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Extinções: como a vida resiste, se adapta e evolui

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Michael J. Benton

Como a vida resiste, se adapta e evolui


SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor Regional Luiz Deoclecio Massaro Galina Conselho Editorial Carla Bertucci Barbieri Jackson Andrade de Matos Marta Raquel Colabone Ricardo Gentil Rosana Paulo da Cunha Edições Sesc São Paulo Gerente Iã Paulo Ribeiro Gerente Adjunto Francis Manzoni Editorial Jefferson Alves de Lima Assistente: Rafael Fernandes Cação Produção Gráfica Fabio Pinotti Assistente: Thais Franco


Michael J. Benton

COMO A VIDA RESISTE, SE ADAPTA E EVOLUI

Tradução Cássio Leite


Publicado por acordo com a Thames & Hudson Ltd., Londres Título original: Extinctions: How Life Survives, Adapts and Evolves © 2023 Thames & Hudson Ltd., Londres Texto © 2023 Michael J. Benton Design Matthew Young Primeira edição publicada no Brasil em 2025 pelas Edições Sesc São Paulo Edição brasileira © 2025 Edições Sesc São Paulo Todos os direitos reservados Preparação Silvana Vieira Revisão Sílvia Balderama Nara, Maiara Gouveia Capa e diagramação Túlio Cerquize Foto da capa (pilha de crânios de bisões) Burton Historical Collection, Detroit Public Library

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) B478e Benton, Michael J. Extinções: como a vida resiste, se adapta e evolui / Michael J. Benton; tradução de Cássio Leite. – São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2025. 312 p.; il. Título original: Extinctions: How Life Survives, Adapts and Evolves ISBN 978-85-9493-363-8 1. Extinção de espécies. 2. Conservação de espécies. 3. Paleontologia. 4. Evolução de espécies. I. Benton, Michael J. II. Leite, Cássio. III. Título. CDD 591.529

Ana Cláudia Martins – Bibliotecária CRB-8/8246

Edições Sesc São Paulo Rua Serra da Bocaina, 570 – 11º andar 03174-000 – São Paulo SP Brasil Tel.: 55 11 2607-9400 edicoes@sescsp.org.br sescsp.org.br/edicoes /edicoessescsp


Sumário Prefácio 7 PA RT E 1

Origens: de 4,567 bilhões a 444 milhões de anos atrás 1. Os primeiros animais e as extinções em massa 2. A explosão e as crises do Cambriano 3. A diversificação e a extinção em massa do Ordoviciano

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PA RT E 2

Os eventos do Paleozoico Médio: de 444 milhões a 252 milhões de anos atrás 4. A transição para a terra e as crises do Devoniano Superior 68 5. Como o aquecimento global mata? 82 PA RT E 3

A extinção em massa no fim do Permiano e a recuperação do Triássico: de 252 milhões a 237 milhões de anos atrás 6. A maior crise de todos os tempos 106 7. A recuperação do Triássico 120 PA RT E 4

Do Triássico Superior ao Jurássico: de 237 milhões a 145 milhões de anos atrás 8. O Episódio Pluvial Carniano e a diversificação dos dinossauros 138 9. A extinção em massa do fim do Triássico 152 10. O modelo universal de crise hipertermal 167


PA RT E 5

Do Cretáceo ao fim do Eoceno: de 145 milhões a 34 milhões de anos atrás 11. A revolução terrestre das angiospermas 182 12. O dia em que os dinossauros morreram 197 13. O mundo se recupera e surgem os modernos ecossistemas 223 PA RT E 6

Do Oligoceno à atualidade: de 34 milhões de anos atrás aos dias de hoje 14. O resfriamento da Terra 15. A era industrial

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Linha do tempo Bibliografia Agradecimentos Créditos das imagens Índice Sobre o autor

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I   Uma cena apocalíptica após a devastação. Um pequeno bando de Lystrosaurus foge dos rios de lava despejados pelas erupções massivas dos trapps siberianos, ao final do Permiano, há 252 milhões de anos.

II   A criatividade da evolução. Após uma extinção em massa, novas espécies evoluem e estilos de vida inteiramente novos podem surgir. Aqui, um pequeno velociraptor emplumado persegue dois mamíferos do gênero Zalambdalestes no início do Cretáceo, na China.


III  Os primeiros animais. Cena no fundo do mar, há 555 milhões de anos, mostrando criaturas verticais cuja forma lembra folhas de samambaia e que se alimentavam filtrando partículas da água. Animais com maior mobilidade, alguns talvez parentes de vermes e moluscos, rastejam pelo lodo.

