O DRAMA DE CHICO ANYSIO PAULO BORGES:
As novidades do Fashion Rio LEO DICAPRIO DE NAMORADA NOVA
OS 45 ANOS DE CLAUDIA RAIA
EXCLUSIVO
Alessandra
Ambrosio
“ESTOU GRÁVIDA” Aos 30 anos e com quatro meses de gestação, a top brasileira que é ícone sexy no mundo diz que estava na hora da filha Anja, de 3 anos, ter um irmão
Foto PEDRO DIAS
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coisas que você não sabe sobre ela
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E MAIS:
2/JAN/2012
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eu corpo
gravidez” A top Alessandra Ambrosio revela com exclusividade à Gente que está grávida de quatro meses de seu segundo filho
POR Simone BlaneS fOtO Pedro diaS / ag. iStoÉ
2/1/2012
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• Como se não bastasse ser o ano em que comemorou uma década como “angel” da grife de lingeries Victoria’s Secret e seus 30 de idade, Alessandra Ambrosio fecha 2011 com uma grande notícia: está grávida. “Vou ser mamãe”, revelou ela à Gente direto de Erechim, sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, onde passa férias com a família, sob os cuidados dos pais, Luiz e Lucilda e das avós Cristina e Joana. A descoberta aconteceu em setembro e teve um significado ainda mais especial para o noivo da top, o empresário Jamie Mazur. “Foi no dia 23 de setembro, dia do aniversário dele. Eu já suspeitava, mas fui a uma farmácia e fiz o teste. Foi o presente dele. Dei um cartãozinho com o teste positivo dentro”, conta Alessandra. A modelo, que é mãe de Anja, de 3 anos, está com quatro meses de gestação e ainda não sabe o sexo do bebê, que só será descoberto em janeiro, quando a top tem agendado um ultrassom. A torcida em casa está dividida: o pai quer agora um menino. Já a irmãzinha é mais ousada. “Anja pediu uma menina e um menino! Gêmeos!”, conta a mãe.
• Em forma
• Em sua segunda gravidez, Alessandra pretende controlar melhor o seu peso, já que quando teve Anja engordou 25 quilos. “Desta vez quero ficar um pouco mais saudável porque na primeira gravidez era inverno e eu comi horrores! Agora, como é verão e eu vou passar aqui, acho que vai dar para se manter mais saudável”, planeja. Alessandra também vai aproveitar os dias de folga para praticar alguns exercícios mais leves, que ajudem na gestação. “Vou fazer caminhadas na praia e hidroginástica. Como está muito quente aqui, quero também ficar com a Anja na piscina”, diz a top Sobre o parto, ela diz que seguirá as instruções da obstetra. “A primeira gravidez passei fazendo ioga e respiração para ter parto normal e no final não deu. Então tudo vai depender na hora do que a médica disser.” Sem enjoar, a top diz que a experiência da segunda gravidez está sendo mais agradável por estar mais consciente das reações de seu corpo. “Estou me sentindo muito bem. Meu corpo adora gravidez”, comemora. •
“Desta vez quero ficar um pouco mais saudável porque na primeira gravidez era inverno e eu comi horrores!’’
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coisas que você não sabe sobre a Angel
Além da notícia da gravidez, Alessandra Ambrosio também guarda outras surpresas, que vão do drama de quase ter perdido a mãe até sua paixão por fondue POR Simone BlaneS fOtO Pedro diaS / ag. iStoÉ
• A segunda gestação da top Alessandra Ambrosio pegou todos, desde sua família até os agentes e empresários da moda internacional, de surpresa. Mas essa gaúcha de Erechim é capaz de causar mais espanto do que se possa imaginar. Ela, por exemplo, engordou 25 quilos na gravidez de Anja, com uma dieta tão calórica que faria desmaiar qualquer dono de agência. E como imaginar que nesse corpo tão perfeito existe uma cicatriz, adquirida em uma de suas peraltices da infância? Fora um drama que a acometeu desde os primeiros segundos de vida: sua mãe, logo após o parto, contraiu uma infecção hospitalar e quase morreu. Um susto que ela conta a seguir entre tantas outras histórias destes seus 30 anos de vida.
1. Seu nome seria Melissa
“Meu nome ia ser Melissa, mas surgiu a ‘Melissinha’ e minha mãe não queria que eu tivesse nome de sandália. Meu nome é Alessandra Corine. Quando era pequena, não gostava de Corine, achava estranho. Hoje acho legal porque nos Estados Unidos tem muita gente com esse nome.”
2. Quase perdeu a mãe ao nascer
“Quando eu nasci, ela tentou fazer parto normal, mas não teve dilatação e precisou fazer uma cesárea. O problema foi que ela pegou uma infecção hospitalar e quase morreu no hospital. Meio trágico.”
3. Só largou a chupeta aos prantos
“No meu aniversário de 4 anos, eu dei meu ‘bico’ (como chamam chupeta no Sul do País), mas chegou a hora de dormir e eu chorava
tanto que a minha mãe teve que me devolver. Foi bem traumático. Mas no dia seguinte, não quis mais. ”
4. Tem uma cicatriz no queixo
“Foi quando eu tinha 4 anos e descobri que a minha avó Cristina escondia os chocolates no armário do quarto dela. Coloquei um pufe em cima do outro para alcançar a porta do armário, mas caí. Levei quatro pontos no queixo.”
