Cidades
Demolição de prédios históricos compromete a paisagem de Curitiba
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Economia
Nova lei da CNH impacta preços de autoescolas em Curitiba
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Cidades
Demolição de prédios históricos compromete a paisagem de Curitiba
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Economia
Nova lei da CNH impacta preços de autoescolas em Curitiba
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O pinhão triplicou entre omenor e maior preço de 2021 a 2026 em Curitiba no início das vendas em Curitiba, segundo a plataforma “Evolução dos Preços Hortigranjeiros” do CEASA. Em maio de 2021, o preço era de R$4 oquilo, e em maio deste ano, é R$12. Essa diferença foi notada pelos vendedores e consumidores da semente na capital.
Economia | pag.6
Cidades
Curitibanos preferem bicicletas elétricas a transportes coletivos
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Produto registrou o maior preço em Curitiba em 2025. Vendedores se queixam do alto valor, que prejudica suas vendas

A inteligência artificial está cada ve mais presente na segurança pública do Paraná. Em maio de 2025, a Polícia Militar iniciou os testes de 50 câmeras corporais equipadas com IA, capazes de transmitir imagens ao vivo, registrar localização por GPS, traduzir conversas em até 140 idiomas e gerar relatórios automáticos a partir das gravações. Meses depois, o Governo estadual anunciou a expansão do monitoramento inteligente por meio do programa Olho Vivo, que prevê a instalação de milhares de câmeras com tecnologia semelhante em municípios paranaenses.
Em Curitiba, a discussão também avança. A Prefeitura abriu uma licitação de R$ 42,9 milhões para implantar câmeras corporais na Guarda Municipal e equipamentos em viaturas. Ao mesmo tempo, projetos que buscavam regulamentar o uso dessas tecnologias foram arquivados.
A reportagem investiga como a expansão dessas ferramentas ocorre em meio a debates sobre transparência, privacidade, fiscalização e uso de dados, além d aumento das mortes em intervenções policiais registradas entre 2024 e 2025.
Política | pag.9

A falta de iluminação nas estações-tubo de Curitiba, agravada pelo furto de cabos, compromete a segurança de passageiros e afasta a população do transporte coletivo. De janeiro a abril de 2026, a Urbs registrou
565 ações criminosas nos tubos. Os mais afetados ficam em regiões periféricas, onde moradores relatam que o problema pode durar semanas sem solução.
Cidades | pag.8
A permanência no Ensino Superior brasileiro nunca foi garantida apenas pela aprovação no v estibular. Para estudantes que ingressam nas universidades de Curitiba, encontrar moradia digna na capital paranaense tornou-se um obstáculo. Em 2025, o metro quadrado curitibano registrou alta de 15%, o que elevou o custo de locação e faz com que quem tenha que se transferir para estudar comprometa grande parte da sua renda. Quando não há alternativas viáveis, o aluno acaba sendo forçado a buscar por bairros mais distantes ou repúblicas superlotadas, o que pode resultar na abdicação da vaga. Enquanto isso, a empreitada das incorporadoras diante desse cenário é de lançar empreendimentos de “student housing” que contam com projeção de R$960 milhões em valor geral de vendas até 2030.
A arte urbana ganha espaço, mas a valorização ainda não acompanha esse crescimento. Ainda existem muitos obstáculos para quem vive dessa expressão artística.
Eu comecei a grafitar em 2003 rabiscando algumas paredes perto da minha casa. Tudo começou por influência de amigos do colégio e das revistas de grafite da época. Eu já gostav muito de desenhar, então fique fascinado quando conheci esse universo e percebi que podia transformar os meus desenhos em arte nos muros.
De lá para cá, vi o grafite ganha cada vez mais espaço e reconhecimento. O que antes era visto por muita gente como algo restrito às periferias, hoje está presente em empresas, comércios, eventos e espaços públicos.
Mesmo que a arte urbana esteja sendo um pouco mais valorizada atualmente, construir uma carreira no grafite não é fácil Para quem está começando, conquistar credibilidade exige muita paciência, dedicação e
Expediente
REITOR
Ir. Rogério Renato Mateucci
DECANA DA ESCOLA DE BELAS ARTES
Susanne Cristine Pertschi Borges
COORDENADORA DO CURSO DE JORNALISMO
Suyanne Tolentino De Souza
COORDENADORA EDITORIAL
Suyanne Tolentino De Souza
O diretor de cinema Sean Baker retratou essa dinâmica de exclusão na obra “Projeto Flórida”, de 2017, posicionando a história em um motel de beira de estrada, onde famílias sobrevivem à sombra dos famosos parques da Disney World. Em Curitiba, uma invisibilidade semelhante afeta os estudantes que procuram moradia acessível, frequentemente mascarada por estratégias imobiliárias voltadas a atrair jovens para habitações compactas, prometendo infraestrutura ideal durante os anos de graduação. O setor, então, prioriza a comercialização de unidades em potencial de rentabilização, com custos impeditivos para a maior parte dos universitários.
Na esfera pública, a ausência de residências mantidas diretamente pela Universidade Federal do Paraná pressiona a demanda para fundações autôpersistência. Essa dificuldad não desaparece com o tempo. Até hoje enfrento situações em que clientes não aceitam os valores cobrados pelo trabalho, muitas vezes por não conhecerem todo o processo, o estudo e otempo envolvidos na produção de uma obra.
Outra barreira que ainda existe é a associação entre grafite pichação. Hoje isso acontece menos do que antigamente, mas ainda recebo perguntas de pessoas querendo saber quanto eu cobraria para fazer uma pichação. Apesar de parecer engraçado, isso mostra que ainda existe falta de informação sobre a diferença entre as duas práticas.
Fico feliz em ver a arte urbana conquistando espaço e respeito na sociedade. Mas acredito que ainda há um caminho a percorrer para que os artistas sejam reconhecidos não apenas pela beleza das obras que produzem, mas também pelo valor profisional do seu trabalho.
nomas de Casas de Estudantes, como a CEU, a CELU e a CEUC, que operam em lotação máxima e sobrevivem por meio de doações. Além disso, o auxílio-moradia institucional, estagnado em R$275 mensais, mostra-se insuficiente diante do mercado Em 2017, a PUCPR criou, juntamente ao Grupo Marista, o projeto Programa Vizinhança, que tinha como finalidade contruir um diálogo com o entorno, ao fortalecer o contato entre instituições e associações de moradores, mas que não avançou a partir do ano seguinte. Em contrapartida, o retorno das aulas presenciais pós-pandemia aqueceu a demanda por kitnets e repúblicas ao redor do campus, acelerando a especulação imobiliária por investimentos de incorporadoras no local e nas regiões universitárias da cidade. Contudo, assim como a lacuna
habitacional que afeta hoje 90 mil famílias em Curitiba, a crise de moradia estudantil decorre, sobretudo, da ausência de políticas públicas voltadas à habitação. Como resultado da falta de assistência, não são incomuns mobilizações de alunos em busca de mudar esse cenário. Em 2024, a ocupação do prédio do Diretório Central dos Estudantes da UFPR resultou em auxílio de R$900 mensais para moradia indígena. O movimento, repetido em 2026, reivindica a extensão dessa política a toda a comunidade estudantil. Assumir oalojamento estudantil como parte do projeto educacional é, portanto, essencial para garantir o acesso à universidade em condição de permanência na cidade que a abriga.

