença. Fiquei muito orgulhosa de eu ser um exemplo. Mostrei a careca, falei para as pessoas, acho que dei força e ajudei a mudar o olhar que as pessoas tem sobre o câncer. Assim como Gianecchini, assim como Lula.

O que NiNguém viu Os bastidores do encontro de Hebe com o mar da Bahia

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uma chance. Então fiquei confiante. Nas duas vezes foi assim. Na segunda vez, eu não tinha mesmo muita noção. • Não sentiu nem um frio na barriga ao saber que a doença havia voltado? Nem sozinha, no quarto do hospital, sentiu-se triste? • Não senti. Eu nunca ficava sozinha. Eles não me deixavam só nem um minuto. Eu dizia: já estão vocês aqui de novo, meu Deus. • Você sempre foi uma mulher que gostou de estar rodeada de amigos, em sua casa, com jantares. Gosta de sair. Como é ficar mais tempo em casa? • Tenho gostado de ficar mais em casa, rezo muito, estou sempre com meus bichos. Tenho meus cachorros, são quatro. O Fendi (um galguinho italiano) sempre dorme comigo, toda a noite. Mas só ele. Se não, dá briga. Não faço rodízio, porque o Fendi está acostumado. Quando voltei do hospital para casa, ele dava saltos de alegria. • Não sei se falei muito da morte... • Imagina, a morte é o inevitável. Ela faz parte da vida. Tenho 83 anos. Então sofrer por quê? É só não ficar lembrando. Eu aprendi com a vida... e não com a morte (Hebe sorri). • A turma na praia: Hebe faz gracinhas no carro acompanhada por Cláudio, Helena (atrás), Gisele Vitória, Daniela Filomeno e o motorista Danilo

• Como você soube da doença? • O médico conversou com o Cláudio nas duas vezes. Na primeira vez, o Cláudio me disse que eu tinha que fazer uma cirurgia. Eu estava em Miami e comecei a sentir um mal-estar e, pela primeira vez na vida, eu disse: Acho que preciso fazer uma tomografia. Quando os médicos detectaram o tumor, eles conversaram com o Cláudio e ele me deu a notícia. Não tive nenhum choque. Se havia como operar, entendi que havia 14/01/2011

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

teatro •

Marco Pigossi Sergio Santoain/Divulgação

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

“O maiS PreViSíVel era Ser galã” O ator fala sobre viver Chicó em O Auto da Compadecida, de vir emendando uma novela na outra há três anos e de sua participação em Gabriela Daniel Schenker

• Inicialmente, Marco Pigossi não teria qualquer conexão com o universo nordestino de Chicó, seu personagem em O Auto da Compadecida, célebre texto de Ariano Suassuna que ganha nova montagem com direção de Sidnei Cruz. Afinal, o ator cresceu em São Paulo, dentro de apartamento, jogando videogame. No entanto, esta já é a segunda encenação de texto de Suassuna da qual Pigossi participa – a primeira foi a bem-sucedida versão de João Fonseca para O Santo e a Porca. Agora, Pigossi interpreta Chicó, que acompanha em diversas peripé-

cias o amigo João Grilo (Gláucia Rodrigues), por sua vez auxiliado pela providencial ajuda da Compadecida para escapar do Diabo, determinado a capturá-lo. O ator, que terminou recentemente Fina Estampa, fala sobre ter feito personagens tão diversos numa sequência de novas, da participação em Gabriela e em como se aproximou do universo nordestino. • Como tem sido retomar o contato com a obra de ariano Suassuna? • Muito bom. Os textos são ricos e populares, se comunicam diretamente


com o público. Em O Auto da Compadecida, Suassuna aborda a esperteza daqueles que precisam sobreviver. Trata-se de algo muito brasileiro. E esse trabalho está sendo bem diferente do que fiz em O Santo e a Porca, uma montagem em que entrei para fazer uma substituição. Ali, parti da criação de outro ator (Armando Babaioff). • Você nasceu e cresceu em São Paulo. Tem alguma identificação com o universo nordestino? • De fato, eu cresci num apartamento em São Paulo jogando videogame. Mas tenho o meu paraíso particular na Bahia, em Caraíva, um lugar para onde vou sempre que posso. Na primeira vez que fui até lá, a luz elétrica tinha acabado de chegar. Não existe asfalto. Só dá para chegar de barco. Hoje, já há algumas pousadas instaladas. • Quais foram os desafios com que você se deparou para interpretar Chicó? • O primeiro desafio foi concorrer com o belíssimo trabalho do Selton (Mello), que interpretou o personagem no cinema. Quando surgiu o convite, tive dúvidas: por que fazer esse texto novamente? O que eu teria para adicionar? Perguntei às pessoas e muitas me aconselharam a não aceitar. E quando você fala para um ator não fazer, aí é que ele vai lá e faz. Pressenti que o processo seria enriquecedor. De qualquer modo, Chicó é muito complexo, maior do que o ator que o interpreta. Tenho a impressão de que as minhas vivências não são suficientes para interpretar personagens dessa dimensão.

