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Misterios da Fé 2º volume

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teresa power

os

mistérios da fé evangelização familiar

Volume 2

EDIÇÕES SALESIANAS


Ficha técnica: © 2013. Teresa Power (ntpower@sapo.pt) © Humanidade 21 (www.mogofores.com/portais/humanidade21) © 2013. Edições Salesianas Rua Dr. Alves da Veiga, 124 Apartado 5281 | 4022-001 Porto Tel. 225 365 750 Fax. 225 365 800 edisal.salesianos.pt www.edisal.salesianos.pt Paginação: João Cerqueira Capa: Paulo Santos Impressão: Edições Salesianas ISBN: 978-972-690-825-8 DL: 346520/12


Prefácio

Na Visita Pastoral realizada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de ­Mogofores tive a alegria de conhecer as iniciativas pastorais e os caminhos de evangelização daquela Comunidade cristã e pude partilhar o zelo apostólico e a vida próxima do Pároco, Padre José Augusto Fernandes, com as pessoas e com as famílias da Comunidade. Em um dos dias dessa semana de Visita Pastoral pude ainda partilhar, a­ companhado do Pároco, uma refeição familiar com o Niall e a Teresa Power e com os seus filhos: ­António, David, Francisco, Clara e Lúcia, a quem agora se vem juntar a Sara. Ali jantámos, sentados à volta de uma acolhedora mesa de refeição; ali rezámos, reunidos num canto aconchegado da mesma sala, preparado para ser espaço habitual da oração familiar; ali partilhámos uma interessante reflexão sobre o valor da oração e o sentido da fé; ali senti germinar sinais novos e belos a dizer-nos que há famílias felizes, cristãs e cheias de paixão pela Boa Nova de Jesus. A vida cristã desta Família, celebrada todos os dias em oração, afirma-se no testemunho dado no contexto profissional do Niall e da Teresa, e amplia-se dia-a-dia na disponibilidade para as diferentes missões pastorais assumidas na Comunidade. Foi, por isso, com grata alegria e sem qualquer estranheza, que recebi das mãos do Padre José Fernandes este texto nascido a partir da experiência orante desta Família, agora transformada em escola de evangelização. Esta bela iniciativa surgida no aconchego sereno e feliz de uma família cristã, cons­ truída entre a Irlanda e Portugal, diz-nos que este é caminho possível para muitas famílias e outras comunidades. A Bíblia e o Terço são elementos presentes no canto de oração da casa, bem visível logo de frente a quem entra, e são ponto de partida para a oração que ali diariamente se faz. Compreendemos, assim, que seja a partir dos Mistérios do Rosário, iluminados pela Palavra de Deus e feitos Mistérios da Fé que esta reflexão se desenvolva. A Família é o melhor e primeiro lugar das perguntas como porta que se abre para quem quer «acreditar». Na Família há todo o tempo do mundo para «escutar e para responder». Sabemos igualmente que uma verdadeira Família é sempre berço da vida acolhida e escola única onde melhor se aprende a «ser», a «fazer» e a «pôr em prática de modo ­coerente os compromissos assumidos para que dia-a-dia, a vida seja «construção sobre rocha firme». A linguagem narrativa do texto mantém a fidelidade substancial à mensagem e corresponde aos destinatários preferenciais – a família, sobretudo as crianças. O Livro mantém, ao longo de todo o texto, o berço em que nasce: ambiente familiar, oração bíblico-mariana, comunicação em género de narrativa intergeracional. 5


Prefácio

Neste Ano da Fé, cinquenta anos após o início do Concílio e setenta e cinco depois da sua restauração como diocese, Aveiro está em Missão Jubilar, que se quer evangelizadora, criativa e mobilizadora de pessoas, famílias e instituições. Queremos, mais do que nunca, estar atentos às inspirações do Espírito e aos testemunhos vivos daqueles que afirmam, proclamam e celebram o sentido e o valor dos Mistérios da Fé e diariamente nos ajudam e ensinam a «rezá-los para aí encontrarmos, por intermédio e intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, o Seu Filho Jesus Cristo, vivo e ressuscitado». No termo de uma etapa diocesana dedicada à Pastoral Familiar e no início da Missão Jubilar, que vamos viver com entusiasmo evangelizador e esperança cristã, agradeço à Teresa Power e à sua Família este Livro e coloco-o no coração de cada leitor e no berço sagrado de cada Família, verdadeira Igreja doméstica, onde os Mistérios da nossa Fé se espelham no amor abençoado dos esposos e na vida dada e recebida de avós, pais, filhos e netos. Estou certo de que desta forma teremos «famílias mais felizes e com mais amor», seremos uma Igreja renovada e evangelizadora e construiremos um mundo melhor. Aveiro, 15 de Agosto de 2012, Solenidade da Assunção da Virgem Maria