Edição357 -2026| O Comunicare é o jornal laboratório do Curso de Jornalismo PUCPR jornalcomunicare.pucpr@gmail.com | http://www.portalcomunicare.com.br Pontifícia Universidade Católica do Paraná | R. Imaculada Conceição, 1115 - Prado Velho - Curitiba - PR
COORDENADOR DE REDAÇÃO /JORNALISTA RESPONSÁVEL
Rodolfo Stancki (DRT-8007-PR)
COORDENADOR DE PROJETO GRÁFICO
Rafael Andrade
TRADUÇÃO
Mariana Mueller
FOTO DA CAPA Álvaro Xavier
Estudantes 3º Período de Jornalismo
Álvaro Xavier
Ana Beatriz Gardiano
Ana Kleink
Beatriz Viana
Bruno Serante
Danielle Honda
Gabriel Arlant
Helena Staut
Jean Fagundes
João Pedro Amaral
Juliane Damas
Lais Arzua
Larissa Saraiva
Leonardo Ianuzzi
Luísa Diehl
Maria Ceresa
Mariana Chaurais
Mariana Glonik
Mariana Müller
Imóveis de décadas vêm desaparecendo das áreas mais valorizadas da capital e dão lugar à novos empreendimentos
A crescente demanda imobiliária expõe os limites entre os instrumentos de proteção ao patrimônio e o desenvolvimento da cidade. A atual concepção sobre a preservação da paisagem deixa parte significativ da memória urbana à margem, incentivando a reconstrução do tecido urbano carregado de identidade, a fim de introduzi novas edificações
Dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) apontam que o crescimento das cidades passou a depender da substituição de construções antigas por conta da falta de vazios urbanos disponíveis. Abrigando os bairros centrais, a regional da Matriz é a mais afetada por esse processo, tendo em vista seu alto grau de urbanização. Dos anos 2000 a 2016, foram registrados mais de 2,5 mil novos empreendimentos concluídos apenas nessa delimitação.
Sob um recorte do primeiro trimestre de 2026, a região manifestou a relação de uma demolição para 1,3 novas construções. Essa métrica reforça a ideia de que essa área está em um estágio de adensamento e renovação mais intensos do que outras na cidade, tornando esses terrenos cada vez mais atrativos para imobiliárias e incorporadoras aos investimentos de grande porte. Além disso, os parâmetros atuais demonstram que não somente a atividade de substituição é completamente legal, como é incentivada pela própria legislação.
Quando as demolições se referem a propriedades privadas, fica evidente a limitaçã dos critérios que denominam imóveis a unidades interesse de preservação (UIPs), hoje já desatualizados e focados em um tipo arquitetônico único. Fora essas exceções, o tombamento de imóveis fica nas mãos do proprietários, processo que implica na burocracia de mantê-los preservados e os afasta de tal iniciativa. Entretanto, ainda existe a compreensão de que a lacuna da proteção não resulta
na ausência de valor do imóvel em relação a paisagem e identidade do entorno.
A vice-presidente da Comissão de Urbanismo, vereadora Laís Leão, explica que o direito individual do imóvel não deve ser dissociado do impacto coletivo que ele exerce sobre a cidade: “Toda propriedade tem que cumprir função social. O terreno não “flutua” no espaço. E a função de patrimônio também é função”. Assim que um casarão marcante de qualquer região desaparece, pode ser considerado prejudicial à sua identidade histórica.
Mudanças urbanas não passam despercebidas por quem conhece e convive ao redor de propriedades afetadas por esse processo. A aposentada Anaides Pimentel, vizinha do tradicional casarão curitibano da Rua Benjamin Constant com a Saldanha da Gama, demonstrou preocupação ao notar tapumes que delimitavam o imóvel. “Nós, do condomínio, estamos bem abalados. Sempre foi uma casa linda, aqui do lado do nosso prédio. Não só porque perderemos essa construção de arte, mas, também, por ter um prédio bem do nosso lado, o que não é muito positivo.”
Segundo a arquiteta Gabriele Olivetti, em questão de uso habitacional, os prédios que são entregues atualmente falham em garantir funcionalidade e qualidade de vida, tanto para
moradia própria quanto para oseu entorno. Priorizando o adensamento e lucros futuros, a pós-graduada em paisagismo relata a diferença de como esses projetos são pensados
“
especialistas de patrimônio em Curitiba que são capazes de direcionar esses pensamentos, mas, que estamos deixando de lado”, lamenta a vereadora.
O antigo é tão bom que está durando tanto”
quando comparados aos de épocas passadas. “Os prédios entregues hoje são pequenos e mal planejados em ventilação e iluminação. O pensamento das imobiliárias é de colocar onúmero máximo de pessoas por metragem e cobrar delas o maior valor possível”.
A atual lógica dessa indústria também impacta diretamente a paisagem urbana, que não deve ser pensada como substituível. Laís Leão argumenta que, embora os mecanismos atuais possam consertar as limitações de construções antigas, as mudanças da paisagem não funcionam da mesma maneira. “No momento em que você coloca tudo isso no chão e faz tudo parecer igual, não tem mais volta”, afirma. Para ela, problema não está na transformação da cidade, contanto que ela ocorra sem ultrapassar os limites da ética arquitetônica diante das construções e obras que contam com um valor histórico. “Existem muitos
A discussão sobre a revisão do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento passa a ganhar relevância como possíveis caminhos para equilibrar crescimento e preservação. Iniciativas como o incentivo ao retrofit e a apliação dos instrumentos de proteção urbana surgiram como alternativas para evitar que a substituição se torne a única lógica de desenvolvimento. Enquanto essas mudanças não avançam, Curitiba segue assistindo à transformação de áreas consolidadas, sem garantir que aquilo que constrói a sua característica urbana seja preservado.
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Infográfico do relatório municipal dos alvarás de obras em 2026 .
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Onde hoje se encontra o número 1456 da Avenida Vicente Machado, existiram dois terrenos de unidades habitacionais.
O antigo lote de número 1 482 contava com um imóvel de arquitetura eclética, descrito como um prédio de alvenaria.
Para além das estatísticas, essas transformações são comumente observadas no cotidiano mércio que funcionava na casa antes de ser demolida, como era bem movimentado e devidamente cuidado. Ane, sua colega contratada recentemente na região, relata que apesar de não saber como era a casa antes da obra, gostaria que esse tipo de imóvel fosse preservado.
O casarão permaneceu por décadas sob posse da mesma família, tendo o seu primeiro registro datado na década de 50. Enquanto inventariado, sua estrutura chegou a abrigar pequenos negócios, como o restaurante Nyame. Hoje, o local apresenta um edifício corporativo de alto padrão, que soma 10 pavimentos
ao espelhamento abundante, evidenciando a arquitetura incorporada às edificações dess porte atualmente.
Val da Costa trabalha, há seis anos, no prédio atrás de onde houve as construções e diz ter acompanhado o processo de perto. Ela comenta sobre o co-
Após o fim das aulas práticas obrigatórias, uma em cada dez autoescolas fechou as portas desde dezembro de 2025. As que se mantém em funcionamento, enfrentam uma redução de 70% dos custos das aulas oferecidas em função da nova lei
A s novas regras para obter a CNH no Paraná entraram em vigor em janeiro deste ano. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou em dezembro do ano passado o fi da obrigatoriedade de aulas de direção para obter a CNH, reduzindo o custo do processo em até 70%. O objetivo é democratizar o processo, visto que 20 milhões de brasileiros dirigem sem o documento necessário, segundo dados do Ministério do Transporte. Simultaneamente, pesquisa da CBN aponta que uma a cada dez autoescolas encerraram suas atividades em 2026 no Brasil.
Um dos dados que influenciaram na aprovação do projeto no país foi o crescimento no índice de reprovações nas provas práticas nos últimos 6 anos. Segundo o Estado de São Paulo, o contingente que em 2019 não chegava a ser 2%, em 2025 foi de 5,6% e 6,8% nas categorias A e B, respectivamente.
mente 18 mil unidades somente neste semestre. No mesmo período de 2025, o número de emissões foi de 5,5 mil, apresentando crescimento de 227,27% nos dados.
Com isso, os valores ficam mai acessíveis. O exame de aptidão física e mental passa a custar R$60, a avaliação psicológica R$120 e a junta médica especial R$217,02.
“Hoje, o valor por aula acabou aumentando, e isso é geral”
A nova lei decretou que o exame toxicológico agora é obrigatório para todos os novos motoristas, o que antes era exigido somente para motoristas de categorias C, D e E, que incluíam o transporte de cargas ou passageiros. O teste custa de R$100 a R$160 reais. Mesmo com a inclusão do exame toxicológico obrigatório, o custo da CNH caiu de aproximadamente R$2.500 para cerca de