‘‘O primeiro desafio foi concorrer com o belíssimo trabalho do Selton (Mello), que interpretou o personagem no cinema. (...) Chicó é muito complexo. Tenho a impressão de que as minhas vivências não são suficientes para interpretar personagens dessa dimensão” Acho que elas surgem, inclusive, dos momentos de sufoco. • Tanto na televisão quanto no teatro, você tem se destacado em trabalhos de composição de voz e corpo bastante marcados. É uma característica sua como ator? • Sim. Mas, isso vem acontecendo acidentalmente. Até agora, tive muita sorte na televisão. O mais previsível era ser classificado logo de início como galã. Mas comecei com um personagem gay cômico que fugia do estereótipo (em Caras & Bocas). Depois migrei para o mau caráter (em Ti-Ti-Ti). E fiz na sequência um bandidinho que se redime por causa do amor (em Fina Estampa). O Rafael, de Fina Estampa, me possibilitou transitar por uma gama variada de emoções. As novelas são longas e, se o personagem se apresenta de maneira

linear, acaba caindo na mesmice. • Como será seu trabalho no remake de Gabriela? • Vou interpretar Juvenal, filho do Coronel Amâncio Leal. Meu personagem é apenas citado no livro de Jorge Amado. Ele chega com ideias progressistas e se encanta por Jerusa, filha do Coronel Ramiro Bastos, e depois por uma prostituta. Farei aula de prosódia, o que, em si, já é um desafio. Afinal, não é fácil fazer sotaque e ficar natural. • Quais são seus próximos projetos? • Vou coproduzir, juntamente com a Cia. Limite 151, a montagem de O Saque, de Joe Orton. Estreará em São Paulo, no final do ano. Gostei do humor fúnebre de Orton. (10 anos) Teatro Fashion mall – estrada da Gávea, 899, sala 213, rio, tel.: (21) 3322-2495. até 24/6.

com Gláucia RodRiGues, que vive João GRilo

• Você gosta desse ritmo frenético de trabalho? • O ator se recicla no trabalho. Não acredito na importância de tirar um ano sabático para buscar novas referências.

Guga Melgar

• Como você conseguiu, então? • Pela intuição. Fico pensando em como resolver determinadas cenas. Eu venho numa batida muito pesada de trabalho desde a novela Caras & Bocas (2009). Às vezes, eu me pergunto: onde conseguirei buscar referências?

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Saia Lethicia Bronstein Top Preto Hope Colar Dourado Raka Joias Colar Preto Le Lis Blanc Brinco Casa Vasconcelos Sandรกlias Studio TMLS

Ensaio


Princesa

moderna Giovanna Ewbank revela seus sonhos à

Gente: filhos, abrir um abrigo para animais abandonados e ter papéis mais densos na tevê. Mas o maior sonho dela já foi realizado: casar-se com o amor de sua vida por simone blanes fotos Gabriel Chiarastelli/aG. istoé edição de moda bianCa Zaramella styling Pamela e Deborah ewbank 23/5/2012

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Ensaio

‘‘Não estamos planejando ainda, mas quero um casal (de filhos). Na verdade, um menino primeiro. Acho que deve ser mais fácil ser mãe de menino’’ • E o escolhido foi Bruno Gagliasso, como é sabido desde 2010. “Ele é o grande amor da minha vida”, declara ela, enquanto troca de roupa para este ensaio exclusivo para Gente. Mas as aspirações de Giovanna Ewbank vão além. A atriz, de 25 anos, quer o pacote completo: filhos, casa, cachorros... todos juntos assistindo a um filme na cama. Bem, casa e cachorros ela já tem. Já os filhos virão no tempo certo. “Não estamos planejando ainda, mas quero ter um casal. Na verdade, um menino primeiro. Acho que deve ser mais fácil ser mãe de menino, bem menos complicado”, diz a atriz, que antevê ser uma mãe superprotetora. “Leoa mesmo, sabe? Já sou assim com amigos, familiares, com os meus cachorros. Imagine com um filho?” Bem antes da maternidade, porém, ela pretende realizar outro desejo: abrir um abrigo para cuidar de animais abandonados. “Isso está bem perto de acontecer. Estou pesquisando terrenos e vou fazer isso com a Fiorella Mattheis, minha amiga desde os 15 anos, e que, como eu, ama os bichos.” O apego com animais vem da infância, segundo sua mãe, Deborah. “A Gio era muito cachorreira. Por boa parte da minha vida fiquei arrumando donos para tantos cachorros que ela trazia para casa”, conta ela, que recorda que muita gente, sabendo desse cuidado da atriz, abandonavam filhotes dentro de caixas na porta da casa da família.