+ António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

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Introdução

A Festa da Palavra No início do ano pastoral, a nossa comunidade paroquial celebrou a Festa da Palavra. Não se tratou da festa de um ano de catequese, mas sim de uma celebração familiar e ­paroquial que envolveu pais e filhos, avós e netos, vizinhos e amigos, pároco e paroquianos. Alguns domingos antes, os pais foram convidados a procurar lá em casa a Bíblia “perdida”, esquecida talvez na poeira de alguma estante. Os pais de crianças pequenas – algumas ainda bebés – foram convidados a comprar Bíblias ilustradas de acordo com a idade dos filhos. No dia da festa, antes do ofertório, todas as crianças foram chamadas ao altar. Depois, movimentando-se livremente na igreja, os pais ou avós dirigiram-se ao altar para entregar às suas crianças a Bíblia escolhida. Entre cânticos, abraços, lágrimas e muita emoção, todas as crianças receberam a Palavra de Deus. Para a maioria, essa Palavra já estava lá em casa há muitos anos, mas só agora iria ter direito a ser ouvida, proclamada e seguida. Para outros, a novidade era absoluta. De volta aos seus lugares, as crianças não paravam de folhear aqueles livros magníficos, onde tantas palavras e imagens se uniam para trazer Vida. E quando chegaram a casa, muitas não sossegaram até os pais lhes contarem uma história do novo livro. A família cristã Como catequista, não posso deixar de me entristecer quando vejo meninos de seis anos, pela primeira vez na catequese, apontar para a cruz e perguntar: “Quem é aquele que está pendurado no pau?” Nascidas e criadas em famílias cristãs, muitas das nossas crianças são pagãs. Depois de seis anos a ouvir histórias, em casa, na creche e na pré-escola (algumas creches e pré-escolas de inspiração cristã!), estas crianças nunca escutaram histórias da Bíblia, excluindo talvez a Arca de Noé e o nascimento de Jesus. Abraão, Moisés, David, os profetas, os patriarcas, Ester, Judite, Zaqueu, Madalena, S. Paulo, e tantos outros personagens da Bíblia, são para elas ilustres desconhecidos. O Livro do Deuteronómio, contudo, continua a repetir, para nós e para os judeus, de alguns milénios até hoje: “Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é o nosso único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças­. E trarás no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás muitas vezes a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando pelos ­caminhos, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6, 4-7). E acrescenta: “Quando a­ manhã teu filho te perguntar: ‘Que significam estes mandamentos, estas leis e estes decretos que o Senhor nosso Deus vos prescreveu?’, então responderás ao teu filho” (Dt 6, 20-21). 7


Introdução

O primeiro dever de uma família de baptizados é educar os filhos na fé cristã. Uma família de baptizados pode não ter tempo para muita coisa, mas terá de ter tempo para rezar, frequentar os sacramentos e evangelizar os seus filhos. Talvez seja preciso repensar prioridades, desistir de algumas actividades extracurriculares, perder alguns programas de televisão. Uma família de baptizados é por definição uma família onde Deus ocupa o primeiro lugar, e portanto, é para Ele o “horário nobre” lá de casa. Os Mistérios da Fé Os Mistérios da Fé, nos seus três volumes, pretendem contribuir para a evangelização de uma família cristã. A estrutura de cada “mistério” nasceu a partir da estrutura de oração e evangelização na minha casa, onde seis crianças, dos seis meses aos catorze anos, nos desafiam todos os dias a rezar e contar histórias da Bíblia, e nos provocam, com as suas questões honestas, a procurar respostas na Palavra de Deus. Partindo da oração do rosário, que há tantos séculos congrega os membros da família em oração, queremos meditar nos episódios da vida de Jesus, nosso Salvador. A Bíblia ­inteira não fala senão de Jesus, pois Jesus é a única Palavra do Pai, a Palavra feita carne (cf. Jo 1, 14). Assim, todos os livros do Antigo Testamento apontam para Jesus e falam d’Ele através de diferentes personagens, cânticos e histórias. Em cada “mistério da fé” fomos buscar um destes episódios e relacionámo-lo com a vida de Jesus. A partir destas histórias, que os pais contam aos filhos pequenos, ou lêem em conjunto com os filhos mais velhos, propõe-se um itinerário de evangelização que compromete toda a família. Testemunhos O primeiro volume de Os Mistérios da Fé já começou a dar frutos. Em torno da Palavra e de terço na mão, algumas famílias já descobriram o encanto e a urgência da evangelização familiar. Dizia-me a mãe de um bebé: “Acredito que os bebés compreendem muito mais do que imaginamos. Assim, gosto de lhe contar histórias. E fiz questão que a primeira história fosse a história do nascimento de Jesus.” Outra mãe contou-nos que Os Mistérios da Fé introduziu profundas mudanças na ­forma de viver a fé da sua família: “As “Histórias de Jesus” passaram a ser mais frequentes; a Bíblia da filha mais velha mudou-se do armário para a mesa-de-cabeceira; o terço também deixou a gaveta; as pequeninas imagens da Sagrada Família e do Menino Jesus deixaram os quartos e passaram para a sala; e todos os dias as meninas não se esquecem de acender a velinha a Jesus, antes de se irem deitar.” E acrescentou: “Meditar n’Os Mistérios da Fé traduziu-se em trazer Deus e Jesus de dentro do quarto para a sala; do silêncio da noite para a rotina do dia. As dificuldades do dia são mais fáceis de suportar; as pequenas conquistas passaram a ser grandes graças. Isto porque o livro nos convida verdadeira­mente à Oração e Oração tem poder de transformação: Oração é força, Oração é agradecimento, Oração é alegria, Oração é Milagre.” Uma catequista da paróquia, que gosta de usar alguns dos textos do primeiro volume do livro, partilhou connosco a alegria que sente ao ver as crianças vibrar com as histórias da Bíblia e rever-se em cada personagem. Escutando e contando histórias, elas crescem sem medo de Deus e aprendem a retribuir a Jesus todo o seu amor.