5. Fez oito anos de balé
“Quando era pequena, adorava balé. Fiz por oito anos seguidos, dos 3 aos 11, na escola.”
6. Toca piano
“Aos 11 anos, tocava piano clássico. Aprendi com uma freira na escola que cobria minhas mãos para eu não olhar e me batia com uma anteninha daquelas de rádio de pilha, se eu tentasse. Minha mãe adorava me colocar para tocar para a família e até chegaram a me filmar para um programa da tevê RBS. Parei de gostar na adolescência, por causa do rock’n’roll, mas tenho piano em casa até hoje.”
7. Beijou primeiro aos 12 anos
“Foi em um menino chamado Fernando, em uma festinha na casa dele. Lembro que a boca dele tinha gosto de Coca-Cola. Mas na hora que ele veio me beijar, demos uma batida de boca que cortou o lábio dele. E no seguinte, espalhou para a escola inteira que eu tinha mordido seu lábio. Fiquei morrendo de raiva.” 2/1/2012
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8. Coleciona mais de 100 bonecas
“Tenho uma coleção com mais de 100 bonecas! Várias de porcelana e que hoje ficam na casa da minha mãe em Erechim. A minha favorita é uma que ganhei dos meus fãs: sou eu vestida de moranguinho, uma fantasia que usei em um Haloween.”
9. Foi conquistada com uma caixa de balas
“Conheci o Jamie no casamento de uma amiga, no Brasil. Até o achei bonito, mas eu tinha namorado. Ficamos depois de um ano e meio, no festival de Cochella. Eu já sabia que ele gostava de mim, e nesse dia entrei no carro dele. Jamie estava escutando Pearl Jam. Ele sabia que era minha banda favorita – ele comprou um monte de CDs da banda para me agradar. No dia seguinte, a gente escutava a banda e ele pegou uma caixinha de balinhas Tic-Tac e começou a tocar a música com ela. Rolou o clima. Ele pegou na minha mão e me beijou.”
10. A primeira gravidez foi inesperada
“A Anja foi inesperada. Na noite do Natal de 2007, eu notei que poderia estar grávida. Lembro que fiquei tão feliz, queria muito que fosse verdade. Estava com o Jamie passando o verão em Florianópolis, fiz o teste de farmácia e deu positivo. Foi meu presente de Natal. Contei para a minha irmã, que ficou brava porque ela é muito responsável. E depois para a minha mãe que veio de Erechim até Florianópolis de carro, chorando de felicidade.”
11. Achou o nome da primogênita na internet
“Eu queria Luana, mas meu noivo disse que nem pensar. Aí deu problema porque ele queria Olívia e eu disse que de jeito nenhum porque seria Olívia Palito, um dos meus apelidos horríveis de infância. Fui na internet e pesquisei naquele site de 1001 nomes de bebês. E ficou Anja.”
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“Estava numa festa beneficente e um cara chegou e disse que doaria mil euros para a causa se eu almoçasse com ele. Não rolou. Foi a cantada mais estranha que recebi”
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12. Induziu o parto
“Minha gravidez foi maravilhosa. Não tive enjoo, nada. Mas como aconteceu com a minha mãe, Lucilda, quando estava grávida de mim, eu não tive dilatação e tive que induzir o parto. Só não tive a infecção hospitalar como ela teve quando nasci.”
13. Engordou 25 quilos na gestação “Tudo o que eu não comia como modelo, comi naquela gravidez: era fondue todo dia! Um dia antes do parto, a médica disse para eu comer algo bem leve, mas não quis nem saber. Fiz minha última ceia com os fondues. Depois que ela nasceu, precisei perder tudo e comia duas mil calorias por dia só. Um hambúrguer, por exemplo, era vegetal, o pão era folha de alface e o bacon era de peru. Uma coisa nojenta, horrorosa!”
14. Acha a filha um clone seu
“A Anja é uma cópia, minha míni eu. É vaidosa e feminina como eu. Fica duas horas para colocar os brincos das princesas. E, como eu, adora o balé. Todo dia ela coloca a roupinha de bailarina e pergunta: ‘Mamãe, hoje é dia de balé?’.”
15. Ficou orgulhosa com Anja mergulhando na piscina
“Ela ama o mar, faz aulas de natação e está nadando direitinho. Parece um peixinho. O que mais me emociona é quando a minha filha aprende algo novo, como mergulhar.”
16. Usa o skype para falar com a filha
“Quando eu estou longe, eu a vejo todos os dias no skype. Tenho uma babá que está com ela desde que ela nasceu, tem o Jamie (Mazur, o pai). Minha irmã ajuda, mas tenho que vê-la para ficar tranquila.”
17. Faz quase todas as vontades da menina
“Quando estamos juntas, me divirto com ela. Sou aquela que come, dança junto, vai no pula-pula... Mas também coloco de castigo quando ela não obedece. Quase não falo ‘não’ para ela. Deixo comer doce porque quando eu era pequena ficava depressiva no quarto se minha mãe não me desse uma caixa de bis ou um sonho de valsa.”
18. Escolheu Los Angeles para viver com a família
“Optamos por Los Angeles porque o estilo de vida de lá tem mais a ver com o estilo
brasileiro. Tem praia, as pessoas vivem mais em família, parece mais o Brasil. E o clima é mil vezes melhor que o de Nova York.”