IV   As criaturas maravilhosas de Burgess Shale. Os animais do Cambriano encontrados nesse local famoso no Canadá sempre despertam admiração. Vistos aqui, a partir do canto superior esquerdo, em sentido horário, Anomalocaris, Hallucigenia, Opabinia e Sanctacaris (um artrópode primitivo ligado aos modernos escorpiões).


V   Trilobitas. Uma camada de rocha do Cambriano Médio mostra vários exemplares do trilobita Ellipsocephalus hoffi. Esses artrópodes possuíam pernas sob a carapaça e vasculhavam o lodo do fundo do mar em busca de alimento; também eram capazes de fugir correndo de predadores.

VI   A vida em Burgess Shale. A cena ilustra alguns dos animais mais esquisitos encontrados em Burgess, além de trilobitas (à esquerda, e embaixo, à direita), águas-vivas (no alto, à esquerda) e simples esponjas (no meio). O Pikaia, um vertebrado primitivo similar ao Haikouichthys, nada no centro, embaixo.


VII   As primeiras plantas terrestres. Uma colônia de Cooksonia, pequenas plantas vasculares que começaram a prosperar no Siluriano Médio, há 430 milhões de anos. Caules curtos e ramificados conectados a raízes subterrâneas se elevam alguns centímetros do chão e são encimados por cápsulas de esporos (esporângios) em forma de botão.

VIII   As grandes florestas de carvão. Climas quentes e úmidos prevaleceram por grande parte das regiões equatoriais no Carbonífero, há 315 milhões de anos, e imensas samambaias com sementes e cavalinhas prosperaram. Insetos e artrópodes também prosperaram, fornecendo alimento abundante para os tetrápodes primitivos.


Agradecimentos

Sou grato aos inúmeros colegas acadêmicos do mundo todo que responderam às minhas perguntas e contribuíram com imagens para o livro. Em particular, agradeço a Chris Duffin (Londres), Melanie During (Uppsala), David Harper (Durham), Michael Henehan (Potsdam e Bristol), Adrian Lister (Londres), Alex Liu (Cambridge), Rowan Martindale (Austin, Texas) e Peter Wilf (University Park, Pensilvânia) por lerem e comentarem capítulos individuais. Agradeço a Ben Hayes, da Thames & Hudson, por encomendar o livro e discutir seu formato e estrutura, a Joanne Murray pela revisão rigorosa, mas justa, a Louise Thomas e Celia Falconer pelo tratamento das imagens, a Matt Young pelo elegante design do livro, a India Jackson pela assistência editorial, a Caitlin Kirkman por promovê-lo e a Jen Moore por acompanhar o livro do início ao fim.

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Sobre o autor Michael J. Benton é professor de paleontologia de vertebrados e chefe do renomado Grupo de Pesquisa em Paleobiologia da Universidade de Bristol. Ele é autor de mais de cinquenta livros, incluindo Dinosaurs: New Visions of a Lost World, The Dinosaurs Rediscovered e When Life Nearly Died, todos publicados pela Thames & Hudson. Em 2021, foi condecorado com a Ordem do Império Britânico por serviços prestados à paleontologia e ao engajamento comunitário, e costuma aparecer regularmente na mídia para falar sobre dinossauros e a história da vida.

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Fonte Papel

Neue Haas Unica, Cormorant, Classica Pro, Eskapade Capa em couché fosco 150 g/m2 Miolo em chambril avena 80g/m2 e couché fosco 115 g/m2 Impressão Pifferprint Data Dezembro 2025


O paleontólogo Michael J. Benton apresenta nesta obra um vasto painel da história da Terra com base nas descobertas mais recentes da biologia, da química, da física e da geologia, revelando como históricas catástrofes ambientais moldaram a vida no planeta. Começando pela extinção mais antiga, o autor investiga o Ordoviciano Superior, que redirecionou a evolução dos primeiros animais; o fim do Devoniano, ocasionado por aquecimento global; o cataclísmico fim do Permiano, que eliminou mais de 90% das espécies; o recém-descoberto Episódio Pluvial Carniano, que favoreceu a diversificação dos dinossauros; e, encerrando a era dos dinossauros, o asteroide do fim do Cretáceo. Benton examina como o aquecimento global, a chuva ácida, a acidificação oceânica, o vulcanismo e o impacto do meteorito afetaram as condições na Terra e como a vida, por sua vez, resistiu, se adaptou e evoluiu. O autor conecta essas convulsões do passado às crises ambientais atuais, sugerindo que compreender as antigas transformações pode ser essencial para enfrentar a sexta grande extinção em curso.


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