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Introdução

A mãe de uma criança do meu grupo de catequese escreveu-me um mail onde dizia: “A minha filha chegou há dias a casa dizendo que na catequese a Teresa tinha dito para lermos a Palavra de Deus todos os dias. O meu marido é cristão mas não é praticante. ­Assim, a menina já sabia qual seria a sua resposta. Eu convenci-a contudo a falar com o pai, e depois de algumas horas, ele cedeu. Lemos juntos a Palavra de Deus a partir do livro dos Evangelhos que tínhamos cá em casa. Agora fazemo-lo todos os dias, e eu tenho percebido que faz bem falar com Deus e falar de Deus. Obrigada!” Há alguns anos atrás, falei aos pais das crianças da catequese sobre a importância de rezarem o terço em família. No final, uma mãe veio ter comigo, dizendo-me que não sabia rezar o terço. Expliquei-lhe brevemente como fazer. No dia seguinte, ela tinha procurado informação na Internet e trazia um desdobrável feito por ela com indicação completa de como rezar o rosário e com o nome dos vinte mistérios. Aceitando o desafio, ela decidira aprender, e aprender a sério. A oração do terço tem-na acompanhado ao longo dos anos e tem operado milagres na sua vida pessoal e familiar. Como comunidade paroquial, pudemos alegrar-nos com ela no dia do seu casamento católico, vinte e seis anos depois do seu casamento civil. Hoje, esta mulher de fé é um testemunho luminoso do poder da oração. Não sabemos como rezar? Não conhecemos as histórias da Bíblia? Ainda não aprendemos a dar a Deus o primeiro lugar? Que este livro possa desafiar-nos a dar o primeiro passo, certos de que Deus fará o resto. Não tenhamos medo! A promessa de Jesus, com que S. Mateus encerra o seu Evangelho, é para nós também: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.” Ámen!

Teresa Power

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MistĂŠrios Gozosos


1º Mistério :: Anunciação

Do Templo de Salomão a Maria O Baptismo

Questionar para ACREDITAR Como posso eu encontrar-me com Deus?

Escutar para RESPONDER “Então Salomão convocou para Jerusalém os anciãos de Israel, todos os chefes das tribos e os chefes das famílias israelitas para o acto de transladação da Arca do Senhor. Os sacerdotes introduziram a Arca no seu lugar, isto é, no lugar santíssimo do templo, no Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins. Os sacerdotes saíram do templo. Todos os sacerdotes presentes se ­tinham purificado, sem distinção de categoria; e todos os cantores levíticos, Asaf, Emã, Iditun, com os filhos e irmãos, lá estavam, vestidos de linho, munidos de címbalos, harpas e liras, do lado oriental do altar, juntamente com cento e vinte sacerdotes que tocavam trombetas. Quando começaram a cantar e tocar os instrumentos, ouvia-se como que um único som, l­ ouvando e glorificando o Senhor. Quando soaram as trombetas, os címbalos e os instrumentos musicais e começaram a cantar em honra do Senhor: «Sim, Ele é bom e eterno é o seu amor», nesse momento o templo encheu-se com a nuvem da glória do Senhor. Por causa da nuvem, os sacerdotes não podiam exercer as suas funções, pois a glória do Senhor enchia a casa de Deus. Salomão celebrou naquela ocasião a festa durante sete dias. Todo o Israel estava com ele. Era uma multidão imensa, vinda de todas as partes. Depois Salomão mandou o povo para casa; estavam todos alegres e contentes por causa de todos os benefícios que o Senhor tinha feito a David, a Salomão e a seu povo Israel.” (2Cr 5, 2.7.11-14; 7, 8.10) “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão ­chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: «Alegra-te, Cheia de graça, o Senhor está contigo!» Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O Anjo, porém, acrescentou: «Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu O chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; ele reinará na casa de Jacob para sempre, e o seu reinado não terá fim.» Maria, porém, disse ao Anjo: «Como vai ser isso, se eu não conheço homem algum?» O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e 12