19. Fez cirurgia para corrigir orelhas de abano
“Foi aos 12 anos, para corrigir porque eram orelhas do tipo do Dumbo. Mas não deu muito certo, tive complicações, rejeição aos pontos internos e ela ficou meio deformada. Passei um ano e meio voltando todos os dias no médico para cuidar disso.”
20. É fiel às amigas
“Tive um namorado anos atrás que não queria minha amizade com a (top mineira) Ana Beatriz Barros. Eu a conhecia de uma viagem ao Havaí, onde nós duas estávamos a trabalho, dividimos o quarto e não nos desgrudamos mais. Me separei dele e a Ana ficou: é uma das minhas melhores amigas.”
21. Faz terapia arrumando o guarda-roupa
“Fico horas lá, tirando o que eu não quero, guardando. Nem vejo o tempo passar. Gosto de tudo organizado porque na hora de sair, gosto de me arrumar. E sou uma tristeza para escolher roupa. Sempre atraso 45 minutos, uma hora para sair.”
22. Quer aprender a ser DJ
“Já tive aulas e comprei a aparelhagem, mas não deu muito certo. É muito difícil mixar as músicas.”
26. Odeia toalha molhada em cima da cama
“É o que mais me irrita. E o Jamie vive fazendo isso...”
27. Recusou cantada de mil euros “Estava numa festa beneficente e um cara chegou e disse que doaria mil euros para a causa se eu almoçasse com ele. Não rolou. Foi a cantada mais estranha que recebi.”
28. É apaixonada por coalas
“Não sei de onde vem isso, mas um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi quando eu consegui ir para a Austrália e vi os coalas de perto. Queria até trazer um para morar comigo, mas não deixaram.”
29. Adora surfar em Bali
“Um lugar que eu adoro é Bali. Fui para lá cinco vezes e gosto tanto que já tenho até amigos locais. É um lugar exótico, tem um ar místico e zen. E surfe. Eu surfava um pouco, mas depois da gravidez, parei.”
30. Quer ter três filhos
“Antes de engravidar, dei uma entrevista dizendo que queria ter cinco filhos. Dois meses depois estava grávida. Acho que quero ter quatro. Bem, no mínimo três. Quando fiquei grávida, queria muito ter um menino e o Jamie também, mas veio a Anja. Agora, vamos ver.” •
23. Poderia ser instrutora de ioga
“Se não fosse modelo, seria instrutora de ioga. Faço aulas e adoro essas coisas esotéricas de tarô, baralho dos anjos. A professora sempre leva os baralhos, acendemos uma vela, lemos partes de livros que trazem mensagens, tem mandalas. É muito legal essa energia.”
24. Virar Angel mudou sua vida
“Na Victoria’s Secret você não é um cabide. Eles fazem questão de ter um trabalho grande de mídia e tudo o mais para você mostrar sua personalidade. E, claro, acabei ficando conhecida no mundo todo.”
25. Apela para o
chocolate na TPM
“Uma semana antes de menstruar, já começo a comer chocolate. É o que me salva!”
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Lorem eget
“Morri de medo de não poder desfilar”
No desfile da marca de lingeries, ela se apresentou ao lado de Adriana Lima (à dir): ninguém notou
• A notícia da gravidez de Ambrosio foi guardada a sete chaves pela modelo, até mesmo dos executivos da Victoria’s Secret. “No desfile eu já estava grávida. Fiquei morrendo de medo de não poder fazer o show”, conta ela, que só disse a seu agente sobre a novidade uma semana antes do desfile, que aconteceu no dia 9 de novembro. Já o CEO da marca, Edward Razek, só ficou sabendo da gravidez de Alessandra há dez dias e ficou contente. “Eles são muito legais e já estão acostumados. Lembro que na primeira vez eles acharam o máximo e agora também. Depois de mim, outras tiveram filhos: a Adriana, a Doutzen, a Miranda, então eles entendem e já se acostumaram. Vai ser a mesma coisa”, conta a top. Na sessão de fotos de biquíni feita no México para o catálogo de verão 2012 da grife, divulgada nesta semana, Alessandra já revelava uma leve saliência no abdômen. Mas ninguém percebeu. “No dia da prova de roupa para o desfile anual ninguém notou também e a roupa entrou”, recorda. A preparação para a apresentação como angel é que precisou mudar um pouco. “Sempre 20 dias antes do desfile eu pego firme nos abdominais, mas desta vez eu não fiz. Só malhei o bumbum, as pernas e um pouco dos braços e costas para usar as asas que são pesadas.” A silhueta irretocável da modelo, tanto nas fotos, quanto no desfile, mostra que realmente era dificil imaginar que ela estaria esperando um filho. • 2/1/2012
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Fotos Grosby Group
Em novembro, a top desfilou como angel e posou para o catálogo de verão 2012 da Victoria’s Secret sem ninguém saber da gravidez
Alessandra Ambrosio posa no México no inicío de novembro, então com três meses de gravidez
Aniversário
45 anos
de dança
Claudia Raia comemora aniversário com poucos amigos e festeja o ano de sucesso na tevê e no teatro