na prova prática dentro das novas diretrizes.
No primeiro semestre deste ano, cerca de 8 mil processos de primeira habilitação foram concluídos em Curitiba. No geral, após as mudanças, o Paraná está em quinto lugar diante dos estados que mais emitiram carteiras de motorista, com aproximada-
R$700. Em março deste ano, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei 241/2026, uma iniciativa que reduz em 55% os custos dos exames obrigatórios, que deixam de ser classificdos como taxas e passam a ser considerados preço público.
A principal diferença é notada na etapa prática da formação, quando até a entrada da nova lei, o motorista precisava cumprir 20 aulas atrás do volante com a autoescola. Agora, apenas duas aulas são necessárias para a realização da prova, que não exige o teste da baliza. Felipe Silva, administrador da Autoescola Silva, disse que o negócio enfrentou dificuldades com início da lei. Ele acredita que as mudanças no processo confundiram os alunos e os desincentivou a continuar as aulas para tirar a carteira de motorista.
A Federação Nacional das Autoescolas defendeu em dezembro de 2025 que a mudança poderia provocar até 300 mil demissões no setor, considerando que o mercado possui cerca de 15 mil empresas do ramo no Brasil. Contudo, as mudanças possibilitam que novos profissionai surjam no mercado, visto que 211 mil instrutores já se inscreveram no novo sistema nacional da CNH digital e mais de 54 mil profissionais já possue certificação para atuação indpendente, segundo o Ministério dos Transportes. Além disso, o governo lançou uma plataforma dentro do aplicativo “CNH Digital”, que permite procurar um instrutor por localização e contratar uma aula diretamente com o profissional
Um dos centros de formação de condutores que manteve as portas abertas mesmo após as alterações foi a Autoescola Silva. Localizada no Centro de Curitiba, a autoescola se adaptou às mudanças diminuindo a quantidade de instrutores. “Se antes os instrutores atendiam apenas dois alunos por semana, preenchendo a grade de 20 aulas necessárias, agora cada um pode atender oito ou nove alunos por semana”, explicou o administrador.
Após iniciais oscilações no público, atualmente a escola voltou a atender a mesma quantidade de alunos, bastante procurada por ser uma das pioneiras na capital. A autoescola consegue se manter em função da mudança na maneira de vender pacotes de aulas. “Ao contrário do que era esperado, no nosso caso o valor das aulas aumentou. Como vendemos aulas individuais, a procura vai do perfil do alun e atualmente vendemos aulas práticas a mais de R$100 a hora”, explica Felipe Silva.
O estudante Bernardo Crovador Fleming, de 18 anos, foi o primeiro aluno da Autoescola Silva a tirar a carteira de motorista após a nova lei. “O maior obstáculo para mim foi a novidade do processo. Apesar de 2 aulas práticas serem o mínimo agora, vale a pena fazer mais se a pessoa não for apta a dirigir”, diz o estudante sobre a mudança.
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Confia o mapa das 13 autoescolas ainda ativas em Curitiba.
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Mesmo com fisalização mais rigorosa, especialista indica algumas falhas na regulamentação das bicicletas elétricas
João Pedro 3º Período
O uso de bicicletas elétricas e scooters tem crescido em Curitiba, acompanhando uma tendência nacional de expansão da micro mobilidade urbana. Impulsionados pela busca por alternativas mais sustentáveis e econômicas, a população começa a buscar soluções para desviar do caos e apostam no meio de transporte sustentável. De acordo com os dados da associação Aliança Bike, de 2016 para 2025 o uso de scooters e bicicletas elétricas saltaram de 7.600 para 284 mil no país, um número representativo e que tende a crescer. A expectativa para o ano de 2026 é aumentar até 50% o número de usuários.
O estudante Kalel Rech, de 20 anos, investiu em uma bicicleta elétrica em fevereiro de 2025 e contou sobre como a sua vida