o poder do Altíssimo vai cobrir-te com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parente, concebeu um filho na velhice, e este é o sexto mês para aquela que chamavam de estéril. Para Deus, com efeito, nada é impossível.» Disse então Maria: «Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!» E o Anjo deixou-a.” (Lc 1, 26-38) Um lugar para o encontro com Deus O Muro das Lamentações, em Jerusalém, é para o povo judeu um l­ ugar sagrado, pois é tudo o que resta do magnífico Templo de Jerusalém.­ Ele está ali a lembrar a ousadia de reis e sacerdotes, o suor dos ­trabalhadores e o ­sonho de um povo, decidido a construir para Deus a mais bela casa da Terra. Por isso, todos os anos milhares de judeus rezam diante do muro sagrado, renovando a sua fé no Deus de Israel. Moisés fora o primeiro a intuir o desejo de Deus de Se fazer presente no meio do povo que caminhava pelo deserto. Foi assim que surgiu a Tenda da Reunião: nela, escondida por uma cortina, estava a Arca da Aliança, onde Moisés guardara as Tábuas da Lei recebidas sobre o monte Sinai. Seria ela o símbolo da presença do Senhor. Séculos mais tarde, o rei David, homem profundamente apaixonado por Deus, deu-se conta do escândalo que era Deus habitar numa humilde tenda, enquanto ele, como rei, habitava num palácio: “Eu habito numa casa de cedro e a Arca de Deus habita numa tenda!” (2Sm 7, 2). E David sonhou construir para Deus uma casa. Mas David era sobretudo um guerreiro, e em tempo de guerra não são possíveis grandes construções. Foi preciso esperar pela paz e prosperidade do reinado de Salomão para finalmente se edificar o magnífico Templo de Jerusalém. Durante sete anos, judeus e estrangeiros trabalharam juntos. Seguindo as instruções precisas deixadas por seu pai David, Salomão quis que na construção do Templo se utilizassem os melhores materiais conhecidos no mundo de então. Quando ficou pronto, não havia no reino nenhum edifício mais belo. A nuvem do Senhor E chegou o grande dia da sua inauguração. Em Jerusalém juntara-se uma multidão imensa, vinda de todas as partes do reino. Grandes e pequenos, ricos e pobres, todos se uniram ao rei para adorarem o único Deus. A festa era contagiante. Dentro do Templo, os sacerdotes e os levitas deram início a uma b ­ elíssima liturgia. As vozes treinadas dos cantores e os mais variados e imponentes instrumentos musicais encheram o Templo de música divina. A expectativa de todos os israelitas atingiu o auge: estaria o Senhor do Céu e da Terra ­disposto a habitar naquela extraordinária construção humana? Todos esperavam, a­ nsiosos, por um sinal de Deus. E o sinal chegou: no momento em que o canto e a oração proclamavam o eterno amor de Deus, o Senhor inundou o Templo com o seu Espírito Santo, em forma de nuvem espessa. 13


Maria, a cheia de graça Salomão sabia bem que Deus não se pode conter dentro de quatro paredes de pedra: “Se os céus e os mais altos céus não Te podem abranger, então muito menos esta casa que construí” (2Cr 6, 18). O sábio rei pressentia que mesmo o Templo não passava de um símbolo, embora poderoso, da ­presença de Deus no meio do povo. Mas Deus tinha preparada uma grande surpresa para Salomão e para toda a humanidade: na plenitude dos tempos, Ele mesmo iria construir um templo perfeito, onde habitaria de facto e para sempre. Esse templo não ­seria em Jerusalém, mas em Nazaré da Galileia, na humilde casa de Joaquim e Ana, um casal fiel à sua lei; e não seria um templo de pedra, nem de ouro, nem de bronze, nem de madeira: seria simplesmente uma menina e chamar-se-ia Maria. Todos os seres vivos da terra trazem gravada nos genes a história do ­desenvolvimento da sua espécie. Os seres humanos, para além da história biológica que os define, trazem também gravada na sua alma a história do p ­ ecado que um dia os privou da visão de Deus. Chamamos-lhe pecado o ­ riginal. Quando decidiu construir para si um templo humano, Deus sonhou-o perfeito. Para que esse templo pudesse conter toda a sua glória, não podia haver nele a menor sombra de pecado. Assim, Maria foi salva por Deus ­antes de ser concebida, e tudo nela foi puro desde o primeiro instante. ­Maria é a Imaculada Conceição. Foi isso que o anjo Gabriel quis dizer ao tratá-la por “Cheia de graça”. Dizia S. Luís de Montfort: “Deus Pai juntou todas as águas e chamou-lhes mar; juntou todas as graças e chamou-lhes Maria.”1 Quando visitou Maria, Gabriel contou-lhe o grande sonho de Deus: derramar sobre ela o Espírito Santo, como outrora fizera com o ­Templo de Salomão; e habitar nela como nunca habitara em nenhum templo ­construído por mãos humanas. Maria, que nunca pecara, não sabia ­dizer “não” a Deus. Humilde, aceitou ser a serva do Senhor. Então, diz-nos S. João no seu Evangelho, “o Verbo encarnou e habitou entre nós” (Jo 1, 14). O baptismo No meio de duras perseguições ao povo judeu, o Templo de Jerusalém foi destruído e reconstruído várias vezes, até finalmente nada mais dele restar que o Muro das Lamentações. Mas nessa altura já os cristãos sabiam que o templo deixara de ser necessário, pois Deus tinha templos bem mais belos onde habitar: “Não sabeis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Cor 3, 16). No dia do nosso baptismo, também nós fomos purificados de todo o pecado e inundados pelo Espírito do Senhor. Naquele instante o Deus Altíssimo, criador do Céu e da Terra, que nenhum templo de pedra pode conter, coube inteiro dentro de cada um de nós!