A lista de sonhos para 2012 contempla a carreira também. Em cartaz no teatro com a peça O Grande Amor da Minha Vida, ao lado de Joaquim Lopez – namorado de Paola Oliveira –, Giovanna tem atuado mais em papéis cômicos nas novelas. A expectativa agora é mudar. Papéis mais densos, “uma drogada talvez”, onde ela diz poder testar melhor os seus limites. Quem sabe?

• Vida real

• Enquanto sonha, a vida segue. Em casa, o marido é prioridade. Sobretudo porque a agenda de trabalho dos dois anda tão disputada que quando conseguem um tempo juntos é dedicação total mesmo. Este mês, por exemplo, a atriz passou apenas quatro dias no Rio, onde mora. O resto do tempo foi gasto em estúdios, teatro e aeroportos, indo e vindo de trabalhos. Na intimidade, a curtição do casal é mexer na decoração. É um tal de arrastar sofá, mudar mesa de lugar, arrumar maçaneta, pregar quadro na parede... um agito! Fora isso, têm vida normal, com os prazeres e desafios inerentes à vida a dois. Giovanna, por exemplo, tem mania de xampu – tem vários no banheiro. E ela sai do sério quando Bruno aparece de repente e surrupia um deles. “Ele entra no banheiro e pega qualquer um que estiver lá. Aí eu fico louca, tenho que ficar explicando que aquele não pode, por isso ou por aquilo”, diverte-se.


Vestido branco Lethicia Bronstein Cinto Bo.B么 Sand谩lias Studio TMLS Brinco Casa Vasconcelos Pulseiras Raka Joias


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Ensaio


“Até aturo ver (jogo de futebol) pela tevê. Mas me irrita profundamente quando ele (Bruno) ouve pelo rádio”


Ensaio

Brinco Casa Vasconcelos, Casaquinho Preto Acervo da atriz

‘‘O bom é que parece que começamos a namorar agora. E temos o essencial que é a amizade e o companheirismo’’

Já o flamenguista Bruno, ela conta, gosta de acompanhar aos jogos de futebol na tevê e no rádio. E isso deixa ela irada! “Até aturo pela tevê, mas me irrita profundamente quando ele ouve pelo rádio”, confessa. Ops! Mas, como tudo tem seus sabores e dissabores, Giovanna desfruta de um maridãogourmet em casa. Sim, Bruno tem se arriscado com frequência na cozinha. Em sua última incursão fez sair do forno um peixe com frutos do mar na folha de bananeira. E ficou uma delícia, segundo ela. Mas a atriz não fica atrás, não. Sua especialidade são os doces. “Na minha casa o que não pode faltar é leite condensado”, entrega. É assim, na cozinha, na cama vendo filme ou no quintal com os cachorros, que Giovanna alimenta seus sonhos e sua realidade. “O bom é que parece que começamos a namorar agora. E temos também o essencial que é a amizade e o companheirismo.” •

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Beleza • renner souZa/ abá mGt agradecimento • louis rua amauri, 282. itaim bibi.


Estilo Casa • Por Silviane Neno

A casa do apresentador é bastante despojada. Na foto, à esquerda, dardos e um iô-iô se tornam objetos de decoração. Ao lado, um livro com fotos da Life

A TocA do Cazé Com toques setentistas, Cazé Pecini faz de sua casa em São Paulo um QG de trabalho e diversão Por Juliana Faddul

FoToS Gabriel Chiarastelli/ Ag.IstoÉ


Estilo Casa

No tapete da Teto tem um zĂ­per que permite as duas partes se separar. Ao lado, o jardim com a mesa Suite Arquitetos

Punt diam, quat voloreet utpat am verit la ad erosto dolent dolobore dipit at ullute et iriure faccum zzriusci et, sismodipit, sed magna consend ipsusto duissisl ullaorer