A procura em lojas físicas também cresceu bastante. É o que relata a Thaissa Emanuelle Muller Amorim, proprietária da Elithe Motoshop, que conta
Ciclomotores elétricos até 50 cilindradas devem andar juntos com os veículos motorizados. quem efetua a fiscalização devdo ao conflito de competências, não fica claro se cabe ao municpio ou ao estado aplicar a multa, portanto não cabe ao Detran ou a polícia militar darem uma multa, basicamente não parece existir fiscalização.
dimento dos fiscais de trânsit em aplicarem as multas corretamente e orientar da maneira correta o condutor. Alguns policiais acabam confundindo
“A obrigação da CNH, de certa forma, acaba afastando um pouco as pessoas de comprarem”
foi facilitada após a aquisição. “Antes de eu ter a bike elétrica, eu andava bastante a pé ou de ônibus. Pela demora, sempre ficava bastante preocupad com o horário que eu chegaria no meu compromisso.” Além desses fatores, Kalel conta como ficou mais fácil chegar em cas após um dia longo de trabalho e o porque ele não usava bicicleta tradicional. “Eu sempre tive que pegar dois ônibus lotados para chegar em casa, agora se der 20 minutos pra chegar em casa é muito, e com relação a bicicleta normal é basicamente pela agilidade e por não exigir tanto esforço físico.”
Essa praticidade e agilidade também impulsionou no aumento da procura por esses veículos na internet. Segundo o Google Trends,em março de 2026 as pesquisas sobre bicicletas elétricas chegaram ao top 3 das pesquisas e nos últimos cinco anos as pesquisas atingiram seu ponto máximo.
sobre o aumento da procura nos últimos três anos e a expectativa da empresa para o ano de 2026. “Em 2023, vendíamos nove motos elétricas por mês, já em 2024 esse número subiu para quinze e em 2025 foi em torno de trinta a quarenta ciclomotores elétricos vendidos por mês. Estamos em março e já recebemos o dobro da procura com relação ao recorte de março do ano passado. Por ano, realizamos em média 400 vendas de moto elétricas e scooters e a expectativa para 2026 é de superar essa média.”
Por conta do crescimento desses veículos nas ruas, também foi necessário a aplicação de leis de trânsito mais rigorosas para os ciclomotores elétricos.
O Brasil tem cerca de 600 mil veículos ciclomotores de duas ou três rodas registrados, sejam eles autopropelidos ou ciclomotores, inclusive essa diferença impacta um pouco no enten -

a potência do motor, com a potência da bateria, isso ocorre quando é confundida um autopropelido com um ciclomotor.
Já quando e um ciclomotor confundido com um autopropelido, alguns acabam passando sem devida fiscalização e circula livremente sem placas ou com devida homologacao.
Na prática, ciclomotores elétricos seguem as mesmas regras de motos comuns, levando a necessidade de possuir habilitação, algo que é totalmente diferente com os autopropelidos, que não precisam da utilização de habilitação e podem andar somente em ciclofaixas.
Desde janeiro de 2026 é obrigatório o emplacamento e CNH categoria A ou ACC (autorização para circular com scooters) que tenham motor a combustão de até 50 cilindradas, motor elétrico com potência máxima de 4kW e velocidade limitada a 50 km/h. As Bicicletas elétricas e scooters com velocidade máxima de até 32 km/h não é necessário emplacamento ou obter CNH, mas são obrigados a terem campainha , indicador ou dispositivo limitador eletrônico de velocidade e sinalização dianteira, traseira e lateral, incorporadas ao equipamento.
Segundo o advogado especialista de trânsito da CWB multas Walber Plynn, embora seja obrigatório todos esses requisitos, a regulamentação ainda apresenta algumas falhas. “A norma é um pouco confusa em relação a
Walber também demonstra uma preocupação muito grande referente às motos elétricas que não são obrigatórias o uso de capacete e CNH, e cobra por campanhas de conscientização por parte da Prefeitura de Curitiba. “As motos elétricas que não têm o registro obrigatório são as que mais apresentam riscos para o trânsito e aos pedestres pois operam sem fiscalização capacete e habilitação. Então são para eles que devem ter uma atenção maior e as autoridades competentes deveriam rever a legislação e promover campanhas de conscientização sobre elas, pois também fazem parte do trânsito.”
Apesar de nem todos esses veículos serem obrigados a estarem emplacados, houve um aumento nos últimos três anos do registro deles. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito do estado do Paraná (Detranpr), duas mil e setecentas e vinte e sete motos elétricas estão emplacadas em Curitiba, sendo um aumento considerável com relação ao ano de 2025 e 2024, período que ainda não eram obrigatórios ter placas com as características citadas.
Com o aumento da adesão, a tendência é que Curitiba continue investindo em políticas públicas voltadas à mobilidade.
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Números dos ultimos três anos de emplacamento de motos portalcomunicare.com.br