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Cf. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, VD 23. 14


Templos de Deus Durante séculos, os judeus aprenderam a adorar a Deus no Templo. Nas festas mais importantes, as multidões aglomeravam-se nos seus átrios, carregando os animais para os sacrifícios e partilhando a vida. Também o templo que somos deve ter “átrios” abertos aos outros, disponíveis para acolher todos quantos de nós se abeirarem em busca de Deus, que se dá e se revela nos gestos simples de amor do dia-a-dia. Dizia a Madre Teresa de Calcutá: “que ninguém saia da nossa presença sem se sentir mais feliz.” No interior do Templo, as bacias de água ajudavam à purificação, ­enquanto as velas e o incenso convidavam à oração, que os sacerdotes orientavam. Também nós somos chamados a partilhar gestos de fé e a v­ iver a religião em comunidade, frequentando os sacramentos que Jesus nos deixou­, especialmente a Reconciliação e a Eucaristia. Por fim, no recanto mais interior do Templo, escondido de olhares curiosos por um véu, o Santo dos Santos albergava a Arca da Aliança, símbolo máximo da presença do Senhor. Era aí que, uma vez por ano, o sumo-sacerdote entrava para se encontrar a sós com Deus e escutar a sua voz. Um dia dar-nos-emos conta de que no mais profundo do nosso ser existe um recanto secreto onde Deus habita desde o nosso baptismo. Não tenhamos medo de nele entrar todos os dias durante alguns minutos e de aí nos demorarmos de vez em quando. Também nós aprenderemos a escutar a voz de Deus e a responder com o nosso “sim”. Então o anjo de Deus dirnos-á como a Maria: “Alegra-te, porque o Senhor está contigo!” E a glória do Senhor encherá a nossa vida. Ámen!

Contar para LEMBRAR O que é o Muro das Lamentações? Como surgiu a ideia de construir um templo para Deus? Qual o “templo” perfeito que Deus construiu para nele habitar? O que significa “Imaculada Conceição?” O que opera em nós o baptismo? Como podemos viver como templos de Deus? Sugestão: Para ilustrar a afirmação de S. Paulo de que somos t­emplos de Deus, o evangelizador pode contar a história magnífica de uma sobrevivente do genocídio do Ruanda nos anos noventa do século vinte, Immaculée Ilibagiza. Vivendo durante três meses escondida numa casa de banho minúscula com outras cinco mulheres, sem se poder mover, em silêncio absoluto e quase sem comer, Immaculée aprendeu a rezar o tempo todo, através do terço e da Bíblia que tinha consigo: “Encontrei um local na casa de banho que pude chamar meu: um pequeno canto do meu coração. Retirava-me para lá assim que acordava, e ficava lá até adormecer. Estava no meu jardim sagrado, onde falava com Deus, meditava nas suas palavras e alimentava o meu espírito.”(SOBREVIVI, de Immaculée Ilibagiza com 15


Steve Erwin, Edições Asa). A alegria, o amor e a fé desta mulher são impressionantes. No mais horrível sofrimento, ela percebeu que era realmente um templo de Deus, e assim descobriu a felicidade. Vale a pena encontrar a sua história e contá-la aos evangelizandos.

Criar para GUARDAR NO CORAÇÃO “Alegra-te, porque o Senhor está contigo!” Experimento alegria, agora que sei que Deus habita em mim? Vou escrever-Lhe e contar-Lhe tudo o que sinto hoje…

Fazer para SE COMPROMETER “Não sabeis que sois templos de Deus?” Nem sempre me lembro de que Deus habita em mim e nunca estou só. Para não me esquecer e para que a ­minha família também não esqueça, vou fazer “cartões-surpresa” com pala­ vras da Bíblia sobre o amor e a presença de Deus e espalhá-los pela casa. Sempre que nos depararmos com eles, recordaremos o quanto Deus nos ama. Sugestão: O evangelizador deverá preparar previamente esta a­ ctividade. Com crianças pequenas, é preciso escolher passagens das Escrituras para elas copiarem para os cartões. As crianças mais velhas poderão encontrar elas próprias essas passagens, com a ajuda do evangelizador.