Divulgação
POR AnA CorA LimA, BrunA nArCizo e ThiAgo LuCAs
Para se preparar para o musical Cabaret, passava dez horas por dia ensaiando e cantando as músicas na esteira
• Foi entre poucos amigos, com drinques, salgadinhos, música baixa e altas risadas que Claudia Raia comemorou seus 45 anos, na sexta-feira 23 de dezembro, na casa da diretora Denise Sarraceni, no Rio, após chegar de uma viagem de cinco dias na Alemanha. Motivos para festejar o ano de 2011 não faltaram. Primeiro, ela conquistou o público na pele de Jaqueline da novela Ti Ti Ti, na Globo. Agora, a atriz fecha o ano com o sucesso da temporada paulistana de Cabaret, seu décimo musical. Uma das poucas atrizes brasileiras reconhecida por sua dedicação aos musicais muito antes da febre que agora toma conta dos palcos. Claudia também viveu grandes momentos na tevê, como na minissérie Engraçadinha, de 1995. É desse período que vem a amizade com Alexandre Borges, com quem ela também fez Ti Ti Ti (2010). “Temos idades próximas, faço 46 em fevereiro. Essa é uma idade linda, de aproveitar as coisas. Desejo tudo de bom a ela, que é uma amiga querida, uma fofa”, diz o ator. “Ela é uma das pessoas mais generosas que conheço”, considera outra amiga, a atriz Fernanda Souza. “Quem a vê de fora não tem ideia do ser humano lindo, acolhedor, simples e festeiro que é a Claudia Raia”, completa Mayana Neiva. Aos 45, Claudia ostenta uma forma física invejável. Para viver a prostituta Sally Bowles no musical atual, ela passou dez horas por dia ensaiando e cantando temas do espetáculo na esteira. Os filhos do casamento de 17 anos com Edson Celulari, Enzo, 14 anos, e Sophia, 8, têm seguido o mesmo caminho. O garoto é baterista da banda Olly e teve uma música na trilha de Ti Ti Ti. Sophia atuou nos capítulos finais da trama. 2/1/2012
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Ag. News
Com Reynaldo Gianecchini em Belíssima (2005)
No Carnaval de 2011, na comissão de frente da Beija-Flor. À esq., em Sassaricando (1987), como Tancinha
• “Temos idades próximas, faço 46 em fevereiro. essa é uma idade linda, de aproveiTar as coisas” • Alexandre Borges, ator
No papel de Tonhão, da TV Pirata
Em Ti Ti Ti, com o amigo Alexandre Borges. Abaixo, na peça O Beijo da Mulher Aranha (2001), com Miguel Falabella e Tuca Andrada
Com o ex-marido e os filhos Sophia e Enzo, em 2008
• No início de tudo
• Claudia começou cedo na carreira. Aos 13 anos, foi para Nova York, onde ficou por quatro anos estudando dança. Quando voltou ao Brasil, foi descoberta por Jô Soares e estreou no programa Viva o Gordo, aos 17 anos. Jô também foi o seu namorado por dois anos. Claudia fez participações nos programas humorísticos de Jô – e sempre soube explorar essa faceta, como nos tempos de TV Pirata ou mesmo em novelas, como em Rainha da Sucata (1990), em que vivia uma bailarina atrapalhada, personagem que era pura coincidência com o início de Claudia como dançarina: ela era muito alta e desengonçada e ela chegou a fazer tratamento para desacelerar o crescimento. Depois do namoro com Jô, casou-se com Alexandre Frota, com quem ficou por três anos, até 1989. Foi, aliás, durante as gravações da novela Deus nos Acuda, em 1992, que ela conheceu Celulari, de quem se separou em 2010. •
Em cena de Deus nos Acuda (1992), quando começou a namorar Celulari
Fotos Divulgação
Ag. News
Aniversário
14/01/2011 2/1/2012
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Diversão & Arte
cinema • gastronomia • livros • música • teatro • televisão
AVALIA: ★★★★★ INDISPENSÁVEL ★★★★ MUITO BOM ★★★ BOM ★★ REGULAR ★ FRACO
MÚSICA •
CRIOLO
“SOU UM CARA COMUM COM HISTÓRIA PARA CONTAR”
Na retrospectiva dos melhores de 2011, Criolo surge como a revelação do ano; ele fala sobre o sucesso do disco Nó na Orelha, que o levou a dividir o palco com Caetano Veloso e ser referenciado por Chico Buarque Mauro Ferreira
• “Evoé, jovem artista! Palmas para o refrão do rapper paulista”. A saudação feita por Chico Buarque ao fim de “Cálice”, um dos números do show com que o compositor vem percorrendo o Brasil, é dirigida a Criolo, nome artístico de Kleber Gomes, rapper paulista de 36 anos. Sensação da música em 2011 com seu segundo disco, Nó na Orelha, Criolo extrapola os guetos periféricos do hiphop paulistano. Com elogios unânimes, o artista dividiu o palco do VMB com Caetano Veloso, com quem cantou sua música “Não Existe Amor em SP”, que lhe deu um dos três troféus que levou para casa na premiação da MTV. Até então distante do universo da MPB, o rapper pôs novos versos sobre a melodia “Cálice”, música de Chico e Gilberto Gil. A atitude gerou a saudação de Chico. Nesta entrevista à Gente, Criolo reflete sobre o sucesso e atribui ao rap sua autoestima.