• “Bem, bem, bem, bem, muito bem. A que devo o prazer dessa visita surpresa?” Se Cazé Pecini não tivesse nos recebido dessa forma, em sua casa no Alto de Pinheiros, seria possível supor que estávamos no set de Laranja Mecânica, o famoso filme de Stanley Kubrick. Desde o mobiliário, até os objetos que compõem o décor bem autoral, tudo ali remete muito ao clássico do cinema dos anos 1970. “Não chamei ninguém para fazer a decoração. Fui comprando o que achava legal e ela foi acontecendo. Quando vi, percebi que estava com este ar mais vintage, conta. O encontro do apresentador carioca com sua morada se deu há três anos, quando ele visitava algumas residências em busca do lar perfeito. “Adoro casas. Sempre quando vejo que alguma está aberta para visitações, vou ver, mesmo que não tenha nenhuma intenção de comprá-la.” Os 440 m², distribuídos em dois andares, pareceram perfeitos para compor o mix de residência, escritório e salão de festas. “A cada 15 dias junto a galera da tevê ou da Estricnina (estúdio de animação do apresentador). Fazemos desde reunião até confraternização.” São encontros animadíssimos em volta da mesa de sinuca e da geladeira cheia de cerveja, estrategicamente instaladas na sala principal.

O bairro de Pinheiros também não foi escolhido à toa. “A praça Barcelos foi a primeira que vi quando cheguei na cidade. Sempre quis morar por aqui, mas não tinha grana. Então as coisas foram melhorando até que eu consegui comprar essa casa”, conta. O jardim também ajuda a aumentar o astral do lugar. Por ali, só uma mesa, cadeiras e um grafite interessante. “Um gringo doido um dia veio aqui, bebeu e disse: ‘Can I make you a draw?’. Aí ele foi lá e desenhou no portão”, lembra rindo. Apaixonado por filmes e desenhos animados, Cazé se inspira vendo animações em um dos quartos equipados com um projetor e um pufe gigante garimpado por R$ 300 na Vila Madalena. Em frente ao cômodo, uma sala de reunião, também com um projetor e uma mesa desenhada por Guilherme Torres. “Gosto muito do trabalho dele. É irado.” Outro artefato que chama bastante a atenção é o Michael Jacksonômetro, um termômetro que mede a quantidade de plásticas que Michael Jackson fez. “Foi o pessoal da MTV que fez isso para um programa, nem lembro qual foi. Tava lá largado e resolvi trazer para cá. Gosto dessa coisa que não é necessariamente uma peça artística, mas quando você coloca num contexto percebe que ela é autêntica.” •

Apaixonado por grafite, Cazé exibe o trabalho de artista inglês

POST-IT ido Canto prefero a luz do jardim lig A sala. À noite baixinho m be , ur e um abaj

écor Achado de dim Burton que eu

T Os bonecos do a York politan, em Nov ro et M do xe trou

Na wish list den, um arco-íris que ar Um Rainbow G rdim ja no ca você colo

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Evento

“EntrE quatro parEdEs

vale tudo” Gisele Bündchen confessa não ter

limites para seduzir e aposta na lingerie como maior aliada da mulher

• O furacão Gisele deu as caras no Brasil de novo. E, claro, causou o mesmo frisson que a acompanha em suas passagens por aqui. A diferença, desta vez, foi que a top surgiu com uma pitadinha a mais de sensualidade. Na noite da terça-feira 15, a gaúcha foi a estrela da inauguração da flagship da marca de lingeries Hope, no bairro dos Jardins, em São Paulo. E, a despeito do friozinho outonal que já domina a cidade – cerca de 14 graus na ocasião –, Gisele surgiu com um visual arrebatador: uma camisa de renda preta, bem transparente, envelopando um sutiã azulmarinho, saia preta também, escarpins Gucci e poderosas joias de Jack Vartanian. Tanto sex-appeal tinha razão de ser. A modelo veio ao País lançar sua segunda coleção de lingeries pela marca, a coleção Gisele Bündchen Brazilian Intimates. E, como mandava o figurino, ela tratou de apimentar o papo com os jornalistas presentes. “Não dispenso lingerie sexy em momentos íntimos. Entre quatro paredes vale tudo”, provocou. A übermodel acredita que uma lingerie certa para a ocasião deixa a mulher mais segura. Além, é claro, de mexer com a imaginação dela. “Me divirto escolhendo em casa. Posso ser o que quiser: glamourosa, santinha, diva...”, disse ela, que assumiu preferir peças mais fininhas.