Pôr em prática para CONSTRUIR SOBRE A ROCHA Dentro do templo que sou, há um recanto onde Deus habita e onde eu O posso encontrar. Esta semana vou arranjar tempo todos os dias para “entrar dentro de mim” e, em silêncio e tranquilidade, conversar com Deus coração a coração.

Rezar para ENCONTRAR 1 – Cântico. 2 – Senhor, derrama hoje de novo sobre mim o teu Espírito Santo, para que eu seja um templo digno de Ti! Ensina-me a experimentar a tua presença no mais profundo do meu ser e a dar tempo todos os dias ao nosso encontro. Ámen! 3 – Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória. 16


2º Mistério :: A Visitação

A Visitação – Dos salmos ao Magnificat A oração dos salmos Questionar para ACREDITAR Os salmos foram escritos há tanto tempo... Será que faz sentido para mim hoje rezá-los?

Escutar para RESPONDER “A minha alma glorifica o Senhor E o meu espírito exulta em Deus, meu salvador, Porque olhou para a humildade de sua serva. De agora em diante me chamarão feliz todas as gerações, Porque o Poderoso fez por mim grandes coisas: O seu nome é santo. Sua misericórdia se estende de geração em geração Sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço E dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos dos seus tronos E exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos E aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo Lembrando-Se da sua misericórdia, Conforme o que prometera a nossos pais Em favor de Abraão E da sua descendência, para sempre.” (Lc 1, 46-55) O Livro dos Salmos Os cristãos e os judeus partilham o mesmo livro de orações: o Livro dos Salmos. Este livro faz parte do Antigo Testamento e é tão belo e p ­ erfeito, que é hoje considerado um dos expoentes da poesia universal. Quantas vezes andamos à procura de uma oração escrita, quando o pensamento está demasiado cansado para rezar sem ajuda? Nesses momentos, tudo o que precisamos de fazer é abrir o Livro dos Salmos e rezar, unindo a nossa oração à de milhões de crentes dispersos pelo mundo. Que maravilha! O Livro dos Salmos também é chamado de Tehilim (Louvores) na ­Bíblia Judaica, pois os salmos cantam os louvores de Deus e proclamam a sua glória. Os salmos exprimem os mais belos, mas também os mais terríveis sentimentos humanos – eles falam de amor, fé, coragem, força, mas também 17


de raiva, irritação, medo, tristeza, dor – e oferecem-nos todos a Deus, com uma confiança absoluta. E é à luz do olhar de Deus que estes sentimentos se suavizam e se transfiguram, para no fim ficar apenas a paz. É por isso que não há oração mais apropriada para qualquer situação da vida humana, seja ela triste ou alegre, que um salmo. Os salmos contam a história de Israel e da sua relação com Deus. Os salmos relatam as grandes maravilhas que Deus operou e recordam os seus mandamentos. Ao rezar os salmos, transformamos o nosso conhecimento de Deus e da sua Lei em oração, e aprendemos a ler os acontecimentos da nossa vida à luz da acção e do amor de Deus. Do Templo à sinagoga e à oração familiar As grandes festas judaicas eram celebradas no Templo. Duas ou três vezes por ano, os israelitas peregrinavam até Jerusalém, para se unirem à multidão em festa e assim glorificar o Senhor. Estas peregrinações marcavam o ano judaico e o ritmo de vida das aldeias e das famílias, tão importantes elas eram. Pelo caminho, procurando traduzir o cansaço e o suor em oração, os peregrinos cantavam e rezavam em voz alta, recordando a bondade de Deus presente ao longo de toda a sua História. Assim nasceram os salmos. Contudo, durante o exílio na Babilónia, o povo de Deus viveu longe do Templo. Então, pouco a pouco, cada família aprendeu a rezar a Deus em sua própria casa, e fazia-o três vezes por dia, às mesmas horas em que antes, no Templo, se ofereciam sacrifícios e orações: de manhã, ao meio-dia e à noite. No dia do Senhor, ao Sábado, as aldeias e vilas reuniam-se para rezarem em conjunto. Nasceram assim as sinagogas. Quando o povo de Deus regressou à Terra Prometida e reconstruiu o Templo de Jerusalém, já os israelitas se tinham habituado a rezar em família e em comunidade. E como era esta oração familiar e comunitária? Era sobretudo a oração dos salmos, que todos aprendiam de cor, e que na sinagoga e no Templo eram cantados e acompanhados por belos instrumentos de corda. Ao rezar os salmos, as famílias e as comunidades também ensinavam e aprendiam os acontecimentos mais importantes da História do seu povo e da História da revelação de Deus. Os salmos eram assim oração e catequese. Foi neste ambiente que Maria e Jesus cresceram, em Nazaré da Galileia. Maria de Nazaré e Isabel Maria de Nazaré e a sua prima Isabel rezavam portanto os salmos três vezes por dia. Elas estavam acostumadas a bendizer a Deus pelas suas ­maravilhas, e a descobrir a sua bênção nos acontecimentos mais simples do dia-a-dia. A oração dos salmos preparara o seu coração para perceber como Deus age. A oração dos salmos também lhes ensinara a História do seu povo, e por isso, Maria e Isabel sabiam quem foram Abraão e os profetas, e sabiam que Deus prometera um Salvador da casa do Rei David. ­Assim, quando Maria visitou Isabel, as duas mulheres perceberam de imediato que um grande milagre de amor se escondia dentro de cada uma delas. Na simplicidade e na naturalidade de um encontro de família, elas perceberam que 18