Junior Furlan
O MÚSICO ESTUDOU NA MESMA SALA DE AULA COM A MÃE, QUE DEPOIS FEZ FACULDADE DE FILOSOFIA
• A que você atribui a repercussão obtida por seu disco, Nó na Orelha? • Não sei... Estou procurando respostas. Eu acredito que as pessoas sentiram que podiam escutar a música de um cara comum como elas e que tem história para contar. Um cara que comete erros como todo mundo. As minhas letras
DESTAQUES 2011 mostram um pouco da minha indignação com a situação do Brasil, do meu desejo de mudança. O País é aquela pessoa que está no seu quintal. Eu sou um cara simples, um cidadão de São Paulo. • Mas você vive um momento especial... • Sim, mas, para mim, a gente abrir os olhos e poder ir à luta é um momento especial. A gente tem de correr atrás das coisas por mais difícil que sejam. É preciso ter a vontade de não querer que a vida seja em vão. Vim de um lugar chamado Grajaú (bairro da periferia paulistana) e estou aí na luta. • Suas letras têm um tom positivo e humanista. Isso que fez a conexão com outros públicos além do hip-hop? • Eu aprendi com os mestres do hip-hop que, por mais duro que seja o tom do discurso, é preciso mostrar que é possível mudar o que está incomodando, por mais dificuldades que a vida nos dê. O rap sempre me deu muita força. Foi sempre como um irmão mais velho, que me deu conselhos. Estou dando continuidade ao ensinamento desses mestres. • Como foi a sensação de ser saudado por Chico Buarque no show dele? • Foi muito inusitado. Jamais imaginei que isso fosse acontecer na minha vida. Não dá para se imaginar... Mas, antes de Chico ser um ícone da MPB, ele é um poeta. E talvez na história do Chico os porquês dele tenham se conectado com os mesmos porquês da minha. • Por que você teve a ideia de fazer uma letra para “Cálice”? • Não sei... Foi um sopro! A letra já estava na minha cabeça, mas não estava nem escrita no papel. Um dia, eu estava numa padaria quando um amigo ligou a câmera e eu cantei a letra. Foi intuitivo. Quem sou eu para botar letra numa melodia do Gilberto Gil (parceiro de Chico em “Cálice”)? Gil, Chico, Milton (Nascimento)... São caras que a gente cresceu ouvindo e por quem temos o maior respeito. A minha letra de “Cálice” representa um desabafo sobre tudo isso que a gente está passando, mas é também uma homenagem a tudo o que esses caras representam.
“Eu enxergo Chico e Caetano como cidadãos. Talvez os porquês do Chico sejam os mesmos porquês meus”
A volta dos grandes Depois de anos sem lançar discos de inéditas, Chico Buarque, Gal Costa e Marisa Monte reaparecem com bons trabalhos
• E como foi dividir o palco com Caetano Veloso? • Eu estava concentrado, preocupado em cantar. Mas é claro que foi uma honra ouvir Caetano cantar uma música minha. Mesmo sendo igual a todo ser humano, Caetano é um poeta, dotado de grande sensibilidade. • Na sua opinião, por que nomes da MPB se conectaram com sua música? • Embora exista poesia em mim, estou tão brutalmente distante da MPB que não sei explicar ou mensurar isso. Mas encaro tudo com naturalidade. Eu enxergo Chico e Caetano como cidadãos. • O que mudou na sua vida após o sucesso deste ano? • Tenho a rotina que sempre tive. Ainda faço parte da roda de samba do Grajaú. Não enxergo sucesso. O que vejo são os meus 23 anos de caminhada. O sucesso podia não acontecer e eu seria a mesma pessoa que sou. O rap me deu autoestima e me fez ser um homem livre, ao menos na minha poesia. O rap me preparou psicologicamente para lidar com tudo o que aconteceu num espaço tão curto de tempo. Não sou mais do que os outros. Claro que tem aquele gostinho do reconhecimento, depois de tantos anos de luta. Mas sou o mesmo. Como foi a experiência de dividir uma sala de aula com sua mãe no colegial? Maravilhosa! Foi ali, na sala de aula, que eu tive oportunidade de enxergá-la não somente como minha mãe, mas como o ser humano extraordinário que ela é. Minha mãe é danada! Terminamos o colegial e ela foi fazer faculdade de filosofia. Ela se formou e foi fazer pós-graduação em literatura semiótica, estudando com o meu irmão, Clayton.
