Skip to main content

Meu odiado crítico

Page 1

Os textos de

Ezequiel Neves Júlio Medaglia Sérgio Cabral Zuza Homem de Mello

organização e perfis Miguel De Almeida


Miguel De Almeida é inventivo, irônico e polêmico. Na grande imprensa, onde há anos exerce o jornalismo, tem um currículo de fôlego. E tem mais: é editor, diretor e roteirista de cinema, poeta e autor de vários livros. Nesse minicurrículo, salta um perfil impertinente e apaixonadamente curioso. Tudo isso com um sotaque geracional tropicalista inegável. Agora chega com Meu odiado crítico, um livro único para a história dos primeiros momentos da MPB. Para tanto, selecionou um quarteto de críticos da pesada. A história contada neste livro, portanto, é uma história feita por críticos fora da curva, que não contemporizam nem se calam, preferem ser odiados. Vamos ao quarteto. Ezequiel Neves, Zeca Jagger ou Zeca Zimmerman, é uma figura inteligentíssima, debochada e destruidora de padrões, sejam eles quais forem. Apostou suas fichas nos não canônicos, nos rebeldes, nas vanguardas anônimas e em quem mais viesse com inquietações e rebeldia. A história da MPB e do rock, a partir de Ezequiel, é recontada de forma única, a contrapelo, indomável como seu narrador. Na sequência, entra em cena Júlio Medaglia, o mais bem-comportado do elenco de Miguel. Erudito, regeu orquestras nos Estados Unidos e em vários países europeus. Mas Júlio também trazia uma veia eclética, o que o levou em direção à cultura popular, ainda desprestigiada pelos intelectuais. A narrativa de Júlio silenciava o preconceito, mas pedia qualidade. Foi com essa premissa que fez o arranjo de “Tropicália”, primeiro passo do tropicalismo. Esse deslizar entre os domínios do erudito e do popular faz de Júlio um intérprete único de nossa música no meio do século XX.


Surge, então, Sérgio Cabral, a maior referência no quesito samba no país. Figura rara, boa gente, de abraço largo e identificado visceralmente com o samba e com os sambistas. Música essa feita pelas camadas populares, negros e pobres, ainda longe da vista da classe média. Nesse embalo, Sérgio trouxe para a cena Sinhô, João da Baiana e Ismael Silva, e a inovação de suas canções. Com Teresa Aragão, monta no Teatro Opinião o espetáculo A fina flor do samba. O samba chega finalmente à zona sul e, no livro de Miguel, percebe-se o quanto estava submerso na era de ouro da música brasileira. O último personagem do quarteto é o paulista Zuza Homem de Mello. Baixista e colunista em jornais paulistas, formou-se nas mais renomadas escolas de jazz e musicologia dos Estados Unidos. De volta, já na TV Record, participou da explosão dos festivais da canção. No momento mais quente da MPB, Zuza trabalhou em TV, rádio e imprensa, com colunas de música ou programas de jazz e MPB. Escreveu oito livros, todos sobre música brasileira, coordenou a Enciclopédia da música brasileira e a terceira edição da coleção História da música popular brasileira. Um livro e quatro vozes, quatro ritmos, quatro personagens. Uma sinfonia em que entram o rock, o jazz, o samba, a MPB. A música brasileira em seu momento fundador examinada do ponto de vista da insubordinação e de todo seu poder de fogo, trazendo as vozes do negro e do pobre, do jazz e do erudito, que se encontravam no sonho utópico do novo som dos jovens universitários. Tudo sob a regência do maestro Miguel De Almeida, o criador e articulador deste panorama poliédrico da MPB. Heloisa Teixeira Escritora e crítica literária