Deus fazia História. Era o momento de rezar os salmos. Cheia de alegria, Maria rezou, de cor, os salmos que lhe vieram à memória, e com estas lembranças e sob a inspiração do Espírito Santo, compôs o seu próprio salmo: o Magnificat. Este belíssimo salmo de Maria também pertence à Bíblia, e podemos rezá-lo se abrirmos o Evangelho de S. Lucas, 1, 46-55. A oração de Jesus e os salmos Como israelita fiel, Jesus rezava os salmos todos os dias. ­Aprendeu-os na sua casa de Nazaré, escutando José e Maria em oração e repetindo as suas palavras até as saber de cor. Depois rezou-os com os discípulos, ­rezou-os nas sinagogas, rezou-os durante as longas horas nocturnas que passava em oração. Na noite de Quinta-feira Santa, depois de celebrar a primeira Eucaristia, Jesus e os apóstolos rezaram os salmos sob o céu ­coberto de estrelas, no Jardim das Oliveiras. E finalmente, suspenso na cruz, foram versos de salmos que brotaram de seus lábios feridos: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?” (Sl 21/22) e “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito” (Sl 30/31). Em Jesus, as profecias contidas nos salmos tornaram-se realidade. E na sua oração, os salmos adquiriram sentido mais profundo: tornaram-se oração do próprio Deus. A oração cristã e os salmos Como Jesus, também os apóstolos rezavam os salmos. Assim, as primeiras comunidades cristãs, nascidas do judaísmo, reuniam-se três vezes por dia para a oração, e o Livro dos Salmos tornou-se a base da oração cristã. Rezando os salmos, os cristãos recordavam a História do povo de Deus, os acontecimentos mais marcantes da vida de Jesus, e aprendiam a falar com Deus com as próprias palavras que Deus lhes oferecia. Os salmos eram tão importantes, que houve um período em que quem quisesse entrar num convento para ser monge tinha de recitar os 150 salmos de cor! Pouco a pouco, os salmos foram sendo distribuídos por dias e semanas, como acontece nas comunidades judaicas, para que, ao longo de cada mês, todos os 150 salmos pudessem ser rezados. Hoje, todos os consagrados rezam os salmos diariamente, e todos os cristãos são convidados a fazê-lo sozinhos ou em família. É a oração da Liturgia das Horas. E todas as tardes, na Hora de Vésperas, a Igreja reza o Magnificat, esse belo salmo de Maria. A nossa oração pessoal e familiar e os salmos Maria e Jesus rezavam os salmos em família, três vezes por dia, e uma vez por semana na sinagoga. Três vezes durante o ano caminhavam até ­Jerusalém, para rezarem os salmos no Templo e no caminho. E nós? Rezamos os salmos em família? Rezamos os salmos no Dia do Senhor? Rezamos os salmos nos dias das grandes festas litúrgicas? Os salmos são património da humanidade; serão também património das nossas famílias? Vamos imitar Maria e Jesus, abrir a Bíblia ou um exemplar da Liturgia das Horas, e unirmo-nos aos milhões de crentes que todos os dias rezam os salmos! Com eles podemos fazer catequese em nossa casa e podemos ofere19


cer a Deus os acontecimentos mais felizes e mais trágicos da nossa vida e da vida da humanidade. Então também Deus nos cobrirá com as suas bençãos abundantes. Ámen!

Contar para LEMBRAR O que são os salmos? Como nasceram os salmos? Porque surgiram as sinagogas? Como era a oração de Maria, de Isabel e de Jesus? Como se chama o salmo que Maria compôs? Como e quando rezam os judeus? E os cristãos?

Criar para GUARDAR NO CORAÇÃO Que maravilhas faz Deus em mim e ao meu redor? Onde descubro eu o seu amor? Quando Lhe peço ajuda ou perdão? O que Lhe quero agradecer? Vou escrever o meu próprio salmo.