CHICO ESTAVA HÁ CINCO ANOS SEM LANÇAR DISCO
• Foram cinco anos sem inéditas de Chico Buarque, seis sem disco de Gal Costa, cinco sem canções de Marisa Monte. Em 2011, eles encerram o jejum mostrando por que, afinal, há tanta expectativa pelo que eles fazem. Chico, por exemplo, tem “Sinhá”, uma obra-prima. Marisa Monte reapareceu unindo a tradição do cancioneiro romântico brasileiro a modernidades sonoras. O disco, O que Você Quer Saber de Verdade, quase não tem surpresas, além de um forró. É a boa e velha Marisa Monte de sempre. O que já diz muito. E Gal Costa se associou a Caetano Veloso, seu parceiro de início de carreira, e lançou Recanto, todo eletrônico e experimental. E se alguém achava que havia cansaço em Gal ou em Caetano, se surpreendeu com o melhor disco brasileiro do ano. (Aina Pinto)
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“Mulher chique não senta. Fica de pé a festa inteira” O estilista Marcelo Quadros assume o posto mais importante na direção criativa da Daslu. Sem medo de errar, ele arregaça as mangas disposto a escrever seu nome na história da loja e turbinar as vendas da alta-costura. Aqui, ele fala do jogo de cintura para lidar com clientes cada vez mais exigentes POR THAÍS BOTELHO
• Há pouco mais de três semanas, Marcelo Quadros recebeu um telefonema particulamente importante. Do outro lado da linha estava Eliana Tranchesi, criadora da Daslu, a megaloja que deu o pontapé para o consumo de alto luxo no Brasil. Eliana explicou que ligava para fazer um convite. Queria que Marcelo assumisse a direção criativa da marca. “Imagina?! Fiquei lisonjeado”, contou o estilista à Gente. Com a saída de Sandro Barros, o nome por trás dos vestidos de noiva e de alta-costura criados pela marca, a principal cadeira criativa da Daslu entrou na bolsa de apostas do mercado fashion. Quem seria o substituto? Marcelo Quadros, o ex-professor de educação física e um dos grandes talentos da moda brasileira foi o escolhido. Convite aceito, no último dia 19 ele assumiu o posto e desde então não tem mais tempo livre. “Gosto de brincar que meu nome tem sido ‘trabalho’, e o sobrenome ‘hora extra’.” No mercado desde 1992, o estilista é um dos poucos brasi-
leiros vivos com experiência em alta-costura. O olhar pretende ser contemporâneo, até porque o desafio será sob medida apenas para o seu talento. “Assumo quatro linhas: a Couture, de alta-costura, a Denim Couture, que são as roupas de alta-costura prontas para serem consumidas, a Black Label da Daslu, o prêt-à-porter de luxo, além da linha Marcelo Quadros Daslu, que é o meu conhecido DNA”, explica. Agora Marcelo parte para uma viagem curta entre Paris e Londres. Será apenas um breve período de descanso antes de 9 de janeiro, quando ele já participa da abertura da nova flagship da marca no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Ali, além de um ateliê exclusivo com elevador privativo para as clientes, ele também terá loja da sua própria marca. O lançamento da nova coleção está previsto para o dia 7 de fevereiro. Na tarde da quarta-feira 21, Marcelo falou à Gente sobre o projeto, e relembrou momentos divertidos da carreira.
Fotos Luiza Sigulem/Folhapress
Gente entrevista
2/1/2012
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Fotos Gabriel Chiarastelli / Ag. IstoÉ
“O maior desafio é deixar as noivas magras e 100% satisfeitas”
Gente entrevista • O convite para assinar a direção criativa surgiu por conta da coleção criada por você para a marca em fevereiro de 2010? • Marcelo Quadros. Exatamente. A Daslu começou a investir em couture collection e fui convidado para fazer a coleção no inverno, quando teve a winter house. Foi ali que começamos a namorar. Deu certo. Acabei fazendo mais uma coleção para eles, e veio o convite da Eliana para eu assumir. • Como serão as novas coleções ? • Assumo quatro linhas: a Couture, de altacostura, com peças desenhadas exclusivamente para uma determinada ocasião, depois vem a Denim Couture, que são as roupas de altacostura prontas para ser consumidas, podendo ser customizadades ou receber um ajuste, e a Black Label da Daslu. Esta é o prêt-àporter de luxo, além da linha Marcelo Quadros Daslu, que é o meu conhecido DNA. • O que muda na sua vida com o desafio? • Endereço novo e muito trabalho... (risos). Moda não é arte, é negócio. Crio coisas para serem consumidas. Esse convite é a etapa mais importante da minha vida. Só olho para o futuro, e hoje estar no grupo Daslu é gratificante. Se eu te falar que não tenho todas expertises, estaria mentindo, pois eu tenho todas, não vou precisar mostrar nada para ninguém. Tenho 45 pontos de venda, clientela fiel e vou para um universo muito maior. O céu é o limite. • Agora você comanda as costureiras da grife. Levará alguém do seu ateliê? • Sim, manteremos os 20 profissionais da Daslu e levo mais seis pessoas da minha equipe, como modelista sênior, gerente de produtos etc. Estamos com um time muito bom. Mais para a frente iremos estruturar o comercial da minha marca, Marcelo Quadros. Não haverá mudança radical, só um “refresh”, um frescor para essa linha. Irei agregar um valor. • Você está indo para Paris e Londres. Quem são suas referências internacionais? • Será uma viagem de final de ano para voltar renovado. Mas claro que, estando nestas cidades, presto atenção em tudo. Passo 14 dias entre as duas cidades. Gosto bastante de John Galliano e Alexander McQueen. • Por que deixou de desfilar no SPFW? • Estou na moda desde 1992 e não parei mais. Estou focado no mercado de luxo e exclusivo.
Resolvi sair porque estava focado nisso e precisava voltar para esse nicho. Deixei o SPFW com pesar, mas não parei totalmente. Fiz desfiles em espaços menores. Foi uma megaestratégia e fomos bem-sucedidos. • Qual o segredo para lidar com a ansiedade das noivas? • Elas começam querendo nada e depois querem tudo, é engraçado. Mas a gente trabalha com antecedência, pois elas procuram o designer mais de seis meses antes do casamento. Temos tempo de administrar e produzir os anseios. Sou pragmático. Temos diversas armas de sedução. Não tenho insegurança nenhuma, por isso me sinto apto para assumir.
