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“Entre Reis, Presidentes e Ditadores”

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“Entre Reis, Presidentes e Ditadores”

Cidadania e Desenvolvimento – 8.º anos

Decorreram entre os dias 25 de novembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, respetivamente a 1.ª, 2.ª e 3.ª sessões da atividade intitulada “Entre Reis, Presidentes e Ditadores” destinada às turmas do 8.º ano de escolaridade no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Com a presença e participação da Prof. Eulália Rodrigues, as sessões foram promovidas pelo docente de Filosofia Nuno Costa e incidiram sobre uma reflexão (individual e em grupo) alusiva ao domínio Democracia e Instituições Políticas.

Neste sentido, a 1.ª sessão foi ao encontro de uma interação e intervenção orais acerca da importância da organização política, as suas origens e algumas das formas de organização entre o Estado e os cidadãos. Já na 2.ª e 3.ª sessões, os alunos responderam a desafios, desde a interpretação de uma imagem, à pesquisa de frases antidemocráticas e à realização de um comentário pessoal acerca de como se poderia viver numa sociedade sem democracia, tendo sido produzidos textos que enfatizaram o sentido dos valores e princípios fundamentais democráticos, bem como a salvaguarda dos direitos básicos humanos.

No cômputo geral, os alunos expressaram agrado pela sua intervenção e o trabalho individual desenvolvido, estando todos de parabéns pela sua responsabilidade, empenho e atitude demonstrados.

Os Professores Eulália Rodrigues e Nuno Costa

Resposta ao desafio:

“Se eu vivesse num país sem democracia…”

Isto não é uma situação hipotética, é a realidade de muitas famílias na Venezuela, país onde desde a tomada de posse de Hugo Chavez, em 1999, os seus habitantes vivem em ditadura.

O “Chavismo” é um termo que se refere à ditadura de Chavez e de como o seu governo, corrupto, continua com a repressão do povo, tanto que, quem não esteja de acordo com as ideias do sistema autoritário e corrupto do governo pode ser “silenciado” (cruelmente torturado pelas autoridades e no caso de políticos que se opõem são enviados para o Helicoide).

Na Venezuela, as pessoas vivem num medo constante, onde o presidente utiliza a manipulação e, como já antes mencionei, a repressão e a violência, sendo um exemplo desta situação, a manipulação dos resultados eleitorais de 2024, onde as esperanças que o povo depositou em Edmundo González foram completamente destruídas. Outro exemplo foi o sequestro de Maria Corina Machado, que lutou ferverosamente para acabar com este governo autoritário e opressor, que acabou por “desaparecer” e a morte de Canserbero, um famoso cantor venezuelano, que usava a música como forma de “rebeldia” que apareceu misteriosamente morto, no dia 19 de janeiro de 2015.

“Mas a situação já esteve pior”, testemunho de familiares que sobreviveram em condições inumanas, à crise de 2017, onde a hiperinflação e o colapso económico geraram protestos massivos devido à escassez de medicamentos e alimentos, “nesta altura conseguir um pacote de “harina pan” era uma missão quase impossível”. Quem tinha sorte conseguia sair do país, como foi o meu caso, apesar de ter deixado tudo para trás, conseguimos vir para Portugal à procura de melhores condições de vida. Uma das razões que nos fez vir foi a falta de condições mínimas de educação, tínhamos quase só 2 a 3 dias de aulas por semana, sem qualquer material académico, sendo esta uma das razões pelas quais o trabalho infantil é visível.

Sinceramente, considero as famílias venezuelanas extremamente fortes!

A minha família tem passado por várias dificuldades, as quais enfrentaram com muita coragem. Tenho de dizer que foi muito difícil, para mim, vir viver para a Madeira, mas consegui superar as adversidades graças ao apoio da minha família. Foi complicado aprender português, tinha uma grande barreira à minha frente, como é o caso de muitos emigrantes venezuelanos pelo mundo.

Apesar de gostar de viver na Madeira, tenho esperança que a situação na Venezuela vá melhorar e, assim, poder regressar.

Fabiola Santana, 8.º 1

Resposta ao desafio:

“Se eu vivesse num país sem democracia…”

Seria muito mau…

Sem democracia não poderia expressar a minha opinião, não tinha direitos, não tinha forma de ser uma pessoa feliz como sou aqui, em Portugal. Só de imaginar, por exemplo, a vida da população na Coreia do Norte ou da Venezuela, fico triste…

Ser obrigada a fazer coisas que não quero, não poder dizer o que penso, não poder escolher a pessoa que considero melhor para governar o país ou mesmo quando as eleições existem e alguém falsifica as votações para serem eleitos deve ser horrível para os habitantes desses países.

Por todas estas razões, espero nunca viver num país sem democracia.

Maria João Florença, 8.º 2

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