Fotos nluciana Prézia/divulgação

POR ThaliTa Peres


Gisele Bündchen exibe o catálogo de sua coleção de lingeries, em São Paulo

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Fotos nluciana Prézia/divulgação

Orlando Oliveira/Ag. news

Evento

A chegada da top gaúcha: transparência em noite fria

• “Me divirto escolhendo (lingerie) eM casa. Posso ser o que quiser: glaMourosa, santinha, diva...” • Gisele Bündchen

A top deu apenas 35 autógrafos: fila recheada de personalidades

Sobre ser o desejo de consumo de homens e mulheres – a ex-modelo Brooklyn Decker recentemente declarou que ela é apaixonada pela brasileira – Gisele disfarçou. “O que importa são as vibrações positivas das pessoas que gostam do meu trabalho, independentemente do sexo ou do que fazem.”

• Agito

• A loja, tão logo abriu para convidados, ficou lotada de personalidades da moda e socialites. Todos ávidos para garantir um autógrafo da gaúcha no catálogo da coleção, todo fotografado por Nino Muñoz. Entre os sortudos que levaram para casa a encadernação com 35 imagens estavam o estilista Reinaldo Lourenço e a DJ Lara Gerin. Após pouco mais de uma hora e meia na loja, e depois de beber água de coco e provar das mini tortinhas de morango servidas pelo bufê, Gisele partiu. Com o sorriso de sempre – e mais sexy, aos 30, do que nunca. •


especial

DESTINOS

Madri

JULIANA KNUST Primavera na esPanha A atriz conhece a capital espanhola, se diverte pelos cartões-postais da cidade e fala da carreira e da emoção de ficar longe do filho, Matheus, pela primeira vez

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DESTINOS Madri

Mamãe de primeira viagem

Para passar seis dias na Espanha, Juliana Knust ficou pela primeira vez longe do filho, Matheus, de 1 ano e 8 meses. E chorou. “Estou com o coração apertado.” Por Bruna Narcizo Fotos Marcelo Navarro/Ag. IstoÉ


A atriz Juliana Knust faz pose diante da Puerta de Alcalรก, no centro de Madri

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DESTINOS Madri

Juliana pelos jardins do Museu do Prado. Abaixo, no check in da companhia Iberia, no Aeroporto de Barajas

N

ão há noticiário, econômico ou de qualquer outra ordem, que ofusque os encantos da capital da Espanha. Madri, com suas praças, jardins e museus, continua bela e encantadora, sobretudo neste início de primavera. Para viver de perto todo esse astral, Gente levou à cidade a atriz Juliana Knust que, claro, se deslumbrou com o que viu. “Não conhecia Madri, mas achei tudo lindo. O lugar é incrível, as pessoas também. Gostei de tudo e tirei muitas fotos”, contou ela, diante da Puerta de Alcalá, um monumento construído no século 18 e que atrai muitos turistas. Foram seis dias de viagem. O desembarque ocorreu no Aeroporto de Barajas, após 11 horas de voo pela companhia Iberia. Nos céus, tranquilidade absoluta. O problema, para Juliana, foi entrar no avião, em São Paulo. Explica-se: foi a primeira vez que ela ficou longe por tanto tempo do filho, Matheus, de 1 ano e 8 meses, que ficou com o pai, Gustavo, no Rio. “Foi difícil, mas acho que temos que passar por isso. É a primeira de muitas viagens. Mas enquanto eu chorava no saguão da ponte aérea para para Guarulhos, ele ficava brincando.”


Acima, a atriz é preparada para conhecer Madri com o tônico hidratante Hidrafil. Ao lado, ela finaliza sua maquiagem com a base compacta SpectraBAN T na cor bege médio


DESTINOS Madri Cheia de estilo, usando 贸culos Bulget, a atriz desfila pelos pr茅dios hist贸ricos da Plaza Mayor


Na Igreja San Jerônimo, Juliana contempla a arquitetura. Ao lado, em um mercado de tapas, em San Miguel

“ Nunca fico tanto tempo em lojas quando viajo. Mas aqui passei um dia inteiro comprando!