‘‘Não copio foto de revista. Na hora identifico o estilista e digo para a pessoa procurá-lo. Não sou costureiro, né?’’ Marcelo Quadros
• Qual foi a maior saia-justa que viveu como estilista? • O maior desafio é deixar as noivas magras e 100% satisfeitas. Temos artifícios para afinar cintura com estruturas e os apertões daqui e dali. Quando é preciso, digo logo: mulher chique não precisa sentar, fica de pé a festa inteira... (risos). Quando está tudo muito apertado não dá para se mexer, né? • E o pedido mais extravagante? • Acho que não teve. Mas não copio foto de revista, por exemplo. Olho o estilista e digo para a pessoa procurá-lo. Não sou costureiro, né? Sou designer. Se a pessoa veio até mim, conhece meu trabalho e quer algo exclusivo. • O que pode deixar uma noiva cafona? • O excesso de informação é cafona. Mas há mulheres que carregam bem o exagero. Tem de estudar o perfil da cliente e trabalhar . Cor em noiva eu não gosto. Vestido muito branco também não. Mas se a noiva tem o desejo, transformo em uma realidade glamourosa. É isso que elas esperam de um designer. • Qual foi o vestido mais icônico que já fez? • Todos os meus bordados são um marco na moda nacional. Os mais notáveis foram os do último desfile no SPFW, em 2008. Foi um turning point na minha carreira. • Há tendência para os vestidos de noiva? • Volumes, uso de rendas. As mangas também estão voltando. E as transparências. O que sugiro é o vestido 2 em 1. Um maravilhoso com volume e todos os protocolos de uma noiva para a cerimônia religiosa, que depois vira um confortável, mas sem perder sofisticação e glamour, para ela se divertir, afinal. • 2/1/2012
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A cara e a personalidade do dono: Alex cuidou pessoalmente do dÊcor. A amiga Esther Giobbi fez o projeto de marcenaria. Piso e estantes foram ebanizados. A tapeçaria na parede Ê da Stile DOC. As banquetas divertidas vieram de uma loja de brinquedos do Iguatemi
Estilo Casa • Por Silviane Neno
London Calling
O apartamento paulistano de Alex Hanazaki, um dos bambas do paisagismo moderno, poderia fácil ser um endereço em Londres ou Nova York. O perfume cosmopolita, no entanto, é consequência natural de quem transforma viagens em escolhas de bom gosto FOTOS Marcelo Navarro/Ag.IstoÉ 2/1/2012
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No quarto, o biombo de Bramante Buffoni da dĂŠcada de 60 foi arrematado num leilĂŁo e instalado na parede, mantendo as ferragens originais. Abajures da Stile DOC e tecidos Donatelli. A manta de pele veio da Argentina
Estilo Casa
Alex trouxe todos os tecidos para os estofados e almofadas de Nova York: “Não procurei combinar nada com nada.” Abaixo, ele mostra o site do último hotel onde se hospedou em Turks and Caicos, no Caribe. Detalhe de estilo: abotoadura comprada na Harrods, em Londres
• Dizem que o bom gosto é uma virtude que uns têm e outros aprendem a conquistar. Pois bem, em alguns casos, muito poucos, esse aprendizado passa por escolhas naturais, quase intuitivas, cujo instrumento é apenas o olhar. Seria fácil dizer que Alex Hanazaki aprendeu tudo sozinho. Não é bem assim. Aliás, ninguém aprende sozinho. Mas só os curiosos são capazes de transformar em referência o que o cérebro registra como verdadeiramente interessante. Aí é que entra o bom gosto. Os estetas escolhem o mais bonito. Desde criança esse rapaz de olhos puxados e estilo bem... digamos, Comme des Garçons de ser tem mania de inventar moda. Aluno aplicado da turma na escola, ele também era sempre o escolhido para montar os cenários, as peças de teatro, os cartazes. Falou em desenhar era com ele mesmo. Pintar, melhor ainda, mesmo que fosse a parede do colégio. A educação, na família de origem nipônica nascida em Presidente Prudente, interior de São Paulo, tinha peso de religião. Assim, quando Alex Hanazaki decidiu ser arquiteto, a escolha não surpreendeu ninguém. Maktub, diriam se falassem árabe em vez de japonês (e português, claro). Mas foi um estágio em São Paulo que transformou de vez a vida do recém-formado arquiteto. Na verdade, um projeto, 2/1/2012
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As letras na parede foram encontradas na rua em São Paulo, depois da operação “Cidade Limpa”. Alex apresenta Montanha, o yorkshire que usa gravata Abaixo, toy art e a mensagem do dono da casa, fumantes são bem-vindos. A sandália personalizada pronta para as festas em Trancoso
que não envolvia pranchetas, mas vasos, gramas, adubos, flores e coisas dessa natureza. Daí o pé na terra dos ancestrais agricultores calou fundo e Alex se descobriu paisagista. E lá se foram 11 anos desde o primeiro jardim para uma pizzaria. Hoje Hanazaki comanda um movimentado escritório em São Paulo e é considerado um dos mais modernos da turma dos tops paisagistas paulistanos. Trabalha o dia inteiro e só para quando lembra que é hora de voltar para o apê construído há dois anos, com jeito e perfume de sua alma cosmopolita.