Fazer para SE COMPROMETER Hoje vou aprender a procurar salmos na Bíblia. Posso também fazer a minha lista pessoal de salmos para rezar em momentos de alegria, de tris­ teza, de medo, de acção de graças, etc. Sugestão: Procurar uma passagem bíblica requer muito treino. Para tornar esta actividade mais atractiva, o evangelizador pode propor um jogo do tipo: “Quem encontra primeiro o salmo 23? Qual o versículo do salmo que diz...?” “Quem encontra um salmo sobre o amor de Deus? E sobre a sua fidelidade?...” O evangelizador poderá também fazer uma selecção prévia de salmos e ler com os evangelizandos alguns versículos mais sugestivos de cada um. Em alternativa, o evangelizador poderá ter preparados pequenos cartões com versículos de salmos na frente e a indicação do salmo no verso, e criar um jogo com os evangelizandos utilizando os cartões. 20


Pôr em prática para CONSTRUIR SOBRE A ROCHA Esta semana vou lembrar-me sempre de louvar a Deus quando rezar. Posso para isso rezar o Magnificat ou um salmo de louvor.

Rezar para ENCONTRAR 1 – Cântico (o refrão de um salmo de louvor). 2 – Magnificat. 3 – Jesus! Hoje quero louvar-Te de todo o coração e entregar-Te toda a minha vida. Ajuda-me a encontrar tempo todos os dias para Te falar, para Te escutar, para partilhar conTigo tudo o que de bom e mau me acontece. Ámen! 4 – Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória.

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Índice Prefácio.............................................................................................................................................................................5 Introdução........................................................................................................................................................................7 Mistérios Gozosos.................................................................................................................................................... 11 1º Mistério :: Anunciação Do Templo de Salomão a Maria................................................................................ 12 2º Mistério :: A Visitação A Visitação – Dos salmos ao Magnificat................................................................... 17 3º Mistério :: O nascimento de Jesus Da escada de Jacob ao presépio, do presépio à missa............................................22 4º Mistério :: A Apresentação no Templo Da mãe dos Macabeus à mãe de Jesus ...................................................................27 5º Mistério :: A Perda e o Encontro de Jesus no Templo Da Rainha de Sabá aos doutores da Lei, de Salomão a Jesus ................................32

Mistérios Luminosos................................................................................................................................................37 1º Mistério :: O Baptismo de Jesus Do Mar Vermelho ao rio Jordão...............................................................................38 2º Mistério :: As bodas de Caná Da família de Josué à família de Caná.....................................................................43 3º Mistério :: A pregação de Jesus Da viúva de Sarepta à multiplicação dos pães e dos peixes ................................. 48 3º Mistério :: A pregação de Jesus De Josias a Zaqueu ..................................................................................................53 3º Mistério :: A pregação de Jesus De Neemias às parábolas sobre vigilância..............................................................58 3º Mistério :: A pregação de Jesus De Saul a Mateus .....................................................................................................63 3º Mistério :: A pregação de Jesus Da tempestade acalmada a S. Paulo....................................................................... 68 157


3º Mistério :: A pregação de Jesus Da criada de Naamã ao centurião romano ..............................................................73 3º Mistério :: A pregação de Jesus Do Génesis ao Juízo final – “que fizestes de teu irmão?”........................................78 3º Mistério :: A pregação de Jesus Do carvalho de Mambré a Betânia .........................................................................83 4º Mistério :: A Transfiguração de Jesus O cântaro quebrado – de Gedeão ao Tabor............................................................. 88 5º Mistério :: A Instituição da Eucaristia De José a Jesus ......................................................................................................93

Mistérios Dolorosos................................................................................................................................................. 99 1º Mistério :: A agonia de Jesus O Monte das Oliveiras – de David a Jesus.............................................................. 100 2º Mistério :: A flagelação de Jesus De Nabot a Jesus.................................................................................................... 106 3º Mistério :: A coroação de espinhos Do cordeiro no Egipto ao Cordeiro de Deus............................................................ 111 4º Mistério :: O caminho da Cruz De Job ao Cireneu – As pegadas de Jesus..............................................................117 5º Mistério :: A morte de Jesus na cruz Da serpente de bronze ao bom ladrão................................................................... 122

Mistérios Gloriosos.................................................................................................................................................127 1º Mistério :: A ressurreição de Jesus Da Sarça-ardente à estrada de Damasco.............................................................. 129 2º Mistério :: A Ascensão de Jesus Da cova dos leões à prisão de Paulo e Silas.......................................................... 134 3º Mistério :: Pentecostes Da Criação ao Pentecostes..................................................................................... 139 4º Mistério :: A Assunção de Maria Do Cântico dos Cânticos a Maria de Nazaré........................................................... 145 5º Mistério :: A coroação de Maria Da Rainha Ester a Maria de Nazaré........................................................................151 158


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