”

Juliana Knust

No roteiro madrilenho da atriz, visitas ao Museo do Prado, um dos mais importantes e impressionantes acervos de arte de todo o mundo, Plaza Mayor e Igreja de San Jerônimo. Ela só parava de admirar a cidade para assistir aos vídeos do filho no celular. “É a primeira vez que eu viajo e fico tanto tempo longe. O coração está bem apertado”, disse ela, que se comunicava à noite com o menino via internet do hotel. Bom garfo Madri também é famosa por seus tradicionais bares de tapas – iguaria típica dos botecos espanhóis. Para poder aproveitar os montaditos, pinchos, croquetas e o jamon de locais como o Mercado de San Miguel, conhecido por suas bancas que servem uma infinidade de delícias gastronômicas, Juliana contou que emagreceu um pouco antes de viajar. “Tenho tendência a engordar, então, já fiz todos os tipos de dieta. Por isso, aprendi a comer e me permito uma deslizada uma vez ou outra. Aqui eu abusei legal”, divertiu-se.

A bela também se rendeu aos baixos preços das roupas e brinquedos nas lojas locais e aproveitou as lojas da Gran Via, uma das principais ruas de Madri onde estão as lojas de departamento. Coisa que ela garante que não é comum em suas viagens para fora do País. “Nunca fico tanto tempo em lojas quando viajo. Mas aqui passei um dia inteiro comprando!” Juliana garante, porém, que a maioria das compras eram presentes para o filho. “É natural. Toda mãe faz isso.” Os dias de dolce far niente, contudo, já têm data para terminar. Depois de interpretar a ambiciosa Zuleika na novela Fina Estampa, Juliana agora quer produzir o texto de uma peça que assistiu há 15 anos. “Ainda está muito embrionário. Por isso não quero dizer nem o nome, vai que alguém copia a minha ideia! Espero conseguir levantar tudo até o final do ano.” A atriz também pretende fazer mais cinema. “Sinto dificuldade porque é um meio muito fechado. Toparia fazer até curtas de estudantes. Se for um papel legal, com certeza eu toparia.” 23/5/2012

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DESTINOS Madri Para todos os gostos Madri é o destino certo para quem procura de museus a roteiro de compras

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A capital espanhola não encanta apenas pela beleza de seus monumentos históricos ou parques floridos. Madri chama a atenção por muitos motivos. • Mercado de San Miguel (1). Localizado na Plaza de San Miguel, o endereço reúne em suas bancas diversos tipos de tapas e outras comidinhas que podem ser consumidas em mesinhas localizadas no centro da construção datada de 1916. • Museu do Prado (2). É possível ver obras de Velázquez e Goya. Fica no Passeo del Prado, s/n. Abre todos os dias. • Edifício Metrópolis (3). É outro cartão postal madrileno. Inaugurado em 1911, hoje ele abriga a seguradora Metrópolis. • Estádio Santiago Bernabéu (4). É o local para os apaixonados por futebol. Palco de muitas vitórias do Real Madri, abre todos os dias do ano exceto 25 de dezembro e 1o de janeiro. • Gran Vía (5). É o endereço certo para compras a preços tentadores. Um dos principais corredores de tráfego da cidade, abriga as grandes e populares marcas europeias.

Juliana veste ateen, seven for all Mankind, lucy in the sky, Bia Zany, eMPório anna e Maria valentina. iberia www.iBeria.coM reservas: (11) 3218-7140 escritório de turismo da embaixada da espanha www.sPain.info (11) 3675-2000 intercontinental madrid www.intercontinental.coM/Madrid +34 91 700 7300

ExpEdiEntE projEto Destinos maDri Marketing Bel Povineli e Bê machado Fotos marcelo navarro reportagem Bruna narcizo produção márcio meneghini Cabelo e maquiagem Fábio araújo by mget promoter Caio Fischer Edição Fabiano mazzei 23/5/2012

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bulget occhiali www.generaloPtical.coM.Br (11) 3097-0299 laboratório stiefel www.sPectraBant.coM.Br www.linhahidrafil.coM.Br sac 0800 704 31 89


especial são paUlo

gianne albertoni um giro pela noite mais fervida do brasil musicais no palco, drinques sofisticados, alta gastronomia e pistas badaladas. Um roteiro cool com a apresentadora, pela cidade que não dorme nunca.

dicas imperdíveis! Uma programação especial para qUem gosta de cUltUra e diversão


EspEcial s達o paulo

Gianne Albertoni abre a noite no restaurante Spot: roteiro cultural e bem cool por S達o Paulo


19h30 Spot

pauliceia

by night

Na cidade que nunca dorme, a apresentadora GiaNNe albertoNi se diverte no agito cultural e gastronômico paulistano. Do teatro ao drinque, do jantar à pista de dança, terminando com um capuccino em plena madrugada, uma noite inesquecível e repleta de opções