Ele adora viajar. No ar, a fragrância usada nos hotéis Costes, chic e sexy como tudo ali. Ah, os hotéis! “Às vezes viajo por uma semana e troco de hotel quatro vezes na mesma cidade, só para experimentar mais um”, conta, enquanto burrifa mais um jato do frasco preto, a cor dominante do seu hotel particular. No décor muito mobiliário 60 e uma profusão de biombos, uma de suas paixões. “Não sou perdulário, mas gosto de investir em coisas definitivas e de boa qualidade, que vão me dar conforto, para a vida e para os olhos”, conta, acariciando a pele comprada na Argentina (com certificado), em cima da cama (com lençóis 1000 fios egípcios). A casa foi arrumada para o Natal, mas o Réveillon será em Trancoso. Alex garante que dessa vez não vai trocar de hotel (até porque todos estarão lotados) e que vai abandonar as botas e roupas pretas. Em nome do verão só vai usar bermudas e Havaianas. Mas, veja bem, as sandálias em questão, são personalizadas com o nome dele e o solado reproduz um gramado. “Fiz para dar de presente para os amigos e clientes.” Porque, afinal, paisagista tem que ter os pés no chão, bien sur. •
Estilo Casa
Outro biombo antigo foi adaptado para cumprir a função de porta que se abre, revelando a sala de jantar. O lustre de murano é da Téo, em São Paulo
14/01/2011 2/1/2012
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Feliz aniversรกrio em Cartagena A cidade colombiana foi o destino escolhido por Amir Slama para comemorar a chegada da nova idade repleta de boas energias Bruna Furlan
Gente viaja
Fotos Amir Slama / Arquivo Pessoal
Portal de Los Dulces (à esq.) e Amir e Riva no Forte de San Felipe de Barajas. “Fiquei encantado”
• Escorpiano de 10 de novembro, Amir Slama é supersticioso. Há sete anos, a conselho de sua astróloga, Maricy Vogel, o estilista passa o aniversário em alguma cidade pelo mundo afora. “Faço meu mapa astral e, a cada ano, ele me manda para algum lugar diferente. Há uma confluência de astros e simetrias que indicam lugares específicos do mundo. E lá vou eu”, explica ele, que já comemorou em Salvador, Santiago, Toronto, Nova York, Londres e Edimburgo. Este ano, a cidade eleita (pelos astros) foi Cartagena das Índias, na Colômbia. “Foi um momento de introspecção para mim. Sou formado em história e essas coisas mais coloniais das Américas me interessam muito. Juntei descanso com cultura e culinária. Foi uma viagem completa!” O estilista viajou acompanhado da mulher, Riva, e se hospedou no hotel La Passion, um casarão com apenas oito quartos, escadas de granito italiano e colunas de estilo colonial, localizado na Calle Estanco Del Tabaco, no centro histórico. “É de um francês e fica na parte antiga da cidade, tem uma arquitetura colonial linda, uma mistura de ferro na estrutura. Simplesmente incrível.” Apreciador da boa gastronomia, Amir encantou-se pelos bons pratos em Cartagena. “Tem muita coisa com coco na culinária local. Eles têm um arroz típico feito com leite de coco, que é um pouco mais queimadinho. Uma delícia! Eu adoro arroz.” O Club de Pesca , um dos restaurantes indi2/1/2012
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cados por Amir, foi fundado em 1956 e fica dentro do Forte San Sebastián del Pastelillo, antiga fortaleza que hoje abriga o tradicional restaurante, um iate clube e um clube de pesca. “Comi um lagostim maravilhoso lá”, contou. “A noite do meu aniversário passei no restaurante Don Juan e no dia seguinte jantamos no Juan del Mar Restaurante”. Tudo a preços palatáveis, diga-se. “Isso me surpreendeu. É bem mais barato do que no Brasil. Você come em lugares ótimos por um terço do preço.”
• Mergulho
• O mar do Caribe também entrou no roteiro do casal. “Todos os dias íamos um pouco à praia. Fizemos passeios para conhecer as ilhas. Os dias são bem longos nessa época, então dá para aproveitar bastante.” Entre um passeio e outro, Amir e Riva caminhavam bastante pela cidade. “Táxi é superfácil, em quantidade e preço. Mas nós adoramos andar, fazíamos quase tudo a pé. Antes de viajar, sempre pesquisamos sobre o destino. Pegávamos o mapa e já víamos o que podia ser interessante ou não.” Mas nem todos os lugares são mais bacanas por conta própria. “No Museu da Inquisição vale a pena pegar uma visita guiada. É muito forte, tem todos os instrumentos usados, o ambiente é um pouco carregado, tem essa energia da época, de sofrimento. Fiquei encantado com Cartagena. Não esperava que fosse tão fascinante”, resumiu Amir, já ansioso para saber qual será seu destino no próximo aniversário. •
Shutterstock
Hotel La Passion, na cidade velha, e o Museu Naval Del Caribe (abaixo)
Gente viaja
Roteiro gastronômico
Lagostim servido dentro do coco, com arroz típico Forte San Sebastián del Pastelillo: a antiga fortaleza abriga hoje um iate clube, um clube de pesca e um tradicional restaurante
Cartagena das Índias tem bons restaurantes a preços convidativos. A gastronomia local é rica e encantou o paladar de Amir Slama. Ele recomenda: Club de Pesca: fundado em 1956, fica dentro do Fuerte San Sebastián del Pastelillo, antiga fortaleza da cidade. É um dos restaurantes mais tradicionais de Cartagena. Vale a pena almoçar olhando o mar. Don Juan: localizado na Calle del Colegio, tem uma boa carta de vinhos e receitas do chef Juan Felipe Camacho López, daí o nome da casa. Recomenda-se fazer reserva. Juan del Mar Restaurante: fica em um casarão do século 19 na Plaza San Diego no centro histórico de Cartagena
O casal em uma ruela na cidade velha. “Não dá para não ir. É muito especial”
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