Em 2025, produto registrou o maior preço na capital paranaense. Em 2026, vendedores locais se queixam do alto valor prejudicando suas vendas
O pinhão triplicou entre o menor e maior preço de 2021 a 2026 em Curitiba no início das vendas em Curitiba, segundo a plataforma “Evolução dos Preços Hortigranjeiros” do CEASA. Em maio de 2021 o preço era de R$4 o quilo, e em maio deste ano, é R$12. Essa diferença foi notada e sentida pelos vendedores e consumidores de pinhão na capital paranaense.
Segundo o CEASA, houve uma queda aproximada de 28% no comércio local de pinhão, com 2021 cerca de 1.200 toneladas de pinhão comercializadas em Curitiba. No passado, foram aproximadamente 870 toneladas.
A instituição aponta que o aumento do preço do pinhão está ligado à menor oferta e ao aumento dos custos de colheita. Regiões produtoras importantes, como a Serra Gaúcha e Catarinense, registraram queda significativa de 60% da safra e algumas áreas.
“
O vendedor é quem sofre mais, pois está no fim da cadei ”
tendo em vista que a qualidade do produto não acompanha o valor.
Catharina Halas é feirante há 15 anos e vende o Pastel assado de pinhão desde 2020 nas feiras gastronômicas da cidade. Com osabor de pinhão sendo o carro chefe de sua barraca, ela relata ter sentido essa alta no quilo . “No início era três, cinco reais. Hoje eu compro por R$ 12”, conta Catharina.
A feirante e cozinheira, que vende de 500 a 600 pastéis de pinhão nos três dias da semana em que abre sua barraca, diz que

De acordo com o CEASA, o processo de colheita também é um dos fatores para o aumento, por conta que exige mão de obra especializada, o que segundo o órgão, está cada vez mais escasso para o serviço.
A diferença de preço tem impactado o cotidiano do consumo e da venda do pinhão na cidade. O consumidor sente na hora da compra enquanto os vendedores se queixam da alta dos preços,
tenta se adequar a essa realidade, para não pesar tanto durante a compra. Ela afirma averigua com regularidade os lugares com menores preços. “Sempre estou renegociando, me ajustando com os vereadores das feiras onde compro.”
O comerciante Jair Hiroshi vende pinhão, frutas e verduras no Mercado Municipal há mais de 40 anos. Ele diz que o impacto no aumento se deu especialmen -
te desde o ano passado. “Nessa época do ano, estava metade do preço”, diz o vendedor.
Essa diferença de tamanho do grão tem uma explicação científica. O pinhão está cad vez menor devido a fatores climáticos adversos durante o ciclo de formação da pinha, mas também é resultado de anos consecutivos de alta produção. Isso gera um “estresse produtivo” na árvore, reduzindo o tamanho do alimento.
A economista especialista em economia regional Ludmilla Culpi explica que o aumento no preço do pinhão não é uma situação isolada. Fatores internacionais, como os impactos pós-pandemia, os conflitos envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, causaram o aumento do preço dos combustíveis no mundo inteiro, consequentemente, afetando o Brasil e as grandes cidades para quando o preço do combustível. “A conexão das cadeias globais nos afetam de alguma forma”, diz a economista.
A economista também avalia que a combinação de outras causas provocaram a triplicação do preço do pinhão em cinco anos. O aumento do preço dos fertilizantes, problemas climáticos, colheitas tardias e também a queda na produção são alguns deles. Com menos oferta e a mesma demanda, os preços acabaram subindo de forma significativa. “Está muito acim da inflação normal”, afirma
Segundo Culpi, os vendedores e feirantes se tornam os mais afetados, por estarem no fim d cadeia produtiva. Ela coloca que