POR juliana faddul fOtOS Marcelo liso / ag. istoÉ

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Divulgação

EspEcial são paulo

Musicais em alta

Nos últimos dez anos, São Paulo tem eclodido incontáveis musicais. As mega produções, como tim Maia - Vale tudo, o Musical e família addams, trazem para a América Latina todo o glamour e a sofisticação da Broadway e dos teatros ingleses. Tim Maia – Vale Tudo, o musical Teatro Procópio Ferreira Em cartaz até 24 de junho De quinta e sábado, 21h; sexta às 21h30; domingo às 18h

• A modelo, apresentadora e repórter da Record, Gianne Albertoni, costuma dizer que São Paulo lhe deu as duas coisas mais importantes de sua vida: uma carreira e um amor. Aos 13 anos, em um passeio com os irmãos pelo Parque do Ibirapuera, foi descoberta pelo fotógrafo Sérgio Duarte e, seis meses depois, estreava como modelo internacional em Milão. Anos mais tarde, em 2006, lá estava ela com um grupo de amigas dançando em uma casa noturna, quando conheceu seu namorado, o arquiteto Sérgio Gobbeti. Pronto: foi amor à primeira pista. Quer dizer, vista. Essa relação de amor com a cidade se reflete em como Gianne gosta de aproveitar o que São Paulo tem de melhor. As muitas opções culturais, a variedade gastronômica, o agito noturno, tudo a faz enaltecer ainda mais a capital paulista. “Além disso, aqui

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21h Teatro

A Família Addams Teatro Abril Em cartaz por tempo indeterminado De quinta e sexta, 21h; sábado 17h e 21h; domingo, 16h e 20h Preços de R$ 70 a R$ 250


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Gastronomia

Com um público exigente à mesa, os restaurantes da cidade têm cada vez mais se aprimorado. Dois deles se destacam: o D.O.M. e o Maní, que integram a lista The World’s 50 Best Restaurants, da revista inglesa restaurant – respectivamente em 4º e 51º. Maní De terça a domingo Rua Joaquim Antunes, 210 Tels.: (11) 3085-4148 e 3062-7458

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D.O.M. De segunda-feira a sábado Rua Barão de Capanema, 549 Tel.: (11) 3088-0761

23h15 Maní

representa a miscigenação brasileira. O paulista respeita a diversidade. Temos restaurantes de todas as comidas, peças de todos os tipos, baladas para todos os públicos. Sei que aqui posso encontrar de tudo e a qualquer hora”, avalia. Convidada por Gente, Gianne deu um giro pela noite seguindo um roteiro que ela mesma indicou. Embora vivendo uma fase mais caseira por conta do longo namoro, a modelo disse que gosta de encontrar as amigas sempre que pode. E uma boa pedida para este get together é um drinque no restaurante Spot. “Sempre encontro amigos aqui. O problema não é nem a fila para conseguir uma mesa, mas ir embora mesmo, com tanta gente bacana que encontro”, diz ela, enquanto beberica uma caipirinha de frutas vermelhas.

Jantar levinho no Maní. Destaque para o capellini com cogumelos e a sobremesa de berinjela

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EspEcial são paulo

0h30 Louis • Cortina

Outro programa que ela recomenda é aproveitar as muitas peças em cartaz pela cidade. Sobretudo os musicais, que têm temporada fértil na cidade com montagens bem-sucedidas de Tim Maia, com o ator Thiago Abravanel, e A Família Adams, onde brilham Daniel Boaventura e Marisa Orth. Ela indica ainda comédias como as de Marcelo Médici e os vários palcos com stand up comedies espalhados pela cidade (ver mais dicas na página 74). “Gosto de todos os tipos de peça, de dramas a comédia. O palco é mágico!”

Dando continuidade a programação, nada melhor do que emendar a ida ao teatro com um bom jantar. E falar das opções do assunto da cidade é uma barbada. No menu de alta gastronomia, dois endereços premiadíssimos: o D.O.M. e o Maní, ambos na lista do The World’s 50 Best Restaurants, editado pela revista britânica Restaurant. No Maní, aliás, Gianne indica o cappelini com mix de cogumelos. “Aqui é como Nova York neste ponto, mas acho São Paulo mais acolhedora”, compara. Notívaga assumida, ela sugere uma esticadi-


A modelo se joga na pista do Louis Lounge: som eletrônico e gente bonita noite adentro

nha para um bar logo após a sobremesa. Sem perder o pique, a repórter do programa Hoje em Dia dirige seu Range Rover preto para o Itaim, onde costuma frequentar os clubs do bairro. O desembarque acontece no recéminaugurado bar Louis Lounge, com seus lustres roxos de néon e o Louis, o drinque mais pedido da casa. “Uma amiga minha veio comemorar o aniversário aqui e gostei bastante. É bem descontraído”, diz. No balcão, a modelo, de 1,80 m chamou a atenção, claro. E não foi difícil um ou outro bonitão espichar os olhos para ela. Mas, que nada, a moça é comprometida e fez que nem viu.