A memória de grandes autores(as) brasileiros(as) deve ser escrita, e isso é o que faz Miguel De Almeida ao lançar este livro reunindo textos de críticos musicais, entre eles Sérgio Cabral. Cabral foi jornalista, escritor, compositor, pesquisador, biógrafo, entusiasta do samba, crítico... e muito mais. A cultura brasileira, tal qual uma órfã, sente a ausência do mestre. [martinho da vila] Na lista dos discriminados aqui e mundo afora, faltava destacar essa figurinha estapafúrdia chamada crítico. Miguel De Almeida lhe dá cidadania plena ao afinar a voz com a impecável Aretha Franklin e entoar: “R-E-S-P-E-C-T / Find out what it means to me / R-E-S-P-E-C-T”. [silviano santiago] Um delicioso e criativo olhar para alguns dos maiores críticos dos diferentes gêneros da música popular brasileira. [paulo mendonça] Ótimo livro! Uma vez visitei Zuza para que me sugerisse uma canção, e ele me disse: “Eliete, os críticos passam, os músicos ficam”. Passado algum tempo, creio que posso dizer que os verdadeiros críticos, como ele e Sérgio Cabral, ficam! [eliete eça negreiros] Ezequiel Neves me dizia que se você está assinando seu nome num artigo está assumindo um compromisso com o que vai escrever. E quem não gostar que escreva o seu e assine embaixo... e ponto final – não enche o saco (kkkkk). [frejat] Miguel faz uma análise profunda sobre a trajetória de importantes críticos. Com talento e inteligência, dimensiona o papel de cada um na cena musical brasileira e coloca muita coisa no seu devido lugar. [renato teixeira] ISBN 978-85-9493-361-4


Os textos de

Ezequiel Neves Sérgio Cabral Júlio Medaglia Zuza Homem de Mello

1

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 1

26/11/25 16:17


SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor Regional Luiz Deoclecio Massaro Galina Conselho Editorial Carla Bertucci Barbieri Jackson Andrade de Matos Marta Raquel Colabone Ricardo Gentil Rosana Paulo da Cunha Edições Sesc São Paulo Gerente Iã Paulo Ribeiro Gerente Adjunto Francis Manzoni Editorial Jefferson Alves de Lima Assistente: Rafael Fernandes Cação Produção Gráfica Fabio Pinotti Assistente: Thais Franco

2

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 2

meu odiado crítico

26/11/25 16:17


Os textos de

Ezequiel Neves Júlio Medaglia Sérgio Cabral Zuza Homem de Mello

organização e perfis Miguel De Almeida

3

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 3

26/11/25 16:17


36

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 36

meu odiado crítico

26/11/25 16:18


37

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 37

26/11/25 16:18


84

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 84

meu odiado crítico

26/11/25 16:18


85

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 85

26/11/25 16:18


147

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 147

26/11/25 16:19


148

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 148

meu odiado crítico

26/11/25 16:19


219

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 219

26/11/25 16:20


220

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 220

meu odiado crítico

26/11/25 16:20


Sobre o organizador Miguel De Almeida é escritor, editor e diretor de documentários. Autor de livros como Primavera nos dentes (Três Estrelas, 2019; Editora Record, 2023), sobre o grupo Secos & Molhados; Do pré-tropicalismo aos sertões (Imprensa Oficial, 2012), sobre a trajetória do Teatro Oficina e de José Celso Martinez Corrêa; e Trilha nos trópicos (Lazuli, 2017), refazendo O turista aprendiz, de Mário de Andrade. Autor do argumento da série Manhãs de setembro. Diretor e roteirista dos longas Não estávamos ali para fazer amigos, sobre o caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, onde trabalhou por anos a fio; Tunga: o esquecimento das paixões; e das séries de TV Deu bola; Brasil, zil; São florestas; e Primavera nos dentes. É colunista do jornal O Globo.

285

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 285

26/11/25 16:21


286

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 286

meu odiado crítico

26/11/25 16:21


287

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 287

26/11/25 16:21


fonte: Sole Serif Small papel: Supremo alta alvura 250g/m2, Chambril Avena 80g/m2 impressão: Pifferprint data: novembro 2025

288

miolo_MEU_ODIADO_CRITICO.indd 288

meu odiado crítico

26/11/25 16:21


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Meu odiado crítico by Edições Sesc São Paulo - Issuu