eles precisam lidar e se adaptar com a instabilidade dos preços, que por sua vez reflete nas suas vendas. “Isso gera incerteza e aumenta os custos para eles”, finaliza a economista
Culpi explica que por mais que opinhão se classifique com um artigo essencial, ele pode ser visto como uma espécie de termômetro. Por ser um produto mais ligado ao hábito de consumo característico de Curitiba, ele pode ser analisado como um indicativo sobre o encarecimento de vários processos. “Por mais que seja um artigo que não seja necessário, nós gostamos de consumir”, aponta.
O fato do pinhão passar por toda a cadeia de produção evidencia um aumento de preço no processo. O crescimento no valor do combustível, fertilizantes, transporte, frete e tudo que envolva a chegada do pinhão até o consumidor são fatores resultantes, que evidenciam o aumento de três vezes de preço.
Ludmila Culpi ainda aponta que o tipo de comprador de pinhão muda de acordo com o aumento do preço. “O comprador de classe mais alta não vai sentir o preço alto, já o de classe baixa sim, ou seja, ele fica se pinhão”, explica.
Negócio familiar
Hoje, com as filas em sua barrca chegando a ter mais de meia hora de espera pelos clientes, Catharina se e mociona ao ver o que começou como um pequeno negócio familiar, se tornando um dos pontos comerciais mais característicos da cidade. “Nós começamos lá de baixo”, relata.
Ela recorda ter iniciado como feirante por conta de sua avó polonesa, que costumava auxiliar na cozinha quando era criança. “Desde criança eu me inspiro nela”, completa Catharina.
Catharina relata que seu negócio, antigamente chamado de “CLN Pasteis”, surgiu dessa memória afetiva com sua avó, e da vontade de inovar suas receitas, dando uma nova vida a elas. “Hoje, eu só sinto gratidão por tudo”, finaliza Catharina emocionada.
In 2025, the product registered the highest price in Paraná’s capital city. In 2026, local sellers claim the nut’s high value compromises sales
Since the beginning of sales in Curitiba, the pine nut has tripled in comparison between the lowest and highest prices of 2021 and 2026, according to the “Fresh Produce Price Evolution” platform from CEASA (brazilian food supply center). In May 2021, the price was about R$4 per kilo, as opposed to R$12 from this year’s May. That difference was noted and claimed by local sellers and pine nut consumers from the state’s capital.
According to CEASA, the price drop was about 28% at the local pine trade, with about 1.200 tons sold in 2021 in Curitiba, and about 870 tons in 2026. The institution indicates that the increase is connected to less offers and the rise in harvesting costs. Key growing areas, like mountain ranges in Rio Grande do Sul and Santa Catarina, have registered a significant 60 drop in crop yield in some areas.
Catharina Halas has been working in vending for 15 years and sells roasted pine nut pastry at gastronomic fairs since 2020. With the pine nut flavor being her best-seller, she reports feeling impacted by this price increase per kilo. “At first it cos
since last year. “At this time of the year, it was half the price,” claims the seller. He comments on hearing his customers complain, especially about the size of the nut, which is getting smaller and smaller.
“Street vendors are more affected, as they are at the end of the production chain”
R$3, R$5. Nowadays I buy it for R$ 12”, says Catharina. The marketer and cook, who sells 500 to 600 pine nut pastries on the three days of the week when her stall is open, states that she

The harvesting process also plays a part in the price increase, as it requires specialized labor, which, according to the agency, is increasingly scarce for this service.
The price difference has affected the daily consumption and the pine nut sales in the city. Consumers deal with it when purchasing while sellers claim the high prices, once the product quality doesn’t match the value.
tries to adapt to this reality, so that she doesn’t overcharge when the client purchases. She claims to regularly check the places with the lowest prices.
“I’m always renegotiating, adjusting with the fair councilors where I buy.”
A vendor named Jair Hiroshi has been selling pine nuts, fruits and vegetables at the Municipal Market for more than 40 years. He says that the impact on the increase has occurred especially
This difference in grain size has a scientific explanation. Th pine nut is getting even smaller due to adverse weather conditions during the pine cone’s formation cycle, but it is also the result of consecutive years of high yields. This generates a sort of “productive stress” on the tree, which reduces the size of the food.
Ludmilla Culpi, an economist specializing in regional economics, explains that the increase in the price of pine nuts is not an isolated situation. International factors, such as post-pandemic impacts, conflicts involving Iran, and the closure of the Strait of Hormuz, caused fuel prices to spike worldwide, consequently affecting Brazil and large cities regarding fuel costs. “The connection of global chains affects us in some way,” states the economist.
The economist also assesses that a combination of other factors caused the price to triple in fiv years. The rising cost of fertilizers, climate issues, late harvests, and a drop in production are among them. With lower supply and the same demand, prices ended up rising signi cantly. “It is well above normal inflation,” she asserts.
According to Culpi, street vendors and market sellers end up

being the most affected, as they are at the end of the production chain. She notes that they must manage and adapt to price instability, which in turn impacts their sales. “This generates uncertainty and increases costs for them,” the economist concludes.
Culpi explains that although the pine nut is not classified a an essential item, it can be seen as a sort of barometer. Since it is a product closely linked to the characteristic consumption habits of Curitiba, it can be analyzed as an indicator of the rising costs of various processes. “Even though it is an item that is not necessary, we like to consume it,” she points out.
The fact that pine nuts go through the entire production chain highlights a price increase throughout the process. The growth in the cost of fuel, fertilizers, transport, shipping and everything involved in getting the nut to the consumer are resulting factors that evidence the threefold price increase.
Ludmilla Culpi also points out that the profile of the pine nu buyer changes according to the price increase. “The higher-class buyer will not feel the high price, whereas the lower-class buyer will, meaning they go without the grain,” she explains.
Today, with lines at her stall reaching over half an hour of waiting time for customers, Catharina gets emotional seeing what started as a small family business become one of the city’s most characteristic commercial spots. “We started from the very bottom,” she relates.
She recalls starting as a market vendor because of her Polish grandmother, who used to help in the kitchen when she was a child. “Since I was a kid, I have been inspired by her,” Catharina adds.
Catharina tells that her business, formerly called “CLN Pastéis,” arose from this affective memory with her grandmother and the desire to innovate her recipes, giving them a new life. “Today I am only grateful for everything,” Catharina concludes emotionally.
Problemas de fisalização e roubos de fição elétrica de estações tubo são os principais fatores dessa falta de luz
R eferência internacional em mobilidade urbana, Curitiba enfrenta um problema crescente em tubos de ônibus da cidade, a falta de iluminação.
Isso se deve a falta de fiaçã elétrica por conta de assaltos e até mesmo falta de fiscalizaçã por parte da prefeitura. Segundo a Urbanização de Curitiba (URBS), de janeiro a abril foram registradas cerca 565 ações criminosas, mais do que as 532 registradas no ano de 2025. A situação também evidencia falta de fiscalização
Os riscos afastam a população do transporte público na região. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, esta não foi a primeira vez que isso ocorreu na região.
De acordo com especialista em segurança pública Rodrigo José Firmino o órgão é responsável
Firmino explica que, em geral, contratos de concessão e normas de prestação de serviço público estabelecem obrigações de manutenção contínua da infraestrutura urbana, incluindo iluminação e equipamentos de segurança. Embora nem sempre
“
faz com que as pessoas evitem a linha, mudem de horários de deslocamento ou até migrem para transporte individual. Isso enfraquece a confiança n sistema público e contribui para desigualdades de mobilidade.
O problema chegou a permanecer por cerca de um mês”
exista um prazo único previsto em lei para resolver esse tipo de problema, o serviço público deve garantir rapidez e eficiência principalmente em locais de grande circulação, como as estações-tubo. Quando a demora na manutenção se repete, isso pode