• Madrugada

Duas horas depois, perto das 3 horas da manhã, Gianne prepara-se para partir. Destino casa? Não! Hora de tomar um capuccino e... fazer compras? “É a melhor hora. Não tem ninguém e é tranquilo. Eu adoro fazer compras, fico lendo todos os rótulos, por isso gosto de tranquilidade.” Ok, mas não desta vez. Pit stop na padaria – patrimônio histórico paulistano – Galeria dos Pães, nos Jardins. O lugar funciona 24 horas e tem uma delicatessen de primeira. Ali, ela compra coisinhas para o seu café da manhã, bate papo com as atendentes e posa para fotos com fãs.

Na pista O Louis Lounge, dos sócios Marcus Buaiz, Kako Perroy, Fábio Faria, Marcelo Checon, Marco Affonseca, João Paulo Affonseca e Fabio Fronterotta, é uma filial da badalada casa de Miami e, claro, já caiu no gosto dos moderninhos da cidade. Louis Lounge De terça-feira a sábado, das 19h às 3h Rua Amauri, 282 Tel.: (11) 3079-5020

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EspEcial são paulo MAiS DicAS TeaTro •Um Violinista no Telhado Teatro Alfa Quinta, às 21h; sexta, às 21h30; sábado, às 17h e 21h; domingo, às 17h. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro Tels.: (11) 5693-4000 ou 0300 789 3377 •Cada um com os seus pobrema Teatro Frei Caneca Terça e quarta, às 21h Rua Frei Caneca, 569 Tel.: (11) 3472-2229 •Stand-up Comedy Comedians De terça a domingo Rua Augusta, 1.129 Tel.: (11) 2615-1129 reSTaUraNTeS •Clos de Tapas De segunda a sábado Rua Domingos Fernandes, 548 Tel.: (11) 3045-2291 •Fasano De segunda a sábado Rua Vitório Fasano, 88, Hotel Fasano Tel.: (11) 3896-4000

3h Galeria dos Pães Fim de noite e a apresentadora ainda está no pique. A essa hora, sem trânsito, ela chegará rápido em casa, no bairro de Cidade Jardim, zona sul da cidade. “Se bem que poderia ir de barco, se tivesse um sistema que ligasse as duas pontas do rio Pinheiros, né? Ia deixar a paisagem mais bonita também”, sugere. Ao entrar no carro, a modelo se despede e termina a noite agradecendo. “Acho que todo mundo colhe o que planta. Meu sonho era ser atriz e fazer jornalismo. Fui e corri atrás. E a cidade teve um papel essencial para que tudo desse certo.” Obrigada, São Paulo. •

Padaria

Com mais de 2.500 itens disponíveis, a padaria Galeria dos Pães se tornou um hot spot para quem está voltando da balada ou gosta de comer no meio da madrugada. A variedade é tanta que os clientes podem optar por sopas, lanches e, claro, um clássico pão na chapa. Galeria dos Pães De segunda-feira a domingo, 24 horas Rua Estados Unidos, 1.645, Jardins.

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•La Brasserie erick Jacquin De terça a domingo Rua Bahia, 683 São Paulo, 01244-001 (11) 3826-5409 BaLaDa •Bar Numero De quinta a sábado Rua da Consolação, 3.585 Tel.: (11) 3061-3995 •Kiss and Fly De quinta a sábado Avenida Juscelino Kubitsckek, 2.041 Tel.: (11) 3044-6181 •Bar Secreto De quinta a sábado Rua Álvaro Anes, 97 http://chez.com.br/barsecreto/ PaDarIaS •Bella Paulista Todos os dias 24 horas Rua Haddock Lobo, 354 Tels.: (11) 3214-3347 e 32144520 •St. etienne Padaria Gourmet Todos os dias 24 horas Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1.417 Tel.: (11) 3885-0691 •Villa Grano Todos os dias 24 horas Rua Wisard, 500 Tel.: (11) 3031-6636


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a emoção De entrar no mar

I S SN

hebe

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Depois de dez anos sem pisar numa praia, a dama da tevê celebra a vida em águas baianas na primeira viagem após a cirurgia que a salvou do câncer

23/mai/2012

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