pela fiscalização e manuteção da iluminação dos tubos é compartilhada. A coordenação geral, no entanto, cabe ao poder público municipal, especialmente à Prefeitura de Curitiba por meio da URBS, que gerencia o sistema de transporte coletivo. “A Guarda Municipal possui papel na proteção do patrimônio público e no apoio à segurança preventiva, enquanto as empresas concessionárias têm responsabilidades operacionais relacionadas à manutenção e funcionamento das estruturas.”
indicar falhas administrativas e problemas de gestão urbana. A avaliação mais detalhada dependeria da análise dos contratos entre as empresas de transporte, a Urbs e a prefeitura.
A sensação de insegurança impacta diretamente o uso do transporte coletivo, principalmente no período noturno e entre grupos mais vulneráveis, como mulheres, idosos e estudantes. Uma estação mal iluminada ou sem presença de órgãos de segurança pública
O estudante Kauan Castilho utiliza diariamente as estações-tubo da Marechal e da Vila Guaíra e relata que a falta de iluminação na região tem sido frequente e impacta diretamente na insegurança. “O problema chegou a permanecer por cerca de um mês sem solução. A presença de moradores de rua dentro das estações é recorrente. Acho muito necessária a presença de guardas, pois dificilmente nó vemos por aqui”.
Algumas medidas preventivas devem ser adotadas pela Prefeitura de Curitiba para reduzir os constantes casos de vandalismo e furto de cabos nas estações-tubo da cidade. Entre as ações necessárias estão a substituição dos cabos de cobre por materiais menos atrativos ao mercado ilegal, a instalação de sistemas de iluminação alimentados por energia solar com baterias independentes e o reforço da iluminação pública no entorno das estações. Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), as estações mais afetadas pela falta de iluminação ficam em regiõe afastadas da área central, como Jardim Botânico, Paiol, Maria Aguiar Teixeira, Ferrovila e Marumbi. A recorrência desses problemas evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura e monitoramento, principalmente nas áreas periféricas, impactando milhares de passageiros que dependem diariamente desse tipo de transporte público.

Medidas preventivas para roubos de fio de cobre em estações de ônibus
• Substituição de cabos de cobre por materiais menos atrativos para revenda ilegal
• Instalação de sistemas de iluminação com energia solar e baterias independentes
• Reforço da iluminação no entorno das estações-tubo
• Integração de ações urbanísticas e sociais em áreas mais afastadas do centro
• Maior presença institucional em regiões vulneráveis
• Uso de um modelo integrado de segurança urbana
• Manutenção rápida dos espaços públicos
• Melhoria do desenho urbano das estações e arredores
• Participação da comunidade nas ações de segurança
• Proteção física dos pontos de acesso
• Patrulhamento inteligente baseado em dados de ocorrência
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As estações tubo com maiores problemas de iluminação
Câmeras corporais com inteligência artificia e a ampliação do monitoramento urbano colocam a tecnologia no centro da segurança pública do Paraná, em meio a falhas regulatórias
A pós o teste das câmeras corporais Axon Body 4, realizado em maio de 2025 pela Polícia Militar do Paraná, o uso de inteligência artificial e equipamentos de monitoramento ganhou espaço nas guardas municipais. Em Curitiba, a discussão ocorreu com a atualização do projeto de lei que torna obrigatório o uso de câmeras corporais pelos agentes da Guarda Municipal. O texto estabelece regras para gravação, armazenamento e utilização das imagens durante operações.
O projeto de lei estadual 448/2019, de autoria do ex-deputado estadual Tadeu Veneri, sobre a implementação do uso das câmeras corporais foi colocado em prática na capital paranaense. Um requerimento de informações detalhadas sobre a proposta foi feito pelo deputado Renato Freitas em março de
“

intervenções policiais no Paraná subiram de 405 para 426 entre 2024 e 2025. Em meio a esse cenário, a cidade de Curitiba ampliou o monitoramento com uma licitação de R$42,9 milhões.
trabalho burocrático do policial, transformando imagens e falas em B.Os em poucos segundos.
A professora Cinthia Obladen, Doutora em Informática Aplicada, afirma que os longo
A tecnologia não é substituta da responsabilidade humana e do preparo policial”
2026, e continua em processo de tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
Em nível municipal, o debate foi arquivado sob pressão jurídica. O processo foi aberto após questionamentos do Ministério Público do Paraná, que apontou irregularidades no modelo de licitação anterior, incluindo contratação sem licitação específica e subcontratação. nova tentativa busca adequação à legislação federal.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil mostram que as mortes em
Novas tecnologias
Em 23 de maio de 2025, a Polícia Militar do Paraná anunciou o teste de câmeras corporais contendo inteligência artificia com tradução simultânea em mais de 140 idiomas, GPS e transmissão ao vivo. Os equipamentos de modelo Axon Body 4, apresentam visão de 160 graus, comunicação bidirecional e recursos em tempo real, como mapas e alertas.
As câmeras conseguem identificar ações como o saque d arma e gerar automaticamente relatórios a partir da transcrição de áudio, substituindo parte do
períodos de armazenamento das câmeras podem ser um problema, pois o que é lido agora, pode ser interpretado de outra maneira daqui alguns anos. “A Inteligência Artificial transcrve, mas não analisa. Isso é um olhar humano.” A especialista comenta que há um fenômeno chamado de Chilling Effect (Efeito Inibidor), que descreve a mudança no próprio comportamento por saberem que estão sendo monitoradas ou filmadas
a gestão operacional, análise de dados e prevenção de riscos na segurança pública. Sozinha, porém, a medida não é capaz de solucionar problemas estruturais relacionados à violência e à segurança. “A IA pode aumentar a eficiência operacional contribuir para maior controle institucional, principalmente com gravação de ocorrências e rastreabilidade de ações”, afima Rejani Soldani.
Rejani explica que a tecnologia deve ser acompanhada de políticas públicas eficientes ações de proximidade com a comunidade. Caso contrário, pode gerar apenas uma sensação de controle tecnológico sem enfrentar as causas da violência.
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Confia a linha do tempo dos avanços tecnológicos na segurança pública.
A Presidente do Sindicato dos Guardas Municipais, Rejani Soldani, reforça que a Inteligência Artificial pode contribuir par portalcomunicare.com.br

Com chuvas de quase 44 milímetros no começo de 2026, novo sistema de drenagem ainda não conta com data prevista para início
S egundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 2025, os índices de chuva entre janeiro e fevereiro estavam acima da média dos últimos anos.
A cidade apontou, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, e de 14,8% em comparação ao período de 2014 à 2023. Com isso, mais de 8 mil pessoas foram afetadas por alagamentos e outros problemas decorrentes.
É nesse cenário que os jardins de chuva, vendidos como uma alternativa considerada eficiete e de baixo custo surgem. As estruturas funcionam como áreas permeáveis, geralmente instaladas em calçadas, praças ou canteiros, projetadas para captar, reter e infiltrar a águ da chuva no solo, reduzindo o volume que escoa diretamente para galerias e rios.
Segundo o engenheiro ambiental Alessa ndro Bertolino,
Apesar do potencial, Curitiba ainda não conta com projetos implantados diretamente pelo poder público. A expectativa, no entanto, é que isso comece a mudar com a inclusão da solução no planejamento urbano da cidade. Em outubro de 2025, a vereadora Laís Leão teve o seu projeto de lei 16.582 aprovado
é uma lei com urgência. Com isso, moradores dos locais mais afetados devem continuar sendo prejudicados por tempo indeterminado. A ideia é integrar essas estruturas a projetos viários, espaços públicos e intervenções urbanas já planejadas, como no centro da cidade e em obras em andamento.
“Curitiba quer avançar na sustentabilidade”
na Câmara, que institui o uso de jardins de chuva como dispositivo de escoamento de águas pluviais em Curitiba.

Curitiba possui um problema crescente de impermeabilização do solo urbano. O especialista vê o projeto como necessário e explica sobre como deve ocorrer a implantação. “Os jardins de chuva funcionam melhor quando implantados em rede, e não de forma isolada, criando um sistema distribuído de drenagem. Além disso, deve-se estudar bem o local, pois existem várias condicionantes técnicas que podem até atrapalhar o funcionamento dessas estruturas.”
“Ainda não temos nenhum jardim de chuva feito pelo poder público em Curitiba, mas já sabemos que projetos como as obras do Inter 2, em pontos importantes da cidade, como a Avenida Arthur Bernardes, já contam com essa solução baseada na natureza”, afirma a vereador Laís Leão, autora da lei.
A implementação dos jardins ainda não tem uma data de início dos testes, porque não
A gerente de farmácia Juliana Cândida é moradora do bairro Tatuquara e já sofreu com alagamentos na própria casa. “Havia alagamentos na minha casa, porque ela é abaixo do nível da rua. Em uma rua próxima, quando chove muito, ela acaba ficando alagada e dificul a passagem de carro”, diz. Ela ainda complementa dizendo que a prefeitura nunca tomou uma medida para solucionar o problema, mas espera uma melhora no escoamento da água e limpeza de bueiros.
Locais com problemas de alagamentos recorrentes por conta do urbanismo podem receber os primeiros testes, como o Cajuru, Parolin e Rebouças. Em bairros onde há proximidade de rios a ideia também ganha força, como é o caso do Boqueirão, próximo do Rio Belém, e do Umbará, banhado diretamente pelo Alto Rio Iguaçu.
“Essa lei representa a confimação de que Curitiba quer avançar na sustentabilidade e principalmente inovar. A Lei dos Jardins de Chuva incorporou no rol de ferramentas da política pública de drenagem urbana novas opções de soluções à disposição do poder público, e a nossa vontade é que ela vire realidade em todas as regiões de Curitiba”, completa a vereadora.

Fortes chuvas em Curitiba nos útimos anos
Nos últimos anos, a capital paranaense vem sendo afetada por fortes chuvas e temporais, que geram alagamentos e consequentemente afetam a vida da população. Os dados de 2025 e 2026 comprovam:
• No início de fevereiro deste ano, a chuva estimada para os dez primeiros dias do mês, caiu em um só dia. O Bairro Novo foi um dos mais afetados, e registrou 71 mm de chuva. Assim como no Jardim das Américas, onde foram 26,6 mm em apenas 15 minutos. No dia seguinte, foram registradas 42 solicitações para retirada de árvores e galhos na região central da capital.
• No ano passado, também houveram números surpreendentes. Em janeiro de 2025, Curitiba já havia registrado um volume de chuvas 62% superior à média histórica do mês, e nos trinta dias seguintes a precipitação acumulada superou em 88% a média dos anos anteriores.
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Quais são as ruas e esquinas mais afetadas pelos alagamentos?
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O estado é o terceiro que mais recebeu imigrantes no Brasil no período, com venezuelanos liderando as entradas registradas no estado do Paraná
Juliane Damas, Lais Arzua e Mariana Glonik
3º Período

A Copa do Brasil vai muito além de um simples campeonato: é paixão, emoção e dedicação. Jogadores, treinadores e delegação entregam muito mais do que é mostrado na televisão, a entrega é feita em meses de preparação. O espírito de equipe e a gana da vitória tomam conta do processo




